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A construção de um vaso (Jr 18.

1-6)

Introdução:

Nem todas as pessoas são vasos de bênçãos.

Na verdade a Bíblia diz que Deus fez vasos de ira para que sua
justiça fosse conhecida na terra (Rm 9.22) e vasos de misericórdia,
para que sua benignidade também fosse conhecida entre os
homens (Rm 9.23).

No entanto o requisito elementar de um bom vaso de barro e o


material empregado em sua confecção. Infelizmente nem todo
cristão e um vaso de Deus. Mas todo cristão pode tornar-se um
vaso de Deus se entender as lições espirituais desta passagem.

O texto nos revela detalhes interessantes da forma como Deus


trabalha em nossas vidas para molda-las para seu uso exclusivo.
Mas, agora, SENHOR, tu és o nosso Pai; nos, o barro, e tu, o nosso
oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos (Is 64.8).
1 – O processo cerâmico da produção de um vaso.
a) A escolha do barro (tem de ser um barro bom).
b) A confecção manual do vaso pelas mãos do experiente oleiro.
c) A primeira secagem do vaso (1º queima. forno de temperatura
200 a 900ºC).
d) A pintura do vaso (aplicação do esmalte e outros materiais
necessários).
e) A fusão do esmalte com o barro (2º queima. forno de temperatura
900 a 1200ºC).
f) Resfriamento do vaso (o vaso só e retirado depois de 16 horas de
forno).
2 – As fases da construção de um vaso.
1ª fase – A escolha do barro. O barro existe em toda a superfície
terrestre.
Segundo estudos há pelo menos 200 tipos de barro conhecidos,
mas somente 8 tipos possibilitam a construção de um vaso. Alguns
tipos de barro podem ser encontrados a céu aberto e outros em
minas subterrâneas.
Há o barro magro que parte com facilidade quando trabalhado, e o
barro gordo que possui mais maleabilidade e plasticidade. O barro
precisa ser úmido e maleável (fácil de trabalhar, não pode ser duro).
Sabe o que isso significa? Dentre tantos você creu em Deus; Deus
te escolheu (você e barro bom). Não importa se na escalada social
você está em baixo ou em cima; Deus vai trabalhar em você! Se
seu barro e magro (fraco, sem liga) o Espírito Santo vai interligar
suas fraquezas com o poder de Deus e vai torna-lo material de
primeira linha para a olaria de Jeová.
2ª fase – O trabalho do oleiro com o barro.
A atividade de um oleiro requer muita dedicação e pratica. O
caminho que conduz a perfeição e muito longo.
A tarefa de um oleiro e dar forma a uma porção de barro com as
mãos e poucas ferramentas. O barro é colocado no centro de um
prato giratório (a roda) e com os dedos posicionados, externa e
internamente, levantam-se as paredes do vaso na forma e altura
desejadas. Sabe o que isso significa?
É Deus quem define o tamanho e a forma do vaso que seremos!
É Deus que define o ministério que teremos!
É Deus que define os meios de nossa atuação em seu reino!
Deus trabalha no interior e no exterior de um crente. Um vaso de
Deus tem de ser um servo de Deus autentico também!
3ª fase – A secagem do vaso úmido. Depois de confeccionado o
vaso precisa ser levado a primeira etapa de secagem.
O vaso e depositado num forno de temperatura entre 200 a 900ºC.
Essa primeira queima elimina toda umidade e ar existentes no
interior do vaso.
Um pouco de ar no interior do barro, poderá empenar, rachar ou ate
mesmo explodir o vaso em seu
1º estagio de secagem.
Sabe o que isso significa?
Para ser vaso de Deus, alem de forma temos que ter estrutura
adequada. Quer dizer que temos de tirar de nosso interior todo
orgulho, vaidade e egoísmo para sermos usados por Deus; temos
de ser provados nas questões morais e espirituais. Um vaso de
Deus não surge da noite para o dia, na verdade e um longo
processo de provas com Deus.
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4ª fase – A Pintura do Vaso.
O esmalte pode ser composto de elementos minerais e químicos.
Essa fase e muito importante, pois trará a beleza essencial ao então
vaso de barro.
A aplicação do esmalte na peça ocorre de 03 modos.
Por imersão (segurando a peça com uma pinça ou com a própria
mão e imergindo-a em um recipiente contendo esmalte); por
derramado (derramando o esmalte sobre a peça); por pulverização
(aplicando o esmalte com uma pistola de pintura acionada por um
compressor de ar).
Sabe o que isso significa? Deus pode fazer um surpreendente
milagre de mudança na vida de um cristão (imersão); Deus pode
trabalhar rápido em elevar um cristão ao encontro de seu chamado
(derramado); e finalmente Deus pode trabalhar lentamente
preenchendo espaços vazios sérios na vida de um cristão
(pulverização).
5ª fase – Fusão do esmalte com o barro. O vaso e levado a um
outro forno de temperatura mais elevada. Esse processo e mais
lento para que haja tempo do esmalte fundir-se completamente com
o barro. E o momento em que a peça obtém sua cor definitiva. Esse
processo realça a cor do vaso e torna a peça impermeável ficando a
superfície mais lisa. Sabe o que isso significa? Que Aquele que
começou a boa obra Ele mesmo a cumprira! Às vezes queremos
mostrar para os homens que reunimos as qualidades e brilhos
necessários para alguma tarefa. Mas na obra de Deus e preciso
deixar o Senhor pintar as nossas vidas e ideais com as cores de
sua vontade. Se Deus tem um plano em sua vida, não precisa
contar pra ninguém, fique a disposição do oleiro celestial e tão logo
Ele vai revelar a vigorosa vocação celestial que há em você!
6ª fase – O resfriamento do vaso. Terminada a 2ª queima do vaso
há a necessidade de que o resfriamento da peca se de
paulatinamente durante, pelo menos, o mesmo tempo de duração
(08 horas de queima, 08 horas de resfriamento). Só após a
temperatura baixar ate cerca de 200º C e que se poderá entreabrir
a porta do forno. Passada uma hora depois e que se poderá iniciar
a retirada das pecas que mesmo assim, ainda estarão bem
quentes. Se este procedimento não for obedecido (resfriamento
lento) há o risco das pecas racharem ao ocorrer o choque térmico –
encontro com a atmosfera exterior mais fria. Sabe o que isso
significa?
Apesar de Deus ter moldado a vida de alguém, confiando um
ministério especifico, confirmando com poder a igreja e ao mundo
esse ministério; deve-se ter cuidado para não entrar em choque
com outras atmosferas fora do ideal de Deus.
O vaso de Deus orienta sua vida e ações na palavra de Deus.
O vaso de Deus e para gloria de Deus e não para sua própria gloria.
O vaso de Deus centraliza Jesus em suas ações. Muitos tentam
roubar os créditos do Senhor.
O vaso de Deus obedece ao pastor, dirigente e demais lideranças
da igreja.
O vaso de Deus não dirige a igreja, e um instrumento de Deus na
igreja.
O vaso de Deus que não se resfria racha!
Conclusão: Não conseguiremos jamais haurir todo o significado de
uma passagem bíblica. A construção de um vaso com base neste
texto fornece subsídios bem originais da forma com Deus espera
tratar conosco. Vamos nos colocar a disposição do oleiro celestial
apenas como barro; e com certeza suas mãos hábeis e poderosas
nos tornarão em vasos de adoração e louvor para gloria do nome
Santo de Jesus!