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EXMO(A). SR(A). DR(A).

JUIZ(A) DE DIREITO DA ª VARA COMARCA DE


EUSÉBIO/CE

AÇÃO DE DIVÓRCIO LITIGIOSO

PEDRO LIMA DO MONTE NETO, brasileiro, casado, gerente comercial,


portador do RG nº 000770 MT-CE e do CPF nº 614.860.943-68, residente e domiciliado na
Avenida Oliveira Paiva, nº 1215,Bloco C, Ap 003, Cidade dos Funcionários, Fortaleza/CE,
CEP: 60822-131, e-mail: pplima1977@hotmail.com, fone: (85) 99771.3206, por intermédio
do Defensor Público e Estagiários adiante assinados, respeitosamente vem à presença de V.
Exa. propor a presente AÇÃO DE DIVÓRCIO LITIGIOSO C/C AÇÃO DE
ALIMENTOS E GUARDA contra CAMILLE MATOS LIMA, brasileira, casada,
enfermeira, residente e domiciliada na Avenida Sargento Herminio, nº 1511, Bloco A, Ap
705, Fortaleza/CE, CEP: 60320-105, pelo que expõe e a seguir requer:

DA JUSTIÇA GRATUITA

Inicialmente, requer os benefícios da gratuidade da justiça na sua integralidade, com


esteio nos incisos I a IX, do §1º do art. 98, face sua insuficiência de recursos, conforme termo
de declaração de responsabilidade e de hipossuficiência acostado, não tendo a mínima
condição de arcar com o pagamento das custas, despesas processuais e os honorários
advocatícios, conforme reza o art. 98 e 99, do Código de Processo Civil, indicando a
Defensoria Pública do Estado do Ceará para o patrocínio da causa.

DEFENSORIA PÚBLICA GERAL DO ESTADO DO CEARÁ


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Avenida Washington Soares, 1321, bloco “Z”, Edson Queiroz, Fortaleza-CE. CEP 60.811-905
Fone:(085) 3477-3000 / FAX (085) 3477-3055. www.defensoriapublica.ce.def.br e www.unifor.br
DA AUSÊNCIA DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS

À luz do que dispõe o art. 976 do Código de Processo Civil, vale afirmar ao Douto
Julgador que o caso em tela não se trata de uma demanda repetitiva, nem configura um risco
de ofensa à isonomia e nem à segurança jurídica.

DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO/MEDIAÇÃO

O requerente pleiteia, com fulcro no art. 319, inciso VII, do Diploma Adjetivo, que
seja realizada audiência de autocomposição, comprometendo-se a parte autora a comparecer
na referida assentada.

Requer, ainda, que as intimações para comparecimento à audiência sejam feitas na


pessoa da parte, dada as peculiaridades das atribuições defensoriais, com fulcro no art. 186,
§2º, do CPC.

DOS FATOS

O requerente contraiu casamento com a requerida em 22 de dezembro de 2010, no


Cartório do Registro Civil Distrito Mucuripe, situado na comarca de Fortaleza/CE, sob o
Termo nº 9740, Livro nº 28, Folha nº 140, ocasião em que nehuma das partes modificou seu
nome com o casamento.

Desta união matrimonial adveio uma filha , a saber: MARIA EDUARDA MATOS
LIMA, nascida em 15 de abril de 2017.

O requerente e sua esposa passaram um período de aproximadamente 07 (sete) anos e


meio casados, mas já se encontram separados de fato há 04 (quatro) meses, sem possibilidade
de retorno.

Durante a união, o casal amealhou os seguntes bens: 2 (dois) carros, sendo: 1 carro da
marca honda fit avaliado no valor R$ 13.000,00 (treze mil reais) e 1 carro da marca citroem
c3 avaliado no valor de R$ 13.000,00 (treze).

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Ademais, durante a constância do casamento, os cônjuges adiquiriram conjuntamente
os utensílios do lar, quais sejam: mesa de jantar, sofá, raque, buffet, home teacher, tv de 40
polegadas, duas geladeiras, fogão, gelágua, microondas, máquina de lavar, mesa e cadeira de
escritório, cama de solteiro, ar condicionado, cama de casal, tv de 32 polegadas, aparelho de
blueray.

O requerente deseja ficar com a guarda unilateral da menor, haja vista que a genitora é
enferemeira e presta plantões, trabalhando constantemente no regime de 12/36 hs conforme
escala de trabalho que segue em anexo, razão pela qual a impossibilita de prestar toda à
atenção e auxílio necessário à uma ciança menor de 02 (dois) anos.

DO DIVÓRCIO

DA GUARDA E VISITAÇÃO DA FILHA MENOR:

A filha menor ficará sob a guarda unilateral do genitor PEDRO LIMA DO MONTE
NETO sendo assegurado à mãe o direito de visitação quinzenalmente aos finais de semana,
bem como em um dia durante a semana em que não esteja prestando plantão.

DOS ALIMENTOS DA FILHA MENOR:

A genitora CAMILLE MATOS LIMA deverá prestar alimentos para a filha menor no
importe de 30% de toda a sua renda auferida, visando garantir a subsistência da infante.

DA PARTILHA:

O casal adquiriu com esforço comum os bens anteriromente elencados que deverão ser
igualmente partilhados, de modo que os valores equivalentes aos bens que cada um se tornar
possuidor seja equitativo.

DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS

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A Constituição da República, após o advento da Emenda Constitucional n o 66 de 13 de
julho de 2010, extinguiu a exigência temporal para a concessão do divórcio, o que implica em
uma revogação tácita dos ditames do Art. 1.580, §2º do Código Civil. Senão vejamos a nova
redação constitucional:

Art. 226, CF (...)


§6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. (Redação dada
Pela Emenda Constitucional nº 66, de 2010).(grifo nosso).

Entretanto continuam válidas as regras do Código Civil que disciplinam as regras


trazidas em linhas gerais pelo legislador constitucional em matéria de direito de família em
seus Arts. 1571 e seguintes. Dispõe textualmente que:

Art. 1.571. CC - A sociedade conjugal termina:


I - pela morte de um dos cônjuges;
II - pela nulidade ou anulação do casamento;
III - pela separação judicial;
IV - pelo divórcio.

Nesse caso, trata-se do divórcio em sua nova estrutura, a qual se dispensa a


comprovação do transcurso do prazo.

DOS ALIMENTOS

É dever inerente aos pais zelar pelos cuidados em relação aos filhos, cuidados
esses que sintetizam o dever familiar previsto nos artigos 1.566, inciso IV e 1.724 do CC, a
seguir ilustrado:

Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:


IV – sustento, guarda e educação dos filhos;
Art. 1.724. As relações pessoais entre os companheiros obedecerão aos
deveres de lealdade, respeito e assistência, e de guarda, sustento e educação
dos filhos.

Assim sendo, os infantes, ora promoventes, necessitam de tal assistência


externalizada na forma de prestação pecuniária alimentícia. Nesse sentido preceitua o ilustre
doutrinador Gonçalves:

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Malgrado a incumbência de amparar aqueles que não podem prover à
própria subsistência incumba precipuamente ao Estado, este a transfere,
como foi dito, às pessoas que pertencem ao mesmo grupo familiar, as quais,
por um imperativo da própria natureza, têm o dever moral, convertido em
obrigação jurídica, de prestar auxílio aos que, por enfermidade ou por outro
motivo justificável, dele necessitem. (GONÇALVES, Direito Civil
Brasileiro, Saraiva, São Paulo 13º edição, 2016, p.505).

A carta magna já estabelece tal obrigação no artigo 229 da Constituição Federal de


1988 estatui a obrigação dos pais de sustentarem seus filhos menores, sic:

Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos


menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais
na velhice, carência ou enfermidade.

Continua ainda a legislação infraconstitucional:

O artigo 22 do ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente preceitua:

Art. 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos
menores, cabendo-lhes, ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e
fazer cumprir as determinações judiciais.

O artigo 1.694 do Código Civil de 2002 estabelece sic:

Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos


outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a
sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.
§ 1o Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do
reclamante e dos recursos da pessoa obrigada.

Os alimentos são baseados no trinômio necessidade x possibilidade x


proporcionalidade, como se estabelece a seguir:

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Todavia, a doutrina mais moderna permite-se ir além da mera
remissão legal, considerando que o respaldo fático da fixação estará
calcado, em verdade, em um trinômio. E qual seria o terceiro
pressuposto? Exatamente a justa medida entre estas duas
circunstâncias fáticas: a razoabilidade ou proporcionalidade.
(GAGLIANO E PAMPLONA, Saraiva, 6ª edição, São Paulo p.694 e
695)

DA TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA ANTECIPADA DE CARÁTER


INCIDENTAL – REGULAMENTAÇÃO PROVISÓRIA DE VISITAS

Nos termos dos artigos 294 e seguintes do CPC/2015:


Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou
evidência.
Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada,
pode ser concedida em caráter antecedente ou incidental.
Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do
pagamento de custas.
Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do
processo, mas pode, a qualquer tempo, ser revogada ou
modificada.Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela
provisória conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo.
Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas
para efetivação da tutela provisória.
Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas
referentes ao cumprimento provisório da sentença, no que couber.
Art. 298. Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela
provisória, o juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso.
Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando
antecedente, ao juízo competente para conhecer do pedido principal.

O artigo 300 do CPC/15- Novo Código de Processo Civil estabelece:


Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos
que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco
ao resultado útil do processo.

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§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso,
exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra
parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte
economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.
§ 2o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após
justificação prévia.
§ 3o A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida
quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.(…)

O artigo 1.585 do CC/02 estabelece:

Art. 1.585. Em sede de medida cautelar de separação de corpos, em sede de


medida cautelar de guarda ou em outra sede de fixação liminar de guarda, a
decisão sobre guarda de filhos, mesmo que provisória, será proferida
preferencialmente após a oitiva de ambas as partes perante o juiz, salvo se a
proteção aos interesses dos filhos exigir a concessão de liminar sem a oitiva
da outra parte, aplicando-se as disposições do art. 1.584.

Cumpre mencionar que a genitora Sra. CAMILLE MATOS LIMA vem colocando
impeçilhos para que o pai da menor, o Sr. Pedro disponha da companhia de sua filha, não
havendo qualquer dúvida a respeito do direito do autor, posto que sendo pai, a lei lhe confere
dever/direito de ter o filho em sua companhia e ainda fiscalizar sua manutenção. De toda
sorte, a maior, provados fatos alegados, é a necessidade de ajuizamento da presente para ver
seu filho.

Com relação ao dano irreparável, este é patente, em razão da proibição da genitora do


menor em permitir que o pai exerça o direito de visita ao filho.

Assim, requer a concessão de TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA


ANTECIPADA EM CARÁTER INCIDENTAL em caráter liminar (inaudita altera pars)
no sentido de deferir a REGULAMENTAÇÃO PROVISORIA DO DIREITO DE
VISITAS de forma livre, devendo o(a) réu(ré) ser advertido(a) que o descumprimento
configura ato atentatório à dignidade da justiça a ensejar (além de eventuais sanções

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criminais, civis) a aplicação de multa de 10 salários-mínimos por dia (cf. artigo 77, inciso IV,
§1º, §2º, §4º, §5º do CPC/15).1

DOS PEDIDOS

DIANTE O EXPOSTO, pelos motivos de fato e de direito supramencionados, vem o


autor requerer que Vossa Excelência digne-se de:

a) Receber a inicial com a qualificação apresentada (cf. artigo 319, inciso II, e
§2º e 3ºdo CPC/152), determinando o processamento sob segredo de justiça;

b) Deferir a gratuidade judiciária integral para todos os atos processuais (cf.


artigo 98 caput e §1º,§5º do CPC/153);

c) Designar a audiência de conciliação ou mediação tendo em vista o interesse


declarado(a) do(a) autor(a)(s) por via alternativa de solução do litígio; devendo o(a) autor(a)
ser intimado pessoalmente da data de realização em virtude não se encontrar assistido por
advogado particular, mas sim por Defensor(a) Público(a) Estadual (cf. artigo 334 §3º c/c
artigo 186 §2º do CPC/154);
1
CPC/15. Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus procuradores e de todos aqueles que de qualquer
forma participem do processo: (…) IV - cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não criar
embaraços à sua efetivação; (…) § 1o Nas hipóteses dos incisos IV e VI, o juiz advertirá qualquer das pessoas mencionadas no caput de que
sua conduta poderá ser punida como ato atentatório à dignidade da justiça. § 2 o A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato
atentatório à dignidade da justiça, devendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável
multa de até vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta. § 3o Não sendo paga no prazo a ser fixado pelo juiz, a
multa prevista no § 2o será inscrita como dívida ativa da União ou do Estado após o trânsito em julgado da decisão que a fixou, e sua
execução observará o procedimento da execução fiscal, revertendo-se aos fundos previstos no art. 97. § 4o A multa estabelecida no §
2o poderá ser fixada independentemente da incidência das previstas nos arts. 523, § 1o, e 536, § 1o. § 5o Quando o valor da causa for
irrisório ou inestimável, a multa prevista no § 2o poderá ser fixada em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo.
2
CPC./15 Art. 319. A petição inicial indicará: (II) os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o
número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a
residência do autor e do réu; (…) § 2o A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações a que se refere o inciso II,
for possível a citação do réu. § 3o A petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao disposto no inciso II deste artigo se a
obtenção de tais informações tornar impossível ou excessivamente oneroso o acesso à justiça.
3
CPC/15. Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas
processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. § 1o A gratuidade da justiça compreende: I - as
taxas ou as custas judiciais; II - os selos postais; III - as despesas com publicação na imprensa oficial, dispensando-se a publicação em outros
meios; IV - a indenização devida à testemunha que, quando empregada, receberá do empregador salário integral, como se em serviço
estivesse; V - as despesas com a realização de exame de código genético - DNA e de outros exames considerados essenciais; VI - os
honorários do advogado e do perito e a remuneração do intérprete ou do tradutor nomeado para apresentação de versão em português de
documento redigido em língua estrangeira; VII - o custo com a elaboração de memória de cálculo, quando exigida para instauração da
execução; VIII - os depósitos previstos em lei para interposição de recurso, para propositura de ação e para a prática de outros atos
processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contraditório; IX - os emolumentos devidos a notários ou registradores em
decorrência da prática de registro, averbação ou qualquer outro ato notarial necessário à efetivação de decisão judicial ou à continuidade de
processo judicial no qual o benefício tenha sido concedido.(….) § 5o A gratuidade poderá ser concedida em relação a algum ou a todos os
atos processuais, ou consistir na redução percentual de despesas processuais que o beneficiário tiver de adiantar no curso do procedimento.
4
CPC/15. Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz
designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos
20 (vinte) dias de antecedência. (…) § 3o A intimação do autor para a audiência será feita na pessoa de seu advogado. Art. 186. A

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d) Deferir a TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA ANTECIPADA
EM CARÁTER INCIDENTAL em caráter liminar (inaudita altera pars) no sentido de
deferir a REGULAMENTAÇÃO PROVISÓRIA DO DIREITO DE VISITAS de forma
livre, devendo o(a) réu(ré) ser advertido(a) que o descumprimento configura ato atentatório
à dignidade da justiça a ensejar (além de eventuais sanções criminais, civis) a aplicação de
multa de 10 salários-mínimos por dia (cf. artigo 77, inciso IV, §1º, §2º, §4º, §5º do CPC/15).5

e) Determinar os ALIMENTOS no valor de 30% (trinta por cento) dos


rendimentos da genitora, a ser depositado em conta bancária em nome do genitor da menor.

f) Determinar a CITAÇÃO do(a) réu(ré) para comparecer à audiência de


conciliação/mediação e apresentar contestação, sob efeitos da revelia;

f) Determinar a intimação do Representante do Ministério Público;

g) Finalmente, julgar, por sentença, pela PROCEDÊNCIA do feito para:


DECRETAR o Divórcio Direto do casal e regularizar a guarda da menor, para o genitor,
fixando o direito de visitas e alimentos nos moldes acima solicitados;

h) EXPEDIR, logo após, o competente mandado de averbação e de inscrição ao


Cartório de Registro Civil acima indicado, com determinação de gratuidade.

Protesta e requer provar o alegado mediante produção de todos os meios e


provas admitidos em direito permitidos, especialmente depoimento pessoal da requerida, sob
pena de CONFESSO, quanto à matéria de fato, oitiva de testemunhas, juntada posterior de

Defensoria Pública gozará de prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais. (…) § 2o A requerimento da Defensoria Pública,
o juiz determinará a intimação pessoal da parte patrocinada quando o ato processual depender de providência ou informação que somente por
ela possa ser realizada ou prestada.
5
CPC/15. Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus procuradores e de todos aqueles que de qualquer
forma participem do processo: (…) IV - cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não criar
embaraços à sua efetivação; (…) § 1o Nas hipóteses dos incisos IV e VI, o juiz advertirá qualquer das pessoas mencionadas no caput de que
sua conduta poderá ser punida como ato atentatório à dignidade da justiça. § 2 o A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato
atentatório à dignidade da justiça, devendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável
multa de até vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta. § 3o Não sendo paga no prazo a ser fixado pelo juiz, a
multa prevista no § 2o será inscrita como dívida ativa da União ou do Estado após o trânsito em julgado da decisão que a fixou, e sua
execução observará o procedimento da execução fiscal, revertendo-se aos fundos previstos no art. 97. § 4o A multa estabelecida no §
2o poderá ser fixada independentemente da incidência das previstas nos arts. 523, § 1o, e 536, § 1o. § 5o Quando o valor da causa for
irrisório ou inestimável, a multa prevista no § 2o poderá ser fixada em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo.

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documentos e demais que se fizerem necessários ao deslinde do feito vertente, tudo de logo
requerido.

Dando-se à causa para os efeitos legais, o valor de R$


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.

Nestes termos, pede deferimento.


Eusébio, 29 de novembro de 2018.

Defensor Público

ROL DE TESTEMUNHAS:

1. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx brasileira, casado, residente e domiciliada na Rua Seis


Companheiros,s, nº 67, Barra do cearái, Fortaleza/CE – Cep 60.331-790
2. yyyyyyyyyyyyyyyyyy, brasileira, casada, residente e domiciliada na Rua Seis
Companheiros, s/n Barra do Ceará, Fortaleza/CE – Cep 60.331.790
3. zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, brasileira, solteiro, residente e domiciliada na Rua Seis
Companheiros, nº 52, Barra do Ceará, Fortaleza/CE.

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