Você está na página 1de 7

4.7.8.

– HISTÓRIA

CARGA HORÁRIA TOTAL: 200 horas/aula

EMENTA: O ofício do historiador e a produção do conhecimento histórico,


Concepção e conceitos históricos; A história do homem e a história do meio
ambiente e suas inter-relações, os grandes ciclos de desenvolvimento industrial
e as conseqüências ambientais, a sustentabilidade do planeta do ponto de vista
histórico. A exploração de riquezas naturais do Brasil e conseqüências para
nossa sociedade; A pobreza e a desigualdade social como produto de décadas
de exploração dos recursos naturais do país; Os avanços tecnológicos e os
avanços sociais da sociedade brasileira atual; Introdução à História: O homem
como agente transformador da realidade social e ambiental,; Transição do
Feudalismo para Capitalismo: Revolução comercial, Expansão Marítima no
período colonial brasileiro, Revolução Industrial; Relação de trabalho e Avanço
tecnológico, Transição do trabalho escravo para o trabalho livre no Brasil;
Século XX: Primeira e Segunda guerra mundial, Crises econômicas no Brasil e
no Mundo, Mudanças na produção e produtividade, Industrialização no Brasil;
Urbanização, Desigualdade social, Evolução do pensamento ambientalista,
Desenvolvimento tecnológico, Capitalismo global, e sociedade informatizada,
Atualidades: Brasil e Paraná, Políticas Ambientais e terceiro setor; A
sustentabilidade do planeta do ponto de vista histórico. A exploração das
riquezas naturais do Brasil e conseqüências para nossa sociedade; A pobreza
e a desigualdade social como produto de décadas de exploração dos recursos
naturais do país.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

O objetivo do ensino de historia para o curso técnico em Meio Ambiente,


é refletir sobre as ações e as relações humanas ao longo do tempo, tendo
como foco principal os sujeitos e meio o quais dominam, já que são os agentes
responsáveis pela estruturação histórica. Fazendo então com que o aluno
perceba de modo consciente que ele é um ser histórico e, portanto,
responsável pela formação da pelo meio em que está inserido.
 Refletir sobre o papel da História na construção de uma cultura
sustentável.
 A construção de cultura sustentável no Brasil por meio das ONG,
Legislação e Educação.

 Possibilitar uma orientação histórica consciente na vida prática dos


estudantes no contexto em que estão inseridos;
 Compreender que a História faz a relação passado/presente;
 Distinção fontes primárias de secundárias.
 identificar, analisar e fazer inferências de documentos históricos relativos
ao meio ambiente;
 Apropriar-se de noções de temporalidades, Identificando as
permanências, mudanças, simultaneidades, rupturas no meio ambiente
da atualidade ou de outras épocas e explicá-las de forma plausível;
 Relacionar a história do meio ambiente local com contextos mais
amplos;
 construir uma cultura de valorização , de respeito e preservação do
patrimônio histórico e natural;
 Entender que a História não produzida somente pelos heróis, mas por
todos os sujeitos.
 Apropriação de noções de cronologia e empregá-las corretamente, como
por exemplo: antes de Cristo, depois de Cristo, década, século,
seqüências de datas, períodos, acontecimentos entre outros.
 Apropriação de conteúdos e conceitos históricos;

CONTEÚDOS

3º ANO (80H/AULA)
 Oficio do historiador (concepção de História, Conceito de tempo, sujeitos
e fontes históricas) e a História Ambiental.
 Feudalismo, contexto e ênfase no uso da terra;
 Transição do feudalismo para o capitalismo; contexto com ênfase na
exploração dos produtos naturais do Novo mundo por meio do pacto
colonial e sistema mercantilista.
 Brasil colônia – exploração dos recursos naturais pela coroa, trabalho
escravo; tratamento dado a água e esgoto deste período;
 Revolução industrial com ênfase exploração dos recursos naturais e
poluição do meio ambiente;
 A família real no Brasil: A representação da natureza no Brasil nas obras
de Saint-Hilaire e Debret e a natureza,
 Emigrantes e a transição do trabalho escravo para o trabalho livre.
 A chamada República Velha contexto, com ênfase– água, esgoto,
epidemias, Revolta da Vacina; Guerra do Contestado com ênfase do
desmatamento das araucárias.
 Industrialização brasileira e o processo de urbanização do Brasil e do
Paraná, com ênfase no uso da matéria prima e o descarte o lixo da
indústria.

4º ANO (80H/AULA)
 I Guerra Mundial, II Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã - contextualiza
as guerras e maior ênfase no uso das armas químicas, biológicas e
atômicas e os efeitos sobre o meio ambiente;
 Nova ordem Mundial: Capitalismo x socialismo e relação destes
sistemas com o Meio Ambiente. (corrida armamentista e o lixo atômico)
 MST e luta pela terra contra o latifúndio e a produção monocultora;
 A globalização: cultura do consumo, exploração de matérias primas,
desigualdade econômica/social.

METODOLOGIA

O conteúdos elencados serão encaminhados por meio de aulas


expositivas, oficinas , atividade em grupo, trabalhos individuais e em equipe
sempre como uso de fontes e fragmentos da historiografia. Em relação a
metodologia utilizada para que os alunos tenham a compreensão do tempo
será utilizado a frisa temporal, mas a mesma será problematizada.
Ao que tange ao tempo neste PPC, buscou-se contemplar diversas
temporalidades e perspectivas de explicações históricas, valorizando a
presença dos diferentes sujeitos Em relação as fontes, buscar-se-á utilizar
nas aulas de História todo o tipo de evidências possível, que permitam informar
sobre as experiências humanas selecionadas neste PPC, tais como: diários,
poesias, canções, registros policiais, literatura, histórias em quadrinhos, filmes,
quadros e filmes entre outros.
O procedimento metodológico referente ao espaço, neste PPC, é
contextualizado e delimitado no tempo. Alguns conteúdos são abordados em
grandes contextos espaciais, com a finalidade de levar os estudantes a
compreender que os processos históricos mundiais e interferem em diversos
locais de um determinado contexto histórico. Nesse sentido, a relação entre a
história local e a história geral pode levar os estudantes a perceberem que os
acontecimentos locais podem causar fissuras em um processo histórico mais
amplo, contribuindo dessa forma para transformações estruturais.
Por fim, os temas/conteúdos elencados neste PPC serão abordados de
forma interdisciplinar, por meio do trabalho com as fontes, as quais promovem
uma sólida articulação com outras disciplinas curriculares da Educação Básica.
Como por exemplo, uma crônica tem um estudo mais aprofundado na disciplina
de Língua Portuguesa, mas para disciplina de História a mesma pode trazer
informações sobre determinado período, sujeitos e época, mas para que o
estudante não tome a mesma como verdade é preciso que ele saiba como se
dá a construção de uma crônica, a qual é muito distinta do fazer histórico.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação dar-se-á por meio de diversos instrumentos, a saber,


seminário, debate, análise de fontes, textos historiográficos, produção de
cartazes, teatro, provas. Nas avaliações observará os seguintes critérios, com
o intuito de verificar se o educando, conseguiu:

 Compreender que a História faz a relação passado/presente;


 Identificar, analisar e fazer inferências de documentos históricos relativos
ao meio ambiente;
 Apropriar-se de noções de temporalidades, Identificando as
permanências, mudanças, simultaneidades, rupturas no meio ambiente
da atualidade ou de outras épocas e explicá-las de forma plausível;
 Relacionar a história do meio ambiente local com contextos mais
amplos;
 Entender que a História não produzida somente pelos heróis, mas por
todos os sujeitos.
 Apropriação de noções de cronologia e empregá-las corretamente, por
meio de frisas do tempo ou a disposição de acontecimentos históricos.
 Apropriação de conteúdos e conceitos históricos.

REFERÊNCIAS

ALBORNOZ, Suzana. O que é trabalho. São Paulo: Brasiliense, 2004.

AQUINO, Rubim Santos Leão de et alli. Sociedade brasileira: uma história


através

BITTENCOURT, Maria Circe. Ensino de história: fundamentos e métodos.


São Paulo: Cortez, 2004.

BRAUDEL, Fernand. História e ciências sociais. Lisboa: Editorial Presença,


1996.

BURGUIÈRE, André. Dicionário das ciências históricas. Rio de Janeiro:


Imago, 1993.

BURKE, Peter. O que é história cultural? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

BURKE, Peter. (org.) A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo:


UNESP, 1992.

BURKE, Peter. Cultura popular na idade moderna. São Paulo: Companhia


das Letras, 1989.

DEAN, W. O Brasil e a Luta pela Borracha, São Paulo, Nobel, 1989.


DUBY, Georges. Guerreiros e camponeses: os primórdios do crescimento
econômico europeu séc. VII – XII. Lisboa : Estampa, 1993.

HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos: o breve século XX. São Paulo:
Companhia das Letras, 2002.

HOBSBAWM, Eric J. Mundos do trabalho: novos estudos sobre a história


operária. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

HOBSBAWM, Eric J. A era do capital: 1848-1875. Rio de Janeiro: Paz e Terra,


2004.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789-1845. Rio de Janeiro: Paz e


Terra, 2005.

HOBSBAWM, Eric J. A era dos impérios: 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e


Terra, 2005.

LANDES, D. A Riqueza e a Pobreza das Nações - por que algumas são tão
ricas e outras são tão pobres, Rio de Janeiro, Campus, 1998.

TURNER, F. O Espírito Ocidental contra a Natureza - Mitos, História e as


Terras Selvagens, Rio de Janeiro, Campus, 1990.

LISTA DE ARTIGOS ONLINE

ARDIGO, Fabiano. A originalidade de Fritz Müller. Disponível em:


www.historiaambiental.org. Acesso Novembro de 2010.

BARRAQUI, Douglas. Da história ambiental à consciência ecológica. .


Disponível em: www.historiaambiental.org. Acesso Novembro de 2010.

BRABO, Paulo. A árvore que chora. Disponível em:


www.historiaambiental.org. Acesso Novembro de 2010.

CARVALHO, Miguel Mundstock Xavier de.;NODARA, Eunice,Sueli. A Lumber,


O contestado e a História do desmatamento da floresta Araucária (1911 –
1950). Disponível em: www.historiaambiental.org. Acesso Novembro de 2010.
DUARTE, Silvério. Primeiros europeus que exploraram o Paraná. Disponível
em: www.historiaambiental.org. Acesso Novembro de 2010.

_______________. O Paraná dos primeiros tempos. Disponível em:


www.historiaambiental.org. Acesso Novembro de 2010.

MIRANDA, Evaristo Eduardo de. O Reino das Florestas. Disponível em:


www.historiaambiental.org. Acesso Novembro de 2010.

STRUMINSKI, Edson. A Natureza que D. João VI viu no Brasil. Disponível


em: www.historiaambiental.org. Acesso Novembro de 2010.

__________________. D. Pedro II adotou o romantismo naturalista para


consolidar o Império no Brasil. Disponível em: www.historiaambiental.org.
Acesso Novembro de 2010.

__________________. José Bonifácio: Ambientalista de dois mundos.


Disponível em: www.historiaambiental.org. Acesso Novembro de 2010.

Para fazer história ambiental. Estudos Históricos. Rio de. Janeiro, v. 4, no 8,


1991, p. 198-215. Resumo. Enquanto vigorou a União das Coroas Ibéricas ...
www.revistatopoi.org/numeros.../topoi%2015%20-%20artigo2n.pdf

História ambiental, tendência historio- gráfica que tomou corpo a partir da


década de 1970 nos Estados Unidos
www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/.../Topoi%2014_artigo%202.pdf