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CONHECIMENTOS SOBRE

FORTALEZA
CONHECIMENTOS SOBRE FORTALEZA

1. LOCALIZAÇÃO E LIMITES.

A cidade de Fortaleza desenvolveu-se sobre suaves ondulações litorâneas, às margens do Rio Pageú. Está localizada no litoral
norte do estado do Ceará e limita-se: ao norte e ao leste com o Oceano Atlântico e com os municípios de Eusébio e Aquiraz; ao sul
com os municípios de Pacatuba e Itaitinga e a oeste os municípios de Caucaia e Maranguape. Recebe em sua região metropolitana 16
bacias hidrográficas, sendo as mais importantes as dos rios Ceará, Pacoti, Cocó e Maranguapinho. Juntas, elas somam uma extensão
de 336Km2. A cidade abriga ainda sete lagoas de médio porte: Messejana, Parangaba, Maraponga, Mondubim, Opaia, Pajuçara e
Jaçanaú.

2. HIDROGRAFIA.

Fortaleza tem várias lagoas e rios. Entre as lagoas, as maiores e mais importantes são: lagoa da Parangaba, conhecida por sua
feira de variedades; lagoa da Messejana, onde se encontra a maior estátua de Iracema de Fortaleza, e as do Opaia, Maraponga e Po-
rangabuçu. Isto porque as demais simplesmente desapareceram em razão de um indiscriminado aterramento.
Fortaleza é cortada por dois rios e alguns riachos. O rio Ceará desemboca na praia da Barra do Ceará, mas não passa por dentro
da cidade. O rio marca a divisa com o município de Caucaia, onde existe a Área de Proteção Ambiental do Estuário do rio Ceará, com
características de mangue. O rio Maranguapinho é o maior afluente do rio Ceará. Nasce na Serra de Maranguape, com extensão de 34
quilômetros, dos quais 17 estão dentro de Fortaleza. O riacho Pajeú é historicamente o córrego em que se assentou a cidade. Restam
somente duas áreas verdes às margens do Pajeú: a primeira por trás da antiga sede da prefeitura, no centro, e a segunda próxima à
administração da Câmara de Dirigentes Lojistas — CDL de Fortaleza. Ainda se encontram riachos de importância, como Maceió e
Jacarecanga. O rio Cocó é o mais importante rio de Fortaleza. Perto de sua foz foi criado em 1989 e ampliado em 1993 o Parque do
Cocó, a área verde mais importante da cidade. Um de seus afluentes é o rio Coaçu, que deságua junto à foz do Cocó. O Coaçu faz a
divisa de Fortaleza com o Eusébio em uma área na qual o leito do rio forma a maior lagoa de Fortaleza, a lagoa da Precabura. O foz
do rio Pacoti faz a divisa de Fortaleza com Aquiraz, cujas margens com seus manguezais formam hoje a Área de Proteção Ambiental
do rio Pacoti.

Litoral: O litoral de Fortaleza tem uma extensão de 34 quilômetros, com um total de 15 praias. Tem como limites a foz dos rios
Ceará ao norte e Pacoti ao sul. Outros rios e riachos que deságuam no litoral cearense são: Riacho Pajeú, Riacho Maceió, Riacho
Jacarecanga e o Rio Cocó.
Panoramica Litoral Fortaleza

A Praia da Barra do Ceará é a praia que faz o limite de Fortaleza com a cidade de Caucaia localizada ao norte. Tem esse nome
por ser a foz do rio Ceará. O local tem muita importância para a história da cidade porque foi o primeiro lugar onde o açoriano Pero
Coelho de Sousa fez uma incursão em 1603, construindo o Fortim São Tiago. A Praia de Iracema tem uma das noites mais agitadas
com seus bares e alguns prédios históricos, como a Igreja de São Pedro, o Estoril e a Ponte Metálica, além de galerias de arte e o Cen-
tro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Também é local da prática de surfe e pesca. Na Praia de Meireles encontra-se a avenida “Beira
Mar”, que vai até o Mucuripe. Nela está a principal concentração de hotéis da cidade. O clube Náutico é um marco desta praia, em
frente do qual acontece, todos os dias, a feira de artesanato mais conhecida da cidade. A Volta da Jurema é o local mais nobre do litoral
de Fortaleza. O Mucuripe é famoso por sua comunidade de pescadores e pela composição de Raimundo Fagner que retrata a jangada
e o jangadeiro. Todos os dias, à tarde e de manhã cedo, é possível ver a partida e a chegada dos pescadores. Tem um movimentado
mercado de peixes e mariscos e a mais antiga estátua de Iracema e Martim da cidade, inaugurada em 1965. Logo depois do Mucuripe
fica a Praia do Titãzinho, que é famosa pela prática do surfe que revelou talentos como “Tita Tavares” e “Fabinho”. A Praia do Futuro
é uma das mais visitadas pelos turistas, com uma longa extensão ocupada por muitas “barracas”, que são restaurantes especializados
em frutos do mar. Um evento típico de Fortaleza é a Caranguejada todas as quintas-feiras. O Parque Estadual Marinho da Pedra da
Risca do Meio fica distante do Porto do Mucuripe cerca de 10 milhas náuticas, ou 50 minutos.

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3. POPULAÇÃO.

Uma das principais causas do crescimento demográfico de Fortaleza ao longo de sua história foi o período de secas no interior
e a consequente fuga para a cidade, o êxodo rural, assim como a busca por melhores condições de emprego e renda. A população de
Fortaleza no ano de criação da vila em 1726 é estimada em 200 habitantes no núcleo urbano. O primeiro censo populacional realizado
na cidade ocorreu em 1777 (ano de grande seca no Ceará), a mando do Capitão-General José César de Menezes, contabilizando 2.874
pessoas. Em 1808 a população foi estimada em 1.200 pessoas pelo viajantes inglês Henry Koster. Em 1813 o governador Manuel
Inácio de Sampaio mandou realizar o primeiro censo em todo o Ceará, que contabilizou em Fortaleza população de 12.810 habitantes.
A última contagem da população antes do censo nacional de 1872 foi realizada em 1865, durante a Guerra do Paraguai, que resultou
em uma população de 19.264 pessoas. Neste ano embarcaram no porto da cidade para a guerra 1.236 pessoas entre soldados e oficiais.

O primeiro ponto discrepante do crescimento populacional de Fortaleza se deu entre 1865 e 1872, quando teve início a cons-
trução da Estrada de Ferro de Baturité. Por demandar uma grande quantidade de mão de obra, a população da cidade crescia com a
economia. Em 1877 outra seca fez uma grande quantidade de flagelados migrarem para Fortaleza e entorno. Migrações repetiram-se
ainda nas secas de 1888, 1900, 1915, 1932 e 1942. Nestas três últimas datas foram instalados campos de concentração no interior para
evitar a chegada de retirantes à capital, contudo bairros de alta densidade demográfica, como o Pirambu e outras regiões da periferia,
têm seus processos de formação diretamente ligados com as migrações de camponeses seduzidos pelas promessas da modernidade
da maior urbe do Ceará.

Em 1922 Fortaleza atingiu sua primeira centena de milhar de habitantes, com a anexação dos municípios de Messejana e Paran-
gaba, que hoje são bairros importantes da cidade. Parangaba era uma cidade com população superior a 20.000 habitantes, uma vez
que era a primeira estação antes de Fortaleza, o que a fez receber uma grande quantidade de retirantes das secas.

Nos primeiros anos da Ditadura Militar houve em Fortaleza diversas mudanças que fizeram da cidade polo de indústrias. No
primeiro governo de Virgílio Távora (1963-1966) teve início a implantação do Distrito Industrial de Fortaleza (DIF I). Em 1973, For-
taleza já contava com quase um milhão de habitantes quando foram criadas no Brasil as Regiões Metropolitanas, passando a cidade a
constituir-se em uma delas. Em 1983 o DIF I passou a integrar o território do novo município de Maracanaú que, tão logo foi criado,
passou a fazer parte da Região Metropolitana de Fortaleza.

Na década de 1980 Fortaleza ultrapassou Recife em termos populacionais, tornando-se a segunda cidade mais populosa do
Nordeste, com 1.308.919 habitantes. Ao longo das últimas décadas do século XX a cidade foi “inchando” cada vez mais, até atingir
mais de dois milhões de habitantes no ano 2000. O censo de 2010 (IBGE/2010) contabilizou uma população de 2.452.185 habitantes,
fazendo de Fortaleza a quinta cidade mais populosa do Brasil, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. A estimativa
da pupulação em 2013, segundo o IBGE, é de 2.551.805 habitantes.

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4. ASPECTOS POLÍTICOS, ADMINISTRATI-


VOS, ECONÔMICOS E CULTURAIS.

Aspectos Políticos

O governo municipal de Fortaleza é dividido em dois poderes: executivo exercido pelo prefeito Roberto Claúdio, auxiliado por
meio de ação regionalizada executada em conjunto pelas sete Secretarias Executivas Regionais (SER), e o legislativo na figura dos
41 vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza, que fiscaliza o executivo e discute as leis no âmbito municipal. No Brasil os muni-
cípios não tem poder judiciário. O número total de pessoas ocupadas diretamente na administração em 2005 foi de 24.592 pessoas. A
partir do ano de 2005 foi implantada na cidade a gestão participativa, que possibilita uma efetiva participação da população. O projeto
encontra-se ainda em fase de implantação, melhorias e adaptações.

Capital do Ceará

Fortaleza é a capital do estado desde que o Ceará se tornou uma capitania independente em 1799. O bairro Cambeba abriga o
centro administrativo Governador Virgílio Távora, que concentra a sede da maioria das secretarias de governo e outras instituições
administrativas. Hoje, o Gabinete do Governador está instalado no Palácio da Abolição, anteriormente localizava-se no Centro Ad-
ministrativo Bárbara de Alencar, também conhecido como Palácio Iracema, que historicamente foi no antigo Clube Iracema, situado
na Praça dos Voluntários, então cedido para Paço Municipal (onde está instalada a Secretaria Municipal de Finanças).
Como sede do governo do estado do Ceará, Fortaleza é também sede regional de diversas instituições do governo federal, como
o Banco do Nordeste, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e a Rede Ferroviária do Nordeste. A Base Aérea
de Fortaleza é um importante marco da aviação militar durante a Segunda Guerra Mundial, que, junto com a Capitania dos Portos do
Ceará, a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará e o Comando da décima Região Militar, são as instituições militares presentes
em Fortaleza. A Cruz Vermelha e a Unicef também estão presentes em Fortaleza.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Fortaleza, por provisão de 06-08-1761.


Elevado à categoria de Vila com a denominação de Fortaleza, por ordem régia de 13-02-1699. Sede no núcleo de Fortaleza.
Constituído do distrito sede. Instalado em 1700.
Em 1701, transfere a sede do núcleo Fortaleza para Barra do Ceará, lugar que teve posteriormente a denominação de Vila Velha,
mas volta para Fortaleza em 1706. Ainda em 1706 a sede é mudada novamente para Barra do Ceará, voltando para Fortaleza em 1708.
Em 1710 a Vila de Fortaleza passou a denominar-se São José do Ribamar do Aquiraz.
Em 11-03-1711, por alvara a vila volta a denominar-se Fortaleza.
Pela ordem régia de 30-01-1713, transfere a sede da vila de Fortaleza para Aquiraz.
Elevado à categoria de município com a denominação de Fortaleza, por resolução régia de 0903-1725. Sede no atual distrito de
Fortaleza. Instalado em 13-04-1726.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Fortaleza, por resolução imperial de 0201-1823, decreto imperial de 24-
02-1823 e carta imperial de 17-03-1823, e por este ultimo ato o Município de Fortaleza, passou a denominar-se Fortaleza da Nova
Bragança.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: Fortaleza e Patrocínio.
Pelo decreto estadual nº 1156, de 04-12-1933, são criados os distritos de Messejana e Mondubim. Sob o mesmo decreto o muni-
cípio de Fortaleza adquiriu o extinto município de Porangaba.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 7 distritos: Fortaleza, Alto da Balança,
Barro Vermelho, Messejana, Mondubim, Porangaba e Pajuçara. Não figurando o distrito de Patrocínio.
Pela lei nº 226, de 30-11-1936, o distrito de Pajuçara passou a denominar-se Rodolfo Teófilo.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1936, o município é constituído de 7 distritos: Fortaleza, Alto da Balança, Barro Verme-
lho, Messejana, Mondubim, Porangaba e Roldolfo Teófilo ex-Pajuçara.
Pela lei municipal de Fortaleza nº 79, de 28-06-1937, o distrito de Barro Vermelho passou a denominar-se Antônio Bezerra.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1937, o município é constituído de 7 distritos: Fortaleza, Alto da Balança, Antônio Be-
zerra ex-Barro Vermelho, Messejana, Mondubim, Porongaba e Roldolfo Teófilo.

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Pelo decreto estadual nº 448, de 20-12-1938, são extintos os distritos de Rodolfo Teófílo, sendo seu território anexado ao distrito
de Maracanaú, dos municípios de Maranguape e Alto Balança, sendo seu território anexado ao distrito sede de Fortaleza.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: Fortaleza, Antônio Bezerra,
Messejana, Mondubim e Porangaba.
Pelo decreto-lei estadual nº 1114, de 30-12-1943, o distrito de Parangaba passou a denominar-se Porangaba.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 5 distritos: Fortaleza, Antônio Bezerra, Mecejana,
Mondubim e Parangaba ex-Porangaba.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Aspectos Econômicos

Em 2008 o PIB de Fortaleza foi de 28.350.622.000,00 (R$28,3 bilhões) de reais, com um aumento nominal relativo ao ano an-
terior de quase de 4 bilhões, esse total representa 47,1% do PIB do Ceará. De 2007 para 2008, a concentração do PIB cearense na
capital caiu 0,4%. Em 2005, o PIB fortalezense representava 48,2% do PIB cearense.
Já em 2009, o PIB de Fortaleza saltou quase 3.5 bilhões, para 31.789.186 de reais.
Dentre as capitais do Nordeste, Fortaleza possuía o segundo maior PIB, sendo superado apenas por Salvador. Estimava-se que
em 2011, Fortaleza teria o maior PIB do Nordeste, de acordo com o aumento nominal que vem ocorrendo nos últimos anos ser maior
do que o de Salvador. Porém, isso aconteceu em 2010, quando a capital cearense cresceu mais de 5 bilhões, alcançando o PIB de 37.1
bilhões, superando as expectativas.

O comércio diversificado é o maior gerador de riquezas da economia de Fortaleza. A principal área de comércio continua sen-
do o Centro, reunindo o maior número de estabelecimentos. A Avenida Monsenhor Tabosa é outro corredor comercial importante,
próxima ao polo turístico da Praia de Iracema, bem como a Avenida Gomes de Matos no bairro Montese. Ressalte-se ainda o grande
crescimento econômico dos bairros da periferia de Fortaleza, como o bairro Montese, na Avenida Gomes de Matos, e do Bairro Bom
Jardim, na Avenida Oscar Araripe. O fato de esses bairros, antes residenciais, estarem virando bairros comerciais, deve-se ao fato
de estarem muito longe do centro da cidade, que é o bairro com maior atividade comercial de Fortaleza. Assim, a população desses
bairros e adjacências consome localmente os produtos e serviços, fortalecendo a economia local e facilitando a descentralização da
economia de Fortaleza. Grande parte do crescimento econômico desses bairros deve-se à criação de Associações de Moradores e
Comerciantes, que fazem feiras locais, e Projetos sociais que visam mudar a cara dos bairros do Bom Jardim e Montese.

A produção de calçados, produtos têxteis, couros, peles e alimentos, notadamente derivados do trigo, além da extração de mine-
rais, são os segmentos mais fortes da indústria em Fortaleza. Em 2004 foram contados pelo IBGE um total de 7.860 unidades indus-
triais. A Petrobras tem a LUBNOR instalada em Fortaleza, que é a menor refinaria da estatal, mas que tem subprodutos de alto valor
agregado, como lubrificantes finos. Dentre as grandes empresas de alimentos do Brasil as maiores do mercado de massas e farinhas
são de Fortaleza: M. Dias Branco, J. Macedo e Grande Moinho Cearense. A Ypióca, também com sede em Fortaleza, se destaca no
ramo de bebidas alcoólicas. No segmento farmacêutico, é sede das Farmácias Pague Menos, maior rede do varejo farmacêutico do
Brasil. No segmento da indústria naval o estaleiro INACE é um dos mais importantes fabricantes de iates do Brasil, com sede em
Fortaleza. É ainda sede de grandes empresas de transporte, como a Companhia Ferroviária do Nordeste e a Expresso Guanabara. O
Grupo Edson Queiroz, com diversas empresas tais como Indaiá, Nacional Gás, Esmaltec e o Sistema Verdes Mares, dentre outras,
tem grande presença no desenvolvimento econômico da cidade.
No mercado financeiro, Fortaleza é a sede do Banco do Nordeste. O Banco Central do Brasil tem uma unidade descentralizada
em Fortaleza, assim como a Bovespa. Outros bancos que foram extintos, como o BANCESA, Banfor e o BEC, que foi incorporado
pelo Bradesco, tiveram suas sedes na cidade. Foi sede do BICBANCO e do BMC. Em 2005, de acordo com o IBGE, a cidade contava
com 152 agências de instituições financeiras.

Aspectos Culturais

A vida cultural de Fortaleza é diversificada e fecunda. Muitos artistas, entre escritores, pintores e cantores, utilizam os palcos e as
praças mais movimentadas da cidade para divulgar o que ela tem de mais sensível. Vários teatros, sendo o mais importante o Theatro
José de Alencar, são palco das obras mais relevantes da cultura local e universal. Existem ainda os teatros ligados a instituições de
ensino, tais como o teatro do Ibeu e o Teatro Arena do Colégio Christus. O Museu do Ceará e o Museu de Fortaleza, no Farol do Mu-
curipe, guardam os artefatos mais relevantes da memória fortalezense. As instituições mais relevantes e de maior passado histórico
ainda presentes na vida da cidade são a Academia Cearense de Letras e o Instituto do Ceará, ambas tendo sido criadas no final do
século XIX por nomes importantes como Capistrano de Abreu e Farias Brito. O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) é

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atualmente o principal espaço cultural de Fortaleza. Neste centro existem museus, teatro, um planetário, cinemas e espaços para apre-
sentações públicas de cantadores, poetas, bandas e demais espetáculos. Fica no entorno de uma das áreas de fundação de Fortaleza,
com um patrimônio arquitetônico ainda preservado remanescente do tempo da economia do algodão. O Passeio Público de Fortaleza
é um dos patrimônios culturais e paisagísticos da cidade, praça onde foram fuzilados os revolucionários cearenses da Confederação
do Equador. A Casa de Juvenal Galeno é outra importante instituição cultural de Fortaleza, que leva o nome de um dos mais impor-
tantes poetas nascido na cidade, Juvenal Galeno. Nesse espaço cultural foi criado em 1969 o Clube dos Poetas Cearenses pelo poeta
Antônio Carneiro Portela – agremiação de jovens sonhadores que se reuniam aos sábados. Foi ali que diversos jovens – com talento
para as letras – iniciaram, e hoje figuram na lista dos principais autores da literatura cearense. Dentre os jovens idealistas que frequen-
tavam a Casa, destacam-se – Carneiro Portela, Márcio Catunda, Vicente Freitas, Guaracy Rodrigues, Mário Gomes, Stênio Freitas,
Aluísio Gurgel do Amaral Júnior., Costa Senna, entre outros. A escritora Nenzinha Galeno, neta do ilustre poeta Juvenal Galeno, era
uma das maiores incentivadores desse movimento sociocultural.

As festas populares mais importantes são as que envolvem a Igreja Católica, dentre elas o Carnaval que em Fortaleza é comemo-
rado com desfiles de escolas de samba e de Maracatu, a da padroeira Nossa Senhora da Assunção, em 15 de agosto, as festas juninas,
e outras datas tradicionais. O Fortal, micareta no final de julho, junto com o Ceará Music no mês de outubro são os eventos musicais
mais populares.
O artesanato cearense tem em Fortaleza seu principal mercado e vitrine. Na cidade existem vários lugares específicos para a
venda de produtos artesanais, tais como: Central de Artesanato do Ceará (CEART); Centro de Turismo (EMCETUR); Feira de Arte-
sanato da Beira-Mar; Mercado Central de Fortaleza; Polo Comercial da Avenida Monsenhor Tabosa. A diversidade do artesanato en-
contrado em Fortaleza é grande, sendo mais característicos os oriundos do couro, garrafas coloridas, cerâmica, cestarias e trançados,
rendas de bilro, entre outros. A rede de dormir também é bastante procurada nos mercados de artesanato.
O patrimônio arquitetônico está concentrado no centro da cidade. Apesar de distante do centro, a Casa de José de Alencar é um
patrimônio de grande valor histórico e cultural. A Casa foi o primeiro bem tombado de Fortaleza no ano de 1964 por uma lei federal.
Além da casa onde nasceu um dos maiores escritores do Brasil, Fortaleza possui ainda outras obras arquitetônicas, como o Cine São
Luiz, onde todos os anos acontece o festival de cinema Cine Ceará, e o prédio da Estação João Felipe, ponto de partida da estrada
de ferro construída na seca de 1877. A Praça do Ferreira é outro importante marco de Fortaleza, sendo esta praça o principal palco
das manifestações sociais, pois foi em seus cafés do final do século XIX que surgiram movimentos abolicionistas, republicanos e
literários como a Padaria espiritual.
Para além das manifestações culturais de cunho artístico a sociedade fortalezense também tem representações em clubes de ser-
viço, como o Lions Club e o Rotary International. A maçonaria tem importantes representações em Fortaleza das duas obediências
mais importantes do Brasil, como a Grande Loja Maçônica do Ceará e o Grande Oriente Estadual do Ceará.

5. PONTOS TURÍSTICOS.

Fortaleza é um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil, tendo alcançado a marca de destino mais procurado do país
pela ABAV nos anos de 2004/2005. As principais atrações são o parque temático Beach Park, em Aquiraz, na Região Metropolitana,
que recebe uma média de 500 mil visitantes por ano, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a Av Beira Mar com sua feira de
artesanato, a Praia de Iracema, com a Ponte dos Ingleses e o famoso Pirata Bar e a Praia do Futuro com suas “barracas” de praia. A
cidade tem recebido um número cada vez maior de turistas estrangeiros a cada ano, especialmente de Portugal, Itália e França.
Na orla marítima de Fortaleza se localizam os principais meios de hospedagem da cidade e também muitos restaurantes e atra-
ções turísticas, com destaque para as barracas de praia e parques aquáticos, clubes, boates e casas de shows. Segundo o IBGE, a
cidade abrigava em 2005 4.367 unidades locais de empresas de alojamento e alimentação. A cidade dispõe ainda de vários consulados
que dão assistência ao turista estrangeiro.
Na estrutura de apoio ao turismo, o Governo do Estado e a prefeitura realizam eventos e incentivam e colaboram para a divul-
gação de outros, com especial destaque para o turismo de eventos e negócios. Em 2007 surgiu uma parceria entre governos para a
construção de um novo centro de convenções, o Pavilhão de Feiras e Eventos de Fortaleza. Existem na cidade diversos pontos de
informação turística, com destaque para os localizados no aeroporto, rodoviária, calçadão da Av. Beira Mar e no Centro Cultural
Dragão do Mar. Na Praia de Iracema existe um posto policial especializado para o turista estrangeiro.
As belas praias são muito importantes para o turismo da cidade destacam-se as praias: Praia do Futuro, Praia de Iracema, Barra do
Ceará, Praia do Naútico, Praia do Mucuripe,Praia do Meireles entre outras.Além das famosas barracas de praia que servem o melhor
caranguejo e o melhor camarão do Brasil.

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Ainda há diversos prédios históricos, praças, pontes e parques como:Farol Velho do Mucuripe,Jardim Japonês,Parque do
Cocó,Palácio da Abolição,Praça Portugal,Praça do Ferreira,Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção,Passeio Público entre outros.

6. PATRIMÔNIO CULTURAL.

Poucas construções históricas foram tombadas até agora. A maioria está a mercê da especulação imobiliária. A cada mês um
prédio do início do século passado é destruído no Centro de Fortaleza. Como dizem os estudiosos, a nossa Capital é a cidade do
derruba - o povo não tem respeito pelo patrimônio histórico. São vários os exemplos disso, como a casa de Alberto Nepomuceno,
situada na Rua Senador Pompeu, a casa de Rodolfo Teófilo, então situada na Av. João Pessoa, que foi demolida em 1985, e o antigo
prédio do Liceu, na Praça dos Voluntários.
Além dos grandes prédios antigos do Centro, existem centenas de casas que datam do início do século vinte, ou anteriores espa-
lhadas pelo Centro e bairros vizinhos. São os “primos-pobres” do centro histórico. São uma parte do patrimônio menos valorizada
ainda, mas que representam uma época de Fortaleza e portanto, tem sua importância, como passamos a mostrar, num rápido passeio
por lá:
Praça do Ferreira - A mais tradicional de Fortaleza
Farmácia Osvaldo Cruz - Construída em 1934, foi a primeira farmácia de manipulação de Fortaleza, mantém até hoje, sua
arquitetura e os móveis originais. Situa-se na Praça do Ferreira, Rua Major Facundo, 576 (Centro).
Palacete Ceará - Inaugurado em 1914, em 1946 passou a ser ocupado pela Caixa Econômica Federal, que o comprou em 1955
e o utiliza até hoje. Localização: Rua Guilherme Rocha, 48. Praça do Ferreira – Centro.
Praça José de Alencar - Antiga Praça Marquês de Herval, entre as Ruas General Sampaio, 24 de Maio, Liberato Barroso e
Guilherme Rocha. Fica em frente ao Theatro José de Alencar, e junto com o IPHAN, e a Igreja do Patrocínio, forma um importante
conjunto arquitetônico. A estátua do escritor é uma bela peça arquitetônica.
Theatro José de Alencar - Inaugurado a 17 de junho de 1910, é composto por uma estrutura metálica importada da Escócia, que
fica por trás da fachada em estilo neoclássico.
O salão principal, com quatro andares, possui um palco com elevador. O teatro conta ainda com uma biblioteca, uma galeria
de artes e um jardim lateral (projetado pelo paisagista Burle Max). Em 1964 foi tombado como patrimônio histórico nacional pelo
IPHAN, constitui um dos mais significativos monumentos artísticos da cidade. Foi restaurado pela última vez entre 1989 e 1991.
Situa-se na praça que leva o seu nome.
Igreja do Carmo - Surgiu de uma simples capela, construída em 1870. Em 1879, teve sua planta reformulada pelo arquiteto
Adolfo Hebster, e foi concluída em 1906. Fica na Praça do Carmo, entre a Av. Duque de Caxias, a rua Barão do Rio Branco, Major
Facundo e Clarindo de Queiroz.
Praça dos Leões - Construída em 1877, oficialmente chama-se Praça General Tibúrcio, em homenagem ao General cearense,
que participou da Guerra do Paraguai. É conhecida popularmente por Praça dos Leões por possuir estátuas de leões em bronze trazi-
das da França no início do século passado. Recentemente recebeu uma estátua de bronze de Rachel de Queiroz, sentada em um dos
bancos da praça. Situa-se no Cruzamento das ruas São Paulo e Sena Madureira.
Igreja do Rosário - Originou-se de uma pequena capela construída pelos escravos por volta de 1730, tendo passado por várias
reformas. Recentemente, ia ser demolida pelo governo de Lúcio Alcântara, mas durante as obras foram achados corpos de escravos,
forçando o cancelamento da demolição. Situa-se na Praça dos Leões, ao lado da Academia Cearense de Letras e próximo ao Museu
do Ceará.
Palácio da Luz - Localizado na Praça dos Leões, ao lado da Igreja do Rosário, o Palácio da Luz, foi construído no final do sé-
culo XVIII para servir de residência ao capitão-mor António da Costa Viana. Em 1814 foi adquirido pelo governo imperial e depois
ocupado como sede do governo estadual. Atualmente abriga a Academia Cearense de Letras.
Museu do Ceará - O prédio foi construído entre 1856 e 1871, para abrigar a Assembleia Legislativa do Estado. Depois que a As-
sembleia mudou-se, abrigou a Faculdade de Direito, a Biblioteca Pública e a Academia Cearense de Letras. Foi tombado pelo IPHAN
e hoje abriga o Museu do Ceará. Possui objetos de grande valor histórico como o livro no qual foi lavrada a Abolição dos Escravos
no Ceará e a bandeira utilizada na Confederação do Equador. Situa-se na Rua São Paulo, 51 (ao lado da Praça dos Leões, no Centro).
Catedral - A antiga Igreja da Sé, concluída em 1854 foi demolida em 1938 para a construção de uma nova catedral. Com seu
imponente estilo gótico, a catedral levou 40 anos para ser construída. As obras começaram em 1948 e só terminaram em 1978. Tem
capacidade para 5.000 pessoas. Situa-se na Rua Sobral, s/n (Centro).

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Paço Municipal - Casarão construído na metade do Século XIX, foi adquirido pelo governo em 1866 e transferido para o bispa-
do em 1892. Funcionou como Paço Municipal entre 1973 e 2001, retomado agora. Seu terreno possui um lindo parque cortado pelo
riacho Paejú. Rua São José, por trás da Catedral.
Estação Central João Felipe - Construída em 1880. Foi ponto de chegada e partida dos trens que levavam mercadorias e pas-
sageiros da Capital para o interior e vice-versa. Mantém a fachada (em estilo neoclássico) praticamente inalterada e funciona hoje,
sob tutela do Metrofor, fazendo linhas para Caucaia e Pacatuba. Fica na Rua João Moreira, em frente a Praça Castro Carreira (Praça
da Estação), no Centro.
Passeio Público - No início do século XIX o Passeio Público chamava-se Campo da Pólvora. À partir de 1825, devido ao fu-
zilamento de participantes da Confederação do Equador (Padre Mororó, Pessoa Anta, Coronel Carapinima, Azevedo Bolão, entre
outros), passou a ser conhecido como Praça dos Mártires.
Construído no século XIX, em estilo neoclássico, foi importante ponto de lazer da sociedade fortalezense, até o ajardinamento
das Praças do Ferreira e Marquês de Herval (atual Praça José de Alencar). A praça,, bastante frequentada pelos membros da Padaria
Espiritual, foi reformada nos moldes do Passeio Público do Rio de Janeiro. Possui várias estátuas de deuses pagãos, um antigo baobá
e um coreto, onde durante muito tempo se apresentou a banda da Polícia. Foi tombada como patrimônio histórico nacional. Situa-se
entre as ruas Barão do Rio Branco, Dr. João Moreira e Floriano Peixoto, ao lado da 10ª Região Militar.
Santa Casa - O Hospital da Caridade, concluído em 1857, levou 10 anos para ser construído e só possuía o pavimento térreo.
Foi reformado e re-inaugurado em 1961 com o nome de Santa Casa de Misericórdia. Rua Barão do Brio Branco, ao lado do Passeio
Público.
Seminário da Prainha - Datado do século XIX, antigamente os seminaristas de todo o Estado passavam alí os dois últimos anos
de estudos. Entre eles, o Padre Cícero. Fica no Cruzamento da Av. Dom Manuel com Av. Monsenhor Tabosa.
Teatro São José - Foi inaugurado em 1915, abriga ainda o Museu do Maracatu. Está protegido por Lei Municipal. Forma, junto
com o Monumento ao Cristo Redentor e o Seminário da Prainha, importante conjunto arquitetônico. Localizado na Rua Rufino de
Alencar, 326 (Praça Cristo Redentor) – Centro.
Mercado dos Pinhões - O Mercado dos Pinhões atual é na verdade apenas a metade do antigo Mercado do Ferro, inaugurado a
18 de abril de 1897. Fabricado na França, abrigava o mercado de carnes, que foi desmontado em 1938. Agora denominado Mercado
das Artes, revela em si dias de importantes iniciativas do resgate histórico: a restauração e conservação de um patrimônio arquitetô-
nico e histórico da cidade.

7. CLIMA E VEGETAÇÃO.

Clima

Apesar de estar inserida no clima semiárido, sua localização modifica esta realidade por estar entre serras próximas, fazendo com
que as chuvas de verão ocorram com mais frequência na cidade e entorno do que no resto do Estado. A temperatura média anual é de
26 °C, sendo dezembro e janeiro os meses mais quentes e julho o mais frio, porém com diferenças mínimas de temperatura. A média
pluviométrica é de 1600mm aproximadamente, sendo que as chuvas se concentram entre fevereiro e maio.
Sem ter bem definidas as estações do ano, existem apenas a época chuvosa (chamada localmente de “inverno”), de janeiro a
julho, e a seca, de agosto a dezembro. O mês mais chuvoso é abril (348 mm) e o mais seco é novembro (13 mm). Com a maior parte
do solo arenoso, a agricultura tornou-se de pouco expressão econômica e já na década de 1990 toda a extensão do município foi
considerada área urbana.

Vegetação

A vegetação de Fortaleza é tipicamente litorânea, com áreas de mangue e restinga. As áreas de restinga encontram-se nas proxi-
midades das dunas ao sul da cidade e perto da foz dos rios Ceará, Cocó e Pacoti. Nos leitos destes rios a mata predominante é a de
mangue. Estas matas estão protegidas por lei e formam a maior área verde da cidade, que não são cumpridas como e constantemente
é possível ver novas construções perto dos rios. A ponte construída sobre o Rio Ceará alterou a paisagem natural e atualmente uma
mesma intervenção ameaça o manguezal do Rio Cocó. O Rio Cocó e seu leito formam a maior área de mangue de Fortaleza, forman-
do o “Parque Ecológico do Cocó”, localizado a centro-leste da cidade, com 1.155,2 hectares de área verde e é um dos maiores parques
ecológicos da América do Sul. Ao norte está localizada a foz do rio Cocó e ao sul a área de mangue do rio Pacoti. Nas demais áreas
verdes da cidade já não existe a vegetação nativa, constituindo-se ela de vegetação variada, com árvores frutíferas em grande parte.

Didatismo e Conhecimento 7
CONHECIMENTOS SOBRE FORTALEZA

8. OCUPAÇÃO GEOGRÁFICA.

A área de Fortaleza é de 314,930Km2, ocupada por uma população de cerca de 2.551.805 de habitantes. A densidade demográfica
é de 7.786,44 habitantes por quilômetro quadrado. É uma cidade que cresce verticalmente, principalmente na zona litorânea.
Em Fortaleza temos ao todo 697.098 domicios ocupados e contamos com o crescimento populacional de 14,29% na última dé-
cada, somando ao todo uma população de 2.447.409 pessoas, sendo 1.145.799 homens e 1.301.610 mulheres.

Em Fortaleza contém uma população rural de 0 pessoas e população urbana de 2.447.409 pessoas.

Domícilios ocupados no Fortaleza: 697.098


Crescimento populacional no Fortaleza: 14,29% (10 anos)
População do Fortaleza: 2.551.805

Litoral

O litoral de Fortaleza tem uma extensão total de 34 km com um total de 15 praias. Tem como limites a foz dos rios Ceará ao norte
e Pacoti ao sul. Outros rios riachos que desaguam no litoral são: Riacho Pajeú, Riacho Maceió e o Rio Cocó.
Praia da Barra (do Ceará) - é a praia que faz o limite de Fortaleza com a cidade de Caucaia. Localizada ao norte, tem areia fofa
e clara e alguns arrecifes. Tem esse nome por ser a foz do rio Ceará. O local tem muita importância para a história da cidade porque
foi o primeiro lugar onde o açoriano Pero Coelho de Sousa fez uma primeira incursão em 1603 construindo o Fortim São Tiago.
Praia das Goiabeiras - diferentemente das praias vizinhas, Goiabeiras tem uma particularidade: dunas e uma larga faixa de
areia.
Praia do Arpoador
Praia do Pirambu
Praia da Jacarecanga - tem areia grossa e batida e mar calmo, é reta e não tem obstáculos naturais, como rochas e pedras.
Praia Formosa
Praia de Iracema - com sua noite agitada onde há muitos bares e alguns importantes prédios históricos como a Igreja de São
Pedro, o Estoril e a Ponte Metálica além de galerias de arte e o Centro Cultural Dragão do Mar. Também é local da prática de surf e
pesca.
Praia do Meireles - é onde se encontra a avenida “Beira Mar” que vai até o Mucuripe. É a principal concentração de hotéis da
cidade. O Clube Náutico é um importante marco desta praia. Acontece em frente deste clube, todos os dias, a feira de artesanato mais
conhecida da cidade.
Praia da Volta da Jurema - é o local mais nobre do litoral de Fortaleza. No calçadão existe um pólo de lazer e prática de es-
portes.
Praia do Mucuripe - famosa pela composição de Raimundo Fagner que retrata a Jangada e o jangadeiro e por sua comunidade
de pescadores. Todos os dias, à tarde e de manha cedo, é possível ver a partida e a chegada dos pescadores. Tem um movimentado
mercado de peixes e mariscos. Nela também existe a mais antiga estátua de Iracema da cidade com Martim, inaugurada em 1965.
Praia do Titãzinho - é famosa pela prática do surf que revelou talentos como “Tita” e “Fabinho” e boa também para a prática
da pesca esportiva.
Praia do Futuro - tem uma longa extensão ocupada por muitas “barracas” que são restaurantes especializados em frutos do mar.
Um evento típico de Fortaleza é a Caranqueijada todas às quintas-feiras.
Praia do Caça e pesca - um clube de pesca que não existe mais deu nome a essa praia, que tem água turva e areia escura, devido
à proximidade com o Rio Cocó.
Praia da Sabiaguaba - pouco movimentada, Sabiaguaba tem dunas, coqueiros e manguezal.
Praia da Abreulândia - é urbana e bastante freqüentada pelos fortalezenses. A praia é extensa, com larga faixa de areia, e vai até
a altura do Rio Pacoti, na divisa entre Fortaleza e Aquiraz. Nesse trecho, é possível encontrar algumas pequenas dunas.

Didatismo e Conhecimento 8
CONHECIMENTOS SOBRE FORTALEZA

9. HISTÓRIA DA CIDADE.

Depois de fracassadas tentativas de colonização por Pero Coelho, em 1603, e pelos padres Francisco Pinto e Luís Figueira, em
1607, não se tem notícia de novas expedições ao Ceará, até que a necessidade da reconquista do Maranhão exigisse a vinda de Mar-
tins Soares Moreno.
Moço, no dizer de historiadores, corajoso, forte e possuidor de todas as virtudes dos paladinos portugueses do século XVII,
erigiu, a 20 de janeiro de 1612, na barra do Rio Ceará um fortim a que chamou São Sebastião. Em 1613, o fortim recebeu a visita
de Jerônimo de Albuquerque, que, destinando-se ao Maranhão, passou por ali a afim de convidar Soares Moreno para participar da
expedição.
Ausentando-se para o Maranhão, Moreno só voltou ao Ceará em 1621. Encontrou o forte em ruínas, mas reconstruiu-o tratando
de apaziguar os indígenas; distribui sementes, mudas de cana-deaçúcar e gado, procurando lançar as bases da prosperidade da Capi-
tania. Permaneceu na terra até 1631, quando teve de ir para Pernambuco lutar contra os holandeses. Sucederam no comando Domin-
gos da Veiga Cabral e Bartolomeu de Brito Freire. O fortim, reduzido a estado precaríssimo, foi tomado pela expedição de George
Gartsman e Henderick Huss, a 26 de outubro de 1637, ficando sua guarda sob a responsabilidade do tenente Van Hans, posteriormente
substituído por Gedion Morris.
Em 1644, foi o forte assaltado e destruído por índios revoltados. Os flamengos voltaram em 1649, com 298 homens em duas
embarcações grandes e dois barcos menores, desembarcando em 3 de abril e levantando novo fortim, distante do primeiro, a margem
do riacho Pajeú na elevação de terreno chamado Marajaig. Este forte, construído segundo planta do engenheiro Ricardo Carr, rece-
beu o nome de Forte Schoonenborch, em homenagem ao governador de Pernambuco. Antipatizados e hostilizados pelos índios, os
holandeses transferiram todos os alojamentos e instalações e subsistências para dentro do forte.
Tal situação perdurou até que, vencidos em Pernambuco, foram obrigados a entregar a praça de guerra a Álvaro Barreto, que a
restaurou e mudou seu nome para Forte de Nossa Senhora da Assunção. Com o eficaz apoio e cooperação dos índios pacificados, deu
início a construção de uma ermida, em 1654, restabelecendo a colonização portuguesa.
Feito de madeira e estacas de carnaúba, por diversas vezes teve de sofrer reformas, até desmoronar. No local do forte arruinado,
foram lançados os alicerces da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção em 12 de outubro de 1812. Em 1847 a fortaleza sofreu remo-
delações, e dez anos depois classificada como de segunda classe. Em 1910, foi desarmada, permanecendo como simples monumento
histórico.
Fortaleza - a “ loura desposada do sol” do poema de Paula Ney, participou de movimentos cívicos da história do Brasil, antes
e depois da Independência. Referência especial deve ser feita à atitude de bravos jangadeiros, chefiados por Francisco José do Nas-
cimento, o “Dragão do Mar”, os quais impediram o trânsito de escravos no porto da capital, tornando o Ceará o Estado pioneiro da
abolição da escravatura no Brasil, a partir de 1884.

No século XX Fortaleza passa por grandes mudanças urbanas, entre melhorias e o êxodo rural, e cresce muito chegando ao final
da década de 1910 sendo a sétima cidade em população do Brasil. Entre as décadas de 1950 e 1960 a cidade passa por um crescimen-
to econômico que supera 100% e começa a ocupação de bairros mais distantes do centro. Ao final dos anos 70 começa a despontar
como um futuro pólo industrial do Nordeste com a implantação do Distrito Industrial de Fortaleza. Durante a abertura política após
o Regime Militar o povo elegeu a primeira mulher prefeita do Ceará, Maria Luiza e a primeira prefeitura comandada por um partido
de esquerda. No final do século a administração da prefeitura e a cidade passam por diversas mudanças estruturais com a abertura
de várias avenidas, hospitais, espaços culturais e despontando como um dos principais destinos turísticos do Nordeste e do Brasil.

QUESTÕES

01- (UECE) O rápido crescimento da grande Fortaleza tem implicações sócio-espaciais muito agudas nas cidades circun-
vizinhas. Indique o município que tem alocado inúmeros conjuntos habitacionais, tornando-se a maior cidade dormitório de
Ceará.

a) Aquiraz
b) Maracanaú
c) Maranguape
d) Pacatuba

Didatismo e Conhecimento 9
CONHECIMENTOS SOBRE FORTALEZA
02- (UECE) Leia com atenção o trecho:
“Cinquenta por cento dos frutos do mar, que alimentam as populações do mundo, têm origem nos ambientes estuá-
rios, toda essa riqueza de fauna e flora (em Fortaleza) está ameaçada pela destruição crescente do manguezal” – O POVO
07/06/85. Com base na citação, identifique a causa da degradação ambiental em Fortaleza.

a) As secas que assolam a região.


b) As enchentes periódicas.
c) As Mudanças climáticas do mar
d) A especulação imobiliária.

03- (UECE) Sobre Fortaleza, assinale V ou F:


( ) A cidade passa por um processo de metropolização, que atende às necessidades de acumulação capitalista inerente ao
sistema em que está inserida.
( ) Articula-se ao mundo como parte de uma rede urbana hierarquizada internacionalmente, ocupando a posição de 3ª
metrópole regional do Brasil.
( ) Exerce, a nível estadual ou regional, a múltipla função administrativa, comercial, industrial e portuária.
( ) Sofre um intenso crescimento vertical, responsável pela alteração de suas características climáticas.
( ) A sua expansão urbana tem seguido as prescrições legais em termos de política ambiental.

Escolha a sequência verdadeira:

a) V. V. V. V. F.
b) F. F. F. V. F.
c) V. V. V. F. F.
d) F. F. F. F. V.
e) V. F. V. V. F.

04- (UECE) No que se refere às transformações do espaço urbano ocorridas no centro da cidade de Fortaleza nas últimas
décadas, assinalse V ou F:

( ) As recentes transformações ocorridas na área central de Fortaleza refletem a tentativa da Prefeitura Municipal de Fortaleza
em reformar a área central, visando criar condições para atrair novos e antigos consumidores.
( ) Falar em tranformações espaciais nos remete à constatação de que o centro de Fortaleza tende a deixar de possuir uma de
seus características de outrora: local de encontro e da festa. Hoje não é mais comum encontrar rodas de pessoas nas calçadas para
conversarem. O centro constitui-se, predominantemente, em um local de grande concentração de consumidores que buscam adquirir
bens ou serviços ali existentes.
( ) Falar em transformações espaciais no centro de Fortaleza é um equívoco, por não ter sido esta área alvo de projetos de urba-
nização. Tal constatação coloca-se ao perceber o estado de deteorização em que ele se encontra atualmente.
( ) A modernização de fachadas de antigos prédios neoclássicos, construídos no início do século, revela o interesse e a necessi-
dade de defender a memória arquitetônica do centro da cidade.

É correta a sequência:
a) V F V V
b) V V V V
c) F V F F
d) F F F F

05- (UECE) Fortaleza esteve sob racionamento de água, dada a escassez dos reservatórios (açudes) públicos em con-
sequência da seca. Enquanto isso, parte da população buscou salvaguardar-se com perfuração de poços em busca da água
subterrânea, por estar a cidade sobre:
a) uma linha favorável a poços artesianos
b) um bloco de calcário, cujo subsolo é de água pesada em toda sua extensão
c) um lençol freático sem contaminação
d) espessa camada sedimentar areno-argilosa com amplo aquífero

Didatismo e Conhecimento 10
CONHECIMENTOS SOBRE FORTALEZA
06- (UECE) Indique o município da região metropolitana de Fortaleza com sua atividade mais dinâmica, a qual obtém a
maior arrecadação:

a) Pacatuba, atividade agrícola e extrativa


b) Maracanaú, atividade industrial
c) Maranguape, atividade agro-pastoris
d) Caucaia, comércio e agricultura

Gabarito: (1-B), (2-D), (3-E), (4-B), (5-D), (6-B).

ANOTAÇÕES

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Didatismo e Conhecimento 11
CONHECIMENTOS SOBRE FORTALEZA

ANOTAÇÕES

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