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O Texto faz menção à Heurística (explicar) e o quão necessário é esse fator para a produção

historiográfica; e os autores exclamam: sem documentos, sem história. Todavia, não significa
que os documentos devam ser escritos, entretanto, prefere-se que sejam.

"Percebemos que o progresso da história depende, em grande medida, do andamento do


catálogo geral de documentos históricos que ainda é fragmentário e imperfeito (p.23).

Além disso, Seignobos e Langlois, prostam-se à favor de um conhecimento das denominadas


"ciências auxiliares" para que o documento possa ser lido, interpretado e utilizado. Entretanto,
Seignobos e Langlois, estão, em seu texto, em oposição à erudição no sentido "inócuo". Os
estudos das chamadas "ciências auxiliares" é recomendado, não como um fim em si, mas porque
é de utilidade prática para aqueles que se dedicam a certos assuntos especiais.

"Por fim, não existem campos de conhecimento que sejam auxiliares da história (ou mesmo das
pequisas históricas em geral - ou seja, que sejam úteis a todos os estudantes,
independentemente da específica época história na qual trabalhem" (p.38).

"Os fatos só podem ser empiricamente conhecidos de duas maneiras: observação direta,
enquanto eles acontecem; e indiretamente, pelo estudo dos vestígios que deixaram [...] Agora, a
peculiaridade dos "fatos históricos" é que são baseadas na obervação direta. A ciência da
história, independentemente do que já tenha dito, não é de modo algum uma ciência de
observação. Os eventos do passado só são conhecidos pelos traços que foram preservados.
Esses vestígios, é verdade, são observados diretamente pelo historiador, mas, além disso, não há
mais nada para observar; o que permanece é o trabalho do raciocínio que extrai, com a maior
precisão possível, os fatos dos vestígios. O documento é o ponto de aprtida, e o fato, seu
objetivo".

"É necessário reviver na imaginação o conjunto da série de atos realizados pelo autor do
documento, que se inicia com o fato observado por ele, e seus resultados expressos no
manuscrito, com o objetivo de chegar ao fato original. Este é o objetivo e o processo da análise
crítica".

"O instinto natural de um homem que cai na água é fazer tudo o que for possível para que
inevitavelmente se afogue; aprender a nadar significa adquirir o hábito de reprimir movimentos
espontâneos e substitui-los por outros. Da mesma forma, a crítica não é um hábito natural; deve
ser inculcada, e torna-se interiorizada apenas pela prática constante. O trabalho histórico é,
assim, fundamentalmente crítico; quem se entrega a ele sem antes ficar atento a seus instintos,
com certeza irá se afogar" (p.47).

"Os historiadores apresentariam um menor número de afirmações sem provas, se refletissem


sobre cada uma delas; seriam culpados de menos falácias se fossem obrigados a expressar seus
pensamentos de uma maneira lógica" (p.47).