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AZEVEDO, R. M.

Programação Neurolingüística: Transformação e Persuasão


no Metamodelo. São Paulo, 2006. Dissertação (Mestrado em Ciências da
Comunicação). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo.
Disponível em:
<www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27142/.../Dissert_Regina_Maria_Azevedo.p
df<Acesso em: 29/06/2018.

Programação Neurolingüística: Transformação e Persuasão no Metamodelo.

Azevedo, Regina Maria

Resumo: Neste estudo apresentamos as origens da Programação Neurolingüística


(PNL), seus principais fundamentos, pressupostos teóricos e objetivos; analisamos o
metamodelo, sua relação com a linguagem e sua exploração por meio do processo
de “ modelagem” , a partir do enfoque presente na obra A estrutura da magia I: um
livro sobre linguagem e terapia, de Richard Bandler e John Grinder, idealizadores da
PNL. Examinamos as transformações obtidas mediante o processo de derivação,
com base na Gramática Gerativo-Transformacional de Noam Chomsky, objetivando
verificar sua relação com o “ metamodelo. Explorando o discurso do Sujeito
submetido ao processo de “ modelagem” , verificamos em que medida os novos
conteúdos semânticos revelados pelas transformações poderiam influenciá-lo, a
ponto de mudar sua visão de mundo. Para esta análise, investigamos ainda as
teorias clássicas da Argumentação, em especial os conceitos de convicção e
persuasão, constatando que a “ modelagem” oferece ao Sujeito recursos para
ampliar seu repertório lingüístico, apreender novos significados a partir de seus
próprios enunciados e, por meio da deliberação consigo mesmo, convencer-se e
persuadir-se.
Palavras-chave: Programação neurolinguística; metamodelo; modelação.

Gênero: Artigo.
A PNL, como costuma ser chamada a programação neurolinguística, é uma
ciência aplicada baseada na estrutura da experiência subjetiva e sua interferência na
aprendizagem e no comportamento, ou seja, nos controle dos processos pelos quais
criamos nossas experiências subjetivas. Outra definição traz a PNL como um
conjunto de técnicas para entender e modificar os processos internos pessoais
através da identificação de padrões de linguagem verbal e não verbal, responsáveis
por desencadear nossas reações.

John Grinder (linguista) e Richard Bandler (formado em matemática e


psicologia) foram os pioneiros no estudo da PNL. Grinder e Bandler começaram
estudando pessoas que sofriam de problemas variados e descobriram uma
diferença importante entre pessoas que tinham algum tipo de fobia daquelas que já
haviam se livrado delas: as que ainda sofriam de fobia pensavam no objeto de seu
medo como se ainda estivessem passando por aquilo e as que haviam se curado
não. Elas viam a situação de fobia como se aquilo estivesse ocorrendo com outra
pessoa.

Essa foi a primeira grande descoberta do que mais tarde seria chamado de
PNL, a de que como as pessoas pensam a respeito de algo faz uma grande
diferença no modo como irão vivenciá-las. Mais tarde, alcançando já uma certa
notoriedade com suas pesquisas, Bandler e Grinder se juntaram ao Dr. Milton H.
Erickson, o mais notável hipnotizador do mundo. A partir dessa parceria muitas
descobertas foram feitas, e o desenvolvimento de novas técnicas terapêuticas selou
o surgimento da ciência que propõe uma forma de compreender e reproduzir a
excelência humana.

Mais do que simplesmente uma ciência, a PNL costuma ser definida como
uma forma de agir e pensar ou mesmo como uma arte. O seu objetivo é ensinar as
pessoas como trabalhar seus modelos mentais e consequentemente sua forma de
agir, com o intuito de conseguir melhores resultados de si e dos outros.

O princípio básico da PNL está na forma como encaramos o mundo, na


ideia de que o que consideramos realidade é na verdade apenas um modo de
observar, e no conceito básico de que todo comportamento possui uma estrutura
subjetiva que pode ser estudada, modelada e transformada para que possamos
atingir resultados esperados.

As experiências possuem uma estrutura, se você puder identificar e mudar


a estrutura ou padrões de suas experiências poderá modificar suas experiências
também; se uma pessoa é capaz de fazer algo, então todos também são capazes de
fazê-lo, basta identificar e modelar os padrões de suas experiências;