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Como Combinar Indicadores de Análise Técnica

Postado em 13 de fevereiro de 2014, por Diego Wawrzeniak.

Existem muitos indicadores de análise técnica amplamente utilizados pelos analistas


para estudar o comportamento dos mercados e até mesmo fazer previsões de preços.

Embora não exista fórmula mágica que assegure o lucro, utilizar indicadores de análise
técnica com consistência, é uma garantia de que o investidor será bem sucedido em sua
estratégia de investimentos.

Aqui você irá aprender como combina-los e entender as particularidades da cada categoria
de indicadores. Recomendo ainda que faça alguns experimentos práticos em nossa
plataforma de análise técnica.

O que são indicadores de análise técnica?

Indicadores de análise técnica são séries de valores derivados da aplicação de uma


fórmula sobre a série de preços de uma ação.

A série de preços pode considerar qualquer combinação de critérios, como valores de:

 Abertura (Open – O)
 Fechamento (Close – C)
 Máxima (High – H)
 Mínima ( Low – L)

Além de poder ser utilizado qualquer intervalo de tempo entre os valores: 1 minuto, 1 hora,
1 dia, 1 ano, etc..

Existem indicadores que consideram somente o preço de fechamento, enquanto existem


outros que incorporam o volume e outros elementos em sua fórmula.
Os indicadores de análise técnica são utilizados amplamente há décadas e sua eficácia é
comprovada por diversos investidores que baseiam seus sucesso em estratégias bem
construídas e consistentes. Uma vez que os indicadores oferecem uma diferente
perspectiva sobre a força dos movimentos e da direção dos preços.

De modo geral os indicadores têm 3 funções principais:

1. Alertar
2. Confirmar
3. Prever

Cada indicador tem a sua limitação e a sua particularidade, sendo muito pessoal a escolha
do conjunto de indicadores que serão utilizados na análise. De modo geral, a grande
maioria dos indicadores populares podem ser enquadrados em 5 categorias, de acordo
com o que cada um leva em conta na sua formação:

I. Médias Móveis

II. Tendência

III. Momento

IV. Volatilidade

V. Volume (Força de Mercado)

Cada uma destas categorias têm fórmulas com abordagens diferente sobre o
comportamento do preço dos ativos, e é importante que o investidor considere indicadores
de diferentes categorias em suas análises.

O indicador mais apropriado irá variar do momento de mercado e do ativo que está sendo
analisado, porém o mais importante do que escolher o indicador ideal é conhecer bem a
ferramenta que você estará utilizando.

Vale lembrar que é redundante o investidor escolher indicadores da mesma categoria,


como por exemplo o Estocástico e o IFR (Índice de Força Relativa) simultâneamente.
Vamos abordar cada uma dessas categorias com mais detalhes, e explicar qual a
particularidade que faz o indicador se encaixar em cada uma. Assim você terá melhores
condições de definir qual a combinação ideal para suas análises gráficas.

I. Médias Móveis

As médias móveis são os indicadores de análise técnica mais conhecidos e mais


amplamente utilizados. Entre outras, nesta categoria estão a média móvel
simples e a média móvel exponencial.

O uso destes indicadores é simples e por isso são o ponto de partida ideal para um
iniciante em análise técnica. Elas consideram os preços de períodos anteriores para
suavizar os movimentos dos preços atuais, para assim apontar um movimento menos
volátil no comportamento dos ativos.

Por considerar preços anteriores, as médias móveis são consideradas indicadores de


análise técnica defasados (lagging indicators), ou seja, elas não serão os indicadores que
darão os sinais de compra e venda com mais antecedência. Elas seguem a tendência com
perfeição, porém não são os indicadores mais rápidos.

Seu uso é ideal para mercados em forte tendência, porém podem ser bastante limitados e
dar falsos sinais quando o mercado opera sem um tendência definida (mercado andando
de lado).

Na imagem abaixo, observe um exemplo de uso da média móvel exponencial (MME), em


um mercado com tendência de alta bem definida (IBOV entre 2005 e 2008). Perceba como
a MME de longo prazo (200 períodos) é respeitada diversas vezes.
Veja um outro exemplo de uso da média móvel exponencial em um mercado sem
tendência definida (IBOV entre 2009 e 2012). Note como a mesma média móvel
exponencial não é respeitada e diversos falsos sinais de rompimento ocorrem.

II. Indicadores de Tendência

Investidores repetem com frequência que a “tendência é sua melhor amiga” e eles estão
corretos.

Seguir tendências é o modo mais simples de garantir trades lucrativos, e para isso você
deve ter um rígido controle de quando uma tendência começa e quando ela termina.

Os indicadores de análise técnica que levam em conta os movimentos dos preços (alta ou
baixa) são ideais para isso e portanto estão nesta categoria. O uso destes indicadores é
fácil, de modo que após dominar o uso de médias móveis, o investidor deve procurar
dominar o uso dos indicadores de tendência.

Entre outros, nesta categoria estão o MACD, o SAR Parabólico, o Aroon e o Índice de
Movimento Direcional.

Veja a figura o comportamento destes indicadores quando a tendência de alta ganha força:
III. Indicadores de Volume (Força de Mercado)

O preço de uma ação pode variar acima de 10% em um dia de pregão, mas se isso não
ocorre com um volume significativo, existe motivo para acreditar que esta alteração no
valor pode ser decorrente de alguma operação pontual e não por uma real alteração na
percepção de valor da empresa.

O volume ajuda a definir quando um movimento no preço é realmente relevante. Em geral


grandes variações acompanhadas de um aumento significativo no Volume são variações
que possuem algum fundamento e não devem ser revertidas tão rapidamente.

Os indicadores de análise técnica nesta categoria buscam avaliar a quantidade de dinheiro


que entra ou sai de uma ação, medindo a força compradora e vendedora.

Entre outros indicadores podemos citar: o On Balance


Volume (OBV), Acumulação/Distribuição(ADL) e o Oscilador de Chaikin.

Veja na figura o comportamento destes indicadores quando o Volume aumenta e quando


ocorrem grandes variações no preço:
IV. Indicadores de Volatilidade

As empresas e os mercados passam por épocas turbulentas, com incertezas e


dificuldades operacionais, e por momentos de maior certeza, em que seus mercados e
operações estão estáveis.

Estes fatores afetam nas oscilações do preço das ações, de modo que há períodos onde
os preços podem variar 10%, enquanto há períodos onde o preço pode variar 1%.

O indicadores de análise técnica que consideram essas variações estão na categoria dos
indicadores de volatilidade.

Estes indicadores ajudam o investidor a determinar o que esperar no comportamento dos


preços de determinada ação, com base no comportamento recente. Entre suas utilidades
variam desde ajudar a determinar quais movimentos estão fora do padrão normal, até
definir em qual valor um stop-loss deve ser posicionado.

Entre outros indicadores, estão neste grupo: as Bandas de Bollinger, Amplitude de


Variação (ATR), Canais de Keltner e Canais de Preço.

Veja na figura abaixo o comportamento destes indicadores quando a volatilidade do ativo


aumenta:
V. Indicadores de Momento

Os indicadores de momento de modo geral acompanham a taxa de variação dos preços


de um ativo: conforme o preço aumenta, a ação ganha momento.

Quanto mais rápido for este aumento, maior será o momento ganho e conforme o preço
estabiliza, gradualmente o momento vai diminuindo. Desta maneira, estes indicadores de
análise técnica são muito úteis para determinar quando pode estar ocorrendo uma
situação de sobre compra ou sobre venda.

Por serem baseados em taxas de variações são considerados indicadores adiantados


(leading indicators), ou seja, dão o sinal de compra ou venda mais rapidamente. Isso os
torna muito complementares aos indicadores defasados (lagging indicators) como as
médias móveis e os indicadores de tendência, que podem confirmar os sinais dos
indicadores de momento.

Entre outros indicadores, estão neste grupo o Índice de Força


Relativa, Estocástico e TRIX.

Veja na figura abaixo o comportamento de diversos indicadores de momento:


Espero que este artigo tenha sido útil e para garantir que você aprendeu, não deixe de
colocar em prática este conhecimento em nossa plataforma de análise gráfica.

Caso tenha gostado deste artigo, não deixe de compartilha-lo em suas redes sociais, será
uma ótima forma de agradecimento!