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Projecto-Mapeamento à escala 1:10000 da região Luanda/Bengo

1. Introdução

Os mapas sempre existiram, ou, pelo menos, o desejo de delimitar o


espaço sempre esteve presente na mente humana. A percepção do meio ambiente
e a elaboração de estruturas abstractas para representá-lo foram uma constante na
da vida em sociedade desde os primórdios da humanidade até os nossos dias. Mas
a história da cartografia teve início com o primeiro testemunho tangível de
representação cartográfica (o fato de desenhar um mapa sobre o primeiro suporte
disponível), dando existência concreta à antiga abstracção.
Ao substituírem o espaço real por um espaço analógico (processo básico
da Cartografia), os homens adquiriram um domínio intelectual do universo que
trouxe inumeráveis consequências. Os mapas precederam a escritura e a notação
matemática em muitas sociedades, mas somente no século XIX foram associados
às disciplinas modernas cujo conjunto constitui a cartografia. Mas isso não impede
que os de épocas anteriores remontem às próprias raízes de nossa cultura.
Os mapas eram considerados marcos significativos da evolução da
humanidade; por consequência, aqueles que não indicassem algum progresso
rumo à objectividade deixavam de ser seriamente estudados.
O mapeamento, que consiste dos processos de desenho, compilação e
impressão de mapas, pode ser distinguido da cartografia que é o estudo de
métodos de mapeamento e comunicação através dos mapas.
Esta diferenciação entre a tecnologia (que se refere ao mapeamento) e a arte e
ciência dos mapas (que é cartografia) não implica numa separação inerente aos
papéis que desempenham. Mapeadores que também tomam decisões sobre os
métodos e objectivos são cartógrafos, mesmo que os cartógrafos não
necessariamente desenhem um mapa. Não obstante, isto indica que o
conhecimento sobre a produção de mapas e o seu uso requer mais que a
habilidade mecânica e artística necessária para desenhar uma representação
padronizada de uma paisagem.
A generalização cartográfica é um campo de conhecimento importante na
cartografia. Este conhecimento é aplicado na produção de cartas derivadas de
cartas em escalas maiores. Quando se produz uma carta derivada com uma
escala menor do que a da carta original, esta nova carta poderá apresentar
problemas de ordem geométrica.
Este trabalho tem como objectivo de desenvolver o tema sobre
Mapeamento à escala 1:10000 da região da Funda. O mesmo se enquadra no
programa académico da disciplina Projecto que visa, por um lado, dotar ou dar
conhecimento prático aos estudantes sobre os aspectos metodológicos para a
elaboração de um trabalho científico (Projecto), e por outro, dar conhecimento
técnico na área de cartografia e de outros suportes científicos que auxiliam na
realização do mapeamento como a Geodesia, Topografia e Fotogrametria.

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2.Geografia
a) Localização

A nossa área (Funda) de trabalho está localizada na província do Luanda.


O Luanda é uma província do norte de Angola. A superfície da província de Luanda
é de 2.417,78 Km2 que representa 0,19 por cento da superfície do território
nacional.

A área de estudo situa-se no município da Cacuaco localizado na parte


Norte da Província de Luanda que situa- se na parte setentrional do território
angolano.

Segundo pontos extremos, está é dada pelas seguintes coordenadas: O


extremo setentrional está situado no ponto Casucata (58,58) entre o município do
Cacuaco e a província do Bengo a 08º 37,30” de Latitude Sul e 13º 24”06 de
Longitude Este; O extremo meridional está situado na desembocadura do rio
Quanza, entre o município de Viana e a província do Bengo, 09º 20,44”, de Latitude
Sul e 13º 09”21 de Longitude Este; O extremo oriental está situado no limite entre a
província do Bengo e o município do Cacuaco a 08º 50”55” de Latitude Sul e 13º
37”58” de Longitude Este; O extremo ocidental encontra-se situado no município da
Samba, a 09º04”33” de Latitude Sul e 12º 59”42” de Longitude Este.

A província de Luanda está limitada ao Norte, Sul e Este com a província do


Bengo e pelo Oeste com o oceano Atlântico.

b) Hidrografia

Uma das suas maiores riquezas é a rede hidrográfica que atravessa este
território, banhado pelos rios Bengo e Kwanza. Como não podia deixar de ser,
estes rios são detentores de uma vasta gama de crustáceos e peixes variados.

c) Clima

O clima é quente e húmido, mas surpreendentemente seco, devido à


corrente fria de Benguela que impede a condensação da humidade para gerar
chuva. Frequentemente, o nevoeiro impede a queda das temperaturas durante a
noite, mesmo durante o mês de Junho, que costuma causar secas completas até
Outubro.

Luanda possui uma precipitação anual de 323 milímetros, mas a


variabilidade está entre as mais altas do mundo, com um coeficiente de variação
superior a 40%. O curto período de chuvas nos meses de Março e Abril depende
de uma contracorrente de norte que traz humidade à cidade.

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d) Temperatura

A temperatura média anual que se regista na província Luanda é de


Mais de 26 graus durante a Estação Chuva - Outubro a Abril;
Entre 20 a 22 graus durante a Estação Seca - Maio a Outubro.

e) Pluviosidade

A média anual de pluviosidade na província de Luanda é de 250 a 500 mm


durante a Estação Chuvosa - Outubro a Abril.

3.Geodesia
A Geodesia é a ciência que trata da medida e do monitoramento do
tamanho e da forma da Terra, além da localização de pontos em sua superfície.

A Geodesia encontra-se dividida e m três ramos, Geodesia Física ou


Gravimétrica, Geodesia Celeste e a Geodesia Geométrica.

Neste trabalho vamos nos apoiar na Geodesia Geométrica porque trata da


localização de pontos sobre a superfície terrestre a partir de um modelo elipsoidal,
através de medidas angulares e de distâncias, permitindo o estabelecimento de
uma rede de pontos que servem de base para levantamentos. É a parte da
Geodesia que trata das medidas lineares e angulares realizadas na superfície
terrestre.

3.1.Etapas do adensamento da rede de apoio


Uma das aplicações da geodesia, está no adensamento e
desenvolvimento de novas redes geodésicas que podem servir para fins
cartográficos, quer sejam locais, regionais ou até mesmo globais. Para esta
finalidade utilizamos o processo clássico (triangulação) proporcionando desta forma
a possibilidade de mapear a zona, apoiando-se em bases curtas de maneira
confiável e com precisão.

a) Planificação em gabinete

Na fase da planificação em gabinete fez-se o pre-reconhecimento da zona


em questão apoiando-se numa carta topográfica de escala 1/25.000,folha Nº90-C-I
da Funda, município de Cacuaco, província de Luanda, na qual verificou-se a
existência de marcos da rede geodésica local podemos constatar que a região é
muito acidentada, com vegetação não efémera, de mata esparsa, com arbustos
densos e espinhoso, separados e em grupos, matas com árvores de altura media
9m. A cota dos pontos vária num intervalo de 25 a 125m, zonas com existência de
condutas de água subterrânea.
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Com o pre-reconhecimento efectuado foi possível identificar dois (2) pontos


da rede geodésica nacional que nos serviram como base.

Designação Coordenadas(X) Coordenadas(Y)


A 338901,23 9020736,56
B 335623,34 9024845,84

Tabela nº1-Coordenadas dos pontos da base

b) Reconhecimento

Uma vez ter sido concluída a etapa de planificação em gabinete, e tendo


sido criada todas as condições necessária para se dar início a execução do
projecto, estando em campo, antes de se dar início, o passo que se segue é de
fazer um prévio reconhecimento de campo, de todas as condições e pormenores já
anteriormente identificadas no mapa (na altura de projecção em gabinete), que
servirão de apoio para implantação da nova rede, o que inclui; a confirmação da
existência ou não dos marcos da rede geodésica Nacional e de outros pontos de
apoio e das condições das suas estruturas, se há ou não disponibilidade da
ocupação dos marcos e de outras condições que permitam validar o projecto.

c) Cálculos da área de trabalho.

O nosso trabalho tem como base, a carta na escala 1:25000 da região da


Funda (90-C-I) de onde foram efectuadas divisões em nove partes, das quais para
o trabalho em questão foram abrangidas as folhas 90-C-l-8,90-C-l-7,90-C-l-4,90-C-
l-5 atendendo o facto de que foi considerado uma área de sobreposição de dois (2)
centímetros (respectiva a escala correspondente).

Para definir a área de acção dividiu-se a carta Nº 90-C-I em quatro partes


iguais e cada estudante trabalhou em uma destas partes.

Sendo assim vem:

Cálculo da área de trabalho

Dados

C=26, 1cm=0,261m↔C=0,261m x 250m=65,25m

L=27, 8cm=0,278m↔L=0,278m x 250m=69,50m

AT=65,25m x 69, 50m=4.534,875m2

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d) Materialização dos marcos

O marco geodésico é um ponto materializado no terreno, em concreto, com


pino de bronze numerado, donde se é capaz de saber as coordenadas geográficas
do ponto e sua altitude.

A forma e o tipo de materialização dependem da importância dos pontos,


assim como da sua localização. Quanto à importância dos pontos de apoio, eles
dividem-se entre redes geodésicas, redes de apoio topográfico e redes de
triangulação cadastral.

No presente trabalho utilizou-se marcos do tipo piramidal confeccionados


em forma metálica tendo utilizando-se matérias de construção civil tais como:
cimento, água, burgau, areia e uma chapa metálica com a indicação do ponto
topográfico, onde a forma metálica tem dimensões é indicado na figura.

Figura nº1-Caracteristicas do marco escolhido para o adensamento da rede.

e) Adensamento da rede

Como no mapeamento interessa-nos fundamentalmente o pormenor, não é


possível utilizar apenas os vértices geodésicos para apoio dos levantamentos, pois
as distâncias entre eles são demasiado grandes.

Por este motivo, aumenta-se a densidade de pontos da rede utilizando


novos vértices. No nosso caso utilizamos o método clássico para determinar as
coordenadas vértices da rede geodésica.

Ao estabelecer-se uma rede de apoio com métodos clássicos é sempre


conveniente fazer-se a sua ligação aos vértices geodésicos, para que o trabalho
fique ligado à rede geodésica nacional e se enquadre na referência global. No
entanto, pode acontecer que, devido aos pontos de apoio se encontrarem muito
distantes e o tipo de trabalho não justificar a construção de pontos de apoio mais
próximos, se construa uma rede sem apoio nos vértices geodésicos.

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No presente projecto foram projectadas redes de quarta ordem, primeira e


segunda categoria atendendo as normas ou regulamento do IGCA.

O adensamento das redes geodésicas de 4ª ordem, primeira e segunda


categoria obedece alguns passos e procedimentos no qual passaremos a cítalos:

 Projecção e desenho preliminar das redes geodésicas de triangulação (ver


rede projectada em anexo).

 Reconhecimento preliminar e final das redes geodésicas de triangulação


projectada e implantação dos marcos geodésicos necessários e construção
dos sinais.

 Medição das direcções horizontais e zenitais desde a base inicial e até as


correspondentes estações de triangulação.

 Elaboração preliminar e final (cálculos de campo) dos resultados das


medições nas estações de triangulação:

i. Redução das direcções horizontais a os centros das estações


de triangulação.

ii. Redução dos resultados das medições geodésicas á superfície


do elipsóide e na Projecção Cilíndrica Universal Transversal de
Mercator (UTM).

 Cálculo e ajuste dos desníveis entre as estações e obtenção das alturas


normais das mesmas pelo método de nivelamento trigonométrico.

 Ajuste da rede geodésica de triangulação pelo princípio dos mínimos


quadrados e avaliação da exactidão dos elementos ajustados.

Cálculo dos elementos da rede de triangulação e elaboração dos catálogos


das estações geodésica.

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Redes municipais Redes de adensamento Rede de levantamento


1º e 2º ordem 3º e 4º ordem 1º e 2º categoria
Comprimento dos lados 20km˂ 7-20km 5-8km 1-5km 2-5km 0,5-2km
do triângulo
Erro médio quadrático do ±0,7´´ ±1,0´´ ±1,5´´ ±2,0´´ ±5,0´´ ±10,0´´
ângulo medido
Erro médio quadrático da 1/400000 1/300000 1/200000 1/100000 1/50000 1/20000
medição da base
Erro médio quadrático da ±5,0´´ ±5,0´´
determinação astrom.
Erro de fecho angular de ±3,0´´ ±4,0´´ ±6,0´´ ±8,0´´ ±20,0´´ ±40,0´´
um triângulo
O valor mínimo do ângulo 30º 30º 20º 20º 20º 20º
tiângulo em rede
O valor mínimo do ângulo 40º 40º 30º 30º 30º 30º
tiângulo em cadeia

Tabela nº2-Normas técnica de desenvolvimento da rede geodésica pelo


método de triangulação.

Depois de se finalizar os trabalhos em campo, e no gabinete faz-se o ajuste


das magnitudes medidas pelo método das condições.

As etapas fundamentais do ajuste de redes geodésicas pelo método de


condições em geral são as seguintes:

1 Elaboração do esquema da rede geodésica desenvolvida.

2 Determinação do número e tipo de condições que surgem na rede


geodésica desenvolvida.

3 Estabelecimento das equações condicionais das correcções, cálculo dos


coeficientes das correcções e os termos independentes reais e toleráveis.

4 Avaliação da exactidão dos resultados das medições das direcções


horizontais a partir dos erros de fecho reais dos triângulos formados.

5 Formação e solução do sistema de equações normais dos termos


correlativos e avaliação da exactidão dos resultados do ajuste.

6 Cálculo das correcções às direcções horizontais ou ângulos da rede


geodésica.

7 Cálculo dos elementos finais da rede geodésica e elaboração do catálogo


das coordenadas.

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Equações de condição nas redes de triangulação

Na triangulação composta por p1 pontos a determinar e po iniciais, é


suficiente medir po+p1 direcções para orientar as direcções medidas em cada
pontos e 2p1 direcções para intersecção de cada a determinar. É dizer que é
suficiente medir k = po+3p1 direcções. Na prática, como regra, em qualquer
desenvolvimento de redes geodésicas se medem consideravelmente mais
direcções. Por isso na rede geodésica na qual se tem medido n direcções surgem
r= n – k condições.

Assim, nas redes de triangulação, triláteras, poligonação e nivelamento os


valores das magnitudes medidas devem satisfazer as seguintes condições gerais:

1. Condição de figura (de polígono para as redes de nivelamento);

2. Condição de horizonte;

3. Condição de ângulos de direcção (azimutes);

4. Condição de soma de ângulos;

5. Condições de lado e lados iniciais.

6. Condição de pólo;

7. Condições de azimutes iniciais;

8. Condição de coordenadas.

É de realçar que nas redes de triangulações surgem todas as condições


enumeradas no parágrafo anterior.

Levantamentos topográficos

As operações de recolha de dados topográficos são designadas por


levantamentos topográficos.

Devido as característica do terreno (muito acidentado) utiliza-se o


nivelamento trigonométrico que realiza a medição da diferença de nível entre
pontos no terreno, indirectamente, a partir da determinação do ângulo vertical da
direcção que os une e da distância entre estes, fundamentando-se na relação
trigonométrica entre o ângulo e a distância medidos, levando em consideração a
altura do centro do limbo vertical do teodolito ao terreno e a altura sobre o terreno
do sinal visado.

O nivelamento trigonométrico baseia-se na resolução de um triângulo


rectângulo. Portanto, é necessário colectar em campo, informações relativas à

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distância (horizontal ou inclinada), ângulos (verticais, zenitais ou nadirais), além da


altura do instrumento e do reflector.

Figura nº 2-Levantamento trigonométrico

tg α = DN / DH→ DN = DH.tg α

DNAB = DH.tg i + hi - FM no caso de o teodolito medir ângulos zenitais:

DNAB = DH.cotg Z + hi - FM, sendo que i = 90º - Z.

Onde:

Z é o ângulo zenital;

i é o ângulo vertical;

hi é a medida do centro geométrico da luneta até o ponto topográfico;

FM é a leitura na mira;

DN é a diferença de nível entre os pontos A e B;

DH é a distância horizontal entre os pontos A e B.

α é o ângulo de inclinação do terreno entre DN e DH.

Métodos de medição de direcções

Em geral, todo trabalhos geodésicos requer medições de direcções


horizontais e ou zenitais. Na triangulação, concretamente, devem-se medir todas
as direcções horizontais e/ou zenitais nas estações que formam os
correspondentes triângulos.

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Para as medições das direcções horizontais neste projecto foi utilizado o


método das posições circulares ou giro ao horizonte que é o ideal para a medição
das direcções horizontais nas redes geodésicas de triangulação para este projecto
(redes de quarta ordem, primeira e segunda categoria).

f) Matérias e equipamento

Os materias e equipamento utlizado para a realização do adensamento da


rede geodésica são:

 Teodolito

São instrumentos construídos com a finalidade de medir ângulos


horizontais e verticais. Os ângulos horizontais medidos têm o vértice num ponto do
terreno, onde é estacionado o aparelho, e são definidos por duas direcções visadas
utilizando a luneta do instrumento, foi planejado neste projecto o uso do teodolito
wild T3.

Figura2 – Teodolito Wild T3

 Bandeirolas

São utilizadas para manter o alinhamento, na medição entre pontos,


quando há necessidade de se executar vários lances ou para permitir visadas de
pontos não visíveis.

Características:

 Construídas em madeira ou ferro, arredondado, sextavado ou


oitavado;

 Terminadas em ponta guarnecida de ferro;


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 Comprimento de 2 metros

 Diâmetro variável de 16 a 20mm;

 Pintadas em cores contrastantes (branco e vermelho ou branco e


preto) para permitir que sejam facilmente visualizadas à distância;

Devem ser mantidas na posição vertical, sobre o ponto marcado no


piquete, com auxílio de um nível de cantoneira.

Figura 3-Bandeirola

 Fita métrica

A fita métrica é utilizada para medir as distâncias entre dois pontos de


forma directa e é determinada a partir da comparação com uma grandeza padrão,
previamente estabelecida.

Figura4 – Fitas métrica.

 Máquina calculadora

É utilizada após as medições em campo para se calcular as


coordenadas definitivas dos pontos da rede.

 Tripé

É um suporte de três pernas articuladas que utilizado para manter o


teodolito nivelado

 Rádios de comunicação

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Utlizado para manter a comunicação em campo entre os técnicos


quando estes estiverem distantes uns dos outros.

DESIGNAÇÃO MODELOS, TIPO QUANTIDADES


Teodolitos Wild T3 2(Dois)
Bandeirolas 4 (Quatro)
Fita Métrica de 2 m 2 (Duas)
Rádios de comunicação 4 (Quatro)
Maquina Calculadora 2 (Duais)
Tripés 2 (Dois)

Tabela nº3-Instrumentos e equipamentos utilizados no projecto.

g) Comissões de trabalho

Na fase do adensamento da rede estará envolvida uma (1) equipa de


13 (treze) elementos que por sua vez estará subdividida em duas (2) comissões
compostas por 6 (seis) elementos para cada comissão, que são o topógrafo-
observador, O topógrafo-apontador, dois auxiliar de topografia-bandeirolas, um
médicos e um motoristas, e um Eng.º Geógrafo para ambas comissões o
coordenador do projecto.

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h) Cronograma das actividades

O projecto compreende um período de execução de sete (7) meses,


tendo em conta a área do projecto. O nosso projecto compreende cinco fases
nomeadamente planificação em gabinete, reconhecimento, execução, avaliação e
encerramento.

O cronograma tem como objectivo de planificar, estruturar optimizar o


projecto de maneiras a torna-lo exequível no mais apropriado espaço de tempo.

ACTIVIDADES 1ª FASE 2ª FASE 3ª FASE 4ª FASE 5ª FASE


Planificação em gabinete 01/01/13 à 01/02/13
Reconhecimento 02/02/13 à 02/04/13
Execução 03/04/13 à 03/07/13
Avaliação 04/07/13 à 04/08/13
Encerramento 05-08-2013
Tabela nº4-cronograma

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i) Custo do projecto

O orçamento do projecto fez-se levando em consideração as necessidades


materiais inerentes ao projecto bem como da equipa técnica que executará a obra
associando a mesma as suas necessidades.

Sendo assim fez o estudo dos custo dos meterias, assim como todo
envolvente do projecto.

ITEM UNIDADES TEMPO(MÊS) CUSTO UNITARIO CUSTO TOTAL MOEDA


EngºGeógrafo 1 7 150.000 1.050.000 AKZ
Topógrafo-observador 2 7 50.000 700.000 AKZ
Topógrafo-anotador 2 7 50.000 700.000 AKZ
Auxiliar de topografia 4 7 30.000 840.000 AKZ
Motorista 2 7 45.000 630.000 AKZ
Médico 2 7 100.000 1.400.000 AKZ
Aluguer de veículo 2 7 15.000 6.300.000 AKZ
Alimentação ##### 7 ##### 500.000 AKZ
TOTAL 12.120.000 AKZ

Tabela nº5-Orçamento

MATÉRIAS UNIDADES CUSTO UNITARIO CUSTO TOTAL MOEDA


Teodolito 2 1.500.000 3.000.000 AKZ
Bandeirola 4 1.000 4.000 AKZ
Fita métrica 2 500 1.000 AKZ
Tripes 2 10.000 20.000 AKZ
Rádio de comunicação 4 4.000 16.000 AKZ
Material de construção #### #### 10.000 AKZ
TOTAL 3.051.000 AKZ

Tabela nº6-Orçamento.

O custo total do projecto de acordo aos cálculos que foram efectuados é de


15.171.000 KZ.

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4.Fotogrametria
A Fotogrametria pode ser definida como a ciência e a arte de se obter
medidas dignas de confiança por meio de fotografias. A Fotogrametria é dividida
em Fotogrametria Terrestre e Fotogrametria Aérea (Aerofotogrametria).

Embora ela apresente uma série de aplicações nos mais diferentes campos
e ramos da ciência, como na topografia, astronomia, meteorologia e tantos outros,
tem sua maior aplicação no mapeamento topográfico. O uso mais comum da
Fotogrametria é na preparação de mapas plani-altimétricos a partir de fotos aéreas.

No presente trabalho recorre-se a Fotogrametria aérea porque é aquela


que tem maior incidência quando se trata de mapeamento.

A tomada das fotografias aéreas obedece a um planeamento meticuloso e


uma série de medidas são adoptadas para que se possa realizar um vôo de boa
qualidade. É necessário consultar o mapa climatológico para conhecimento do mês
e dias favoráveis à realização do vôo fotogramétrico.

Um projecto de recobrimento é um estudo detalhado, com todas as


especificações sobre o tipo de cobertura, tais como:

Condições naturais da região:

 Local a ser fotografado

 Área a fotografar

 Dimensões da área

 Relevo

 Regime de ventos

 Altitude média do terreno

 Variação de altura do terreno

 Mês para execução do vôo

 Nº de dias favoráveis ao vôo

Apoio logístico:

 Transporte

 Hospitais

 Alimentação

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Condições técnicas (base e aeronave):

 Base de operação

 Alternativa de pouso

 Recursos na base

 Modelo da aeronave

 Autonomia

 Teto de serviço operacional

 Velocidade média de cruzeiro

 Tripulação

Condições técnicas (plano de vôo):

 Altura de vôo

 Altitude de vôo

 Escala das fotografias

 Superposição longitudinal

 Superposição lateral

 Câmara aérea

 Tipo e quantidade de filme empregado

 Rumo das faixas

 Nº de faixas e nº de fotos

 Velocidade máxima (arrastamento)

 Tempo de exposição ideal

 Intervalo de exposição

 Distância entre faixas

 Base das fotos

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5.Cartografia
É a parte da engenharia que trata da representação gráfica da superfície
terrestre. A Cartografia apresenta-se como o conjunto de estudos e operações
científicas, técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de observações
directas ou da análise de documentação, se voltam para a elaboração de mapas,
cartas e outras formas de expressão ou representação de objectos, elementos,
fenômenos e ambientes físicos e sócio-econômicos, bem como a sua utilização.

A escala é uma razão de semelhança entre um objecto e a sua


representação gráfica, entendendo-se por um objecto tudo aquilo que permitir uma
representação gráfica. De maneira sus cinta, define-se escala (E) como sendo a
proporção entre uma medição feita no mapa (d) e a sua dimensão real
correspondente no terreno (D).

A escala de representação gráfica é matematicamente expressa pela


relação:

E = d/ D

Onde:

E: escala

D: distância horizontal no terreno

d: distância gráfica

Na etapa do plano cartográfico o objectivo é construir o mapeamento


básico por meio de ortofotos volumétricas acompanhadas de modelos digitais de
elevação, rede hidrográfica e malha variável compatível com a escala 1/10.000.

A metodologia implantada se baseia na visão estratégica de coordenação e


concentração de esforços e recursos, a partir do planeamento de voos da área de
estudo dos marcos geodésicos implantados e técnicas de ortorretificação
volumétrica para obtenção da cartografia básica na escala 1/10.000, e de uma
política de actualização cartográfica, buscando a melhor relação entre o custo e
beneficio.

O nosso trabalho tem como base, a carta na escala 1:25000 da região da


Funda (90-C-I) de onde foram efectuadas divisões em nove partes, das quais para
o trabalho em questão foram abrangidas as folhas 90-C-l-8,90-C-l-7,90-C-l-4,90-C-
l-5 atendendo o facto de que foi considerado uma área de sobreposição de dois (2)
centímetros (reactivamente a escala correspondente).

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6.Coordenadas dos pontos

Pontos DenominaçõesMagnitudes
X(m) Y(m)
1 A 338901,23 9020736,56
2 B 335623,34 9024845,84
3 Ponto1 337698,94 9019093,51
4 Ponto 2 334025,17 9021094,64
5 Ponto 3 334190,05 9023845,41
6 Ponto 4 339654,47 9022573,52
7 Ponto 5 334983,92 9021384,34
8 Ponto 6 334174,88 9023945,43
9 Ponto 7 336893,43 9020984,45
10 Ponto 8 341873,43 9021736,57
11 Ponto 9 340232,93 9024745,88
12 Ponto 10 339872,94 9019793,61
13 Ponto 11 338951,43 9021074,03
14 Ponto 12 335623,34 9023845,41
15 Ponto 13 337608,74 9022572,59
16 Ponto 14 334035,87 9021304,71
17 Ponto 15 334190,45 9023945,23
18 Ponto 16 339954,37 9020184,15
19 Ponto 17 334983,92 9022452,76
20 Ponto 18 334174,48 9023098,09

Tabela nº7-Coordenadas dos pontos

Elaborado por João Magno Fernandes Júnior – Outubro 2012 18


Projecto-Mapeamento à escala 1:10000 da região Luanda/Bengo

7.Conclusão
Para se mapear a superfície da Terra, antes é necessário conhecer a sua
forma e dimensões. Sabe-se que a Terra é um corpo esférico irregular e que não
possui uma descrição geométrica. Então é necessária a utilização de modelos
adequados para sua descrição de acordo com os objectivos pretendidos nos
levantamentos e mapeamentos.

Os métodos clássicos de ajustamento de redes geodésicas fornecem


soluções de redes horizontais e verticais separadamente. Entretanto, a precisão
dos resultados do ajustamento horizontal depende da precisão das altitudes
geométricas. Além disso, o ajustamento de redes horizontais através destes
métodos é desenvolvido na superfície do elipsóide. Esta metodologia requer o
conhecimento das observações (distâncias e direcções) reduzidas à superfície
matemática antes de serem usadas no ajustamento, acarretando um esforço
computacional muito grande, principalmente quando se trabalha com redes muito
extensas, inconveniências encontradas no método clássico, faz com que hoje em
dia recorre-se com maior frequência a aplicação da geodesia espacial utilizando o
GNSS.

Elaborado por João Magno Fernandes Júnior – Outubro 2012 19


Projecto-Mapeamento à escala 1:10000 da região Luanda/Bengo

8.Referências Bibliográficas
MONICO,J.F.G. Posicionamento pelo GNSS: descrição, fundamentos e
aplicações.UNESP,São Paulo, 2008.

MANOEL, J. V. A Utilização do Método dos Mínimos Quadrados para o


Ajustamento da Triangulação e da Trilateração na Auscultação Geodésica em
Obras de Engenharia Civil. Tese de Doutoramento – Universidade de São Paulo –
Campus de São Carlos, São Carlos,1986.

IBGE. Especificações e Normas Gerais para Levantamentos Geodésicos –


Colectâneas de Normas Vigentes. 1998.

SOBRINHO, Arnaldo da Silva Almeida: Topografia. Universidade Federal do Rio


de Janeiro, Faculdade de Arquitectura e Urbanismo, Departamento de Tecnologia
da Construção. Rio de Janeiro,1986.

Elaborado por João Magno Fernandes Júnior – Outubro 2012 20

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