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Programa de Formação em

Terapeuta Corporal Holístico


Assunto: Massagem Indiana e Tântrica

Emissão: fevereiro/ 2005

Humaniversidade Holística
Al. dos Guaramomis, 1055 – Moema – São Paulo – SP – 04076-012
Telefones: 5055-2800 / 5055-0880
Site: www.espacoholistico.com.br E-Mail: humaniversidade@uol.com.br
Massagem Indiana e Tântrica 1
Sumário
Matéria: Páginas:

Massagem indiana de filosofia tantrica 3

Prevenção e prazer 3

Os sete corpos 4

Os chakras 5

Esquema de chakras e nadis 18

Definição e História do Tantrismo 19

Quadro diferencial entre Drávidas e Árias 22

Regras do comportamento hindu e tântrico 30

Ritual da massagem 34

Massagem Indiana Tântrica (sequência) 35

Massagem Indiana e Tântrica 2


Massagem Indiana de Filosofia Tântrica
Ela é parte da medicina integral da Índia, filha de um tempo em que o ser humano não era separado em
espírito e matéria, mas tratado como um microcosmo, uma unidade de vida regida pelas leis do Universo.
Principalmente com o enfoque holístico emergente neste final de era, a herança dos conhecimentos
tântricos tem sido resgatada por diferentes caminhos. É o caso da massagem tântrica ainda pouco
conhecida no Ocidente, mas que já desperta o interesse dos terapeutas corporais que nela encontram novos
horizontes para o seu trabalho.
“A massagem tântrica influenciou várias outras técnicas de massagem oriental”.
Há anos nós da Ordem Tântrica pesquisamos a medicina tântrica, em cujas práticas encontra-se essa
massagem que originalmente foi desenvolvida pelo povo Drávida - que vivia às margens do rio Indo por
volta de 3.000 a.C. - e integrava a primeira das três iniciações tântricas; as outras duas eram a ritualística e
a sensorial. Naquele tempo, o mestre tocava o discípulo para iniciá-lo, para apresentar o seu eu social ao
seu eu superior”.
Os sábios (rishis) dos tempos antigos aperfeiçoaram-na, inclusive com o uso de mantram extremamente
poderosos, e ela foi incorporada às práticas de sociedades iniciáticas que cultuam o corpo como um
templo divino, como uma via de acesso à consciência superior.
“Toda massagem tântrica é uma forma de iniciação, independente do massagista acreditar ou não. No
fundo, ele atua como instrumento das Egrégoras (as Tradições que se propagam pela continuidade),
ampliando o campo de força delas”.
No passado, membros da Ordem Tântrica fizeram sua primeira viagem à Índia, aproveitando para
consultar alguns mestres a respeito da massagem.
Às margens do sagrado rio Ganges, muitos deles receberam o conhecimento das Egrégoras e dos
templos eternos. O mestre Ananda Ram, confirmou-lhes que o Brasil é hoje uma indispensável fonte da
sabedoria esotérica. Isso redobrou nossa confiança fazendo com que nos últimos anos, tenhamos nos
dedicado a dar cursos para a formação de novos terapeutas corporais no País.

Prevenção e Prazer
A massagem tântrica dura em média uma hora e é sempre aplicada entre pessoas do sexo oposto (o
homem massageia a mulher e vice-versa), pois deve existir a troca de polaridades. É essencialmente
preventiva e age para restabelecer o equilíbrio físico-espiritual do indivíduo. Ela harmoniza os corpos
energéticos, previne doenças estimulando as defesas naturais do organismo, atua principalmente no
sistema glandular e endócrino (chakras), além de tratar fraquezas gerais do coração, fadiga,
desequilíbrios nervosos, perturbações mentais, emocionais e harmonizar a sexualidade.
Além de ser algo muito prazeroso, a massagem tenta elevar a energia kundalini até o chakra do coração
(anahata) para provocar a expansão da consciência. É quando se entra em contato com os "poderes do
yogue" (siddhis), entre eles o conhecimento superior, a consciência do karma, a telepatia e outros dons
psíquicos, a alegria e a justiça. Faz-se bastante alongamento na coluna, que é por onde a kundalini se
manifesta, e no mínimo a pessoa consegue ter insights dessa energia. Com o tempo, ocorre um aumento da
sua intuição, da clarividência e da clariaudiência, e mesmo viagens às dimensões internas e externas do
seu ser.
Kundalini é uma energia de vida com capacidade de provocar a elevação do ser. "Não acreditamos que
exista trabalho espiritualista sem ela". Kundalini alimenta todos os nossos chakras que são outro nível
muito trabalhado pela massagem tântrica.
Já a partir das mãos do massagista, encontra-se toda uma série de correspondências com planos
extrafísicos e níveis de consciência trabalhados pela massagem. As qualidades de cada dedo funcionam
com esse propósito, e de acordo com os problemas da pessoa. Ou seja: o polegar está relacionado com o
elemento éter e lida com a espiritualidade; o indicador, com o elemento ar e trabalha com o pensamento; o
dedo médio, com o elemento fogo e relaciona-se com a iniciativa; o dedo anular , com o elemento água e
lida com o amor, o sentimento; o dedo mínimo, com o elemento terra e trabalha com a sensação.
Usa-se bastante a imposição de mãos, sendo que a postura do massagista deve favorecer o seu estado
de meditação durante a prática, bem como a ativação dos seus próprios chakras - como se nota, há sensível
interação energética entre massagista e massageado.

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O ambiente e a decoração da sala comporão uma estimulante atmosfera de concentração; símbolos
arquetípicos como yantras, mandalas e outros recursos cumprirão essa função. O massagista, por sua vez,
terá à disposição um considerável arsenal de instrumentos com finalidades bastante precisas: cristais,
pedras de vários tipos, perfumes, ervas, incensos, vela com as cores dos sete chakras, água, conchas,
diapasão para o uso de notas musical e material para desenhar mandalas ou yantras sobre a região enferma
do corpo. Os perfumes servirão para estimular as glândulas e os mantras que serão insuflados no corpo
físico-energético farão o realinhamento dos chakras. Se necessário, o massagista fará oferenda de energia
para a pessoa, pela mentalização de cores (cromoterapia).Dependendo do seu grau de experiência poderá
recitar os mantras das pétalas dos chakras ou submantras, de caráter secreto.

Os Sete Corpos
Consideramos a faculdade da massagem tântrica de mexer com os sete corpos como uma forte
evidência do seu valor iniciático.
Especificando as principais características e o tipo de tratamento relacionados com cada um desses
corpos, temos:
O primeiro corpo é o físico. É constituído de alimento. Sua capa muscular, nervos, ligamentos e sua
estrutura óssea, armazenam as tensões dos corpos superiores. Seu elemento é a terra e ele se relaciona com
as gônadas e os órgãos sexuais. Reagem aos amassamentos, torções, pressões e pedras de uso terapêutico.
O segundo corpo é o energético, etérico ou prânico. É constituído de energia, comanda os órgãos dos
sentidos e contém éter, ar, fogo, água e terra (no aspecto prânico). Seu elemento é a água e ele se relaciona
com as glândulas supra-renais e região próxima do umbigo. É trabalhado pelos meridianos da acupuntura
da massagem oriental. Nesse caso, depois de massageada, a pessoa bebe água tratada pela cromoterapia
(energizada em copo colorido).
O terceiro corpo é o do desejo. É o corpo das emoções telúricas que se manifestam pelo instinto. Seu
elemento é o fogo e ele tem ligação com o estômago (plexo solar), sendo trabalhado com a chama e a
energia da vela.
O quarto corpo é o da felicidade. É o corpo das emoções afetivas e amorosas. Seu elemento é o ar e
ele se relaciona com o ato e o coração. É trabalhado pela respiração consciente e com técnicas de
relaxamento.
O quinto corpo é o mental. Seu elemento é o éter e ele está associado aos ouvidos e à garganta. É
trabalhado por meio de sons (mantras e músicas harmoniosas).
O sexto corpo é o do conhecimento. É a manifestação da sabedoria pura. Este corpo só reage a
mantras superiores ou aos mantras dos chakras.
O sétimo corpo é constituído de intuição pura (buddhi maya kosha). É o corpo mais próximo da
nossa mônada espiritual (o "eu sou"). É trabalhado apenas pela iniciação e reage a símbolos inconscientes,
como mandalas, yantras e mulamantras como o Om.
Pelo fato de o homem e a mulher ocidentais, normalmente lidarem muito mal com a sexualidade, até
por questão de ignorância a respeito dos seus instintos básicos, a massagem tântrica dedica especial
atenção aos bloqueios sexuais, que são trabalhados com toques profundos na região pélvica ou pelo
reequilíbrio do chakra muladhara.
De modo geral, compete ao massagista incentivar hábitos saudáveis na pessoa, dar-lhe conselhos sobre
alimentação, postura corporal, desenvolvimento de novos padrões mentais e até sobre a sua auto-ecologia.
Como exemplo, o tântrico costuma ensinar seus clientes a passar por baixo da língua os alimentos vivos
antes de engoli-los, para que entrem em contato com o jiva chakra, para que este absorva melhor sua
qualidade.Ou então a plantar a semente de uma fruta recém comida, para que esta se reproduza e continue
seu ciclo de vida. São conhecimentos simples que complementam a massagem, cujo aprendizado maior
está na própria pessoa que os pratica.
A astrologia é outro ramo de conhecimento que se concilia com a massagem indiana, caso o terapeuta
saiba aplicá-la convenientemente. Alguém que esteja passando por um trânsito astrológico difícil pode,
com o estudo da sua carta natal, receber as vibrações mântricas dos planetas que estão ativando os seus
planetas pessoais, o que alivia e ajuda a lidar melhor com as influências do período.
O candidato à prática dessa massagem tão linda, mágica e terapêutica, deve estar consciente de que ela
envolve um intenso trabalho filosófico e de auto-conhecimento, exigindo muita concentração e
responsabilidade.

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Os Chakras
Os chakras são centros energéticos ou psíquicos dos corpos. Estes estão em constante atividade,
embora sua presença não seja percebida conscientemente. A palavra sânscrita chakra pode ser traduzida
por roda, círculo ou movimento. De acordo com os ensinamentos e as representações pictóricas desses
centros de energia, pode-se afirmar que eles são formados por pétalas. É pelos chakras que transitam e se
movem as energias sutis do corpo.
A Teosofia explica que os chakras estão localizados no duplo etérico, ou seja, numa linha externa ao
corpo físico. Assim, os chakras atuam como centros de energia entre os corpos físico e astral. É assim
tanto no Tantra, como no Xintoísmo e Budismo. Os chakras estão localizados dentro e fora do corpo
(duplo etérico), já a Kundalini, energia da vida e do desejo conhecida também como libido e que ativa os
chakras se movimenta dentro do corpo.
Normalmente, os chakras são pequenos, não apresentando mais do que 5 centímetros de diâmetro. Com
a prática de mantram, yoga, meditação e o desenvolvimento evolucional, os chakras aumentam de
tamanho e sua luz se expande. Sua aparência pode ser descrita como circular, luminosa, tal qual um "CD”
girando. Cada um tem uma cor, mantram e elemento que o estimula.
Seu movimento é ininterrupto. Os sete chakras principais estão associados às glândulas do corpo físico.
Além disso, os chakras também funcionam como centros de captação, contenção e distribuição de energia
para todos os corpos. É importante ressaltar que os chakras mais conhecidos e os mais importantes são os
sete de que falaremos a seguir. Entretanto, os praticantes de mantram, yoga e tantra sabem que existem
outros chakras espalhados pelo corpo.
Os sete principais estão localizados ao longo da coluna vertebral, dispostos verticalmente. Cada chakra
atua em funções específicas, mediante o recebimento de energias internas e externas. Estão divididos em
três grupos: Inferior, Médio e Superior. Temos também 3 nós a serem rompidos ou desatados, que estão
localizados no 1o, no 4o e no 6o, chakra que ordena a subida da kundalini. Os inferiores, mais associados à
matéria, são o Muladhara, o Swadhistana e o Manipura. O Médio, ou Intermediário é o Anahata, associado
aos sentimentos. E os Superiores são o Vishuddha, o Ajña e o Sahashara, que estão associados ao mental e
o espiritual. Como dissemos há pouco, eles nunca param de girar e em sua rotatividade obedecem ao
sentido horário ou anti-horário, dependendo da qualidade energética de cada indivíduo.

Quando em rotação horária, o movimento é destrógeno (destro), para direita e se caracteriza por:
- Possuir força centrífuga (para fora).
- Ser menos suscetível a influências externas.
- Não carregar miasmas.
- Ser um polo irradiador (de dentro para fora).
- Produzir siddhis (intuição).

Quando em rotação anti-horária, o movimento é sinestrógeno (sinistro), para esquerda. Possui as


seguintes características:
- Sua força é centrípeta (para dentro).
- Capta energia externa, mantendo o corpo aberto.
- Mediunidade.
- Sensitividade.
- Sensibilidade ao ambiente.
- Aptidão para fazer diagnósticos precisos, se for bom médium.
- Poder de captação (carrega miasmas).
Quem perde muita energia, sobrevive da energia dos outros. Vampirismo.
Existem muitas práticas que fazem o chakra girar em sentido horário e anti-horário. Temos que tomar
cuidado para não misturar muitas práticas.
É importante fazer com que eles movimentem-se cada vez mais depressa. Para que isso ocorra, são
necessárias consciência e práticas (Sádhana).
Práticas diárias que estimulam os chakras:
Método interno: despertar kundalini, através do yoga ou maithuna. Método externo: - passe magnético,
percussão, massagem, acupuntura, moxabustão, Bija Mantra, mentalização, gemoterapia (pedras),
cromoterapia (cores).

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O 6o Chakra pode ser um pouco mais estimulado que os demais, pois possui uma força que estimula e
atrai a subida da kundalini , podemos utilizar a percussão no Ajña chakra, por cinco minutos diários.

Conhecendo os Chakras

MULADHARA CHAKRA
Significado do Nome: Fundação, ou suporte da base. Estrutura da base, fecundação.
Nome em Português: Chakra Básico (não devemos usar nenhum nome em português ou em qualquer
outro idioma, que não seja o sânscrito, pois somente em seu nome original, está contida a força). Aqui o
nome é somente p/ facilitar a leitura, com informações retiradas de livros populares.
Localização:. Localizado nos órgãos genitais e na pélvis, relacionado com as gônadas (glândulas
sexuais), governa o sistema reprodutor. Este chakra anima a substância do corpo físico, é a vontade, o
poder e o instinto de sobrevivência. É à base da montanha, a ligação com a terra. Concentra as energias da
Kundaliní, que uma vez despertadas e controladas progridem coluna acima, seguindo um padrão
geométrico similar ao padrão apresentado na dupla hélice das moléculas de DNA que contém o código da
vida.
Aspectos a serem compreendidos: Sobrevivência – alimento (conhecimento, auto-realização), dinheiro
(segurança financeira, coisas materiais) e sexo (procriação, longevidade e prazer).

Influências

Desequilíbrio no Físico Emocional

Equilíbrio Desequilíbrio
Anemias, resfriados e paralisias Impulso para agir Egocentrismo, agressividade
Preocupação, inexatidão,
Sexualidade reprimida ou excessiva. Consciência instintiva básica
indolência e extravagância
Frigidez, impotência Força e dinamismo Pessoa que não permite o prazer
Região da sexualidade gelada e rígida Agressividade controlada Dificuldade em receber
Insuficiência renal, fadiga, cistite, Coragem para conquistar e Dispersão das energias, pessoa
micção freqüente e incontinência produzir sem vida, desanimada
Dores nas articulações Forte afeição e devoção Falta de praticidade,
objetividade, prioridade e
coragem moral
Hemorróidas e dores lombares Criatividade e generosidade Idéias grandiosas e sonhadoras
Varizes,dores nas pernas Rapidez de percepção Confusão de interesses
Pressão alta ou baixa e derrames Capacidade para entregar-se Conflitos internos e insatisfação
Proteção contra doenças virais e Capacidade de sentir prazer Medo,timidez,insegurança e
contagiosas histeria
Concentração de gordura nos glúteos Pessoa sensata, segura e estável Paixões fortes e aspereza
Problemas de coluna e osteoporose Habilidade em prover o necessário Medo exagerado de perder
para vida dinheiro
Falta de energia no corpo. Capacidade de cuidar de si Gasta demais ou controla demais
Prisão de ventre ou diarréia Dificuldade em lidar com
finanças
Colite ou cerativa Medo de arriscar-se
Vaginismo e herpes vaginal Apego material
Apendicite Tabus sexuais

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Forma geométrica: quadrado, possuindo grande relação ao conhecimento ligado à terra, às quatro
dimensões e às quatro direções (norte / sul / leste / oeste).
Órgão do sentido: nariz.
Sentido predominante: olfato.
Órgão Motor: ânus.
Animais da terra: Cobra - Elefante - busca alimento para o corpo, a mente e o coração.
Cor: vermelho em brasa para tonificar. É a cor mais quente e densa. Aquece e estimula a circulação.
Estimula o fluido da medula espinhal e o sistema nervoso simpático; energiza o fígado, estimulando os
nervos e músculos. Vitaliza e organiza o corpo físico. Violeta, azul ou rosa para sedar este chakra.
Alimento:: Agrião, berinjela, beterraba, carne, tomate, morango.
Cristais:: Rubi, jaspe-vermelho, cornalina vermelha, rubelita, granada vermelha, ágata vermelha.
Mantra:: Lam
Elemento:: Terra – o mais denso dos elementos, pois é uma mistura dos 4 elementos: água, fogo, ar e
éter.
Fase da vida:: Desde a união do espermatozóide com o óvulo, até 7 ou 8 anos.
Planeta Regente: Marte (energia solar masculina).
Funções:: É o chakra onde nasce e reside a energia kundalínica que se movimenta em espiral, pelas
nadis Ida e Píngala, e distribui por todo o corpo do indivíduo o impulso de vida: é também o centro erótico
do Ser. Regido por Shiva (Yang e masculino) este chakra é a raiz de todo crescimento e esclarecimento da
divindade do Ser.
- Ida: canal esquerdo transportador das correntes lunares, natureza feminina visual e emocional,
produção de vida, energia materna, respiração esquerda que proporciona estabilidade para a vida. A narina
esquerda é aberta durante o dia, equilibra a energia solar criando um equilíbrio para si, tornando-nos mais
relaxados e mais alertas mentalmente.
- Píngala: canal direito transporta correntes solares, natureza masculina, depósito de energia destrutiva,
também purificador, a narina do lado direito é de natureza elétrica masculina, verbal e racional. Torna o
corpo físico mais dinâmico, (eficiente e ativo durante horas noturnas, aumentando a saúde). Quando um
casal tem um orgasmo sexual, sem repressão e com consciência; em algumas vezes, elevam a kundalini,
nutrindo todos os chakras através de Ida e Píngala.
Efeitos das Meditações tântricas e sexuais: adquire-se a capacidade de compreensão e respeito nos
encontros sexuais, manifestando a consciência individual da forma humana e o nascimento físico,
permitindo a ampliação das sensações e prazeres do corpo físico.
Principal Guardião: Ganesha, o deus do firmamento, senhor de todos os princípios - protege os
empreendimentos e a matéria; ele representa a união de Shiva e Shakti – Amor – Sabedoria, também tem 4
braços que representa o destruir dos obstáculos. Ele é filho de Shiva e Parvati; carrega o Swastika antigo
símbolo hindu que une as 4 direções à energia ascendente (vishunu) e a irradiação solar.
Divindade: Brahma, o senhor da criação, é retratado como uma criança radiante. Com quatro cabeças e
quatro braços, Brahma vê em quatro direções, quatro aspectos da consciência humana:
1. O Ser Físico: Relação corporal com o alimento, exercício, sono e sexo. O ser físico manifesta-se
através da terra, da matéria e da mãe.
2. O Ser Racional: O intelecto ou a lógica condicional dos processos de raciocínio do indivíduo.
3. O Ser Emocional: Os humores e sentimentos que alteram continuamente a pessoa. A lealdade e o
romance são influenciados pelo ser emocional.
4. O Ser Intuitivo: A voz interior da mente consciente da pessoa.
2ª Divindade:: Shakti Dakini – combina as forças do criador, preservador e destruidor, simbolizado pela
tríade. Apresenta a aparência da deusa zangada e destemida.
Para segurança e para nos livrar dos medos.
Características comportamentais do chakra muladhara: Se um indivíduo com os maxilares e os punhos
enrijecidos recusa-se a viver de acordo com as leis naturais que governam o seu corpo, criará um karma ou
obstáculo no mundo. Seus órgãos dos sentidos e motores servirão somente para trazer confusão e dor em
troca de gratificação temporária. Quando um indivíduo começa a agir em harmonia com estas leis
naturais, não mais desperdiçará energia ou poluirá seu esclarecimento sensorial com excesso de
indulgência. Agirá sabiamente e com moderação, explorando seu corpo e mente como veículos da
liberação dos reinos inferiores.
Normalmente a criança de um a sete anos age com as motivações do "primeiro chakra". A terra é vista
como uma nova experiência. A criança deve se assegurar e estabelecer as leis do seu mundo,

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aprendendo a regularizar os padrões de comer, beber e dormir, bem como o comportamento apropriado e
necessário para a segurança de sua identidade mundana. A criança será auto-centrada e altamente ligada
na sua própria sobrevivência física.
O principal problema da criança, ou do adulto, agindo com a motivação do primeiro chakra, é o
comportamento violento baseado na insegurança. Um indivíduo com medo pode lutar cega e
insensivelmente, como um animal acuado, devido à sensação de perda da segurança básica.
Um indivíduo dominado pelo chakra Muladhara geralmente dorme de dez a doze horas por noite, sobre
o estômago. Este chakra Muladhara incluí os planos da origem, ilusão, ira, avidez, desilusão, avareza e
sensualidade. Estes aspectos do primeiro chakra são fundamentais à existência humana. O desejo de mais
experiência e mais informação age como força motivadora, um ímpeto básico para o desenvolvimento
individual.
O chakra Muladhara é o local da Kundalini enroscada, da Shakti vital, ou força energética. A serpente
Kundalini está enroscada em torno do Lingam Svayambhu. Este chakra da base é a raiz de todo o
crescimento e esclarecimento da divindade do homem.

SWADHISTHANA CHAKRA
Significado do Nome:: Lugar-Morada do Ser ou o "Fundamento de si próprio".
Nome em Português:: Chakra Esplênico Umbilical
Localização:: Localizado na lombar e abaixo do umbigo, está relacionado com as glândulas supra-
renais, regendo a coluna vertebral e os rins. As supra-renais são constituídas por uma medula interna,
coberta por um extrato chamado córtex e são responsáveis pela produção de adrenalina. Rege os rins,
sistema reprodutor, sistema circulatório e bexiga. As energias como a paixão, a expansão, sensualidade e a
criatividade são manifestadas através deste chakra.
Aspectos a serem compreendidos:: Poder de seduzir e atrair, criatividade e relacionamento.

Influências

Desequilíbrio no Físico Emocional

Equilíbrio Desequilíbrio
Doenças dos rins Capacidade de união sexual Medo e má adaptabilidade
Alergias alimentares e vaginais Ética e honra nos relacionamentos Incapacidade de construir e
perdas materiais
Doenças do fígado, pâncreas, vesícula Alegria instintiva Distração e obstinação e critica,
e rins raiva, ódio e inveja
Doenças da bexiga Capacidade de planejamento e Insegurança, falta de paixão,
construção tristeza, frieza e isolamento
Problemas menstruais, cistos Poder de evoluir Impotência emocional
ovarianos
Distúrbios gástricos e intestinais Coragem de viver Frieza e isolamento
Perda da vitalidade Paixão por projeto Dominação pela sedução
Doenças sexuais, infertilidade Habilidade em relacionar-se Hiper atividade sexual
Problemas hormonais Diplomacia Egoísmo e materialismo
Hérnia de disco Jogo de cintura Orgulho e negação
Intestino preso ou solto Flexibilidade Manipulação e apego
Dores lombares, no sacro e cóccix Auto-aceitação Dependência emocional
Ciatalgia Paixão pela vida Vícios e auto-destruição

Forma Geométrica: Círculo. Representa a forma crescente da lua.


Órgão do Sentido: Língua.
Sentido Predominante: Paladar.
Órgão Motor: Genitais.
Animais aquáticos: Crocodilo – movendo-se de modo serpentino, o crocodilo retrata a natureza sensual
das pessoas. O ditado “lágrimas de crocodilo”, refere-se a falsa manifestação.

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Cor: Laranja – tonifica; é uma cor acolhedora e estimula a alegria. É uma cor social que traz otimismo,
expansividade e equilíbrio emocional. Traz confiança, automotivação e senso de comunidade (aux. sair do
choque). Azul ou verde para sedar.
Alimentos: Abóbora, cenoura, milho, laranja, manga, caqui.
Cristais: Quartzo laranja, calcita laranja, topázio, cornalina laranja.
Mantra: Vam.
Elemento: Água - forma circular – três quartos da Terra são cobertos de água, três quartos do peso de
uma pessoa são de água - a essência da vida. Os sons da água ampliam a vibração desse chakra,
permitindo um fluxo sem obstruções.
Fase da vida: de 8 à 14 anos.
Planeta Regente: Mercúrio (energia lunar feminina; influência as emoções das pessoas).
Funções: Energia de criatividade e impulso emocional; é o centro da procriação, manifesta-se
sexualmente, mas sob o aspecto de sensação e prazer; fantasias e desejos sexuais. É representado por uma
lua crescente. Neste chakra inicia-se a expansão da personalidade. Centro da purificação.
Efeitos das meditações dinâmicas e respiratórias : Adquire-se a capacidade de usar a energia
criativa e sustentadora para elevar-se às artes refinadas, à dança, ao movimento e às relações de
confiança e respeito.
Divindade: Vishnu, o senhor da preservação da raça humana, o herói do drama cósmico.
2º Divindade: Shakti Rakini - inspiração pelas belas artes e a música.
Características comportamentais no chakra swadhisthana: Normalmente uma pessoa entre as idades de
oito e quatorze anos age com a motivação do segundo chakra.
Dormirá entre oito e dez horas por noite em posição fetal. Em termos de elementos, a terra é dissolvida
em água. Em vez de permanecer sozinho e na defensiva, como no primeiro chakra, a criança começa a se
aproximar da família e amigos para um contato físico. A imaginação aumenta. Satisfeita a necessidade de
alimento e proteção, a pessoa está livre para visualizar o ambiente ou circunstância que deseja. A
sensualidade entra nas relações como um novo esclarecimento da evolução do corpo físico.
O desejo de sensações físicas e fantasias mentais pode tornar-se um problema para a pessoa neste nível.
A gravidez conduz a água para baixo e, assim, o segundo chakra pode ter um efeito de redemoinho,
puxando para baixo a psique, levando o desassossego e confusão. Corpo e mente possuem limitações
naturais, que devem ser respeitadas e compreendidas para haver saúde e equilíbrio. Comer, dormir e
praticar sexo devem ser metódicos para corpo e mente manterem-se harmoniosos e em paz. Uma pessoa
do segundo chakra com freqüência gosta de ser príncipe, senhor ou herói. A troca de papéis mantém a
auto-estima elevada e nobre. Todas as culturas produzem histórias várias e poemas que enaltecem estes
heróis, destruidores do mal.
O chakra Swadhisthana engloba o plano astral e os outros do entretenimento, fantasia, insignificância,
ciúme, misericórdia, inveja e alegria. O plano astral é o espaço entre o céu e a terra.
Aqui a terra se torna uma jóia, e os céus ficam ao alcance. A fantasia pode ser utilizada para favorecer
as profissões e as belas artes. A insignificância é um estado de vazio e falta de propósito.
Quando um mundo é visto com a mente negativa, nada excita, nada agrada, tudo fica perdido. A inveja
e o ciúme surgem de um desejo de possuir o lugar ou as qualidades do outro. Quando a energia está
desequilibrada, a pessoa sente necessidade de manipular a energia astral para sua própria satisfação
material ou sexual. Isto resulta em um estado destruidor, de ansiedade inquieta. O plano da alegria traz
uma sensação de satisfação profunda. Ela penetra a consciência inteira da pessoa que evoluiu além dos
aspectos do segundo chakra.

MANIPURA CHAKRA
Significado do Nome: Cidade das Gemas ou Cidade das pedras preciosas.
Nome em Português: Chakra Plexo Solar
Localização: Localizado um pouco acima do umbigo. Rege o pâncreas, glândula que possui função
exócrina e endócrina e que secreta o suco pancreático, cujas enzimas ajudam a digestão das proteínas,
carboidratos e gorduras. A parte endócrina da glândula é formada por pequenos grupos de células
chamada Ilhotas Langerhan, produtoras da insulina, que possuem um papel importante no controle do
metabolismo do açúcar. A área de influência deste chakra é o sistema digestivo: estômago, fígado e a
vesícula biliar, além do sistema nervoso.

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Aspetos a serem compreendidos: Escolhas do que você quer. Individualidade e poder pessoal (como
você se vê), sua identidade no mundo.
A prática da caridade esclarecerá o caminho da ação ou carma.

Influências

Desequilíbrio no Físico Emocional

Equilíbrio Desequilíbrio
Má digestão, diabetes, toxinas Impulso para vivenciar as emoções Ansiedade, egoísmo e vaidade
Problemas de pele, fígado e pâncreas Tomar conhecimento do outro Amor possessivo e ciumento
Úlceras e hérnia de hiato Colocar-se, expressando suas Preconceito, cólera, ira, enganos,
próprias qualidades poder de humilhar e timidez
Azia e vômitos Vontade forte de comandar e Conclusões precipitadas
liderar
Cálculos de vesícula Poder de se relacionar com o meio, Intransigências, ausência e falta
digerindo, assimilando e de força para digerir a vida
aprendendo
Gastrites e problemas de assimilação Amor a vida, aptidão para Negação da participação ativa na
dos alimentos experimentá-la com plenitude convivência, manipulação
Hipocondria Propósito definido de ação Controlador e abuso de poder
Hipoglicemia Intuição, ternura e boa vontade Impaciência e preocupação
Câncer no intestino Reverencia e lealdade Ilusão. Não sabe dizer não
Doença do celíaco Pessoa brilhante como o sol Impõem sua vontade à força
Anorexia ou bulimia Pessoas alegres e brincalhonas Desconfiança, arrogância
Auto-estima e confiança Confusão, não sabe o quer
Capacidade de reflexão Falta de amor próprio, baixa
auto-estima
Forma Geométrica: Triângulo invertido, sugerindo o movimento descendente da energia.
Órgão do Sentido: Olhos.
Sentido Predominante: Visão.
Órgão Motor: Pés e pernas.
Animais: O dragão e o carneiro – são fortes e ordenam com a cabeça, caminham com ar de orgulho
como se bebessem vaidade. Representa Agni o deus do fogo.
Cor: Amarelo dourado para tonificar. É ativador dos nervos motores, exercendo influência no sistema
nervoso e para-simpático. Estimula a bílis e possui ação vermífuga, diminui a função do baço, porém
estimula a função do pâncreas, fígado e vesícula biliar. Fortalece as articulações, o sistema digestivo e
linfático. É regenerador dos tecidos, acelerando o processo de cicatrização. Estimula a função peristáltica
e o raciocínio lógico. Violeta, azul ou verde para sedar.
Alimentos: Manteiga, gema do ovo, cenoura, batata doce, abóbora, banana, abacaxi, melão, pêssego,
limão.
Cristais: Citrino, topázio, cornalina amarela.
Mantra: Ram – o principal ponto de concentração durante a produção deste som é o umbigo. Traz
longevidade.
Elemento: Fogo auxilia a digestão e a absorção do alimento fornecendo a energia vital.
Fase da Vida: De 14 à 21 anos.
Planeta Regente: Sol (energia solar masculina).
Funções: Desenvolvimento do ego e da identidade individual; impulso de liderança; praticidade;
trabalho.
Efeitos das meditações dinâmicas e catárticas: Proporciona compreensão da fisiologia e das
emoções humanas, favorece o controle da fala e equilíbrio na vida. Agindo também sobre o
indivíduo, tornando-o responsável sobre escolhas diárias e responsabilidade sobre a sua própria vida.
Divindade: Rudra Braddha (Shiva Velho) senhor do sul, representa o poder da destruição.
2ª Divindade: Shakti Lakini - engloba os três planos: astral, físico e celestial.

Massagem Indiana e Tântrica 10


Características comportamentais do chakra manipura: Entre as idades de quatorze e vinte e um anos, a
pessoa é governada pelo chakra Manipura. A energia motivadora deste chakra impele-a a desenvolver o
ego, sua identidade no mundo.
Uma pessoa dominada pelo terceiro chakra lutará pelo poder pessoal e pelo reconhecimento, mesmo
em detrimento da família e dos amigos. Esta pessoa dormirá entre seis e oito horas por noite, de costas.
O plano do chakra Manipura engloba carma, caridade, compensação pelos erros, boa companhia, má
companhia, serviço abnegado, tristeza, o plano do dharma e o plano celestial. Dharma é a lei atemporal da
natureza que une tudo o que existe. Permanecendo-se verdadeiro com sua natureza, as relações com o
outro serão mais estáveis e claras.
O equilíbrio do chakra Manipura é o serviço abnegado, isto é, servir sem esperar pela recompensa. A
prática da caridade esclarecerá o caminho da ação, ou carma. Cada pessoa deve estar consciente de suas
ações para atingir o equilíbrio em sua vida. Uma vez obtido, entrará no plano celestial da iluminação.

ANAHATA CHAKRA
Significado do Nome: “Intocado” ou "O Som não produzido" (batidas do coração).
Nome em Português: Chakra Cardíaco e Glândula Timo.
Localização: Situa-se na região do tórax e está conectado com a glândula timo, responsável pelo
funcionamento do sistema imunológico. É o chakra do coração, centro energético do amor.
A elevação das energias do chakra do plexo solar até o coração acontece em indivíduos que estão
desenvolvendo a capacidade de pensar e atuar em termos de coletividade. As doenças do coração, sistema
circulatório e sangue podem ser tratadas através deste chakra.
Aspectos a ser Compreendidos: amor incondicional, compaixão, perdão, verdade e gratidão.
Influências

Desequilíbrio no Físico Emocional

Equilíbrio Desequilíbrio
Doenças cardíacas Amor próprio e pela humanidade Depressão e Angústia
Verdadeira compreensão da Baixa auto-estima,
Problemas em veias e vasos
compaixão e benevolência frieza,embotamento emotivo
Distúrbios circulatórios e de pressão Aceitação e Bondade Indiferença,desprezo,raiva e
medo
Problemas pulmonares Disponibilidade para o perdão Desespero e angústia
Bronquites Ajuda ao próximo e Sabedoria Dificuldade de integração
Constipação Conscientização do outro Ódio profundo e apego ao
passado
Baixa resistência (sistema Assentamento na estrutura terrena Incapacidade de amar e se
imunológico ineficiente) emocionar
Dor de cabeça Dá consistência e vitalidade as Couraças, insatisfação e coração
aspirações amorosas fechado
Asma e alergias de pele Pacificação Apego a pessoas e família

Peito de pombo Visão intuitiva e aguçada Depressão e carência

Escápulas rígidas Ensinamentos e curas pelo amor e Dor profunda


caridade Dificuldade em doar, avareza
Aids e câncer Fé na vida e nas pessoas Incapacidade de exteriorizar os
sentimentos
Infarto do miocárdio, ataque cardíaco Temperamento ameno e Expectativa no outro
inteligência transparente

Forma Geométrica: Hexagrama – dois triângulos sobrepostos, um voltado para cima, simboliza Shiva,
o princípio masculino. O outro triângulo, voltado para baixo, simboliza Shakti, o princípio feminino.
Atinge-se o equilíbrio quando estas duas forças estão unidas em harmonia.
Órgão do Sentido: Pele.
Sentido Predominante: Tato.

Massagem Indiana e Tântrica 11


Órgão Motor: Mãos.
Animais do ar: Águia, pavão e o gamo negro (antílope). Este último é o símbolo do próprio coração
(amor por tudo), muito atento, sensível e cheio de inspiração, seus olhos são símbolos da pureza e da
inocência. Diz-se que o gamo morre por um som puro. O amor pelos sons interiores.
Cor: Rosa – amor incondicional / verde é dilatador de veias, artérias e músculos, usado para pressão
alta, cateterismo. É relaxante do sistema nervoso, principalmente simpático e muscular, auxiliando nos
casos de esgotamento, irritação e insônia; regula a pressão arterial, o sistema circulatório e estimula a
glândula pituitária, normalizando a função das demais glândulas. Auxilia nos casos de febre, quando não
se sabe a causa da infecção. Cria espaço no coração como o frescor da primavera, fazendo sentir-se
renovado. Violeta e magenta (falta de energia) para tonificar.
Alimentos: Frutas e verduras verdes (abacate, kiwi, maçã verde, uva, agrião, alface, escarola, brócolis).
Cristais: Quartzo rosa, pirita, esmeralda.
Mantra: Yam – a concentração deverá estar centralizada no coração, desfazendo qualquer bloqueio na
região cardíaca, proporcionando controle sobre o prana e a respiração.
Elemento: Ar – Auxilia o funcionamento dos pulmões e do coração. A estrela de seis pontas simboliza
o elemento ar.
Fases da vida: 21 a 28 anos.
Planeta Regente: Vênus (energia lunar feminina).
Funções: Intermedia os chakras superiores e inferiores; impulso de se abraçar a Verdade, ao Amor
Universal; reequilíbrio; altruísmo; compaixão. Este chakra se expande em todas as direções e dimensões,
como uma estrela de seis pontas.
Efeitos das Meditações sociais: Alcançar a devoção, a compreensão e a Ananda (felicidade).
Divindade: Ishana Rudra Shiva, Senhor do Nordeste, inteiramente separada do mundo, com natureza
pacífica e beneficente; representa a felicidade perpétua. A função da divindade é dar forças para dominar
as paixões e purificar, adquirindo auto conhecimento do “Eu sou Isso”. O esclarecimento
desse chakra traz harmonia com os mundos exterior e interior, onde os desejos não são mais problemas,
pois a energia está equilibrada.
2ª Divindade: Shakti, representa a Mãe e a manifestação de todas as mulheres, trazendo em seu coração
o amor, o perdão e a compaixão por todos os seres vivos.
Características comportamentais do chakra anahata: Dos vinte e um aos vinte e oito anos, vibra-se no
chakra Anahata. A pessoa fica consciente do seu carma, das suas ações de vida. Bhakti, ou fé, é a força
motivadora, pois se luta para conseguir o equilíbrio em todos os níveis. Esta pessoa dorme de quatro a seis
horas por noite, do lado esquerdo. O gamo do chakra Anahata corre velozmente, mudando com freqüência
de direção, em caminho angular.
De modo similar, a pessoa que está amando pode ter qualidades e tendências do gamo, tais como os
olhos sonhadores, andar sem rumo certo e voar. Quando sob controle, todas as perturbações emocionais
cessam. O chakra Anahata engloba sudharma (religião correta ou adequada), boas tendências e os planos
de santidade, equilíbrio e fragrância. Pode-se experimentar a expiação no chakra Anahata, quando
decretados carmas negativos. A clareza de consciência é a iluminação do puro, que desenvolveu boas
tendências e santificou sua vida para Jana Loka, o plano humano.

VISHUDDHA CHAKRA
Significado do Nome: Puro ou "Centro da Pureza".
Nome em Português: Chakra Laríngeo.
Localização: Localizado sobre a garganta, se comunica com a glândula tireóide que está relacionada ao
crescimento e aos processos oxidativos, e com as paratireóides que controlam o metabolismo do cálcio.
Este chakra governa os pulmões, brônquios, voz e tratamento digestivo. Está ligado à inspiração, a
comunicação e a expressão com o mundo.
Aspectos a serem Compreendidos: Comunicação interna e externa – esclarecimento que conduz ao
estado divino, consciência cósmica e crenças (no que você acredita e se apega).
Forma Geométrica: Lua crescente.
Órgão do Sentido: Ouvidos.
Sentido Predominante: Audição.
Órgão Motor: Boca (cordas vocais).

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Influências

Desequilíbrio no Físico Emocional

Equilíbrio Desequilíbrio
Doenças cardíacas Amor próprio e pela humanidade Depressão e Angústia
Doenças da garganta Sensibilidade e criatividade Depressão, fobias e covardia
artística
Laringite e faringite Dom da palavra e do Falta de criatividade e
conhecimento Irreverência
Problemas de tiróide e paratiróide Dom de expressar a alma e a Má intenção, tagarelice, teimosia,
individualidade manipulação intelectual e
deboche
Doenças mentais Interpretação da sabedoria do Mentalidade e expressão tacanha,
coração rude e pobreza de espírito
Problemas de coluna cervical Clariaudiência Temperamento taciturno e
rançoso
Problemas dentários Intelecto claro e preciso Criticismo, preconceitos
Distúrbios da fala, gagueira Independência e entendimento Depreciação do sentimento
Calo nas cordas vocais Justiça e idealização Atitudes extremamente racionais
Doenças nervosas Construção sábia a partir da fala Orgulho do poder de expressão
Região da 7ª vértebra cervical Senso de planejamento Pessoa que reclama o tempo todo
encouraçada e fala sem pensar ou sentir
Hérnia de disco cervical Dedicação aos estudos Língua ferina
Surdez Responsabilidade Agressividade verbal
Efizema e sinusite Força de vontade Assumir mais do que pode
Herpes bucal Capacidade de tomar decisões Pessoa prolixa e irresponsável
Esclerose múltipla Apego a crenças limitantes

Animal do ar: Pássaros cantantes que trazem o som e a música, para alegrar e o elefante Gaja, senhor
supremo dos animais herbívoros. O elefante carrega todo conhecimento passado da terra, ervas e plantas.
Este animal tornou-se professor da paciência, memória, autoconfiança e da alegria da sincronicidade com
a natureza.
Cor: Azul - atua como tranqüilizante na aura e regenerador celular, alivia dores e elimina gases. É
calmante do sistema nervoso, lubrificante no tubo renal e equilibrador nos casos de obsessão, tendo dupla
função (regenerador e analgésico). Traz quietude e paz mental, estimula a busca da verdade interna, a
inspiração, a criatividade, a compreensão espiritual, a fé e está associada à gentileza, ao contentamento,
paciência e serenidade. Turquesa, estimula a comunicação em público. Para tonificar, laranja e violeta.
Alimentos: Ameixa preta, uva passa, amoras, peixes, aspargos, batatas.
Cristais: Safira azul, lápis azul, sodalita, azulita, ágata marinha, turquesa e calcita azul.
Mantra: Ham – representa o som do corpo. Este som puro afeta o ouvinte, alterando os espaços de sua
mente e de seu ser. A energia flui em 16 direções. Expansão do conhecimento nos dá Akasha, união de
todos os elementos: terra, água, fogo e ar, estando bem refinados em sua mais pura essência. Akasha é o
cume do Stupa (templo simbólico dentro do corpo).
Elemento: Ar, mas num sentido mais sutil, associado ao som (Mantram).
Fases da vida: 28 a 35 anos.
Planeta Regente: Júpiter (em sânscrito é chamado Guru - aquele que distribui o conhecimento).
Funções: Auto conhecimento; felicidade; capacidade humana de planejamento. Segundo o Satchakra
Virupana, quem alcança o conhecimento mediante a concentração constante da consciência neste loto,
converte-se num grande sábio e encontra a paz. O indivíduo se eleva e se purifica de todos os carmas;
morre-se para o passado e nasce-se novamente para a realização da unidade.
Efeitos da meditação através de vocalização de mantram: A meditação no espaço vazio, na área da
garganta que possui vários anéis, produz calma, serenidade e pureza. Melhora o comando da fala e dos
mantras.

Massagem Indiana e Tântrica 13


Divindade: Shiva Panchavaktra, representando o espectro do olfato, paladar, visão, tato e audição, bem
como a união dos cinco elementos em suas formas mais puras, fazendo o homem compreender suas
limitações em cada elemento. As faces de Shiva simbolizam os seguintes aspectos:
• Aghora – de olhos arregalados em sua ira, reside nos solos da cremação, Representa Akasha.
• Ishana – Shivalingam – face arredondada, representa água.
• Mahadeva - face oval, natureza da terra.
• Shiva Sada – Shiva eterno, face quadrada que expande em todas as direções, natureza ar.
• Rudra – Senhor do sul, face triangular, natureza fogo.
2ª Divindade: Shakti Shakini - é a personificação da pureza e dotada de altos conhecimentos e siddhis
(poderes).
Características comportamentais do chakra vishuddha: Aquele que atinge o chakra Vishuddha torna-se
mestre de todo o seu ser. Aqui todos os elementos (tattvas) dissolvem-se no akasha puro e autoluminoso.
Permanecem somente os tanmatras, as freqüências sutis destes elementos.
Cinco órgãos motores foram empregados na criação de todos os carmas: mãos, pés, boca, órgãos
sexuais e ânus. Cinco é o número do equilíbrio. Além disso, existem cinco koshas (revestimentos) da
consciência: a densa, a que se move, a sensorial, a intelectual e a do sentimento. Cinco é o número do
equilíbrio, o um com dois de cada lado.
A terra se dissolve na água e permanece no segundo chakra como a essência do odor. A água evapora
no terceiro chakra ígneo e permanece como a essência do paladar. A forma do fogo entra no quarto chakra
e permanece lá como a essência da forma e da visão. O ar do quarto chakra entra em akasha e torna-se o
som puro. Akasha personifica a essência de todos os cinco elementos - não tem cor, cheiro, paladar, tato
ou forma - é livre dos elementos densos.
O chakra Vishuddha governa entre as idades de vinte e oito e trinta e cinco anos. As pessoas motivadas
pelo quinto chakra dormem de quatro a seis horas por noite: alternando os lados.
A natureza atraente do mundo, dos sentidos e da mente não é mais um problema. A racionalização
suprema suplanta os elementos e as emoções do coração. O indivíduo buscará somente o conhecimento
verdadeiro, além das limitações do tempo, das condições culturais e da hereditariedade. O principal
problema encontrado no quinto chakra é o intelecto negativo, que pode ocorrer através da ignorância no
uso insensato do conhecimento.
O Chakra Vishuddha engloba os cinco planos de jnana (esclarecimento), e distribui felicidade, prana
(força vital do corpo), que afeta o equilíbrio de todos os elementos, apana (ar que limpa o corpo) e vyana
(ar que regula o fluxo do sangue). Jana loka (plano humano) torna-se vital, pois aqui o indivíduo recebe
comunicação da sabedoria divina com os dezesseis reinos dimensionais da experimentação,
proporcionando o nascimento real do homem.
Aquele que entra no plano do chakra Vishuddha segue o conhecimento, caminho que conduz ao
verdadeiro renascimento do homem no estado divino. Todos os elementos são transmutados na sua
essência refinada, em sua manifestação mais pura. Quando isto ocorre, o ser se estabelece na consciência
pura. Torna-se um chitta, livre dos grilhões do mundo e senhor do seu ser total. O chakra Vishuddha
personifica chit, a consciência cósmica.

AJÑA CHAKRA
Significado do Nome: Autoridade, poder, comando intuitivo.
Nome em Português: Chakra do 3º olho ou frontal.
Localização: Localizado entre as sobrancelhas, se relaciona com a glândula pituitária, responsável pela
produção da endorfina, sistema imunológico (baço), e governa a parte superior do cérebro, olhos, ouvido,
maxilar superior, seios da face e sistema endócrino. Governa também a glândula pineal que está
localizada entre os hemisférios direito e esquerdo do cérebro. A pineal funciona como mediadora das
funções do corpo. Recebem dos olhos informações ativadas pela luz exterior através do hipotálamo e
envia mensagens hormonais que afetam a mente. Permitindo que o corpo se adeque ao meio ambiente.
Funciona como glândula e como órgão e secreta a melatonina. Estas glândulas desempenham um papel
importante na expressão da personalidade, e quando ativas geram um indivíduo atraente e magnético, rico
de recursos e com capacidade de liderança.
Aspectos a serem Compreendidos: Intuição (fenômenos paranormais) e a consciência. Capacidade de
se observar sem julgamento.

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Influências

Desequilíbrio no Físico Emocional

Equilíbrio Desequilíbrio
Renites Ativa a percepção do indivíduo em Desconcentração, pensamentos
relação ao universo que o cerca limitantes e dogmatismo
Problemas de ouvido Entendimento do próprio caminho Vê a vida, o mundo com
limitação
Problemas de olhos Senso de destino e Concentração Poder de dominação
Catarata e glaucoma Compreensão da motivação do Mente insidiosa e doentia
outro
Surdez e tontura Percepção, intuição, fé e devoção Formalidade e intolerância
Cegueira Intelecto aguçado e profecia Arrogância e medo
Enxaqueca Clarividência e carisma Perda da fé e sedução
Alergias Magnetismo e força Magia negra, delírios
Sinusites Visão desenvolvida Egoísmo, obsessão e teimosia
Problemas mentais Amplitude de pensamento Excesso de julgamentos críticos
Cansaço e confusão mental Sabedoria que une a mente e a vida Curiosidade exagerada
Dislexia Pessoa que confia na força Maldade e manipulação
cósmica consciente
Derrame cerebral Capacidade de concentrar-se, foco Apego a crenças impostas pela
no objetivo sociedade

Forma Geométrica: Círculo (bindo).


Animal: Resgate da força do seu animal de poder.
Cor: Dourado para concentração falta de memória. Violeta é tranqüilizante e calmante, purifica o
sangue e é regenerador dos leucócitos. É bom para o desenvolvimento dos ossos, mantém o equilíbrio do
potássio e do sódio no corpo. Os tumores não progridem no meio onde existe potássio e é considerado o
antibiótico das cores. A cor da transmutação, excelente para acalmar e superar os extremos da insanidade,
controla a irritação e a fome. Azul Royal / índigo; é um poderoso anestésico, podendo ser usado nas
afecções dos olhos, ouvidos, nariz e nos problemas pulmonares (asma, bronquite, pneumonia). É
purificador da corrente sanguínea e excelente coagulante em caso de sangramento. Clareia e limpa a
corrente psíquica do corpo e mente, afastando problemas de obsessão mental e psicose.
Alimentos: Berinjela, beterraba, ameixa preta.
Cristais: Cristais brancos, ametista, sodalita e lápis lazuli.
Mantra: OM.
Elemento: Presença de todos os cinco elementos, com três gunas que são manas (mente), buddhi
(intelecto), Ahankara e chitta (o ato de ser – o ser).
Fases da vida: 35 a 42 anos.
Planeta Regente: Saturno (energia solar masculina) e Vênus (energia feminina).
Funções: Austeridade; intuição; vidência; serenidade; pureza. É o chakra sede das Faculdades do
Conhecimento: Buddhi: (conhecimento intuicional), Ahankara (eu), Indriyas (sentidos) e Manas (a
mente). É representado por um triângulo branco simbolizando a yoni e no meio um lingam (órgão
masculino). No centro do chakra está o yantra do som (símbolo) OM, o melhor objeto de meditação.
Meditando nesse centro o praticante "vê a luz"; como uma chama incandescente. Fulgurante como o
Sol matutino claramente brilhante, reluz entre o "céu e a terra"- Satchakra Nirupana.
Efeitos da meditação através de visualizações de yantras : A meditação no 3º Olho confere ao indivíduo
a capacidade de concentração e desenvolve a beatitude e a consciência cósmica, tornando-o “O
Observador” e não “O Julgador”.
O praticante que alcança a consciência e percepção desse chakra, adquire a capacidade de observar
cada espaço interno limitante; isto é, os jogos de poder, crenças limitantes, incapacidade de amar e deixar
ser amado, de entregar-se e confiar em uma Força Maior. Isto significa assumir o poder pessoal

Massagem Indiana e Tântrica 15


de que o praticante é responsável por tudo que cria em sua vida, como as expectativas criadas a partir dos
outros, que são as ilusões.
Divindade: Ardhanarichvara, o Shiva-Shakti, meio homem, meio mulher, símbolo da polaridade básica.
Lado direito masculino e lado esquerdo feminino. 3º lingam do corpo Itara. O lado feminino segura um
lótus rosa, símbolo da pureza. O lado masculino segura um tridente representando os três aspectos da
consciência – cognição, coração e afeição. Shiva não se separa de Shakti.
Shiva Devata é o doador do conhecimento, com respiração (prana) e a mente sob o controle, ajudando a
ter clarividência (o terceiro olho revela a visão do futuro).
2ª Divindade: Shakti = Hakini possui quatro braços e seis cabeças. Nos dá conhecimento da verdade
incondicional e ética do Universo. Esclarecimento cósmico, não dual, um equilíbrio entre o positivo e o
negativo deixando um estado de neutralidade.
Quando uma pessoa entra no chakra Ajña, haverá luz em torno da sua cabeça e na sua aura. A pessoa
compreende que é um espírito imoral num corpo temporal.
Kameshvara (é o próprio Shiva). É o senhor do princípio do desejo.
Características comportamentais no chakra ajna: O corpo da glândula pineal aparece no terceiro
ventrículo envolvido pelo líquido cérebro-espinhal. Este líquido aquoso e claro flui do chakra Soma (o
chakra da Lua), que se situa acima do Ajna. Ele se move nos espaços vazios (ventrículos) no cérebro e
desce pela coluna vertebral até a base da espinha dorsal. A pineal ajuda a regular este fluxo de modo
equilibrado. A própria glândula responde com muita sensibilidade à luz. Quando um indivíduo entra no
chakra Ajna, haverá luz em torno da sua cabeça e na sua aura. O yogue mantém a respiração e a mente sob
controle neste estado, por isso sustenta um estado contínuo de samadhi (não-dualidade realizada) durante
todas as ações. Tudo o que deseja se realiza pela capacidade de induzir as visões do passado, presente e
futuro.
Ida (corrente lunar), Pingala (corrente solar) e Sushumna (corrente neutra central) se encontram no
Chakra Ajna. Estes três "rios" se reúnem no Triveni, o local principal da consciência.
O sexto chakra engloba o plano da consciência (Viveka), o da neutralidade (Sarasvati), o solar
(Yamuna), o lunar (Ganga), o da austeridade (Tapas), o da violência (Himsa), o terreno (Prithvi), o líquido
(ala) e o dá devoção espiritual (Bhakty).
O terceiro olho é a consciência. Os dois olhos físicos vêem o passado e o presente, enquanto o terceiro
revela a visão do futuro. Toda a experiência e as idéias servem somente para esclarecer a percepção no
Chakra Ajna. O plano da neutralidade (Sarasvati) aparece como um equilíbrio entre as energias solar e
lunar dentro do corpo. Negativo e positivo, os componentes da dualidade ficam equilibrados em Sarasvati,
deixando um estado de neutralidade e música pura. As energias nervosas solares (Yamuna) e lunar
(Ganga) se entrelaçam em todos os chakras e se encontram em Sarasvati, tornando-se unas no Ajna. É o
sentido da unidade com as leis cósmicas que aparece no plano da austeridade. A pessoa compreende que é
um espírito imortal em um corpo temporal. O plano do líquido lunar refrigera qualquer calor excessivo
gerado, pelos poderes ampliados e purifica a consciência. Bakti Loka, o plano da devoção espiritual
mantém o equilíbrio apropriado no interior do yogue.
No Chakra Ajna o próprio yogue se torna uma manifestação divina. Personifica todos os elementos em
suas formas ou essências mais puras. Todas as alterações externas e internas não constituem um problema.
A mente atinge um estado de esclarecimento cósmico não diferenciado. Termina a dualidade.

CHAKRA SOMA
Significado do nome: Néctar da lua, amrita (néctar).
Localização: Um dos menores chakras. Está localizado acima do 3º Olho.
Forma Geométrica: Um crescente prateado em um Lótus branco azulado.
Cor: Branco – representa o espelho associando-se à pureza, possui efeito purificador, o reflexo de todas
as cores e seu espectro.
Cristais: Quartzo branco
Divindade: É o próprio senhor Shiva que está sentado em cima do triângulo; é a mais bela forma
masculina, juntamente com Shakti, que é a mais bela forma feminina, representando a união da dualidade.
Efeitos da Meditação: É capaz de interromper o envelhecimento e permanecer jovem, cheio de
vitalidade e resistências, obtém vitórias sobre doenças e desfruta a felicidade através da união do feminino
e do masculino.

Massagem Indiana e Tântrica 16


SAHASRARA CHAKRA
Significado do Nome: Chakra das Mil Pétalas
Nome em Português: Chakra Coronário
Localização: Localizado no topo da cabeça. E o portal da espiritualidade, do reconhecimento de Deus
em nós e no outro.
Aspectos a serem Compreendidos: Iluminação e o contato com o divino (outras dimensões).
Forma Geométrica: Círculo como a lua cheia.
Mantra: Sham.
Cor: Magenta e arco-íris.
Cristais: Ametista, quartzo branco, pirita.
Elemento: Todos os elementos, inclusive o éter, em suas forças mais sutis.
Planeta Regente: Ketu (Cauda do Dragão).
Funções: Iluminação; espiritualidade plena; transcendência; manifestação do Divino. Segundo o
Satchakra Nirupana: “O Lótus das mil pétalas é a mais brilhante e mais branca que a lua cheia, tem a
sua cabeça apontada para baixo. Ele encanta. Seus filamentos estão coloridos pelas nuanças do sol
jovem. Seu corpo é luminoso, é aqui o objetivo final de Kundalini após ativar os outros chakras. O
indivíduo que atinge a consciência do sétimo chakra realiza os planos da irradiação (torna-se iluminado
como o sol), das vibrações primordiais, da supremacia sobre o prana, do intelecto positivo, da felicidade,
da indolência”.
Efeitos das Meditações já atribuídos a todos os chakras: Obtém-se a imortalidade no chakra, a
alma autoluminescente, a essência do ser. Neste ponto todos os sentimentos, emoções e desejos, que são
atividades da mente são dissolvidos em sua causa primária, atinge a união, realizando a divindade dentro
de si.
1a.Divindade: O Guru interior – a capacidade de reconhecer o seu mestre interno.
2ª Divindade: Shakti Chaitanya / Paramatma Mahashakti
Planos que englobam o 7º Chakra quando atingido pelos meditadores:
1º O plano da irradiação luz, fogo ou visão. Nos tornamos iluminados como o sol.
2º O plano de vibração primordial. O primeiro som AUM ou OM infinitamente contínuo.
3º O plano gasoso, nos concede supremacia do prana que se torna sutil.
4º O plano do intelecto, positivo, todo julgamento de valor ou percepções dualistas devem ser
equilibradas ou surgirá o pessimismo.
5º O plano da felicidade surge quando estabelece equilíbrio no corpo psique e mente.
6º O plano da indolência, pode ocorrer quando atingimos um estado de felicidade. Somente ao parar
toda ação, quando estamos em Samadhi (êxtase puro da inatividade total). O físico fica imóvel totalmente
(estado vazio de meditação).
Até o 6º chakra podemos chegar ao transe.
No 7º chakra entramos no vazio, não há atividade mental, atinge-se o ponto mais elevado, realizando a
divindade dentro de si.

ÍDA

Massagem Indiana e Tântrica 17


Massagem Indiana e Tântrica 18
Definição e História do Tantrismo
Om Shri Ganeshaye Namah:
Presto Homenagem a Lord Ganesha, o Protetor do Tantra.
"Você não estuda o
Tantra. Você vive o Tantra".
Definição
Em primeiro lugar, convém esclarecer o que não é o Tantra. Muito do que já se falou e escreveu
sobre o tantrismo no mundo não passa de distorção da verdadeira essência dessa auspiciosa filosofia.
Em geral, as abordagens são parciais, errôneas e delirantes, restritas ao aspecto sexual da doutrina.
Tantra não é somente sexual, não é Osho, não é Gnose, apesar de ambos utilizarem algumas pequenas
técnicas, práticas e ensinamentos do Tantra. Não é Kamasutra, que aliás é muçulmano e não hindu, e
também não é Yoga, apesar do mesmo ser uma parte do Tantra.
O Tantrismo não é seita ou religião, apesar de estreitar a relação entre o homem e os aspectos maiores
do Universo. Não é magia, apesar de às vezes ter rituais mágicos, e não é prática de rituais maléficos.
O Tantra é uma filosofia antiqüíssima, sobre a qual, com o passar dos séculos, muitas opiniões foram
dadas e muitos livros escritos.
A palavra Tantra tem poder próprio, é um MANTRA (som de poder). Muitas pessoas, ao ouvirem sua
pronúncia, sentem uma vibração profunda oriunda do inconsciente coletivo, o que explica o interesse pelo
assunto.
O nome Tantra vem do sânscrito, (língua sagrada para os hindus, assim como o hebraico o é para os
hebreus) pertence ao gênero masculino e significa "teia". Outras traduções possíveis seriam: crescer,
desenvolver (prefixo tan), salvação, instrumento (sufixo tra), origina-se dos termos tanoti (elevação,
expansão) e trayati (consciência).
Pode-se ainda traduzir como "aquilo que expande a consciência", ou segundo Sivananda, "a ciência do
equilíbrio e dos mantram (sons)".
Tantra segundo André Van Lysebeth é “um corpo de doutrinas e principalmente, de práticas
milenares ou instrumento de expansão do campo da consciência comum, para alcançar o supra
consciente, raiz do ser e receptáculo de poderes desconhecidos, que o tantra quer despertar e utilizar.
Pode ainda designar doutrina mística e mágica, ou obra nela inspirada.”Segundo o Professor De Rose,
“o Tantra é dentre outras definições a Arte de se conhecer através da ajuda da parceria amorosa e do
mergulho na própria alma.” O Tantra acredita que “tudo o que esta aqui esta lá, o que está aqui não está
em lugar nenhum.”
Segundo Harish Johari, "o Tantra é como um belo rosário com suas inúmeras contas. Um instrumento
único, que permite a busca da expansão do físico, do mental e da vida espiritual, do homem e da mulher".
Finalizando, citamos a auspiciosa definição que o mestre Osho nos dá do Tantra:
“O tantrismo é uma busca experimental que visa eliminar o sentido ilusório e conflitual de ser um ego
separado, a fim de nos conduzir à consciência de nossa verdadeira realidade, que é eterna as nossas
energias físicas, sexuais e mentais, ensinando-nos a ver o caráter sagrado de toda a vida.
O Tantra é a ciência pura. Você pode transformar a si mesmo, e essa transformação precisa de uma
metodologia científica. As centenas de técnicas tântricas constituem a ciência da transformação.
O Tantra diz que não se pode mudar um homem, a menos que se dê a ele técnicas autênticas para
mudar. Apenas pela pregação nada é alterado. E você pode ver isto em toda a parte do mundo: tudo o
que o Tantra diz está escrito no mundo todo.
"Tantra é o grande ensinamento. Pequenos ensinamentos te dizem o que fazer e o que não fazer. Eles
te dão os "10 Mandamentos". Um grande ensinamento, não te dá mandamento. Ele não cuida do que
fazes. Ele cuida do que és, do teu centro, da tua consciência".
O Tantra diz para aceitar o que quer que você seja. Você é um grande mistério de energia
multidimensional; aceite isso e mova-se com toda a energia, com profunda sensibilidade, atenção, amor e
compreensão. Mova-se assim e então cada desejo torna-se uma ajuda, então esse próprio mundo é
Nirvana` este próprio corpo é Templo - um Templo Sagrado.”

Massagem Indiana e Tântrica 19


História e origens do Tantra
Até hoje não foi possível determinar a época exata em que a palavra Tantra começou a ser usada, e
também não é possível narrar a história do Tantra com a mesma precisão com que se descreve a trajetória
do Cristianismo ou do Islamismo. Isso ocorre porque a tradição cultural hindu não atribui grande
importância à História escrita. Ao contrário, os ensinamentos são transmitidos oralmente, de pai para
filho, de mestre para discípulo. Esses ensinamentos orais eram (ainda são) chamados Gupta Vidya
(conhecimentos secretos) transmitidos pelo sistema de Paranpará que literalmente significa "um após o
outro". Provavelmente alguns escritos existiam anteriormente ao séc. VIII produzidos por copistas, mas
não há registro arqueológico desse fato. Esse conhecimento tem o mesmo peso dos Sutras de Buda, os
Vedas Arianos, o Gitã, o Pentateuco de Moisés, o Corão de Maomé, etc.
Além disso, existe uma preocupação em manter sigilo sobre os ensinamentos para que eles não caiam
em mãos profanas que possam desvirtuá-los. O que não significa, é claro, que não existam textos escritos
no Hinduísmo, apenas ficaram relegados a um papel menos relevante do que costumam desempenhar no
Ocidente, o que fez com que os escritos "popularizados" do Tantra, surgissem apenas no século VIII.
Além disso, o Cristianismo, por exemplo, é uma tradição que tem mais ou menos 2 mil anos de
existência, enquanto que o Tantra tem no mínimo 5 mil. Outra diferenciação é que o Cristianismo tem por
objetivo "religar" (religião, derivado da palavra grega religare) o homem com D’us. Portanto, concluímos
que Tantra é uma filosofia que se baseia na idéia de que o homem nunca se desligou de D’us, pois este
também habita dentro dele.
A incerteza quanto às datas de surgimento desta ou daquela doutrina, levam a crer que existem as
diferentes facetas do Hinduísmo. A única corrente espiritualista de origem hindu, que apresenta uma data
de fundação correta é o Budismo, surgido em 523 A.C., em Varanasi, graças à primeira pregação de
Siddharta Gautama, o Buda. É interessante lembrar que existe um Budismo Tântrico, que se utiliza das
práticas e liturgias tântricas combinadas à devoção e à doutrina budista ortodoxa.
Quanto ao tantrismo, esse aspecto da imprecisão histórica é ainda mais intrigante. Quando Buda
começou a pregar, já existia dentro do Brahmanismo (culto ao D’us Brahma) uma facção devotada às
divindades femininas, fato muito comum no tantrismo. Esse grupo há muito tempo praticava seus ritos,
mesclados a práticas sexuais. Um texto escrito por volta de 300 A.C. faz alusão a um santuário localizado
em Jogimara, destinado a abrigar Devadasis (servas de D’us, ou prostitutas sagradas, como são mais
conhecidas), e que teria sido fundado por uma delas. Isso parece comprovar a realização de ritos sexuais
tais como os ensinados pelos mestres do tantrismo.
Mais ou menos no século III da era Cristã, um texto que ensina algumas “fórmulas mágicas
sânscritas” (dharanis) foi traduzido para o chinês. Esse fato evidencia a existência de uma forma de
Mantrayama (prática de sons sagrados vigente na Índia daquele período) tão eficiente que atraiu a atenção
de estrangeiros e levou-os a se interessarem por sua prática.
No século VII, alguns textos tântricos apareceram no Tibet. No Ocidente, surgiram uns poucos
exemplares da escassa documentação tântrica entre os séculos X e XV. Mas foi só no século XVIII que
um livro tântrico foi traduzido para uma língua ocidental: o Maha-Nirvana Tantra (O Livro da Grande
Liberação), compilado em Bengala. Porém é conveniente lembrar que todos esses textos a que nos
referimos, e que são historicamente recentes, sempre fazem alusão a outros, citados como obras mais
antigas. Além disso, a própria tradição oral hindu (como dissemos, os indianos não demonstram
preocupação em preservar uma memória historiográfica escrita) fala do Tantra como uma filosofia
infinitamente mais antiga, que data segundo os cálculos e deduções de estudiosos, de pelo menos 5.000
A.C., sendo a mais antiga das correntes espiritualistas juntamente com as origens do judaísmo e do
xamanismo. Alguns estudiosos (não tão estudiosos como gostariam) dizem que o Tantra só foi criado no
século VI, pois a palavra “Tantra” surgiu nesta época, mas para provar tal absurdo, lembremo-nos que a
palavra “sexo” (do latim Sexus = separação, divisão), só surgiu em meados do século XII, e nem por isso,
a partir de então as pessoas começaram a praticá-lo.
De acordo com estudos arqueológicos, o Tantra tem sua origem entre os dravídicos, um povo que
habitava as margens do Rio Indo (região que hoje pertence ao Paquistão), em cidades como Harappa e
Mohenjo Dharo, no ano de 5.000 A.C. O historiador John Marshall, discorda da data de 5.000 A.C. e
acredita que essa civilização teve um período compreendido entre 3.250 A.C. e 1.000 A.C. Porém, se
fossem encontrados indícios neste mesmo local, indicando que o surgimento desta cultura ocorreu há sete
mil anos, não seria novidade para os arqueólogos e historiadores, visto que, quanto mais se escavava, mais
descobriam-se ruínas construídas sobre ruínas, cada vez mais antigas.

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O Dr. George F. Dales em suas pesquisas nos mostra que em parte de Mohenjo-Daro há cerca de 30
metros de ruínas, das quais somente 10 metros foram investigados, devido o rio Indo ter-se elevado algo
em torno de 7 metros nos 3 últimos séculos alagando toda a zona profunda do local, além de dificuldades
políticas.
Nós da Ordem Tântrica também compartilharmos desse pensamento Arqueológicamente a primeira
cidade pesquisada foi Harappa, às margens do rio Raví. Essa civilização possuía alfabeto próprio, além de
um sistema político muito bem estruturado; suas cidades contavam com água encanada e banhos públicos.
Levantamentos arqueológicos apontaram até mesmo a existência de um aeroporto para o pouso de
vimanas (aeronaves semelhantes aos zepelins). O mais surpreendente é que as inscrições de pouso desses
aeroportos são iguais às da Ilha de Páscoa (localizada na Polinésia), e que ficaram famosas no livro "Eram
os deuses Astronautas", de Erik Von Daniken. Os alfabetos de ambas as culturas também são bastante
similares.
Baixos e morenos, os dravídicos alimentavam-se somente de frutas. Sua cultura era matriarcal e seu
idioma era semelhante ao sânscrito (que além de ser um idioma sagrado, foi provavelmente a língua-mãe
de todas as outras. Por isso, há milênios é cultuado como objeto de veneração por bilhões de pessoas).
Mas, devido aos sucessivos ataques promovidos pelos arianos (povo atlante, caracteristicamente loiro, alto
e de olhos azuis), o povo dravídico foi praticamente destruído, e seus sacerdotes viram-se forçados a sair
pelo mundo transmitindo oralmente seus conhecimentos. Aliás, essa história se assemelha muito à história
de Atlântida, onde os sacerdotes também saíram pelo mundo a fim de preservar toda sua mística.
É árdua a tarefa de identificar as origens, as línguas, datas e até mesmo o que determinou o fim da
civilização do vale do Rio Indo, um gigantesco império de mais de um milhão de quilômetros quadrados,
caracterizado pelo poder central não despótico, organizado e unificado.
Quanto à época, a duração, a evolução, o apogeu, o declínio e a morte dessa civilização, pouco se sabe
e muito se especula. Alguns tijolos encontrados em Harappa por ocasião de sua descoberta, tinham a
incrível idade de 3.500 anos e uma tal qualidade que serviram de lastro para 150 Km da Ferrovia Indiana
do Leste. A partir de 1920, o Instituto Arqueológico Indiano escavou e descobriu várias outras cidades
com plantas urbanas semelhantes. Entre elas citamos : Mohenjo-Daro (à 560 Km ao Sul de Haragga, Kat
Diji, Kalibanga e Lothal). Tais descobrimentos demonstraram quais as origens da civilização indiana.
Grandes e sucessivas surpresas aguardavam os pesquisadores modernos, pois o índice de desenvolvimento
encontrados em tais sítios arqueológicos, eram no mínimo espantosos para a época (uma Atlântida
esquecida?). Tudo indica que estas cidades foram planejadas por ocasião de suas construções, pois são
perfeitamente divididas em bairros e quarteirões, com ruas que se cruzam em ângulo reto e com um
engenhoso sistema de água e esgotos canalizados e cobertos. Na maioria das casas foram encontrados
banheiros bem como sala de banhos. Uma realidade superior à atual em muitas cidades indianas e
paquistanesas de nosso século. Pelas datações feitas pelos cientistas, tudo indica que o auge dessa
civilização se deu por volta de 2.300 A.C., quando mantinham um fervilhante comércio com a
Mesopotâmia, Síria, Chipre, Sumária e Egito, através do Porto em Lothal. Exportavam ricos produtos de
ourivesaria, excedentes agrícolas, madeira (destaque para o cedro da região de Cachemira), pedras
preciosas e principalmente algodão; aliás, uma das grandes contribuições dos habitantes do Vale do Rio
Indo, foi o domínio e desenvolvimento da técnica do cultivo do algodão e a transformação de suas fibras
em tecidos. Os tecidos de algodão tingido do Vale do Indo eram muito apreciados em todo o mundo
antigo. Muitas informações foram encontradas nos registros deixados pelos escribas da Mesopotâmia, nos
quais acham-se detalhadamente relatados grandes carregamentos oriundos do Vale do Rio Indo até
aproximadamente 1.800 A. C., depois disto, os registros cessam.
O arqueólogo inglês Sir Mortimer Wheer escreveu a respeito dessa civilização: “Nada do que foi
pesquisado no Egito antigo ou da Mesopotâmia ou de qualquer lugar da Ásia pode ser comparado com os
banhos de excelente arquitetura e as casas espaçosas dos cidadãos de Mohenjo-Daro. Enquanto que
naqueles outros locais eram empregados muito dinheiro para construção de templos magníficos para
cultuar deuses e túmulos para reis, o povo tinha de se contentar com casas feitas de terra. No vale do
Indo as mais belas estruturas são as que se erguem para a comunidade do povo.”

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Quadro Diferencial entre Drávidas e Árias

Drávidas Arianos

Descendência Povos do vale do rio Indo. Povo invasor que chegou a Índia.
Descendência dos Harappianos. Vivem Vieram das planícies eurasianas.
hoje no sul da Índia

Corpo Pele, cabelos e olhos escuros. Pele, cabelo e olhos claros.

Estrutura Social Matriarcal, mas sem considerar o Patriarcal, com a mulher sendo
homem um ser inferior. considerada um ser inferior.

Sexualidade Louvada, liberada, cultuada e com Desprezada,anti-libertária,


muita sensibilidade e sensorialidade. repressora e anti-sensorial. A mulher
Igualdade entre os sexos. é objeto de comércio e domínio.

Economia Agrícola, formação de grandes Povo nômade,


agrupamentos. moradias transitórias.

Conquistas Através da agricultura. Através de guerras.

Livros místicos Não tem. A transmissão é feita Vários. Se destaca o Atharva Vêda
oralmente (Parampará). que inclusive contêm alguns poucos
elementos tântricos.

Forma de prazer Sexo, amor, poesia, oração, fé, fazer Conquistar, ganhar, acabar com a
o bem, etc... natureza, adulterar a ecologia.

Profissões que Ecologista, religiosos, atores, poetas, Advogado, militar, economistas,


podem ter agricultores, músicos, artistas em geral. políticos, empresários, etc..
influenciado
Alimentação Segue o princípio “Não matarás”. Matam e se alimentam de “bichos
mortos” ou cadáveres.

Futuro Devido a mestiçagem dos morenos e Devido a mestiçagem dos morenos e


loiros deverá existir para sempre. loiros deverá em alguns séculos ficar
reduzida a quase nenhuma.

Voltando as cidades, estas foram construídas com um planejamento urbano muito especial. Seus
bairros se assemelham a um tabuleiro de xadrez com ruas orientadas na direção dos ventos.
Mohenjo-Daro possuía 250 hectares e estava em boas condições arqueológicas. Nas ruínas foram
descobertas uma parte alta que continha um bairro administrativo e no leste, a parte mais baixa, os bairros
do comércio e habitações do povo. Conforme já dito, o sistema de irrigação ali contido era impressionante,
com canalizações que cortavam toda a cidade levando água do rio para todas as casas. Os esgotos eram
despejados em poços. A preocupação higiênica e com o bem estar do povo era absoluto.
O sistema político era provavelmente a Theocracia, governo que respeita as leis divinas, enquanto hoje
na maior parte do mundo o sistema político é a Democracia. Etimológicamente a palavra Theo = divino e
cracia= governo. Quanto a palavra Demo você deve saber qual é a sua origem; aliás os estudos místicos
do chamado Demônio na Índia atual se chamam Demonologia. Sobre esse assunto Gaston Courtiller, no
livro “As antigas civilizações da Índia”, nos diz: “Mohenjo-Daro e Harappa também não testemunham a
existência de palácios ou de locais para reis. Daí notamos que um governo social fosse uma realidade
nesse tempo, sendo algo inédito e avançado para a época.

Massagem Indiana e Tântrica 22


Nestes milênios de tirania, de insegurança, de religião e magias oficiais, uma tal conclusão torna-se
surpreendente ao constatarmos no vale do Indo a preocupação pelo destino das pessoas, quando no resto
do mundo se fazia tão pouco caso disso.
As casas do povo eram modestas, mas confortáveis e todas possuíam banheiros. O material para a
construção da maior parte das casas foram os tijolos cozidos, revestidos com gesso e em sua arquitetura
encontramos cozinha, banheiro, sala de visitas, quartos, sala de estudos e/ou meditação(yoga), etc...
As moradias, muitas vezes unidas uma a outra, formavam conjuntos habitacionais. As atividades de
comércio e agrícolas eram extremamente prósperas. Os historiadores descobriram ainda uma medicina
extremamente adiantada. Os materiais cirúrgicos da época provavelmente influenciaram os atuais, devido
a semelhança.

A Escrita
Foram encontrados mais de 1.000 selos somente em Mohenjo-Daro, em sua maior parte esses selos
foram gravados em um material parecido com pedra-sabão (esteatite) e mostrava a fauna rica da época
com muitos animais e árvores. Hoje a região é desértica.
Pouco s e soube sobre a utilização desses selos e a escrita continua um mistério, sabendo-se apenas que
sua leitura fazia-se da direita para a esquerda como na maioria das línguas sagradas (Ex: Hebraico).
Foram descobertas ainda muitas figuras e esculturas de argila, tijolos, pedra e bronze; sempre
valorizando o sexo feminino, a Deusa Mãe (Shakti), inclusive algumas estátuas eram representando uma
mulher de cabeça p/ baixo dando a luz a uma árvore, representando assim a fertilidade e nos mostrando
uma civilização extremamente religiosa, mas que não adorava templos ou estátuas como em outras partes
do mundo.
O povo Drávida era sem dúvida religioso mais buscava D’us dentro de si mesmo. O indiano G.N.S.
Raghavan, chega a afirmar em seu livro “Conhecer melhor a Índia” que esses povos da Índia eram ateus
mas isso realmente é algo incorreto.
O homem dessa época com certeza cultuava e divinizava exteriormente somente a natureza,
principalmente em sua forma feminina e praticavam o yoga (união) tantrico que teve como fundador
Pashupati (senhor das feras) que é representado em selos por um homem com três faces, sentado numa
posição típica do yoga e tendo destacado seu órgão sexual e com animais do seu lado. Esse selo é
representado de Rudra que no futuro ganhou o nome de Shiva dentro do hinduísmo.
Stuart Piggott no livro “Prehistoric Índia” escreve: “Não existe dúvida de que temos aqui o protótipo
de Shiva, na sua função de senhor dos animais selvagens e principe dos Yôgis”.
Os arqueólogos e historiadores acreditam que foi nessa época que aconteceram as primeiras invasões
dos nômades bárbaros (arianos) .O declínio devido as invasões começou em 2.000 A.C., finalizando-se
em 1.500 A.C.
Essas invasões foram assim descritas por Gaston Courtillier ”Estas cidades-estados cercavam-se de
grandes muralhas que nos falam de ameaças e de insegurança..... O perturbador achado, nas ruínas, de
cinquenta cadáveres, confirma a tese de um fim brutal. Essas pessoas não teriam tido tempo de fugir e
foram massacradas nas ruas, encontravam-se decapitadas e com o crânio fraturado. Diante desses fatos,
uma certeza: Depois desse massacre a cidade foi totalmente abandonada; não se vive em meio a
cadáveres, pois estes estavam insepultos.”
Mas tudo leva a crer que a civilização do Indo já estava entrando em declínio, mesmo antes dessas
primeiras investidas.

São inúmeras as possíveis causas do desaparecimento dessa civilização:


1. Mudanças progressivas do clima que se tomou muito quente e seco;
2. Desgaste do solo, devido à séculos de agricultura intensiva, deixando a terra árida e estéril;
3. Desmatamento sistemático das florestas em busca de madeira, principalmente para alimentar os
fornos das inúmeras olarias, além de granjear espaço para a própria agricultura, causando
desertificação;
4. Sucessivas inundações catastróficas (possível causa das várias reconstruções de cidades como
Mohenjo- Daro);

Em seu livro "Tantra, o culto da Feminilidade", André Van Lysebeth enumera de forma clara e precisa
os artifícios empregados pelos Árias para evitar uma sublevação dos vencidos, amplamente majoritários e
para impedir a simples dissolução da raça ariana por mestiçagem com os autóctones.

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Lemos o seguinte trecho retirado do citado e recomendado livro:
1. "Apagar qualquer vestígio da organização militar e social dos vencidos, arrasar suas cidades,
fazê-las desaparecer sob a terra, desmembrar seu império, extirpar até a lembrança de sua civilização e
de sua resistência, desumanizar os vencidos". Enfim tudo foi destruído ou enterrado.
2. "Reduzir os vencidos à escravidão, privá-los de qualquer direito e posse, conceder-Ihes apenas a
sobrevivência como servos, sob a condição de uma submissão total".
3. "Manter entre os vencedores a lembrança da luta e do ódio, transformando essa guerra em culto
a religião védica".
4. "Auto proclamar-se raça de senhores, reduzindo os vencidos à categoria de servos, expulsar os
insubmissos e transformá-los em intocáveis". (casta baixa indiana).
5. "Proibir com rigor qualquer casamento misto, portanto, dividir a sociedade em classes
(impropriamente chamadas "castas"), punindo os contraventores".
6. Enfim, "seqüestrar a mulher (a "poluição racial") submetê-la ao macho ariano, reprimindo sua
sexualidade". Devemos lembrar também que esse povo absolutamente infeliz, atravessou meio mundo até
chegar ao Indo afim de simplesmente guerrear e conquistar.
7. O absurdo chega a tal nível que no Rig Vêda o chefe dravídico Vritra é considerado como um
monstro que luta contra a deusa Indra - representante do arianos. Essa luta é registrada como entre o bem e
o mal. As divindades dravídicas eram chamadas de deuses da água (emoção, sentimento) e as arianas do
fogo (guerra, conquistas). Num hino do Rig Vêda encontramos o seguinte absurdo: “Oh, Agni (fogo),
queima a todos estes homens de pele negra, sê tu o guardião do sacrifício”. Esse hino era a justificativa
dos arianos para destruir as famílias, estuprar, incendiar as casas, escravizar o povo de “pele negra”.
Estamos agora um pouco mais informados sobre quem eram os dravidianos, arianos e o meio em que
viviam e interagiam.
Localização geográfica da civilização do Indo.

Podemos então, partir para uma breve análise da tradição, religião e misticismo dos drávidas e árias.
Os drávidas eram caçadores, pastores e sacerdotes, praticavam um Tantra puro, e absolutamente mágico
no qual cultivava-se a energia de SHAKTI que representa a grande mãe ou esposa sagrada, também

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designada como KUNDALINI, a energia sexual que se encontra, na maior parte das pessoas adormecida
na região do períneo.
Os drávidas tinham uma cultura matriarcal e não guerreavam, só atuavam na lavoura, na arquitetura e
nas artes. A mulher era venerada como deusa encarnada, pois quando grávida, sua barriga ia inchando
cada dia mais e de repente ela expelia a vida.
Os homens eram SHAKTAS, os devotos de SHAKTI, a grande mãe, venerada também como mulher,
amiga, esposa e filha.
Já os arianos invasores da Índia, tinham uma cultura repressora, anti-sensorial e patriarcal, cultura que
domina sensivelmente as opções espiritualistas do séc. XX, com uma preponderante utilização de práticas
masculinas.
O Tantra que era praticado pelos dravídicos passou a ser, com o ataque dos arianos, uma ciência secreta
e proibida. À partir de daí foi perseguida, escondida e o culto à Grande Mãe, proibido. É interessante
notar como até hoje a Kundalini (aspecto da Grande Mãe) ao ser mencionada, provoca um verdadeiro
pavor aos adoradores do patriarcalismo.
Só depois de muito tempo ( no séc VIII), os próprios arianos a revelaram ao mundo, daí a explosão do
Tantra não só na Índia, como em todo o mundo.
Foi essa trajetória que permitiu ao Tantra ser incorporado por todas as correntes iniciáticas e
espiritualistas práticas: ele encerra em si mesmo todos os conhecimentos necessários à evolução do Ser,
tais como as práticas de mantram, o conhecimento sobre os chakras e a prática sobre kundalini, os
segredos dos mandalas, o Yoga, os conceitos de karma e dharma e muito mais (todos esses temas serão
abordados em seu devido tempo). E, por reunir em si todas as Ciências, o Tantra extrai a essência de cada
uma delas, permitindo que o praticante tenha as mais profundas experiências. Algumas Escolas Gnósticas
e Teosóficas apontam os rituais e práticas tântricas como originários da Lemúria e de Atlântida.

Planta urbana simplificada (detalhe)

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O Tantra não é o nome da filosofia total, mas sim o nome encontrado nas Escrituras Antigas sobre as
práticas. Esses livros, como já dissemos, foram tardiamente divulgados, até porque os Tantras que são de
várias linhas, são uma minoria na própria Índia, onde a maior parte da população é Vedanta, (seguidora
dos livros de nome Vedas que são orientados aos povos arianos, que aliás são de linha totalmente oposta
ao Tantra como já vimos) e Bhamacharya (repressora).
Quando se trata de escrever, o Hinduísmo tem a tradição de produzir sempre obras completas, que não
apenas são fiéis aos conhecimentos mais antigos como também os complementam e aperfeiçoam. Um
bom exemplo disso são os Yoga-Sutras de Patanjali, que se apresentam até hoje como os verdadeiros e
mais recentes depositários dos ensinamentos do Yoga (o Yoga é um aspecto do Tantra). Os hindus
afirmam ainda que, o Yoga sempre existiu tal como ele é hoje e que Patanjali (codificador do Yoga)
recebeu a inspiração para sua obra num momento em que todo o mundo oriental atravessava uma grave
crise, em que as guerras e os conflitos religiosos ameaçavam perder a verdadeira doutrina. É interessante
notar que essa codificação foi feita por volta do ano 360 A.C., quando a desordem cercava as práticas, e
Patanjali teve o mérito de ser um organizador.
O primeiro livro a tratar exclusivamente de filosofia tântrica que chegou ao nosso conhecimento é o
Guhya-Samaja Tantra, que data do século IV da nossa era. As obras posteriores reproduzem e
aperfeiçoam os ensinamentos transmitidos pelo Guhya-Samaja, e entre eles podemos citar o Manjushri-
Mulakalpa (século VIII), o Kulamava (século IX), o Hevajra (século X), o Kalachakra (século X) e o
Vajra-Varahi (século X). Evidentemente, todas essas datas de publicação são imprecisas, mas a produção
de textos tântricos não parou por aí e podemos encontrar mais à frente, o Yogini-Tantra (século XV), o
Tattva-Chintamani (século XVI), o Vishva-Sara (século XVII) e o Maha-Nirvana (século XVIII). Embora
fiéis ao ensinamento original, esses textos mostram uma linguagem melhor adaptada à época em que
foram produzidos, tornando-se cada vez mais didáticos e explicativos.
A literatura tântrica inclui ainda os Upanishads, textos referentes às doutrinas Shakta e Kaula (ambas
as palavras eqüivalem a Tântrica), a Devi-Upanishad e a Sarasvati-Rahasya Upanishad. Esses escritos
falam da mitologia dessas deusas, dos mantram e dos símbolos que estão presentes em toda a ritualística
tântrica. Além disso, há textos dos Upanishads que falam do Shivaísmo, do Vishnuísmo (Shiva e Vishnu
são divindades hindus que estudaremos posteriormente) e do Yoga, todos eles repletos de elementos
tântricos. Há ainda poemas religiosos como o Devi-Bhavagata, que exalta as divindades femininas
(aspecto caracteristicamente tântrico, por ser o Tantra uma filosofia matriarcal) e o Gita-Govinda, onde
são cantados com refinado erotismo, os amores de Krishna e de sua favorita, Rada (ambos também são
divindades pertencentes ao panteão hindu). Outras obras poéticas também revelam a influência tântrica em
todo o nordeste da Índia, sobretudo a partir do século XIV.
Existem outras obras onde os especialistas apontam a presença de elementos tântricos como o
Kamasutra, o Samaya-Matrika, o Kuttani-Mata e o Rati-Rahasya. Esses textos porém, não podem ser
confundidos com a verdadeira literatura tântrica, eles se limitam ao aspecto erótico e sexual de uma
filosofia que é muito mais abrangente, e que mostra o sexo como um dos aspectos do caminho para a
Iluminação, não como um fim em si mesmo. Na realidade, o Tantra se refere a milhares de práticas, rituais
e evocações que fazem parte da busca de evolução consciente do SER. E é esse conhecimento autêntico
que constitui a verdadeira obra escrita do Tantrismo. Com o passar do tempo, para que tudo isso não se
perdesse, as informações foram reunidas em textos, num total que varia de 108 a 192 livros (não existe um
consenso em tomo do número de textos), talvez seja possível a existência de mais de 200 livros, afinal são
conhecimentos reunidos há milênios. Ainda assim, devemos lembrar que esses textos são apenas uma
parte do Tantra, pois o maior conhecimento ainda não se encontra em livros e sim por transmissão oral.
Esses textos são guardados em segredo por várias Escolas de muitos países, principalmente na Índia, no
Tibete, na Escola Vajrayana, no Shingon do Budismo Japonês e nas diversas Ordens Gnósticas. É visto
ainda no Zen, no Taoísmo e nas tradições do Egito, Vietnã, Nepal, Sri Lanka e nas civilizações Maia e
Asteca. Para se ter uma leve noção da abrangência desses conhecimentos, basta lembrar que, segundo os
pesquisadores de Artes Marciais, a mais antiga das lutas (Bushidô) foi o Kung-Fu Shaolin, que tem sua
origem na dança sagrada de Shiva. Os movimentos do D’us dançarino são muito parecidos com o estilo de
luta desenvolvido pelos monges shaolins, embora mais complexo e dotado de forte caráter iniciático.
A maior parte dos Textos obedece à seguinte divisão:
. Ritualística (KTIYA)
. Disciplina (CHARYA)
. Conhecimento (JNANA)

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. Prática (SÁDHANA)

Podemos ainda dividir o Tantra abordando o prisma do comportamento Sexual, Alimentar e de Culto.

LINHA BRANCA LINHA ESCURA LINHA CINZA OU


OU DA MÃO OU DA MÃO CAMINHO DO MEIO
DIREITA ESQUERDA
É o Tantra mais É uma linha mais Se adaptou ao mundo
respeitoso com as escandalosa e moderno sem perder as
tradições Hindus e com protestante pois agride o bases do Tantra Branco.
a natureza em geral. É Hinduísmo e o Budismo
DEFINIÇÃO do período dravídico. fazendo tudo ao
contrário do que pregam
essas tradições. É a
linha mais nova do
Tantra.

Contato sexual sem Contato sexual com Prolongamento do


SEXUALIDADE orgasmo. orgasmo. orgasmo
Via seca: sublima a
energia sexual.
Não se cultua Todas as Divindades Basicamente à
nenhuma divindade e do panteão Hindu, trindade Hindu:
sim Shiva como um inclusive algumas não Brahma, Visnhu, Shiva e
CULTO drávida criador do Yoga tântricas. Shakti, Sarasvati,
e ao seu mestre pessoal. Lakshimi.

Se come de tudo O mais natural


ALIMENTAÇÃO Frugivolista. inclusive usa-se drogas, possível sem o uso de
fumo, bebidas etc. carnes de espécie
Espera-se obter o poder alguma.
vital de carne de animais

TANTRA

ESQUERDA DIREITA
DO MEIO

VIA ÚMIDA VIA SECA

Um praticante do Tantra pensa 24 horas por dia em evolução. Busca também, a consciência plena do
momento presente, ou seja, viver o AQUI e AGORA. Para isso, ele deve buscar o auxílio de um Mestre ou
Guru que é uma pessoa que lhe passará instruções de como trabalhar com esses aspectos. Esse Mestre
deve ter experimentado, na prática e com êxito, os ensinamentos que irá transmitir.
O Tantra é complexo e extraordinário, mostra as coisas tal como elas são sem se preocupar em definir o
que é bom ou mau. Aliás, esse é um traço comum a todas as Grandes Tradições, entre elas o Judaísmo. o
Xintoísmo, o Sufísmo e o Taoísmo. O Tantra é, juntamente com uma fração do Sufísmo e do Taoísmo,
uma das poucas correntes místicas que não exige uma retirada dos prazeres da vida, mas a mais completa
aceitação dos desejos, sentimentos e ideais dos seres humanos. Isso é claro, porque é uma ordem
Matriarcal. O que importa é que o praticante caminhe rumo ao desenvolvimento máximo do SER.
O Tantra nos possibilita compreender qual o nosso Dharma (missão) neste mundo. Ele permite a
expansão da mente, da consciência, do corpo, dos sentidos físicos. Seu objetivo é a evolução constante,

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ininterrupta, independente do estado de consciência. Isso quer dizer que podemos estar evoluindo não
apenas quando estamos despertos, mas também enquanto dormimos ou sonhamos.
Para isso, o Tantra utiliza seus múltiplos elementos. Ele nos fornece meios de liberar a consciência
através das mais diferentes técnicas. Conforme vimos, os conceitos de Karma e Dharma, o Yoga, os
Mantram, o conhecimento sobre os Mudrás, Chakras e a Kundalini, são originários do amálgama
Tântrico.
Na tradição tântrica reverencia-se a Shakti (princípio universal de energia), que representa o poder e a
criação personificados sob a forma feminina. A Shakti é a Mãe Universal e não pode se separar do
princípio básico masculino que é Shaktiman (Brahma), ou de acordo com o Tantrismo, Shiva.
O Tantra estuda todas as áreas da vida, sendo assim, ele estuda a própria vida. É uma maneira integral,
holística, de vivenciar e sentir a origem e o desenvolvimento dos Seres. Dentro das práticas tântricas,
temos acesso a centenas de ítens, como a Alquimia, a Psicologia, o Yoga em suas múltiplas divisões, a
Astrologia, a Matemática, a Geometria, a Química, as mais diferentes técnicas de Meditação, a Magia, a
Cromoterapia, a Massagem, a Gemoterapia, a Medicina Sagrada, o Maithuna (ato sexual sagrado), a
Aromaterapia, o conhecimento das divindades e das egrégoras e muito mais. Tudo para alcançar um ideal
maior de vida, a elevação. O Tantra recorre à verdade da experiência, à sensação, à certeza obtida a partir
daquilo que é palpável. Suas técnicas funcionam há milhares de anos porque seus praticantes sentem na
pele que estão no caminho da Transcendência, da ruptura do ciclo de Reencarnação (Sansara). O
praticante tântrico não decora livros nem escuta pregações. Todo o seu trabalho é PRÁTICO. Pela
compreensão do Microcosmo, ele chega à compreensão do Macrocosmo.
O Tantra não tem dogmas, ele busca o real, daí o praticante se sente parte integrante de toda a forma de
vida no Universo.
Conta-se que certa vez em uma roda de meditação, após todos contarem como realizavam maravilhas,
cada qual maior que o outro, em suas vidas, o mestre pediu a todos que olhassem para o céu e falou:
“Aquela galáxia é Andrômeda. Ela é tão grande como a Via Láctea e sua luz tem a velocidade de
milhares de quilômetros por segundo, demora mais de meio milhão de anos para chegar até nós. Está
formada por mais de cem mil milhões de Sóis, a maioria deles maiores que o nosso.” Após sentir a
perplexidade dos discípulos o mestre disse com um sorriso: “E agora que já nos colocamos em nosso
devido lugar, vamos dormir”.

"Deus, O Impassível Manipulador.


O Uno,
Que por detrás de todos os acontecimentos do Cosmos, é o ponto silencioso, o Bindu (essência de
tudo).
Que gira ao redor de todas as coisas. Porque ele é Tranqüilidade, Paz e Amor;
E dança eternamente, em todas as coisas que existem.
Sua dança é união, Comunhão de elementos; Sua dança é ritmo, Pulsação de vida.
Todos os Seres Nele habitam; Numa mesma união de forças.
Juntos, plantas, animais e estrelas (...)"

As linhagens tântricas principais estão relacionadas com as Divindades cujos respectivos rituais são:
a ) -Shaivas = Adoradores de Shiva
b ) -Vaishinavas = Adoradores de Vishnu
c ) -Shaktas = Adoradores de Shakti ou energia feminina.

Desses grupos há divisões em várias sub-seitas. Nossos estudos tântricos fazem a analogia entre o
micro e o macro, entre o homem e o todo e principalmente entre a união do masculino (Purusha ou Shiva,
consciência cósmica) e o feminino (Prakriti ou Shakti - força da natureza), um não existiria sem o outro. É
a união da energia e consciência, Shakti e Shiva, além da elevação sexual, buscando a inseparabilidade
dessas duas energias. O desejo do tântrico é atingir a integração das polaridades através das práticas
ativas, tomar-se Shiva-Shakti unidos como um. Daí o Tantra ser a única grande tradição viva que tem
como um dos seus objetivos "A Descoberta do Mistério da Mulher". Nos rituais, cada mulher é tida como
uma duplicata do feminino maior e torna-se uma reencarnação da energia cósmica, simbolizando a
essência básica da realidade.
Shakti é a senhora de todas as manifestações da vida e seu poder é o do primeiro movimento no ventre
materno, dos ciclos repetitivos do Universo manifesto. O poder de Shakti com o Absoluto ou o Todo é
identificado nela como a bi-unidade divina dos princípios feminino e masculino.

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Outra divisão do universo tântrico é:
1. Consciência Pura (Macrocósmica)
- Consciência Pura (Shit)
- Energia de Felicidade Pura (Ananda)
- Energia de Volição (Icchá)
- Energia de Conhecimento (Jnãnã)
- Energia de Ação (Kriya)

2. Consciência Psíquica (Microcósmica)


-O Poder de Shakti (Feminino) - Maya Shakti
-O Poder de Shiva (Masculino) - Kalá
-Energia da Sabedoria - Vidya
-Energia do Desejo - Raga
-Energia do Tempo - Kalá
-Energia da Causalidade - Niyati

3. Consciência Física (Matéria)


-Consciência do Homem
-Intuição
-Ego
-Mente
-Cinco órgãos dos sentidos ouvidos (som), pele (tato), olhos (visão), língua (paladar) e nariz (olfato)
-Cinco agentes da ação (boca, genitais, mãos, pés e nariz)
-Elementos sutis e grosseiros (fogo, terra, ar, água e éter)
O Tantra ainda nos ensina que o homem e o universo são um só e tudo o que está fora, no universo,
também existe em nosso corpo. Nada está separado ou seja; o universo está dentro de nós mesmos e nós
fazemos parte do universo. Daí provém nossas potencialidades, que apesar de não utilizadas, são
gigantescas. Dentro de nosso corpo existe uma enorme reserva de força latente esperando ser despertada,
essa reserva chama-se "Kundalini Shakti", e deve ser despertada, para finalmente se unificar a consciência
cósmica, que é Shiva. Quando Kundalini está adormecida no homem comum este só esta consciente de
suas limitações terrenas. Quando desperta, o homem busca um plano mais elevado, não ficando limitado
somente as suas percepções, mas sim à consciência de Shiva/Shakti. Estudaremos Kundalini nas lições
futuras, pois toda prática tântrica busca elevação nesta força.
Outra originalidade do Tantra, é que tudo no Universo é inteligente e ordenado, tudo é uma ordem
inteligente, assim existem diversos métodos para satisfazer as necessidades de cada indivíduo que tem a
liberdade de seguir a senda tântrica, buscando que o conhecimento universal torne-se auto- conhecimento.
Há milhares de anos que os mestres, filósofos e místicos têm pesquisado e praticado o Tantra, afim de
aperfeiçoá-lo, buscando nessa filosofia respostas aos anseios de cada um deles em cada época, sem é claro
deixar de lado a busca pela transcendência, pela iluminação em todas as suas partes e assim buscar o
prazer maior em tudo o que fazemos no dia-a-dia.
O Tantra pode ser definido como o culto ao prazer, ao lúdico e à mulher, ao contrário de muitos outros
caminhos de cultos ao masculino, cheios de misérias, dores, remorsos e etc...
"A mulher cria o universo, é o próprio corpo deste universo. A mulher é o suporte dos três
mundos, é a essência do nosso corpo. Não existe outra felicidade, senão a que procura a mulher.
Não existe outro caminho, senão o que a mulher pode nos mostrar.
Nunca existiu ou existirá, hoje, ontem ou amanhã, outro destino que a mulher.
Nem outro reino, peregrinação, oração, fórmula mágica ou outra plenitude que aquelas que a
mulher proporciona.
(Shaktisangama - Tantra tt. 52)
Quando se inicia as práticas de Tantra, a vida se toma mais meditativa e bela. A perspectiva do Tantra
nos leva de onde estamos para onde podemos estar. É o crescimento da Alma, do nosso interior, é a
percepção ampliada e sensibilizada, que abre nosso eu para um mundo maior, tanto interior como exterior.
O homem não é a soma do que ele tem, mas a totalidade do que ainda não tem, e do que poderia
ter.
HARE OM (saudação tântrica)

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Regras de comportamento hindu e tântrico
"As palavras devem ser pesadas
e não contadas".

"A diferença entre o gato e a mentira


é que o gato tem só 7 vidas"

“Lembre-se que lá em cima há ouvidos


que ouvem, olhos que vêem e um livro
onde tudo é registrado.”

As frases acima nos levam a pensar sobre o quanto é perigoso adotar um procedimento incorreto. Uma
mentira, por exemplo, pode assumir proporções muito maiores do que o próprio mentiroso esperava, e
com isso prejudicar muita gente, provocar desentendimentos e até gerar catástrofes. Por isso, a conduta
moral do praticante de Tantra é muito importante para que ele possa alcançar resultados satisfatórios. A
energia Kundalini (que definiremos melhor na lição 8), não se eleva satisfatoriamente em quem não segue
e obedece a um determinado padrão moral e ético, definido pelos Yamas (refreamentos) e Nyamas
(autodisciplina). Os Yamas e Nyamas são preceitos quase tão antigos como o mundo, e semelhantes aos
10 mandamentos de Moisés (os quais, é claro, são indiscutivelmente importantes). Nos Yoga Sutras de
Patanjali (codificador do Yoga, que viveu antes de Cristo), já podemos encontrar referências a esses
princípios.
Basicamente, os Yamas e Nyamas recomendam a eliminação dos desejos inconscientes que dominam
as nossas ações. Assim, o praticante deve aprender a controlar seus sentimentos de posse e apego, os
impulsos sexuais mal resolvidos, o apetite exagerado etc. Somente depois de libertar-se de eventuais
desvios e neuroses, o praticante de Tantra poderá atingir aspectos maiores de seu ser.

Yamas
A palavra Yama vem do sânscrito e significa "morte". Deriva da raiz Yam (controle), e indica a
necessidade de destruir, de "matar" os obstáculos que atrapalham o praticante rumo à sua evolução. Os
Yamas demonstram que o caminho de elevação e aperfeiçoamento deve ser trilhado de acordo com a
missão de cada um, seguindo aquilo que Ihe é revelado interna ou externamente. São 5 os Yamas:

- Ahimsa (Não-Violência)
"Não infligir mal a nenhum ser vivo"

Não deve haver ódio, raiva, inveja e nem qualquer outro sentimento negativo sobre o que quer que
seja. Não deve-se agredir fisicamente, nem por palavras, atitudes ou pensamentos. É necessário ser
inofensivo, pois só assim, será possível buscar a paz interior e exterior. Mahatma Gandhi dizia: "O
auto sacrifício de um único homem é milhões de vezes mais poderoso do que o sacrifício de milhões
de homens que morrem matando uns aos outros". E também pertence a ele a frase "Prefiro morrer se o
preço da minha vida for a morte de criaturas inocentes". O não matar é fundamental e para algumas
linhas do hinduismo e do Tantra, isso se aplica a própria alimentação, que é exclusivamente vegetariana.
O Ahimsa é também a base do Jainismo, corrente filosófica muito forte no Oriente, fundada por Mahavir
(Grande Herói) e que prega a compaixão e a benevolência para com todos. Alguns jainas, chegam a usar
um lenço no rosto para não ter perigo de aspirar um inseto, andam nus e chegam à pureza em sentido
integral: física, emocional, sentimental, mental e espiritual. (O Sauchan visa manter o corpo saudável pela
prática do Yoga ou de lutas marciais onde a meta é o encontro consigo mesmo, como o Budô), as emoções
equilibradas pela audição de músicas, como os mantram, os gregorianos, as óperas e os concertos, a mente
reestruturada pela prática de meditação e o espírito em harmonia por meio dos adhaná (rituais).
É importante manter também a pureza de atitudes e pensamentos com muita serenidade, concentração e
bom humor, sem preconceitos ou julgamentos. Afinal, muitos mestres faziam questão de frisar a
importância do não julgar. Pratique o ato de não-julgar; isso é fundamental em sua vida.

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A pureza do corpo também é importante: o banho diário, a escovação dos dentes, alimentação sadia (o
mais natural possível) e, é claro, evitar as emoções impuras como preocupação, pessimismo, ciúmes,
inveja, etc.

- Satya (Não Mentir)


"Não Se Desviar da Verdade"

Uma pessoa equilibrada e estável é, conseqüentemente, uma pessoa sincera. A grande chave de todas
as filosofias é a verdade, a expressão máxima da consciência do Divino intrínseco em nós.
Satya é a necessidade de não mentir para si mesmo ou para os outros. É buscar viver o Dharma
(caminho) com toda a energia. Devemos, assim, não só praticar a verdade como também lutar para
eliminar a mentira. É melhor calar-se do que dizer palavras falsas. Mentirinhas piedosas, ou que visam
agradar alguém, também devem ser evitadas. No Mahabharata, Krishna esclarece a Arjuna: "Se o mérito
de mil sacrifícios fosse colocado numa balança, em vista do mérito da verdade, a carga da verdade ainda
seria a de maior peso".
Como existem muitas formas de dizer a verdade, lembramos que é fundamental o tato, bom-senso e
caridade na colocação da mesma.

- Asteya (Não Roubar)


"Não devemos apropriar-nos ilegalmente daquilo
que não nos pertence"

Esse preceito exalta, acima de tudo, a dignidade. É importante que cada um consiga aquilo que almeja
através dos seus próprios esforços e, principalmente, que não cause danos a ninguém. Deve-se também
estar atento para não acumular bens materiais em excesso, pois o que é fútil pode se tornar prejudicial.
Uma vida mais simples pode ser muito mais prazeirosa. Gandhi foi um exemplo de Asteya e de
simplicidade, porque ele, como grande líder, teve oportunidade de explorar e de se aproveitar de inúmeras
situações, ficando com bens que não Ihe pertenciam, mas não: Gandhi preferiu manter a consciência
tranqüila, ajudando ao próximo, chegando até a costurar a roupa que usava e a plantar o alimento que
comia. Vemos ainda exemplos como Francisco de Assis, Zoroastro, Chico Xavier, etc. É claro que a
prática de Asteya, não deve privar-nos de uma vida com qualidade, saúde, cultura, viagens, etc.

- Brahmacharya (Não Exagerar no Sexo)


"Viver com o Sagrado e em Busca do Mesmo"

Caminhar com Brahma (D’us), não é negar o sexo e menos ainda vê-lo como pecado. O
Brahmacharya vê o sexo como um dharma (caminho) e por esse motivo inúmeras escolas
espiritualistas têm como técnica o ato sexual ritualístico (Maithuna), baseado no carinho, na beleza e no
amor transcendental. No capítulo sobre Maithuna abordaremos mais profundamente esse item, a
sacralização do ato sexual.

- Aparigrahá (Não-Apego)
"Para encontrar a verdadeira transcendência é preciso libertar se dos apegos" ·

É a necessidade de não levar uma vida baseada nos "negócios" (neg=negação; ócio=meditação), que
só leva ao acúmulo de matéria. O Aparigrahá não é a negação da busca de progresso financeiro. Todos
sabemos que ter dinheiro é necessário e não constitui um mal em si mesmo. Mas é importante ter
propósitos e ideais mais elevados na vida.
Assim, deve-se buscar o contato com a natureza, com as coisas belas e simples, e evitar os vícios, os
sentimentos de posse e os ciúmes. Segundo os textos sagrados, aquele que pratica o Aparigrahá encontrará
a pureza de espírito.
No tantra puro, os sentimentos de ciúmes e inveja são as piores manifestações de possessividade,
devendo ser transmutados.

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Nyamas
Nyama significa autodisciplina, é a conduta pessoal do ser. Indica principalmente, a necessidade que a
pessoa tem de atender aos compromissos que ela assume consigo mesma. Quem segue os Nyamas, toma-
se um ser construtivo, criador e que busca o aperfeiçoamento da personalidade, e o desenvolvimento de
sua própria essência.

- Sauchan (Pureza)

É a purificação que nasce de dentro, a negação de todos os hábitos grosseiros, a eliminação de


emoções e pensamentos negativos. Sauchan é a pureza em sentido integral: física, emocional, sentimental,
mental e espiritual. O Sauchan visa manter o corpo saudável pela prática do Yoga ou de lutas marciais
(onde a meta é o encontro consigo mesmo, como o Budô), as emoções equilibradas pela audição de
músicas, como os mantram, os cantos gregorianos, as óperas e os concertos, a mente reestruturada pela
prática de meditação e o espírito em harmonia, por meio dos sadhaná (rituais). É importante manter
também, a pureza de atitudes e pensamentos com muita serenidade, concentração e bom humor, sem
preconceitos ou julgamentos. Afinal, muitos mestres faziam questão de frisar a importância do não julgar.
Pratique o ato de nâo-julgamento; isso é fundamental em sua vida.
A pureza do corpo também é importante: o banho diário, a escovação dos dentes, alimentação sadia e o
mais natural possível e, é claro, evitar as emoções impuras como preocupação, pessimismo, ciúmes,
inveja, etc.

- Santosha (Alegria)

Com Santosha o ser consegue encontrar equilíbrio interior e vencer todos os obstáculos da vida com
firmeza e alegria. Segundo Maharishi Yogi, "essa é a alegria crescente que inunda a alma daquele que
medita", é a auto-estima, a alegria de estar consigo próprio. O tântrico, deve manifestar contentamento no
relacionamento com todos e em todas as situações. Quem tem Santosha, pode encontrar a felicidade nos
lugares e momentos mais difíceis. La Ferriére declarou que "Se não podemos estar sempre felizes,
podemos pelo menos estar sempre em paz”. Uma receita para estar alegre é sorrir sempre que possível.
Lembremo-nos ainda que a paciência é Paz, ciência, ou seja, a ciência da Paz.

- Tapas (Austeridade e Auto Superação)

É a busca da realização, com esforço e perseverança, apesar das dificuldades que possam surgir. É
também a superação das limitações, e a disposição para orar, meditar e jejuar. Tapas pode ser definido
como um procedimento de enfrentar a si próprio e de cumprir com as responsabilidade assumidas consigo
mesmo perante o universo. É o sempre ter fé e seguir em frente. É tomar uma decisão e não voltar atrás,
fugindo dos objetivos. No Japão, há o princípio Kaizen de auto-superação e melhoria a cada dia; melhoria,
é claro, sem orgulho exagerado, mas com muita auto-estima. Medite.

- Svádhyáya (Auto-estudo)

É a busca do conhecimento interior por meio da introversão e da interiorização. O prefixo “sva”


significa "estudar o seu texto", ou seja, estudar aquilo que está "escrito" dentro de si mesmo. É a busca de
ser aquilo que se é em toda a sua plenitude. Svádhyáya também aponta a necessidade de estudos externos,
que devem ser feitos principalmente com a leitura de textos como os tantras Vedas, o Gita e todos os
livros citados em nossa bibliografia.
Estes livros são aceitos pelo Tantra como absolutamente sagrados, e nos quais podemos encontrar,
ainda que sutilmente, elementos tântricos,que conduzem aqueles que o estudam à compreensão de si
mesmo e ao entendimento das verdades mais sutis.
Além disso, todas as práticas como a oração, os mantram e a meditação, também nos conduzem ao
crescimento interior.

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- Ishwara-Pranidhána (Entrega ao Eterno)

É a entrega total (Nidhana) de toda e qualquer ação para o Eterno (Ishwara). É a busca de uma
realização maior e dos esforços necessários nesse sentido. Essa entrega ocorre por meio das boas ações,
que podem ser efetuadas em instituições de caridade, creches e orfanatos. Mas essa atitude de doação só é
válida se aquele que a pratica não esperar recompensa em troca. Quem pratica o Ishwara-Pranidhána deve
evitar ao máximo qualquer forma de egoísmo e buscar o equilíbrio e a união com todo o Universo. Existe
uma frase de um monge taoísta que diz: "Quem dá é que deve ficar grato". Isto é Ishwara-Pranidhana.
Saiba ainda que o tântrico sempre medita de onde veio, para onde vai e a quem prestará conta.

Finalizando esse capítulo lembro que essas verdades são universais. É fundamental incorporá-las em
sua vida, tê-las sempre na mente e no coração e meditar constantemente sobre as mesmas. Meditação
(meditar-na-ação).

"Eu sou uma criatura de D'us e meu vizinho também é; eu trabalho na cidade e ele no campo, eu me
levanto cedo para trabalhar e ele também. Da mesma forma que ele não me supera em meu trabalho, eu
não o supero em seu trabalho.
Você diria que eu faço grandes coisas e ele faz pequenas coisas?
Nós já aprendemos que não interessa se uma pessoa faz muito ou pouco, contanto que seu coração
esteja direcionado aos céus" (Nilton Bonder).

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Ritual da massagem
Astha=oito, anga=parte, sádhana=prática

MUDRÁ Gesto reflexológico


PUJA Oferenda
MANTRA Vocalização
PRÁNÁYÁMA Domínio do prana
KRIYA Purificação orgânica
ÁSANA Posição física
YOGANIDRA Técnica de relaxamento
DHIANA Meditação

PUJA – Oferecer energia ao ambiente

PUJA – Oferecer energia ao paciente

PUJA – Oferecer energia para Shiva

MANTRAM - OM Namah Shivaya – 3º olho


OM Shiri Gam – Básico
OM Shiri Klim – Cardíaco

PRÁNÁYÁMA - Respiração alternada nasal


Respiração completa, abdominal, intercostal, subcravicular
Respiração Nasal rápida

KRIYA – Limpeza do ambiente – acender uma vela


copo de água
um cristal ou uma planta viva
acender um incenso
música ambiente

ÁSANA

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Massagem Indiana Tântrica

Instrumento de trabalho para Massagem Indiana

Vela acesa
Incenso
Óleo para massagem à sua escolha
Copo com água
Cristal ou plantinha viva
Música a sua escolha, de preferência para mantram
3 lençóis; pode ser colorido
Colchonete grande
Almofadas
4 fraldinhas ou toalhas
Manter a sala aquecida se estiver frio, o óleo pode ser aquecido.

O terapeuta posiciona-se na altura dos pés do paciente que está deitado de barriga para baixo.

O terapeuta senta-se em semi-lotus (samanásana) ou de joelhos (vajnasana) e deixa o corpo se mover


em círculos em sentido horário ou anti-horário deixando fluir e começar o ritual interno (astanga) antes de
tocar no paciente.

Obs.: Deixar o ambiente preparado


 Vela acesa
 Copo com água
 Música, de preferência
 Incenso

Na massagem Indiana começa-se pelos pés – colocar a energia no sentido ascendente

1. Ritual de abertura.

2. Entrar em contato com o paciente nos pés e massagear toda a sola do pé com os polegares.

3. Explorando todas as rotações para os dois lados a fim de soltar o tendão de aquiles.

4. Fazer um cancelamento nos dedos das mãos com os dos pés do paciente para poder alongá-los.

5. Dar bastante ênfase nos pés enviando a energia às pernas.

6. Deslizamento nas pernas pela parte interna, ascendente, e voltando pela parte externa, subindo
novamente na interna por 3x.

7. Pressionar com os polegares o meio da perna do tendão de Aquiles, até os ísquios ou cóccix.

8. Deslizamento em oito na fossa poplítea.

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9. Tubo de pasta interno e externo da perna.

10. Percussão no sacro.

11. Soltar bem os glúteos

12. Movimentos em oito com os polegares no sacro ou em forma de coração

13. Alongar as pernas, uma de cada vez e as duas juntas.


1- para o centro do cóccix
2- para o centro dos ísquios
3- abrir mais para fora
4- em lótus

14. O terapeuta posiciona-se na lateral do paciente na altura do sacro em posição semi-lótus e faz
pressão com o punho ou calcanhar da mão ou com ponta dos dedos fazendo um balancinho e soltado os
glúteos.

15. (1) – Massagear as vértebras com os polegares ou ponta dos dedos e preferir apoiar as duas mãos
no movimento ascendente do cóccix até a cervical. O paciente pode estar com os braços ao longo do corpo
ou a mão embaixo da testa. Como desejar.

(2) – Descendo na para-vertebral até o sacro.

(3) – Ascendente até a cervical com a mão toda fazendo um balancinho do corpo. Repetir todos os
processos por 3x ou mais.

16. Com as duas mãos o terapeuta faz um deslizamento firme em oito. Várias vezes em toda as
costas.

17. Soltar as vétebras com os polegares de um para outro.

18. Deslizamento sempre terminando em cima.

19. Apoiar o braço do paciente nas costas, na altura do lombar, para poder trabalhar melhor o
contorno da escápula. O rosto do paciente deve ficar virado para o lado oposto, isso é importante observar.

20. (1) – Fazer pressão com os polegares abrindo a escápula.


(2) – Deslizar todo o contorno da mesma.
(3) – Pressão circular com o nó ou com a ponta dos dedos sobre a escápula.
(4) – Fazer um pinçamento nos ombros.
(5) – Movimento circular na articulação do ombro.
Repetir o mesmo no outro lado, fazendo a volta pelos pés.
21. Colocar os braços do paciente para cima e pedir para apoiar as mãos embaixo da testa.
(1) – Soltar toda a cervical com deslizamento, pressão e pinçamento.
(2) – Pressão no encaixe da occipital.
(3) – Deslizar, levando a energia até o topo da cabeça, entrelaçando os cabelos.
(4) – Pinçamento novamente nos ombros com pressão.

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22. O terapeuta deve posicionar-se na altura da cabeça e puxar roda a energia do sacro até os braços,
largando toda a energia nas mãos 3x.

23. Pedir para o paciente virar lentamente de barriga para cima e colocar uma almofada embaixo do
joelho para a coluna estar bem apoiada no chão e terapeuta estando ao lado em semi-lótus (atenção ao
giro).

24. Começar pelo ombro do tronco para a mão na parte interna e não na parte externa.
(1) – Deslizamento em todo o braço.
(2) – Deslizamento em oito na articulação externa e interna do cotovelo.
(3) – Fazer compressão óssea e rotação do cotovelo.
(4) – Trabalhar com o dorso da mão na parte externa do braço.
(5) – Nas mãos explorando todos os movimentos de pressão deslizamento.
(6) – Puxar os nós dos dedos para fora, esticando-os bem.
(7) – Movimento da cadeirinha abrindo o chakra da mão.
(8) – Movimento com os polegares na palma da mão. Repetir no outro lado.

25. O terapeuta continua na lateral do paciente e começa a trabalhar o abdômen.


(1) – Começar com deslizamento horário em toda a cavidade abdominal.
(2) – Pressão com as pontas dos oblíquos em todos os centros pequenos vórtices.
(3) – Dar ênfase com pressão e movimentos circulares no chakra básico umbilical plexo
cardíaco.
(4) – Deslizamento na lateral da cintura esculpindo-a. Repetir nos dois lados.

26.
(1) – Deslizamento em volta dos mamilos com se fosse esculpi-los.
(2) – Leve pressão com a parte ulnar da mão.
(3) – Movimento abrindo o peito para cima.
(4) – Pinçamento suave nas axilas.

27. O terapeuta posiciona-se, agora, na altura da cabeça e trabalha o pescoço e o rosto.


(1) – Alonga o pescoço para todos os lados.
(2) – Movimento em oito na cervical.
(3) – Soltura da garganta, entoando o mantra com o deslizamento ascendente.
(4) – Leves pinçamentos no externoclidomastóideo e queixo.
(5) – Soltura das orelhas, puxando-as para todos os lados e leves batidinhas. Dobrando-as, explorando
deslizamentos e leves pinçamentos.

28.
(1) – Deslizamento do queixo até as têmporas.
(2) – Soltura da bochecha e da têmpora mandibular com leve pressão dos dedos.
(3) – Movimentos circulares nas têmporas.
(4) – Alongamento suave do nariz.
(5) – Pressão no 3º olho e movimento circulares ou ascendentes, entoando o mantra.
(6) – Pressão na cabeça.
(7) – Fazer uma tração apoiando os dedos no occipital.
(8) – Movimento em xampu como se estivesse lavando a cabeça.
(9) – Movimento em volta dos olhos com a ponta dos dedos.
(10) – Leve pressão nos olhos de forma bem suave com as pontas dos dedos médio. Podendo se
quiser finalizar entoando os mantras do chakras e o OM SHIN GAM, OM SHIN KLIM.

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Se for continuar o processo pedir para o paciente sentar de frente para uma divindade ou yantra,
estando com os olhos fechados; solicitar ao paciente que também faça movimentos em círculo no sentido
horário e no anti-horário. O terapeuta nesse momento estará posicionado atrás do paciente, cobrindo as
costas do mesmo com um lençol se estiver frio.

Fazer a posição mão da mãe apoiando no colo e fazer movimentos ascendentes.


(1) - Deslizamento do sacro até a cervical.
(2) - Nas laterais até a axila.
(3)- Pubes e o umbigo até o 3° olho, explorando deslizamentos mais suaves ou profundos.
(4) - Trabalhar cada chakra com seu mantra ou visualização das cores.
(5) - Se preferir usar uma aura-soma ou pomânder.

Para finalizar, deixar o cliente a vontade, permanecendo sentado ou deitado em posição de feto,
mantendo o paciente coberto com um lençol ou colcha como em todo processo da massagem. Deixa-lo por
uns 10 minutos. No final deixar alguns minutos para compartilhar a experiência.

Se quiser continuar a massagem levando para o lado mais tântrico, quando terminar a parte das costas,
pedir para o paciente virar de lado, colocando um travesseiro no pescoço e uma almofada na perna que
estiver dobrada em cima; a que estiver embaixo fica esticada.
O terapeuta se posiciona sentado em semi-lotus, atrás das costas do paciente ou de joelho lembrando-se
do movimento do giro.

(1) - Começar massageando os ombros.


(2)- Alongar os braços para todos os lados.
(3) – Na parte interna do braço começa-se indo do ombro para a mão e na parte externa da mão para
o ombro.
(4) - Fazer deslizamentos com pressão e compressão óssea.
(5 ) - Movimento circular no cotovelo.
(6) - Soltar e trabalhar a mão, puxando os dedos em movimento de caderinha abrindo a mão.
(7)- Fazer rotação do cotovelo e do punho.

Colocar o braço para cima da cabeça para poder trabalhar a lateral fazendo deslizamentos em direção
dos lados para o centro do umbigo. Uma mão fica nas costas e a outra na frente.
(1) - Soltar um pouco mais os glúteos.
(2) - Trabalhar com deslizamentos e pressão descendo na parte externa da perna, dobrada.
(3) - Subindo na parte interna da outra perna com pressão e deslizamento. Fazer isso várias vezes.
Repetir no outro lado.

Pedir para o paciente virar de barriga para cima e o terapeuta senta-se, apoiando as pernas do paciente
sobre as suas. Trabalhar os pés, entrelaçando os dedos da mão com os do pé do paciente e alongando para
todos os lados. Pressão com os dedos em todo o pé como se estivesse mastigando-o. Repetir no outro pé.
Alongar a perna para todos os lados possíveis, apoiando em seus ombros e massageando com
movimentos ascendentes do tendão de Aquiles, até os glúteos e a virilha. Fazer o tubo de pasta com as
duas mãos se tiver problemas nessa área sexual.

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Soltar a virilha e todo o contorno do pubes tomando o cuidado de não tocar nos órgãos genitais, mas
fazer pressão para soltar toda essa região, prestando atenção na reação do paciente à dor ou qualquer
incomodo.
Fazer movimentos circulares nos glúteos com as duas mãos.
Trabalhar toda a cavidade abdominal entoando os mantram dos chakras, fazendo pressão com os
polegares ou pontas dos dedos oblíquos.
Fazer deslizamento levando a energia do pubes até próximo ao peito.
Pedir para o paciente entrelaçar as mãos nos punhos do terapeuta e aos poucos ir levando-o até puxá-lo
ao colo do terapeuta. O terapeuta nesse momento vai fazendo um movimento circular bem suave e
deslizando no sacro até os ombros ou cervical entoando os mantram dos chakras.
Quando sentir que está tudo bem, vá descendo aos poucos, o paciente do colo e colocando-o sentado,
ou se preferir, deitado de barriga para cima. O terapeuta posiciona-se na região da cabeça sentando em
semi-lotus e fazendo deslizamentos na testa e trabalhando o rosto como na massagem Indiana.
Se for sentado, o terapeuta aos poucos vai saindo da posição e se coloca sentado atrás do paciente e faz
a posição mão da mãe, abraçando-o e fazendo os mantram OM SHIRI GAM , OM SHIRI KIM. Usar aura
soma se preferir.
E para finalizar essa massagem se for deitado, cobrir os olhos e o paciente deixando-o na integração
por 10 minutos; se for sentado deixe-o por alguns minutos em estado de meditação e integração.
Se preferir pode sentar em frente do paciente, dar lhe as mãos e respirar, junto com o paciente pela
boca ou nariz; você escolhe o pranayama e a forma de fazê-lo.
Deixar um tempo após, para compartilhar.

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