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Disciplina : CONSTRUÇÃO CIVIL II

Bacharelado em Engenharia Civil

Aula I – Instalações
Hidrossanitárias: Água Fria

Prof. José Domingos de Souza Neto


Instalações de água fria.

BIBLIOGRAFIA DE REFERÊNCIA:
➢ Carvalho Junior, R. Instalações hidráulicas e o projeto
de arquitetura. 11 ed. São Paulo: Blucher, 2017. 374p.

➢ NBR – 5626 – Instalação predial de água fria


INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA

1 – Considerações gerais;
2 – Entrada e fornecimento de água fria;
3 – Sistemas de abastecimento;
4 – Reservatórios;
5 – Rede de distribuição;
6 - Materiais e dispositivos de controle de fluxo;
7 – Desenho de instalações;
8 – Dimensionamento de tubulações de água fria;
9 – Pressões mínimas e máximas;
10 – Redutores de pressão;
11 – Ruídos e vibrações em tubulações;
12 – Acústica em instalações prediais DIMENSIONAMENTO
COMPLETO DE ÁGUA FRIA
13 – Perda de carga em canalizações.
Histórico
• Arquedutos na roma antiga e os banhos públicos
Cloaca Máxima é uma das mais antigas redes de esgotos do mundo
Antiga Roma nos finais do século VI a.C
1. Considerações gerais
➢ INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA – “Constitui um conjunto de tubulações,
equipamentos reservatórios e dispositivos, destinados ao abastecimento dos
aparelhos e pontos de utilização de água da edificação, em quantidade
suficiente, mantendo a qualidade da água fornecida pelo sistema de
abastecimento” (Carvalho Jr, 2017)
2. Norma e requisitos
• NBR 5626 – Projeto, execução e manutenção da instalação predial de
água fria.
1 – Preservar a potabilidade;

2 – Garantir o fornecimento de água de


forma continua, em quantidade, pressão e
velocidade compatível com o perfeito
funcionamento dos aparelhos sanitários.

3 – Promover economia de água e energia

4 – Possibilitar facil manutenção;

5 – Evitar níveis de ruídos inadequados à


ocupação do ambiente

6 – Proporcionar conforto aos usuários


(localização das peças de utilização)
3. Sistemas de distribuição
Instalação predial -> Dois tipos de alimentação : Via pública ou privada

Alimentação via sistema privado?


3.1 Entrada e fornecimento de água

Alimentador predial

Cavalete Fonte: Carvalho Jr (2017)


3.2 Entrada e fornecimento de água

Fonte: Carvalho Jr (2017)


3.2 Entrada e fornecimento de água
Posição e localização dos hidrômetros

Fonte: Carvalho Jr (2017)


3.2 Entrada e fornecimento de água
Medição Individualizada
4. Sistemas de abastecimento
Três sistemas de abastecimentos:

1 – Direto

2 – Indireto

3 - Misto

“Cabe ao projetista analisar as vantagens, desvantagens conforme realidade


local e características do edifício.
4. Sistemas de abastecimento
Distribuição Direta

DESVANTAGENS

VANTAGENS
➢ Diretamente da rede pública
➢ Não existe reservatório
➢ Pontos de utilização são diretamente abastecidos
➢ Baixo custo
4. Sistemas de abastecimento
Distribuição Indireta

Sem bombeamento* Com bombeamento


(até 3 pavimentos) (acima de 9 metros)

VANTAGENS
E
DESVANTAGENS
4. Sistemas de abastecimento
Distribuição Indireta

VANTAGENS

➢ Obtém-se pressões específicas em


determinados trechos da rede.

DESVANTAGENS

➢ Custo elevado
➢ Manutenção periódica
➢ Inoperante em casos de falta de
energia
4. Sistemas de abastecimento
Distribuição Mista

CARACTERÍSTICAS

➢ Parte da alimentação da rede de distribuição predial oriundo da rede


pública e parte do reservatório superior.
➢ Sistema mais comum, usual e vantajoso.
5. Reservatórios

➢ Brasil -> Atraso no abastecimento de água* -> Perdas e interrupções


➢ Reservatórios -> Antever situações de ausência de água
➢ Análise e correta localização, altura e capacidade dos reservatórios
➢ Arquitetos => Harmonização entre a estética e a técnica
RESERVATÓRIOS: CRITÉRIOS DE PROJETO

Reservatórios

Correta localização!!!

Economia e “Perda de carga”


RESERVATÓRIOS: CRITÉRIOS DE PROJETO

ONDE POSICIONAR O RESERVATÓRIO?


RESERVATÓRIOS: CRITÉRIOS DE PROJETO

ONDE POSICIONAR O RESERVATÓRIO?


RESERVATÓRIOS: CRITÉRIOS DE PROJETO

ALTURA IDEAL!!

1. Interferência no pressão
de água em pontos de
utilização

2. Número de conexões

3. Proximidade do
reservatório dos pontos de
consumo

Fonte: reservatóriometalico.com “Perdas de carga”


PERDA DE CARGA: CANALIZAÇÕES

➢ Movimento de fluido gera atrito nas paredes laterais das canalizações.

➢ Dissipação de energia na forma de calor

➢ Perda de carga = Diferença de energia inicial e final de um líquido entre


dois pontos distintos na canalização.
5. Reservatórios - Considerações
• Reservas de água cima de 2000 litros -> Projeto e estrutura de
suporte adequado -> Madeira ou concreto.

• Transmissão de cargas para vigas e paredes próximas -> Evitar o


apoio direto sobre a laje ou forro.

• Prever acesso com escadas e porta independentes

• Acesso do reservatório com abertura mínima de 60 cm.


5.1 Reservatório Superior
5.1 Reservatório Superior
5.1 Reservatório Superior
5.2 Reservatório inferior

Perspectiva e detalhamento do
reservatório inferior - Corte

Perspectiva e detalhamento do
reservatório inferior – Planta baixa
5.3 Tipos de reservatórios
5.3 Tipos de reservatórios
Tamanho de reservatório para água fria
6. Pressão Estática
• Pressão máxima estática, em qualquer ponto, não deve ultrapassar
40 m.c.a (metros de coluna d’água) – Edificações acima de 40
metros – cuidados!.

• Pressões acima podem causar ruídos, golpe de aríete e necessidade


de manutenção constante.

• Solução: Usar redutores de pressão ou reservatórios


intemediários.
6. Pressão Estática
Reservatórios intermediários Válvulas redutoras de pressão
7. Pressão Dinâmica
Em qualquer ponto da rede, a pressão dinâmica não deve ser inferior a 0,50 m.c.a.

Pressão estática (PE) Pressão dinâmica (PD)

PE – PC = PD
PC = Perda de carga (distribuídas e localizadas)
7. Pressão Dinâmica
8. Ruídos, vibrações e acústica
• Ruídos e vibrações: NBR 5626 recomenda que as tubulações sejam
dimensionadas com uma velocidade de água, em qualquer trecho, não
superior a 3,0 m/s.

• Acústica:
• 1 – Locar peças de utilização oposta à contígua aos ambientes habitados
• 2 – Utilizar dispositivos anti-ruídos
• 3 – Deixar recobrimento mínimo de 50 mm (tijolo maciço, argamassa ou
tijolo + argamassa)
• 4 – Utilizar caixas acopladas em vasos sanitários em vez de válvulas de
descarga.
AULA 3
9. Reservação de água - Consumo
• NBR 5626 – Capacidade dos reservatórios com base no padrão de
consumo de água do edifício.

• Volume de água mínimo, necessário para 24 horas de consumo


ininterrupto, sem considerar o volume de água para combate ao
incêndio.

• Consumo Brasil -> 50 a 200 litros de água/dia.


9. Reservação de água - Consumo
9.1 Cálculo do consumo diário de água

Cd = P x q

Onde:
• Cd = Consumo diário (litros/segundo)
• P = População que ocupará a edificação
• q = Consumo per capita (litros/dia)
9.2 Capacidade dos reservatórios
• Intermitência no abastecimento -> Dimensionar o reservatório para
dois dias de consumo.

CR = 2 x Cd
Onde:
CR = Capacidade total do reservatório (Litros)
Cd = Consumo diário (Litros/dia)

OBS:
1- Reservatório inferior: 60% do CR
2 – Reservatório superior: 40% do CR
9.3 Dimensionamento de reservatório
Geometrias

V = A * h (Seções retangulares)

V = π *r² * h (Seções circulares)

Onde:

V = Volume em m³
A = Área (m²)
r = Raio
h = Altura do reservatório ou lâmina
d’água (m)
9.4 Cálculo da reserva de incêndio
• Cálculo do volume da RESERVA TÉCNICA DE INCÊNDIO:

V=Qxt

(Anexo D – Aplicabilidade dos sistemas da NBR 13.714/2000)

• V = Volume da reserva técnica de incêndio em litros;


• Q = É a vazão, em litros por minuto, de dois jatos de água do hidrante mais
desfavorável hidraulicamente, conforme item 5.3.3 e Tabela 1 da NBR
13.714/2000;
• t = Tempo de 60 minutos para sistemas tipo 1 e 2, e de 30 minutos para
sistema tipo 3.

* Área superior a 750 m² ou acima de 4 pavimentos


Continuação….
Exercício 1 – Capacidade de reservação
1. Situações práticas – Você é o projetista!!

Calcular a capacidade dos reservatórios (superior e inferior) de um edifício


residencial de 5 pavimentos, com 2 apartamentos por pavimento, sendo que
cada apartamento possui 2 dormitórios e uma dependência de empregada.
Encontre também o volume da reserva de incêndio, prevista para ser
armazenada no reservatório superior.

Dados:

➢ 2 pessoas/dormitório
➢ 1 pessoa por dependência de empregada
Exercício 2 - Dimensionamento
1. Situações práticas

A partir do volume encontrado no exercício anterior, faça o dimensionamento do


reservatório superior, sabendo que altura minima prevista da lâmina d’água em
projeto deve ser 2 metros.
10. Rede de distribuição - Barrilete
• Barrilete: Conjunto de tubulações que origina no reservatório e derivam as
colunas de distribuição. Podem ser concentrados ou distribuídos.

Concentrado Ramificado
10. Rede de distribuição - Barrilete
CONCENTRADO
10. Rede de distribuição
• Conjunto de tubulações que interligam o reservatório aos pontos de
consumo da edificiação. Ex: Colunas de distribuições, ramais e sub-ramais
11. Dispositivos reguladores de fluxo

• Torneiras
• Registros de gaveta*
• Registros de pressão*
• Válvulas de descarga
• Válvulas de retenção
• Outros
12. Critérios de projeto
• Plantas baixas contendo detalhes da distribuição da rede, cortes e
vistas isométricas.

• O desenho dos compartimentos sanitários em perpectiva isométrica


deve apresentar escalas de 1:50 ; 1:100. Os detalhes podem ser em
1:20 e 1:25.

• Traços finos de paredes e cotas dispensáveis

• Memorial descritivo com a metodologia e os cálculos realizados.


12. Critérios de projeto - Dispositivos
Altura dos pontos de consumo e registro
13. Desenho de Instalações
13. Desenho de Instalações
13. Desenho de Instalações

Porque está errado??


14. Exemplos de Projetos