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Guia Prático para Utilização de Modems GIM

Ano 41 N2 393 - Outubro/OS ~


Europa ( 4,30
www.sabereletronica.com.br Brasil R$ 11,90

TECNOLOGIA -INFORMATICA
~
- AUTOMAÇA
-

Veja placa da Texas Instruments


para captação de sinais do
organismo humano

LQJ
(BtuOJJ(B[fBJ
cilB fi QXI] ~ 1?
rnD[)ITIDJ Descubra as vantagens de cada um e conheça
a placa de avaliação P·2138 KS da lAR
~

Conheça técnicas
para detecção de probl

~úlB
~ DillIIrflli)
[IID?2J~
Novo sistema aumenta
a segurança na transmissão
de códigos e permite acionar
até 15 portões diferentes
~
~ Editora Saber Itda.
EDITORIAL
Diretores
Hélio Fittipaldi
Thereza Mozzato Ciampi Fittipaldi

ELETRÔnll:R
TECf\/OLOGtA _INFOI'IMÁTlCA_AL.l'TOMAvÃO

www.sabereletronica.com.br
Editor e Diretor Responsável
Hélio Fittipaldi

Diretor Técnico
Newton C. Braga Hélio Fittipaldi
Redação
Sérgio Vieira
Viviane Bulbow Há muitos anos, o Brasil importa equipamentos médico-
Auxiliar de Redação hospitalares e odontológicos. Aos poucos, nos últimos anos,
Claudia Tozetto
pudemos ver uma nascente indústria nesta área. Alguns
Conselho Editorial
João Antonio Zuffo empreendedores, a custa de muito sacrifício, conseguiram
Newton C. Braga
desenvolver produtos confiáveis e construíram sua marca.
Colaboradores
Daniel Michaelis, Giovana Ribas Bassetti, Isto não é o bastante, pois o mercado brasileiro é grande e
Guilherme Tavares da Silva, José Barros,
Luiz Henrique C. Bernardes, podemos exportar para consolidar ainda mais os negócios
Márcio José Soares, Roberto Cunha,
Rômulo Castro deste tipo de indústria.
Designers O Senai, mais precisamente a Escola Mariano Ferraz
Diego M. Gomes, Diogo Shiraiwa,
Jonas Ribeiro Alves, Renato Paiotti em São Paulo, está investindo quase R$ 3 milhões numa
Estagiária de Produção planta de 1500 metros para o segmento médico-hospitalar
Yassari Gonçalo
e odontológico em parceria com a Abimo (Associação
PUBLICIDADE
André Zanferrari, Angela Gonçalves, Brasileira da Indústria Médica e Odontológica). As
Carla de Castro Assis,
Ricardo Nunes Souza dificuldades em formar mão-de-obra especializada, cada
dia mais, irão diminuir com a ajuda de escolas como o
PARA ANUNCIAR: (11)6195-5339
publicidade@editorasaber.com.br
Senai e empresas como a Texas Instruments, que voltam
Impressão
sua atenção para '0 setor. A Texas, por exemplo, acaba de
PROL Editora Gráfica Ltda promover um seminário técnico com o Dr. John Brown
Distribuição especialista da área médica.
Brasil: DINAP
Portugal: Loglsta Portugal A nossa redação decidiu que a partir de agora, apre-
tel.: 121-9267800

ASSINATURAS
sentará artigos técnicos práticos e cobertura jornalística
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Saber Eletrônica é uma publicação mensal


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respondência: Rua Jacinto José de Araújo,
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Associação Nacional das Editoras por danos resultantes de impericia do montado r. Caso haja enganos em texto ou desenho. será publicada errata na
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e Especializadas. data do fechamento da edição. Não assumimos a responsabilidade por alterações nos preços e na disponibilidade
dos produtos ocorridas após o fechamento.
íNDICE
'" »>

~' DESENVOLVIMENTO / ENERGIA

co~versor DCI AC com o CI 555 TI @ Fator de potência: 0) 0JI


A necessidade da correção ~ ~
Eletrônica na medicina:
Novos recursos para íl Cij)
o desenvolvimento de projetos U~ ,
Carga Eletrônica 6063B
da Agilent Technologies
&3 @
AY0438 - Driver LCD ~ rn
MICROCONTROLADORES
I' CIRCUITOS PRÁTICOS /

32 Bits ou 8 Bits - Cij) ([jI 10 Circuitos de interface


pela porta paralela .
6J@
Qual microcontrolador usar? ~ li:!)

TELECOMUNICAÇÃO
PROJETOS

MULTISIM .
Agora é National Instruments .
6J6J
Inovação de controle remoto ~ ~
INGLES NA ELETRONICA
para portões eletrônicos L1.)lQ)

Power - Energy - Force (2rn


INSTRUMENTAÇÃO

Je SEÇÃO DO LEITOR
~ 3

NOTÍCIAS
~~ ~~~ Ei
Como fazer debug

Informativo ABEE-SP 54
de câmeras digitais
com osciloscópios MSO
~(2
lQ)
SEÇÃO DO LEITOR :;;~
~

r ainda tenho uma dúvida referente ao


consumo de bateria do transmissor.
Noto que a vida útil da bateria é
curta.
Placa de circuito impresso
Referente à solução de iodeto de
prata (cujo nome comercial é Pratex)

- Lúcio Sólon
Técnico de Hardware
Banco Indusval S/A
São Paulo - SP
gostaria de saber onde é possível
adquiri-Io. No mercado especializado
de Belo Horizonte esse produto é
desconhecido.
Prof. Marcus Brunetta
Segundo o colaborador Newton Coordenador de Cursos
C. Braga, a descargà é proporcional Microcontrole
ao consumo do transmissor que,
infelizmente, é elevado.
Painéis solares
Estou interessado em construir Aparelhos hospitalares
painéis solares na Venezuela. Há
informações em edições anteriores Onde posso fazer um curso de
da Revista? reparos em aparelhos hospitalares?
Armando Godoy Rogério Campos Inácio
Profissional Autônomo Técnico - Staing Telecom
Puerto Ia Cruz, Venezuela Itajubá- MG

Na edição n" 378 da Saber Ele- Em São Paulo há um curso ofere-


trônica publicamos um artigo onde é cido pelo SENAC Tiradentes. Curso:
descrito o funcionamento das células Manutenção de Equipamentos no De acordo com Nelson Lessa,
solares, suas principais característi- Hospital. Valor: R$ 245,00 Tel: (11) responsável pelo setor de Produção
cas e as atuais limitações para seu 3329-6200. na empresa Tec-CI, o produto Pratex
uso em escala mais ampla. não é mais utilizado. Para embelezar
a placa, hoje é usado um verniz que
Problema na placa pode ser adquirido na Reprotécnica
Detector de Metais MC68HC908GP32 pelo telefone (11) 491-0266 (somente
em grandes quantidades).
No artigo sobre "Detector de Eu comprei uma placa MC68HC
metais" (SE 387), ao implementar o 908GP32 e acho que há um problema
circuito encontrei dificuldades para no oscilador de 9,8304 MHz, pois conhecimento deve ser compartilhado
compreender a forma de enrolar (20 não funciona. Estou trabalhando num e não guardado. Gostaria de saber
+20 esp.). Também não entendi sobre projeto e descobri que para funcionar como vai ficar a placa que eu, e outras
a continuidade dos fios. Eles são com cristal maior que 1,5 MHz a pessoas, compraram?
unidos ou independentes? entrada tem que ser um pulso de onda Alexandre Voigt da Poian
Sandro Elias Graziosi quadrada no pino OSC1 somente e, IECO-DIMA
Estudante - Unilins o pino OSC2 deve ficar aberto. Fiz
Matão- SP com um cristal de 32,768 kHz que Esse problema parece muito estra-
funcionou bem e, no pino 3 deve ser nho. A placa foi exaustivamente tes-
Segundo o colaborador Newton colocado um circuito conforme está tada. Os moldes para a formatação
C. Braga você deve enrolar 20 voltas, no datasheet. da parte de gravação foram extraídos
fazer uma tomada e depois enrolar Muitos projetistas vão encontrar das notas de aplicações da própria
mais 20 voltas no mesmo sentido. este problema. Tenho a rotina para Freescale AN2317/D, disponível no
fazer com que o cristal de 32,768 kHz site da empresa. Na Internet, você
tome vida e comece a funcionar, pois, encontra muitas páginas que forne-
Controle Remoto é necessário escrevê-Ia corretamente cem gravadores bastante similares
no começo, caso contrário, não fun- aos que nós publicamos. Todos utili-
Montei o controle remoto apre- ciona nem com esse cristal. Levei zam o mesmo cristal presente em
sentado na edição n° 316 ("Controle dois dias para descobrir como fazer nosso projeto. Durante dois meses
Remoto de 4 Canais"). Consegui oscilar este microcontrolador. Nem testamos a gravação e "debug" da
acertar alguns erros no desenho da o pessoal da Freescale foi capaz de mesma com os programas demons-
placa receptora e, inclusive, ajudar me ajudar, mas, estou aqui disposto trados no artigo e nenhum problema
outros leitores da revista. Entretanto, a colaborar porque penso que o foi encontrado.

SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 3


~L
~~~7_S_E_ÇA_-O_D_O_L_E_IT_OR
__ /
/

Idenllllcador de Chamada Tele'ônlca Mlcroconlrolado


Atualmente, utilizo o mesmo (SE 387). Quero saber se.
modelo apresentado no artigo e posso usar esse mesmo
sempre obtive sucesso durante as equipamento para gravar
gravações e "debuçs". Em breve estes os microcontroladores da
resultados serão apresentados em mesma família como os
forma de artigos, empregando exata- Sistema de Freios AT89S51, 52 e 53. Eles
mente a placa disponível na Editora. com AaS AntJ./ockBreatSystem I mudam apenas a capaci-
Um outro detalhe importante é que dade de RAM e memória
o modelo de gravação adotado é muito Flash e não possuem
parecido com a placa de Desenvolvi- EEPROM. .
mento Freescale M68EVB908Q. Para Giovanni Oliveira
Ronda Eletrônica com
esta placa o cristal é de 20 MHz. Comunicação GSM em Tempo Real
Mengue
Aconselho uma leitura na nota de 10 Circuitos de Tirlstores
Estagiário - Labelo
aplicação descrita para sanar suas como Chaves e Relés Porto Alegre - RS
dúvidas. A mesma é funcional, pois Módulos Híbridos
AHernaUvapara Proletos "Sem Fio"
uma empresa do porte e nível de Por enquanto, apenas o
seriedade da Freescale não publi- AT89S8252 está testado e
caria algo que simplesmente não habilitado para este grava-
funciona. Esta nota de aplicação dor. Nenhum outro micro-
pode ser encontrada em http://www. == No-Breaks Estáticos controlador foi testado e
freesca le. comlfi leslm icrocon trolle rsl
~~ nada podemos afirmar.
i~
doclapp_noteIAN2317.pdf
Saber Eletrônica n° 390
.Se os problemas persistirem, você
poderá enviar sua placa para a Editora Ruído e medição
para que possamos verificar se não Na revista Eletrônica Total 110
se trata de um problema de fabricação (que entra em bancas neste mês de Na medição com o alicate terrô-
da mesma, como uma trilha faltando, outubro) há um artigo com um circuito metro mesmo em lugares que não há
ilha não metalizada, ou outro. de teste para identificar a pinagem muito ruído,algumas vezes aparece
Também estamos interessados desses módulos híbridos. Quanto ao o sinal de "noise" que no caso seria
nos dados que você comentou. Afinal, projeto que você montou, verifique interferência. Qual a medida mais
você conseguiu a gravação de uma todas as ligações e componentes. segura que devo tomar?"
outra forma que, ao que nos parece, Caso ainda não funcione, envie-nos Jair Lemes Filho
é bastante diferente daquela por nós um e-mail detalhando o que acontece Eletr. Linhas Transmissão -
obtida. Se possível, envie-nos um para que possamos ajudá-Ia. Bandeirante Energia
pequeno texto descritivo das suas Mogi das Cruzes - SP
modificações e também um desenho.
Estamos curiosos sobre seus progres- CI MOC 3022
sos". Quando se faz medições em
Márcio José Soares Quero saber como conectar o ambientes com problemas de interfe-
Colaborador - Editora Saber MOC 3022 no circuito (pinos) e qual rências eletromagnéticas fortes, é
sua função? recomendado o uso de instrumentos
Danny Efrom analógicos. Portanto, nesse caso
Radiofreqüência Professor - SENAI do terrômetro, deverá ser usado um
Joinville - SC modelo analógico.
Gostaria de ver publicado um
esquema elétrico e placa que use o MOC 3022 é o equivalente mais
os módulos híbridos de Rádiofreqüên- sensível do MOC 3020. Veja o
cia 433,92 MHz (SE 390). Para os esquema:
hobbystas menos experientes será Envie seus comentários, críticas
possível construir controles remotos e sugestões para a.leitor.saber
experimentais. Já adquiri um jogo eletronica@editorasaber.com.br .
desses módulos. Montei um transmis- As mensagens devem ter nome
sor e um receptor analógico, mas eles completo, ocupação, empresa e/ou
não funcionaram. Fiquei frustrado. instituição a que pertence, cidade
Aluizio Nunes e Estado. Por motivo de espaço,
Gravador AT89S8252
Autônomo os textos podem ser editados por
João Pessoa - PB nossa equipe.
Achei muito interessante o artigo
sobre Gravador para AT89S8252

4 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


SEÇÃO DO LEITOR \~f~~.•
"v-~

O que você precisa saber ... -


Normas técnicas:
a correlação entre ABNT-COBEI,
Eng. Prot" Waltredo Schmidt
Inrnetro e o Meio profiss_ional
de Pesos e Medidas -

c./Jl!i
COMfTÉ BRASILEIRO
abreviadamente cha-
mado de Sistema SI. Esse
Sistema tem um grupo de
DE ELETRICIDADE unidades de base, nas
quais se apoiam todas
as demais e, ao contrário
de outros Sistemas de
Medidas, não há fatores
Pelo estudo da edição anterior,
vimos que a PADRONIZAÇÃO de
INMETRO de Conversão entre eles,
o que facilita o seu uso e
procedimentos, unidades de medida e evita erros.
suas grandezas, é uma necessidade de eletrônica, potência, telecomuni- As unidades de base são: o metro
técnica que busca racionalizar as cações e iluminação, os respectivos (símbolo "m" minúsculo) como uni-
atividades de projeto, fabricação e textos são elaborados por Comissões dade de comprimento: o quilograma
ensaio e a interpretação dos resulta- de Estudos (CE) convocados pelo (símbolo "kg", ambas letras minús-
dos desses ensaios. Daí vem a per- COBEI (Comitê Brasileiro de Ele- culas) como unidade de massa; o
gunta: quem faz essa padronização? tricidade), sendo que nestas CE's segundo (símbolo "s" minúsculo)
É obvio que um tal documento se reúnem os representantes de
como unidade de tempo; o ampere
precisa ter consistência e rigor técnico produtores, consumidores e entidades (símbolo "A" maiúsculo) para a cor-
e como tal exige ser elaborado neutras, estas últimas sendo as rente elétrica; o kelvin ("K" maiúsculo)
por especialistas que profissional- Universidades, os laboratórios de para a temperatura termodinâmica; o
mente "vivem" essa situação e que, ensaio e entidades de classe. moi (moi minúsculo) que é a unidade
mediante uma discussão profissional O texto que é elaborado pode vir da quantidade de matéria e a candéla
com outros especialistas, concluem da revisão de uma norma anterior, ("cd" minúsculos) para a intensidade
sobre as condições e procedimentos ou de um procedimento, de um docu- luminosa. Observe neste ponto, um
que devem ser aplicados para garantir mento preparando por uma entidade fato importante: "A grafia da unidade
um resultado compatível com o seu de classe ou uma tradução com e do seu símbolo são estabelecidos
uso. eventual adaptação de uma norma de modo normalizado, por documen-
Este resultado, entre outros aspec- da IEC (Comissão Eletrotécnica tos específicos, que se reúnem no
tos, envolve a determinação da sua Internacional). Dentro da preocupação Quadro Internacional de Unidades.
VIDA ÚTIL, dado fundamental para de fazer nossas normas com um Não se permite a grafia de uma outra
dimensionar o investimento inicial conteúdo que atenda não apenas forma, diferente da constante neste
necessário, e por quanto tempo as condições internas mas também documento. Por isso, é importante
durará. Esses aspectos são tipica- às de outros países, existe uma observar sempre
mente tarefas da elaboração de tendência de se usar como texto de se a grafia norma-
NORMAS TÉCNICAS de projeto, referência uma norma da IEC, o que lizada especifica
especificação, ensaio e padronização, facilita o intercâmbio e conseqüente- letras maiúsculas
terminologia e representação gráfica mente a ampliação de um comércio ou minúsculas ".
em esquemas de ligação. Todos, internacional - o que representa maior
documentos de base para a execução exportação.
de um projeto, um processo ou a Por outro lado, o Inmetro (Instituto
construção de um componente. Nacional de Metrologia, Normalização
A publicação destas normas (que e Qualidade Industrial) tem acordos, Para mais infomações
recebem a designação NBR seguida entre outros, na área da Metrologia, consulte o livro
Metrologia Aplicada
de uma classificação numérica) é feita com o objetivo de se usar no Brasil, à venda pelo telefone
pela ABNT, e no caso das normas plenamente, o Sistema Internacional (11) 6195-5330 ou
www.sabermarketing.com.br
NOTÍCIAS

Brasil e México são mercados prioritários para a Philips


Novidades
em produtos ;;
Diodo Schottky /
A International Rectifier apresenta o
IR140CSP, um diodo Schottky de 1 A,
40 V para montagem em superfície que,
encapsulado em invólucro FlipKY, é o I
menor do mercado. /'
/i'
O componente utiliza invólucro BGA,
ocupando uma área total de apenas
2,25 rnrn", ou seja, 86% menor do que o
equivalente em invólucro SMA ou mais
de 32% menor que os componentes sem
terminais concorrentes.
A tecnologia BGA permite uma redu-
ção do tamanho, além de melhor transfe-
rência de calor da junção pastilha para
a placa de circuito impresso. Além disso,
como o dispositivo tem o mesmo tamanho Com a divisão de eletrônicos de consumo (TV, áudio, monitores,
do chip, ele dissipa calor diretamente OVOs e portáteis) a Philips pretende atingir um faturamento anual de
deste para o ambiente, o que aumenta a 1 bilhão de euros na América Latina até 2008, o que representará um
eficiência térmica. crescimento de cerca de 50% em relação a 2004.
De fato, a resistência térmica entre Brasil e México são considerados mercados prioritários para a
a junção e o ambiente tem um máximo companhia já que as vendas desses produtos dobraram na região
de 75° C/W, e nos últimos dois anos. Hoje, a América Latina tornou-se foco de
uma resistência investimentos para a Philips.
térmica junção Também foi na região que a empresa implementou o projeto-piloto
- placa de 55° Magnavox - marca de eletroeletrônicos com preços mais populares
C/W. lançada este ano no Brasil - para verificar a viabilidade de aplicação
em outras regiões do mundo.
O objetivo da Philips é alcançar, ainda este ano, um faturamento de
cerca de US$ 2 bilhões na América Latina. Deste montante, o Brasil
deverá responder por cerca de US$ 1,2 bilhão - patamar igual ao de
MOSFETsde Potência 2004. Desse total, 30% virão dos eletrônicos de consumo; 23% da área
de iluminação; 15% dos sistemas médicos; 15% dos eletroportáteis e
Os novos invólucros FlipFET da Interna- cuidados pessoais; 12% dos semincondutores e 5% de comunicação
tional Rectifier (www.irf.com) permitem (aparelhos de telefone fixo e PABX).
uma redução de tamanho que dá origem a A área de eletrônicos de consumo ainda é a mais rentável da
uma nova arquitetura supercompacta para companhia, mas a área de equipamentos médicos cresce e em breve
esse tipo de componente. Com um aumento deve ultrapassar a receita dos eletrônicos de consumo. No mundo, a
da densidade de potência, esses novos área de sistemas médicos já é a segunda maior da companhia, tendo
componentes são os que têm a menor entre 20% e 25% das vendas totais. Na América Latina e no Brasil
pegada, ocupando o menor espaço possível corresponde à terceira mais lucrativa.
numa placa com o menor peso.
Nesse tipo de invólucro, os terminais Cresce previsão de crescimento do setor segundo Abinee
estão apenas de um lado do chip, redu-
zindo-se assim a indutância parasita, além Um novo estudo realizado pela Abinee corrige para 17% a previsão
de outras perdas que são normalmente de crescimento do faturamento do setor eletro-eletrônico em 2005,
associadas ao invólucro. o correspondente a um faturamento nominal de R$ 95,5 bilhões. Em
Seu tamanho reduzido torna esses abril a previsão era de 15%.
componentes ideais para aplicações em que Não houve alteração sobre as demais estimativas: as exportações
o espaço e a dissipação são críticos, tais devem totalizar US$ 7,1 bilhões, incremento de 33% em relação a
como telefones inteligentes, equipamentos 2004; as importações atingirão US$ 14,9 bilhões, 18% acima das
de comunicação móvel, MP3 players, entre realizadas no ano passado; o déficit comercial será de US$ 7,8
outros. bilhões, 7% superior ao apontado no em 2004.

6 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


NOTÍCIAS

Em dezembro de 2005 a atividade produtiva da indústria eletroe- Controlador de Motores de Micropasso


letrônica deverá atingir 85% da capacidade instalada. Os dados fazem
parte da Avaliação Conjuntural do 1Q semestre de 2005. A Allegro Micro (www.allegromicro.
com) anunciou o lançamento do A3979, um
Texas Instruments e Farnell-Newark InOne realizam driver OMOS para motores de micropasso
seminário para a área médica com o translator embutido no mesmo chip.
Projetado para operar com motores de
Em parceria com a Farnell-Newark InOne, a Texas Instruments micropasso de precisão do tipo bipolar
realizou em setembro, em São Paulo, o Seminário de Aplicações em modos completos, meio, um quarto e
Eletrônicas para o Segmento Médico. O objetivo: estimular a abordagem (1/16) de passo, esse' componente possui
prática da eletrônica biomédica para monitoramento fisiológico e uma tensão de saída máxima de 35 V sob
diagnóstico, incluindo circuitos analógicos front end e conversão corrente de 2,5 A, além de uma baixa Rds
analógica digital na indústria local. (on) de apenas 0,28 ohms fornecendo
Entre os grandes destaques do evento estava a apresentação de corrente, ou 0,22 ohms drenando.
soluções nacionais, como um sistema de biofeedback e estimulação Para a parte lógica a tensão de alimen-
elétrica neuromuscular, desenvolvido pelo Centro Federal de Educação tação pode ficar entre 3,0 e 5,5 V. Além
Tecnológica do Paraná (CefetlPR) e um sistema de monitoramento disso, ele possui circuitos UVLO e de
remoto - OpenVida - que utiliza um holterdigital wireless, desenvolvido shutdown térmicos internos.
pela Hi Technologies. O novo componente é fornecido
O sistema de biofeedback e estimulação elétrica consiste numa em invólucro TSSOP de 28 pinos. Na
técnica empregada para a reabilitação motora de indivíduos. Ele figura abaixo temos
é gerenciado por um processador de sinais (DSPO da Texas e o diagrama funcio-
acredita-se que esta poderá ser uma poderosa ferramenta terapêutica nal desse novo com-
à reabilitação de déficits neurológicos com seqüências motoras. ponente.
Já o OpenVida é um sistema de monitoramento remoto de
pacientes, que permite a integração entre o profissional de saúde e
seus pacientes, por meio da web, controlando e organizando os dados
com segurança. O OpenVida registra laudos médicos eletrônicos Conversor DC/DC
e automatiza vários procedi-
mentos médicos, podendo A Intersil Corporation (www.intersil.
ser customizado em diferen- com) lançou um conversor DC/DC de quatro
tes pacotes como: OpenVida canais de alta eficiência para ser usado na
UTI, para monitoramento alimentação de displays de cristal líquido
de pacientes na UTI; Open- grandes (19 polegadas ou maiores) do
Vida TeleECG, para exames tipo TFT-LCD (Thin Film Transistor Liquid
de eletrocardiografia, entre CrystaIOisplay).
outros. O EL7585A tem uma grande eficiência,
O Seminário contou com que possibilita operação em temperaturas
a participação do enge- mais baixas com a maior potência de saída
nheiro John Brown, da área possível. Possui um conversor boost PWM
estratégica e de aplicações com entradas de 3 a 5 V, fornecendo saídas
da Texas Instruments de de até 16 V. O FET é o maior disponível,
Tucson, no Arizona. Brown é com 3,5 A.
responsável pelos projetos Um par de controladores LDOs (Iaw
John Brown com placa de demonstra- de instrumentos biomédicos dropout) proporciona regulagem para a
ção, que permite avaliar o desempenho de monitoramento fisiológico comporta do gate driver, fornecendo até
de diversas configurações e pode ser e de sistemas de diagnós- 36 V de tensão, e -20V para alimentação
utilizada em equipamentos médicos. ticos e sensoriamento. O negativa. Um terceiro controlador LDO é
engenheiro mostrou projetos utilizado para proporcionar a tensão lógica.
de diversos circuitos integrados analógicos de precisão, desde
amplificadores de instrumentação, sinal e potência, até conversores
de dados AD e DA.
A Farnell-Newark InOne possui uma parceria com a Texas
Instruments para o fornecimento de componentes para equipamentos
médicos. Os produtos Texas distribuídos para este setor contam
com um chip que possibilita detectar facilmente o local de sua
instalação, diferencial que garante mais segurança, já que possibilita a
rastreabilidade de cada peça para um pronto suporte técnico.

SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005 7


NOTÍCIAS

Amplificadores WiMax é foco de nova parceria

Dois novos chips - o LM4804 e o A TVA e a Intel firmaram parceria para desenvolver produtos
LM4805 - lançados pela National Semicon- baseados na tecnologia WiMax que, considerada sucessora da Wi-Fi,
ductor (www.national.com) podem fornecer permite acesso sem fio em banda larga de grande distância. Enquanto
potências de saída de áudio de até 1,8 W o raio de cobertura do Wi-Fi é de cerca de 100 metros, o WiMax pode
com tensões de alimentação tão baixas alcançar até 50 quilômetros.
quanto 3 V. São ideais para equipamentos Para a Intel, que quer avançar no estabelecimento do WiMax como
portáteis como telefones móveis e outros, padrão, a parceria é positiva porque permite acelerar a difusão da
funcionando quase que independentemente tecnologia no Brasil. .
da tensão da bateria. Os testes devem começar no início de 2006, em São Paulo. Porém,
Os chips são dotados de recursos que é importante lembrar que o WiMax ainda precisa superar algumas
permitem manter a potência de saída barreiras técnicas, como a mobilidade. Hoje, a conexão com essas
e, portanto, o volume de som constante redes só pode ser feita de pontos fixos.
mesmo quando a tensão da bateria cai (até Com a consolidação da tecnologia, aparelhos como PDAs e
um mínimo de 3 V). telefones celulares poderão ser utilizados para fazer chamadas
O LM4804 pode fornecer uma potência telefônicas via Internet.
de saída de 1,8 W em carga de 8 ohms,
na configuração em ponte (BTL), isso com USP investe mais de R$ 1 milhão em tecnologia de VoIP
tensões de alimentação variando entre 3 V e
4,6 V.Nessa faixa a distorção harmônica total A Universidade de São Paulo (USP) anunciou recentemente a
mais ruído é mantida em menos de 1%. adoção da tecnologia Voz sobre IP em seus campi, localizados nas
Já o LM4805 produz 1 W em alto-falantes cidades de São Carlos, Ribeirão Preto, Piracicaba e na capital - na
de 8 ohms, com uma tensão de alimentação Cidade Universitária "Armando de Salles Oliveira", no Quadrilátero
entre 3 e 4,6 V e uma taxa de distorção da Saúde e na USP Leste.
harmônica mais ruído inferior a 2%. Os quatro projetos receberão investimentos de mais .R$ 1 milhão e
terão a Siemens como fornecedora da tecnologia, sendo responsável
por quase 100% do projeto na universidade, incluindo contratos de
Transceivers em USB manutenção. Ao todo são aproximadamente 12 mil ramais telefônicos
e cerca de 1,1 mil ramais IP.
A Royal Philips Electronics (www. No total serão duas redes: uma híbrida com o entroncamento IP
semiconductors.philips.com) anuncia o e a segunda totalmente VoIP. Na rede híbrida, mesmo com o telefone
lançamento de uma linha de transceivers sendo convencional, as ligações passam por uma rede IP, o que
em USB (Universal Serial Bus) e USB OTG representa redução de custos com ligações telefônicas.
(On-the-Go) específica para aplicações A Universidade vai ganhar com mobilidade entre os campi e
móveis (hands free). A nova linha oferece possibilidade de 'nome office para os profissionais.
aos fabricantes uma maneira simples de
conectar aparelhos móveis a um kit de FarneLLdiz não a substâncias prejudiciais à saúde
automóvel por meio de uma interface USB,
além de conexão única para o processa- A Farnell-Newark InOne anuncia sua integração à nova lei no
mento de dados digitais e áudio multiplex. fornecimento de produtos e implementação do programa RoHS
Eles suportam aplicações inteligentes como (Restricition of Hazardous Substances) - programa mundial de
'push to tel« (acione para falar) e displays restrição de uso de substância nocivas na fabricação de certos
com identificação de chamadas. produtos. No caso dos eletro-eletrônicos, só poderão ser fabricados
Oferecem ainda uma maneira flexível produtos isentos de substâncias químicas agressivas à saúde e ao
de adicionar suporte de kit de automóvel a meio ambiente, como por exemplo, o chumbo.
telefones celulares sem que seja necessário A previsão é de que em julho de 2006, todos os fabricantes
alterar o desenho do aparelho. Estão de mundiais de produtos e componentes eletro-eletrônicos passem a
acordo com a especificação de Interface de seguir essa nova diretiva da União Européia.
kit de automóvel analógico em mini-USB da O programa inclui ainda equipamentos de informática e telecomu-
Associação de Eletrônica de Consumo e nicações, eletrodomésticos, luminárias e material elétrico em geral,
com a revisão 2.0 da especificação USB. O brinquedos e equipamentos esportivos e de lazer, ferramentas elétricas
ISP1109 da Philips suporta interfaces USB e eletrônicas, entre outros.
e de kit de automóvel em aplicações móveis No Brasil, a Farnell-Newark InOne é considerada pioneira a
e o ISP1302 suporta conectividade OTG e integrar a nova lei e passa a distribuir no País componentes que não
apresenta um charge pump de 50mA. possuem substâncias como o Chumbo (Pb), Mercúrio (Hg), Cádmio
(Cd), Cromo Hexavalente (CrVi), Polibrominato Bifeil (PBB) e Ether
Polibrominato Difenil (PBDE).

8 SABER ELETRÔNICA NQ393/0UTUBRO/2005


DESENVOLVIMENTO

Conversor DC/AC com


o CI 555 A potência apresentada neste circuito não é elevada, mas pode ser usada
para alimentar pequenos eletrodomésticos e eletrônicos que exijam 110 V com
freqüência de 50 Hz ou 60 Hz. O sinal é aproximadamente senoidal, dependendo
da otimização do filtro formado por L1 e (4' O circuito funciona com entradas Newton C. Braga
de 5 a 15 V.

Descrevemos a montagem de do transformador a mais próxima PROVA E USO


um conversor DC/AC ou Inversor, possível de um sinal senoidal. Esse
que gera uma alta tensão alternada filtro é formado pelo capacitor C4 e Se o leitor puder contar com um
a partir de uma entrada de tensão pelo indutor de 1 mH. Esse indutor osciloscópio, o ajuste da forma de
contínua. deve ser de tipo apropriado para onda de saída poderá ser mais 'pre-
A freqüência pode ser ajustada suportar a corrente do inversor (que ciso. De- outra forma, um freqüencí-
com certa margem de precisão de pode superar 1 A). Eventualmente, metro já será suficiente para se obter
modo a ficar próxima de 50 Hz ou 60 o valor de C4 deve ser alterado para pelo menos a freqüência correta de
Hz, conforme a aplicação. se obter a forma de onda ideal na operação.
A potência, da ordem de até uns saída. O filtro pode ainda precisar Ligando uma carga na saída (uma
10 W, dependendo do transformador de mudanças de ajuste conforme a lâmpada de 110 V x 5 W, por exem-
colocado, exige que os transistores indutância do transformador usado plo), ajusta-se P1 para obter-se a
sejam montados em radiadores de como carga. freqüência e forma de onda senoidal
calor. T1 é um transformador de fonte na saída.
de alimentação com um primário de Se a tensão de saída estiver senoi-
110 V ou 220 V (conforme a tensão dai, poder-se-á alterar os valores
MONTAGEM desejada na saída) e um secundário de C4 e L1 para conseguir a menor
de 5 a 15 V x 1 A de acordo com a distorção possível.
Na figura 1 temos o circuito com- tensão de alimentação. ' Se a tensão cair muito na saída,
pleto do inversor. Transistores equivalentes aos quando a carga for ligada, é porque
A montagem em uma placa de indicados podem ser aplicados, a carga exige mais corrente do que
circuito impresso é mostrada na inclusive Darlingtons, caso em que o inversor pode fornecer. Lembramos
figura 2. R3 deverá ser aumentado para que energia não pode ser criada.
Conforme podemos ver pelo dia- 2,2 k ohms. Assim, a potência que se obtém na
grama, o circuito consiste em um
oscilador de 50 Hz ou 60 Hz, elabo-
rado em torno de um circuito integrado +5/15V
555.
A freqüência deste oscilador °1
TIP41C C4
depende de R1' R2' P1 e do capacitar 4 R3
C2. Em P1 podemos fazer o ajuste 150 Q 2700 flF

fino da freqüência, ligando um fre- 7 110 VI

T13
qüencímetro no pino 3 do CI ou ainda L1
C/1
um osciloscópio. O sinal retangular 555 1flH
gerado por este circuito é aplicado a 5 °2
dois transistores complementares de TIP 42C
modo a se obter uma amplificação. 2 C3
Como o sinal obtido na saída C2
]onF
desta etapa de potência ainda é 100n~
retangular, um filtro LC é colocado
para tornar a tensão de excitação Figura 1

10 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


DESENVOLVIMENTO

o Saída

C10 R1~

R2 ~ 10
CI
~\

~R3~ d + T1 o

P~~20~

C3
OV
J O
VENHA APRENDER '1
Figura 2 NA CIDADE MARAVlLHOS
saída é menor (ou no máximo igual) Lista de Materias
à potência aplicada à entrada do
circuito.
Não se pode alimentar um ampli-
CI1
01
-
-
555 - circuito integrado, timer
TIP41 C - transistor NPN de
~~!~~
~ ~i!=
C1l a=: ::z::
E:::IB
;;;(,,)~

ficador de 100 W com um circuito potência ii:§~


O2 - TIP42C - transistor PNP de
que drena 1 A de uma fonte de
potência
16F54 e 16F84
12 V (12 W). E R1 - 12 k n x 1/8 W - resistor
Noções preliminares sobre microconlroladores
Arquitetura CISC e RISC (Harvard);
R2 - 47 k n x 1/8 W - resistor Apresentação das famílias de CHIPS
R3 -150 n x 1/8 W - resistor m controladores da Microchip.
P1 - 47 k n - trimpot HARDWARE
Obs.: Experiências podem ser C1, C2 -100 nF - capacitores cerâmi- ·llIeFun\ÚlS:~eoslia~,Co~lYeR,Resd,PoilA;dlCOO'~IÍIa\iO.
feitas com transformadores maio- Funlôesespecijs:W~!:n~,pl)I;~~plinfj,S!eeprood!,
cos ou poliéster
AlquHetu~Pt lill:/lmiadellOl'1Jlli, et<lrod!bateIOO,R!I}oirode~, (sI2ck),
res e também transistores mais C3 - 10 nF - capacitor cerâmico ou Vekilrerel,Vekildl·I1n1ip\li~Il!i;\()5d!daoos:RAIllCoollOOi(TiIl!lj,
potentes, caso em que maiores poliéster ReJilradorle~~, .cooIa~d!PIllJ~ma(pc~
potências de saída poderão ser C4 - 2 700 ~F x 25 V - capacitor eletro- SOFTWARE
lítico A~oliimo!e~icaJdllIOglaJ1'.~o:ROOnadel~R .naoodrlzy,~ooi1l.,
obtidas. No entanto, observamos RilinaootoJJlJlUcação,
Comm\ÍOCOOIil.j'iaydeci~1uiJa COI,
que existe um limite para a capa- T 1 - Transformador - ver texto
Contrcledlrooladlpa;w
L1 - 1 mH - indutor - ver texto IECURIOI DIIPOIIMII
cidade de excitação do circuito
F1 - 2 A - fusível Placa de desenvolvimento própria para treinamento e projetos;
integrado usado. Para potências
muito maiores, transistores Dar-
lington ou mesmo Power FETs
Diversos:
Placa de circuito impresso, radiadores
• CURSOS
Osciloscópio, Multímetro, Frequencimetro,
Capacimetro, Microcomputadores PC.
NOS FINAIS DE SEMANA
I
• CURSOS FECHADOS PARA EMPRESAS
complementares são os mais de calor para os transistores, caixa Informaç6es:
indicados. para montagem, fios, solda, etc. TeIs.: (21) 258N839 a. __ 1792 Instrutor:

vvvvvv. evoluplc. COrT1 JosóFonsaca

SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 11


DESENVOLVIMENTO

Eletrônica Médica
Novos Recursos p ra o
Desenvolvimento de Projetos
Um segmento de vital importância na Eletrônica é oque envolve o desenvolvimento
de equipamentos médicos. A Texas Instruments, ciente dessa iportância, promoveu
recentemente em São Paulo um seminário em que apresentou novas soluções para
a aquisição de dados de baixa intensidade, como ocorre em equipamentos do tipo
cardiotacômetro, ECG, além de outros.
Neste artigo fornecemos alguns dados desta plataforma de grande utilidade para
empresas que desejam desenvolver equipamentos nesta área.

Newton C. Braga

Os sinais elétricos gerados por A célula muscular é outro


processos biológicos são bastante ponto do organismo em que
fracos e, por isso, de difícil processa- encontramos potenciais elé-
mento por circuitos comuns. tricos em ação. De acordo
Isso exige que equipamentos com a figura 3, entre a exci-
de uso médico, semelhantes aos tação e o repouso temos
utilizados para os pequenos sinais uma variação de tensão
gerados pelo sistema nervoso, ou entre +20 e -70 mV, tudo
de natureza iônica como os gerados isso ocorrendo num inter-
~ Membrana
pelo miocárdio, tenham uma constru- valo da ordem de 2 ms.
ção especial de modo a rejeitar em O próprio coração, em
interferências e ruídos externos de seu funcionamento, gera
todos os tipos, além de precisarem sinais elétricos complexos
operar com o máximo de segurança. que podem ser detectados
Sendo conectados a um paciente, Figura 1 externamente. Na figura
eles devem garantir total segurança 4 temos um eletrocardio-
de operação, mantendo a precisão diferença entre os íons que existem
dos dados capturados e processa- de um lado de uma membrana celu-
E (mV)
dos. lar e os íons existentes do outro
+30
Para que os leitores tenham uma lado, manifesta-se uma diferença de Potencial
idéia de como esses equipamentos potencial que chega aos 70 mV. +20 ------------
de ação
operam e quais são seus pontos As próprias células nervosas ,"",+10
:::.O
.§.
críticos, será interessante fazermos geram e conduzem tais sinais de
uma breve análise sobre as gerações modo a transferir informações entre ~ -10
.!:! -20
dos sinais elétricos no organismo as diversas partes do corpo humano, Músculo
~ -30
humano e o que eles podem nos conforme ilustra a figura 2.
.~ -40
revelar sobre seu funcionamento.
~ -50
Dendritos
~ -60
COMO OS SINAIS BIOFíSICOS
SÃO GERADOS?

Conforme mostra a figura 1, as


----.t
Impulsos elétricos -70
-80
-90 L-~~~
Potencial
de repouso
__ ~ __ ~ __ -L_
Axônio
células vivas de nosso organismos O 1 2 3 4 5
Célula nervosa t (milissegundos)
são estruturas formadas por íons em
um meio condutor. Assim, dada a Figura 2 Figura 3

12 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


DESENVOLVIMENTO

Coração ~ ECG Einthover


esquerdo
Eletro~o I Tnangle, 1907
/. contrai ---++

~-~~/\
Treinamento em Microcontroladores PIC
P T U
- Direto em 'C', com o PIC 18F452.
- Turmas reduzidas, 1 aluno por micro.
I I S ,: I: I - Aos sábados, das 08:00H as 14:00H.
0L...---i:~0,-1? 0,2: 0,3: 0,4 - Mais de 17 experiências práticas.
\ I \ \
••
--+1--
I
Tempo -----+:----.~ I
- \ I {Eletrodo III Piclab 4C
It'/..wl - Placa didática e de
Contração :
I : + 1+ desenvolvimento.
dos auriculos ]
I
I
I
\ I I - Grava e executa.
I Coração ~ LL - Conector ICD2
Onda alcança
I = VLA-RL - VRA-RL Piclab Ex2
o ponto de excitação repousa
II = VLL-RL - VRA-RL - Expansão para as
placas Piclab 4.
Ventrículo contrai III = VLL-RL - VLA-RL - Permite a realização
de novas experiências
Figura 4
práticas.
Figura 5

grama típico, mostrando como as Projetos especiais sob medida


diferentes fases do batimento car- Na figura 6 é exibida uma configu- Desenvolvemos seu projeto conforme
díaco fazem com que apareçam ração tipica de um amplificador "bio- suas necessidades.
externamente sinais específicos de lógico", muito usado na detecção dos
natureza elétrica. sinais gerados (não só por pacientes
%70~(g[j\0iJ
Microcontroladores
Não é preciso dizer da importância humanos como também em labora-
da interpretação desses sinais no tórios de Biologia e experimentos (11) - 6885 - 6139
diagnóstico de qualquer anormalidade com seres vivos em geral). www.vixem.com.br
do funcionamento do coração. Este circuito utiliza dois amplifi-
cadores operacionais na entrada,
COMO CAPTAR ESSES SINAIS? ligados na forma diferencial, de modo
a amplificar sinais de dois eletrodos,
o problema principal na captação um colocado no braço esquerdo e NOVIDADE!
dos sinais gerados pelo organismo outro no braço direito do paciente. Um
humano sem que haja necessidade terceiro amplificador faz a conexão PLACA PROFISSIONAL
de um processo invasivo, está no a um eletrodo colocado na perna WIRELESS MUL TIFUNÇÃO
fato de que eles são fracos e, even- esquerda.
tualmente, distribuídos. Essa etapa tem um ganho de
Isso faz com que tenhamos de tensão de 10 vezes, o que garante
usar técnicas especiais posicionando uma boa intensidade para o sinal
eletrodos externos, de modo a captar a ser aplicado à etapa seguinte e
os sinais com a intensidade dese- ao mesmo tempo, proporciona uma
jada (e a partir do local desejado) resistência de entrada muito alta.
e também evitar interferências exter- Os sinais da etapa anterior são
nas. aplicados a um amplificador diferencial
Na figura 5 temos uma disposição com ganho unitário, casando-se assim
típica de eletrodos em uma pessoa a impedância de saída da etapa ante-
para a elaboração de um eletrocar- rior com a entrada da etapa seguinte.
diograma. Este amplificador é o A3 na figura.
Os circuitos usados na captação Temos finalmente a etapa de saída,
desses sinais também devem ter formada por A4 e A5 contendo um
características especiais. Os mais amplificador com ganho 50 e um
usados são os amplificadores opera- filtro passa-altas, onde o capacitor C
cionais em configurações que apre- determina a freqüência de corte. A
sentam elevadíssimas resistências configuração é de um integrador onde
de entrada (para não carregar os a constante de tempo é de 0,05 Hz
sensores, dada a baixa intensidade quando o dispositivo está no modo
dos sinais) seguidos de etapas de de diagnóstico, e de 0,5 Hz no modo
ganhos elevados. de monitoração. Temos ainda uma ~

SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005 13


DESENVOLVIMENTO

posição de 2 Hz para o "restore " Esta configuração simples moni- veja o circuito da figura 7 que usa
rápido. tora apenas um sinal de ECG. No 5 eletrodos.
O ganho total do circuito é de 500 entanto, na prática, é comum que Na figura 8 mostramos uma con-
vezes e sua alimentação feita com os equipamentos possam monitorar figuração com 1O ou 12 eletrodos
fonte simétrica. diversos sinais simultaneamente, ligados diretamente a um multiplexador
de sinais (MUX), que os envia a um
conversor AIO rápido e depois a um
Saída
DSP ITMS320C30 de modo a se obter
Buffer-ganho 10 Amplif.dil. Ganho total
ganho 50
através de D/A sinais para alimentar
Ganho = 1 = 500
um display de raios catódicos,
Fica evidentente que a conexão
de tais circuitos a um paciente deve
obedecer a cuidados extremos, prin-
cipalmente em relação ao isolamento
elétrico.

PLACA DE DEMONSTRAÇÃO
R
(TEXAS INSTRUMENTS)
high
pass
Com a finalidade de facilitar o
Vin + desenvolvimento de projetos que
47 pF Passa alta
(braço esquerdo) operam para a captação de sinais
= 1 !lF a partir do organismo humano, tais
como monitores de pressão, eletro-
cardiógrafos e outros equipamentos,
a Texas instruments desenvolveu uma
placa de demonstração, que está
comum Figura 6 ilustrada na figura 9.

5 eletrodos
no paciente Buffers Rede de
Gain = 1 'h;ilson
+RA
RA

~
-, LA Lead 111

l~3
(LL - LA)
- LA
+LL
LL

Orive
390 kQ LL

Analog Common ~ 1----0 Switch Control Out

WCT
Wilson Central Out
5
Precordial
Precordial 1 Out

Figura 7

14 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


DESENVOLVIMENTO

r Analog Common

Dísplay
TRC

X-4&X+5
10 kQ 40 kQ
LL Conversor
D/A

AlD
Rápido
Amplif.
Ganho
fixo
X2 a X20 Clock
Control
DSP
Analog
Precordial (TI TMS320C30) e
MUX mícroprocessador
1 Serial
ou Computador
~ +
-, data

/J l~
~Q. 2
+
s
CI)
3
~ +
g Terra do
o 4
Ql paciente Terra
Li:i +
e Controle
U 5
UJ + Isolamento
6
+

Channel Control
Figura 8

Essa placa permite avaliar o


desempenho de diversas configura-
ções que podem ser usadas em equi-
pamentos médicos. Assim, na figura
10 apresentamos a sua aplicação
numa ponte sonora para medida de
pressão.
Usando um estetoscópio pode-se
capturar os sinais sonoros correspon-
dentes tanto à pressão sanguínea
quanto do próprio coração, reali-
zando-se a sua transferência para
um circuito de interfaceamento a um
dispositivo de registro ou display.
A placa conta com um sensor de
pressão que permite operar direta-
Figura 9 mente com variações de pressão do

SABER ELETRÔNICA NQ393/0UTUBRO/2005 15


DESENVOLVIMENTO

Ponte de
Pressão

Ligado na
posição AC

z s mmHg,
il 0.0375 psi
Entrada de Pressão sonora Variação quando
para o Estetoscópio como Medidor . Bombeando
Pulsação da Pressão Mecânico
Sangüínea ou Sons
do Coração

Os leitores interessados em
Figura 10 desenvolver este tipo de equipa-
mento podem obter muito mais
ar conduzido pelo elemento sensor o desenvolvedor de equipamentos informações na Texas Instruments
(como nos sons), a partir de um tão críticos. (http://www.ti.com/sc/brasil/index.
estetoscópio e de um medidor con- O que vimos aqui toiurn exemplo htm?DCMP= TIHomeTracking&HQS=
vencional de pressão arterial. de aplicação fornecido pela Texas Other+OT +home_brasiltop). E
Instruments, tendo por base uma
CONCLUSÃO placa de demosntração para sinais Obs.: Este artigo foi escrito com base
de pequena intensidade como os em material do Seminário de Aplica-
A existência de plataformas de procesados por eletrocadiógrafos, ções Eletrônicas para o Segmento
desenvolvimento específicas para a eletroencefalógrafos, medidores de Médico, realizado em setembro de
área médica é muito importante para pressão arterial e muitos outros. 2005.
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I
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DESENVOLVIMENTO

AY0438
Oriver LCO
de 32 segmentos CMOS para
excitação de cristal líquido
As aplicações modernas com microprocessadores exigem o emprego
de drivers para LCD com grande capacidade de excitação. O circuito
integrado AY0438, da Microchip, é projetado para excitar até 32
segmentos de um display LCD com entradas compatíveis com lógicas,
TTL e (MOS. Veja neste artigo as principais características desse
componente e informações básicas sobre seu uso.

Ne:wton C. Braga

o circuito integrado AY0438 da cessador a tarefa de gerar as formas


Microchip destina-se à excitação de de onda.
um display de cristal líquido normal- O AY0438 pode excitar qualquer
mente sob controle de um micropro- tipo de LCO paralelo, inclusive os de
40 - Terminais Dualln-Iine
cessador. Esse dispositivo atua corno 7, 9, 14 ou 16 segmentos, contendo
VDD--' 1 40 +- CLOCK
uma interface "esperta" que excita até decimais.
LOAD--. 2 39 --. SEG 1
32 segmentos do display, precisando A entrada AC do LCO pode ser
SEG 32 +- 3 38 --. SEG 2
SEG 31 +- 4 37 --. SEG 3 para isso apenas 3 linhas de controle, fornecida externamente ou gerada
SEG 30 +- 5 36 +- Vss devido à sua construção com entrada internamente através de um capacitor
SEG 29 +- 6 35 --. DATA OUT seria!. que controla a freqüência do oscilador
SEG 28 +- 7 34 +- DATA IN O dispositivo armazena e trava interno.
SEG 27 +- 8 33 --. SEG 4 os dados a serem apresentados no O AY0438 é fornecido tanto em
SEG 26 +- 9 32 --. SEG 5 display, deixando para o micropro- invólucro OIL de 44 pinos (mostrado
SEG 25 +- 10 ~ 31 +-LCDct>
SEG 24 +- 11 s: 30 --. BP
SEG 23+- 12 q: 29 +- SEG 6
SEG 22 +- 13 28 --.SEG 7
SEG 21 +- 14 27 --.SEG 8
SEG 20 +- 15 26 --. SEG 9 CLOCK
SEG19+- 16 25 --'SEG10
SEG 18 +-
SEG 17 +-
17
18
24
23
--. SEG 11
--. SEG 12
Dados IN
Partida

___ ...JX SEG 32 ~'P SEG 2 ),(


:

S$G 1 t=
SEG 16 +-
SEG 15 +-
19
20
'-----'
22
21
--'SEG
--. SEG 14
13
Dados OUT

Carga
----~~
~'r-y
X
:tt:~
i
-----.:
~:===
,+- tPD

---------,~,~---------~'
\{ ~

Figura 1 Figura 2

18 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


DESENVOLVIMENTO

na figura 1) como em invólucro PLCC


de 44 pinos.
Na figura 2 temos o diagrama de
tempos para os sinais do dispositivo.
SEG A
Na figura 3 exibimos a aplicação AY0438 SEG1
(lJ
típica deste dispositivo interfaceando c
SEG7
SEG F A o~
o
um módulo LCD com um circuito que FI71B I-I I-I I-I Q.

SEG6
SEGG -l"6
utiliza um PIC16CXX. ro
Para o interfaceamento deste SEG5
SEG E EI71c1-1
------ I-I I-I
.... III

dispositivo pode ser usado exemplo SEG D


SEG4
de código, fornecido pela própria SEGC
PIC16CXX SEG3 7
Microchip, e que pode ser baixado SEG B
SEG2 7
em nosso site na Internet. E Clock 7
Data In
SEG9-15
Load

Características DC: SEG-23


Vdd (máx) - 0,3 V a +12 V
SEG-25
Entradas (máx): Vcc a Vdd - 0,3 V
Dissipação (máx) 250 mW Backplane
Faixa de tensões de alimentação: LCD<1J

3,0 a 8,5 V
Corrente drenada (tip) 25 IlA
(Oscil LCD. < 15 kHz)
Clock (máx) : 1 MHz

Figura 3

ft

MECATallGI
AUTOMAÇÃO INduSTRiAL dE PROCESSOS E MANUFATURA
MI(RO(ONTROLADORE~

Ambas as soluções trazem con-


Vivemos um momento muito bom na área dos microcontrola- seqüências indesejadas ao "custo"
dores. Muitos são os fabricantes e maiores ainda são os tipos final do produto. A primeira pode pôr
em "cheque" todo o departamento
disponíveis no mercado: velocidade, memória de programa e
de Engenharia e conseqüentemente
dados, número de periféricos agregados, etc. Porém, devido ao a empresa, pois sabe-se que um
seu custo, o usuário acostumou-se com microcontroladores de 8 remendo pode muitas vezes não
adaptar-se adequadamente ao pro-
bits, mesmo onde a sua aplicação não se mostra viável, pois para
jeto e assim, a "funcionabilidade" do
tais aplicações os microcontroladores de 16 e preferencialmente conjunto pode ser questionada pelo
32 bits seriam a melhor escolha. Hoje, com a redução de usuário final. E o resultado disso é
sempre desastroso.
custos na produção dos mesmos, já é possível contar com um
A segunda solucionará, aparente-
microcontrolador de 32 bits capaz de preencher esta lacuna. mente, a questão. Essa "aparência"
E para começar a trabalhar, o melhor caminho ainda é uma deve-se ao fato de que a solução visa
placa de avaliação. resolver o problema do "upgrade"
desejado. Todavia, quando o mesmo
Márcio José Soares
ficar pronto, um novo "upgrade" pode
se fazer necessário, afinal a "concor-
32 BIT5 X 8 BIT5 programa ou de dados), recursos rência" também tem suas propostas.
para controlar periféricos complexos E aí, um novo projeto se fará impres-
Muitos especialistas na área como LCDs gráficos de alta resolu- cindível antes mesmo do anterior ter
acreditam que a "briga" entre micro- ção, "touch screens", dispositivos de saído do laboratório.
controladores de 8 bits e 32 bits comunicação "Bluetooth", Ethernet" E ainda nem tocamos no assunto
vai se acirrar nos próximos anos. de alta velocidade, entre outras. "custo envolvido". Este sem dúvida
Isso seria totalmente natural, visto Atualmente, muitos engenheiros é o ponto chave da atualidade. O
que na busca por "mercados" muitos têm resolvido seus problémas, consi- mundo não espera somente soluções
produtos acabam se tornando con- derados de "ordem mais pesada" com tecnológicas atraentes, mas espera
correntes. microcontroladores de 8 bits com inclusive pagar o preço justo por
Mas fica a pergunta: "Os micro- muito trabalho. A eficácia é muitas elas.
controladores de 32 bits substituíram vezes a melhor possível, mas às Assim, acreditamos que os enge-
os microcontroladores de 8 bits?" custas de como se diz, muito "suor e nheiros que trabalham com micro-
Se considerarmos a substituição lágrimas". Esse "peso" no desenvol- controladores de 8 bits continuarão a
generalizada, em todos os segmen- vimento reflete-se diretamente no trabalhar com estes, mas é chegado
tos, acredita-se que a resposta para custo final do produto. Quanto maior o momento de olhar para o mundo
esta pergunta seja não. É inegável a o número de. horas aplicadas no de 32 bits que agora se revela diante
aplicabilidade de um microcontrolador desenvolvimento, maior será este de todos.
de 8 bits em muitas soluções. E custo. Lendo o que foi dito até aqui,
nestas, eles estarão presentes por E temos que tratar também do o leitor poderia perguntar: "E os
muito tempo ainda. problema maior que sempre bate microcontroladores de 8 bits? Serão
Num primeiro momento, os micro- à "porta" de todo departamento de então abandonados, extintos?
controladores de 32 bits ocuparam Engenharia: o "Upgrade" ! Como De forma alguma!!! Não é isso que
o lugar que Ihes é de direito, onde podemos falar nisso, se a solução os fabricantes de microcontroladores
realmente podem fazer a diferença. adotada já opera no "gargalo"? A nos mostram em suas atitudes. Os
Estamos nos referindo a soluções solução muitas vezes é dada atra- mesmos fabricantes que hoje propõe-
que requerem alto poder. de pro- vés de um "remendo" ou então atra- nos os microcontroladores de 32 bits
cessamento (velocidade e estabili- vés do re-desenvolvimento do pro- para soluções avançadas, têm em sua
dade), gerenciamento de um volume duto, agora aplicando o solicitado linha de produção microcontroladores
considerável de memória (seja de "upgrade". de 8 bits, e ao que parece ainda os

20 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


MICROCONTROlADORES

terão ao longo dos anos. Figura 1 - Placa P-2138-KS


Os microcontroladores de 8 bits
são excelentes para pequenas e até
médias soluções. Nestas, os mesmos
podem ser considerados imba-
tíveis. São práticos, bara-
tos e respondem muito
bem onde são empre-
gados.
O que se prevê é
que haverá, num primeiro
momento, uma adequação
dos microcontroladores de 32
bits e 8 bits. A tendência é que o
engenheiro passe a aplicar cada
um de acordo com as vantagens
que ele poderá trazer aos projetos.
Isto porque cada um tem suas vanta-
gens e desvantagens diante de cada
projeto. Caberá ao engenheiro saber
avaliá-Ias de maneira adequada. Isso
poderá representar o sucesso em
sua carreira e também da empresa
na qual encontra-se empregado. - Capacito r de filtro para fonte de
Do contrário, tanto o seu emprego alimentação
quanto a existência da empresa que - LCD 16x2 com backlight.
o contratou poderão estar em risco. para distribuição da empresa lAR - Duas interfaces RS-232 imple-
É muito difícil falar sobre o futuro (www.iar.com). mentadas
dos microcontroladores. Não é pos- As principais características da - Entrada para bateria Li-íon 3V
sível afirmar nada sobre tendências, placa são: (pinhead) para backup do RTC
até porque isso seria pura especula- - Microcontrolador: LPC2138 - Circuito de RESET com controle
ção. Assumimos como nosso papel 16/32 bit ARM7TDMI-STM com: externo Philips ISP via RS-232
fundamental alertar nossos leitores - 512 K Bytes de memória FLAHS - Botão de RESET
sejam eles técnicos, engenheiros para programa - Dois botões para o usuário
ou estudantes. É sempre bom ter - 32 K Bytes de memória RAM - Trimpot para teste do canal
um primeiro contato com as novas - RTC - analógico implementado na placa
tecnologias que surgem, mantendo-se - 8 ADCs x 10 bit (2,44 11 s) - Proto-área para inclusão de
assim preferencialmente na van- - 2 UARTs novos recursos
guarda e preparando-se para o que - 12C - Jumper DBG para habilitação
virá. - SPI do JTAG
- 2 timers de 32bit (TIMERS) - Jumper BSL para habilitação do
- 8 CCR bootloader
PLACA P-21 38-KS lAR - 6 canais para PWM - Jumper JRST para habilitar/
- WDT interno desabilitar controle de RESET através
Agora que sabemos que o mundo - l/Os tolerantes a 5 VDC (input) da RS-232
dos microcontroladores está avan- - Clock de operação superior a - Cristal de 14,7456 MHz soque-
çando e que já é possível dispor de 50 MHz tado (PLL x 4 = 58,9824 Mhz)
excelentes propostas no âmbito dos - Conector"standard" JTAG (/ayout - Cristal de 32768 Hz para uso
32 bits, que tal conhecer uma placa 2x10 pinos) para programação / do RTC.
de avaliação que poderá ajudar o debug através da ferramenta ARM-
leitor interessado a "ingressar" no JTAG
mundo dos microcontroladores de 32 - Regulador de voltagem "on COMO TRABALHAR
bits, de maneira fácil? board" de 3,3V com capacidade de
Como nossa primeira sugestão, corrente da ordem de 800 mA A placa P-2138-KS é perfeita para
demonstraremos a placa de avaliação - Alimentação através de fonte o ambiente de desenvolvimento lAR
P-2138-KS, produzida pela empresa simples: 7,5 VDC Embedded Workbench. (figura 2).
OLlMEX Ltd. (www.olimex.com) com - LED indicativo de presença da Estão presentes recursos para
sede na Bulgária, exclusivamente alimentação administração de um projeto, com

SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 21


MICROCONTROLADORES

A lAR Imbedded wcrkcencf IDE GJ~@ O segundo problema é que,


muitas vezes o desenvolvimento
IFLASH VlAJUNK o.::J //ThlS as ::be LPC21U o:r LPC2129 ooard's reeccrv cese cede, ti:e CA.,.por: eesz bel/lg dppllcdble to cze LPC2129 cn, .•
de uma placa de forma direta para
Files ~: ~ //Tests buttons, L.!::DS, v<ln"ble ress stox <I/ld t1;e rever slll!"te:::s a nd socxecs to _~S232 <lnd CJ.U ports
testes de um novo produto nem
E1ltilsimple - FL.. ~ /,--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
f-iB
f-iB
c
••
Unclude <iolpc2129.h> /INeeded bY''''<lcros only cscally (!lu:: 1/1 tnls case 'SFR peeklpokl/lg' xn .t:l'H/ltoa) sempre é a atitude mais recomendá-
Unclude -neruveren- R'drÓ1I<lre speclf:!c l:!olIcros (e.g. Action A_LE01_0N)
r- Prcqrem j .. I/Sl.wlleS
vel. Caso algo saia errado, o desen-
r- ~Proçrem.j.. 1"-------------------------------------------------------------------------------------------------------
L-mDOutput
,
'Iroid ::L!!.in{'I.-oid)
volvedor gastará uma quantidade
U3
U~
butl_old_lIt!!.te
cut2_o1d_1It!!.te"
- S_ElJT1;
S_BlJT2;
de horas técnicas muito grande,
CfUinit{)
UARIOlnit(960C);
;
em busca do problema, que nem
UARIllnit n~6~:);
sempre é tarefa fácil de se executar,
,
while(l)

principalmente quando lidamos com


ir {U01SR_bit.DR) UARIO"riteCM=fUORER + 2); I/IF Eyte Receavec on UI....IUO tr.en eransez e EC!i'Ot-l
ir tollSR_bit.DR) UARn"riteChi!.r{UlRER + 3); I/IF Syte sece svec on UJ...'lTl tten t!'anSlll~ gcj{Oi"l
novas tecnologias (a famosa "caixa
IIL:!g}:t L5D1 !! neezcn 1 !S Pressed
preta").
,
ir (S_ElJT1~JO;"11

A_IED1_Oll;
H butl_cld_lItate ••••UP)

É sempre recomendável que


butl_cld_lIt./lte-OOi'l11 ;
} empresas e profissionais da área
,
ir (S_BUII--UF

A_IEDl_O:f;
H butl_cld_lIUte ••-JO;"ll)

busquem ferramentas que Ihes per-


cutl_ol:;i_lIt~te ••UF;
mitam não só o desenvolvimento, mas
//Llght L!:D2 lf BI.I::::oll ') 1S P!'essed AND .(l,ISi: LEDl !f ti:e CIoU ports dre ccenceoced também que Ihes ofereçam o suporte
,
if ({S_8UJ2) ••••OO•••
fi)
adequado, quando necessário de
fo ~ forma rápida.
Figura 2 - lAR Embedded Workbench
Re&lv
Para nosso leitor estudante, não
é preciso dfzer que o uso e com-
todas as vantagens oferecidas pelos ferramenta JLlNK USB lAR (figura preensão das novas tecnologias
pacotes lAR. A IDE lAR permite 3). Com esta opção é possível "debu- poderão ajudá-lo no futuro em um
ainda que o usuário crie um projeto gar" um programa desenvolvido na teste exigido para uma possível vaga
utilizando as linguagens C/C++ "Linguagem C" ou assembler lAR de emprego.
e ou ASM (lAR ARM assembler de maneira fácil e bastante eficiente
language). diretamente na placa, observando
Apesar da aparente simplicidade em tempo real o comportamento do CONCLUSÃO
a ferramenta é bastante poderosa. programa na placa.
Sua simplicidade em tela é algo O uso do conjunto "placa + ferra- As "placas de avaliação" são exce-
muito desejável, uma vez que uma menta lAR" é recomendado para lentes ferramentas para se conhecer
ferramenta com uma infinidade de profissionais da área que necessitem uma nova tecnologia. Elas trazem
"botões" e menus poderia criar o de uma ferramenta para ingressar prontos alguns itens que nos permi-
chamado "pânico pré-adaptação". A no mundo dos microcontroladores tem testar a viabilidade de um deter-
idéia da lAR é trazer uma ferramenta de 32 bits que seja confiável minado projeto, sem a necessidade
bastante simples, com todos os recur- e tenha um excelente de se "pôr a mão no hardware". Isso
sos montados de forma automática, suporte técnico. representa um ganho significativo de
possibilitando uma maior velocidade Dizemos isso, horas (e por que não meses) de
na adaptação por parte dos novos porque trabalho, encurtando bastante o
usuários e uma maior simplicidade muitas são tempo entre a "concepção" da
na operação dos seus recursos por as empresas idéia e a "materialização"
parte do já "experimentado desenvol- que iniciam o desta. Bons testes e até
vedor", desenvolvimento a próxima! E
Um recurso bastante simples, mas de novos produtos,
muito importante e que não poderia baseados em apli-
deixar de estar presente na IDE, é o cativos "livres" e atra-
realce de "texto e cores". Durante a vés de suas próprias
montagem de um programa a ferra- placas (construção "made
menta utiliza o recurso "estilo de in-home").
texto e cores", permitindo uma inte- Isso pode trazer dois pro-
ração maior entre o programador blemas imediatos ao usuário,
e o aplicativo, pois todos os coman- acarretando perda de tempo no
dos, variáveis, textos, entre outros, desenvolvimento, além de outras
são realçados com cores e fontes "dores de cabeça". O primeiro deles
diferentes. é que a grande maioria dos compila-
A ferramenta também traz o dores "livres" não contam com um
recurso do "debugger", através da suporte adequado ao desenvolvedor. Figura 3 - JLlNK USB BAR

22 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


OIAR
SYSTEMS
Ferramentas para o LPC2xxx
A lAR Systems oferece um conjunto de ferramentas gráficas para projeto,
programação e implementação eficientes para microcontroladores
lPC2xxx da Philips. Elas permitirão economizar horas valiosas de
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Linker Configuration file, C-SPY Simulator
•....uo_..-.. __
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.0_
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.1]'1(
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LPC2xxx que contém o HW e SW necessários para permitir que você
projete, execute e teste sua aplicação ARM.

"( - - "-I
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..::~,
..~'.'" ...
, ",.,.••.
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.:~:~~
Dongle
Chave HW. Para instalação da mesma licença em mais de uma máquina

Drivers Grátis lAR Development boards e


MakeApp para: KSDK para Philips MCU' s:
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GUIA PRÁTICO
PARA UTILIZAÇÃO
DE MODEMS GSM
Este artigo mostra de maneira simples e objetiva os conceitos I
fundamentais para utilização de um modem GSM.
Luiz Henrique C. Bernardes
J ------------

Atualmente estamos envolvidos, era feita através de modems assíncro- conectado a uma rede de telefonia
cada vez mais, com comunicação nos ligados à rede de telefonia fixa, é celular e ter a necessidade de utilizar
sem fio, imagine a vida moderna sem o que chamamos de conexão ponto a um cartão SIM.
o telefone celular? A nova onda que ponto (figura 1). Mais tarde surgiram
já esta acontecendo é conhecida as BBS (Bulletin Board Services), onde
como M2M (Machine to Machine - vários pontos poderiam comunicar-se PRIMEIROS PASSOS PARA
ou máquina para máquina), onde trocando mensagens, arquivos, etc. UTILIZAR UM MODEM GSM
equipamentos vão trocar informações (figura 2) através da conexão com
independentemente de intervenção um sistema central e, por fim, com o A maneira mais fácil do leitor se
humana. Um dos equipamentos fun- surgimento da Internet conseguimos familiarizar com um rnodern GSM
damentais para isso é o modem conectar inúmeros pontos ao redor do e seus recursos, é conectando-o a
wireless. Neste artigo trazemos os mundo (figura 3 ). um PC através de uma porta serial
conceitos fundamentais para o uso Se compararmos um modem GSM e utilizar um software emulador de
de um modem GSM. com um modem externo para PC, terminal como, por exemplo, o Hyper-
basicamente ele terá os mesmos terminal do Windows.
elementos (figura 4) com a diferença Dessa maneira é possível digitar
UM POUCO DE HISTÓRIA que, em vez de estar conectado os comandos ATs no Hyperterminal,
a uma linha de telefone fixa, está que os enviarão para o modem atra-
Os primeiros modems foram
desenvolvidos no final da década de
50 pelas Forças Armadas Americanas Linha
para a comunicação de computadores Telefônica
através de linhas telefônicas.
A palavra modem se originou PC PC l
do fato desses equipamentos trans-
formarem informações digitais em
Dados Digitais Dados Digitais
analógicas através de "modulação"
para envio, pela linha telefônica,
a outro modem que "demodulava" Figura 1
essa informação analógica em digital
novamente.
Os primeiros modems comerciais
foram desenvolvidos pela empresa
AT&T na década de 60, a populariza-
ção se deu no final da década de
70 com os modems fabricados pela BBS
empresa Hayes para microcomputa-
dores pessoais. Foi essa empresa
que introduziu os comandos AT, tor-
nando-se um padrão para a indústria.
Antes da Internet, uma maneira de
comunicação entre sistemas distantes Figura 2

24 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


TELECOMUNICAÇÃO

utilizaremos o comando AT+CLCK=


SC,O,1234 onde 1234 é o PIN do
cartão SIM.
PC Uma vez o modem ligado com
o cartão SIM desbloqueado ou o
PIN fornecido, ele irá se conectar
PC a operadora de GSM se o mesmo esti-
ver dentro da área de cobertura.
PC Servidores Para sabermos se o modem está
conectado podemos utilizar o
comando AT +COPS?, que retorna
Figura 3 +COPS:O,O,"nome da operadora" .
Para conhecermos a qualidade
novamente em autobandingutilizamos do sinal podemos usar o comando
RS-232 Linha telefônica o comando AT +IPR=O. Lembre-se AT +CSQ que retorna um número
que, uma vez fixada a velocidade do NN,nn ( exemplo 23,99), onde NN
[ PC ~ Modem If-"-fi=xa,--_
modem, o Hyperterminal deverá estar ( exemplo 23) identifica o nível do
Modem Externo ajustado nessa velocidade também, sinal, que pode variar de O a 31. No
senão o modem não irá entender e caso de retornar 99 significa que
responder aos comandos. o modem está sem sinal, e então
devemos checar se a antena está
conectada ou se o Iocal onde o
CONECTANDO O MODEM NA modem foi instalado está dentro da
PC
REDE GSM área de cobertura da operadora de
GSM.
Todo modem GSM tem um cartão
ModemGSM SIM, que é disponibilizado pela ope-
radora de telefonia celular, ele é TRANSMITINDO
responsável pela identificação do DADOS
Figura 4 modem, ou seja, o mesmo modem
pode operar com várias operadoras, Apesar dos modems GSM pode-
vés da porta serial e receberão as bastando para isso trocar o cartão rem operar com voz, geralmente eles
respostas mostrando-as na tela do SIM. . são utilizados para transmissão de
Hyperterminal. Todo cartão SIM tem uma senha dados. Nesse caso podemos trans-
Neste artigo usamos alguns chamada PIN e, dependendo da mitir de três maneiras:
comandos AT básicos. Para uma operadora, essa senha está ou não a - SMS, conhecido no Brasil com
lista completa e detalhada entre em bloqueada. Para saber se temos que Torpedo, ou mensagem de texto.
contato com o fabricante do modem. colocar a senha ou não, utilizamos Onde podemos enviar uma mensa-
Ainda para este artigo, utilizamos o comando AT +CPIN? que pode gem de até 160 caracteres para
um Modem GSM JAVA TC45, da voltar +ERROR se não tiver um outro modem ou aparelho de telefone
Duodigit, que internamente tem um cartão SIM; +CPIN: READY se cartão celular. Esse serviço é tarifado por
módulo TC45 da Siemens. desbloqueado ou se o PIN já foi mensagem enviada.
fornecido; +CPIN: SIM SIM se neces- b - Conexão CSD (Circuit Switch
sitar fornecer o PIN e +CPIN: PH-SIM Data), que é uma conexão de dados
VELOCIDADE DE PUK se precisar de um número ponto a ponto para outro modem
COMUNICAÇÃO PUK .. conectado a rede de telefonia celular
Para fornecer o PIN usamos o ou fixa. Esse serviço é tarifado
Geralmente o modem vem de comando AT+CPIN=nnnn, onde nnnn por tempo, independentemente da
fábrica configurado para "autoban- é um numero de 4 dígitos, por exemplo quantidade de dados transmitidos,
ding", ou seja, ele identifica automa- 1234. Note que temos somente três equivalente a uma ligação de voz.
ticamente a velocidade da serial, tentativas para fornecer um PIN cor- e - Conexão GPRS (General Packet
então, em qualquer velocidade que reto, senão o cartão será bloqueado Radio System), que é uma conexão
estiver configurado o Hyperterminal e teremos que desbloqueá-Io forne- na rede de pacote de dados onde o
ele irá responder nessa velocidade. cendo um número chamado PUK . serviço é tarifado pela quantidade de
Para fixar uma velocidade de 9600 Para desbloquear o cartão SIM, bytes transmitidos. O diferencial do
bps, por exemplo, usamos o comando e não termos mais a necessidade serviço GPRS é a possibilidade de
AT +IPR=9600 (podendo variar de de empregar o comando AT+CPIN conexão a qualquer servidor conec-
300 bps a 230400 bps) e para ajustar toda vez que ligarmos o modem, tado na Internet.

SABER ELETRÔNICA N" 393/0UTUBRO/2005 25


Enviando uma 5M5 comando AT&F. (lembre-se que a tarifação é feita,
Para enviar uma SMS temos que Para iniciar uma chamada de em função do tempo de conexão ),
obedecer os seguintes passos: dados em CSD para outro modem, bastará configurar uma nova conexão
a- Configurar para envio no modo texto utilizamos o comando de discagem Dia! up no Windows para utilizar o
com o comando AT+CMGF = 1 ATOn ( exemplo ATD55551234 ) modem GSM.
b- Fornecer o número do telefone onde n é o número do modem que O Hyperterminal não gerencia
do modem ou celular para o qual desejamos conectar. conexões TCP/lp, mas o leitor pode
desejamos enviar a SMS com A resposta do comando pode ser: fazer um teste no mesmo para ver
o comando AT +CMGS=55551234 CONNECT 9600/RLP - se conseguir como se inicia a conexão com um
(onde 55551234 é o numero do tele- estabelecer conexão provedor de acesso a Internet, basta
fone) Busy - se o número discado estiver fazer o procedimento de conexão CSD
c- Aguardar a resposta do "prornpt" ocupado mostrado acima usando o telefone de
sinalizado pelo caracter ">". No Oialtone - se não tiver sinal de seu provedor de acesso. Note que o
d- Após receber o ">", escrever a discagem modem irá se conectar e na seqüência
mensagem desejada ( até 160 carac- No Carrier - se o número discado será solicitado o Login e Senha; se
teres ). atender e não conseguir estabelecer digitados corretos, o provedor irá tentar
e- Finalizar a mensagem com CRTL conexão. estabelecer uma conexão em PPP
Z (pressionando a tecla "CRTI.:' mais com o o Hyperterminal e, como não
a tecla "z"), ou enviando o caracter 26 Recebendo uma conexão (50 conseguirá após alguns segundos,
em decimal ou 1A em hexadecimal. Antes de receber uma conexão finalizará a ligação.
CSD, sugerimos configurar o modem
lendo uma 5M5 recebida conforme foi mostrado no item ante- Fazendo uma conexão GPR5
Com o comando AT+CMGL=ALL, rior. Como dissemos, a rede GPRS é
todas as SMS recebidas são listadas. Quando o modem estiver rece- uma rede de pacotes e para transmitir
Caso queira listar uma em específico bendo uma chamada, ele irá sinali- dados utilizamos o protocolo TCP/IP.
em vez de "ALI.:' utilize o número da zar com a resposta de +RING. Se Nesse caso não conseguimos usar o
SMS, por exemplo "1". o modem não estiver configurado Hyperterminal.
para auto-atendimento (ATSO=1), Para tanto podemos configurar
Apagando uma 5M5 recebida poderemos atender a chamada com uma nova conexão Dia! up no Windows
Pode-se apagar uma SMS com o o comando ATA: as respostas serão para empregar o modem GSM. Na
comando AT+CMGO=n, onde n é o CONNECT ou NO CARRIER. opção do modem, utilizar um modem
número da SMS ou usar "ALI.:' para padrão de 19200 bps e configurar a
apagar todas a SMS recebidas. Enviando ou recebendo string de inicialização informando a
dados em uma conexão (50 APN (Access Point Name, nome do
Fazendo uma conexão (50 Se estivermos conectando em ponto de acesso) da operadora de
Antes de estabelecer uma conexão CSD entre dois PCs através do Hyper- GSM com o comando AT+CGOCONT=
CSD, sugerimos configurar o modem terminal (figura 1), todos os dados 1,"ip", "contexto da operadora" (o
com os seguintes comandos ATs: digitados no Hyperterminal serão leitor deverá se informar com a sua
ATX4 - Habilita a detecção de tom de mostrados no outro Hyperterminal operadora para obter o contexto).
ocupado e de linha e também informa e vice-versa. Aqui se pode utilizar Feito isso, configurar o número a
a velocidade de conexão . outros sistemas e protocolos para ser ligado com *99***1 # .
AT+CSNS=4 - Faz com que todas as envio e recebimento de dados, veja Se o leitor quiser, poderá testar e
chamadas recebidas sem o elemento mais adiante na parte prática um ver a conexão tentando se estabele-
de informação da chamada (bearer exemplo de aplicação. cer utilizando o Hyperterminal, só que
e!ement) sejam consideradas como nesse caso a operadora geralmente
chamadas de dados. FinaLizando uma Chamada (50 não solicita Login e Senha, tenta fazer
ATSO=1 - Habilita o auto-atendimento Para finalizar uma chamada CSD, a conexão PPP diretamente.
para chamadas de dados. primeiramente temos que enviar três
ATS7=60 - Ajusta para 60 segundos o caracteres "+" seguidos, que serão PRÁTICA
tempo que o modem irá esperar para respondidos com "OK", entrando
completar a conexão de dados. em Ifmodo de comando f, com isso Na nossa sugestão de prática,
AT&OO - Ajusta para ignorar o status podemos utilizar o comando ATH que vamos fazer com que um sistema local
da linha DTR. finaliza a ligação. possa ser acessado remotamente
Para salvar todos os parâmetros através de uma conexão CSD.
na configuração padrão, utilizamos os (onectando na Internet A figura 5 ilustra um relógio de
comando AT&W e APSMSO (que através de conexão (50 ponto que tem uma porta serial
desliga o modem) . Para restaurar Se o leitor quiser se conectar RS-232, onde através de uma PC
ao padrão de fábrica utilizamos o na Internet com uma conexão CSD ou notebook podemos acessar os

26 SABER ELETRÔNICA W 393/0UTUBRO/2005


TELECOMUNICAÇÃO

registros e ajustar e controlar o relógio um sistema de comunicação wireless, é a grande vantagem do rnodern com
usando o Hyperterminal do Windows. esse exemplo pode ser alterado programação em JAVA, reduzindo o
Conseguiremos conectar remo- para um CLP, PABX ou um sistema custo total do sistema e simplificando
tamente esse relógio de ponto, se dedicado do cliente. a operação. A Revista já publicou
colocarmos um modem GSM na sua alguns artigos com projetos empre-
porta serial conforme ilustra a figura 6. Usando a programação JAVA gando o modem JAVA, nas próximas
Configuramos o modem para atender Apesar de não utilizarmos a capa- edições estaremos publicando mais
automaticamente uma ligação de dados cidade de programação em Java, artigos práticos.
conforme já foi descrito anteriormente. tudo o que foi feito, como envio/
No lado da central, podemos ter o recebimento de SMS, conexão CSD
PC conectado a outro modem GSM e conexão GPRS, poderá ser feito CONCLUSÃO
ou a um modem que esteja conec- sem a necessidade de um PC, essa
tado a uma linha telefônica. Para se Esperamos ter atingido o nosso
conectar, basta utilizar a função de objetivo de mostrar ao leitor algumas
conexão do Hyperterminal informando funções básicas e fundamentais de
o número do modem. Uma vez feita operação de um modem GSM, sendo
a conexão, é como se estivéssemos assim um ponto de partida para o
conectados localmente ao relógio. desenvolvimento de um projeto.
Note a facilidade de implementar O leitor deve estar atento também
às oportunidades de negócios que
Ponto remoto
esse mercado de transmissão de
dádos wireless está prõporcionando,
- o mercado está muito aquecido prin-
~ PC PC cipalmente nas áreas de telemetria,
____ ou Notebook ou Notebook
localização de veículos, pagamentos
Central eletrõnicose de segurança. Bons
Figura 5 Figura 6 projetos e bons negócios! E

Honeywell. Ajudando você a controlar seu mundo.

SENSOR DE PRESSÃO ASDX-DO SENSOR DE UMIDADE HIH- 4000


• Saída digital (hexadecimal • Saída linear em tensão (4.0 a 5.8 Vcc) proporcional ao %
de 12 bits); de umidade relativa;
• Protocolo compatível 12C; • Modelos disponíveis com dados de calibração impressos;
• Para pressões absoluta, • Circuito integrado;
diferencial e gage; • Alta precisão: +/- 3.5% da umidade relativa;
• Calibrado e compensado • Compensado termicamente;
termicamente; • Faixa de O a 100% de umidade relativa sem condensação;
• Faixa de precisão: +/- 2% • Faixa de operação: -40" a 85"C;
(fundo de escala); • Corpo em polímero termoencolhível;
• Alimentação: 5Vcc. • Distãncia entre terminais: 1,27mm ou 2,54mm;
• Quimicamente resistente.

Marcas Honeywell Sensing & Control: Sensores de Pressão Resistências


Honeywell Sensores de Fluxo de Ar
Sensores de Força
Sensores de Posição
Sensores Infravermelho
Sensores de Umidade Sensores de Corrente
Sensores de Temperatura (RTDs) Sensores de Nível Líquido
Termistores Micro Switches .
Termostatos Potenciômetros .
INGLÊS NA ELETRÔNICA

- -
Os conceitos de potência, energia e força são bem definidos, principalmente
quando estudamos Física. Embora a Física nos países de língua inglesa seja
a mesma que estudamos aqui, quando se empregam nos textos técnicos os
termos relacionados a essas grandezas, existem algumas diferenças importantes
para as quais os leitores precisam estar atentos. Neste artigo vamos focalizar
justamente esse assunto.
Newton C. Braga

Um dos problemas existentes nas sempre certos assuntos devem ser este se dá na direção da força (no
traduções técnicas é que, em muitos abordados por jornalistas apenas, caso geral, nesse produto se con-
casos, quem faz essas traduções não mas por jornalistas ou profissionais sidera apenas o componente da
conhece o assunto do texto, mas tão que tenham um preparo especial. força segundo a direção do desloca-
somente o inglês. Como membro da Associação mento).
Isso pode levar a situações bas- Brasileira de Jornalismo Científico, Fica claro que força, trabalho e
tante embaraçosas como, por exem- defendo justamente esse fato, pro- energia são coisas d)ferentes. Mas,
plo, as traduções comuns de "silicon" curando fazer ver que o jornalista para melhor entender como tudo
por silicone em lugar de silício. científico também deve ter um pre- isso se aplica ao inglês tomemos o
Devemos neste ponto, lembrar paro especial sobre o assunto que sequinte texto como exemplo:
que: escreve. ENGINE
Silicon: Silício (elemento químico Nos casos da eletrônica, eletro- A machine that converts energy
- metal usado na confecção de técnica e mecatrônica, também é into mechanical force or motion.
semicondutores) comum a tradução errada dos textos Sources of energy include heat,
Silicone: Silicone (composto quí- onde termos como power, energy e chemical reaction, potential energy of
mico a base de silício, utilizado em force são usados. elevated water, etc.
diversas aplicações, inclusive médi- Os termos:
cas). Power = potência
Vocabulário:
Veja a definição de silicon em Energy = energia
Engine - motor
inglês: Force = força
Machine - máquina
SILlCON Possuem significados bem dife-
Converts - converte
A nonmetallic element, which rentes, partindo da própria Física.
Força - força
when special/y treated, is sensitive Tomemos para isso o texto do Prof.
Motion - movimento
to light and capable of transforming Léo (Luiz Ferraz Neto, nosso colabo-
Sources - fontes
light into electricity. Silicon is the basic rador por muito tempo):
Energy - energia
material of most beach sand, and is Definlção- As forças têm a quali-
Heat- calor
the raw material used to manufacture dade de realizarem 'trabalho', função
Elevated - elevada
most photovoltaic cel/s. dos deslocamentos que provocam
nos corpos. Todo trabalho implica em
Vocabulário: uma transferência de energia (outro Traduzindo o texto, ficamos com:
Nonmetalic - não metálico modo de se transferir energia de "Motor
Treated - tratado uma região para outra é através Uma máquina que converte ener-
Sensitive - sensível de ondas). Cientificamente, toda gia em força mecânica ou movimento.
Beach - praia transferência de energia se dá Fontes de energia incluem calor,
Sand- areia através do trabalho ou de ondas. reação química, energia potencial de
Photovoltaic - fotovoltaica O trabalho de uma força é definido água elevada, etc".
como o produto de sua intensidade Em eletrônica é comum usar o
Temos visto esse erro em jornais pela extensão do deslocamento que termo: "power supply" para indicar
tradicionais, o que mostra que nem ela determina no corpo, quando fontes de energia ou fontes de alimen-

28 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


INGLÊS NA ELETRÔNICA

tação. Também podemos encontrar os fios. Como esses dispositivos usam


o termo "power source". Veja que VocabuLário: a linha da rede de energia como um
neste caso, não traduzimos como Devices - dispositivos meio para transferir dados é normal
suprimento de potência (supply) ou Standard - padrão, comum que as unidades fiquem aquecidas
fonte de potência (source). Wires- fios durante a operação."
Um termo usual encontrado princi- Ordinary - comum Em suma, o uso dos termos
palmente na literatura técnica inglesa Mains - rede de energia power, force e energy deve ser feito
(britânica), é "rnains", referindo-se à Means- meio com cuidado ao se ler e escrever
linha de alimentação principal de uma Become - fiquem documentos técnicos. Esteja atento.
instalação. Veja o seguinte texto: Warm - quentes
"Exist devices that convert data Expressões Idiomáticas
from your computer into a signal that Na edição anterior tratamos das
can be transmitted over standard AC Traduzindo: expressões idiomáticas que, apesar
wires. The signal does not interfere "Existem dispositivos que conver- de serem evitadas em documentação
with the ordinary current travelling tem dados de seu computador em técnica, podem estar presentes em
through the wires. As these devices um sinal que pode ser transmitido uma apresentação. Algumas a mais,
use the mains power line as a means através dos fios comuns de corrente com a letra B. E
to transfer data it is normal for the units alternada (CA). O sinal não interfere
to become warm during operetion" com a corrente comum que atravessa 1
Bird's eye view
Algo que se pode ver claramente
Baby boomer Beating a dead horse (vísão de pássaro).
Alguém que nasceu entre 1945 e Batendo em cavalo morto. Usada para - Bird-brain
1965, época em que a população designar que alguém que está tentan- Cérebro de passarinho (estúpido).
aumentou rapidamente. do convencer outro de alguma coisa Black and white
Back foot sem esperança de que isso possa "Preto no branco".
Expressão britânica que indica que ocorrer. Black hole
alguém está em desvantagem ou Bee in your bonnet "Buraco negro" nas finanças é
numa posição defensiva. Se alguém tem "uma abelha no boné" quando o dinheiro desapareceu.
Back the wrong horse é porque está muito excitado por Blacksheep
Se alguém está nas "costas do cavalo algum motivo. Ovelha negra.
errado" é porque está apoiando uma Behind the times Blood, sweat and tears
idéia errada, ou do lado que está per- Atrasado. Fora de moda. Sangue, suor e lágrimas (algo que
dendo. Below the belt requer muito esforço).
Back to square one Abaixo da cintura. Golpe baixo. Born with a silver spoon in your
Signifca começar do começo. Better safe than sorry mouth
Bad taste in your mouth Melhor ser cauteloso do que se arriscar. Nascido com a colher de prata na
Gosto ruim na boca. Siginifica que Better the devil Vou know boca (alguém que nasceu de família
você está sentindo algo errado no Forma resumida de dizer: "melhor rica).
ambiente. o diabo que -você conhece do que Bottom line
Baker's dozen aquele que desconhece". Linha final ou conclusão.
A dúzia do padeiro é 13 em lugar Between a rock and a hard place Break a leg
de 12. Quando alguém tem de escolher entre Forma carinhosa de dizer a alguém
Baptism of fire duas alternativas, ambas desagradá- que lhe deseja boa sorte.
Batismo de fogo. veis .. Break the ice
Be that as it may Big bucks Quebrar o gelo.
Utiliza-se essa expressão para indi- Muito dinheiro. Broad church
car que apesar de ser verdade o que Big cheese Uma organização que aceita todas as
outra pessoa diz, isso não vai mudar É o chefe. opiniões e idéias.
nossa opinião. Big fish Brush under the carpet
Bean counter Pessoa importante em uma empresa. Esconder as coisas debaixo do tapete.
Contador. Big time Burn your bridges
Beat about the bush O mesmo que "muito" ou "very much". Impossível voltar da posição em que
Alguém que está "enrolando" para se Bird in the hand is worth two in se encontra.
expressar, é dito ele está batendo em the bush Bury your head in the sand
torno da moita em lugar de ir direto Versão inglesa de "melhor um pássaro Enfiar a cabeça na areia. Ignorar o
a ela. na mão do que dois voando". que é obviamente errado.

SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005 29


ENERGIA

Fator de Potência
-
A necessidade da c rreçao
Corrigir o fator de potência é fundamental em qualquer instalação
industrial. Quedas de tensão, perdas e sobrecargas são algumas
das conseqüências de um fator de potência baixo numa instalação.
Todo profissional que trabalha com eletrônica industrial deve estar
atento a esse fato. Neste artigo tratamos um pouco mais desse
assunto, já abordado em outras ocasiões nesta mesma Revista,
dada sua grande importância.
I\;(t) ---.
I (t)

Newton C. Braga

A legislação brasileira, através dos medida em W (watt) e seus múltiplos Tensão Corrente
decretos - lei n= 62 724 de 1968, (kWou MW).
75887 de 1975 e 479 de 1992 deter-
mina a manutenção do fator de potên-
Um exemplo de carga que con-
some totalmente a potência que
o~-~~:~,,";: defasadas
cia o mais próximo possível de 1, lhe é fornecida é uma lâmpada. Ela ~t
tanto pelas concessionárias como representa uma carga resistiva pura,
pelos consumidores. Esses decretos conforme mostra a figura 1, pois nela Figura 2
também definem a forma de avaliação corrente e tensão estão em fase.
e o critério de faturamento da energia apenas tem por função estabelecer os
reativa que exceder os novos limites. campos magnéticos. Essa potência,
Esses limites são de 0,92, depen-
dendo do horário. Assim, para os
V(A) ~
---.
I (t )
não aproveitada, poderia ser usada
com finalidades melhores numa ins-
talação industrial.
períodos entre 6 e 24 h, o fator deve
Alimentação Lâmpada
ser no mínimo 0,92 para a energia e A soma vetorial da potência ativa
( carga resistiva )
demanda de potência reativa indutiva com a potência reativa nos dá a potên-
fornecida. Entre 24 e 6 h, o mínimo cia real, observe a figura 3. Veja que,
estabelecido é 0,92 para energia e se a potência reativa for pequena,
demanda de potência reativa capaci- o ângulo entre a potência real e a
tiva recebida. potência ativa diminui, indicando um
Veja que esses valores estão bem uso mais eficiente da energia.
próximos dos adotados por alguns
países que estão, tipicamente, na
faixa de 0,92 a 0,96. Tensão e corrente em fase
Para os leitores que não acompa-
nharam os artigos anteriores em Figura 1
kVAR
que tratamos do assunto, ou ainda
desejam reciclar seus conhecimentos No entanto, em muitas aplicações
sobre o fator de potência, uma breve encontramos cargas que não são
revisão dos seus conceitos básicos resistivas puras, mas sim reativas cos <p = kW = fator de potência
kVA (FP)
é importante. (capacitores e indutores) como é o
caso de motores. Numa carga deste Figura 3
tipo, a potência é reativa e é medida
FATOR DE POTÊNCIA em VAR (Volt-Ampares Reativos) Assim, em lugar de se especificar
ou seus múltiplos (kVAR e MVAR), a potência ativa ou a potência reativa,
Potência ativa é a que efetiva- conforme ilustra a figura 2. é comum indicar-se a eficiência no
mente realiza um trabalho, sendo O que acontece é que nos induto- fornecimento e uso da energia pelo
convertida totalmente em luz, calor, res, a potência reativa não é usada cosseno do ângulo mostrado na figura
movimento, etc. Essa potência é na produção de trabalho, pois ela 3. Esse ângulo, denominado <p (phi), ~

30 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


A Eletrônica está presente em tudo: nos sistemas de
áudio e vídeo, nos eletrodomésticos, no automóvel,
na indústria, na medicina, nos microçomputadores ...
Estudando Eletrônica você passa a conhecer melhor
o mundo em que vivemos, pois ela está presente
em todos os setores. O progresso vertiginoso da
Eletrônica está sempre requerendo, cada vez em
maior número, profissionais altamente qualificados
para projetar, desenvolver e manter os diferentes
sistemas eletrônicos.
" ... consegut. terminar o curso completo,
Multímetro opcional através do Monitor de São Paulo: eu recebia
Multímetro digital (montado) pacotes, 'com ferramentas e tudo.
Especificações: Como experiência, montei um rádio ... Era a
tensão DC: 1.000 V; maior sensação construir um rádio, peça por
tensão AC:750 V; peça, e ouvi-Io funcionar."
corrente De: 10 A; Betinho - Trecho extraído do livro "Sem Vergonha da Utopia -
resistência: 2 MO; Conversas com Betinho ", obra sobre a vida de Betinho, líder
teste de diodo e transistor da Campanha contra a Fome, de autoria de Ricargo Gontijo.
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I
ENERGIA

letra grega que se pronuncia "fi", tem sional também deve se preocupar Para compensar essas sobrecar-
seu cosseno se aproximando de 1 com um baixo fator de potência por gas deve-se investir em diversos'
quando ele tende a zero, e ele define outros motivos. Esses motivos são elementos da instalação, cujo custo
o fator de potência. os seguintes: não é baixo. Por esse motivo, pode
Dessa forma, considerando-se ser muito mais interessante investir
que na figura, esse ângulo pode a) Quedas de Tensão na correção do fator de potência (e
assumir valores entre O e 90 graus, Com um rendimento menor, não na sua compensação com um
seu cosseno variará entre O e 1, devido à energia reativa em excesso, dimensionamento maior das instala-
conforme exibe a figura 4. temos um aumento na intensidade da ções).
corrente no circuito. Isso leva a uma Para que o leitor tenha uma idéia
perda adicional por calor na fiação de que como isso afeta o dimensio-
kW=.kVA e conseqüente queda na tensão. A namento dos cabos, tomemos como
o •
cos (P ~ 1 figura 5 mostra o que ocorre. exemplo a tabela abaixo:
<p ~ o
Fator de Potência Seção Relativa
kVAR
kVA
=1 cos <p ~
<p ~ 90°
o cos <p ~ YJ R do Cabo
0

(jl ~ 30 1,23
090
Figura 4
0,80 1,56
0,70 2,04
+--I(t) 0,60 2,78
Podemos então dizer que o cos- 0,50 4,0
seno de <p pode variar entre O e 1.
Tanto melhor será o aproveitamento R Observe que a simples passagem
Queda de tensão ~ 2.R.l ( t ) de um fator de potência de 1,0 para
da energia quanto mais próximo o
Potência dissipada nos
fator de potência (FP) estiver de 1, 0,7 leva à necessidade de dobrar a
cabos ~ 2R [ 1 ( t ) ]2
que é o valor ideal. seção dos cabos usados! Na figura 6
Também é possível medir o fator temos uma idéia do problema, levando
de potência como a relação entre Figura 5 em conta que os condutores têm seu
a potência ativa e a reativa. Assim, preço determinado pelo peso.
nas contas de energia não temos a o resultado pode ser o aciona-
especificação dos kVA, mas sim os mento dos dispositivos de proteção,
d ( densidade)
kVARh (quilovoltampêres-reativos x além da drenagem maior de corrente
I ~
hora) e os kWh (quilowatts x hora). pelos motores que tendem a com- )@
alO
Para se calcular o fator de potência,
deve-se aplicar a seguinte fórmula:
pensar a queda de tensão.
O problema é acentuado nos horá- V
/j
L
rios em que a energia é solicitada de
.Id ~
forma mais intensa, quando maior
Cos (jl ~ ---;:::::=====:::::::;::- número de máquinas se encontra b) O ) @
1+(kVA Rh)2 ligada. ..•.
V /j
kWh
L
b) Perdas na Instalação Peso de ( a ) ~ S.L.d
É importante observar que tudo As perdas na linha de alimentação peso de ( b ) ~ 4S.L.d
isso é válido quando a energia está são proporcionais ao quadrado da
dentro dos padrões de qualidade que intensidade da corrente conduzida. Figura 6

essas aplicações exigem. A presença Como a intensidade da corrente


de harmônicas em uma instalação, aumenta com a elevação da energia Se o fator de potência cair para
altera tudo isso, e a fórmula acima reativa, crescem então de forma 0,5, serão necessários cabos com 4
não pode ser aplicada. geométrica as perdas na fiação, vezes a área útil para dar conta da
além de ocorrer o aparecimento corrente exigida pela instalação!
de um problema adicional que é o Podemos resumir, então, as con-
OS PROBLEMAS DE UM BAIXO aquecimento dos condutores. seqüências mais graves de um fator
FATOR DE POTÊNCIA de potência baixo da seguinte forma:
c) Sobrecargas • Aumento da conta de energia
Conforme explicamos na intro- O aumento da corrente pela ener- elétrica
dução, além de ser obrigatória a gia reativa em excesso pode causar • Flutuações e quedas de tensão
manutenção do fator de potência de sobrecargas perigosas. Além disso, em vista da sobrecarga dos circuitos
uma instalação industrial dentro dos temos a impossibilidade de usar uma • Se a instalação usar transfor-
limites estabelecidos por lei, o profis- rede em sua plena capacidade. madores, eles poderão limitar seria-

32 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


ENERGIA

mente a potência útil disponível na


empresa. @D@(]rtmJlJCBGJ
• Para manter o nível de consumo
é preciso aumentar a espessura dos esa»
cabos de distribuição. @1JCEXfJfIJ@0[J[J[J
• As perdas nas linhas de distri-
buição crescem pela dissipação de
energia na forma de calor (Efeito Figura 7
Joule).
• Os dispositivos de proteção Assim, o procedimento mais
devem ter sua capacidade aumen- usado para se compensar a presença
tada, assim como os equipamentos de uma carga fortemente indutiva que
de manobra. afete o fator de potência, consiste
na conexão próxima de bancos de
capacitores, veja a figura 8.
O QUE CAUSA UM BAIXO FATOR
DE POTÊNCIA?
Alimentação Preencha, recorte e envie hoje mesmo o cupom abaixo.
Diversas são as causas para um Se preferir. sollcite- nos através do telefone ou fax
baixo fator de potência. Os profis- (de segunda a sexta-feira das 08:00 às 17:30 h)

sionais das indústrias devem estar


.,Eletrônica Básica
atentos, fiscalizando constantemente
• Eletrônica Digital
tais itens e fazendo correções, quando
M • Rádio - Áudio - Televisão
necessárias.
Carga Banco Carga • Compact Disc
• Motores trabalhando em vazio indutiva de indutiva • Videocassete
(sem carga) capacitares
• Forno de microondas
• Motores superdimensionados
Figura 8 • Eletrônica, Rádio e Televisão
para o trabalho que devem realizar
• Eletrotécnica
• Fornos de indução ou arco
• Instalações elétricas
• Reatores com baixos fatores de Esses capacitores devem ser
• Enrolamento de motores
potência no sistema de iluminação dimensionados para fazer com que o
• Refrigeração e Ar Condicionado
• Máquinas de solda fator de potência caia dentro da faixa
• Microprocessadores
• Transformadores trabalhando de valores desejada pàra melhor
em vazio ou com carga muito abaixo aproveitamento da energia.
da máxima especificada. Para as instalações de baixa Em todos os cursos você tem uma
• Tensão acima do valor nominal, tensão, os cápacitores podem ser CONSULTaRIA PERMANENTE!
causando um acréscimo de consumo instalados de quatro maneiras dife-
de energia reativa. rentes: Occidental Schools@
• Máquinas de tratamento tér- 1. Na entrada de alta tensão - R. Cesário Ramalho, 783
mico. aqui, a correção é do fator de potência Fone: (011) 3272-9833
visto pela concessionária apenas.
FAX: (011) 3209-7889
Internamente, os problemas causa-
COMO CORRIGIR O FATOR DE dos por um baixo fator de potência 01521-000 - São Paulo - SP
POTÊNCIA? permanecem. '~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -SE-393 \
2. Correção na entrada de baixa A
Um procedimento simples para tensão - neste caso, temos uma
Occidental Schools@
se evitar a presença do consumo de correção melhor, sendo usados nor-
Caixa Postal 1663
energia reativa, consiste em se des- malmente bancos automáticos de
01059-970 - São Paulo - SP
ligar as cargas ociosas. No entanto, capacitores. Este tipo de correção
Solicito, GRÁTIS
quando o problema é inerente às é indicado para instalações que pos-
o Catálogo Geral de cursos
características dos próprios dispositi- suam muitas cargas com potências e Nome : _
vos alimentados a solução deve ser regimes de utilização diferentes.
outra. 3. Correção por grupos de cargas E nd. : _
Conforme ilustra a figura 7, pode- - trata-se de um sistema em que
mos ver que a energia reativa devido o banco de capacitores é instalado Bai rro: _
a uma carga indutiva pode ser neu- de modo a. corrigir setores de uma
CEP: -----------------------,
tralizada pela presença de uma carga instalação, normalmente máquinas
Cidade: Est.: I
capacitiva. de potências inferiores a 10 Cv. Os ~ 1
------------- ----I
,

SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005 33


ENERGIA

capacitores são instalados junto empregado o banco de capacitores capacitores em paralelo com uma
aos quadros de distribuição que Cs na figura. carga fortemente indutiva (como um
alimentam esses equipamentos. A Para a alimentação do sistema motor) formando um circuito resso-
desvantagem é que a corrente não de iluminação, que normalmente usa nante, conforme exibe a figura 10.
é reduzida na alimentação de cada lâmpadas de descarga com baixo Se as harmônicas ressonarem na
equipamento. fator de potência, utiliza-se um capa- freqüência desse circuito, será gerada
4. Correção localizada ou indivi- citor na entrada de sua alimentação, uma alta tensão em seus extremos.
dual - neste caso, é feita com a C6 no nosso exemplo. Essa alta tensão poderá alcançar
instalação dos capacitores junto a Finalmente, na entrada do sistema valores muito altos com sérios perigos
cada equipamento para o qual se pode ser usado um banco automático para a integridade de tudo que está
pretende corrigir o fator de potência. de capacitores adicional para equali- ligado à mesma rede.
Tecnicamente é a melhor solução, zação adicional. Outro problema é a sobrecarga
pois os valores dos capacitores são dos circuitos, que gera calor, provo-
adequados a cada equipamento. cando o disparo dos sistemas de
Existe ainda uma forma adicional CORREÇÃO EM REDES "SUJAS" proteção.
de se fazer a correção que consiste
em se utilizar os diversos processos Tudo seria simples se a energia
acima, conforme o setor considerado. de uma rede fosse limpa, com forma CONCLUSÃO
Podemos dizer que se trata de um de onda perfeitamente senoidal,
processo de "correção mista". Pelos livre de harmônicas, alimentando O fator de potência é coisa muito
aspectos práticos e pelo próprio custo, cargas lineares comuns. Entretanto, séria quando se trata do fornecimento
é uma solução bastante interessante a utilização de grande quantidade de de energia para qualquer tipo de con-
e que deve ser analisada, pois tem dispositivos comutadores de potên- sumidor, principalmente as indústrias.
muitas vantagens. Na figura 9 temos cia como SCRs, IGBTs, MOSFETs, Estar atento para que ele se man-
uma idéia de como ela pode ser TRIACs, etc., faz com que numa tenha dentro dos valores exigidos por
realizada. rede de 60 Hz estejam presentes lei não é apenas uma preocupação
Conforme podemos ver, inicial- harmônicas que deformam bastante que leva a menores contas de con-
mente temos a instalação de um a energia disponível. sumo de energia. Conforme vimos,
banco de capacitores fixos do lado Dentre as cargas não lineares um fator de potência baixo pode
do secundário do transformador de temos os dispositivos alimentados por causar muitos outros problemas
entrada (C,). A seguir, motores de 10 inversores de freqüência, fornos de que mexem com o bolso de quem é
CV ou mais têm seu fator de potência indução, computadores, no-breaks, afetado, exigindo investimentos na
corrigido localmente. Deve-se prestar etc. O mais grave a ser considerado' instalação (cabos) e na sua correção,
especial atenção aos motores que é que, quando na tentativa de se cor- usando dispositivos apropriados.
possuam uma inércia elevada. (C2, rigir o fator de potência, em uma rede Esperamos que este artigo tenha
C3 e C4 são os capacitores utilizados rica em harmônicas, a presença de esclarecido alguns pontos fundamen-
para essa finalidade). capacitores pode agravar o problema tais que possam ajudá-Io a solucionar
Para motores de pequenas potên- em lugar de solucioná-Io. problemas que, eventualmente, ocor-
cias, abaixo de 10 CV, o fator de Um dos problemas mais graves ram em sua empresa ou na instalação
potência é corrigido por grupos, sendo ocorre quando ligamos um banco de que você cuida. E

A outras
Capacitores
cargas

rt
para correção
dO f~tor de

M
C2

C3
M

M
Tensão de
alimentação
deformada
potência
-,
~
o
Carga
indutiva /
por
M C4 M harmônicas Transiente gerado
~
Lâmpadas pela ressonância
I,
v ~ ~
Motores> 10 CV Motores < 10 CV Circuito ressonante

Figura 9 Figura 10

34 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


ENERGIA

CARGA ElETRÔNICA-------
60638 DA~
AGllENT ~
TECHNOLOGIE manter a corrente drenada constante;
tensão constante (CV), ou seja, a
resistência apresentada irá variar de
Sempre que precisamos testar uma nova fonte de alimentação forma a manter a tensão nos terminais
ou um carregador de baterias nos deparamos com um problema: constante e resistência constante
que carga utilizar? (CR), isto é, a corrente drenada irá
variar proporcionalmente à tensão
Cargas resistivas são boas e baratas, mas não permitem presente nos terminais.
realmente avaliar o desempenho de uma fonte. Como descobrir sua Além dos modos citados, uma
resposta dinâmica, seu tempo de recuperação, regulação cruzada? carga eletrônica deve permitir a
criação de perfis de consumo que
Como otimizar o circuito de compensação e controle?
representem fielmente o consumo
Essas características, e muitas outras, só poderão ser completa- real de equipamentos eletrônicos.
mente avaliadas com o uso de cargas eletrônicas. Conheça um
modelo de carga eletrônica e como ela poderá auxiliá-Io em seus
MODOS DE OPERAÇÃO
próximos projetos ou homologações.
Roberto Luiz R. Cunha
MODO CORRENTE
CONSTANTE (CC)
Todos os que trabalham em Cargas eletrônicas utilizam a
desenvolvimento ou manutenção de capacidade de controle de corrente Na operação em modo de corrente
fontes de alimentação sabem como é de dispositivos semicondutores para constante, a resistência presente
difícil testar esses equipamentos em drenar potência da fonte de alimen- nos terminais da carga irá aumentar
condições de potência máxima ou tação sob teste de forma altamente ou diminuir conforme a tensão em
em condições específicas de carga. precisa. Transistores bipolares, tran- seus terminais aumentar ou diminuir,
Essa dificuldade reside no fato de a sistores MOSFET e IGBTs são os respectivamente, de forma que a
maioria das cargas utilizadas serem mais empregados. corrente drenada seja sempre cons-
resistivas. Cargas eletrônicas podem traba- tante.
Usando-se resistores fixos ou lhar em três modos distintos: corrente
reostatos de potência podemos constante (CC), isto é, a resistência
montar arranjos que atendam nossas da carga irá variar em função da
necessidades para testes estáticos, tensão nos terminais de forma a
mas testes dinâmicos são impossíveis
com esse tipo de carga.
Caso utilizemos chaves ou relés
para a comutação dos resistores, os
resultados não serão satisfatórios já
que alguns efeitos indesejáveis serão
introduzidos como, por exemplo,
transientes e centelhamentos durante
a comutação, assim como a limitação
da freqüência máxima de comutação.
A solução para esse problema será o
uso de cargas eletrônicas.

SABER ELETRÔNICA W 393/0UTUBRO/2005 35


ENERGIA

Este tipo de informação é muito útil + 12 V de uma fonte de computador


para a determinação da autonomia ATX. Sabemos que, por padrão, sua'
de um circuito eletrônico alimentado saída pode variar apenas +/- 5%,
por baterias. o que significa que, em qualquer
condição de carga, o valor da tensão
de saída deverá estar entre + 12,6
MODO TENSÃO V e + 11,4 V. Se ajustarmos a carga
CONSTANTE (CV) para operar com tensão constante de
11,4 V, ela irá drenar o máximo de
Operação em tensão constante corrente da fonte.
faz com que a corrente seja váriada É importante observar que este
de modo a manter a tensão presente teste pode levar a fonte sob teste
Esse modo é indicado para teste nos terminais constante. a condições muito superiores às
de fontes de corrente e levantamento Um carregador de baterias pode máximas permitidas, o que poderá
da curva de descarga de baterias, ser facilmente testado utilizando-se levá-Ia à destruição. Este teste, se
por exemplo. uma carga com esse modo de ope- executado, serve para propósito
Utilizamos a carga eletrônica para ração. Nesse caso a carga estaria de homologação, onde devemos
determinar a curva de descarga de simulando uma bateria, que, dentro descobrir a capacidade máxima de
uma bateria chumbo-ácida usada em de certos limites, opera com tensão um equipamento.
um nobreak SOHO, como pode ser constante em seus terminais.
visto na figura 1. Outro teste, não muito comum, que
Com a bateria totalmente carre- pode ser feito usando-se uma carga MODO RESISTÊNCIA
gada, conectamos seus terminais no modo de tensão constante é o de CONSTANTE (CR)
nos terminais da carga eletrônica. O determinação da corrente máxima que
próximo passo consiste em ajustar uma fonte pode fornecer. Quando operando no modo de
o valor da corrente de descarga Por exemplo: considere a saída de resistência constante, a carga irá
baseando-se na capacidade, em acompanhar a lei de Ohm, isto é,
amperes-hora, da bateria. Lembre-se Nome TENSÃO (V) R=V/I. Desta forma, a corrente dre-
que essas curvas irão variar com as 0:00:00 13,30 nada será alterada em função da
condições de descarga. Veja na figura 0:02:00
---~- 12,40 tensão aplicada de modo a manter a
2 detalhe da conexão da bateria com 0:12:00 --~- 12,20 __ """ razão entre V e I constante, simulando
os terminais da carga. 0:18:00 12,00 um resistor fixo.
Em nosso teste a corrente de 0:20:00 11,90 Este modo de operação pode ser
descarga foi fixada em 4 arnperes, o 0:22:00 11,80 usado para teste de potência máxima
que deveria nos fornecer uma hora 0:27:00 11,70 de fontes de tensão.
de carga, aproximadamente, uma vez 0:33:00 11,50 Um arranjo deste tipo foi usado para
que a bateria era de 12 V com uma 0:37:00 11 40 o teste de uma série de fontes ATX
capacidade de 4 A/h. Os valores de 0:41 :00 11,20 encontradas no mercado. Na figura 5
tensão e corrente medidos podem 0:43:00 11,10 podemos ver o setup utilizado.
ser vistos na figura 3. 0:48:00 - 10,10 O teste de fontes com múltiplas
Os valores que obtivemos são os 0:49:00 9,90
--,~- saídas, como as fontes padrão ATX,
apresentados na tabela 1. 0:49:30 9,30 requer a utilização de uma carga
Com os valores determinados Tabela 1 - Valores obtidos com uma separada para cada saída, onde a
podemos traçar a curva de descarga corrente de descarga de 4 A. potência drenada será ajustada de
para as condições escolhidas e o
resultado pode ser visto na figura 4.
Descarga da Bateria
14,00
Figura 3 - Display da carga eletrônica
13,00
mostrando os valores instantâneos de
~ 12,00
tensão e corrente. o
'<\I 11,00
I/)
r::: 10,00
VOLTS • ~ AMPSr ,.,' ~ 9,00
~
8,00
o o o o o o o o o o o o o o o
Un, AC;" o q q q q q q o q q q q <? c:'? ~
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0! 0! 0! '.'"l ":": ":": ":": ":": ":": 'f"!
o o o o o o o o o o o o o o o

Minutos

Figura 4

36 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


forma a respeitar o limite máximo de
cada linha de alimentação. Testes de 240
regulação cruzada podem ser feitos
variando-se a potência em uma linha
!!:
-..1 DERATED
120
e verificando seu efeito nas outras. ~ CURRENT
Uma observação é que para o
teste de fontes com múltiplas saídas, O+----r---T~~====~
O 5 10
a família modular baseada no main- AMPERES
frame N3300A será mais indicada,
visto que poderemos escolher os Figura 6 - Limites de operação da
módulos que atendam as nossas carga eletrônica 60638.

necessidades de potência individuais


em um único equipamento (economia CARGA ELETRÔNICA 6063B
de espaço e maior versatilidade).
A carga eletrônica modelo 60638,
da Agilent Technologies, consiste
CARGA DINÂMICA em uma carga simples (uma única
entrada) stand alone, mas que pode
Além dos modos de operação ser instalada em um rack padrão 19".
citados, as cargas eletrônicas ofere- Ela é capaz de dissipar até 250 W
cem uma outra característica extrema- de potência, com correntes variando
mente importante que é permitir entre O e 10 A e tensões entre 3 e 240
que a carga varie de forma contro- V.Veja a curva de limites de operação
lada e programada simulando as na figura 6.
condições reais de consumo de um Essa carga opera nos modos:
equipamento. - Corrente constante com duas
Para quem trabalha com desen- faixas, uma inferior que vai de O a 1 A
volvimento de fontes de alimentação e uma superior que vai de O a 10 A,
chaveadas essa é uma ferramenta as duas com precisão de +/- 0,15%
imprescindível para a avaliação de +/- 10 mA.
seus projetos. - Resistência constante com três
Simulando-se mudanças de carga faixas de valores, 0,20 a 24 ohms, 24
transitórias podemos avaliar a esta- ohms a 10 kohms e 240 ohms a 50
bilidade dos circuitos de realimenta- kohms, com precisão de +/- 0,8% +/-
ção e compensação de uma fonte 200 mohms na faixa mais baixa e +/-
chaveada, podemos determinar seu 0,3% +/- 0,3 mohm nas duas faixas
tempo de recuperação de forma superiores. www.patola.com.br
precisa, por exemplo, assim como - Tensão constante variando de O patola@patola.com.br
outros testes que irão garantir a a 240 V com precisão de +l- 0,12% Fone: (11) 6103-2933
qualidade final do produto. +/- 120 mV.

SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


Tudo em caixa com qualidade e precisão
ENERGIA

ENTREVISTA
fabricantes de baterias e dispositivos portá- conhecimento da solução e do funciona-
teis, tais como celulares, PDA's, Laptops, mento da carga eletrônica. Já fizemos um
Tivemos a oportunidade de conversar com câmeras digitais, etc. Há também muitos minicurso sobre "Testes de Fontes Chave-
o engenheiro Daniel Michaelis que é con- fabricantes de conversores DC/DC, carrega- adas e Baterias" pela Internet (que con-
sultor técnico do Grupo de Produtos e dores de baterias e componentes eletrôni- tinua gravado para acesso dos clientes)
Soluções de Teste em Eletrônica da Agi- cos de potência. e apresentaremos Seminários técnicos
lent Technologies Brasil, quando ele teve a gratuitos em diversas cidades do Brasil
oportunidade de nos posicionar com rela- Saber Eletrônica - Qual tem sido a percep- durante este ano.
ção à estratégia da Agilent para esse mer- ção do mercado brasileiro para este tipo de
cado: produto? Saber Eletrônica - Quais são as aplica-
Saber Eletrônica - Para montarmos um jig Daniel - A percepção do mercado brasileiro ções recentes que podem se beneficiar de
para testes de fontes ATX precisaríamos para as soluções de teste de baterias e cargas eletrônicas?
hoje de 4 módulos N3304A e 1 mainframe fontes chaveadas têm sido muito positivas. Daniel - Os dispositivos Wireless em
N3300A. Qual é o preço no Brasil desta Em 2004 tivemos um crescimento de 57% especial têm sido um grande mercado,
solução e da carga 6063B que recebemos para essa linha de produtos e neste ano como 3G e dispositivos WLAN/WiMax.
para testes? devemos ter um crescimento ainda maior. Adicionalmente, a área automotiva é um
Daniel - Preço local em reais, já com os O consumidor final está cada vez mais exi- mercado emergente para as cargas ele-
impostos: gente e os fabricantes estão investindo na trônicas, uma vez que diversos sistemas
1x 6063B - R$ 12.390,36 qualidade de seus produtos. mecânicos têm sido convertidos para
1x N3300A - R$ 10.305,80 sistemas eletrônicos. Outras áreas em
4x N3304A - R$ 35.526,51 (preço dos 4 Saber Eletrônica - Existe alguma estraté- potencial para esse mercado envolvem as
módulos). gia especial para fomentar a adoção delas aplicações de PoE - Power over Ethernet,
no Brasil? em que a própria Ethernet será fonte
Saber Eletrônica - Qual segmento indus- Daniel - A estratégia da Agilent é promo- de energia para diversos dispositivos, e
trial tem sido o principal consumidor de ver e divulgar o conceito de carga eletrô- de energia renovável, devido ao grande
cargas eletrônicas no mundo? nica no Brasil. Há muitas empresas ainda incentivo dos governos nas pesquisas de
Daniel - Os principais consumidores de utilizando bancos de resistores para teste geração de energia através de fontes
cargas eletrônicas no mundo têm sido os de baterias e fontes chaveadas por des- alternativas.

- Modo transiente com operação o acesso a suas funções e pro- www.home.agilent.com/BRpor/nav/


contínua na faixa entre 0,25 Hz e 10 gramações é feito através de um -11159.0/pc.html . Nesta página
kHz, com precisão de 3% e ajuste de teclado em seu painel frontal, que podem ser encontrados também, links
duty cycle entre 3% e 97% para as pode ser visto na figura 7a, além da para notas de aplicação e artigos sobre
freqüências entre 0,25 Hz e 1 kHz e possibilidade de programação por o assunto publicados pela Agilent.
entre 6% e 94% para as freqüências uma interface GP-18 em seu painel"
entre 1 e 10kHz; além disso o modo posterior, visto na figura 7b. Essa
transiente permite a operação pulsada interface permite que a carga 60638 CONCLUSÃO
com larguras de pulso variando entre seja utilizada em um jig de testes
50l1s e 4s +/- 3%. automatizado. Os equipamentos eletrônicos
O emprego dessa carga é bas- atuais são menores, mais portáteis,
tante simples e sua integração com apresentam melhor eficiência e con-
outros equipamentos de teste será fiabilidade. Isso significa que os
bastante facilitada devido à sua novos projetos devem ser testados e
enorme versatilidade. otimizados em um grau nunca antes
Mais informações sobre essa alcançado.
carga poderão ser obtidas direta- Para isso equipamentos confi-
mente no site do fabricante http:// áveis e precisos precisam ser uti-
lizados nos sistemas de teste e
avaliação. Todos os testes desde
a bancada do projetista até a che-
cagem final da linha de produção
devem reproduzir as condições de
operação e uso da forma mais pre-
cisa e fiel possível.
A carga eletrônica 60638 repre-
senta uma ótima ferramenta no
desenvolvimento de circuitos de ali-
mentação, assim como um excelente
investimento para a área de testes de
homologação. E

38 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


~ CIRCUITOS PRÁTICOS

FILTRO REJEITOR DE 40-120 Hz Newton C. Braga

Nas aplicações de áudio sensíveis (pré-amplificadores, mixers, casadores de impedância), o ruído da


rede de energia é o fator negativo que mais incomoda. Uma solução interessante caso esse problema
apareça no seu projeto ou aplicação, consiste em um filtro rejeitor que possa ser sintonizado em 60 Hz.
O filtro apresentado neste artigo pode ser a solução para seu problema.

Usando-se três dos amplificadores os sinais de 60 Hz dá rede de energia, aproximadamente, dependendo da


operacionais constantes do circuito captados por uma linha de sinal. tolerância dos componentes, o que
integrado LM324 é possível imple- O circuito, na verdade, tem uma significa que ele serve para rejeitar
mentar um filtro rejeitor eficiente para sintonia ajustável entre 40 e 120 Hz outros sinais, inclusive o de 120
Hz, vindo de retificadores de onda
completa.
Na figura 1 mostramos a configu-
ração completa desse filtro, que exige
o emprego de uma fonte simétrica.
Evidentemente, outros amplifi-
cadores operacionais poderão ser
utilizados na mesma configuração.
O potenciômetro de ajuste deve
ser do tipo duplo e a freqüência
central de rejeição é basicamente
determinada pelo capacitor de 270
Figura 1 nF. A. . E

ft www.mecatronicaatual.com.br

E
AUTOMAÇÃO INduSTRiAL dE
lei
PROCESSOS E MANUFATURA

Última semana de nove


nas bancas
SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 39
CIRCUITOS PRÁTICOS /

Circuitos de
interface pela
porta paralela
o interfaceamento de um computador (PC) pela porta paralela exige
cuidados especiais. Se bem que existam muitas alternativas para se fazer
isso, muitas delas simples, o leitor poderá precisar de circuitos que sejam
específicos para as aplicações visadas. Neste artigo apresentamos 10 circuitos
selecionados para interfaceamento da porta paralela.
Newton C. Braga

o grande problema para os pro- até o ponto em que o circuito externo circuito externo a partir dos níveis
jetistas de circuitos ligados à porta não pode mais ser acionado. lógicos encontrados em um dos 8
paralela, é que ela não pode forne- Ademais, temos o problema da pinos de saída da porta paralela,
cer uma corrente maior do que uns fragilidade dos circuitos do PC que é preciso contar com circuitos apro-
poucos miliampêres. Mais do que queimam-se facilmente se sofrerem priados.
isso, à medida que a corrente exigida qualquer defeito de sobretensão ou Os circuitos que apresentamos
aumenta, a tensão no nível alto, que mesmo sobrecorrente. Assim, para a seguir são ideais para essas apli-
deveria ser de 5 V, cai sensivelmente se fazer o acionamento de qualquer cações.

1. Circuito simples, do que isso, que haja uma redução 2. Circuito simples,
acionado no nível alto da tensão obtida. acionado no nível baixo
O relé utilizado deve ser do tipo
O primeiro circuito, mostrado na sensível, com uma corrente máxima
figura 1, aciona um relé quando o de bobina de 50 mA e corrente de
OB0 + 6/12 V
nível lógico aplicado a sua entrada, contatos de acordo com a aplicação.
a partir da porta paralela, é alto ou
5V.
Para o relé deve ser colocada
uma fonte separada com tensão de
a
OB?
°2
BC 558
6 ou 12 V, e o terra dessa fonte é
O uso de um resistor de base de
valor elevado garante que o circuito comum ao terra do computador, GNO
GN'l. K1

não carregue a saída da porta e, mais da porta paralela. r" 50 mA


O transistor admite equivalentes 'Lo 6/12 V
como o 2N2222, assim como o diodo
+6 a 12 V 01 que é qualquer um de uso geral.
É importante observar que o cabo Figura 2
de conexão a esse circuito deve
~ K1 ser curto, no máximo de 3 metros, O circuito ilustrado na figura 2 é
'Lo6 a 24 V
OBRJ para que não ocorram problemas de a versão acionada no nível baixo, do
50 mA
a degradação do sinal. circuito anterior.
01
OB? Para a utilização de todas as As características são as mesmas
BC548
8 saídas da porta paralela podem do circuito anterior e, igualmente,
GN~ ser montados numa única placa, 8 podem ser elaborados na mesma
circuitos como este, tendo em comum placa 8 circuitos idênticos para uso de
Figura 1 a fonte de alimentação. todas as saídas da porta paralela.

40 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


CIRCUITOS PRÁTICOS

3. Interface simples. protegida da figura 5 pode acionar relés ou


cargas que exijam até 500 mA de
Como afirmamos anteriormente, corrente.
um dos maiores problemas de se ligar a acoplador óptico indicado é o
um circuito à porta paralela está na 4N25, mas equivalentes podem ser
sua fragilidade. Qualquer inversão de experimentados.
polaridade, ou um curto entre cabos Em função da sensibilidade do
50 mA
pode ter sérias conseqüências para sensor do acoplador, o resistor R1
6/12 V
os circuitos do computador. pode precisar de alterações. Valores
a circuito que apresentamos na
figura 3 evita os problemas que
o-
GNO
2

4N25
4
-c=J-
R2 EO Q1
entre 270 ohms e 1 k ohms podem
ser testados.
a par Oarlington pode igualmente
podem ser causados por inversões
acidentais de polaridade.
São acrescentados dois diodos
3,3 kQ
- BC 548
ser alterado, inclusive com' o uso de
um transistor Oarlington de potência
Figura 4 . como o TIP11 Oou TIP120 em função
numa configuração protetora que evita
que tensões negativas apareçam na da carga que deve ser controlada.
porta paralela. deve ser do tipo sensível com uma a relé pode ser substituído por
As características deste circuito bobina de no máximo 50 mA. qualquer carga de potência e, se ela
são as mesmas do circuito 1, ocor- Se ligarmos as entradas OBO a não for indutiva, o diodo 01 poderá
rendo seu acionamento quando a OB7 ao positivo do PC e conectarmos ser omitido.
saída do pino do OB-25 conectado o pino 2 à saída de acionamento, a terra da fonte que alimenta o
a esta interface vai ao nível alto. o circuito será acionado com sinais circuito de potência é independente
Observe que, mesmo assim, a fonte no nível baixo. Perceba que o terra do terra (GNO) do computador, o que
que alimenta o relé deve ter o negativo da fonte que alimenta este circuito é garante um isolamento total desta
comum com o PC. totalmente independente do terra do interface.
PC, não devendo haver interligações
entre eles.
6. Interface para a rede de
+ 6/12 V
energia
5. Interface de potência com
acoplador óptico Com o circuito mostrado na figura
C
K1 Com o uso de dois transistores
6 é possível controlar uma carga de
potência alimentada pela rede de
50 mA na configuração Oarlington, o circuito energia de 110 a 127 Vca.
6/12 V

OB0 -0+ 12 V
a
K1
OB 7
12V

Figura 3 C até
500 mA

4. Interface isolada por GNOo--

acoplador óptico

A principal vantagem que o circuito


exibido na figura 4 apresenta, está Figura 5
no fato dele ser totalmente isolado
do PC.
a acoplador óptico é o 4N25 ou OB 0 o--c::::s -1 Carga
r-1
equivalente e, eventualmente, se for a R1 1 6
usado outro tipo de menor sensibili-
dade, R1 deverá ter seu valor redu-
OB7 220Q 8J.~=: TRIAC
TIC220
"v
127 Vac
zido. a valor mínimo recomendado o
para este resistor é 270 ohms. GNOo- 2 C/1 4
a transistor também admite equi- MOC3012

valentes como o 2N2222, e o relé Figura 6

SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 41


~~': __ CI_R_CU_I_TO_S_P_RA_' T_IC_O_S---,

Para a rede de 220 V o CI1 deve


ser substituído pelo MOC3022.
A principal diferença entre o OB0

MOC3012 e MOC3022 está na sen- a + 3 /15 V


OB7
sibilidade do sensor interno que é C/1
menor, exigindo menores correntes 4N25

no LED de acionamento.
O TRIAC recomendado poder GNOo>-----
ser substituído por equivalentes da
.Saída
mesma série. Sua montagem deve
ser feita em um bom radiador de
calor.

Figura 8
7. Interface CMOS
em princípio, qualquer acoplador t=1,1xRxC
O circuito apresentado na figura 7 poderá ser usado, inclusive os tipos
se caracteriza pela sua elevadíssima montados com LEDs e fototransistores R pode ter valores entre 1 k ohms
impedância de entrada, que não comuns. e 2,2 M ohms
carrega os circuitos "buffer" das portas Dependendo do acoplador utili- C pode ter valores entre 100 pF
I/O do computador. zado, poderá ser necessário reduzir R1 e 2 000 ~F.
O circuito integrado 4050 deve ser até um mínimo de 270 ohms para se
alimentado com uma tensão de 5 V obter maior sensibilidade ao disparo. Valores maiores podem causar
(que pode ser aproveitada da própria A alimentação do operacional é instabilidades de funcionamento,
fonte do computador) e a etapa de feita com tensão de 3 a 15 V, depen- principalmente devido às fugas do
potência Darlington pode ser ener- dendo somente da carga que deve capacitor eletrolítico.
gizada com tensões de 12 a 24 V, ser acionada. A fonte é independente podendo
conforme a carga a ser acionada. A vantagem deste circuito está ter tensões entre 5 e 12 V, mas o
O transistor de potência deve na possibilidade dele ser usado no terra deve ser comum com o do
ser dotado de radiador de calor e disparo de lógica tanto TTL como computador (GND).
o circuito não é isolado. O terra do CMOS.
computador (GND) deve ser comum
ao terra da etapa de potência. 10. Interface CMOS
9. Interface temporizada
Um dos problemas dos transis-
-Icargal -O
O circuito visto na figúra 9 produz tores MOSFET de potência é que

OB0
[ + 12 a um pulso de duração constante, inde-
pendentemente do tempo em que a
eles precisam de uma tensão muito
alta para o disparo. O valor mínimo
C/ ~24V saída da porta paralela fica no nível
4050 R1 recomendado é da ordem de 4 V e o
1 kQ
alto. ideal é que seja maior do que 6 V.
2 Q1 Esse tempo depende de RC e é Então, em um circuito de 5 V
TIP120
dado pela fórmula: (tirado da lógica ou ainda do compu-
~

Figura 7
+5 a 12 V

R1
-H 14-1
OB0 4,7 kQ
8. Interface com comparador
a o----c=J. 2 555 "'3:---~~
OB7
Neste circuito, um amplificador
2'---r--'
operacional LM324 é usado como
comparador de tensão para permitir o GN~
ajuste do ponto exato de comutação
com o sinal da porta paralela.
O circuito constante na figura 8
tem como acoplador um 4N25, porém, Figura 9

42 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


~ CIRCUITOS PRÁTICOS

uma tensão de aproximadamente


8 V pelo dobrador, a qual alimenta
r---------~~--------~------~----_o+5V
Q1 e com isso é possível disparar o
MOSFET de potência.
O rendimento do inversor depende
dos resistores ligados aos pinos 7, 6
e 2, bem como do capacitor. Esses
+ Vcc
componentes podem ser alterados
em função da aplicação.

GND
CONCLUSÃO

Os circuitos que vimos são bas-


Q1 tante simples, mas atendem às
BC558
necessidades de quem precisa de
um interfaceamento entre um PC e
uma placa de controle.
Figura 10 Conforme observamos, existem
diversas maneiras de se fazer isso
tador), o disparo de um MOSFET de 8 V para alimentar o setor de disparo dependendo apenas das caracterís-
potência pode ser problemático. de um MOSFET a partir da porta ticas desejadas tais como isolamento,
Com o circuito da figura 10, o paralela. tensão e tipo de sinal.
que temos é a incorporação de um Nesse circuito, quando o acopla- Esses circuitos podem ser alte-
dobrador de tensão com um 555 dor (que pode ser um 4N25) dispara o rados à vontade em função dos
astável que gera aproximadamente 555 pelo pino de controle (4), é gerada componentes disponíveis. E

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SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 43


PROJETOS

Multisim
Agora National Ins ruments
o conhecido programa de projeto, simulação e elaboração
de placas de circuito impresso passa a incluir novos recursos,
tornando-se uma ferramenta de uso profissional, capaz de
atender a todos que estavam acostumados com essa plataforma.
Adquirido pela National Instruments, o Multisim ou Electronics
Workbench (EWB) como também é conhecido, chega de uma
forma diferenciada ao nosso mercado. Veja neste artigo o que
oferece a nova versão 8.0.
Newton C. Braga é muito mais fácil do que de um
software totalmente diferente.
- O MultiSim é uma ferramenta
de trabalhá amplamente testada,
o conhecido MultiSim que tem no Na versão 8.0 o MultiSim conta que todos conhecem. Com novos
EWB (Electronics Workbench) uma com os mesmos recursos das versões algoritmos aperfeiçoados, muitos
de suas ferramentas mais utilizadas, anteriores e mais uma série de recursos circuitos são testados agora com
muda completamente ao passar a ser adicionais que o tornam apropriado muito mais facilidade e exatidão.
um produto da National Instruments. para o trabalho em desenvolvimento - A vasta instrumentação virtual
Com novos recursos em sua de projetos mais avançados, de uso disponível permite trabalhar com
versão 8.0, esse programa de pro- profissional. Certamente, um dos extrema facilidade nos circuitos simu-
jeto, simulação e elaboração de destaques desse programa é sua lados.
placas de circuito impresso além de possibilidade de trabalhar com qualquer - Simula circuitos de altas freqüên-
atender ao seu público tradicional, microprocessador, fazendo projetos e cias com algo ritmos poderosos, a
passa a ser uma ferramenta de uso simulações. . exemplo dos usados em telecomuni-
profissional. De fato, para os que Além disso, ele "conversa" com cações.
aprenderam a usar esse programa outras plataformas de desenvolvi- - O software conta com instrumen-
quando eram estudantes, a pos- mento e simulação comó o LabView, tos virtuais "reais" da Tektronics e
sibilidade de continuar contando da National Instruments. Finalmente, Agilent, permitindo assim que testes
com o mesmo quando se tornam é preciso ressaltar que o novo Multi- muito mais completos sejam reali-
profissionais e precisam de uma fer- Sim possui recursos avançados que zados e depois comprovados em
ramenta de trabalho mais poderosa permitem a realização de projetos na um instrumento exatamente com as
é muito interessante. área de Telecomunicações. mesmas características, se assim o
Já familiarizados com seus recur- Novas ferramentas de simulação projetista desejar.
sos básicos, fica mais fácil aprender de projetos de altas freqüências - Possui uma integração direta
mais alguns recursos do mesmo tornam possível o trabalho com os com os instrumentos do LabView, da
programa do que começar tudo de circuitos mais críticos, o que não National Instruments.
novo com outro software de interface ocorria com as versões anteriores e
nem sempre tão amistosa. também não acontece com muitos
Trata-se, portanto, da ferramenta outros programas de desenvolvimento UM POUCO MAIS DE MultiSim
ideal para desenvolvedores e também e simulação atuais.
para escolas técnicas, uma vez que Diversas são as vantagens para A possibilidade de possuir um
existe (como apoio para o estudante), o leitor que pretenda investir numa programa capaz de fazer o projeto,
uma versão free que casa comple- ferramenta de trabalho como esta: simulação e elaboração da placa de
tamente com a versão profissional - O MultiSim é fácil de usar, tendo circuito impresso pelo computador,
completa 8.0. As escolas poderão sido por esse motivo, o preferido por é algo com que todo profissional de
ministrar seus cursos na versão com- muitos como o primeiro programa de Eletrônica sonha.
pleta e cada aluno poderá elaborar projeto, simulação e desenvolvimento O MultiSim ou EWB (Electronics
suas tarefas, trabalhando em módulos de placas a ser utilizado. Partir para Workbench) foi durante muito tempo
e usando a versão free. o uso profissional com mais recursos o programa mais conhecido com

44 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


PROJETOS

que todos podiam contar. Com uma de um osciloscópio de duplo traço, o dos e que, certamente, devem ser
interface gráfica amigável, o pro- simulador contém outros instrumentos melhorados nas próximas versões:
grama dispunha de uma tela onde de grande utilidade para os projetos Uma das queixas é o fundo preto
podiam ser desenhados os circuitos, atuais. da tela do osciloscópio, que dificulta
"arrastando-se" componentes de Um deles faz a análise do com- sua impressão caso o projetista
uma vasta biblioteca, que podia ser portamento de um circuito no domí- deseje agregá-Ia a uma documenta-
ampliada a qualquer momento. nio das freqüências, ferramenta de ção impressa.
Depois, era possível conectar ao enorme importância no projeto de fil- Observamos ainda em alguns
circuito desenhado, diversos instru- tros. Podem-se aplicar sinais com um comentários que o manual de uso
mentos virtuais como voltímetros, espectro estabelecido previamente e apresenta diversos pontos de difícil
amperímetros, osciloscópios, gera- verificar como o circuito responde a entendimento. No momento em que
dores de função de modo a se fazer a esses sinais, com grande precisão. preparamos esta edição, não tínha-
simulação de seu funcionamento. Outro recurso importante na ins- mos ainda o manual em português
Finalmente, uma vez que se veri- trumentação virtual é o da modela- que, esperamos, não apresente as
ficasse que na simulação o circuito ção do circuito no domínio do tempo. mesmas dificuldades.
funcionava, era possível transferir Essa simulação permite levantar um
as informações do diagrama para gráfico do comportamento do circuito
um programa do mesmo conjunto a partir do instante em que ele é NOCD
capaz de elaborar a placa de circuito ligado até um determinado instante
impresso (UltiBoard). programado. No CD que acompanhou a edição
O importante nesses passos para Especial nQ 11 da Saber Eletrônica,
se partir do componente isolado e o leitor encontra uma mídia com o
chegar a uma placa com um circuito PEQUENAS DESVANTAGENS pacote de software "DesignSuite
simulado, é a perfeita integração Freeware Edition 8.1", conjunto de
entre todos, não exigindo do projetista Apesar de todas as vantagens que ferramentas gratuitas em que todos os
mais do que manusear o mouse levam o MultiSim a ser uma das mais recursos desse programa podem ser
do computador e eventualmente o poderosas ferramentas de projeto melhor vistos no seu computador.
teclado. com que os leitores podem contar Informamos aos leitores que no
Na parte de instrumentação virtual atualmente, existem alguns pontos site da National Instruments podem
é interessante ressaltar que, além obscuros que precisam ser ressalta- ser obtidas mais informações sobre
o MultiSim: http://nLcom/brasil ou
para mais informações, envie um
e-mail paraewb.br@nLcom. E

InstaLação do MuLtiSim

Captura de Co-simulação
Requisitos mínimos:
esquemas SPICE VHOL VERILOG

- Windows NT/2000/XP
- Pentium 3
Instrumentos - 128MB de RAM
virtuais - 150MB de espaço no HD
Editor de Projeto Projeto iniciação - unidade de CD-ROM
iniciação VHDL VERILOG
componentes - resolução do monitor: 800 x 600
c:. ~ Análises

Editor de
Requisitos recomendáveis:
símbolos

Pós-
processadores - Windows XP Profissonal
Síntese
- Pentium 4
FGPA/CPLD
Modelação
- 256MB de RAM
Traçador
- 500MB de espaço de HD
de gráficos
- unidade de CD-ROM
- resolução do monitor: 1024 x 768
Versão Profissional do MultiSim.

SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005 45


PROJETOS

Inovação de Controle Remoto


para Portões Eletrônicos
i tema de A i nament e oto
ult freqü ....
ncia e ul i'- ec ologia
Guilherme Tavares da Silva *
Giovana Ribas Basset

o mercado de portões eletrônicos de radiofreqüência, existentes no Sistemas de Codificação mais


é amplo e estimulado pela necessi- mercado. O sistema permite que utilizados no Mercado Atual:
dade de segurança. Residências e com um único aparelho seja possível • Fixed Code:
locais de trabalho têm cada vez mais acionar dispositivos com diferentes O sistema Fixed Codefoi criado com
se protegido de visitas indesejadas. freqüências, códigos e modos de o objetivo de aumentar a segurança
Isto faz com que somente pessoas codificação. É programável e possui das transmissões através da transmis-
autorizadas tenham permissão de grande capacidade de armazena- são de dados por um sinal digital.
acesso. mento e código maleável pré-deter- É utilizada uma tecnologia onde
O público consumidor se mostra minado pelo usuário para cada portão. a codificação é fixa com 9 bits pro-
sempre mais exigente e o mercado Abrange os sistemas de codificação gramados inicialmente de acordo com
de consumo mais adequado às suas Rolling Code, Learning Code e Fixed o receptor. O código enviado é deter-
exigências. É claramente visível uma Code. Veja figura 1. minado por meio de modificações
constante evolução da tecnologia, físicas no controle, arames cortados
extensas opções e alta qualidade ou não, realizadas por um técnico em
dos produtos e serviços atualmente. uma loja ou serviço especializado.
Por isso, requer-se uma constante Pode apresentar 19.683 combinações
inovação com o intuito de satisfazer (Figura 2).
necessidades adquiridas, tornando-se • Learning Code:
mais competitivo no mercado. O sistema Learning Code aparece
No caso de um indivíduo possuir nos sistemas de códigos mais atuais,
mais de um acesso por portão ele- e foi criado com o objetivo de aumen-
trônico, ele deverá ter mais de um tar a segurança na transmissão de
controle remoto e a maioria das código para o portão. Tem um total de
medidas de segurança adotadas 16.777.216 combinações.
pelos sistemas mais utilizados hoje A codificação é fixa de fábrica
em dia, é suscetível de violação. Figura 1 - Protótipo Cryptex dentro do controle, o qual ensina o
Essa estagnação na criação de
novas opções que correspondam Encoder
às expectativas dos consumidores Oscillator
deixou uma lacuna de atuação quanto (PIN 12) ,,
a avanços mais adequados às exi-
gências do mercado atual. Encoded ~ U ~
"ONE" ,,
I

CRYPTEX
Dout
(PIN 15)
Encoded
"zero"
Jl n I
I
I
I

Encoded -.J LSl


I
I
,
I

O produto desenvolvido é um "OPEN" ,,


I

Sistema de Acionamento Remoto ,,


Multifreqüência e Multi-tecnologia.
.',
I

Unifica diversas técnicas de aciona- I•• Data period

mento por controle remoto através Figura 2 - Fixed Code

46 SABER ELETRÔNICA NQ393/0UTUBRO/2005


PROJETOS

FOSC •

..• 1 ~1 clock
DOUT

-. +-1/3bit

Pilot period +- (AO-A 19, 60 clocks) -. .JE3-DO,12 clock


4 +-- Anti-code period
+- (23 clocks) -. address code period data code penod (4 b its)

Figura 3 - Learnig Code

receptor a decodificar a transmissão. HARDWARE I - Teclado


O receptor aprende a codificação do Este dispositivo é responsável
controle e toda vez que esse código O controle é dotado de um pela captura das entradas dadas
for transmitido novamente, ele será teclado, responsável pelo interface- pelo usuário, no caso as senhas
comparado com o armazenado na amento do usuário com o controle; de digitadas, com a parte lógica do
memória do receptor (Figura 3). um microcontrolador, responsável controle. Trata-se de um teclado
• Rolling Code: pelo tratamento das entradas (senhas numérico de O a 9, contendo mais
O controle e o receptor são res- digitadas) e seu devido uso e fim; 4 dóis dígitos (# e *). Figura 5 e 6.
ponsáveis pela codificação. O código circuitos osciladores, que emitem
do controle é criptografado e transmi- as freqüências almejadas; e circuitos 11 - Microcontrolador
tido, obtendo-se mais de 7,3*1019 keeloq. Dividiremos a explicação entre Responde a toda a parte lógica da
combinações. A segurança é maior essas 3 partes em negrito acima, e proqrarnação do controle. Sua estru-
que as anteriores. Um exemplo de seu uma adicional contendo a maneira de tura interna é de um interpretador
uso é em alarmes de carros (Figura 4). programar-se o controle. de comandos, uma memória não

CODE WORD FORMAT

I TE TE, TE

Jil:j
, ',
I
I 'LOGIC 'O'
,

--f"l-W
, ',
: Bit :LOGIC'1'
:•• Period .:
50% Duty Cycle
Preamble Encrypted Portion Fixed Portion 01 Guard
Header 01 Transmission Transmission Time

I~~ TH :~OP .'.. TFIX .: TG :


~--"""-' ~~
CODE WORD ORGANIZATION

34 bits 01 Fixed Portion 32 bits 01 Encrypted Portion


1>'

Repeat IVLOW I ~~~;~~ I Serial Number


(28 bits)
Button
Status
I
OVR I DISC
.
I Sync Counter
.
I
MSb I (1 bit) (1 blt) 1s21s11so1 S3 1 S21 S11so 1S3 1 (2 bits) (10 bits) (16 bits] LSb

66 Data bits Transmitted LSb lirst.--

Serial Number SEED


(28 bits) (32 bits)
MSb~----~--~--~~~~--------------~--------------------------------~LSb

Note: SEED replaces Encrypted Portion when ali button inputs are activated at the same time.

Figura 4 - Rolling Code

SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005 47


PROJETOS

do circuito de um oscilador UHF com


os valores dos componentes para a
freqüência de 433 MHz. O ajuste das
......................
,. .•,. ",,"r .•,. ..•,. .•,. ..•

duas freqüências é feito através do


trimmer(nome popular para capacito r
variável) TR1.

Bateria +

01
MPSH10
Figura 5 - Layout da placa do teclado R1
220
volátil, um codificador e um demul- aos conjuntos de circuitos oscilado- Bateria -
tiplexador. Como não é o objetivo do res. Figura 7 - Esquemático do oscilador
seguinte documento, não apresenta- UHF de 292 MHz ou 315 MHz

remos maiores detalhes quanto a III - Circuitos Osciladores


estes componentes, fixando - nos Estes circuitos serão selecionados Bateria +
apenas no seu uso dentro do pro- de acordo com as saídas do demulti- '-A.....A..A..r-----'-'-'=
duto. plexador, emitindo dessa maneira a
O interpretador de comandos freqüência e o código estabelecido
recebe como entrada a senha digi- quando da confirmação da senha. Os
tada, esta é comparada com dados circuitos osciladores são formados
armazenados previamente na memó- por associações de capacitores e
ria, buscando assim a freqüência e resistores com o intuito de enviar a 01
o código associados à dada senha. freqüência necessária. MPSH10
Manda um código para o codificador, Na Figura 7 os valores dos com- R1
que monta uma seqüência binária ponentes são tanto para a freqüência 220

enviada ao demultiplexador, o qual irá de 292 MHz quanto para 315 MHz. Na Bateria -
então enviar o tratamento adequado Figura 8 temos uma representação Figura 8 - Esquemático do oscilador
UHF de 433 MHz

U$1 1 U$22 U$33


W IV - O processo de transmissão do

it
133 ~13

2 42U J~ crq_J ~ 4~ 4
código
A transmissão do código é efetu-
ada em todas as freqüências disponí-
U$4 4 U$5 5 U$6 6 veis no controle em intervalos curtos.
1""'3 ~ '3 , '3 Assim, o código emitido na gama de
2 42 4 J C2~ _ 2 42 4 freqüências do controle. Essa solução
torna o dispositivo mais simples
U$7 7 U$8 8 U$9 9 quando da gravação do código, uma
1 vez que este não precisará estar
1f3Hl3 ~I 3 13 ~ 13
associado a uma freqüência. A emis-
2 42 4 I ~ 42 4
são em intervalos curtos não interfere
~----~- ~ --~~ na precisão do controle.
U$10 O U$12#

J~'3 ~13113 -----PAD6


2 42 4 2 42 4 PAD5 ESQUEMÁTICO COMPLETO DO
~---~ -r-------------PAD4 CONTROLE REMOTO CRYPTEX
--- +----------- PAD3
PAD2 Veja, nas Figuras 9 e 10, o
PAD1
esquema completo do circuito e o
Figura 6 - Esquemático da placa do teclado layout da PCI respectivamente. ~

48 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


c ico (com C EA)
Ensino Técnico modulado com 3 qualificações profissionais:
O/nstalador e Reparador de Circuitos Eletrônicos e
Microcomputadores
Trabalho com material de alta 8Assistente em Eletrônica e Comunicaçãode Dados
tensão, que incorpora muito 8Projetista em Eletrônica
de eletrônica. Acho importante
estar sempre se aprimorando e
investindo na própria formação, éc ico e
por isso formei-me Técnico Ensino Técnico modulado com 3 qualificações profissionais:
em Eletrônica enquanto OEspecialista em Suporte Operacional
trabalhava na instalação de em Microinformótica
uma subestação de transmissão 8Programador Júnior
ligando Campo Largo, no 8Programador Sênior
Paraná, a Ibiúna, em São
Paulo. Pude fazer as provas
nas idas e vindas que fazia a Outros Cursos Técnicos e Supletivo
São Paulo para reuniões em /Contabilidade /Ensino Fundamental
empresas como a Asea Brown /Secretariado(com DRT) 0
(1 Grau)
Boveri (ABB) e a Siemens. /Transações Imobiliárias /Ensino Médio
Como viajo muito, não teria Corretor de Imóveis (com CRECI) (20 Grau)
conseguido me formar neste
curso se não fosse por meio de
uma escola a distância. Gostei
demais do material didático de
Cursos - • ~~:~~:r
~ov,~!ft~~~S
Você:
~:nitor.
ótimo nível, e do atendimento.
Profissionolizontes • Faz a matrícula pelo correio, Internet ,ou
telefone, em qualquer época do ano,
Vocês estão de parabéns. Livres : • Estuda em lugar de sua escolha, no
Recomendo a todos em Fumas o Eletrônica horário que quiser;
que também façam o curso. O Eletricista Enrolador • • Conta com o auxílio permanente de
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ltapeva - São Paulo, SP".~11f • Investe em seu futuro com economia e
O Microcontrolador - PIC
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atendimento@institutomonitor.com.br
www.institutomonitor.com.br
PROJETOS

FUNCIONALIDADES posicionando a chave Liga-Desliga na CADASTRAR CÓDIGO


posição "Ligado". As funcionalidades
o controle remoto possui certas disponíveis são: Esta função é o ponto de partida
funcionalidades que servem para • Cadastrar código para o usuário começar a usar o
administrar os dados referentes aos • Apagar código controle remoto. É nela que um dado
sistemas de controle remoto que ele • Transmitir código código de abertura de portões é
deve acionar. Em primeiro lugar, para • Retransmitir código. associado a uma senha que, poste-
acessá-las, deve-se ligar o controle riormente, quando digitada permitirá

8ATT+ IN Cls 10UT +5 V 1 2 3


780S T--
11-"--'''-'-
...•.... ...•....
T--..----+ S13 SA S8
8ATT+ C:::::J
C •••. íII 111 íII
_.L _..L 3 _..L
~~
++++++
(")C")C\IC\1r-r-

000000
~ ~ ~ ~
8ATT-
8ATT-
GND ~ 8
1100~F
C6
100nF ~
1
L
3
f7
L
1
fT'1:
1 3

G~ S14
456
S15 S16
liI I
liI I
íII I
1 _.:... 3 1 _.:... 3 1 _.:... 3

r--....c5,VSS
.l.GND
PWM

S4 S3
ED

S2
VDDI-8--
S1 CI3
..• ~ lS f7lS f TlS
7 8 9
2 1 HCS301P
.----__ --'41 31 S17
íII
S18
111
S19
liI
I
1 ~_ 3 1 J._ 3 1 J._ 3

1 kQ rJ 421L ~2L r'~2L

l MCLR#VPP
28
*
SO
I!I
J._
O
S20
íII
J._
#
S21
ITI
J._
SG1
- +
F/QM8
-
"--f
RAO/ANO
RA1/AN1
28PGD/R87 =-

PGC/:~~F}--,,--~_---,r~2L
1 3

f7-2L
1 3 1

r ~2L
3

L...-_-:4~RA2/AN2 R84 ",2"",5


__ -,
~Ill:--- L...----=~=-JRA3/AN3NREF R83~2~4--------r-----+-------~
'-----7.:..1 RA4/TOCKI R82F2~3-------~-------,
22'
~~1~
33 p':'_33 pFL...-
L...-----;RA5/AN4/SS#

~9 OSC1/CLKIN
RB 1INT/RBo
RB1
~ R7
330 Q
,--_~_~ 1-'10
OSC2/CLKOUT RC718
GND ~1~7~---~
11 RC6 ~
.----------12-iRC0/T10S0/T1CKI SDO/RC5 16 R8 Ailr\ LED
13 RC1/T10SI SDNSDI/RC4 15 330 Q AiF\ LED I~P; 1
.-----:-1-'1 RC2/CCP1
4
t/J.;; 2 ti,(
..--- RC3/SCKlSCLVSS CIt ~

~
ü ü
U)
O O
U)
C\J
Ü
U)
O O
C\J
Ü
U)
PIC

--
GND

,.
~r~~r~~r~ '----++--t-,CLK - ~
VCC

:L:L:L
GND GND GND
~--f-CS

-
--ORG-
-DI
-

C~L___-=====~G~N~D
O

W
iõ'
a: ~
fu ~
f- DO-f--------'

93LC46P J..
Figura 9 -Esquemático Completo do Produto

50 SA8ER ELETRÔNICA
Nº 393/0UTUBRO/2005
PROJETOS

~ltDÓ o (c) Rolling Code - O código desta


WN
...J tecnologia também se baseia em
g ~ um número serial que é transmitido
para o receptor "aprendê-Io". Porém,
( Q
LL / -ann- ;RB7 agora, o circuito 3 pode transmitir
- N
a: : até 15 funções diferentes (quando
:
: suportadas pelo receptor) e a única
o
0 ~~
:
;RB1
informação que deve ser fornecida
pelo usuário é o número da função
que deseja transmitir. Para isto,

8'0o
N
-
o deve-se digitar no teclado numérico
C')
a: um número de 1 a 15 (ou 01 a 15).
o -mm- Se mais de nove dígitos forem
o o -rmn-
CX)
(/) pressionados, o aparelho interpre-
<DOe;
OC)I+I

-':!:lU:;
.. ..
R
..
.. ..
.. ..
..
.. .... ri:J8~ tará o ocorrido como um erro. O
led VERDE acenderá junto com o
<c.
.. .... ....
..

-.
O VERMELHO por aproximadamente
co ••
1 segundo, enquanto que um "beep"
é emitido.
~ Se o aparelho ficar em inativi-
Figura 10 - Layout da placa principal dade (nenhum botão pressionado no
intervalo de 5 segundos) a função de
a transmissão deste código para o sulte o seu manual ou um técnico cadastro será automaticamente can-
sistema receptor. da área. celada, indicada por um "beep" curto
As seguintes etapas devem ser (a) Fixed Code - O código de nove e apagamento do led VERMELHO.
percorridas para completar um cadas- dígitos deve ser digitado da seguinte
tro de um novo código: maneira: começando com o primeiro Confirmar/testar código:
dígito (geralmente indicado pelo Após ter digitado o código correto
Colocar o controle no modo numero 1) até o nono (9 ou em alguns conforme o item anterior, deve-se
"Cadastro": controles "DC"), deve-se digitar no apertar o botão "Confirma". Estando
Para isto, basta pressionar o teclado numérico: tudo certo, o aparelho emitirá um
botão Cancela e em seguida o botão • "O" se o dígito estiver ligado no aviso sonoro e piscará o led VERDE,
número 7 do Teclado numérico sem terra do circuito (geralmente indicado enquanto que o led VERMELHO
soltar o botão Cancela, e segurar por um arame não cortado, uma trilha permanecerá aceso. Após ter pres-
os dois botões juntos por aproxima- do circuito inteira ou uma chave na sionado o botão "Confirma" uma
damente três segundos, até que o led posição O) vez, o usuário pode pressioná-Io
VERDE apague e o controle emita • "1" se o dígito estiver ligado na outras vezes. Assim, o código recém
um "beep" 2. Deve-se neste ponto alimentação positiva do circuito (é informado é transmitido (apesar de
soltar os dois botões para que o led pouco usado e pode ser identificado ainda não ser memorizado) para que
VERMELHO se acenda, indicando por uma chave na posição 1) possa ser testado ou "Aprendido"
que o comando foi aceito. • "2" se o dígito estiver desligado quando for necessário.
Se após o led VERDE apagar (e do circuito (arame cortado, trilha Se nenhum dígito foi pressionado
o "beep" emitido), o led VERMELHO interrompida ou raspada, ou ainda na etapa anterior, indica que o código
piscar duas vezes (juntamente com uma chave em uma posição diferente a ser cadastrado pertence à tecnolo-
três "beep" consecutivos), isso sig- de O e 1) gia Learning Code. Se um ou dois
nifica que a capacidade de armaze- (b) Learning Code - O código dígitos foram pressionados, o código
namento do controle foi esgotada e o deste sistema se baseia em um é Rolling Code. Se exatamente nove
comando foi cancelado. Para cadas- número de série no controle, que dígitos forem pressionados, o código
trar um novo código, primeiramente é posteriormente transmitido para é Fixed Code. Se ao pressionar "Con-
deve-se apagar um código existente. o receptor em um modo especial, firma", mais de 2 e menos de 9 dígitos
chamado "Aprender" 3. Neste caso, foram pressionados, significa que falta
Digitar o código do receptor nenhuma informação precisa ser informação para o aparelho cadastrar
remoto: fornecida pelo usuário: ao passar um código, o que gera um erro e
Nesta etapa, existem três possibi- para a próxima etapa sem ter digitado cancela a função. O led VERDE pisca
lidades, uma para cada tecnologia de nenhum código, o controle saberá junto com um "beep" e em seguida o
controle remoto que este aparelho que o sistema escolhido foi o Learning led VERMELHO apaga.
suporta. Caso não saiba em qual Code e irá escolher um número de Se foi identificado um cadastro
delas seu receptor se encaixa, con- série aleatório. Rolling Code cuja função não seja de

SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005 51


PROJETOS

1 a 15, ou um cadastro Fixed Code Se a senha não for idêntica à curto é emitido. Em seguida o led
onde algum botão diferente do "O", "1" digitada anteriormente, o led VERDE VERMELHO se apagará indicando'
ou "2" foi pressionado, então ocorre piscará três vezes enquanto que o led que a função "Apagar" foi concluída.
um erro, identificado pela piscada VERMELHO se apaga e um "beep"
do led VERDE juntamente com um é emitido durante aproximadamente
"beep" e em seguida o led VER- 1 segundo. Após este tempo, o led TRANSMITIR CÓDIGO
MELHO se apaga, indicando que a VERMELHO voltará a acender indi-
função foi cancelada. cando que o usuário deve repetir a É a função principal do controle.
confirmação da senha. Para ativá-Ia, o usuário deve primeiro
Digitar a senha numérica: digitar a senha associada ao código,
Agora o usuário deve digitar a já cadastrado, que deseja transmitir.
senha, de 1 a 8 dígitos, que será APAGAR CÓDIGO Após digitar todos os números da
associada ao cadastro. senha, ao pressionar o botão "Con-
Se mais de oito dígitos forem Serve para remover da memória firma", a senha será verificada, e se
pressionados, o aparelho interpre- um cadastro que não será mais aceita, o código correspondente será
tará o ocorrido como um erro. O usado. Um cadastro pode ser remo- transmitido simultaneamente nas
led VERDE acenderá junto com o vido informando-se a senha asso- três freqüências nas quais o controle
VERMELHO por aproximadamente ciada a ele ou no caso de um cadastro foi ajustado (exemplo: 292 MHz,
1 segundo, enquanto que um "beep" do tipo Fixed Code há a opção de 315 MHz e 433 MHz), tornando-o
é emitido. remover o cadastro correspondente praticamente independente do valor
Após digitar a senha desejada, a um código dado. de freqüência do receptor.
o usuário deve pressionar o botão Para que um cadastro seja remo- No momento em que a senha é
"Confirmar". Se a senha digitada vido da memória, os seguintes passos aceita, e> led VERDE se acende e
for aceita, o aparelho emitirá um devem ser seguidos: um "beep" é emitido. Após isto, a
aviso sonoro e piscará o led VERDE, 1. Colocar o controle no modo transmissão se inicia e é repetida
enquanto que o led VERMELHO "Apagar": Para isto, deve-se pressio- continuamente enquanto o botão
permanecerá aceso. nar o botão "Cancela" e em seguida, "Confirma" estiver pressionado. No
Se a senha usada já existir em ainda segurando este botão, pres- momento em que o botão for solto,
outro cadastro memorizado, o led sionar o número "O". Após manter o led se apagará, indicando que a
VERDE piscará três vezes enquanto os dois botões pressionados por transmissão foi encerrada.
que o led VERMELHO se apaga e aproximadamente três segundos, o Se o led VERMELHO piscar jun-
um "beep" é emitido durante aproxi- led VERDE apagará e o controle emi- tamente com a emissão de um "beep"
madamente 1 segundo. Após este tirá um "beep". Neste ponto deve-se' de aproximadamente 1 segundo,
tempo, o led VERMELHO voltará a soltar os dois botões para que o led é sinal de que a senha digitada é
acender indicando que o usuário deve VERMELHO se acenda, indicando inválida.
tentar outra senha. que o comando foi aceito.
2. Digitar a senha/código do cadas-
Confirmar a senha: tro: Neste momento o usuário deve RETRANSMITIR CÓDIGO
Após ter digitado uma senha digitar a senha associada ao cadastro
válida, o usuário deve digitar nova- que ele deseja excluir. Após digitar Para o caso em que uma mesma
mente a senha para verificar se houve a senha, deve-se pressionar o botão transmissão precise ser feita duas
algum erro. "Confirma" para concluir a operação. ou mais vezes dentro de um curto
Se mais de oito dígitos forem Se o usuário deseja apagar um espaço de tempo, foi incluída esta
pressionados, o aparelho interpreta o cadastro do tipo Fixed Code ele pode função para poupar o usuário do
ocorrido como um erro. O led VERDE opcionalmente digitar o código do incomodo de ter que digitar a senha
acenderá junto com o VERMELHO controle conforme visto na Seção novamente.
por aproximadamente 1 segundo, 2.1 seguido do botão "Confirma". Se Para ativá-Ia, uma transmissão
enquanto que um "beep" é emitido. a senha ou o código digitados for (seção anterior) deve ter sido encer-
Após digitar a senha novamente, inválido ou não existir, o led VERDE rada com sucesso até no máximo 5
o usuário deve pressionar o botão piscará enquanto um "beep" é emitido minutos antes (aproximadamente).
"Confirmar". Se a senha digitada for por aproximadamente 1 segundo, Então, basta pressionar o botão
igual à anterior, o aparelho emitirá e em seguida o led VERMELHO "Confirma", que o controle age como
um aviso sonoro e piscará o led apagará, indicando que a função se o usuário digitasse a senha ante-
VERDE, e em seguida apagará o "Apagar" terminou sem sucesso. rior novamente e o comportamento
led VERMELHO, indicando fim da Caso a senha ou o código for se dá exatamente como na função
função "Cadastro" com sucesso! O encontrado na memória, o cadastro "Transmitir".
código e a senha associada serão correspondente será excluído e o led Caso após uma transmissão (ou
memorizados! VERDE piscará enquanto um "beep" retransmissão), o usuário desejar

52 SABER ELETRÔNICA Nº 393/0UTUBRO/2005


PROJETOS

desabilitar sucessivas retransmis- E o procedimento de acionamento de acesso que ele fixa para cada
sões (por medida de segurança, por para a abertura dos portões é um fator portão. Esta medida de segurança
exemplo), bastará pressionar o botão que agrega ainda mais segurança, dificultará a abertura dos portões se o
"Cancela", e o controle piscará o led por ser efetuado através de códigos controle cair nas mãos de terceiros;
VERDE e em seguida o VERMELHO, programáveis e reprogramáveis para • A praticidade em abrir o portão
além de emitir um "beep" indicando cada portão. que, se o usuário desejar, pode ser
que as retransmissões foram proibi- O produto largamente utilizado feita apenas pressionando um único
das até que se digite uma nova senha oferece substituição dos modelos número durante três segundos para
válida. antigos devido à exigibilidade do que o portão se abra;
cliente, que procura novas opções de • A relação custo-benefício é
tecnologia para seu conforto. grande, pois todo novo portão para
MERCADO CONCORRENTE DE abrir será somente mais uma entrada
CONTROLE REMOTO E O de dados para efetuar, unificando
CRYPTEX VANTAGENS diversos controles em um só pela
exclusão da necessidade do uso de
Existem no mercado diversos tipos • O Controle criado tem a capa- mais de um controle de acesso. E
de controle. Alguns abrem mais de cidade de abrir até 15 portões, con-
um tipo de portão, porém limitam-se forme a capacidade da EEPROM
quanto à freqüência, código e sistema (memória eletrônica) utilizada;
de codificação. O controle Cryptex • Emite sinais nas freqüências * Guilherme Tavares da Silva é
não possui estes tipos de limitações. pré-determinadas utilizadas pelo Gerente Comercial da GTA Tecnologia
Engloba as freqüências atuais de usuário; em Segurança.
mercado, com capacidade de acionar • É seguro, pois apenas o usuário Giovana Bassetti é Gerente Adminis-
trativa da GTA Tecnologia em Segu-
até 15 portões. Utiliza sistemas de saberá qual o código de cada portão.
rança.
codificação diferenciados para que O nível de segurança é determinado
seja possível optar pelo mais seguro. pelo usuário, pois depende do código

Desempenho + Precisão + Suporte -


- PXI
A Nationallnstruments otimiza a arquitetura PXI para teste, controle e projeto.
A plataforma PXI é construída para alto desempenho e utiliza tecnologia padrão baseada em PC, partindo
do barramento PCI com taxa de 132 MB/s e utilizando a arquitetura de baixa latência PXI Star Trigger.
Nossos módulos PXI garantem precisão incluindo multímetros de até 7'12 dígitos, geradores de funções
com resolução de GHZ, digitalizadores de 24 bits e um digitalizador de 100 MHz com até 75 dB de banda
dinâmica spurious-free. O barramento PXI possui relógio de sistema operando a 10 MHz e linhas
Star Trigger para cada slot, reduzindo distorções nas medições.
Você pode contar com o snporte local da NI e com o portalni.com para responder todas as suas
dúvidas. Com seus requisitos técnicos atendidos e suas dúvidas de suporte respondidas, NI PXI
garante o sucesso para suas medições.

A plataforma PXI oferece:


Controladora PXI processadores até 2.5 GHz Pentium 4
Chassis PXI 4.8,18 slots e condicionamento integrado de sinais
Multimetros 7 M dig~os, 1000 V
Analizadores de Áudio 24 bits, 204.8 kS/s
Digitalizadores até 14 bits. 200 MS/s
Geradores de Sinais até 16 bits. 200 MS/s
EIS Digitais de Alta Velocidade até 100 MHz
Analisador de Sinais RF 2.7 GHz, 20 MHz RT8
Switching Multiplexadores, matrizes, RF switches. ralés
Aquisição de Dados Multifunção 12 ou16 bits até 20 MS/s
Interiace de Barramentos Serial, eNe!, CAN, SCSI, PCMCIA

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Tel: 5511 3262·3599' Fax: 5511 3266·5088
~NATIONAL
ni.brasil@nLcom· ni.com/brasil "INSTRUMENTSN
2005 Nanonaunstrurrants Corporation. Todos os direitos reservados. Os nomes de produtos e companhias utilizadas
nesta documento são rrarcas reqistradas de suas respectivas ccnnanh! 35.2005·5952-501·181-1
Informativo ABEE-SP N°09 - OutubrO/05 www.abee-sp.com Fique sócio da ABEE-SP
Você, profissional ou estudante da área
elétrica, associe-se à ABEE-SP.Você vai ficar
por dentro de todas as informações atuais
Mensagem do da sua área. Preencha a ficha de inscrição
disponível no site www.abee-sp.com e envie
pelo endereço eletrônico abeesp@abee-
Presidente sp.com

Eleições
no Sistema
Vivemos uma viagem no tempo,
Homologamos na última reunião
do Conselho Diretor o ingresso de
CONFEAlCREA
renovamos os ideais de nossos funda- 18 novos associados, estamos no No dia 9 de novembro de 2005, os
dores em comemoração aos 49 anos caminho certo, somos mais de 67 mil profissionais registrados no Sistema
da ABEE-SP. Homenageamos desta- profissionais da Engenharia Elétrica CONFEA/CREA irão às urnas para
cados colegas em reconhecimento registrados e ativos no CREA-SP. escolha dos novos presidentes. Todos
aos seus trabalhos e atividades, prin- Esperamos por você, a ABEE-SP os profissionais registrados no Con-
cipalmente pelo que estão fazendo é a única entidade associativa de selho (e com anuidades em dia até 10
em valorização da Engenharia Elétrica atuação focada exclusivamente na de outubro) estão aptos para votar.
e de nossa categoria profissional. engenharia elétrica em todas as O En . Luiz Carlos Alcântara é pré-
Promovemos o I Encontro ABEE-SP modalidades: eletrotécnica, eletrô-. candidato para o CREA-SP e José
primoroso e com excelente nível nica, telecomunicações, informática, Eduardo de Paula Alonso é pré-
técnico, certamente um novo marco computação, automação, mecatrônica candidato para o CONFEA.
em nossa rica estória associativa e e outras de referências cruzadas,
fechamos com chave de ouro com este é um convite, a valorização pro-
muita emoção de todos os presentes; fissional começa por aqui, "A ABEE É
este Boletim é especial em contar A ENERGIA DA ENGENHARIA".
um pouco de tudo o que aconteceu,
para mais detalhes acesse o site João Oliva
www.abee-sp.com. Engº Eletricista - Presidente

Responsável em Emissoras de Radiodifusão


É com grata satisfação e coroando própria agência o dever de fiscalizar com o Sistema CONFEA/CREAs
um trabalho que vem sendo realizado a existência de responsável técnico deverão agora entender-se para a
desde 1997, comunicamos que final- nas emissoras de radiodifusão. eficácia total dos serviços de fiscali-
mente a Portaria de nQ 160/87 do Nossos sinceros agradecimentos zação em radiofusão (reservadas as
Ministério das Comunicações será a todos que nos ajudaram. Impor- devidas competências).
completamente cumprida. Através do tante lembrar que essa responsabi- Marcelo Peral Rengel
Ofício de nQ 104/2005/RFFCF/RFFC, lidade cabe também ao Sistema Eng. Eletricista
'a ANATEL reconhece que cabe à CONFEA/CREAs. A ANATEL junto A EAARP/ABEE-SP/AET
Encontro ABEE-SP discute
estrutura do CREA e faz ABEE-SP

homenagens a profissionais DIRETORIA


Gestão 2004/2007

Presidente: Eng. João Batista Serroni de Oliva


Vice-presidente: Eng. Victor Vasconcelos
Em um clima de muito saudo- 12 Secretário: Eng. Sílvio Antunes
sismo, a ABEE-SP realizou o seu 2º Secretário: Eng. Alexandre Ferraz Naumoff
primeiro encontro técnico com a 1º Tesoureiro: Eng. Odécio B. de Louredo Filho
participação de engenheiros elétricos 2º Tesoureiro: Eng. José Antonio Bueno
Diretor Sodal: Eng. Duílio Moreira Leite
das mais variadas ocupações profis-
Diretor s/ pasta: Eng. Aramis Araúz Guerra
sionais. "Queremos cada vez mais
ser reconhecidos como uma entidade CONSELHO CONSULTIVO
que se propõe a trabalhar para a Eng. Antônio Soares Pereto, Eng. Kleber
sociedade", comentou o presidente Rezende Castilho, Eng. João Bellizia Filho,
Eng. Arnaldo A. S. Tassinari, Eng. Arnaldo
da entidade, João Oliva. Pereira da Silva e Eng. Paulo E. Q. M. Barreto
Ele relembrou a trajetória da
ABEE-SP nesses 49 anos de CONSELHO FISCAL
existência. "A ABEE-SP teve um Eng. Fernando Batista Blessa; Eng. Luiz Carlos
Alcântara (licenciado) e Eng. Walfredo Schmidt
papel fundamental na eletrificação
do Estado de São CONSELHEIROS SUPLENTES
Paulo", comentou Engenheiros José Luiz Pegorim, Gregório Bittar
Oliva que lembrou Ivanoff, Marcelo Peral Rangel, Márcio Antonio
ser o 16º presiden- Figueiredo, João Chaebo Gadum Neto, Arnaldo
Osse, Adriano Fidalgo dos Reis, Geraldo
te da entidade. Francisco Burani e Alexandre César Rodrigues
No encontro fo- do CREA-SP, distribuídas no interior da Silva
ram homenagea- e na capital. Identificou as funções
dos os engenheiros abrangidas pela Lei 5.194/66, mos- Publicação da Associação Brasileira de
Engenheiros Eletricistas - Seção São Paulo
elétricos: Profes- trando que estas atividades estão
Rua Boa Vista, 170 - Centro
sor Hélio Guerra relacionadas a todas as modalidades CEP 01014-000 - São Paulo - SP
como destaque em da engenharia e não apenas para Telefone: (11) 5539-8048
Ensino e Pesquisa; civil. www.abee-sp.com
Kleber Rezende Ele comentou a Resolução 218/73 abeesp@abee-sp.com
Castilho como des- do CONFEA, chamando a atenção
taque nos Serviços para o fato de que uma nova Resolu-
Prestados ao Apri- ção deverá substituí-Ia. Destacou CoLabore com a ABEE-SP via ART
OS profissionais de qualquer área tecnológica,
moramento Profis- os principais itens da Lei 5194/66, no associados à ABEE-SP ou não, que utilizam
sional; e Nízio José que diz respeito a registro de empre- a "Anotação de Responsabilidade Técnica -
Cabral como desta- sas, e dos profissionais para fins de ART" devem preencher o código 056 ou 56
que em Segurança fiscalização do exercício profissional. do formulário. Com essa ação, o responsável
do Trabalho e Pre- O debatedor Eng. Luis Antonio tem o direito de destinar 10% do valor
à entidade de classe de sua preferência.
venção de Aciden- Salata discorreu sobre o Plano de
Quando estes campos não são preenchidos,
tes. Fiscalização da Câmara de Engenha- a contribuição deixa de ser feita. ART em
O painel do pri- ria Elétrica do CREA-SP para 2006. papel: preencha 056 no campo 21. ART
meiro dia do encon- Também apresentou o Manual de eletrônica via internet (www.creasp.org.br):
tro apresentou e discutiu A Nova Fiscalização atualmente usado na preencha 56 no campo 30
estrutura do CREA-SP; O Sistema Câmara, destacando a sua utilização
CONFEA/CREAs e MUTUA, sua também em outros estados. Destacou
Legislação e a fiscalização do exercício ainda a necessidade de disponibilizar
profissional. O palestrante Eng. Ademir mais recursos financeiros para as
Alves do Amaral expôs os novos com- atividades da Câmara de Engenharia
ponentes da estrutura organizacional Elétrica.
INSTRUMENTAÇÃO

TERMOBAROHIGRÓGRAFO
[UJ~[ID ©@[Jffi]
MICROCONTROlADOR PIC1675
----------------------------'----Rômulo Castro/José
Barros
Cefet
-MG

Grande parte dos laboratórios, empregando o protocolo USB e, diversos periféricos como câmeras
seja da área de Ciências Biológicas ainda, possui interface para LCD que digitais, impressoras, pen-disks,
ou Exatas, necessitam monitorar e mostra as condições ambientais, mouses, joysticks e etc. Para maiores
registrar dados de temperatura, pres- data e hora. A partir de um aplicativo detalhes, veja artigo "USB - Univer-
são e umidade ambientes durante a desenvolvido em Delphi pode-se, sal Serial Bus" na edição n0332 de
realização de experimentos. além de monitorar, registrar as medi- setembro de 2000.
Os instrumentos convencionais ções durante o intervalo de tempo O PIC16C745 possui hardware
capazes de medir essas grandezas, desejado e fazer análise posterior integrado para comunicação USB,
como o termômetro e o barômetro das condições ambientais. facilitando o desenvolvimento' de
de mercúrio e higrômetro de fio de aplicações que utilizam este proto-
cabelo, fornecem medidas bastante colo. O PIC16C745 não precisa de
confiáveis, porém quando é preciso INTERFACE USB driver adicional. O próprio sistema
um monitoramento por períodos operacional Windows, nas versões
de tempo longos eles deixam a A interface USB (Universal Serial 98 em diante, reconhece as aplica-
desejar, pois não permitem uma Bus) veio para solucionar, entre ções baseadas no microcontrolador
maneira automática de aquisição das outros, o problema de limitação do como dispositivos USB da classe HID
condições ambientais. Cada gran- número de conexões entre o compu- (Human Interface Oevice), eliminando
deza deve ser anotada manualmente tador e periféricos das interfaces as dificuldades de desenvolvimento
pelo operador. Alguns instrumentos tradicionais. Esse padrão possibilita de drivers.
registram as medições em tiras conexão de até 127 periféricos sem a Os sistemas de comunicação com
ou discos de papel admitindo uma necessidade de alterar o hardware ou o PC empregados em aplicações
análise posterior, mas ainda não software, com boas velocidades de projetadas no Brasil utilizam geral-
permitem que isso seja feito de forma comunicação. Desde a sua criação, mente as interfaces paralela e serial.
automática. o padrão USB vem sendo escolhido As informações, bibliotecas, har-
O Termobarohigrógrafo USB pro- cada vez mais para a conexão de dware e ferramentas necessárias
posto se apresenta como uma opção
moderna para substituir esses ins-
trumentos, uma vez que possibilita
registar continuamente tempera-
tura, pressão e umidade ambientes,
através de uma interface com o
computador. Veja a figura 01.

PROPOSTA

A proposta deste artigo é o


desenvolvimento de uma apli-
cação com comunicação USB
utilizando o microcontrolador da
Microchip PIC16C745. O Termo-
barohigrógrafo possui sensores para
medição das condições ambientais:
temperatura, pressão e umidade
relativa. Comunica-se com um PC Figura 1 - Placa do termobarohigrógrafo USB.

56 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


~ INSTRUMENTAÇÃO

para implementação desse tipo de


comunicação são de fácil acesso e
favorecem desenvolvimentos mais HostPS----
-'-. .' . Hubexternos••••••
rápidos. Contudo, existe uma clara
tendência à extinção dessas interfa-
ces tradicionais nos computadores e I

outros equipamentos mais novos.


Por outro lado, apesar da dispo- •..,
Host Periféricos
nibilidade das bibliotecas e rotinas Software' USB
de acesso à USB fornecidas pelos ~
fabricantes de tranceivers e micro-
controladores, ainda são poucos c~~~s~
os desenvolvimentos e bibliografia
disponíveis no Brasil. A implementa-
ção do protocolo exige um grande
número de configurações iniciais Figura 2 - Arquitetura USB.
para montagem das tabelas de des-
critores, que são necessárias para o Sensor Fabricante Faixa de medição Incerteza
bom funcionamento das comunica- LM35 National Semiconductors Oa 150°C 1°C
ções USB. As dificuldades passam MPX4115 Motorola Oa 110 kPa 15 kPa
a ser mais significativas no nível de HIH3610 Honeywell Oa 100% U.R. 2%
software do que na implementação mW1E1.ijti9(4it1i[*~j·[·tii§'&1·'i4j"ijm[·ti.t·1'4;,,[1]·8"·' •.[1 • "f'"
física.
Como vantagem o sistema resul- porando. Este sensor também fornece Memória de programa (words)
tante apresenta maior conectividade saída linear na proporção de 30,68 ~~~Memóriade dados (bYtês)
com menor possibilidade de conflitos mV/%UR. Outras características Número de instruções
de hardware e software entre disposi- dos sensores usados podem ser ~~~ Clock máximo (M'Hzi
tivos. Outra vantagem é a capacidade observadas na tabela 1. Interrupções
de conexão sem a exigência de A sinal dos sensores é ligado raEn!rªdª~/sªLd_ª~,.c!igitãis
desligamento ou reinicialização do aos canais do conversor AIO do Canais PWM
computador, o chamado hot-plug. PIC16C745. Os dados relativos à ~;~~~ Canais analóg!ç2~
Observe a figura 2. data e hora atual são transmitidos Resolução do
conversor AIO bits
juntamente com as medições dos
t$f!,t~{~~;~''''---';Contâdores
sensores a cada segundo. Caso
Comunicação serial -
PRINcíPIO DE esteja acoplado um LCD (40 colunas .'.···....~·~Coiílunicaçãõ"TISB
FUNCIONAMENTO x 2 linhas) ao Termobarohigrógrafo,
serão exibidas na tela a data, hora e Tabela 2 - Principais características
O Termobarohigrógrafo USB condições ambientais. do PIC16C745.
emprega três sensores de última
geração para medir as condições O PIC funciona com cristal de
ambientais. CIRCUITO 24 MHz em uma tensão de 5 Vdc
O sensor de temperatura LM35, fornecida por um regulador de tensão.
que é bastante utilizado no Brasil, A figura 3 mostra o diagrama A alimentação pode ser provida por
fornece saída linear em tensão na elétrico do Termobarohigrógrafo. O uma fonte externa de 8 a 20 Vdc, ou
proporção de 10 mV/oC referente PIC16C745, cujas características uma bateria de 9 V. Existe ainda a
à temperatura no próprio encapsula- principais estão mostradas na tabela possibilidade de se trabalhar com
mento do circuito integrado. 2, é o responsável pelo recebimento, as duas opções simultaneamente.
O sensor de pressão, MPX4115, é processamento, controle e envio das Caso ocorra uma falha na fonte de
um transdutor piezo-resistivo de pres- medições envolvidas no Termobarohi- alimentação, a bateria assume o
são absoluta que incorpora circuito grógrafo. Desta forma, o sistema pode fornecimento de energia do sistema e
de compensação de temperatura ser classificado como instrumentação mantém o funcionamento do relógio.
e condicionamento de sinal. Este inteligente, pois é capaz de processar A base de tempo para o relógio e
sensor fornece uma saída linear de e analisar a consistência das medi- feita a partir de um cristal extra de
45,9 mV/kPa referente à pressão ções e tomar decisões pertinentes a 32.768 Hz, que incrementa o Timer
aplicada à sua porta de entrada. cada situação. O sistema armazena 1 do PIC e gera interrupções a cada
O sensor de umidade relativa, também as constantes de calibração segundo.
HIH3610, é um transdutor capacitivo de cada sensor dentro da própria Para a conexão USB é empre-
com condicionamento de sinal incor- memória de programa. gado um conector de placa do tipo B

SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 57


L{)
o
o
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O
a:
vcc CCI
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Ajuste de constraste do LCO RS I-
VCC
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r-JC~ ::J
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U7 v c O
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rl: C4
INA 122 7 100 nF
2 VOUT
LM 3SfT092 1
VS +-'-
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~ ~~ C") I.()
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Saída para LCD 3[
C3 U2 tl! >
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I-
20 PIC16C 745 ••••• w
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100 nF N...,.c.oCO..-..-..-..- SI 4
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RAO/AN1 2
RA 1/AN2 13
CA 3140 VO~F7 CCI
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3 10 kQ
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10 pF
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RA3/AN3/VREF
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S -IN 1- .9.,' 18
C6
24 MH z
RA4/TOCKI rZ--
RAS/AN4
••• 33 pF
C8 OFFSET_NULL
STROBE
i= VCC 1
kQ
21 11
~

10 pF
=1-
RBO /INT
RB1
RB2
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23
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2S

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32.7 768 KH z
r.J,. .vcc~
-VCC 4
C13
100 nF
R4 9 OSC 1 / CLKIN RB4
26
VC :)
10 kÇ2
1 MCLR /Vpp
RBS
RB6
RB7
27
28
H: C9 U4 MPX411S
1-41
33 pF
sw
Reset
RCO/T10S0/T1CKI
RC1 /TlOSI/ CCP2
RC2/ CCP1
Vusb
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~ Conector USB
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co
L{)
~ INSTRUMENTAÇÃO

Pino do
conector J3 Função
1 Gnd LCD (pino 1)
2 Enable LCD (pino 6)
3 Gnd
4 RS LCD (pino 4)
5 Ajude de contraste LCD
(pino 3)
6 R/W LCD (pino 5)
7 Vcc LCD (pino 2)
8 RB3 (sem função)
9 Vcc
10 DB4 (pino 11) .
11 Sinal sensor temperatura
12 DB5 (pino 12)
13 Sinal sensor pressão
14 DB6 (pino 13)
15 Sinal sensor umidade
1-===:=::16:::::::DB7 (pino 14)
Tabela3 - Ligações do conector J3

e um cabo USB (AlB) padrão (figura


5). Deve-se notar a utilização de um
resistor de pull-up ligado ao terminal
0- do PIC. Esta ligação é a forma
padrão de se conectar dispositivos
USB de baixa velocidade. A conexão
com o LCO é feita através de um
conector (J3) formado por uma barra
de pinos dupla soldada à placa e um
cabo chato colorido de 16 vias. Está
incluído na placa um potenciômetro
para ajuste de contraste. As ligações
dos pinos do LCO ao conector J3
são feitas seguindo a tabela 3.
O sensor de temperatura está
ligado ao canal do conversor A/O
do PIC através de um amplificador
de instrumentação(INA 122), que Figura 4 - Layout da placa.
amplifica e soma um offset ao sinal
do sensor para garantir medições Durante a montagem é importante gramação mais estruturada e pela
de baixas temperaturas. Os demais verificar a posição correta dos senso- capacidade de realizar operações
sensores são ligados diretamente res na placa e a ligação do conector matemáticas e lógicas mais comple-
aos canais do conversor AIO. do LCO. A frente dos sensores de xas. Atente para a figura 6.
pressão e umidade deve estar voltada No início do programa são feitas
para o lado externo da placa (figura configurações e inicializações dos
MONTAGEM 5). canais analógicos, rotinas USB,
LCO e habilitação da interrupção de
A montagem da placa é feita em Timer1. Para que o programa possa
face simples de acordo com a figura PROGRAMA (FIRMWARE) avançar deste ponto é necessário
4. Esta figura ilustra uma vista de que o Termobarohigrógrafo esteja
cima da placa. Para cópia direta O programa do PIC foi desenvol- conectado corretamente à porta
do layout é preciso rebater o dese- vido na linguagem C utilizando o USB do computador, permitindo a
nho. É recomendada a utilização de compilador CCS C. A opção por enumeração. Quando enumerado, o
soquetes para os circuitos integrados esta linguagem foi motivada pela programa entra em um laço que tem
empregados, principalmente no caso disponibilidade de bibliotecas de a seqüência de leitura dos canais
do PIC que necessita de gravação comunicação USB e para LCO do dos sensores, cálculo de média das
fora da placa. compilador, por permitir uma pro- medidas e verificação de envio de

SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 59


INSTRUMENTAÇÃO

Inicialização das rotinas


de USB e de escrita em LCD

Habilitação da interrupção
Figura 5 - Conectores do cabo USB AlB.
de Timer 1 com ctock externo

solicitações do computador.
Quando ocorre estouro do
Timer1, o programa desvia para a
rotina de tratamento de interrupção.
Essa rotina mostra data, hora e
condições ambientais, caso haja
LCD conectado, envia um pacote de
8 bytes para o computador contendo
as informações citadas e incrementa
o relógio de tempo real. Terminado
o tratamento da interrupção, o pro-
grama volta ao laço principal. Os
dados de medições exibidos no Retorno da
interrupção
LCD e enviados ao computador
representam as médias de amostras
do sinal de cada sensor no último
s
período de um segundo.
Nesta versão do programa o com-
putador pode solicitar ajuste de data
e hora do relógio através do envio
de um pacote de bits contendo um
código de controle e os dados a
serem ajustados. Caso isso ocorra, o
programa recebe os dados e realiza
a atualização do relógio.
O arquivo HEX gerado pelo com-
pilador pode ser transferido ao micro- Figura 6 - Fluxograma do firmware.
controlador utilizando-se um gravador
com suporte ao PIC16C745 (ver
artigo "Gravador Universal de Micro-
controladores PIC" na edição 346 de
maio de 2003). O leitor deverá estar
atento ao processo de gravação, pois
o modelo de PIC empregado somente
está disponível em versões com
memória de programa tipo EPROM.
Existe uma versão com encapsula-
mento OTP (One Time Programming), USB (PIC18F2455, PIC18F2550, TESTE E USO
que não pode ser apagada e uma PIC18F4455, PIC18F4550). Esses
versão janelada, que permite apaga- novos modelos possuem memória Após inspeção da montagem, o
mento por ultravioleta. de programa tipo flash e suportam dispositivo pode ser testado. Caso o
No final de 2004, a Microchip lançou a especificação USB 2.0, de maior leitor não queira utilizar o LCD, deve
4 novos modelos de PIC com suporte velocidade. ser colocado um jumper no conector

60 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


~ INSTRUMENTAÇÃO

i!l!lITermobarohrgrógrafo USB V2 o I!lIiII3 programa foi desen- O aplicativo TBH.exe é formado


érquivo ,Configurações Ajuda
volvido em Delphi por uma série de unidadesresponsá-
e consiste em um veis pela comunicação com o Termo-
Jl painel virtual que barohigrógrafo USB e pela interface
~'100 ---------·-------~---~----~--_-_-~----·50 exibe as medidas com o usuário. A unidade que imple-
Q; I r r

~' 80 40
-I das condições menta o acesso aos dispositivo USB
i ~
~ 60~~======~~~~~~~==~====~~F9301 ambientais de forma tipo HID foi obtida na biblioteca de
digital e gráfica acesso à API do Windows implemen-
[ 40 .
20 ~
3 (figura 8). tada pelo Projeto JEDI (www.delphi-
c 00 : 10
I~
Ao abrir o aplica- jedi.org). Todos os outros componen-
s: O ~r-~--~-+--~~--~_+--,_~----__r0
45 50 55 60 65 70 7S 80 85 90 95 100 tivo, deve-se acertar tes pertencem a bibliotecas padrões
Figura 8 - Aplícativo TBH.exe. o relógio do Termo- do Delphi.
barohigrógrafo a partir do menu
J3 curto-circuitando OS pinos 1 e 2. Configurações/Ajustar data e hora.
O dispositivo pode então ser energi- Para iniciar o monitoramento das con- CONCLUSÃO
zado e conectado ao computador. dições ambientais basta selecionar
A primeira vez que o dispositivo a opção Monitorar do menu Arquivo. O dispositivo aqui apresentado
for plugado, o computador fará o Ainda no menu Arquivo podem é um exemplo de uma aplicação de
reconhecimento e instalará um driver ser encontradas as opções: Aquisi- instrumentação utilizando a interface
de HID automaticamente. Logo após tar, armazena as medições em um USB. A tendência da instrumentação
esse processo, que dura apenas arquivo no disco; Pausar, pausa portátil de baixo custo é a migração
alguns segundos, o Termobarohigró- aquisição ou monitoramento; Parar, para esse tipo de interface, que usa
grafo será enumerado e mostrará no pára aquisição ou monitoramento; e o computador como terminal de exi-
LCD a data, hora e medições dos Sair, finaliza o programa. No modo bição e configuração do instrumento.
sensores (figura 7). Aquisitar, o intervalo de gravação no Esperamos que este artigo possa
Neste ponto, o Termobarohigró- arquivo pode ser ajustado através ajudar e incentivar os leitores a
grafo está pronto para comunicar-se do menu Configurações/Intervalo de desenvolver dispositivos utilizando a
com o aplicativo TBH.exe. Este aquisição. tecnologia USB. E
LISTA DE MATERIAIS

Semicondutores Super StepLab


U1 - LM7S05 (T0220) - Regulador de 100 nF - Capacitor cerâmico
tensão C2 - 10 IlF - Capacito r eletrolítico
U2 - PIC16C745 (DIP2S) - Microcon- C4 - 220 IlF - Capacitor eletrolítico
trolador Microchip C5, C6 - 10 pF,- Capacito r cerâmico
U3 - LM35 (T092) - Sensor de tempe- C7 - 220 nF - Capacito r cerâmico
ratura CS, C9 - 33 pF - Capacitor cerâmico
U4 - MPX4115 - Sensor de pressão
absoluta Motorola Diversos
U5 - HIH3610 - Sensor de umidade J1 - Conector tipo jack para entrada Novo BASIC Step M8
relativa Honeywell de fonte 8K de memória e
muito poder!
U6 - CA3140 (DIPS) - Amplificador J2 - Conector tipo borne para PCI (dis-
"'.s; Totalmenteintegrado
operacional tância entre terminais 5 mm) com a nova
U7 - INA122 (DIPS) - Amplificador de J3 - Conector tipo barra de pinos Super StepLab

instrumentação dupla (16 pinos)


D1 - LED comum redondo 5mm J4 - Conector USB tipo B fêmea para
D3, D2 - 1N4007 - Diodo retificador PCI
R5 - Potenciômetro multivoltas vertical
Resistores (1/SW) SW 1 - Push-button
R1, R2 - 1,5 kQ (marrom, verde, ver- X1 - Cristal 24 MHz
melho) X2 -Cristal 32,76S kHz
R3 - 470Q (amarelo, violeta, marrom)
R4, R7 - 10 kQ (marrom, preto, laranja) Diversos gerais
R6 - 56 kQ (verde, azul, laranja) Placa para montagem, cabo USB
Display seria gráfico, agora 320x240 azul
RS - 1 kQ (marrom, preto, vermelho) (AlB) padrão, cabo tipo chato colorido
de 16 vias, LCD 40x2, soquetes para
Capacitores os Cls, fonte CC de S a 20 V, solda, r=f' TATO Equipamentos Eletrônicos
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SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 61


INSTRUMENTAÇÃO

Como Fazer o Debug de


Câmeras Digitais com
Osciloscópios MSO Eng. Daniel Michaelis -
Consultor Técnico do Departamento
de Instrumentos e Sistemas de Teste e
Medição da Agilent Technologies

Problemas de pixels e de bits


em projetos de hardware e firmware
podem ser um sério desafio para
os projetistas das atuais câmeras
digitais. Esses desafios requerem
novas ferramentas de medição e
técnicas de resolução dos problemas
que surgem.
Este artigo explica como funciona
uma câmera digital e demonstra
algumas técnicas práticas para a
depuração de problemas de bits dos
projetos de câmeras digitais que
utilizam o osciloscópio para sinais
mistos (MSO) Agilent 6000. Veja a
figura 1.

COMO FUNCIONA
UMA CÂMERA DIGITAL

O quadro de uma foto digital


é formado por um número fixo de
pixels. Conforme aumenta o número
de pixels em um quadro, aumenta
também a resolução da fotografia.
Em uma foto em preto-e-branco, Figura 1 - Pesquisa de sinais em uma placa de circuito de câmera digital com um
cada pixel é representado por um osciloscópio de sinais mistos (MSO), da Agilent.

62 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


~ INSTRUMENTAÇÃO

número binário de 8 bits. Em pleta é formada por centenas


uma foto colorida, cada pixel é de linhas.
representado por três números Os canais analógicos do
binários de 8 bits, Y, U e V. O osciloscópio de sinais mistos
número Y é o nível de brilho e digitalizam e exibem Pclk e Href.
os números U e V representam Observe ainda a figura 2. Os
a cor. canais lógicos DO a D7 exibem
No projeto de uma câmera os dados Y de 8 bits (controle
digital, o desafio é ter a certeza de brilho), .enquanto que D14
de que não haverá problemas mostra CLOCK. Esse sinal é a
de pixels em um quadro e nem XI X2
entrada dos circuitos de controle
problemas de bit em um pixel. Figura 2 - Relações de timing de Href, Pclk, Clock de endereços e, na verdade, é
Se houver um problema de pixel e dados deVo resultado de uma combinação
em uma figura, seja por falta lógica AND entre Href e Pclk.
ou redundância de pixels, a figura armazenados seqüencialmente na Temos na figura 3 um diagrama de
sofrerá um deslizamento. Se houver memória estática. Essa atividade é blocos completo dos circuitos da
um problema de bit (palavra binária comandada pela relação de timing câmera digital.
incorreta) em um pixel, a qualidade da entre o Sinal de Referência Horizontal
imagem ficará deteriorada. Este artigo (Href) e o Clock de Pixels (Pclk).
trata dos problemas de pixels. Quando Pclk vai para o nível alto, DETECÇÁO DE PIXELS
Veja os vários componentes e os dados dos pixels são lidos e a REDUNDANTES
conexões feitas em uma câmera RAM estática armazena os dados de
digital na figura 2. Em uma câmera pixels. O comprimento do sinal Href Usando a câmera protótipo A,
digital, os dados do sensor CCD define o número de pixels em cada observamos uma foto digital com
(dispositivo de carga acoplada) são linha horizontal. Uma figura com- deslizamento, com uma linha preta

Address Control Circuit


.r
Camera Module .---1Q CLK 12 13

I @ Data Bus ,-U


RST
01 9
02
03
7
6
AO
11 A1
10 A2
1/00
1/01
1/02
14
15
17__
/
/
cn
::J
CIl
ctl
l~~c mterface I
o u, ::.:: 04 5 9 A3 1/03
18--./ êií
z w ..J 05
3 8A4 1/04 o
>- a: n,
o 2 19 /
(j)
:r: 06 7 A5 1/05
> 07
4 6 A6 1/06
r2º-J
Clock
Image Capturei 13 5
08 A7 1/07 1-21
Image Upload Reset 12 27
09 A8
Multiolexer 14 26 32_
010 A9 VCC

il II
15 23
011 A10
1 25 A11
012
4 A12 /CS1 ~
U1 28 A13 CS2 ~
Image capture and 74HC4040 3 A14

*
Upload Control Circuit 31 A15 tOE
PIC16C56
Ib cLK
027
01 ~ 2 A16
-.1
WE

r16-
~.J.! 03 6
NC VSS
RST
5 U3
04
05
4- - 628128
06 r1-
4- 128k x 8 Static RAM
07
08 ua
09 ~
010
,1.1
15
011
1
012 "--
U2
74HC4040
12 - Bit Binary Counter

Figura 3 - Diagrama de blocos da câmera digital.

SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005 63


INSTRUMENTAÇÃO

Figura 4 - Foto digital feita com a


câmera protótipo A.

que corta a figura em duas. Veja a


figura 4. Nós suspeitamos de que número de pulsos. Lembre-se de que pulso Pclk. Acompanhe na figura
haveria um pixel redundante no final pode haver mais de mil pulsos Pclk 6. Durante esse período de tempo,
de cada linha horizontal. Desta forma, durante um sinal Href; então, a menos YO-Y7 (controle de brilho) estavam
a segunda linha seria deslocada que você tenha um bom par de olhos no nível baixo. Isso resultou na intro-
em um pixel. A terceira linha seria e uma tarde inteira livre, pode ser dução de um ponto preto no latch
deslocada em dois pixels, e assim impossível contar os pulsos visual- de memória que, gradualmente, foi
por diante. A n-ésima linha seria mente. Nós descobrimos algumas formando uma linha diagonal preta.
deslocada em n-1 pixels. dicas úteis para resolver esse pro- Observe a figura 5.
Quando estudamos o problema blema.
acima, a próxima etapa foi saber se Em primeiro lugar, capturamos os
este seria um problema de hardware sinais importantes com o osciloscópio CONCLUSÃO
ou de firmware. Para fazer isso, nós de sinais mistos e depois importamos
precisamos capturar os sinais Href os dados da forma de onda para uma Foi detectado que réalmente havia
e Pclk e depois contar o número de planilha Microsoft Excel em nosso PC. um problema de timing no protótipo
pulsos Pclk enquanto Href está no O software Agilent IntuiLink transfor- A. A próxima etapa foi modificar o
nível alto. Se o número estivesse mou o processo de transferência circuito para corrigir o timing de
incorreto, então teríamos um pro- de dados do osciloscópio ao PC Href. Como solução alternativa, colo-
blema de hardware. Entretanto, se em uma tarefa simples. Nós então camos uma sub-rotina no firmware
o número estivesse correto, então classificamos os dados, agrupamos' da câmera para eliminar o último pixel
provavelmente teríamos um problema todos os "1"s e os somamos para de cada linha horizontal e produzir
de firmware. obter o total. O total deveria ter uma foto boa (figura 7). Veja a foto do
No passado, não podíamos anali- sido 640. Entretanto, o-número de Osciloscópio MSO na figura 8. E
sar esse problema, porque não pos- pulsos Pclk que contamos foi 641.
suíamos as ferramentas adequadas. Isso confirmou que havia um pixel
Por exemplo, em nosso caso há 640 redundante em cada linha horizon-
pixels em cada linha horizontal. Se tal.
precisarmos de uma precisão de Em seguida, fizemos o zoam na
medição melhor que 1 por cento em borda de descida do sinal Href e
cada período de Pclk, precisaremos descobrimos que o comprimento de
ter pelo menos 640 .;. 1 por cento, ou Href permitia a passagem do 641 Q
64 kbytes de memória. Os modelos
antigos de osciloscópios digitais
não possuíam memória suficiente
para capturar a forma de onda
completa com a resolução neces-
sária. Tentamos visualizar esse
problema usando um osciloscópio âX - to.Ons
1/6X::: o.
de sinais mistos (MSO) Agilent JiYlO o.ov

6000. Esse osciloscópio tem 4


Mpts de memória por canal. Essa
foi a primeira vez que pudemos
realmente "ver" o problema.
Figura 6 - Zoom para ver o pulso Pclk
Após capturarmos o sinal, Figura 8 - Osciloscópio
indesejado.
o próximo desafio foi contar o MSO Agilent 6000.

64 SABER ELETRÔNICA N° 393/0UTUBRO/2005


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