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As particularidades da relação: avaliação pós-


ocupação x edifícios históricos.

Chapter · January 2010

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Mariana Falcão Bormio João Eduardo Guarneti


Faculdade de Agudos, Agudos - São Paulo, Brasil São Paulo State University
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Plácido da Silva
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As particularidades da relação: avaliação
pós-ocupação x edifícios históricos
1
Mariana Falcão Bormio
2
João Eduardo Guarnetti dos Santos
3
José Carlos Plácido da Silva

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho apresenta os primeiros estudos do projeto da


tese de doutorado, que dá continuidade à dissertação de mestrado “Avaliação
Pós-Ocupação ambiental de escolas da cidade de Bauru (SP) e Lençóis Paulista
(SP): um estudo ergonômico visto pela metodologia EWA”, desenvolvida no
Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade vinculado à Faculdade
de Arquitetura Artes e Comunicação da Estadual Paulista (UNESP) - “Julio de
Mesquita Filho”, no ano de 2007 pela autora. Inicialmente segue-se a mesma
linha de raciocínio anteriormente abordada, enquanto a busca pelo
entendimento da melhor maneira de desenvolver a relação homem /
ambiente construído, utilizando-se de métodos ergonômicos de design – APO
(Avaliação Pós-ocupação) em ambientes escolares. Entretanto, complementa-
se tal abordagem questionando-se de que maneira pode-se atender as
necessidade de adequação para uma boa relação homem / ambiente, caso
esse ocorra em um edifício protegido pelo Patrimônio Histórico, ou seja, de
que maneira ou até que ponto, um projeto pode interferir nas características
originais de um edifício não descaracterizando-o e atendendo da melhor
maneira as necessidades contemporâneas, enquanto suporte tecnológico para
o desenvolvimento das atividades, não deixando de lado a busca por conforto

1
Mestre em Design, discente de doutorado do Programa de Pós-graduação em Design FAAC - UNESP, Bauru
2
Professor Livre Docente, FEB – UNESP, Bauru
3
Professor Titular do Departamento de Desenho Industrial , FAAC - UNESP, Bauru

1
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Estudos e Aplicações

ambiental, no atendimento das necessidades e expectativas físicas e psíquicas


do usuário.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 A relação existente entre o usuário e o ambiente construído


A ocupação de espaços pode ser entendida como uma das
necessidades básicas para existência do ser humano, pois, para o
desenvolvimento de atividades, seja ela qual for, faz-se necessário um suporte
físico, que pode ser, por exemplo, uma praça, uma rua ou edifícios
direcionados à moradia, atividades de lazer ou trabalho.
Segundo Rapoport (1978) pode-se entender esses espaços –
ambientes, como extensões tridimensionais do mundo que rodeia o ser
(intervalos, relações e distância entre pessoas, entre pessoas e coisas, e entre
coisas), organizados espacialmente de maneira a expressar significados ao
utilizar símbolos, materiais, cores e formas. E Santos (2001) complementa
atribuindo-os além do caráter físico, o estético, o informativo e o psicológico,
que dentro do contexto de projeto deve direcionar-se a agradar, servir,
proteger e unir as pessoas no exercício de suas atividades.
Complementando o espaço, o ser humano também necessita de
ferramentas que auxiliem no desenvolvimento de suas atividades. E quando
fala-se em ferramentas, abre-se um grande leque de possibilidades,
englobando desde artigos básicos como os de vestuário até maquinários de
alta tecnologia.
A importância de se estudar a relação existente entre o usuário,
suas atividades e o ambiente que está inserido, deve-se ao fato de que esses
três elementos constituem um sistema, e que todos os componentes desse
influenciam-se mutuamente, pois, é por meio das percepções e cognições que
o usuário obtém do ambiente, que ocorrem o seu condicionamento físico-

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psicológico, seja positivamente, despertando sensações de conforto,


segurança e bem estar, que favorecem um bom desempenho e o aumento de
produtividade; ou negativamente, gerando constrangimentos e insatisfações.
As maiores dificuldades na obtenção da adequada conjugação
desses elementos, relacionam-se às dificuldades em identificar as
particularidades do usuário, o pré-estabelecimento das atividades a serem
desenvolvidas, a mudança do uso dos espaços, a ineficiência ou inadequação
de materiais entre outros.
Relacionado à satisfação que o usuário possui em relação aos
espaços, Atlas e Özsoy (1998) consideram que tal sentimento resulta de um
processo de cognições, percepções e reações, que se tem do conjunto de
condições e do relacionamento dos elementos que o constituem, ou seja, das
características do usuário, dos atributos físicos dos espaços e das crenças do
usuário sobre a vivência ou uso desses espaços.
Verdussen (1978) classifica estes fatores em dois grupos
considerando o imediatismo de sua influência: primários (temperatura,
iluminação, ruído, vibrações, odores, cores) e secundários (arquitetura,
relações humanas, remuneração, estabilidade, apoio social).
Considera-se, portanto, segundo Bormio (2007, B) que, para que
se possa projetar ambientes eficientes e eficazes, que satisfaçam seus
usuários, enquanto qualidade de vida, estética, funcionalidade, conforto,
salubridade e segurança, arquitetos e designers devem entender a maneira
como ocorre a relação ambiente / usuário / atividade, considerando a
importância de cada uma das componentes e a maneira como ela se apresenta
no sistema ao estabelecer influências diretas umas sobre as outras, devendo
ser respeitadas as características, necessidades e restrições particulares de
cada uma.
Esse fato é corroborado por Bormio (2007, A), ao entender que,
situações onde são identificados altos índices de concentração ou longos

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períodos de exposição a um ou mais fatores ambientais, métodos inseguros de


trabalho - falta de controle e proteção; desorganização do trabalho; e
ambiente hostil, com má configuração, má sinalização e presença de barreiras
arquitetônicas; podem causar desarmonia no sistema, propiciando condições
inadequadas para a realização de atividades, podendo vir a acarretar em riscos
e/ou perigos ao usuário; assim como despertar sensações de desconforto
físico ou psíquico, sentimentos de estresse, monotonia, fadiga, e problemas de
saúde.
Entre os possíveis responsáveis por tais projetos, destacam-
se os Arquitetos e os Designers, que apresentam como características
marcantes, o desenvolvimento de projetos preocupando-se com formas,
beleza, estética, dimensões, materiais, usos e significados. Entretanto, a
preocupação com as necessidades e características particulares apresentadas
pelo usuário relacionando-as com o tipo de atividade que será desenvolvida, é
um conceito relativamente novo, e atualmente muito estudado pela área de
conhecimento da ergonomia.
Iida (2007) cita que sob uma visão ergonômica, essa
configuração deve buscar a saúde, segurança e a satisfação do usuário,
considerando que a saúde do trabalhador é mantida quando as exigências do
trabalho e do ambiente não ultrapassam as suas limitações energéticas e
cognitivas, de modo a evitar as situações de estresse, riscos de acidentes e
doenças ocupacionais, segurança, satisfação e eficiência
É importante destacar ainda que, segundo Ornestein e
Romero (1995) e Löbach (2001), a importância dos ambientes deve-se ao fato
de que, a partir das condições que neles são geradas (resultantes de múltiplos
fatores estabelecidos por meio de processos de planejamento), pode-se
alterar o modo de vida das pessoas. Não devendo-se, portanto, ignorar ou
desprezar a força de atuação que o ambiente exerce sobre as pessoas, mas sim

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reconhecê-la e utilizá-la como um recurso a mais, pois, “nós modelamos a


arquitetura e por ela somos modelados” (HALL, 1981 p.99).
Podendo-se dizer, portanto, diante dos fatos apresentados,
que o ato de projetar deve busca criar ambientes otimizados nos aspectos de
conforto, funcionalidade, economia e estética, aplicando os conhecimentos
artísticos, científicos, técnicos e da psicologia ambiental. Justifica-se assim, a
importância do desenvolvimento de pesquisas que enfoquem a criação de
metodologias a serem aplicadas no processo projetual.

2.2 Patrimônio histórico


A partir do contexto apresentado, onde buscou-se
fundamentar a importância da devida conjugação dos componentes da relação
homem / ambiente, destaca-se um outro aspecto, que consiste na indagação
de como desenvolver um projeto que busque a otimização dessa relação,
quando esse ambiente constitui-se em um patrimônio histórico tombado, ou
seja, apresenta restrições enquanto alterações e adequações de sua
configuração e estrutura física e estética.
Inicia-se tal discutição com a definição de patrimônio
histórico, que segundo Pellegrino (2002, p.7), possui diferentes significados,
mas que em sentido amplo, pode-se considerar que:
“os bens patrimoniais são materialidades e
práticas culturais que, ao serem contempladas e despertarem a
reflexão, destacam-se no tecido urbano e no conjunto das
manifestações populares por mediarem distintos fatos históricos
memoráveis, personagens ilustres ou por representarem heranças
técnicas, estéticas e culturais de temporalidades passadas. O
sentido geral de patrimônio se compõe tendo como princípio
estrutural os distintos tipos de elementos que presentificam o
passado e encarnam um sentido de continuidade devido às suas
particularidades”.

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Para Françoise Choay (2001) o patrimônio histórico é um


bem destinado ao usufruto de uma comunidade que se ampliou a dimensões
planetárias, constituído pela acumulação contínua de uma diversidade de
objetos que se congregam por seu passado comum: obras e obras-primas das
belas artes e das belas artes aplicadas, trabalhos, produtos de todos os saberes
e savoir-faire dos seres humanos.
Neste contexto, torna-se clara a importância de preservá-los,
ou seja, segundo Picanço (2009), deve-se defender, resguardar, tratar, cuidar,
de maneira a não agredir qualquer objeto ou ser vivo; manter assim os
testemunhos das manifestações culturais que possibilitem que uma sociedade
reconheça a sua identidade, valorizando-a e estabelecendo referências para a
construção de seu futuro.
Especificamente a respeito da preservação do objeto
arquitetônico, Costa (2006) o entende como o ato ou processo de aplicar
medidas necessárias para a sustentação da forma, da integridade e de
materiais existentes em um propriedade histórica. Entretanto, indaga-se como
definir o que é patrimônio histórico, uma vez que, esse abrange uma vasta
gama de aspectos, que correm o risco de, muitas vezes, se perder em meio a
questões que são consideradas mais importantes? Segundo Choay (2001),
deve-se questionar se o objeto a ser classificado como um patrimônio
histórico, possui características que o constitui como um elemento revelador,
negligenciado mas brilhante, de uma condição da sociedade e das questões
que ela encerra. Portanto, deve-se destacar que não é qualquer bem que é
considerado patrimônio histórico, somente aqueles que se apresentam como
a revelação da história de uma comunidade, de um estado e até mesmo de um
país; aquele que denota a condição de uma sociedade e os pensamentos de
uma época, embora, na maioria das vezes, apresente-se quase totalmente
desfigurado pelas ações humanas irresponsáveis.

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Choay (2001) ressalta que o patrimônio histórico


representado pelas edificações é o que se relaciona mais diretamente com a
vida de todos. Pois, de acordo com Salcedo (2007), ao definir a arquitetura
como a expressão de uma cultura, julga-se que essa deveria ser conservada,
restaurada, reciclada, reabilitada, requalificada para preservar a história, a
identidade, a memória dos cidadãos, tanto das gerações presentes como das
futuras.
Muitas são as maneiras existentes de intervir nos edifícios,
dentre as quais Salcedo (2007) cita: a restauração, quando se conserva e
revela os valores estéticos e históricos do monumento; a reabilitação, quando
se pretende manter o uso original e a população que neles habita; e a
reciclagem, quando há a adequação do edifício a um uso diferente do original.

2.3 Avaliação Pós-Ocupação


Inserido no contexto da busca pela melhor maneira de se
desenvolver projetos em edifícios tombados, protegidos pelo Patrimônio
Histórico, visando atender as necessidades do usuário, enquanto atendimento
de suas necessidades e expectativas físicas e psíquicas, para um adequado
uso, respeitando as características originais do edifício, não descaracterizando-
o, e atendendo da melhor maneira as necessidades contemporâneas,
enquanto suporte tecnológico para o desenvolvimento das atividades;
destaca-se as pesquisas desenvolvidas pela ergonomia, mais especificamente
pelo segmento metodológico de Avaliação Pós-Ocupação (APO).
O uso de tal abordagem justifica-se, por consistir em um
método ergonômico de interdisciplinar, que trata de um dos mecanismos de
realimentação de projetos semelhantes ao de controle de qualidade do
ambiente construído no decorrer de sua vida útil; podendo ser aplicado na
fase posterior ao projeto, diante sua produção ou construção e/ou durante sua
ocupação.

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A APO, segundo Ornstein e Romero (1992), é desenvolvida


por uma série de métodos e técnicas que diagnosticam fatores positivos e
negativos do ambiente no decorrer do uso, a partir da análise de fatores
socioeconômicos, de infra-estrutura e superestruturas urbanas dos sistemas
construtivos, conforto ambiental, conservação de energia, fatores estéticos,
funcionas e comportamentais.
Para Elali (2002), entre os principais métodos/técnicas
atualmente utilizados nessa área, destacam-se: vistorias técnicas,
levantamentos dos aspectos arquiteturais e mobiliários; medições do
dimensionamento e dos fatores físico-ambientais como temperatura,
luminosidade, ruído; questionários e formulários; check-lists, entrevistas;
observação de comportamento e usos; documentação através de imagens
fotográficas e vídeos; documentação gráfica - projeto arquitetônico, croquis e
simulações. As avaliações técnicas podem ser realizadas utilizando-se métodos
de observações - vistorias "in loco" e por meio de medidas dos parâmetros
físicos; enquanto que, a opinião dos usuários pode ser coletada através de
entrevistas e questionários (DURANTE, 2000).
Para Almeida (2001), analisar ambientes durante o uso tem
se mostrado uma forma muito eficiente de investigar como as pessoas
movimentam-se nele, e buscar compreender como são construídos os
referenciais em relação ao espaço, pode tornar explícito o conhecimento sobre
o papel dos elementos arquitetônicos na composição do espaço vivencial. Em
outras palavras, a ergonomia surge então na arquitetura como o meio de
conhecer o usuário.
Neste contexto, a APO pressupõe que os espaços construídos
interfiram no comportamento humano assim como sofrem alterações por
meio da conduta de que os utiliza; de modo que sob o ponto de vista do
usuário, sua organização e seu contexto social, político, econômico e cultural,
sendo fundamentais para que transcorra de forma eficiente e com maior

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credibilidade, não sendo apenas uma análise de desempenho técnico e


profissional (PICANÇO, 2009).
É importante destacar ainda, as considerações feitas por Castro
et.al. (2010), onde consideram que a importância da utilização da metodologia
Avaliação Pós-Ocupação (APO) justifica-se pelo fato de que as edificações e os
espaços livres precisam ser sistematicamente avaliados, do ponto de vista
funcional, composição espacial, conforto e bem-estar humano e,
especialmente, do ponto de vista técnico-construtivo. Os autores ressaltam
ainda que, para que essas análises sejam realmente eficazes deve-se buscar a
participação na análise dos futuros usuários na elaboração da programação do
projeto; atentar-se de o projeto respeitado durante a execução da obra;
atentar-se ao fato de que poderão ocorrer mudanças gradativas de uso ao
longo da vida útil da edificação, acarretando em diversas reformas parciais; e
por fim que poderá ocorrer a necessidade de instalação de equipamentos
adaptando-se as novas tecnologias.
Algumas pesquisas já direcionam a aplicação da metodologia
APO em ambiente tombado, e os resultados obtidos mostram que ela pode ser
considerada como uma grande aliada na obtenção de projetos que atendem as
necessidades do usuário, assim como mostram alternativas para o respeito à
essa edificação.
Segundo Ornstein (1992), traça alguns parâmetros para a
avaliação em ambiente, como a associação dos conceitos interdependentes
de desempenho (análise qualitativa), idade-limite (período de tempo durante
o qual o ambiente construído atende às necessidades dos usuários) e
necessidades dos usuários aos princípios de avaliação abaixo definidos:
Ao desenvolver uma comparação entre os trabalhos
desenvolvidos por alguns autores, por meio da aplicação da metodologia APO
em ambientes históricos, foi possível traçar um quadro identificando alguns
itens presentes, tabela 01.

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Tabela 01 – Comparação entre itens utilizados em metodologias APO


aplicadas em Edifícios Tombados pelo Patrimônio Histórico

Como pode ser constatado na Tabela 01, muitos são as variáveis


a serem analisadas em uma APO em edifício histórico tombado, acredita-se
ainda que muitos outros itens irão surgir conforme essa pesquisa for sendo
desenvolvida, pois, a elaboração de metodologia deve ser adequada às
especificidades de cada objeto de estudo.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esperando ter explicitado a importância da utilização da APO no


contexto do patrimônio histórico arquitetônico, conclui-se o presente trabalho
destacando que a pesquisa citada, em desenvolvimento, direcionará seus

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estudos ao ambiente escolar. De maneira a favorecer uma possível


comparação entre os resultados obtidos na pesquisa inicial e os que virão.
Destaca-se nesse momento em corroboração a tal escolha as
considerações de Abreu et.al. (s/d), onde os autores destacam a importância
do ensino, uma vez que este proporciona à população de um país um
desenvolvimento social, cultural e econômica. Desta maneira, o edifício escolar
é um instrumento físico para o exercício dessa atividade, e que a qualidade do
aprendizado depende da adaptação do estudante à configuração física do
ambiente construído.

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