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TROMBOSE VENOSA

Coordenação de enfermagem
UPA -24hs Costa Barros
Existem vários tipos de Trombose Venosa:
 A Flebite, que é uma inflamação da parede de uma
veia. O termo é utilizado clinicamente para indicar
um distúrbio superficial ou localizado, que pode ser
tratado com aplicação de calor.
 A Tromboflebite Superficial, que é uma condição em
que um coágulo se forma em uma veia, secundário à
flebite, ou devido à obstrução parcial da veia. É
observada mais comumente na veia safena magna e
veia safena parva dos membros inferiores.
 A Flebotrombose refere-se à formação de um
trombo ou trombos em uma veia; em geral, a
coagulação está relacionada com estase,
anormalidade das paredes da veia e anormalidade
no mecanismo de coagulação. As veias
superficiais e profundas podem ser afetadas;
todavia, as veias profundas dos membros
inferiores são as mais comumente afetadas.
 A TVP é a trombose das veias profundas, e não
das veias superficiais. Duas complicações graves
são a embolia pulmonar e a síndrome pós–
flebítica.
Fatores de alto risco :
 Processos malignos;
 Insuficiência venosa previa;
 Condições que obrigam repouso prolongado no leito -
Insuficiência cardíaca, Sepse, Tração, câncer de estagio
terminal, Vírus da Imunodeficiência humana/Síndrome de
imunodeficiência adquirida.
 Traumatismo das pernas – fraturas, gessos, substituição de
articulações.
 Cirurgia geral – acima dos 40anos;
 Obesidade, Tabagismo;
 Coagulopatia hereditária.
MANIFESTAÇÕES CLINICAS

 A trombose venosa profunda pode ocorrer


assintomaticamente, ou pode provocar dor intensa , calafrios,
febre, mal estar, , edema e cianose do braço ou perna
afetados. O principal sintoma é o edema unilateral do
membro, cujo inicio é súbito.
 A tromboflebite superficial produz sinais visíveis e palpáveis
como calor, dor, edema, eritema, hipersensibilidade a
palpações e induração ao longo do comprimento da veia
afetada.
 O comprometimento extenso da veia pode causar linfadenite
ou comprometimento arterial se o edema for suficientemente
extenso.
TRATAMENTO

 ANTICOAGULAÇÃO;

 TERAPIA TROMBOLÍTICA;

 TERAPIAS NÃO FARMACOLÓGICAS;

 CURURGIAS.
COMPLICAÇÕES

 Embolia pulmonar;

 Síndrome pós- flebítica.


AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM

 Obter historia dos fatores de risco para tromboflebite.


 Observar assimetria das pernas . Medir e registrar diariamente a
circunferência das pernas.
 Observar evidencias de distensão venosa ou edema, inchação,
pele distendida, dureza ao toque;
 Examinar a procura de sinais de obstrução decorrente de trombo
oclusivo – edema, particularmente no tecido conjuntivo frouxo
ou no espaço poplíteo, tornozelo ou área supra púbica;
 Examinar com as mãos os membros à procura de variações de
temperatura, usar o dorso da mesma mão;em primeiro lugar
comparar os tornozelos,a seguir, passar para a panturrilha por
fim o joelho.
 Avaliar a dor na panturrilha , que pode ser agravada quando o pé
estiver em flexão dorsal, com o joelho flexionado( sinal de
Homans)
 Avaliar os locais de inserção de catéteres IV à procura de sinais
e sintomas de infiltração.
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM

 DOR AGUDA RELACIONADA COM A DIMINUIÇÃO DO FLUXO


SANGUÍNEO VENOSO.

 RISCO PARA LESÃO (SANGRAMENTO) RELACIONADO COM A


TERAPIA ANTICOAGULANTE

 COMPROMETIMENTO DA MOBILIDADE FÍSICA


RELACIONADOCOM A DOR E O TRATAMENTO IMPOSTO.
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

 Elevar as pernas, conforme orientação , para promover a


drenagem venosa e reduzir o edema.
 Aplicar compressas mornas ou usar almofada térmica ,
conforme orientação, para promover a circulação e reduzir a
dor.
 Administrar acetaminofeno (Tylenol), codeína ou outro
analgésico, conforme prescrição médica quando necessário.
 Evitar o uso de ácido acetilsalicílico e MAINE durante a
terapia anticoagulante, para prevenir maior risco de
sangramento.
BIBLIOGRAFIA

 NETTINA M. SANDRA, BRUNNER PRÁTICA DE


ENFERMAGEM,9ª EDIÇÃO, VOLUME 1