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O estrangeiro que estiver no Brasil na condição de Refugiado ou Asilado e pretender
permanecer no território nacional deverá atender um dos requisitos abaixo da
Resolução Normativa nº 06 de 21 de agosto de 1997, do Conselho Nacional de
Imigração:

1- Residir no Brasil há no mínimo 06 (seis) anos na condição de refugiado ou asilado;


2- Ser profissional qualificado e contratado por instituição instalada no País, ouvido o
Ministério do Trabalho;
3- Ser profissional de capacitação reconhecid a por órgão da área pertinente;
4- Estar estabelecido com negócio resultante de investimento de capital próprio, que
satisfaça os objetivos de Resolução Normativa do Conselho Nacional de Imigração,
relativos á concessão de visto a investidor estrangeiro.

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c É aquela em que a sentença é proferida em outro país, mas
que deve ser executada no Brasil. A legislação brasileira reconhece a validade de uma
Sentença Arbitral, entretanto faz algumas exigências adicionais para ser reconhecida
pelo Poder Judiciário brasileiro.

No Direito Internacional Público, entre essas soluções encontram -se: o sistema de


consultas , os bons ofícios , a mediação , a conciliação e a arbitragem. Já no Direito
Internacional Privado, atualmente, a mais visada é a arbitragem, embora também
sejam muito utilizadas a mediação e a conciliação.

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Embora já seja consagrada sua utilidade na esfera do Direito Público, a arbitragem


assume especial relevo no âmbito privado, em especial no que tange ao Direito
Comercial Internacional.

Com o incremento do fenômeno da globalização e a tendência de formação de blocos


econômicos, cresceu a necessidade de meios jurídicos que assegurassem uma solução
rápida, econômica, sigilosa e técnica para os conflitos de interesses que surgissem em
decorrência dessas relações. Desse modo, para se garantir um tratamento equânime
entre as partes, afastando a incerteza quanto a isenção de Tribunais locais em conflitos
entre nacionais e estrangeiros, implementou-se um sistema moderno de arbitragem.
A arbitragem é, assim, "uma via jurisdicional, porém não-judiciária, de solução pacífica
de litígios internacionais."




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As partes devem:

- escolher um árbitro;
- descrever a questão do conflito ;
- e a delimitação do direito aplicável.

A arbitragem tem como objetivo a solução do conflito através de árbitros escolhidos


pelas partes, portanto de sua confiança.

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As principais vantagens desse sistema são:

a celeridade, a confidencialidade (o conteúdo da arbitragem fica circunscrito às partes


e aos árbitros), a especialização (os árbitros podem ser técnicos) e a possibilidade de
decisão por equidade. Para os contratos internacionais justifica-se também pelos
custos envolvidos (normalmente mais baixos do que em longas e desgastantes lides
judiciais) .
As condições para que exista são basicamente:

- o compromisso arbitral ou a cláusula arbitral

- o órgão arbitral e o procedimento arbitral.

A liberdade que as partes possuem para a escolha do meio de solução de controvérsias


se reflete na possibilidade de optarem pela arbitragem, celebrando um compromisso
arbitral, em que as partes descrevem o litígio, limitam as regras aplicáveis, elegem o
árbitro ou o tribunal arbitral, estabelecem prazos e regras de procedimento e,
finalmente, comprometem-se a cumprir a sentença. No entanto, as partes podem ter
de se submeter a arbitragem porque haviam previamente se comprometido a seguir a
esse método, através de uma cláusula arbitral.

A sentença proferida pelo árbitro é definitiva e irrecorrível (pois não se encontra


inserido em uma estrutura judiciária), portanto, definitiva e obrigatória .

A experiência estrangeira tem demonstrado que cada vez mais se buscam esses
métodos alternativos de solução de controvérsias, justamente pelas inúmeras
vantagens que apresentam. E, assim, diversas entidades atuam para a sua
implementação. São elas, entre outras, por exemplo, a AAA (American Arbitration
Association), com sede em Nova York, a Câmara Internacional do Comércio (CIC), de
Paris, e a LCA (London Court of Arbitration).

Também na América Latina se encontram recentes esforços no sentido de viabilizar a


arbitragem e padronizar as legislações locais na superação dos entraves formais e
culturais quanto a arbitragem. É exemplo dessas medidas a Comissão Interamericana
de Arbitragem Comercial e as recentes legislações de Bolívia, Colômbia, Peru e
Venezuela.

Sobre a Arbitragem são inúmeros os textos internacionais aplicáveis. Iniciando-se com


o Protocolo de Genebra, em 1923 (incorporado pelo Brasil através do Decreto 21.187
de 22/03/1932) (13), a Convenção de Nova York (1958) (14), a Convenção do Panamá
(1975) (15) até a Lei-modelo sobre Arbitragem Comercial (UNCITRAL) (16) editada pela
ONU.

Um exemplo da moderna tentativa de soluções alternativas para os conflitos


decorrentes da prática mercantil é o que ocorre no NAFTA (17), onde a solução de
controvérsias fica a cargo da Comissão de Livre Comércio, composta pelos Secretários
de Estado dos países membros. Quando não sucedidas a prevenção, a consulta, a
conciliação ou mediação; as partes recorrem à arbitragem, com procedimento rígido,
sendo optativa a consulta de experts.

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No Mercosul, após o Protocolo de Brasília, existem dois sistema de solução de
conflitos:

Para as controvérsias públicas, inicia-se o procedimento com negociações diretas,


passando-se a intervenção do Grupo Mercado Comum .

Para as reclamações particulares, é necessária prévia tentativa da Seção Nacional do


GMC, para então se adotar o sistema do Protocolo de Brasília. Esgotados os
mecanismos previstos no Tratado, passa-se ao procedimento arbitral (art. 8º
doProtocolo de Brasília ʹ sendo desnecessário o compromisso arbitral).

O sistema arbitral previsto no Mercosul não é ideal, mas representa grande avanço
para defesa dos interesses privados dentro deste.

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Também a OMC (Organização Mundial do Comércio) merece destaque. Seu sistema de
solução de controvérsias inicia-se com as consultas prévias, passando-se então ao
estabelecimento de um painel arbitral (através de notificação ao Órgão de Solução de
Controvérsias). Da decisão arbitral cabe recurso ao Órgão de Apelação. Caso nã o haja
espontâneo cumprimento da decisão arbitral, possibilita -se a adoção de medidas
compensatórias em relação à parte vencida. Este último mecanismo garante a
efetividade das decisões arbitrais*

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O legislador brasileiro não estabeleceu regras distintas para a Arbitragem nacional e


internacional. A tendência no Direito comparado é tratar distintamente ambas as
esferas, consagrando normas mais liberais para a arbitragem internacional.

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? Convenções ratificadas pelo Brasil


Vigora no Brasil o Protocolo de Genebra de 1923 que equipara o compromisso à
cláusula compromissória (em 22-3-1932, Decreto nº 21187) e a Convenção
Interamericana sobre Arbitragem Comercial Internacional de 1975 (em 9-5-96, Decreto
nº 1902) no mesmo sentido.

Brasil também é parte da Convenção Interamericana sobre Eficácia Extraterritorial das


Sentenças e Laudos Arbitrais Estrangeiros de 1979, que trata do reconhecimento de
laudos arbitrais proferidos no exterior ( em 2 -12-1997, Decreto nº 2411).

? Posição da Doutrina e Jurisprudência Brasileiras sobre o assunto.


Principais características:

- dupla homologação;

- citação da parte domiciliada no Brasil por carta rogatória.


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- extinção do sistema da dupla homologação;
- citação: admissibilidade da via postal.

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i) laudo arbitral (sentença arbitral fora do âmbito do Mercosul ou de país ratificante


das convenções Interamericanas)- arts. 38 e 39 da lei 9307/96.

ii) laudo arbitral proferido no âmbito dos países do Mercosul - art. 20 do Protocolo de
Las Lenãs de 1992;

iii) laudo arbitral proferido em país ratificante da Convenção Interamericana de 1975(


requisitos listados no art. 5º) ou da Convenção de 1979 (art. 2º).

iv) laudo arbitral homologado por sentença judicial em país onde vigore tal exigência
homologação da sentença estrangeira- art. 15 da LICC.

A Lei 9.307/96 também consagra a preponderância dos tratados internaci onais sobre a
legislação interna no que se refere a reconhecimento e execução dos laudos arbitrais
estrangeiros (art. 34). A relevância dessa disposição se demonstra na medida em que
Tratados internacionais dos quais o Brasil é parte estabelecem como requi sito
suficiente para instauração do juízo arbitral a existência da cláusula arbitral
(independentemente da existência de compromisso arbitral .
Outra inovação da nova legislação é a questão de sua homologação. Anteriormente a
edição da Lei 9307/96, o laudo arbitral que fosse proferido no exterior deveria ser,
previamente, homologado por uma corte judiciária na localidade onde havia sido
proferido. Somente após isso, seguir-se-ia ao Supremo Tribunal Federal, onde seriam
analisados os aspectos formais pertinentes ao laudo e à sentença estrangeira que o
homologava. Nesse processo não seria discutido o mérito da decisão, apenas se esta
violasse a soberania nacional, os bons costumes e a ordem pública.

Atualmente, para que as sentenças arbitrais sejam reconhecidas e executadas em


território nacional basta que a sentença proferida no exterior seja submetida à
homologação do STF, cessando a exigência da dupla homologação. O STF só não a
homologará se esta ferir a ordem pública nacional e se o objeto do litígio não for
passível de decisão por arbitragem no Brasil.

Com essas inovações consagradas pela nova legislação o instituto da arbitragem


poderá, finalmente, ser aplicado no Brasil com um mínimo de segurança em termos de
efetividade da decisão. As recentes dúvidas quanto à constitucionalidade de seus
dispositivos apenas refletem o maior interesse e aplicação desse mecanismo de
solução de controvérsias.

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c*-:- A sentença arbitral estrangeira será reconhecida ou executada no Brasil de
conformidade com os tratados internacionais com eficácia no ordenamento interno e,
na sua ausência, estritamente de acordo com os termos desta Lei

;< = - Considera-se sentença arbitral estrangeira a que tenha sido
proferida fora do território nacional.

c* -> - Para ser reconhecida ou executada no Brasil, a sentença arbitral estrangeira
está sujeita, unicamente, à homologação do Supremo Tribunal Federal.

c* -1 - Aplica-se à homologação para reconhecimento ou execução de sentença
arbitral estrangeira, no que couber, o disposto nos arts. 483 e 484 do Código de
Processo Civil.

c* -/ - A homologação de sentença arbitral estrangeira será requerida pela parte
interessada, devendo a petição inicial conter as indicações da lei processual, conforme
o Art. 282 do Código de Processo Civil, e ser instruída, necessariamente, com:

I - o original da sentença arbitral ou uma cópia devidamente certificada,


autenticada pelo consulado brasileiro e acompanhada de tradução oficial;

II - o original da convenção de arbitragem ou cópia devidamente certificada,


acompanhada de tradução oficial.

c* -? - Somente poderá ser negada a homologação para o reconhecimento ou
execução de sentença arbitral estrangeira, quando o réu demonstrar que:

I - as partes na convenção de arbitragem eram incapazes;

II - a convenção de arbitragem não era válida segundo a lei à qual as partes a


submeteram, ou, na falta de indicação, em virtude da lei do país onde a
sentença arbitral foi proferida;

III - não foi notificado da designação do árbitro ou do procedimento de


arbitragem, ou tenha sido violado o princípio do contraditório, impossibilitando
a ampla defesa;

IV - a sentença arbitral foi proferida fora dos limites da convenção de


arbitragem, e não foi possível separar a parte excedente daquela submetida à
arbitragem;

V - a instituição da arbitragem não está de acordo com o compromisso arbitral


ou cláusula compromissória;
VI - a sentença arbitral não se tenha, ainda, tornado obrigatória para as partes,
tenha sido anulada, ou, ainda, tenha sido suspensa por órgão judicial do país
onde a sentença arbitral for prolatada.

c*-, - Também será denegada a homologação para o reconhecimento ou execução
da sentença arbitral estrangeira, se o Supremo Tribunal Federal constatar que:

I - segundo a lei brasileira, o objeto do litígio não é suscetível de ser resolvido


por arbitragem;

II - a decisão ofende a ordem pública nacional.



;<= - Não será considerada ofensa à ordem pública nacional a efetivação
da citação da parte residente ou domiciliada no Brasil, nos moldes da convenção de
arbitragem ou da lei processual do país onde se realizou a arbitragem, admitindo -se,
inclusive, a citação postal com prova inequívoca de recebimento, desde que assegure à
parte brasileira tempo hábil para o exercício do direito de defesa.

c*:.- A denegação da homologação para reconhecimento ou execução de sentença
arbitral estrangeira por vícios formais, não obsta que a parte interessada renove o
pedido, uma vez sanados os vícios apresentados.