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DIOCESE DE DIAMANTINO

QUASE-PARÓQUIA NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA

PASTORAL DA MÚSICA

APERFEIÇOAMENTO PARA MÚSICOS DA QUASE PARÓQUIA ROSA MÍSTICA

Lucas do Rio Verde

2018.
1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

Título: Aperfeiçoamento para Músicos da Quase Paróquia Rosa Mística.

Autor: Nelsindo de Moraes da Silva

- Licenciado em Música e Mestre em Estudos de Cultura Contemporânea - UFMT;

- Pós-graduando em Musicoterapia (especialização)- CENSUPEG/SÃO FIDÉLIS.

- Prof. de Artes na Escola Estadual “Dom Bosco” - Lucas do Rio Verde;

- Prof. de Música na Academia de Música Bello Som – Lucas do Rio Verde.

Responsáveis:

- Márcia de Liz – Coordenadora Paroquial da Música (Quase- Paróquia Rosa Mística);

Contatos: Cel.: (65) 9 9986-3502 e-mail: delizmarcia70@gmail.com

- Pe. Cleiton Benedito da Silva SJC – Vigário (Quase- Paróquia Rosa Mística);

Contatos: Cel.: (65) 9 9983-6798 e-mail: frcleitonscj@yahoo.com.br

- Nelsindo de Moraes da Silva – Músico (Quase- Paróquia Rosa Mística).

Contatos: Cel./ WhathsApp: (65) 9 9922-6859 e-mail: nelsindoms@gmail.com

Local de Realização: Centro Catequético da Quase Paróquia Rosa Mística.

Período: de junho a setembro de 2018.

Dia da semana e horários: às sextas-feiras, das 18h20 às 19h20 (canto), e das 19h30 às 20h30
(violão).

Lucas do Rio Verde – MT, junho de 2018.


2. JUSTIFICATIVA

De acordo com o Sacrosanctum Concilium, Capítulo VI, a música sacra será tanto mais
santa se “mais intimamente unida estiver à ação litúrgica, quer como expressão delicada da
oração, quer como fator de comunhão, quer como elemento de maior solenidade nas
funções sagradas”.

Afirma ainda, que “a Igreja aprova e aceita no culto divino todas as formas autênticas
de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas” (grifo nosso).

Quando se fala em “qualidades requeridas” pensamos logo nas competências e


habilidades para alcançá-las. Sabemos o quanto a música, juntamente com a liturgia, pode
conduzir ao Divino; do contrário, se mal conduzida poderá prejudicar este propósito.

Neste sentido, é que se justifica o Projeto de Aperfeiçoamento para Músicos da


Quase-Paróquia Rosa Mística. Oportunizando uma formação elementar para aprimoramento
de seus conhecimentos, influindo diretamente na qualidade da música sacra desenvolvido
neste território. Vale ressaltar que não se pretende equacionar todas as dificuldades técnicas,
mas apontar caminhos.

3. OBJETIVOS

3.1. Objetivo Geral

Oportunizar aos músicos da Quase-Paróquia Rosa Mística, de Lucas do Rio Verde –


MT, uma formação (aperfeiçoamento) básica, tendo como alicerce os conhecimentos técnico-
musicais voltados à música sacra católica.
3.1.1. Objetivos Específicos

 Desenvolver técnicas voltadas ao violão e ao canto visando à melhoria da qualidade da


execução e interpretação nas atividades litúrgicas.
 Ter noções sobre a notação musical básica, em sua sintaxe e semântica, em nível
teórico e prático;
 Alcançar progressivo desenvolvimento musical, nas dimensões rítmicas, melódicas e
harmônicas, nos processos de criação (composição, arranjo e improvisação),
interpretação e apreciação;

4. META

Oferecer formação a 30 músicos da Quase-Paróquia Rosa Mística, de Lucas do Rio


Verde-MT, sendo 10 vagas para a modalidade violão e 20 vagas para o canto, durante 04
meses.

5. METODOLOGIA

A formação ocorrerá com aulas semanais, com a duração de 01 hora, nas modalidades
canto e violão, durante 04 meses.

O planejamento foi elaborado e fundamentado no modelo (T)EC(L)A de SWANWICK


(2003), em que o autor aponta cinco parâmetros de experiências musicais: T- técnica
(manipulação de instrumentos, notação simbólica e audição), E- execução (cantar e tocar), C-
composição (criação e improvisação), L- literatura (história da música) e A- apreciação
(conhecimento de poéticas, estéticas, forma e estrutura). Deste modo, o (T)EC(L)A oferece
um modelo para a educação musical, propondo uma estrutura para a geração de experiências
musicais significativas.

Para receber o maior número possível de alunos as aulas ocorrerão em grupos, tendo
como característica o espaço colaborativo. Com intuito de atender esta especificidade de
ensino-aprendizagem será adotada a metodologia Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais
(CRUVINEL, 2005; TOURINHO, 2007; FREIRE, 2011).

6. AVALIAÇÃO

A avaliação se dará de forma contínua e processual através da observação, do


envolvimento e participação nas discussões, nas produções e demais atividades propostas.

7. RECURSOS MATERIAIS

Computador, cópias, canos (mangueira de ½, mangueira de 8 mm), balões, arruelas


(8mm), projetor Datashow, instrumentos musicais (teclado, violão e percussão), cabos (p2-
p10, p10-p10, XLR), estantes para partitura, som, microfone, mesa de som, giz, canetão de
quadro branco, espelho, entre outros que se fizerem necessários.
8. CRONOGRAMA – 2018

AGO
MAI

JUN

SET
JUL
ATIVIDADES

PLANEJAMENTO, CONFECÇÃO E PREPARAÇÃO DE MATERIAIS. X X X X X

SENSIBILIZAÇÃO, DIVULGAÇÃO E REALIZAÇÃO DAS


INSCRIÇÕES. X X

INÍCIO DAS AULAS.


X

TÉRMINO DAS AULAS.


X

AVALIAÇÕES.
X X X X
9. REFERÊNCIAS

ALVES, Luciano. Teoria Musical: lições essenciais. São Paulo:

BEHLAU, Mara (et. al). Voz: tudo o que você precisa saber sobre fala e canto. Rio de Janeiro:
Revinter, 2015.

BENNETT, Roy. Forma e Estrutura na Música. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 1986.

CHEDIAK, Almir. Harmonia e Improvisação. Vol. 1. 17ª Ed. São Paulo: Lumiar Editora, 2000.

CONSTITUIÇÃO SACROSANCTUM CONCILIUM. In.: Documentos do Concílio. Vaticano II:


constituições, decretos, declarações. Petrópolis: Vozes, 1966.

COOPER, Malu; GOULART, Diana. Por Todo Canto: Método Vocal. Rio de Janeiro: G4 Editora, 2000.

CRUVINEL, Flavia Maria. Educação Musical e Transformação Social: uma experiência com ensino
coletivo de cordas. Goiânia: ICBC, 2005.

DINVILLE, Claire. A Técnica da Voz Cantada. 2ª ed. Rio de Janeiro: Enelivros.

FARIA, Nelson. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de Janeiro: Lumiar, 2000.

___________. Exercícios de leitura para guitarristas e violonistas. – 1. ed. São Paulo: Irmãos Vitale,
2014.

FERNANDES, Ziza. Voz, expressão da vida: testemunhos de vida e dicas de uma voz. São Paulo:
Paulinas, 2005.

FREIRE, Vanda Bellard; FREIRE, João Miguel Bellard; JARDIM, Helen. Avaliando o ensino coletivo de
instrumento na Escola de Música de Manguinhos. In: XIV Encontro Regional da ABEM Sul, 2011,
Maringá. XIV Encontro Regional da ABEM Sul. Maringá: Universidade Estadual de Maringá, 2011. p.
121-131.

GIULIANNI, Mauro. Arpegios. Ricordi do Brasil. São Paulo, 1980.

GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2000.

LACERDA, Oswaldo. Compendio de Teoria Elementar da Música. 3ª Edição. São Paulo: Ricordi, 1967.

MARIANI, Silvana. O equilibrista das seis cordas: método de violão para crianças. Curitiba: Editora da
UFPR/Imprensa Oficial do Estado, 2002.

MATEIRO, Teresa; ILARI, Beatriz (Org.). Pedagogias em educação musical. Curitiba: InterSaberes,
2012
MATHIAS, Nelson. Coral, um canto apaixonante. Brasília, DF: Musimed, 1986.

MED, Bohumil. Teoria da Música. 4ª Ed. Ver. e Ampl. Brasília, DF: Musimed, 1996.

OLIVEIRA, A. Fundamentos da Educação Musical. Revista da ABEM, 07, Vol.02, n. º 03, Salvador:
ABEM, 1993.

PECKHAM, Anne. Berklee Canto Popular: elementos da técnica vocal. São Paulo: Passarim, 2017.

PINHO, Sílvia Maria Rebelo (et. al.). Músculos intrínsecos da laringe e dinâmica vocal. Rio de Janeiro:
Revinter, 2014.

PINTO, Henrique. Iniciação ao Violão. São Paulo: Ricordi do Brasil, 1989.

_____________. Curso Progressivo de Violão. São Paulo: Ricordi do Brasil, 1990.

_____________. Técnica da Mão Direita: arpejos. São Paulo: Ricordi do Brasil, 1991.

_____________. Ciranda das seis cordas: método de violão para crianças. São Paulo: Ricordi do
Brasil, 1998.

SANTIAGO, Diana et al. Parâmetros Curriculares para o Desenvolvimento de Habilidades Musicais


Funcionais. Relatório de Pesquisa, trabalho não publicado, Salvador: UFBA, 1998.

SCHMELING, Paul. Berklee Teoria da Música. São Paulo: Passarim, 2014.

SESC – Serviço Social do Comércio. A História do Violão – Mostra de Instrumentos Musicais. Maio a
Dezembro de 2005. Cadernos Sonora Brasil.

SWANWICK, Keith. Ensinando música musicalmente. Rio de Janeiro: Editora Moderna, 2003.

________________. Ensino Instrumental Enquanto Ensino de Música. Trad. Fausto Borém de


Oliveira. In Cadernos de Estudos de Educação Musical 4/5. Belo Horizonte: Através, 1994.

TOURINHO, Cristina; BARRETO, Robson. Oficina de Violão. Salvador: Quarteto, 2003.

__________________. Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais: crenças, mitos e um pouco de


história. In: XVI ENCONTRO NACIONAL DA ABEM E CONGRESSO REGIONAL DA ISME NA AMÉRICA
LATINA, 2007, Campo Grande. anais do XVI Encontro Anual da ABEM e Congresso Regional da ISME
na América Latina, 2007.

WILLENS, Edgard. Solfejo: curso elementar. São Paulo: Fermata do Brasil, 2000.

WISNIK, José Miguel. O Som e o Sentido. São Paulo: Cia da Letras, 1999.
ANEXO:

CALENDÁRIO

Junho

15 e 29

Julho

06, 13, 20

Agosto

10, 17, e 31

Setembro

14, 21, 28

Total de encontros: 11.