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editorial
Editora Saber Ltda. Resultados e tendências
Diretor
Hélio Fittipaldi
Muitos dizem querer esquecer 2009, outros
nem tanto. O fato é que o mundo precisava de um
momento de reflexão para realinhar seu rumo.
www.sabereletronica.com.br Acreditamos que isso aconteceu. Não é algo que
Editor e Diretor Responsável conseguiremos notar agora, mas que ao longo dos
Hélio Fittipaldi
Diretor Técnico próximos anos poderemos ver com mais clareza.
Newton C. Braga No momento, só o que podemos observar são os
Conselho Editorial
João Antonio Zuffo, números e dados apontados de 2009. Hélio Fittipaldi
Renato Paiotti A pesquisa da Abinee, apresentou no setor ele-
Redação
Daniele Aoki, troeletrônico uma retração de 9% no faturamento em relação a 2008,
Monique Souza, um ano fora do comum. Para 2010, a previsão é de crescimento de 11%,
Natália F. Cheapetta,
Thayna Santos liderado pelas áreas de Telecomunicações (21%), Informática (12%),
Revisão Técnica Material Elétrico (12%) e GTD - Geração, Transmissão e Distribuição de
Eutíquio Lopez
Colaboradores Energia Elétrica (12%).
Brian Black, As empresas de Telecom apostam no Plano Nacional de Banda Larga
Clóvis Magoga Rodrigues,
Jim Drew, e Informática e na demanda crescente da rede de computadores. As de
Leonardo Schunk, Material Elétrico acreditam nas ações do governo para incentivar a con-
Luiz Fernando F. Bernabe,
Márcio Rogério de Godoy, strução civil, e GTD na retomada do programa “Luz para Todos” e nos
Newton C. Braga,
Philip Karantzalis, investimentos em geração de energia elétrica.
Rebecca Lee Em relação ao comércio exterior, o déficit do setor, registrou queda
Designers
Carlos C. Tartaglioni, de 23%, em relação a 2008. As exportações atingiram US$ 7 bilhões e as
Diego M. Gomes importações U$ 24 bilhões. Para 2010, a previsão é das exportações per-
Produção
Diego M. Gomes manecerem no mesmo patamar de 2009 (U$ 7 bilhões) e as importações
PARA ANUNCIAR: (11) 2095-5339 chegarem a US$ 27 bilhões. O que marcou o setor foi o aumento dos custos,
publicidade@editorasaber.com.br em consequência diminuiu os lucros ou mesmo ocasionou prejuizos.
Capa
Arquivo Editora Saber
Para 2010, tudo indica a retomada dos investimentos. E como já pre-
Impressão víamos isto, começamos os preparativos para o nosso primeiro evento, a
São Francisco Gráfica e Editora ser realizado no segundo trimestre de 2010, que tratará sobre eletrônica
Distribuição
Brasil: DINAP embutida ou embarcada. Será uma feira que aproximará os engenheiros
Portugal: Logista Portugal tel.: 121-9267 800 de projetos e indústrias. Em breve anunciaremos os detalhes.
Boas festas!
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Saber Eletrônica é uma publicação mensal da currículo para manter sua empregabilidade em alta, mande a sua idéia
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por alterações nos preços e na disponibilidade dos produtos ocorridas após o fechamento.

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 

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índice

16 Microcontroladores
20 Escrevendo em um LCD com o CodeVisionAVR
24 Pedal de efeito reverberativo microcontrolado
utilizando o dsPIC30F4013

Projetos
26 Sensores com a placa Interface LPT

Circuitos Práticos

26 31 Filtro Passafaixa Programável para Leitores RFID


(UHF), definido por Software
34 Amplificador de 2 x1 W com o TS4984, da
STMicroeletronics
36 Seleção de Amplificadores Classe D
40 Amplificador de 300 W Estéreo ou 600 W Mono
com o TAS5630
46 Circuitos Biestáveis com o 4093
49 Substituição de Baterias por (Supercapacitores +

60 Carregador) em Aplicações Eletrônicas

Instrumentação
52 Novos Amplificadores de Precisão para o projeto
de Modernos Equipamentos Industriais

Componentes
55 Tecnologia dos Resistores de Precisão
60 Curso rápido de Retrabalho Manual em

Editorial 03 componentes montados em superfície (SMD)

Seção do Leitor 06 Opinião


Acontece
08 66 O Brasil aos olhos do mundo

Reportagem 16
Índice de anunciantes
Por tal................................................ 05 Te x a s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 9
Honeywell........................................ 07 Globtek.............................................. 23
M o n i t o r. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09 Ta t o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 7
IR .................................................. 11 C i k a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 ª c ap a
Microchip....................................... 13 National........................................... 3ª capa
Digivoice....................................... 15 Agilent ........................................... 4ª capa
 I SABER ELETRÔNICA 430 I Novembro 2008

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Hardware

PC&CIA # 81 # Abril 2008

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seção do leitor

Sugestões
“Na edição 437 da revista Saber Eletrônica,
vocês apresentaram uma matéria sobre
uma placa de interface para a porta para-
lela. Gostaria que os senhores publicassem
materias sobre as seguintes interfaces e
como converter sinais entre elas: HDMI/DVI/
VGA DSub (interfaces padrões de video e
conectores). E também gostaria de saber
mais informações sobre a interface PS2
(interface de mouse).“
Adão D do Nascimento
por e-mail
Saber Eletrônica nº 437
Caro Adao, obrigada por suas sugestões
de pauta pediremos aos nossos técnicos
que preparem algum material que esclareça as dúvidas e que supra a
curiosidade dos nossos leitores.

Assinatura eletrônica Controle Chaves Seletoras


“Estou interessado em fazer a assi- “Estou desenvolvendo um trabalho “Gostaria de saber se há algum artigo a
natura eletrônica da revista SABER para a minha conclusão de curso que respeito de chaves seletoras publicado
ELETRONICA, assim gostaria de saber trata justamente de energias alternati- na revista ou no site Saber Eletrônica.”
de antemão como é a forma de apre- vas, gostaria de saber se existe um cir- Robson Gomes
sentação das edições eletrônicas, por cuito controlador que gerencie a carga Santo André - SP
exemplo: .pdf, .doc. É possível fazer vinda de diversos meios alternativos de
download e manter um arquivo em energia.” Caro Robson, sobre chaves seletoras
meu computador? Posso imprimir o João Daniel ainda não temos nehum artigo especí-
conteúdo?” Campinas fico, porém sua sugestão já foi encamin-
Raphael Maccari hada para nossos editores publicarem
por email Caro João, na próxima edição o colab- algo a respeito.
orador Filipe Pereira nos presenteia
Prezado Raphael, o conteúdo das com um circuito microcontrolado, Contato com o Leitor
revistas é apresentado como página que gerencia o aquecimento de água, Envie seus comentários, críticas
html comum e não em pdf. O senhor tanto por energia solar como por e sugestões para a.leitor.saberele
pode manter o arquivo salvo no energia eólica, quando uma fonte tronica@editorasaber.com.br.
computador. No próprio portal está gera pouco energia a outra assume As mensagens devem ter nome
disponível a versão para impressão de a função e vice e versa, caso as duas completo, ocupação, empresa e/ou ins-
qualquer artigo. Para realizar a assi- não consiga a fonte de energia usada tituição a que pertence, cidade e Estado.
natura acesse www.sabereletronica. Por motivo de espaço, os textos podem
é a que acostumamos ter, vale a pena
ser editados por nossa equipe.
com.br conferir

 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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abcdefghijklmnopqrstuvwxy
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

seção do leitor
Potênciometro USB + PIC Medidor de carga de bateria
“Gostaria de receber o código fonte do “Gostaria de saber quais as edições Senhores, comprei a aproximadamente
Artigo publicado na revista Eletrônica da Saber Eletrônica em que a matéria seis meses uma publicação que possuia
Total - Ano 19 - Nº 131, referente ao “Comunicação USB com o PIC” foi publi- um medidor de carga de bateria. Infeliz-
Potenciômetro digital de 256 passos: PD- cada?” mente emprestei a revista e não tenho
PIC II. Grato.” Ricardo o número da edição. Como poderia
Daniel Crestini por e-mail compra -lá novamente?
por email Hélio José
Prezado Ricardo, informamos que a Campinas - SP
Caro Daniel, segue o link do site onde parte um da matéria mencionada está
é possível encontrar o download na edição 420, ano 43, janeiro de 2008. O artigo “Medidor de carga de bateria”
do código fonte do artigo “Pon- A parte dois foi publicada na edição foi publicado na edição nº 423. Para
tenciômetro digital de 256 passos: 421, em fevereiro do mesmo ano. As adquirir as revistas da Editora Saber
PD-PIC II” http://sabereletronica. revistas desejadas podem ser adquiri- basta entrar em contato com a loja
com.br/paginas/index/donwloads_ das através do site www.novasaber. Nova Saber através do site: www.nova-
eletronica com.br . saber.com.br. Lá você encontra alguns
exemplares de edições anteriores da
Errata Saber Eletrônica, além de diversos
livros técnicos.
Na edição 442 da revista Saber Ele- a gráfica. Pedimos desculpas aos Caso queira buscar outros artigos e
trônica foi re-publicada por engano nossos leitores, e por este motivo suas referências recomendamos a uti-
a seção do leitor da edição 441. Isso nesta edição, estamos publicando as lização da ferramenra “Busca Rápida”
aconteceu devido a problemas no dúvidas e sugestões dos meses de ou “Busca Avançada” do portal Saber
envio dos arquivos da revista para novembro e dezembro. Eletrônica (www.sabereletronica.
com.br).

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 

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Interface LPT
acontece
Carro da Volkswagen com A Volkswagen destaca que as luzes
traseiras de LED não exigem tanta
iluminação traseira de LEDs manutenção como as comuns e 0,2
segundos mais rápidas em resposta
à luz do freio em relação às lâmpa-
Cada vez mais destacada nos protóti- Emissor de Luz) chegou na sexta das convencionais. De acordo com
pos vistos em salões do automóvel geração do automóvel Golf. As luzes, a montadora, isso equivale a uma
e modelos já lançados, a iluminação muito exploradas nos modelos de vantagem entre 5 e 6 metros de dis-
com o uso de LEDs (sigla em inglês luxo, estão saindo como itens de série tância de frenagem a uma velocidade
para Light Emitting Diode, ou Diodo para os compactos. de 100 km/h.

Divulgação / G1
LED mais eficiência
e resistência.

Siemens Superstar é a me tanta eletricidade quanto um seca-


dor de cabelo ou uma chaleira elétrica
atração do Natal na Alemanha - pelo tamanho, é muito pouca energia.
Essa economia foi especialmente pen-
sada para atender a um dos critérios
A Siemens e o artista multimídia Michael Os nove mil LEDs utilizados tiveram do projeto: ser ecologicamente corre-
Pendry construíram a maior estrela de de ser presos às lâminas das turbinas to. Isto porque a idéia é que a estrela
Natal giratória do mundo, utilizando eólicas com uma supercola usada no não tenha apenas o espírito natalino,
as pás de uma turbina de produção de espaço, já que ficam sujeitos a forças mas que seja um símbolo brilhante
energia eólica. A obra está localizada na até 20 vezes maiores que a da gravi- para as tecnologias “verdes” e a susten-
entrada norte de Munique, na Alema- dade da Terra. Isso representa mais de tabilidade na véspera da Conferência
nha, e será acesa todas as noites do três vezes a força gravitacional experi- Global do Clima em Copenhague.
mês de dezembro. mentada por um astronauta durante o A escolha de Munique também tem
O artista e os técnicos da Siemens le- lançamento de um foguete. um significado especial, devido à pre-
varam 12 meses no desenvolvimento e Em noites de tempo bom, as luzes, ocupação da cidade com as energias
construção da Siemens Superstar, que coordenadas em tempo real com as renováveis e a eficiência energética.
possui uma amplitude de 70 metros. várias forças do vento e a velocidade Ela pretende ser a primeira cidade do
Foram utilizados cerca de 400 metros da turbina eólica, podem ser vistas de mundo a satisfazer todas as suas ne-
de cabos de energia, que, somados às uma distância de até 30 km. cessidades de energia através de fontes
lâmpadas, acrescentaram 100 kg para Embora sua iluminação seja feita com renováveis, o que está planejado para
cada lâmina do rotor. nove mil LEDs, toda a instalação conso- acontecer em 2025.

 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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acontece
Abinee apresenta balanço notebooks e celulares¸ e materiais de
instalação foram mais afetadas devido
do faturamento de 2009 ao baixo volume de negócios. Já os
bens de infra-estrutura não foram tão
Uma pesquisa feita pela Associação diminuição dos investimentos. afetados porque mantinham encomen-
Brasileira da Indústria Elétrica e A importação de produtos eletro- das feitas no pré-crise, já no segundo
Eletrônica (Abinee) apresentada pelo eletrônicos confirmou a queda do trimestre de 2009 sofreu queda de
presidente Humberto Barbato, mos- mercado interno em 2009, que deve 22% no faturamento de indústria.
tra que o faturamento do setor da alcançar 24 bilhões de dólares em Segundo Humberto Barbato com a
indústria eletroeletrônica, em 2009, comparação com US$ 32 bilhões do retomada de investimentos das indús-
sofreu queda de 9% em comparação ano passado. As exportações deverão trias do setor estima-se que em 2010
a 2008 devido aos reflexos da crise atingir US$7,2 bilhões, ou seja, terá o nível de faturamento possa atingir
econômica internacional. Áreas como uma queda de 27% em comparação US$5,3 bilhões, cerca de 4% ultrapas-
Telecomunicações chegaram atingir a 2008 que chegou a 9,9 bilhões de sando a média de 3%. Espera-se tam-
queda de 19% e Geração, Transmissão dólares. bém que os projetos de investimentos
de Distribuição de Energia Elétrica, No início da crise empresas fabri- na infra-estrutura da telecomunicação
GTD, redução de 12% decorrente da cantes de bens de consumo, como como ampliação de banda larga.

Texas Instruments lança Desafio Segundo Prêmio – no valor de US$


2.550,00 – US$ 2.000,00 em dinheiro,
MSP430 de Ultrabaixo Consumo de Energia mais uma cópia do Code Composer
Studio v4 (no valor de US$ 500,00) e
A Texas Instruments está lançando o com. O julgamento será realizado por um Kit de Desenvolvimento MSP430
Desafio MSP430 de Ultrabaixo Consu- especialistas do mercado e pela co- (no valor de US$ 50,00).
mo de Energia – um concurso mundial munidade online da TI, e será baseado Terceiro Prêmio – no valor de US$
que premiará as melhores aplicações em criatividade, eficiência energética e 1.550,00 – US$ 1.000,00 em dinheiro,
e projetos que utilizam qualquer um complexidade técnica. Os ganhadores mais uma cópia do Code Composer
dos dispositivos da família MSP430, vão dividir prêmios de US$ 10.000,00: Studio v4 (no valor de US$ 500,00) e
os microcontroladores com o menor Primeiro Prêmio – no valor de US$ um Kit de Desenvolvimento MSP430
consumo de energia da indústria. 4.050,00 – US$ 3.500,00 em dinheiro, (no valor de US$ 50,00).
Com inscrição gratuita, os interessados mais uma cópia do Code Composer Todos os inscritos no concurso também
em participar do concurso devem Studio v4 (no valor de US$ 500,00) e poderão ganhar prêmios que serão
enviar um vídeo em inglês com sua um Kit de Desenvolvimento MSP430 sorteados semanalmente. O concurso
aplicação para: www.designmsp430. (no valor de US$ 50,00). vai até 19 de janeiro de 2010.

Curtas
Vendas Gastos Fusão
A Holtek, empresa de semicondutores, O gasto global com equipamentos para A empresa japonesa Panasonic con-
anunciou as vendas consolidadas em produção de semicondutores está firmou neste mês que assumiu o
novembro deste ano. Neste mês o passando por um forte arranque de controle da Sanyo, uma fusão que cria
número de vendas foi de NT$293.7 crescimento, com o mercado pronto um grupo maior que a Sony.
milhões, (9 milhões de dolares ameri- para crescer 45% no próximo ano, A Panasonic apresentou em novem-
canos), representando um aumento de para US$ 36,7 bilhões, afirmou a em- bro uma Oferta Pública de Aquisição
1,30% sobre as vendas de outubro e presa de pesquisa Gartner. (OPA) das ações da Sanyo. O objetivo
um aumento de 23.07% sobre a base O mercado em 2009 recuará 43%, era conseguir a metade do capital.
anual.O acumulado de vendas consoli- para US$ 25,3 bilhões de dólares, de- A negociação foi concluída. A Pana-
dado de janeiro a novembro foram de vido às fortes quedas do início do ano, sonic informou ter adquirido 50,2%
NT$ 2.823 milhões (87 milhões e meio informou o Gartner, acrescentando das ações da Sanyo. Para se tornar a
de dólares americanos), representando que investimentos de algumas empre- matriz da Sanyo, a Panasonic deverá
uma diminuição de 13,76% em relação sas produtoras de chips de memória pagar 405 bilhões de ienes, algo em
ao mesmo período de 2008. começaram a estimular a expansão. torno de US$ 4,5 bilhões.

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acontece
Motorola reafirma sua
aposta em WiMAX e LTE
A unidade de negócios Home & Ne- atender às necessidades do consumi- Este ano, a Motorola obteve sucesso
tworks Mobility da Motorola reafirma dor e aos requerimentos das ope- com tecnologias 4G, tanto em LTE
seu compromisso com WiMAX e radoras a respeito de eficiência de quanto WiMAX, as quais a colocou
LTE como tecnologias líderes, que rede”, disse o vice-presidente sênior em posição de continuar inovando
possibilitam experiências multimídia e gerente-geral da divisão Wireless em 2010. A empresa tem reforçado
e oferecem às operadoras o menor Networks da unidade de negócios seu compromisso com o WiMAX
custo por bit. A Motorola entende Home & Networks Mobility da Mo- 802.16m, ao mesmo tempo em que
que existem mercados bem definidos torola, Bruce Brda. “A vasta experi- expande o portfólio de produtos e
tanto para WiMAX quanto para LTE, e ência da Motorola em banda larga sua base de clientes para manter a
que ambas as tecnologias coexistirão, sem fio, redes IP, vídeo e serviços, posição de liderança nessa tecnologia.
à medida que as operadoras trabalha- combinada com nosso portfólio de Além disso, participa ativamente de
rem para atender à crescente deman- soluções, pode ajudar as operadoras vários órgãos que definem padrões, o
da de dados fixos, móveis e nômades. a lançar serviços rapidamente no que colabora com a melhoria de es-
“A tecnologia de banda larga sem fio mercado, para aumentar sua vanta- pecificações para diversas tecnologias
é a funcionalidade do século 21, e gem competitiva com a implemen- que permitirão acesso à banda larga
a Motorola oferece soluções, tanto tação de novas redes ou a migração de maneira mais rápida.
de WiMAX quanto LTE, capazes de das já existentes para 4G.”

Produtos
Leitor de código de Barra com configuração em tela de toque

A empresa Banner Engineering desen- A interface organizada em menus e


volveu um leitor de código de barras os controles da tela de toque LCD
versátil, com preço competitivo e de em cores facilitam a configuração e
fácil configuração na tela de toque. O alteração dos parâmetros de inspeção.
novo LCB iVu lê DataMatrix e todos O emulador do software permite que
os códigos de barras lineares padrão, os usuários otimizem suas aplicações
e inclui a capacidade de ler códi- offline. Não é necessário ter conheci-
gos múltiplos de tipos diferentes na mentos especializados sobre proces-
mesma imagem. As informações são samento de imagens. A interface e o
enviadas pela porta serial. A interface emulador estão disponíveis em inglês,
de usuário intuitiva, em vários idiomas, espanhol, português, francês, italiano,
facilita a configuração sem um PC. alemão, japonês, chinês simplificado e
A diversidade de recursos do leitor chinês tradicional. A interface USB 2.0
permite a utilização em uma ampla facilita a atualização e realização de
gama de aplicações de identificação e diagnósticos
verificação. Entre estas destacam-se Além de DataMatrix, o LCB iVu lê os
embalagens, rastreamento de compo- seguintes códigos lineares: Código
nentes em operações automotivas e 128, Código 39, CODABAR, Inter-
outras linhas de montagem, produtos leaved 2 de 5, EAN13, EAN8, UPCE, Leitor de Código de Barras iVu
da Banner Engineering verifica
farmacêuticos e médicos, manuseio e Postnet, IMB e Pharmacode.
informações de códigos lineares
distribuição de materiais, alimentos e As informações necessárias e impor- em embalagens farmacêuticas.
bebidas, além de produtos eletrôni- tantes são apresentadas na tela LCD
cos. O invólucro compacto da uni- de 68,5 mm, com 320 x 240 pixels. A
dade, com classificação IP67, oferece lente de foco ajustável agiliza e facilita externos de luz (vermelha, azul, verde
resistência em ambientes industriais a aquisição de imagens. Cabos, supor- e infravermelha) estão disponíveis
rigorosos. tes de instalação, lentes, filtros e anéis para apoiar todas as aplicações.

12 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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acontece
Philips vê recuperação nas
vendas de eletrônicos de consumo
A holandesa Philips Electronics sinalizou foco renovado no crescimento, en-
uma retomada no mercado de consu- quanto alguns programas de redução
mo de eletrônicos, afirmando esperar de custo anunciados anteriormente
vendas de 2,8 bilhões de euros (US$ começam a dar benefícios”, disse o
4,1 bilhões) no quarto trimestre na analista Eric de Graaf, da Petercam.
unidade Consumer Lifestyle. A Philips, que no ano passado afirmou
A maior produtora de eletrônicos de que não atingiria as metas de 2010
consumo da Europa, que organizou devido à recessão, disse agora estar
um encontro com analistas no dia 16 posicionada de forma ideal para tirar
de dezembro, disse esperar que seus vantagem de crescimento na casa de
negócios com televisores cheguem ao um dígito que se espera para o merca-
equilíbrio em 2010. “Apesar de atu- do de consumo de eletrônicos nos para fotos até torradeiras, conseguiu
alização sem destaque no comércio, próximos anos. economizar mais de 200 milhões de
sentimos que o tom dos comentários A unidade, que fabrica produtos desde euros com corte de custos nos últi-
está claramente melhorando, com tocadores de MP3 e molduras digitais mos dois anos.

Produtos
Carregadores de cabo ESD

Na fabricação e processamento de um favo de mel. A condutividade elé-


componentes eletrônicos, a descarga trica desses nanotubos é determinada
eletrostática (ESD = ElectroStatic Dis- pelos detalhes dessa estrutura. A con-
charge) representa um sério perigo dutividade elétrica é aumentada graças
para a eletrônica sensível. Além disso, à estrutura de grafite na superfície
a miniaturização crescente de com- do material criada pelo nanotubos de
ponentes semicondutores significa até carbono como um aditivo funcional. É
maior sensibilidade para ESD. muito para teoria.
A otimização da proteção contra Para ser mais realista, isto significa: Os
descarga eletrostática é assim neces- novos carregadores de cabo ESD
sária não apenas para os materiais e da KABELSCHLEPP são agora até
ferramentas usadas, mas também para mesmo mais condutivos e com uma
os carregadores de cabo. Porém, isto resistividade de superfície de ≤105
pode ser alcançado durante a mani- ohms ultrapassando, sem dúvida, os
pulação e montagem só se os carre- requisitos contidos na norma ESD O novo material ESD, os carregadores de
cabo da KABELSCHLEPP s materiais são
gadores de cabo de plástico usados (DIN EN 61340). Graças à grande
agora até mesmo mais condutivos.
tenham uma superfície até menor ou superfície específica e à distribuição
resistividade de volume. extremamente plana dos nanotubos
Para isto, a KABELSCHLEPP está con- de carbono no material do carrega- Seja em fabricação de chip, produção de
fiando na nanotecnologia. dor, a boa condutividade é alcançada semicondutor, fabricação de compo-
O material usado nos novos carrega- também nos pontos de contato entre nentes eletrônicos ou engenharia so-
dores de cabo ESD incorpora na- as ligações de link e, assim, sobre todo lar, graças às suas baixas resistividades
notubos de carbono (Baytubes® da o comprimento ido carregador. de superfície, os novos carregadores
Bayer MaterialScience). Os nanotubos Benefícios adicionais: Como conse- de cabo ESD da KABELSCHLEPP não
de carbono são partículas tubulares quência da modificação do material só reduzem significativamente o risco
microscopicamente pequenas feitas reforçado por fibra com nanotubos, a de ESD, mas também representam
de carbono. Os átomos de carbono estabilidade dos carregadores de cabo um investimento útil com respeito a
formam uma estrutura parecida com aumenta da mesma forma. padrões futuros.

14 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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reportagem

Texas Instruments,
Hélio Fittipaldi

uma empresa
que aposta no Brasil
O Diretor Geral da Texas Instruments, Hélio Fittipaldi: Você poderia fazer HF: De uma forma geral, esse lead
Antonio Motta, em entrevista concedida à um balanço sobre o que aconteceu time, é especificamente em uma par-
revista Saber Eletrônica, tráz um panorama neste ano, no ambiente econômico, te do mundo ou isso vem crescendo
tanto no mundo como na América em todos os países?
sobre os acontecimentos econômicos de 2009,
latina, e fazer uma projeção para o AM: Isso está acontecendo de uma forma
especificamente sobre a Texas e a América ano de 2010? geral. A nível mundial não existe nenhuma
Latina, e suas projeções para 2010. Antonio Mota: Acredito que 2009 foi um região que esteja fora dessa situação, e o
ano de muitos desafios. Iniciou com uma que nós estamos observando é que tanto
perspectiva bastante ruim, até porque a a Europa e Estados Unidos estão com uma
crise chegou ao Brasil no final de 2008, e no demanda ainda um pouco reprimida, embora
início do ano havia então o pico da crise que haja realmente a necessidade de um cresci-
aconteceu no primeiro trimestre e avançou mento, mas este crescimento não está sendo
um pouco para o segundo. rigoroso como o que está ocorrendo neste
Foi um ano bastante difícil, principalmente momento na China, na Ásia em geral, e aqui
na primeira metade. A partir de julho nós no Brasil também.
começamos a ter uma reação geral a nível No Brasil os níveis de demanda estão surpre-
mundial e também no Brasil. A crise no País endendo em alguns setores, e diria que é uma
acabou sendo mais curta, ela começou mais reação maior do que está se verificando na
tarde e praticamente reiniciou as atividades Europa. Mas essa situação de lead time ex-
antes de outras regiões. tenso e a falta de componentes, ela realmente
O segundo semestre foi o inverso. Nós tivemos é a nível mundial.
um crescimento significativo nos negócios, e
estamos tendo agora uma demanda bastante HF: Quais são os setores que estão
alta por componentes, inclusive vivenciando surpreendendo aqui no Brasil?
uma situação de lead time extenso, por conta AM: Temos alguns setores que realmente
dessa rápida reação. Sem a possibilidade estão demandando um maior volume, atual-
das fábricas reagirem a altura, revendo as mente o setor automotivo está com bastante
decisões que haviam sido tomadas em função demanda em função de algumas aplicações
da crise. que estão aflorando principalmente na parte
Então o lead time está muito extenso, e em de rastreamento de veículos. O segmento
muitos casos há realmente comprometi- médico e o segmento de medidores de ener-
mento até de produção dos nossos clientes, gia, são segmentos que estão demandando
e isso não aconteceu só com a Texas, está muito volume de componentes, da mesma
acontecendo a nível mundial. Então, foi um forma o setor de Telecomunicações começou
ano de oscilações, começou muito ruim e agora neste final de ano a ter uma demanda
está terminando, eu diria, até que muito bem, maior, também por conta de investimentos
porém com essa dificuldade de abastecer que estão acontecendo agora e deve continuar
os clientes. para 2010.

16 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

SE443_entrevista.indd 16 18/12/2009 13:59:47


abcdefghijklmnopqrstuvwxy
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

reportagem

Antonio Motta, diretor geral da Texas


Instruments na America Latina.

Esperamos que a partir de agora e início do função do que estamos verificando atualmen- trônica médica, sem dúvida, é algo que está
bimestre de 2010 o segmento de Telecomuni- te em vários segmentos. A minha perspectiva aflorando já há alguns anos, mas acreditamos
cações volte a demandar muitos investimentos é que possamos chegar talvez até uns 15% que agora vai ter um impulso muito grande
e infraestrutura, para comportar o cresci- de crescimento em relação a 2009. Essa alta com a substituição dos produtos importados
mento da economia que estamos esperando projeção será resultado do desenvolvimento por equipamentos projetados e fabricados no
para o próximo ano. Como o crescimento do de alguns setores como já mencionei, o setor País. E o governo também tem muito interesse
produto interno bruto (PIB) da ordem de 5%, de medidores de energia, acho que é um dos nisso, até porque é um setor de muita procura
este percentual parece pouco, quando você que realmente está com perspectivas muito nas políticas públicas, então achamos que este
fala em números, mas investimento de 5% é boas, até porque existe uma necessidade de é o setor que cada vez mais vai ter investi-
bastante significativo e se estende para toda se automatizar, substituindo os medidores de mentos e com isso substituição de aparelhos
economia. energia por medidores eletrônicos fabricados por eletrônica.
e projetado aqui no Brasil. E o mais importan-
HF: A perspectiva da Abinee (Asso- te é ser projetado aqui, porque a maioria dos HF: Falta profissionais de engenharia
ciação Brasileira da Indústria Elétrica fabricantes projeta lá fora e produz no País. no mercado?
e Eletrônica) para o próximo ano é Essa demanda existe por uma necessidade AM: Existe uma demanda reprimida neste
otimista, em setores como eletrônica urgente das concessionárias pelo controle setor, tenho lido em alguns veículos que
embarcada é algo que indica cresci- maior sobre a medição, evitando fraudes. há falta realmente de engenheiros. Alguns
mento nos próximos anos. Como a Já o setor de eletrônica embarcada, vai acon- anos atrás havia engenheiros trabalhando
Texas observa isso? tecer, talvez, mais acoplado a essa parte de em outras profissões, por não conseguir se
AM: O crescimento que a Abinee está pro- rastreamento de veículos, e também não só colocar na área. Atualmente parece que está
jetando de 11% está bastante realista. Nós rastreamento, mas monitoramento através havendo uma necessidade muito grande de
da Texas, particularmente, achamos que em de chips dos veículos. Talvez não aconteça contratar bons profissionais, esse é o grande
termos de nossa projeção para 2010 acredi- tudo em 2010 mas se tem uma perspectiva problema, temos que ter bons profissionais
tamos que podemos crescer mais que isso, em muito boa para os setor automotivo. A ele- nesta área.

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 17

SE443_entrevista.indd 17 18/12/2009 13:59:56


reportagem
HF: A Texas nesses últimos anos sendo o foco da Texas na América do Sul. HF: A burocracia no Brasil impede
comprou algumas empresas, com Agora a nível mundial a América do Sul ainda muita coisa de acontecer, princi-
isso aumentou o seu portifólio de é pouco representativa. Nós temos os dados palmente no desenvolvimento das
produtos se voltando também para estatísticos da área de semicondutores que fábricas. Qual a sua opinião em
os analógicos. Como você avalia essa mostra que mesmo considerando tudo que o relação a isso?
expansão de produtos? Brasil importa, não só em componentes e cir- AM: O que mais atrai investimentos seria
AM: A Texas passou por vários ciclos de cres- cuitos, mas também em placa e outros, talvez a necessidade de mercado em termos de
cimentos e investimento em vários setores. não chegue a 2,5% do mercado mundial. Mas projeto, ou seja, quando você tem os equi-
Tínhamos uma predominância na área digital isso não significa que 2% não são expressivos pamentos sendo projetados e fabricados no
com DSPs onde a Texas chegou a ter 80% porque o mercado mundial é bastante signi- País, isso faz com que as empresas precisem
de maketing share a nível mundial. Isso se ficativo, 2% não é desprezível. colocar um pessoal para dar suporte a estes


mantém, quando se tem um maketing share projetos. Em minha opinião, isso é o embrião
alto a tendência é conquistar setores onde de tudo, quer dizer, não adianta ter uma
o crescimento não é ainda tão expressivo. A indústria, uma manufatura no país, que é
Texas não abandonou de forma nenhuma a
área digital, continua sendo majoritária no ...2010 será o que vem acontecendo em vários setores
como telefonia celular e computadores,
setor de DSP, e já apresentou crescimento
significativo na parte de microcontroladores,
com a linha MSP430 com vários lançamentos
um ano de mas o projeto destes equipamentos é feito
em outras regiões do mundo. Isso no Brasil
forma uma plataforma de manufatura ape-
nos últimos anos, nós conseguimos realmente
avançar bastante no setor de microcontro-
retomada nas, então não é importante em termos de
agregar valores.
ladores.
A última aquisição da empresa, que aconte- forte do Essa agregação de valor acontece quando é
acompanhado desde o início até o final, assim
ceu há uns quatro meses, foi a compra da
Luminari. Essa linha veio complementar o
que a Texas não tinha em seu portifólio que
mercado e você é obrigado a ter uma equipe para dar
suporte a esses projetos, quanto mais isso
acontecer, mais atrativo se torna o mercado.
agora é “robusto” de army e córtex M3.
Então com essa aquisição nós pretendemos
tudo leva a Então nós temos que criar nichos de projetos
no País. Já existem alguns, mas temos que
avançar neste setor, com novos investimentos
e produtos. Pegamos a base da Luminari que crer que os ampliar para que isso se torne expressivo, a
partir daí se consegue ter mais investimentos
já tinha os seus produtos no mercado e a
partir daí vamos ampliar essa linha, lançando
novos produtos para complementar cada vez
próximos das empresas de semicondutores e pessoal
para dar suporte, e com isso se cria um
ambiente que pode evoluir.
mais este portifólio.
Hoje, eu diria sem sombra de dúvidas, que
anos também HF: Quais as projeções da Texas
a Texas é talvez a empresa que tem um
portifólio mais completo do mercado, consi- serão desta para 2010?
AM: Estamos otimistas para 2010, será um

forma.


derando ainda a parte de Army adicionada. ano de retomada forte do mercado e tudo
leva a crer que os próximos anos também
HF: A América do sul já representou serão desta forma. O Brasil vai necessitar
em alguns setores 50% do mercado, de investimentos em infraestrutura, até
e no setor de eletrônica não é bem para se preparar para os eventos mundiais
assim, como a Texas encara isso? HF: Esses 2%, quanto você diria isso que vamos ter no País em 2014 com a Copa
AM: A América do Sul, na verdade, o Brasil em dólares? do Mundo e em 2016 as Olimpíadas, e isso
representa praticamente 90% da demanda AM: No mercado mundial, eu diria que o vai fazer com que haja uma necessidade de
da América do Sul, além do Brasil nós temos Brasil de hoje, tem uma importação declara- investimentos e a eletrônica está por cima
outros países que tem uma indústria eletrôni- da de componentes, divulgada pela Abinee, de tudo isso.
ca relativamente forte como a Argentina. Em que chega a 2,5 bilhões se considerar a parte A eletrônica sem dúvida vai ter o destaque
segundo lugar a Colômbia, agora aflorando que vem de CKDs e FKDs, isso deve chegar em todos os setores. Hoje não há um setor
um pouco mais, mas sem dúvida o Brasil em 4 ou 5 bilhões de dólares, é um mercado que não tem a eletrônica, por isso é que
ainda é o centro em termos de profissão de muito específico para a região considerando existe um otimismo muito grande de nossa
indústria de eletrônica. Temos muita coisa outras regiões do mundo como China e EUA, parte, e estamos observando também, junto
para fazer e não precisar investir em outros talvez isso não chegue a ser tão expressivo aos nossos clientes, que não há nenhum
países da região. Nós estamos atentos, sem ao ponto de atrair investimentos para fabri- hoje que esteja pessimista em relação aos
dúvida, aos outros países, como a Argentina, cação local. Embora isso seja um objetivo próximos anos. Acho isso muito positivo para
a Colômbia, e o Chile, mas o Brasil continua do Governo. todos nós. E

18 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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Microcontroladores

Leonardo Schunk
leonardo@bkw.com.br

O
s microcontroladores Atmel AVR A utilização da linguagem C para Neste artigo começaremos a familiari-
são conhecidos em todo o mundo programação de microcontroladores tem zar- nos com as instruções do compilador.
e pertencem a uma linha de dispo- aumentado exponencialmente nos últimos Posteriormente veremos como manipular
sitivos RISC de alta performance. anos, principalmente pela maior facilidade as entradas e saídas do µC, como exibir
Por terem alguns diferenciais em relação aos de escrita e compreensão em relação ao variáveis no display, prós e contras do Co-
concorrentes mais próximos, são os preferi- assembly. O compilador CodeVisionAVR é deVision, além do uso do gerador de rotinas
dos daqueles que gostam de desempenho, um software da HP InfoTech, exclusivo para CodeWizardAVR.
ferramentas de última geração e flexibilidade, programação em C de microcontroladores Nosso primeiro passo é criar um Source
sem abrir mão de um custo acessível. da linha AVR da Atmel. (código- fonte) que fará parte de um Projeto,
que também precisa ser criado.
Para isso, vá até o menu, clique em
File->New e selecione “Source” e clique
em OK, como é apresentado na figura 1,
nomeie e salve o seu código- fonte como
preferir.
Para a criação de um novo projeto repita a
operação e selecione “Project”, nomeie e salve
o seu projeto com o nome que desejar.
Após a criação do projeto, o compilador
irá perguntar sobre o uso do CodeWizar-
dAVR, selecione “no” conforme mostra a
figura 2, o mesmo será utilizado em artigos
posteriores.
Após clicar em “No”, uma janela de
configuração de projeto será exibida con-
forme ilustra a figura 3, apenas selecione
o µC a ser usado e a velocidade de clock a
F1. Criando um Source ser utilizada.
(Código-fonte).

20 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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Neste nosso exemplo utilizaremos o
Tiny461 com oscilador de clock interno
de 8 MHz.
Na janela esquerda do compilador,
clique com o botão direito em “Program
Files”,selecionando “open”. Uma janela de
arquivo se abrirá, onde você deve selecionar
o código- fonte (source) que criou anterior-
mente (figura 4).
O código provavelmente estará em bran-
co, então devemos inserir o código- fonte
mostrado no box 1 (página 23).
Este código-fonte tem como finalidade
exibir no LCD a mensagem: “Teste do
LCD”.
Depois de inserir o código-fonte, no
menu clique em Project > Compile ou se pre- F2. O compilador perguntando
ferir tecle F9, conforme visto na figura 5. sobre o CodeWizardAVR.
Após a compilação, uma janela será
aberta e exibirá os dados da compilação, caso
existam “bugs” (erros de programação), e
outras informações adicionais.
Para gerar o arquivo hexadecimal, vá
até o menu e clique em Project->Build (ou
tecle Shift+F9). uma janela será aberta e exi-
birá os dados da construção deste arquivo
hexadecimal, além do status da memória
de programa, EEPROM e informações adi-
cionais ao processo da gravação do arquivo
(figura 6).
Uma vez que a função BUILD ocorreu
sem erros, será gerado um arquivo com a
extensão .HEX com o mesmo nome do seu
arquivo source (exemplo LCD.C e LCD.
HEX) e na mesma pasta do projeto.
Com este arquivo, basta fazer a gravação F3. Escolhendo o microcontrolador
do µC através de um programador. e o clock de operação.
Como o programador que usamos
(T51prog da Elnec, distribuido pela MacSym
- www.macsymtec.com.br/eletronica) já
grava automaticamente os fusebits que sele-
cionamos no mesmo, não há necessidade de
escrever essas configurações no software.
Neste exemplo vamos mostrar como
operar um LCD 16x2, usando apenas 4 bits
no canal de dados do mesmo (figura 7).
A opção de usar 4 bits ao invés de 8 bits
para manipulação de dados no display não
pode ser modificada por ser inerente ao
próprio compilador.
A tensão de 5 Vcc pode ser proveniente
de uma fonte usando um regulador 7805 ou
qualquer fonte externa retificada e filtrada
disponível. O capacitor C1 garante um de-
sacoplamento extra para o µC, mantendo a F4. Abrindo o código-
estabilidade da tensão de alimentação. fonte do projeto.

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 21

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Microcontroladores

TP1 é o trimpot de regulagem do contraste


do display e R1 é o resistor para limitar a
corrente do backlight, caso este seja usado.
Após gravado o programa no µC, basta
montá-lo no circuito e ligá-lo. Se a monta-
gem estiver correta e a gravação também, a
mensagem será exibida no display.
Experimente modificar os dizeres e os
valores (x,y) do posicionamento, e verificar
como o display reage.

Dicas úteis
Algumas dicas útei:
• Microcontroladores são componentes
complexos e de curva de aprendizado
longa. É necessária muita pesquisa
F5. Compilando o para compreender e manipular todos
programa. os seus elementos;
• Faça exaustivas leituras das lite-
raturas do microcontrolador e do
compilador;
• 99% de todo o material de que tra-
tamos aqui está em inglês, quem
quer aprender sobre este tema deve
dominar no mínimo a leitura neste
idioma;
• Tentativa e erro é um ótimo professor,
procure na internet e pesquise antes
de desistir ou se desesperar. Paciência
e perseverança é a chave de tudo na
eletrônica.

Conclusão
Esta foi a introdução de como programar
e utilizar um µC AVR utilizando o Code-
F6. Gerando o VisionAVR, o nosso exemplo foi a simples
arquivo HEX. função de exibir mensagens em um LCD.
Em edições futuras iremos abordar termos
mais avançados, assim apliando nossa gama
de conhecimentos em AVR.

Referências
Literatura sobre AVR
www.atmel.com/products/avr/
default.asp
Literatura sobre o CodeVision AVR
www.hpinfotech.ro/html/cvavr_
doc.htm

Leonardo Schunk é técnico em Eletrôni-


ca e escreveu o livro “Microcontroadores
AVR - Teoria e Prática”, pela Editora
Érica. É projetista eletrônico,e proprie-
F7. Diagrama tário da empresa BKW Sistemas.
elétrico do LCD.

22 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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Box 1

//*****************************************************
//Projeto : LCD com o CodevisionAVR
//Autor : Leonardo M. Schunk

//Modelo chip : ATtiny461


//frequencia clock : 8,000000 MHz
//*****************************************************

#include <tiny461.h> //biblioteca do modelo tiny461


#include <stdio.h> //biblioteca das funções padrões
#include <lcd.h> //biblioteca para controle do LCD

//*****************************************************
// LCD em PORTB
#asm
.equ __lcd_port=0x18 ; Habilita a operação do LCD no PORTB
#endasm

//*****************************************************
// Início da função principal
void main(void)
{

// PORTB como saída em nível 0


PORTB=0b00000000;
DDRB=0b11111111;

// Iniciar o LCD de 16 colunas por 2 linhas


lcd_init(16);

while (1) // rotina principal que entra em loop infinito


{

lcd_clear(); // limpa o LCD

lcd_gotoxy(6,0); // primeiro número (x) é correspondente a coluna 6 e o segundo (y) a linha 0


lcd_putsf(“Teste”);
lcd_gotoxy(5,1);
lcd_putsf(“do LCD”); // primeiro número (x) é correspondente a coluna 5 e o segundo (y) a linha 1

};//while

}//main

//*****************************************************

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 23

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Microcontroladores

Pedal de efeito reverberativo


microcontrolado
utilizando o dsPIC30F4013
Projetos para a construção de um Pedal de reverbe-
ração para guitarras existem de diversas formas, mas
este que apresentamos utiliza o dsPIC30F4013

Márcio Rogério de Godoy


marcio_godoy_ptu@hotmail.com

E
ste projeto é um reverberador para O programa botões e da chave, se ligado deixa
guitarra, onde são usados um dsPI- O código-fonte do projeto foi desenvol- o LED ligado;
C30F4013, um display LCD de 16x2, vido em linguagem C, utilizando o MPLAB 8. a função void __attribute__((__inter-
podendo ser utilizado um de 20x4, IDE V7.41 e MPLAB C30 V1.20.02 rupt__)) _T1Interrupt(void) é executada
quatro botões para configurações e alguns A lógica do funcionamento do dsPIC é pela interrupção do timer 1 que
componentes externos de entrada e saída descrita a seguir: gera efeito reverb, sendo executa-
de áudio, pois todos os efeitos são criados 1. Inicialmente na função main () são do a 24 kHz. Inicialmente é lido o
digitalmente pelo dsPIC. configurados os ports de I/O; pino de entrada de áudio, entrada
O dsPIC funcionando com o oscilador 2. init_adc12 (): inicia conversor ana- analógica AN2, pelo conversor A/D
interno e WDT ativo, opera a 30 MIPS. A lógico/digital para a entrada de de 12 bits, este valor é guardado na
entrada de sinal é feita por um ADC de 12 áudio; variável in_audio[0]. Depois é resetado
bits, trabalhando com uma amostragem de 3. init_timer1 (): inicia timer1 para o temporizador do WDT, se a chave
24 ksps, já o sinal de saída é um PWM de interromper a 24k samples, para S1 estiver pressionada (efeito ON)
40 kHz. Os ajustes tanto do delay como o da amostragem do sinal de áudio; será executado o cálculo do efeito
amplitude são feitos por botões e exibidos 4. pwm_init (): inicia output compare Reverb pela fórmula:
no LCD. = pwm para gerar o sinal da saída
Como é possível observar pelo esquema de áudio; y(n) = x(n) + a . y(n-D)
da figura 1 vemos que não é tão complexa 5. lcd_init(): inicia display LCD;
assim a montagem, onde todo o efeito é 6. envia_mensagem (TXPtr): atualizando onde:
controlado pelo dsPIC. a tela do LCD, exibindo a messa- ‘a’ varia de 0,1 a 0,9 e ‘D’ é amostra-
A saída do PWM passa por um pe- gem inicial e também o bargraph gem de 6,25ms a 56,25 ms atrás.
queno circuito que filtra o sinal de 40 kHz no display; ‘a’ e ‘D’ são ajustados pelos botões
deixando apenas o áudio que irá para o 7. o programa passa para um loop e os ajustes aparecem como bar-
amplificador. infinito verificando o status dos graph no LCD.

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F1. Diagrama
elétrico do pedal.

9. delay = atraso de repetição do reverb, e enviado para o registro OC3RS, O código-fonte possui vários comentá-
que varia de 50 a 450 = 2,08 ms a saída do PWM 3. Esta lógica foi rios para facilitar a compreensão dos leitores,
18,75 ms; feita em assembler para ter uma com explicações dos comandos e com os
10. reverb = intensidade do reverb execução mais rápida de modo a cálculos que foram utilizados para a confi-
(amplitude do sinal realimentado) possibilitar o processamento de guração dos registradores do ADC, PWM
varia de 1 a 9 = 0,1 a 0,9; áudio em tempo real; e Timer1. Junto ao projeto incluí arquivos
11. o sinal de saída fica então na vari- 12. a interrupção é finalizada e o pro- .s com as informações dos registradores e o
ável out_audio[0] e é enviada para a grama volta para o loop principal. significado dos seus bits que foram retiradas
saída PWM. O valor é convertido de O código-fonte do programa pode ser do datasheet. No arquivo PINOS.C há um
fracionário para inteiro sem sinal, e obtido na seção downloads do portal Saber pequeno diagrama com a identificação dos
convertido para o range do PWM Eletrônica www.sabereletronica.com.br. pinos do dsPIC. E

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 25

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Interface LPT
Projetos

Nesta edição, complemen-


tando a nossa série de controle
com a placa Interface LPT, vamos
aprender como tratar os dados
vindos de sensores

Clovis Magoga Rodrigues


clovis.magoga@hotmail.com

S
ensores são extensões, muitas vezes Dentro desta mesma produção temos sen-
mais apuradas que as nossas, para sores de acidez e de umidade com o intuito
medir diferenças de temperatura, de de controlar a qualidade da matéria-prima
distância, de volume, de pressão, de aplicada na produção.
luminosidade, de viscosidade, de peso e até Vamos resumir então: SENSORES são
mesmo de sabor. utilizados para nos dar uma noção de uma
Vamos tomar como exemplo uma fá- determinada posição pré-definida (ou
brica de bolachas, as dosagens devem ser não) de alguma coisa. Manteremos essa
rigorosamente as mesmas, porém para que afirmação de sensores. Bem simples, nada
as bolachas sempre sejam as mesmas, com acadêmico, mas bastante objetiva.
o mesmo teor de cozimento, o forno deve São diversos os tipos de sensores, entre
estar sempre na mesma temperatura, e eles mencionamos: Sensores ópticos, sen-
neste caso sensores fazem as medições da sores magnéticos, sensores piezelétricos,
temperatura enviando os dados coletados sensores mecânicos, sensores de pressão,
para uma placa de controle que regula a sensores de gás, sensores indutivos, e mais
válvula de gás para aumentar ou diminuir os sensores de cores, sensores de odor (sim
a temperatura. Depois temos o controle de de cheiro), e etc.
peso de cada pacote de bolachas, e para Para os sensores ópticos, classificamos
empacotá- las um sensor óptico envia um em reflexão, infravermelho, luminosida-
sinal ao comando informando que a tarja de e laser, utilizados nas mais variadas
preta do pacote de bolachas deve ser cortado. aplicações.

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Quanto aos sensores magnéticos, en-
contramos o mais simples deles que é o
reed-switch, outro sensor de uso muito di-
fundido são os transistores de efeito HALL,
esses transistores reagem internamente ao
serem aproximados de ímãs.
Os sensores de pressão são usados para
a medição da pressão do ar, ou pressão
de um determinado peso aplicado num
determinado ponto.
Sensores de gás identificam o vazamento
de certos tipos de gases na atmosfera de
ambientes, que seria nocivo a um processo
ou às pessoas. Pois bem, na indústria cada
um desses sensores teria uma determinada
aplicação para efetuar o controle de uma
determinada atividade.
Em nosso caso vamos não só abordar
os sensores como mostraremos a você a
maneira de conectar a placa de porta LPT
publicada na edição nº 437 na página 41.
Vamos mostrar como programar para o
que os mesmos sirvam para alguma coisa,
e deixar a parte teórica para você pesquisar
depois, mas prometa que pesquise.
Como podemos observar na figura 1
temos 3 pequenos diagramas de sensores
para você MONTAR e testar. Sendo o da
figura 1a o diagrama de um sensor óptico F1. Três tipos
por fenda, em 1b um sensor mecânico, e o da de sensores.
figura 1c um sensor óptico por reflexão.
O que cada um tem em comum? São
sensores! Observe a semelhança nos diagra-
mas da figura 1a e 1c, o que difere entre eles
é que o sensor da figura 1a é um sensor de
fenda que irá detectar quando um objeto
passar por entre a fenda, o da figura 1c irá
identificar quando algo passar a sua frente
e o terceiro o mecânico da figura 1b, irá
identificar quando algo tocar nele.
Os sensores podem entregar as infor-
mações ao circuito eletrônico de controle
de várias formas. Vamos tomar como
exemplo um determinado sensor: este
sensor, independentemente do tipo usado,
pode entregar a você a simples e eficiente
informação de nível lógico “1” ou “0”, mas
ele pode enviar a você também um trem F2. Simulando entradas
de pulsos ou uma série de “1”e”0”, ou seja, de sensores com chaves.
um monte de uns e zeros (101010101010)-
neste caso estamos falando de encoders que ele ao chegar a 100 graus envie o nível que informa somente o nível “1” ou “0”,
(explicaremos isso mais adiante), ou um lógico 1, isso é simples. Agora, imagine você precisa medir uma grandeza. Veja no
sensor pode ainda entregar uma grandeza que você tenha que medir entre -10°C e + quadro a seguir um exemplo desse caso.
lida na forma de byte. 150° C sendo que a cada intervalo de 20° C Para isto existe uma solução, basta você
Mas, como assim? Imagine que você deverá ser ligado um equipamento qualquer. utilizar um conversor analógica digital, o
tenha um sensor de temperatura. Supondo Neste caso você não pode usar um sensor qual iremos ver mais adiante.

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 27

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Projetos

Ligando sensores à
Entre Zeros e Uns interface LPT
Imagine a situação em que deve- funciona. Mas como variar a tensão, Na série de circuitos da figura 1 pode-
mos variar a tensão em uma válvula se até agora em toda a série de arti- mos observar outra coisa em comum nos
dosadora para manter um fluxo de gos tratamos somente de motores, sensores até agora apresentados. Todos
um determinado líquido a 1 litro por sensores e conversores digitais- ana- eles tem três pontos de conexão, sendo o
minuto.Vamos fazer de conta que lógicos. primeiro a alimentação, o segundo o terra
essa é a máquina que faz bolacha Os conversores DIGITAIS- ANA- e o último o sinal. Antes de começarmos
recheada, citada no começo do artigo, LÓGICOS executam exatamente a a montar os sensores, aconselho ao leitor
e precisamos aplicar 1 litro de leite função que precisamos. Esses tipos de montar o circuito da figura 2.
por minuto à massa, caso contrário conversores não são novidade para Mas por que? Estamos falando de
a massa desanda, dá prejuízo, e um o leitor, mas os conversores digitais- sensores, ótimo. Não deveríamos montar
engravatado vai pegar no seu pé ( analógicos produzem uma deter- circuitos de sensores? Sim é verdade, mas
seu chefe ) que não entende nada de minada tensão de saída de acordo preciso explicar ao leitor como a interface
automação, mas entende e muito de com um código binário enviado ao efetua a leitura dos sensores. Então monte
lucro e prejuízo. conversor. Agora, o que tem isso a o circuito, e seu raciocínio ficará mais claro,
Vamos supor que a tal válvula que ver com sensoriamento? muito claro!
controla a quantidade de leite Tudo, pois iremos ter de controlar Quando todas as chaves DIP estão
funcione assim: ao injetarmos uma uma ação que irá gerar uma reação, abertas, o nível lógico de saída é ZERO (0),
tensão de 1 volt ela abre a vazão e essa reação irá gerar um resultado quando fechamos cada uma das chaves, o
equivalente a 250 ml de leite por que é um produto. nível lógico irá para 1. Desta forma podemos
minuto, se aplicarmos 2 volts ela Por isso, o box trás essas breves afirmar então que cada umas das 8 chaves do
aumente para 500 ml por minuto, colocações e exemplos. Caso contrá- DIPSWITCH seria um sensor mecânico.
com 3 volts ela aplica 750 ml por rio o leitor iria aprender somente De posse da interface LPT publicada
minuto , com 4 volts ela aumente a parte lógica e chata de LIGADO na Edição nº 437 e do circuito da figura 2,
para 1 litro por minuto e com 5 volts ou DESLIGADO, e a interface que instale o programa LPT – PORT LEITURA.
ela aplique a vazão máxima que é de proporemos ao leitor, mesmo sendo Na figura 3 vemos a tela de controle do
1,5 litros por minuto. utilizada na porta paralela que pode programa de leitura da porta paralela. Digite
Sabemos como a válvula de controle parecer antiquado, faz tudo isso que o endereço da porta LPT e acione um dos
da bomba que injeta o leite na massa acabamos de escrever aqui. DIPS do circuito da figura 2. Tecle em LER
e você irá perceber as alterações do dado
lido para cada vez que clicar em LER. Faça
as seguintes experiências:
Coloque todos os DIPS em desligado,
clique em LER no programa e o dado lido
será 0, agora coloque todos em ligado, clique
em LER o dado, o valor lido será 255, agora
desligue todos os DIPS e acione somente o
DIP nº 8, o dado lido ao clicar em ler deverá
ser 128.
Após este teste simples, podemos
observar que temos condições de conec-
tar até 8 sensores na porta de entrada da
F3. Tela de leitura da interface LPT PORT de maneira normal,
interface LPT. porém podemos multiplexar a entrada e
obter uma quantidade maior de sensores
caso seja necessário.
Vejamos uma análise rápida do pro-
grama. No box 1 temos a rotina inicial de
configuração do endereço da interface da
porta paralela publicada na edição nº 437.
Já no box 2 temos a rotina de leitura de
entrada dos 8 bits que compõem a porta.
A rotina de entrada é básica para todos
os sensores, independentemente do sensor
F4. Utilizando 2 circuitos para ser óptico ou mecânico, o que vai começar
teste de leitura de dados.

28 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

SE443_Sensores.indd 28 18/12/2009 13:34:25


a mudar é a forma com que os sensores simplesmente nós iremos ignorar os outros dos sensores estejam conectados no bit D3 a
serão lidos pelo programa, veremos isso bits de entrada. leitura lida deverá ser 3, e assim por diante,
logo a seguir. Na figura 4 temos o diagrama de cone- conforme acompanhamos na tabela 1.
Vejamos agora outro exemplo, escolha xão da porta de entrada da interface de porta Note que na tabela 1 temos o correspon-
um dos três exemplos contidos na figura 1 paralela e a implementação de dois circuitos dente a cada dado a ser lido se conectarmos
e monte-os. Iremos ver o comportamento de entrada para começarmos os testes. os sensores nos pinos de D0 a D7. Porém
dele perante o software. Independente do Observem que as entradas das portas o leitor deve estar se perguntando, mas e
circuito proposto, o programa será o mesmo, não estão na sequência, fiquem atentos a quando nós tivermos mais que um sensor
isso é valido para qualquer tipo de sensor isso, pois os pinos de 1 a 8 estão da seguinte ativo? Calma, o programa resolve isso. Mas,
que entregue em sua saída um nível 1 ou 0. forma: pino 1=D0, pino2=D4, pino3=D1, no momento nosso objetivo é outro.
É o mesmo caso se o seu sensor de pressão pino4=D5, pino5=D2, pino 6=D6, pino 7=D3, Como é possível notar, para efetuar
entrega a pressão máxima em nível 1 ou a e pino8 =D7. a leitura dos sensores temos de tomar
pressão mínima em nível 0. Ou um sensor Monte o circuito da figura 4 e observe uma atitude manual em nosso programa,
de presença: nível 1 para presença , ou ZERO que o circuito equivale ao sensor mecânico que é clicar no botão leitura com o mouse,
para a ausência. da figura 1b. e sabemos que isso não pode ser assim,
No caso do exemplo do circuito de teste Agora ative o programa da figura 3, devemos deixar o programa fazer isso au-
da figura 2 o circuito efetua a leitura dos indicando o endereço da porta LPT, e clique tomaticamente, caso contrário seria muito
8 dipswitches do circuito, agora para nós só no botão LER, ativando o sensor S1. Na tela estranho o usuário ter de ativar uma tecla
interessa a leitura de um único bit, porém do software você verá a leitura 1, ao acionar todas as vezes em que tenha a necessidade
iremos ler todos como sendo um byte, o sensor S2 a leitura deverá ser 2, caso um de efetuar a leitura dos sensores.
Porém, como nosso objetivo é agregar
BOX 1 BOX 2 tudo isso que estamos estudando nesta
Private Sub Command9_Click() série de artigos, finalizando com o controle
Private Sub Command7_Click()
dados = Val(Text1.Text) Dim LowNibble%
de uma miniesteira, utilizaremos então o
‘Dados = 888 Dim HighNibble% programa de controle (figura 5) que iremos
Status = dados + 1 Dim ByteIn% apresentar a você no futuro, o já visto pro-
Control = dados + 2 ‘Latch the data grama de controle da esteira.
Out Control, 232 ‘ControlPortWrite BaseAddress, Clock
Out dados, 255 Neste programa da figura 5 vamos
ControlPortWrite dados, 0
Out dados, 0 ‘Read the nibbles at bits 4-7.
analisar diretamente a rotina contida no
End Sub LowNibble = StatusPortRead(dados) \ &H10 botão inicial, a qual tem como função
ControlPortWrite dados, SelectHighNibble efetuar a leitura da porta de entrada de
HighNibble = StatusPortRead(dados) And &HF0 forma contínua.
BOX 3 ByteIn = LowNibble + HighNibble O conteúdo da rotina contida no botão
Private Sub Command4_Click() Label17.Caption = ByteIn
End Sub
está apresentada no box 3 de programa.
Timer1.Enabled = True
Na verdade o projeto final tem mais
End Sub
itens nesta função, mas para mostrar so-
mente o uso da rotina empregamos um
artifício já publicado na edição anterior no
qual estudamos o controle de motores de
passo, onde aplicamos a nossa função de
controle através de um serviço de TIMER
do Visual Basic.
Na figura 6, temos a implementação
do timer de controle de leitura contínua da
porta de entrada.
Observe os dois TIMERS à direita na tela,
e temos o conteúdo do mesmo apresentado
D7 D6 D5 D4 D3 D2 D1 D0 Dado Lido
0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 1 1
0 0 0 0 0 0 1 0 2
0 0 0 0 0 1 0 0 4
0 0 0 0 1 0 0 0 8
0 0 0 1 0 0 0 0 16
0 0 1 0 0 0 0 0 32
0 1 0 0 0 0 0 0 64
F5. Tela do projeto 1 0 0 0 0 0 0 0 128
da Miniesteira. T1. Tabela de dados

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 29

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Projetos

no box 4. Notem que a rotina apresentada CI é um conversor AD (Analógico-Digital). sensores da forma mais simples possível.
no quadro 4 é muito parecida com a do box Neste caso, o CI executa a leitura constan- Convido os leitores a fazerem por conta
2. A diferença está somente na manipulação temente assim que é alimentado. O circuito própria modificações no código-fonte para
dos dados, no restante é idêntica, porém o é simples e muito funcional. entenderem melhor o funcionamento do
controle está em uma função TIME, uma Na entrada do circuito através do pino 6, sistema, e convido também a juntarem o que
vez que colocada em estado TRUE passa a você pode injetar o dado a ser lido, faça um aprenderam nas edições anteriores, referente
executar continuamente, fazendo assim com teste rápido: coloque na entrada do circuito a controle de motores, LEDs e servos para
que a leitura dos dados na porta de entrada um potenciômetro devidamente polarizado interagirem os dados que recebem com os
seja efetuada de forma contínua, e o valor e ao variar a resistência, você terá um dado dados que saem da placa Interface LPT.
lido seja mostrado na janela. de saída. O circuito da figura 7 devidamente A cada novo artigo o leitor pode notar
No box 4 existem algumas linhas que conectado à porta de entrada da interface que estamos complementando aos módulos
possuem o código comentado, estas linhas LPT tornará o programa e a interface em à esteira automatizada e fazendo deste pro-
tem uma aplicação futura que é a contagem um leitor de praticamente qualquer tipo de jeto uma base para projetos mais avançados.
de objetos que passa pelos sensores da sensor, desde que devidamente implemen- Para as escolas e professores, esta série é
esteira. A mesma será estudada em um tado. O programa de controle é exatamente uma grande ajuda no ensino tecnológico,
artigo futuro. a rotina contida no box 4. tanto para a área de eletrônica, quanto
para as áreas de mecatrônica e ciências da
Medindo Grandezas Conclusão computação.
Supondo que precisamos medir uma Com este artigo podemos entender Nas próximas edições continuaremos a
determinada grandeza que pode ser a como receber e tratar os dados obtidos de exibir mais módulos de nosso projeto. E
temperatura de um sensor, ou a pressão
ou a umidade, ou o nível de gás de um de-
terminado ambiente, teremos em princípio
um sinal analógico, e precisamos converte
este sinal analógico num sinal digital.
No esquema da figura 7 temos este
circuito onde utilizamos o ADC 0804, este

BOX 4

Private Sub Timer1_Timer()

‘DoEvents
‘Dim conta As Double
‘Dim contagem As Double

Dim baixoNibble%
Dim altoNibble%
Dim dadolido%
‘Latch the data
‘ControlPortWrite BaseAddress,
Clock
F6. Note o timer inserido
ControlPortWrite dados, 0
no canto direito.
‘Read the nibbles at bits 4-7.
baixoNibble = StatusPortRead(dados)
\ &H10
ControlPortWrite dados, SelectHigh-
Nibble
altoNibble = StatusPortRead(dados)
And &HF0
dadolido = baixoNibble + altoNibble
Text5.Text = dadolido
‘Text4.Text = dadolido
‘DoEvents
‘If dadolido <> 0 Then
‘contagem = dadolido + 1
‘End If
‘Text4.Text = contagem

End Sub
F7. Utilizando um conversor AD para
enviar os dados para a Interface LPT.

30 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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Circuitos Práticos

Neste artigo apresentamos o CI controlado


por software resultando em um funcionamento
com altas taxas de dados

Philip Karantzalis
Tradução Técnica: Eutíquio Lopez

A
“Identificação por Radiofreqüência transições do mesmo (um símbolo de dados
- RFID” consiste de uma tecnologia “1” tem intervalo maior que outro símbolo,
“auto-ID” utilizada para identifi- por exemplo, “0”). O leitor RFID começa
car remotamente qualquer objeto o registro da etiqueta enviando um sinal
que possua uma etiqueta codificada. Um que dá instruções para ela fornecer sua
sistema RFID (UHF) contém um leitor (ou taxa (velocidade) de dados retornados e
interrogador) que transmite informação codificados. Esse tipo de leitor pode operar
para uma etiqueta pela modulação de um em um ambiente ruidoso de RF onde haja
sinal de RF na faixa de frequência entre 860 muitos desses exemplares trabalhando bem
MHz e 960 MHz – (UHF). próximos entre si.
Em geral a etiqueta é passiva, isto é, ela Os três modos de operação possíveis
obtém toda sua energia para operação de (interrogador simples, múltiplo ou denso)
um leitor que transmite um sinal de radio- definem os limites do espectro de frequências
frequência [RF (CW)]. A etiqueta responde do leitor e os sinais da etiqueta. A “progra-
com a modulação do coeficiente de reflexão mabilidade” de software do receptor fornece
de sua antena, retornando assim um sinal um ótimo compromisso entre a detecção
de informação para o leitor. simultânea de múltiplas etiquetas confiáveis
A detecção do sinal na etiqueta requer e o tráfego intenso de dados. O leitor progra-
a medida do intervalo de tempo entre as mável contém um demodulador I/Q de alta

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 31

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Circuitos Práticos

Referências

1) The RF in RFDI, Daniel M. Dobkin,


9/07, Elseiver Inc.
2) Class-1 Generation-2 UHF RFID
Protocol for Communications at
860 MHz to 960 MHz, Version 1.1.0,
www.epcglobalinc.org/standards/
specs/

F1. Resposta do Filtro para F2. Circuito de um Filtro


uma banda de passagem Passafaixa adaptável para
entre 15 kHz e 150 kHz. RFID com Controle SPI.

linearidade, amplificadores de baixo ruído, a mais ou menos 1 grau. Uma frequência de Filtro “Baseband”
um filtro bandabase (ou passafaixa) duplo clock, seja interna ou externa, posiciona a aplicável a Leitor RFID
com ganho e largura de faixas variáveis e banda de passagem do filtro até o espectro A figura 2 apresenta um simples cir-
um ADC: conversor analógico - digital. de frequências necessário. cuito de filtro “baseband” utilizando o CI
Dessa forma, este duplo filtro, casa- Os valores das frequência córners dos LTC6602, o qual tem um controle serial
do, pertencente à linha de produtos da “passabaixas” e “passa-altas”, bem como SPI para variação do ganho e largura de
Linear Technology, cujo Part Number é da largura de faixa do filtro, serão determi- faixa do filtro de modo a adaptá-lo a um
o LTC6602, pode perfeitamente otimizar nados pelas taxas de divisão da frequência diversificado conjunto de velocidades e
dispositivos como os leitores RFID de alta de clock, as quais poderão ser de 100, 300 códigos de dados. A faixa de frequência de
performance. ou 600 para o passabaixas e de 1000, 2000 “backscattering” (retrodifusão) corresponde
ou 6000 para o passa- altas. ao intervalo (40 kHz – 640 kHz) enquanto
LTC6602 – Filtro A figura 1 mostra a resposta típica de um o range de “velocidade de dados” vai de 5
Passafaixa Duplo filtro com clock interno de 90 MHz e taxas kbps a 640 kbps.
Este CI caracteriza-se por possuir inter- de divisão iguais a 6000 e 600 para o passa- A frequência interna de clock, fornecida
namente dois canais de filtro idênticos que altas e o passabaixas, respectivamente. O por um conversor digital – analógico de 8
apresentam um controle de ganho casado e controle da largura de faixa (banda) do filtro bits, o DAC – LTC2630, proporciona a ob-
circuitos passa altas e passabaixas controlado permite a definição, via software, do modo tenção de uma ótima resolução para o filtro.
por frequência. A diferença de fase entre os de operação do receptor RFID, adequando-o Uma faixa de tensão de saída do DAC, de 0 a
dois canais de filtro é aproximadamente igual ao ambiente externo de operação. 3 V, posiciona a frequência de clock entre 40

32 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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Glossário auxiliar

Tecnologia “auto- ID”: tecnologia


automática para identificação
remota de objetos com ampla
gama de aplicações comerciais
(indústria, comércio, educação,
segurança, entre outras).
Leitor (interrogador) RFID: é um
transceptor de RF (radiofrequ-
ência) dotado de antena para a
leitura da resposta enviada pela
etiqueta codificada.
UHF ou “Ultra High Frequency”:
espectro de radiofrequências
definido para o intervalo de 300
MHz a 3 GHz.
Etiqueta: é um pequeno cartão de
plástico que contém interna-
mente um chip de silício (ou CI)
com um número único de iden-
tificação e uma antena capaz de
enviar e receber sinais de radiofre-
quência (RF).
RF (CW): sinal de radiofrequência em
onda contínua.

F3 Resposta do Filtro Pas-


safaixa para uma sequência
de sinais da etiqueta.

MHz e 100 MHz (234,4 kHz por bit). As taxas A frequência de corte do passabaixas sinal de saída). Geralmente, aumentando-se
de divisão para as frequências passa- altas (fC2) é determinada pelo inverso do menor a fC2 do passabaixas e/ou diminuindo-se a
e passabaixas são controladas pelo controle intervalo, ou seja, fC2=1/10 µs= 100 kHz. Se fC1 do passa-altas, isso melhora as transições
serial SPI do LTC6602. A faixa de corte do essa frequência for menor que esse valor, de sinal e os intervalos de tempo, embora
filtro passa- altas é de 6,7 kHz a 100 kHz, a transição do sinal e o intervalo de tempo às custas de um aumento do ruído na saída
enquanto que no passabaixas corresponde serão distorcidos, além do que ficarão do filtro.
ao intervalo (66,7 kHz – 1 MHz). irreconhecíveis.
O ajuste ótimo da largura de faixa do A definição da frequência de corte do Conclusão
filtro pode ser obtido através de um algo- passa altas (fC1) é mais qualitativa do que O filtro passafaixa duplo LTC6602, da
ritmo de software, sendo uma função da específica. Essa frequência (fC1) deverá ser Linear Technology, é um circuito progra-
frequência de clock, da taxa de dados e da menor do que o inverso do mais longo mável para ser usado em leitores RFID
sua codificação. Essa largura (banda) deverá intervalo de pulsos (no exemplo mostrado: (UHF). Utilizando-se este CI controlado
ser “estreita o suficiente” para maximizar a fC1<1/ 20 µs => fC1< 50 kHz e tão alta quanto por software, obtém-se um funcionamento
faixa dinâmica de entrada do conversor ADC possível para minimizar o ruído de baixa com elevadas taxas de dados (informações),
e, ao mesmo tempo, “larga o possível” para frequência do receptor. seja com um simples interrogador ou em
preservar as transições do sinal e larguras A metade inferior da figura 3 exibe a um sistema de leitura múltiplo (ou mesmo
de pulso (a configuração apropriada para o resposta completa do filtro (passabaixas + denso), garantindo-se uma ótima detecção
filtro assegura uma detecção DSP confiável passa-altas). Comparando-se as saídas do do sinal retornado pela etiqueta.
do sinal da etiqueta. filtro ilustradas para circuitos passa- altas O CI LTC6602 é um chip muito com-
A figura 3 exemplifica a resposta do de 10 kHz e 30 kHz, as transições do sinal pacto, sendo encapsulado em invólucro
filtro no domínio do tempo para uma típica e os intervalos de tempo da saída de 10 QFN, de 4 mm x 4 mm, o qual é passível
sequência de sinais da etiqueta (um curto kHz são adequados para a detecção de de programação com controle serial ou
intervalo de pulsos seguido por um longo uma sequência de sinais (em um ambiente paralelo.
intervalo). RFID, o ruído presente será superposto ao E

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 33

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STMicroelectronics
Circuitos Práticos

Amplificador
de 2 x 1comWo TS4984, da
STMicroelectronics
Neste artigo damos as características deste
componente com um circuito de aplicação

Newton C. Braga

S
oluções de baixas potências para O invólucro do TSA4984 é TQFN16
amplificadores de áudio devem medindo 4 mm x 4 mm apenas, conforme
preencher um requisito básico muito mostra a figura 1.
importante: ter baixo consumo. O Outras características de destaque são
circuito integrado TS4984 da STMicroe- o pop x click próximos de zero e a SNT de
lectronics (www.st.com) atende a essas 100 dB (tip). Na figura 2 damos um circuito
necessidades, consistindo numa solução típico de aplicação deste componente.
ideal para aplicações portáteis como celu- Na figura 3 temos um gráfico que
lares, notebooks, TVs LCD e equipamentos mostra o ganho e a fase dentro da faixa
de áudio portáteis. de frequências de operação deste ampli-
O circuito integrado TSA4984 pode ficador, para operação sem realimentação
fornecer duas saídas de 1 W em cargas de (open loop).
8 ohms quando alimentado por tensões de Informações completas sobre este com-
2,2 V a 5,5 V. Com uma tensão de 5 V, sua ponente, assim como dados para cálculos
potência de saída é de 1 W RMS por canal. podem ser obtidos no datasheet disponível
O circuito possui um modo standby com no site de STMicroelectronics. E
controle externo que o leva a um consumo
menor do que 10 nA por canal. O ganho
de cada canal pode ser configurado por
resistores externos.

34 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

SE443_Amplificador2x1.indd 34 18/12/2009 13:11:06


F2. Circuito de
aplicação.

F1. Invólucro F3. Ganho e fase em


do TS4984. função da frequência.

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 35

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Circuitos Práticos

Seleção de
Amplificadores Classe D
Os amplificadores de potência de áudio classe D, pelo seu rendimen-
to e qualidade de reprodução, consistem na escolha ideal para projetos
modernos que excitem um fone ou alto-falante. Desde pequenos am-
plificadores para MP-3, MP-4, som portátil, celulares até equipamentos
pesados como home theaters, som doméstico e sonorização ambiente
podem beneficiar-se das qualidades deste tipo de amplificador.
A seguir, damos uma seleção de circuitos práticos de amplificadores
deste tipo. Informações completas de cada um podem ser obtidas nos
data sheets fornecidos pelos próprios fabricantes

Newton C. Braga
www.newtoncbraga.com.br

Amplificador de Alta A frequência de oscilação depende


Potência com o Módulo dos valores dos componentes, conforme
Excitador IRS2093M indica a tabela 1 e para esta configura-
O circuito apresentado é o de um ção básica podem ser obtidas diversas
amplificador de alta potência da Interna- potências na série de amplificadores
tional Rectifier que faz uso do excitador IRAUDAMP8, documento de projeto de
PWM IRS2093M. Este circuito utiliza oito referência disponível na Internet no site
MOSFETs de potência para formar um da empresa em www.irf.com.
amplificador Classe D completo O circuito para o amplificador é
dado na figura 1. Recomendamos ainda
a leitura do Application Note AN-1146
em que detalhes completos de projeto
de amplificador com este módulo são
descritos.

Amplificador de 1 a 5,5 W
com o LM4851
O circuito mostrado na figura 2 é
sugerido pela National Semiconductor
T1.Frequência de e tem potência de saída na faixa de 1
oscilação (kHz).

36 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

SE443_Selecao_amplificadores.ind36 36 18/12/2009 13:57:02


abcdefghijklmnopqrstuvwxy
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

F1. Amplificador de alta potência classe D com


módulo PWM da International Recitifier.

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 37

SE443_Selecao_amplificadores.ind37 37 18/12/2009 13:57:13


Circuitos Práticos

F2. Amplificador de 1a 5,5 W


da National Semicontuctor.

38 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

SE443_Selecao_amplificadores.ind38 38 18/12/2009 13:57:25


F3. Amplificador de 2 x
15 W, da Maxim.

a 5,4 W, dependendo da configuração Amplificador Estéreo pode também operar em ponte. Veja na
e da carga. Trata-se de um circuito de de 15 + 15 W com o documentação da Maxim detalhes com-
baixa potência indicado para aplicações MAX9736A/B/D pletos sobre a utilização deste compo-
portáteis com saída em cargas de 4 a 8 O circuito apresentado na figura 3 nente. Outras características importantes
ohms como, por exemplo, pequenos alto- utiliza o MAX9736x da Maxim (www. deste circuito são:
falantes. A alimentação pode ser feita maxim-ic.com) podendo fornecer uma • Modulação em espectro espalhado
com tensões de 3,0 a 5,5 V e a corrente potência de 15 W por canal em carga para reduzir a EMI
quiescente com 3 V é de apenas 9 mA. de 4 ohms. O circuito pode operar com • PSSR de 67 dB em 1 kHz
A corrente no modo shutdown é de 0,01 tensões de 8 a 28 V com elevado PSRR, • Proteção térmica e de saída
µA. Com 8 ohms e 5 V de alimentação, o que elimina a necessidade de fonte • Função mute
a THD+N é de 1%. O circuito típico de estabilizada. O circuito emprega um • Modo shutdown com consumo
aplicação é visto a seguir. esquema de modulação PWM clássico, e menor que 1 µA E

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 39

SE443_Selecao_amplificadores.ind39 39 18/12/2009 13:57:36


Circuitos Práticos

Amplificador de 300 W
Estéreo ou 600 W Mono
com o TAS5630

O
circuito integrado TAS5630 Isso se deve ao uso de transistores de
O alto rendimento das confi- da Texas Instruments (www. potência na saída (MOSFETs) com apenas
gurações em classe D possibilita ti.com) possui todos os re- 60 mohms de resistência de condução, o
cursos para a elaboração de que implica numa queda de tensão extre-
a obtenção de potências muito
um sistema de 3 canais com potência mamente pequena na comutação e com
altas a partir de circuitos que pra- estéreo de 300 W por canal e 600 W BTL isso uma dissipação mínima.
ticamente não têm dissipação (ponte) operando em classe D. Nesta Segundo a documentação da Texas
configuração é possível obter potências Instruments, o rendimento do circuito é
alguma, o que não é possível com
muito altas com altíssimo rendimento, maior do que 88%. Os leitores que dese-
configurações tradicionais como o que implica em pequena dissipação jarem mais informações podem baixar
as classe A e B. Neste artigo, base- para o circuito integrado. De fato, mes- o datasheet do componente no próprio
mo operando com estas potências altas, site da Texas e, assim, ter mais circuitos
ado em documentação da Texas
o circuito integrado não necessita de práticos disponíveis para um projeto
Instruments, descrevemos dois dissipadores de calor. comercial.
amplificadores de alta potência
e alto rendimento com o circuito
integrado TAS5630

F1. Blocos de um sistema típico


utilizando o TAS5630.

40 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

SE443_300W.indd 40 18/12/2009 14:00:48


abcdefghijklmnopqrstuvwxy
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

F2. Os dois tipos de invólu-


cros do TAS5630.

O circuito TAS5630 pode fornecer 300 distorção, com menos de 0,03 % de THD, Para detalhes deste circuito, sugeri-
W por canal ou ainda na configuração em mas ao mesmo tempo com o rendimento mos consultar a documentação da Texas
ponte (BTL) 600 W, com uma alimentação dos amplificadores classe D. Neste tipo de Instruments. Uma segunda configuração
de 50 V para uma carga de 4 ou 8 ohms. circuito, a distorção aumenta apenas quan- de 4 canais é ilustrada na figura 5, forne-
Na figura 1 temos os blocos básicos de um do a saída se aproxima da saturação. cendo 145 W por canal.
sistema que utiliza este circuito integrado, Os invólucros para o circuito integrado Finalmente, na figura 6, temos a con-
para um sistema de 3 canais. podem ser de dois tipos: QFP de 64 pinos ou figuração que serve de exemplo no início
A ideia básica deste projeto é utilizar PSOP3 de 44 pinos, mostrados na figura 2. deste artigo. Um dos canais fornece uma
dois TAS5630. Um circuito integrado Outras características relevantes do saída BTL e temos outros dois canais com
TAS5630 é ligado em ponte para uma con- componente são a auto-proteção, níveis menor potência e saída estéreo.
figuração amplificadora de graves (Bass baixos de EMI de acordo com as normas
Booster) alimentando um subwoofer de 600 vigentes, distorção extremamente baixa Conclusão
W, e outros dois canais do circuito integra- menor que 0,03% com 1 W e faixa passante Para sistemas de alto rendimento com
do TAS5630 são usados para dois canais de 80 kHz. A relação sinal/ruído é maior do potências elevadas, a solução mais atual
de 300 W comuns (médios e agudos). Isso que 100 dB. Na figura 3 vemos o diagrama é a que faz uso de amplificadores classe
resultaria num excelente sistema de Home de blocos de uma aplicação típica. D. A Texas Instruments, além do circuito
Theater com 1 200 W de potência! A frequência típica do PWM está em integrado abordado neste artigo, possui
O circuito integrado TAS5630 emprega a torno de 400 kHz, a resistência de entrada outros abrangendo uma ampla gama de
tecnologia PurePath (tm) HD que possibilita é de 33 kohms e o ganho de tensão é de 23 potências, possibilitando ao projetista
a obtenção de uma performance típica dos dB. Na figura 4 damos um primeiro circui- fazer uma escolha certa conforme suas
amplificadores classe A/B em termos de to prático para a configuração BTL. necessidades.

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 41

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Circuitos Práticos

F3. Diagrama de blocos típico de um


sistema de dois canais (estéreo).

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F4. Circuito para a
configuração BTL.

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Circuitos Práticos

F5. Sistema de 3 canais (dois


stéreo e um BTL).

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F6. Configuração de E
4 canais.

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Circuitos Práticos

Circuitos biestáveis
com o 4093
O circuito integrado CMOS 4093 pode ser empregado numa infi-
nidade de configurações. Ele pode ser usado como oscilador, porta
lógica, inversor, amplificador digital, monoestável e até mesmo como
biestável. Neste artigo mostramos quatro aplicações interessantes em
que esse componente é usado na configuração biestável

Newton C. Braga
www.newtoncbraga.com.br

A
s quatro portas NAND dispa- Da mesma forma, podemos usar sen-
radoras do circuito integrado sores comuns NA para aplicação do cir-
4093, com a configuração mos- cuito em controles inteligentes, alarmes,
trada na figura 1, podem ser e outras aplicações semelhantes.
usadas de muitas maneiras diferentes, Nesse circuito, duas das quatro portas
como já vimos em artigos desta mesma são usadas num flip-flip enquanto as de-
publicação. mais acionam os LEDs.
Uma configuração interessante entre- Os resistores R1 e R2 determinam a
tanto é a que a leva a operação biestável, sensibilidade do circuito podendo ter seus
usando duas das portas. valores aumentados.
Isso significa que podemos elaborar A alimentação pode ser feita com ten-
dois flip-flops R-S com as quatro portas sões de 6 a 12 V, sem problemas.
desse CI, ligando-as conforme mostra a A montagem, em caráter experimen- F1. Configuração do CI4093 c/
4portas NAND intena.
figura 2. tal, pode ser realizada com facilidade
O disparo do flip-flop obtido é feito numa matriz de contactos.
levando-se a entrada correspondente ao
nível baixo por um instante. Lista de Materiais 1
Partindo desse princípio de funcio- CI1 – 4093 – Circuito Integrado CMOS
namento, selecionamos quatro circuitos LED1, LED2 – LEDs comuns de qualquer
em que o 4093 utiliza essa configuração. cor
R1, R 2 – 10 M W x 1/8 W – resistores
Estes circuitos podem ser úteis como
– marrom, preto, azul
soluções ou como base de projetos mais R3, R4 – 1 k W x 1/8 W – resistores – mar-
elaborados. rom, preto, vermelho
C1 – 100 mF x 12 V – capacitor eletrolíti-
Chave Biestável de Toque co
X1, X2 – sensores de toque – ver texto
Na figura 3 temos um circuito biestá-
S1 – Interruptor simples
vel que aciona LEDs a partir de toques de B1 – 6 a 12 V – pilhas, bateria ou fonte
liga e desliga dados nos sensores. (com transformador)
Evidentemente, o circuito pode ser
alterado facilmente para controlar cargas Diversos:
Matriz de contactos, placa de circuito
de maior potência com o uso de etapas
impresso, suporte de pilhas ou co-
transistorizadas acionando relés ou dire- nector de bateria, fios, etc.
tamente as cargas. F2. Ligação de um flip-flop RS
com duas das portas NAND.

46 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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abcdefghijklmnopqrstuvwxy
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

Os sensores são duas chapinhas de flop um pouco diferente em que a rede Alarme com Retardo
metal separadas de modo que possam ser formada por R2, R3 e C1 determinam uma No circuito da figura 5 usamos duas
tocadas ao mesmo tempo. ação biestável com apenas um sensor. O das portas do 4093 como um biestável e
relé deve ter bobina de acordo com a ten- as outras duas num circuito de tempo,
Sensor de Toque Liga-Desliga são de alimentação e corrente máxima de obtendo assim um alarme com aciona-
A diferença do circuito mostrado na 50 mA. O resistor R1 pode ter seu valor mento retardado.
figura 4, em relação ao anterior, é que aumentado para mais sensibilidade e Depois de acionado por um instante
ele usa um sensor apenas para ligar e o sensor é igual ao do projeto anterior. o sensor X1, o capacitor C1 carrega-se
desligar um relé. Com um toque o relé Na alimentação devem ser usadas pilhas lentamente por um tempo ajustado em
é ativado e com um novo toque o relé é ou bateria. Se for usada fonte ela deve ser P1 até que as duas últimas portas do 4093
desativado. Temos nesse circuito um flip- isolada da rede de energia. mudam de estado acionando o relé K1.

Lista de Materiais 2
CI1 – 4093 – circuito integrado CMOS
Q1 – BC548 ou equivalente – transistor
NPN de uso geral
D1 – 1N4148 ou equivalente – diodo
de uso geral
R1, R2, R3 – 10 MW x 1/8 W – resistores
– marrom, preto, azul
R4 – 2,2 k W x 1/8 W – resistor – ver-
melho, vermelho, vermelho
K1 – Relé de 6 ou 12 V com 50 mA
X1 – sensor – como no projeto anterior
C1 – 220 nF – capacitor de poliéster
C2 – 100 mF x 16 V – capacitor eletrolítico

Diversos:
Matriz de contactos ou placa de cir-
cuito impresso, fonte de alimentação,
pilhas ou bateria, fios, solda, etc.

Lista de Materiais 3
CI1 – 4093 – circuito integrado CMOS
Q1 – BC558 – transistor PNP de uso F3. Esquema elétrico do circuito
geral biestáveis que aciona LEDs.
D1 – 1N4148 – diodo de uso geral
K1 – Relé de 6 ou 12 V – ver texto
X1 – sensor tipo NA (reed, micro-
switche, etc)
X2 – Sensor de toque ou interruptor
NA
R1 – 100 k W x 1/8 W – resistor – marrom,
preto, amarelo
R2 – 10 MW x 1/8 W – resistor – marrom,
preto, azul
R3 – 10 k W x 1/8 W – resistor – marrom,
preto, laranja
R4 – 2,2 k W x 1/8 W – resistor – ver-
melho, vermelho, vermelho
P1 – 1 M W – trimpot ou potenciô-
metro
C1 – 10 mF a 470 mF x 12 V – capacitor
eletrolítico
C2 – 100 mF x 12 V – capacitor eletrolíti-
co

Diversos:
Matriz de contactos ou placa de cir-
cuito impreso, fonte de alimentação
ou pilhas, suporte de pilhas ou conec-
tor, fios, solda, etc.
F4. Esquema elétrico do sensor
de toque liga-desliga.

Dezembro 2009 I SABER ELETRÔNICA 443 I 47

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Circuitos Práticos

O alarme ligado ao relé dispara então. Os fios de conexão aos sensores Com o aumento de P1 e P2 para 10 M
Para rearmar, desligar o alarme ou então (LDRs) podem ser longos, até 20 metros ohms podem ser usados foto-transistores
pressionar por um instante o sensor de de comprimento. como sensores. E
reset e aguardar a descarga de C1 até que
o alarme pare de tocar.
Na condição de espera, o consumo
desse alarme é muito baixo o que permite
que sua alimentação seja feita por pilhas
ou bateria.
O relé é escolhido de acordo com a ten-
são de alimentação devendo ter corrente
de bobina de no máximo 50 mA.
Diversos sensores podem ser ligados
em paralelo para a proteção de diversos
pontos.
O capacitor C1 que determina o rfetar-
do pode ter valores na faixa indicada e o
ajuste fino é feito em P1.
A montagem pode ser realizada facil-
mente numa matriz de contactos ou placa
de circuito impresso.

Fotocontrole Biestável
O último circuito que apresentamos
consiste num controle foto-elétrico com
ação biestável. Esse circuito é dado na
figura 6.
Um pulso de luz em LDR2 liga o relé F5. Esquema elétrico do alarme
com retardo.
e um novo pulso em LDR1 desliga.
A sensibilidade é ajustada nos trim-
pots ou potenciômetros P1 e P2. Os LDRs
são do tipo redondo comum, podendo ser
instalados em tubos opacos com lentes
para maior sensibilidade e diretividade.
O relé é do tipo sensível de 6 V ou 12V
conforme a tensão usada na alimentação.
A bobina deve ter uma corrente de acio-
namento máxima de 50 mA.

Lista de Materiais 4
CI1 – 4093 – circuito integrado CMOS
Q1 – BC548 ou equivalente – transistor
NPN de uso geral
D1 – 1N4148 – diodo de uso geral
P1, P2 – 1 MW – trimpot ou potenciô-
metros
R1 – 2,2 k W x 1/8 W – resistor – ver-
melho, vermelho, vermelho
C 1 – 1000 uF x 16 V – capacitor
eletrolítico
K1 – Relé – ver texto
LDR1, LDR2 - LDRs comuns redondos
– DSD4060 ou equivalente

Diversos:
Matriz de contactos ou placas de
circuito impresso, suporte de pilhas
ou fonte, fios, solda, etc.
F6. Esquema elétrico do foto-
controle Biestável.

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abcdefghijklmnopqrstuvwxy
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

Desenvolvimento

Substituição de Baterias por


(Supercapacitores + Carregador) em
Aplicações Eletrônicas
Jim Drew
Tradução: Eutíquio Lopez

O
s supercapacitores (ou ultraca- Características
pacitores) encontram seu em- do Supercapacitor
prego em um número crescente Os supercapacitores são fabricados
de aplicações para o armaze- numa grande variedade de tamanhos. Por
namento de energia de curta duração, exemplo, um exemplar de 10 F / 2,7 V é
inclusive naquelas que requerem pulsos disponibilizado em uma caneca radial de
intermitentes de alta energia. É o caso dois terminais com dimensões de 10 mm x
de um circuito que tenha sua potência 30 mm , tendo uma ESR=25 mΩ , ao passo
(energia) interrompida, onde uma fonte que um outro supercap. de 350 F/ 2,5 V
de energia reserva energizará a carga, se com ESR = 1,6 mΩ está disponível num
a fonte de alimentação principal falhar por formato de bateria de células D.
um curto intervalo de tempo. Uma das vantagens que o superca-
Este tipo de aplicação, conhecido pacitor apresenta em relação às baterias
como “ride- through power”, foi dominado diz respeito à sua longa vida útil, a qual
pelas baterias no passado, mas atualmente é estimada em 500.000 ciclos de operação
os capacitores de dupla camada (EDCLs) (aproximadamente), enquanto que aque-
estão fazendo um rápido progresso em las são especificadas para suportar apenas
características como preço/farad, tama- algumas centenas de ciclos. Isso faz com
nho e resistência-série equivalente por que o supercapacitor seja um componente
capacitância (ESR/C), as quais continuam ideal, do tipo “ligue e esqueça”, requeren-
caindo de valor. do pouca ou nenhuma manutenção.
Em uma aplicação de potência onde Dois parâmetros do supercapacitor,
houver falha de alimentação CC, os capa- críticos para qualquer aplicação, são a
citores empilhados em série deverão ser “tensão da célula” e a “corrente de fuga
carregados e as tensões de suas células inicial”. Este último tem um nome ina-
balanceadas. Os supercapacitores serão dequado porque, realmente, trata-se da
chaveados numa escala de potência, quan- corrente de absorção dielétrica que desa-
do necessário, e a potência para a carga será parece após algum tempo. Os fabricantes
controlada por um conversor CC/CC. especificam a corrente de fuga do super-
O carregador de supercapacitores capacitor após 100 horas de aplicação
LTC3225 possui um número de carac- da tensão, sendo que a corrente de fuga
terísticas úteis que o tornam uma boa inicial nessas primeiras cem horas pode
escolha para aplicações com interrupção alcançar um valor 50 vezes maior que o
de potência. Ele é encapsulado em um especificado no datasheet.
pequeno invólucro de 10 terminais, tipo A queda de tensão sobre o capacitor
DFN, com 3 mm x 3 mm, apresentando exerce um efeito significativo na sua vida
corrente de carga programável, balance- útil. Quando ligados em série, os super-
amento automático da tensão das células, capacitores devem ter suas tensões de
baixa corrente drenada dos supercapaci- células balanceadas de modo a prevenir
tores, além de um carregador de corrente a sobrecarga de algum dos elementos
constante com baixo ruído. usados. Uma técnica simples e bastante

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Desenvolvimento

conhecida consiste na colocação de um até 150 mA para carregar dois superca- Considerando-se que 10% da potência
resistor sobre o capacitor para efetuar o pacitores em série com 4,8 V ou 5,3 V em de entrada é perdida normalmente na
balanceamento passivo da célula. Uma ambos, enquanto realiza o balanceamento resistência eficaz do circuito quando o con-
desvantagem desta técnica é que o capa- de tensão nos capacitores. versor CC/CC está com a mínima tensão de
citor se descarrega pelo resistor quando o operação, o pior caso para RT fica como:
circuito de carga é desligado. Aplicações “Ride –
A regra a seguir com esse esquema Through”, de Potência 0,1 . VUV2
é ligar um resistor de balanceamento Um conversor CC/CC colocado entre RT(MAX) =
PIN
para um valor de 50 vezes “o pior caso” a carga e o supercapacitor, é necessário
da corrente de fuga, algo como 2 μA/ F. para fornecer uma tensão constante à
Considerando-se esse valor, um superca- carga. Tendo em vista que a tensão sobre A tensão necessária no supercapacitor
pacitor de 10 F/ 2,5V requer um resistor o supercap. diminui, a corrente drenada para um limiar de travamento por subten-
de 2,5 kΩ. Este componente irá drenar a pelo conversor aumenta de modo a man- são do conversor CC/CC é dada por:
corrente de 1 mA do supercapacitor no ter constante a potência para a carga. O
momento em que o circuito de carga for conversor CC/CC perde a regulação quan- V2UV + PIN . RT
desligado. do sua tensão de entrada atinge o valor VC(UV) =
VUV
Uma alternativa ao resitor de balan- mínimo da tensão de operação (VUV).
ceamento é o emprego de um circuito Para avaliar os requisitos do super-
de balanceamento de célula ativo, não capacitor, a resistência eficaz do circuito A capacitância eficaz requerida pode
dissipativo, como o CI LTC3225 para man- (RT) precisa ser determinada. Ela é dada ser calculada com base no TRT (tempo ride
ter constante a tensão da célula. Este CI pela soma da ESR do capacitor com as – through), na VC(O) (tensão inicial do capa-
representa menos de 4 μA de carga para resistências distribuídas do circuito. citor) e em VC(UV), segundo a expressão:
o supercapacitor quando funcionando em
modo shutdown, e menos de 1μA quando 2 . PIN . TRT
a alimentação é removida. Ele especifica RT = ESR + RDIST CEFF =
V2C(0) - V2C(UV)
uma corrente de carga programável de

F1. Uma aplicação “ride-through” de


potência (com tensão de 5 V).

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A capacitância eficaz de um banco de ca- Aplicações dual LTC4355 (ideal). O regulador CC/
pacitores ligados em série é dada pela capa- A figura 1 mostra dois supercapa- CC μModule LTM4601A fornece 1,8 V /
citância de um elemento (da série) dividida citores de 10 F/ 2,7 V cada, ligados em 11 A a partir das saídas do arranjo OR.
pelo número de capacitores, ao passo que, a série, carregados em 4,8 V, os quais su- Nesta aplicação, o MON 1 do LTC4355
ESR total é a soma das ESRs em série. portam 20 W. O LTC3225 é usado para é ajustado para 10,8 V.
A resistência-série equivalente (ESR) carregar os supercapacitores com 150
de um supercapacitor diminui nas fre- mA e manter o balaceamento das célu- Conclusão
quências de operação mais altas. Os las; enquanto isso, o LTC4212 fornece Os supercapacitores satisfazem as
fabricantes especificam a ESR em 1 kHz, uma função de switch-over automático. exigências de aplicações com potência
geralmente; somente alguns publicam O LTM4616 – conversor CC/CC micro- interrompida (ou intermitente), onde a
valores da ESR em CC e em 1 kHz. modular duplo – gera as tensões de 1,2 especificação do tempo de energização
A capacitância dos supercapacitores V e 1,8 V. encontra-se na faixa dos segundos aos
também diminui com o aumento da frequ- A figura 2 exibe um sistema de po- minutos.
ência, sendo especificada geralmente em CC. tência que utiliza seis supercapacitores Estes componentes oferecem uma
A capacitância na frequência de 1 kHz tem de 10 F/ 2,7V ligados em série, sendo longa vida, pouca manutenção, peso
aproximadamente 10% do valor em CC. carregados por três LTC3225 em 4,8 V leve e soluções ambientais benéficas,
Recomenda-se fazer as medidas de com uma corrente de carga de 150 mA. quando comparados às baterias .
capacitância eficaz (CEFF) e ESR em baixas Os três LTC3225 são alimentados pelas Com essa finalidade, o CI LTC3225
frequências tais como 0,3 Hz, especial- três saídas flutuantes de 5 V geradas no (da Linear Technology) fornece uma
mente quando o supercapacitor é usado controlador flyback LT1737. solução compacta e de baixo ruído
em aplicações “ride- through” onde a A saída da pilha dos seis superca- para a carga e balanceamento das
potência (energia) é fornecida por alguns pacitores é conectada ao arranjo OR de células de supercapacitores ligados
segundos ou minutos. diodos providenciado pelo controlador em série. E

F2. Uma aplicação “ride- through” de


potência (com tensão de 12 V).

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Instrumentação

Novos Amplificadores de Precisão


Para o Projeto de Modernos
Equipamentos Industriais
Brian Black
Tradução: Eutíquio Lopez

O
s equipamentos industriais racterísticas. Muitos deles têm pinagens 2 trazem duas aplicações com amplificado-
são desenvolvidos para longos compatíveis com os amplificadores mais res standard industriais, as quais podem ser
ciclos de vida operacional, de antigos, facilitando sua colocação em melhoradas graças às novas características
modo que os componentes projetos já existentes para modernizar oferecidas pelos amplificadores opcionais
eletrônicos utilizados em suas aplicações determinadas aplicações industriais. lançados recentemente no mercado.
são, geralmente, selecionados com ênfase
nas características de comprovada perfor- O severo LT1494 vs.
mance, qualidade e confiabilidade. Nota: “Rail- to- Rail” significa “de linha O minúsculo LT6003
Ainda que novos amplificadores (com -a- linha” ou “de +VCC a – VCC”. O CI LT1494 (lançado em 1997) é um
inovações significativas para aumentar o amplificador de precisão, “micropower”
tempo de vida de um produto) se tornem (V OS= 375 µV para I SUPL=1,5µA), com
disponíveis para uso, uma placa (PCI) re- Os Antigos e os Novos entrada e saída “rail-to-rail” (de+VCC a
projetada é construída, muitas vezes, para Amplificadores, comparados - VCC), considerado ideal para aplicações
aproveitar os mesmos amplificadores ope- A seguir é mostrada uma comparação en- alimentadas por bateria.
racionais comprovados em antigos pro- tre alguns antigos e os novos amplificadores, O seu austero projeto inclui proteção
jetos. Mesmo para aplicações totalmente onde existe intercambialidade. As figuras 1 e de bateria reversa conforme a especifica-
novas, os projetistas preferem amplifica-
dores que tenham provado sua adequação
em outros circuitos, fazendo uma escolha
baseada mais na familiaridade do que na
performance dos componentes.
Embora um dado amplificador tenha
sido testado e aprovado em um projeto,
isso não quer dizer que ele seja a melhor
solução para todos os novos projetos.
Muitos projetistas poderão beneficiar-se
com o uso de componentes lançados re-
centemente, os quais podem melhorar a
performance total do sistema, diminuir o
consumo de energia, reduzir o tamanho
da placa e expandir a capacidade do siste-
ma (com redução simultânea no número
de componentes utilizados).
A tabela 1 apresenta uma listagem
comparativa dos amplificadores de alta
performance, mostrando algumas ca- F1. Conversor Tensão/ Frequência de Precisão
(1 Hz até 10 kHz).

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ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

T1. Comparação entre os Antigos e os Novos Amplifica-


dores Industriais de Alta Performance.

T2. Especificações: LT1056 (antigo) x


LTC6240 HV (novo).

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Instrumentação

ção “Over-The-Top”, da Linear Techno- as entradas nem as saídas são de tipo Uma opção para esses dois componen-
logy, que permite sinais de entrada de “rail-to-rail”, o projetista deverá tomar tes é a família LT1881, a qual acrescenta
operação superiores aos “rails” (limites cuidado ao considerar o cenário exigido saídas “rail-to-rail”, e também fornece a
VCC) da tensão de alimentação sem afetar para que o componente funcione adequa- mesma performance do LT1112 em apli-
o amplificador. damente. Sistemas (circuitos) que possam cações que exigem um largo range dinâ-
Em aparelhos portáteis, onde o espaço ser beneficiados por entradas e saídas mico. Outra opção é a família LT6010, a
reduzido e a vida estendida da bateria “rail-to-rail”, obtendo um incremento de qual alcança precisões melhores que os
são as principais prioridades de projeto, faixa dinâmica, uma redução da tensão LT1112/1114 incluindo, também, saídas
o LT6003 pode substituir o CI LT1494. O de alimentação, ou que eliminem a tensão “rail-to-rail” ou linha-a-linha.
primeiro amplificador citado foi desen- negativa de alimentação (-VCC) completa- Tais amplificadores são especialmente
volvido para atender especificamente mente, deverão considerar a utilização do atraentes para aplicações de baixa potên-
dispositivos portáteis e possui, portanto, novo LT1677. cia devido à sua menor corrente de ali-
maior integração, menor encapsulamento Este amplificador é uma atualização mentação e capacidade de “shutdown”.
e menor tensão de alimentação do que o do antigo LT1007, requerendo uma fonte
LT1494. única de alimentação, e apresentando me- Conclusão
Ele tem, ainda, uma tensão VCC míni- lhorias com a característica “rail-to-rail” Os amplificadores são blocos constru-
ma menor que a do LT1494: 1,6 V contra para suas entradas e saídas. Outra pro- tivos muito versáteis que podem ser reuti-
2,2 V. Isso lhe permite operar numa faixa priedade importante que ele oferece para lizados muitas vezes, passando do projeto
maior de tensões de alimentação e obter as aplicações de baixa tensão (da ordem de um circuito para outro e, com isso,
uma descarga mais completa das baterias de 3 V), com fonte única de alimentação, simplificando o trabalho de reprojeto. O
alcalinas. refere-se à sua capacidade de maximizar risco da reutilização desses amplificado-
Ademais, ele consegue estender a a faixa dinâmica. Seu range de entrada em res mais antigos é que os projetistas ao
vida da bateria com uma corrente de modo comum poderá oscilar até 100 mV fazerem isso, podem omitir as melhorias
alimentação I SUPL menor (1,0 µA) em acima de cada “rail” (limite), enquanto oferecidas pelos novos componentes, e
relação ao LT1494 (1,5µA). Entradas e que na sua saída é garantida uma osci- decidirem algumas vezes por uma perfor-
saídas “rail-to-rail” (linha-a-linha) con- lação abaixo de 170 mV de cada “rail”. mance apenas regular, com custos mais al-
sistentes preservam a faixa dinâmica É bom lembrar que essa melhoria “rail- tos e tamanhos maiores ocupados na PCI,
de operação até para baixas tensões de to-rail” do LT1677 provoca um impacto quando a melhor solução para o projeto é
alimentação. mínimo sobre o ruído do amplificador e justamente a mais fácil de usar.
Além disso, o LT6003 é disponibiliza- na precisão CC. Os novos amplificadores disponíveis
do em um minúsculo invólucro DFN, de oferecem benefícios tais como menor
2 mm x 2 mm, que ocupa 1/3 do espaço LT1112 e LT1114 vs. consumo de potência, tamanhos me-
tomado pelo encapsulamento MSOP Famílias LT1881 e LT6010 nores, saídas “rail-to-rail” com os quais
do LT1494. Quanto à máxima tensão Os amplificadores LT1112 e LT1114 ajudarão os novos projetos de sistemas a
de alimentação (VCC MAX), o LT1494 tem caracterizam-se por terem larga faixa de alcançarem uma vida mais longa para a
a vantagem de operar até 36 V contra alimentação CC (entre 2 V e 40 V), alta bateria, melhor precisão e menores fato-
18 V apenas do LT6003. Lembramos, precisão e baixíssimo ruído, não havendo res de forma, além de apresentarem em
ainda, que as entradas “Over-The-Top” muito desconhecimento a respeito desses sua maioria pinagens equivalentes aos
do LT1494 fazem desse amplificador antigos padrões. amplificadores antigos. E
uma excelente escolha para aplicações
onde os sinais de entrada podem atingir
valores acima da tensão de alimentação
positiva (+VCC).

O LT1677 atualiza o
LT1007 com Entradas e
Saídas “Rail-to-Rail”
O amplificador LT1007, introduzido
em 1985 como um dos primeiros produtos
liberados pela Linear Technology, consiste
em um amplificador de precisão de baixo
ruído, alimentado por 40 V, que apresenta
uma grande combinação de performance
CC, alto ganho, ruído baixo, etc, o que faz
dele uma solução ideal para aplicações de
pequenos sinais. Porém, visto que nem F2. Amplificador para Instrumentação: ganho = 100,
“micropower”, bateria única – para AC Speed.

54 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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abcdefghijklmnopqrstuvwxy
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

Componentes

Tecnologias dos
Resisores de Precisão
As aplicações críticas que envolvem instrumentação, sensoriamen-
to de grandezas físicas, telecomunicações, equipamentos médicos e
controle exigem resistores de alta precisão. Para os projetistas de tais
equipamentos é de extrema importância conhecer as tecnologias uti-
lizadas atualmente para a fabricação desses componentes. Uma delas
é a “thin film” ou “filme fino”, empregada na fabricação de resistores de
precisão por diversas empresas, dentre elas a Vishay Intertechnology
Inc. Neste artigo analisaremos essa tecnologia, justamente baseados
em documentação fornecida pela Vishay.

A
escolha de um resistor de pre- será a performance elétrica. Os principais
Newton C. Braga cisão para uma aplicação não materiais usados são:
www.newtoncbraga.com.br envolve apenas a observação de • Nicromo (NiCr): Trata-se do ma-
sua tolerância. Os equipamentos terial mais popular e que tem as
em que eles deverão operar estão sujeitos melhores especificações em termos
a variações de condições físicas, tais como de TCR (Coeficiente de Tempe-
temperatura, umidade, etc., que podem ratura de Resistência), ruído e
ter efeitos sensíveis sobre o seu valor. estabilidade a longo termo. Suas
Assim, as tecnologias modernas usa- resistividades típicas são de 50, 100
das na fabricação dos resistores de preci- e 200 ohms por quadrado.
são também abrangem a introdução de • Tamelox: Trata-se de uma liga da
características que significam não apenas Vishay que reúne as vantagens do
“precisão”, mas sim “precisão dentro de Nicromo e do Nitreto de Tântalo
uma faixa muito ampla de variações das • Nitreto de Tântalo (TaN2): Quando
condições de operação”, e mesmo a possi- processada e depositada corre-
bilidade de tais resistores trabalharem em tamente, essa substância resulta
conjunto, como acontece em divisores de numa liga resistente às impurezas
tensão. Uma das tecnologias usadas para a ambientais. A performance elétrica
fabricação de tais resistores é a denomina- não é tão boa como a do nicromo.
da Thin Film ou Filme Fino, que passamos É preferida para as aplicações de
a analisar em pormenores. baixa potência e em que não existe
autoaquecimento, além de umida-
Os filmes de relativa elevada.
Os filmes utilizados na fabricação dos • Crometo de Silício (SiCr): Esse
resistores têm uma espessura de aproxi- material tem uma resistividade
madamente 500 mícrons. Com o emprego muito alta (2000 – 3000) e é usado
de máscaras que permitem alterar as para se obter resistências elevadas
larguras e espaçamentos dos filmes, uma em pequenas áreas. As especifi-
ampla gama de valores ôhmicos pode cações elétricas tais como a TCR,
ser obtida. Os padrões de resistividade estabilidade a longo termo e coe-
podem variar entre 50 e 2000 ohms por ficientes de tensão são superiores
quadrado. Como regra geral, tanto mais às encontradas na tecnologia de
baixa a resistividade da folha, melhor filme espesso.

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Componentes

Construção de Filmes
Finos Integrados
O termo integrado é emprestado à
indústria de semicondutores e é usado de
forma semelhante. Um circuito integrado
consiste no agrupamento de elementos
que são formados e interconectados em
um substrato comum de modo a formar
uma rede funcional.
Os resistores integrados seguem o
mesmo conceito: um grupo de elemen-
tos resistivos é fabricado em um único F1. Influência da resistência F2. Geometrias especiais p/
dos terminais. ajuste das tolerâncias
processo e interconectado em um subs-
trato comum.
Os resistores também são fabricados Tolerância da Resistência Os resistores comuns, similares aos
por um processo de litografia óptica, O uso de sistemas modernos de LA- discretos fabricados com filmes metáli-
seguida de uma remoção seletiva dos SER permite ajustar os valores dos resis- cos, são classificados por lotes de acordo
materiais indesejáveis. Uma característica tores de tal forma a se obter tolerâncias com o seu TCR. Entretanto, as tecnologias
importante desse processo é a uniformi- muito baixas, com valores absolutos e modernas como, por exemplo, as que
dade. Como todos os resistores são fabri- relativos que chegam aos 0,01 % e 0,005% fazem uso de filmes finos, resultaram no
cados simultaneamente e submetidos aos respectivamente. que se denomina produtos de filme fino
mesmos processos, com diversos wafers Quanto menor a tolerância, mais cuida- de “terceira geração”, que possuem TCRs
sendo tratados ao mesmo tempo, milhares dosamente o resistor deve ser projetado para menores do que 10 ppm/°C absolutos.
de componentes com características pra- se obter uma distribuição de valores dentro O TCR é geralmente determinado
ticamente idênticas são obtidos. dos limites de tolerância, com um custo e experimentalmente através da medida
tempo de fabricação compensadores. da resistência em diversas temperaturas
Faixa de Resistências Uma forma de se chegar a isso é atra- e calculando-se a taxa de variação numa
O processo usado por litografia per- vés do uso de geometrias especiais para determinada faixa, normalmente entre
mite ao fabricante obter componentes em ajustes, veja a figura 2. 25 °C e 125 °C. Se a resistência variar
uma ampla faixa de valores de resistências. Essas geometrias reduzem a sensibili- linearmente com a temperatura, então
A resistência do componente depende dade do resistor à quantidade de material o TCR será constante no intervalo con-
basicamente das características do filme que deve ser removido no processo de ajus- siderado.
e do padrão em que é feita sua deposição. te para se conseguir a precisão desejada. Contudo, se a variação não for linear,
No entanto, deve-se levar em conta certas como ocorre com ligas de níquel/cromo,
limitações de espaço, além da própria ne- TCR – Coeficiente de então o TCR será expresso por uma curva,
cessidade de se acrescentar os terminais. Temperatura da Resistência conforme mostra a figura 3.
Com o uso de filmes na faixa de 50 a O Temperature Coefficient of Resistance Pelo método especificado na norma
2000 ohms/quadrado, a faixa de resistên- ou TCR mede a variação da resistência MIL-STD-202 – Method 304, a TCR deve
cia dos componentes obtidos pode variar em função da temperatura ambiente. ser medida em intervalos entre 25 °C e
entre poucos ohms a vários megohms. Ele é definido como a variação da re- 55 °C e também entre 25 °C e 125 °C. O
Entretanto, os valores mais comuns ficam sistência por unidade de variação de maior valor registrado deve ser o indi-
entre 250 ohms e 100 kohms. temperatura e é comumente expresso cado como TCR. Entendendo os efeitos
em partes por milhão por grau Celsius da composição da liga e através de um
Resistências Muito Baixas ou ppm/°C. controle cuidadoso no processamento
Um problema que acontece é que,
quando são fabricados resistores de va- Box 1:
lores muito baixos, deve ser considerada
a resistência dos terminais. Conforme mostra a figura, a resis-
Com um projeto apropriado, os efeitos tividade de superfície de um material
dos terminais podem ser minimizados, refere-se à corrente elétrica fluindo
mas não completamente eliminados, por toda área da superfície (unidade
conforme ilustra a figura 1. de área). Essa resistividade superficial
Em um resistor de 10 ohms o efeito da depende da espessura do material e é
resistência dos terminais pode chegar a 1 usada normalmente para caracterizar
%, enquanto que esse valor é de apenas materiais de folhas ou fitas.
0,01 % em um resistor de 1 kohms.

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F3. Variação não linear F4. Diversas curvas de resistência x F5. Distribuição afastada do
das ligas de Ni/Cr. temperatura. tracking de TCR.

(é possível modelar a curva resistência x um (em função da temperatura), devem resistores em um determinado intervalo
temperatura) de um produto de diversas acompanhar as variações de outro numa de temperatura.
maneiras, observe a figura 4. rede usada no mesmo circuito. Para os resistores comuns discretos
Podemos ter curvas: negativa em toda As redes de filme fino possuem ca- é difícil obter uma distribuição absoluta
a faixa, positiva em toda a faixa ou ainda racterísticas excelentes de “tracking”. muito próxima dos TCRs, veja exemplo
negativas em um extremo e positiva no Todavia, há diversos aspectos nesse com- na figura 5.
outro, da faixa de temperaturas. portamento que precisam ser entendidos Por outro lado, pelo processo integra-
e diferenciados. do, dadas as condições semelhantes de
Tracking deposição (uniformidade, etc.), pode-se
Existem aplicações onde as precisões Tracking de TCR conseguir uma distribuição mais próxima
dos resistores empregados necessitam O tracking de TCR é definido como do tracking de TCR, conforme ilustra a
estar “pareadas”, ou seja, as variações de a diferença entre a TCR de um par de figura 6.

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Componentes

As pequenas diferenças existentes


ocorrem devido a variáveis de processo
como, por exemplo, defeitos de substra-
to, deposição não uniforme, gradientes
térmicos diferentes durante a produção,
stress não uniforme, etc.

Tracking de Resistência
na Comutação
Muitos circuitos operam de um modo
onde a corrente através de um resistor é
ligada e desligada, enquanto que em ou- F6. Distribuição próxima F7. Resistores com os valores alterados
do tracking de TCR. devido ao autoaquecimento.
tro (do mesmo circuito) opera com uma
corrente constante. Neste caso, mesmo
que os resistores tenham o mesmo TCR e kohms em série com um resistor de 1 ko- tura volta ao ponto de partida. Entretanto,
o substrato seja mantido em uma tempe- hms, tendo um terminal comum com 100 existem efeitos irreversíveis.
ratura uniforme, as resistências podem se mohms de resistência, as diferenças entre A maioria das redes de resistores é
alterar devido ao autoaquecimento. as relações podem diferir de 75 ppm como utilizada em divisores de tensão. Todavia,
Nessas situações, os resistores devem demonstram os cálculos abaixo: deve-se considerar que, ao longo da vida
ter um TCR absoluto que seja o mais útil do componente, suas características
baixo quanto seja possível na faixa de se modificam incluindo a tolerância, que
temperaturas de operação, e precisam ser deve ser preservada ao máximo. Isso exige
montados o mais próximo um do outro uma estabilidade do filme.
de modo a minimizar as diferenças de Os materiais empregados têm passado
temperaturas entre elas. por progressos no processo de fabrica-
A figura 7 mostra o que sucede com ção, obtendo-se assim componentes com
resistores em um caso como esse. maior estabilidade.
Verifica-se que para as ligas de Níquel/
Relações de Tensão Cromo a estabilidade ao longo do tempo
Muitas vezes, os resistores são usa- depende da temperatura do substrato.
dos como divisores de tensão. Nesses Para um resistor de 1 koms em série Isso significa que se pode prever o com-
casos, se alta precisão for necessária, é com um resistor de 100 ohms, a resistência portamento do componente em função de
mais importante pensar em termos de da tomada de 100 mohms faz com que apenas uma variável.
relação de tensão do que em relação de seja produzida uma diferença na relação Na figura 9 temos um gráfico que
resistências. de tensão de mais de 800 ppm. nos mostra como a temperatura influi
Há três aspectos importantes das rela- na estabilidade do componente ao longo
ções de tensão que devem ser entendidos Tolerância da Relação do tempo.
em comparação com as relações de resis- de Tensão Deve-se considerar o problema do
tências. São eles: relação de tensão pro- A tolerância para uma determinada tracking de TCR, que será tanto menor
priamente dita, tolerância da relação de relação de tensões também difere da tole- quanto menor for a variação da resistên-
tensão e tracking da relação de tensão. rância para a mesma relação de resistên- cia absoluta de cada um dos resistores
A tensão de um divisor, conforme cias. A maior diferença, nesse caso, é dada do par.
exibe a figura 8, é idealmente calculada pelo primeiro termo da equação abaixo e
pela fórmula: que, inclusive, é afetada pela resistência Dissipação
do terminal comum. Os resistores de precisão de filme fino
V = Ve x [R1/(R1+R2)] não são utilizados em aplicações de alta
potência. Isso significa que os modos
de se estabilizar as potências dissipadas
Quando os valores das resistências nesses componentes não são críticos.
não são iguais, a relação entre as tensões No entanto, precisam ser estabelecidos
irá diferir do valor calculado de uma limites, e isso é feito através da fixação da
quantidade, que dependerá da resistência temperatura máxima de operação.
do terminal comum. Estabilidade A temperatura em potência zero ou
Quando são usados resistores de baixo Os efeitos descritos anteriormente são “zero power ” (também denominada
valor, a diferença pode ser significativa. reversíveis: as variações não são perma- temperatura máxima de operação), é a
Por exemplo, para um resistor de 10 nentes e desaparecem quando a tempera- temperatura máxima em que o compo-

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F8. Circuito típico de um F9. Estabilidade do componente
divisor de tensão. ao longo do tempo.

nente pode operar por um determinado


intervalo de tempo, sem mudança exces-
siva de características.
O tempo especificado normalmente é
de 1000 horas e a mudança de caracterís-
ticas usualmente é expressa em relação à
tolerância inicial.
Os resistores de filme fino precisam
manter uma tolerância de 0,1%, e a tem-
peratura em potência zero pode ser 150 °C
tipicamente. Nessa temperatura, um resis-
tor deve ter uma mudança da ordem de F10. Degradação de potência do resistor
devido à temperatura.
500 ppm absolutos ou 100 ppm relativos
em relação aos outros da mesma rede.
Se a tolerância for de 0,01 %, uma tem- filme fino, por serem pouco significativas.
peratura mais apropriada para potência O coeficiente de tensão da resistência é
zero seria 125 °C. Na figura 10 temos um a mudança da resistência por variação da
gráfico que apresenta a curva de degra- tensão, expressa em ppm/volt.
dação da potência que um resistor pode Ela expressa a característica não ôhmi-
dissipar em função da temperatura. ca dos resistores de filme fino, e seus ní-
Observe que a potência dissipada veis se manifestam de forma mais intensa
vale apenas para temperaturas até 70 °C. apenas nos resistores de maior valor, na
Depois disso temos a degradação, e então faixa de megohms. Valores típicos estão
ela varia se os resistores forem do tipo na faixa de 0,1 ppm/V.
hermético ou não hermético. O ruído de corrente é caracterizado e tem
Quando se trabalha com resistores um valor típico menor do que – 35 dB.
para a montagem em superfície, deve-se
prestar especial atenção às dissipações Efeitos Termoelétricos
individuais. Isso ocorre porque, dentro de Tensões termoelétricas podem ser ge-
uma mesma rede, os diversos resistores radas nas terminações dos resistores em
podem trabalhar com potências diferen- diferentes temperaturas. Com resistores
tes. O projeto deve levar em consideração discretos, essas tensões podem ser proble-
essas diferenças. máticas quando gradientes de temperatu-
ra se manifestarem, dadas as dimensões
Coeficiente de Tensão e elevadas dos componentes. Todavia, com
Ruído de Corrente redes de resistores de filme fino, os tama-
Há duas características que podem nhos reduzidos e a distribuição do calor
trazer sérios problemas para projetos que de maneira mais uniforme, esses efeitos
envolvem resistores de precisão e que praticamente não existem.
precisam ser consideradas quando os re- As tensões geradas termoeletricamen-
sistores são feitos de materiais compostos, te nos resistores de filme fino são tipica-
mas que são ignoradas nos resistores de mente menores do que 0,1 µV/°C. E

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Componentes

Curso rápido de Retrabalho


Manual em componentes
montados em superfície (SMD)
Luiz Fernando

D
e tempos em tempos a eletrô- que tem quase 40 anos; acredita-se que
nica vive grandes mudanças surgiu da tecnologia atual das telecomu-
que atingem diretamente os nicações, dos celulares, dos computadores
seus profissionais, é natural e notebooks. Mas na verdade, esta tecno-
devido à evolução tecnológica. Foi logia nasceu da aplicação de satélites,
assim na época da popularização das sistemas de controle embarcados de ae-
válvulas, dos transistores, dos circui- ronaves, telemetria e de comunicação de
tos integrados, dos SCR/TRIACs, dos equipamentos aéreos militares, sistemas
MOSFETs, dos IGBTs, dos microcon- eletrônicos para naves espaciais, registro
troladores, etc. Na “Era do Transistor” embarcado de imagens e dados de vôo,
os cursos de Eletrônica se dividiram em ainda nos anos 70 !
antes e depois da época do “Solid Sta- Esta tecnologia é a Tecnologia de
te”, era o slogan da época para os novos Montagem em Superfície ou SMT (Surface
componentes de silício. Os transistores Mounted Technology), que deu origem aos
então chegaram aos equipamentos de Componentes Montados em Superfície, os
consumo e os técnicos tiveram que SMDs (Surface Mounted Devices).
atualizar seus conhecimentos sobre a A Tecnologia de Montagem em Su-
nova tecnologia. perfície reestruturou a indústria de
Vieram então os equipamentos com componentes e de fabricação de produtos
circuitos analógicos com a chegada dos eletroeletrônicos de consumo de maneira
Amp Ops da época, que tiveram sua profunda e irreversível, é uma tecnologia
versão comercial com o nosso conhecido muito interessante e que possibilita uma
741, depois os circuitos integrados digi- significativa ampliação das atividades que
tais, e na sequência, um dos primeiros envolvem a eletrônica e dos profissionais
de uma família de tecnologia mista, o de áreas associadas: radiofrequência,
CI 555, lembrando apenas de alguns microcontroladores, robótica e “layoutis-
poucos marcos de evolução tecnológica. tas”. É uma das tecnologias fundamen-
Assim a tecnologia em eletrônica sem- tais para a miniaturização de sistemas
pre evoluiu e os profissionais da área extremamente complexos, ampliando
percebendo a mudança, com dedicação os mercados de equipamentos militares,
e estudo, se atualizaram, mantendo as industriais e de consumo.
suas atividades, seu trabalho e a sua O nosso objetivo aqui é focado quase
remuneração. exclusivamente no retrabalho dos SMDs; a
Hoje existe uma tecnologia que tecnologia, dimensões físicas e caracterís-
divide os profissionais de Eletrônica. ticas técnicas associadas ao tipo e função
Alguns acreditam que seja uma tecnolo- do componente não serão abordadas
gia de última geração, mas outros sabem neste artigo.

60 I SABER ELETRÔNICA 443 I Dezembro 2009

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abcdefghijklmnopqrstuvwxy
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

F1. PAD danificado de um CI F2. Exemplo de um reparo conhecido por “cirurgia” em


em formato TQFP. um PAD substituído após um curto-circuito.

Pela experiência própria, conversei Dada a situação, uma parte dos pro- Ficamos irritados com os SMDs, sem
com alguns profissionais de eletrônica fissionais utilizaria um estilete, uma faca observar que ele tem muitas vantagens
sobre retrabalho em SMD e alguns acre- fina ou ferramenta similar e cortando significativas na sua utilização. Pode ser
ditam que são necessários equipamentos e todos os terminais do CI até que fique muito chato para retirar da placa, mas se
processos de alto custo, com treinamentos completamente solto, retira-se o mesmo, for retrabalhado corretamente também
caros e longos, quase impossíveis a um problema quase resolvido. Essa é uma poderá ser recolocado sem nenhum in-
profissional comum e que são realizados técnica mostrada em vários sites, inclusive conveniente.
apenas com o auxílio de máquinas em apresentada em vídeo. A tarefa é concluí- Quando os componentes com termi-
sofisticadas linhas de produção; outros da com a limpeza da área do CI extraído, nais reinavam absolutos, havia pouca
acreditam que é muito simples, basta cor- posicionamos o novo e, em mais 20 minu- preocupação com os mesmos retirados
tar os terminais, limpar a área e substituir tos soldamos. Estamos prontos para ligar durante o processo de manutenção por
o componente. o equipamento. Aí temos uma surpresa vários motivos: porque possuem preço
Sobre estas informações, o que tenho a desagradável. O equipamento apresenta relativamente baixo, são fáceis de serem
“dizer” aos que leem este artigo é: “Sejam os mesmos defeitos de antes.... E agora? obtidos, etc. Estes componentes cha-
bem vindos ao Curso Rápido de Retraba- Inutilizamos um CI que não estava com mados de PTH (Pin Through Hole) são
lho Manual de SMDs.” defeito (colocamos o novo e não resolveu mecanicamente mais resistentes, embora
Para uma introdução de retrabalho, o problema), ainda gastamos mais um sejam mais sensíveis do ponto de vista
vamos considerar uma situação profissio- tempo de trabalho soldando o novo e eletrônico. Já os componentes montados
nal cada vez mais comum: existe um equi- ainda assim... o defeito continua! em superfície (SMD) são muito frágeis
pamento para manutenção e o seu circuito Como comentei, esse é um problema mecanicamente, mas extremamente ro-
é montado em SMD. “O que fazer, será muito comum quando fazemos a manu- bustos em suas características eletrônicas
que dará para consertar?”, “Vamos trocar tenção de qualquer equipamento, quer (tema de um próximo artigo Componen-
a placa para resolver o problema?”. seja em PTH ou em SMD. A diferença tes Eletrônicos: “PTH x SMD”).
Como não sabemos em que parte(s) é que quando trabalhamos com SMDs, Na prática, o retrabalho com SMDs é
está(ão) o(s) defeito(s), começamos pelo se não tivermos algumas ferramentas “...um serviço de relojoeiro... ”, como diz
começo, usamos as mesmas técnicas de específicas e não dominarmos as técnicas um amigo, requer habilidade, é braçal,
“troubleshooting” conhecidas nossas de retrabalho, com certeza danificaremos mas exige muita atenção. Mas afinal de
desde os circuitos à válvula. Encontra- um componente funcional desnecessaria- contas, o que é o RETRABALHO?
mos um circuito integrado defeituoso. mente, aumentando os custos, fazendo O Retrabalho em SMD é resumidamen-
Trata-se de um CI em Quad Flat Package com que a manutenção se torne inviável. te um conjunto de atividades executadas
(QFP), que tem um custo relativamente E o cliente preferirá não consertar mais por um profissional, com técnicas e ferra-
alto, mas temos uma peça em nosso o equipamento, optando por adquirir mentas de extração e soldagem adequadas,
“estoque”. Não dispomos também das um novo, sucateando o “antigo” por que que permitem a reutilização posterior do
ferramentas mais corretas para a sua ex- aquele não tem mais conserto. Pensamos componente retirado, aproveitando a sua
tração e nem de um treinamento sobre o que na próxima vez que surgir aqui um alta robustez, caso estes SMDs estejam em
retrabalho, mas é possível a sua extração equipamento destes, devolveremos ao condições de uso, mantendo-se a placa em
mesmo assim. cliente, nem pegamos para consertar. condições perfeitas. O retrabalho vem de

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Componentes

encontro à redução de custos de assistência


técnica, quer seja em garantia ou não. E
também é muito útil aos desenvolvedores,
pois os kits de desenvolvimento (proje-
tados ou comerciais) sempre podem ser
aprimorados e consertados.
Durante a extração de SMDs po-
dem ocorrer alguns danos reparáveis
aos seus terminais e/ou aos seus pads
na placa, mas como este é um assun-
to extremamente prático, não haverá
condições de abordagem deste tema na
revista. Como ilustração, este trabalho
é mostrado nas figuras 1 e 2, e para se
ter uma idéia de sua complexidade, eu
particularmente chamo este trabalho
de cirurgia. Para se ter uma idéia, o fio
com o isolante azul é um wire-up e o
invólucro do CI é em Thin Plastic Quad
Flatpack Package (TQFP), com largura de
terminal de 0,30mm. F3. A limpeza da placa antes do retrabalho. Observe o sentido de dentro
Neste Curso Rápido começaremos para fora e a proximidade com a borda para a saída do álcool sujo.
pelo ferramental básico necessário, que
consta de: pinças retas e curvas, o pincel para os componentes de dois terminais; Flat Package (TQFP) e Quad Flat Package
pequeno, duas canetas de fluxo (líquido outra técnica para o retrabalho em com- (QFP). Ainda há muitos, muitos outros
e pastoso), a estação de retrabalho (sopra- ponentes de três até os de 38 terminais, tipos, dos quais destaco duas famílias que
dor), estação de soldagem (com controle restritos em invólucros PDIP, SOIC e estão sendo cada vez mais utilizadas, são
de temperatura e esponja), pontas de SOP; e uma técnica especial e mais precisa os Quad Flat No-Lead Plastic Package (QFN)
ferro de solda dos tipos cônicas e faca, o para os membros da “família” Quad Flat. e os Ball Grid Array (BGA).
dispenser com válvula para o álcool isopro- Aparentemente não há a necessidade de Para um profissional que se interesse
pílico, o próprio álcool isopropílico, uma se dividir em duas partes a primeira e a em retrabalho de SMDs, faço algumas ob-
escova de dentes velha, uma luminária de segunda técnica, poderíamos nem fazer servações importantes: como citado antes,
luz branca fria fixa, uma luminária móvel essa divisão. Essa divisão foi aplicada e, se existe a necessidade de desenvolvimento
de luz branca fria com lupa, uma lupa mostrou eficiente nos cursos presenciais, de algumas habilidades manuais e alguns
independente, dois carretéis de malha devido ao fato de que há a necessidade hábitos que, se forem seguidos, facilitarão
(fina e grossa), uma manta antiestática de treinamento da sensibilidade das mãos muito o aprendizado. Acredito que a
pequena e a sua pulseira própria. em utilizar o soprador e a pinça simulta- maior dificuldade inicial seja o capricho
Existem várias técnicas para a extra- neamente, como demonstrado abaixo. sistemático e o cuidado em fazer um tra-
ção dos SMDs, algumas que utilizam Todos os fabricantes de componentes balho bem feito, desde o princípio, etapa
ferramentas de contato (pinças térmicas possuem um conjunto de invólucros em por etapa. Ajudaria muito se os leitores
estações de solda com pontas específicas, comum. Mas cada um desses fabrican- pudessem assistir ao vídeo na página da
etc) e as ferramentas sem contato (estação tes também possui uma grande linha revista.
de retrabalho por ar quente, por exemplo), de modelos exclusivos, dependendo da Para esta e as próximas etapas vamos
que serão as utilizadas neste Curso Rápi- tecnologia, da finalidade do componente precisar de algumas placas de sucata em
do. Cada um destes tipos de ferramentas e do seu mercado de atuação. SMD, escolha placas que possuam vários
tem a sua aplicação e uso corretos, con- Todos os modelos de invólucros têm tipos de invólucros, independentemente
siderando-se desde o tipo de invólucro, uma sigla própria de sua designação, do circuito, podem ser de placas de rede
quantidade de terminais, velocidade e vamos apresentar uma pequena lista antigas, disco rígidos, leitor/gravador de
utilização industrial ou como hobista. As destes invólucros, suas siglas e os seus CD/DVD, computadores, notebooks, alar-
técnicas possuem as suas variações, tam- significados, considerando-se apenas os mes, roteadores/switches, instrumentos
bém dependentes do tipo de invólucro do tipos mais comuns, como por exemplo: de sucata, etc.
componente, da quantidade de terminais Plastic Dual-In-line (PDIP), Small Outline Fazendo um passo- a- passo deste nos-
e da ferramenta utilizada. Integrated Circuit (SOIC), Small Outline Pa- so Curso Rápido de Retrabalho, considere
Didaticamente, neste Curso Rápido de ckages (SOP), estes em linha dupla do tipo uma substituição simples de um compo-
Retrabalho vamos dividir este conjunto de similar ao DIP. Temos ainda os tipo Plastic nente de dois ou três terminais e, com o
técnicas básicas em três partes: a primeira, Leaded Chip Carrier (PLCC), Thin Quad material em mãos, siga em frente:

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F4. Posicionamento correto
do cabo do soprador.

F5. Vista ampliada do cabo do soprador e


a distância do bico até a placa.

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Componentes

F7. Retirada do componente danificado man-


tendo-se o bico do soprador próximo a área
F6. Vista superior da placa com para facilitar o retrabalho na colocação do
detalhe do uso da pinça. componente novo.

F9. Movimentação do componente no F10. Com o componente centralizado,


F8. Solda derretida para mover sentido do seu comprimento, levemente deixe que a solda se esfrie natural-
o componente. para um lado e para o outro. mente. Sem mexer na placa.

F11. Depois de aplicar o fluxo, re-solde os


terminais do componente para melhorar F12. Corrija também a rugosi-
a qualidade da solda. dade e imperfeições da solda.

Limpe a área a ser retrabalhada, use Posicione a placa numa região ilumi- brilho que ocorre quando a solda está
álcool isopropílico com a ajuda da escova nada sob a lupa. Aplique o fluxo líquido derretida. Quando isso acontecer, use
sem deixar que escorra, incline a placa sobre os terminais do componente e com a pinça (na mão direita) e retire o com-
para que o álcool sujo saia para o lado o cabo do soprador segurado pela mão ponente, pegando-o pela sua lateral, na
mais próximo da borda, evitando sujar esquerda (quem for DESTRO), aqueça a parte do corpo em que não tem terminais.
mais componentes, escove o álcool para área dos seus terminais, aproxime-se no Figura 5, 6 e 7.
fora da placa cuidadosamente. Escove máximo até 15 ou 20 mm, dependendo do Pegue com a pinça o componente
apenas no sentido de dentro para fora da tipo do soprador e dos ajustes de tempe- novo, segurando-o pela lateral e aque-
placa, senão a sujeira irá entrar embaixo ratura e velocidade do ar. Figura 4. cendo os pontos de solda da placa, posi-
do mesmo ou de outros componentes, Aproxime o soprador do compo- cione o componente sobre os PADs (área
podendo ocasionar curto-circuitos difíceis nente, segurando-o com a mão direita de solda), mantenha o calor por alguns
de localizar. Figura 3. (destro), e tente enxergar a mudança de segundos enquanto movimenta a pinça

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Links Úteis

www.smd-on-line.com/
www.siliconfareast.com/index.html
www2.okisemi.com/site/productscatalog/packaging/PackInfo.html
www.analog.com/en/pcb-design-resources/content/pcb_design_resources/fca.html
www.ti.com/sc/docs/psheets/mechanic.htm
www.irf.com/package/pkfetky.html
www.standardics.nxp.com/packaging/handbook/ (Philips)
www.xilinx.com/support/documentation/index.htm
http://howto.wikia.com/wiki/Howto_identify_chip_packages/old
http://how-to.wikia.com/wiki/Howto_identify_chip_packages
http://nobelprize.org/educational_games/physics/transistor/history/index.html

Invólucros de apenas um fabricante:

Small Outline Plastic Packages (SOIC)


Quarter Size Outline Packages (QSOP)
Thin Shrink Small Outline Plastic Packages (TSSOP)
Thin Shrink Small Outline Exposed Pad Plastic Packages (EPTSSOP)
Mini Small Outline Plastic Packages (MSOP)
Dual Flat No-Lead Plastic Package (DFN)
Optical Dual Flat No-Lead Plastic Package (ODFN)
Thin Dual Flat No-Lead Plastic Package (TDFN)
Ultra Thin Dual Flat No-Lead Plastic Package (UTDFN)
Ultra Thin Dual Flat No-Lead COL Plastic Package (UTDFN COL)
Extreme Thin Dual Flat No-Lead Plastic Package (XDFN)
Quad Flat No-Lead Plastic Package (QFN)
Thin Quad Flat No-Lead Plastic Package (TQFN)
Ultra Thin Quad Flat No-Lead COL Plastic Package (UTQFN COL)
Small Outline Transistor Plastic Package (SOT)
Small Outline Transistor Plastic Packages (SC70)
Shrink Small Outline Plastic Packages (SSOP)
Dual-In-Line Plastic Packages (PDIP)
Shrink Dual-In-Line Plastic Packages (SPDIP)
Power Small Outline Plastic Packages (PSOP)
Plastic Leaded Chip Carrier Packages (PLCC)
Metric Plastic Quad Flatpack Packages (MQFP)
Thin Micro Lead Frame Plastic Package (TMLFP)
Thin Plastic Quad Flatpack Packages (TQFP)
Thin Plastic Quad Flatpack Exposed Pad Packages (EP-LQFP)
Thin Plastic Quad Flatpack with Top Exposed Pad Packages (TEP-LQFP)
Thin Plastic Quad Flatpack Exposed Pad Packages (EP-TQFP)
Thin Plastic Power Quad Flatpack Packages (PQ-LQFP)
Single-In-Line Plastic Packages (SIP)
Ball Grid Array Packages (BGA)
Thin, Fine Pitch, Plastic Ball Grid Array Package (TFBGA)

com o componente sobre o pad, para que Caso a solda ainda fique fria, passe o flu-
a solda realmente consiga aderir em seus xo e com a ponta do ferro de solda, toque a
terminais. O sentido de movimentação área de solda do componente, deixe derreter
do componente é o do comprimento. Esta a solda e em seguida, retire o ferro. Pronto,
movimentação tem que ser de mais ou a solda está perfeita. Figura 11 e 12.O cabo
menos 1 mm. Figura 8 e 9. Para concluir, do soprador é sempre segurado pela mão
centralize (Figura 10) o mais perfeitamen- esquerda, quem for destro, porque o mesmo
te possível o componente entre seus pads. não requer uma grande precisão, necessária
Deixe esfriar sem movimento algum na para utilização da pinça.
placa. O ideal para este esfriamento seria Depois de toda esta descrição de pro-
aplicar um jato de ar comprimido, depois cedimentos práticos, mãos à obra. Treinem
de que a solda tenha se solidificado. bastante para as próximas técnicas. E

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opinião

Rebecca Lee
Senior Sales Manager
Advantech Taiwan

“ O
...nenhum Brasil, assim como todos os países
da América Latina, possui em seu
histórico - revoluções políticas,

país hoje
desacordos entre sociedade e
governo e inexistência de democracia e
direitos humanos. A economia sazonal e ir-
regular sempre causou risco e desconfiança

atrai mais para os investidores externos.


No entanto, hoje apresenta um cenário
diferente do histórico da América Latina. O

olhares
país construiu a sua marca própria, firmou
as cores da sua bandeira e apresentou ao
mundo seu estilo de viver e progredir. Alguns Todos os países cresceram com as Olim-
meses após assumir a Gerência deVendas na píadas, assim como Pequim e China. Acredito

do que o Advantech, fui investigar sobre o que havia que muitas oportunidades de negócios irão


escrito na Bandeira brasileira. surgir neste período, empresas de setores
Além das suas cores fortes e vibrantes, de tecnologia, indústrias de bebidas, indústria

Brasil...
demorei a entender porque as palavras “Or- alimentícia, setor têxtil, telefonia e energia
dem e Progresso” apareciam em destaque irão crescer bastante neste período. O
no símbolo nacional. Após tantos conflitos mundo irá penetrar no Brasil durante dois
econômicos e políticos na América Latina, anos seguidos com os eventos da Copa do
percebo que o Brasil busca uma constante Mundo e das Olimpíadas. O Brasil é hoje um
evolução de “Ordens”, um país que está mercado cobiçado pelas maiores empresas
buscando sempre trabalhar em cima de do Mundo.
acordos, sejam eles internacionais ou mesmo Independentemente das Olimpíadas e da
nacionais, acordos mútuos entre pessoas e Copa do Mundo, no Brasil, muitos negócios
empresas. giram em torno das riquezas naturais.Negócios
O constante “Progresso” brasileiro é como água potável, reservas minerais, petró-
reconhecido por todo o mundo, nenhum país leo, etanol e tecnologia de desenvolvimento
hoje atrai mais olhares do que o Brasil. O agrícola são os que fazem do Brasil um país
Brasil é hoje o 3º maior mercado da Unilever naturalmente rico e progressista.
e o 2º maior da Nestlé. Atualmente, há uma Há muito para acontecer no Brasil, esta-
energia positiva no povo Brasileiro. mos só no começo. E

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