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PCMSO – PROGRAMA DE CONTOLE MEDICO DE SAUDE OCUPACIONAL PERÍODO

GF
MONTAGEM FEVEREIRO
GF MONTAGEM E MANUTENÇÃO INDUSTRIAL LTDA. ME
2019

PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO


DE SAÚDE OCUPACIONAL – PCMSO – NR-7
PERÍODO 2019 / 2020
Cód. eSocial 0701

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PCMSO – PROGRAMA DE CONTOLE MEDICO DE SAUDE OCUPACIONAL PERÍODO
GF
MONTAGEM FEVEREIRO
GF MONTAGEM E MANUTENÇÃO INDUSTRIAL LTDA. ME
2019

CNAE: Grau de Risco Atividade principal: Fabricação de máquinas e equipamentos para


28.62-3/00 03 (Três) as indústrias de alimentos, bebidas e fumo, peças e acessórios
CNAE: Grau de Risco Atividade secundária: Manutenção e reparação de aparelhos e
33.12-1/02 03 (Três) instrumentos de medida, teste e controle
Quantidade de funcionários: 13 (Treze)
HORÁRIO DE TRABALHO
SETORES PERÍODO HORÁRIO / TURNOS INTERVALO
Segunda à Sextafeira 07:00 as 17:00 12:00 às 13:00
Todo efetivo
Sábado 07:00 as 12:00 -
COORDENADOR E ELABORADOR DO PCMSO:
DR. JOSÉ VALDER S. ROCHA – CRM – 3396, MTB 1544
RUA ALAN KARDEC, 774 – SALA 32 – BAIRRO MONTESE – FORTALEZA – CE
FONE: 85.99929.6344
MÉDICOS AUTORIZADOS A REALIZAREM A EMISSÃO DO ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL
ALÉM DO COORDENADOR:
Dr. WAGNER CHAMIS VEDRAMINI – CRM-SP 26.376
Drª. SILVIA CAVALCANTI – CRM-BA 23899
Drª. MICHELINE DNTAS – CRM-RN 4211
Dr. SIDNEY TORRES VIEIRA – CRM-CE 2093
DR. JOSÉ GOMES DA FROTA FILHO – CRM-CE 1316
Dr. BRUNO ALVES TEIXEIRA – CRM-CE 12807
Drª. MARIA ALICE MEDEIROS PEREIRA DE SÁ – CRM 13690
Drª. NATHÁLIA T. L. A. SURIMÃ – CRM-CE 17.836
Drª. BÁRBARA DUARTE DE CARVALHO – CRM-CE 16.980
Drª. LÍVIA XAVIER MAGALHÃES – CRM-CE 17.912
Drª. VANESSA LEAL REGO – CRM-CE 17.788
Drª. MARÍLIA LEITÃO MONTENEGRO – CRM-CE 17.686
Drª. CRÍCIA MARIA PONTES – CRM-CE 18.231
Drª. EMANUELLA ALMEIDA MOREIRA – CRM-CE 10.309
Drª. INGRID ALMEIDA MOREIRA – CRM-CE 10309
Drª. JÚLIA GUEDELHA ARAÚJO – CRM-CE 19336
Drª. JAMINE LIMA CRUZ – CRM-CE 16764
Dr. JOSÉ HIAGO DE FREITAS DAMIÃO – CMR – 19334-CE
Drª. TEREZA ÁDILA SALES DE FREITAS – CRM – 19761-CE
Drª. LIZE MAGALHÃES BARROSO CRM – 16473-CE
Dr. JAYRO PINTO DA FONSECA – CFM 13492
Dr. KAIO CÉSAR FERREIRA – CRM-CE 20145
Fgª. KARINA CAMPOS DE SOUSA – CRFª CE 7587
Fgª. ALEXANDRA BARROS - CRFª CE – 11.098
Fgª. NATALIA PINHEIRO DE ANDRADE – CRFª 8-11375
Fgª. NATALIA GRANGEIRO – CRFª 11374
Fgª. MONIQUE CANDEIA - CRFª 8.11513
Fgº. FRANCISCO CLAUDIANO DIOEGENES - CRFª 11 380
Fgª. CAMILLE CUNHA PINTO CRFª – 9848 - CE

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05. RELAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS EM ATIVIDADE:


FUNÇÃO HOMENS MULHERES TOTAL
Soldador 05 - 05
Encanador 05 - 05
Ajudante 02 - 02
Técnico em Manutenção 01 - 01
TOTAL 13 00 13

FUNÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS


FUNÇÃO ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS
Soldador: Examinar as peças a serem soldadas, verificando especificações, desenhos e outros detalhes,
selecionando o tipo de solda a ser utilizado. Preparar as partes a serem soldadas, aplicando o tratamento
adequado, de forma a obter uma soldagem perfeita. Fazer o acabamento final na peça soldada, limando,
esmerilando ou lixando as partes trabalhadas. Efetuar cortes em materiais ou peças de metal, utilizando
maçarico.
Encanador: Executar tarefas de pré-fabricação, montagem e reparo de tubulações industriais metálicas, em
conformidade com normas técnicas e procedimentos da qualidade, segurança, meio ambiente e saúde, de
acordo com projetos e especificações estabelecidos. Por meio de instrumentos de medição, tais como régua e
nível, traçam e marcam a posição de tubos. Para instalar tubulações, cortam, dobram, montam, ajustam e
vedam tubos e conexões
Ajudante: Executar serviços em gerais (limpeza de equipamentos, escavações, transporte manual de
materiais, limpeza e conservação de área), dando suporte necessário à execução das atividades desenvolvidas
na obra.
Técnico em Manutenção: Acompanhar as atividades da obra, dando suporte aos funcionários com o
fornecimento de materiais e outros. Realizar manutenções, instalar e prestar assistência técnica em
equipamentos diversos.

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2. INTRODUÇÃO
Em 30/12/1994 o Ministério do Trabalho através da Secretária de Segurança e Saúde do Trabalho publicou
no Diário Oficial a portaria Nº 24 que criou a NR-7 (Norma Regulamentadora Nº 7) que estabelece normas e
critérios para o pratica e regulamentação da Medicina do Trabalho.
Esta norma estabelece parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do Programa
de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) de elaboração obrigatória em todas as empresas ou
instituições que admitam trabalhadores como empregados. Esta NR-7, antes denominada Exames Médicos,
cria a figura do Médico Coordenador responsável pela elaboração e/ou execução do PCMSO. Isto, na
prática, significa que, mesmo aquela empresa que estão desobrigadas a manter um Médico do Trabalho de
acordo com a NR-4 (com vínculo empregatício), terá que indicar um profissional Médico para coordenar o
programa.
Esta nova NR -7 dá ênfase especial à prevenção da saúde dos trabalhadores com atenção especial à sua
função e as tarefas que executa e consequentemente aos riscos que possa advir decorrente da exposição a
agentes físicos, químicos, biológicos ou ergonômicos.
Estes riscos deverão ser averiguados e quantificados através das medidas realizadas e relatadas pelo PPRA
(Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), também de caráter obrigatório e que deverá fazer parte para
elaboração do relatório final do PCMSO.
Além das medidas corretivas para diminuir o grau de risco, Exames Complementares poderão ser solicitados
como medida de controle à exposição a agentes nocivos à saúde dos trabalhadores. Caso haja alteração nos
controles, os funcionários deverão ser afastados de suas atividades remanejados para locais ou funções onde
não fiquem expostos aos agentes causadores (Vide item Exposição ao Risco).
A NR-7 também inclui novos conceitos e novas obrigações tanto por parte dos empregados e dos
profissionais da área da saúde ocupacional. Uma das alterações refere-se à obrigatoriedade do Exame
Demissional para todos os funcionários (anteriormente apenas para as funções insalubres). Há o exame de
Mudança de Função e do Retorno ao Trabalho.
Os Exames Complementares deverão ser solicitados pelo Médico coordenador do PCMSO após vistoria e
analise do grau e intensidade do risco medido pelo PPRA. A necessidade destes exames será determinada
pelo Médico Coordenador baseado em normas técnicas e grau de risco.
Os Atestados de Saúde Ocupacional (ASO) deverão ser padronizados pelo Médico Coordenador e realizados
por Médico do Trabalho ou Médico capacitado e referendado pelo Médico Coordenador. Deverá ser
elaborado em 2 (duas) vias, sendo a segunda de pertence ao empregado. O ASO deverá ser entregue somente
após a realização e analise dos exames complementares se os mesmo forem necessários.
A Ficha de Avaliação Médica é de caráter sigiloso, devendo constar História Ocupacional, Exame Médico,
Exames Complementares, Grau de Risco e outras informações necessárias para o controle e analise da saúde
do trabalhador. Esta ficha deverá ser guardada por 20 (Vinte anos) e deverá ser transferida sempre que
houver mudança do Médico Coordenador.
A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é do caráter obrigatório sempre que houver Acidente no
Trabalho ou no percurso de ida ou volta do trabalho. Também deverá ser emitido quando houver Doença
Ocupacional comprovada.

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O Exame de Retorno ao Trabalho deverá ser realizado sempre que houver afastamento do trabalho por
Acidente de Trabalho ou Doença Ocupacional com afastamento por mais de 30 (Trinta) dias. Este exame
deverá ser realizado após a realização de perícia médica e laudo pericial realizado pelo INSS.

3. FINALIDADES
As orientações e recomendações contidas neste programa, de caráter geral, visam aprimorar ao máximo o
grau de saúde dos trabalhadores, para tanto contamos com a colaboração da Diretoria da empresa, chefes e
encarregados de setores e unidades, e também das informações e percepções dos trabalhadores envolvidos
em atividades laborais, onde podemos elaborar as fichas preliminares de Análises de Riscos por setores da
empresa.
O PCMSO visa melhorar a saúde, o ambiente de trabalho adequado, a prevenção de acidentes,
proporcionarem maior capacidade laborativa, e por consequência, maior produtividade com baixo custo.
Trabalhadores. Para tanto, é necessário que a empresa e os funcionários tenham acesso e conhecimento das
novas medidas e ações necessárias para garantir a integridade e a saúde dos trabalhadores.

4. OBJETIVOS DO PCMSO
O planejamento e ações do PCMSO serão realizados de acordo com as diretrizes e recomendações da NR-7,
com a redação dada pela Portaria SSMT 24/94 publicada no D.O.U. de 30/12/94. É parte integrante do
conjunto de ações da empresa GF MONTAGEM E MANUTENÇÃO INDUSTRIAL LTDA. ME., no
campo da preservação da saúde e da integridade física dos empregados para execução dos serviços.

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, além de atuar na prevenção e promoção da saúde do
trabalhador, visa:
a) orientar e promover, bem como aprimorar o conceito de prevenção das doenças do trabalho, e
consequente redução delas, essa ideia deve ser extensiva também aos acidentes de trabalho e suas
consequências maléficas a classe laborativa;
b) conscientizar as empresas para a medicina preventiva, aperfeiçoando os conhecimentos técnico-científicos
em relação a medicina ocupacional, através de palestras elucidativas sobre vários temas relacionados a saúde
física, mental e emocional do trabalhador;
c) fazer cumprir a legislação trabalhista em vigor (Portaria nº 24 de 29 de dezembro de 1994);
d) fazer um cronograma para cada ação identificada, e que preveja as ações de saúde que deverão ser
executadas durante o ano. Essas ações serão registradas posteriormente em um relatório anual;
e) ser dinâmico, permitindo alterações a qualquer momento ou fase, e, só emitiremos um PCMSO definitivo
quando dos reconhecimentos do inquérito preliminar de riscos e dos riscos identificados e mensurados pelo
PPRA;
f) estabelecer parâmetros mínimos e diretrizes gerais, podendo os mesmos ser ampliados mediante
negociações coletivas de trabalho.
g) Subsidiar, no que couber, na elaboração dos demais programas de prevenção da saúde/ laudos, PCA –
Programa de Conservação Auditiva, PPR- Programa de Prevenção Respiratória; LTCAT – Laudo Técnico
das Condições Ambientais de Trabalho; PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário.

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5. APLICAÇÃO
Este procedimento é aplicável a empresa GF MONTAGEM E MANUTENÇÃO INDUSTRIAL LTDA.
ME., nas atividades dos empregados.

6. RESPONSABILIDADE
6.1 FIRETORIA
Fornecer recursos para implantação do Programa.

6.2 DIRETORIA
- Elaborar e coordenar ações necessárias à implantação do programa;
- Coordenar o desenvolvimento e implantação do PCMSO;
- Zelar pela eficiência do mesmo;
- Custear, sem ônus para o empregado, todos os procedimentos relacionados ao PCMSO e quando solicitados
pela inspeção do trabalho, comprovar a execução das despesas;
-Escolher ou nomear um médico do trabalho para coordenar o PCMSO.
-Supervisionar a execução das atividades deste programa.

6.3 DA FORÇA DE TRABALHO


-Seguir as normas de Segurança e Saúde no Trabalho;
-Seguir as determinações sobre prevenção de acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
-Usas EPIs indicado quando imprescindível para a função;
-Submeter-se aos exames clínicos e complementares solicitados no PCMSO;
-Informar ao seu superior direto, ocorrências que a seu julgamento possam implicar riscos à saúde;
-Informar ao seu superior direto, qualquer motivo que o impeça de submeter-se aos exames médicos previstos
no programa;
-Assinar o ASO – Atestado de Saúde Ocupacional, conforme determinado pela NR-7 .

6.4 DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE OCUPACIONAL


-Acompanhar, auxiliar e/ou realizar a implantação do PCMSO;
-Realizar os exames médicos previstos e as ações de saúde programadas;
-Fornecer subsídios para as revisões do programa;
-Participar e/ou desenvolver ações integradas da SMS;
-Indicar profissionais e/ou entidades devidamente capacitadas e equipadas para realizar os exames
complementares;
-Guardar os prontuários médicos referentes ao PCMSO, enquanto for coordenador e em caso de substituição,
transferir para o seu sucessor;
-Manter uma cópia atualizada do PCMSO para vistoria dos órgãos competentes;
-Elaborar o Relatório Anual.

6.5 DURANTE A ELABORAÇÃO


-O PCMSO deve estar em acordo com as normas vigentes, incluindo avaliações quantitativas e qualitativas dos
agentes ambientais.
-Propor ações e/ou recomendações capazes de monitorar os possível agravos da saúde dos trabalhadores.

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6.6 DURANTE A IMPLANTAÇÃO


-Obter meios capazes de tornar a promoção da saúde ocupacional;
-Gerar condições necessárias para periodicamente treinar os trabalhadores e sensibilizá-los quanto aos riscos
ocupacionais quanto à promoção da saúde individual e coletiva;
-Possibilitar e aprovar a revisão do PCMSO realizada pelo menos 01 vez/ano, ou sempre que ocorrerem
mudanças significativas das características e condições dos agentes ambientais conforme descrito no PPRA.

6.7 REVISÃO
-Promover a revisão anual do PCMSO conforme descrito acima, visando ampliar a plataforma de ações de
promoção da saúde;
-Direcionar a revisão com base nos resultados mensurados pelo relatório Anual e pelas diretrizes de Saúde
Pública.
6.8 REGISTRO, MANUTENÇÃO E DIVULGAÇÃO DOS DADOS
-Os registros serão mantidos impressos por um período de 20(vinte) anos, conforme NR-7;
-Estes devem ser devidamente assinados, datados constando registro(s) do(s) respectivo(s) conselho(s) de
classe.
-A divulgação do PCMSO e do Relatório Anual deverá ser feita aos empregados, devidamente documenta em
ata de CIPA, quanto a empresa tiver, e mantida disponível a todas as partes interessadas, as medidas citadas são
de responsabilidade do empregador.

7. PROCEDIMENTO
7.1 PLANEJAMENTO DO PCMSO
A) Estudo dos riscos ocupacionais
Este estudo citará riscos qualitativamente para cada função. Ele está baseado nos estudos do PPRA bem como
da percepção e análise das funções decorrentes de visitas nas frentes de trabalho.

B) Exames Médicos
Conforme determina a NR – 7, no seu item 7.4 – No desenvolvimento do PCMSO, os exames médicos
ocupacionais obrigatoriamente serão: admissionais, periódicos, demissional, retorno ao trabalho e mudança de
função. Estes exames consistem em exames clínicos com anamnese ocupacional, exames físico e mental e
exames complementares realizados de acordo com os riscos específicos.

C) Encaminhamento
Este PCMSO prevê a realização obrigatória dos exames médicos listados no quadro de setor, devendo o
candidato ou funcionário, ser encaminhado a Clinica credenciada, munido de Guia de Encaminhamento para
realização do exame.

Em caso de dúvida deve ser consultado:


Médico Coordenador do PCMSO: DR. JOSÉ VALDER S. ROCHA – CRM – 3396, MTB 154

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7.2 PRIMÁRIA DA SAÚDE DO TRABALHADOR


A prevenção primária visa antecipar os possíveis agravos a saúde do trabalhador, devendo ser feita através da
promoção da saúde e proteção específica.
a) PROMOÇÃO DA SAÚDE:
Através da analise do potencial do risco da empresa e de acordo com os achados clínicos, durante os exames
médicos poderão ser sugerido palestras e orientações coletivas sobre temas de interesse da empresa e dos
funcionários tais como: Tabagismo, AIDS, Socorros, Alcoolismo, Qualidade de vida, Hipertensão arterial,
Proteção à visão e Audição etc...
b) PROTEÇÃO ESPECÍFICA:
1b) Imunização
Será oferecida orientações e indicações para vacinas específicas para as funções exercidas pelo trabalhador.
2b) Promoção secundária à saúde

O PCMSO deve incluir, entre outros, a realização obrigatória dos exames médicos: admissional,
periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função e Demissional.
Os exames de que trata o item anterior compreendem:
- A avaliação clínica que abrangerá a anamnese ocupacional, além dos exames físico e mental;
- Exames complementares, realizados de acordo com os termos específicos da Norma Regulamentadora - NR 7
e seus anexos.
Para os trabalhadores cujas atividades envolvem os riscos discriminados nos Quadros I e II da Norma
Regulamentadora NR 7, os exames médicos complementares deverão ser executados e interpretados como base
nos critérios constantes dos referidos quadros e seus anexos. A periodicidade de avaliação dos indicadores
biológicos dó Quadro I devera ser no mínimo, semestral, podendo ser reduzida a critério do médico
coordenador, ou por notificação do médico agente da inspeção do trabalho, ou mediante negociação coletiva de
trabalho.
Para os trabalhadores expostos a agentes químicos não - constantes dos Quadros I e II, outros indicadores
biológicos poderão ser monitorizados, dependendo de estudo prévio dos aspectos de validade toxicológica,
analítica e de interpretação desses indicadores.

EXAMES MÉDICOS
ADMISSIONAL:
Deverá ser realizados antes de o trabalhador assumir suas atividades, avalia-se a existência de alterações que
possam incapacitar o candidato à função proposta, ou seja, o exame admissional é feito para prevenir
patologias, para não agravar patologias existentes e para evitar os fatores de desencadeamento da moléstia
ocupacional.
PERIÓDICOS:
A) para trabalhadores expostos a riscos ou a situações de trabalho que impliquem o desencadeamento ou
agravamento de doença ocupacional, ou, ainda, para aqueles que sejam portadores de doenças crônicas, os
exames deverão ser repetidos:
A.1) a cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico encarregado, ou se notificado pelo médico
agente da inspeção do trabalho, ou, ainda, como resultado de negociação coletiva de trabalho;
A.2) de acordo com à ORIENTAÇÃO E CRITÉRIO DO MÉDICO COORDENADOR:
B.1) anual para todos funcionários.

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DE RETORNO AO TRABALHO:
Deverá ser realizada obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período
igual ou superior a 30 (trinta) dias(ex.: por motivo de parto, doença ou acidente ocupacional), não sendo
aplicável ao retorno de férias. Sendo preferencialmente no primeiro dia útil de retorno ao trabalho.
MUDANÇA DE FUNÇÃO:
Entende por mudança de função toda e qualquer alteração de atividade, posto de trabalho ou setor que
implique na exposição do trabalhador a riscos diferentes a que ele estava exposto antes da mudança. Deverá
ser realizado antes do início da nova função, desde que a nova função ofereça riscos diferentes da anterior.
DEMISSIONAL: A realização do exame demissional a partir de agora (subitem7.4.3.5 da NR-7 de
10/12/2018), ele passa a ter que ser realizado, obrigatoriamente, até 10 dias da data do término do contrato
do funcionário na empresa, desde que a data de emissão do ASO do último exame médico ocupacional não
tenha sido realizada há mais de 90 dias (para grau de risco 3 e 4) ou 135 dias (para grau de risco 1 e 2) da data
de assinatura do aviso prévio.
Outros exames complementares usados normalmente em patologia clínica para avaliar o funcionamento de
órgãos e sistemas orgânicos podem ser realizados, a critério do médico coordenador ou encarregado, ou por
notificação do médico agente da inspeção do trabalho, ou ainda decorrente de negociação coletiva do trabalho.
A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou
canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho.
A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via.
A terceira via ficará em poder da empresa contratada ou no ambulatório médico da contratante juntamente com
o prontuário médico.
O ASO deverá conter no mínimo:
a) Nome completo do trabalhador, o número de registro de sua identidade e sua função;
b) Os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles, na atividade do empregado, conforme
instruções técnicas expedidas pela Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho - SSST
c) Indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador, incluindo os exames
complementares e a data em que foram realizados;
d) O nome do médico coordenador, quando houver, com respectivos CRM;
e) Definição de apto ou inapto para função especifica que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu;
f) Nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato;
g) Data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número de inscrição no
Conselho Regional de Medicina.
Os dados obtidos nos exames médicos, incluindo avaliação clínica e exames complementares, as conclusões e
as medidas aplicadas deverão ser registradas em prontuário clínico individual, que ficará sob a responsabilidade
do médico-coordenador do PCMSO.
Os registros a que se refere o item anterior deverão ser mantidos por período mínimo de 20 (vinte) anos após o
desligamento do trabalhador.
Havendo substituição do médico a que se refere ao item acima, os arquivos deverão ser transferidos para seu
sucessor.
O PCMSO deverá obedecer a um planejamento em que estejam previstas as ações de saúde a serem executadas
durante o ano, devendo estas ser objeto de relatório atual.

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O relatório anual deverá discriminar, por setores da Empresa, conforme o PPRA - Programa de Prevenção de
Risco Ambiental, o número e a natureza dos exames médicos, incluindo avaliações clinicas e exames
complementares, estatísticas de resultados considerados anormais, assim como o planejamento para o próximo
ano, tomando como base o modelo proposto no Quadro III da Norma Regulamentadora - NR 7.

O relatório anual deverá ser apresentado e discutido na CIPA, quando existentes na empresa, de acordo com a
NR- 5, sendo sua cópia anexada ao livro de atas daquela comissão.
O relatório anual do PCMSO poderá ser armazenado na forma de arquivo informatizado, desde que este seja
mantido de modo a proporcionar o imediato acesso por parte do agente da inspeção do trabalho.
Sendo verificada, através da avaliação clínica do trabalhador e/ ou dos exames constantes do Quadro I da
presente NR, apenas exposição excessiva (EE ou SC+) ao risco, mesmo sem qualquer sintomatologia ou sinal
clínico, deverá o trabalhador ser afastado do local de trabalho, ou risco, até que esteja normalizado o indicador
biológico de exposição e as medidas de controle nos ambientes de trabalho tenham sido adotadas.

Sendo constatada a ocorrência ou agravamento de doenças profissionais, através de exames médicos que
incluem os definidos nesta NR; ou sendo verificadas alterações que revelem qualquer tipo de disfunção de
órgão ou sistema biológico, através dos exames constantes dos Quadros I (apenas aqueles com interpretação
SC) e II, da presente NR, mesmo sem sintomatologia, caberá ao médico - coordenador ou encarregado:

a)Solicitar à empresa a emissão da comunicação de Acidente do Trabalho - CAT;


b) Indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou do trabalho;
c) Encaminhar o trabalhador á Previdência Social para estabelecimento de nexo causal, avaliação de
incapacidade e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho;
d) Orientar o empregador quanto á necessidade de adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho.

8. ERGONOMIA
A única e especifica tecnologia da ergonomia é a tecnologia da interface homem - sistema. A ergonomia como
ciência trata de desenvolver conhecimentos sobre as capacidades, limites e outras características do
desempenho humano e que se relacionam com o projeto de interfaces, entre indivíduos e outros componentes
do sistema. Como prática, a ergonomia compreende a aplicação de tecnologia da interface homem - sistema a
projeto ou modificações de sistema para aumentar a segurança, conforto e eficiência do sistema e da qualidade
de vida (Metodologia Ergonômica - Ana Maria Moraes e Claudia Mont´Alvão).

Neste sentido, a Ergonomics Research Society da Inglaterra define Ergonomia como sendo o estudo do
relacionamento entre o homem e seu trabalho, equipamento e ambiente, particularmente, a aplicação dos
conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia nas soluções dos problemas surgidos desse relacionamento
(Itiro Lida, 1993).

A ergonomia, hoje, vista à adaptação das condições de trabalho ás características psicofisiologicas dos
trabalhadores de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. É
importante por em execução os instrumentos do progresso e ao mesmo tempo proteger o trabalhador dos seus
efeitos ameaçadores. Isto não é uma tarefa apenas técnica, mas, sim, uma missão humana. A ergonomia trouxe
neste domínio uma contribuição essencial, pois introduziu um conceito mais racional e mais completo da
condição de trabalho que deve assegurar simultaneamente a segurança do executante, a limitação de sua fadiga
e a melhoria da produção. É importante promover a harmonia ou reconciliar "Produção x Segurança".

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Em uma situação de trabalho a ergonomia levanta os fatores determinantes das condições de trabalho e também
da produtividade: a organização do trabalho, a formação, o ambiente de trabalho, o mobiliário, suas ferramentas
e o próprio posto de trabalho. Cabe ressaltar a importância do tipo de movimento do trabalhador em relação ao
produto produzido. Assim sendo, a verificação da análise ergonômica proporcionará a empresa:

Levantar os problemas existentes no posto de trabalho que podem interferir na saúde física e metal, qualidade e
produtividade do trabalho; gerar recomendações a serem validadas com a empresa para mudanças das
condições de trabalho; criar um referencial para implantação de novas unidades ou expansão da unidade
existente.

Outrossim, O PPRA - Programa de Prevenção de Risco Ambiental estará realizando estudos sobre os agentes
físicos, químicos e biológicos, e com isto, juntamente com este trabalho somando com a análise ergonômica,
nortearam a empresa na manutenção da saúde do trabalhador.

9. AVALIAÇÃO AMBIENTAL
Em relação ao ambiente de trabalho, a priori, consideraremos os agentes físicos, agentes químicos e biológicos,
contidos no PPRA (Programa de Prevenção de Risco Ambiental), que é parte integrante do conjunto mais
amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade do trabalhador, devendo
estar articulados com as demais NRs.

10. PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO


A análise profissiográfica tem por finalidade a descrição das funções e compreender cada atividade no que ela
possa se relacionar com a saúde do trabalhador.
Assim, primeiramente, fornecer subsídios para estabelecer critérios específicos para:
Seleção médica de diversas categorias (funções/cargos) da empresa;
Decidir sobre a permanência no cargo;
Remanejamento e/ou readaptação funcional de empregados parcialmente incapacitados;

Além disso, temos a contribuição na esfera de higiene ocupacional e ergonomia citada anteriormente. Inclui-se
ainda os critérios de seleção psicológica, levantamento das necessidades de treinamento, realização de estudos
sobre cargos, salários e análise de risco de acidentes. Este procedimento, amparado pelo PPRA - Programa de
Prevenção de Risco Ambiental fornecerá também subsídios para elaboração do documento PPP - Perfil
Profissiográfico Previdenciário, exigido pela Previdência Social desde 2004.

11. PLANEJAMENTO DE EXAMES OCUPACIONAIS


A seguir elaboramos tópicos, dividindo-os por setores relacionados às funções por atividades e tarefas, exames
clínicos e exames complementares com suas respectivas periodicidades. Tais procedimentos foram adotados a
partir do PPRA – Programa de Prevenção de Risco Ambiental.

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06. OPERACIONALIZAÇÃO ESPECÍFICA DO PROGRAMA:


Empresa cuja atividade principal no posto de trabalho é a Instalação de máquinas e equipamentos
industriais em todo território.
6.1 SOLDAGEM:
Função: Soldador Qtd de funcionários: 05 Atividade: Moderada
Atividades Executadas
Riscos Agentes Forma de Possíveis Danos à Trajetória / Meios Fonte Geradora
Exposição Saúde de Propagação
Irritação, tensão nervosa,
Ruído, Calor, Ar e Ambiente,
zumbidos no Aparelho Máquinas e equipamentos
Físicos Radiação não Habitual Sol
Auditivo,Doenças de em operação, Sol
ionizantes
pele.
Substância Doença pulmonar
inflamáveis e obstrutiva crônica,
tóxicas, Poeiras e Irritante às membranas Máquinas e equipamentos
Químicos Habitual Ar, Ambiente
fumos metálicos, mucosas, irritação da em operação
Gases e vapores pele; irritação dos
orgânicos olhos
Biológicos Não Identificado Não Existe Não Aplicável Não Aplicável Não Aplicável

Ferimentos em geral,
Cortes, Choque
fraturas, Contrações
elétrico, Incêndio, Inerentes à Desatenção,
Acidentes Habitual Musculares,
Explosão, Queda de atividade Não uso de EPIs.
Queimaduras, Fadiga,
objetos.
Desconforto, outros.
Postura corporal
inadequada,
Dores lombares, Posturas inadequadas,
Ergonômico Repetitividade, Habitual Inerentes à atividade
Ler / Dort Repetitividade.
Atenção,
Responsabilidade.
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE RUÍDO
GRUPO MEDIÇÃO EM dB FONTE GERADORA LIMITE DE TOLERÂNCIA em dB
Físico 83,0 Máquinas e equipamentos em operação 85,0
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE ILUMINAÇÃO
REGISTRO EM LUX NÍVEL DE ILUMINAMENTO MÍNIMO NBR 5413
Iluminação natural 200 Lux
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE TEMPERATURA
TBN TG IBUTG ATIVIDADE M(kcl/h) Limite de Tolerância NR 15
- - Variável Moderada 220 28.5
EXAMES A SEREM REALIZADOS NOS FUNCIONÁRIOS DO SETOR
Cargos / Funções: Soldador
EXAMES Cód. eSocial Admissão 6 meses após Periód. Anual Mud. de Função Ret. ao Trabalho Demissão
Avaliação Clínica / ASO 0295 X - X X X X
Audiometria tonal 0283 X X X X X X
Hemograma completo 0693 X - X X X X
Chumbo sérico 0387 X - X X X X
Espirometria 0562 X - X X X X
Tipo sanguíneo / Fator Rh - X - X X X X
Acuidade Visual X - X - X -

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Eletrocardiograma X - X - X -
Eletroencefalograma X - X - X -
Gama GT X - X - X -
Glicemia em jejum X - X - X -
Hemoglobina glicosada X - X - X -
Avaliação Psicológica X - X - X -
Raios-X do Tórax PA X - X - X -
TGO X - X - X -
TGP X - X - X -
Urina I X - X - X -
DESENVOLVER PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO ATIVA CONTRA TÉTANO PARA OS
FUNCIONÁRIOS NÃO IMUNIZADOS:
Os empregados que nunca foram vacinados contra tétano (grande parte da população adulta nunca foi, ou
desconhece que tenha sido vacinada) deve receber três doses da vacina dupla de adulto (dT) para proteção
contra o tétano, respeitando-se o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Depois de completada a série de
três doses, é necessário apenas uma dose de reforço a cada dez anos, para manter a proteção adequada.

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6.2 MONTAGENS:
Função: Encanador Qtd de funcionários: 05 Atividade: Moderada
Função: Ajudante 02 Atividade: Moderada
Atividades Executadas
Riscos Agentes Forma de Possíveis Danos à Trajetória / Meios Fonte Geradora
Exposição Saúde de Propagação
Irritação, tensão nervosa,
Ruído, Calor, Ar e Ambiente, Máquinas e
zumbidos no Aparelho
Físicos Radiação não Habitual Sol equipamentos em
Auditivo, Aumento da
ionizantes operação, Sol
pressão.
Doença pulmonar
Substância
obstrutiva crônica,
inflamáveis e tóxicas, Máquinas e
Irritante às membranas
Químicos Poeiras e fumos Habitual Ar, Ambiente equipamentos em
mucosas, irritação da
metálicos, Gases e operação
pele; irritação dos
vapores orgânicos
olhos
Biológicos Não Identificado Não Existe Não Aplicável Não Aplicável Não Aplicável

Cortes, Choque Ferimentos em geral,


elétrico, Incêndio, fraturas, Contrações
Inerentes à Desatenção,
Acidentes Explosão, Queda de Habitual Musculares,
atividade Não uso de EPIs.
objetos, Trabalho em Queimaduras, Fadiga,
altura . Desconforto, outros.
Postura corporal
inadequada,
Dores lombares, Posturas inadequadas,
Ergonômico Repetitividade, Habitual Inerentes à atividade
Ler / Dort Repetitividade.
Atenção,
Responsabilidade.
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE RUÍDO
GRUPO MEDIÇÃO EM dB FONTE GERADORA LIMITE DE TOLERÂNCIA em dB
Físico 83,0 Máquinas e equipamentos em operação 85,0
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE ILUMINAÇÃO
REGISTRO EM LUX NÍVEL DE ILUMINAMENTO MÍNIMO NBR 5413
Iluminação natural 200 Lux
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE TEMPERATURA
TBN TG IBUTG ATIVIDADE M(kcl/h) Limite de Tolerância NR 15
- - Variável Moderada 220 28.5
EXAMES A SEREM REALIZADOS NOS FUNCIONÁRIOS DO SETOR
Cargos / Funções: Encanador, Ajudante
EXAMES Cód. eSocial Admissão 6 meses após Periód. Anual Mud. de Função Ret. ao Trabalho Demissão
Avaliação Clínica / ASO 0295 X - X X X X
Audiometria tonal 0283 X X X X X X
Hemograma completo 0693 X - X X X X
Espirometria 1057 X - X X X X
Tipo sanguíneo / Fator Rh - X - X X X X
Acuidade Visual 0296 X - X - X -
Eletrocardiograma 0530 X - X - X -
Eletroencefalograma 0536 X - X - X -
Gama GT 0652 X - X - X -
Glicemia em jejum 0658 X - X - X -
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Hemoglobina glicada 0689 X - X - X -


Avaliação Psicológica 0300 X - X - X -
Raios-X do Tórax PA 1078 X - X - X -
TGO 1204 X - X - X -
TGP 1205 X - X - X -
Urina I 1098 X - X - X -
DESENVOLVER PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO ATIVA CONTRA TÉTANO PARA OS
FUNCIONÁRIOS NÃO IMUNIZADOS:
Os empregados que nunca foram vacinados contra tétano (grande parte da população adulta nunca foi, ou
desconhece que tenha sido vacinada) deve receber três doses da vacina dupla de adulto (dT) para proteção
contra o tétano, respeitando-se o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Depois de completada a série de
três doses, é necessário apenas uma dose de reforço a cada dez anos, para manter a proteção adequada.

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6.2 MONTAGENS:
Função: Técnico em Manutenção Qtd de funcionários: 01 Atividade: Moderada
Atividades Executadas
Riscos Agentes Forma de Possíveis Danos à Trajetória / Meios Fonte Geradora
Exposição Saúde de Propagação
Irritação, tensão nervosa,
Ruído, Calor, Ar e Ambiente, Máquinas e
zumbidos no Aparelho
Físicos Radiação não Habitual Sol equipamentos em
Auditivo, Aumento da
ionizantes operação, Sol
pressão.
Doença pulmonar
Substância
obstrutiva crônica,
inflamáveis e tóxicas, Máquinas e
Irritante às membranas
Químicos Poeiras e fumos Habitual Ar, Ambiente equipamentos em
mucosas, irritação da
metálicos, Gases e operação
pele; irritação dos
vapores orgânicos
olhos
Biológicos Não Identificado Não Existe Não Aplicável Não Aplicável Não Aplicável

Cortes, Choque Ferimentos em geral,


elétrico, Incêndio, fraturas, Contrações
Inerentes à Desatenção,
Acidentes Explosão, Queda de Habitual Musculares,
atividade Não uso de EPIs.
objetos, Trabalho em Queimaduras, Fadiga,
altura . Desconforto, outros.
Postura corporal
inadequada,
Dores lombares, Posturas inadequadas,
Ergonômico Repetitividade, Habitual Inerentes à atividade
Ler / Dort Repetitividade.
Atenção,
Responsabilidade.
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE RUÍDO
GRUPO MEDIÇÃO EM dB FONTE GERADORA LIMITE DE TOLERÂNCIA em dB
Físico 83,0 Máquinas e equipamentos em operação 85,0
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE ILUMINAÇÃO
REGISTRO EM LUX NÍVEL DE ILUMINAMENTO MÍNIMO NBR 5413
Iluminação natural 200 Lux
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE TEMPERATURA
TBN TG IBUTG ATIVIDADE M(kcl/h) Limite de Tolerância NR 15
- - Variável Moderada 220 28.5
EXAMES A SEREM REALIZADOS NOS FUNCIONÁRIOS DO SETOR
Cargos / Funções: Técnico em Manutenção
EXAMES Cód. eSocial Admissão 6 meses após Periód. Anual Mud. de Função Ret. ao Trabalho Demissão
Avaliação Clínica / ASO 0295 X - X X X X
Audiometria tonal 0283 X X X X X X
Hemograma completo 0693 X - X X X X
Espirometria 1057 X - X X X X
Tipo sanguíneo / Fator Rh - X - X X X X
Acuidade Visual 0296 X - X - X -
Eletrocardiograma 0530 X - X - X -
Eletroencefalograma 0536 X - X - X -
Gama GT 0652 X - X - X -
Glicemia em jejum 0658 X - X - X -
Hemoglobina glicada 0689 X - X - X -
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Avaliação Psicológica 0300 X - X - X -


Raios-X do Tórax PA 1078 X - X - X -
TGO 1204 X - X - X -
TGP 1205 X - X - X -
Urina I 1098 X - X - X -
DESENVOLVER PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO ATIVA CONTRA TÉTANO PARA OS
FUNCIONÁRIOS NÃO IMUNIZADOS:
Os empregados que nunca foram vacinados contra tétano (grande parte da população adulta nunca foi, ou
desconhece que tenha sido vacinada) deve receber três doses da vacina dupla de adulto (dT) para proteção
contra o tétano, respeitando-se o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Depois de completada a série de
três doses, é necessário apenas uma dose de reforço a cada dez anos, para manter a proteção adequada.

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07. EPIS:

Soldador :
ITEM QD. DESCRIÇÃO DO EQUIPAMENTO C.A.
01 02 Uniforme -
02 01 Protetor Auditivo (par)
03 01 Óculos de segurança
04 01 Luva de segurança em Vaqueta (par)
05 01 Luva de segurança em Algodão c/ PVC (par)
06 01 Calçado de segurança (par)
07 01 Avental em Vaqueta
08 01 Máscara de Proteção para Solda

Encanador
ITEM QD. DESCRIÇÃO DO EQUIPAMENTO C.A.
01 02 Uniforme
02 01 Protetor Auditivo (par)
03 01 Óculos de segurança
04 01 Luva de segurança em Vaqueta (par)
05 01 Luva de segurança em Algodão c/ PVC (par)
06 01 Calçado de segurança (par)

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DESCRIÇÃO DOS EXAMES


A audiometria tonal é um exame indolor que avalia a capacidade auditiva do indivíduo através de estímulos
Audiometria acústicos. Esses estímulos são transmitidos por um fone de ouvido e um vibrador sonoro. Por ser um exame
subjetivo o paciente deverá indicar ao examinador, através de gesto, todasas vezes em que perceber o som.
É um exame que avalia as células sanguíneas de um paciente, ou seja, as da série branca e vermelha,
contagem de plaquetas, reticulócitos e índices hematológicos. O exame é para diagnosticar ou controlar a
Hemograma evolução de uma doença. Um hemograma é constituído pela contagem das células brancas (leucócitos),
células vermelhas (hemácias), hemoglobina (Hb), hematócrito (Ht), índices das células vermelhas, e contagem
de plaquetas. Hemograma Completo consiste do hemograma mais a contagem diferencial dos leucócitos.
Glicemia é o nome dado à quantidade de glicose existente no sangue. Esse resultado está relacionado à
Glicemia
insulina produzida pelo pâncreas e à quantidade de carboidratos ingeridos ao longo do dia.
O eletrocardiograma, como o próprio nome sugere, é um exame que permite a avaliação elétrica da atividade
cardíaca (potenciais elétricos) e da sua condução, registrada em gráficos que são comparados com gráficos
padrão e que indicam, assim, o estado de normalidade ou de alteração dos músculos e nervos do coração. A
atividade elétrica cardíaca é dada pela variação da quantidade de íons de sódio dentro e fora das células
Eletrocardiograma musculares cardíacas, a qual gera diferenças de concentrações desses íons na periferia do corpo. São essas
diferenças, captadas por eletrodos sensíveis colocados em pontos específicos do corpo, que são registradas nos
gráficos do eletrocardiograma. O eletrocardiograma é um exame muito importante em cardiologia, pois ele
permite diagnosticar desde condições ligeiras até outras muito graves, como os infartos do miocárdio, por
exemplo.
O eletroencefalograma (EEG) ou eletroencefalografia é um exame que permite o estudo do registro gráfico
das correntes elétricas espontâneas desenvolvidas no cérebro, através de eletrodos aplicados no couro
Eletroencefalograma cabeludo, na superfície encefálica ou até mesmo dentro da substância encefálica. Um poderoso amplificador
de corrente elétrica é capaz de aumentar milhares de vezes os sinais elétricos gerados no cérebro e, por meio
do dispositivo galvanômetro, eles são registrados sobre uma tira deslizante de papel, em forma de ondas.
É o grau de aptidão do olho, para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma
e o contorno dos objetos. Essa capacidade discriminatória é atributos dos cones (células fotossensíveis da
Acuidade visual
retina), que são responsáveis pela Acuidade Visual, central, que compreende a visão de forma e a visão de
cores.
Este exame serve para a monitorização biológica de indivíduos expostos ao chumbo e para o diagnóstico de
intoxicação acidental por esse elemento, que possui efeito acumulativo e é amplamente distribuído no meio
ambiente. A dosagem de chumbo em sangue é o melhor indicador biológico de exposição. Como o elemento
Chumbo Sérico
se liga aos eritrócitos, dosagens em soro e plasma não são úteis. Já a quantificação em urina não se
correlaciona tão bem com o conteúdo corpóreo total quanto a dosagem no sangue, não sendo, portanto, o
material de escolha.
A Avaliação Psicossocial compreende aspectos comportamentais e de perfil psicológico do indivíduo, tendo
Psicológico seu foco na estrutura psíquica do profissional que irá atuar nas áreas de riscos previstos nas normas
regulamentadoras NRS.
Usado na Medicina, no diagnóstico por imagem, como forma de identificar problemas de ossos (como fraturas
Raios-X do Tórax e luxações), além de poder identificar alguns corpos estranhos que estejam dentro do corpo de um paciente
(caso de alguém engolir algum objeto por acidente). Pode ser definido, de forma bem básica, como um raio
que consegue atravessar corpos opacos (não permitem a passagem de luz visível).
O ácido hipúrico é o principal metabólito urinário do tolueno (solvente para óleos,
borrachas e tintas), sendo o indicador biológico da exposição a este solvente. O ácido
hipúrico é um metabólito normal do organismo humano, podendo também advir deDIETAS
ricas em ácido benzóico: frutas (ameixa, pêssegos), grãos verdes deCAFÉ, alimentos
Ácido hipúrico conservados com benzoatos, massa de tomate, mostarda, refrigerantes e alguns tipos de
pães. Antidepressivos IMAO, femprobamato, dietilpropiona e cocaína podem aumentar a
excreção urinária do ácido hipúrico. Paracetamol, etanol, tabagismo e exposição
concomitante ao benzeno inibem a biotransformação hepática do tolueno, acarretando
em concentrações urinárias baixa.

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É o indicador biológico da exposição ocupacional ao xileno. O ácido metil-hipúrico


representa mais de 95% da fração metabolizada dos xilenos (dimetilbenzenos). Os
xilenos são utilizados como thinner para tintas e lacas, agentes de limpeza além de
Ácido metilhipúrico
outros usos industriais. A primeira fase da excreção do ácido metilhipúrico ocorre nas
primeiras 10 horas e a segunda em torno de 48 horas após exposição. Ingestão de álcool
inibe a biotransformação do xileno, diminuindo a excreção de seu metabólito na urina.
É um exame indolor e não invasivo realizado para medir a velocidade e também o volume do ar que entra e
sai dos pulmões. Através de uma série de indicadores o médico avalia a condição dos pulmões do paciente de
acordo com a idade, o sexo e altura, por exemplo. É um exame que exige a participação do paciente e que
Espirometria deve ser analisado em conjunto com outros fatores como dados radiológicos e o histórico do paciente. O
exame procura medir, entre outras coisas, o consumo de oxigênio na respiração e, de acordo com os
resultados, é possível o diagnóstico de diversas complicações médicas, tanto as ligadas ao sistema
respiratório como as ligadas a outras partes do corpo humano e que também influenciam na boa respiração.

Se for constatado a ocorrência ou agravamento de doenças profissionais, através dos exames médicos que
incluem os definidos nesta NR, ou sendo verificados alterações que revelem qualquer tipo de disfunção de
órgão ou sistema biológico. Através dos exames constantes dos quadros I (apenas aqueles com interpretação
SC) e II e do item 7.4.2.3 da presente NR, mesmo sem sintomatologia, serão sintomatologia, serão tomadas
as seguintes medidas:

a) Providenciar a emissão;
b) Indicado, se necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco ou trabalho;
c) Encaminhar o trabalhador à previdência social para estabelecimento de nexo casual, avaliação de
incapacidade e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalhador;
d)Orientar o empregador quanto à necessidade da adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho;

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CONTROLE DE RISCOS
 FÍSICOS:
Ruído
- Uso de Protetor auricular tipo plug ou concha pelos funcionários quando da exposição
ao ruído.
- Realização de exames audiométricos na admissão, seis meses após a admissão e a seguir
anualmente.

 ERGONÔMICOS:
- Promovendo palestra sobre ergonomia para os funcionários, a ser ministrada por
profissional da área de Medicina ou Segurança do Trabalho;
- Colocando assento opcional de descanso para os funcionários que trabalham em pé.

Sobre este risco, não há controle biológico de exposição. Há sim, a necessidade de conscientizar
os trabalhadores quanto à prevenção das patologias da coluna dorsal, como, por exemplo:
- Para pegar algum objeto no chão, mantenha a coluna reta e dobre os joelhos ao abaixar-se;
- Segure o objeto próximo ao corpo;
- Levante o objeto sem dobrar a coluna e não gire a cintura enquanto tiver segurando o
mesmo;
- Nunca permanecendo muito tempo na mesma posição;
- Nunca utilizando o mesmo lado, quando realiza um trabalho repetitivo, dentre outros
cuidados.

 QUÍMICOS:
- Uso de máscara contra poeiras PFF1, luvas e máscara quando do manuseio com
impremeabilizantes e gesso.

 ACIDENTES:
- Uso de EPI’s e treinamento de acordo com instruções do PCMAT.

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METODOLOGIA
EXAME CLÍNICO GERAL

Usar ficha específica do exame (admissional, periódico, demissional, mudança de função, retorno ao
trabalho) ou prontuário médico, preenchendo os dados relativos às ausências por doenças e por
procedimentos cirúrgicos e números de acidentes do trabalho com afastamentos;

Devolver ao trabalhador todos os resultados de exames subsidiários após o registro dos mesmos no
prontuário clínico.

Serão estabelecidos parâmetros básicos, dependendo do tipo de atividade desenvolvida e das características
apresentadas pelos agentes agressivos inerentes à atividade, referentes aos exames complementares e as
provas funcionais, visando-se à uniformização de condutas e padronização de controles.

No elenco de exames complementares e das provas funcionais, serão destacados aquelesde caráter geral e os
específicos.

Os exames de caráter geral deverão ser solicitados de acordo com as suspeitas clínicas de cada caso,
competindo ao médico responsável definir sobre a sua necessidade ou não.

Os exames específicos são obrigatórios e, por suas características destinados a grupos de trabalhadores que
executam atividades consideradas perigosas ou insalubres.

DORT
As Doenças Ósteo-muscular Relacionados ao Trabalho (anteriormente chamada LER), são os distúrbios de
origem ocupacional que atingem os punhos, antebraços, cotovelos, braços, ombros, pescoço e regiões
escapulares, resultantes dos desgastes musculares, tendinoso, articular e neurológico provocado pela
inadequação do trabalho ao ser humano que trabalha. Essas ocupações têm geralmente, em comum a
repetitividade de movimentos estereotipados e o esforço físico com contribuições variadas (pouca
repetitividade / pouco esforço físico; alta repetitividade / pouco esforço físico / pouca repetitividade / muito
esforço físico; etc.) cujos efeitos não apenas se somam como parecem ser sinérgicos ou se potencializam
mutuamente. A dor está presente em todos os casos. É o sintoma que os leva a procurar assistência médica.
Ao retornar com o laudo do médico assistente, o médico coordenador fará uma análise da ficha
profissiográfica e avaliação ambiental. Se for necessário, pedirá a emissão da Comunicação de Acidente de
Trabalho (CAT) e afastamento de suas funções ou do seu labor. Quando houver necessidade, o médico
coordenador pedirá mudanças de função.

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CIPA / SESMT
Realizar a implantação da CIPA, para que a mesma em conjunto com o SESMT organize e coordene um
programa de prevenção de acidentes do trabalho, através do levantamento de condições inseguras, da
análise dos acidentes ocorridos, envolvendo simplesmente dano ao patrimônio ou danos à saúde dos
empregados e da utilização de equipamento de proteção contra infortúnios.
As conclusões desses estudos deverão fazer parte das recomendações passadas no treinamento introdutório
a ser ministrado pelo encarregado do setor em que o funcionário irá desenvolver suas atividades tais como:
*Ordem e limpeza
*Uso de equipamento de segurança
*Elevação de pesos
*Manuseio e transporte de pesos
*Uso de ferramentas
*Trabalho nos escritórios
*Proteção contra incêndios
*Sinalização de Segurança
*Noções de primeiros socorros
*Não fazer manutenção de equipamentos em funcionamento
*Proibir reparos de equipamentos elétricos por pessoa não habilitada

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CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS


Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação de primeiros socorros,
considerando-se as características da atividade desenvolvida; manter essa caixa em local adequado, e aos
cuidados de pessoa treinada para esse fim. A caixa dever ser apropriada e de uso exclusivo para a colocação
de medicamentos, assim como devidamente identificada. Deve conter além de uma lista discriminando os
medicamentos, um documento com o nome do responsável pelo seu manuseio juntamente com uma lista
mensal dos funcionários que dela fizeram uso. Essa lista deve ser sigilosa e guardada por um período de 90
(noventa) dias em local seguro. Segue a relação dos medicamentos que devem estar contidos na caixa de
primeiro socorro. Preste atenção no prazo de validade dos medicamentos, jogando-se fora os que tiverem
prazos vencidos e repondo novos medicamentos.

A caixa deverá conter:


Material / Soluções Utilização
Termômetro Controle temperatura
Tesoura Cortes materiais na realização de curativos
Luvas Manuseio ferimentos com sangue, saliva, vomito
Algodão Limpeza de ferimentos
Gaze Curativos
Esparadrapo Fixação de curativos ou imobilizações
Curativos de pronto uso (band-aid) Pequenos ferimentos
Atadura de crepom Imobilização de membros
Lavagem dos olhos pós contaminação por terra, areia, pó,
Soro fisiológico
poeiras, ferrugem ou corpo estranho
Água oxigenada Lavagem de feridas contaminadas com sujeiras

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DOENÇAS OCUPACIONAIS
Sendo constatada a ocorrência ou agravamento de doenças profissionais, através de exames médicos que
incluam os definidos na NR (Norma Regulamentadora) ou sendo verificadas alterações que revelem
quaisquer tipos de disfunção de órgão ou sistema biológico, deve o médico coordenador ou encarregado:

I. Solicitar à empresa a emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT.


II. Indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou trabalho.
III. Encaminhar o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento de nexo causal, avaliação de
incapacidade e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho.
IV. Orientar o empregador quanto à necessidade de adoção de medidas de controle de trabalho.

DOENÇAS CRÔNICAS
Para melhor explicar doença crônica, dizemos que são doenças de longa duração, que geralmente fazem uso
de medicamentos, para melhor controle da enfermidade e possibilitando uma rotina de vida quase normal.
Portanto, em pacientes portadores de doenças crônicas, tais como hipertensão arterial, diabetes, epilepsia,
artrose, etc., obrigatoriamente, devem comparecer ao serviço médico a cada 06 (seis) meses. Se for
necessário período menor, o coordenador médico comunicará ao departamento de recursos humanos sobre
tais períodos.

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EM CASO DE OCORRÊNCIA DE ACIDENTES DE MÉDIO A GRAVE,


DEVEM SER TOMADAS AS SEGUINTES PROVIDÊNCIAS:
Acionar o SAMU – SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA ATRAVÉS DO FONE
192 ou o CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO CEARÁ através do fone 193.

Comunicar à Administração, ao setor de segurança do trabalho ou ao departamento de recursos humanos.

Encaminhar o acidentado ao hospital mais próximo.

LESÕES ESPECÍFICAS:

LESÕES OCULARES
Clínica Leiria de Andrade – Rua Idelfonso Albano, 2071 – Fone 3254.5511 / 4808.

QUEIMADURAS / CEATOX
Instituto Dr. José Frota – Rua Senador Pompeu, 950 – Fone – 3255.5000 / 3255.5060.

EMERGÊNCIA TRAUMATOLÓGICA
Instituto Dr. José Frota – Rua Senador Pompeu, 950 – Fone – 3255.5000.

EMERGÊNCIA CARDIOLÓGICA E PNEUMOLÓGICA


Hospital de Messejana – Av. Frei Cirilo, 3480 – Messajana – Fone – 3274.1033.

Sempre que o atendimento for hospitalar, o acidentado deve ser acompanhadopor um membro da
administração.

Sempre que possível, levar ao hospital a CAT- Comunicação de Acidente do Trabalho junto com o
acidentado

1.4 Acidente com óbito


 Isolar a área do acidente
 Comunicar a Polícia Civil pelo telefone 190
 Comunicar a DRT – (85) 3255.3940
 Não mexer no local até liberação pela Polícia e pela SRT-CE
 Comunicar ao responsável da empresa
 Emitir a CAT

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PCMSO – PROGRAMA DE CONTOLE MEDICO DE SAUDE OCUPACIONAL PERÍODO
GF
MONTAGEM FEVEREIRO
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2019

CRONOGRAMA DE METAS
2019 / 2020
AÇÕES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV JAN
2019 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2020
Promover treinamento /
palestra sobre PAIR –
Perda Auditiva Induzida
por Ruído a ser
ministrada pelo SESMT
da empresa. (CH 01h)
Promover treinamento /
palestra sobre Higiene,
Limpeza e Hábitos
saudáveis a ser
ministrada pelo SESMT
da empresa. (CH 01h)
Promover treinamento /
palestra sobre Poeiras
minerais, Poeiras
vegetais e Sílica a ser
ministrada pelo SESMT
da empresa. (CH 02h)
Promover palestra, sobre
Ergonomia e uso de
EPI’s a ser ministrada
por profissional da área
de saúde ou segurança do
trabalho.(CH 1h)
Promover palestra sobre
alcoolismo / tabagismo a
ser ministrada pelo
SESMT da empresa. (CH
1h)
Realizar campanha do
Câncer de próstata,
meios de prevenção.
(CH 02h)
Promover palestra sobre
DST / AIDS a ser
ministrada pelo SESMT
da empresa. (CH 1h)
Reavaliação do PCMSO.

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RECOMENDAÇÕES GERAIS
O conjunto de recomendações abaixo tem como objetivo reduzir ou eliminar as condições de riscos
ocupacionais, visando à proteção, bem como promover a saúde do trabalhador tanto no aspecto pessoal
como coletivo.
• Conscientizar o pessoal sobre a prevenção de acidentes;
• Incentivar a participação em atividades de Educação para a Saúde através de Palestras, cartazes e outros
meios de comunicação;
• Cuidados sobre higiene pessoal e nos locais de trabalho;
• Manter limpo e em ordem o ambiente de trabalho;
• Higiene pessoal e coletiva, como nos sanitários e refeitórios;
• Manter precauções para proteção dos funcionários no contato com alimentação deteriorada no lixo
orgânico;
• Conscientizar sobre o uso correto de equipamentos de proteção individual adequados;
• Marcar uma reunião especial sobre o uso, obrigação e cuidado com EPI;
• Aquisição de produtos químicos e de limpeza de boa procedência, com orientações seguras quanto ao uso,
observações, cuidados, tratamentos de urgência, etc;
• Estar equipado com material de prestação de primeiro socorros, considerando-se as características da
atividade do setor;
• Manter os materiais de primeiro socorros em local adequado e ao cuidado de pessoas orientadas para esse
fim;
• A empresa deverá fornecer aos funcionários dos setores que utilizam produtos químicos todos os EPI´s
necessário e obrigar seu sob as penas de lei (Advertência, Suspensão e Demissão por justa causa).
• Fornecer orientação ao trabalhador por meio de palestras e audiovisuais sobre riscos e medidas de
segurança;
• Arranjo físico apropriado de equipamentos e materiais em movimentação no setor;
• Piso apropriado, andaimes, passarelas e escadas protegidas;
• Instalação elétrica apropriada;
• Uso de EPI´s adequados para trabalhadores que manuseiam máquinas e equipamentos,
• Evitar levantamento de transporte manual de pesos sem os preceitos ergonômicos;
• Estar equipado com material necessário a prestação de primeiros socorros, considerando-se características
das atividades do setor. Manter esse material em local adequado e aos cuidados de pessoal treinado para esse
fim;
• Fazer intervalos regulares, nesses intervalos introduzir RPG (Reeducação Postural Global)
• Introduzir programas de prevenção a LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo)
• Nos exames médicos daremos ênfase na anamnese Ocupacional visando selecionar perfil com tendência a
LER (Lesão pôr esforço Repetitivo)
• Caso venha ser elaborado acordos coletivos e aprovados a respeito de algumas normas e orientações
anteriores , a coordenação médica fará as mudanças para adequá-lo ao acordo;

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CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO - deverá ser implantado em todas as
empresas. A Diretoria da empresa deve cooperar para o bom andamento do programa, incorporar e perceber
sua importância, fazendo dele um dos objetivos da empresa.

Este PCMSO tem caráter preventivo e deverá ser seguido para melhoria das condições de trabalho e evitar
agravo à saúde dos trabalhadores.

Fortaleza (CE), 04 de fevereiro de 2019.

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Dr. José Valder S. Rocha
Médico do Trabalho
CRM – 3396, MTB 1544

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