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História de Goiás.

O nome do estado origina-se da denominação da tribo indígena guaiás, que por corruptela se tornou Goiás. Vem
do termo tupi gwa ya que quer dizer indivíduo igual, gente semelhante, da mesma raça. A historia de Goiás tem como
ponto de partida o final do século XVII, com a descoberta das suas primeiras minas de ouro, e início do século XVIII.
Esta época, iniciada com a chegada dos bandeirantes, vindos de São Paulo em 1727, foi marcada pela colonização de
algumas regiões.
O Contato com os índios nativos e os negros foi fator decisivo na formação da cultura do Estado, deixando
como legado principal cidades históricas como Corumbá, Pirenópolis e Goiás, antiga Vila Boa e posteriormente capital
de Goiás. O início dos povoados coincide com o Ciclo de Ouro, minério amplamente explorado nessa época. Eles
prosperaram e hoje são cidades que apresentam, por meio de seu patrimônio, a historia de Goiás.
As Bandeiras
Goiás era conhecido e percorrido pelas bandeiras já no primeiro século da colonização do Brasil. Mas seu
povoamento só ocorreu em virtude do descobrimento das minas de ouro (século XIII). Esta povoação, como todo
povoamento aurífero, foi irregular e instável. As primeiras bandeiras eram de caráter oficial e destinadas a explorar o
interior em busca de riquezas minerais, e outras empresas comerciais de particulares organizadas para captura de índios.
Costumava-se dizer que o Bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, foi o descobridor de Goiás.
Mas isso não significa que ele foi o primeiro a chegar ao estado, e sim, o primeiro a ter intenção de se fixar
aqui. A bandeira saiu de São Paulo em 3 de julho de 1722. O caminho já não era tão difícil como nos primeiros tempos.
No dia 25 de outubro de 1425, após três anos, os bandeirantes voltaram triunfantes a São Paulo, divulgando que haviam
descoberto cinco córregos auríferos, minas tão rica como as de Cuiabá, com ótimo clima e fácil comunicação.
Povoamento de Goiás
Poucos meses após a volta da Bandeira, organizou-se em São Paulo uma nova expedição para explorar os veios
auríferos. Bartolomeu, agora superintendente das minas, e João Leite da Silva Ortiz, como guarda-mor. A primeira
região ocupada foi a do Rio Vermelho. Fundou-se lá o arraial de Sant’ana, que depois seria chamado de Vila Boa, e mais
tarde de Cidade de Goiás. Esta foi durante 200 anos a capital do território. Nas proximidades de Sant'ana, surgiram
numerosos arraiais às margens dos córregos e rios, como centros de garimpo: Barras, Ferreiro, Anta, Ouro Fino, Santa
Rita, etc. Ao divulgar-se a riqueza das minas recém - descobertas surgiram gente de toda parte do país.
Época do Ouro em Goiás
A época de Ouro em Goiás foi intensa e breve. Após 50 anos, verificou-se a decadência rápida e completa da
mineração. Por outro lado, só se explorou o ouro de aluvião, isto é, das margens dos rios, e a técnica empregada era
rudimentar.
A sociedade Goiana da Época de Ouro
Goiás pertenceu até 1749 à capitania de São Paulo. A partir desta data, tornou-se capitania independente. No
aspecto social a distinção fundamental foi entre livres e escravos, sendo estes em menor número do que aqueles no
início da colonização das minas. A população, contudo, continuou composta por negros e mulatos na sua maioria.
Transição da Sociedade Mineradora para Sociedade Pastoril
Ao se evidenciar a decadência do ouro, várias medidas administrativas foram tomadas por parte de governo,
sem alcançar, no entanto resultado satisfatório. A economia do ouro, sinônimo de lucro fácil, não encontrou, de
imediato, um produto que a substituísse em nível de vantagem econômica. A decadência do ouro afetou a sociedade
goiana, sobretudo na forma de ruralização e regresso a uma economia de subsistência.

A independência de Goiás
Assim como no Brasil, o processo de independência de Goiás se deu gradativamente. A formação de juntas
administrativas, que representam um dos primeiro passos nesse sentido, deu oportunidade às disputas pelo poder entre
os grupos locais. Especialmente sensível em Goiás, reação do Norte que, se julgando injustiçado pela falta de
assistência governamental, proclamou sua separação do Sul.
Goiás e a Mudança de Capital
A partir de 1940, Goiás cresce rapidamente: a construção de Goiânia, o desbravamento do Mato Grosso goiano,
a campanha nacional de "marcha para o oeste", que culmina na década de 50 com a construção de Brasília, imprimem
um ritmo acelerado ao progresso de Goiás. A população se multiplicava; as vias de comunicação promovem a
integração de todo país e dentro do mesmo Estado; assiste-se a uma impressionante explosão urbana, com o
desenvolvimento concomitante de todos os tipos de serviços (a educação especialmente).
Na década de 80, o estado apresenta um processo dinâmico de desenvolvimento. Grande exportador de
produção agropecuária, Goiás vem se destacando pelo rápido processo de industrialização. Hoje, ele está totalmente
inserido no processo de globalização da economia mundial, aprofundando e diversificando, a cada dia, suas relações
comerciais com os grandes centros comerciais. Em 1748 foi criada a capitania de Goiás, desmembrada da de São Paulo,
que, em 1824, tornou-se província. Ao mesmo tempo em que as minas começavam a se esgotar, a lavoura e a pecuária
se transformaram nas principais atividades econômicas, a partir de 1860.
A colonização de Goiás deveu-se também à migração de pecuaristas que partiram de São Paulo no século XVI,
em busca de melhores terras para o gado. Dessa origem ainda hoje deriva a vocação do estado para a produção pecuária.
A abertura de estradas e a navegação, no século 19, facilitaram o escoamento dos produtos, enquanto a
construção das novas capitais -- Goiânia (1935) e Brasília (1956) - favoreceu a economia. Em 1988, o norte de Goiás foi
desmembrado, formando o Estado de Tocantins. Existem atualmente quatro áreas indígenas no estado de Goiás, três das
quais já se encontram demarcadas pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, órgão do governo federal responsável
pela questão indígena no país. A população indígena do estado não ultrapassa 120 habitantes e ocupa área de 39.781
hectares, abrangendo os municípios de Aruanã, Cavalcante, Minaçu, Colinas do Sul, Nova América e Rubiataba.
DIVISAS: Norte = Tocantins; Sudeste = Minas Gerais e Mato Grosso do Sul; Leste = Bahia e Minas Gerais;
Oeste = Mato Grosso; Sudoeste = Mato Grosso do Sul
ÁREA (km²): 341.289,5
RELEVO: planalto, chapadas e serras na maior parte, depressão ao norte
Goiás integra o planalto Central, sendo constituído por terras planas cuja altitude varia entre 200 e 800 metros.
RIOS PRINCIPAIS: Paranaíba, Aporé, Araguaia, São Marcos, Corumbá, Claro, Paranã, Maranhão
VEGETAÇÃO: cerrado com faixas de floresta tropical
Salvo pequena área onde domina a floresta tropical, conhecida como Mato Grosso de Goiás, a maior parte do
território do estado de Goiás apresenta o tipo de vegetação escassa do cerrado, com árvores e arbustos de galhos
tortuosos, cascas grossas, folhas cobertas por pêlos e raízes muito profundas
CLIMA: tropical
MUNICÍPIOS (número): 242 (1996)
CIDADES MAIS POPULOSAS: Goiânia, Anápolis, Luziânia, Aparecida de Goiânia
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: goiano
CAPITAL: Goiânia, fundada em: 24/10/1933
HABITANTE DA CAPITAL: goianiense
LOCALIZAÇÃO: Goiás, estado brasileiro, fica no leste da região Centro-Oeste.
A composição da economia do estado
de Goiás baseia-se na produção agrícola e na
pecuária, no comércio e nas indústrias de
mineração, alimentícia, de confecção,
mobiliário, metalúrgica e madeireira. Na
agricultura destaca-se a produção de arroz,
café, algodão herbáceo, feijão, milho, soja,
sorgo, trigo, cana-de-açúcar e tomate.
A criação pecuária inclui 18,6 milhões
de bovinos, 1,9 milhão de suínos, 49,5 mil
bubalinos, além de eqüinos, asininos, ovinos e
aves. O estado de Goiás produz também água
mineral, amianto, calcário, fosfato, níquel,
ouro, esmeralda, cianita, manganês, nióbio e
vermiculita.
A bandeira do estado de Goiás foi
criada no governo do presidente Dr. João
Alves de Castro, pelo goiano Joaquim Bonifácio de Siqueira, segundo a Lei nº 650 de 30 de junho de 1919. É formada
por quatro listras horizontais, verdes e amarelas, alterandas, que representam as matas e as riqueza do ouro lá
encontradas (assim como a bandeira do Brasil). No canto superior esquerdo há um retângulo azul, com cinco estrelas,
representando o Cruzeiro do Sul.

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