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Giebiluka, Robinson Geraldo: Atualizado em 05/05/2010.

“A Gigante dos Campos e dos gramados Gerais”.

CRÔNICAS_ giebiluka@yahoo.com.br

Giebiluka, Robinson Geraldo: Atualizado em 05/05/2010.

Dedicatória: Agradecimento ao Vieira Neto, o melhor Cronista de que tenho notícia até hoje.

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BERÇO DO FUTEBOL PARANAENSE

Seria este o motivo de o Clube Operário, ter um forte "apelo" por parte da população local? Explico: Somos de uma cidade de origem boiadeira, no passado uma

região de fazendas. Posto de parada dos tropeiros, vindos de Viamão (RG) com sentido

a

Sorocaba. Surgia aqui um pioneirismo das rotas paranaenses. Estávamos abrindo vias

e

por conseqüência o potencial agrícola era eminente. Logo, vieram muitas Indústrias,

primeiro madeireiras (Wagner, Slaviero, Klüppel, etc) depois, as do cultivo do soja,

produto este, hoje muito abundante por aqui. Então mais tarde outro título surgiria

O da "Capital" do beneficiamento do

soja, da América Latina. A maior produtora e beneficiadora do grão nos anos 70. Com as Indústrias vieram os caminhões, e pra dar conta do recado, já que a produção crescia, as carretas aumentaram, nascendo os “Treminhões" e os "Bi-trens". Trens? Sim, além dos caminhões a ferrovia é antiga e pioneira. Foram implantadas pelos ingleses no início do século 20. Trens, bi-trens, ferrovias, rodovias, por que não graxa, graxeiros e operários? Sim, por eles mesmos fundados. Pelos trabalhadores das

estradas de ferro da dita Viação Paraná-Santa Catarina, principalmente pelos jovens operários que trabalhavam nos escritórios e oficinas da Rede Ferroviária, na vila também chamada Oficinas. Assim surgia o legítimo Operário Ferroviário Esporte Clube. Time dos pobres (O Guarani era pó-de-arroz), dos trabalhadores, dos "graxeiros", do preto e do branco, o preto da mancha do trabalho, o branco dos

gloriosos Fantasmas. É o Fantasma

Esporte Clube.

Palavra Chave: Graxeiro

[De graxa + -eiro.] Substantivo masculino. 1. Bras. Empregado de estrada de ferro ou de companhia de bondes, incumbido de lubrificar, com graxa, máquinas e chaves de desvio das linhas férreas.

Aurélio.

máquinas e chaves de desvio das linhas férreas. Aurélio. Explosão da Fiel Fantasma em jogo decisivo.

Explosão da Fiel Fantasma em jogo decisivo.

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Seção _Crônicas da Cidade Princesa by

robinson geraldo giebiluka.

(Texto 01)

Ponta Grossa:

“Povo proletário de uma província latifundiária”

Em seus primórdios, ela se deu pela soma de desbravadores portugueses, tropeiros e famílias ilustres vindas principalmente de São Paulo. E mais tarde de imigrantes, que fugidos de guerras (eslavos), ou àqueles que tentariam a sorte de ganhar dinheiro na nova “América”, os Italianos, se estabeleceriam aqui. Também com os grandes empreendimentos do início do século, os ingleses vieram com as concessionárias das ferrovias, e ainda a vinda em grande número de alemães e dos exploradores espanhóis. Pela localização geográfica estratégia, diríamos que “todos os caminhos levam a Ponta Grossa”, cidade que estabeleceu o encontro de muitas culturas, de povos de todas as regiões do Brasil e do mundo. De trabalhadores agropecuários, industriais, ferroviários e de importantes rodovias, cresce a Princesa dos Campos, soberana nos planaltos do estado das Araucárias. Terra dos alemães da München Fest, dos ingleses do Operário Ferroviário Esporte Clube, da Taça de Vila Velha, da Capital dos Caminhões, da Capital mundial da soja, Cidade militar e universitária e, de outrora, 3ª maior e mais influente cidade do sul do país, mas eternamente a Capital Cívica do Paraná e do Brasil.

Ponta Grossa possui um índice elevado de desenvolvimento humano (IDH), e possui segundo IBGE 2009, uma população de 314,681 mil habitantes, a 79ª do Brasil e quinta do Paraná. Com o maior parque industrial do interior do Paraná, somente a Tetra Pak, arrecada mais imposto do que todo o parque industrial de Cascavel junto. Possui rodovias mantidas por concessionária privada (Rodonorte) que mantém a pista dupla PG-CTBA, como um dos melhores trechos do Sul do Brasil. Cidade histórica, com 186 anos, é considerada o termômetro político do interior do Paraná. Com belíssimos recursos naturais, desponta como uma cidade de potencial turístico grandioso. Possui uma cadeia grande de rádios, como a rede CBN, a rede Bandeirantes, em cadeia com a PRJ2 – que é a rádio mais antiga com programação ininterrupta do Paraná com 70 anos e, que revelou, grandes comunicadores do rádio como: Barros

Júnior, Ney Costa, Osires Nadal, Vieira Filho e Alceu Bauer. Possui importantes jornais e canais de televisão como a subsidiária da RPC (TV Esplanada), possui canais fechados de televisão. Com uma equipe de futebol centenária, o Operário, foi à cidade fundadora do futebol profissional no Paraná. Reduto de grandes equipes que disputou muitas vezes o cetro máximo do futebol paranaense como o próprio Operário, Guarani,

Nova Rússia, Olinda e Associação Pontagrossense de Desportos

A cidade é

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grandiosa em extensão, são mais de dois mil kilometros quadrados, a maior região, em superfície, de todo o estado do Paraná. Com muitos bairros históricos e importantes, destacando: Olarias (do importante Clube de futebol amador, Olinda), Nova Rússia, O Principado de Uvaranas (de famílias tradicionais italianas, sede da UEPG, Rede Ferroviária e Quartel Militar – o 13º BIB), Santa Paula (o mais populoso núcleo habitacional do Paraná com 35 mil habitantes), Oficinas (vila onde o OFEC manda seus jogos) e jardim Carvalho (Onde se encontra a Universidade Tecnológica do Paraná e o futuro parque tecnológico de Ponta Grossa). Como anteriormente citada, é a capital dos caminhões, devido ao grandioso número deste meio de transporte. Juntamente com uma gama muito grande de empresas especializada em peças e serviços, tendo a região da Nova Rússia, principalmente através da rodovia Souza Naves, sua grande representante neste quesito. Nos anos 70, com um importante processo de industrialização da cidade, (por esta época surgia o parque industrial Prefeito Ciro Martins), viriam grandes indústrias beneficiadora de óleo de soja (moagem e envase) tendo as indústrias Sambra e Cargil seus grandes carros-chefes. Recebendo por este motivo o título de capital mundial do beneficiamento do soja.

(texto02)

A PRINCESA DOS CAMPOS GERAIS

A cidade de Ponta Grossa conta hoje (2009), com aproximadamente 400 mil habitantes. É cidade considerada grande, com muitas características peculiares. Vamos começar com o mapa rodoviário.

CIDADE RODOVIÁRIA

A “nossa” cidade é considerada o maior entroncamento rodo-ferroviário do interior do Sul do Brasil. Conta com diversas vias de acessos importantes. São rodovias federais, estaduais, fluxos de acessos locais e duas transnacionais que passarão por aqui em breve. Classificam-se em torno de 11, as vias principais. O acesso à cidade se dá pelas rodovias duplicadas BR 376, elo de ligação do Porto de Paranaguá ao Norte e Noroeste paranaense, assim como ligando o estado com São Paulo e Mato Grosso, e a 277 (acesso às regiões Oeste e Sudoeste do Paraná), além da PR-151 (ligação Ponta Grossa – Itararé, e ao Sul com o distrito de Guaragi), mais o Contorno Leste e o novo Anel Viário, passando pelo bairro Uvaranas e região norte da cidade.

Outras de importância secundária: A estrada do Cerne (rota da liberdade), a ligação com o distrito de Itaiacoca, e as transnacionais que passarão próximas à PG no futuro, conferindo

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suma importância às cidades costeiras da região, sendo: “Estrada Boiadeira” entre o Mato- Grosso do Sul e o Sudeste do Paraná, passando por Campo Mourão e Ipiranga (50 km de PG) e especialmente a Transbraziliana, ligando Belém (PA) ao Rio Grande do Sul, passando por Londrina e Tibagi, estando a poucos kilometros de Ponta Grossa. O trecho entre Ipiranga e Imbituva, ainda não foi traçado no mapa. Isto é, nem sinal das máquinas, até o momento em que este texto foi escrito. Também somos uma cidade de "peças e serviços" para caminhões e veículos, situada aqui à famosa rodovia "Souza Naves" como uma importante rodovia que passa por dentro da cidade, com muito serviço especializado em veículos automotivos, e que na confluência da PR 151 com a rua Dom Pedro II, forma o maior trevo (entroncamento) rodoviário do estado do Paraná - chamado de "Viaduto Eurico Batista Rosas" e seu prolongamento que leva ao centro da cidade, desembocando em frente à rodoviária, moderníssima, construída em 2008. Pra encerrar este tópico, Ponta Grossa tem ainda o apelido de "A Capital dos Caminhões”.

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