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SEDUC - AM - Instituto Acesso - 2018

31. “Contemplando uma cascata, acreditamos ver nas que está me esperando pro jantar /E me beija com a
inúmeras ondulações, serpenteares, quebras de ondas, boca de café Todo dia eu só penso em poder parar/ Meio
liberdade da vontade e capricho; mas tudo é necessi- dia eu só penso em dizer não / Depois penso na vida
dade, cada movimento pode ser calculado matemati- pra levar / E me calo com a boca de feijão” (Cotidiano -
camente. O mesmo acontece com as ações humanas; Chico Buarque)
poder-se-ia calcular antecipadamente cada ação, caso
As duas letras podem ser associadas a ideias dos filó-
se fosse onisciente, e, da mesma maneira, cada pro-
sofos gregos Heráclito e Parmênides, que viveram no
gresso do conhecimento, cada erro, cada maldade.”
século VI. a.C. Assinale a alternativa que apresenta, cor-
(NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano.
retamente, a ideia destes filósofos.
Um livro para espíritos livres. São Paulo: Cia das Letras,
2006.) A) Parmênides defendia que o ser é único, mutável
A partir desta citação de Nietzsche, o livre arbítrio pode e imóvel.
ser considerado um erro, pois: B) Heráclito defendia a ideia de um mundo con-
tínuo, em constante movimento, onde nada per-
A) Os homens foram considerados livres para
manece idêntico a si mesmo.
poderem ser julgados, ser punidos.
C) Heráclito afirmava que o nosso conhecimento
B) Os seres humanos, por não terem dignidade,
sensitivo das coisas nos dá uma ilusão do movi-
não são capazes de alcançar o sentido do livrear-
mento, uma aparência.
bítrio.
D) Heráclito afirmava que mesmo que o homem en-
C) Os sacerdotes à frente das velhas comunidades,
tre em um rio mais de uma vez, a essência não é
não desejaram criar para si o direito de impor
modificada.
castigos ou passar para Deus este direito.
E) Parmênides defendia a divisão do universo em
D) Apesar da doutrina da vontade ter sido inventada
dois pólos, ou seja, do “ser” e do “não-ser”.
com o objetivo da punição, a Igreja conseguiu re-
tirar esta culpa sobre o homem. 33. “O aparecimento da polis constitui, na história do
E) Os teólogos, que partem do conceito de “or- pensamento grego, um acontecimento decisivo. Cer-
dem moral do mundo”, já não “continuam a em- tamente, no plano intelectual como no domínio das
pestear” a ideia de inocência do vir a ser ligado àinstituições, só no fim alcançará todas as suas conse-
culpa e ao castigo. quências; a polis conhecerá etapas múltiplas e formas
variadas.” (VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pen-
32. Leia com atenção os trechos das músicas abaixo:
samento grego. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil
“Nada do que foi será/ De novo do jeito que já foi um S.A., 1989.)
dia/ Tudo passa/ Tudo sempre passará/ A vida vem em
ondas/ Como um mar/ Num indo e vindo infinito Tudo Segundo Vernant, o advento da polis inaugura uma
que se vê não é/ Igual ao que a gente/ Viu há um segun- importante invenção que, por ela, a vida social e as
do/ Tudo muda o tempo todo/ No mundo Não adianta relações entre os homens tomaram uma nova forma
fugir/ Nem mentir/ Pra si mesmo agora/ Há tanta vida e contribuiu para o nascimento da filosofia. Assinale
lá fora/ Aqui dentro sempre/ Como uma onda no mar/ a alternativa que apresenta esta invenção destacada
Como uma onda no mar/ Como uma onda no mar” pelo autor como preeminente e por excelência sobre
(Como uma onda - Lulu Santos e Nelson Motta) todos os outros instrumentos de poder surgidos com a
polis:
“Todo dia ela faz tudo sempre igual / Me sacode às seis
horas da manhã / Me sorri um sorriso pontual /E me A) A redação das leis, que ao escrevê-las retira-se a
beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra autoridade privada dos basileis, cuja função era
eu me cuidar /E essas coisas que diz toda mulher /Diz dizer o direito.

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B) A distinção de um domínio público, um setor de A) Voltaire (1694-1778) teve um julgamento nega-


interesse comum, opondo-se aos assuntos priva- tivo em relação à obra, inspirando Frederico
dos. II da Prússia 1712-1786) a escrever a obra Anti-
C) A sabedoria, a partir das revelações e mistérios Maquiavel.
que buscavam transformar o homem no íntimo,
B) No século XIX, foi transformado em herói na-
fazer dele único, quase um Deus.
cional pelo movimento de unificação da Itália,
D) A palavra, enquanto debate contraditório, dis-
o Risorgimento.
cussão, argumentação e chave de toda autori-
dade no Estado. C) No começo do século XX, as discrepâncias em re-
E) As relíquias secretas, nas quais muitas cidades lação ao entendimento da obra, levaram a várias
colocam sua salvação na posse destes elemen- interpretações. Mussolini (1883-1937) transfor-
tos. mou a obra em precursor do fascismo.
34. Leia com atenção o trecho abaixo: D) Rousseau (1712-1778) sustentou que O Príncipe
“O primeiro que, tendo cercado um terreno, ousou dizer era uma sátira, compreendida erroneamente
Isto é meu e encontrou pessoas suficientemente sim- como um elogio.
plórias para lhe dar crédito foi o verdadeiro fundador
E) Com a consolidação do poder absoluto dos
da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassi-
monarcas, O Príncipe passou a ser identificado
natos, quantas misérias e horrores não teria poupado
como um manual de técnicas instrumentais do
ao gênero humano aquele que, arrancando as esta-
despotismo.
cas ou tampando o fosso, tivesse gritado a seus semel-
hantes:”Evitai escutar esse impostor; estareis perdidos 36. Cerletti em seu livro, “O ensino de filosofia como
se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra problema filosófico”, traz uma citação do filósofo
não é de ninguém!" (MARCONDES, Danilo. Texto bási- francês Badiou: “A filosofia é o ato de reorganizar as
cos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 5 experiências teoréticas e práticas, propondo uma nova
ed. Revista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007. grande divisão normativa que inverte uma ordem in-
telectual estabelecida e promove novos valores para
A ideia presente no trecho acima foi defendida por qual
além dos comuns. A forma de tudo, isto é, mais ou
importante filósofo?
menos, dirigir-se livremente a todos, mas primeiro e
A) Thomas Hobbes. principalmente aos jovens, pois um filósofo sabe per-
B) David Hume. feitamente bem que os jovens têm que tomar decisões
C) Jean-Jacques. Rousseau sobre suas vidas e que eles estão geralmente mais dis-
D) René Descartes. postos a aceitar os riscos de uma revolta lógica.” (BA-
E) John Locke. DIOU, In. CERLETTI, Alejandro. O ensino de filosofia
35. Maquiavel (1469 - 1527), em seu livro O Príncipe, nos como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica
apresenta um manual da conduta de príncipes, que de- Editora, 2009.)
screve as maneiras de conduzir-se nos negócios públi-
Nesta perspectiva, haverá sempre na filosofia uma de-
cos internos e externos, e basicamente como dominar
cisão de reorganizar o que já existe a partir de novas
e manter um principado. Lido por muitos, a obra do
decisões normativas. Considerando este contexto di-
Florentino conhece muitas interpretações divergentes
ante do que é defendido por Cerletti para o ensino de
tanto quantos são os filósofos que dele se aproxima
filosofia, avalie as afirmativas a seguir:
para analisá-lo. Abaixo as afirmações demonstram as
apropriações das ideias de Maquiavel por diferentes I - Os professores precisam ensinar filosofia no ato de
pensadores e lideranças, EXCETO: filosofar.

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II - A “repetição criativa” deve ter lugar no ensino e na istério do homem exterior. Eu, homem interior, dotado
aprendizagem. de uma alma, soube disso por meio dos sentidos de
meu corpo."
III - O que a filosofia repete é um conhecimento deter-
minado e não a alteração da continuidade do que “se V - Alguns, com efeito, acreditaram que Deus fosse um
diz”. corpo. Mesmo que defendamos que todos entendem a
palavra “Deus” neste sentido, isto não significa que rep-
IV - O professor precisa criar as condições para que os
resentem a existência desta coisa como real e não como
alunos consigam, por si mesmos, desenvolver a identi-
apenas uma representação mental." Correspondem ao
dade do interrogar e da vontade saber.
pensamento de Santo Agostinho, o que se afirma ape-
A respeito dessas afirmativas, assinale a opção correta. nas em:

A) Todas as afirmativas são verdadeiras. A) II e V.


B) As afirmativas I e II são verdadeiras, e as afirmati- B) I, II e III.
vas III e IV são falsas. C) I, III e IV.
C) As afirmativas I, II e IV são verdadeiras, e a afir- D) I, II e V.
mativa III é falsa. E) I e IV.
D) As afirmativas I, II e III são verdadeiras, e a afir-
38. Segundo Marilena Chauí (2010), “o campo ético
mativa IV é falsa.
é, assim, constituído pelo agente livre, que é o su-
E) As afirmativas II e III são verdadeiras, e afirmati-
jeito moral ou a pessoa moral [...]” Para a autora,
vas I e IV são falsas.
este sujeito moral só pode existir se atender algumas
37. Santo Agostinho (354-430) e São Tomás de condições, como:
Aquino (1227 -1274) foram os maiores representantes
I - ser consciente de si, tendo sua consciência como
da Filosofia Medieval. Cada qual pode em sua época,
caminho maior, independente da existência dos outros
defender ideias que se tornaram bases conceituais do
como sujeitos éticos.
pensamento cristão. Sobre estes filósofos, considere:
II - ser dotado de vontade, ou seja, capacidade de con-
I - Repelido em meu esforço senti que as trevas de
trolar e orientar desejos e deliberar e decidir entre
minha alma não me permitiam contemplar: experi-
várias alternativas possíveis.
mentei a certeza da sua existência e infinitude, sem,
contudo, estender-vos pelos espaços finitos e infini- III - ser capaz de atender as regras e normas definidas
tos." pelos outros, subordinando-se sempre que necessário.

II - Parece-nos que a existência de Deus é evidente. Com IV - ser responsável, ou seja, reconhecer-se como autor
efeito, denominamos verdades evidentes aquelas cujo da ação, independente dos efeitos e as consequências
conhecimento está em nós naturalmente, como é o dela sobre si e sobre os outros, sem responder por elas.
caso dos primeiros princípios."
V - ser livre, ou seja, ser capaz de oferecer-se como
III - Vi claramente que todas as coisas boas podem, en- causa interna de seus sentimentos, atitudes e ações.
tretanto, se corromper, e não se poderiam corromper Autodeterminar-se, dando a si mesmo as regras de con-
se fossem sumamente boas, nem tampouco se não duta. Das condições citadas acima, estão corretas, se-
fossem boas. Se fossem absolutamente boas seriam gundo Chauí:
incorruptíveis, e se não houvesse nada de bom nelas,
A) I, III e IV.
não poderiam se corromper."
B) II, III e IV.
IV - Não somos Deus, mas foi Ele quem nos criou. O C) II e V.
homem interior conheceu esta verdade através do min- D) II e III e IV.

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E) III e V. B) Bergson afirma que o dever, a obrigação e a


moral não dizem respeito a uma razão prática,
39. A lei Nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, em seu
uma vez que a ordem moral depende antes da
artigo 35-A, afirma que a Base Nacional Comum Cur-
ordem social, que se apresenta em diferentes
ricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem
formas.
do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Na-
C) Bergson defende que a lógica tem força su-
cional de Educação. Em seu 2º parágrafo está previsto
ficiente para suplantar a emoção e o hábito,
que:
servindo como base principal de uma formu-
A) A Base Nacional Comum referente ao ensino mé- lação da ética.
dio incluirá obrigatoriamente estudos e práticas D) Bergson defende a razão como o simples fator
de educação física, arte, sociologia e filosofia. de obediência e de ação moral.
B) O ensino da língua portuguesa e da matemática E) Bergson apresenta a ideia de uma moral fechada,
será obrigatório nos três anos do ensino médio. em que novos valores e novas condutas são cri-
C) A União estabelecerá os padrões de desempenho adas, instaurando uma nova ética.
para o ensino médio, que serão referência nos 41. Leia com atenção os excertos abaixo:
processos nacionais de avaliação, a partir da
Base Nacional Comum. I - “Depois, examinando com atenção o que eu era, e
D) Os currículos do ensino médio deverão consid- vendo que podia supor que não tinha corpo algum e
erar a formação integral do aluno, de maneira a que não havia qualquer mudo, ou qualquer lugar onde
adotar um trabalho voltado para a construção eu existisse, mas que nem por isso podia supor que
de seu projeto de vida e para sua formação nos não existia; e que, ao contrário, pelo fato mesmo de
aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais. eu pensar em duvidar da verdade das outras coisas
E) A carga horária destinada ao cumprimento da seguia-se mui evidente e mui certamente que eu existia;
Base Nacional Comum Curricular não poderá ser (...)” DESCARTES, René. Discurso do método. 3 ed. São
superior a mil e oitocentas horas do total da carga Paulo, Nova Cultural, 1983. (Col. Os Pensadores)
horária do ensino médio. II - “(.. . ) quando analisamos nossos pensamentos ou
40. “Como as próprias palavras indicam, ética e moral ideias, por mais complexos e sublimes que sejam, sem-
referem-se ao conjunto de costumes tradicionais de pre descobrimos que se resolvem em ideias simples
uma sociedade e que, como tais, são considerados val- que são cópias de uma sensação ou sentimento ante-
ores e obrigações para a conduta de seus membros.” rior. Mesmo as ideias que, à primeira vista, parecem
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo, Ática. mais afastadas dessa origem mostram, a um exame
2010. Muitos filósofos construíram e debateram os con- mais atento, ser derivadas dela.” HUME, David. Inves-
ceitos de ética e moral, estabelecendo proximidades tigação acerca do pensamento humano. São Paulo,
e divergências de pensamento. Dentre eles, o filósofo Nova Cultural, 1989.
francês Henri Bergson (1859 - 1941), desenvolveu uma III - "Não há dúvida de que todo nosso conhecimento
perspectiva que busca compreender a relação entre começa com a experiência (...) Mas embora todo o
dever e cultura ou entre dever e história. nosso conhecimento comece com a experiência, nem
por isso todo ele se origina justamente da experiência.
Assinale a alternativa que apresenta a compreensão
Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso con-
bergsoniana sobre ética e moral.
hecimento de experiência seja um composto daquilo
A) Para Bergson, a moral aberta é moral social, que recebemos por impressões e daquilo que a nossa
sendo fixa, repetitiva, habitual e respeitada própria faculdade de conhecimento (apenas provo-
quase automaticamente por todos. cada por impressões sensíveis) fornece de si mesma.

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KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. São Paulo, Abril E) Afirmativas II e III.
Cultural, 1979. (Col. Os Pensadores)

Três importantes correntes filosóficas foram apontadas 43. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), na área
nos excertos acima. Estas buscam entender de onde de Ciências Humanas e Sociais aplicadas, é integrada
se originam o conhecimento, as ideias, os conceitos e pela Filosofia, Geografia, História e Sociologia. Esta
as representações. Assinale a alternativa abaixo que propõe a ampliação e o aprofundamento de conheci-
apresenta, respectivamente, os excertos e as correntes mentos essenciais desenvolvidos no ensino fundamen-
filosóficas representadas. tal até o 9º ano. Organizado de maneira a tematizar e
problematizar, no ensino médio um dos seus temas é:
A) I. Apriorismo II. Empirismo III. Racionalismo
“indivíduo, natureza, sociedade, cultura e ética”. Sobre
B) I. Racionalismo II. Empirismo III. Apriorismo
este TEMA, a BNCC, prevê:
C) I. Racionalismo II. Apriorismo III. Dogmatismo
D) I. Empirismo II. Apriorismo III. Racionalismo
E) I. Racionalismo II. Empirismo III. Dogmatismo I - Uma relação com a questão que a tradição socrática
introduz: o que é o ser humano?
42. “As proposições fatuais são, pois, o fundamento
de todo saber, mesmo que elas precisem ser abandon-
adas no momento de transição para afirmações gerais. II - A análise, compreensão e comparação de diferentes
Estas proposições estão no início da ciência. O conheci- sociedades, sua cultura material, sua formação e de-
mento começa com a constatação dos fatos.” SCHLICK, senvolvimento no tempo e no espaço.
Moritz. Sentido e Verificação. São Paulo: Abril Cultural,
1973. (Coleção Os Pensadores) A citação acima compõe III - Aprender a viver em sociedade submetendo-se a
ideias de um grupo de cientistas que marcou a filosofia processos de socialização, ou seja, processos de incor-
da ciência, conhecido como Círculo Viena. A partir das poração e internalização de valores, papéis e identi-
ideias defendidas por este grupo de cientistas de diver- dades.
sas áreas, leia as afirmativas abaixo.

I - Ficou acordado que a filosofia e a teologia não po- IV - O entrelaçamento entre questões sociais, culturais
diam ostentar validade cognoscitiva, pois não havia e individuais possibilita o aprofundamento, no ensino
uma ligação interdisciplinar entre elas. médio, da discussão sobre ética.

II - Todo conhecimento fica sujeito ao racionalismo.


V - Estudo da política a partir da origem do pensamento
III - Defesa da orientação absolutamente teológica. filosófico na Grécia.
IV - Reivindicação da metodologia e da análise lógica
da linguagem como instrumento sistemático e reflexão A alternativa que contém as afirmativas corretas é:
filosófica.

V - Colocar a linguagem do saber contemporâneo sob A) III e IV.


rigorosas bases intersubjetivas, entendendo que não B) I, II e IV.
há conhecimento sem comunicação. Agora, assinale a C) I, III e V.
alternativa que contenha as afirmativas INCORRETAS. D) I, III, e IV.
A) Afirmativas I e IV. E) II e V.
B) Afirmativas I, II e III.
C) Afirmativas III e V. 44.Observe abaixo a Mystery Box, obra do artista Ben
D) Afirmativas I, III e V. Vautier (1964):

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" [...] ser não é apenas o que já existe, em ato; ser é


também o que pode ser, a virtualidade, a potência. [. ..]
se uma folha verde torna-se amarela é porque verde
e amarelo são acidentes da substância folha (que é
sempre folha independente da coloração). A qualidade
“amarelo” é uma virtualidade da folha, que num certo
momento se atualiza. E essa passagem da potência ao
ato é que constitui, segundo a teoria de Aristóteles, o
movimento. [...]" PESSANHA, José A.M. Vida e obra. In:
Aristóteles - Volume I. 2 ed. São Paulo: Nova Cultural,
1978. p.20. (Os Pensadores)

No rótulo desta obra, ligada ao movimento Fluxus,


pode-se ler a inscrição “Não abra. Esta caixa perde Sobre o trecho, a imagem e a metafísica aristotélica,
todo seu valor e significação estética como obra de arte podemos entender que: Potência e forma são idênticas,
(mistério) no instante em que é aberta”. A partir da assim como ato e matéria são idênticos.
análise da obra, identifique a alternativa que contenha A) Ato é a virtualidade que está contida numa
o filósofo e pensamento que se aproxima dessa con- matéria e pode vir a existir.
cepção da estética da arte. Aristóteles - A experiência B) A matéria ou potência é uma realidade passiva
artística se baseia em fatos que possuem verossimil- que precisa do ato e da forma.
hança, não com fatos ou atos reais, mas com os que C) Forma é o elemento de que as coisas da natureza,
estão em potência. os animais e os homens, os objetos são feitos
A) David Hume - O padrão do gosto é determinado D) O devir é aparência e ilusão, é o movimento pelo
por juízos baseados no sentimento, porém nem qual a potência se atualiza, a matéria recebe a
todos os homens são iguais na sua aptidão para forma e muda de forma.
ajuizar pelo sentimento. 46. Observe a imagem abaixo:
B) Immanuel Kant - A apreciação da arte está no uso
da nossa intuição e quando a conceituamos ela
se torna significativa, pois criamos “juízos” dessa
obra.
C) Walter Benjamin - A qualidade aurática, que rep-
resenta a absoluta singularidade de uma obra,
exemplar único e “irrepetível”.
D) Platão - A arte como imitação, capaz de enganar,
de maneira que a realidade sensível é uma imi-
tação do

45. Leia com atenção o trecho e observe a imagem Filósofos franceses, como Michel Focault, Jacques Der-
abaixo: rida e Gilles Deleuze, ao dedicarem seus estudos à

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história da filosofia, da sociedade, da ciência, das artes a Matrix. Uma inteligência artificial que destruía a
e das técnicas, afirmaram que a razão é histórica, de- inteligência humana, porque, para se manter, sug-
scontínua e muda temporalmente. Assinale a afirma- ava a energia gerada pelo sistema nervoso central
tiva que contenha a corrente filosófica que influenciou dos humanos. Chauí (2010), em seu livro Convite à
estes filósofos a enxergarem a história desta forma. Filosofia, estabeleceu um paralelo entre Neo e o filó-
sofo Sócrates. A partir desta comparação, pode-se afir-
A) Naturalismo
mar que: Sócrates costumava dizer que um espírito
B) Racionalismo
interior o movia, o instigava, diferente do que aconte-
C) Estruturalismo
ceu com o personagem Neo.
D) Empirismo
E) Apriorismo A) Os combates travados por Neo não podem ser
47. O filósofo inglês Francis Bacon (1561 - 1626), desen- considerados de caráter mental ou de pensa-
volveu uma teoria conhecida como a teoria dos ídolos. mento, diferente de Sócrates, que enfurecia os
Segundo ele, existem tipos de ídolos ou de imagens que poderosos de Atenas.
contribuem para formação de opiniões cristalizadas B) O papel do oráculo no filme, assim como o
e preconceitos, que dificultam o alcance do conheci- oráculo de Delfos possibilitou a Neo e a Sócrates,
mento da verdade. respectivamente, a compreensão da imanência.
C) Sócrates, acreditava que um espírito interior o
A partir dos tipos de ídolos apresentados por Bacon, levava a seguir as aparências e por meio delas
assinale a alternativa que contenha o tipo que melhor procurar a verdade das coisas.
se relaciona com a imagem abaixo: D) Filho de parteira, Sócrates, se via como alguém
que ajudava no nascimento das almas, auxil-
iando as mentes a libertarem-se das aparências.

49. Os jogos olímpicos surgiram por volta do século


VIII a.C., no contexto da Grécia Clássica. Represen-
tavam competições por meio de esportes, como: cor-
ridas; o palé - próximo da atual luta greco-romana;
A) Ídolos do teatro. o pýgme, comparado ao atual boxe; e dentre outras
B) Ídolos da tribo. modalidades.
C) Ídolos do fórum.
D) Ídolos da consciência.
48. Observe a cena abaixo:

No filme Matrix (1999), o personagem Neo (Keanu Pitágoras (570 - 495 a.C) apresentou um posiciona-
Reaves) era visto como o escolhido e capaz eliminar mento que relacionava o filósofo e as pessoas que com-

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pareciam aos Jogos Olímpicos. D) I; III


E) II
Assinale a alternativa que contenha esta posição.

A) A condenação dos jogos olímpicos que atrapal-


havam o desenvolvimento do pensar filosófico. Gabarito: 31A 32B 33D 34C 35D 36C 37C 38C 39B 40B
B) Os jogos olímpicos eram representações de ágo- 41B 42B 43D 44C 45B 46C 47A 48C 49E 50B
ras, nas quais aspectos filosóficos eram discuti-
dos.
C) O filósofo é movido por interesses comerciais ou
financeiros, assim como os comerciantes.
D) Assim como os atletas que participavam das
Olimpíadas, os filósofos eram movidos pelo de-
sejo de competir.
E) Como as pessoas iam para assistir aos jogos, o
filósofo é movido pelo desejo de observar, con-
templar e avaliar as coisas.

50. Baruch Spinoza nasceu em Amsterdã em 1632, filho


de imigrantes judeus de origem hispano-portuguesa.
Por ser considerado um livre pensador e crítico do pen-
samento religioso da sua época, no dia 27 de julho
de 1656, os anciãos judaicos de Amsterdã proferiram
uma condenação a ele. Spinoza escreveu a sua prin-
cipal obra, Ética, demonstrada segundo o método ge-
ométrico, publicada após a sua morte. Esta que revela
sua concepção de sistema filosófico, bem como seu
uso do método geométrico para demonstração das ver-
dades que buscava. Considerando as ideias de Spinoza,
leia as afirmativas abaixo:

I - O Deus não é um Deus pessoal, religioso, mas um


princípio metafísico.

II - Spinoza era considerado um panteísta.

III - Deus não está fora nem dentro do universo, ele é o


próprio universo.

IV - O livre-arbítrio existe, uma vez que Deus se identi-


fica com a natureza universal, sendo assim, tudo o que
há é necessário.

A partir destas afirmativas, assinale a alternativa que


contenha a(s) afirmativas INCORRETAS.

A) III; IV
B) IV
C) I; II

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