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Adventistas e o além-túmulo

Que Diz a Bíblia

É incrível, mas muitos religiosos confessam não crer que haja


existência consciente entre a morte e a ressurreição. Afirmam que
“essa crença é de origem pagã”. Esta é, por exemplo, a opinião dos
adventistas do sétimo dia. Mas, se examinarmos as Escrituras Sagradas
sem idéias preconcebidas, facilmente enxergaremos que Jesus Cristo e
os apóstolos pregaram a existência de vida consciente no além-túmulo.
São diversas, as referências bíblicas que poderíamos citar para provar
a ortodoxia do que acabamos de afirmar. Todavia, fiquemos por
enquanto só com as que estão relacionadas a seguir.
Filipenses 1.21-26
“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na
carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher.
Mas de ambos os lados estou em aperto tendo desejo de partir, e estar
com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário,
por amor de vós, ficar na carne. E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e
permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé. Para que a
vossa glória abunde por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a
vós” (Almeida Revista e Corrigida).

Agora passemos á interpretação da transcrição acima. No versículo 21,


o apóstolo Paulo apresenta o seu conceito acerca da vida. Para ele,
Cristo é a vida, ou seja, viver é estar com Cristo. A seguir, ele mostra
que na sua opinião a morte, para o salvo, não representa nenhuma
derrota, sendo até vantajosa. No versículo 22, ele chama o não morrer
de viver na carne e assegura que se isso lhe concedesse oportunidade
de produzir frutos, isto é, a oportunidade de fazer uma obra maior em
prol do Reino de Deus, ele ficaria sem saber o que escolher. Ora, se ao
NÃO MORRER ele chama de VIVER NA CARNE, naturalmente o morrer
é, obrigatoriamente, o contrário disso; E o contrário de VIVER NA
CARNE só pode ser VIVER FORA DA CARNE. O contrário de viver é
morrer, mas o contrário de viver dentro duma certa casa não é morrer,
mas, sim, viver fora dela. A seguir, Paulo diz que estava em aperto de
ambos os lados, mas que desejava “partir para estar com Cristo”, por
ser isto muito melhor. Depois da opção registrada no versículo 23, ele
volta atrás no versículo 24, e decide por “ficar na carne”, o que equivale
a dizer, NÃO ficar FORA DA CARNE, como já vimos. Ora, é fácil vermos
que o apóstolo rotula o não morrer de “VIVER NA CARNE” e “FICAR NA
CARNE”. E à morte ele chama de “PARTIR” e “ESTAR COM CRISTO”.
Finalmente, ele deixa bem transparente que o que ele chamava de
PARTIR E ESTAR COM CRISTO não era uma referência ao
arrebatamento da Igreja. Senão, vejamos: No versículo 25, ele garante
que não ia partir e, sim, ficar e permanecer com os irmãos, para
proveito deles e gozo da fé. Ora, se ele estivesse se referindo ao
arrebatamento da Igreja, ele teria mentido, pois já morreu e, portanto,
não permaneceu conosco. Cadê ele? Se ele não estivesse, no contexto,
se referendo à morte e à vida quando disse que não sabia o que
escolher entre viver na carne ou partir; e também quando disse que
decidiu por ficar e que deste modo sabia que ficaria, ele não teria
morrido e nem morreria nunca, pois pertenceria ao grupo de salvos
que estará vivo no dia da vinda de Jesus (I Ts. 4.17); mas isso não
aconteceu, visto ter ele morrido e, assim, podemos ver que para ele,
morrer era viver fora da carne e partir para estar com Cristo.
Depois de tudo que já dissemos, ainda nos resta, juntamente com o
leitor, analisarmos o versículo 26, no qual o apóstolo Paulo, depois de
dizer no versículo 24 que julgava mais necessário, por amor aos
irmãos, ficar na carne; e no versículo 25 que, por conseguinte, sabia
que ia ficar, diz, no versículo 26, o objetivo disso: “Para que a vossa
glória abunde por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós”.
Está claro que o apóstolo Paulo está se referindo aí a não morrer tão
cedo, mas FICAR com os irmãos por mais algum tempo para poder
fazer a eles mais uma visita e, deste modo, contribuir para que a glória
dos irmãos abundasse por seu intermédio, em Cristo Jesus”. Sim, o
texto bíblico transcrito e analisado neste tópico prova cabalmente que
Paulo chamou a morte de “partir para estar com Cristo”, o que prova
que ele acreditava na realidade duma existência consciente entre a
morte e a ressurreição.

Se Paulo estivesse se referindo ao arrebatamento, ele teria optado por


não ser arrebatado para ser útil aos irmãos, o que é um absurdo.
4.1.2. II Coríntios 5.1-8
“Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se
desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não ao feita por mãos,
eterna, nos Céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito
ser revestidos da nossa habitação que é do Céu, se é que, estando
vestidos, não formos achados nus. Porque na verdade nós, os que estamos
neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser
despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.
Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como
penhor o Espírito Santo. Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo
que, enquanto estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor
(porque andamos por fé, e não por vista); temos bom ânimo, mas
desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes
com o Senhor” (Versão Revisada).

No versículo l, o apóstolo Paulo chama o nosso corpo de “casa terrestre


deste tabernáculo” e assegura que se ele se desfizer, receberemos de
Deus um edifício, uma casa não feita por mãos (isto é, não desta
criação, ou seja, não feita pelo homem), diz que este edifício é uma casa
eterna e ainda dá o seu endereço: ela está nos Céus. Ora, quando é que
a “casa terrestre deste tabernáculo” se desfaz? Porventura não é
quando se morre? Paulo não está aqui se referindo ao arrebatamento
da Igreja, pois no arrebatamento os nossos corpos não serão
destruídos, pois subiremos ao Céu em corpo, alma e espírito. Os corpos
dos cristãos que estiverem vivos, quando do arrebatamento da Igreja,
não serão destruídos, mas, sim, transformados (1Ts 4.13-17; 1Co.
15.51-52). Sem dúvida alguma, o apóstolo Paulo estava se referindo à
morte, quando escreveu ensinando acerca das conseqüências da
destruição da “casa terrestre deste tabernáculo”.

Nos versículos 2-5, o apóstolo confessa que nós gememos, desejando


muito ser revestido da nossa habitação que é do Céu, e acrescenta que
foi Deus, o qual nos deu o penhor do Espírito Santo, quem nos
preparou para isto.

No versículo 6, ele diz que enquanto estamos presentes no corpo


estamos ausentes do Senhor; daí podermos deduzir que quando não
estivermos presentes no corpo, estaremos na presença do Senhor.
Perguntamos: Que é estar presente no corpo? Não é estar vivo? Se sim,
quando estivermos ausentes do corpo, ou seja, quando morrermos,
estaremos presentes com o Senhor. Isto é óbvio, porque, “se enquanto
presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor”, necessariamente,
quando não estivermos presentes no corpo, estaremos presentes com
o Senhor. Claro como a luz do dia.

No versículo 7, Paulo abre parênteses para explicar o porquê dele


haver dito que enquanto estamos presentes no corpo estamos
ausentes do Senhor. O porquê disso é: “Andamos por fé e não por
vista”. Ora, do fato do apóstolo afirmar que enquanto estivermos
presentes no corpo, isto é, enquanto não morrermos, como já vimos,
estamos ausentes do Senhor, se subentende que, quando estivermos
ausentes do corpo, estaremos presentes com o Senhor. E o fato dele
haver dito entre parênteses que o motivo pelo qual ele disse que
enquanto estamos no corpo estamos ausentes do Senhor é “porque
andamos por fé e não por vista” revela que, quando estivermos
ausentes do corpo, deixaremos de andar por fé e passaremos a andar
por vista, ou seja, então veremos as coisas nas quais agora apenas
cremos. Isto fala duma existência consciente, e que os mortos estão
com suas faculdades mentais em perfeito funcionamento; sim, o
apóstolo não poderia dizer que quando um cristão morre deixa de
andar por fé e passa a andar por vista, se o nosso verdadeiro “eu” não
sobrevivesse à morte do corpo.

Finalmente chegamos ao versículo 8, onde Paulo diz sem rodeios que


desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor. Ora, o que é “estar
ausente deste corpo” ou “deixar este corpo”, como o diz o ALMEIDA
REVISTA E CORRIGIDA, “para estar presentes com o Senhor”? Já vimos,
enquanto estudávamos juntos o versículo 1, que quando do
arrebatamento da Igreja, não deixaremos os nossos corpos; logo, o
apóstolo estava se referindo à morte, quando diz que desejava deixar o
corpo para habitar com o Senhor. É possível raciocinar e chegar a uma
conclusão contrária?
II Coríntios 12. 2-8.
“Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não
sei, se fora do corpo não sei: Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro
Céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei:
Deus o sabe), que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis,
as quais não é lícito ao homem referir. Desse tal me gloriarei, mas de
mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. Pois, se
quiser gloriar-me, não serei insensato, porque direi a verdade; mas
abstenho-me, para que ninguém pense de mim além daquilo que em mim
vê ou de mim ouve.
E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações,
foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás para me
esbofetear, a fim de que eu não me exaltasse demais, acerca do qual três
vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim” (Versão Revisada).

Esta referência (II Co. 12.2-8) é mais que suficiente para provar por si
só que o homem possui um espírito e que este pode viver dentro ou
fora do corpo. Assim sendo, fica claro que o homem sobrevive á morte
do corpo, pois ele (o espírito) não depende do corpo para existir
conscientemente. O que nos leva a fazer esta afirmação é o fato do
apóstolo Paulo dizer que ele havia sido arrebatado ao Paraíso, mas que
ignorava se esse arrebatamento havia sido no corpo, ou se fora dele.
Ora, o que é ser arrebatado no corpo? E o que é ser arrebatado fora do
corpo? Ser arrebatado no corpo significa ter experiências iguais às que
tiveram Enoque (Gn. 5.24; Hb. 11.5), Elias (II Rs. 2.1,11), Jesus (At. 1.9)
e Filipe (At. 8.39,40). E ser arrebatado fora do corpo é ser arrebatado
em espírito e significa ter experiências similares às que tiveram
Ezequiel (Ez. 8.3) e João (Ap. 1.10). Sendo assim, o espírito humano
pode sair do corpo, ir a um determinado lugar, retornar ao corpo e
ainda conservar lembranças do lugar visitado. Alguém talvez objete,
alegando que o arrebatamento no corpo pode ser apenas um estado de
êxtase, que permite ao arrebatado ter a impressão de que subiu ao Céu
quando, na verdade, não saiu do planeta Terra. Esta objeção é correta,
pois realmente existe o arrebatamento de sentido” (At. 10.10 ALMEIDA
REVISTA E CORRIGIDA). Mas, no que diz respeito ao arrebatamento
fora do corpo, sem dúvida se refere ao ato do espírito sair do corpo e
voar ao lugar determinado por Deus. Então, embora possamos admitir
que ser arrebatado no corpo não seja, necessariamente, ter experiência
similar às que tiveram Enoque, Elias, Jesus e Filipe, ser arrebatado fora
do corpo implica em que o espírito se separe do corpo. E isto prova que
o homem tem o seu lado espiritual, que este constitui o nosso
verdadeiro “EU”; e que pode existir conscientemente à parte do corpo,
não dependendo deste para viver e que, portanto, sobrevive à morte.

Certo testemunha de Jeová disse-nos que “é errado pregarmos a


imortalidade do espírito à luz de II Co. 12.2-8 porque, nesta passagem
bíblica, o apóstolo Paulo não diz que ele foi arrebatado ao Paraíso fora
do corpo. O que Paulo diz aí”, disse-nos, “é que ele não sabia se tal
arrebatamento havia sido ou não fora do corpo. Ora, se Paulo não sabia
se o referido arrebatamento se deu no ou fora do corpo, como
dizermos que este texto prova que é possível ser arrebatado fora do
corpo?” Mas lhe respondemos que nisto está a maravilha. Se o apóstolo
não sabia se tal arrebatamento se deu no ou fora do corpo é porque ele
admitia ambas as possibilidades; se ele admitia ambas as
possibilidades, então é possível ser arrebatado fora do corpo; e se é
possível ser arrebatado fora do corpo, só nos resta sabermos o que é
isso. E o que é isso, senão o desprender-se o espírito do corpo e voar?
Lucas 23.43
“Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no
Paraíso”.
Este versículo é a resposta de Jesus ao ladrão penitente que suplicava e
implorava a Sua misericórdia. Esta passagem bíblica deveria ser mais
que suficiente para dirimir as dúvidas de um inquiridor sincero,
quanto à existência de vida consciente no período intermediário, ou
seja, entre a morte e a ressurreição. Mas os adventistas do sétimo dia e
os testemunhas de Jeová questionam esta tradução, alegando que este
versículo está mal traduzido. Segundo eles, a tradução correta é: “…
Deveras eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso”. Com esse
“argumento” querem provar que Jesus não disse que o ladrão
arrependido estaria consigo naquele mesmo dia no Paraíso, e sim, que
Ele (Jesus) disse ao salteador que este estará consigo um dia no
Paraíso, e informou-lhe na hora em que estava a prometer-lhe o
Paraíso que esta promessa lhe estava sendo feita naquele dia. Medite,
porém, o leitor e responda para si mesmo: Havia necessidade de Jesus
informar àquele ex-bandido que era naquele dia que Ele lhe prometia o
Paraíso? Não encontramos nada similar nas demais frases montadas
por Jesus. Esta forma de expressar-se não caracterizava o Senhor Jesus
Cristo. Se a tradução correta não fosse como se acha exarada nas
versões clássicas, mas como querem os adventistas e os jeovistas, a
palavra “hoje” ali contida seria supérflua. É digno de nota o fato de que
Jesus não compôs nenhuma sentença similar à que os adventistas e os
jeovistas dizem que Ele formou. Por exemplo, não disse Ele a
Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo hoje: Se alguém não
nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (queira ver Jo 3.3). Não
é curioso o fato de Jesus não ter usado uma única vez a dição que
dizem que ele usou em Lc 23.43?!

Esse argumento, cujo objetivo é defender uma doutrina fabricada pelos


homens, se fundamenta em duas bases não sólidas:

1a.) A pontuação é um recurso gramatical relativamente moderno, não


constando, portanto, nos manuscritos antigos. Por esta razão, os
russelitas (testemunhas de Jeová) e os adventistas se vêem no direito
de correr com a pontuação a seu bel-prazer;

2a.) Dizem que, segundo o contexto bíblico, não há vida consciente


entre a morte e a ressurreição.

A primeira base seria sólida gramaticalmente, mas a segunda é um


disparate teológico, pois, como já vimos e continuaremos a ver, a
EXTINÇÃO e o SONO DA ALMA, pregados respectivamente pelos
testemunhas de Jeová e pelos adventistas não resistem a um confronto
com as Escrituras Sagradas.
O Adventismo Recita Seus Textos Prediletos
II Timóteo 4.8
“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor,
justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a
todos os que amarem a sua vinda”.

adventistas alegam que a crença de que os mortos salvos estão no


Paraíso colide com 2Tm. 4.8, pois que este versículo diz que o apóstolo
Paulo não acreditava que receberia a coroa imediatamente após a
morte e, sim, “naquele dia”. Mas os adventistas precisam saber que os
mortos salvos estão no Paraíso sem as coroas, porque estas serão
distribuídas no dia do arrebatamento da Igreja (1Co 3.12-15; 2Co.
5.10;).
I Coríntios 15.18
“Logo, também os que dormiram em Cristo estão perdidos”.

Este versículo é, na opinião dos adventistas, mais uma prova de que os


mortos não estão cônscios. Alegam que “se os mortos salvos estão
felizes com Cristo no Paraíso, o fato de seus corpos não serem
ressuscitados não representaria nenhuma perdição”. Mas o que o
apóstolo Paulo está dizendo é que se Cristo não tivesse ressuscitado,
Ele não seria o que Ele disse ser: o CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO, O
IMPECÁVEL, O CAMINHO PARA DEUS e, sim, mais um embusteiro; e,
deste modo, o Cristianismo fundado por Ele seria uma seita falsa, e
perdido estaria quem tivesse morrido como seu adepto (Rm. 4.25; I Co.
15.12-58). Claro, se Cristo não tivesse ressuscitado, estaria
subentendido que Seu Sacrifício não teria sido aceito por Deus.
Entendendo Eclesiastes 3.18-19
“Disse eu no meu coração: é por causa dos filhos dos homens, para
que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmo como
os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo
também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede: como morre um,
assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos
homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade”.

Caro leitor, se um adventista lhe apresentar estes versículos com a


finalidade de “provar” que a alma não sobrevive à morte do corpo,
diga-lhe que Salomão não está dizendo que assim é, mas, sim, dizendo
que ele um dia havia pensado essa bobagem. Chame a sua atenção para
o fato de que as primeiras palavras dos versículos acima copiados são:
“Disse eu no meu coração”, e que a interpretação é: “Eu pensei”. Ora,
quem diz “eu pensei” certamente não pensa mais.

Cremos ter deixado claro que quando a Bíblia diz que os mortos
dormem no pó da terra (Dn. 12.2), está dizendo tão-somente que o
corpo (e não a alma) dorme. O corpo dorme porque está inconsciente e
destinado à ressurreição.
Quanto a Ez. 18.4, que diz que “a alma que pecar, essa morrerá”, é bom
lembrar que neste versículo a palavra alma significa pessoa. A palavra
alma aparece na Bíblia com vários significados. Além disso, todo aquele
que ainda não aceitou a Jesus como seu Salvador é uma alma morta,
espiritualmente; porém, no versículo em apreço (Ez. 18.4), Deus estava
apenas mandando apedrejar os que pecassem.

Há outros textos correlatos a serem considerados, mas paremos por


aqui e oremos pelos adventistas. Nossas orações falarão mais alto do
que os nossos argumentos.

Extraído do livro “IASD: Que Seita É Essa?” – Pr. Joel Santana