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Aula 00 – Aula demonstrativa

Curso: Direito Financeiro p/ TCM-RJ


(Auditor)
Professor: Bárbara Bianco
Curso: Direito Financeiro TCM RJ
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª. Bárbara Bianco - Aula 00

APRESENTAÇÃO

Olá, pessoal!

Meu nome é Bárbara Bianco, ministrarei o curso de Direito


Financeiro e estou muito feliz em poder contribuir com a preparação de
vocês para esse interessantíssimo concurso para Auditor do Tribunal de
Contas do Município do RJ (TCM-RJ) . Tenham certeza que da minha parte
e da parte do Exponencial Concursos, faremos todo o possível para te dar
condições de disputar uma vaga!
Agora vou falar um pouquinho sobre a minha história como concurseira
e vocês verão que concurso não é para um tipo específico de pessoa, mas sim
para todos! Com organização, força de vontade e fé é possível alcançar a
tão almejada vaga. Antes de mais nada, vou colocar de forma resumida meus
resultados:
➢ 4ª Lugar – Analista do Banco Central do Brasil (BACEN)
➢ 79º Lugar – Técnico do Banco Central do Brasil
Minha primeira graduação foi em Nutrição, na Universidade do Estado
do Rio de Janeiro (UERJ) em 2002. Ainda nessa época, eu já fazia concursos,
mas sempre voltados para a minha área de formação. Fui classificada em 1º
lugar no concurso para o Corpo de Saúde Civil da Marinha e também
convocada para o concurso do Ministério da Saúde em 2010. Trabalhei
muito, plantões de 12 horas, várias vezes na semana, finais de semana e
feriados, até que comecei a sentir um desgaste natural da profissão e a pensar
em outras alternativas que me oferecessem melhor qualidade de vida.
A primeira vez que resolvi arriscar no mundo dos concursos fora da
minha área foi em 2008. Fiz alguns concursos no Rio, como TRE e TJ, mas
confesso que ainda não havia me desligado completamente da profissão, de
forma que não me empenhei tanto. Fui aprovada em ambos, porém fora das
vagas. Fiquei um pouco decepcionada e acreditando que aquilo não era para
mim e, por isso, só retornei com força no final de 2009.
Decidi que precisava me dedicar mais e voltei a estudar. Estudava em
casa, no plantão, na praia (afinal, sou carioca né?) e consegui um feito que
praticamente ninguém acreditava de verdade que eu conseguiria (nem eu
mesma, para falar a verdade): fui aprovada e classificada no concurso para
Técnico do Banco Central do Brasil (79º lugar)!
Esse foi o “divisor de águas” para mim. Ganhei mais confiança e,
enquanto aguardava minha convocação para o Bacen, fiz o concurso para
Assistente Técnico-Administrativo do Ministério da Fazenda (ATA-MF) em
2010. Fui aprovada, classificada (75º lugar em um concurso concorridíssimo)
e convocada. Porém, a essa altura, já tinha feito o Curso de Formação do

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Bacen (2ª etapa do concurso) e, por isso, optei por não assumir o cargo de
ATA e por aguardar minha convocação para o Banco, o que aconteceu em
2011.
Vim para Brasília e assumi meu tão esperado cargo no Bacen. Uma vez
nele, tive a certeza de que era lá que eu gostaria de passar a minha vida e me
aposentar (meio cedo pensar nisso, não?). Resolvi fazer uma pós-graduação
em Gestão Pública, pela qual me interessava há um bom tempo, já que o
concurso para o cargo de analista ainda demoraria a sair. Além disso, quando
saísse, haveria uma prova de títulos que pontuaria esse diploma.
Em 2012, fiz o concurso para a CGU. Mas meu foco sempre foi o
próximo concurso para o Bacen. Então por que o fiz? Ora, porque precisava
retomar os estudos (estava parada desde 2010) e porque era um bom
concurso, com matérias bem correlatas e seria burrice minha não aproveitar.
Fui aprovada, mas fiquei fora das vagas (41º lugar em 18 vagas). Mas não
pensem que fiquei triste não! Esse resultado me deu um novo ânimo e a
certeza de que seria capaz de passar no concurso dos meus sonhos.
Mal acabou CGU, parti para Analista do Bacen, uma vez que já se
falava, internamente no Banco, que o concurso sairia no próximo ano (2013).
Posso afirmar, sem medo de estar exagerando, que nunca estudei tanto, com
tantas técnicas, métodos e organização como estudei para esse concurso. E
sabem por que? Porque queria muito! Mesmo tendo passado por alguns
percalços pessoais que poderiam ter me tirado desse rumo, eu segui em
frente e consegui! Fui 4º lugar na minha área (área 6) e conquistei o cargo
da minha vida: hoje sou Analista do Banco Central do Brasil! Além disso,
acabei de me graduar em Gestão Financeira. Para quem veio da área de
saúde, quantas mudanças, não?
E por que estou contando tudo isso? Lembram quando disse que
pensava que isso não era para mim? Eu estava errada. Era para mim e é para
você também! Você que trabalha o dia todo (ou não), você que tem uma
formação diferente e que, por isso, acha que nunca vai conseguir, você
mesmo! E é aqui que entramos, caro aluno, eu e o Exponencial Concursos.
Sabemos bem o que você passa, seus anseios e angústias. Nossa intenção é
tornar essa possibilidade real para você também. Por isso desenvolvemos um
material objetivo e de qualidade que vai te auxiliar nesse caminho.
Após essa breve apresentação, vamos seguir com a apresentação da
matéria que estudaremos: Direito Financeiro. Essa matéria tem ganhado
grande destaque nos concursos, de alguns anos para cá. Estudaremos os
principais pontos da teoria, sempre de forma esquematizada e o mais objetiva
possível. Ela pode vir como Orçamento Público, como AFO (Administração
Financeira e Orçamentária), como Direito Financeiro ou até mesmo como
Finanças Públicas. Dá no mesmo. Faremos os alguns exercícios da última
Banca - a SMA (são poucos) e complementaremos com exercícios de outras
Bancas.

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Contem comigo, pessoal. Se surgirem dúvidas, algum conceito que não


tenha ficado claro, não hesitem em me procurar no fórum. Estamos
combinados?

Aula Conteúdo

00 Principais conceitos; fontes do Direito Financeiro; princípios gerais do


Direito Financeiro. Finanças públicas na Constituição de 1988.
Orçamento público:conceitos e princípios.

01 PPA (Plano Plurianual), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias)


02 Lei Orçamentária Anual – LOA e Normas gerais de direito financeiro (Lei
n.º 4.320/64).

03 Fiscalização; controle interno e externo dos orçamentos.

04 Despesa pública: conceito e classificações; princípio da legalidade;


técnica de realização da despesa pública: empenho, liquidação e
pagamento.

05 Receita pública: conceito; e classificações

06 Crédito público: conceito; classificações; fases; condições; garantias;


amortização. Dívida Pública: conceito; disciplina constitucional e legal;
classificações.

07 LRF parte 1 - Conceitos gerais, despesas e receitas.

LRF parte 2 - Transferências

LRF parte 3 - Transparência e fiscalização

LRF parte 4 - Limites de pessoal e da dívida

LRF parte 5 - Vedações, BCB e parte final

Orçamento público na Constituição Federal, Estadual e na Lei Orgânica


do Município.

*Confira a data de liberação das aulas no site do Exponencial, na


página do curso.

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Aula 00 – Orçamento e Finanças Públicas – aspectos introdutórios

Sumário
1 – Conceito e objetivos ...................................................................................................................... 6
2 - Evolução e tipos de orçamento ................................................................................................... 10
3 – Princípios orçamentários ............................................................................................................ 15
4 – Instrumentos de planejamento orçamentário ........................................................................... 20
5 – Finanças na Constituição Federal – aspectos introdutórios ....................................................... 22
6 - Questões Comentadas ................................................................................................................. 27
7 - Lista de exercícios ........................................................................................................................ 53
8- Gabarito ........................................................................................................................................ 71
9 - Referencial Bibliográfico .............................................................................................................. 71

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1 – Conceito e objetivos

O estudo de AFO/Orçamento Público está relacionado ao estudo do


Direito Financeiro. O Direito Financeiro é o ramo do Direito Público que
disciplina a atividade financeira do estado. A atividade financeira é exercida
pelo Estado visando ao bem comum da coletividade. Ela está vinculada à
arrecadação de recursos destinados à satisfação de necessidade públicas
básicas inseridas na ordem jurídico-constitucional, atendidas mediante a
prestação de serviços públicos, a intervenção no domínio econômico, o
exercício regular do poder de polícia e o fomento às atividades de interesse
social.

prestação de
serviços públicos

intervenção no
domínio econômico
Atividades do
Estado em prol
da sociedade
exercício regular do
poder de polícia

fomento às
atividades de
interesse social

Outra coisa interessante é que o Direito Financeiro tem estreia


relação com a Ciência das Finanças, mas não se confundem. Enquanto a
ciência estuda as atividades financeiras do estado em seu sentido teórico e
especulativo, o direito estuda seu aspecto jurídico. Há também uma diferença
entre Direito Financeiro e Direito Tributário. O primeiro lida com receitas
públicas tributárias e não tributárias. Já o segundo lida somente com receitas
tributárias.

Direito Ciência das Direito


Financeiro Finanças Tributário

As fontes do Direito Financeiro se dividem em Fontes Principais e


Secundárias:

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Fontes Principais
•Constituição Federal
•Leis Complementares = Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)
•Leis ordinárias = PPA, LDO, LOA
•Jurisprudência

Fontes Secundárias
•Decretos
•Atos normativos = Resoluções dos Tribunais de Contas
•Decisões administrativas
•Decisões Judiciais

É necessário saber que a CF/88 veda a edição de medidas provisórias


sobre matéria relativa a “planos plurianuais, diretrizes orçamentárias,
orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art.
167, § 3o”, que permite a sua admissão para atender a despesas
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna
ou calamidade pública.
Embora seja tema alusivo ao direito constitucional, não é demais saber
que o direito financeiro, ao lado do direito tributário, está dentro da
competência concorrente da União, dos estados e do Distrito Federal,
conforme art. 24 da CF/88. Havendo competência concorrente, os entes
poderão legislar sobre questões específicas da matéria ou plenamente, no
caso de ausência de norma federal.
A atividade financeira do Estado abrange a receita pública (obtenção de
recursos), o crédito público (criação de recursos), o orçamento público
(gestão de recursos) e a despesa pública (dispêndio de recursos).

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Direito Público

Direito Financeiro

Receita Crédito Orçamento Despesa


pública público público pública

Obtenção Criação de Gestão de Dispêndio


de Recursos Recursos Recursos de Recursos

Mas afinal, o que é orçamento público? É um instrumento de


planejamento governamental em que constam as despesas da
administração pública para um ano, em equilíbrio com a arrecadação das
receitas previstas. É o documento onde o governo reúne todas as receitas
arrecadadas e programa o que de fato vai ser feito com esses recursos. É
onde aloca, por exemplo, os recursos destinados a hospitais, manutenção das
estradas, construção de escolas e pagamento de professores. Não lembra um
pouco o nosso orçamento? Mas, por se tratar da máquina pública, é um pouco
mais complexo.
Para Giacomoni, “de acordo com o modelo de integração entre
planejamento e orçamento, o orçamento anual constitui-se em instrumento, de
curto prazo, que operacionaliza os programas setoriais e regionais de médio
prazo, os quais, por sua vez, cumprem o marco fixado pelos planos nacionais
em que estão definidos os grandes objetivos e metas, os projetos estratégicos
e as políticas básicas”. Aqui já vemos como o autor está alinhado ao conceito
de Orçamento-Programa que veremos logo à frente.
Já para Aliomar Baleeiro, “o orçamento público é o ato pelo qual o
Poder Executivo prevê̂ e o Poder Legislativo autoriza, por certo período de
tempo, a execução das despesas destinadas ao funcionamento dos serviços
públicos e outros fins adotados pela politica econômica ou geral do País, assim
como a arrecadação das receitas já́ criadas em lei”.

Seja qual for a definição utilizada, o orçamento público possui inúmeros


aspectos (objetivos): político, jurídico, econômico, financeiro, administrativo
e de planejamento.

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embate entre as diversas forças


Político políticas na sociedade

lei formal aprovada pelo Poder


Jurídico Legislativo

instrumento de cumprimento
das funções econômicas do
Econômico Estado.
Funções: alocativa,
distributiva e estabilizadora
Aspectos do
orçamento estabelecimento do fluxo de
entrada de recursos obtidos por
meio da arrecadação de
Financeiro tributos, bem como da saída de
recursos provocada pelos
gastos governamentais

administração, controle e a
Administrativo ou
avaliação dos recursos
gerencial utilizados

orienta a ação do Estado no


De planejamento longo prazo

Em relação à natureza jurídica do orçamento, a maioria dos


doutrinadores entende que ele é uma lei no que se refere ao aspecto formal,
já que passa por todo o processo legislativo, mas não é lei em sentido
material. O STF segue essa linha ao afirmar que “o orçamento é lei formal que
apenas prevê receitas e autoriza o gasto, sem criar direitos subjetivos e sem
modificar as leis tributárias e financeiras”. Além disso, é uma lei temporária,
com vigência limitada de um ano; especial, por ter um processo legislativo
diferenciado; e ordinária, por não exigir quórum qualificado para sua
aprovação.

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Lei em sentido formal

Não é Lei em sentido


material

Natureza jurídica do
Lei temporária
orçamento

Lei especial

Lei ordinária

1 - (CESPE - MDIC/2014) A função política do orçamento


diz respeito ao estabelecimento do fluxo de entrada de recursos obtidos por
meio da arrecadação de tributos, bem como da saída de recursos provocada
pelos gastos governamentais.
Comentários: Dá para perceber que inverteram os conceitos, não é? A função
apresentada pela questão define bem a função financeira do orçamento
público. A função política se refere ao trabalho político que é feito na
autorização das despesas pelo Congresso Nacional.
Resposta: Errada.

2 - Evolução e tipos de orçamento

O conceito de orçamento vem sofrendo significativas mudanças ao longo


do tempo, em decorrência da evolução de suas funções. São as chamadas
técnicas orçamentárias.
O orçamento tradicional ou clássico surgiu inicialmente na
Inglaterra, cuja ênfase se dava nos seus aspectos político e jurídico, uma
vez que servia de instrumento de controle do Poder Legislativo sobre os
gastos do Poder Executivo. Além de político e jurídico, esse orçamento tinha
os aspectos econômico e social como secundários. Seu foco era o objeto
do gasto (detalhamento da despesa) ou item da despesa (controle dos gastos
públicos), classificadas por unidades administrativas. Sua elaboração era
empírica, com base no ano anterior. No Brasil, a prática orçamentária federal
antecedente à Lei no 4.320, de 1964, baseava-se na técnica tradicional de
orçamentação. Essa técnica clássica produz um orçamento que se restringe à
previsão da receita e à autorização de despesas. Não se verifica uma
preocupação primária com o atendimento das necessidades bem formuladas
da coletividade ou da própria administração pública. Nem mesmo ficam claros

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os objetivos econômicos e sociais que motivaram a elaboração da peça


orçamentária.

O orçamento de desempenho ou funcional ou de realizações surgiu


no pós-guerra e passou a dar ênfase no resultado (desempenho
organizacional). Procurava-se saber o que o governo fazia e não só o que
ele comprava. Dessa forma, além de apresentar o objeto do gasto, agregou as
ações desenvolvidas (programa de trabalho). No entanto, ele ainda não se
vinculava à função planejamento.
O orçamento-programa ou orçamento moderno é o nosso
orçamento atual. Ele tem o planejamento como premissa das ações a
serem implementadas. Estabelece objetivos e metas; identificação de
programas, projetos e atividades; previsão de custos e medidas de
desempenho. A CF/88 recuperou a figura do planejamento na Administração
Pública brasileira, com a integração entre plano e orçamento por meio da
criação do Plano Plurianual (PPL) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Essa técnica orçamentária foi introduzida na esfera federal pelo Decreto-Lei no
200, de 23 de fevereiro de 1967. Contudo, o marco legal que cristalizou a
adoção do orçamento-programa no Brasil foi a Portaria da Secretaria de
Planejamento e Coordenação da Presidência da República nº 9, de janeiro de
1974, que instituiu a classificação funcional-programática. São vantagens do
orçamento-programa:
• Melhor planejamento de trabalho;
• Maior precisão na elaboração dos orçamentos;
• Maior determinação das responsabilidades;
• Maior oportunidade para a relação dos custos;
• Maior compreensão do conteúdo orçamentário por parte do Executivo,
do Legislativo e da população em geral;
• Facilidade para identificação de duplicação de funções;
• Melhor controle da execução do programa;
• Identificação dos gastos e realizações por programa e sua comparação
em termos absolutos e relativos;
• Apresentação dos objetivos e dos resultados da instituição e do inter-
relacionamento entre custos e programas;
• Ênfase no que a instituição realiza e não no que ela gasta.

Em sua elaboração, o orçamento-programa tem uma lógica que o


distingue de outros modelos. Essa lógica pode ser traduzida em fases que, ao
serem cumpridas, dão a esse modelo toda a sua peculiaridade. Veja no quadro
a seguir:

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Fases Características
Determinação da situação Identificação dos problemas existentes
Diagnóstico da situação Identificação das causas que concorrem
para o surgimento dos problemas
Apresentação das soluções Identificação das alternativas viáveis
para solucionar os problemas
Estabelecimento das prioridades Ordenamento das soluções encontradas
Definição dos objetivos Estabelecimento do que se pretende
fazer e o que se conseguirá com isso
Determinação das tarefas Identificação das ações necessárias para
atingir os objetivos
Determinação dos recursos Arrolamento dos meios, sejam recursos
humanos, materiais, técnicos,
institucionais ou serviços de terceiros
necessários
Determinação dos meios financeiros Expressão monetária dos recursos
alocados

O orçamento base-zero tem como principal característica o não-


direito adquirido em relação ao orçamento anterior. O que isso quer dizer?
Quer dizer que todo exercício (ano) deve haver um reexame critico dos
gastos governamentais, com justificativa para todos os recursos solicitados. É
como se estivesse mesmo partindo do zero. Analisa, revê̂ e avalia todas as
despesas propostas e não apenas as das solicitações que ultrapassam o nível
de gasto já́ existente. Foi utilizado no estado da Geórgia, nos EUA, em 1969.
O orçamento incremental apenas atualiza e corrige os valores das
receitas e das despesas (variações de preço) em relação ao ano anterior.
Orçamento elaborado através de ajustes marginais nos seus itens de receita e
despesa.
Por fim, o orçamento participativo convoca os cidadãos a participarem
de sua formulação. O orçamento participativo incorpora a população ao
processo decisório da elaboração orçamentária, seja por meio de lideranças da
sociedade civil, audiências públicas ou por outras formas de consulta direta à
sociedade. Trata-se de ouvir de forma direta as comunidades para a definição
das ações do governo, para resolução dos problemas por elas considerados
prioritários. Alguns municípios brasileiros o adotam como experiência, como é
o caso de Belo Horizonte e Porto Alegre. Recentemente, o Distrito Federal
também vem dando abertura para a participação popular. Em relação ao
governo federal, há bastante resistência à sua implantação devido ao excesso
de vinculações orçamentárias (transferências e gastos obrigatórios), no
entanto, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2016 está disponível para
consulta pública na internet, o que já pode caracterizar um começo.
Segue um resumo sobre cada espécie evolutiva do orçamento:

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Orçamento-
Tradicional Desempenho
programa

•ênfase política e • ênfase no • planejamento


jurídica resultado governamental
•instrumento de • programas de • objetivos e metas
controle trabalho • programas,
• aspectos econômicos • desvinculado do projetos e
são secundários planejamento atividades
• objeto do gasto • medidas de
• unidades desempenho
administrativas • previsão de
custos

Base zero Incremental Participativo

• atualiza e corrige
• sem direito • participação
adquirido • em relação ao ano popular
anterior
• reexame crítico • cidadania
• justificativas • experiências
extensas municipais
• Pacotes de
decisão

Por serem objetos de constantes questões de prova, vou fazer agora


uma comparação mais detalhada entre Orçamento Tradicional e Orçamento-
Programa:

Orçamento tradicional Orçamento-programa

O processo orçamentário é dissociado dos O orçamento é o elo entre o


processos de planejamento e planejamento e as funções executivas da
programação organização

A alocação de recursos visa à aquisição A alocação de recursos visa à consecução


de meios de objetos e metas

As decisões orçamentárias são tomadas As decisões orçamentárias são tomadas


tendo em vista as necessidades das tendo em vista as avaliações e análises
unidades organizacionais técnicas das alternativas possíveis
Na elaboração do orçamento são Na elaboração do orçamento são
consideradas as necessidades financeiras considerados todos os custos dos
das unidades organizacionais programas, inclusive além do exercício

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Ênfase nos aspectos administrativos e de


Ênfase aos aspectos contábeis de gestão
planejamento

Critérios de classificação: unidades Critério de classificação: funcional-


administrativas e elementos programático

Não existem sistemas de


Utilização de indicadores e padrões de
acompanhamento e medição do trabalho
medição do trabalho e dos resultados
e dos resultados
O controle avalia a honestidade dos
O controle avalia a eficiência, a eficácia e
agentes governamentais e a legalidade
a efetividade das ações governamentais
no cumprimento do orçamento

2 - (CESPE - MJ/2013) O orçamento público, como


instrumento de planejamento e de controle da administração pública,
possibilita a comparação entre diversas funções e programas de governo entre
si, além de facilitar o exame da função total do governo e de seu custo em
relação ao setor privado da economia.
Comentários: O orçamento público atual (moderno), conhecido como
orçamento-programa, é um instrumento de planejamento e de controle da
administração pública, focado nas realizações.
Resposta correta.

3 – (CESPE - TJ STJ/Administrativa/2015) No Brasil, a


Constituição Federal de 1988 atribuiu ao Poder Executivo a prerrogativa de
executar o orçamento, razão pela qual se utiliza no país a denominação
técnica orçamento executivo.
Comentários: Essa questão fica de complemento ao que estudamos ao longo
da aula. Existem 3 tipos de orçamento público:
• Legislativo: elaboração, votação e aprovação são competências do
Poder Legislativo, cabendo ao Poder Executivo sua mera execução. É
utilizado em países parlamentaristas.
• Executivo: elaboração, votação e aprovação são competências do Poder
Executivo. É utilizado em países absolutistas.
• Misto: elaboração e execução ficam a cargo do Poder Executivo. Ao
Poder Legislativo cabe sua votação e controle. É o modelo da maioria
dos países, inclusive o Brasil.
Resposta: Errada.

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3 – Princípios orçamentários

O orçamento deve ser elaborado de acordo com algumas regras


básicas, chamadas princípios orçamentários. Esses princípios não têm
caráter absoluto, uma vez que estão sujeitos a transformações naturais
decorrentes do próprio processo evolutivo do orçamento público. Eles
integram a Constituição Federal, a doutrina e a legislação infraconstitucional.
Vou colocar aqui alguns pontos que merecem destaque nas questões sobre o
assunto.

Lei 4.320/64:
O artigo 2 da Lei 4.320/64 trás a seguinte redação:
“Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e
despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o
programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de
unidade, universalidade e anualidade”.

➢ UNIDADE OU TOTALIDADE: O orçamento deve ser uno, isto é, cada


unidade governamental deve possuir um único orçamento. O que isso
quer dizer? Quer dizer que o Estado do RJ tem um orçamento, o Município do
Rio de Janeiro tem outro e a União tem o seu. Todas as receitas e despesas
devem estar contidas numa só lei orçamentária. O fato de a Lei Orçamentária
(LOA) ser composta de orçamento fiscal, orçamento de investimentos e
orçamento da seguridade social (três peças) não desvirtua esse princípio
(veremos essa composição mais à frente). É um dos instrumentos para
alcance da transparência e do controle.

➢ UNIVERSALIDADE: O orçamento deve conter todas as receitas e todas


as despesas do Estado, tanto da administração direta, quanto da indireta, com
exceção das empresas estatais não-dependentes.

➢ ANUALIDADE OU PERIODICIDADE: Esse princípio está expresso na


Lei 4.320/64, além disto, é necessário verificar o seu art. 34:
“Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil”.
O orçamento deve ter vigência de um período anual. Há algumas
exceções que serão vistas depois, como os créditos especiais e
extraordinários. Também não estamos falando do Plano Plurianual, que tem
vigência superior, mas sim da LOA, ok?

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➢ DISCRIMINAÇÃO OU ESPECIALIZAÇÃO OU ESPECIFICAÇÃO:


Consta na Lei 4.320/64, artigo 5º:
“Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais
destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal,
material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer
outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único”.
Esse princípio tem a transparência dos gastos públicos como pano
de fundo, já que dita a regra de que todas as dotações devem ser
especificadas. Essa discriminação de despesas deve ser feita no mínimo por
elementos. Isso a gente vai entender melhor quando estudarmos as
despesas públicas, mas por enquanto, guardem essa informação.
Quanto às ressalvas citadas no art.5º da Lei, tratam-se de dotações
globais para programas especiais de trabalho e a reserva de contingência, que
não tem destinação certa (atende despesas imprevistas).

➢ ORÇAMENTO BRUTO = Todas as receitas e despesas do orçamento


constarão pelos seus totais, vedadas deduções. Ou seja, não deve haver
importâncias líquidas na LOA. Está previsto na Lei 4.320/64, artigo 6:
“Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de
Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções”.

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- Orçamento uno para cada ente


- Todas as receitas e despesas
devem estar contempladas
Unidade
- Comporta a existência de
orçamento fiscal, da seguridade
social e de investimentos na LOA

- Todas as receitas e despesas


Universalidade Exceto: empresas estatais não-
dependentes

- 1 período anual (coincidirá com


o ano civil)
Princípios Anualidade Exceto: plano plurianual
Expressos Exceto: créditos especiais e
Lei extraordinários
4.320/64
- Dotações sempre
especificadas
Discriminação - Despesas discriminadas no
ou mínimo por elementos
Especialização Exceto: - programas especiais de
trabalho
- Reserva de Contingência

- Valores totais (brutos)


Orçamento
Bruto - Não entram valores líquidos
(vedado dedução)

Constituição Federal CF/88 e demais:

➢ LEGALIDADE: Consta do art. 37 da CF, como princípio da


Administração Pública:
“A administração pública direta e indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também,
ao seguinte:”.
O orçamento é uma lei ordinária, aprovada pelo Poder Legislativo, sob
rito especial, com iniciativa exclusiva do Chefe do Poder Executivo. Não pode
haver despesa sem autorização legislativa. Da mesma forma, a arrecadação
de receitas é realizada de acordo com a lei. Para fazer cumprir esse princípio,
uma série de sanções foram previstas, desde a tipificação como crime pelo

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Código Penal, passando por improbidade administrativa e crime de


responsabilidade, no caso de algumas autoridades.

➢ EXCLUSIVIDADE: Princípio disposto na CF, art. 165. A LOA não pode


conter dispositivo estranho à fixação das despesas e à previsão das receitas,
ou seja, só pode conter matéria orçamentária. Esse princípio tem o objetivo de
evitar que outros temas tenham tramitação legislativa mais célere,
característica das leis orçamentárias.
Exceções: autorização para abertura de créditos suplementares e contratação
de operações de crédito, mesmo que por antecipação de receita. Essas
exceções constam no art. 7 da Lei 4.320/64:
“A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para:
I -Abrir créditos suplementares até determinada importância
obedecidas as disposições do artigo 43;
II -Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações
de crédito por antecipação da receita, para atender a
insuficiências de caixa”.

➢ NÃO AFETAÇÃO OU NÃO VINCULAÇÃO: Segundo o art. 167 da CF:


“São vedados:
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou
despesa...”.
Atentem para a palavra negritada! Falamos em impostos e não tributos
ok? Imposto é tipo de tributo, mas existem outros (taxas, contribuições de
melhorais, etc.).
Ainda assim, há exceções constitucionais que permitem a vinculação de
impostos (reserva ou comprometimento): IR, IPVA, ICMS, IPI, destinação de
recursos para o ensino, para a saúde, para a administração tributária e para
prestação de garantia às operações de crédito por antecipação de receita.

➢ EQUILÍBRIO: O total da despesa não pode ultrapassar o da receita


prevista para o exercício financeiro. Busca-se também o equilíbrio na execução
do orçamento, fundamental para o controle dos gastos públicos. Outra
vertente desse princípio é o equilíbrio regional. O texto constitucional
determina que os orçamentos fiscal e de investimento das empresas estatais
terão entre as suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais,
segundo critério populacional. Outro dispositivo que se preocupa com o
equilíbrio é o estabelecimento de critérios de rateio dos fundos de
participação (transferências constitucionais), que deve promover o equilíbrio

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socioeconômico entre Estados e Municípios. Além disso, um dos objetivos


fundamentais da República Federativa do Brasil, como vocês certamente
estudaram em Direito Constitucional, é a redução das desigualdades regionais.

➢ UNIFORMIDADE: Os orçamentos devem ser elaborados de forma


uniforme, de modo a permitir sua comparação com outros exercícios
financeiros.

➢ CLAREZA OU INTELIGIBILIDADE: O orçamento deve ser de fácil


compreensão, objetivo e claro. Esse princípio também tem a transparência
como pano de fundo.

➢ PROGRAMAÇÃO: Trata-se de um princípio moderno, ligado ao


orçamento-programa. Ele faz a interligação entre as funções de
planejamento e de gerência, ou seja, o orçamento viabiliza o planejamento
governamental, por meio dos programas. Fiquem de olho nesse princípio
porque ele é o novo queridinho das bancas.

4 - (CESPE - AFT/MTE/2013) A evolução ocorrida nas


funções do orçamento, que deixou de ser um mero instrumento de autorização
para se tornar ferramenta de auxílio efetivo da administração, gerou um novo
princípio, o da programação.
Comentários: Esse princípio está descrito no livro Orçamento Público de
Giacomoni. E é justamente isso, o orçamento moderno traduz, por meio de
programas, o modo como alcançar os objetivos e metas previamente
definidos, auxiliando a Administração.
Resposta correta.

➢ PUBLICIDADE: A LOA, bem como qualquer lei, deve ser publicada nos
meios oficiais de comunicação (Diário Oficial).

A Lei 4.320/64, citada algumas vezes acima, institui normas gerais de


direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da
União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. Abrange toda a
administração direta (Poderes Executivo, Legislativo e Judicário), autárquica e
fundacional de todos os entes federativos já elencados. Empresas Públicas e
Sociedades de Economia Mista de todos esses entes, quando utilizam
recursos de orçamento público para despesas com pessoal, com

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custeio geral ou custeio de capital (empresas estatais dependentes),


também utilizam a norma.

- Princípio da Administração Pública


- Orçamento como lei ordinária formal
Legalidade
Não pode haver receitas e despesas em
desacordo com a lei

SOMENTE matéria orçamentária


Exceto: autorização para créditos
Exclusividade suplementares
Exceto: contratação de operações de
crédito, mesmo por antecipação de receita

Impostos não devem ser vinculados.


Outros tributos podem
Não afetação ou Exceto: alguns impostos (IR, IPVA, ICMS,
não vinculação IPI)
Exceto: Saúde, educação e administração
tributária e garantia a operações de crédito

Prinícipios
- Despesas sempre menores ou iguais às
pela CF/88 e
receitas.
demais Equilíbrio
- Controle dos gastos públicos
- Equilíbrio regional

Elaborados de forma uniforme, de modo a


Uniformidade permitir sua comparação entre os
exercícios

Clareza ou Fácil compreensão, objetivo, claro.


Inteligibilidade Transparência

Interligação entre as funções de


planejamento e de gerência (o orçamento
Programação
viabiliza o planejamento governamental,
por meio dos programas)

Meios oficiais de comunicação


Publicidade
(Diário Oficial)

4 – Instrumentos de planejamento orçamentário

Como vimos anteriormente, o direito financeiro diz respeito à


atividade financeira do Estado. Esta, por sua vez, se constitui na arrecadação
de recursos e na utilização do produto dessa arrecadação em favor da
sociedade, na forma de bens e serviços públicos. Para que o Estado obtenha e
gaste esses recursos, ele deve executar um orçamento: a Lei Orçamentária

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Anual (LOA), elaborada e executada com base em algumas normas, tais


como:

LRF = Lei de
Resposabilidade
Lei 4.320/64 Fiscal
(Lei Complementar
101/2000)

CF/88 = arts. Portarias e


165 a 169 Normas Decretos
que
norteiam o
orçamento
público

A CF/88, em seu art. 165, prevê 3 leis orçamentárias, além disso, seu §
5º divide a LOA em 3 orçamentos:

CF/88
art. 165

PPA = Plano
Plurianual LDO = Lei de
Diretrizes LOA = Lei
Orçamentárias Orçamentária
Anual

Orçamento
Orçamento
Orçamento da
de
Fiscal Seguridade
investimentos
Social

O PPA, assim como a LDO, é uma inovação da CF/1988. Antes do PPA


e da CF/1988, existiam outros instrumentos de planejamento estratégico,
como o Orçamento Plurianual de Investimentos (OPI), com três anos de
duração, que não se confunde com o PPA, que possui quatro anos de duração.

Na próxima aula estudaremos em detalhes cada peça orçamentária


citada, portanto não fiquem preocupados.

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4- (CESPE–AJ/TRT10/Tecnologia da Informação/2013)
O plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária
anual, instrumentos formais de planejamento orçamentário do setor público,
são a expressão formal da política de atuação dos órgãos do poder público.
Comentários: As peças orçamentárias citadas são instrumentos de
planejamento da administração pública, norteando a atuação dos órgãos e
entidades públicos. Lembram do orçamento-programa?
Resposta correta.

5 – Finanças na Constituição Federal – aspectos introdutórios

Vamos começar com a CF/88, no seu art. 165, §9º:


“§ 9o Cabe à lei complementar:
I–dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a
elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de
diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da
administração direta e indireta, bem como condições para a
instituição e funcionamento de fundos;
III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de
procedimentos que serão adotados quando houver impedimentos
legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das
programações de caráter obrigatório”.
A CF/88 já anunciava, desde seu nascimento, a necessidade de edição
de uma Lei Complementar sobre finanças públicas. No entanto, até os dias de
hoje, tal lei ainda não foi editada. Muita gente acha que é a Lei de
Responsabilidade Fiscal - LRF, mas isso não é verdade, porque o seu objetivo
é instituir normas de responsabilidade na gestão dos recursos públicos e não
normas gerais de finanças. Dessa formas, ainda é a “velhinha” Lei 4.320/64
que cumpre esse papel, de forma agora precária.
Não obstante essa distinção de objetivos, as duas leis estão
intrinsecamente ligadas e, se existir algum dispositivo conflitante, deve
prevalecer o contido na Lei de Responsabilidade Fiscal, que além de ser Lei
Complementar, é a mais recente.
A Lei 4.320/64 foi recepcionada pela atual CF com status de Lei
Complementar, embora não o seja originalmente. É ela quem hoje cumpre o
papel dos incisos I e II do §9º do art. 165 da CF, citado acima. Atualmente,
ela é complementada pelas LDOs, leis ordinárias, no lugar da Lei
Complementar preconizada pela CF/88.

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Os prazos dos ciclo orçamentário deveriam também ser regulados por


essa tal Lei Complementar. Na sua ausência, eles ainda são regulados pelo Ato
das Disposições Constitucionais Transitórias, o ADCT da CF/88.

exercício financeiro

Ainda não foi vigência e prazos


editada
elaboração e
Lei organização do PPA,
Complementar da LDO e da LOA

administração
direta e
normas de indireta
Lei 4.320/64 cumpre gestão
o papel com status financeira e
de Lei Complementar condições de
patrimonial funcionamento
de fundos

Outros artigos importantes em relação às normas gerais de Finanças


Públicas na CF/88 são:
“Art. 163. Lei complementar disporá sobre:
I - finanças públicas;
II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias,
fundações e demais entidades controladas pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;
V - fiscalização financeira da administração pública direta e
indireta;
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de
crédito da União, resguardadas as características e condições
operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional”.

Assuntos para Lei Complementar em Finanças Públicas


Finanças públicas
Dívida pública externa e interna
Concessão de garantias pelas entidades públicas
Emissão e resgate de títulos da dívida pública
Fiscalização financeira da administração pública

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Operações de câmbio
Compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União

“Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida


exclusivamente pelo banco central.
§ 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou
indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer
órgão ou entidade que não seja instituição financeira.
§ 2º O banco central poderá comprar e vender títulos de emissão
do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda
ou a taxa de juros.
§ 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no
banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios
e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por
ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados
os casos previstos em lei”.

De quem é a competência exclusiva para emitir moeda? É do Banco


Central do Brasil. Voltaremos a falar sobre isso, mas aí vão algumas
observações sobre o Bacen:

Não pode conceder empréstimos ao Tesouro Nacional ou outras


entidades, somente financeiras.
Pode comprar e vender títulos do Tesouro para fazer política monetária,
mas não pode emitir títulos (proibição pela LRF).
É guardião das disponibilidades de caixa da União.

Agora veremos algumas vedações em matéria orçamentária, trazidas


pela CF/88. Algumas retomaremos ao longo do curso, outras não.

“Art. 167. São vedados:


I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei
orçamentária anual;
II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas
que excedam os créditos orçamentários ou adicionais;
III - a realização de operações de créditos que excedam o
montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas
mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;

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IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou


despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos
impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de
recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para
manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de
atividades da administração tributária, como determinado,
respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação
de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no §
4º deste artigo;
V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia
autorização legislativa e sem indicação dos recursos
correspondentes;
VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de
recursos de uma categoria de programação para outra ou de um
órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de
recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir
necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos,
inclusive dos mencionados no art. 165, § 5º;
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia
autorização legislativa.
X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de
empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos
Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para
pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições
sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de
despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral
de previdência social de que trata o art. 201”.

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Vedações Início de programas ou projetos não incluídos na LOA


constitucionais

Despesas / obrigações que excedam os créditos orçamentários


e adicionais

Operações de crédito que excedam as despesas de capital


(REGRA DE OURO)

Vinculação de receita de impostos (PRINCÍPIO DA NÃO


VINCULAÇÃO)

Crédito suplementar e especial sem autorização legal e sem


fontes de recursos (CRÉDITOS ADICIONAIS)

Transferencias de recursos de uma categoria p/ outra ou entre


órgãos, sem lei

Créditos ilimitados

Usar o orçamento fiscal e da seguridade p/ cobrir empresas,


fundos e fundações

Instituição de fundos sem lei

Transferências voluntárias e concessão de empréstimos


p/ pagamento de despesas c/ pessoal de outros entes

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6 - Questões Comentadas

5 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Aux Proc (PGM RJ)/2013) O princípio


orçamentário que determina que sejam incluídos no orçamento, somente,
assuntos que lhe sejam pertinentes é o:
a) de exclusividade
b) da unidade
c) do equilíbrio
d) da programação
Resolução: EXCLUSIVIDADE: Princípio disposto na CF, art. 165. A LOA não
pode conter dispositivo estranho à fixação das despesas e à previsão das
receitas, ou seja, só pode conter matéria orçamentária. Exceções: autorização
para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de
crédito, mesmo que por antecipação de receita.
Gabarito: Letra A.

6 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Cons Leg (CM RJ)/"Sem Área Específica"


/2015) O Direito Financeiro constitui o conjunto de normas jurídicas que
disciplinam a atividade financeira do estado: o orçamento público, a receita
pública, a despesa pública e o crédito público. Tem como um dos diplomas
legais a Lei 4.320/64, com abrangência nacional, aplicando-se à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, a qual determina no seu texto,
obediência aos seguintes princípios orçamentários:
a) unidade, universalidade e anualidade
b) legalidade, exclusividade e anualidade
c) anualidade, equilíbrio e universalidade
d) unidade, anualidade e orçamento bruto
Resolução: A lei 4.320/64 cita expressamente os princípios: unidade,
universalidade e anualidade.
Gabarito: Letra A.

7 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Cons Leg (CM RJ)/"Sem Área Específica"


/2015) Em conformidade com a Constituição Federal, o princípio
orçamentário que determina que a iniciativa de propor a Lei Orçamentária
Anual é de competência do Poder executivo, é o da:
a) não vinculação
b) especificação

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c) exclusividade
d) reserva legal
Resolução: Não é exatamente um princípio orçamentário, mas quando
dizemos que uma lei tem uma inciativa exclusiva, estamos falando do princípio
da reserva legal.
Gabarito: Letra D.

8 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Cons Leg (CM RJ)/"Sem Área Específica"


/2015) O princípio orçamentário que determina que sejam vedadas
autorizações globais, tanto para a arrecadação de tributos, como para a
aplicação dos recursos financeiros, é o da:
a) exclusividade
b) programação
c) especificação
d) precedência
Resolução: DISCRIMINAÇÃO OU ESPECIALIZAÇÃO OU ESPECIFICAÇÃO:
Consta na Lei 4.320/64, artigo 5º: “Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará
dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de
pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras,
ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único”.
Gabarito: Letra C.

9 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Ana Leg (CM RJ)/Orçamento e


Finanças/2015) O orçamento público surgiu para atuar como instrumento de
controle das atividades financeiras do Estado. Entretanto, com vista à eficácia
desse controle, foram estabelecidas determinadas regras ou princípios
orçamentários para sua elaboração. No tocante ao conceito, objetivo e
finalidade dos princípios orçamentários, é correto afirmar:
a) o princípio da universalidade determina que o refinanciamento da dívida
pública municipal conste na LOA, pelo mesmo valor previsto, tanto na
estimativa da arrecadação da receita como na fixação da despesa
b) o princípio da unidade determina que o orçamento contenha todas as
receitas e despesas do município, de qualquer natureza, procedência ou
destino, inclusive a dos fundos, dos empréstimos e dos subsídios
c) o princípio da anualidade veda o início de programas ou projetos que não
foram incluídos na LOA e a proibição de investimentos cuja execução
ultrapasse um exercício financeiro sem prévia inclusão no PPA

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d) o princípio do orçamento bruto determina que a Lei Orçamentária Anual dos


municípios abranja todo o universo das receitas a serem arrecadadas, bem
como todas as despesas orçamentárias a serem executadas no período
Resolução:
Letra A – Universalidade – o orçamento deve conter todas as receitas e todas
as despesas. Isso inclui o refinanciamento da dívida. Correto.
Letras B, C e D – Descreveu universalidade. Errado.
Gabarito: Letra A.

10 - (CONSULPLAN - Cont (MAPA)/2014) Os Princípios Orçamentários são


premissas básicas ou linhas norteadoras a serem observadas na concepção e
execução do orçamento público. Em relação aos Princípios Orçamentários, é
INCORRETO afirmar que o
a) Princípio da Universalidade dispõe que a Lei Orçamentária pode ser editada
por meio de decreto legislativo.
b) Princípio da Unidade determina que o orçamento deve ser uno, um por
exercício financeiro, com todas as receitas e despesas.
c) Princípio da Anualidade ou Periodicidade estatui que o orçamento deve ser
elaborado pelo período correspondente a um exercício financeiro.
d) Princípio da Exclusividade estabelece que a Lei Orçamentária não pode
conter matéria estranha à previsão de receita e à fixação de despesa,
observado o disposto no §8º do art. 165 da Constituição Federal de 1988.
Resolução:
Letra A – Universalidade não é isso. Além disso, de acordo com o princípio da
legalidade, a LOA é editada por LEI. Errado.
Letra B - Definição correta do princípio da unidade.
Letra C - Definição correta do princípio da anualidade.
Letra D – Definição correta do princípio da exclusividade.
Gabarito: Letra A.

11 - (CONSULPLAN - Tec Cont (MAPA)/2014) Na elaboração de um


orçamento, foram constatadas, no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes
Orçamentárias, metas na alienação de um imóvel na construção de um prédio
do Ministério Público para o exercício financeiro de 2015. Contudo, não foi
incluído no projeto de lei o elemento de despesa aquisição de imóveis. Qual o
princípio que dispõe ser necessário constar no orçamento público todas as
receitas e despesas públicas orçamentárias?

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a) Clareza.
b) Anualidade.
c) Exclusividade.
d) Universalidade.
Resolução: UNIVERSALIDADE: O orçamento deve conter todas as receitas e
todas as despesas do Estado, tanto da administração direta, quanto da
indireta, com exceção das empresas estatais não-dependentes.
Gabarito: Letra D.

12 - (CONSULPLAN - Tec Cont (MAPA)/2014) Um orçamento, ao ser


elaborado, apresentou-se incoerente nas definições entre ações, programas,
subfunções e funções, deixando confuso o planejamento orçamentário desse
ministério. Consequentemente, um cidadão leigo enfrentará dificuldade em
compreender o plano de governo desse gestor público. Essa falha infringiu o
Princípio Orçamentário da
a) Clareza.
b) Unidade.
c) Exclusividade.
d) Universalidade.
Resolução: CLAREZA OU INTELIGIBILIDADE: O orçamento deve ser de fácil
compreensão, objetivo e claro. Esse princípio também tem a transparência
como pano de fundo.
Gabarito: Letra A.

13 - (FCC - AJ TJ/PE/Contador/2012) O instrumento de gestão em que se


registra o ato pelo qual o poder legislativo autoriza ao poder executivo, por
certo período de tempo e, em pormenores, as receitas a serem arrecadadas, e
fixa as despesas a serem realizadas no exercício financeiro vindouro,
objetivando a continuidade, eficácia, eficiência, efetividade e a economicidade
dos serviços prestados à sociedade, denomina-se orçamento:
a) estático.
b) público.
c) financeiro.
d) operacional.
e) flexível.
Resolução: Questão simples, que traz uma das muitas definições de
orçamento público. Vejam o que diz o professor Caldas Furtado: “Em uma

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democracia, pode-se dizer, em síntese, que orçamento público é o


instrumento através do qual os cidadãos, por intermédio de lei aprovada por
seus representantes no Parlamento, fixam a despesa e preveem a receita para
o período de um ano, a partir da determinação dos serviços públicos que serão
prestados pelo Estado e dos demais objetivos da política orçamentária, bem
como da definição de quais, e de que forma, setores da sociedade financiarão
a atividade estatal”.
Gabarito: Letra B.

14 - (FCC - PGE BA/Administrativo/2013) O exercício financeiro, período


de tempo ao qual a previsão das receitas e a fixação das despesas aprovadas
na Lei Orçamentária Anual irão se referir, atende ao princípio orçamentário da:
a) unidade.
b) transparência.
c) universalidade.
d) temporalidade.
e) anualidade.
Resolução: Questão de nível bem fácil, feita para pegar o preguiçoso que não
lê todas as alternativas. O princípio referido no enunciado é a anualidade e
não temporalidade, certo? Nada mais a complementar nessa questão.
Gabarito: Letra E.

15 - (FCC – ADP/DPE SP/Contador/2013) Sobre os princípios


orçamentários, é correto afirmar que o princípio:
a) da exclusividade representou o fim às chamadas caudas orçamentárias que
serviam para nomeações, promoções e abertura de créditos adicionais
suplementares.
b) da unidade determina que receitas e despesas devem aparecer no
orçamento de maneira discriminada, no mínimo, por elementos de despesa.
c) do orçamento bruto determina que deve existir somente uma Lei
Orçamentária Anual, sendo proibida a existência de orçamentos paralelos.
d) da não-afetação das receitas veda vinculação da receita de impostos a
órgão, fundo ou despesa, salvo exceções estabelecidas pela Constituição
Federal de 1988.
e) da universalidade determina que a lei orçamentária deve ser divulgada por
mecanismos oficiais de comunicação e de divulgação para garantir amplo
conhecimento público.
Resolução:

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A letra A está errada porque a abertura de créditos suplementares é exceção


ao princípio da exclusividade, ou seja, tais créditos podem constar na LOA
(olhem lá no quadro-resumo).
A letra B está errada porque define o princípio da discriminação e não da
unidade.
A letra C está errada porque descreve o princípio da unidade e não do
orçamento bruto.
A letra D está correta na definição do princípio da não-afetação e é o
gabarito.
A letra E trata do princípio da publicidade e não da universalidade.
Gabarito: Letra D.

16 - (FCC - AJ TRT19/Administrativa/2014) O princípio orçamentário da


especificação, também denominado discriminação ou especialização, veda a
consignação na Lei Orçamentária Anual − LOA de dotações globais destinadas
a atender indiferentemente as despesas com pessoal, transferências ou
quaisquer outras. Alguns tipos de dotação de despesa, todavia, podem ser
previstos de forma global, como é o caso da destinada a:
a) licitações.
b) convênios.
c) encargos sociais.
d) reserva de contingência.
e) aposentadoria.
Resolução: É só olhar o nosso quadro-resumo. A reserva de contingência
pode ser incluída na LOA, na forma de dotação global, pelo simples fato de
não se saber, com antecedência, no que ela será usada (passivos
contingentes). Aí não tem como especificar, não é? Todos os outros itens não
podem ter dotação global, devem ser discriminados (especializados).
Gabarito: Letra D.

17 - (FCC - APE (TCE-RS)/Ciências Contábeis/2014) É uma característica


do Orçamento Programa:
a) ênfase no alcance das metas.
b) ênfase no objeto de gasto.
c) ênfase no desempenho organizacional.
d) principal critério de classificação é o institucional.
e) principal critério de classificação é o funcional-programático.

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Resolução: Orçamento-programa é o tipo de orçamento que constitui um


plano de trabalho do governo, expresso em um conjunto de ações a realizar e
pela identificação dos recursos necessários para sua execução, visando o
alcance de objetivos definidos, dentro de uma programação. Assim, o principal
critério de classificação desse orçamento é o funcional-programático.
Gabarito: Letra E.

18 - (FCC - AJ TRT16/Administrativa/"Sem Especialidade"/2014) O


quadro abaixo exibe as substanciais diferenças entre o Orçamento-Programa e
o Orçamento-Tradicional:

As diferenças estão retratadas corretamente APENAS em


a) II, III e V.
b) I, II e IV.
c) I e III.
d) II, IV e V.
e) II e IV.
Resolução:
Item I – Inverteu as finalidades.
Item II – Boa definição da relação com o planejamento.
Item III – Inverteu os conceitos.
Item IV – Boa definição do processo de elaboração.
Item V – Quem se preocupa com o controle financeiro é o orçamento
tradicional.
Gabarito: Letra E.

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19 - (FCC - AJ TRT19/Administrativa/Contabilidade/2014) Os débitos


de tesouraria compõem a dívida flutuante e são resultantes de operações de
crédito por antecipação da receita orçamentária (ARO). A previsão desse tipo
de operação de crédito na Lei Orçamentária Anual − LOA configura exceção ao
princípio orçamentário da
a) Unidade.
b) Universalidade.
c) Anualidade.
d) Exclusividade.
e) Discriminação.
Resolução: A Lei Orçamentária não deve conter dispositivo estranho à
previsão de receita e à fixação da despesa, com exceção da autorização para
abertura de créditos suplementares e a autorização para contratação de
operacoes de crédito, ainda que por antecipação de receita. Esse é o princípio
da exclusividade.
Gabarito: Letra D.

20 - (FCC - Ass Jur (TCE-PI)/2014) Constituem, respectivamente,


exceções legais aos princípios da unidade de caixa, da exclusividade
orçamentária e o da não afetação de receitas:
a) a conta bancária dos convênios, a prévia autorização para créditos especiais
e a realização de atividades da administração tributária.
b) a conta específica do fundo municipal de saúde, a autorização para
reformas administrativas e a vinculação de impostos para o fundo do idoso.
c) os fundos especiais, a licença orçamentária para operações de crédito e a
parcela de impostos para a segurança pública.
d) a conta bancária específica do regime próprio de previdência, a prévia
autorização para abrir créditos adicionais suplementares e a realização de
atividades da administração tributária.
e) a conta bancária única e central, a autorização para empréstimos de
antecipação da receita e os 25% para manutenção e desenvolvimento do
ensino.
Resolução:
Exceções ao princípio da unidade de caixa: unidades gestoras sem alcance do
SIAFI, moedas estrangeiras, empresas estatais independentes, fundos
especiais, convênios e regime próprio de previdência.
Exceções ao princípio da exclusividade: autorização para abertura de créditos
suplementares e a autorização para contratação de operacoes de crédito,
ainda que por antecipação de receita.
Exceções ao princípio da não-vinvulação: transferências constitucionais,
destinação de recursos para saúde, ensino e atividades de administração

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tributária, garantias às operações de crédito por antecipação de receita,


fundos especiais.
Gabarito: Letra D.

21 - (FCC - ACE (TCE-GO)/Orçamento e Finanças/2014) No primeiro ano


de seu mandato, o Governador de determinado Estado enviou à Assembleia
Legislativa projeto de lei orçamentária para o período restante de seu
mandato, ou seja, 3 anos. Consta, no artigo 18 do projeto, a criação de dez
cargos de assessores de imprensa para o gabinete do Governador.
Considerando os princípios orçamentários, o projeto encaminhado NÃO atende
aos princípios
a) anualidade e universalidade.
b) exclusividade e moralidade.
c) anualidade e moralidade.
d) anualidade e exclusividade.
e) exclusividade e universalidade.
Resolução: Primeiro, o orçamento deve ser anual (anualidade). Segundo, a
Lei Orçamentária não deve conter dispositivo estranho à previsão de receita e
à fixação da despesa, com exceção da autorização para abertura de créditos
suplementares e a autorização para contratação de operacoes de crédito,
ainda que por antecipação de receita. Esse é o princípio da exclusividade.
Gabarito: Letra D.

22 - (FCC - APE (TCE-RS)/Ciências Contábeis/2014) O Princípio do


Equilíbrio Orçamentário
a) deve ser aferido durante a execução.
b) aplica-se somente às receitas e despesas de capital.
c) é apurado por categorias econômicas.
d) deve ser aferido no momento da aprovação do orçamento.
e) aplica-se somente às receitas e despesas primárias.
Resolução: O princípio do equilibrio dispõe que as despesas autorizadas não
podem superar a previsao da receita para que as contas públicas não
apresentem déficit. Daqui depreendemos que esse equilíbrio deve ocorrer a
partir da aprovação do orçamento.
Gabarito: Letra D.

23 - (FCC - Aud TCM-RJ/2015) A espécie de orçamento cuja técnica


utilizada para sua confecção consiste em desconsiderar os valores do ano

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anterior como valor inicial mínimo, e proceder a uma análise crítica de todos
os recursos solicitados pelos órgãos governamentais, e de suas efetivas
necessidades, sem qualquer compromisso com montantes iniciais de dotações,
denomina-se orçamento:
a) real ou efetivo.
b) de base zero ou por estratégia.
c) participativo.
d) democrático.

e) de desempenho ou por realizações.

Resolução: O próprio enunciado nos traz uma boa definição desse tipo de
orçamento: o orçamento base zero ou por estratégia.
Gabarito: Letra B.

24 - (FCC - Aud TCM-RJ/2015) O orçamento do qual consta apenas a


previsão da receita e a fixação da despesa, constituindo uma peça meramente
contábil financeira, sem nenhuma espécie de planejamento da ação do
governo, sem qualquer objetivo econômico e social de forma clara e sem
preocupação com objetivos e metas e voltado preferencialmente às
necessidades dos órgãos públicos, denomina-se orçamento
a) de desempenho ou por realizações.
b) estatal.
c) clássico ou tradicional.
d) pragmático.
e) de base zero ou por estratégia.
Resolução: Deem uma olhada no quadro comparativo que colocamos entre
orçamento tradicional e orçamento-programa e vocês verão que o enunciado
define bem o orçamento clássico ou tradicional.
Gabarito: Letra C.

25 - (FCC - Proc (TCM-RJ)/2015) O orçamento é conceituado pela doutrina


como uma lei formal, especial (trata de matéria específica), de efeito concreto
e com certo prazo de vigência. Por isso, sua natureza jurídica é de “lei”, sendo
uma lei autorizativa, porque autoriza a Administração a praticar atos
administrativos, assim como cobrar tributos e efetuar despesas. Sobre as
espécies de orçamento, é correto afirmar:
a) A doutrina afirma que a Constituição Federal brasileira adotou o chamado
Orçamento Misto, em que o Poder Executivo tem a competência para

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elaboração dos projetos de leis orçamentárias e o envio destes projetos ao


Poder Legislativo, para sua discussão e aprovação.
b) A Constituição Federal consagrou três espécies de leis orçamentárias, ou
seja, Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária
Anual, todas com a mesma duração no tempo, pois todas têm vigência de um
ano, diferenciando, apenas, quanto ao conteúdo de cada uma delas.
c) O Brasil adotou, em sua Constituição, o orçamento legislativo, cuja
elaboração, discussão e votação competem ao Poder Legislativo, cabendo ao
Poder Executivo apenas a sua realização.
d) A Lei de Diretrizes Orçamentárias se desdobra em três subespécies, a
saber: lei de orçamento fiscal, lei de orçamento das empresas estatais e lei de
orçamento da seguridade social.
e) A lei que instituir o Plano Plurianual compreenderá as metas de prioridade
da Administração federal, vedando, entretanto, a inclusão das despesas de
capital para o exercício financeiro subsequente e consagrando, assim, o
princípio da anualidade orçamentária.
Resolução:
Letra A – O nosso orçamento é misto porque é elaborado e executado pelo
Poder Executivo, cabendo ao Legislativo a sua votação e controle.
Letra B – Somente LDO e LOA tem vigência anual. O PPA tem vigência de 4
anos.
Letra C – Nosso orçamento é misto, como já visto.
Letra D – Quem faz esse desdobramento é a LOA e não a LDO.
Letra E – Essa função é da LDO e não do PPA.
Gabarito: Letra A.

26 - (FCC - Aud CS (TMC-GO)/2015) Sob o limite de 10% da despesa


fixada, a Lei Orçamentária Anual − LOA autorizou transposições,
remanejamentos e transferências. Em razão disso, conclui-se que
a) essa prática é nociva ao equilíbrio fiscal, visto que abre portas para o déficit
de execução orçamentária.
b) a permissão está regular, conquanto transposições, remanejamentos e
transferências requerem, caso a caso, lei específica.
c) ocorreu ofensa ao princípio da não afetação da despesa pública.
d) a autorização mostra-se regular, considerando que transposições,
remanejamentos e transferências nada mais são do que créditos adicionais
especiais.

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e) houve afronta ao princípio da exclusividade orçamentária, visto que


transposições, remanejamentos e transferências são mecanismos que diferem
do crédito adicional suplementar.
Resolução: A Lei Orçamentária não deve conter dispositivo estranho à
previsão de receita e à fixação da despesa, com exceção da autorização para
abertura de créditos suplementares e a autorização para contratação de
operacoes de crédito, ainda que por antecipação de receita. Esse é o princípio
da exclusividade. Ou seja, esses assuntos não devem constar da LOA.
Gabarito: Letra E.

27 - (FCC - Ana (CNMP)/Apoio Técnico Administrativo/Controle


Interno/2015) A Lei Orçamentária Anual − LOA do exercício de 2015 de um
determinado ente federativo contém dotações orçamentárias suficientes para
suportar 24 meses de despesas com pessoal e encargos. Este procedimento
a) contraria o princípio orçamentário da unidade.
b) não atende o princípio orçamentário da universalidade.
c) não atende o princípio orçamentário da competência.
d) contraria o princípio orçamentário da anualidade.
e) está em consonância com o princípio orçamentário da oportunidade.
Resolução: Segundo o princípio da anualidade, o orçamento deve se limitar a
um periodo de tempo, normalmente 1 ano.
Gabarito: Letra D.

28 - (FCC - Ana (CNMP)/Apoio Técnico Administrativo/Controle


Interno/2015) É permitido incluir na Lei Orçamentária Anual − LOA
autorização para o Poder Executivo abrir créditos
a) especiais e extraordinários.
b) adicionais.
c) suplementares e especiais.
d) extraordinários.
e) suplementares.
Resolução: A Lei Orçamentária não deve conter dispositivo estranho à
previsão de receita e à fixação da despesa, com exceção da autorização para
abertura de créditos suplementares e a autorização para contratação de
operacoes de crédito, ainda que por antecipação de receita. Esse é o princípio
da exclusividade.
Gabarito: Letra E.

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29 - (FCC - ACI (CGM São Luís)/Abrangência Geral/2015) A Lei


Orçamentária Anual
a) deve conter as receitas orçamentárias classificadas por funções e
subfunções.
b) pode conter autorização para abertura de créditos suplementares e
especiais.
c) deve conter cronograma de execução mensal de desembolso.
d) deve conter disposições sobre o equilíbrio entre receitas e despesas.
e) pode conter autorização para contratação de operações de crédito por
antecipação de receita, nos termos da lei.
Resolução:
Letra A – Essa classificação é da despesa e não da receita orçamentária.
Letra B - A Lei Orçamentária não deve conter dispositivo estranho à previsão
de receita e à fixação da despesa, com exceção da autorização para abertura
de créditos suplementares e a autorização para contratação de operacoes de
crédito, ainda que por antecipação de receita.
Letra C – Esse cronograma vem depois da LOA.
Letra D – Essa disposição está na LDO e não da LOA.
Letra E - A Lei Orçamentária não deve conter dispositivo estranho à previsão
de receita e à fixação da despesa, com exceção da autorização para abertura
de créditos suplementares e a autorização para contratação de operacoes de
crédito, ainda que por antecipação de receita.
Gabarito: Letra E.

30 - (FCC - Aud (TCE-AM)/2015) A atividade orçamentária deve ser


desenvolvida com observância de vários princípios, alguns insculpidos na
própria Constituição Federal, e outros na legislação infraconstitucional. Nesse
sentido, o princípio que é mencionado expressamente no texto da Lei Federal
nº 4.320/1964 e que visa impedir a coexistência de orçamentos paralelos, que
determina que só haja uma peça orçamentária, materializada em um único
documento, por meio do qual se apresente uma visão de conjunto das receitas
e das despesas de cada um dos entes federados (União, Estados e Municípios)
é denominado princípio
a) do caixa único.
b) da legalidade.
c) da unidade.
d) da completude orçamentária.
e) do orçamento bruto.

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Resolução: O orçamento deve ser uno, isto é, cada unidade governamental


deve possuir um único orçamento. Trata-se do princípio da unidade.
Gabarito: Letra C.

31 - (FCC - TJ TRT4/Administrativa/2015) De acordo com o princípio


orçamentário da universalidade, a Lei Orçamentária Anual deve conter todas
as receitas e despesas do Estado, não alcançando, contudo, as
a) receitas provenientes de operações de crédito.
b) despesas e receitas operacionais das empresas estatais.
c) despesas dos poderes judiciário e legislativo.
d) despesas correntes.
e) despesas decorrentes de projetos inseridos no Plano Plurianual.
Resolução: O orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas
do Estado, tanto da administração direta, quanto da indireta, com exceção das
empresas estatais não-dependentes. Nesse caso, seriam as receitas e
despesas operacionais de empresas estatais.
Gabarito: Letra B.

32 - (FCC - Proc MPC (TCM-GO)/2015) De acordo com normas


constitucionais que tratam de finanças públicas, cabe à lei complementar
dispor sobre
a) finanças públicas; estabelecimento dos orçamentos anuais; dívida pública
externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades
controladas pelo Poder Público; estabelecimento das diretrizes orçamentárias;
concessão de garantias pelas entidades públicas.
b) emissão e resgate de títulos da dívida pública; estabelecimento de normas
de gestão financeira e patrimonial da Administração direta e indireta;
fiscalização financeira da Administração pública direta e indireta; operações de
câmbio realizadas por órgãos e entidades dos Municípios.
c) compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União,
resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas
ao desenvolvimento regional; estabelecimento do plano plurianual; dívida
pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais
entidades controladas pelo Poder Público; o estabelecimento das diretrizes
orçamentárias; concessão de garantias pelas entidades públicas.
d) finanças públicas; o estabelecimento de normas de gestão financeira e
patrimonial da Administração direta e indireta; estabelecimento dos
orçamentos anuais; o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração

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e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei


orçamentária anual.
e) emissão e resgate de títulos da dívida pública; estabelecimento do plano
plurianual; compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da
União, resguardadas as características e condições operacionais plenas das
voltadas ao desenvolvimento regional; estabelecimento das diretrizes
orçamentárias; fiscalização financeira da Administração pública direta e
indireta; operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades dos
Municípios.
Resolução: Vamos começar com a CF/88, no seu art. 165, §9º: “Cabe à lei
complementar:
I–dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei
orçamentária anual;
II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração
direta e indireta, bem como condições para a instituição e funcionamento de
fundos;
III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos
que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos,
cumprimento de restos a pagar e limitação das programações de caráter
obrigatório”.
“Art. 163. Lei complementar disporá sobre:
I - finanças públicas;
II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e
demais entidades controladas pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;
V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta;
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da
União, resguardadas as características e condições operacionais plenas das
voltadas ao desenvolvimento regional”.
Gabarito: Letra B.

33 - (FCC - ACE (TCM-GO)/Controle Externo/2015) De acordo com a


Constituição Federal, e m matéria orçamentária, cabe à lei complementar,

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a) estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da Administração


direta e indireta, bem como condições para a instituição e funcionamento de
fundos e estabelecer o Plano Plurianual.
b) dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do Plano Plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei
orçamentária anual.
c) de iniciativa do Poder Executivo ou Legislativo, estabelecer o Plano
Plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais.
d) de iniciativa do Poder Legislativo, estabelecer o Plano Plurianual.
e) de iniciativa do Poder Legislativo, estabelecer o Plano Plurianual e as
diretrizes orçamentárias.
Resolução: CF/88, no seu art. 165, §9º: “Cabe à lei complementar:
I–dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei
orçamentária anual;
II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração
direta e indireta, bem como condições para a instituição e funcionamento de
fundos;
III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos
que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos,
cumprimento de restos a pagar e limitação das programações de caráter
obrigatório”.
Letra A – Não estabelece o PPA.
Letra B – Correto.
Letras C, D e E – Iniciativa do Poder Executivo.
Gabarito: Letra B.

34 - (FCC - ACE (TCE-CE)/Administração/Ciências Contábeis/2015) A


Constituição Federal estabelece regras a respeito do depósito das
disponibilidades de caixa da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele
controladas. De acordo com o texto constitucional,
a) 51%, pelo menos, das disponibilidades de caixa dos Estados e do Distrito
Federal serão depositadas no Banco Central do Brasil.
b) 51%, pelo menos, das disponibilidades de caixa dos Municípios serão
depositadas no Banco Central do Brasil.
c) 49%, no máximo, das disponibilidades de caixa dos Municípios serão
depositadas no Banco Central do Brasil.

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d) 15%, no máximo, das disponibilidades de caixa dos Estados e do Distrito


Federal serão depositadas em instituições financeiras oficiais, indicadas em lei
estadual ou distrital.
e) as disponibilidades de caixa da União serão depositadas no Banco Central
do Brasil.
Resolução: CF/88 art. 164 “§ 3º As disponibilidades de caixa da União serão
depositadas no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos
Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele
controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos
em lei”.
Gabarito: Letra E.

35 - (FCC - Aud (TCM-RJ)/2015) A Constituição Federal, considerando a


maior ou menor relevância de determinadas matérias, indicou expressamente
os diplomas legais que devem discipliná-las. No caso específico das finanças
públicas, da emissão e resgate de títulos da dívida pública e da fiscalização
financeira da Administração pública direta e indireta, essas matérias, de
acordo com a Constituição Federal, devem ser disciplinadas, respectivamente,
por
a) lei complementar; lei complementar e lei complementar.
b) lei ordinária; lei complementar e lei complementar.
c) lei complementar; resolução do senado federal e lei complementar.
d) lei ordinária; lei complementar e ato normativo do Poder Executivo.
e) resolução do senado federal; lei ordinária e lei complementar.
Resolução: “Art. 163. Lei complementar disporá sobre:
I - finanças públicas;
II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e
demais entidades controladas pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;
V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta;
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da
União, resguardadas as características e condições operacionais plenas das
voltadas ao desenvolvimento regional”.
Gabarito: Letra A.

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36 - (FCC - Proc MPC (TCM-GO)/2015) De acordo com a Constituição do


Estado de Goiás, em matéria de orçamento, considere que é
I. vedada a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de
uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem
prévia autorização legislativa.
II. vedada a abertura de crédito extraordinário, exceto para atender a
despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, observado
o disposto na Constituição do Estado de Goiás.
III. permitido o início de programas ou projetos não incluídos na lei
orçamentária anual, desde que incluídos no plano plurianual.
IV. vedado o início de investimento cuja execução ultrapasse um exercício
financeiro, sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a
inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.
V. permitida a concessão ou utilização de créditos ilimitados, para programas
específicos de financiamento, previstos expressamente em lei complementar
estadual.
VI. vedada a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que
excedam os créditos orçamentários ou adicionais, sem previsão em lei
complementar específica.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II, III e V.
b) I, II e IV.
c) I, IV e VI.
d) III, V e VI.
e) II, IV e V.
Resolução:
Item I – CF/88 art. 167, inciso VI. Correto.
Item II – É hipótese de abertura de crédito extraordinário. Correto.
Item III – Vedação (e não permissão). CF/88 art. 167, inciso I. Errado.
Item IV – Correto!
Item V - Vedação (e não permissão). CF/88 art. 167, inciso VII. Errado.
Item VI – Não existe tal previsão em lei complementar. CF/88 art. 167, inciso
II. Errado.
Gabarito: Letra B.

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37 - (FCC - AJ TRT23/Administrativa/Contabilidade/2016) Um analista


judiciário − especialidade contabilidade do TRT da 23ª Região foi incumbido de
analisar a proposta orçamentária do Tribunal para 2016. Para tanto, sabe que
o orçamento
I. não deve consignar dotações globais destinadas a atender indiferentemente
a serviços de terceiros.
II. conterá todas as receitas e despesas.
III. não conterá matéria estranha à previsão de receita e à fixação de
despesa, consideradas as exceções legais.
IV. deve ser fundamentado em uma única política orçamentária.
V. deve compreender um único período orçamentário.
Considerando essas orientações, os itens
a) I e II se referem ao princípio orçamentário da universalidade.
b) III, IV e V se referem ao princípio orçamentário da unidade.
c) II e III se referem, respectivamente, aos princípios orçamentários da
universalidade e exclusividade.
d) I e IV se referem, respectivamente, aos princípios orçamentários da
especificação e anualidade.
e) IV e V se referem ao princípio orçamentário da exclusividade.
Resolução:
I – Especificação.
II – Universalidade.
III – Exclusividades.
IV – Unidade.
V – Anualidade.
Gabarito: Letra C.

38 - (FCC - AJ TRT23/Administrativa/Contabilidade/2016) A
Constituição Federal de 1988, no que se refere ao orçamento fiscal do Poder
Judiciário Federal, que inclui o TRT da 23ª Região, VEDA
a) que contenha autorização para a abertura de créditos suplementares.
b) que contenha autorização para a contratação de operação de crédito.
c) a inserção de emendas ao projeto de lei do orçamento, para não
descaracterizar o planejamento realizado.
d) a realização de despesas que excedam os créditos orçamentários ou
adicionais.

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e) a realização de operações de crédito que excedam o montante de despesas


correntes.
Resolução:
Letra A – a LOA pode conter autorização para a abertura de créditos
suplementares.
Letra B - a LOA pode conter autorização para a contratação de operações de
crédito.
Letra C – Existem algumas regras, mas é possível apresentar emendas ao
projeto.
Letra D – Sim, é uma vedação constitucional.
Letra E – Despesas de capital e não correntes.
Gabarito: Letra D.

39 - (FCC - AJ TRF3/Administrativa/2016) No que se refere à matéria


orçamentária, considere:
I. Concessão ou utilização de créditos ilimitados.
II. Realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam
os créditos orçamentários ou adicionais.
III. Realização de operações de créditos que excedam o montante das
despesas correntes.
IV. Transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos,
inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e
suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo,
inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
A Constituição Federal VEDA expressamente o que consta em
a) I, II, III e IV.
b) II e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II e IV, apenas.
Resolução: Erro do item III - Realização de operações de créditos que
excedam o montante das despesas de capital. Trata-se da Regra de Ouro.
Gabarito: Letra E.

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40 - (FGV - OF CHAN (MRE)/2016) O modelo orçamentário vigente para as


entidades públicas brasileiras é o denominado Orçamento-Programa. De
acordo com esse modelo:
a) a alocação de recursos visa à aquisição de meios;
b) a elaboração do orçamento tem caráter incremental;
c) as ações governamentais não devem impactar a economia;
d) o controle visa a avaliar a eficiência das ações governamentais;
e) o principal critério de classificação da despesa é por elemento.
Resolução:
Letra A – Orçamento tradicional.
Letra B – Orçamento incremental.
Letra C – Orçamento tradicional.
Letra D – O controle visa avaliar a eficiência, a eficácia e a efetividade das
ações governamentais. Correto.
Letra E - Orçamento tradicional.
Gabarito: Letra D.

41 - (FGV - AFTRM (Cuiabá)/2016) Na Lei Orçamentária Anual do


Município X não constou a previsão de todas as receitas, bem como a
autorização de todas as despesas da administração direta e indireta, relativas
aos três Poderes. Assinale a opção que indica o princípio orçamentário violado
na hipótese apresentada.
a) Princípio da Legalidade.
b) Princípio da Anualidade.
c) Princípio da Exclusividade.
d) Princípio da Publicidade.
e) Princípio da Universalidade.
Resolução: Princípio da universalidade na Lei 4.320/64: “Art. 3º A Lei de
Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de
crédito autorizadas em lei”. “Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá tôdas
as despesas próprias dos órgãos do Governo e da administração centralizada,
ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto no
artigo 2°”.
Gabarito: Letra E.

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42 - (FGV - OF CHAN (MRE)/2016) Com o objetivo de reduzir os altos


custos de publicação no Diário Oficial, um ente da Federação, ao elaborar a Lei
Orçamentária Anual, incluiu, no mesmo dispositivo legal, autorização de
créditos adicionais especiais e de descentralização de créditos. Essa prática
está em desacordo com o princípio orçamentário do(a):
a) discriminação;
b) exclusividade;
c) orçamento bruto;
d) publicidade;
e) transparência.
Resolução: Segundo o princípio da exclusividade, a lei orçamentária deverá
conter apenas matéria orçamentária ou financeira. Ou seja, dela deve ser
excluído qualquer dispositivo estranha à estimativa de receita e à fixação de
despesa. Não se inclui na proibição a autorização para abertura de créditos
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por
antecipação de receita. Os itens elencados não são exceções ao princípio.
Gabarito: Letra B.

43 - (FGV - Ana (MPE RJ)/Administrativa/2016) Na elaboração do


orçamento de um órgão da administração pública direta, os técnicos da área
de planejamento estavam realizando o levantamento dos recursos financeiros
que seriam obtidos pela entidade no próximo exercício, a fim de identificar
prioridades de alocação. Os técnicos decidiram não incluir uma das receitas na
previsão de arrecadação, em decorrência da falta de comprovação de que esta
seria de fato arrecadada no exercício. Essa decisão contrapõe o princípio
orçamentário da:
a) anualidade;
b) especificação;
c) não afetação das receitas;
d) prudência;
e) universalidade.
Resolução: Princípio da universalidade na Lei 4.320/64: “Art. 3º A Lei de
Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de
crédito autorizadas em lei”. “Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas
as despesas próprias dos órgãos do Governo e da administração centralizada,
ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto no
artigo 2°”.
Gabarito: Letra E.

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44 - (FGV - Ana (IBGE)/Auditoria/2016) “Os princípios orçamentários


visam a estabelecer regras norteadoras básicas, a fim de conferir
racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração,
execução e controle do orçamento público.” Assim, o princípio orçamentário da
Publicidade:
a) obriga que a estimativa de receita e a fixação da despesa se limitem a
período definido no tempo, chamado exercício financeiro.
b) autoriza a abertura de créditos suplementares e autoriza a realização de
operações de crédito, nos termos da lei;
c) impede que o Poder Executivo realize operações de crédito sem prévia
autorização parlamentar;
d) justifica-se especialmente pelo fato de o orçamento ser fixado em lei, sendo
esta a que autoriza aos Poderes a execução de suas despesas;
e) veda a vinculação de receita de impostos a órgãos, fundos ou despesas,
excetuadas as afetações que a própria Constituição determina.
Resolução:
Letra A – Anualidade ou periodicidade.
Letra B – Exclusividade (exceções).
Letra C – Legalidade.
Letra D – Ao se criar uma lei, deve ser dada ampla divulgação (publicidade)
para gerar os seus efeitos.
Letra E – Não vinculação ou não afetação.
Gabarito: Letra D.

45 - (FGV - Ana (IBGE)/Planejamento e Gestão/2016) Muitas leis


aprovadas no Brasil em todos os entes estatais versam sobre um tema
principal, mas também trazem disposições sobre outras matérias. São as
chamadas “outras providências”. As leis orçamentárias NÃO devem tratar de
outras providências em sua ementa em decorrência do princípio da:
a) discriminação;
b) exclusividade;
c) legalidade;
d) não afetação;
e) publicidade.
Resolução: Segundo o princípio da exclusividade, a lei orçamentária deverá
conter apenas matéria orçamentária ou financeira. Ou seja, dela deve ser
excluído qualquer dispositivo estranha à estimativa de receita e à fixação de

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despesa. Não se inclui na proibição a autorização para abertura de créditos


suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por
antecipação de receita.
Gabarito: Letra B.

46 - (FGV - Ana (IBGE)/Orçamento e Finanças/2016) O orçamento-


programa, na concepção original da Organização das Nações Unidas (ONU), é
tido como um sistema em que se presta particular atenção às coisas que um
governo realiza mais do que às coisas que adquire. Desta forma, caso um ente
público elabore sua proposta orçamentária com base na técnica do orçamento-
programa, um elemento que NÃO está entre os essenciais é a identificação
dos(as):
a) custos dos programas, identificados por meio dos insumos necessários para
a obtenção dos resultados;
b) instrumentos de integração dos esforços governamentais para
concretização dos objetivos (programas);
c) medidas de desempenho para as realizações e os esforços despendidos na
execução dos programas;
d) necessidades das unidades organizacionais para subsidiar as decisões
orçamentárias;
e) objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para os quais serão
utilizados os recursos orçamentários.
Resolução: Percebam que as alternativas utilizam conceitos, palavras e
verbos que dão a entender a existência do planejamento. Isso está presente
em: insumos para obter resultados (Letra A), concretização de objetivos
(Letra B), medidas de desempenho (Letra C), objetivos e propósitos (Letra E).
A Letra D fala em meios, que nos conecta ao conceito de orçamento
tradicional.
Gabarito: Letra D.

47 - (FGV - Ana (IBGE)/Orçamento e Finanças/2016) Como marco da


evolução dos modelos e práticas orçamentárias, o orçamento base-zero (OBZ)
surgiu nos Estados Unidos na década de 1970, no governo Jimmy Carter. Não
obstante suas contribuições para o aperfeiçoamento da moderna concepção de
orçamento, o OBZ não é considerado um método de organizar ou apresentar o
orçamento público. Uma das razões é que:
a) apresenta resistência por parte da burocracia para sua adoção;
b) não apresenta relação clara entre planejamento e orçamento;
c) o controle de despesas constitui elemento secundário;

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d) propõe a alocação de recursos com o objetivo de aquisição de meios;


e) tem foco somente na avaliação e tomada de decisão sobre despesas.
Resolução: O orçamento base zero é aquele em que há reexame crítico de
cada despesa a cada novo exercício, como se começasse do zero mesmo. Ele
não é bem aceito porque ele foca esse excesso de avaliação e a própria
tomada de decisão.
Gabarito: Letra E.

48 - (FGV - Ana (IBGE)/Planejamento e Gestão/2016) Desde as


primeiras tentativas de se elaborar um orçamento no âmbito governamental
até os dias atuais, vários modelos de orçamento foram propostos, tendo em
vista contribuir para uma melhor destinação dos recursos públicos. O modelo
de orçamento em que as ações de um programa governamental constituem
unidades de decisão cujas necessidades de recursos são avaliadas em pacotes
de decisão é o orçamento:
a) base zero;
b) gerencial;
c) participativo;
d) por desempenho;
e) por programa.
Resolução: Palavras-chave para encontrarmos o orçamento base zero:
unidades de decisão, avaliações, pacotes de decisão. O orçamento base zero é
aquele em que há reexame crítico de cada despesa a cada novo exercício,
como se começasse do zero mesmo.
Gabarito: Letra A.

49 - (CESPE - Aud (TCE-PR)/2016) Assinale a opção correta a respeito dos


princípios orçamentários.
a) O PPA segue o princípio da periodicidade e seu orçamento é definido
bienalmente.
b) Dado o princípio da exclusividade, cada ente da Federação deverá ter o seu
próprio orçamento.
c) O princípio da unidade visa evitar múltiplos orçamentos dentro da mesma
pessoa política.
d) De acordo com o princípio do orçamento bruto, as receitas devem constar
no orçamento pelos seus totais, deduzindo-se destes somente os impostos.
e) Dado o princípio da totalidade, o orçamento de cada estado deverá conter
todas as receitas e despesas de seus órgãos mantidos pelo poder público.

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Resolução:
Letra A – O PPA segue uma periodicidade que não é bienal, mas sim
quadrienal. Errada.
Letra B – Princípio da unidade. Errada.
Letra C - O orçamento deve ser uno, isto é, cada unidade governamental deve
possuir um único orçamento. Correta.
Letra D - Todas as receitas e despesas do orçamento constarão pelos seus
totais, vedadas deduções. Ou seja, não deve haver importâncias líquidas na
LOA. Não há essa exceção para impostos. Errada.
Letra E – Princípio da universalidade. Errada.
Gabarito: Letra C.

50 - (CESPE - AJ TRT8/Administrativa/Contabilidade/2016) De acordo


com a Constituição Federal de 1988, a lei orçamentária anual deve
compreender o orçamento fiscal, o qual conterá receitas e despesas referentes
a todas as entidades da administração direta e indireta; o orçamento de
investimento das empresas estatais; e o orçamento da seguridade social. Esse
mandamento constitucional relaciona-se aos princípios orçamentários da
a) uniformidade e da unidade.
b) universalidade e da especificação.
c) universalidade e da unidade.
d) unidade e da especificação.
e) universalidade e da programação.
Resolução: Universalidade: todas as receitas e despesas devem constar da
LOA. Unidade: o orçamento é uno e sua divisão em 3 peças obedece a esse
princípio.
Gabarito: Letra C.

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7 - Lista de exercícios

1 - (CESPE - MDIC/2014) A função política do orçamento diz respeito ao


estabelecimento do fluxo de entrada de recursos obtidos por meio da
arrecadação de tributos, bem como da saída de recursos provocada pelos
gastos governamentais.

2 - (CESPE - MJ/2013) O orçamento público, como instrumento de


planejamento e de controle da administração pública, possibilita a comparação
entre diversas funções e programas de governo entre si, além de facilitar o
exame da função total do governo e de seu custo em relação ao setor privado
da economia.

3 - (CESPE - AFT/MTE/2013) A evolução ocorrida nas funções do


orçamento, que deixou de ser um mero instrumento de autorização para se
tornar ferramenta de auxílio efetivo da administração, gerou um novo
princípio, o da programação.

4- (CESPE–AJ/TRT10/Tecnologia da Informação/2013) O plano


plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual,
instrumentos formais de planejamento orçamentário do setor público, são a
expressão formal da política de atuação dos órgãos do poder público.

5 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Aux Proc (PGM RJ)/2013) O princípio


orçamentário que determina que sejam incluídos no orçamento, somente,
assuntos que lhe sejam pertinentes é o:
a) de exclusividade
b) da unidade
c) do equilíbrio
d) da programação

6 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Cons Leg (CM RJ)/"Sem Área Específica"


/2015) O Direito Financeiro constitui o conjunto de normas jurídicas que
disciplinam a atividade financeira do estado: o orçamento público, a receita
pública, a despesa pública e o crédito público. Tem como um dos diplomas
legais a Lei 4.320/64, com abrangência nacional, aplicando-se à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, a qual determina no seu texto,
obediência aos seguintes princípios orçamentários:
a) unidade, universalidade e anualidade

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b) legalidade, exclusividade e anualidade


c) anualidade, equilíbrio e universalidade
d) unidade, anualidade e orçamento bruto

7 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Cons Leg (CM RJ)/"Sem Área Específica"


/2015) Em conformidade com a Constituição Federal, o princípio
orçamentário que determina que a iniciativa de propor a Lei Orçamentária
Anual é de competência do Poder executivo, é o da:
a) não vinculação
b) especificação
c) exclusividade
d) reserva legal

8 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Cons Leg (CM RJ)/"Sem Área Específica"


/2015) O princípio orçamentário que determina que sejam vedadas
autorizações globais, tanto para a arrecadação de tributos, como para a
aplicação dos recursos financeiros, é o da:
a) exclusividade
b) programação
c) especificação
d) precedência

9 - (SMA-RJ (antiga FJG) - Ana Leg (CM RJ)/Orçamento e


Finanças/2015) O orçamento público surgiu para atuar como instrumento de
controle das atividades financeiras do Estado. Entretanto, com vista à eficácia
desse controle, foram estabelecidas determinadas regras ou princípios
orçamentários para sua elaboração. No tocante ao conceito, objetivo e
finalidade dos princípios orçamentários, é correto afirmar:
a) o princípio da universalidade determina que o refinanciamento da dívida
pública municipal conste na LOA, pelo mesmo valor previsto, tanto na
estimativa da arrecadação da receita como na fixação da despesa
b) o princípio da unidade determina que o orçamento contenha todas as
receitas e despesas do município, de qualquer natureza, procedência ou
destino, inclusive a dos fundos, dos empréstimos e dos subsídios
c) o princípio da anualidade veda o início de programas ou projetos que não
foram incluídos na LOA e a proibição de investimentos cuja execução
ultrapasse um exercício financeiro sem prévia inclusão no PPA

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d) o princípio do orçamento bruto determina que a Lei Orçamentária Anual dos


municípios abranja todo o universo das receitas a serem arrecadadas, bem
como todas as despesas orçamentárias a serem executadas no período

10 - (CONSULPLAN - Cont (MAPA)/2014) Os Princípios Orçamentários são


premissas básicas ou linhas norteadoras a serem observadas na concepção e
execução do orçamento público. Em relação aos Princípios Orçamentários, é
INCORRETO afirmar que o
a) Princípio da Universalidade dispõe que a Lei Orçamentária pode ser editada
por meio de decreto legislativo.
b) Princípio da Unidade determina que o orçamento deve ser uno, um por
exercício financeiro, com todas as receitas e despesas.
c) Princípio da Anualidade ou Periodicidade estatui que o orçamento deve ser
elaborado pelo período correspondente a um exercício financeiro.
d) Princípio da Exclusividade estabelece que a Lei Orçamentária não pode
conter matéria estranha à previsão de receita e à fixação de despesa,
observado o disposto no §8º do art. 165 da Constituição Federal de 1988.

11 - (CONSULPLAN - Tec Cont (MAPA)/2014) Na elaboração de um


orçamento, foram constatadas, no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes
Orçamentárias, metas na alienação de um imóvel na construção de um prédio
do Ministério Público para o exercício financeiro de 2015. Contudo, não foi
incluído no projeto de lei o elemento de despesa aquisição de imóveis. Qual o
princípio que dispõe ser necessário constar no orçamento público todas as
receitas e despesas públicas orçamentárias?
a) Clareza.
b) Anualidade.
c) Exclusividade.
d) Universalidade.

12 - (CONSULPLAN - Tec Cont (MAPA)/2014) Um orçamento, ao ser


elaborado, apresentou-se incoerente nas definições entre ações, programas,
subfunções e funções, deixando confuso o planejamento orçamentário desse
ministério. Consequentemente, um cidadão leigo enfrentará dificuldade em
compreender o plano de governo desse gestor público. Essa falha infringiu o
Princípio Orçamentário da
a) Clareza.
b) Unidade.

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c) Exclusividade.
d) Universalidade.

13 - (FCC - AJ TJ/PE/Contador/2012) O instrumento de gestão em que se


registra o ato pelo qual o poder legislativo autoriza ao poder executivo, por
certo período de tempo e, em pormenores, as receitas a serem arrecadadas, e
fixa as despesas a serem realizadas no exercício financeiro vindouro,
objetivando a continuidade, eficácia, eficiência, efetividade e a economicidade
dos serviços prestados à sociedade, denomina-se orçamento:
a) estático.
b) público.
c) financeiro.
d) operacional.
e) flexível.

14 - (FCC - PGE BA/Administrativo/2013) O exercício financeiro, período


de tempo ao qual a previsão das receitas e a fixação das despesas aprovadas
na Lei Orçamentária Anual irão se referir, atende ao princípio orçamentário da:
a) unidade.
b) transparência.
c) universalidade.
d) temporalidade.
e) anualidade.

15 - (FCC – ADP/DPE SP/Contador/2013) Sobre os princípios


orçamentários, é correto afirmar que o princípio:
a) da exclusividade representou o fim às chamadas caudas orçamentárias que
serviam para nomeações, promoções e abertura de créditos adicionais
suplementares.
b) da unidade determina que receitas e despesas devem aparecer no
orçamento de maneira discriminada, no mínimo, por elementos de despesa.
c) do orçamento bruto determina que deve existir somente uma Lei
Orçamentária Anual, sendo proibida a existência de orçamentos paralelos.
d) da não-afetação das receitas veda vinculação da receita de impostos a
órgão, fundo ou despesa, salvo exceções estabelecidas pela Constituição
Federal de 1988.

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e) da universalidade determina que a lei orçamentária deve ser divulgada por


mecanismos oficiais de comunicação e de divulgação para garantir amplo
conhecimento público.

16 - (FCC - AJ TRT19/Administrativa/2014) O princípio orçamentário da


especificação, também denominado discriminação ou especialização, veda a
consignação na Lei Orçamentária Anual − LOA de dotações globais destinadas
a atender indiferentemente as despesas com pessoal, transferências ou
quaisquer outras. Alguns tipos de dotação de despesa, todavia, podem ser
previstos de forma global, como é o caso da destinada a:
a) licitações.

b) convênios.
c) encargos sociais.
d) reserva de contingência.
e) aposentadoria.

17 - (FCC - APE (TCE-RS)/Ciências Contábeis/2014) É uma característica


do Orçamento Programa:
a) ênfase no alcance das metas.
b) ênfase no objeto de gasto.
c) ênfase no desempenho organizacional.
d) principal critério de classificação é o institucional.
e) principal critério de classificação é o funcional-programático.

18 - (FCC - AJ TRT16/Administrativa/"Sem Especialidade"/2014) O


quadro abaixo exibe as substanciais diferenças entre o Orçamento-Programa e
o Orçamento-Tradicional:

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As diferenças estão retratadas corretamente APENAS em


a) II, III e V.
b) I, II e IV.
c) I e III.
d) II, IV e V.
e) II e IV.

19 - (FCC - AJ TRT19/Administrativa/Contabilidade/2014) Os débitos


de tesouraria compõem a dívida flutuante e são resultantes de operações de
crédito por antecipação da receita orçamentária (ARO). A previsão desse tipo
de operação de crédito na Lei Orçamentária Anual − LOA configura exceção ao
princípio orçamentário da
a) Unidade.
b) Universalidade.
c) Anualidade.
d) Exclusividade.
e) Discriminação.

20 - (FCC - Ass Jur (TCE-PI)/2014) Constituem, respectivamente,


exceções legais aos princípios da unidade de caixa, da exclusividade
orçamentária e o da não afetação de receitas:
a) a conta bancária dos convênios, a prévia autorização para créditos especiais
e a realização de atividades da administração tributária.
b) a conta específica do fundo municipal de saúde, a autorização para
reformas administrativas e a vinculação de impostos para o fundo do idoso.
c) os fundos especiais, a licença orçamentária para operações de crédito e a
parcela de impostos para a segurança pública.
d) a conta bancária específica do regime próprio de previdência, a prévia
autorização para abrir créditos adicionais suplementares e a realização de
atividades da administração tributária.
e) a conta bancária única e central, a autorização para empréstimos de
antecipação da receita e os 25% para manutenção e desenvolvimento do
ensino.

21 - (FCC - ACE (TCE-GO)/Orçamento e Finanças/2014) No primeiro ano


de seu mandato, o Governador de determinado Estado enviou à Assembleia
Legislativa projeto de lei orçamentária para o período restante de seu
mandato, ou seja, 3 anos. Consta, no artigo 18 do projeto, a criação de dez
cargos de assessores de imprensa para o gabinete do Governador.
Considerando os princípios orçamentários, o projeto encaminhado NÃO atende
aos princípios

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a) anualidade e universalidade.
b) exclusividade e moralidade.
c) anualidade e moralidade.
d) anualidade e exclusividade.
e) exclusividade e universalidade.

22 - (FCC - APE (TCE-RS)/Ciências Contábeis/2014) O Princípio do


Equilíbrio Orçamentário
a) deve ser aferido durante a execução.
b) aplica-se somente às receitas e despesas de capital.
c) é apurado por categorias econômicas.
d) deve ser aferido no momento da aprovação do orçamento.
e) aplica-se somente às receitas e despesas primárias.

23 - (FCC - Aud TCM-RJ/2015) A espécie de orçamento cuja técnica


utilizada para sua confecção consiste em desconsiderar os valores do ano
anterior como valor inicial mínimo, e proceder a uma análise crítica de todos
os recursos solicitados pelos órgãos governamentais, e de suas efetivas
necessidades, sem qualquer compromisso com montantes iniciais de dotações,
denomina-se orçamento:
a) real ou efetivo.
b) de base zero ou por estratégia.
c) participativo.
d) democrático.

e) de desempenho ou por realizações.

24 - (FCC - Aud TCM-RJ/2015) O orçamento do qual consta apenas a


previsão da receita e a fixação da despesa, constituindo uma peça meramente
contábil financeira, sem nenhuma espécie de planejamento da ação do
governo, sem qualquer objetivo econômico e social de forma clara e sem
preocupação com objetivos e metas e voltado preferencialmente às
necessidades dos órgãos públicos, denomina-se orçamento
a) de desempenho ou por realizações.
b) estatal.
c) clássico ou tradicional.
d) pragmático.
e) de base zero ou por estratégia.

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25 - (FCC - Proc (TCM-RJ)/2015) O orçamento é conceituado pela doutrina


como uma lei formal, especial (trata de matéria específica), de efeito concreto
e com certo prazo de vigência. Por isso, sua natureza jurídica é de “lei”, sendo
uma lei autorizativa, porque autoriza a Administração a praticar atos
administrativos, assim como cobrar tributos e efetuar despesas. Sobre as
espécies de orçamento, é correto afirmar:
a) A doutrina afirma que a Constituição Federal brasileira adotou o chamado
Orçamento Misto, em que o Poder Executivo tem a competência para
elaboração dos projetos de leis orçamentárias e o envio destes projetos ao
Poder Legislativo, para sua discussão e aprovação.
b) A Constituição Federal consagrou três espécies de leis orçamentárias, ou
seja, Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária
Anual, todas com a mesma duração no tempo, pois todas têm vigência de um
ano, diferenciando, apenas, quanto ao conteúdo de cada uma delas.
c) O Brasil adotou, em sua Constituição, o orçamento legislativo, cuja
elaboração, discussão e votação competem ao Poder Legislativo, cabendo ao
Poder Executivo apenas a sua realização.
d) A Lei de Diretrizes Orçamentárias se desdobra em três subespécies, a
saber: lei de orçamento fiscal, lei de orçamento das empresas estatais e lei de
orçamento da seguridade social.
e) A lei que instituir o Plano Plurianual compreenderá as metas de prioridade
da Administração federal, vedando, entretanto, a inclusão das despesas de
capital para o exercício financeiro subsequente e consagrando, assim, o
princípio da anualidade orçamentária.

26 - (FCC - Aud CS (TMC-GO)/2015) Sob o limite de 10% da despesa


fixada, a Lei Orçamentária Anual − LOA autorizou transposições,
remanejamentos e transferências. Em razão disso, conclui-se que
a) essa prática é nociva ao equilíbrio fiscal, visto que abre portas para o déficit
de execução orçamentária.
b) a permissão está regular, conquanto transposições, remanejamentos e
transferências requerem, caso a caso, lei específica.
c) ocorreu ofensa ao princípio da não afetação da despesa pública.
d) a autorização mostra-se regular, considerando que transposições,
remanejamentos e transferências nada mais são do que créditos adicionais
especiais.
e) houve afronta ao princípio da exclusividade orçamentária, visto que
transposições, remanejamentos e transferências são mecanismos que diferem
do crédito adicional suplementar.

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27 - (FCC - Ana (CNMP)/Apoio Técnico Administrativo/Controle


Interno/2015) A Lei Orçamentária Anual − LOA do exercício de 2015 de um
determinado ente federativo contém dotações orçamentárias suficientes para
suportar 24 meses de despesas com pessoal e encargos. Este procedimento
a) contraria o princípio orçamentário da unidade.
b) não atende o princípio orçamentário da universalidade.
c) não atende o princípio orçamentário da competência.
d) contraria o princípio orçamentário da anualidade.
e) está em consonância com o princípio orçamentário da oportunidade.

28 - (FCC - Ana (CNMP)/Apoio Técnico Administrativo/Controle


Interno/2015) É permitido incluir na Lei Orçamentária Anual − LOA
autorização para o Poder Executivo abrir créditos
a) especiais e extraordinários.
b) adicionais.
c) suplementares e especiais.
d) extraordinários.
e) suplementares.

29 - (FCC - ACI (CGM São Luís)/Abrangência Geral/2015) A Lei


Orçamentária Anual
a) deve conter as receitas orçamentárias classificadas por funções e
subfunções.
b) pode conter autorização para abertura de créditos suplementares e
especiais.
c) deve conter cronograma de execução mensal de desembolso.
d) deve conter disposições sobre o equilíbrio entre receitas e despesas.
e) pode conter autorização para contratação de operações de crédito por
antecipação de receita, nos termos da lei.

30 - (FCC - Aud (TCE-AM)/2015) A atividade orçamentária deve ser


desenvolvida com observância de vários princípios, alguns insculpidos na
própria Constituição Federal, e outros na legislação infraconstitucional. Nesse
sentido, o princípio que é mencionado expressamente no texto da Lei Federal
nº 4.320/1964 e que visa impedir a coexistência de orçamentos paralelos, que
determina que só haja uma peça orçamentária, materializada em um único
documento, por meio do qual se apresente uma visão de conjunto das receitas

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e das despesas de cada um dos entes federados (União, Estados e Municípios)


é denominado princípio
a) do caixa único.
b) da legalidade.
c) da unidade.
d) da completude orçamentária.
e) do orçamento bruto.

31 - (FCC - TJ TRT4/Administrativa/2015) De acordo com o princípio


orçamentário da universalidade, a Lei Orçamentária Anual deve conter todas
as receitas e despesas do Estado, não alcançando, contudo, as
a) receitas provenientes de operações de crédito.
b) despesas e receitas operacionais das empresas estatais.
c) despesas dos poderes judiciário e legislativo.
d) despesas correntes.
e) despesas decorrentes de projetos inseridos no Plano Plurianual.

32 - (FCC - Proc MPC (TCM-GO)/2015) De acordo com normas


constitucionais que tratam de finanças públicas, cabe à lei complementar
dispor sobre
a) finanças públicas; estabelecimento dos orçamentos anuais; dívida pública
externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades
controladas pelo Poder Público; estabelecimento das diretrizes orçamentárias;
concessão de garantias pelas entidades públicas.
b) emissão e resgate de títulos da dívida pública; estabelecimento de normas
de gestão financeira e patrimonial da Administração direta e indireta;
fiscalização financeira da Administração pública direta e indireta; operações de
câmbio realizadas por órgãos e entidades dos Municípios.
c) compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União,
resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas
ao desenvolvimento regional; estabelecimento do plano plurianual; dívida
pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais
entidades controladas pelo Poder Público; o estabelecimento das diretrizes
orçamentárias; concessão de garantias pelas entidades públicas.
d) finanças públicas; o estabelecimento de normas de gestão financeira e
patrimonial da Administração direta e indireta; estabelecimento dos
orçamentos anuais; o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração

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e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei


orçamentária anual.
e) emissão e resgate de títulos da dívida pública; estabelecimento do plano
plurianual; compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da
União, resguardadas as características e condições operacionais plenas das
voltadas ao desenvolvimento regional; estabelecimento das diretrizes
orçamentárias; fiscalização financeira da Administração pública direta e
indireta; operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades dos
Municípios.

33 - (FCC - ACE (TCM-GO)/Controle Externo/2015) De acordo com a


Constituição Federal, e m matéria orçamentária, cabe à lei complementar,
a) estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da Administração
direta e indireta, bem como condições para a instituição e funcionamento de
fundos e estabelecer o Plano Plurianual.
b) dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do Plano Plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei
orçamentária anual.
c) de iniciativa do Poder Executivo ou Legislativo, estabelecer o Plano
Plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais.
d) de iniciativa do Poder Legislativo, estabelecer o Plano Plurianual.
e) de iniciativa do Poder Legislativo, estabelecer o Plano Plurianual e as
diretrizes orçamentárias.

34 - (FCC - ACE (TCE-CE)/Administração/Ciências Contábeis/2015) A


Constituição Federal estabelece regras a respeito do depósito das
disponibilidades de caixa da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele
controladas. De acordo com o texto constitucional,
a) 51%, pelo menos, das disponibilidades de caixa dos Estados e do Distrito
Federal serão depositadas no Banco Central do Brasil.
b) 51%, pelo menos, das disponibilidades de caixa dos Municípios serão
depositadas no Banco Central do Brasil.
c) 49%, no máximo, das disponibilidades de caixa dos Municípios serão
depositadas no Banco Central do Brasil.
d) 15%, no máximo, das disponibilidades de caixa dos Estados e do Distrito
Federal serão depositadas em instituições financeiras oficiais, indicadas em lei
estadual ou distrital.

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e) as disponibilidades de caixa da União serão depositadas no Banco Central


do Brasil.

35 - (FCC - Aud (TCM-RJ)/2015) A Constituição Federal, considerando a


maior ou menor relevância de determinadas matérias, indicou expressamente
os diplomas legais que devem discipliná-las. No caso específico das finanças
públicas, da emissão e resgate de títulos da dívida pública e da fiscalização
financeira da Administração pública direta e indireta, essas matérias, de
acordo com a Constituição Federal, devem ser disciplinadas, respectivamente,
por
a) lei complementar; lei complementar e lei complementar.
b) lei ordinária; lei complementar e lei complementar.
c) lei complementar; resolução do senado federal e lei complementar.
d) lei ordinária; lei complementar e ato normativo do Poder Executivo.
e) resolução do senado federal; lei ordinária e lei complementar.

36 - (FCC - Proc MPC (TCM-GO)/2015) De acordo com a Constituição do


Estado de Goiás, em matéria de orçamento, considere que é
I. vedada a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de
uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem
prévia autorização legislativa.
II. vedada a abertura de crédito extraordinário, exceto para atender a
despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, observado
o disposto na Constituição do Estado de Goiás.
III. permitido o início de programas ou projetos não incluídos na lei
orçamentária anual, desde que incluídos no plano plurianual.
IV. vedado o início de investimento cuja execução ultrapasse um exercício
financeiro, sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a
inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.
V. permitida a concessão ou utilização de créditos ilimitados, para programas
específicos de financiamento, previstos expressamente em lei complementar
estadual.
VI. vedada a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que
excedam os créditos orçamentários ou adicionais, sem previsão em lei
complementar específica.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II, III e V.
b) I, II e IV.

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c) I, IV e VI.
d) III, V e VI.
e) II, IV e V.

37 - (FCC - AJ TRT23/Administrativa/Contabilidade/2016) Um analista


judiciário − especialidade contabilidade do TRT da 23ª Região foi incumbido de
analisar a proposta orçamentária do Tribunal para 2016. Para tanto, sabe que
o orçamento
I. não deve consignar dotações globais destinadas a atender indiferentemente
a serviços de terceiros.
II. conterá todas as receitas e despesas.
III. não conterá matéria estranha à previsão de receita e à fixação de
despesa, consideradas as exceções legais.
IV. deve ser fundamentado em uma única política orçamentária.
V. deve compreender um único período orçamentário.
Considerando essas orientações, os itens
a) I e II se referem ao princípio orçamentário da universalidade.
b) III, IV e V se referem ao princípio orçamentário da unidade.
c) II e III se referem, respectivamente, aos princípios orçamentários da
universalidade e exclusividade.
d) I e IV se referem, respectivamente, aos princípios orçamentários da
especificação e anualidade.
e) IV e V se referem ao princípio orçamentário da exclusividade.

38 - (FCC - AJ TRT23/Administrativa/Contabilidade/2016) A
Constituição Federal de 1988, no que se refere ao orçamento fiscal do Poder
Judiciário Federal, que inclui o TRT da 23ª Região, VEDA
a) que contenha autorização para a abertura de créditos suplementares.
b) que contenha autorização para a contratação de operação de crédito.
c) a inserção de emendas ao projeto de lei do orçamento, para não
descaracterizar o planejamento realizado.
d) a realização de despesas que excedam os créditos orçamentários ou
adicionais.
e) a realização de operações de crédito que excedam o montante de despesas
correntes.

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39 - (FCC - AJ TRF3/Administrativa/2016) No que se refere à matéria


orçamentária, considere:
I. Concessão ou utilização de créditos ilimitados.
II. Realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam
os créditos orçamentários ou adicionais.
III. Realização de operações de créditos que excedam o montante das
despesas correntes.
IV. Transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos,
inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e
suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo,
inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
A Constituição Federal VEDA expressamente o que consta em
a) I, II, III e IV.
b) II e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II e IV, apenas.

40 - (FGV - OF CHAN (MRE)/2016) O modelo orçamentário vigente para as


entidades públicas brasileiras é o denominado Orçamento-Programa. De
acordo com esse modelo:
a) a alocação de recursos visa à aquisição de meios;
b) a elaboração do orçamento tem caráter incremental;
c) as ações governamentais não devem impactar a economia;
d) o controle visa a avaliar a eficiência das ações governamentais;
e) o principal critério de classificação da despesa é por elemento.

41 - (FGV - AFTRM (Cuiabá)/2016) Na Lei Orçamentária Anual do


Município X não constou a previsão de todas as receitas, bem como a
autorização de todas as despesas da administração direta e indireta, relativas
aos três Poderes. Assinale a opção que indica o princípio orçamentário violado
na hipótese apresentada.
a) Princípio da Legalidade.
b) Princípio da Anualidade.
c) Princípio da Exclusividade.
d) Princípio da Publicidade.

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e) Princípio da Universalidade.

42 - (FGV - OF CHAN (MRE)/2016) Com o objetivo de reduzir os altos


custos de publicação no Diário Oficial, um ente da Federação, ao elaborar a Lei
Orçamentária Anual, incluiu, no mesmo dispositivo legal, autorização de
créditos adicionais especiais e de descentralização de créditos. Essa prática
está em desacordo com o princípio orçamentário do(a):
a) discriminação;
b) exclusividade;
c) orçamento bruto;
d) publicidade;
e) transparência.

43 - (FGV - Ana (MPE RJ)/Administrativa/2016) Na elaboração do


orçamento de um órgão da administração pública direta, os técnicos da área
de planejamento estavam realizando o levantamento dos recursos financeiros
que seriam obtidos pela entidade no próximo exercício, a fim de identificar
prioridades de alocação. Os técnicos decidiram não incluir uma das receitas na
previsão de arrecadação, em decorrência da falta de comprovação de que esta
seria de fato arrecadada no exercício. Essa decisão contrapõe o princípio
orçamentário da:
a) anualidade;
b) especificação;
c) não afetação das receitas;
d) prudência;
e) universalidade.

44 - (FGV - Ana (IBGE)/Auditoria/2016) “Os princípios orçamentários


visam a estabelecer regras norteadoras básicas, a fim de conferir
racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração,
execução e controle do orçamento público.” Assim, o princípio orçamentário da
Publicidade:
a) obriga que a estimativa de receita e a fixação da despesa se limitem a
período definido no tempo, chamado exercício financeiro.
b) autoriza a abertura de créditos suplementares e autoriza a realização de
operações de crédito, nos termos da lei;
c) impede que o Poder Executivo realize operações de crédito sem prévia
autorização parlamentar;

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d) justifica-se especialmente pelo fato de o orçamento ser fixado em lei, sendo


esta a que autoriza aos Poderes a execução de suas despesas;
e) veda a vinculação de receita de impostos a órgãos, fundos ou despesas,
excetuadas as afetações que a própria Constituição determina.

45 - (FGV - Ana (IBGE)/Planejamento e Gestão/2016) Muitas leis


aprovadas no Brasil em todos os entes estatais versam sobre um tema
principal, mas também trazem disposições sobre outras matérias. São as
chamadas “outras providências”. As leis orçamentárias NÃO devem tratar de
outras providências em sua ementa em decorrência do princípio da:
a) discriminação;
b) exclusividade;
c) legalidade;
d) não afetação;
e) publicidade.

46 - (FGV - Ana (IBGE)/Orçamento e Finanças/2016) O orçamento-


programa, na concepção original da Organização das Nações Unidas (ONU), é
tido como um sistema em que se presta particular atenção às coisas que um
governo realiza mais do que às coisas que adquire. Desta forma, caso um ente
público elabore sua proposta orçamentária com base na técnica do orçamento-
programa, um elemento que NÃO está entre os essenciais é a identificação
dos(as):
a) custos dos programas, identificados por meio dos insumos necessários para
a obtenção dos resultados;
b) instrumentos de integração dos esforços governamentais para
concretização dos objetivos (programas);
c) medidas de desempenho para as realizações e os esforços despendidos na
execução dos programas;
d) necessidades das unidades organizacionais para subsidiar as decisões
orçamentárias;
e) objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para os quais serão
utilizados os recursos orçamentários.

47 - (FGV - Ana (IBGE)/Orçamento e Finanças/2016) Como marco da


evolução dos modelos e práticas orçamentárias, o orçamento base-zero (OBZ)
surgiu nos Estados Unidos na década de 1970, no governo Jimmy Carter. Não
obstante suas contribuições para o aperfeiçoamento da moderna concepção de

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orçamento, o OBZ não é considerado um método de organizar ou apresentar o


orçamento público. Uma das razões é que:
a) apresenta resistência por parte da burocracia para sua adoção;
b) não apresenta relação clara entre planejamento e orçamento;
c) o controle de despesas constitui elemento secundário;
d) propõe a alocação de recursos com o objetivo de aquisição de meios;
e) tem foco somente na avaliação e tomada de decisão sobre despesas.

48 - (FGV - Ana (IBGE)/Planejamento e Gestão/2016) Desde as


primeiras tentativas de se elaborar um orçamento no âmbito governamental
até os dias atuais, vários modelos de orçamento foram propostos, tendo em
vista contribuir para uma melhor destinação dos recursos públicos. O modelo
de orçamento em que as ações de um programa governamental constituem
unidades de decisão cujas necessidades de recursos são avaliadas em pacotes
de decisão é o orçamento:
a) base zero;
b) gerencial;
c) participativo;
d) por desempenho;
e) por programa.

49 - (CESPE - Aud (TCE-PR)/2016) Assinale a opção correta a respeito dos


princípios orçamentários.
a) O PPA segue o princípio da periodicidade e seu orçamento é definido
bienalmente.
b) Dado o princípio da exclusividade, cada ente da Federação deverá ter o seu
próprio orçamento.
c) O princípio da unidade visa evitar múltiplos orçamentos dentro da mesma
pessoa política.
d) De acordo com o princípio do orçamento bruto, as receitas devem constar
no orçamento pelos seus totais, deduzindo-se destes somente os impostos.
e) Dado o princípio da totalidade, o orçamento de cada estado deverá conter
todas as receitas e despesas de seus órgãos mantidos pelo poder público.

50 - (CESPE - AJ TRT8/Administrativa/Contabilidade/2016) De acordo


com a Constituição Federal de 1988, a lei orçamentária anual deve
compreender o orçamento fiscal, o qual conterá receitas e despesas referentes

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a todas as entidades da administração direta e indireta; o orçamento de


investimento das empresas estatais; e o orçamento da seguridade social. Esse
mandamento constitucional relaciona-se aos princípios orçamentários da
a) uniformidade e da unidade.
b) universalidade e da especificação.
c) universalidade e da unidade.
d) unidade e da especificação.
e) universalidade e da programação.

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8- Gabarito

1 E 11 D 21 D 31 B 41 E

2 C 12 A 22 D 32 B 42 B
3 C 13 B 23 B 33 B 43 E

4 C 14 E 24 C 34 E 44 D
5 A 15 D 25 A 35 A 45 B

6 A 16 D 26 E 36 B 46 D

7 D 17 E 27 D 37 C 47 E

8 C 18 E 28 E 38 D 48 A

9 A 19 D 29 E 39 E 49 C

10 A 20 D 30 C 40 D 50 C

9 - Referencial Bibliográfico

FURTADO, Fabio. Administração Financeira e Orçamentária para


Concursos. 1.ed. Rio de Janeiro: Editora Ferreira, 2009.
GIACOMONI, James. Orçamento Público. 14.ed. São Paulo: Editora Atlas,
2009.
MATIAS-PEREIRA, José. Finanças Públicas: A Política Orçamentária no
Brasil. 4.ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009.
PALUDO, Augustinho. Orçamento Público, AFO e LRF. 4.ed. Rio de Janeiro:
Elsevier

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