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No âmbito das Metas Curriculares de Português do 1.

º ciclo do ensino básico, foi


produzido o vídeo Princípios, métodos e técnicas da alfabetização, elaborado na
sequência de uma palestra proferida por José Morais, psicólogo da linguagem e da
cognição e professor emérito da Universidade Livre de Bruxelas.

Este recurso destina-se a todos os professores responsáveis pela alfabetização


dos seus alunos.

Apresenta-se aqui um roteiro, possível, após o seu visionamento.

O vídeo encontra-se organizado em 3 partes:

1.ª Parte – É necessário fazer compreender à criança o princípio alfabético


desde o início da aprendizagem da leitura e da escrita;

2.ª Parte – Da consciência dos fonemas à descodificação e desta à leitura


automática das palavras;

3.ª Parte – Debate

O vídeo Leitura e Escrita: Princípios, métodos e técnicas da alfabetização destina-se


a todos os professores responsáveis pela alfabetização dos seus alunos.

Esta palestra responde a questões como:


1. O que é ler?
2. O que é alfabetizar?
3. O que é o princípio alfabético?
4. O que são fonemas e grafemas e o que é o
código ortográfico?
5. Como se adquire a habilidade de identificação
das palavras escritas?
6. Como e quando deve ser ensinada esta
habilidade? Como implementar o
método fónico?
1. O que é ler?

 Aprendemos a ler para compreender.

 Não podemos dizer, de maneira precisa,


que ler é compreender aquilo que temos
diante de nós: os símbolos gráficos,
porque ler não é exactamente isso;

Aprendemos a ler para compreender


É necessário fazer compreender à
criança o princípio alfabético
desde o início da aprendizagem da
leitura e da escrita.
2. O que é alfabetizar?

Alfabetizar é ensinar a ler e a


escrever num sistema alfabético.
O sistema alfabético é um conjunto de letras ou
grupos de letras que correspondem a fonemas.
 Estes são os tijolos, os elementos da
nossa escrita.
 Eu não posso produzir (emitir em voz) o
fonema, posso emitir um segmento
fónico.

EB de Bela Vista
6 de março de 2014

De acordo com a psicolinguística cognitiva é


alfabetizado quem é capaz de ler e escrever com
autonomia – não precisa de ajuda de outras
pessoas.
Citando José Morais, é alfabetizado
quem tem:

 “Um nível mínimo de habilidade que


permita ler palavras e textos
independentemente da sua familiaridade e
escrever qualquer enunciado, mesmo sem
compreender o que se lê ou conhecer o
conteúdo do que se escreve.”

 Este mínimo requer processos na escrita


de codificação da linguagem, e na leitura
de decodificação controlada e sequencial
da escrita.
 São os “níveis básicos” da leitura e da
escrita. Só depois de alguns anos de
prática se atingem os “níveis hábeis”, que
correspondem à ativação automática de
representações ortográficas lexicais.
 Dadas as características do código
ortográfico do português, e supondo um
ensino apropriado e um desenvolvimento
cognitivo e linguístico normal, os níveis
básicos podem ser atingidos no fim do
1.º ano de instrução e os níveis hábeis no
fim do 4.º ano.

 O nosso sistema de escrita é alfabético.


Isto é, ele representa a estrutura
fonológica da linguagem oral ao nível dos
fonemas.
 O alfabeto representa os fonemas da
língua, de uma maneira que não é
inteiramente transparente – este é um
grande desafio para alunos e professores!
 As letras do alfabeto não representam
sons, representam fonemas.
3.O que é o “Princípio Alfabético”?

Grafemas simples:
reduzidos a 1 letra;

Grafemas complexos
– em que a letra é
acompanhada de um
diacrítico ou são
grupos de letras.

Chama-se “princípio alfabético” o princípio de


representação dos fonemas por letras ou grupos
de letras (isto é, por grafemas).

Descritores do desempenho para o 1.º ano no


quadro do objetivo:
“Conhecer o alfabeto e os grafemas”
6. Conhecer o alfabeto e os grafemas (1.º
ano);
1. Nomear a totalidade das letras do alfabeto e
pronunciar os respetivos segmentos fónicos
(realização dos valores fonológicos).
Valores fonológicos ou fonemas – aquilo que
realmente a letra representa.
4. O que são fonemas e grafemas e o que
é o código ortográfico?
 As letras do alfabeto não representam
sons, representam fonemas;
 Em função do código ortográfico pode
haver uma certa variabilidade.
 Por exemplo: para a letra «b» eu não
posso emitir, em voz, em fala, o fonema;
 Posso emitir um segmento de fala, que
chamarei de segmento fónico que
corresponde ao fonema, ao valor
fonológico dessa letra.

Sistema alfabético
 É um conjunto de letras que
correspondem a fonemas.
 Esses são os tijolos, os elementos da
nossa escrita.
 A criança tem de conhecer isto.
(Vamos certamente, desde o início, mostrar
à criança o que é esse princípio!)
Questão:
 O que são os fonemas?
 Por que razão os fonemas não são sons?
 O que são os grafemas?
 Por que razão se distingue entre grafema
e letra?

Definição
 Os caracteres do alfabeto, as letras, formam
grafemas, que são as unidades menores que
servem para distinguir o significado entre as
palavras escritas.
 Grafemas são letras, ou grupos de letras que
correspondem a fonemas, as menores
unidades da estrutura fonológica da fala.
 O alfabeto é o conjunto das letras, mas os
fonemas não correspondem exactamente às
letras, eles correspondem aos grafemas.

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