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Vida Simples

Mateus 5.3
• Vamos buscar algumas referências que possam representar o
que as pessoas (especialmente, no Brasil) entendem por uma
vida simples ou talvez, uma vida ideal – já que não temos muita
certeza do que elas buscam para si.
• A banda
Supercombo lançou
> Indiferença
esse sucesso a
à vida;
> Sensação
de brevidade;
poucos anos e a
> Falta de
propósito;
> Frustração;
música foi muito
> A vida é
stress,
cansaço,
cantada pela geração
desgostosa;
atual – talvez, seja
porque muitos de
nós se identificam
com a sensações e
ideias expressas na
canção.
• Tentei buscar uma
referência mais
atual que as
pessoas (jovens,
adolescentes) têm > Sensação de
perdição;
ouvido > Falta de
compreensão;
> Egocentrismo;
recentemente... > Ideia de Deus
relacionada à

Entre artistas mais vida;


> Em suma, a
vida se torna o

ouvidos como resultado de suas


experiências;

Anitta, Luiza Sonza,


Pablo Vittar e Iza,
escolhi essa última:
A impressão que fica é:
• Parece que nossos pais tinham uma ideia do que era uma
vida simples e essa vida era almejada por muitos (ou por
todos);
• Hoje, não temos muito ideia do que seria uma vida simples,
pois não sabemos nem muito sobre a vida que estamos
vivendo (que, diga-se de passagem, não anda nada boa);
• Também não estamos “muito a fim” ou com tempo para
viver uma vida simples – ainda mais se não é uma vida
definida por nós;
• Estamos muito ocupados em viver a vida que acreditamos
ser a ideal; não dá pra dividir nossa dedicação em busca
dessa vida para ouvir Deus nos dizer como devemos ser;
Muitas vezes, as buscas por uma
espiritualidade que nos dê mais
significado, metas ou mais
perfeccionismo para um ano
melhor, só aumentam a
complexidade e dificuldade de
uma vida (ideal) construída e
planejada pelo esforço humano.
“Perfeccionismo não é se esforçar para a excelência, não tem a ver
com conquistas saudáveis e crescimento. Perfeccionismo é um
movimento defensivo. É a crença de que, se fizermos as coisas com
perfeição e parecermos perfeitos, poderemos minimizar ou evitar a
dor da culpa, do julgamento e da vergonha.
Perfeccionismo é, em essência, tentar obter aprovação. A maior parte
dos perfeccionistas cresce sendo louvada por suas conquistas e seu
bom desempenho (notas, boas maneiras, regras cumpridas, trato com
as pessoas, aparência, esportes). O perfeccionismo é focado nos
outros: ‘o que eles vão pensar?’
[...] Para assumir a verdade sobre quem somos, de onde viemos, em
que acreditamos e sobre a natureza imperfeita de nossa vida,
precisamos estar dispostos a pegar leve nos cobranças e apreciar a
beleza de nossas falhas e imperfeições; precisamos ser mais amorosos
e receptivos com nós mesmos e com os outros; e precisamos
conversar conosco da mesma maneira com que conversamos com
alguém que amamos.” (A coragem de ser imperfeito, Brené Brown)
MATEUS 5.3
Mas, o que a Bíblia diz sobre
uma vida simples?
Que vida é essa que Jesus nos
chama a viver ao segui-Lo?

Na versão NVI:
“Bem-aventurados os
pobres em espírito, pois
deles é o Reino dos céus.”
Para Peterson, os humildes de Espírito são
– Mateus 5:3
aqueles que nada mais têm para oferecer e
têm profunda consciência de que são feitos Talvez, você concorde com
por Deus e dependem Dele. Acreditam que
tudo provém da bondade de Deus e depende esse pensamento. Mas, pode
da graça de Deus. dizer que vive dessa forma?
“Podemos reconhecer intelectualmente que
algo é verdade, mas, bem no íntimo, essa
verdade não se apodera de nós, não nos
sensibiliza, não nos controla.”
[...] Temos de refletir sobre o evangelho e
praticá-lo de verdade, não apenas de forma
acadêmica ou abstrata. Devemos vincular as
DOUTRINAS da fé aos atos salvadores de
Deus em nossa vida.”
(Tim Keller)
“Talvez você simplesmente lamente
as tribulações causadas pelo
pecado, mas não se disponha a
identificar e rejeitar o ídolo sob o
pecado que continua a seduzi-lo”
(Tim Keller)
John Piper, em seu livro “o que Jesus espera de seus
seguidores”, diz:
“É difícil definir orgulho porque suas manifestações são sutis e em geral
não se parecem com a arrogância. É fácil entender isso se classificarmos a
ostentação e a autopiedade como duas formas de orgulho.”
- Ostentação é a reação do orgulho ao sucesso.
- Autopiedade é a reação do orgulho ao sofrimento.
- A ostentação é a voz do orgulho no coração dos fortes. A autopiedade
é a voz do orgulho no coração dos fracos.

“No fundo do orgulho, existe uma complexa estrutura composta de livre-


arbítro, mérito e prazer em sentir-se superior aos outros. [...] Existe uma
combinação de rebeldia (contra Deus como justo e soberano),
merecimento (de ser tratado de forma melhor) e prazer (em sentir-se
acima dos outros). Nenhum deles se manifesta de maneira clara.”
“Enquanto só alguns de nós fomos chamados a viver entre os pobres, e outros a abrir
seus lares aos necessitados, todos estão determinados a desenvolver um estilo de vida
simples. Tencionamos reexaminar nossa renda e nossos gastos, a fim de gastar menos,
para que possamos doar mais. Não baixamos normas nem regulamentos, quer seja para
nós mesmos, quer seja para outros. Contudo, resolvemos renunciar ao desperdício, e
opormo-nos à extravagância em nossa vida pessoal, em matéria de roupas e de moradia,
de viagens e de templos. Também aceitamos a distinção entre necessidades e luxo,
“hobbies” criativos e símbolos de status vazios, modéstia e vaidade, celebrações
ocasionais e o nosso dia-a-dia, e entre o serviço de Deus e a escravidão à moda.”
(John Stott, Discipulo Radical, pg. 64,65)

Como é possível vivermos uma vida assim?


Como uma vida assim pode ser considerada uma vida boa?
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Existe uma maneira, uma solução!
Torne-se um discípulo (seguidor) de Cristo! Só assim, textos
como o de Mateus 5.3 passarão a ter sentido e Jesus
transformará sua vida (antes, afetada pelo pecado) em uma
vida simples e plena.
Versos 1 e 2
O SERMÃO DO MONTE COMO ESTILO DE VIDA
• Essa é uma mensagem é extremamente relevante
para o estilo de vida proposto por Cristo nesse
sermão. Apenas os discípulos o seguiam e
consequentemente recebiam tal desafio (v. 1).
• Esse Sermão é escrito para esse tipo de gente.... uma
IGREJA seguidora de Cristo... um povo regido pelo
Espírito e não pela Lei (nesse processo a Lei se torna
um meio e não um fim em si mesmo).
POR QUÊ PRECISAMOS DE UM NOVO JEITO?

• Assim como a letra (a Lei) tinha o propósito de causar um efeito


de incapacidade na vida daquele que buscasse obedecê-la, o
conteúdo desse sermão vai além, revelando nossa
desumanização – causada pelo pecado desde o Jardim do Éden.
(GN 3.8,9)
• Consequência daqueles que buscam viver tal Mensagem... LER
MT 7.26-27
# Esse abençoado senso de limitação conduz o discípulo à oração, à Palavra,
à confissão e, consequentemente, à total dependência de Deus.
# A profundidade da mensagem, suas implicações e a radicalidade dos
ensinos de JESUS indicam a carência que todos temos, de ser conduzidos
sob a graça preciosa de DEUS.
UM REINO, O REI E SEUS SERVOS
• Surge então a inauguração do Reino. LER MT 13.31-33; 49-50; LC
17.21. Nele veremos como se instala e manifesta seu governo.
• Conhecemos mais de perto agora a Cristo (o Rei). Os valores do
Reino se evidenciam na natureza, ética e caráter do Rei (IS 9.6).
Ele mesmo é a fonte de todo amor, verdade, justiça, pacificação,
mansidão, humildade.

Diante do Rei e do Reino, os discípulos são despojados de qualquer


direito. Possuem apenas o direito de obedecer. A felicidade do
discípulo está fundamentada na sua relação fraterna com o Pai e
no prazer de viver com simplicidade, a leveza que tem a plenitude
da vida no espaço do Reino.

• Observe essa mesma relação em outra passagem (João 15.5,15).


“O discípulo é pobre de espírito por constatar s sua
insignificância quando posto diante de Deus.”
“Pobre/humilde, no novo conceito de Jesus implicava
numa condição de alma, num estado de espírito, num
nova atitude em relação a Deus. O pobre de espírito é
aquele que vive na exclusiva e total dependência de Deus,
é totalmente despojado de tudo, menos de Deus. [...] O
pobre de espírito não se percebe rico de nada, nem
mesmo de santidade ou espiritualidade. Se é que
podemos chamar de riqueza, a riqueza do pobre de
espírito é ser pobre de tudo e, por conta disto, confia
exclusivamente em Deus.”
Carlos Queiroz
“Bem-aventurados os pobres
em espírito, pois deles é o Reino
dos céus.” Mateus 5:3

A vida simples é um caminho e não


um lugar (ou estado). E ela começa
em Cristo, não em nós!

A vida simples é vivida com base nos


recursos que recebemos de Deus.

A vida simples é percebida (pelos


seguidores de Cristo) como um
privilégio, uma dádiva a ser
desfrutada e não um sacrifício.

A vida simples é um código, uma


porta, um mistério, onde se vive a
fascinante e transcendente vida
debaixo do governo de Deus.

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