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1.

Formação étnica da população brasileira


A população brasileira formou-se de três matrizes étnicas básicas: a indígena, a
européia e a africana. Cada matriz é composta por uma diversidade de costumes e
diversidade lingüística, que possibilitou grande diversidade cultural no país. A intensa
miscigenação deu origem aos mestiços ou pardos, processo de longos 5 séculos.

Grupos:
Europeu + índio = caboclo, mameluco.
Europeu + negro = mulato.
Negro + índio = cafuzo.
Amarelo + outras etnias = Ainocô.

Distribuição da população por cor (1940-1999)


Brancos – 63,5 (%) e 54 (%)
Pardos (mestiços) – 21,2 (%) e 40 (%)
Negros – 14,6 (%) e 5,4 (%)
Amarelos – 0,6 (%) e 0,6 (%)
Os dados são considerados precários, devido ao fornecimento das informações, pois
as referências referentes a brancos e negros são questionáveis.

2. O índio
Com o processo de colonização, o índio é exterminado em milhares, percebido pela
desvantagem
bélica da época. Hoje, existem em alguns mil, espalhados em reservas demarcadas
pelo governo, mas
ainda desrespeitado na sua cultura e ao direito a terra. Para garantir os direitos
indígenas, em 1967, foi
criado a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e em 1970, o Estatuto do Índio,
cuja principal
finalidade era regularizar a situação jurídica dos indígenas. (ver página 349).

3. O branco na população
A população branca brasileira não se origina de uma mesma etnia. Temos os
descendentes de
portugueses, italianos e espanhóis (atlanto-mediterrâneo); poloneses, ucranianos,
russos (eslavos);
alemães, austríacos, holandeses, suíços (germanos e teutões).

4. O negro no Brasil
Pessoas que foram capturadas na época colonial e serviram de escravos nas
atividades econômicas
do Brasil, trazendo imensos lucros a metrópole portuguesa. É a etnia que mais sofre
preconceito e
racismo, devido à disseminação de uma cultura preconceituosa de que o negro era
uma “raça” inferior.
Hoje no Brasil, estão concentrados no nordeste e sudeste brasileiro.

5. Imigração no Brasil: histórico e causas


O Brasil é um país relativamente novo, muito extenso, com regiões pouco povoadas e
ricas em
recursos naturais, tem se caracterizado pela intensa movimentação migratória,
principalmente de
imigração e migrações internas.
Fases importantes:

Primeiro período imigratório (1808-1850): período de pouca imigração, as pessoas


não queriam viver
em um país escravagista. Só com a chegada da família real que a situação muda.

Segundo período imigratório (1850-1934): foi o mais importante e intenso. Isso se


deve a proibição do
tráfico negreiro (Lei Eusébio de Queirós, 1850), que trouxe 80% do volume total de
imigrantes, vindo
trabalhar nas lavouras de café, a maior parte formada por italianos.

Terceiro período imigratório (após 1934): houve uma diminuição devido a crise do
café e de leis que
restringiam entrada de imigrantes (Lei de Cotas de Imigrantes), limitando a 2% de
pessoas por cada
nacionalidade.
De acordo com a nacionalidade, os cinco grupos mais numerosos de imigrantes até
1983, foram
pela ordem: portugueses, italianos, espanhóis, alemães e japoneses. Da década de
1990, houve certo fluxo
de imigrantes, coreanos, bolivianos, chineses, argentinos e uruguaios.
É importante saber que não há precisão nos dados, pois muitos entram de forma
clandestina no
Brasil e enfrentam preconceitos, dificuldades de integração e de reconstrução de sua
identidade como
grupo social.

6. De país imigratório a emigratório


A partir da crise de 1970, o país deixou de ser imigratório para emigratório. Estima-se
que 1,5
milhão de brasileiros transferiram-se para o exterior em busca de novas
oportunidades de emprego e de
vida. Os principais destinos são: Estados Unidos, Japão e países da Europa.
Muitas pessoas qualificadas encontram trabalhos como executivos, especialistas em
informática e
comércio, pesquisadores e cientistas, conhecidamente chamados de “fuga de
cérebros”. Para os não
qualificados, se empregam nos chamados subempregos, como: babá, doméstica,
garçonetes, etc.

7. Migrações internas: o país em movimento


Os principais movimentos migratórios do país atenderam aos ciclos econômicos, à
política de
ocupação do interior e ao processo de industrialização.
Analisemos a figura 17:
• Nordestinos e paulistas para Minas Gerai-, Goiás e Mato Grosso – Mineração
(século XVIII);
• Nordestinos para Amazônia – borracha (1860-1910);
• Nordestinos e mineiros para o interior de São Paulo e norte do Paraná – Café
(1850-1930);
• Nordestinos, mineiros e capixabas para São Paulo e Rio de Janeiro –
industrialização (a partir de
1950);
• Nordestinos e sulistas para Centro-Oeste – colonização (1940) e região Norte para
construção da
Rodovia Belém-Brasília;
• A partir da década de 1990, percebe-se um fluxo para as principais cidades de cada
Estado
(capitais) e também, uma busca por cidades de médio porte.

Êxodo rural e transumância


O êxodo rural é caracterizado pela transferência das pessoas do campo para cidade.
Isto se deve a
alguns fatores como modernização do campo e a ilusão de emprego nas grandes
cidades. Quando essa
transferência é concretizada, as pessoas sofrem como conseqüência muitos problemas
urbanos, apontados
como desemprego, falta de moradia, favelização, mendicância, criminalidade, entre
outras. As cidades
nem sempre estão preparadas com os equipamentos urbanos para dar suporte às
necessidades básicas
dessas populações.
A transumância está intimamente ligada aos ciclos de atividades. Os trabalhadores se
deslocam de
uma área a outra em busca de trabalho temporário e atendendo as safras e entressafras
dos produtos.

www.portalcelm.com.br/pdf/etnias.pdf