Você está na página 1de 42

CURSO DE FORMAÇÃO

DE CÉLULA DE
INTERVENÇÃO RÁPIDA

C.I.R
APOSTILA DE (TE-GIR.)

TÉCNICAS ESPECIFICAS DE GRUPOS DE


INTERVENÇÃO RÁPIDA

EAP-2010

1
APRESENTAÇÃO
O operacional envolvido nesta elaboração das Técnicas Especifica de Grupos de
Intervenção Rápida (TE-GIR), apresenta em seu trabalho um oportuno e importante estudo sobre
as técnicas de intervenção prisional em operações de OCD, sob a égide dos direitos humanos.
Conhecendo muito bem a matéria discorrida neste trabalho, e as operações a qual
vem sendo efetuada desde a primeira criação dos Grupos de Intervenção Rápida G.I.R. quando
da publicação da Resolução SAP 69/2004, e atualmente contando com oito grupos subordinados
as Coordenadorias desta pasta, vem a necessidade de as Unidades Prisionais, terem em seus
quadros de servidores oriundos da segurança externa e interna, de pessoas preparadas e
capacitadas para pronto emprego frente às possíveis anormalidades existentes nos interiores dos
estabelecimentos prisionais.
O tema, abordado com brilhantismo, é indiscutivelmente relevante, já que, no que
diz respeito ás ações de intervenção que serão realizadas pelas Células de Intervenção Rápida
C.I.R., pertencente ás unidades prisionais, com vocação para promover a dignidade humana,
dever e acima de tudo, ser uma preparação profissional, ou seja, legalista, técnica e imparcial.
Legalista porque uma equipe tática que viole a lei pode até ter o nome de equipe,
mas jamais será, pois é fundamento do serviço das Técnicas de Intervenção o de agir dentro dos
estritos limites da legalidade ao fiscalizar o cumprimento da lei.

Técnica porque se não atuar conforme processos cientificamente formulados, que


levem ao exercício impessoal do uso de força pelo Estado, terão sua eficiência comprometida,
correndo o risco de tornar-se um bando de valentões agindo como bem entendem.

Imparcial, finalmente, porque cabe aos grupos/células levar equilíbrio às unidades


prisionais, não se contagiando com o clima prisional dos internos. Os agentes operacionais
aplicadores da lei, não podem sentir como ofensa pessoal as violações praticadas pelos internos,
senão tornar-se-ão também partes nas ocorrências.

A autoridade necessária à atuação funcional do operacional não pode ser encarada


como um atributo pessoal, mas do cargo ou da função. Não é, pois, privilégio, e sim meio de
impor a vontade da lei e as decisões da Administração. É vedado usá-la com intuito pessoal,
abusar de sua situação, agir de forma arbitrária ou desonesta.

E o exercício da autoridade é mesmo um dever, condicionado à necessidade de


impor aos internos das unidades prisionais uma conduta compatível com a ordem jurídica,
condição de paz e tranqüilidade dentro do sistema prisional paulista.

2
INTRODUÇÃO

A análise das Intervenções em Unidades Prisionais e as Operações de Controle de


Distúrbios (O.C.D.) sob a ótica dos Direitos Fundamentais, devido ao grande aumento em todo o
país de ocorrências envolvendo as pesadas críticas por parte da imprensa quanto ao modo de
atuação das tropas de choque (Secretaria de Segurança Publica) no restabelecimento e na
preservação da ordem pública em ocorrências de O.C.D., e o “modus operandi” das tropas de
choque a ser considerado, pelos órgãos governamentais e não governamentais de vigilância dos
direitos humanos, como abusivo e autoritário.

Objetiva-se: buscar nesta padronização junto aos Grupos de Intervenção Rápida


(GIR) e as Células de Intervenção Rápida (CIR), oriundos da Secretaria de Administração
Penitenciária do estado de São Paulo, por intermédio de sua criação através da Resolução SAP
69/2004, reformulada pela Resolução SAP 155/2009 e suas mudanças pela Resolução SAP
262/2009, e em conformidade com as Normas Gerais de Ação (NGA) 001/2010, doutrinando e
resguardando quando das ações de O.C.D. justificando-as e motivando-as juridicamente,
sistematizando e adequando as ações ás mudanças conjunturais que o país está passando e
conscientizando os Grupos e Células quanto à mudança comportamental em respeito aos
princípios dos direitos fundamentais.

Com base em sínteses doutrinárias, livros, regulamentos, decretos, leis e manuais


propõe-se conceitos e padrões para a solução de intervenções prisionais. Formando o
operacional de intervenção prisional em um novo “modus operandi”, formados dentro dos
conceitos e filosofia de trabalho desta pasta. Conclui-se pela revisão dos cursos de O.C.D., e
pela criação de um estágio de aperfeiçoamento, pela valorização do treinamento prático que
mude comportamentos e internalize valores de respeito aos direitos humanos, desenvolvendo um
perfil tático profissional, tanto no operacional Agente de Segurança Penitenciária (ASP) e o
operacional Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária (AEVP), ingressados no GIR/CIR, e
incorporar ao treinamento o Código de Conduta para os Encarregados da Aplicação da Lei
(CCEAL) e os Princípios Básicos de Utilização de Armas de Fogo (PBUAF), e pela adoção do
“modelo de opções de uso de força”.

3
SUMÁRIO

CONTEÚDO PG
MISSÃO

FINALIDADE

1. OPERACIONAL CIR, INTEGRANTE DA CÉLULA

2. CARACTERÍSTICAS

2.1 DISCIPLINA OPERACIONAL

2.2 EFICIÊNCIA

2.3 RESPEITO

2.4 PERFIL

2.5 HIERARQUIA

2.6 CONDUTA

2.7 COMPROMETIMENTO

3. CAMPO DE ATUAÇÃO

3.1 LIMITES DE ATUAÇÃO

4. COMPOSIÇÃO DA CÉLULA DE INTERVENÇÃO

4.1 ESCUDEIRO

4.2 ATIRADORES

4.3 IMOBILIZADOR TÁTICO

4.4 COORDENADOR DE OPERAÇÕES

4.5 SEGURANÇA

5. VERSATILIDADE DA CÉLULA

5.1 ATUAÇÃO DO CANIL

6. MODULO I

6.1 ATUAÇÃO EM CIR (06 OPERACIONAIS)

6.2 BRIEFING

6.3 FORMAÇÃO POR UM

6.4 TIPOS DE GUARDAS COM ESCUDOS

4
6.5 PROGRESSÃO E REGRESSÃO

6.6 - MODOS DE DESLOCAMENTOS

6.6.1 ASSALTO

6.7 POSTURA TÁTICA

6.8 VARREDURA

6.9 ENTRADAS

6.10 TOMADA DE PAVILHÃO

6.11 TOMADA DE CELA

6.12 INDIVIDUAL OU EM GRUPO.

6.13 CONTENÇÃO DE PRESOS

6.14 RETIRADA (EXTRAÇÃO) E ALGEMAÇÃO

6.15 CONDUÇÃO

7. MODULO II

7.1 COMPOSIÇÃO DE CÉLULA EM DEMAIS CÉLULAS OU GRUPOS DE


INTERVENÇÃO RÁPIDA

7.2 -BRIEFING DE MAIS CÉLULAS

7.3 - FORMAÇÕES POR DOIS E TRÊS

7.4 - FORMAÇÃO DE ESCUDOS

7.5 -FILA TÁTICA

7.6- FORMAÇÃO TÁTICAS

8. DISTÚRBIOS PSIQUIÁTRICOS

9. RETIRADA DE FERIDOS

10. – AÇÕES PREVENTIVAS DE SEGURANÇA E CONTROLE

11. COMUNICAÇÃO

FONTES DE PESQUISAS

FONTES DE OBSERVAÇÃO

5
(TE-GIR.)

TÉCNICAS ESPECIFICAS DE GRUPOS DE INTERVENÇÃO RÁPIDA

MISSÃO

“A política das Técnicas Especificas de


Grupos de Intervenção Rápida, tem a missão dentre
outras de promover e doutrinar em todos os aspectos
de operações prisionais bem como ensinar ao aplicador
da lei na função de restabelecer e manter a ordem e a
disciplina dentro das unidades prisionais, através de
uma Célula bem equipada, treinada e capacitada com o
uso escalonado da força, dentro dos limites legais.”

FINALIDADE

“Formar o operacional CIR nas ações,


através das atividades coordenadas, e empregadas,
direcionando e controlando o emprego de equipamento,
armamentos e instalações, bem como os procedimentos
necessários, planejamento de ações, cumprimento de
ordens e a execução da missão”

... LUTAR E VENCER TODAS AS BATALHAS NÃO É A GLÓRIA SUPREMA: A


GLÓRIA SUPREMA CONSISTE EM QUEBRAR A RESISTÊNCIA DO INIMIGO
SEM LUTAR...

(Sun Tzu) _ A arte da guerra.

6
1. Operacional CIR, integrante da Célula

O Operacional integrante da CIR especializado nas Técnicas de Intervenções, na


preservação da ordem dentro das Unidades Prisionais paulista e operações como: revistas especiais em
celas e demais dependências para localização de armas de fogo, aparelhos de telefonia móvel celular,
drogas, outros objetos não permitidos, túneis, combate a movimentos de indisciplina, revoltas, motins,
rebeliões e tentativas de fugas, remoção interna de presos, bem como em diversos tipos de operações
especiais que requerem um alto grau de desempenho tático. É formado por: agentes do quadro de
segurança do sistema prisional do estado de São Paulo, a saber, Agentes de Segurança Penitenciária -
ASP e Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária - AEVP.

O Operacional da CIR possui um forte preparo psicológico, que o torna apto a enfrentar
atividades de alto risco, mantendo o autocontrole. Todos os membros da CIR são treinados em técnicas
de intervenção prisional. Dominam, com proficiência, combate em recintos fechados sobre forte estresse.

2. Características

2.1 Disciplina Operacional

"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o


resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o
inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você
não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as
batalhas"
Sun Tzu _ A Arte da Guerra.

Se o operacional que está inserido na operação, não for disciplinado, a primeira coisa que
irá lhe ocorrer é a insegurança na tomada de decisão. Ele esta em uma situação e tem que tomar uma
decisão, confirma com a equipe com um sinal e diz, está tudo OK; mas uma voz interior lhe pergunta:
"Será que minha análise está correta? E se não estiver? Acho que vou esperar um pouco para ter uma
confirmação da situação".
O que irá ocorrer, na verdade, é que a insegurança irá gerar o pânico e o operacional não
irá ter sucesso na operação, deixará passar certa incerteza aos demais, prejudicando assim o
desempenho da missão.
Portanto o operacional deverá ter um padrão de serviço, dentro das normas exigidas e estar
sempre preparado e apto para o desempenho da função de intervenção.

Disciplina é sinônimo de eficiência; eficiência é sinônimo de produtividade. Logo, não há boa


produtividade com indisciplina, seja em que segmento da vida for. Isso é inconteste ou seja se o
operacional não for disciplinado sua produtividade na função operacional será improdutiva.

2.2 Eficiência

Eficiência refere-se à relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados, ou seja


se o operacional trabalhar de forma a empregar todo o seu conhecimento e treinamento com seriedade e
de forma correta, seu resultado obtido será de forma plenamente satisfatório.
7
2.3 Respeito

Independentemente de crença, de raça, de sexo, de posição social, de condição econômico-


financeira, de cultura, e até mesmo de idade, em verdade, todo ser humano merece respeito.
Lamentavelmente, nem sempre tem sido assim, mas nos como operadores e aplicadores da
ordem devemos ter em mente que, de nossa conduta resulta o decorrer da operação.
Com efeito, para exemplificar, quando quebramos a disciplina e hierarquia de nossos
superiores e até mesmo com nossos colegas, de forma a desrespeitar suas atitudes e vontades.
São milhares os exemplos, que estão ao nosso derredor, de egoísmo e de orgulho, assim
como a vaidade, e o individualismo.
E é facílimo concluir que todos querem ser respeitados, tanto assim que o brocardo popular
diz que "respeito é bom e eu gosto". Todos gostam. Se assim é, de todo conveniente que perguntemos: o
que será preciso fazer para introduzir o respeito entre nós, de modo generalizado?
Pensamos ser indispensável que cada um enxergue no próximo um irmão e faça a ele o que
gostaria que ele lhe fizesse, respeitando-o sempre, quaisquer que sejam as circunstâncias, os fatos e a
situação. É importante, importantíssimo, assim, que cada um faça a sua parte e faça-a bem, com o
máximo de esmero, e sendo assim estará prestando notável contribuição para a harmonia e para o
equilíbrio das relações humanas!

2.4 Perfil

O Operacional da CIR, é antes de tudo voluntário a sua atuação na CIR. È um operacional


disciplinado, respeita hierarquia, não é individualista, atua somente mediante ordens e não se contamina
com ideologias ou se deixa contagiar por manifestos contrários a sua formação.

2.5 Hierarquia
Dentro da Célula de Intervenção Rápida, o operacional tem como superiores:

- O Coordenador Regional;

- O Diretor da Unidade Prisional a qual pertence á CIR; e

- O Operacional responsável direto pelas operações, intitulado como Coordenador de Operações.

Devendo a este último, estar subordinados todos os componentes da célula diretamente


quando em operações ou atividades ligadas a Célula de Intervenção, pois enquanto durar a operação o
Coordenador de Operações é a autoridade máxima para todas as ações no local, cabendo ao mesmo:

- Adotar medidas doutrinárias, observando os critérios de ação;


- Determinar a estratégia e formular as iniciativas táticas da célula;
- Autorizar todas as ações táticas dentro da operação;

8
2.6 Conduta

A conduta do operacional deve a todo instante ser integra e de forma ilibada, tendo seu
proceder dentro e fora de suas funções, como uma pessoa honesta de caráter imparcial e acima de tudo,
um espelho frente aos demais, pois agindo desta forma mostrará sempre que sua formação e seu
proceder é de um servidor diferenciado, que tem uma estruturação digna de ser seguida.

2.7 Comprometimento

Seu comprometimento vai além de direitos, uma vez que foi voluntário, o mesmo se sujeitará
a estar sempre disposto a ser convocado e pronto para o desempenho a qualquer momento.
Quanto ao Plano de Chamada, a extensão de seu horário, o operador terá que ter em mente
que independente de sua função quer seja ASP ou AEVP, ele é um operacional da CIR, a qual estará
efetuando um novo desempenho em uma nova função, que é a de Intervenção.
Seu compromisso se estende no campo da disponibilidade, em tempos de treinamento,
capacitação e aperfeiçoamento e a manutenção periódica de todo os procedimentos que diz respeito á
Célula de Intervenção.

3. Campo de Atuação

O campo de atuação da Célula se dá conforme o previsto na Resolução SAP 155 de 2010, e


observando a não exposição dos membros a riscos, estes os quais serão avaliados pelos Coordenadores
de Operações.

3.1 limites de atuação,

Conforme dito no campo de atuação, o limite do operacional da CIR, deverá ser avaliado a
cada momento da operação de modo a não avançar a mais do que a Célula pode, e ter sempre a devida
segurança dos membros.
O Coordenador de Operações em conjunto com os demais operacionais, sempre
visualizarão em primeiro plano a segurança individual e da Célula, pois como poderá ter êxito uma Célula
a qual não se preocupa em seu próprio bem estar.
Movimentos de perturbação da ordem e atos de indisciplina devem ser estudados
minuciosamente antes de qualquer incursão, bem como denuncias de armas e explosivos, a qual por
gravidade da ocorrência necessita de um efetivo maior.
Remoções, extração de sentenciados e revistas em celas, devem ser de forma concisa, com
todos na maior atenção e redobrando sempre a responsabilidade de cada um e do Coordenador em não
expor a todos ao perigo.

9
4. Composição da Célula de Intervenção

A célula é composta basicamente por operacionais nas seguintes funções:

4.1 Escudeiro

Responsável pela proteção do grupo contra investidas físicas por parte do agressor, como
por exemplo: arremesso de objetos, disparo de arma de fogo e artefatos explosivos. O escudeiro exerce
também a função de base da célula.
Sua atenção a frente da Célula é de suma importância, pois o mesmo tem que estar atento
ao cenário da operação e estar com sua postura sempre firme, pois a qualquer momento poderá surgir um
agressor o qual tentara contra a Célula ou arremessará coisas, que por atenção do escudeiro não poderá
acertar nenhum dos operacionais.
A figura do escudeiro se dá geralmente por um operacional de porte físico maior, devido ao
peso do escudo balístico e devido ao impacto o qual sofrerá frente aos amotinados, lembrando sempre
que sua condição física devera estar em pleno vigor por isso se dá aos constantes treinamentos quando
não em operação.
Devemos salientar que o escudeiro é de grande importância para o grupo, pois ao momento
que o escudeiro falhar toda a equipe também irá sofre alguma falha ou sofrer algum tipo de agressão ou
coisa semelhante.

10
O escudeiro será o 1º a receber o confronto para isso deverá sempre estar preparado (em
posição) para esse confronto. O escudeiro é quem deverá proteger toda a equipe, portanto todos os
demais operacionais deverão estar protegidos atrás do escudo.

Tanto os escudeiros e demais operacionais deverão treinar juntos para um bom e melhor
entrosamento entre a equipe.

EMPUNHADURA DO ESCUDO

11
4.2 Atiradores

O atirador é responsável pelo armamento e munição que será empregado na operação,


Sendo sua atuação a de responder de forma com o uso escalonado da força.

O ATIRADOR SEMPRE EM ATENÇÃO JUNTO DE SEU ARMAMENTO

4.3 Imobilizador Tático


O Imobilizador Tático é responsável pela remoção e retirada do preso bem como algemação
e condução.

12
4.4 Coordenador de Operações

O Coordenador é o responsável diretamente pela Célula, devendo como tal planejar,


coordenar e controlar as atuações da operação.

4.5 Segurança
O segurança tem como principal função garantir a segurança de toda a célula.

13
5. Versatilidade da Célula

A Célula deverá estar treinada para atuar, nas mais diversas situações, desde que
respeitando a segurança dos membros da equipe.

5.1 Atuação do Canil

A atuação do canil deverá ser analisada conforme a necessidade e a viabilidade da ação,


visando dar maior poder de inibição aos sentenciados.

14
6. Modulo I
6.1 Atuação em CIR (06 operacionais)
Resolução SAP-155, de 19-6-2009

Reedita com alterações a Resolução SAP – 69, de 20 de maio de 2.004, que “Institui, nas unidades prisionais da Secretaria da
Administração Penitenciária, o Grupo de Intervenção Rápida – GIR” e, institui a Célula de Intervenção Rápida –

[...]
Artigo 3º- o GIR será composto por, no mínimo, 30 (trinta) integrantes das carreiras de segurança das Unidades
Prisionais, divididos em turnos, e, a CIR, por 06 (seis) integrantes, no máximo, divididos em turnos. (grifo nosso)

6.2 Briefing
Deverá ser feito antes de qualquer operação, pelo Coordenador de Operações, junto a
Célula á titulo de esclarecimentos da operação, tiradas de dúvidas e demais acertos, como:
– Tipo de abordagem que será empregada, (silenciosa, rápida, normal);
– Quais armamentos e munições a serem utilizados;
– Definição de número de operacionais bem como a especificidade das funções na ação de
retirada;
– Cuidado com objetos lançados contra o grupo e artefatos perfuro cortantes;
– Imobilizador aposto, preparado, pronto e em condições de agir;
– Verbalização de abordagem;
– Posicionamento dos operacionais em frente à cela;
– Verbalização para retirada;
– Posicionamento dos operacionais na retirada;
– Encaminhamento ao atendimento ou a outro local adequado;
– E a mais importante, qual é o ocorrido e que nos espera.

15
6.3 Formação por um

ES= ESCUDEIRO AT= ATIRADOR IT = IMOBL. TÁTICO CO= COORD. DE OPERAÇÕES SE= SEGURANÇA

Dentro da Célula a formação por um deverá atender esta ordem, principalmente quando de
deslocamento e preparação para progressão em razão de suas peculiaridades em Operações de Controle
de Distúrbios (OCD), por se constituir em recurso tático à disposição do Coord. de Operação, cujo
emprego deve merecer previa avaliação quanto oportunidade e conveniência, com o propósito de proceder
à ocupação prévia de área onde se presuma registros de concentração, taticamente não desejável; nestas
condições a Célula nunca poderá estar fracionada.

A mudança do posicionamento do operacional se dará conforme a particularidade da missão,


sendo avaliada pelo Coord. de Operações, e sempre mantendo a hegemonia da Célula.

16
6.4 Tipos de guardas com escudos

POSIÇÃO VISTA LATERAL EM GUARDA POSIÇÃO FRONTAL DO ESCUDEIRO

POSIÇÃO VISTA FRONTAL EM GUARDA BAIXA POSIÇÃO VISTA LATERAL EM GUARDA BAIXA

POSIÇÃO VISTA FRONTAL EM GUARDA BAIXA POSIÇÃO VISTA LATERAL EM GUARDA BAIXA
( EMASSADA ) ( EMASSADA)

17
6.5 Progressão e Regressão

A progressão é a forma denominada que se dá para a movimentação de uma equipe tática


em deslocamento dentro de uma operação e deverá ser de forma uniforme, todos concentrados pisando
calcanhar+planta+bico (Mata borrão), um pé após outro. Sendo que a regressão é o inverso, ou seja é o
retorno vindo de costas, se afastando sem perder a visão da frente e deverá ser com passos atrás, ou seja
desliza o pé esfregando sola+planta+bico, devendo somente levantar o próximo pé, quando o outro estiver
totalmente ao solo.
A progressão é o deslocamento em uma área ou situação de risco. Ele deve ser feito
usando o conceito do CONTROLE DE ÁREA e do uso constante de PROTEÇÕES.

As progressões podem ser feitas por lances ou diretos, em velocidades variadas:

VELOCIDADE DE COBERTURA: deslocamento lento, progressivo, usado em situações de


terrenos desconhecidos;
VELOCIDADE DE BUSCA: deslocamento moderado, usado para domínio rápido de um
ambiente ou para atingir um ponto pré-determinado; e
VELOCIDADE DE ASSALTO: deslocamento rápido e direcionado, usado quando a situação
exige uma ação dinâmica. (que será a mais usada pela Célula).

O operacional nunca deve se deslocar sozinho. Durante os deslocamentos, a Célula podem


usar formações variadas:

EM LINHA TÁTICA: um atrás do outro, apontando as armas para direções opostas;

COSTAS X COSTAS: a Célula direcionada para frente e o segurança cobrindo a retaguarda.

6.6 - Modos de deslocamentos


18
19
6.6.1 Assalto

É o ato de entrar com velocidade e força em um ônibus, trem ou raio e galeria, por uma abertura
existente ou criada, com o objetivo de resgatar reféns, neutralizar ações, efetuar tomada do raio ou todos
esses itens combinados. Para melhor compreensão; vamos definir agora dois tipos de assalto:

Relâmpago e Confinamento.

I - Relâmpago – é o assalto efetuado diretamente no local da situação de risco, ou seja, sabemos


exatamente qual é a peça (cômodo) ou local dentro de uma unidade onde estão os detentos para a blitz,
tomada do raio.

2 - Confinamento (ou Onda) é o assalto efetuado no objetivo quando não sabemos com precisão o local
exato da situação de risco, e por uma necessidade imediata devemos entrar, sempre com varredura e
cautela. Dependendo da reação dos sentenciados e aberturas do local, o assalto por confinamento pode ir
até o local exato onde estão ocorrendo á crise.

6.7 Postura tática

É a postura corporal adotada pelos operacionais de intervenção, estando em condições de


oferecer respostas imediatas a uma agressão eminente, sempre de iniciativa e sob comando.

Atualmente, a postura tática mais recomendada tem sido a posição SAS (oriunda do Special
Air Service, unidade especial do exército inglês). Esta posição baseia-se no princípio de uma posição
natural de expectativa e deslocamento corporal.

A arma deve estar constantemente empunhada na posição “Sul” – (sendo apenas apontada
para o alvo quando em deslocamentos, varreduras, e nunca apontar a arma para as costas do
companheiro).

POSIÇÃO SUL: arma empunhada junto ao corpo, cano para baixo, empunhada pela
coberta mão forte do operacional, usada em situações de composição de filas e no deslocamento da
Célula.
A postura tática do operacional exige ainda um comportamento disciplinado de controle de
armas, baseado em três princípios:
Durante confrontos armados especialmente em situações de combate em recintos confinados, o controle
sobre a retenção de sua Arma de Fogo é de suma importância.

Todo Atirador sabe que durante qualquer situação envolvendo o manuseio de Armas de
Fogo devemos estar 100% cientes de onde está apontando o cano de nossa arma. Todos nós fomos
ensinados a manter nossas armas apontadas em direção do alvo, ou apontadas em uma direção segura.

E para que não ocorra para nós que fazemos parte de um grupo de operações especiais,
nunca se deve enfileirar em frente a uma entrada, prontos para efetuar uma entrada tática e sentir ou ver o
cano da arma de um colega apontado para as costas, ou pior, para a cabeça de outro parceiro.

A resposta para isso é a Posição Sul.

20
Ao adotar a Posição Sul, procura-se evitar o perigo de acidentes no deslocamento e, ao
mesmo tempo, estar pronto para a ação com um mínimo de perda de tempo no reposicionamento da arma
quando houver necessidade de disparar.

 TERCEIRO OLHO: a arma sempre acompanha a direção do olhar do operacional;


 VISÃO DE TÚNEL: olhar por cima da arma, mesmo quando empunhada na altura dos
olhos; e
 CONTROLE DA ARMA: sempre desviar o cano da arma da direção de pessoas não
suspeitas ou de outros operacionais.

6.8 Varredura

A Varredura devera ser em cruz e por fatiamento em pontos cegos em busca de pessoas
homiziadas, verificando cada canto, espaço e nunca se deslocar para outro local antes de ter certeza se o
anterior foi varrido e limpo. Contando sempre com:

PERIGO IMEDIATO: é o ponto, local ou situação em um ambiente onde existe a maior


probabilidade de surgir uma ameaça física contra o operacional.

Esse conceito é bastante abstrato e pode variar conforme as experiências individuais


anteriores que o operacional já presenciou ou em treinamentos que participou e sensibilidade diante de
uma situação.

A identificação do perigo imediato é fundamental para o operacional decidir aonde ir e o que


fazer. Seu deslocamento, ação de busca ou reação deve ser prioritariamente no perigo imediato
identificado.

O operacional deve adquirir o reflexo de identificar imediatamente em um ambiente, pontos


de proteção, assim como utilizá-los imediatamente ao iniciar uma ação de risco.
CONTROLE DE ÁREA: Durante deslocamentos, entradas, varreduras e outras ações de
risco, o operacional deve estar em condições de dominar completamente a área ou ambiente em que se
encontre presença. É uma responsabilidade individual e coletiva da Célula que poderá colocar em risco a
sua vida e de seus companheiros.
O controle de área compreende o domínio total do ambiente através de:

 PROTEÇÃO 360º: todos os lados devem estar dominados;


Cobertura e Apoio: além do fato de que um homem sozinho não pode cobrir os 360º de
uma área, uma das grandes vantagens sobre o homem só é que, trabalhando em equipe,
você sempre tem alguém cuidando de suas costas. No caso de ser atingido ou se
encontrar em uma situação arriscada, simplesmente a idéia de ter um parceiro por perto é
bastante reconfortante.

21
 PONTOS DISTANTES: os locais mais profundos, elevados e/ou distantes devem ser
observados;
 DISCIPLINA DE RUÍDOS: deve manter o silencio como forma de aumentar a percepção do
ambiente.
A varredura é uma busca que visa identificar e dominar visualmente um determinado
ambiente ou local, a fim de manter seu CONTROLE, quando a observação direta não é suficiente ou é
uma situação considerada de alto risco.

Três técnicas básicas de varredura são:

 TOMADA DE ÂNGULO: consiste em abrir seu campo visual, distanciando-se das


paredes. Isso fará com que seu campo visual domine a área não-visualizada
mantendo um ponto de proteção. Quando maior seu ângulo de abertura, maior a
percepção sem perder a proteção. Essa técnica pode ser usada para escadas,
corredores, carros, cômodos;

Infrator

 OLHADA RÁPIDA: técnica utilizada quando não for possível fazer a tomada de
ângulo. Consiste em uma rápida jogada de cabeça para o interior do local a ser
varrido, retornando imediatamente para o local de proteção. Na necessidade de uma
Segunda olhada, o ponto de entrada deve ser alterado; e
 ESPELHOS: consiste em usar um pequeno espelho fixado em uma haste. É ideal
para situações de alto risco, como interior de celas, pátios, galerias,etc.

6.9 Entradas
Entradas são penetrações em ambientes fechadas. Existem dois tipos de entradas:

22
 ENTRADAS COBERTAS: também chamadas de entradas furtivas, lentas e
programadas, são penetrações em ambientes sem visualização ( Galerias com
fumaças e gases), quando as técnicas de varreduras tornam-se insuficientes para o
CONTROLE DA ÁREA, ou quando há necessidade de continuação do deslocamento;
 ENTRADAS DINÂMICAS: também chamadas de invasões táticas, são usadas
quando há a necessidade de uma ação rápida, de surpresa e de choque dentro de
um ambiente (princípio tático dos “3 S” – Speed, Surprise, Schock action), ou seja
( Rapidez, Surpresa, Ação de Choque) como um resgate de reféns, por exemplo. As
entradas dinâmicas devem ser realizadas SOMENTE por Células bem avançadas.
Três técnicas de entradas são:

 ENTRADA CRUZADA (CRISS-CROSS):

 ENTRADA EM GANCHO (BUTTON-HOOK):

 ENTRADA LIMITADA (LIMITED PENETRATION):

23
6.10 Tomada de pavilhão

A tomada será sempre de cima para baixo, do último para o primeiro raio e da primeira para
última cela.
O Coord. Da Operação verifica visualmente, através da anti-cela, se há presos soltos
andando pelos corredores, que deverão retornar de mediato às suas celas. Verificado se os presos
encontram-se, nas celas, a Célula avança se posicionando de frente às celas, e com o escudo obstrui a
escotilha até a tomada da cela.

O atirador determinará aos presos de sua cela, de forma clara e audível, com firmeza e
energia, o seguinte: - que cada preso se dispa, permanecendo somente de cuecas, que retire as cortinas
existentes na cela, e por fim se agrupem no fundo da cela, de costas para a porta, sentados com as
pernas cruzadas, com as mãos atrás da nuca e com os dedos entrelaçados.

6.11 Tomada de cela

Será feita a extração composta por três Agentes, no máximo, sendo um escudeiro, fazendo a
função de ponta, 01 (um) atirador da célula, armado de espingarda Cal. 12 e o BACKUP a retaguarda
armado com uma espingarda Cal. 12.

24
Caberá somente ao atirador a verbalização das ordens direcionadas aos revistados, os
presos receberão a determinação de formarem de no máximo três, de frente para a célula, devendo preso
a preso, com as mãos para cima, abrir a boca e mostrar a língua, abaixar a cueca mostrar o fundo da
cueca e agachar três vezes, mostrar a sola do pé, recompondo-se após, e retornando à posição inicial.
Após, sairá da cela, com as mãos na nuca olhando para o chão, na direção que o Coordenador de
Operações determinar.

25
Após a retirada de todos os presos, a célula avança em X, em revista a cela em busca de
presos escondidos ou homiziados, sempre atentando com a segurança, verificando laterais das celas, em
cima das camas, banheiros, embaixo dos colchões.

6.12 Individual ou em grupo.


Unidades com porta gradeada (apoiar o escudo na porta a fim de proteger o operacional e
propiciar a verbalização com os presos; atenção a objetos que podem ser lançados, artefatos perfuro
cortantes, líquidos inflamáveis/ aquecidos, etc. ).

Unidades com portas chapeadas (atenção quanto á visualização ao interior da cela- pelo
guichê; a porta da cela poderá ser utilizada de forma favorável ao operacional como escudo) e unidades
com dois andares (vertical) , a ação deve ser iniciada pelo andar superior, da última para a primeira cela.

26
6.13 Contenção de presos

Após a saída de todos os presos da cela, os quais foram encaminhados para a área de
contenção, já preparada pelo restante da Célula, que contará com o auxilio do Imobilizador tático, o
Coordenador de Operações e o Segurança.

Ao chegar o sentenciado deverá ser recepcionado pelo Imobilizador, o qual determinará aos
sentenciados que deverão ficar sentados ao solo em fila indiana (um atrás do outro), co a perna aberta
mão na nuca e cabeça baixa (conforme figura), e não poderá ter conversas e nem ir ao banheiro, até o
termino da revista da cela.

27
6.14 Retirada (extração) e Algemação

A retirada ou extração de sentenciados se dará por motivos de: Fóruns, PS, objetos ilícitos
encontrados, desacato e outros.

Sendo que a forma de extração será avaliada pelo Coordenador de Operações, visando a
aplicabilidade mais viável, e sempre atendendo a segurança da célula.

Esta retirada será feita pelo imobilizador tático de forma ensinada pelas Técnicas de
imobilização e algemação, algemando-o e conduzindo-o a seu destino, observando pelo operacional que
conduz em atentar pela integridade física do sentenciado e a quem ele entregou.

6.15 Condução

A condução já algemado e com as mãos para trás, ou de outra forma ensinadas nas
técnicas de imobilização, será o mais rápido possível, uma vez que o operacional não deva ficar muito
tempo longe dos demais.
Em caso de mais presos, deverá estar atento a quantidade de algemas que ira utilizar, sendo
isto providenciado no briefing.

28
6.16 Verbalização de retorno.

Ordenar a volta para as celas em fila indiana com as mãos na nuca, dedos entrelaçados,
cabeça baixa e a permanência no interior da cela, sentados no chão de costas para grade, permanecendo
em silêncio sem mexer em nada, aguardando o término do procedimento.

29
7. MODULO II

7.1 Composição de Célula em demais células ou Grupos de Intervenção Rápida

Quando necessário a formação de mais células, a unificação se dará, fortalecendo o


conjunto e o comando das Células se dará pelo Coordenador de Operação do local onde haverá a ação,
ou seja, o Coordenador de Operações responsável da unidade prisional a qual estiver instalado a crise,
por motivos de conhecimento do local.

E quando solicitado a presença do GIR, as Células passarão a integrar em conjunto ao


grupo, ficando então a responsabilidade da operação, ao Coordenador de Operações do GIR.

7.2 -Briefing de mais Células

7.3 - Formações por dois e três

30
ES= ESCUDEIRO AT= ATIRADOR IT = IMOBL. TÁTICO CO= COORD. DE OPERAÇÕES SE= SEGURANÇA

7.4 - Formação de Escudos

EM GUARDA

GUARDA BAIXA

GUARDA ALTA

31
GUARDA BAIXA EMASSADA

GUARDA ALTA EMASSADA

ESCUDO SOBRE A CABEÇA

32
7.5 -Fila Tática
POR DOIS

POR UM

33
7.6- Formação Táticas:

EM LINHA

EMCUNHA

ESCALÃO A DIREITA E ESQUERDA

34
8. DISTÚRBIOS PSIQUIÁTRICOS

Aos presos com distúrbios psíquicos (mentais, drogados e alterados por qualquer
substância) previamente informado quer seja pela direção da unidade ou outro servidor, e necessário
previas observações:

– Verificar condições prévias do local e histórico de ocorrências similares com o preso junto ao corpo
funcional;

– Deixar de sobreaviso a todos os Operacionais que trata de um preso com distúrbio;

– Preparar corpo de enfermagem para possível atendimento e (acompanhar o preso até o setor de
enfermaria para uma avaliação profissional do quadro de saúde do mesmo);

(Saber diferenciar estas situações nas ações impedindo que uma abordagem inadequada seja aplicada.
Ter ciência de que o uso de psicologia, de convencimento nestes casos é de fundamental importância
para que não haja danos tanto para o preso quanto para a Equipe Tática).

9. RETIRADA DE FERIDOS

Independente da ação devemos atentar quanto à integridade física do sentenciado, devendo


de pronto atendimento, socorrer caso aja feridos por conta da ação.

35
10. – AÇÕES PREVENTIVAS DE SEGURANÇA E CONTROLE –

Por fim temos de ter em mente que toda operação independente da proporção, deve ser
levada como de suma importância e por isso temos de redobrar a segurança, pois poderá ocorrer algo que
não prevíamos e não estávamos preparados, por isso devemos ter em mente alguns cuidados:

01 – Trabalhar com informações atuais e verídicas;


02 – Ter noção da amplitude da Ação e da necessidade operacional;
03 – Organização de grupo e divisão das atribuições buscando eficácia de Ação;
04 – Manter “postos chave” sob cobertura;
05 – Armamentos e Munições adequados;
06 – EPI e EPC dos Operacionais;
07 – Preparo físico e mental;
08 – Primar pela segurança, deixando à pressa pra depois!;
09 – Conhecer a própria limitação e de seus companheiros;
10 – Procurar abreviar a permanência de presos na contenção;
11 – Uso Escalonado de Força, não forçar o preso a uma reação desnecessária;
12 – A Ação tem que seguir um padrão GIR/CIR, ou seja, ser RÁPIDO sem contudo perder a qualidade de
atuação;
13 – Ter pessoal capacitado a lidar com presos, de maneira objetiva, não deixando dúvidas ou margem
para questionamento aos presos;
14 – Trabalhar em conjunto, na medida do possível, com AEVP e ASP da Unidade;
15 – Eliminar riscos desnecessários (excesso de presos na contenção, muitas celas abertas, poucos
operacionais, desproporcionalidade de contingente, falta de técnicas adequadas, emprego de
(granadas, armamentos e munições de maneira desnecessária ou em momento errado);
16 – Não subestimar o poder de reação dos presos;
17 – Não ter excesso de confiança.

36
11. Comunicação:

Para que qualquer trabalho em grupo funcione de forma eficiente, o devido Comando e
Controle (C&C) deve ser estabelecido e mantido. Certamente uma Célula é a menor
unidade/grupo existente. Porém, se houver falhas em C&C, a missão pode ir por água abaixo.

Comandos Verbais são essenciais para que este elo de parceria não se rompa.

A Célula sempre precisa estar avisada sobre quatro coisas:

 QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO


 QUANDO VOCÊ ESTÁ FAZENDO
 COMO VOCÊ ESTÁ FAZENDO
 QUANDO VOCÊ TERMINOU

Estabelecendo padrões

O bom senso indica que nem sempre será possível comunicar-se com seu parceiro por
meio de comandos verbais, especialmente em uma busca ou aproximação silenciosa, quando o
inimigo ainda não foi alertado de sua presença. Em tais casos, comandos por sinais de mão e
gestos serão essenciais.

Porém, em situações de confrontos, é possível e fundamental manter uma linha de


comunicação verbal entre você e seu parceiro. É importante que, ao ouvir um Comando Verbal do
seu parceiro, você o responda para que ele possa saber que:

a) você ouviu o comando dele, e


b) você está fornecendo a cobertura necessária para a atividade que ele está prestes a realizar
(talvez alguns grupos queiram modificar os comandos que se seguem, substituindo-os por
códigos para enganar e confundir o inimigo).

37
SINAIS VISUAIS

EU ACHO QUE VI ALGO ESTÁ ME CHAMANDO? - - OU ÁREA LIMPA, NÃO PRECISA


EU?? FICAR EM SILÊNCIO.

ESTOU TENDO DIFICULDADE EM


PODE FALAR ESTOU EM TUA RETAGUARDA
ENXERGAR COM MEUS ÓCULOS.

PRECISO TIRAR ESTA HÁ ALGUMA COISA ERRADA


BOLSA EU TENHO O ALVO COM MINHA ARMA.

ESTA É MINHA PARADA QUIETO, ESPERE UM POUCO. MINHA MUNIÇÃO ACABOU.

38
ESTÃO ATIRANDO EM QUIETO POR UM INSTANTE PARA
PRECISO DE MAIS MUNIÇÃO
NÓS NOS PREPARAR.

HOMEM SUJO JOVEM ( ADOLESCENTE)

PESSOA COM BARBA CHORANDO INCONSCIENTE

HOMOSEXUAL CORAÇÃO FRACO PESSOA SEM BARBA

FIQUE EM MINHA FRENTE ONDE É


TELEVISÃO SEGURO. ESTA INDO PARA SUA DIREÇÃO.

39
ESTE EQUIPAMENTO ESTÁ
PESADO
EU ESTOU SEM MIRA DESCULPE, MINHA CULPA

TENHO MUNIÇÃO ERRADA OU


EMPRESTAR MUNIÇÃO. REAGRUPAR
SÃO DOIS TIMES ??

ELES NÃO TEM NENHUMA NÓS TEMOS UMA CHANCE NÃO TEMOS CHANCE
CHANCE.

VOCÊ PRIMEIRO EU NÃO VOU !! VAMOS SAIR DAQUI

40
FONTES DE PESQUISAS

 Resoluções SAP 155/2009 E SAP 262/2009;

 NGA 001/2010 Normas Gerais de Ação;

 Apostila de Normas Gerais de Ação - CIR;

 Procedimentos Táticos Operacionais Padrão – em Estabelecimentos Prisionais;

 Revista em Estabelecimento Prisional (Polícia Militar do Estado de São Paulo)

 Atuação da Tropa de Choque em Ocorrência de Rebelião em Estabelecimento Prisional (Polícia


Militar do Estado de São Paulo);

 Uso Progressivo da Força (Secretaria Nacional de Segurança Pública);

 Técnicas e Tecnologias Não-Letais na Ação Policial (Secretaria Nacional de Segurança Pública);

 Cursos TESS BRAZIL e CATI.

FONTES DE OBSERVAÇÃO

 Trabalho do Sistema Prisional Paulista;

 Trabalho desenvolvido pelos Grupos de Intervenção Rápida GIR 05- Litoral e GIR 06 - Taubaté,

 Trabalho desenvolvido pelo GAR na Penitenciária II de Presidente Venceslau;

 Ações realizadas em conjunto do GIR Litoral em blitz em algumas Unidades desde 2008.

41
EQUIPE DE TRABALHO

IDEALIZADOR E PRODUTOR:

SILVIO DAMACENO SIMORA RIBEIRO


DIRETOR DE SERVIÇO DO N. E. V. P. - PI DE SÃO VICENTE
E OPERACIONAL DO GIR 05 LITORAL

CONSULTORIA:

AURÉLIO MARTINS POMBO


COORDENADOR OPERACIONAL GIR 06 TAUBATE

COLABORADORES:

AURÉLIO MARTINS POMBO


COORDENADOR OPERACIONAL GIR 06 TAUBATE

LUIS FERNANDO RODRIGUES DO AMARAL


COORDENADOR OPERACIONAL GIR 02 ITIRAPINA

ADRIANO ALVES HORTÊNCIO


COORDENADOR OPERACIONAL GIR 03 AVARÉ

ALEXANDRE MALHEIRO SHIMITH


COORDENADOR OPERACIONAL SUBSTITUTO GIR 05 LITORAL

REVISÃO:

FABIANO DORETO
ESCOLA DA ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA - EAP

42