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Vencendo RUM - Fechando o negócio.

Esse relato-artigo (no mesmo estilo do Metajogo) vai para todo mundo que já se deparou com resistência do ultimo
minuto (RUM) e não soube o que fazer.

Pré-jogo.

Essa mulher estuda o mesmo campo que eu. Começamos a ter contato por Whatsapp, quando uma amiga em comum
pediu para que eu conseguisse vaga para ela num grupo de pesquisa de que faço parte.

Desde então, conversamos algumas vezes por esse aplicativo de bate-papo, mas nada sexual. Por explicar algumas
coisas sobre o assunto a ela e indicar leituras quando ela pedia, meu valor estava relativamente alto na relação.

Marcamos de sair algumas vezes, mas sempre deu errado. No dia deste relato, fui buscá-la em casa para comermos
algo.

Enquanto estávamos comendo, rolou apenas conversa mole. Algumas tiradas bem humoradas e o clássico smirk smile
o tempo inteiro, conforme ensinou o tio Cajun Faxes.

Para quem nunca ouviu falar, é aquele sorrisinho sacana que você faz quando escreveram algo na testa do seu colega
enquanto ele estava dormindo e agora ele não sabe e está conversando com você.

Enfim, depois do lanche, fomos para área da piscina no playground dela. Eu sentei numa espreguiçadeira, ela em outra
e continuamos a conversa.

Papo vai, papo vem e começamos a falar de academia. Introduzi o assunto de calos nas mãos, apenas como motivo
para iniciar o kino. Acho que o Mehow chama esse tipo de técnica de pure kino.
Eu – Meus calos já nem doem mais. Rs. Já são parte de minha mão.
Ela – Deixa eu ver.

Nesse momento, ficamos um tocando as mãos do outro por um tempo e continuamos a conversa, até que ela se
queixou do frio. Normalmente, vejo isso com um indicador de interesse maroto. Um pedido por um abraço. Dessa vez,
não pareceu ser isso, mas não hesitei.

Ela – Ai, venta muito aqui.


Eu – Ta com frio?
Ela – To
Eu – Dizem que meu tronco é quente (saindo da minha espreguiçadeira e abraçando ela).

Em menos de um minuto, comecei a escalar kino violentamente, até que estava acariciando o rosto dela com o meu,
sem falar nada nesse processo. Coloquei o indicador e o polegar em forma de pinça no queixo dela e virei
delicadamente pra mim, à medida que partia para o beijo.

Ela – Não. (Virando o rosto).

Fiquei um pouco surpreso com a reação dela, porque não foi aquela resistência doce que as mulheres fazem sorrindo
apenas esperando você investir mais uma vez. Tinha uma convicção naquele “Não” que me deixou com um pé atrás.
Percebi que a atração estava no ar, mas tinha alguma coisa na cabeça dela impedindo.

Eu – O que foi?
Ela – Eu te vi pela primeira vez tem umas duas horas e a gente mal se conhece. É que eu simplesmente não fico com
ninguém assim.

Esqueci de mencionar eu ela é do tipo patricinha. Mora num prédio luxuoso, anda sempre com a família no exterior e
etc. Nesses círculos, as mulheres têm algumas convicções bestas que atrapalham muito a vida delas (“só pode transar
depois de namorar”, “não fico cara em balada” e outras coisas do tipo).

O que vem a seguir surgiu naturalmente da minha boca, sem pensar muito. Fiquei em silêncio durante algum tempo e
mandei:

Eu – Haha. (Risada proposital para gerar curiosidade).


Ela – O que foi?
Eu – É que eu acho que esse tipo de coisa não faz sentido. Se eu estou num lugar fazendo o que gosto e curtindo o
momento... Não deixo essas regras me impedirem. Se eu estou com vontade de fazer alguma coisa e me sinto
confortável para fazer aquilo, apenas deixo fluir e faço.

Mais alguns segundos de silêncio enquanto escalei kino e parti para o beijo novamente. Com sucesso.

Foto meramente ilustrativa.


Ela - Droga.
Eu - O que foi?
Ela - Você estragou meus planos.
Eu - Como assim?
Ela - Eu saí de casa decidida a não ficar com você.
Eu - Mudou de ideia por que? (Sempre que possível façam isso, chapas. É importante ter um feedback sobre seu jogo).
Ela - Sei lá... O que você falou fez sentido pra mim.

Resistência de Último Minuto.

Chega um momento em que você fez tudo certo, gerou atração o suficiente para conseguir o resultado desejado (seja
ele o número de telefone, um beijo ou sexo), mas, por algum motivo, ela resiste.

As razões são infinitas: o ex-namorado dela está no bar; ela não quer parecer fácil (mais comum); ela não fica com
ninguém em baladas; ela não transa na primeira noite; ela apostou com uma amiga que não beijaria você; ela está
envolvida com outro cara e não quer se envolver com mais ninguém até que as história dos dois se resolva; você é ex
namorado de uma amiga dela; ad infinitum...

Não importa o motivo em si, mas você tem que entender o seguinte: você já fez o mais difícil, que é gerar a vontade
inconsciente de fazer aquilo. O que está limitando o ato é a parte consciente dela, a narrativa que ela criou sobre a
situação . Tudo que você tem que fazer é alterar essa narrativa de forma que ela interprete o que está acontecendo
de outra forma. Nesse relato, mostrei a ela a perspectiva de que não fazer o que se sente vontade na hora certa é
apenas um regra sem sentido e que ficar comigo seria a coisa certa.

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