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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

ESCOLA DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS


CAMPUS GUARULHOS
DEPARTAMENTO DE LETRAS

O EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS SUJEITO NAS PRODUÇÕES ORAIS


DE APRENDIZES DE LÍNGUA ESPANHOLA COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA

Aluno: Jarbas Izidio dos Santos Filho

Projeto destinado à realização de estágio de Iniciação


Científica desenvolvido no Departamento de Letras da
UNIFESP/Campus Guarulhos, no período de
Agosto/2018 a Julho/2019 sob a supervisão da Profa.
Dra. Silvia Etel Gutiérrez Bottaro.

GUARULHOS
Maio/2017
2

RESUMO

Esta pesquisa pretende aprofundar a respeito do emprego dos pronomes pessoais sujeito
(PPS) da língua espanhola em relação à “distinta assimetria” (GONZÁLEZ, 1998) que
existe entre o português brasileiro (PB) e o espanhol (E). Baseados na Teoria de Princípios e
Parâmetros (CHOMSKY, 1981) e nos estudos comparados do português brasileiro e do
espanhol (GONZÁLEZ, 1994, 1998; BOTTARO, 2009; FANJUL, 2014), nos propomos
analisar numa amostra de língua oral de aprendizes de espanhol, composta por 15 estudantes
do Curso de Letras – Espanhol da UNIFESP, o seguinte: (1) quantificar o emprego dos PPS
nulos e plenos presentes na amostra; (2) como os estudantes utilizam as propriedades
linguísticas do sujeito nulo do E e do PB; e (3) comparar os resultados obtidos com a
pesquisa realizada sobre os PPS na produção escrita de aprendizes brasileiros do Curso de
Letras da UFSCAR (RODRIGUES ROSA, 2017).

Palavras-chave: pronomes pessoais sujeito; assimetrias; parâmetro do sujeito nulo;


português brasileiro; língua espanhola; oralidade.
3

INTRODUÇÃO

Os aprendizes brasileiros de língua espanhola, sobretudo nos primeiros estágios,


tendem a transferir o paradigma dos pronomes pessoais (doravante PP) conforme a sua
língua materna. Nesse sentido, González (1998, p. 247), constatou que nesta área gramatical
há uma diferença fundamental entre o espanhol (doravante E) e o português brasileiro
(doravante PB): “(...) cada uma delas apresenta uma distinta assimetria no que se refere ao
emprego das formas pronominais plenas ou nulas para a expressão do sujeito e os
complementos do verbo (...)”1. Diante dessa assimetria, nos propomos a estudar e
aprofundar sobre a aprendizagem e o emprego dos pronomes pessoais sujeitos (doravante
PPS) na competência oral dos estudantes brasileiros de espanhol do Curso de Letras. Para
isto, nos baseamos neste trabalho em alguns aspectos da Teoria do Parâmetro do Sujeito
Nulo (Chomsky, 1981), para estabelecer um sistema comparativo entre as assimetrias
presentes nos PPS entre o PB e E. Em vista disso, Duarte (1995, p. 108) aponta em seu
estudo que o PB vem gradualmente perdendo a obrigatoriedade do sujeito nulo, em especial,
a arbitrariedade do sujeito nulo referencial em 1ª e 2ª pessoas para o sujeito pronominal
pleno. Enquanto isso, em geral, o E continua a desempenhar a função do sujeito nulo, pois a
simples presença de um pronome sujeito pode causar efeito de contraste e ambiguidade
(FANJUL, 2014, p. 35). Como forma de investigar essas diferenças pronominais, se fará
necessário identificar os pontos de maior assimetria entre o PB e o E. Para isso,
aprofundamos nas pesquisas realizadas por González (1998) e Bottaro (2009) como
ferramentas de comparação e transição gramatical da L12 para a L23. Acreditamos que nesse
percurso de aquisição/aprendizagem de uma língua estrangeira, os aprendizes tenderão a
apresentar os mecanismos do PPS que aproximam e distanciam o PB do E, e vice-versa.

JUSTIFICATIVA

Esta pesquisa procurará observar como se dá o aprendizado dos pronomes sujeito por
parte dos aprendizes brasileiros de língua espanhola do Curso de Letras – Espanhol, da
Universidade Federal de São Paulo, em relação às diferenças assimétricas presentes nas
formas pronominais de sujeito, conforme os estudos de González (1998). De acordo com a
mesma autora, o PB contempla o uso do sujeito pronominal pleno e prevalece em seus
1
Tradução nossa.
2
Segundo Chomsky (1959), L1 é a língua materna, ou seja, a primeira língua que o ser humano adquire em
seus primeiros anos de vida.
3
Segundo Chomsky (1959) L2 é uma segunda língua adquirida após a L1. Essa questão será aprofundada na
fundamentação teórica deste trabalho.
4

complementos à forma tônica, enquanto o E omite os sujeitos pronominais e privilegia os


complementos de forma átona. Por esse motivo, se observará o emprego dos pronomes
pessoais, na oralidade dos alunos(as) por meio de entrevistas.
A presente pesquisa se justifica em razão dos pouquíssimos estudos que há acerca do
emprego dos pronomes sujeitos na produção oral de aprendizes brasileiros de espanhol. Ao
mesmo tempo, acreditamos também que o estudo é relevante, uma vez que poderá trazer
contribuições para o desenvolvimento das pesquisas no campo dos estudos comparativos do
espanhol com o português brasileiro.

1. OBJETIVOS

1.1 Objetivo Geral

Aprofundar nos estudos gerativistas, especificamente no modelo da Teoria de


Princípios e Parâmetros, no intuito de esclarecer os critérios de comparação no aprendizado
entre as gramáticas do Português Brasileiro (PB) e do Espanhol (E).

1.2 Objetivos Específicos

1.2.1 A luz da Teoria de Princípios e Parâmetros (CHOMSKY, 1981) e dos Estudos


Comparados do português brasileiro (PB) e do espanhol (E) (GONZÁLEZ, 1998;
BOTTARO, 2009; FANJUL, 2014) descrever comparativamente as propriedades
linguísticas do sujeito nulo do PB e do E;

1.2.2 Analisar quantitativamente o emprego dos sujeitos nulos e plenos na amostra de


língua oral dos aprendizes brasileiros, composta por 15 alunos(as) de diferentes
níveis de conhecimento;

1.2.3 Analisar qualitativamente nos dados colhidos, como os aprendizes da nossa amostra
usam as propriedades linguísticas do sujeito nulo do espanhol na oralidade e
determinar quais são as dificuldades no aprendizado;
5

1.2.4 Comparar os resultados obtidos com o os resultados obtidos na pesquisa realizada


por Rodrigues Rosa (2017), sobre os pronomes sujeitos na produção escrita de
aprendizes brasileiros do Curso de Letras da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCAR).

2 . METODOLOGIA E PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Para cumprir com os nossos objetivos, realizaremos:

2.1 Revisão bibliográfica dos estudos de Chomsky (1989) a respeito da Teoria do


parâmetro do Sujeito Nulo e de González (1998), Bottaro (2009) e Fanjul (2014) sobre
os estudos comparados entre o PB e o E no que tange ao uso dos pronomes sujeito;

2.2 Coleta dos dados mediante a gravação de entrevistas orais aos alunos(as) de diferentes
níveis de aprendizado, das disciplinas de Língua Espanhola de nível I ao V. A amostra
estará composta de 15 aprendizes e faremos entrevistas orais com cada informante, de
15 a 20 minutos, provocando narrativas sobre experiências pessoais. Para tanto, nos
valemos de um questionário (ver anexos) para obter os dados pessoais do informante e
para fins de conversação sobre o uso e aprendizado do espanhol. Também utilizaremos
um roteiro com alguns temas para provocar um registro de conversa livre com
gravações de perguntas e respostas em espanhol que, as quais surgirão no decorrer da
conversação entre entrevistador e entrevistado. Para isto utilizamos o questionário que
consta anexo;

2.3 Transcrição das entrevistas por médio do método de transcrição escrita utilizado pelo
projeto NURC-SP4, de acordo com as pesquisas organizadas por Preti (2010). Esse
método consiste em transpor a linguagem falada para a linguagem escrita, para que
seja possível observar com mais clareza quais os pontos gramaticais relativos à
influência assimétrica dos pronomes pessoais do PB no E;

4
Projeto Norma Urbana Culta do Estado de São Paulo.
6

2.4 Análise quantitativa dos sujeitos nulos e plenos na amostra oral de aprendizes
brasileiros em relação as propriedades linguísticas do espanhol, utilizando o programa
excel para calcular a frequência dos dados;

2.5 Análise linguística qualitativa e comparativa dos resultados obtidos com outros
estudos realizados (CHOMSKY, 1989; GONZÁLEZ, 1998; BOTTARO, 2009;
FANJUL, 2014; RODRIGUES ROSA, 2017);

2.6 Por último, de acordo com o Parâmetro do Sujeito Nulo de Chomsky (1981) e a
aplicação teórica do mesmo na investigação de Bottaro (2009) no comparativo entre o
PB e o E, os dados coletados serão reunidos no primeiro e no segundo passo para
demonstrar a evolução da aquisição em L2.
7

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 As Origens do Gerativismo

Em meados da década de 50, o pesquisador norte-americano Noam Chomsky (1928)


desenvolveu uma teoria denominada Gramática Gerativista, a qual consiste em metaforizar o
desenvolvimento linguístico humano, e que se encontra pré-formatado para processar as
mais elementares funções da linguagem, bastando apenas um “gatilho” do ambiente externo
para os estágios programados pelo cérebro funcionem (PAIXÃO ROSA, 2010, p. 28).
Por essa razão, o autor diz que a Linguística está inserida no contexto da Psicologia,
dado que “não se pode falar de ‘relações’ entre a Linguística e a Psicologia, uma vez que a
Linguística faz parte da Psicologia […] e, de forma mais ampla, da Biologia” (CHOMSKY,
2000, apud PAIXÃO ROSA, 2010, p. 29). Sendo assim, o Dispositivo de Aquisição da
Linguagem (DAL, em português)5, elaborado por Chomsky (1966) é um órgão da mente, ou
seja, constitui em um conjunto de princípios e estruturas mentais que representam os
preceitos fundamentais da biologia da linguagem. Para Chomsky (1966, apud BOTTARO,
2009, p. 51), é por meio da DAL que a criança capta o que o meio externo oferece para, em
seguida, representá-lo na sua mente.

3.2 A Gramática Universal (GU) e seus Princípios e Parâmetros

Como fruto do trabalho da Teoria Gerativista, iniciado em 1959, surgi nos primeiros
anos de 1980, o conceito de que a faculdade da linguagem por ser um mecanismo inato dos
seres humanos, originário de uma herança biológica, nos põe à disposição um algoritmo
sistêmico e gradual que se assemelha a um programa de computador. Deste modo, somos
capazes de desempenhar ou obter uma gramática de uma determinada língua, sendo esse
algoritmo supracitado o que Chomsky chama de gramática universal GU (KENEDY, 2008,
p. 135).
Em vista disto, ocorreu uma quebra de pensamento com a ideia de regras iniciada no
modelo gerativista dos anos 50 para um panorama calcado em princípios mais amplos e
complexos da linguagem, desse modo nasce o modelo de Princípios e Parâmetros de
Chomsky (1981). Esses princípios da GU possuem duas vertentes gerais, conforme quadro
seguinte:

5
Do inglês LAD – Language Acquisition Device.
8

Quadro 1 – Os Princípios da GU, adaptação do texto de Kenedy (2008).


Significam as propriedades comuns de todas as línguas
Princípios Rígidos
consideradas naturais.
São as possibilidades restritas de variação existentes entre
Princípios Abertos
as línguas.

Para elucidar o quadro acima a respeito dos Princípios Rígidos, observemos o


exemplo colocado pelo mesmo autor do Quadro 1:

(a) João disse que ele vai se casar.


(b) Ele disse que João vai se casar.

Nessa exemplificação, o nominativo “ele” é um referente que foi mencionado a


alguém antes do texto. Para Antunes (2016, p. 87), a função dos pronomes é “funcionar
como elementos de substituição, como elementos que asseguram a cadeia referencial do
texto”. Se nesse referencial, o nome aparece em primeiro lugar e depois surgi o pronome a
quem se refere o nome, isso é chamado de pronome anafórico. Em (a), “ele” pode estar ou
não se referindo a “João”, enquanto em (b) “ele” é outra pessoa citada anteriormente. Nos
dois casos, “ele” é anafórico. E isso é um Princípio Rígido, por se tratar de algo comum a
todas as línguas.
Nesse sentido, o Princípio Rígido diz que em todas as sentenças de todas as línguas
devem ter o sujeito em alguma posição de valor semântico. Essa estrutura específica é
denominada de Princípio da Projeção Estendido, princípio este que determina que o
sujeito seja algo presente e indispensável para a compreensão de qualquer sentença.
Na outra ponta conceitual, o Princípio Aberto é ilustrado no seguinte exemplo de
Kenedy (2008, p. 137):

(a) João disse que ele vai se casar (“ele” → sujeito preenchido).
(b) João disse que Ø vai se casar (“Ø” → sujeito nulo).

Nos dois modelos, consideramos que o PPS “ele” se refere a “João”. Assim,
podemos dizer que “João” é sujeito da oração principal e “ele” o sujeito da oração
subordinada. O que chama a atenção é a omissão do sujeito no caso (b). Essa omissão é
conhecida no conceito gerativista como pro-drop, ou seja, anáfora zero ou nula.
Para melhor esclarecer os Princípios Abertos, no que tange aos parâmetros colocados
em questão, as modificações que as línguas sofrem são definidas pela GU por dois valores:
9

positivo e negativo (QUADROS, 2007, p. 49). Por isso, “os parâmetros que diferenciam as
línguas são previsíveis e distribuídos sempre de maneira binária [...]” (KENEDY, 2008, p.
137). Vejamos alguns exemplos extraídos de Rueda (2015, p. 03):

(a) We have an excellent museum here. It is worth a visiting6.


Ø Tenemos un museo excelente aquí. Merece la pena visitarlo.

(b) She made some soup and it was delicious7.


Ø Hizo una sopa y estaba deliciosa.

Podemos notar que na língua inglesa, os sujeitos We e She não são ocultados, porque
não há flexão verbal, exigindo a presença explícita do pronome nominativo para se conhecer
a qual pessoa (1ª, 2ª ou 3ª do singular ou plural) a frase está dirigida. Também na forma
átona, o sujeito It não é omitido, por se tratar de um pronome neutro (exclusivo dessa
língua) que antecede, no exemplo, o verbo to be. Enquanto isso, na língua espanhola, com a
existência de conjugações dos verbos tener e hacer, os PPS podem ser ocultados sem causar
nenhum prejuízo à pessoa que ouve ou lê a frase. No primeiro caso, a língua inglesa, como
também na língua francesa, é considerada uma língua pro-drop negativa (valor -), pois essa
gramática é imutável, não tendo espaço para variações na omissão do PPS. Já na língua
espanhola, assim como as outras línguas românicas como a italiana e a portuguesa, o pro-
drop é positivo (valor +), por considerar a possibilidade de ocultar ou não o pronome
nominativo.
Segundo Chomsky (1981, apud BOTTARO, 2009, p. 54), as opções de
obrigatoriedade ou opcionalidade do sujeito é um tipo de variação que há entre as línguas,
dando a possibilidade de elaborar um parâmetro que englobe as duas posições possíveis do
sujeito, chamado de Parâmetro do Sujeito Nulo.

3.2.1 O Sujeito Nulo no Português Brasileiro e seus Parâmetros

Inicialmente, Duarte (1995, apud BOTTARO, 2009, p. 55) diz que o PB é uma
língua parcialmente pro-drop, tendo em vista que há na língua falada uma abundância de
sujeitos plenos e uma pequena quantidade de sujeitos nulos. A maior causa dessa perda do
paradigma pronominal seria a substituição ao longo do tempo do uso dos PPS que

6
Uma possível tradução seria: Nós temos aqui um excelente museu. Vale a pena visitar.
7
Uma possível tradução seria: Ela fez uma sopa e estava deliciosa.
10

alternaram da 2ª pessoa direta “tu” e “vós” pela 2ª pessoa indireta “você” e “vocês”
(DUARTE, 1995, p. 32).
Em outro estudo, Paredes Silva (1993, apud POSIO, 2008, p. 24) aponta três
conceitos base sobre ambiguidade contextual, que se referem a um contexto linguístico
que não seja possível identificar o referente em uma flexão verbal, de acordo com os
seguintes PPS do PB:

Quadro 2 – Ambiguidade Contextual, Paredes Silva (1993, apud POSIO, 2008)

Morfologicamente não ambíguas Ø Fiquei muito contente ao receber sua carta.


Morfologicamente ambíguas, mas Não vou ligar mais para casa, a menos que Ø precise de
contextualmente não ambíguas alguma coisa.
Morfológica e contextualmente E pela primeira vez, achei que ele vai casar com a Cecília
ambíguas quando for embora. Ø Nunca tinha pensado nisso ...

No exemplo (1) que apresentamos no quadro acima, a omissão do sujeito


pronominal não gera nenhuma incerteza morfológica de quem a frase está se referindo (o
eu), pois nessa circunstância só há uma conjugação verbal possível (ficar) que é no modo
indicativo do pretérito perfeito da 1ª pessoa do singular (fiquei). Já no (2), a presença da
ambiguidade morfológica é perceptível. A frase se inicia com o verbo na 1ª pessoa do
presente do indicativo, mas a conjugação do segundo verbo é igual tanto para a 1ª como para
a 3ª pessoa do presente do subjuntivo, podendo se referir a pessoa que “não vai ligar para a
casa”, como para um terceiro que “venha a precisar de alguma coisa”. Todavia, existe a
possibilidade de que a contextualização dessa frase não seja ambígua, por não comprometer
por completo o encadeamento da ideia central. Porém, outra interpretação possível nesse
segundo caso é que, se há ambiguidade morfológica, também pode haver ambiguidade
contextual, pois não se tem certeza de “quem precisa de alguma coisa”. No exemplo (3) do
quadro, a ambiguidade ocorre na morfologia e na contextualização, provavelmente por ter
duas frases distintas. Na morfologia, os verbos “achar” e “ter” podem ou não ser a mesma
pessoa, causando também uma ambiguidade na contextualização. Para Posio (2008, p. 25), é
muito difícil estabelecer diferentes níveis de ambiguidade contextual se não houver um
número significativo de informações extralinguísticas em que os falantes possam
compartilhar. Esses tipos de contextos de ambiguidade querem mostrar que Paredes Silva
(1993) estudou as consequências e as alterações que favorecem o uso do PPS quando o
nominativo é omitido nas frases.
Segundo a linguista Soriano (1999, p. 1227), o emprego do pronome explícito se
deve ao fato de que há estruturas sintáticas propícias a uma interpretação para contrastar ou
11

individualizar. Esse conceito é conhecido como ênfase, que também corrobora para que os
PPS se torne visível ao lado do verbo conjugado em determinadas situações específicas.
Exemplos:

(a) En casa mi marido friega los platos porque yo odio hacer eso.
(b) Tú lo sabías.
(c) Él se quedará en casa.

Em todos os exemplos (a, b e c), é apresentada uma configuração sintática que


individualiza o ser em “yo”, “tú” e “él”, ou seja, não há outros sujeitos direcionados
especificamente a um contexto delimitado que não dá margens para o surgimento de dúvidas
de quem está se falando.
Além do mais, para contrastar dois sujeitos em uma mesma situação, se faz
necessário explicitar o PPS com a finalidade de não ocorrer dissociação de sentido entre os
diferentes nominativos. Rodrigues Rosa (2017, p. 56) exemplifica em seu trabalho com base
em três versões de uma amostra extraída do livro “Uma aprendizagem ou um livro de
prazeres”, de Clarice Lispector:

(a) Ella sabía como él se sintió porque ella tuviera una angustiosa sensación ...
(b) Ella sabía como él se sintió porque Ø tuviera una angustiosa sensación ...
(c) Ø Sabía como él se sintió porque Ø tuviera una angustiosa sensación ...

No exemplo (a), há uma permanência literal da tradução do PB, dando um sentido


enfático ao pronome “él” seja único e insubstituível. Já o uso repetitivo de “ella”, na
tradução original de Cristina Sáenz de Tejada e Juan García Gayo, existe uma alteração
tônica para uma situação em que o verbo esteja localizado posteriormente na frase, traduzido
como “Sabía como se sentia él porque ella había tenido una angustia sensación ...”. Em (b),
a ambiguidade é latente quando se oculta o sujeito do verbo tener, pois sem esse
nominativo, não há como sabe se o verbo flexionado na terceira pessoa do singular tuviera
está se referindo a “ella” ou a “él”. No exemplo (c), a omissão do sujeito “ella” nos verbos
saber e tener (os dois conjugados na terceira pessoa do singular) causa uma maior
ambiguidade que na situação (b), porque pode ser “él”, sujeito já presente na frase ou
“ella”/“usted”, pronomes padrões no E.
12

Bottaro (2009, p. 56-57), em sua tese, listou algumas das principais mudanças em
relação ao emprego do parâmetro de sujeito nulo que ocorrem com maior frequência na
utilização prática do PB, conforme alguns pesquisadores:

(1) Perda do princípio Evite o Pronome, princípio criado por Chomsky (1981) (DUARTE,
1995). Esse princípio procura harmonizar nas línguas pro-drop positivas as alternâncias do
emprego do sujeito nulo.

(2) Uso de pronomes plenos em contextos de correferência com o sujeito da oração principal,
com ou sem antecedente não humano (DUARTE, 1993, 1995). O sujeito da oração principal
é retomado na oração subordinada por um pronome do caso reto. Ex.: A casa virou um filme
quando ela teve de ir abaixo (DUARTE, 1995).

(3) Sujeitos duplos que retomam como um referente previsto e próximo (DUARTE, 1995, apud,
BOTTARO, 2009). Isso Significa que dois sujeitos do mesmo referente se encontram lado a
lado na mesma frase. Ex.: Então, o instituto de F. ele manda os piores professores … Os
melhores eles dão aula no curso de M. (DUARTE, 1995).

(4) Perda do sujeito nulo referencial (DUARTE, 1993, 1995; GALVES, 1995; FIQUEREDO
SILVA, 1996). Nesse caso, o sujeito nominativo referencial não é ocultado. Ex.: Eu não sei
se eu vou conseguir numa sessão só (DUARTE, 1995).

(5) Manutenção da omissão do sujeito em 3ª pessoa, mas não em 1ª e nem em 2ª pessoa


(DUARTE, 1993, 1995; KATO, 1999). Se refere à baixa frequência do sujeito nulo na 3ª
pessoa do PB. Ex.: Assim que se Ø sentiram em condições melhores, o que Ø fizeram?
DUARTE, 1995).

3.2.2 O Sujeito Nulo no Espanhol e seus Parâmetros

Na língua espanhola, os PPS possuem uma inclinação muito mais acentuada para as
línguas pro-drop positivas. O pronome nominativo é ocultado com mais frequência, nesse
sentido, conforme Fanjul (2014, p. 38) quando o “ponto de partida” é retomado na oração,
isso significa que não houve nenhuma “mudança no centro de interesse” do texto, o qual
justifique a volta explícita do sujeito. Analisemos a seguir os exemplos colocados pelo
autor:

(a) Basta você querer encontrar seus funcionários que eles aparecem no mesmo instante.
(b) Basta que quieras encontrar a tus empleados, que Ø aparecen en el mismo instante.

Observamos no exemplo em PB, a presença do pronome “eles” se referindo a “seus


funcionários”, como forma de garantir a correferência entre os dois elementos. Já no E, a
retomada dos PPS traria um efeito de contraste, porque “trata-se de um processo orientado
por fatores relacionados à progressão da informação, com consequências na interpretação,
especificamente na identificação da referência” (FANJUL, 2014, p. 35).
13

Liceras (1992 apud BOTTARO, 2009, p. 62) apresenta algumas das propriedades do
parâmetro pro-drop de Chomsky (1981) que também se observam no E. As mesmas são:

(1) Presença de sujeitos nulos. A omissão do sujeito continua presente no E. Ex.: ____ llegaron
por allá.

(2) Não necessita de expletivos. Está pautada nos sujeitos meteorológicos, não cabendo a língua
espanhola a mesma função que têm os expletivos do inglês (it/there) e do francês (il).
Ex.: ____ nieva.

(3) Inexistência do that-t. A expressão that-t significa dizer que uma oração subordinada está
ligada a um pronome relativo, com ou sem preposição. Ex.: ¿Quién has dicho que va a
ganar?

(4) Troca de posição do sujeito em orações simples. Os PPS são um “ponto de partida”
referencial que podem estar no final de uma oração, ou seja, um nominativo de ordem
inversa. Ex.: Ha llegado Juan.

(5) Remoção do sujeito distanciado em uma cadeia de oração subordinada. Um elemento


subordinado pode se deslocar dentro da oração, estando distante do sujeito que desencadeou
o referencial. Ex.: El hombre que me preguntó quien (le) habia dicho.

3.3 Estudo comparativo sobre o emprego das formas pronominais por parte dos
aprendizes do PB

Inicialmente, vale ressaltar que as estratégias que permeiam a transição linguística


entre o PB e o E são um resumo da tese de doutorado de González (1998) no trabalho
intitulado: “Mas, que gramática é essa? Os sujeitos pronominais e clíticos na interlíngua dos
brasileiros adultos aprendizes de E/LE8”, originário do método da Análise Contrastiva por
meio da interlíngua9 (doravante IL), para se chegar ao conhecimento da L210.
Para Baralo (2004, p. 36) tal análise é construída a partir de toda aprendizagem
verbal inserida em um processo continuo de transferência de hábitos11 de uma língua para
outra. Por essa razão, entre dois sistemas linguísticos, se ocorrer uma transferência positiva,
é porque as estruturas normativas coincidem, mas se for negativa, essas estruturas divergem
entre si. Vejamos as estratégias, o caso em que a produção dos aprendizes se aproxima da
L112, conforme estudo realizado por González (1998, p. 249-255):

8
Língua estrangeira.
9
Segundo Selinker (1972 apud, Baralo, 2004, p. 35) “se refere ao sistema linguístico do nativo”, o qual
trabalha para processar o conhecimento de uma nova gramática, a L2.
10
Ibidem, página 3, nota de rodapé.
11
Grifo nosso.
12
Ibidem, página 3, nota de rodapé.
14

Estratégias de uso que aproximam da gramática da L1

(1) O sujeito pronominal pleno é utilizado de forma descontrolada, causando sérios


problemas nas relações anafóricas e correferenciais, obtendo um efeito de compensação
pela falta de emprego dos pronomes átonos. Exemplos:

a) Mientras mi hermano había ido a beber agua, él escuchó un ruido y Ø percebió ...
b) Ø No sé si yo Ø caso o si yo Ø compro uma bicicleta.

(2) Os pronomes complemento são ignorados. Exemplos:

a) Ø Les voy a prestar um disco para que ustedes Ø escuchen.


b) Si Ø querías el dulce, ¿por qué Ø no me Ø pediste?

(3) Desaparecimento de clíticos anafóricos:

a) Ø No puedo olvidar Ø de la invitar.


b) Ø Voy a volver Ø loco con esos trabajos.

(4) Predileção pelas passivas acompanhadas pelo verbo “ser” e pelas passivas “se”.
Exemplos:

a) ... ella va a ser el palco donde las cuestiones van a ser resolvidas.
b) Se puede aprender muchas cosas.

(5) O uso frequente do “que” em construções com relativos:

a) Cuando Ø voy a una fiesta que Ø no conozco a nadie ...


b) El libro que Ø hablé no está en la bicicleta.

(6) Quando os pronomes átonos seguem a mesma regra do PB:

a) Ø Tengo que me acostar temprano.


b) Ø Creo que ella está me traicionando.

Se observarmos nas estratégias apresentadas acima, veremos que o item (1) é


referente ao PPS nos casos em que ocorre uso desnecessário de pronome tônico “él” no
exemplo (a) ou a aparição desnecessária do pronome tônico “yo” em (b). Nos itens (2) e (3)
as estratégias de uso se referem à falta do emprego dos pronomes átonos, no caso em que
acontece em (2), exemplo (b), quando se omite o pronome “me”. Essa circunstância
acontece porque o PB “privilegia as categorias vazias [...] dos complementos”
(GONZÁLEZ, 1998, p. 247), fazendo com que o processo de aprendizagem da L2 sofra esse
tipo de interferência. Para suprir essa divergência entre as duas gramáticas, no item (4), o
verbo ser e a passiva “se” são usados no lugar de um pronome átono. Já no (5), o pronome
relativo “que” ajuda a omitir um pronome tônico. Por último, o item (6) é o caso em que os
átonos da gramática do PB são utilizados de forma igual a da gramática E, empregado pelo
pronome pessoal “me” nos exemplos (a) e (b), auxiliando na omissão nos pronomes tônicos
nos verbos flexionados tener e creer.
15

A seguir, apresentamos as estratégias que se aproximam do E, no que tange na


absorção no uso da catáfora, a qual consiste em colocar primeiro o pronome para depois
apresentar o nome a quem o pronome citado anteriormente estava se referindo (ANTUNES,
2016, p. 87). Ainda sim, há os casos dos átonos aparecem entre uma locução verbal, bem
como pronomes que não possuem a funcionalidade de resgatar uma referência. Observamos
novamente, conforme González (1998, p. 257-258) as estratégias que aproximam a
gramática da L2 são as supergeneralizações e distorções no uso dos pronomes
complementos:

Estratégias que se aproximam da gramática dos aprendizes da gramática da L2


(1) Excesso de aplicação dos pronomes átonos. Exemplos:
a) Ø Lo siento que Ø no vengas a verme.
b) No se deben usarse productos que contaminen el agua

(2) Fenômenos que se aproximam pela sonoridade e pelo uso de artigos como clíticos
(átonos). Exemplos:
a) (…) outro ascenso se podría ser esperado.
b) Se pueden escuchárselas voces por toda la casa.

Como podemos observar, no item (1), no exemplo (a) que o emprego do pronome
“lo” seria desnecessário, tendo em vista que o verbo sentir conjugado na primeira pessoa do
presente do indicativo aponta para a omissão do sujeito tônico “yo”. No exemplo (b), na
locução verbal deben usar, o PB que possui a tendência do uso da próclise e o E para a
ênclise, pode induzir a duplicação no emprego do pronome “se”, em ambas as formas
pronominais. Já no item (2), no exemplo (a), a sonoridade emitida pela letra “s” (como em
ascenso) pode ter ocasionado à inserção indevida do pronome “se”. No exemplo (b), o
emprego do artigo “las”, se referindo a voces foi equivocadamente utilizada como um
pronome associada ao verbo escuchar.
Por essas razões, as assimetrias presentes tanto nas estratégias gramaticais que se
aproximam da L1 como da L2 afetam diretamente o devido emprego do PPS do espanhol
pelos estudantes brasileiros, já que há casos de que a omissão do sujeito influência no uso ou
não dos pronomes átonos, se tornando assim, relevante para esse estudo.

4. O emprego dos PPS na produção escrita por parte de aprendizes brasileiros

Os dados coletados de materiais exclusivamente sob a ótica da análise escrita em E


realizado por Rodrigues Rosa (2017), originários de questionários aplicados ao curso
universitário de língua espanhola, localizado na Universidade Federal de São Carlos
16

(UFSCAR), iniciado no ano de 2015, para estudantes de graduação do curso de Letras


Português-Espanhol, tem por objetivo o estudo da frequência de uso dos pronomes tônicos
na condição de sujeito nas produções de estudantes brasileiros adultos, de acordo com os
estudos descritivos do PB e do E.
Os resultados obtidos mostraram que, nos problemas relacionados às situações de
ambiguidade13, ocorreu uma queda considerável no uso dos PPS, quando comparados aos
resultados dos estudos realizados por González (1994), que apresentavam um índice de
64,2%, enquanto Rodrigues Rosa (2017) obteve 43,8%. Ou seja, o primeiro resultado foi
alcançado em detrimento do emprego mais frequente do sujeito explícito, enquanto no
segundo a ambiguidade surgiu por causa do uso mais frequente da elipse pronominal.
Já em relação à função enfática14, González (1994) chegou a um resultado de apenas
8%, enquanto Rodrigues Rosa (2017) alcançou 15,7% de frequência. Essa diferença
considerável se deve ao fato de que González (1994) analisou em sua pesquisa o uso do
enfático intencional dos PPS. Rodrigues Rosa (2017) não observou tal emprego, visto que
sua pesquisa não foi direcionada para esse fim. Um dos motivos levantados pela
pesquisadora foi que González (1994) utilizou dados da oralidade e da escrita, enquanto
Rodrigues Rosa (2017) apenas trabalhou com dados escritos.
No que diz respeito ao contraste entre dois sujeitos15, Rodrigues Rosa (2017)
observou que o grupo do início dos estudos em E teve um maior índice contrastivo, em
torno de 75%. O grupo que se encontrava no estágio mais avançado da aprendizagem da
língua, obteve um resultado mais baixo, em torno de 40%, reflexo de uma boa metodologia
de ensino que procurou sanar os desvios normativos da gramática espanhola.
Sobre os resultados obtidos nas duas pesquisas, é importante levar em consideração
o período que distância as duas investigações (23 anos), já que a metodologia de ensino
sofreu evolução com o passar do tempo devido às pesquisas desenvolvidas nas últimas três
décadas, no intuito de guiar os materiais didáticos para a solução na utilização dos PPS em E
para estudantes brasileiros.
Portanto, com os resultados obtidos de Rodrigues Rosa (2017) haverá um estudo
comparativo no âmbito dos dados coletados através de meios escritos, com os nossos futuros
dados a serem coletados, visto que, para ter êxito na pesquisa, não só os traços que se
assemelham e que se distanciam as duas línguas devem ser levados consideração, “mas
também aspectos pragmáticos, semânticos e discursivos, além da experiência do aprendiz e
seus contextos de aprendizagem acadêmica” (RODRIGUES ROSA, 2017, p. 69).
13
Grifo nosso.
14
Grifo nosso.
15
Grifo nosso.
17

CRONOGRAMA

Para sistematizar o período de duração desta pesquisa, segue logo abaixo um


cronograma de 12 meses com a descrição das atividades pertinentes para o bom
desenvolvimento da pesquisa:

Meses de 2018 Meses de 2019


Etapas das Atividades
07 08 09 10 11 12 01 02 03 04 05 06
Revisão bibliográfica do conteúdo teórico X
Coleta de dados das entrevistas X X X
Transcrição das entrevistas X X
Análise das entrevistas X X X
Redação do artigo X X
Apresentação do artigo no congresso X

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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18

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19

ANEXOS

1. Questionário aplicado nas entrevistas

Questionário aprendizes de língua espanhola

Entrevista nº
Inf.
Nome:
Idade:
Sexo:
Profissão:
Escolaridade:

1) ¿Qué motivos te llevaron a estudiar el español?

2) ¿Qué te motivó a hacer el curso de español?

3) ¿Tiene algún amigo, conocido o pariente en tu familia que habla español?

4) ¿Has viajado alguna vez a algún país en donde se habla español? ¿Cómo fue tu
experiencia con la cultura, la gente y con el idioma?

5) ¿Qué concepto tenías de la lengua española antes de empezar el curso de español?


¿Y qué concepto tienes hoy? ¿Es el mismo o ha cambiado?

6) ¿Cómo ha sido tu proceso de identificación con la cultura hispánica? ¿Te sientes


identificado con algo en especial?

7) ¿Identificas algún rasgo de la cultura brasileña en la cultura hispánica?

8) ¿Cómo te sientes aprendiendo español? ¿Has tenido muchas dificultades en tu


proceso de aprendizaje?

9) ¿Cuánto hace que estás aprendiendo?

10) ¿Qué haces además de estudiar y la práctica que te pide el profesor para mejorar
tu desempeño?

11) ¿Has tenido muchas dificultades en tu proceso de aprendizaje en algún punto


específico así, por ejemplo, en el uso de los pronombres?

12) ¿Cómo evalúas tu actual desempeño?

13) ¿Cómo está tu motivación actualmente?

14) ¿Qué piensas sobre la enseñanza del español en Brasil? ¿Crees que es importante
que se enseñe el español en las escuelas?

15) ¿Te gustaría ser profesor(a) de español?