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Controle Externo para TCM-RJ

Curso de Teoria e Questões Comentadas


Prof. Luiz Airosa – Aula 00

Aula 00
Controle Externo p/ TCM-RJ
Professor: Luiz Airosa

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APRESENTAÇÃO

Olá, querido aluno!


Olá, querida aluna!

Seja muito bem-vindo(a) ao novo curso do Exponencial Concursos da


disciplina Controle Externo para o próximo concurso do Tribunal de Contas
do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ)!
Há pouco também fui candidato a um cargo no serviço público, visando
as carreiras de controladoria e tribunais de contas. Meu nome é Luiz Airosa,
sou Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União -
TCU, tendo sido aprovado e nomeado no mais recente concurso da Corte, em
2015. Minha formação acadêmica é em Engenharia de Computação, tendo
trabalhado por sete anos como Analista de Sistemas. Também sou pós
graduado em Gerência de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas.
Resolvi estudar seriamente para concursos públicos no segundo
semestre de 2013, pois não pretendia mais trabalhar com TI. Inicialmente
busquei a área fiscal, porém, alguns meses após o começo dos estudos,
resolvi mudar para a área de controle, por me identificar com o trabalho,
tendo começado a estudar de forma dedicada às carreiras específicas a partir
de novembro de 2013.
No final de 2014 consegui minha aprovação em um concurso da área,
tendo sido o 1º colocado para o cargo de Auditor Interno do ISS/Salvador.
Contudo, meu sonho sempre fora ingressar no TCU, tendo continuado a
estudar (com um intervalo para a realização do curso de formação na Bahia)
“no ritmo” até agosto/2015, quando houve o concurso do Tribunal, tomando
posse em dezembro/2015.
A propósito, sempre trabalhei oito horas diárias, por isso deixo a
seguinte mensagem para vocês: é possível sim! Com foco, garra e muito
estudo vocês conseguirão alcançar seus objetivos!

CONTROLE EXTERNO

Sobre o que versa a disciplina Controle Externo? Bem, o escopo dela é


explicar as competências, a organização e o funcionamento dos órgãos
responsáveis por esse tipo de controle (especialmente os tribunais de contas).
Abrange os instrumentos, funções, limites e processos de controle externo.
Dominar tal assunto é fundamental para os candidatos a auditores
governamentais (inclusive para aqueles que fazem concursos para o controle
interno). Em primeiro lugar porque costuma ser bastante cobrada nas provas
da área, e, mas não menos importante, também porque o dia a dia de vocês

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envolverá lidar com a legislação correlata à matéria, a fim de realizarem as
auditorias e instruções processuais.
Porém, trago boas notícias! O conteúdo programático da disciplina é
relativamente curto, além da matéria ser bastante divertida! Confesso que
sou parcial para falar isso, mas realmente gosto muito de estudá-la!

DIFERENCIAIS DESTE CURSO

O que esse curso de Controle Externo oferece em relação aos demais?


Inicialmente, destaca-se a didática. Entendemos que os candidatos
precisam de algo que seja ao mesmo tempo objetivo e completo (como eu
disse anteriormente, sempre trabalhei 8h/por dia, logo o tempo para estudar
sempre foi reduzido). Evitamos muito texto e muita legislação. O foco é um
só: ajudá-los a acertar questões na hora da prova. Depois, para os que
quiserem, haverá tempo livre para se aprofundarem no conteúdo das matérias
favoritas. Mas, no presente momento, o foco é fazer com que você seja
nomeado em um ótimo concurso público.
Além da metodologia, o conteúdo do curso é atualizadíssimo, contendo
decisões jurisprudenciais e administrativas recentes, as quais possivelmente
serão exploradas pelas bancas examinadoras.

Histórico e análise das provas


de Controle Externo

O último concurso para auditor do TCM-RJ data de 2010. Uma vez que o
lapso temporal é considerável, nos baseamos nos editais mais recentes da
disciplina (para tribunais de contas) a fim de montar este curso.
A tabela abaixo apresenta um RAIO-X de três provas recentes para
tribunais de contas estaduais, o que nos ajuda a visualizar quais tópicos são
mais cobrados.

Provas Recentes
TCM-RJ - TCE-PR - TCE-SC -
Assunto Total
IBFC - Cespe - Cespe -
2016 2016 2016
Competências
Infraconstitucionais dos 1 1 2
Tribunais de Contas
Conceitos de Controle 1 1
Consultas 1

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Contas: prestações,
processos, tipos, tomada
3 3
e tomada de contas
especiais
Controle Interno 1 1
Defesa e Recursos 1 1
Eficácia das decisões dos
1 1
Tribunais de Contas
EFS e a Declaração de
1 1
Lima
Fiscalização 0
Funções do Tribunais de
0
Contas
Jurisdição 1 1
Medidas Cautelares 0
Normas Constitucionais
1 4 5
sobre o Controle Externo
Organização 2 3 5
Poder Legislativo 1 1
Processos e Deliberações 1 1
Sanções 1 1
Sistemas de Controle na
Administração Pública 2 2
Federal

Antes de detalharmos a estrutura do curso, cabem algumas explicações


sobre a tabela acima. Alguns exercícios abordam mais de um assunto, então
acabei escolhendo aquele mais “forte” no contexto da questão. Além disso, o
concurso para o TCM-RJ foi para o cargo de técnico.

Pessoal, o conteúdo do curso foi baseado nos editais recentes de nossa


disciplina.
A tabela abaixo contém o conteúdo de cada aula.

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Aula Conteúdo
00 O Controle. Controle Interno x Controle Externo x Controle Social.
Controle Administrativo. Sistemas de Controle Externo.
01 Sistemas de Controle na Administração Pública Federal (arts. 70 a
75 da CF). Tribunais de Contas: funções, natureza jurídica e eficácia
das decisões.
02 Competências constitucionais do Controle Externo. Demais
disposições constitucionais acerca do controle externo. Controle de
constitucionalidade.
03 Competências infraconstitucionais do TCM-RJ. Jurisdição.
04 Organização do TCM-RJ. Processos.
05 Contas: tomada, prestações e tomada de contas especiais.
06 Consultas. Denúncias. Representações.
07 Medidas cautelares. Consultas. Fiscalização.
08 Defesa. Recursos.
*Confira o cronograma de liberação das aulas no site do Exponencial,
na página do curso.

Vamos ao que interessa! Ótima aula a todos! Quaisquer dúvidas é só


avisar no fórum do curso.

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Aula 00 – Controle. Controle Interno x Externo. Controle Social.


Sistemas de Controle Externo.

Sumário
1- O Controle 8
1.1. Definição 8
1.2. Classificações 9
1.2.1.Quanto ao Momento 9
1.2.2.Quanto ao objeto 11
1.2.3.Quanto à posição do órgão controlador 13
2- Controle Externo x Controle Interno x Controle Social 14
2.1. Controle Externo 14
2.2. Controle Interno 17
2.3. Controle Social 18
3- Controle Administrativo 21
4- Sistemas de Controle Externo 23
5. Questões comentadas 29
6- Lista de Questões 40
7- Risco Exponencial 47
8- Gabarito 53
9- Bibliografia 53

A aula de hoje é mais teórica, porém, na medida do possível, tento


trazer o máximo de esquemas e exercícios comentados para facilitar o seu
aprendizado.
Para facilitar, segue abaixo um índice das esquematizações presentes
nesta aula.

Figura 1- Conflito de Agência ....................................................................................... 8


Figura 2- Controle quanto ao momento ........................................................................ 9
Figura 3- Classificação quanto ao posicionamento do órgão controlador em relação ao
controlado................................................................................................................... 14
Figura 4- Tipos de Controle Externo ............................................................................ 15
Figura 5- Alguns exemplos de órgãos de controle interno .......................................... 17
Figura 6- Aqueles que exercem o controle social ........................................................ 19
Figura 7- Controle social ............................................................................................. 19
Figura 8- Controles Externo x Interno x Social............................................................ 20
Figura 9- Atos Ilegais x Inoportunos .......................................................................... 22
Figura 10- Conceito constitucional de controle externo .............................................. 24

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Figura 11- Sistemas de Controle Externo .................................................................... 26

Lembre-se que sucesso só vem antes de trabalho no dicionário! Uma


ótima aula a todos, e não hesite em me procurar para no fórum do curso para
tirar quaisquer dúvidas!

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1- O Controle

1.1. Definição
Segundo o dicionário Michaelis, controle significa “Ato de dirigir
qualquer serviço, fiscalizando-o e orientando-o do modo mais
conveniente”. Ou seja, podemos entender controle como sendo a fiscalização
de algo para o atingimento de determinado objetivo!
Henri Fayol, um dos maiores teóricos da Administração Clássica, já
defendia o controle como um dos elementos da função administrativa. Para
ele, controlar seria aferir, por meio de padrões, se o desempenho de
determinada atividade estava em consonância com o desejado.
Daqui, tiramos nossa primeira conclusão: para haver controle, é
necessário saber o que se deseja! Pode parecer óbvio, mas muitas empresas
(e gestores públicos) não estabelecem padrões, metas, objetivos etc.
Um dos fundamentos para a necessidade de controle é o conflito de
agência. Nesta situação, uma pessoa (o principal) entrega recursos para outra
(agente) gerenciá-los. Acontece, porém, que muitas vezes o agente utiliza os
recursos de um modo que não atende aos interesses do principal.

Principal Entrega $$$$ Agente

Monitora as

atividades

Figura 1- Conflito de Agência

No caso da Administração Pública isso é mais sensível, pois geralmente


não fornecemos recursos voluntariamente aos gestores estatais. Além de a
entrega ser coercitiva, não há como milhões de pessoas com interesses
distintos, visões de mundo conflitantes e ocupações diversas fiscalizarem os
gestores.
Surge, portanto, a ideia de o próprio Estado se controlar, por meio de
diversos mecanismos. Veremos esses mecanismos ao longo do curso (mas
principalmente nesta e na próxima aula). Mas, antes, estudaremos as
classificações doutrinárias acerca do controle da Administração.

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1.2. Classificações
A doutrina classifica o controle em diversos aspectos. Aqui trarei os
principais: momento, objeto e quanto à condição do órgão controlador na
estrutura do controlado. Nos exercícios comentados, outros, menos comuns,
serão destacados.

1.2.1.Quanto ao Momento
Temos três momentos em que o controle é exercido:
Prévio ou anterior: como o próprio nome indica, é aquele que ocorre
antes do ato controlado. Possui finalidade preventiva. O TCM-RJ (bem como
qualquer outro tribunal de contas) exerce controle prévio!
Exemplos: medidas cautelares (aquelas que são expedidas antes da
análise do mérito de um processo); e a solicitação de um edital para exame
antes do recebimento das propostas (art. 113, §2º, da Lei 8.666/1993).
Concomitante ou pari passu: aqui o controle ocorre
simultaneamente à execução do ato fiscalizado. Normalmente é provocado
(ou seja, alguém demanda uma análise do órgão de controle).
Exemplos: uma denúncia de um cidadão enquanto uma licitação está
ocorrendo; auditoria em uma obra em construção.
Subsequente ou posterior ou a posteriori: é exercido após a
finalização do ato. Neste tipo de controle, visa-se principalmente à correção
dos atos, podendo, caso constatada alguma irregularidade grave, haver
inclusive sanções.
Os exemplos clássicos são o julgamento das contas dos gestores (CF,
art. 71, inciso II) e a apreciação das contas do(a) Presidente da República (CF,
art. 71, inciso I).
Um esquema para fixarmos melhor:

Prévio Antes do ato

Quanto ao
Concomitante Durante o ato
momento

Posterior Após o ato

Figura 2- Controle quanto ao momento

Façamos, agora, algumas questões sobre o tema.

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1- (FCC / TCE-AP / 2012) O controle externo no Brasil é


exercido
a) a posteriori, mas não a priori nem de forma concomitante.
b) a priori e concomitante, mas não a posteriori.

c) de forma concomitante e a posteriori, mas não a priori.

d) a priori e a posteriori, mas não de forma concomitante.


e) a priori, de forma concomitante e a posteriori.

Resolução:
Na explicação sobre cada uma das classificações quanto ao momento,
colocamos exemplos de atuação dos tribunais de contas. Portanto, está claro
que o controle externo é exercido no Brasil a priori, de forma concomitante
e a posteriori.
Gabarito: Letra E.

2- (Cespe / TCU / 2011) No exercício do controle


externo, o TCU, com o objetivo de prevenir lesão ao erário, possui
legitimidade para determinar suspensão cautelar de processo licitatório.
Resolução:
É plenamente possível a suspensão, por medida cautelar, de licitações por
parte do TCU sim. Como a questão trouxe a informação de que o objetivo é
“prevenir lesão ao erário”, podemos inferir que se trata de controle prévio.
Gabarito: Certo.

3- (Cespe / TCU / 2004) Tendo em conta o momento


no qual a atividade de controle se realiza, o controle externo, analogamente
ao que ocorre com o controle de constitucionalidade, pode ser classificado em
prévio (a priori) ou posterior (a posteriori).
Resolução:
Essa questão pode suscitar dúvidas. A doutrina entende que o controle,
quanto ao momento, pode ser prévio, concomitante ou posterior. Se a questão
trouxesse a palavra “apenas” antes da expressão “em prévio” estaria errada.
Como não disse que existem somente duas classificações, está correta.
Gabarito: Certo.

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1.2.2.Quanto ao objeto
Segundo o professor Luiz Henrique Lima, quanto ao objeto o controle
pode ser classificado em: de legalidade, de mérito e de gestão. Gestão seria a
comparação dos resultados atingidos versus os recursos necessários.
Preferimos, porém, quebrar este aspecto nos de: economicidade, eficiência,
eficácia, efetividade e equidade.
A decisão foi tomada por serem conceitos que veremos bastante no
curso (especialmente quando estudarmos o art. 70 da CF e os tipos de
auditoria do TCM-RJ).
Quando falamos em objeto do controle, queremos citar o foco do
controle, ok? Vamos detalhá-los a seguir:
 Legalidade: analisa a consonância do ato com a legislação de
regência. No “popular”, quer ver se o ato foi feito obedecendo
corretamente as leis, portarias, regimentos e demais atos normativos.
Exemplo: observar se um Pregão Eletrônico seguiu a Lei 10.520/2002;
analisar se determinado órgão pagou as despesas após suas liquidações.

 Mérito: aqui entram aqueles dois famosos conceitos de Direito


Administrativo, conveniência e oportunidade. Em suma, busca ver
se as ações estavam aderentes não apenas à legalidade, como,
também, ao contexto, à motivação e ao momento em que foram feitas.
Exemplo: Analisar se os motivos que levaram o gestor a praticar determinado
ato eram compatíveis e convenientes com o fim visado.

 Economicidade: minimizar os custos dos recursos utilizados para


realizar uma atividade, sem comprometer a qualidade. Tem a ver
com a capacidade de um ente gerir adequadamente seus recursos
financeiros.
Exemplo: verificar se a aquisição de material de escritório foi feita a preço de
mercado, e se só foi comprado o essencial.

 Eficiência: ser eficiente – de acordo com o Manual de Auditoria


Operacional – é comparar a relação entre os bens e serviços
gerados em confronto com os custos dos insumos em um
determinado período de tempo, mantidos os padrões de
qualidade. Ficou um pouco parecido com economicidade, né?
Infelizmente não há uma distinção clara entre eles. Tentem associar
desperdícios de recursos (tempo, pessoal etc.) com falta de eficiência.
Exemplo: verificar se a contratação de uma solução de software de banco de
dados não poderia ter sido feita de forma mais rápida, mobilizando menos
pessoas e custando menos, mantendo-se os padrões de qualidade desejados.

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 Eficácia: análise se as metas foram alcançadas num certo período,
sem preocupação com os custos. Ou seja, para ser eficaz algo não
precisa ser eficiente! É o caso de muitas obras públicas no país, que
podem até cumprir o prometido, porém que acabam sendo feitas com
sobrepreço e atrasos de anos nos cronogramas originais...
Exemplo: verificar se uma obra foi realmente construída e se estava de
acordo com as especificações técnicas do projeto executivo.

 Efetividade: este aspecto refere-se à verificação dos efeitos


observados (concretos) sobre uma população-alvo quando
comparados com os efeitos esperados. Aqui preocupa-se com o
impacto das ações efetuadas.
Exemplo: pode haver o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue feita
rapidamente (eficiente), dentro dos custos de mercado (econômica) e que seja
aplicada em uma grande parcela da população (eficaz). Mas se os casos de
infecção não diminuírem substancialmente, a vacina não terá sido efetiva.

 Equidade: tem a ver com ações que mitiguem as diferenças entre


as camadas sociais, reconhecendo a necessidade, em alguns casos, de
tratamento diferenciado, a fim de igualar as oportunidades (ou pelo
menos reduzir as desigualdades).
Exemplo: verificar se um programa social conseguiu diminuir a desigualdade
de renda, ou se fomentou melhores condições para as camadas mais carentes
da sociedade disputarem bons postos no mercado de trabalho.
Segue abaixo uma tabela com a finalidade de ajudar a associação entre
os conceitos acima definidos com suas palavras-chave.
Objeto Resumo
Legalidade Adequação ao ordenamento jurídico.
Mérito Análise da conveniência e oportunidade do ato
administrativo.
Economicidade Minimizar custos financeiros, sem comprometimento da
qualidade.
Eficiência Relação entre os recursos despendidos para alcançar
um certo resultado.
Eficácia Atingimento das metas previstas.
Efetividade Impacto de um conjunto de ações sobre uma população-
alvo.
Equidade Redução de diferenças; oportunidades para os menos
favorecidos.
Tabela 1-Classificação quanto aos objetos

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1.2.3.Quanto à posição do órgão controlador
Basicamente, temos duas classificações:
 Controle Externo: o órgão que realiza o controle NÃO faz parte da
mesma estrutura do órgão controlado. Na esfera federal, embora a
União seja uma só, a intervenção de um poder em outro seria controle
externo.
Desta forma, a anulação de uma lei por parte do Judiciário seria controle
externo deste poder sobre o Legislativo, ou a convocação de um Ministro de
Estado para prestar informações à Câmara dos Deputados (CF, art. 50)
também se enquadraria neste caso.

 Controle Interno: o controlador INTEGRA a estrutura do órgão


controlado. Exemplo clássico é a CGU (apesar de o nome do órgão ter
virado Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, a sigla CGU
foi mantida), órgão com status ministerial, responsável pelo controle
interno do Poder Executivo Federal.

Sobre esta classificação, cabem as seguintes observações:


Esta classificação é doutrinária! Controle Externo aqui não se
confunde com o conceito constitucional (que é um pouco diferente, mas será
estudado em detalhes).
O controle social é controle externo. Seja exercido por entidades da
sociedade civil (uma associação, por exemplo) ou por cidadãos (quando, por
exemplo, fazem uma denúncia).
O controle finalístico que um ministério exerce sobre as entidades
a ele vinculadas (o poder de tutela estudado no Direito Administrativo) é
considerado por alguns doutrinadores como controle interno exterior. Vale
lembrar que as entidades (Administração Indireta) são pessoas jurídicas
distintas do ente político a que são vinculadas.
Antes de aprofundarmos as diferenças entre os controles externo e
interno, segue mais um esquema.

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Quanto à posição
do controlador

Externo Interno

Órgão controlado NÃO


Órgãos pertencem à
está na mesma
mesma estrutura
estrutura

Figura 3- Classificação quanto ao posicionamento do órgão controlador em relação ao


controlado

2- Controle Externo x Controle Interno x Controle Social

2.1. Controle Externo


Como vimos na página anterior, os doutrinadores definem controle
externo como aquele exercido por um órgão que pertence à estrutura distinta
da do ente controlado (podemos entender como uma aplicação do sistema de
freios e contrapesos). Friso, mais uma vez, que esta definição não se
confunde com a expressa na Constituição (que veremos com calma
quando estudarmos o art. 70 da CF).
Assim sendo, teríamos, na Administração Pública, principalmente os
tipos jurisdicional, parlamentar e técnico.
O Jurisdicional é aquele exercido pelo Poder Judiciário sobre um ato
de outro poder! Não se limita à análise de atos administrativos. Um exemplo
bem atual foi a elucidação de dúvidas acerca do rito de impeachment
(competência do Legislativo) por parte do STF. Outro exemplo? É plenamente
possível a anulação por ordem judicial de um contrato assinado pelo Poder
Executivo.
A nossa Lei Maior deixa claro, em seu art. 5º, inciso XXXV, que a lei não
excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Por outro
lado, este controle é restrito apenas à legalidade do objeto controlado! Não
pode o sistema judicial imiscuir-se no mérito dos atos administrativos de
outros poderes, ok? Então, apesar de estar presente sempre, tal controle não
é irrestrito.
Controle Parlamentar é quando o Poder Legislativo usa de
instrumentos para analisar, fiscalizar ou sustar atos de outros poderes. Seu
caráter é principalmente político. Exemplo clássico é a instalação de uma
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar, por prazo certo, fato
determinado. Vemos na mídia inúmeras CPIs, a maioria para averiguar fatos

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ligados ao Poder Executivo ou entidades a ele vinculadas (Petrobrás, BNDES,
Correios etc.).
Outro exemplo recorrente na doutrina é a sustação de atos do Poder
Executivo que exorbitam do poder regulamentar ou dos limites da delegação
legislativa (CF, art. 49, inciso V).
O Técnico, por sua vez, é aquele que realmente nos interessa. É o
exercido pelos Tribunais de Contas, pautado por critérios de qualidade e
desempenho, além dos aspectos de legalidade e mérito. Pessoal, aqui também
o fundamento para exercício desse poder é constitucional, vindo do caput do
artigo 71 da Carta Magna, a qual diz que “o controle externo, a cargo do
Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da
União”.

Judicial Parlamentar Técnico

• Abrange todos os • De cunho político • Tribunais de Contas


poderes e órgãos • CPIs, convocação • Pode envolver a
• Legalidade de ministros, análise de mérito
sustação de atos... • Aspectos de
legalidade e
desempenho

Figura 4- Tipos de Controle Externo

Hora de exercícios para fixar o que aprendemos!

4- (Cespe / TCU / 1996) A autorização do Senado


Federal para a União contrair empréstimo externo pode ser considerada como
controle externo e corretivo.
Resolução:
É controle externo sim. Porém, não é corretivo. Reparem que a
autorização é um ato anterior à contratação do empréstimo, sendo controle
preventivo.
Corretivo seria para corrigir algo. Ora, se o empréstimo ainda nem houve,
como seria corretivo?
Gabarito: Errado

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5- (Cespe / TCU / 1996) A possibilidade de o Poder


Judiciário anular ou revogar atos administrativos pode ser considerada
modalidade de controle externo.
Resolução:
Questão perigosa. O Poder Judiciário só poderá revogar atos do próprio
judiciário! Lembre-se que revogação é análise de mérito, e o Judiciário, na
qualidade de controle externo, atém-se à análise de legalidade. Em resumo,
o Judiciário pode ANULAR um ato administrativo de outros poderes e de
órgãos independentes como o Ministério Público da União, não revogar!
Vale a pena citar a Súmula – STF 473, que informa:
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados
de vícios que os tornam ilegais, porque dêles não se originam
direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em
todos os casos, a apreciação judicial.
Gabarito: Errado

6- (FUNDEP / TCE-MG / 2015) Em relação as formas


de controle externo a que está sujeita a Administração Pública, assinale a
alternativa INCORRETA.
a) A instituição e o funcionamento de comissões parlamentares de inquérito
(CPIs) são exemplo do controle político sobre a Administração Pública.
b) O julgamento das contas dos prefeitos pelos Tribunais de Contas é exemplo
do controle político sobre a Administração Pública.
c) A convocação de Ministro de Estado pela Câmara dos Deputados para o
fornecimento de informações é exemplo do controle político da Administração
Pública.
Resolução:
As letras a e c estão corretas. Controle político e controle parlamentar podem
ser entendidos como sinônimos. A letra b está totalmente errada, pois Tribunal
de Contas realiza o controle técnico. Apesar desse erro, o maior erro mesmo é
afirmar que eles julgam as contas dos prefeitos. Como veremos adiante no
curso, os TCs apreciam as contas dos chefes de governo.
Não transcrevi as letras d e e, porque ainda não vimos o assunto.
Gabarito: Letra B

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2.2. Controle Interno
Já sabemos que esta modalidade de controle é aquela exercida quando
o órgão controlador encontra-se na mesma estrutura do controlado.
Antes de detalharmos o assunto, vamos conceituar o que são os
controles internos administrativos. Grosso modo, podemos entendê-los
como o conjunto de procedimentos e políticas que buscam mitigar a
ocorrência de impropriedades e falhas, ou corrigi-las se já tiverem sido
realizadas, dentro das unidades administrativas, com a finalidade de
atingir os resultados desejados. São executados corriqueiramente. Em um
exemplo bem simples: a necessidade de revisão de um ato por autoridade de
hierarquia superior àquela que teve o realizou pode ser entendida como um
exemplo de controle interno administrativo.
De agora em diante, entenderemos o controle interno como aquele
exercido por órgão com essa atribuição e que faça parte da mesma
estrutura administrativa do controlado. Em resumo, para o nosso curso
controle interno é realizado por órgão criado para este fim. Uma de suas
funções principais é avaliar os controles internos administrativos da entidade.
O TCU, por exemplo, possui uma secretaria voltada para o controle
interno da própria Corte, é a SECOI (Secretaria de Controle Interno). O STJ
possui a SCI (Secretaria de Controle Interno) e por aí vai...

Poder Executivo da
CGU
União

Poder Executivo do Controladoria


Controle Interno Município do Rio de Geral do
Janeiro Município

Câmara Municipal Controladoria


do Rio de Janeiro Geral

Figura 5- Alguns exemplos de órgãos de controle interno

A necessidade de existência do controle interno está disposta na própria


Constituição Federal, art. 74, a qual informa que os “Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno”. Na próxima aula, no tópico Sistemas de Controle na
Administração Pública Federal, detalharei melhor o assunto, inclusive falando

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sobre o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e citando as
finalidades do controle interno (provavelmente o tópico mais cobrado sobre
controle interno, e que por força do princípio da simetria constitucional, é
replicado nas constituições estaduais).
Antes, um questionamento. E o CNJ? É controle interno ou externo?
Bem, sem sombra de dúvidas é INTERNO. Em primeiro lugar por constar no
rol de órgãos do Poder Judiciário Federal (CF, art. 92, inciso I-A). Não
bastasse isso, muitos se referiam a ele como “controle externo do Judiciário”.
Felizmente o STF dirimiu quaisquer dúvidas, afirmando na ADI 3367 que o CNJ
é “órgão interno de controle administrativo, financeiro e disciplinar da
magistratura”.

7- (Cespe / Câmara dos Deputados / 2014) O


controle interno poderá ser realizado previamente, concomitante e
subsequentemente aos atos administrativos, a fim de evitar o desperdício dos
recursos e o uso indevido de recursos e bens públicos.
Resolução:
Amigos, questão perfeita. Assim como o controle externo, o interno pode atuar
antes do ato ser iniciado, ao longo de sua execução ou após seu término.
Gabarito: Errado

2.3. Controle Social


O controle social é uma modalidade de controle externo. Resolvemos,
entretanto, estudá-lo separadamente por não ser realizado por agentes
estatais no exercício de suas funções públicas. Exemplificando, suponha que
um auditor de um tribunal de contas estadual faça uma denúncia ao Ministério
Público na qualidade de cidadão. Neste caso, o referido auditor exerce controle
social, pois não está agindo como servidor público.
Esta espécie de controle é realizada por organizações da sociedade
civil (associações, grupos de moradores etc.) ou pelos cidadãos. Nosso
ordenamento jurídico fornece instrumentos para tais ações, como: propositura
de ação popular; as ouvidorias governamentais (as quais recebem demandas
da população); a possibilidade de denunciar ilegalidades aos órgãos de
controle externo etc.

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Cidadãos

Associações
Controle Estrangeiros
Social

Mídia

Figura 6- Aqueles que exercem o controle social

Em suma, o controle social decorre do fato de os recursos públicos


serem extraídos da população. Ora, as pessoas não forneceram o dinheiro
porque queria “fazer caridade” com os agentes públicos! Assim, para evitar o
mau uso dos seus recursos, elas têm todo o direito (na verdade, eu entendo
até que isso é um dever, e não um direito) de fiscalizarem como os valores
extraídos delas estão sendo usados!
Veja o esquema abaixo:

Presta contas

Controla

Figura 7- Controle social

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Lembra no início da aula quando falamos do conflito de agência? Então,


é justamente isso... Há sempre o risco de os agentes públicos usarem os
recursos de acordo com suas vontades e não com a vontade da sociedade.
Assim, esta deve manter vigilância constante sobre aqueles.
Vale destacar a importância da Lei de Acesso à Informação – LAI, que,
ao promover a transparência e a publicidade dos atos da Administração,
acabou por fornecer subsídios para incrementar o controle social (pois não é
possível controlar o que não se conhece). Inclusive ela dispõe em seu art. 7º,
inciso VII, b, que o acesso à informação compreende o direito de obter
informações relativas ao “resultado de inspeções, auditorias, prestações
e tomadas de contas realizadas pelos órgãos de controle interno e
externo, incluindo prestações de contas relativas a exercícios
anteriores”.
Agora um esquema a fim de memorizarmos bem o que foi visto nas
seções acima.

Controle Externo Controle Interno Controle Social

Orgão de Órgão da
estrutura É um tipo de
MESMA
DISTINTA da controle
estrutura da do
do controlado externo
controlado

Judicial Verifica os Exercido por


aspectos de cidadãos ou por
Parlamentar
legalidade e organizações da
Técnico desempenho sociedade civil

Figura 8- Controles Externo x Interno x Social

8- (FGV / AFRE-RJ / 2008) A respeito das estruturas e


modelos de controle adotados no Brasil e no mundo, é incorreto afirmar que:
b) o Controle Social, normalmente, atua em conjunto com os mecanismos de
controle formal do Estado.
d) a Lei de Licitações (Lei 8.666/93) possui mecanismos que favorecem o
Controle Social.

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e) o Controle Social aumenta a amplitude do Sistema de Controle e a
legitimidade do Estado que o incentiva.
Resolução:
As três alternativas estão corretas. Um exemplo de controle social agindo em
conjunto com os mecanismos formais do Estado é a possibilidade de
oferecimento de denúncia dos cidadãos ao TCU (CF, art. 74, §2º). A Lei
8.666/1993 possui dispositivos que favorecem o controle social, como a
possibilidade de impugnar edital de licitação (art. 41, § 1º).
Quanto à letra e, percebam que quanto mais informações os agentes estatais
obtiverem dos cidadãos, maiores serão as oportunidades para agirem. Além
disso, se a sociedade percebe que os órgãos de controle são atuantes, ela
tenderá a respeitá-los e admirá-los, aumentar a legitimidade com que a
população vê a estrutura estatal.
Faremos as alternativas restantes mais tarde.

3- Controle Administrativo

Segundo a eminente professora Di Pietro, controle administrativo é o


poder de fiscalização e correção que a Administração Pública (em sentido
amplo) exerce sobre sua própria atuação, sob os aspectos de legalidade e
mérito, por iniciativa ou mediante provocação. Na esfera federal, esse
controle é denominado de supervisão ministerial.
O conceito acima abrange também as entidades da Administração
Indireta. Há de se perceber, entretanto, que o fundamento do controle
administrativo depende da relação entre controlador e controlado.
Se ambos estiverem na Administração Direta, o fundamento é o
poder de autotutela. Ou seja, um controle de si mesmo. Um controle
interno. A autotutela está explicitada na famosa Súmula 473 STF – já vista
anteriormente, mas é sempre bom relê-la -, com a redação abaixo:
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos;
ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade,
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial.

Em suma: atos ilegais devem ser anulados. Atos legais, que sejam
inoportunos ou inconvenientes, deverão ser revogados.
Professor, há diferença na prática? Existe sim. A anulação é como se o
ato nunca houvesse existido. Na revogação o ato existiu, porém, é como se
tivesse sido “retirado” após a decisão revogatória, mas os efeitos pretéritos
permanecem válidos.

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Um esquema para lembrarmos sempre:

Atos Ilegais Atos legais e


inoportunos
• Anulados • Revogados

• Não originam direitos • Respeitar os direitos


adquiridos

Figura 9- Atos Ilegais x Inoportunos

Por sua vez, o controle exercido sobre a Administração Indireta é o


poder de tutela. Este poder é aquele exercido por um ministério sobre uma
entidade a ele vinculada. Importante ressaltar que este poder é limitado.
Para se criar, ou autorizar a criação, uma entidade é necessária uma lei. Esta
lei estabelece os limites do controle de tutela que a entidade sofre. Qualquer
intervenção além da autorizada legalmente será uma ofensa à autonomia do
ente.
Vamos fazer agora alguns exercícios para treinarmos!

9- (Cespe / PM-CE / 2014) Considera-se controle por


vinculação o poder de fiscalização e correção que os órgãos da administração
centralizada exercem sobre as pessoas jurídicas que integram a administração
indireta.
Resolução:
Bem, sabemos que existe vinculação entre a administração centralizada
(direta) e a descentralizada (indireta). Controlar significa exatamente fiscalizar
e corrigir algo em desconformidade com o desejado. Logo, questão correta.
Gabarito: Certo

10- (Cespe / PM-CE / 2014) O controle administrativo


sobre os órgãos da administração direta é um controle interno, que permite à
administração pública anular os próprios atos, quando ilegais, ou revogá-los,
quando inoportunos ou inconvenientes.
Resolução:
Amigos, o enunciado está tão didático que vocês podem até usá-lo como
resumo. Administração Direta controlando seus próprios órgãos é sim controle

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interno. Atos ilegais devem ser anulados. Atos inoportunos ou
inconvenientes devem ser revogados.
Gabarito: Certo

11- (Cespe / TC-DF / 2014) Na esfera federal, o


controle administrativo é identificado com a supervisão ministerial, que, no
caso da administração indireta, caracteriza a tutela. A sua autonomia,
estabelecida nas próprias leis instituidoras, deve ser assegurada, sem prejuízo
da fiscalização na aplicação da receita pública e da atenção com a eficiência e
a eficácia no desempenho da administração.
Resolução:
Supervisão ministerial foi um termo usado pela professora Di Pietro em sua
conceituação de controle administrativo. Aliás, o Cespe gosta muito das lições
da professora.
Realmente a tutela está ligada ao controle exercido sobre a Administração
Indireta. Como o examinador bem disse, esse controle encontra limites legais.
Tais limites não impedem a fiscalização de como o dinheiro está sendo usado
(aplicação das receitas públicas) muito menos a avaliação do desempenho da
gestão do ente.
Gabarito: Certo

4- Sistemas de Controle Externo

Antes de iniciarmos este tópico, vamos conversar um pouco sobre o


conceito constitucional de controle externo?
O art. 70 c/c o art.71 da CF dispõe:
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional
e patrimonial da União e das entidades da administração direta e
indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação
das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso
Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle
interno de cada Poder.
(...)
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será
exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual
compete:

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Basicamente, podemos que, para a nossa Constituição, controle
externo é o exercido pelo Poder Legislativo, com auxílio dos Tribunais de
Contas, a fim de se fiscalizar a Administração Pública (Direta e Indireta)
quanto aos aspectos: contábil, orçamentário, financeiro, operacional e
patrimonial (COFOP – guardem esse mnemônico!).
O esquema abaixo ilustra o conceito acima:

Exercido
Sobre
por

Adm. Direta

Poder Legislativo Fiscalização

Contábil
Orçamentária Adm. Indireta
Tribunal de Financeira
Contas Operacional
Patrimonial

Figura 10- Conceito constitucional de controle externo

Voltaremos ao tema com mais detalhes na próxima aula. Agora quero


apenas que você guarde este conceito e saiba que quando falamos de
sistemas de controle externo, é ao controle externo constitucional que nos
referimos.
Inicialmente, o que é um sistema de controle externo? Podemos
conceituá-los como sendo o modo a partir do qual a estrutura
responsável pela realização do controle externo se organiza, a fim de
realizar as atividades de fiscalização, monitoramento, verificação e correção
dos atos. Por modo, entenda-se o conjunto de procedimentos, ações e
garantias que os órgãos possuem.
Quando citamos garantias, abrangemos desde as garantias financeiras e
orçamentárias (ou seja, a entidade deve ter autonomia administrativa e
orçamentária), até as garantias de independência para a atuação de seus
membros. Afinal de contas, se quem toma a decisão não puder ser
independente, de que serviria o controle?

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Membros são os responsáveis em última instância pelas decisões
tomadas pelos órgãos de controle externo. No TCU são os ministros (em
número de nove). No TCM-RJ (e nos demais tribunais de contas – Tribunal de
Contas do Distrito Federal, tribunais de contas dos estados e dos municípios)
são os Conselheiros.
Os dois principais sistemas de controle externo serão listados a seguir.
Os Tribunais de Contas (também chamados de Cortes de Contas)
caracterizam-se por serem órgãos colegiados (pessoal, essa característica é
muito importante!); possuem poder sancionatório; e natureza
administrativa.
Apenas fazendo uma rápida revisão de Direito Administrativo, você
lembra que “órgão colegiado” é aquele em que a decisão é tomada em grupo?
Bem, é justamente o que acontece nos tribunais de contas! Por exemplo, o
TCM-RJ só decide que alguém causou dano ao erário após deliberação da
maioria dos seus Conselheiros.
As Controladorias (ou Auditorias Gerais) por sua vez são órgãos
unipessoais (só uma pessoa toma a decisão), com dirigentes que
possuem mandato limitado. A maioria não possui poder sancionador,
atuando de forma consultiva. Normalmente os países que adotam esse
sistema sofreram influência anglo-saxã.
Há, contudo, semelhanças entre ambos. Via de regra os dois sistemas
são ligados ao Poder Legislativo, possuem previsão nas constituições de seus
países e ampla independência.
Abaixo um esquema não confundirmos os conceitos, e depois disso
algumas questões para fixação.

Tribunais de Contas
• Órgãos colegiados
• Poder Sancionatório
• Formalismo processual

Controladorias
• Órgãos singulares (unipessoais)
• Função consultiva
• Não costumam impor sanções

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Figura 11- Sistemas de Controle Externo

Nosso país adota o sistema de Tribunal de Contas. Há algumas


particularidades aqui (que estudaremos em detalhes nas próximas aulas),
como a vitaliciedade dos membros (ministros no caso do TCU e conselheiros
quanto aos demais tribunais de contas) e um amplo rol de competências.
Existem diversos órgãos no Brasil denominados de corregedorias. Um
exemplo é a Controladoria Geral do Município do Rio de Janeiro. Outro é a
Controladoria Geral do Estado de Pernambuco. Tais órgãos costumam integrar
o controle interno do Poder Executivo a que são vinculados e, apesar da
denominação, não se confundem com as controladorias (ou auditorias gerais)
vistas há pouco.
Vale destacar que cada país define como seu sistema de controle
externo é organizado (pois os países são soberanos). Alguns países vinculam
seus Tribunais de Contas - ou Controladorias – ao Legislativo, outros ao
Judiciário e alguns até mesmo com o Executivo.
Sobre este tópico, há uma pegadinha muito recorrente nas provas. Os
examinadores costumam afirmar que um sistema é melhor que o outro. Isso
não procede! Importa mais a independência do órgão e a cultura do povo
que o sistema de controle externo. Assim, afirmar que as controladorias são
melhores que os tribunais de contas, ou vice-versa, é incorreto.

12- (FGV / AFRE-RJ / 2008) A respeito das estruturas e


modelos de controle adotados no Brasil e no mundo, é incorreto afirmar que:
a) o modelo de Controladoria é naturalmente melhor que o de Tribunal de
Contas.
c) o modelo de Tribunal de Contas usualmente se baseia em órgãos colegiados
de decisão.
Resolução:
Continuação da questão número 8.
A letra c está correta. Realmente o caráter colegiado é característica
marcante dos Tribunais de Contas/Cortes de Contas. Funciona assim: a
deliberação precisa ser aprovada pela maioria dos membros do poder. No TCU
os ministros tomam decisões em Câmaras ou no Plenário, mas isso é história
para as próximas aulas...
A letra a é incorreta. Não há como afirmar que um modelo é melhor que o
outro. Ambos podem funcionar bem. O que diferencia mesmo na prática
são as garantias que possuem, além da própria cultura do país em que estão
inseridos.

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Gabarito: Letra A

13- (CESPE / TCU / 2007) O sistema de controle


externo, na maioria dos países signatários, é levado a termo ou pelas cortes
de contas ou pelas auditorias-gerais. As principais características do sistema
de tribunal de contas são as decisões colegiadas e o poder sancionatório. No
Brasil, bem como nos demais países que adotam esse sistema, os tribunais de
contas, quanto à sua organização, encontram-se ligados à estrutura do Poder
Legislativo.
Resolução:
Questão típica do Cespe. Começa muito bem, mas no final o examinador
coloca uma pegadinha. Em nem todos os países que adotam o sistema de
tribunal de contas estes órgãos serão ligados ao legislativo! Em algumas
nações são ligados ao Judiciário. Aliás, há países em que o TC nacional é
ligado ao Poder Executivo!
Gabarito: Errado

14- (CESPE / TCU / 2010) O correto funcionamento de


um sistema de fiscalização exercida pelo controle interno de determinada
empresa pública dispensa a atuação do controle externo sobre aquela
entidade.
Resolução:
Isso não pode ocorrer jamais! Por melhor que seja o controle interno de uma
entidade pública, nunca isso afastará o exercício do controle externo.
Gabarito: Errado

15- (CESPE / TCU / 2012) O TCU adota, como sistema


de controle de contas, o modelo germânico.
Resolução:
Algumas vezes as bancas costumam trazer questões atípicas como foi esse
caso. A doutrina comumente apresenta, no tópico sistemas de controle
externo, os tribunais de contas e as controladorias. Entretanto, Márcio
Albuquerque e Estevão Cunha informam que o modelo germânico é
caracterizado por “estrutura colegiada, com pessoal revestido de garantia de
independência judiciária; porém exerce somente atribuições de controle, a que
se acrescentam algumas de natureza consultiva, em relação ao Parlamento e
ao Governo”.

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Ainda não estudamos as funções do controle externo, porém o TCU exerce sim
função consultiva. Ademais, possui as características supracitadas.
Gabarito: Certo

Por hoje terminamos a parte teórica. A intenção com a aula de hoje era
conceituar a disciplina, apresentando definições que serão muito úteis ao
longo do curso.
Agora, vamos resolver exercícios!

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5. Questões comentadas

16- (Cespe / TCU / 2007) A relevância do controle externo no Brasil não


se restringe aos aspectos concernentes à eficiente gestão das finanças ou à
adequada gerência administrativa do setor público. Envolve também o
equilíbrio entre os poderes na organização do Estado democrático de direito.
Resolução:
Questão um pouco mais “filosófica”. Realmente a dimensão do desempenho da
gestão é muito importante, porém o controle externo não está limitado a ela.
A parte final do enunciado está correta sim, uma vez que o controle externo
faz parte do sistema de freios e contrapesos (checks and balances) que
permite a harmonização entre os poderes.
Gabarito: Certo.

17- (Cespe / TCU / 1996) O controle concomitante ou sucessivo, por


decorrer do poder hierárquico, escapa ao plexo de competências do TCU.
Resolução:
Como vimos na aula o TCU exerce os controles prévio, concomitante e
sucessivo! Só aí a questão já estaria errada. Para piorar a situação, o
examinador afirmou que o controle concomitante decorre do poder
hierárquico. Isso nem sempre é verdade! Por exemplo, o Poder Judiciário pode
parar um ato em ato em realização pelo Executivo (controle concomitante),
mas não há hierarquia neste caso!
Gabarito: Errado

18- (FEMPERJ / TCE-RJ / 2012) Sobre o controle exercido pelo Tribunal


de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), ao apreciar a legalidade dos
atos de admissão de pessoal decorrentes de concurso público para provimento
de cargos efetivos no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado (ALERJ), é
correto afirmar que se trata de:
a) controle externo, jurisdicional-administrativo e concomitante;
b) controle externo, legislativo e prévio;
c) controle interno, parlamentar e posterior;
d) controle externo, para fins de registro e posterior;
e) controle interno, administrativo e posterior.
Resolução:
Repare que o TCE-RJ está analisando a admissão de pessoal. Ou seja, o
concurso já ocorreu! Trata-se, portanto, de controle posterior. Já eliminamos
as letras a e b.

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Os Tribunais de Contas possuem natureza administrativa (no Brasil isso é
verdade, pois não fazem parte do Judiciário). O que nos faz eliminar a letra c,
que cita controle parlamentar.
Estudaremos a natureza jurídica dos Tribunais de Contas no futuro, porém
saibam que eles NÃO fazem parte do Legislativo (prestam auxílio, o que
não significa que integrem o Legislativo). Portanto no caso da questão o
controle é externo.
Professor, e quanto o “para fins de registro”? Estudaremos isso na aula sobre
competências constitucionais do TCU, ok?
Gabarito: Letra D

19- (FGV / TCM-RJ / 2008) A análise dos aspectos da gestão pública é


realizada levando-se em conta também se a administração atendeu ao
interesse público e à moralidade administrativa, que são pontos referentes à:
a) legalidade.
b) economicidade.
c) efetividade.
d) legitimidade.
e) eficiência.
Resolução:
Perceba que o enunciado se refere aos aspectos de moralidade e interesse
público. Ou seja, desde já descartaremos algumas alternativas, como
efetividade (impacto de alguma ação sobre uma população-alvo), eficiência
(correlação entre resultados atingidos e recursos necessários para suas
realizações) e economicidade (diminuição de custos financeiros sem perda
da qualidade).
Ficamos então entre legalidade e legitimidade. A legalidade é a adequação de
um ato e o ordenamento jurídico vigente. Ou seja, basta o ato estar de acordo
com a legislação. Por exemplo, suponhamos que os parlamentares
aumentassem seus subsídios. Seria legal, pois existe previsão constitucional
para tal (art. 49, inciso VII, da CF).
E legitimidade? Legitimidade é algo até mais abrangente, porque não basta
estar aderente somente à legislação. É necessário respeitar os princípios
administrativos (o famoso LIMPE que está no caput do art. 37 da CF) e pensar
no interesse público, no bem geral. Esta é, portanto, a resposta da questão.
Gabarito: Letra D

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20- (FGV / TCM-RJ / 2008) Quanto ao controle na Administração Pública,
assinale a alternativa que indica como se processa o controle na forma
amplitude.
a) Controle interno, controle externo e controle externo popular.
b) Controle finalístico e controle hierárquico.
c) Controle de Legalidade (ou de legitimidade) e controle de mérito.
d) Controle Prévio (ou preventivo), controle concomitante e controle
subsequente (ou corretivo).
e) Controle de Legalidade (ou de legitimidade) e controle subsequente (ou
corretivo).
Resolução:
Classificação quanto à amplitude não é comum na doutrina. É necessário ter
em mente que as bancas podem usar temas incomuns. Por isso é importante
fazer MUITAS questões anteriores, a fim de minimizar as chances de encontrar
algo que nunca foi visto antes.
Sobre controle na forma AMPLITUDE, a classificação é entre hierárquico (ou
seja, aquele originado por uma relação de hierarquia entre superior e
subordinado) e finalístico (quando a preocupação não é tanto com a forma,
mas sim com os fins para o qual o ente foi idealizado).
Ainda sobre controle finalístico, ele é o realizado pela administração direta
sobre uma entidade da administração indireta vinculada. Por exemplo, a
Eletrobrás é uma empresa de economia mista vinculada ao Ministério de Minas
e Energia, sendo que este exerce controle finalístico sobre aquela. Em teoria o
Ministério não pode intervir diretamente na gestão da empresa, porém pode
fiscalizar se os motivos para os quais a empresa foi criada estão sendo
cumpridos.
Gabarito: Letra B

21- (FUNDEP / TCE-MG / 2015) São formas de controle a que está


sujeita a Administração Pública no Brasil, que podem ser classificadas
conforme os critérios a seguir, EXCETO:
a) Quanto à natureza do controlador: controle partidário, judicial ou
jurisdicional e administrativo ou interno.
b) Quanto à forma de instauração: controle de ofício ou por provocação.
c) Quanto ao aspecto controlado: controle de legalidade, de mérito ou de
resultado.
d) Quanto ao momento do exercício: controle prévio, concomitante ou
subsequente.

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e) Quanto à amplitude do controle: controle hierárquico e controle finalístico.
Resolução:
Boa questão para revisarmos as classificações de controle.
A letra a está errada, sendo o gabarito da questão. Pessoal, controle
partidário? Seria o exercido por um partido político sobre o quê? Partidos
políticos são pessoas jurídicas de direito privado (isso é visto no Código Civil).
Então seria uma hipótese de controle social ou de controle parlamentar
(se fosse necessária a condição de “partido político com representação no
Congresso”).
A letra b está perfeita. Forma de instauração tem a ver com iniciativa. O
Judiciário, por exemplo, só atua se provocado. Os Tribunais de Conta, por sua
vez, podem ser provocados (denúncias, representações, solicitações
parlamentares etc.), ou agirem de ofício (iniciativa própria).
A letra c também está correta. O objeto, ou aspecto, pode abranger
legalidade, legitimidade, mérito, desempenho (que foi dividido na nossa teoria
entre eficiência, eficácia, efetividade, economicidade e equidade).
A letra d não apresenta maiores dificuldades, pois apenas reapresenta os
momentos em que o controle pode ser feito, e a letra e nós vimos na questão
anterior.
Gabarito: Letra A

22- (FUNDEP / TCE-MG / 2015) Sobre as dimensões e a amplitude do


controle sobre os atos da Administração Pública, assinale a alternativa
INCORRETA.
a) O controle hierárquico é o que decorre da estrutura escalonada dos órgãos
da Administração Pública, estando refletido, por exemplo, na revogação, pela
autoridade hierárquica competente, de ato produzido pelo seu subordinado.
b) O controle finalístico é o que decorre da relação de subordinação entre o
ente da Administração Direta (União, Estado ou Munícipio) e as entidades da
sua Administração Indireta (autarquias, fundações públicas e empresas
estatais).
c) O mandado de segurança individual e o habeas data são importantes
instrumentos que viabilizam o exercício do controle judicial sobre os atos da
Administração Pública.
d) O controle da legalidade e da legitimidade dos atos da Administração
Pública transcendem a mera análise da compatibilidade do ato com a norma
legal positivada, alcançando também a sua adequação quanto aos princípios
administrativos.
e) O Tribunal de Contas fiscaliza a legalidade, a economicidade, a
legitimidade, a razoabilidade dos atos de gestão da receita e da despesa

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estaduais e municipais, em todas as suas fases, incluídos os atos de renúncia
de receita.
Resolução:
Questão que à primeira vista pode parecer complexa, mas que possui um erro
crasso, o que permite acertá-la com facilidade.
A letra a está perfeita. Poder Hierárquico é tema de Direito Administrativo,
mas a questão trouxe uma ótima definição do que é esta modalidade de
poder. Lembre-se que deriva de uma relação de hierarquia (deve existir
subordinação).
A letra b é o nosso gabarito. O problema está na palavra “subordinação”. O
problema, como é visto em Direito Administrativo, é que não existe
subordinação entre a Administração Direta e a Indireta! O que há é
vinculação.
Mandado de segurança e habeas data são remédios constitucionais que
permitem a intervenção do Poder Judiciário sobre atos da Administração. Letra
c correta.
A letra d também está certa. Quando o examinador junta os aspectos de
legalidade e legitimidade ele está fazendo referência ao conjunto
“ordenamento jurídico + princípios”.
Veremos a letra e mais para frente, porém está correta sim. O examinador
usou os termos “estaduais e municipais” porque a prova foi para o Tribunal de
Contas Estadual de Minas Gerais.
Gabarito: Letra B

23- (ESAF / TCU / 2006) Na maioria dos países onde existe, o sistema de
controle externo é levado a termo ou pelos Tribunais de Contas (Cortes de
Contas) ou pelas Auditorias-Gerais. Nesse contexto, considerando as principais
distinções entre esses dois modelos de controle, assinale a opção que indica a
correta relação entre as colunas:
1) Tribunais de Contas ( ) São órgãos colegiados.
2) Auditorias-Gerais ( ) Podem ter poderes jurisdicionais.
( ) Podem estar integrados ao Poder Judiciário.

( ) Proferem decisões monocráticas.

a) 1 - 2 - 1 - 2
b) 1 - 1 - 1 - 2
c) 1 - 1 - 2 - 2
d) 2 - 1 - 2 - 1

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e) 2 - 2 - 2 - 1
Resolução:
Pessoal, como frisamos na parte teórica, a principal diferença é quanto ao
processo decisório. Os Tribunais de Contas são compostos por órgãos
colegiados, ou seja, as decisões são tomadas em conjunto. Então já sabemos
que a primeira coluna começa por 1.
As Auditorias-Gerais, entretanto, são monocráticas. Só uma pessoa (o
Controlador Geral) toma a decisão. Logo, a última coluna é 2. Então sabemos
que nossa resposta será algo como 1 - ? - ? – 2.
A segunda e a terceira coluna referem-se aos Tribunais de Contas.
Normalmente eles são ligados aos Poder Legislativo, porém, em alguns países,
fazem parte da estrutura judicial, possuindo poderes jurisdicionais. Exemplo:
Portugal.
Gabarito: Letra B

24- (Cespe / TCU / 2004) Os sistemas internacionais de controle externo


têm em comum a circunstância de que o órgão de controle é invariavelmente
colegiado e ligado ao Poder Legislativo.
Resolução:
Errado. Nem todo órgão de controle será invariavelmente colegiado (vide as
Controladorias), sequer ligado ao Poder Legislativo (veja a questão anterior).
Gabarito: Errado

25- (FCC / TCE-AP / 2012) O controle externo no Brasil


a) está a cargo do Tribunal de Contas, auxiliado pelo Poder Legislativo.
b) é superior, hierarquicamente, ao controle interno.
c) é exercido pelo Tribunal de Contas, desde que provocado.
d) tem poder judicante.
e) caracteriza-se pela superioridade do Tribunal de Contas da União diante dos
Tribunais de Contas Estaduais.
Resolução: Vamos analisar na aula de hoje apenas as letras b e c. Antes de
mais nada, é importantíssimo destacar que não existe hierarquia entre os
controles externo e interno. Várias questões tentarão confundi-lo. Mas não
caia nessa pegadinha clássica! Logo, a letra b está equivocada.
A letra c começou bem, mas o “desde que” a torna errada. Tribunal de
Contas pode agir de ofício, ao contrário do poder judiciário.

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As demais assertivas veremos na próxima aula, mas, para os alunos que já
tiveram um contato anterior com a disciplina, o gabarito é a letra d (poder
judicante).
Gabarito: Letra D

26- (FMP / TCE-MT / 2011) O sistema de controle externo caracterizado


por órgão singular, típico dos países anglo-saxônicos, é o de:
a) Tribunal de Contas.
b) Auditoria ou Controladoria-Geral.
c) Ombudsman.
d) Tribunal Judicial.
e) Conselho de Contas
Resolução:
Pessoal, quando se fala sistema de controle externo anglo-saxão e órgão
singular (unipessoal ou monocrático), a associação é direta com Auditoria ou
Controladoria-Geral. A resposta é a letra b.
A letra a está errada porque o sistema de Tribunal de Contas está associado
mais a países de origem latina, além de ser colegiado.
As letras c e d são absurdas. Porém, cabe um comentário sobre a letra e. O
que seria um “Conselho de Contas”? É um nome antigo que muitos
Tribunais de Contas Estaduais (e dos Municípios) adotavam.
Gabarito: Letra B

27- (FCC / TCM-PA / 2010) A permissão que a Administração Pública


possui para, por meio do Controle Interno, rever seus próprios atos quando
ilegais, inoportunos ou inconvenientes, decorre do Poder
a) regulamentar.
b) discricionário.
c) de revisão.
d) de polícia.
e) de autotutela.
Resolução:
Perceba que Controle Externo e Direito Administrativo são temas que se
conectam bastante. E nem poderia ser diferente, uma vez o controle deve
obedecer às normas e aos conceitos que disciplinam a atividade administrativa
estatal.

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A letra a está incorreta. Poder Regulamentar tem a ver com disciplinar a
legislação, permitindo a execução das leis. Exemplo clássico é a expedição de
um decreto detalhando a execução de uma lei.
A letra b também está errada. Por um motivo simples: se a Administração
perceber alguma ILEGALIDADE, ela será OBRIGADA a ANULAR o ato.
Não existirá discricionariedade (ou seja, análise de conveniência e
oportunidade) na anulação. Se fosse apenas para rever atos inoportunos ou
inconvenientes, estaria certa.
Poder de revisão? Bem, esse termo não é comum na doutrina. Em minhas
pesquisas eu encontrei somente o poder de revisão constitucional. Acredito
que a banca tenha inventado o termo para confundir os candidatos. Portanto,
letra c incorreta.
Acerca da letra d, o poder de polícia é aquele exercido sobre
particulares que exerçam alguma atividade de interesse público. Por
exemplo, a vigilância sanitária pode fiscalizar os restaurantes a fim de verificar
se mantêm alimentos vencidos ou estragados. Também está errada.
E, finalmente, a letra e é o gabarito da questão. Tutela é controle. Logo,
autotutela significa “controlar a si próprio”. O enunciado desta questão
foi quase que transcrito da famosa Súmula 473 do STF, a qual está abaixo:
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados
de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam
direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em
todos os casos, a apreciação judicial.

Em resumo: anulam-se atos ilegais. Se o fato for legal (ou seja, respeita o
ordenamento jurídico vigente) ele poderá ser revogado. Professor, tem
diferença prática entre anular e revogar? Tem sim, caríssimo aluno(a). O
anular possui efeitos retroativos (é como se o ato nunca tivesse existido); o
revogar, por sua vez, costuma manter toda a situação pretérita, apenas
influenciando o pós-revogação.
Gabarito: Letra E

28- (FCC / TCE-GO / 2009) Sistema de Controle Externo é


a) um conjunto de atividades, planos, rotinas, métodos e procedimentos
interligados, estabelecidos com vistas a assegurar que os objetivos da
entidade sejam alcançados de forma confiável, evidenciando eventuais desvios
ao longo da gestão.
b) um plano de organização de todos os métodos e medidas adotadas para
salvaguardar ativos, verificar a exatidão e fidelidade dos dados contábeis,

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desenvolver a eficiência nas operações e estimular o seguimento das políticas
executivas prescritas.
c) uma técnica de revisão contábil, que, por meio do exame de documentos,
livros, registros, verifica a fidedignidade das Demonstrações contábeis.
d) um conjunto de procedimentos que tem por objetivo examinar a
integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações
físicas, contábeis, financeiras e operacionais da entidade.
e) um conjunto de ações de controle desenvolvidas por uma estrutura
organizacional, com procedimentos, atividades e recursos próprios, não
integrados na estrutura controlada, visando à fiscalização, à verificação e à
correção de atos.
Resolução:
Pessoal, a letra a trata de controles INTERNOS. Veja que ela cita “alcançar os
objetivos da entidade”.
As letra b e c, por sua vez, citam o controle contábil. Não têm nada a ver com
sistemas de controle externo.
A letra d trata de auditoria interna! Auditar é justamente realizar
procedimentos a fim de examinar a integridade, adequação e eficácia de algo!
Isso será visto com mais detalhes em Auditoria Governamental (outra
disciplina importantíssima).
Sistema de Controle Externo é a própria definição constante da letra e. Ações
feitas por uma estrutura, com atividades e recursos próprios, não integrada à
da controlada. Lembrando que os sistemas mais famosos são os de Tribunal
(ou Corte) de Contas e o de Auditoria ou Controladoria-Geral.
Gabarito: Letra E

29- (Cespe / ANTAQ / 2009) O controle exercido por meio do julgamento


de tomadas e prestações de contas é um instrumento de controle
predominantemente a priori e concomitante, iniciado pelos órgãos de controle
interno que informam e orientam o gestor sobre os procedimentos a serem
tomados e as providências a serem adotadas.
Resolução:
Ainda não vimos prestações e tomadas de contas, mas mesmo assim a
questão pode ser respondida. Só se pode julgar aquilo que se conhece, ok?
Bem, então se já conhecemos o que será julgado, inferimos que os atos já
foram feitos. Como já foram realizados, seria um controle a posteriori /
subsequente / posterior.
Gabarito: Errado

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30- (Cespe / ANTAQ / 2014) A administração pública, os Poderes
Legislativo e Judiciário e o povo podem, diretamente, exercer a atribuição de
fiscalização e revisão da atuação dos órgãos públicos.
Resolução:
Essa questão já possui um nível de dificuldade acima da média. Na hora da
prova, então, fica ainda pior. O problema está no termo “diretamente”.
Primeiro de tudo, “verificar” é possível a qualquer um. Mas e quanto a
“revisar”?
Pode a Administração Pública diretamente revisar seus próprios atos? Óbvio
que sim. Lembre-se da Súmula 473 do STF!
Podem o Legislativo e o Judiciário revisarem diretamente a atuação dos órgãos
públicos? Bem, o Legislativo pode sustar atos regulamentares do Executivo,
convocar autoridades para prestar informações etc. O Judiciário possui ainda
mais instrumentos! Então, até agora, nenhuma polêmica.
E o povo? Pode diretamente revisar a atuação dos órgãos públicos?
Bem, no meu entendimento, sim! Por exemplo, quando o cidadão entra
com uma denúncia no TCU contra um ato da administração, de certa ele
efetuou uma revisão (no sentido de um exame minucioso do ato, com vistas a
buscar a correção de possíveis erros) daquele ato. Não poderá desconstituir
o ato, mas sim examiná-lo.
Todavia, entendo que há sim uma dubiedade, já que algumas pessoas podem
entender que o cidadão faria apenas uma provocação ao TCU, o qual seria o
responsável por efetivamente rever o ato.
O entendimento do Cespe foi que a questão está correta. Repito, é polêmica,
então gera controvérsias sim.
Gabarito: Certo

31- (CESPE / ANTAQ / 2014) O Congresso Nacional exerce controle


externo e administrativo quando susta atos normativos do Poder Executivo
que exorbitem do poder regulamentar.
Resolução:
Questão errada. O problema é afirmar que este controle é administrativo. Veja
bem, o Congresso, por meio de um instrumento legislativo (o decreto
legislativo) susta um ato de natureza legislativa do Poder Executivo. É um
exemplo de controle legislativo!
Gabarito: Errado

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32- (Cespe / ANTAQ / 2014) As decisões das agências reguladoras
federais estão sujeitas à revisão ministerial, inclusive por meio de recurso
hierárquico impróprio.
Resolução:
Agora uma questão sobre Controle Administrativo. O recurso hierárquico
impróprio é aquele destinado à autoridade de um órgão distinto ao que
emitiu o ato controlado. Um exemplo seria recurso destinado ao Ministro de
Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior contra uma decisão
do Inmetro. Como não há hierarquia nesses casos, só será possível tal
modalidade recursal se prevista em lei!
Perceba que o enunciado trata de revisão de ministro por agência reguladora
federal. Em tese é possível sim. Lembrando que só poderá se houver previsão
legal.
Cabe aqui um comentário adicional. A Advocacia Geral da União (AGU)
entende, conforme o Parecer AC 51/2006, que o inciso I existente no
parágrafo único do artigo 87 da CF (compete ao Ministro de Estado exercer a
orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da
administração federal na área de sua competência) combinado com o direito
de petição possibilitaria o recurso hierárquico impróprio em face de decisão de
agência reguladora, mesmo que não esteja escrito em lei específica.
Portanto, a questão está correta.
Gabarito: Certo

33- (Cespe / Câmara dos Deputados / 2014) O controle pode ser


classificado como executivo ou legislativo, a depender do órgão que o exerça.
Resolução:
Pessoal, cuidado com as pegadinhas! A resposta correta para essa questão
seria interno (ou até mesmo administrativo), legislativo e judicial. Não existe
esse “controle executivo”.
Gabarito: Errado

E aqui terminamos a aula demonstrativa do curso! Espero que tenham


gostado e aprendido ao máximo.
Quaisquer dúvidas ou sugestões, favor entrar em contato pelo fórum do
curso!
Na próxima aula veremos os sistemas de controle na Administração
Pública Federal (arts. 70 a 75 da CF) e as funções, natureza jurídica e eficácia
das decisões dos Tribunais de Contas.

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6- Lista de Questões

1- (FCC / TCE-AP / 2012) O controle externo no Brasil é exercido


a) a posteriori, mas não a priori nem de forma concomitante.
b) a priori e concomitante, mas não a posteriori.
c) de forma concomitante e a posteriori, mas não a priori.

d) a priori e a posteriori, mas não de forma concomitante.


e) a priori, de forma concomitante e a posteriori.

2- (Cespe / TCU / 2011) No exercício do controle externo, o TCU, com o


objetivo de prevenir lesão ao erário, possui legitimidade para determinar
suspensão cautelar de processo licitatório.

3- (Cespe / TCU / 2004) Tendo em conta o momento no qual a


atividade de controle se realiza, o controle externo, analogamente ao que
ocorre com o controle de constitucionalidade, pode ser classificado em prévio
(a priori) ou posterior (a posteriori).

4- (Cespe / TCU / 1996) A autorização do Senado Federal para a União


contrair empréstimo externo pode ser considerada como controle externo e
corretivo.

5- (Cespe / TCU / 1996) A possibilidade de o Poder Judiciário anular ou


revogar atos administrativos pode ser considerada modalidade de controle
externo.

6- (FUNDEP / TCE-MG / 2015) Em relação as formas de controle


externo a que está sujeita a Administração Pública, assinale a alternativa
INCORRETA.
a) A instituição e o funcionamento de comissões parlamentares de inquérito
(CPIs) são exemplo do controle político sobre a Administração Pública.
b) O julgamento das contas dos prefeitos pelos Tribunais de Contas é exemplo
do controle político sobre a Administração Pública.
c) A convocação de Ministro de Estado pela Câmara dos Deputados para o
fornecimento de informações é exemplo do controle político da Administração
Pública.

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7- (Cespe / Câmara dos Deputados / 2014) O controle interno poderá


ser realizado previamente, concomitante e subsequentemente aos atos
administrativos, a fim de evitar o desperdício dos recursos e o uso indevido de
recursos e bens públicos.

8- (FGV / AFRE-RJ / 2008) A respeito das estruturas e modelos de


controle adotados no Brasil e no mundo, é incorreto afirmar que:
b) o Controle Social, normalmente, atua em conjunto com os mecanismos de
controle formal do Estado.
d) a Lei de Licitações (Lei 8.666/93) possui mecanismos que favorecem o
Controle Social.
e) o Controle Social aumenta a amplitude do Sistema de Controle e a
legitimidade do Estado que o incentiva.

9- (Cespe / PM-CE / 2014) Considera-se controle por vinculação o


poder de fiscalização e correção que os órgãos da administração centralizada
exercem sobre as pessoas jurídicas que integram a administração indireta.

10- (Cespe / PM-CE / 2014) O controle administrativo sobre os órgãos


da administração direta é um controle interno, que permite à administração
pública anular os próprios atos, quando ilegais, ou revogá-los, quando
inoportunos ou inconvenientes.

11- (Cespe / TC-DF / 2014) Na esfera federal, o controle administrativo


é identificado com a supervisão ministerial, que, no caso da administração
indireta, caracteriza a tutela. A sua autonomia, estabelecida nas próprias leis
instituidoras, deve ser assegurada, sem prejuízo da fiscalização na aplicação
da receita pública e da atenção com a eficiência e a eficácia no desempenho
da administração.

12- (FGV / AFRE-RJ / 2008) A respeito das estruturas e modelos de


controle adotados no Brasil e no mundo, é incorreto afirmar que:
a) o modelo de Controladoria é naturalmente melhor que o de Tribunal de
Contas.
c) o modelo de Tribunal de Contas usualmente se baseia em órgãos colegiados
de decisão.

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13- (CESPE / TCU / 2007) O sistema de controle externo, na maioria dos
países signatários, é levado a termo ou pelas cortes de contas ou pelas
auditorias-gerais. As principais características do sistema de tribunal de contas
são as decisões colegiadas e o poder sancionatório. No Brasil, bem como nos
demais países que adotam esse sistema, os tribunais de contas, quanto à sua
organização, encontram-se ligados à estrutura do Poder Legislativo.

14- (CESPE / TCU / 2010) O correto funcionamento de um sistema de


fiscalização exercida pelo controle interno de determinada empresa pública
dispensa a atuação do controle externo sobre aquela entidade.

15- (CESPE / TCU / 2012) O TCU adota, como sistema de controle de


contas, o modelo germânico.

16- (Cespe / TCU / 2007) A relevância do controle externo no Brasil não


se restringe aos aspectos concernentes à eficiente gestão das finanças ou à
adequada gerência administrativa do setor público. Envolve também o
equilíbrio entre os poderes na organização do Estado democrático de direito.

17- (Cespe / TCU / 1996) O controle concomitante ou sucessivo, por


decorrer do poder hierárquico, escapa ao plexo de competências do TCU.

18- (FEMPERJ / TCE-RJ / 2012) Sobre o controle exercido pelo Tribunal


de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), ao apreciar a legalidade dos
atos de admissão de pessoal decorrentes de concurso público para provimento
de cargos efetivos no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado (ALERJ), é
correto afirmar que se trata de:
a) controle externo, jurisdicional-administrativo e concomitante;
b) controle externo, legislativo e prévio;
c) controle interno, parlamentar e posterior;
d) controle externo, para fins de registro e posterior;
e) controle interno, administrativo e posterior.

19- (FGV / TCM-RJ / 2008) A análise dos aspectos da gestão pública é


realizada levando-se em conta também se a administração atendeu ao
interesse público e à moralidade administrativa, que são pontos referentes à:
a) legalidade.
b) economicidade.

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c) efetividade.
d) legitimidade.
e) eficiência.

20- (FGV / TCM-RJ / 2008) Quanto ao controle na Administração Pública,


assinale a alternativa que indica como se processa o controle na forma
amplitude.
a) Controle interno, controle externo e controle externo popular.
b) Controle finalístico e controle hierárquico.
c) Controle de Legalidade (ou de legitimidade) e controle de mérito.
d) Controle Prévio (ou preventivo), controle concomitante e controle
subsequente (ou corretivo).
e) Controle de Legalidade (ou de legitimidade) e controle subsequente (ou
corretivo).

21- (FUNDEP / TCE-MG / 2015) São formas de controle a que está


sujeita a Administração Pública no Brasil, que podem ser classificadas
conforme os critérios a seguir, EXCETO:
a) Quanto à natureza do controlador: controle partidário, judicial ou
jurisdicional e administrativo ou interno.
b) Quanto à forma de instauração: controle de ofício ou por provocação.
c) Quanto ao aspecto controlado: controle de legalidade, de mérito ou de
resultado.
d) Quanto ao momento do exercício: controle prévio, concomitante ou
subsequente.
e) Quanto à amplitude do controle: controle hierárquico e controle finalístico.

22- (FUNDEP / TCE-MG / 2015) Sobre as dimensões e a amplitude do


controle sobre os atos da Administração Pública, assinale a alternativa
INCORRETA.
a) O controle hierárquico é o que decorre da estrutura escalonada dos órgãos
da Administração Pública, estando refletido, por exemplo, na revogação, pela
autoridade hierárquica competente, de ato produzido pelo seu subordinado.
b) O controle finalístico é o que decorre da relação de subordinação entre o
ente da Administração Direta (União, Estado ou Munícipio) e as entidades da
sua Administração Indireta (autarquias, fundações públicas e empresas
estatais).

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c) O mandado de segurança individual e o habeas data são importantes
instrumentos que viabilizam o exercício do controle judicial sobre os atos da
Administração Pública.
d) O controle da legalidade e da legitimidade dos atos da Administração
Pública transcendem a mera análise da compatibilidade do ato com a norma
legal positivada, alcançando também a sua adequação quanto aos princípios
administrativos.
e) O Tribunal de Contas fiscaliza a legalidade, a economicidade, a
legitimidade, a razoabilidade dos atos de gestão da receita e da despesa
estaduais e municipais, em todas as suas fases, incluídos os atos de renúncia
de receita.

23- (ESAF / TCU / 2006) Na maioria dos países onde existe, o sistema de
controle externo é levado a termo ou pelos Tribunais de Contas (Cortes de
Contas) ou pelas Auditorias-Gerais. Nesse contexto, considerando as principais
distinções entre esses dois modelos de controle, assinale a opção que indica a
correta relação entre as colunas:
1) Tribunais de Contas ( ) São órgãos colegiados.
2) Auditorias-Gerais ( ) Podem ter poderes jurisdicionais.
( ) Podem estar integrados ao Poder Judiciário.

( ) Proferem decisões monocráticas.

a) 1 - 2 - 1 - 2
b) 1 - 1 - 1 - 2
c) 1 - 1 - 2 - 2
d) 2 - 1 - 2 - 1
e) 2 - 2 - 2 - 1

24- (Cespe / TCU / 2004) Os sistemas internacionais de controle externo


têm em comum a circunstância de que o órgão de controle é invariavelmente
colegiado e ligado ao Poder Legislativo.

25- (FCC / TCE-AP / 2012) O controle externo no Brasil


a) está a cargo do Tribunal de Contas, auxiliado pelo Poder Legislativo.
b) é superior, hierarquicamente, ao controle interno.
c) é exercido pelo Tribunal de Contas, desde que provocado.
d) tem poder judicante.

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e) caracteriza-se pela superioridade do Tribunal de Contas da União diante dos
Tribunais de Contas Estaduais.

26- (FMP / TCE-MT / 2011) O sistema de controle externo caracterizado


por órgão singular, típico dos países anglo-saxônicos, é o de:
a) Tribunal de Contas.
b) Auditoria ou Controladoria-Geral.
c) Ombudsman.
d) Tribunal Judicial.
e) Conselho de Contas

27- (FCC / TCM-PA / 2010) A permissão que a Administração Pública


possui para, por meio do Controle Interno, rever seus próprios atos quando
ilegais, inoportunos ou inconvenientes, decorre do Poder
a) regulamentar.
b) discricionário.
c) de revisão.
d) de polícia.
e) de autotutela.

28- (FCC / TCE-GO / 2009) Sistema de Controle Externo é


a) um conjunto de atividades, planos, rotinas, métodos e procedimentos
interligados, estabelecidos com vistas a assegurar que os objetivos da
entidade sejam alcançados de forma confiável, evidenciando eventuais desvios
ao longo da gestão.
b) um plano de organização de todos os métodos e medidas adotadas para
salvaguardar ativos, verificar a exatidão e fidelidade dos dados contábeis,
desenvolver a eficiência nas operações e estimular o seguimento das políticas
executivas prescritas.
c) uma técnica de revisão contábil, que, por meio do exame de documentos,
livros, registros, verifica a fidedignidade das Demonstrações contábeis.
d) um conjunto de procedimentos que tem por objetivo examinar a
integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações
físicas, contábeis, financeiras e operacionais da entidade.
e) um conjunto de ações de controle desenvolvidas por uma estrutura
organizacional, com procedimentos, atividades e recursos próprios, não

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integrados na estrutura controlada, visando à fiscalização, à verificação e à
correção de atos.

29- (Cespe / ANTAQ / 2009) O controle exercido por meio do julgamento


de tomadas e prestações de contas é um instrumento de controle
predominantemente a priori e concomitante, iniciado pelos órgãos de controle
interno que informam e orientam o gestor sobre os procedimentos a serem
tomados e as providências a serem adotadas.

30- (Cespe / ANTAQ / 2014) A administração pública, os Poderes


Legislativo e Judiciário e o povo podem, diretamente, exercer a atribuição de
fiscalização e revisão da atuação dos órgãos públicos.

31- (CESPE / ANTAQ / 2014) O Congresso Nacional exerce controle


externo e administrativo quando susta atos normativos do Poder Executivo
que exorbitem do poder regulamentar.

32- (Cespe / ANTAQ / 2014) As decisões das agências reguladoras


federais estão sujeitas à revisão ministerial, inclusive por meio de recurso
hierárquico impróprio.

33- (Cespe / Câmara dos Deputados / 2014) O controle pode ser


classificado como executivo ou legislativo, a depender do órgão que o exerça.

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7- Risco Exponencial

 Conflito de agência

Principal Entrega $$$$ Agente

Monitora as

atividades

 Controle quanto ao momento

Prévio Antes do ato

Quanto ao
Concomitante Durante o ato
momento

Posterior Após o ato

 Classificação quanto ao objeto


Objeto Resumo
Legalidade Adequação ao ordenamento jurídico.
Mérito Análise da conveniência e oportunidade do ato
administrativo.
Economicidade Minimizar custos financeiros, sem comprometimento da
qualidade.
Eficiência Relação entre os recursos despendidos para alcançar
um certo resultado.
Eficácia Atingimento das metas previstas.

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Efetividade Impacto de um conjunto de ações sobre uma população-


alvo.
Equidade Redução de diferenças; oportunidades para os menos
favorecidos.

 Classificação quanto à posição

Quanto à posição
do controlador

Externo Interno

Órgão controlado NÃO


Órgãos pertencem à
está na mesma
mesma estrutura
estrutura

 Tipos de Controle Externo

Judicial Parlamentar Técnico

• Abrange todos os • De cunho político • Tribunais de Contas


poderes e órgãos • CPIs, convocação • Pode envolver a
• Legalidade de ministros, análise de mérito
sustação de atos... • Aspectos de
legalidade e
desempenho

 Exemplos de órgãos de controle interno

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Poder Executivo da
CGU
União

Poder Executivo do Controladoria


Controle Interno Município do Rio de Geral do
Janeiro Município

Câmara Municipal Controladoria


do Rio de Janeiro Geral

 Controle Social

Cidadãos

Associações
Controle Estrangeiros
Social

Mídia

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Presta contas

Controla

 Tipos de controles e suas características

Controle Externo Controle Interno Controle Social

Orgão de Órgão da
estrutura É um tipo de
MESMA
DISTINTA da controle
estrutura da do
do controlado externo
controlado

Judicial Verifica os Exercido por


aspectos de cidadãos ou por
Parlamentar
legalidade e organizações da
Técnico desempenho sociedade civil

Atos ilegais x inoportunos

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Atos Ilegais Atos legais e


inoportunos
• Anulados • Revogados

• Não originam direitos • Respeitar os direitos


adquiridos

 Conceito constitucional de controle externo

Exercido
Sobre
por

Adm. Direta

Poder Legislativo Fiscalização

Contábil
Orçamentária Adm. Indireta
Tribunal de Financeira
Contas Operacional
Patrimonial

 Sistemas de Controle Externo

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Tribunais de Contas
• Órgãos colegiados
• Poder Sancionatório
• Formalismo processual

Controladorias
• Órgãos singulares (unipessoais)
• Função consultiva
• Não costumam impor sanções

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8- Gabarito

1 E 10 Certo 19 D 28 E
2 Certo 11 Certo 20 B 29 Errado
3 Certo 12 A 21 A 30 Certo
4 Errado 13 Errado 22 B 31 Errado
5 Errado 14 Errado 23 B 32 Certo
6 B 15 Certo 24 Errado 33 Errado
7 Errado 16 Certo 25 D - -
8 - 17 Errado 26 B - -
9 Certo 18 D 27 E - -

9- Bibliografia

Lima, L. H. Controle Externo Teoria e Jurisprudência para os Tribunais


de Contas, 6ª edição. São Paulo: Método, 2015
Pascoal, V. Direito Financeiro e Controle Externo, 9ª edição. São Paulo:
Método, 2015
Albuquerque, M. Cunha, E. Curso de Controle Externo, 1ª edição. Brasília:
Obcursos, 2009
Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo, 28ª edição. São Paulo: Atlas,
2015
Mello, C. A. B. Curso de Direito Administrativo, 32ª edição. São Paulo:
Malheiros, 2015

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