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22/08/2009

4 Notas de Aula:
Prof. Gilfran Milfont MÉTODOS DE
As anotações, ábacos, tabelas, fotos e gráficos
contidas neste texto, foram retiradas dos seguintes
ENERGIA:
livros:
-RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS - Beer,
Johnston, DeWolf – Ed. Mc Graw Hill – 4ª edição-
2006
-PROJETOS de MÁQUINAS-Robert L. Norton-
CARGAS DE
Ed. BOOKMAN-2ª edição-2004
-PROJETO de ENG. MECÂNICA-Joseph E.
Shigley-Ed. BOOKMAN -7ª edição-2005
IMPACTO.
-FUNDAMENTOS do PROJETO de COMP de
MÁQUINAS-Robert C. Juvinall-Ed.LTC -1ª
edição-2008
-PROJETO MECÂNICO de ELEMENTOS de
MÁQUINAS-Jack A. Collins-Ed. LTC-1ª edição-
2006

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

Métodos de Energia
Até agora nos preocupamos com as relações existentes entre
forças e deformações, sob diversas condições de carregamento.
Nossa análise foi baseada em dois conceitos fundamentais: o
conceito de Tensão e o de Deformação. Agora iremos tratar
um terceiro conceito, também importante, o conceito de
Energia de Deformação.

O conceito de Energia de Deformação é particularmente útil no


estudo de peças submetidas a cargas de choque ou impacto e
problemas que envolvam o cálculo de deflexão.

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Trabalho de Deformação
• Seja a barra BC, submetida a uma carga axial que
aumenta gradualmente de 0 até P.
• O trabalho elementar dU realizado pela força P para
um alongamento dx é:
dU = P dx
Que é igual ao elemento de área de largura dx sob a
curva força-deformação.

• O trabalho total quando a barra sofre uma deformação x1:


x1

U =  Pdx = Trabalho de Deformação


0

• O que resulta em um aumento da energia armazenada


pela barra, associada à sua deformação.

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Trabalho de Deformação
Logo:
x1

U =  Pdx = Trabalho de Deformação = Energia de Deformação


0

Lembramos que trabalho e energia são expressos, no SI de


unidades, por: N.m = J (Joule).

• No caso de uma deformação linear elástica,


x1

 kx dx = 12 kx1
2
U = =1 Px
2 1 1
0

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Trabalho de Deformação Específico


• Para eliminar o efeito das dimensões, vamos dividir o
trabalho de deformação U pelo volume V=AL:
x1
A
U P dx
=
V L
0
e1
u =   x de = Trabalho de Deformação Específico
0

• O trabalho de deformação específico u é igual a área do


diagrama tensão-deformação, medida de εx=0 até εx=e1.

Lembre-se que • Se o material for descarregado, as tensões caem para


a área total sob zero, mas aparece uma deformação permanente εp, e
somente a parte do trabalho específico correspondente
o diagrama σ-ε à área triangular pode ser recuperada.
é o Módulo de
Tenacidade. • O restante da energia se perde sob a forma de calor.

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Trabalho de Deformação Específico


• O trabalho de deformação que se obtém
fazendo-se e1 = eR é o Módulo de Tenacidade
do material.
• O trabalho de deformação específico para
provocar a ruptura do material está
relacionada com a sua ductilidade e com sua
tensão última.
• Se a tensão permanece abaixo do Limite de
Proporcionalidade, a lei de Hooke é válida, e
e1 e1
Ee12  12
u =   x de x  u =  Eex de x = =
0 2 2E
0
• A área total sob o diagrama σ-ε, quando 1 = Y
é o Módulo de Resiliência do material..
 2
uY = Y = Módulo de Resiliência
2E

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Trabalho de Deformação Para Tensões Normais


• Em uma peça estrutural com distribuição de tensões
não uniforme:
DU dU
u = lim = U =  u dV =Trabalho de Deformação
DV 0 DV dV
• Para valores de u < uY ,isto é, abaixo do Limite de
Proporcionalidade:
 x2
U = dV = Trabalho de Deformação Elástica
2E

• Para carga axial: x = P A dV = A dx


L
P2
U = dx
2 AE
0

• Se a barra tem seção transversal uniforme:


P2L
U=
2 AE

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Exemplo 11.1 (Beer & Johnston – 4ª Ed.)
• Uma barra se compõe de dois trechos BC e
CD do mesmo material e de mesmo
comprimento, mas com seções transversais
diferentes. Determinar o trabalho de
deformação da barra quando ela fica sujeita a
uma força centrada P, exprimindo o resultado
em função de P, L, E, da área do trecho CD e
da relação n entre as áreas.
L L
P2 P2
SOLUÇÃO: Un = 2  2 =
P2L  1 
1  2 
2 AE 2
2( n A) E 4 AE  n 

P2 L 5P 2 L
Para n = 1  U1 = Para n = 2  U 2 =
2 AE 16 AE
Observamos que a medida que n aumenta, U diminui, resultando em uma perda
da capacidade de absorção de energia da barra toda. Devemos então, evitar
mudanças desnecessárias de seção de barras estruturais que possam ficar
submetidas a forças de impacto.
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Exemplo 11.2 (Beer & Johnston – 4ª Ed.)

• Duas barras do mesmo material e de mesma seção


transversal de área A suportam uma força P no
ponto B. Determinar o trabalho do sistema.

SOLUÇÃO:
Da figura, tiramos: BC=0,6xl e BD=0,8xl

Do diagrama de corpo livre do pino B e do triângulo


de forças correspondente, encontramos: FBC= +0,6P
e FBD= -0,8P.

2
FBC  BC FBD 2
 BC (0,6 P) 2  0,6l (0,8 P) 2  0,8l
U =  = 
2 AE 2 AE 2 AE 2 AE

U =

P 2l (0,6) 3  (0,8) 3 
= 0,364
P 2l
2 AE AE

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Trabalho de Deformação no Cisalhamento


• Para um material submetido a estado plano
de cisalhamento,
 xy  xy

u =   xy d xy =  G xy d xy
0 0

• Dentro do Lim. de Proporcionalidade: xy=G.γxy


 xy2
u = 12 G xy
2
= 12  xy  xy =
2G

• O trabalho total de deformação é encontrado


U =  u dV

 xy
2
= dV
2G

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Trabalho de Deformação na Torção


• Para um eixo submetido ao torque T,
 xy
2
T 2 2
U = dV =  dV
2G 2GJ 2

• Fazendo dV = dA dx,
T 2  2 
L L
T 2 2
U =  dA dx =    dAdx
0A
2GJ 2
0
2GJ 2  A 
T
 xy = L
T2
J = dx
2GJ
0

• No caso do eixo da figura, de seção


transversal uniforme:

T 2L
U=
2GJ

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Exemplo 11.4 (Beer & Johnston – 4ª Ed.)
• Para o eixo da figura, determinar o
trabalho de deformação do eixo
quando ele fica submetido a um
conjugado de torção aplicado na
extremidade D. Expressar o
resultado em termos de T, L, G, J e
da relação n entre os diâmetros.

SOLUÇÃO: Observe que o momento polar de inércia do trecho BC é n4J

L L
T 2  T 2 
 2  = T L 1  1  = 1  n  T L
2 4 2
Un =  2
  4 
2GJ 2G (n J ) 4GJ 
4
n  2n 4
2GJ
T 2L 17
Para n = 1  U1 = Para n = 2  U 2 = U1
2GJ 32
Concluímos que o aumento do diâmetro do trecho BC resulta em uma
diminuição na capacidade de absorção de energia de todo o eixo.
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Trabalho de Deformação na Flexão


• Seja a viga da figura, onde atua um
momento M a uma distancia x do ponto
A. 2 M 2 y2
x =
My U =  x dV =  2
dV
I 2E 2 EI
• Fazendo : dV = dA dx,(elemento de volume)
OBS: Na prática, despreza-se o
M2  2 
L L
trabalho de deformação devido M 2 y2
ao carregamento transversal, o U =  2EI 2 dA dx =  2 EI 2   y dA dx
0 A 0 A 
que acarreta em um erro menor
L
que 0,9%. M2
= dx
2 EI
0

• Ex.: Para a viga em balanço da figura:


M =  Px
L
P2 x2 P 2 L3
U = dx =
2 EI 6 EI
0

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Exemplo (Beer & Johnston)


a) Determinar o trabalho de deformação da viga
da figura, levando em conta apenas o efeito
das tensões normais devido à flexão.
b) Calcular o trabalho de deformação, se a viga
é um perfil W250x67, P = 200KN L = 3,6m,
a = 0,9m, b = 2,7m, e E =200GPa.

SOLUÇÃO: a)RA = Pb RB =
Pa
L L

Pb Pa
M1 = x M2 = v
L L

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Exemplo – (Beer & Johnston) Cont.


• O trabalho é uma grandeza esclar, logo
podemos fazer: U=UAD+UDB
a b
M 12 M2
U = dx   2 dv
0
2 EI 0
2 EI
2 2
1  Pb  1  Pa 
a b

2 EI 0  L  2 EI 0  L 
=  x  dx   v  dv
Pb
M1 = x Trecho AD
L
1 P 2  b 2 a 3 a 2b 3  P 2 a 2b 2
=   = a  b 
M2 =
Pa
v Trecho DB 2 EI L2  3 3  6 EIL2
L
P 2a 2b 2
U=
6 EIL
b) Utilizando os dados para o perfil:
P=200KN E=200GPa (200 103 ) 2  (0,9) 2  (2,7) 2
U=
a=0,9m I=103,2x10-6m4 6  200 109 103,2 106  3,6
b=2,7m L=3,6m U = 529,7 N .m = 529,7 J
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Trabalho de Deformação Para o Caso Geral de Tensões
• Até agora a análise foi baseada no estado uniaxial de
tensões e no estado plano de cisalhamento. Para o estado
geral de tensões, caracterizado pelas seis componentes de
tensão:  x ,  y ,  z ,  xy ,  yz e  zx

u = 12  xe x   ye y   ze z   xy xy   yz yz   zx zx 
 xy  yz  zx
Como :  xy =  yz =  zx =
G G G

encotramos: u=
1 2
2E
 1

 x   y2   z2  2 ( x y   y z   z x )  ( xy2   yz2   zx2 )
2G

• Se usarmos os eixos principais neste ponto como


eixos coordenados, as tensões de cisalhamento serão
nulas e a equação acima se reduz a:

u=
1 2
2E

 a   b2   c2  2  a b   b c   c a   = uv  u d

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Trabalho de Deformação Para o Caso Geral de Tensões

Podemos então, separar o trabalho de deformação em duas partes, uma parte uv


referente à mudança de volume do material nesse ponto, e outra parte ud
referente à distorção, ou mudança de forma, do material no mesmo ponto.
1  2v
uv =  a   b   c 2 = Referente a mudança de volume
6E

ud =
1
12 G
 
 a   b 2   b   c 2   c   a 2 = Referente à distorção ou
mudança de forma.

No caso de um estado plano de tensões, onde temos σc=0, ficamos com:


1
ud = ( a2   a b   b2 )
6G
• Base para o critério de falha da máxima energia de distorção.
2
u d < u d Y = Y Para um corpo de provas em ensaio de tração
6G

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Carregamento de Impacto
• Para determinar a tensão máxima m
- Assumimos que a energia cinética
é totalmente transferida para a
barra,
U m = 12 mv02

- Admitimos que o diagrama tensão-


deformação obtido para o teste
estático é válido também para
• Considere uma barra que é carga de impacto.
• O trabalho de deformação máximo é:
atingida na sua extremidade por
 2
um corpo de massa m movendo-se U m =  m dV
com velocidade v0. 2E
• A barra deforma-se sob o impacto. • Para uma barra de seção uniforme:
• A tensão atinge um valor máximo e 2U m E mv02 E
depois desaparece. m = =
V V

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Exemplo 11.6 (Beer & Johnston – 4ª Ed.)


Um corpo de massa m, movendo-se a
velocidade vo, choca-se com a
extremidade B da barra BCD de seção
não-uniforme. Sabe-se que o diâmetro
da trecho BC é o dobro do diâmetro do
trecho CD. Determinar o valor
máximo da tensão na barra.

SOLUÇÃO:
2 2 Pm
Um = 1 mv0 =  m dV  mV
2
2 m =
2E 2E A
16 U m E
=
P 2 L 2 Pm2 L 2 5 Pm2 L 5 AL
Um = m  =
AE 4 AE 16 AE
8 mv02 E
=
16 U m AE
Pm = 5 AL
5 L

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Exemplo 11.7 (Beer & Johnston – 4ª Ed.)


Deixa-se cair um peso W de uma altura h
sobre a extremidade livre da viga em
balanço AB. Determinar o valor da
tensão máxima na viga.

SOLUÇÃO: A tensão máxima ocorre no engaste B:


A energia potencial do peso se Mc Pm Lc
transforma em energia cinética m = =
I I
U m = Wh Logo:
Para uma viga em balanço : 6U m E 6WhE
P 2 L3 6U m EI
m = =
U m = m  Pm = L( I 2 ) L( I 2 )
6 EI L3 c c

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Projeto Para Cargas de Impacto


A tensão máxima é reduzida se: • Para o caso da barra uniforme,
• Há distribuição uniforme de tensão; m =
2U m E
V
• O material possui baixo módulo de
elasticidade e alta tensão de • Para o caso da barra de seção variável
escoamento; 16 U m E
m =
• A peça tem um grande volume. 5 AL
V = 4 AL / 2   AL / 2  = 5 AL / 2
8U m E
m =
V

• Para o caso da viga em balanço


6U m E
m =
 
L I c2

L I / c 2  = L 14 c 4 / c 2  = 14 c 2 L  = 14 V

24U m E
m =
V
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Correção Função das Massas

Onde:
m = carga impactante
mb = carga impactada
Fi = força dinâmica
W = peso ou força estática

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Exemplo 11.8 (Beer & Johnston – 4ª Ed.)
Um bloco de massa m que se move com velocidade vo
choca-se perpendicularmente com a barra prismática AB
em seu ponto médio C. Determinar: (a) o carregamento
estático equivalente Pm; (b) a tensão máxima σm na barra; e
(c) a flecha máxima xm no ponto C.
SOLUÇÃO:(a) Carga estática equivalente:
A energia cinética do bloco é transferida para a barra, sendo:
1 2 1
Um = mv0 = Pm xm
2 2
Onde xm é a flecha no ponto C (obtida da tab do Apêndice D).
P L3 1 Pm2 L3
xm = m  Um = Logo :
48 EI 2 48EI
96U m EI 48mv02 EI
Pm = =
L3 L3

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Exemplo 11.8 (Beer & Johnston – 4ª Ed.) – Cont.
(b) Tensão máxima:
O momento fletor máximo ocorre em C e, consequêntemente
a tensão máxima irá ocorrer em uma seção que passa em C:
L
Momento Máximo  M m = Pm
4
M mc P Lc 3mv02 EI
m = = m =
I 4I L( I ) 2
c
(c) Flecha máxima.

Pm L3 L3 48mv02 EI mv02 L3
xm = = =
48EI 48EI L3 48EI

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Trabalho de Deformação de Uma Única Carga


• Definimos o trabalho de deformação
para uma força que varia de 0 até P1,
x1
U =  P dx
0

• Para uma deformação elástica:,


x1 x1
• Anteriormente, encontramos a U =  P dx =  kx dx = 12 k x12 = 12 P1x1
energia de deformação, por 0 0
integração do trabalho específico.
Para uma barra uniforme:
• Conhecendo a relação entre força e
2
U =  u dV =  dV deformação:
2E PL
x1 = 1
L
 P A
= 1
2
P2L
Adx = 1
AE
2
2E 2 AE  PL P L
0 U = 12 P1 1  = 1
 AE  2 AE

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Trabalho de Deformação de Uma Única Carga


• O trabalho de deformação pode ser calculado, para o caso de um único
carregamento, desde que conheçamos a relação entre o carregamento e a
deformação
• Carga Concentrada • Momento Fletor • Momento Torçor

y1 1 1
U=  P dy = 12 P1 y1 U =  M d = 12 M11 U =  T d = 12 T11
0 0 0
 P L3  P12 L3  M L M12 L T L T L
2
= 12 P1 1  = = 12 M1 1  = = 12 T1 1  = 1
 3EI  6 EI  EI  2 EI  JG  2 JG
 

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Deflexão Devido a Uma Única Carga Aplicada


• Podemos calcular a energia de deformação
da estrutura devido a carga aplicada em B:

• U=UBC+UBD
F2 L F2 L
U = BC BC  BD BD
2 AE 2 AE

=
 
P 2l 0.6 3  0.83
= 0.364
P 2l
2 AE AE

• Igualando a energia de deformação ao


Da geometria:,
trabalho realizado pela carga, temos:
LBC = 0.6 l LBD = 0.8 l
P2L 1
U = 0.364 = P yB
Da estática: AE 2
FBC = 0.6 P FBD = 0.8P Pl
yB = 0.728
AE

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Exemplo (Beer & Johnston – 4ª Ed.)


ROTEIRO:
• Encontre as reaçãoe de apoio em A
e B, a partir de um diagrama de
corpo livre da treliça.
• Aplique o método dos nós e
determine a força em cada barra
da estrutura.

• Calcule a energia de deformação


da treliça, devido à carga P.

As barras de treliça indicadas se • Iguale a energia de deformação


constituem de tubos de alumínio com causada pela carga, com o trabalho
seção transversal de área assinaladas. realizado pela mesma e encontre o
Adotando-se E=73GPa, determinar o deslocamento procurado.
deslocamento do ponto E causado pela
força P.
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Exemplo 10.9 – Cont.


SOLUÇÃO:
• Cálculo das reações A e B:

Ax = 21 P 8 Ay = P B = 21 P 8

• Determinação das forças nas barras pelo


método dos nós:.

FDE =  17 P FAC =  15 P FDE = 54 P FAB = 0


8 8

FCE =  15 P FCD = 0 FCE =  21 P


8 8

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Exemplo (Beer & Johnston – 4ª Ed.) – Cont.

• Cálculo da energia de deformação • Igualando a energia de deformação ao


da treliça, devido a P. trabalho realizado pela carga, temos:

F 2L Fi2 Li 1 Py =U
U = i i = 
1 2 E
2 Ai E 2 E Ai
2U 2  29700 P 2 
=
1
2E

29700 P 2  yE = =
P P  2 E 

yE =
29.7  103 40  103  yE = 16.27mm 
73  109

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Energia de Deformação Para Várias Cargas.
• Consideremos a viga elástica AB, submetida as carga P1 e P2. Imaginemos,
inicialmente, somente a carga P1 aplicada à viga. Vemos que tanto C1 como C2
sofrem deflexão e estas são proporcionais à carga P1. Podemos então escrever:

x11 = 11P1 e x21 =  21P1


o trabalho realizado por P1 é :
1 1 1
P1 x11 = P1 (11P1 ) = 11P12
2 2 2
Onde : 11 e  21 chamamos
de coeficient e de inf luência .
Se tivesemos apenas P2 aplicada
x12 = 12 P2 e x22 =  22 P2
e o trabalho realizado por P2 :
1 1 1
P2 x22 = P2 ( 22 P2 ) =  22 P22
2 2 2

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Energia de Deformação Para Várias Cargas


• Somando os deslocamentos:

x1 = x11  x12 = 11P1  12 P2


x2 = x21  x22 =  21P1   22 P2

• Enquanto P2 cresce gradualmente, o ponto de


aplicação de P1 se desloca de x12, realizando
o trabalho: P1x12=P1(α12P2)=α12P1P2
O trabalho total realizado por P1 é:
U =1 
 P 2  212 P1P2   22 P22
2 11 1

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Energia de Deformação Para Várias Cargas

Se tivéssemos aplicado inicialmente P2 à viga e depois P1, teríamos:

• E o trabalho de deformação da viga: 


U = 12  22 P22  2 21P2 P1  11P12 
• Igualando as expressões para uma condição e outra, encontrariamos: 12=21 o
que nos mostra que a deflexão produzida em C1 por uma força unitária
aplicada em C2 é igual a deflexão produzida em C2 por uma força unitária
aplicada em C1, o que é conhecido como Teorema da Reciprocidade ou
Teorema de Maxwell.

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Teorema de Castigliano
• Tomemos a expressão obtida anteriormente
para o trabalho de deformação da viga
submetida às cargas P1 e P2:

U = 12 11P12  212 P1P2   22 P22 
• Derivando em relação a P1 e P2:
U
= 11P1  12 P2 = x1
P1
U
= 12 P1   22 P2 = x2
P2

• Teorema de Castigliano: pra uma estrutura elástica submetida a n forças, a


deflexão xj do ponto de aplicação de Pj, pode ser expressa como sendo a
derivada parcial do trabalho de deformação da estrutura em relação a Pj, ou
seja:
U  
xj = j = U j = U
Pj M j T j

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Deflexões Pelo Teorema de Castigliano


• A aplicação do Teorema de Castigliano é
simplificada se a derivação em relação a carga Pj
é efetuada antes da integração ou do somatório
para obtenção de U.
• No caso de uma viga,
L L
M2 U M M
U =
Pj  EI Pj
dx xj = = dx
2 EI
0 0

• No caso de uma treliça,


n n
F 2L U F L F
U = i i xj = = i i i
2A E
i =1 i
Pj i =1 Ai E Pj

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Exemplo (Beer & Johnston – 4ª Ed.)


Para a treliça da figura, determinar o
deslocamento vertical do ponto C.
Dado: E = 73 GPa.
SOLUÇÃO:
Inicialmente, vamos aplicar uma força virtual Q
no ponto C e calcular as reações e o esforço em
cada barra devido a Q.
Ax =  34 Q Ay = Q B = 34 Q

FCE = FDE = 0 FAC = 0; FCD = Q

FAB = 0; FBD =  34 Q

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Exemplo (Beer & Johnston – 4ª Ed.) – Cont.


• Combinando o esforço em cada barra devido a Q e a P (já calculadas no ex.
anterior), montamos a tabela abaixo:

 F L  F 1
Temos que: yC =   i i  i = 4306 P  4263Q 
 Ai E  Q E

• Fazendo Q = 0, já que ela não faz parte do carregamento, e substituindo os


valores numéricos, encontramos o deslocamento do ponto C.

yC =

4306 40  103 N  yC = 2.36 mm 
73  109 Pa

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Estruturas Hiperestáticas
• O Teorema de Castigliano pode ser utilizado na determinação das reações de
apoio de estruturas estaticamente indeterminadas.
• Vamos tomar como exemplo a viga prismática abaixo para qual desejamos
calcular as reações de apoio:
U M M
L

RA 0 EI R A
yA = =

1 M
M = RA x  wx 2  =x
2 RA

Substituindo os valores na eq. de yA:


1  1 3 1  R L3 wL4 
L
yA =   RA x  wx dx =  A  
2

EI 0  2  EI  3 8 
3
Fazendo : y A = 0  RA = wL 
8
Das cond . de equlilibri o da viga, encontramos :
5 1
RB = wL  e M B = wL2
8 8
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Exemplo (Beer & Johnston – 4ª Ed.)


• A força P é suportada por três barras de mesmo material e
de mesma área A. Determinar a força em cada barra.
SOLUÇÃO: Considerando a reação em H como
superabundante, e que o deslocamento neste ponto é nulo,
temos:
FBC LBC FBC F L FBD F L FBH
yH =  BD BD  BH BH
AE RH AE RH AE RH
Isolando o nó B, temos: FBC = 0,6P  0,6RH e FBd = 0,8RH  0,8P
Derivando parcialmente cada força em relação a RH:
FBC FBD FBH
= 0,6 = 0,8 =1
RH RH RH

Substituindo os valores na eq. para yH, temos:


yH =
1
(0,6 P  0,6 RH )(0,6l )(0,6)  (0,8RH  0,8P)(0,8l )(0,8)  RH (0,5l )(1)
AE
Fazendo : y H = o  1,228RH  0,728P = 0  RH = 0,593P
Logo : FBC = 0,244 P FBD = 0,326 P FBH = 0,593P

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