Você está na página 1de 5

PLANEJAMENTO URBANO: CONTEXTUALIZAÇÃO SOCIAL DO URBANISMO.

URBAN PLANNING: SOCIAL CONTEXTUALIZATION OF URBANISM.

Grace Kelly Gomes Pinto ¹


Ângela Conde de Araújo ¹
Transversal ²
Rejane Leite ³

RESUMO.
Apresentação dos pensamentos e conceitos sobre o Planejamento Urbano tendo como base
referencial a obra “Planejamento Urbano” de Le Corbusier e outros teóricos. Conceitos e
contextualizações referentes à evolução do Urbanismo em uma sociedade com problemas decorrentes
da Revolução Industrial. Os métodos evolutivos a evolução dos pensadores da época e a direção a ser
tomada levando em consideração as necessidades ambientais, sociais e culturais. A ordenação das
correntes de pensamento do Planejamento Urbano das cidades com base na vivência de Le Corbusier
e com ideias de integração do indivíduo com seu meio e a os aspectos comportamentais que possa
agregar valores com relação à qualidade de vida melhor distribuição da densidade demográfica dos
habitantes de uma cidade reorganizada.

Palavras-chave: Planejamento; Urbano; Urbanismo; Sociedade.

ABSTRACT
Presentation of the thoughts and concepts on Urban Planning based on Le Corbusier's "Urban
Planning". Concepts and contextualizations concerning the evolution of Urbanism in a society with
problems arising from the Industrial Revolution. The evolutionary methods the evolution of the
thinkers of the time and the direction to be taken taking into account the environmental, social and
cultural needs. The ordering of the currents of thought of Urban Planning of the city based on the
experience of Le Corbusier and with ideas of integration of the individual with his environment and
the behavioral aspects that can add values regarding quality of life better distribution of population
density Of the inhabitants of a reorganized city.

Keywords: Planning; Urban; Urbanism; Society.

1
Graduandas do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Metropolitana de Manaus-FAMETRO.
² Atividade com finalidade de obtenção de Nota parcial referente a N2.
³ Docente orientador.
2

INTRODUÇÃO

O Planejamento Urbano abordado contextualiza a formação de cidades urbanas


oriundas dos processos de urbanização que se instalou ao longo da Revolução industrial que
teve um grande crescimento demográfico das cidades que segundo representante Le Corbusier
(1933), ele reivindica o ponto de vista verdadeiro o urbanismo quer resolver um problema (o
planejamento da cidade maquinista) que foi colocado bem antes de sua criação, a partir das
primeiras décadas do século XIX, quando a sociedade industrial começava a tomar
consciência de si e a questionar suas realizações.

DESENVOLVIMENTO

O Pré-Urbanismo do séc. XIX teve grande influência sob a ocupação industrial e a


exploração da terra diretamente para produção e o urbanismo passa a ter caráter teórico e não
prático e a sociedade industrial não consegue essa ordenação das cidades, mas tem pensadores
e arquitetos especialistas em planejamento urbano, mas as criações do urbanismo são
questionadas.

O bom senso é capaz de se recuperar quando vier à outra, a nova e violenta batalha da reconstrução. O
verdadeiro problema – viver hoje! Encontrará a sua solução com o esforço intenso de todo o país e com
a participação apaixonada daqueles que por ele serão os responsáveis: os arquitetos, transformados em
urbanistas. (LE CORBUSIER, 2000, p.16).

Com os problemas decorrentes da Revolução Industrial estimulou os intelectuais a


criarem modelos urbanos para que houvesse uma mudança nas cidades que eram necessários
para que fossem organizadas de uma forma mais racional.

A visão coletiva para a solução de problemas é primordial para que seja feita uma
análise da cidade com o intuito de solucionar problemas socioculturais como a criminalidade
a pobreza o desemprego e as questões latifundiárias.

O meio rural culturalista se mostra com grande influência, pois, características


específicas entram em contraste com o meio urbano que acabam por ser de grande relevância,
como por exemplo: densidade populacional, infraestrutura moderna (vias públicas,
transportes, escolas, hospitais etc.), áreas residenciais, comerciais e industriais, opções de
lazer e entretenimento, ofertas culturais, hábitos particulares de vida e grandes atividades que
são rotinas próprias das cidades.

Apelo aos valores que, antes de serem religiosos ou locais, são humanos. O prazer de viver sem ser um
equívoco generalizado que sufoca os gestos cotidianos de todos, mas procurando a alegria de viver,
único fim verdadeiro a ser consignado a uma civilização, é mundial; é universal ((LE CORBUSIER,
2000, p.23)).

Com o impacto da Revolução Industrial começa o processo de planejamento dos centros


urbanos obtendo vantagens e um impacto positivo na economia urbana e a construção de
3

centros adequados às necessidades sociais e ambientais, buscando sempre o equilíbrio entre a


cidade e o cidadão.

A reforma de cidades foi, desde o século XIX, um desafio para os que pretendiam adaptar a cidade
europeia medieval e barroca à industrial, ou seja, adequá-la a novas demandas, modernizando-a (C.
Ribeiro, V. Pontual, ano 10, jun. 2009).

É por meio da realização dessa revolução técnica que se abre a renascença do tempo presente, capaz de
levar, logo, a um estatuto homogêneo do terreno construído (LE CORBUSIER, 2000, p.31).

A história passa a conduzir o urbanismo através de um processo dinâmico conduzindo


as cidades a evoluírem. O planejamento deixa de enfatizar somente o desenho urbano e inclui
o ordenamento físico como uma série de ações consideradas adequadas para se conduzir a
situação atual e possíveis formas para se melhorar a qualidade de vida do coletivo.

Na execução dos modernos conceitos de planejamento urbano há a participação de


profissionais de diversas áreas do conhecimento, cada um trazendo sua própria visão sobre os
problemas da cidade.

Procura-se à, é claro, a eficiência. Porém a eficiência só poderá ser definida em função de um a priori
não é aqui a glorificação das técnicas, mas, ao contrario, sua colocação a serviço e em favor dos homens
(LE CORBUSIER, 2000, p.63).

Com os novos métodos utilizados para o traçado das cidades passam a desenvolverem
perspectiva que satisfaçam o indivíduo é o coletivo de acordo com os vários setores da
população articulando-se os recursos humanos, financeiro, político, institucional para a
produção e manutenção com o processo de gestão urbana nas cidades.

Dizemos prolongamento da morada para deixar bem explicito que tais comodidades essências fazem
parte de sua vida quotidiana e, consequentemente, devem estar ao seu alcance imediato (LE
CORBUSIER, 2000, p.67).

O park-way marca a etapa de separação de classificação entre circulação e terreno construído. É o ato
precursor do movimento que, depois das operações cirúrgicas indispensáveis, reduzirá as cidades
engurgitadas e tentaculares a uma dimensão normal (LE CORBUSIER, 2000, p.98).

Melhores condições de habitação e convívio social integrando o material é o espiritual


(técnica e a natureza) são consequências sociais e espaciais que determinam a diminuição do
esforço crítico de compreensão das cidades na contemporaneidade simultaneamente à
multiplicação de tempos e espaços criando novas formas de vida e fazendo com que a
geografia urbana se imponha à construção intencional da história.

O espaço do modelo progressista é amplamente aberto, rompido por vazios de verdes,


têm como uma exigência da higiene. Relatam que o verde oferece particularmente um quadro
para momentos de lazer, consagrado à jardinagem e à educação, uma sistemática ao corpo. O
espaço urbano é traçado conforme uma análise das funções humanas. Classificam e localizam
separadamente as diversas formas de trabalho como industrial, liberal e agrícola. A lógica e a
beleza devem coincidir.

A cidade progressista recusa qualquer herança artística do passado, para submeter-se


exclusivamente às leis de uma geometria natural, ela elimina a possibilidade de variantes ou
adaptações a partir de um mesmo modelo.
4

Os contatos serão de ordem social e não profissional; não são as mãos que devem aproximar-se num
gesto que não passaria de concorrência, mas as cabeças, numa atitude que é um ato de boa vizinhança.
Estabelece-se, assim, uma unidade de pensamento que deixará de opor como adversários de sempre o
camponês e o operário (LE CORBUSIER, 2000, p.113).

Com a exploração urbanística pensadores atribuem novas situações que possam ser o
início do desenvolvimento de métodos que permitam o sustento de novas sociedades em prol
do planejamento do amanhã através de elementos vitais ao desenvolvimento eminente. A
revolução industrial é quase imediatamente seguida por um impressionante crescimento
demográfico das cidades, por uma drenagem dos campos em benefício de um
desenvolvimento urbano sem precedentes.

Partindo das necessidades e das maneiras de agir de uma sociedade mecanizada, reconsideraremos a
ocupação do solo. Diante das tarefas modernas (os meios e os deveres). Apresentar-se-ão três realidades
de agrupamento humano, conforme a natureza dos trabalhadores quotidianos e dos empreendimentos,
conforme as regras de vida útil, consoante as regras do espirito humano e harmonia natural, e, conforme
o equilíbrio a atingir entre o esforço e a recompensa, coisas todas que nada mais são que o suceder das
horas, os dias e os anos de uma vida inteligentemente adaptada às condições que nos envolvem e nos
geram realmente. (LE CORBUSIER, 2000, p.119).

O equilíbrio da sociedade da “máquina” com o modernismo imposto através do espaço


é assim, desde logo, um valor de uso e a relação sociedade- espaço uma relação valor-espaço,
pois substantivada pelo trabalho humano. Compreender os processos de formação e
transformação dos territórios implica, portanto, no conhecimento das sucessivas etapas de
desenvolvimento urbano em que as atividades humanas modificam-se implicando em
reverberações materiais ao alterar a relação homem-espaço. Os quadros de cidades medievais
ou barrocas são rompidos por uma nova ordem. Neste sentido Haussman, no desejo de
adaptar Paris, faz uma obra realista. Pode-se definir como uma nova ordem, a racionalização
das vias de comunicação, com abertura de grandes artérias e a criação de estações, os
quarteirões de negócios no centro, as residências nas periferias, mas nessa época são criados
novos órgãos que, por seu gigantismo mudam o aspecto da cidade: grandes lojas, grandes
hotéis, e a suburbanização assume a importância crescente: a indústria implanta-se nos
arrabaldes, as classes médias e operária deixa de ser uma entidade espacial bem delimitada.

Quaisquer que sejam as modificações, a morada do homem guarda algo do templo e de seu caráter
sagrado. Nela se veneram os ancestrais, perseguem-se os sonhos, cada um procura obscuramente seus
deuses (LE CORBUSIER, 2000, p.126).

A valorização das tradições ao uso da sociedade da máquina não deve ser restrito ao
passado que meramente venha precede a modernidade. As tradições tem sua relevância
presente na modernidade expondo grande dimensão nas tradições penetrando
existencialmente múltiplas maneiras a vida moderna e sistemas eruditos, quantitativos,
impessoais ou frios, como contratos e instituições especializadas e administrações
burocráticas.
5

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As teorias sociais urbanísticas relacionadas ao espaço urbano tinham como


fundamentação as tradições da sociologia urbana com as variações que abordavam a cultura e
a abordagem ecológica sobre as influências da economia regional e urbana. O uso e ocupação
do solo foram contextualizados através de um planejamento urbano onde as edificações
ocupam terrenos urbanos em função dos índices urbanísticos que incidem sobre a sociedade.
O nível de conhecimento teórico-científico que se possuía do processo de desenvolvimento
urbano era insuficiente. O conhecimento efetivo é fruto das relações de interesses dos grupos
sociais e por isso só ocorre após a ocorrência de pressões concretas.

BIBLIOGRAFIA

1. CORBUSIER, Le.Planejamento Urbano.3. ed.São Paulo:Perspectiva S.A.,2000.

Disponível em:

1. CECILIA R., VIRGINIA P.. A reforma urbana nos primeiros anos da década de
60. http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.109/50. 05.06.2017.

2. ROBERTO LUIS MONTE. As Teorias Urbanas e o Planejamento Urbano no


Brasil .http://www.ceap. br/material/MAT2308201001849.PDF.09.06.2017.

3. BRUNO MASSARA ROCHA. Arquitetura e Revolução Industrial.


http://www.territorios.org/teoria/H_C_engenharia.html.09.06.2017.

4. ELLEN MARCELLA. O Urbanismo.


https://teoriadourbanismo.wordpress.com/category/urbanismo-culturalista-e-
progressista/. 0906.2017.