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Centro Educacional Brasil Central Nível: Educação Básica Modalidade: Educação de Jovens e Adultos a Distância

Centro Educacional Brasil Central

Nível: Educação Básica Modalidade: Educação de Jovens e Adultos a Distância Etapa: Ensino Médio

APOSTILA DE ARTES

Índice

Módulo I

- A ARTE REFLETE A VIDA

- A ARTE – UM ESPELHO DO PASSADO, PRESENTE E FUTURO

- GRÉCIA E ROMA – A ARTE CLÁSSICA

- A RELIGIÃO DOMINA O MUNDO OCIDENTAL

Módulo II

- O HOMEM VOLTA A OLHAR PARA O HOMEM

- O HOMEM DESCOBRE NOVOS MUNDOS

- ARTE – NOSSA ETERNA COMPANHEIRA

- NA INFÂNCIA DO HOMEM – O NASCIMENTO DA ARTE

Módulo III

- GRÉCIA E ROMA – OS FUNDAMENTOS DA ARTE OCIDENTAL

- IDADE MÉDIA – SOB O DOMÍNIO DO CRISTIANISMO

- O RENASCIMENTO – O HOMEM COMO O CENTRO DO UNIVERSO

- A DIVERSIFICAÇÃO DA MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA

Centro Educacional Brasil Central Modalidade: Educação de Jovens e Adultos- a Distância Etapa: Ensino Médio

Centro Educacional Brasil Central

Modalidade: Educação de Jovens e Adultos- a Distância

Etapa: Ensino Médio

Disciplina: Artes

MÓDULO I – 1° ANO

A arte reflete a vida

Arte faz parte da historia de todos nós, aquele general autoritário, quando menino, pode ter desenhado um carrinho, aquele padre severo talvez tenha feito uma poesia, a mulher bondosa talvez pinte uma aquarela e a criança tenha fingido ser um robô, todos fizeram ou estão fazendo arte. “arte é todo trabalho criativo, ou seu produto, que se faça consciente ou inconscientemente com tenção estética, isto é, com o fim de alcançar resultados belos”.

Tentar definir o conjunto complexo do fazer humano, é extremamente difícil devido à abrangência de fatores que, para essa realização concorrem e as infinitas variáveis que a integram, tanto na criação quanto na execução.

Para Kandinsky “a obra de arte é filha do seu tempo”, cada época cria uma arte, e cada grupo humano o faz a sua maneira, partindo do conhecimento do contexto, tecnológico, geográfico, econômico, político, convicções religiosas, política, características psicológicas que estruturam esse grupo. Às características individuas, de cada artista é também outro elemento fundamental na avaliação da obra artística. Para fazermos um estudo da individualidade do artista, é necessário que coletemos dados como acontecimento, historia familiar e outros, da época em que viveu, e ue nada ficou registrada. Voltando a visão de arte grupal, a arte esta sujeita a época e ao grupo cultural, que da origem a

esta sujeita a época e ao grupo cultural, que da origem a Shamash - deus Sol

Shamash - deus Sol da religião esopotâmica

que da origem a Shamash - deus Sol da religião esopotâmica Pirâmides de Gizé no Egito

Pirâmides de Gizé no Egito

imagens como as que seguem: Muito antes da civilização mesopotâmica, egípcia e grega se estruturar, o homem já se manifestava artisticamente. As primeiras manifestações artísticas do homem remontam a era paleolítica, constituída por desenhos em paredes de cavernas. O homem

aplicava as titas com as mãos, espátulas, bastonetes ou pinceis, quando não usavam a técnica de pistolar, (eles enchiam a boca de tinta e sopravam). As tintas eram conseguidas através de materiais minerais – terra, carvão vegetal, ossos queimados, e óxido de ferro – misturados a gordura de animais, argilas coloridas, sangue de animais e excremento de aves. A lei da frontalidade, é observadas nas representações de animais. O homem pré-histórico, não foi apenas pintor foi também escultor, fazia incisões nas pedras e esculpia figuras femininas de formas exageradamente volumosas ligadas aos rituais de fecundação. O maior legado que deixaram foi o encontrado na pintura, embora os desenhos rupestres, o mais antigo registro de manifestações, artísticas que possuímos. Era uma arte de adultos para adultos. Os desenhos mediam de um a cinco metros, os artistas adaptavam suas esculturas aos relevos das rochas. Ao nos depararmos com as cenas milenares de grandes extensões ocupando muitos metros das cavernas, numa

com as cenas milenares de grandes extensões ocupando muitos metros das cavernas, numa Servos trabalhando –

Servos trabalhando –

Idade Média

com as cenas milenares de grandes extensões ocupando muitos metros das cavernas, numa Servos trabalhando –

escuridão em que a luz não penetra, nos vêm várias indagações: Porque tudo isso? Qual a razão para tanto empenho? O que se procurava alcançar com todo esse trabalho? Acredita-se que esses desenhos tinham uma função mágica, sobrenatural, quando falamos em magia, ressaltamos que naquela época magia não era mera superstição, era a “ciência da época”, pois reunia, os conhecimentos acessíveis ao homem, o resumo de experiências e as possíveis interpretações de fenômenos naturais,instrumento pelo qual o homem se relacionava, interferia, e até mesmo, dominava esses fenômenos. Por meio das imagens acredita-se que o homem dominava o animal, possuindo-o magicamente. Desenhos de homens e feiticeiros cobertos de peles, chifres e às vezes feridos por flechas, fechados em cercados representando o próprio animal, é outro elemento que reforça assa teoria. Porque esses homens que retratam com tanta perfeição o animal não o fizeram representando o ser humano? A resposta mais coerente e a de que o homem feiticeiro, vestido dessa forma incorporava o poder do animal. Era ao mesmo tempo a união das forças do animal com o domínio do homem sobre essas forças. Essa incorporação assinala outra forma de manifestação artística, o teatro. Não temos registros da música e da dança, de como seria o esboço da representação teatral daquela época. Pesquisas de grupos como na Amazônia e na Austrália, levamos a deduzir que, como nessas culturas, o que havia era uma representação de fundo mágico, em que pela imitação de animais, de atos de caça ou luta, de forças da natureza iria se estabelecer uma ligação com as misteriosas forças que dominavam o pensamento desses grupos e que dominavam o homem pré-histórico. Estudando as celebrações egípcias e gregas, vemos rituais que se constituem de representações de animais e seres ancestrais, de deuses ligados às estações do ano, secas, chuvas, entre outros acontecimentos. No teatro grego uma ótima fonte de pesquisa, vemos claramente as transformações dos rituais, de celebração ao deus Baco. Em decorrência do crescimento

populacional, o homem, abandona sua maneira de viver, torna-se mais sedentário, cria animais, desenvolvem a agricultura e o artesanato. As manifestações artísticas marcantes dessa época são habitações são rústicas de madeira e monumentos megalíticos enormes construções de pedra. Menir – grandes blocos de pedras erguidas verticalmente; Alinhamento – menires enfileirados; Crontiques – menires dispostos; Dolmens – duas pedras verticais sustentando uma pedra horizontal Os mais famosos monumentos megalíticos são os de Carnac, na França, e Stonehenge, na Inglaterra, com funções astrologias e religiosas, a pintura do fim da pré-história, é mais decorativa, a arte exprime-se de formas mais abstratas. É possível constatar através da infância do homem, o tipo de vida da época pré-histórica.

A arte – um espelho do passado, presente e futuro

O homem ao exprimir-se nos revela muito sobre o mundo, de sua vida, crenças, medos e desejos, será que a arte é isso? Um simples registro histórico, nada mais? Não é apenas só isso, para entendermos o alcance que tem o que expressa uma obra de arte, vamos falar e explicar o que é o comportamento humano. Dando mais um passo nessa caminhada, falamos agora de um trecho do filme 200/ – Uma Odisséia no Espaço, que fala do futuro da humanidade, da conquista do espaço pelo homem. Esse espaço tem um duplo sentido; fala de um espaço exterior, o universo físico como o conhecemos e o espaço interior, o universo desconhecido que constitui o nosso espaço interior, psíquico, tão grandioso quanto o espaço exterior. Reforçamos que 200/ é uma viagem ao desconhecido, com duplo significado. Essa viagem termina de uma forma misteriosa, em o mundo inteiro substitui o mundo externo.

com duplo significado. Essa viagem termina de uma forma misteriosa, em o mundo inteiro substitui o

200/ fala da caminhada do homem que tem rotas paralelas, o mundo externo e o interno. Esses mundos são os campos de abrangência da arte. O filme 200/ é uma obra de arte.

Outros exemplos de obras de arte, são igrejas, montanhas, luzes. Balões misturam-se criando um clima onírico e de encantamento.

A arte tem uma capacidade fantástica

de acoplar vários fatores, criando um mundo próprio, transmitindo um grande número de informações e sensações, numa revelação

quase instantânea. Em uma parte do filme 200/, onde um osso/ um instrumento é lançado ao alto e se transforma em uma nave, Stanley kunbick, diretor do filme, abrange a odisséia da vida humana, da pré-história ao futuro.

A linguagem visual se constitui de 05

elementos, a linha, a superfície, o volume, a

luz e a cor. Mesmo estando, todos eles reunidos, nem sempre ela acontece. Como o osso de nosso filme fez toda uma trajetória desenvolvimentista, o nosso ponto também fará o mesmo. e no principio existia apenas um

ponto

fará o mesmo. e no principio existia apenas um ponto E então o ponto movimentou-se e

E então o ponto movimentou-se e deu origem à linha

ponto E então o ponto movimentou-se e deu origem à linha E a linha tomou formas
ponto E então o ponto movimentou-se e deu origem à linha E a linha tomou formas

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a

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tomou

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e

posições

diferentes

 

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As linhas não tem apenas um lado palpável, elas também expressam sentimentos ou produzem sensações. Se o ponto continuar viajando pode se tornar isto

!
!

Se quem o fez viajar foi Picasso, seria assim

tornar isto ! Se quem o fez viajar foi Picasso, seria assim Picasso ao fazer esse

Picasso ao fazer esse desenho queria dar uma expressão de dor às figuras, fez muitas tentativas até conseguir um resultado ideal. Mesmo que para isso tenha deformado bastante o que representava. Realmente, é impossível para pessoas como eu ou você conseguir fazer isso, pois estamos diante de obras de grandes artistas como Van Gogh, Paul Klee, Steinberg, Picasso que um dia deram também o primeiro passo. Tudo o que precisamos fazer é dar o primeiro passo: fazer o primeiro rabisco e mergulhar neste mundo desconhecido que é uma folha de papel branco.

Grécia e Roma – a arte clássica

Dando um grande salto no tempo, falaremos agora da Grécia, algumas centenas

de anos antes de cristo. A história grega é dividida em arcaico, séculos XII a VI a.C.; clássico de VI, v e IV a.C., e helênico, 323

a.C. a 30 a.C

clássica) constitui a época do esplendor grego, alcançando o equilíbrio entre pensamento lógico, técnica apurada, ideal de beleza e organização, empreendem-se as grandes obras que viriam a se tornar os pilares da cultura ocidental. A arquitetura e a escultura atingem neste momento o clímax da nossa cultura. Afastando-se de seu período arcaico, surgirá, nesse canto da terra, a arte ocidental, em que se manifesta três influencias: o espírito dinâmico com linhas curvas, vindo da cultura crético-mecênica; o geometrismo retilíneo ariano e o realismo convencional oriental. Essas influencias sobre a Grécia modela uma raça que aprende um novo modo de viver em cidades (pólis) nas quais o homem tem o interesse voltado para si mesmo. A arquitetura grega é estética, baseada no principio construtivo de peso e sustentação e dominada pelo horizontalismo. A escultura adquire um caráter realista principalmente nos retratos. Os

os séculos V e VI a.C., (época

escultores penetrantes psicólogos e captam com vigor expresso o caráter humano. Já na pintura não restaram obras originais, o que ficou foram os registros em vasos. Quanto a

literatura, sobressaíram-se duas obras, a Ilíada

e a Odisséia, ambas atribuídas a Homero, na atualidade duvida-se da existência desse poeta.

Detendo-nos ao teatro, esse enfoque devesse ao fato de o teatro grego ter atingido níveis de qualidade insuperáveis até hoje, e também por ter levantado questões universais.

O teatro é uma manifestação artística presente

na cultura de muitos povos e desenvolveu-se espontaneamente em diferentes civilizações, como na China e na Índia, onde existem registros milenares de textos teatrais. Mas é do Egito que chegam as primeiras notícias de representações dramáticas, que se deu em 3000 a.C., e foi o teatro egípcio que mais influenciou o grego. A influência do teatro grego na cultura ocidental é avassaladora e extremamente atual. Os autores teatrais quem influenciaram foram,

Esquilo – Prometeu Acorrentado, As

suplicantes;

Sófocles – Édipo, Electra, Antígona;

Medeia,

Orestes;

Eurípedes

As

Troianas,

Aristófanes – As rãs, As Neuras,

Lisitratas. Suas obras eram apresentadas nos teatros, com capacidade para centenas de pessoas. Esquilo, Sófocles e Eurípedes, são chamados de autores de tragédias que caracterizada por uma linguagem elevada, evidenciando a luta do homem contra a

fatalidade ou o destino. Exaltava a nobreza de sentimentos como virtude, sua moralidade e aceitação. “A finalidade da tragédia era emocionar, comover, provocar lágrimas, levar

o expectador se identificar com o Herói e com

a causa. Já a comédia objetiva uma nova reação – rir de si mesmo, pois satirizava-se os excessos, a dissipação, a falsidade, o embuste, os sentimentos mesquinhos, e procurava-se aprender algo com isso, mostrava-se uma função didática, ensinando algo ao publico. E como é o fazer teatro? Ao vermos uma criança dar tchau, uma menina vestida com as roupas da mãe, admirandose no

espelho, podemos dizer que isso é teatro, ou pelo menos o embrião, teatro é então imitação? Sim, mais é muito mais que isso. O mais importante no teatro é o ator, que comunica um texto ao público, por meio da expressão, pela voz, movimentos e sensibilidade. O ator é como instrumento e, portanto “tem que ser afinado para comunicar o melhor possível. O Autor, é quem escreve a histórias que será transmitida ao público, as peças a serem contadas ao público. Assim para que o teatro aconteça é preciso , uma história, um ator para representar e o palco, que pode ser como aquele que vemos nos teatros ou apenas um tablado.

A religião domina o mundo ocidental

Idade Média O fim do Império Romano do Ocidente se deu com a invasão das terras pertencentes a Roma pelos bárbaros e germânicos. Uma nova maneira de viver organizou-se na Europa. Nasceram as cidades e nelas surgiu o que se chamou de confraria de artesãos (marceneiros, pintores, ferreiros), organizados com o objetivo de melhor se fortalecerem em suas profissões. Nasceu às primeiras universidades e com elas uma maior expansão do ensino. Os mulçumanos dominam o Mar Mediterrâneo o tornado proibido para os navios europeus, o que acarretou o fim do comércio mediterrâneo e da civilização Grego-romana, as invasões bárbaras já haviam destruído o poder político de Rama, e com a dominação do Mar mediterrâneo pelos mulçumanos, obrigando os europeus a procurar novas maneiras de sobrevivência, voltando-se então para o campo. Cada unidade, castelo ou mosteiro, tratou de bastar-se a si mesmo, tendo sua própria existência econômica. Enfim realizar cada qual todas as atividades necessárias capazes de lhes garantir a independência. A injustiça neste mundo era aplicada pelos senhores feudais, e o regime político- econômico foi denominado como feudalismo. Na idade média a Igreja católica, era a grande força unificadora e dominante em toda Europa, o cristianismo foi uma religião que incorporou elementos vindos das religiões

mais primitivas, principalmente do judaísmo. Deus único, a história do mundo uma potência econômica foi capaz de propiciar, numa época de profunda decadência financeira, a produção de obras de arte, como a construção de mosteiros e templos. A verdadeira ambição da igreja, era fazer da arte um eficaz instrumento da fé. A verdade propagada por Cristo era a verdade absoluta e não devia ser questionada – diziam os religiosos da época. Apenas a manifestação de santidade passou a ser valorizada. O lado divino do ser humano. O cristianismo foi marcado pela transcendência. E por transcendência podemos entender o desejo de alcançar o céu. A fase culminante do pensamento medieval foi à época da arte gótica (Séc. XII a XV), expressando-se sobretudo na arquitetura, mostrará a vida e os milagres dos santos com narrativas de brilhante colorido. Na Idade Média o teatro sofreu um forte declínio, pois a Igreja Católica via-o com maus olhos. No entanto com o decorrer do tempo, a igreja Católica diminuiu a perseguição às apresentações teatrais, e ela própria passou a utilizar o teatro como meio capaz de transmitir ao povo histórias e ensinamentos religiosos, transformando cenas bíblicas em peças teatrais. Esse tipo de teatro religioso ainda se mantém nos nossos dias, nas representações, ao ar livre, do Drama da Paixão de Cristo, como as de Jerusalém, em Pernambuco e em Curitiba. No ano de 1450, o alemão Johanners Gutenberg criou a impressão mecânica, utilizando tipos móveis de metal permitindo a produção de livros de uma maneira veloz e menos complicada disseminando com maior amplitude o conhecimento, essa invenção, alterações políticas e econômicas e uma sede crescente de conhecimento estruturam as bases para uma fase esplendorosa, do mundo europeu – o Renascimento.

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Centro Educacional Brasil Central Modalidade: Educação de Jovens e Adultos- a Distância Etapa: Ensino Médio Disciplina: Artes

MÓDULO II – 2° ANO

O Homem volta a olhar par o homem

Renascimento Em 1500, a Europa sofria enormes transformações. A navegação no Mediterrâneo volta a dinamizar-se proporcionando um intercâmbio, comercial e cultural na Europa. A burguesia tornava-se participante na vida econômica e social, o homem passa a ser visto de uma maneira mais humanista e, neste processo, surgiu o conceito de individualismo, o homem detentor dos direitos inalienáveis. O mundo continuava a ser encarado como criação de Deus, mas a arte já não se prendia apenas nele ou em tudo que a ele se relacionasse, e o homem passava a assumir uma posição privilegiada. Essa transformação do universo medieval se processou lentamente, mas a sua grande conquista foi à revalorização do homem e a rejeição da cultura do mundo medieval em troca de uma preocupação com a ciência distanciada da religião e interessada em entender as causas das coisas, como a causa da movimentação da água e dos ventos. Na arte, o que realmente importava era criar a ilusão de um mundo imaginário que adquiria vida própria. Os artistas e pensadores do Renascimento voltavam seus olhos a cultura clássica (cultura greco-romana), copiando-a e refletindo sobre ela a fim de assimilá-la, retirando conhecimentos necessários para desenvolver uma nova forma de expressão estilística e graficamente diferente. Podemos apresentar como exemplo a escultura La Pietrá de Michelangelo Buonarroti (1475-

1564).

do

corpo humano foram os dois ideais que a

expressivo

O

poder

e

a

beleza

Renascença encontrou realizados na arte clássica, pois o Renascimento surgiu quando

o homem começou a estudar e a valorizar o

seu passado. A pintura foi a manifestação artística que mais progrediu no Renascimento. Leonardo da Vince foi um dos artistas que, ficaram famosos por suas figuras perfeitas e

pelo aperfeiçoamento da perspectiva. Souberam distribuir bem a luz e as sombras, dando mais exatidão às suas obras. Os princípios estéticos do Renascimento são: a arte como estudo da natureza, corpo humano e paisagens. A pintura e a escultura são coisas do espírito e da inteligência, o uso da perspectiva cientifica e a elaboração das teorias matemáticas da proporção; Leonardo da Vince era considerado o maior nome, na escultura o grande mestre era Michelangelo, pelo vigor dos desenhos e do volume, possuem caráter escultório. A literatura também traz nomes de grandes dimensões como; Dante Alighieri, Boccacciio, Rabelais, Luís de Camões, Miguel de Cervantes e Shakespeare. Luis de Camões, tem um significado

especial para os brasileiros, por ser um poeta português que, em sua principal obra, Os Lusíadas, narra o heroísmo das grandes aventuras portuguesas. Cervantes escreveu a obra-prima, Dom Quixote, que narra as aventuras de um fidalgo espanhol, homem for do seu tempo, era fascinado pelo mundo medieval, numa espécie de delírio, já idoso Quixote acredita ser um cavaleiro andante e sai pelas terras da Espanha em busca da mulher amada, Dulcinéia. William Shakespeare (1564-1616) dramaturgo inglês. Segundo Arnoud Hauser, Shakespeare e Cervantes são os errantes de sua época. Falam de um mundo antigo que desapareciam – a Idade Média, ao mesmo tempo quen revelam um novo mundo. Se o personagem de Cervantes, Dom Quixote, vive perdido em um mundo de sonhos, de delírio, da fantasia em choque com a realidade; os de Shakespeare viviam grandes conflitos e fraquezas espirituais. Dentre seus principais textos, podemos citar Romeu e Julieta, Hamlet, Otelo

e A megera Domada. A partir de 1820, as

escolas se sucederam rapidamente:

Romantismo, Realismo e Impressionismo. O

impressionismo foi o movimento mais importânte e revolucionário, ocorrido na pintura ocidental, nessa época. Os princípios mais importantes são: as cores não traduzem uma realidade permanente elas mudam constantemente, por exemplo: o mar, muda sua cor conforme o percorre do dia. As sombras não são pretas ou escuras, elas são luminosas e coloridas; a forma dos objetos não e definida. Um exemplo de pintura impressionista é a Ninfeos, de 1910 de Monet. O Expressionismo, o Fauvismo o Cubismo entre outras escolas, vieram mas destaquemos o Abstracionismo, onde as formas e cores não possuem relação direta com as formas e cores da realidade visual. Podemos dividir a arte brasileira em duas fases a primeira geração, de 1922 a 1950, e a segunda geração de 1950 para cá. Artistas representativos da época forma: na pintura Anita Malfati, Di Cavalcante, Tarsila do Amaral e Portinari. Na literatura, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, José Lins do Rego. A maior característica do século XX é a diversidade de manifestação artística.

O Homem descobre novos mundos

Nos últimos 500 anos, e principalmente no século XX, o mundo passou por transformações notáveis. O comércio marítimo expandiu-se fenomenalmente: passou a ser realizado não apenas entre países europeus, mas, ultrapassando distantes fronteiras, também se estabeleceu com países da Ásia, como a China, a Índia e o Japão. Nos séculos XV e XVI surgiu uma nova visão de mundo – antropocentrismo (sistema filosófico segundo o qual o homem era o centro do universo). Nessa mesma época surgiu a ciência moderna. Toda a produção artística européia do final do século XVI até quase metade do século XVIII abandonou as leis reguladoras que haviam sido seguidas no Renascimento. Enquanto os artistas renascentistas visavam à linha e ao desenho, o barroco procurava o pictórico, as cores, os renascentistas preferiam estudar os planos e as

superfícies, enquanto os barrocos privilegiavam a profundidade e os volumes; os renascentistas procuravam a harmonia, e o barroco, a emoção. Os temas já não eram apenas religiosos. Acontecimentos históricos, econômicos e sociais eram também focalizados. Um exemplo disso se percebe na obra de Rembrandt, pintor holandês, que retratou com excepcional qualidade a burguesia mercantil, usando a técnica de luz e sombra, procurando dar uma interpretação psicológica de seus modelos ou de si próprio nos seus notáveis auto-retratos. No Brasil, muitos pintores da fase barroca se destacaram, sendo o mais renomado o mineiro Manoel da Costa Athaíde. Mas é da escultura que vem o nome de um dos nossos maiores artistas: Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), chamado de “Aleijadinho”. O que caracterizou o século XIX foi a

escola neoclássica, que, em síntese, representou a tentativa de restaurar as artes da antiguidade clássica greco-romana. O Arco do Triunfo é um exemplo da arquitetura neoclássica. A partir de 1820, as escolas se sucederam rapidamente: Romantismo e Impressionismo.

E aqui devemos falar um pouco a

respeito da última escola – o Impressionismo.

O Impressionismo foi o movimento

mais importante e revolucionário, ocorrido na pintura ocidental, nessa época. Para melhor entender essa escola,

vejamos alguns dos seus princípios mais importantes:

As cores não traduzem uma realidade

permanente, elas mudam constantemente: por exemplo, o mar muda a sua cor conforme decorre o dia – o mar não tem a mesma cor ao amanhecer, ao entardecer e ao anoitecer;

As sombras não são pretas ou escuras, elas são luminosas e coloridas;

A forma dos objetos não é definida;

o

escolas

Outras

vieram:

Expressionismo,

o

Fauvismo,

o

Cubismo,

entre outras.

Devemos destacar o Abstracionismo. Nele, as formas e cores não possuem relação direta com as formas e cores da realidade visual. Seu maior representante é Kandinsky

(1863-1944).

Podemos dividir a arte brasileira, em duas fases: a primeira geração, de 1922 a 1950, e a segunda geração de 1950 pra cá. Nomes de alguns artistas representativos dessa época na pintura, Anita Malfati, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Portinari. Na literatura, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, José Lins do Rego. Porém, a maior característica do século XX é a diversidade de manifestações artísticas. Novas formas de se expressar

artisticamente surgem: a fotografia, o cinema,

a televisão, a publicidade e o design industrial.

Arte – nossa eterna companheira

“Lendo” um quadro:

O Quadro mostra a “infante Margarida na companhia de duas damas de honra: ela vista seus pais no momento em que eles estão sendo retratadas pelo artista. O

pintor aparece de pé, do lado esquerdo, diante de enorme tela na qual se vê apenas a armação do fundo. A sala baixa apresenta paredes em tons mornos, recobertas de quadros. Num espelho brilham os vultos do

rei e da rainha, que estão sendo retratados. A

luz, vindas das janelas à direita, à iluminação principal de toda a cena está concentrada no brilho especial que destaca a figura da infanta. Esta análise, feita por Michel Foucault. Revolucionou toda a visão estética das obras de arte.

O quadro retrata o próprio pintor executando uma grande tela, e está, na pintura, de costas, ao seu lado as meninas e acompanhantes, ao fundo uma porta aberta onde se vê um homem. O olhar do auto- retrato (Velásquez) capta quem observa a obra e daí parte o início de um dialogo que poderia ser assim resumido: quem observa a cena?

dialogo que poderia ser assim resumido: quem observa a cena? Quem pinta? Quem retrata? É com

Quem pinta? Quem retrata? É com esse artifício que Velásquez faz desaparecer o distanciamento, entre obra e observador. Vamos observar novamente o quadro. Quem

o pintor está pintado? E a resposta é simples.

O pintor está pintando o rei e a rainha. Esse

vaivém de olhares traça no ar a linha que une

o quadro ao ambiente ao qual ele pertence. A

obra deixa de ser estática, como se criasse vida e movimento. “O quadro se abre para frente numa grande volta”. No momento em que atravessa o observador, volta ao quadro e retorna novamente ao que observa. No momento em que estamos observando essa obra, vem-nos uma sensação inicial de confusão e espanto. Por alguns momentos somos levados ao local em que aquela cena está acontecendo e deixamos o presente para mergulhar no passado ou o passado vem até nós e nos transporta para um novo estado de consciência.

Na infância do homem o nascimento da arte

Música O que é música? Poderíamos dizer que

é a arte dos sons, combinando de acordo com

as variações da altura, proporcionados segundo a sua duração e ordenados sob as leis da estética. São três elementos fundamentais de que compõe a musica, melodia, ritmo e harmonia. O som é o fenômeno acústico que consiste na proporção de ondas sonoras produzidas por um corpo que vibra em meio material elástico, é a sensação auditiva criada por esse fenômeno, sempre que pensamos em som, pensamos em música. O barulho de dois elementos se chocando é chamado de som, o vento produz som. Todos os sons provem, de uma fonte que recebeu o nome de fonte sonora. Os sons têm as diferenças, são variáveis em suas manifestações. Os elementos formadores de sons são: Altura – “propriedade de uma onda ou vibração sonora, caracterizada pela freqüência” da vibração: Duração – “consiste no espaço de tempo em que o som acontece”: Densidade – “a qualidade daquilo que é denso”:

Intensidade - poderíamos definir intensidade como o maior ou menor grau de força com

que um som é emitido. E por fim: Timbre – “qualidade distinta de sons da mesma altura e intensidade, e que resulta da quantidade maior ou menor dos instrumentos de percussão”. Falamos o tempo todo a respeito do som porque música é simplesmente som. É dele que o compositor faz uso para expressar, por meio de sua composição musical, aquilo que pretende comunicar, dizer ao ouvinte.

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MÓDULO III – 3° ANO

Grécia e Roma – os fundamentos da arte ocidental

A dança I A dança nasceu associada às praticas do homem. Com o desenvolvimento da civilização, o rito separou-se da dança, configurando-se assim um campo mais específico para essa manifestação cultural. O homem primitivo pintavam as paredes das grutas, cavernas e galerias. Pareciam acreditar ser possível, pela representação pictória, alcançar determinados objetivos, como abater um animal. O homem primitivo criava também rituais com um fundo mágico, nos quais, por meio da imitação desses animais, de caça ou de luta, procurava estabelecer uma ligação misteriosa com as forças da natureza e sobre elas adquirir domínio. Os primeiros registros desses ritos datam do paleolítico superior. Não há indicações de que cultuassem alguma divindade ou acreditassem na vida após a morte, nem que possuíam um pensamento mágico rudimentar. Já no neolítico, o homem adorava os espíritos, cultuavam e enterravam os mortos. Nas cerimônias, e cultos de dança tinha um importante papel, sendo mesmo a arte dominante do período; sua exceção estava a cargo dos homes principalmente dos magos e sacerdotes. A principio, homens deviam dançar nus. Quando a dança tornou-se um elemento ritual e sua execução quase que só um privilégio de sacerdote, eles se cobriam de amuletos na presunção, talvez de que assim teriam mais forças para entrada os poderes sobrenaturais e a própria natureza. À arte e a dança é também profundamente simbólica, capaz de sugerir,

ilimitadamente, imagens e associações cheias, de riquezas e de vitalidade. Dança é uma seqüência de movimentos corporais executados de maneira ritmada em geral ao som da musica. Dança expressa movimentos e gestos, mas esses “gestos e movimentos só obteriam um efeito mágico ou encantatório se executados dentro de certas regras e medidas, não necessariamente regulares ou aparentes, mas que os tornasse um conjunto homogêneo e fluente no tempo. Ritmo é uma seqüência de durações de sons e silêncios, isto é, um agrupamento, uma organização, uma combinação ou junção de durações sonoras. Dentro da linguagem musical são diversas maneiras de usar o som de que um compositor faz uso para realizar sua obra. É ele que nos faz bater o pé, ou palmas, procurando fazer o acompanhamento de determinada musica. Na dança o ritmo pode ser externo ou interno, o ritmo de origem externa é aquele que provem da música ou de sons que chegam até o dançarino. O interno PE aquele que provem do mundo interior (psíquico e biológico) do dançarino. Acompanhar os batimentos cardíacos pode ser um exemplo desse tipo de ritmo. Na Grécia a dança originou-se de rituais religiosos. Acreditavam os gregos no poder mágico da dança. Em Roma a dança nunca foi privilégios. Na verdade em Roma, a dança entra e, total decadência. Só no renascimento ela recupera suas qualidades e sua importância.

Renascimento - A dança torna-se mais complexa e “passa a ser executada também por pessoas ou grupos organizados, com estudos específicos, em palcos ou em outros espaços adequados, sendo então conhecidas como balé. Até o Renascimento a dança permanecera como uma atividade lúdica executada por pares ou grupos entre nobres aldeões e plebeus. Se até essa época a dança era algo improvisado a partir desse momento

da história, tal divertimento adquire uma forma mais disciplinada. Estava enfim aberta

as

portas para a organização desenvolvimento

e

crescimento da dança em qualidade. No

século XVI, o balleto era a grande moda na Itália e, a seguir, na frança. Nessa época, na comemoração do casamento de uma irmã da

rainha Catarina, as damas da corte, até então excluídas das danças, tomavam parte, constituindo o que pode ser considerado como

o primeiro corpo de baile. Nessa época,

também, Beaujoyesusc (o mais importante homem de balé da corte de Carlos IX) une os elementos tradicionais de espetáculos italianos com elementos teatrais, criando um

gênero novo em que se incluem a dança, a mímica, a declamação, o canto, a cenografia e a cenotécnica a que chamou de ballet comique

de La reine. O século XVII é considerado o

grande século do balé. O balé sai dos salões dos castelos e transfere-se para os palcos. No século XVIII, a dança readquire todo o seu esplendor, sendo executada nos palcos dos

teatros por verdadeiros profissionais de ambos os sexos e uma verdadeira revolução acontece. O que vem a ser cenografia? PE a arte

de compor bailados, é a arte de anotar, sobre o

papel os passos e as regras do bailado. O uso da pantomima no balé veio trazer o que faltava a ele: um sentido ao enredo, tornado dramático, além da beleza dos cenários, dos figurinos. A revolução do balé só se completaria no final do século XVIII, com o surgimento do Romantismo. O Romantismo procurou recuperar a harmonia entre o homem e o mundo. E nessa época, também que se começam a usar as sapatilhas. A decadência do balé romântico acentua-se no começo da segunda metade do século XIX, quando, então uma mulher iria novamente revolucionar toda a dança. Seu nome: Isadora Ducan. No inicio do século XX o grande revolucionário da dança foi o russo, Serge Pavlovitch Diagljilev, que mesmo não

vendo um dançarino, criou as condições míticas, como Ninjinski. Nos estados unidos, na década de cinqüenta, Martha Grahan cria uma nova maneira de dançar; uma forma de dançar independentemente da música.

Idade Média – sob o domínio do Cristianismo

Cinema – noite de inverno em Paris; mais precisamente, o Natal já ficou para trás e faltam ainda alguns dias para o ano terminar; estamos no dia 28 de dezembro de 1895. é

sábado e as ruas estão repletas de pessoas. As comemorações das festas de fim de ano criam um clima festivo e, apesar do frio da noite invernal, em meio às musicas, às luzes e à alegre inusitado, quase misterioso acontece:

em uma sala escura, um pequeno grupo de pessoas olha hipnotizado para uma grande tela branca. Na verdade, a tela aos poucos deixa de ser branca, pois nela surgem imagens

de pessoas saindo de uma fábrica, logo depois

outra cena cria um verdadeiro alvoroço na sala: um trem avança em direção à platéia. Nessa noite, e com esse “susto”, nascia o cinema, e daí em diante faria nascer um novo mundo. O homem inventara o cinema e este inventaria o mocinho, a mocinha e o bandido, criara novos mundos no fundo dos mares em desertos e nas estrelas. A

sétima arte nascia. A arte que viria representar soberbamente o século XX e que só nele poderia ter acontecido, pois para que ele (o cinema) fosse possível, a humanidade já deveria encontrar-se inserida em um sistema industrial com suas incríveis invenções, como

a eletricidade, a fotografia, a perspectiva

retiniana. Na rua 14 dos Capucinos em Paris, uma inscrição eterniza aquela noite. “Aqui, em 28 de dezembro de 1985, tiveram lugar as primeiras projeções públicas de fotografia animada com auxilio de cinematografo, aparelho inventado pelos irmãos Lumière. Século XVIII, reinado de Lois XIV, o mundo tem notícia do embrião do cinema: a lanterna mágica. Lanterna Magia – um artefato projetou imagens. Outro passo importante foi dado com a invenção do Fenacistoscópio:

“aparelho constituído de dois discos de papelão; num deles estão desenhadas as diferentes fazes de um mesmo movimento, o outro tem fendas distribuídas de maneira tão regular quanto as imagens se distribuem, fazendo girar os dois discos, tem-se a impressão de ver o movimento acontecer e repetir-se”. O que diferenciou o Teatro Óptico de todas as invenções anteriores e que o aproximou do cinema. A eletricidade e a fotografia destacamam-se como duas dessas descobertas, facilitadoras da criação do cinematographe (cinematografo) aparelho

capaz de projetar numa tela imagens em movimento, por meio de uma seqüência de fotografias. Após aquela sessão, outras apresentações se sucederam, sempre cheias. Os irmãos Lumière levaram sua invenção para toda a França. No século XX, o cinema espalhou-se por todos os países: novas tecnologias surgiram e a qualidade dos filmes cresceu espantosamente.

O renascimento – o homem como o centro do universo

Cinema II - o dicionário Aurélio define a palavra filme como uma seqüência de imagens e/ou de cenas, em movimento ou não, registradas em filme por uma câmera cinematográfica, para projeção posterior em tela, depois de revelada a película. Essa definição de filme poderia ser: uma história contada por meio de imagens em movimento projetadas em uma tela. Um filme nem sempre é uma história contada, alguns não contam histórias, mostram os espectadores um determinado acontecimento, uma certa região geográfica, para tanto, não precisa de filme, damos o nome de documentário. O filme faz uso de uma espécie de linguagem que é o uso da palavra articulada ou escrita como meio de expressão ou comunicação entre duas ou mais pessoas. Assim sendo, linguagem, no cinema, significa o uso de imagens apresentadas em seqüências numa tela branca com o objetivo de comunicar, expressar, contar algo para aquele que a observa. Exterior – Rua da Cidade – noite - uma rua de Paris. É noite. Luzes e enfeites natalinos indicam a época em que transcorre a cena Ambiente festivo. Músicas e risos de pessoas. Numa vitrine, um, calendário indica que é dia 28 de dezembro de 1895. A câmera “caminha” entre os transeuntes imagens de veículos puxados por cavalos, vitrines iluminadas, restaurantes, pessoas bebem, cantam, riem. Aparece uma placa identificando um restaurante, passa por entre mesas, pelo balcão, desce uma escada e entra numa sala semi-iluminada. Interior da Sala na penumbra - rostos suavemente iluminados. As pessoas olham

com expressão de espanto para uma tela onde aparecem pessoas saindo de uma fábrica. Outros rostos aparecem. Expressões e gestos ansiosos nas pessoas. Na tela aparece a imagem de um trem aproximando-se. Esse seria o trecho de um roteiro para um hipotético filme.

A diversidade da manifestação artística

O teatro Dissemos que o teatro se originou na Grécia, devemos agora, entretanto, salientar que quando falamos isso estamos falando do teatro ocidental, e não incluindo as manifestações teatrais da cultural oriental. O século XX proporcionou as mais variadas possibilidades de explicações ou resoluções da vida, enfim o que o teatro procura dar, sempre foi esta a tentativa primeira da manifestação teatral, explicar ou tentar explicar o significado ou a razão do viver. No fim do século XX que um novo teórico de teatro, Bertold Brecht, refez a maneira tradicional do “fazer teatro”. O que se pedia ou exigia do ator era que ele fosse o máximo possível do personagem que vivia. Com Brecht, tudo se modifica – o ator “já não é personagem, que quer dizer, explicar, mostrar alguma coisa, fato ou situação. E com isso, provoca um certo distanciamento, história e platéia não se confundem, não se envolvem emocionalmente, mas analisam o que vêem. É quase como uma aula; o professor conta uma história e os alunos a analisam. Dá-se a isso o nome de teatro didático. Com isso, não se quer impedir a emoção; na verdade, ela (a emoção) acontece pela momentânea descoberta da verdade. O palco é qualquer lugar possível de uma atuação teatral de um ator. O texto já não precisa contar uma história com começo, meio e fim. O teatro, no mundo, como todas as artes, abre espaço do exército do rei, após vencer a batalha fundamental de uma guerra, parte do campo de batalha, antes do rei no caminho encontra três feiticeiras que lhe dizem que ele, MacBeth será o rei. No teatro moderno isso já não é necessário. O ator pode simplesmente falar de

si mesmo, de suas experiências de um personagem por ele “autobiografado”, entre outros.

Para que tudo isso? Por que fazer

teatro? As pessoas envolvidas com o teatro e

o psicodrama afirmam que nós somos os

atores e os autores de nossas vidas. Aprendendo teatro, segundo o que vimos acima apreendemos a vida e aprendemos a viver melhor; pois aprendendo a viver um número maior de papéis, aprendemos a

vivenciar maior número de situações. Se você

é o tempo todo um “paizão”, vai procurar

ajudar sempre todo mundo. No momento em que você precisar ser ajudado, não saberá como fazê-lo; pois não sabe como pedir ajuda. Você vai ser um ator e na história a ser vivida, você é um filho rebelde – e você é realmente um filho rebelde.