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MÓDULO 8

Montagem de Quadros
Elétricos Prediais e
Residenciais

dsfeaCTC

CTC_M8_V1_T
Módulo 8 – Montagem de Quadros Elétricos Prediais e Residenciais

* “ Material sujeito a alterações sem prévio aviso!”

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Módulo 8 – Montagem de Quadros Elétricos Prediais e Residenciais

Índice

1 NORMAS TÉCNICAS................................................................................. 5
1.1 Introdução ............................................................................................................. 5
1.1.1 Norma ABNT NBR 5410 ________________________________ ____________________ 5
1.1.2 Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho ______________________________ 6
2 SISTEMAS DE ATERRAMENTO.............................................................. 8
3 PROTEÇÃO EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ...................................... 10
3.1 Introdução ........................................................................................................... 10
3.2 Proteção de circuitos ........................................................................................... 10
3.3 Corrente Nominal ............................................................................................... 11
3.3.1 Sobrecorrente ________________________________ _____________________________ 11
3.3.1.1 Corrente de Sobrecarga ................................ ................................ .............................. 11
3.3.1.2 corrente de curto-circuito ................................ ................................ ...........................12
3.3.2 Corrente de Projeto ________________________________ ________________________ 12
3.3.3 Corrente de Interrupção ________________________________ _____________________ 12
3.4 Disjuntor Termomagnético ................................................................................. 12
3.4.1 O Minidisjuntor Termomagnético MDW ________________________________ _______14
3.4.2 O disjuntor Termomagnético DWP ________________________________ ____________ 16
3.4.3 O Disjuntor Motor MPW ________________________________ ____________________ 17
3.5 Dimensionamento de Disjuntores ....................................................................... 18
3.6 Dispositivo de Proteção à Corrente Diferencial -Residual.................................. 25
3.6.1 Princípio de Funcionamento do DR ________________________________ ____________ 26
3.6.2 Escolha e Instalação de Dispositivos DR ________________________________ ________27
3.6.2.1 Sensibilidade ................................ ................................ ................................ .............28
3.6.2.2 Corrente Nominal ................................ ................................ ................................ ......29
3.6.2.3 Número de Polos ................................ ................................ ................................ ........29
3.6.2.4 Instalação do DR ................................ ................................ ................................ ........30
3.7 Dispositivo de Proteção Contra Surtos – DPS .................................................... 31
3.7.1 Instalação do DPS ________________________________ _________________________ 33

4 Chaves de Partida ...................................................................................... 35


4.1 Fusíveis ................................................................................................................ 36
4.1.1 FUSÍVEIS TIPOS D ou NH ________________________________ _________________ 37
4.1.2 Dimensionamento dos Fusíveis ________________________________ _______________ 39
4.2 Contatores ........................................................................................................... 39
4.2.1 Dimensiomanento de Contatores ________________________________ ______________ 40
4.3 Relés de Sobrecarga ............................................................................................ 41
4.4 Relés Temporizadores ......................................................................................... 44
4.5 Escolha do Tipo de Chave de Partida ................................................................. 47
4.5.1 Partida Direta ________________________________ _____________________________ 47
4.5.2 Partida Estrela-Triângulo ________________________________ ____________________ 48
4.5.3 Partida Eletrônica (Soft Starter e Inversor de Frequência) ___________________________ 51
4.5.3.1 Soft Starter ................................ ................................ ................................ ................51
4.5.3.2 Inversor de Frequência ................................ ................................ ............................... 54

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5 Condutores Elétricos ................................................................................. 56


5.1 Condutores de Fase, Neutro e Terra. ................................................................. 57
6 Terminais................................................................................................... 59
7 Ferramentas .............................................................................................. 60
8 Simbologia ................................................................................................. 62
9 Tabela de Fiação ....................................................................................... 65

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1 NORMAS TÉCNICAS

1.1.1 INTRODUÇÃO

Qualquer produto ou serviço deve obrigatoriamente ser ofertado em


concordância com as normas brasileiras. Para o desenvolvimento de projetos de
instalações elétricas não é diferente afinal uma série de precisões e prescrições devem
ser seguidos para garantir a perfeita funcionalidade do sistema instalado e a segurança
às pessoas que ficarão sujeitas às ações deste. Dentre todas as normas utilizadas
pode-se citar as da ABNT, com validade nacional, as regulamentadas pelo ministério
do trabalho, as da ANEEL e das concessionárias com validade local.

1.1.2 NORMA ABNT NBR 5410

As normas editadas pela ABNT são de uso obrigatório para projetistas,


fabricantes de equipamentos ou construtores. O não uso das normas pode acarretar
em multas no caso de falhas na instalação. A norma NBR 5410 trata de instalações
elétricas de baixa tensão a qual se aplica a circuitos alimentados com tensão nominal
de até 1000V em corrente alternada (até 400Hz) ou 1500V em corrente contínua.
A norma deve ser aplicada a instalações novas ou em reformas de edificações
residenciais, comerciais, agropecuárias ou industriais. Deve ser utilizada em
edificações, mas também em áreas externas como em campings, trailers, marinas,
canteiros de obras, feiras, exposições ou outras instalações temporárias.
Vale ressaltar que a NBR 5410 não se aplica a determinados setores como, por
exemplo, projetos de iluminação pública e cercas eletrificadas. É importante atentar-se,
também, para situações onde a aplicação desta norma deve vir associada ao uso de

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outras normas complementares devido à especificidade da instalação ou pela exigência


de questões complementares.

1.1.3 NORMAS REGULAMENTADORAS DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

As normas do ministério do trabalho devem obrigatoriamente ser obedecidas


pelos projetistas. Dentre as normas mais conhecidas e utilizadas cita-se a NR10 que
trata da segurança em serviços de eletricidade e a NR 17 que trata de ergonomia.
Como a norma regulamentadora NR 10 é a mais tratada quando se trata de serviços,
vale conhecer um pouco mais sobre os pontos relativos a concepção de um projeto e
que devem ser seguidas.
As recomendações a seguir são os principais pontos que devem ser
observados para que um projeto tenha em sua composição os quesitos importantes e
que levam em conta preservar a integridade da vida humana.

• Especificar dispositivos de desligamento de circuito com recursos


que impeçam a reenergização indevida;
• Todos os dispositivos de desligamento e proteção devem
obrigatoriamente ser de ação simultânea, ou seja, é vedado o uso de
dispositivos unipolares associados para proteção e seccionamento
de um circuito com mais de uma fase;
• O projeto deve levar em conta o espaço de segurança em torno dos
componentes da instalação para uma adequada manutenção, além
disso, deve levar em conta as influências externas a que a instalação
estará submetida (chuva, poeira, materiais inflamáveis ou explosivos,
etc.);
• Deve ser anotada em planta ou memorial a competências das
pessoas que terão acesso às áreas da instalação ou a equipamentos
específicos e às medidas de proteção adotadas;

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• Os circuitos elétricos com finalidades diferentes (comunicação,


sinalização, força, controle, tração) devem ser identificados e
instalados separadamente. O compartilhamento só será aceito
mediante o uso de ações que garantam a segurança dos usuários;
• O projeto deve definir o esquema de aterramento, a disponibilidade
do condutor neutro e o de proteção e forma de conexão à terra das
partes condutoras não energizadas;
• Devem ser utilizadas chaves de aterramento automático quando for
tecnicamente necessário para o desligamento seguro de um circuito;
• Todo o projeto deve prever espaços e os acessos necessários para o
aterramento temporário;
• O projeto elétrico deverá ser mantido atualizado e disponível para
todos os interessados;
• O projeto elétrico deve obedecer às normas técnicas, normas
regulamentadoras de saúde e segurança no trabalho e ser assinado
por profissional habilitado.

O memorial descritivo deve conter, entre outros, os seguintes itens:

• Características da proteção contra choques elétricos e outros riscos


adicionais;
• Padronização na indicação da situação ou estado dos dispositivos de
manobra , por exemplo: “verde – D – desligado” ou “vermelho – L –
ligado”;
• Descrição da metodologia adotada para identificação dos circuitos,
equipamentos e estruturas, incluindo convenções adotadas para
letras, cores e números, além da explicação sobre o meio físico
utilizado (anilhas, plaquetas, etiquetas), a sua localização e
finalidade;
• Recomendações, restrições e advertências sobre o acesso de
pessoas (autorizadas ou não) à instalação e seus componentes;

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• Descrição do princípio de funcionamento dos dispositivos de


proteção responsáveis por garantir a proteção das pessoas;
• Descrição dos critérios de escolha e dimensionamento dos
componentes da instalação de tal forma que seja garantida a
compatibilidade, entre eles a instalação elétrica, como um todo;
• Os projetos devem levar em conta a NR 17 – Ergonomia com relação
às condições de iluminação e a posição de trabalho nas atividades
de instalação, manutenção e operação.

2 SISTEMAS DE ATERRAMENTO

Dentro do quesito segurança, um dos pontos que se deseja evitar a todo


instante é o chamado “choque elétrico”. Para evitar os riscos da eletricidade à vida
humana existe uma série de ações que podem ser tomadas como, por exemplo a
instalação de equipamentos de proteção contra choques elétricos, uso de
equipamentos de proteção individuais, sinalização ao longo de pontos de alimentação,
dentre outros.
Uma das proteções indispensáveis é o que chamamos de aterramento, que
nada mais é que a ligação de um condutor a terra. O aterramento possui duas funções
e, preferencialmente devem estar combinadas formando um aterramento único. A
primeira das funções é o aterramento funcional que consiste na ligação de um dos
condutores do sistema (geralmente o neutro) com o objetivo de garantir o
funcionamento correto, seguro e confiável da instalação. A segunda função é a ligação
das massas e dos elementos estranhos à instalação para escoar as possíveis
correntes de fuga e de curto-circuito para a terra.
Sendo que o aterramento é parte importante do sistema elétrico, vale conhecer
a tabela que traz as informações dos possíveis esquemas, de acordo com a NBR 5410.

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Esquema Descrição
Possui um plano de alimentação diretamente aterrado, sendo as massas ligadas a este ponto
por condutores de proteção.
Variação Situação dos condutores neutro e proteção
S O condutor neutro (N) e o condutor de proteção (PE) são separados.
TN
As funções de neutro (N) e proteção (PE) são combinadas em um
C
único condutor (PEN).
As funções de neutro (N) e de proteção (PE) são combinadas em um
C-S
único condutor (PEN) em parte da instalação.
Possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as massas ligadas a um ponto
TT
de aterramento independente.
Nenhum ponto da alimentação é diretamente aterrado (sistema isolado ou aterrado por
IT
impedância), estando, no entanto, as massas diretamente aterradas
Tabela 1 – Esquemas de aterramento

Figura 1 - Variações dos esquemas de aterramento

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3 PROTEÇÃO EM INSTALAÇ ÕES ELÉTRICAS

3.1 INTRODUÇÃO

As instalações elétricas estão constantemente sujeitas a ações, muitas vezes


involuntárias e incontroláveis e que podem trazer danos ao circuito instalado. Visando
garantir a integridade e funcionalidade do todo, assim como proporcionar segurança,
componentes para proteção são inseridos nas instalações. Tais componentes devem
ser escolhidos de maneira eficiente a fim de que se tenha uma proteção eficaz e assim
evitar qualquer dano ao patrimônio, bem como prejuízos devido a interrupção de
fornecimento.

3.2 PROTEÇÃO DE CIRCUITOS

Os circuitos elétricos são basicamente compostos de condutores e


equipamentos. Os dispositivos de proteção, os quais também fazem parte dos circuitos
são as peças indispensáveis para que danos venham ocorrer em uma instalação.
As proteções, das quais os dispositivos de proteção nos trazem são ditas,
principalmente como as proteções contra sobrecarga, contra curto-circuito ou contra
choques elétricos. Os equipamentos de proteção contra sobrecarga são aqueles que
evitam os danos oriundos de correntes anormais ao circuito. Quando um curto-circuito
acontece, a corrente que circula atinge valores bastante altos e deve ser interrompida
rapidamente, mas mesmo assim a corrente de curto-circuito e a corrente de sobrecarga
são interrompidas pelo mesmo componente. Para a proteção da vida humana utiliza-
se outro componente que interrompe o circuito a partir de valores de corrente na ordem
dos miliampéres. Dependendo do tipo de proteção que se quer são utilizados os
seguintes dispositivos:
- sobrecarga: relés de sobrecarga ou disjuntores termomagnéticos;
- curto-circuito: fusíveis, disjuntores magnéticos;

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- choques elétricos: dispositivos residuais;


Antes de se falar, mais amplamente, sobre cada um dos componentes de
proteção vale analisar alguns conceitos importantes e que fazem parte dos dispositivos
de proteção.

3.2.1 CORRENTE NOMINAL

A corrente nominal é a corrente necessária para o funcionamento da carga e


também aquela que circula nos disjuntores sem que esta perceba uma elevação de
temperatura capaz de interromper a alimentação do circuito. Observando a carga
instalada no circuito, corrente nominal é aquela indicada na placa de identificação da
mesma ou em seu manual de instruções. Do ponto de vista de um disjuntor, a corrente
nominal é a soma das correntes nominais de todas as cargas instaladas no mesmo e
das quais são efetuadas as proteções. Equipamentos de proteção também possuem
corrente nominal, indicada no corpo do produto, na bula ou no catálogo

3.2.2 SOBRECORRENTE

As correntes acima dos valores nominais são aquelas que chamamos de


sobrecorrentes. As sobrecorrentes podem ocorrer devido a uma sobrecarga ou um
curto-circuito.

3.2.2.1 CORRENTE DE SOBRECARGA

A corrente de sobrecarga também é uma forma de sobrecorrente. Esta


aparece, normalmente, por alguma falta no circuito ou por imprudência do usuário. As
correntes de sobrecargas são aquelas um pouco acima da nominal e devido a sua
ação desencadeiam o efeito joule suficiente para atuar em lâminas bimetálicas (como
os relés de sobrecarga, ou em disjuntores termomagnéticos) e assim trazer o
desligamento do circuito.

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3.2.2.2 CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO

É uma sobrecorrente de alta intensidade que aparece devido a falhas graves


na instalação como, por exemplo, as falhas na isolação para o terra, para o neutro ou
entre fases. A intensidade da corrente curto-circuito, quando não limitada traz sérios
danos a instalação e equipamentos, podendo causar incêndios, tudo isso por alcançar
valores muito superiores aqueles que os condutores suportam.

3.2.3 CORRENTE DE PROJETO

É a corrente utilizada para dimensionamento de condutores. Considera-se


como a máxima corrente prevista em um circuito sob condições normais de
funcionamento.

3.2.4 CORRENTE DE INTERRUPÇÃO

Significa o maior valor de corrente de curto-circuito que um componente de


proteção é capaz de interromper sem colar os contatos ou explodir. Este valor de
corrente depende da tensão que está sendo aplicada e é indicada na placa de
identificação do produto, em kA, sendo garantido pelo fabricante em conformidade com
os ensaios normalizados. As correntes de interrupção dos dispositivos de proteção são
escolhidas de acordo com as correntes de curto-circuito presumidas.

3.3 DISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO

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Como o próprio nome já diz, o disjuntor termomagnético é um dispositivo de


proteção contra os efeitos do curto-circuito (devido a ação magnética) e também
proteção contra sobrecarga (devido a contribuição do movimento relativo das lâminas
bimetálicas). Internamente é composto por uma série de peças mecânicas que juntas
pode atuar, quando solicitado, devido a uma intervenção manual ou pelos efeitos que a
corrente elétrica traz. Dentre as três funções básicas do disjuntor tem-se:
a) Manobra manual: permite energizar e desenergizar os circuitos
operando como interruptor. Ideal para intervenções em
manutenções ou instalações de equipamentos;
b) Disparo térmico: oferecer proteção aos condutores ou mesmo
aparelhos através do seu dispositivo térmico (lâminas bimetálicas);
c) Disparo magnético: proteger a fiação contra os efeitos das correntes
de curto-circuito por meio do dispositivo magnético.

Observando o conteúdo interno do disjuntor termomagnético é possível entender


melhor o funcionamento.

Fig. 2 – vista interna do minidisjuntor MDW


De acordo com o esquema apresentado, visualiza-se que o circuito série do
disjuntor termomagnético traz um único caminho para a corrente elétrica. Este aspecto
permite que as proteções, tanto térmica como a magnética, monitorem os efeitos Joule
e atuem caso alguma anormalidade ocorra.

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Basicamente, a proteção térmica atua quando os valores de corrente que


circulam pelo disjuntor são apenas um pouco acima da nominal. Neste momento o
movimento relativo das lâminas bimetálicas atuará na trava mecânica que efetua a
abertura dos contatos do disjuntor. Para a proteção magnética, tem-se que valores de
corrente muito acima do especificado para o equipamento de proteção criam um campo
magnético forte o suficiente para que a atuação da trava mecânica seja instantânea.

3.3.1 O MINIDISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO MDW

As curvas de comportamento do minidisjuntor termomagnético são semelhantes


ao que se apresenta na figura 3.

Figura 3 – Curva termomagnética do disjuntor MDW


O minidisjutor MDW atende as curvas características de disparo B e C,
conforme norma IEC 60898, podendo ser utilizada nas mais variadas aplicações:
* Curva B: O minidisjuntor de curva b tem como característica principal o disparo
instantâneo para corrente entre 3 a 5 vezes a corrente nominal. Sendo assim, são
aplicados principalmente na proteção de circuitos com características resistivas ou com

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grandes distâncias de cabos envolvidos. Ex. lâmpadas incandescentes, chuveiros,


aquecedores elétricos, etc;
* Curva C: O minidisjuntor de curva C tem como característica o disparo instantâneo
para correntes entre 5 a 10 vezes a corrente nominal. Sendo assim, são aplicados para
a proteção de circuitos com instalação de cargas indutivas. Ex.: lâmpadas
fluorescentes, geladeiras, máquinas de lavar, etc.

Figura 4 – Disjuntor MDW monopolar, bipolar e tripolar

As instalações elétricas são compostas por cargas de comportamentos


diferentes,portanto o profissional deve estar atento ao definir os dispositivos de
proteção. A especificação incorreta da curva de disparo pode provocar atuações
indesejadas dos disjuntores, interrompendo alimentações em momentos inadequados,
provocando insatisfação do usuário, podendo inclusive, causar danos à instalação e
equipamentos. Para especificação correta dos disjuntores eletromagnéticos o projetista
deve levar em consideração os seguintes itens:
• Número de pólos;
• Corrente nominal;
• Tensão nominal;
• Freqüência;
• Capacidade de interrupção.

Uma observação importante relativa ao número de pólos do disjuntor


termomagnético: Não é possível formar um disjuntor bipolar interligando as manoplas
de dois disjuntores monopolares, pois isso não assegura o seccionamento simultâneo

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de todos os condutores de fase. O disjuntor bipolar p ossui um intertravamento interno


do mecanismo de disparo.
Em se tratando das capacidades de interrupção dos minidisjuntores
termomagnéticos WEG, tem-se os seguintes valores, os quais estão em conformidade
com as normas NBR 60898 e NBR60947-2 de acordo com o que é apresentado na
tabela 2.

Norma Corrente Nominal Capacidade de Interrupção


2e4A 1,5 kA
NBR 60898
6 a 100 A 3 kA
2e4A 1,5 kA
NBR 60947-2
6 a 100 A 5 kA
Tabela 2 – Valores de corrente de interrupção dos disjuntores MDW

Para definição da capacidade de interrupção as normas determinam ciclos de ensaio


estabelecidos conforme a seguir:
NBR 60898 – open/time/close/open/time/close/open
NBR 60947-2 – open/time/close/open

O ciclo da norma 60898 é mais severo por se tratar de aplicações tipicamente


residenciais e operadas por leigos.
Uma das principais vantagens do disjuntor termomagnético é a possi bilidade de
rearme em caso de atuação por sobrecarga ou curto-circuito.

3.3.2 O DISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO DWP

Para os casos onde as correntes nominais possuem valores superiores a 100A


pode ser utilizado um disjuntor termomagnético linha DWP. Co mplementando a linha
dos minidisjuntores termomagnéticos, o disjuntor DWP é aplicado em instalações
prediais para correntes nominais na ordem de 100A a 225A.

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Figura 5 – Disjuntor termomagnético DWP

Outra característica do disjuntor para o segmento predial DWP é a corrente de


interrupção igual a 12kA em 380V. A característica termomagnética pode ser
observada a partir do gráfico da figura 6.

Figura 6 – Curva do Disjuntor termomagnético DWP

3.3.3 O DISJUNTOR MOTOR MPW

O disjuntor-motor MPW é uma solução compacta para proteção do circuito


elétrico e partida/proteção de motores até 20cv, 380 V/440 V.
Possui alta capacidade de interrupção, permitindo sua utilização mesmo em
instalações com elevado nível de corrente de curto-circuito.
Assegura total proteção ao circuito elétrico e ao motor através de seus disparadores
térmico (ajustável para proteção contra sobrecargas e dotado de mecanismo diferencial

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com sensibilidade a faltas de fase) e magnético (calibrado em 12xIn para proteção


contra curtos-circuitos).
Seu acionamento é rotativo e possui indicação de disparo (TRIP), permitindo ao
operador a visualização do desligamento manual do disjuntor ou de seu disparo via
mecanismo de proteção. A manopla de acionamento pode ser bloqueada com cadeado
ou similar na posição “desligado”, garantindo assim segurança em manutenções.
O emprego do disjuntor-motor é ideal para circuitos nos quais há motores
envolvidos devido a possibilidade de ajuste da proteção térmica (mesma característica
dos relés de sobrecarga). Há alguns modelos diferentes de disjuntor-motor MPW,
conforme é possível observar na figura 7.
MPW100

MPW65

MPW25

MPW16

0,10 10 16 32 55 65 100 Ajuste de


corrente (A)

Figura 7 – Disjuntor-motor MPW e suas respectivas correntes

A especificação do disjuntor-motor é realizada de maneira bastante simples


através das faixas de ajuste disponíveis para os quatro modelos de disjuntor.

3.4 DIMENSIONAMENTO DE DISJUNTORES

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A NBR 5410 impõe condições que devem ser cumpridas para que haja perfeita
coordenação entre os condutores vivos de um circuito e o dispositivo que protege
contra correntes de sobrecarga e curtos-circuitos.
Como se sabe os disjuntores protegem contra a ação das altas correntes
provenientes de curtos-circuitos que possam ocorrer, mas também protegem contra as
ações de correntes anormais que aparecem devido a sobrecarga nas instalações.
Analisando a condição de sobrecarga, faz-se necessário proteger os condutores e
equipamentos ligados a ele através do dispositivo que atendam as seguintes
condições:

IB ≤ In ≤ Iz
Onde:
IB = corrente de projeto do circuito, em ampéres (A);
In = corrente nominal do dispositivo de proteção (ou corrente de ajuste, para
dispositivos ajustáveis), nas condições previstas para sua instalação, em ampéres (A);
Iz = capacidade de condução de corrente dos condutores, nas condições previstas para
a sua instalação, submetidos aos valores de correção eventuais.

I z = I C × FCA × FCT

Onde:
Iz = corrente corrigida, em ampéres (A);
Ic = capacidade limite de condução de corrente do condutor, em ampéres (A)-tabela 4;
FCA = Fator de correção de agrupamento dos circuitos - tabela 6;
FCT = Fator de correção de temperatura - tabela 5.
Para que seja conhecida a capacidade de condução de corrente de cada
condutor é necessário, antes, conhecer os tipos de instalações. Para isto é
apresentada a tabela número 3 a seguir:

Método Método de
de referência a utilizar
Descrição
Instalação para a capacidade
Número de condução de

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corrente
Condutores Isolados ou cabos unipolares em eletroduto de seção circular
1 A1
embutido em parede termicamente isolante
Cabo multipolar em eletroduto de seção circular embutid o em parede
2 A2
termicamente isolante
Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto aparente de seção
3 B1 circular sobre parede ou espaçado desta menos de 0,3 vezes o diâmetro do
eletroduto
Cabo multipolar em eletroduto aparente de seção circular sobr e parede ou
4 B2
espaçado esta menos de 0,3 vezes o diâmetro do eletroduto
Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto aparente de seção
5 B1
não-circular sobre parede
6 B2 Cabo multipolar em eletroduto aparente de seção não -circular sobre parede
Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto de seção circular
7 B1
embutido em alvenaria
8 B2 Cabo multipolar com eletroduto de seção circular embutido em alvenaria
Cabos unipolares ou cabo multipolar sobre parede ou espassado desta menos
11 C
de 0,3 vezes o diâmetro do cabo
11A C Cabos unipolares ou cabo multipolar fixado direta mente no teto.
Cabos unipolares ou cabo multipolar afast ado do teto mais de 0,3 vezes o
11B C
diâmetro do cabo.
Cabos unipolares ou cabo multipolar em bandeja não perfurada, perfurada ou
12 C
prateleira.
E (multipolar) Cabos unipolares ou cabo multipolar em bandeja perfurada, na horizontal ou
13
F (unipolares) vertical
E (multipolar) Cabos unipolares ou cabo multipolar sobre suportes horizontais, el etrocalha
14
F (unipolares) armada ou tela.
E (multipolar) Cabos unipolares ou cabo multipolar asfastado(s) da parede mais de 0,3
15
F (unipolares) vezes o diâmetro do cabo.
E (multipolar) Cabos unipolares ou cabo multipolar com leito.
16
F (unipolares)
E (multipolar) Cabos unipolares ou cabo multipolar suspenso(s) por cabo de suporte,
17
F (unipolares) incorporado ou não.
18 G Condutores nus ou isolados sobre isoladores.
1,5De•V<5De Cabos unipolares ou cabos multipolares em espaço de construção, sejam eles
B2 lançados diretamente sobre a superfície do espaço de construção, sejam
21
5De•V<50De instalados em suportes ou condutos abertos (bandeja, prateleira, tela ou leito)
B1 dispostos no espaço de construção.

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Método Método de
de referência a utilizar
Instalação para a capacidade Descrição
Número de condução de
corrente
1,5De•V<20De Condutores isolados em eletroduto d seção circular em espaço de construção.
B2
22
V•20De
B1
Cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto de seção circular em
23 B2
espaço de construção.
1,5De•V<20De Condutores isolados em eletroduto de seção não -circular em espaço de
B2 construção.
24
V•20De
B1
Cabos unipolares ou cabo multipolar em eletrodut o de seção não-circular ou
25 B2
eletrocalha em espaço de construção.
1,5De•V<5De Condutores isolados em eletroduto de seção não -circular embutido em
B2 alvenaria.
26
5De•V<50De
B1
Cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto de seção não -circular
27 B2
embutido em alvenaria.
31 Condutores isolados ou cabos unipolares em eletrocalha sobre parede em
B1
32 percurso horizontal ou vertical.
31A Cabo multipolar em eletrocalha sobre parede em percurso horizontal ou
B2
32A vertical.
Condutores isolados ou cabos unipolares em canaleta fechada embutida no
33 B1
piso.
34 B2 Cabo multipolar em canaleta fechada embutida no piso.
35 B1 Cond. isolados ou cabos unipolares em eletrocalha ou perfilado suspenso.
36 B2 Cabo multipolar em eletrocalha ou perfila do suspenso.
1,5De•V<20De Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto de seção circular
B2 contido em canaleta fechada com percurso horizontal ou vertical.
41
V•20De
B1
Condutores isolados em eletroduto de seção circular contido em canale ta
42 B1
ventilada embutida no piso.
43 B1 Cabos unipolares ou cabo multipolar em canaleta ventilada embutida no piso
51 A1 Cabo multipolar embutido diretamente em parede termicamente isolante.
Cabos unipolares ou cabo multipolar embutidos diretamente em alvenaria
52 C
sem proteção mecânica adicional.
Cabos unipolares ou cabo multipolar embutido diretamente em alvenaria
53 C
com proteção mecânica.
Cabo mutltipolar em eletroduto (de seção circular ou não) ou em canaleta
61 D
não-ventilada enterrada.
Cabos unipolares em eletrodutos (de seção não -circular ou não em canaleta
61A D
não ventilada aterrada.
Cabos unipolares ou cabo multipolar diretamente enterrado, com proteção
63 D
mecânica adicional.
71 A1 Condutores isolados ou cabos unipolares em moldura.
72 – condutores isolados ou cabos unipolares em canaleta provida de
72 B1
separações sobre parede.
72A B2
72A – Cabo multipolar em canaleta provida de separações sobre parede.

21 WEG – Transformando Energia em Soluções


Módulo 8 – Montagem de Quadros Elétricos Prediais e Residenciais

Condutores isolados em eletroduto, cabos unipolares ou cabo multipolar


73 A1
embutido em caixilho de porta.
Condutores isolados em eltroduto, cabos unipolares ou cabo multipolar
74 A1
embutido em caixilho de janela.
75 – Condutores isolados ou cabos unipolares em canaleta embutida em
75 B1
parede.
75A B2
75A – Cabo multipolar em c analeta embutida em parede.
Tabela 3 – tipos de linhas elétricas (fo nte NBR 5410)

Conhecendo os tipos de instalações elétricas é possível observar qual o valor de


capacidade de corrente de cada seção nominal dos condutores. Para isso é
apresentado a seguir as tabelas referente aos condutores de cobre ou alumínio com
isolação em PVC ou Polietileno reticulado (XLPE).
Condutores de cobre com isolação PVC, temperatura condutor 70ºC e Temp. Ambiente 30ºC
Métodos de Referência (indicado s na tabela 3)
Seções
A1 A2 B1 B2 C D
Nominais
Número de Condutores Carregados
mm²
2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3
0,5 7 7 7 7 9 8 9 8 10 9 12 10
0,75 9 9 9 9 11 10 11 10 13 11 15 12
1 11 10 11 10 14 12 13 12 15 14 18 15
1,5 14,5 13,5 14 13 17,5 15,5 16,5 15 19,5 17,5 22 18
2,5 19,5 18 18,5 17,5 24 21 23 20 27 24 29 24
4 26 24 25 23 32 28 30 27 36 32 38 31
6 34 31 32 29 41 36 38 34 46 41 47 39
10 46 42 43 39 57 50 52 46 63 57 63 52
16 61 56 57 52 76 68 69 62 85 76 81 67
25 80 73 75 68 101 89 90 80 112 96 104 86
35 99 89 92 83 125 110 111 99 138 119 125 103
50 119 108 110 99 151 134 133 118 168 144 148 122
70 151 136 139 125 192 171 168 149 213 184 183 151
95 182 164 167 150 232 207 201 179 258 223 216 179
120 210 188 192 172 269 239 232 206 299 259 246 203
150 240 216 219 196 309 275 265 236 344 299 278 230
185 273 245 248 223 353 314 300 268 392 341 312 258
240 321 286 291 261 415 370 351 313 461 403 361 297
300 367 328 334 298 477 426 401 358 530 464 408 336
400 438 390 398 355 571 510 477 425 634 557 478 394
500 502 447 456 406 656 587 545 486 729 642 540 445
630 578 514 526 467 758 678 626 559 843 743 614 506
800 669 593 609 540 881 788 723 645 978 865 700 577
1000 767 679 698 618 1012 906 827 738 1125 996 792 652
0,5 10 9 10 9 12 10 11 10 12 11 14 12
0,75 12 11 12 11 15 13 15 13 16 14 18 15
1 15 13 14 13 18 16 17 15 19 17 21 17
1,5 19 17 18,5 16,5 23 20 22 19,5 24 22 26 22
2,5 26 23 25 22 31 28 30 26 33 30 34 29
4 35 31 33 30 42 37 40 35 45 40 44 37
6 45 40 42 38 54 48 51 44 58 52 56 46

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Condutores de cobre com isolação PVC, temperatura condutor 70ºC e Temp. Ambiente 30ºC
Seções Métodos de Referência (indicados na tabela 3)
Nominais A1 A1 A1 A1 A1 A1
mm² Número de Condutores Carregados
2 2 2 2 2 2
10 61 54 57 51 75 66 69 60 80 71 73 61
16 81 73 76 68 100 88 91 80 107 96 95 79
25 106 95 99 89 133 117 119 105 138 119 121 101
35 131 117 121 109 164 144 146 128 171 147 146 122
50 158 141 145 130 198 175 175 154 209 179 173 144
70 200 179 183 164 253 222 221 194 269 229 213 178
95 241 216 220 197 306 269 265 233 328 278 252 211
120 278 249 253 227 354 312 305 268 382 322 287 240
150 318 285 290 259 407 358 349 307 441 371 324 271
185 362 324 329 295 464 408 395 348 506 424 363 304
240 424 380 386 346 546 481 462 407 599 500 419 351
300 486 435 442 396 628 553 529 465 693 576 474 396
400 579 519 527 472 751 661 628 552 835 692 555 464
500 664 595 604 541 864 760 718 631 966 797 627 525
630 765 685 696 623 998 879 825 725 1122 923 711 596
800 885 792 805 721 1158 1020 952 837 1311 1074 811 679
1000 1014 908 923 826 1332 1173 1088 957 1515 1237 916 767
Tabela 4 – tabela de condução de corrente para isolação PVC e XLPE (fonte NBR 5410)

Para que seja conhecida a corrente corrigida utilizada no dimensionamento é


importante utilizar o fator de correção de temperatura (FCT). Como na grande maioria
das aplicações a temperatura ambiente é diferente daquela apresentada pelo
fabricante dos condutores e utilizada no momento do ensaio do produto, é muito
importante realizar a correção da capacidade de corrente para a temperatura na qual o
circuito é submetido. A tabela 5 auxilia na correção de temperatura:
Isolação
Temperatura (ºC) PVC EPR ou XLPE PVC EPR ou XLPE
Ambiente Do Solo
10 1,22 1,15 1,10 1,07
15 1,17 1,12 1,05 1,04
20 1,12 1,08 1,00 1,00
25 1,06 1,04 0,95 0,96
30 1,00 1,00 0,89 0,93
35 0,94 0,96 0,84 0,89
40 0,87 0,91 0,77 0,85
45 0,79 0,87 0,71 0,80
50 0,71 0,82 0,63 0,76
55 0,61 0,76 0,55 0,71
60 0,50 0,71 0,45 0,65
65 - 0,65 - 0,60
70 - 0,58 - 0,53
75 - 0,50 - 0,46
80 - 0,41 - 0,38
Tabela 5 – Fatores de correção para temperaturas ambientes dif erentes de 30ºC para cabos não
enterrados e de 20ºC (temperatura do solo) para linhas subterrâneas (fonte NBR 5410)

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Finalmente, para que a corrente corrigida Iz seja calculada faz-se necessário


aplicar o fator de correção de agrupamento (tabela 6). Isto se faz importante e
essencial pois a maioria dos circuitos é alojado em bandejas ou eletrodutos agrupados
com outros cabos ou ainda em eletrodutos enterrados.
Os fatores de correção de agrupamento são aplicáveis a grupos homogêneos de
cabos uniformemente carregados. Quando a distância horizontal entre os cabos
adjacentes superior ao dobro de seu diâmetro externo, não é necessário aplicar
nenhum fator de redução.
O número de circuitos ou cabos com o qual se consulta a tabela refere-se:
- à quantidade de grupos de dois ou três condutores isolados ou cabos unipolares,
cada grupo constituindo um circuito (supondo-se um só condutor por fase, isto é, sem
condutores em paralelo), e/ou
- à quantidade de cabos multipolares que compõem o agrupamento, qualquer que seja
essa composição (só condutores isolados, só cabos unipolares, só cabos multipolares
ou qualquer combinação).

Forma de Número de circuitos ou de cabos multipolares


Ref. agrupamento 9a 12 a 16 a
1 2 3 4 5 6 7 8 •20
dos condutores 11 15 19
Em feixe; ao ar
livre ou sobre
1 superfície; 1,00 0,80 0,70 0,65 0,60 0,57 0,54 0,52 0,50 0,45 0,41 0,38
embutidos;em
conduto fechado
Camada única
sobre parede,
piso, ou em
2 1,00 0,85 0,79 0,75 0,73 0,72 0,72 0,71 0,70
bandeja não
perfurada ou
prateleira
Camada única no
3 0,95 0,81 0,72 0,68 0,66 0,64 0,63 0,62 0,61
teto
Camada única
4 em bandeja 1,00 0,88 0,82 0,77 0,75 0,73 0,73 0,72 0,72
perfurada
Camada única
5 1,00 0,87 0,82 0,80 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78
em leito, suport e
Tabela 6 – Fatores de correção com relação ao agrupamento de cabos (fonte NBR 5410)

De acordo com o que se observa na fórmula abaixo, pode-se afirmar que:

24 WEG – Transformando Energia em Soluções


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IB ≤ In ≤ Iz

As correntes características do conjunto condutores-dispositivo de proteção devem


atender às seguintes condições:
a) A corrente nominal do dispositivo de proteção, In, não deve ser inferior a
corrente de projeto do circuito, IB; assim evita-se a atuação do dispositivo
quando o circuito funciona normalmente.
b) A corrente nominal do dispositivo de proteção, In, não deve ser superior a
capacidade de condução de corrente I z, dos condutores; assim o disjuntor deve
ficar sobrecarregado quando ocorrer uma sobrecarga no circuito.
c) A corrente de projeto do circuito, IB, não deve ser superior a capacidade de
condução de corrente dos condutores, Iz.

3.5 DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO À CORRENTE DIFERENCIAL-RESIDUAL

Segurança é um dos assuntos mais discutidos pelos profissionais da


eletricidade e para atendê-la algumas ações devem ser obrigatoriamente tomadas, de
acordo com o que trata a norma regulamentadora NR10. Assim como atitudes seguras
repercutem em benefícios quando o assunto tratado é “cuidar da vida”, a instalação de
dispositivos de proteção à corrente diferencial-residual também contribuem, e muito,
com o tema em questão.
A Norma NBR 5410 torna explicita a obrigatoriedade da instalação dos
dispositivos de proteção DR’s, sendo exigidas em tais condições:
a) Em circuitos que sirvam a pontos de u tilização situados em locais contendo
banheira ou chuveiro;
b) Em circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas
externas à edificação;
c) Em circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam
vir a alimentar equipamentos no exterior;

25 WEG – Transformando Energia em Soluções


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d) Em circuitos que sirvam a pontos de utilização em cozinhas, lavanderias,


áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal
ou sujeitas a lavagens.
Há alguns casos onde o uso dos dispositivos DR não são recomendados , e
também não exigidos pela norma, como por exemplo, em instalações de salas de
cirurgias ou serviços de segurança, quando pode ocorrer o desligamento de
congeladores por atuação intempestiva da proteção associada à hipótese de ausência
prolongada de pessoas significando em perdas ou conseqüências sanitárias
relevantes. Para estas situações, análises mais apuradas devem ser realizadas,
sempre com o intuito de primar pela segurança. Vale lembrar que em alguns casos o
DR utilizado deve ter a característica de alta imunidade a perturbações.

3.5.1 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO DR

A maneira como o DR funciona é semelhante a forma como um transformador


opera. No caso do transformador há um enrolamento primário que é alimentado com
determinado valor de tensão (tensão alternada) e devido a Lei de Faraday ocorre o
aparecimento de tensão induzida no secundário. De acordo com Faraday, “Um
condutor submetido a ação de um fluxo magnético variável, tem em seus te rminais o
aparecimento de uma tensão”.


V=−
dt

O DR monitora constantemente as correntes de entrada e saída e a partir da


análise vetorial dos efeitos criados por estas pode ocorrer a atuação do dispositivo e
com isso o seccionamento do circuito, efetuando a proteção. Observando as figuras 7
e 8 fica fácil compreender a forma como acontece a operação do dispositivo residual
DR. Na figura 8 está representado um circuito com a isolação perfeita e, portanto, sem
fuga de corrente. Por este motivo o sensor de corrente mantém os contatos principais

26 WEG – Transformando Energia em Soluções


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do DR fechados mantendo a alimentação. O sensor de corrente consiste em uma


bobina magnetizada (contanto que nenhuma fuga de corrente esteja presente) que
mantém o contato na posição fechada.

Figura 8 – DR sem corrente de fuga Figura 9 – DR com corrente de fuga

Como é possível observar na figura, não havendo fuga de corrente a soma


vetorial das correntes é igual a zero, resultando em um fluxo magnético nulo no toróide.
Por esta razão o DR mantém o circuito energizado.
A partir do momento em que ocorrer uma fuga de corrente a soma vetorial
desta deixa de ser nula e devido ao aparecimento do fluxo magnético no toróide tem-se
a atuação do sensor de corrente e por fim o seccionamento do circuito (figura 9).
Os dispositivos residuais DR’s operam devido a fugas de corrente na ordem de
miliampéres.

3.5.2 ESCOLHA E INSTALAÇÃO DE DISPOSITIVOS DR

Para a escolha do DR algumas características devem ser observadas, as quais


são sensibilidade, corrente nominal, número de pólos (bipolar ou tetrapolar). Para que a
escolha do dispositivo DR adequado seja efetuada, vale se observar cada um dos
tópicos alavancados.

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3.5.2.1 SENSIBILIDADE

Basicamente, os dispositivos diferenciais DR são classificados entre os tipos de


alta e baixa sensibilidade. Os DR’s de alta sensibilidade são aqueles utilizados em
instalações residenciais, cuja corrente diferencial-residual é de até 30mA e é o ideal
para proteger pessoa contra choques elétricos (contato diretos ou falhas na
isolação/aterramento ou até mesmo inexistência do condutor de proteção), mesmo em
condições desfavoráveis. Os DR’s de baixa sensibilidade, ao contrario dos
mencionados anteriormente, são aqueles com corrente diferencial-residual superior a
30mA e são ideais para proteção contra contatos indiretos e riscos de incêndio (em
locais onde haja presença de materiais inflamáveis como indústrias química e
petroquímicas).
De acordo com o que se pode observar na figura 10, os DR’s recomendados
para residências, pois atuam exatamente nas faixas de corrente que podem trazer
danos a vida humana. Este fato, aliado a informação de atuação do dispositivo em
tempos inferiores a 50ms, torna evidente o motivo da exigência normativa em ralação a
instalação deste produto.

Figura 10 – efeitos da corrente elétrica no corpo humano (IEC 60479)


Sobre a figura 10 tem-se:
Região 1 – normalmente não causa nenhum efeito perceptível;
Região 2 – sente-se a passagem da corrente, mas não há qualquer reação do corpo;

28 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Região 3 – efeito de agarramento, incômodo, porém normalmente sem seqüelas após


a interrupção;
Região 4 – Fibrilação ventricular, normalmente fatal.

3.5.2.2 CORRENTE NOMINAL

Para a escolha da corrente nominal do DR deve-se observar a corrente


nominal do disjuntor termomagnético associado. A corrente do DR deve ser, no
mínimo, igual a corrente do disjuntor. Os valores de corrente nominais dos DR’s Weg
podem ser conseguidos através do site http://www.weg.net ou no catálogo do produto.

3.5.2.3 NÚMERO DE POLOS

Os DR’s são fabricados nas versões dois e quatro pólos, cabendo ao projetista
escolher o que melhor se adapta ao sistema de distribuição adotado. A tabela 7 mostra
de maneira resumida a forma de utilização destes em acordo com os sistemas.
Dispositivo Diferencial -residual
Sistema
Bipolar Tetrapolar
Monofásico a 2 condutores (f ase + neutro) X
Bifásicos a 2 condutores (fase + fase) X
Monofásico a 3 condutores ( fase + fase + neutro) X
Trifásico a 3 condutores (fase + fase + fase) X
Trifásico a 4 condutores (fase + fase + fase + neutro) X
Tabela 7 – Uso do DR bipolar ou tetrapolar (fonte: livro curso técnico em eletrotécnica módulo 1 pg.276)

Para a instalação do DR todos os condutores do circuito devem,


obrigatoriamente, passar pelo dispositivo, com exceção do condutor terra. O condutor
neutro não poderá ser aterrado após ter passado pelo DR.
Vale lembrar que por questões de segurança em todos os casos de utilização
dos DR’s a norma prescreve que o botão de teste deve ser pulsado mensalmente a fim
de o usuário verificar o perfeito funcionamento do mesmo.

29 WEG – Transformando Energia em Soluções


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3.5.2.4 INSTALAÇÃO DO DR

Segundo a norma NBR 5410 os DR’s podem ser instalados de maneira a


oferecer proteção individual, por ponto de utilização, por circuito ou por grupos de
circuito, mas exige no mínimo 1 DR instalado. As figuras 11, 12 e 13 mostram os
possíveis esquemas de ligação em uma instalação, de acordo com o que estabelece a
norma.

Figura 11 – Instalação com DR 1 Figura 12 – Instalação com DR 2

30 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Figura 13 – Instalação com DR 3

3.6 DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTOS – DPS

Os dispositivos de proteção contra surtos (DPS) são desenvolvidos para a


proteção de equipamentos e instalações contra surtos e sobretensões provenientes de
descargas indiretas na rede elétrica, mais comumente causadas por raios e/ou
manobras no sistema elétrico. Independentemente do tipo ou da origem, as desc argas
geram um aumento repentino na tensão da rede – os surtos e sobretensões
momentâneas – que danificam equipamentos eletro-eletrônicos e a própria instalação,
trazendo muitos prejuízos.
Os DPS Weg são os de classe I ou classe II, sendo que os de classe I são
indicados para locais sujeitos a descargas de alta intensidade, característica típica de
instalações e edifícios alimentados diretamente por rede de distribuição aérea, exposta
a descargas atmosféricas. Recomenda-se a instalação do DPS classe I no ponto de

31 WEG – Transformando Energia em Soluções


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entrada da rede elétrica na edificação. Já para locais onde a rede elétrica não está
exposta a descargas atmosféricas diretas, caso típico de instalações internas de
residências e/ou edificações alimentadas por rede elétrica embutida / subterrânea, são
indicados os DPS classe II. Recomenda-se sua instalação no quadro de distribuição.
Para a seleção dos DPS, devem-se observar as seguintes características:
• Nível de proteção;
• Máxima tensão de operação contínua;
• Suportabilidade a sobretensões temporárias;
• Corrente nominal de descarga e corrente de impulso;
• Suportabilidade a corrente de curto-circuito.
Os níveis de proteção, máxima tensão de operação contínua e sobretensões
temporárias são pontos normalizados relacionados à fabricação dos DPS e, portanto,
devem ser atendidos pelo fabricante. Os valores de c orrente de impulso e corrente
nominal de descarga dos DPS são selecionados a partir das seguintes situações,
conforme norma NBR 5410:
• Quando o DPS for destinado à proteção contra sobretensões de
origem atmosféricas transmitidas pela linha externa de alimentação e
contra sobretensões de manobra, sua corrente nominal de descarga
(In) não deve ser inferior a 5kA (8/20•s) para cada modo de
proteção. Todavia In não deve ser inferior a 20kA (8/20•s) em redes
trifásicas, ou 10kA (8/20•s) em redes monofásicas, quando o DPS
for usado entre o neutro e PE;
• Quando o DPS for destinado à proteção contra sobretensões
provocadas por descargas atmosféricas diretas sobre a edificação ou
em suas proximidades, sua corrente de impulso (Iimp) deve ser
determinada com base na IEC61312-1; se o valor da corrente não
puder ser determinado, Iimp não deve ser inferior a 12,5kA para cada
modo de proteção. No caso de DPS usado entre neutro e PE,
também deve ser determinada conforme a IEC61312-1; ou, caso o
valor da corrente não possa ser determinado, Iimp não pode ser

32 WEG – Transformando Energia em Soluções


Módulo 8 – Montagem de Quadros Elétricos Prediais e Residenciais

inferior a 50kA para uma rede trifásica ou 25kA para uma rede
monofásica.
A suportabilidade à corrente de curto-circuito dos DPS deve ser igual ou
superior a corrente de curto-circuito presumida no ponto em que vier a ser
instalado.

3.6.1 INSTALAÇÃO DO DPS

A maneira de instalação dos dispositivos de proteção contra surtos pode ser


realizada de acordo como mostra a figura 14.

F1,F2,F3
L1
L2
L3
PEN

Figura 14 – Instalação dos DPS


Além do que é observado na figura 14, a NBR 5410 determina que a utilização
dos DPS deva ser junto ao ponto de entrada da linha elétrica ou no quadro geral de
distribuição, conforme esquema da tabela 8.

A linha elétrica de energia SIM


que chega à edificação
inclui o neutro?
O neutro será aterrado no
barramento de
NÃO
equipotencialização
principal da edificação?

33 WEG – Transformando Energia em Soluções


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NÃO SIM Dois esquemas de conexão são possíve is.

Esquema de Conexão1: Os DPS devem ser ligados a Os DPS devem ser ligados a Os DPS devem estar
cada condutor de fase, de um lado e ao BEP ou a barra cada condutor de fase de um ligados a cada condutor de
PE do quadro, do outro lado lado e ao BEP ou a barra PE fase de um lado e ao
do quadro do outro lado condutor neutro de outro.

E ainda, um dos DPS deve


estar ligado ao condutor
neutro de um lado e ao BEP
ou à barra PE do outro lado .

E ainda um DPS deve estar


ligado ao condutor neutro de
um lado e ao BEP ou à
barra PE do outro lado .

Tabela 8 – Instalação do DPS


Com relação a maneira de instalar o DPS, a norma NBR 5410 determina que o
comprimento dos cabos de ligação deve ser o mais curto possível, sem curvas ou
laços. Os comprimentos máximos dos cabos não devem exceder a 0,5m somando as
distâncias a e b da figura 15 ou simplesmente a distância b da figura 16. Quando o
DPS é instalado no ponto de entrada, em situação abrigada, ou em suas proximidades,
os cabos de conexão devem ser de no mínimo 4mm². Para DPS instalado em locais
que deve oferecer proteção contra descargas elétricas diretas sobre a edificação a
seção nominal do condutor de instalação deve ser de no mínimo 16mm².

34 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Figura 15 – instalação DPS Figura 16 – instalação DPS especial

Os DPS possuem um sinalizador de estado, localizado no frontal do dispositivo.


Este sinalizador permite ao usuário perceber a necessidade de s ubstituição do módulo
de proteção. A concepção plug-in dos DPS permite que a substituição dos módulos de
proteção aconteça sem a necessidade de desconectar os cabos, pois a base
permanece instalada.

Figura 17 - DPS

4 CHAVES DE PARTIDA

Em instalações prediais é comum a montagem de chaves de partida para o


acionamento de motores destinados a trabalhos de bombeamento para águas de
reuso, águas pluviais, operação em cisternas ou outras aplicações. Por questões de

35 WEG – Transformando Energia em Soluções


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custos e facilidades de instalação, sempre que possível, a partida de um motor trifásico


de gaiola, deverá ser direta, por meio de contatores.
Deve ter-se em conta que para um determinado motor, as curvas de conjugado
e corrente são fixas, independente da dificuldade de partida, para uma tensão
constante.
Nos casos em que a corrente de partida do motor é elevada podem ocorrer as
seguintes conseqüências prejudiciais:
• Elevada queda de tensão no sistema de alimentação da rede. Em função
disto, provoca a interferência em equipamentos instalados no sistema;
• O sistema de proteção (cabos, contatores) deverá ser superdimensionado,
ocasionando um custo elevado;
• A imposição das concessionárias de energia elétrica que limitam a queda
de tensão da rede.
Caso a partida direta não seja possível, devido aos problemas citados acima,
pode-se usar sistema de partida indireta para reduzir a corrente de partida. Estes
sistemas de partida indireta (tensão reduzida), mais comuns em instalações prediais e
residenciais são:
• Chave estrela-triângulo;
• Partidas eletrônicas (soft-starter e inversor de frequência).

Para a montagem de chaves de partida de motores há a necessidade de


utilização de alguns componentes elétricos tais como fusíveis, contatores, relés de
sobrecarga e relés temporizadores, sendo assim, antes de explanar-se sobre as
chaves montadas vale uma breve introdução sobre os componentes anteriormente
mencionados.

4.1 FUSÍVEIS

São os elementos mais tradicionais para proteção contra curto-circuito de


sistemas elétricos. Sua operação é baseada na fusão do “elemento fusível”, contido no
seu interior. O “elemento fusível” é um condutor de pequena seção transversal, que

36 WEG – Transformando Energia em Soluções


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sofre, devido a sua alta resistência, um aquecimento maior que o dos outros
condutores, à passagem da corrente.
O “elemento fusível” é um fio ou uma lâmina, geralmente de cobre, prata,
estanho, chumbo ou liga, colocado no interior de um corpo, em geral de porcelana ou
esteatita, hermeticamente fechado. Possuem um indicador, que permite verificar se
operou ou não; ele é um fio ligado em paralelo com o elemento fusível e que libera uma
mola que atua sobre uma plaqueta ou botão, ou mesmo um parafuso, preso na tampa
do corpo. Os fusíveis contêm em seu interior, envolvendo por completo o elemento,
material granulado extintor; para isso utilizam-se, em geral, areia de quartzo de
granulometria conveniente. A figura 18 mostra a composição de um fusível (no caso
mais geral).

Figura 18– Componentes de um fusível WEG

O elemento fusível pode ter diversas formas. Em função da corrente nominal


do fusível, ele compõe-se de um ou mais fios ou lâminas em paralelo, com trecho(s) de
seção reduzida. Nele existe ainda um ponto de solda, cuja temperatura de fusão é bem
menor que a do elemento e que atua por sobrecargas de longa duração.

4.1.1 FUSÍVEIS TIPOS D OU NH

São dispositivos de proteção que quando usados em circuitos alimentadores de


motores protegem-nos contra correntes de curto-circuito e de forma seletiva (em
combinação com relés) contra sobrecargas de longa duração.

37 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Os fusíveis podem ser classificados de acordo com diversos critérios. Destes


critérios os mais usados são:
a) Tensão de alimentação: alta tensão ou baixa tensão;
b) Características de interrupção: ultra-rápidos ou retardados.
Os fusíveis usados na proteção de circuitos de motores são da classe funcional
(gL), indicando que são fusíveis com função de “proteção geral”. A característica de
interrupção destes fusíveis é de efeito retardado (gG), pois os motores (cargas
indutivas) no instante de partida, solicitam uma corrente diversas ve zes superior à
nominal e que dever ser “tolerada”.
Caso fossem utilizados fusíveis com características de interrupção “ultra-
rápida” estes fundiriam (queimariam), em função da corrente de partida do motor, o que
não estaria de acordo com a função do fusível, pois a corrente de partida não
representa nenhuma condição anormal.
c) Forma construtiva dos fusíveis retardados WEG:
Classificam-se basicamente em fusíveis tipos “D” e do tipo “NH”.
Os fusíveis do tipo “D” (diametral – ver figura 19 (a)), são recomendados para
uso tanto residencial quanto industrial. São construídos para correntes normalizadas de
2 a 63A, capacidade de ruptura de 50kA e tensão máxima 500V.
Os fusíveis do tipo “NH” (alta capacidade, baixa tensão – ver figura 19 (b)), são
recomendados para uso industrial e devem ser manuseados apenas por pessoal
qualificado. São fabricados para correntes normalizadas de 4 a 630A, capacidade de
ruptura de 120kA e tensão máxima de 500V.
Na prática (por questões econômicas), costuma-se utilizar fusíveis do tipo “D”
até 63A e acima deste valor fusíveis do tipo “NH”.

38 WEG – Transformando Energia em Soluções


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(a) (b)
Figura 19 – Fusíveis tipo “D” e tipo “NH”

4.1.2 DIMENSIONAMENTO DOS FUSÍVEIS

No dimensionamento de fusíveis retardados, recomenda-se que sejam


observados, no mínimo, os seguintes pontos:

a) Devem suportar, sem fundir, o pico de corrente (Ip), dos motores durante o
tempo de partida (TP). Com Ip e T P entra-se nas curvas características que
se encontram nos catálogos de fusíveis;
b) Devem ser dimensionados para uma corrente (IF), no mínimo 20% superior
à nominal (In) do motor que irá proteger. Este critério permite preservar o
fusível do “envelhecimento” prematuro, fazendo com que sua vida útil, em
condições normais, seja mantida:
I F ≥ 1,2 × I n
c) Os fusíveis de um circuito de alimentação de motores devem também
proteger os contatores e relés de sobrecarga e para isso o valor da
corrente nominal destes deve ser menor ou igual ao valor de fusível
máximo que consegue proteger o componente (encontrado no catálogo
de contatores e relés de sobrecarga).
I F ≤ I Fmáx K
I F ≤ I Fmáx FT

4.2 CONTATORES

Contator é uma chave de operação não manual, eletromagnética, que tem uma
única posição de repouso e é capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes
em condições normais do circuito, inclusive sobrecargas no funcionamento.

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Os elementos construtivos de um contator são:

Figura 20 – Contator CWM

01 - Carcaça inferior 09 - Contatos móveis auxiliares


02 - Núcleo fixo 10 - Molas de contato
03 - Anel de curto circuito 11 - Contatos fixos principais
04 – Bobina 12 - Contatos fixos auxiliares
05 - Mola de curso 13 - Parafusos com arruelas
06 - Núcleo móvel 14 - Carcaça superior
07 - Cabeçote móvel 15 – Capa
08 - Contatos móveis principais

4.2.1 DIMENSIOMANENTO DE CONTATORES

A escolha de contatores merece grande atenção, pois disto dependerá o


funcionamento correto dos motores e equipamentos por eles acionados, bem como, a
vida útil (elétrica e mecânica) dos contatores especificada pelo fabricante.

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Ao realizar a escolha de um contator, devem-se levar em consideração alguns


pontos e os critérios de escolha mais importantes são:
* Categoria de Emprego:
A categoria de emprego determina as condições para a ligação e interrupção
da corrente e da tensão nominal de serviço correspondentemente, para a utilização
normal do contator, nos mais diversos tipos de aplicação para CA e CC. O catálogo de
contatores traz as categorias de emprego mais i mportantes, sendo eles AC3(para
serviço de manobras de motores com rotor de gaiola com desligamento em regime);
AC4 (manobras pesadas;acionar motores com carga plena, comando intermitente,
reversão a plena marcha e parada por contra corrente); AC1 (manobras de cargas
resistivas puras ou pouco indutivas).
* Corrente ou Potência a Acionar:
São os valores de corrente nominais, ou os valores de máximos de potência de
motores que podem ser acionados pelos contatores. Varia de acordo com a categoria
de emprego e com o modelo do contator. Tais valores de corrente ou potência dos
motores que cada contator pode suportar são descritos no catálogo do produto.
* Tensão e Freqüência de Comando:
Refere-se aos dados da alimentação dos terminais da bobina do contator.
* Quantidade de contatos auxiliares:
Quem determina a necessidade do número de contatos auxiliares é o circuito
de comando. Quanto mais elaborado o circuito de comando, maior será o número de
contatos auxiliares necessários para os intertravamentos e sinalizações.

4.3 RELÉS DE SOBRECARGA

Relés de sobrecarga são dispositivos baseados no princípio de dilatação de


partes termo-elétricas (bimetálicos). A operação de um relé está baseada nas
diferentes dilatações que os metais apresentam, quando submetidos a uma variação
de temperatura.

41 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Relés de sobrecarga são usados para proteger equipamentos elétricos, como


motores e transformadores, de um possível superaquecimento.
O superaquecimento de um motor pode, por exemplo, ser causado por:
ü Sobrecarga mecânica na ponta do eixo;
ü Tempo de partida muito alto;
ü Rotor bloqueado;
ü Falta de uma fase;
ü Desvios excessivos de tensão e freqüência da rede.
Em todos estes casos citados acima, o incremento de corrente (sobrecorrente)
no motor é monitorado em todas as fases pelo relé de sobrecarga, como se pode
observar na figura 21.

1 – Botão de Rearme;
2 – Contatos Auxiliares;
3 – Botão de Teste;
4 – Lâmina Bimetálica Auxiliar;
5 – Cursor de Arraste;
6 – Lâmina Bimetálica Principal;
7 – Ajuste de Corrente.

Figura 21 – Construção do Relé de Sobrecarga

Na figura 21, está representado esquematicamente um relé térmico de


sobrecarga. Este pode ser dividido em duas partes:
Circuito principal ou de potência:
É composto por uma carcaça de material isolante, três bimetais de
aquecimento, alavanca de desarme, terminais de entrada (1L1, 3L2 e 5L3) e terminais
de saída (2T1, 4T2 e 6T3).
Circuito auxiliar ou de comando:

42 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Consiste basicamente dos contatos auxiliares (NA e NF) por onde circula a
corrente de comando, botão de regulagem, botão de rearme (reset), botão de seleção
(manual e automático) e bimetal de compensação da temperatura (dá condições ao
relé de operar na faixa de –20ºC a 60 ºC sem modificação da curva de desarme.
Com a circulação da corrente nominal do motor (para a qual o relé está
regulado), os bimetais curvam-se. Isto porque o bimetal é uma liga de dois materiais
com coeficientes de dilatação diferentes: A curvatura do bimetal se dá para o lado do
material de menor coeficiente.

Figura 22 – Lâmina do bimetálico

Quando a corrente que está circulando é a nominal do motor, a curvatura dos


bimetais ocorre, mas não é suficiente para o desarme.
No caso de uma sobrecarga, os bimetais apresentarão uma curvatura maior.
Com isto ocorrerá o deslocamento da alavanca de desarme. Este deslocamento é
transferido ao circuito auxiliar, provocando, mecanicamente, o desarme do mesmo. A
temperatura ambiente não afeta a atuação do relé, pois o bimetal de compensação
sofrerá o mesmo deslocamento, mantendo assim a relação inicialmente definida.
O relé permite que seu ponto de atuação, ou seja, a curvatura das lâminas, e o
conseqüente desligamento, possam ser ajustados com auxílio de um dial. Isto
possibilita ajustar o valor de corrente que provocará a atuação do relé. Caso ocorra a
atuação do relé de sobrecarga, o rearme pode ocorrer de algumas maneiras diferentes,
sendo estas observadas na figura 23.

A
A Somente rearme automático;

AUTO
AUTO Rearme automático e possibilidade de teste;
A WEG – Transformando Energia em Soluções
AUTO 43

HAND
HAND Rearme manual e possibilidade de teste;
HAND
H
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Figura 23 – Tecla multifunção do relé de sobrecarga

4.4 RELÉS TEMPORIZADORES

Os Relés temporizadores WEG RTW são dispositivos eletrônicos que permitem,


em função de tempos ajustados, comutar um sinal de saída de acordo com a sua
função. Muito utilizados em automação de máquinas e processos industriais como
partidas de motores, quadros de comando, fornos industriais, injetoras, entre outros.
Possui eletrônica digital que proporciona elevada precisão, repetibilidade e imunidade a
ruídos. Oferecida nas seguintes funções de temporização:
• RTW- RE » Retardo na Energização;
• RTW- PE » Pulso na Energização;
• RTW- CI » Cíclico;
• RTW- RD » Retardo na Desenergização;
• RTW- RDI » Retardo na Desenergização sem comando;
• RTW- ET » Estrela-Triângulo;
• RTW- CIL » Cíclico 1 ajuste Ligado;
• RTW- CID » Cíclico 1 ajuste Desligado;
• RTW- CIR » Cíclico 2 ajustes Ligado.

Modo de Operação Diagrama Temporal

44 WEG – Transformando Energia em Soluções


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RTW RE (Retardo na Energização) Após a


energização do Relé inicia-se a contagem do
tempo (T) ajustado no dial. Decorrido este
período ocorrerá a comutação dos contatos de
saída, os quais permanecem neste estado até
que a alimentação seja interrompida.

RTW PE (Pulso na Energização) Após a


energização do Relé, os contatos de saída são
comutados instantaneamente e permanecem
acionados durante o período ( T ) ajustado no
dial.

RTW CI (Cíclico) Após a energização do


relé, os contatos de saída são acionados e
desacionados ciclicamente. O dial superior
determina o tempo ( TON ) em que os contatos
permanecem acionados, enquanto que o dial
inferior determina o tempo ( TOFF ) em que os
contatos permanecem desacionados.

RTW RD (Retardo na Desenergização)


Com o Relé Alimentado, a partir da
energização do terminal de comando os
contatos de saída comutam instantaneamente.
Ao se retirar o comando, os contatos de saída
retornam a condição original depois de
decorrido o período (T) ajustado no dial.

RTW ET (Estrela-Triângulo) Após a


energização do Relé os contatos de saída
Estrela comutam instantaneamente,
permanecendo acionados durante o período
(T) ajustado no dial. Após o tempo ( TM ) de
100ms os terminais Triângulo serão então
acionados e permanecem neste estado até que
a alimentação seja interrompida.

45 WEG – Transformando Energia em Soluções


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RTW CIL (Cíclico Ajuste Ligado) Após a


energização do relé, os contatos de saída são
acionados, após percorrido o tempo
selecionado no Dial de ajuste os contatos
serão desacionados, este comportamento
continuará ciclicamente. Uma única seleção
determina o tempo Ligado e o tempo
Desligado do Relé.

RTW CID (Cíclico Ajuste Desligado) Após


a energização do relé, os contatos de saída
permanecem desacionados, depois de
percorrido o tempo selecionado no Dial de
ajuste os contatos serão acionados, este
comportamento continuará ciclicamente.
Uma única seleção determina o tempo Ligado
e o tempo Desligado do Relé.

RTW CIR (Cíclico 2 Ajustes Início


Desligado) Após a energização do relé,
inicia-se a contagem do tempo desligado,
após percorrido este período os contatos de
saída são acionados e inicia-se a contagem do
tempo ligado, segue-se esta seqüência
ciclicamente. O dial superior determina o
tempo (T ON) em que os contatos
permanecem acionados, enquanto que o dial
inferior determina o tempo (T OFF ) em que os
contatos permanecem desacionados.
RTW RDI (Retardo na Desenergização)
Após a energização do Relé, os contatos de
saída são comutados instantaneamente. Ao se
retirar a alimentação iniciará a contagem do
tempo (T) ajustado no dial, após este período
os contatos de saída retornam a sua condição
original. Retardo na Desenergização sem a
necessidade de comando, limitado a 10
minutos.

A seleção dos relés temporizadores é realizada de maneira bastante simples.


Apenas com a análise do circuito de comando é possível observar o tipo de operação

46 WEG – Transformando Energia em Soluções


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necessário e a partir disso efetua-se a escolha com base na codificação exibida na


figura 24.

Figura 24 – Codificação para escolha dos relés temporizadores

4.5 ESCOLHA DO TIPO DE CHAVE DE PARTIDA

4.5.1 PARTIDA DIRETA

Neste caso o motor parte com valores de conjugado (torque) e corrente de


partida plenos. Sempre que a instalação permitir, o tipo de partida deve ser direta, já
que o motor foi projetado para estas condições (corrente e tensões nominais).

47 WEG – Transformando Energia em Soluções


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A corrente elevada de partida do motor ocasiona as seguintes conseqüências


prejudiciais:
• Acentuada queda de tensão no sistema de alimentação da rede, o que
ocasiona interferências em equipamentos instalados no sistema;
• Exigência de superdimensionamento de condutores e componentes, pois se
não feito isto, ocorre a redução drástica da vida útil destes;
• A imposição das concessionárias de energia elétrica, que limitam a queda
de tensão na rede.

L1 L2 L3 L

95
F1,2,3 FT1
96

S0
K1

S1 K1
FT1

K1 H1
M
~ 3
N

Figura 25 – Circuito da chave de partida direta

Para evitar estes problemas, pode-se utilizar um sistema de partida com


redução de tensão e conseqüente redução da corrente.

4.5.2 PARTIDA ESTRELA-TRIÂNGULO

Consiste na alimentação do motor com redução de tensão nas bobinas,


durante a partida.

48 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Na partida executa-se ligação estrela no motor (apto a receber tensão de


estrela – UY), porém, alimenta-se com tensão de triângulo (U∆), ou seja, tensão da
rede. Assim, as bobinas do motor recebem aproximadamente 58% (1/ 3 ) da tensão
que deveriam receber.

Figura 26 – Ligação estrela aliment ado com tensão reduzida


Após a partida o motor deve ser ligado em triângulo, assim as bobinas passam
a receber a tensão nominal.

Figura 27 – Ligação triângulo com tensã o de triângulo

Este tipo de chave proporciona redução da corrente de partida para


aproximadamente 33% de seu valor para partida direta.
Apropriada para máquinas com conjugado resistente de partida até 1/3 do
conjugado de partida do motor.
A chave estrela-triângulo é aplicada quase que exclusivamente para partidas
de máquinas em vazio, ou com pouca carga. Somente depois de se ter atingido a
rotação nominal a carga plena poderá ser aplicada.

49 WEG – Transformando Energia em Soluções


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O conjugado resistente da carga não deve ultrapassar o conjugado de partida


do motor, nem a corrente no instante da comutação deve atingir valores inaceitáveis
(muito elevados).
É fundamental para a chave de partida estrela-triângulo que o motor tenha
possibilidade de ligação em dupla tensão, (220/380V, 380/660V, 440/760V) e que a
menor tensão coincida com a tensão da rede. Os motores deverão ter no mínimo seis
bornes de ligação.

L1 L2 L3

F1,2,3

K1 K2 K3

FT1

M
~ 3

Figura 28 – circuito de força da chave estrela -triângulo

FT1

S0

K1 K3 K1 KT1 K2
S1 ∆

KT1 K3
Y 50 WEG – Transformando Energia em Soluções

K2

KT1 K3 H1 K1 K2
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Figura 29 – circuito de comando da chave estrela -triângulo

4.5.3 PARTIDA ELETRÔNICA (SOFT STARTER E INVERSOR DE FREQUÊNCIA)

Com a crescente necessidade na otimização de sistemas, algumas técnicas


foram desenvolvidas, principalmente levando-se em consideração conceitos e
tendências voltadas a automação industrial. Olhando para o passado podemos
claramente perceber o quanto estas técnicas tem contribuído para este fim.
Um dos mais claros exemplos são os sistemas de acionamento para motores
de indução, largamente utilizado em praticamente todos os segmentos, seja ele
residencial predial ou industrial.
Em particular, serão verificadas técnicas que se tornaram muito utilizadas na
atualidade, que são as chamadas chaves de partidas eletrônicas como a soft-starter e
os inversores de frequência.
Estes equipamentos eletrônicos vêm assumindo significativamente o lugar de
sistemas previamente desenvolvidos, em grande parte representados por sistemas
eletromecânicos.

4.5.3.1 SOFT STARTER

O funcionamento das soft-starters está baseado na utilização de tiristores


(SCR´s), ou melhor, de uma ponte tiristorizada na configuração anti-paralelo, que é
comandada através de uma placa eletrônica de controle, a fim de ajustar a tensão de
saída, conforme uma programação feita anteriormente pelo usuário. Esta estrutura é
apresentada na figura 30.

51 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Figura 30 – Bloco diagrama simplificado da soft starter

Figura 31 – Motor alimentado através da soft starter


Como é possível ver, a soft-starter controla a tensão da rede através do circuito
de potência, constituído por seis ou quatro SCR’s, dependendo do modelo, onde
variando o ângulo de disparo dos mesmos, é alterado o valor eficaz de tensão aplicada
ao motor. A seguir faremos uma análise mais atenciosa de cada uma das partes
individuais desta estrutura, já que notamos nitidamente que podemos dividir a estrutura
acima em duas partes, o circuito de potência e o circuito de controle. Controlando o
ângulo de disparo do SCR, podemos controlar a tensão média aplicada à carga,
controlando assim sua corrente e potência.

52 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Numa soft-starter, o controle da tensão deve ser feito nos dois sentidos da
corrente, exigindo a configuração antiparalela de dois SCR por fase.
A ilustração da figura 32 mostra a forma de onda da tensão em uma das fases
do motor em quatro instantes. Nota-se que ao reduzir o ângulo de disparo dos SCR, a
tensão a ser aplicada no motor aumenta, aumentando com isso a corrente no mesmo.

Disparo a 150° Disparo a 90°

Disparo a 45° Disparo a 15°


Figura 32 – Comportamento da t ensão na aceleração usando soft -starter
Devido a ação do circuito de controle, acontece os disparos dos tiristores e com
isso há o controle da tensão a ser aplicada no motor. Ao final da partida do motor, o
motor terá sobre seus terminais praticamente toda a tensão da rede.
As chaves Soft-Starters tem uma função muito simples, que é através do
controle da variação do ângulo de disparo da ponte de tiristores, gerar na saída da
mesma, uma tensão eficaz gradual e continuamente crescente até que seja atingida a
tensão nominal da rede. Para a desaceleração, a tensão cai gradativamente até atingir
um valor mínimo em um tempo determinado. O que ocorre neste caso pode ser
explicado da seguinte maneira: Reduzindo-se a tensão aplicada ao motor, este irá

53 WEG – Transformando Energia em Soluções


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perder conjugado; a perda de conjugado reflete no aumento do escorregamento; o


aumento do escorregamento faz com que o motor perca velocidade.
Se o motor perde velocidade a carga acionada também perderá. Este tipo de
recurso é muito importante para aplicações que devem ter uma parada suave do ponto
de vista mecânico. Podemos citar como exemplo bombas centrífugas, transportadores,
etc.
No caso particular das bombas centrífugas este recurso minimiza o efeito do
“golpe de aríete”, que pode provocar sérios danos a todo o sistema hidráulico,
comprometendo componentes como válvulas e tubulações, além da própria bomba. O
comportamento de aceleração/desaceleração obtido com a utilização da soft-starter
pode ser observado na figura 33.

Figura 33 – Comportamento de aceler ação e desaceleração com a soft -starter

A aceleração e desaceleração de cargas são apenas duas das funções que uma
soft-starter pode exercer. Além destas pode-se citar as proteções, como limitação de
corrente, subtensão, sobretensão, subcorrente, sobrecorrente, sentido de giro e ainda,
frenagem, além de outras funções.

4.5.3.2 INVERSOR DE FREQUÊNCIA

Ao se variar a freqüência da tensão do estator, está se variando a velocidade


do campo girante. Com isso pode-se variar a velocidade do rotor, mantendo-se

54 WEG – Transformando Energia em Soluções


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constante o escorregamento da máquina e, portanto, as perdas podem ser otimizadas


de acordo com as condições da carga.
Ao se variar a freqüência de alimentação do motor CA, varia-se sua velocidade
síncrona, o que significa que todas as velocidades síncronas variam desde f ≅ 0 até a
máxima freqüência do conversor. O comportamento do motor, que corresponde a sua
curva conjugado x velocidade, permanece da mesma forma, entretanto deslocada na
rotação conforme a freqüência.
Teoricamente, existem duas faixas de atuação: uma com fluxo constante, até a
freqüência nominal, e outra com enfraquecimento de campo, correspondente àquela
acima da freqüência nominal, ou seja:
U
f ≅ 0 Hz até f n → = constante = fluxo constante;
f

f > f n → U = constante = enfraquecimento de campo.

Entretanto, na realidade, para que essa duas faixas se tornem possíveis de


serem realizadas, há necessidade das seguintes considerações:
• Se um motor auto-ventilado trabalha com velocidade menor do que a nominal, terá
sua capacidade de refrigeração diminuída.
• A tensão de saída dos conversores apresenta uma forma não perfeitamente
senoidal, o que implica em harmônicas de ordem superior, que provocam um
aumento de perdas no motor.
Devido a isto, é necessário reduzir conjugado e a potência, admissíveis no
motor. Aconselha-se normalmente seguir a seguinte curva, observada na figura 34.
Este comportamento é chamado de controle escalar. Com estas características, o
conversor de freqüência convencional (escalar), é utilizado em maior escala, pois
apresenta um custo relativo menor que o conversor com controle vetorial, como
também em relação a um acionamento por motor CC e conversor CA/CC.

55 WEG – Transformando Energia em Soluções


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Figura 34 – comportamento de torque de motores com inversor de frequência

Em aplicações onde se faz necessário uma alta performance dinâmica


(resposta rápidas e alta precisão), o motor elétrico deverá fornecer essencialmente um
controle preciso de torque, para uma faixa extensa de condições de operações. Para
tais aplicações os acionamentos de corrente contínua sempre representaram uma
solução ideal, pois, a proporcionalidade da corrente de armadura, do fluxo e do torque
num motor de corrente continua proporciona um meio para o controle de torque.
Contudo, a busca por avanços tecnológicos significativos, tem diminuído esta
hegemonia, e gradativamente, estão crescendo as opções por novas alternativas como
o uso de acionamentos em corrente alternada do tipo controle vetorial.

5 CONDUTORES ELÉTRICOS

Condutor elétrico é definido como sendo um produto metálico, de seção


transversal invariável e de comprimento muito maior do que a maior dimensão
transversal, utilizado para transportar energia elétrica ou transmitir sinais elétricos. Os
condutores elétricos empregados em grande escala são normalmente fabricados de
cobre ou alumínio podendo o conjunto ser isolado ou não e podem ser classificados
em:
• Fio: condutor maciço rígido composto de uma única via;
• Cabo: condutor composto de um conjunto de fios encordoados, isolados ou não
entre si;
• Barra: condutor rígido de seção transversal retangular.
Obs.: Para construção de quadros elétricos prediais e residenciais
normalmente utiliza-se fios e cabos de cobre.
Quanto a capacidade de condução de corrente, deve-se levar em consideração
a temperatura ambiente, que deve ser a temperatura do interior do painel o u quadro

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elétrico quando os cabos não estão carregados, caso não se conheça o valor da
temperatura ambiente, considerar 40ºC para o mesmo. Deve-se observar ainda o tipo
de instalação, aglomerada ou livre.
Considera-se instalação aglomerada aquela que contém uma ou mais das
condições a seguir:
• Cabos unipolares em calhas abertas ou fechadas;
• Cabos unipolares agrupados.
• Condutores isolados em eletroduto de seção circular/não circular sobre parede,
ou embutido em alvenaria.
Entende-se como instalação livre aquela que contém uma ou mais das
condições a seguir:
• Cabos unipolares em bandeja perfurada, horizontal ou vertical; suportes
horizontais ou tela, ou em leito.
• Cabos de fiação de chaves de partida.
Os valores de referência de condução de corrente são encontradas pela utilização das
tabelas 3, 4,5 e 6.

5.1 CONDUTORES DE FASE, NEUTRO E TERRA.

A seção dos condutores de fase, em circuitos de corrente alternada, e dos


condutores vivos, em circuitos de corrente contínua, não deve ser inferior ao valor
pertinente dado na tabela 8:

SEÇÃO MÍNIMA DO
2
CONDUTOR mm -
TIPO DE INSTALAÇÃO UTILIZAÇÃO DO CIRCUITO MATERIAL
2
Esc. mm
Instalações 2,5 Cu
Circuitos de força
Fixas 16 Al
Cabos 1,5 Cu
Circuitos de iluminação
Isolados 16 Al
Circuitos de sinalização
0,5 Cu
Circuitos de contro le/comando
Condutores 10 Cu
Circuitos de força
nus 16 Al

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Circuitos de sinalização
4 Cu
Circuitos de controle
Para um aparelho específico (motor, Conforme norma do
Ligações flexíveis feitas transformador, etc). aparelho
com cabos isolados Para qualquer outra aplicação
Circuitos a extra-baixa tensão (EBT) 0,75 Cu
para aplicações especiais
Tabela 8 - ABNT NBR 5410:2004 (seçõe s mínimas)

Nota:
1. Circuito de controle/comando: Circuito que utiliza baixa corrente e diversos
componentes que permitem a energização da bobina de ligação do circuito de
força.
2. Circuito de força: Circuito Principal do contator ou acionamento que permite a
ligação de motores e que utiliza correntes elevadas.
3. Circuito de sinalização: Circuito auxiliar que utiliza baixa corrente e que permite a
energização de lâmpadas sinalizadoras com finalidade de informar visualmente
ocorrências de funcionamento de um sistema.

O condutor neutro não pode ser comum a mais de um circ uito. Em circuitos
monofásicos deve-se ter a mesma seção do condutor de fase.
Em circuitos trifásicos com neutro, o condutor de neutro deve ter a mesma
seção do condutor de fase para seções de condutor fase até 25 mm2. Para condutores
de fase com seção superior a 25mm 2 até 50mm2, deve ser utilizado o condutor neutro
com seção de 25mm2, acima de 50mm2 o condutor neutro deve ter no mínimo a
metade da seção do condutor de fase, conforme a tabela 9.

Seção Mínima para o


Seção Condutor Fase
condutor Neutro
Sf ≤ 25mm² Sn = Sf
25mm²< Sf ≤ 50mm² Sn = 25mm²
Sf > 50mm² Sn = Sf / 2
tabela 9 – Seção mínima do condutor neutro

O condutor de aterramento ou proteção é o componente que liga as massas, os


elementos condutores estranhos à instalação e todo objeto metálico que apresenta

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risco de entrar em contato com as partes ativas (condutoras) da instalação, entre si


e/ou a um terminal de aterramento principal.
O condutor de aterramento (proteção) tem como finalidade impedir a
permanência de uma tensão de contato, demasiadamente elevada que possa por em
risco a vida de pessoas e animais, em partes condutoras que não pertencem ao circuito
(ex.: carcaças de equipamentos, portas, laterais, placas de montagem, etc).
A seção do condutor de proteção pode ser determinada através da tabela 9. Se
a aplicação da tabela conduzir a valores não padronizados, devem ser usados
condutores com a seção normalizada mais próxima. Os valores da tabela são válidos
apenas se o condutor de proteção for constituído do mesmo metal que os condutores
fase.
Seção dos condutores de fase Seção míni ma do condutor de
mm2 proteção correspondente mm 2
S ≤ 16 S
16 < S ≤ 35 16
S > 35 S/2
Tabela 9 – valores mínimos para o condutor de proteção

6 TERMINAIS

Os terminais são utilizados para garantir uma maior condutibilidade elétrica


entre o condutor e os componentes que estão sendo interligados, bem como uma boa
rigidez mecânica.
Deve ser observada a bitola do condutor e com isso efetuar a escolha
adequada do terminal, de forma que uma perfeita conexão seja feita.
Os terminais usuais em montagem de quadros elétricos são do tipo
forquilha, olhal e pino (tubular ou ilhós), cada qual utilizado de acordo com o tipo de
componente utilizado.

olhal forquilha pino/ilhós


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Figura 35 – Terminais usuais

7 FERRAMENTAS

Para a montagem de painéis elétricos, são utilizadas diversas ferramentas tanto


para a montagem da estrutura mecânica e fixação dos componentes como para a
confecção e fixação dos cabos e chicotes de condutores. Abaixo relacionamos as
ferramentas utilizadas para a montagem mecânica e para a montagem elétrica.

Ferramentas para montagem mecânica:


01- Alicate de corte grande 6”;
02- Alicate de bico;
03- Alicate universal 8”;
04- Alicate de cortar canaleta;
05- Alicate de cortar cabo;
06- Alicate rebitadeira;
07- Jogo de chave de fenda (pequena, média e grande);
08- Jogo de chave Phillips (pequena, média e grande);
09- Jogo de catraca;
10- Jogo de chave Allen;
11- Jogo de chave combinada de 7 a 24 mm;
12- Martelo de aço;
13- Punção;
14- Talhadeira com proteção;
15- Estilete;
16- Trena 3 metros;
17- Régua de aço de 300 mm;
18- Esquadro;
19- Gabaritos;
20- Jogo de macho M3 a M8;

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21- Jogo de brocas 2,5 a 13 mm;


22- Chave para botoeira;
23- Lápis;
24- Borracha;
25- Apontador;
26- Furadeira manual;
27- Arco de serra;
28- Punção de centro;
29- Jogo de limas;
30- Jogo de serra copo de 18 a 30mm;
31- Serra elétrica tico-tico;
32- Morça de bancada.

Ferramentas para montagem elétrica:


01- Alicate de corte pequeno 4” e médio 5”;
02- Alicate de bico;
03- Alicate de prensar terminal mod. HP3 Cembre;
04- Alicate de prensar terminal tubular (ilhós);
05- Alicate descascador de cabos;
06- Jogo de chave de fenda;
07- Jogo de chave Phillips;
08- Jogo de chave hexagonal;
09- Jogo de chave de boca de 07 a 13 mm;
10- Estilete;
11- Parafusadeira com bateria;
12- Jogo de ponteiras fenda para parafusadeira;
13- Jogo de ponteiras Phillips para parafusadeira;
14- Lápis;
15- Caneta;
16- Borracha.

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8 SIMBOLOGIA

Para que seja possível a interpretação dos diagramas elétricos de forma


correta, deve-se utilizar uma simbologia e o seu significado de acordo com um padrão
normalizado. As apresentada e adotada nesta apostila está de acordo com as normas
WEG e baseadas nas normas:
IEC-617 – Electrical Symbol Library;
NBR-12519 – Símbolos de Aplicação Geral;
NBR-12522 – Símbolos Gráficos de Produção e Conversão de Energia Elétrica;
NBR-12523 – Símbolos Gráficos de Equipamentos de Manobra e Controle e de
Dispositivos de Proteção.

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9 TABELA DE FIAÇ ÃO

Para facilitar a construção de um circuito elétrico de um painel, recomenda-se a


elaboração de uma tabela de fiação a partir dos diagramas de projeto. A tabela de
fiação possibilita padronizar a montagem elétrica além de trazer economia, pois é
elaborada de forma que observa a melhor maneira de interligar os componentes e o
melhor caminho a ser percorrido pelo condutor. Na tabela se encontram informações
referentes à bitola e cor do condutor, pontos de interligação, além de informar se em
um mesmo ponto elétrico há mais de um elemento de condução. Uma vez construída a
tabela de fiação, a construção do painel pode ser realizada sem que seja preciso o uso
do diagrama elétrico ao qual o projeto é referido.

Bitola / Cor Ident Fio De * Para *


4,0 VD/AM LR1: Carcaça Barra: Terra
4,0 VD/AM T1: Carcaça Barra: Terra
4,0 VD/AM A1: X1: Terra 7 Barra: Terra
4,0 VD/AM A1: X1: Terra 7 X10: 7

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2,5 PT X10: 1 Q1: 1


2,5 PT X10: 2 Q1: 3
2,5 PT X10: 3 Q1: 5
2,5 PT Q1: 4 LR1: V
2,5 PT LR1: X A1: X1: 1
2,5 PT LR1: Y A1: X1: 2
2,5 PT LR1: Z A1: X1: 3
2,5 PT Q1: 6 8 LR1: W
2,5 PT Q1: 6 8 Q2: 5
2,5 PT Q1: 2 9 Q2: 1
2,5 PT Q1: 2 9 LR1: U
Tabela 10 – Exemplo de tabela de fiação

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