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Produto, taxa de

juros e
Regimes Cambiais
C A P Í T U L OS 20 e
21
Prof. Alexandre Nunes –
Esalq/USP

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Produto, taxa de juros e taxa
de câmbio
A partir do modelo que é uma extensão para a economia aberta
do modelo IS−LM-BP (BP = TC + BK (Saldos)) que é conhecido
como modelo de Mundell-Fleming (Capitulo 15, Prof.
Bacha).

Duas questões:

 O que determina a taxa de câmbio?

 Como os formuladores de política econômica poderiam usá-


la em favor da economia?
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Equilíbrio no mercado de
bens
O equilíbrio no mercado de bens pode ser descrito pelas seguintes equações:

Y  C (Y  T )  I (Y , r )  G  IM (Y ,  ) /   X (Y ,  ) *

(  ) (  , ) (  , ) (  , )

onde ε é taxa de cambio real (Rever capítulo 18, pg342, Blanchard)

1. Um aumento de Y aumenta as importações e um aumento de Y* (PIB


estrangeiro) aumenta as exportações
2. Um aumento da taxa real de câmbio leva a uma queda das exportações
líquidas.
 Aumento  uma apreciação da moeda nacional em relação a
moeda estrangeira (=o valor do câmbio nominal diminui)
 Importar fica mais atraente
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Equilíbrio no mercado de
bens

Y  C (Y  T )  I (Y , r )  G  NX (Y , Y ,  ) *

(  ) (  , )    
A implicação principal dessa equação é que tanto a taxa
real de juros quanto a taxa real de câmbio afetam a
demanda e, por sua vez, o produto de equilíbrio Y

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Equilíbrio no mercado de
bens
Adotando duas simplificações:
 A taxa real de câmbio e a taxa nominal de câmbio variam juntas:

=E EP
 P = P* = 1, logo  
P *

 Não há inflação — nem efetiva, nem esperada.

 𝜋 𝑒 = 0, logo r = i + 𝜋 𝑒 .

 Com essas duas simplificações, a equação torna-se:


Y  C (Y  T )  I (Y , i )  G  NX (Y , Y , E ) *

(  ) (  , )    
 Taxa de juros nominal, i, e taxa de câmbio nominal E(Mais didático)
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
Na economia aberta, as pessoas têm a escolha entre títulos
domésticos e títulos estrangeiros.
Moeda versus títulos
 Escrevemos a condição de que a oferta de moeda seja igual à demanda por
moeda como:
M
 YL(i )
P
Podemos usar a equação para pensar sobre a
determinação da taxa nominal de juros em uma economia
aberta.
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
Títulos domésticos versus títulos estrangeiros
Ao examinar a escolha entre títulos domésticos e títulos estrangeiros, os
investidores procuram a taxa de retorno esperada mais alta. (Cap 18)

Condição de 𝐸𝑡
Paridade
1 + 𝑖𝑡 = (1 + 𝑖𝑡∗ ) 𝑒
𝐸𝑡+1
 O lado esquerdo dá o retorno, em termos de moeda nacional, de reter
títulos domésticos. (Vamos considerar como doméstico os Estados
Unidos e Brasil, estrangeiro, i*)
 O lado direito dá o retorno esperado, também em termos da moeda
nacional, de reter títulos estrangeiros (brasileiros).
 No equilíbrio, em dólares, portanto, se os dois retornos esperados são
slide 7iguais, você está indiferente. © 2011 Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados.
Equilíbrio nos mercados
financeiros
Títulos domésticos versus títulos estrangeiros
𝐸𝑡
1 + 𝑖𝑡 = (1 + 𝑖𝑡∗ ) 𝑒
𝐸𝑡+1
 A presença de Et se deve ao fato que ao comprar títulos estrangeiros
(brasileiros), você deve primeiro trocar a moeda nacional pela estrangeira,
dólar por real.
𝑒
 A presença de 𝐸𝑡+1 se deve ao fato que para vender os títulos brasileiros
no período seguinte, você terá de trocar a moeda estrangeira (real) por
moeda nacional (dólar)
 Sua decisão de investir dependerá ENTÃO dos movimentos esperados da
taxa de câmbio em relação ao país estrangeiro (no caso nosso, o Brasil) e
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das taxas de juros. © 2011 Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados.
Equilíbrio nos mercados
financeiros
Títulos domésticos versus títulos estrangeiros
Multiplique ambos os lados por Eet+1 e reorganize para obter

1 i
E  E t e

1 i
t * t 1

A condição da paridade de juros pode ser também escrita por:


1 i Essa relação nos diz que a taxa

E E e de câmbio atual depende da

1 i *
taxa de juros interna (EUA), da
taxa de juros externa (Selic) e
da taxa de câmbio futura
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esperada.
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
Títulos domésticos versus títulos estrangeiros
1 i
E E e

1 i *

Observaremos 3 efeitos:

1. Um aumento da taxa de juros interna (americana) levará a um aumento


da taxa de câmbio (APRECIAÇÃO DA MOEDA NACIONAL EM TERMOS DA
ESTRANGEIRA)

 No nosso caso, o dólar se fortalece (apreciação) e o real de desvaloriza

 Equivale dizer que a taxa de câmbio (medida em R$/US$) aumenta.


 Você precisa de mais reais para comprar 1 dólar.
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
Títulos domésticos versus títulos estrangeiros
1 i
E E e

1 i *

2. Um aumento da taxa de juros externa (Selic) levará a uma diminuição


da taxa de câmbio.

 Ocorre uma depreciação da moeda nacional (americana) para


nós,
 O real se fortalece

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Equilíbrio nos mercados
financeiros
Títulos domésticos versus títulos estrangeiros
1 i
E E e

1 i *

3. Um aumento da taxa de câmbio futura esperada levará a um aumento


da taxa de câmbio atual.

- Vamos mostrar o impacto desse último caso

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Equilíbrio nos mercados
financeiros

Títulos domésticos versus títulos estrangeiros


 Suponha que no EUA e no Brasil a taxa de juros seja de 5% para
títulos dos dois países. (TAXAS DE JUROS IGUAIS)
 A taxa de câmbio atual no Brasil é de 3,85 (ontem) [R$ 2,5
(Nov/2014)] reais e a esperada também seja de 3,85 reais.
∗ 𝐸𝑡
 Condição de paridade de juros 1 + 𝑖𝑡 = (1 + 𝑖𝑡 ) 𝑒
𝐸𝑡+1 é
satisfeita.
 Agora, considere que a taxa de câmbio (nominal) esperada será
10% maior, Ee= 4,24 reais (1,05 ≠ 0,95 NA EQUAÇÃO)
 Os títulos brasileiros continuam rendendo 5% mas o real, no
slide 13 entanto, valerá menos no futuro, O QUE
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Equilíbrio nos mercados
financeiros

Títulos domésticos versus títulos estrangeiros


 Em termos de dólares, o retorno do títulos brasileiros será de i=5% menos
10% (da depreciação do real), ou seja menos (- 5%).
 NOTA: títulos americanos são mais atraentes se o câmbio do pais
estrangeiro (Brasil) se desvaloriza. (Devemos comparar na mesma moeda)
 Com a taxa de 3,85 reais (atual) e sabendo da depreciação cambial
futura, 10%, investidores vão querem trocar títulos brasileiros por títulos
americanos
 Eles devem vender esses títulos por reais, e depois trocar os reais por
dólares, para comprar os títulos americanos. (mesma moeda)
 Como os investidores compram dólares, o dólar aqui no Brasil se aprecia
slide(real
14 deprecia).........a pergunta é quanto?????????
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Equilíbrio nos mercados
financeiros

Títulos domésticos versus títulos estrangeiros


1 i
 A equação E  E nos dá a resposta.
e

1 i *

1,05
𝐸 = 4,24 = 4,24
1,05

 Ou seja, a taxa de câmbio atual deve aumentar na mesma proporção


da taxa de câmbio esperada.
 O dólar também se apreciará em 10% em relação ao real
 Você precisará de mais reais para comprar
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um dólar.
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Equilíbrio nos mercados
financeiros

Títulos domésticos versus títulos estrangeiros


OUTRO EXEMPLO alterando os juros

Se a taxa de juros nos EUA aumentar para 8%, no


BR continua em 5% e a taxa de câmbio futuro
esperada continue em 3,85 reais, sem depreciação.
Os títulos americanos continuam sendo muito mais
atraentes
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
Títulos domésticos versus títulos estrangeiros
 MAS......
 Com uma taxa de câmbio esperada de 4,24, os investidores
querem NOVAMENTE E AINDA MAIS trocar reais por
dólares para comprar títulos americanos e ao fazer isso, o
dólar se aprecia (portanto, a taxa de câmbio nominal do
dólar será AINDA maior (apreciação), o real se deprecia).
(mais reais para comprar um dólar.)

 Quanto???? FUGA DE
𝐸 =
1,08
4,24 ≈ 4,36 (↑13%) DÓLARES??
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
Títulos domésticos versus títulos estrangeiros
Não confundir. i sem * é juros americano
no nosso exemplo.
 Existe uma relação entre a taxa
de juros e a taxa de câmbio
decorrente da paridade de Juros
Quando i = i*, E = Ee
 Dado a taxa de juros no Brasil de
5%, e com uma taxa de juros
interna nos EUA maior, nosso
exemplo, leva a uma taxa de
câmbio maior —uma apreciação
do dólar em termos de reais ou
uma depreciação do real em
termo de dólares
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
FUGA DE DÓLARES
 Fuga de dólares ocorre por medo de uma recessão mundial por uma
economia doméstica mal conduzida
 Os investidores querem vender seus títulos brasileiros, mesmo se
houver uma taxa de juros mais alta como acontece no Brasil
atualmente.
 Nos EUA, o juros é bem mais baixo mas o risco é menor
 Eles trocarão reais por dólares, o real se depreciará em relação ao
dólar (aumenta a taxa de cambio nominal).
 Como parte do consumo depende de produtos importados, BC deve
atuar vendendo dólares no mercado de câmbio--(aumentar a oferta)
slide 19em relação ao real ao contrário do que gostaria
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
FUGA DE DÓLARES

 Aqui no Brasil o governo precisa de dinheiro para pagar suas


próprias contas:
 despesas de pessoal, custo da previdência,
investimento em obras de estradas, saneamento,
escolas, etc ...
 O governo também precisa de dinheiro para "rolar" a dívida.
 Aliás, hoje em dia essa é a maior despesa que o governo
tem.
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
FUGA DE DÓLARES
 Para obter esse dinheiro o governo brasileiro oferece uma taxa de juro
das mais altas do mundo, não só isso (ex: controle da inflação).

 Quem tem dólares no exterior decide investir no Brasil, traz os dólares para
cá porque ele se converte em muitos reais e ainda recebe um juro
exorbitante.
 Pela teoria, o real deveria se apreciar pelo que vimos
anteriormente.
 Atualmente, os juros no Brasil é de 11,25% ao ano e nos Estados Unidos é
de 0,5% ao ano.
 O problema é a variação cambial que pode reduzir esse ganho, ou seja, se
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o dólar subir, o investidor estrangeiro ganha menos dinheiro.
Equilíbrio nos mercados
financeiros
FUGA DE DÓLARES
 Suponha que um investidor traz 100 mil dólares para o Brasil.

 A taxa básica de juros Selic é 11,15% ao ano.


 Mas esse juro é pago em reais, portanto, é preciso converter os 100 mil
dólares em reais, aplicar, resgatar em reais e depois converter para dólar
na data do resgate.
 Se a taxa de câmbio é de 3,85, então temos R$ 385,000 + (11,25%) ≈ 428
mil.
 Mas SE um ano depois, dólar for de 3,0 reais, portanto, menor.
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
FUGA DE DÓLARES
 Então, os 428 mil valerão ≈142 mil dólares > 100 mil original.
 Mais gente trarão dólares ao pais.
 Isso gera um ciclo virtuoso, quanto mais dólares entram, mais o real se
valoriza, mais rentável é a aplicação em reais, mais dólares entram no
Brasil, realimentando o ciclo.
 POR OUTRO LADO SE a taxa de cambio subir, então, os 100 mil dólares
diminuem depois de um ano.
 Reais estão se desvalorizando valendo menos dólares, quanto mais
dólares querem sair do país, mais caro o dólar fica para nós.
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
POR QUE O BANCO CENTRAL COMPRA DÓLARES NO MERCADO
ABERTO DE CÂMBIO?

 O Banco Central, além de comprar dólares para financiar as


importações, realiza operações de compra e venda de moeda
estrangeira, principalmente o dólar, visando controlar a taxa de câmbio
no País.

 Swaps cambiais

 O Banco Central visa controlar o preço do dólar para que as importações


não fiquem muito caras para o país, e também para que as exportações
não sofram com a valorização do real, tornando nossos produtos menos
competitivos no mercado internacional.
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Equilíbrio nos mercados
financeiros
O que é mercado de câmbio?
• No Brasil, o mercado de câmbio é o ambiente onde se realizam as
operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo Banco Central e
entre estes e seus clientes
• O mercado de câmbio é regulamentado e fiscalizado pelo Banco Central
• Incluem-se no mercado de câmbio brasileiro as operações relativas aos
recebimentos, pagamentos e transferências do e para o exterior mediante
a utilização de cartões de uso internacional, bem como as operações
referentes às transferências financeiras postais internacionais, inclusive
vales postais e reembolsos postais internacionais.
• http://www.bcb.gov.br/?MERCCAMFAQ

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Colocando o mercado de
bens e os mercados financeiros juntos

O equilíbrio no mercado de bens implica que o produto depende, entre


outros fatores, da taxa de juros e da taxa de câmbio:
Y  C (Y  T )  I (Y , i )  G  NX (Y , Y , E ) *

A taxa de juros, por sua vez, é determinada pela igualdade entre a oferta de
moeda e a demanda por moeda:

M
 YL(i)
P

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Colocando o mercado de
bens e os mercados financeiros juntos
As versões de nossas conhecidas relações IS e LM para uma economia aberta:
 1 i 
IS : Y  C (Y  T )  I (Y , i )  G  NX  Y , Y , E  * e

 1 i 
*

M
LM :  YL(i)
P
Um aumento da taxa de juros tem agora dois efeitos:
 O primeiro efeito, que já estava presente em uma economia fechada, é
o efeito direto sobre o investimento.

 O segundo efeito, que só está presente na economia aberta, é o efeito


por meio da taxa de câmbio.
slide 27  Com um i maior, maior é a taxa de©câmbio
2011 Pearson (apreciação)
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Efeitos da política
econômica em uma economia aberta
Efeitos da política fiscal em uma economia aberta
FIGURA 20.3 Um aumento dos gastos do governo leva a um
Efeitos de um aumento dos aumento do produto, a um aumento da taxa de
gastos do governo juros e a uma apreciação do real em relação ao dólar.

Menos
reais para
1 dólar

Um aumento dos gastos do governo desloca a curva IS para a direita.


Não desloca nem a curva LM, nem a reta da paridade
slide 28
de juros.
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Efeitos da política
econômica em uma economia aberta
Efeitos da política fiscal em uma economia aberta
Podemos dizer o que acontece com os vários componentes da
demanda?
 O consumo e os gastos do governo claramente sobem.
 O efeito dos gastos do governo sobre o investimento (por causa do
aumento do juros) era ambíguo na economia fechada e permanece
ambíguo na economia aberta. (Qual é maior?)
 Difícil dizer.
 Tanto o aumento do produto quanto a apreciação combinam-se para
diminuir as exportações líquidas.

slideMais
29 importações e menos exportações © 2011 Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados.
Efeitos da política
econômica em uma economia aberta
Efeitos da política monetária em uma economia aberta
FIGURA 20.4 Uma contração monetária leva a uma diminuição do
Efeitos de uma contração
produto, a um aumento da taxa de juros e a também
monetária
uma apreciação (aumento de E) Não confundir!!

Uma contração monetária desloca a curva LM para cima. Não desloca nem a
curva
slide 30 IS, nem a curva da paridade de juros. © 2011 Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados.
Câmbio fixo

O câmbio fixo é aquele em que o valor da moeda


estrangeira (geralmente o dólar) é fixado pelo governo.
Desta forma, a moeda nacional passa a ter um valor fixo
em relação a essa moeda-lastro.

Vantagem: possibilita um melhor controle sobre a inflação.

Desvantagem: pode ocasionar a valorização excessiva da


moeda nacional, provocando a diminuição das exportações
e aumento de importações (no caso da moeda estrangeira
mantida desvalorizada).
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Taxas de câmbio fixas
Os bancos centrais atuam com metas de taxa de câmbio implícitas ou explícitas
e usam a política monetária para atingir essas metas.

Atrelamento, minidesvalorizações e bandas


 Alguns países operam com taxas de câmbio fixas.

 Esses países mantêm uma taxa de câmbio fixa em termos de alguma moeda
estrangeira.
 Alguns atrelam sua moeda ao dólar (Ex: Argentina).

 Alguns países operam sob minidesvalorizações (crawling peg).

 Esses países normalmente têm taxas de inflação que superam a taxa de


inflação dos Estados Unidos.
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Taxas de câmbio fixas
Atrelamento, minidesvalorizações, bandas

 Alguns países mantêm suas taxas de câmbio bilaterais


dentro de determinadas bandas.

 Foi o caso do Brasil antes da crise da Ásia


 Cambio “administrado” e haviam bandas cambiais

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Taxas de câmbio fixas
Atrelamento da taxa de câmbio e o controle
monetário
Condição da paridade de juros:

𝐸𝑡
1 + 𝑖𝑡 = (1 + 𝑖𝑡∗ ) 𝑒
𝐸𝑡+1
Agora, suponha que o país atrele a taxa de câmbio

(1  i )  (1  i )  i  i
t
*
t t
*
t

Em outras palavras: Sob uma taxa de câmbio fixa, a taxa de juros interna
deve ser igual à taxa de juros externa.
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Taxas de câmbio fixas
Atrelamento da taxa de câmbio e o controle
monetário
Essa condição tem mais uma importante implicação. Volte à condição de
equilíbrio de que a oferta de moeda e a demanda por moeda são iguais.
Agora que i = i*, essa condição torna-se

M
 YL(i ) *

P
Resumindo: sob taxas de câmbio fixas, o Banco Central abre
mão da política monetária como um instrumento de política
econômica.
Porque tudo orbita em torno do juros internacional
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Taxas de câmbio fixas
Política fiscal sob taxas de câmbio fixas
i = i*
 Sob taxas de câmbio fixas, o
produto aumenta de YA para YC.
 Moeda nao aprecia e o
aumento do produto
aumenta a demanda por
moeda que deve ser
compensado pelo aumento
da oferta de moeda
 Sob taxas de câmbio flexíveis,
uma expansão fiscal aumenta o
produto de YA para YB. (juros
aumenta e uma apreciação
cambial, menos R$/US$)
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Taxas de câmbio fixas
Política fiscal sob taxas de câmbio fixas

 Sob taxas de câmbio fixas:


 a politica fiscal tem mais
poder do que sob taxa de
câmbio flexíveis
 Isso porque a politica fiscal
desencadeia uma
acomodação monetária.
 Uma alteração na oferta
de moeda pelas
autoridades monetárias
em resposta a uma
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alteração nos preços. © 2011 Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados.
Taxas de câmbio fixas
Política fiscal sob taxas de câmbio fixas
Por que um país escolheria fixar sua taxa de
câmbio? Será que é uma boa ideia???
 Aparentemente não.

O país abre mão de um poderoso instrumento para corrigir


desequilíbrios comerciais ou mudar o nível de atividade
econômica. (EX: MEXER NOS JUROS)

 Não apenas isso, mas o país deve acompanhar os


movimentos da taxa de juros externa, com o risco de efeitos
indesejáveis sobre sua própria atividade.
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Taxas de câmbio fixas
Política fiscal sob taxas de câmbio fixas
Por que um país escolheria fixar sua taxa de câmbio?
Será que é uma boa ideia???

 Embora o país mantenha o controle da política fiscal,


apenas um instrumento de política econômica não é o
suficiente.
E um país que queira, por exemplo, diminuir seu déficit
orçamentário não pode, sob taxas de câmbio fixas,
usar a política monetária para compensar o efeito
contracionista de sua política fiscal sobre o produto.
Estamos falando de curto prazo
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O médio prazo
Argumentos a favor e contra a desvalorização
 Promover uma desvalorização pontual da taxa de câmbio.

 Para um dado nível de preços, uma desvalorização (um


aumento da taxa nominal de câmbio) leva a um aumento
do produto ATRAVÉS DE ESTIMULOS AS
EXPORTAÇÕES

 Uma desvalorização do tamanho certo pode trazer o


produto de volta ao nível natural de produto.
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O médio prazo
Argumentos a favor e contra a desvalorização

 Ajuste com uma


Desvalorização

 Uma desvalorização do
tamanho certo pode deslocar
a demanda agregada para a
direita, levando a economia
para o ponto C.

 No ponto C, o produto está de


volta ao nível natural de
produto.
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O médio prazo

Argumentos a favor e contra a desvalorização


Que a desvalorização do ‘tamanho certo’ possa trazer o
produto de volta ao nível natural de produto imediatamente
parece bom demais para ser verdade — e, na prática, é:

 Depreciação real sobre o produto não acontecem


imediatamente.
 Efeito direto da desvalorização sobre o nível de preços.
(inflação)—se o país depende muito de importação
 Vivemos isso hoje.
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Câmbio flutuante

O sistema de câmbio flutuante é aquele em que o mercado


estabelece os valores das taxas de câmbio. Este processo ocorre
através da lei de oferta e procura. Neste sistema podem ocorrer
grande variações das taxas de câmbio em intervalos curtos de
tempo.

Vantagem: o próprio mercado regula as taxas de câmbio, não


ocasionando distorções cambiais na economia.

Desvantagem: a desvalorização excessiva de moedas


estrangeiras pode ocasionar inflação, enquanto a valorização
destas
slide 43 moedas pode ocasionar a diminuição
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Prenticeexportações.
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Escolha entre regimes de
taxa de câmbio
Será que os países deveriam escolher taxas de
câmbio flexíveis ou taxas de câmbio fixas?
 No curto prazo, países que operam sob taxas de câmbio
fixas e mobilidade perfeita de capitais abrem mão de dois
instrumentos macroeconômicos — a taxa de juros
(Copom/BC) e a taxa de câmbio (operações do BC).

Um argumento contra as taxas de câmbio flexíveis —a taxa


de câmbio pode oscilar muito e de difícil controle por meio
slide da
44 política monetária. © 2011 Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados.
Escolha entre regimes de
taxa de câmbio
Em geral, as taxas de câmbio flexíveis são
preferíveis. Há, contudo, duas exceções.
1. A primeira, quando um grupo de países já está estreitamente
integrado, caso em que uma moeda comum pode ser a solução
correta.
 O Euro
2. A segunda, quando não se pode confiar que o Banco Central adotará
uma política monetária responsável sob taxas de câmbio flexíveis.

 Nesse caso, uma forma forte de taxas de câmbio fixas, como o


slide 45
conselho monetário ou a dolarização, pode proporcionar uma
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solução. Ex: Argentina
Produto, taxa de juros e taxa
de câmbio
 “Tornou-se consensual, a visão de que a dificuldades iniciais do plano
real, a exemplo de outros programas de estabilização baseados em
âncora cambial, foram provocadas pela “fixação” do câmbio”

 “Mesmo para aqueles que defendiam a fixação temporária da taxa de


câmbio para desindexar a economia (produtos eram “ajustados” pelo
câmbio), o prolongamento do regime de câmbio administrado foi
considerado a principal razão para os elevados custos que a
estabilização impôs ao país, nos anos seguintes, na forma de juros
elevados, fragilidade externa e baixo crescimento”
Dionisio Dias Carneiro e Thomas Wu

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Produto, taxa de juros e taxa
de câmbio
 Em 1997 e 1998: Déficit em transações correntes superior a 4%
do PIB que precisava ser financiado por um superávit na conta
de capital.

 Em 1994, as reservas internacional eram de US$ 43 bilhões

 Este superávit só poderia ser gerado por um entrada de


investimentos

 Atualmente estão em torno de 350 bilhões.

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Evolução do Câmbio no Brasil
Taxa de câmbio - efetiva real - (média 2005 = 100)

Câmbio
Crise do $3,27
México
Câmbio
$3,20

Plano
Real Câmbio
(jul/94) $1,77 Crise da Ásia
Regime de Metas

Fonte: IPEADATA
Evolução do Câmbio no Brasil
Taxa de Juros (Selic) - % a.a
Para manter o câmbio
8.0 Apreciado necessita
Crise do
de juros altos.
7.0 México
Crise da Ásia (1997) e O Brasil foi muito além
6.0 nos anos 90
Regime de Metas
5.0

4.0 Crise da Rússia e


Apagão energético
3.0

2.0

1.0

0.0
1997.11

1999.03

2013.03

2014.07
1994.07
1995.03
1995.11
1996.07
1997.03

1998.07

1999.11
2000.07
2001.03
2001.11
2002.07
2003.03
2003.11
2004.07
2005.03
2005.11
2006.07
2007.03
2007.11
2008.07
2009.03
2009.11
2010.07
2011.03
2011.11
2012.07

2013.11

2015.03
Fonte: IPEADATA
A CURVA BP E O EQUILÍBRIO
EXTERNO
Saldo do Balanço de Pagamentos US$ (milhões)

Fonte: IPEADATA (IBGE)


Na Grécia
 Manter-se na Zona do Euro traz todos os problemas associados à
regimes de câmbio fixo em países em situação de desequilíbrio fiscal e
de balanço de pagamentos.

 A Grécia vem apresentando constantes déficits em transações


correntes.

 No início dos anos 2000, esse déficit já era da ordem de 7% do PIB.


Com a crise de 2008, o déficit aumentou, superando 14% do PIB em
2009 e, mesmo tendo se reduzido, situou-se acima de 10% do PIB em
2011.
http://www.brasil-economia-governo.org.br/2012/03/12/a-grecia-deve-
abandonar-o-euro/
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2124
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