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DA IRRIGAÇÃO

MINISTÉRIO

EXTRAORDINÁRIO

VALE DO SÃO FRANCI

COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO DO

CODEVASF

PROJETO JAÍBA

município de manga - MG

LEVANTAMENTO DETALHADO DE SOLOS E

CLASSIFICAÇÃO

DOS

DE

TERRA

PARA

IRRIGAÇÃO

SETORES :

A, B, C e F

VOLUME 1 : TEXTO

GEONORD

ENGENHARIA E GEOLOGIA LTDA

CODEVASF

LEVANTAMENTO DETALHADO DE SOLOS E

CLASSIFICAÇÃO

DE TERRA PARA IRRI¬

GAÇÃO

DOS

SETORES

A,

B,

C

e

F

DO PROJETO JAlBA

VOLUME

I -

TEXTO

CODEVASF

BIBLIOTECA

Capítulo

Capítulo

1

2

SUMARIO

VOLUME

I

-

TEXTO

-

APRESENTAÇÃO

-

DESCRIÇÃO

GERAL

DA

ÃREA

2.1 - Localizarão e Extensão

Capítulo

5

-

2.5 -

Geologia

Geomorf ologia

o

2.4

- Material de Origem

2.5

-

Re levo

2.6

-

Clima

2.7

- Vegetação

2.8 - Hidrografia

-

2.9 - Uso Atual

da Terra

MÉTODOS

DE TRABALHO

5.1 - Trabalhos de Escritório e de Campo

5.2 - Trabalho de Laboratório

Capítulo 4 - SOLOS

4.1 - Critérios

para Estabelecimento e subdivisões

Unidades de

Solos

e Fases Empregadas

4.2 -

Relação das

Unidades de

Solos Constatadas

4.5

- Descrição das Unidades de Solos

Capítulo

5

-

Capítulo 6 -

LEGENDA

5.1

5.2

-

Legenda de

- Extensão e

peamento

Identificação dos Solos

Percentagem

das

Unidades de

Ma-

LEVANTAMENTO DAS CLASSES DE TERRAS

6.1 - Classificação Adotada

PARA

IRRIGAÇÃO.

6.2 -

Parâmetros Adot ados na

Classificação

01

04

05

05

06

07

08

09

15

10

20

21

22

25

28

29

54

58

191

192

19S

199

200

201

6,4

6,5

ÿ»

!

i

hi

ÿ » ÿ

w

-

- Representação Cartográfica.

- Especificações para Classificação de Terras

para Irrigação na Area de Estudo

6.6 - Classes e Subclasses de

ção na Area de Estudo

Terra para _Irriga

210

210

6.7 - Extensão e Distribuição Percentual das Cias

Capítulo 7 -

ses de Terras para Irrigação

_

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

E HÍDRICAS

7.1 - Características de Infiltração

Capítulo 8 -

Capítulo 9

-

Capítulo 10 -

7.2

- Disponibilidade de Agua

7.5 - Apêndice

CONCLUSÕES

E

RECOMENDAÇÕES

DESCRIÇÃO

SUMÁRIA

DAS UNIDADES

DE MAPEAMENTO

SUAS

RESPECTIVAS APTIDÕES

PARA AGRICULTURA

QUEIRO

BIBLIOGRAFIA

DE

E

SE

VOLUME

II - FICHAS DE CAMPO E DE LABORATÓRIO

A

-

B

-

Descrição de

*

Perfis

e Análises

Descrição de Tradagens e Análises

C - Descrição de Tradagens e Análises

(TR 001-2S11

(TR 2S2-5~41

O

O

227

22S

238

255

515

525

3 5 4

\

D - Ta d elas de Características Físicas e Hídricas

ANEXO

I

-

MAPAS

Mapa Geral de Solos escala

1:20.000

Mapa Geral de Classes de Terra para

cala

1:20.000

Irrigação, es

Mapa Geral com Locação das Trincheiras. Tradagens

e Testes de Infiltração, escala 1:20.000

Mapa Detalhado de Solo, escala

1:10.000

Mapa de Classes de Terras para Irrigação,

1:10-000

ANEXO

2

-

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA/ SLIDES

escala

*

1

APRESENTAÇÃO

02

A GEONORD - Engenharia e Geologia Ltda executou para a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco - CODEVASF ,

os trabalhos de Levantamento Detalhado de Solo

e

Classificação

de Terras para Irrigação, para o aproveitamento hidro-agrícola

dos

Setores A,B,C

e

F com aproximadamente 2 5 .0 SS ,27

ba, Estado de Minas Gerais.

ha no Projeto Jaí

Os trabalhos foram executados em areas contínuas, onde

plotou-se topograficamente a partir das poligonais as

respecti

vas picadas em número de vinte edias assim distribuídas: nove

no

setor

C, três no setor

B

quatro no setor Ae

seis no setor

F.

Os solos

foram mapeados detalhadamente sendo descritas

185 trincheiras

tração .

e 574 tradagens

e realiiados 29

testes

de

As características f ísico-hídricas dos solos mais

presentativas

foram medidas no campo através de testes

de

infil

re

infil.

tração, conforme método dos anéis concêntricos. As determinaçêes

físico--químicas foram determinadas em Recife, no próprio

tório da Empresa de acordo com os métodos preconizados no

de Analise

de Solo da EMBRAPA/SNLCS.

labora

Manual

03

O Levantamento Detalhado de Solo foi executado,

segun

do normas da EMBRAPA/SNLCS, e a Classificação de Terras para

Ir

rigaçao , segundo as especificações do M BUREAU OF RECLAMATION

"

adaptadas às condições

locais.

O somatõrio dos dados de campo e de laboratõrio e

de

interpretação dos mesmos, constituiram a base para a

confecção

dos mapas de

solo

e de classes

de terras

para irrigação e o rela

tõrio descritivo, que juntos são partes importantes na

elabora

ção do projeto hidro-agrícola dos Setores A, B,

C

e

F-

04

2

DESCRIÇÃO GERAL DA ÁREA

4

2.1

Localização e Extensão

05

A ãrea ora em estudo, localiza-se na grande região Nor

deste, estando

compreendida

dentro dos quadros regionais do

Esta

do de Minas

Gerais. Encontra-se situada na parte

Norte do Estado,

no município de Manga,

aproximadamente entre

os meridianos

45

I

e

44

O 15' de longitude a Oeste de Greenwich e entre os

los 15°01' e 15°30' de latitude Sul, ocupando uma

ãrea

43°

parale

de

25 .085 ,27 ha

(QD-2.1).

Limita-se ao Norte .comterras da fazenda

Ca

jueiro e Agrivale , aoSul dom terras da fazenda Serra AzuleRiacho Tapera,a

Leste com terras

de outras

fazendas

e a- Oeste com riacho Tapera.

2.2

Geologia

A origem dos solos constitui um processo natural

de

transformação no cjual um dos principais fatores

e o material ori

ginãrio. Esse processo ocorre devido as modificações de

nature

f

1

zas físicas, químicas e de adições e translocações que se operam

por ações controladas dos fatores

e tempo.

climáticos, biológicos, relevo

0 material originário pode ser desenvolvido de uma ún_i

ca fonte

ou de várias, podendo neste caso ser integrado não

pela contribuição

detrítica

oriunda de uma ou mais rocha da

gião, como também por material edafizado proveniente de

são dos solos prê-existentes .

re

ero

Com o auxílio das observações de campo

complementado

com a revisão bibliográfica dos estudos existentes, foi possível

tecer

alguns cometários sobre a geologia da área,

a

fim

de corre

lacionar o material de origem que, de maneira geral, não está in

timamente

relacionada ao carãter das

rochas subjacentes.

Em função destas observações a coluna

estratigráfica

da área em estudo(da CETEC: Fundação Centro Tecnológico de Minas Ge

rais. Projeto de Acompanhamento do

Impacto Ambiental em Jaíba.

Convénio CETEC/SEPLAN - MG/RURAL MINAS, 1969.)

obedece o

seguin

te

esquema:

- Quaternário

(Unidade Qsrcm)

- Terciário/Quaternário (Unidade TQd)

derivadas

- Quaternário: Abrange as frações

argilas

avermelhadas

da decomposição de calcário e marcas

do Grupo Bambuí.

A parte superior destas argilas contêm importante fração arenosa

da unidade TQd.

- Terciário/Quaternário: Formação de Coberturas

Detrí

tica Arenosa - Compreende sedimentos inconsolidados constituídos

por areia de cor clara e avermelhada, grãos finos

e médios,

arredondados,

subesfêricos e esféricos com pouca presença

bem

de

grãos de

areia,

com abundantes fragmentos de arenitos

silicifica

dos e calcários, acompanhados por importante fração

A formação apresenta-se em superfícies

de

argilosa.

relevo plano

recobrindo rochas do Grupo Bambuí, desenvolvendo-se principalmen

te ao longo das depressões existentes.

2.3

Geomorfologia

A s características geomorf olõgicas

da

área em

estudo

mostram que o desenvolvimento

da mesma procedeu-se pela

çãc paralela das escarpas.

Remanescentes pouco alterados

07

retra

da

su

perfície original são encontrados a Leste (serra de Jaíba) , ca

racterizando-se por

apresentar

uma crista

plana com

transição

abrupta para a escarpa e esta para o pedimento com declividade

acentuada.

No processo de retração predomina o intemperismo

físi_

co, atuando na desagregação das rochas

superficiais

em

períodos

de prolongada aridez.

Estes períodos áridos

alternam-se

com

ríodos de precipitações intensas onde as massas desagregadas

pe

sicamente

são carreadas pelas

aguas de intensas enxurradas

e

di£

tribuídas sobre as amplas

te intermitentes.

bacias formadas por rochas

normalmen

Estas

bacias vão se alargando com o desenvolver

das

superfícies e originando pediplano que caracteriza a superfíciea.

tual em estudo.

A forma de relevo encontrada e plana e suave (terraços baixos e elevados), sob a qual, desenvolve-se

guintes classes de solos:

Latossolo Amarelo

ondulada

as

se

eEu

Alico ÿ Distrõfico

-.tráfico; Latossolo Vermelho-Amarelo e Latossolo Vermelho Escuro Alicos ÿòdÿõliÿ

ca Vermelho-Amarelo e Distrõfico. Nas partes

abaciadas ocorrem os

Podzõ-

licos Vermelho-Ana relos plínticos e abrupticos plínticos ,PodzõljL

cos Acinzentados,

do leito

do Riacho

e Aluvião Coluvio. Nas terras

baixas, ao longo

Tapera,

ocorrem os Plintossolos e Planossolos.

2.4

Material de Origem

A maior parte da ãrea em estudo ê constituída por sedi

mentos do Terciário/Quaternário de constituição detríticas areno

sas, conglomerãt icos ou argilosos.

Esta formação ocupa superfície de relevo plano e suave

ondulado recobrindo rochas do Grupo Bambuí, desenvolvendo-se,prin

cipalmente ao longo das depressões existentes.

Em locais onde encontram-se cobertas por

sedimentos do

Terciário /Quaternário pouco espessos, participam da formação dos

Solos Latossolos , Podzõlicos, Areias Quartzosas e Aluvio-Coluvio.

Por fim, ocorrem os depósitos de origem coluvial dando

origem aos Planossolos e Plintossolos.

2.5

Relevo

Poucas variações, quanto ao relevo são encontradas

na

ãrea em foco,

a qual

foi

selecionada em função dos

existentes

das observações de campo e foto-interpretação

aas aerofotos.

,

Ajs

sim, na ãrea objeto do levantamento detalhado de solos

apresenta

relevo plano e suave ondulado com declives pequenos, normalmente

variando entre

0

a

6%, com ocorrências pouco frequentes de elev£

ções com declives mais

acentuados.

2.6

Clima

0 clima é considerado um dos fatores

de grande

impor

tãncia na formação e caracterização das condições edãficas. Sabe

se que muitas das propriedades dos

solos

são melhores compreendi

das e generalizadas, em termos geográficos,

este fator.

levando-se em

conta

- Precipitação: 0 período chuvoso da area estende

novembro a abril e o de estiagem ou praticamente seco ocorre

de

en

tre maio e outubro. A precipitação do trimestre mais quente, cor

responde de junho/agosto,

com precipitação em

torno

de

300mm

(QD - 2.2). 0 total anual pluviomêtrico alcança cerca de l.OOOmm

como mostra as

isoietas

(QD - 2.3).

- Temperatura: As isotermas mostram que a

media anual situa-se proximo de

249C

CQD-2.4), tendo

temperatura

como

mês

o

mais quente

outubro e o mês mais frio

julho.

A amplitude térmica

varia em torno de 59C.

Segundo Thornthwaite - Mather

o balanço hídrico

o município de Manga pode ser

observado na TB-2.1 e QD-2.5.

Para um conhecimento geral, foi tomada a retenção

para

drica media (R = 114mm) com a qual foi elaborado o balanço hídri.

co baseado no método de Thorntwaite e Mather que permite

compa

rar, em um sistema contãbil, as precipitações e a evapotranspira

çio potencial mostrando, para esse caso, que a região de Manga se constitui em parcela típica das condições ecológicas do Alto São Francisco. Pela tabela 2.1 e QD-2.5 e possível verificar que

há uma grande variação nas condições

de umidade de solo:

os

09

15o-

17°

18°

19o-

21o-

r

L

-T—

51°

COOEVASF

Uberlândia

UBERABA

49°

4«°

f*" ÿ

/

J

PARACATU

i

{

.ARAXÀ

?

V

S

45a

ÿ-y

MANGA

UANUARIA

y'"ÿ: ÿ MONTE AZUL *\ÿ

O.*

o;

«i

5/

rri

0\

'

sC

£ »

uouttc

MONTES

CLAROS #j

K \

/

•vJANAUBA

*/

f

7 o

«Leo**"*?.'1

1

DIAMANTINA

GOV VALADARES

~S*

»

l

I,

BELO HORIZONTE

0

JUIZ DC FORA

r

y

w

t

/

í j

s

MINAS GERAIS

41°

- AREA

LEVANTADA

4<y»

15*

16°

-17*

10°

-21°

10

itacarambi

MONTES CLAROS

PRECIPITAÇÃO DO TRIMESTRE MAIS QUENTE

GEONORO

11

CO DEVAS F

ITACARAMBI

ff

JANUARI

.MANGA

MONTES CLAROS

7000

ESCALA

O

15

GRÁFICA

50

73

>00tem

PRECIPITAÇÃO MEDIA ANUAL

GEONORD

( EM mm )

12

CODEVAS F

ITACARAMBI

MONTES CLAROS

AREA

LEVANTADA

ESCALA GRAFICA

O

25

50

75

100km

TEMPERATURA

GEONORD

MEDIA

ANUAL (°C)

MESES

(1)

TEMP .

°C

(2)

ET P

mm

(3)

FATOR

COR-

REÇÃO

(4)

TABELA

E TP

2.1

mm

CORRI GIÿ DO

(5)

IALANÇO

PPT

mm

(6)

HÍDR ICO

SEGUNDO

-

THORNTllWAITE

-

PPT-ETP

NEG

ARM

mm

ACUMU

mm

(7)

DA

(8)

(9)

ALT .

mm

(10)

MATHER

ET .

mm

(11)

DEF

mm

(12)

JAN

24,5

110,0

1,12

123,5

138, 7

15,2

100 ,0

123,5

FEV

24

, 8

112,0

0,98

110,0

105,7

-

4,3

-

4,3

96,0

-

4,0

MAR

24,7

113,0

1,05

118,5

105, 7

-13,0

-

17,3

83,0

-13,0

ABR

2 3,8

100,0

0 ,98

98,0

51,4

-46 , 6

-

63,9

52 ,0

-31,0

MAI

22,6

85,0

0,98

83,2

00

-74,8

-138,7

24 ,0

-28,0

JUN

22

, 2

82

, 0

0,94

77,0

0,3

-76 , 7

-215,4

JUL

21

, 8

73,5

0,97

73,2

0,4

-72 ,8

-288,2

AGO

22,8

87,5

1,00

SET

24 ,9

116,0

1,00

OUT

26

, 8

138,0

1,07

NOV

25,4

12 5,0

1,07

DEZ

24,0

104,0

1,12

87,5

116,0

148,0

134,0

121,0

3,2

18,9

58,9

173,6

206 ,0

-84,5

-97,1

-89, 1

39 ,6

85,0

-372,5

-469,6

-558,7

-

11,0

-13,0

109, 7

118,5

0,3

15,6

46 , 8

63,7

66,8

00 o

CO

96,1

89, 5

82 , 4

36, 4

13,3

5,0

-6,0

6,4

1,0

-

4,0

7,2

0,0

-

1,0

19,9

0,0

-

0,0

59 ,9

66,0

39,6

39,6

134,0

100,0

60,4

121,0

ANO

24,0

1.289 , 9

87 1,0

418,9

0

831,0

459 ,1

EXC.

mm

(13)

15,2

 

V

 

24,6

39,8

LOCAL:

MANGA/MG

LATITUDE:

LONGITUDE:

14944*

43958*

ALTITUDE:

415

m

Sul

Ob s . :

1)

Dados

de

Temperatura

fornecidos

pelo

59 Distrito

do

Departamento

cional de Meteorologia do período

1935 a

1965

(com falhas).

Dados P luviomet r ico s fornecidos pela Divisão de Hidrologia

DRN/SUDEN do período de 1925/1966.

Na

da

COOEVAS F

PRECIPITAÇÃO

PLUVIO MÉTRICA

EVAPOTRANSPIRAÇÃO

POTENCIAL

EVAPOTRANSPIR AÇ AO

REAL

MANGA - MG

L0NG.43°55

UTILIZAÇÃO DA AGUA ARMAZENADA NO SOLO

UTILIZAÇÃO DA AGUA ARMAZENADA NO SOLO

DEFICIÊNCIA

O'AGUA

fonte: ruralminas - apc

BALANÇO HÍDRICO DE MANGA-MG

SEGUNDO THORNTHWAITE e MATHER

GEONORD

15

excessos de agua,

e ocorrem durante

sujeitos

a drenagem, estão em torno

de

39,8mm

os meses de dezembro e janeiro

enquanto que

se

verifica um grande deficit

de

459, lmm de

abril a outubro.

Classificação Climática: Na área em estudo foram con

sideradas as classificações climáticas de Koppen e Gaussen. Na classificação climática de Koppen, que ê a mais usa

da nos

trabalhos

de climas das regiões brasileiras, e que, pernÿi

te

identificar

área megatêrmica A, estando a área em foco

enqua

drada na variedade

Aw,

a qual e definida como clima tropical

de

Savana,

onde

a temperatura media para o mês mais

frio

é superior

a

189C e

2.6).

o mes mais

seco tem menos de 60mm de precipitação

(QD-

0 método de classificação climática de Gaussen,

visa

primordialmente o conhecimento dos climas biolõgicos, permitindo

uma visão mais pormenorizada das reais condições bioclimáticas e_

xistentes na área.

Segundo esta classificação observa-se na área o

tipo

bioclimãtico 4bTh chamado de Termoxeroquimênio médio tropical can .

numero de meses secos variando de 5 a 6, índice xerotérmico

en

tre

100 e

150 e

temperatura do mês mais frio

maior que

15?C. (QD-

2.7).

2.7

Vegetação

0 estudo do revestimento florístico da área em foco foi

realizado tanto

quanto possível, baseado nos elementos naturais,

visto que, o homem impõe profundas alterações na fisionomia vege

tal em consequência de uma exploração descontrolada. Contudo,

e

xiste

ainda grande numero de

remanescentes da vegetação primiti¬

va como testemunho.

Com o auxílio das

observações de

campo e

a revisão

bi

trabalhos existentes sobre o assunto, possibili¬

fi

bliogrãfica dos

tou a identificação da distribuição geográfica das formações

siográficas existentes na área.

As formações vegetais encontradas na área do Projeto

,

obedece a seguinte esquematização:

CWO -

CODEVAS F

MANGA

ITACARAMBI

JANUARIA

MONTES CLAROS

CLIMA

TROPICAL

DE SAVANA

CLIMA

CHUVOSO.

DE

INVERNO

SECO E VERÃO

AREA

LEVANTADA

ESCALA GRAFICA

O

25

50

75

lOOkm

CLASSIFICAÇÃO

CLIMÁTICA DE KÒPPEN

17

COOEVASF

MANGA

ITACARAMBI

JANUAR1A

MONTES CLAROS

4aTh

4cTh

XEROTERMICO

MESES

SECO

ÍNDICE DE 150 E 200. N* DE

7o8.

TERMOXEROQUIMEN ICO CARATER

MEDIO

ÍNDICO XEROTERMICO ENTRE 100 t 150. MESES SECO 5a«.

XEROTERMICO ÍNDICE ENTRE

MESES

SECO

3 o4 .

40 o

100

AREA

ESCALA

O

29

CLASSIFICAÇÃO

GEONORD

LEVANTADA

GRAFICA

50

75

lOOkm

BIOCLIMATICA DE GAUSSEN

18

- Floresta Caducifõlia:

constitui uma formação cujo a_s

pecto mostra um maciço de porte

arboreo e alto, bastante

denso,

com arvores alcançando 15 a 30 metros de altura,

relativamente

próximas entre

si , apresentando uma fisionomia florestal de

ex

pressivo valor económico pela quantidade das espécies produtoras

de madeira de Lei.

As principais espécies encontradas são: Schinopsis

bra

siliensis Engel (braúna) ; Astronium urunceuva Engel ( aroeira)

;

Anadenanthera macrocarpa Benth (angico) ; Cabralea Cangerana Said

(cangerana

) ; Bursera leptophoens

(umburana de cambão);

Tabebuia

sp

(pau d1 arco

amarelo);

Ceiba sp

(barriguda de espinho);

la fissilis

(cedro). Estrato arbustivo dos géneros:

Cas s ia

Cedre

_Ja

tropha , Mimosa e cipos dos géneros St ignatophy lum e Passiflora.

- Caatinga hipoxerof ila: a caatinga hipoxeréfila

denso ,

com arvores

apre

espaça -

senta-se de porte arboreo arbustivo

das, baixas, enfezadas, agressivas, muitas com espinhos

ou

leos , não ultrapassando 5m de a l t u r a e u m

leos , não ultrapassando 5m de altura e um substrato arbustivo

subarbustivo , denso variável, c o m m u i t o s c i

subarbustivo , denso variável, com muitos cipos, bromeliãceas

acu

e

e

outros .

As

espécies mais comuns encontradas são: Acacia

sp

(an

giquinho) ; Caesalpinia pyramidalis

ra macrocarpa

#

(angico) ; Bombax sp

(caatingueixa) ;

Anadenanthe:

(embiruçu) ; Manihot sp

(mandio

cão); Peireskia bahiensis

(quiabenta) ; .Tatropha urens

(cansanção);

Neoglaziovia variegata

(caroã) ; Bauinha nícrophylla

(mororõ) ;

A

cacia paniculata (unha de gato) ; Cananalia brasiliensis

(flor vi

"

olãcea) ; Serjanea paucidentata (flor alva) e Banisteria sp (flor

amarela) .

- Cerrado: ê uma formação usualmente pouco densa, arbõ

reo-arbustiva ou arburtiva, constituída ror um considerável nume

ro de espécies, muitas das quais

com trcncos tortuosos, apresen¬

tando casca espessa, fendilhada e copas irregulares.

Entre outras espécies tem-se:

Zuratella

americana

L

(lixeira ou cajueiro brabo) : Ouratea sr

(batiputâ) ; Qualea

gran

dif lora Mart

(pau terra) ; Eugenia dyser.tmsrica DC (cagaiteira)

;

Caryocar brasiliensis Camb (piqui) ; Scrgrriobium paniculatum Vog.

(carvoeiro); Zeyhera digitalis Veil

(bclsa de pastor)

e

outros.

ID

Campo higrófilo de Várzea: Esta formação ocorre

na

Várzea do riacho

Tapera, onde existe

relativa umidade. Em geral

apresenta a fisionomia arbustiva herbácea, gramíneas e ciperãce-

as, geralmente verde. £ constituída -de algumas árvores

esparsas

e com predominância de herbáceos mesclados de arbustos, formando

tapetes

2.8

graminosos , que não raro cobre

-Hidrografia

a maior parte

da área.

A rede hidrográfica da área estudada ê cons