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Pós-Graduação em Saúde Materna

CESPU - Angola

Conteúdos:

Doenças infecciosas e gravidez

Prof. Vitor Varela


Doenças Infecciosas e Gravidez

Infecção
•   da susceptibilidade às Infecções Fetal
•    da imunidade Celular •  Via transplacentária
•  Via Amniótica
•  Parto
Infecção
materna
Doenças infecciosas e gravidez

Efeitos Fetais

  Dependem de:
–  Agente Infeccioso
–  Idade gestacional
•  Aborto espontâneo
•  Malformações
•  RCIU
•  Prematuridade
•  Baixo peso ao nascer
Doenças infecciosas e gravidez
Aspectos gerais
  Etiologia, vias de transmissão e formas de prevenção

  Descrever sinais e sintomas das infecções mais comuns e ajudar a grávida/


família a detectar os factores predisponentes

  Recomendar à grávida/ família, que entre em contacto com a equipa de


saúde sempre que suspeite de uma infecção

  Informar sobre a importância das análises de rastreio, e a importância da


realização dos exames de vigilância pré-natal

  Saber interpretar resultados de análises (nomeadamente saber identificar


quando a utente está imune, não imune ou em fase activa de determinada
infecção), de forma a melhor poder encaminhar, orientar e aconselhar a
utente/família
Doenças infecciosas e gravidez
Aspectos gerais

  Realçar a importância da adesão à terapêutica, quando prescrita, no


sentido de controlar as infecções e diminuir os efeitos secundários, tanto
para a mãe como para o bebé

  Realçar a importância do tratamento simultâneo do companheiro

  Uso de preservativo durante as relações sexuais

  Lavagem cuidadosa das mãos após contacto com áreas infectadas

  Informar sobre as possíveis consequências fetais, procurando incentivar


a grávida/ família a cumprir o esquema de vigilância pré-natal
Doenças Infecciosas e Gravidez

1. Infecções com potencial teratogénico


•  Infecções com potencial teratogénico:

•  Grupo TORCH: Toxoplasmose


Rubéola
Citomegalovírus
Herpes Simplex

•  Varicela e herpes zoster

•  Sífilis

•  Parvovírus humano
Toxoplasmose
Toxoplasmose

•  Vias de transmissão:

As vias de transmissão para contaminação


da espécie humana são duas:

•  A via carnívora através do consumo


de carne mal passada, de animais
previamente infectados e que por
isso contêm quistos do parasita.

•  A outra via de contaminação tem a


ver como a ingestão de oocistos
(devido a contacto com gatos, que
os eliminam pelas fezes), ou
consumo de vegetais contaminados
pelo gato.
Toxoplasmose

•  Transmissão a nível fetal:

–  Por via transplacentária devido a infecção durante a gravidez

–  Por via transplacentária ou transamniótica, a partir de quistos de


toxoplasma presentes no endométrio, devido a uma infecção
latente pré-concepcional.
Toxoplasmose

•  Assintomática
OU

•  Fadiga
•  Dores musculares
•  Linfadenopatia local (cervical) ou generalizada
Sintomatologia

•  Febre
•  Rush cutâneo

•  Pode haver confusão entre mononucleose ou infecção vírica


•  Por vezes é assintomática na grávida mas com um potencial infectante
no feto
Toxoplasmose

•  A maioria das infecções não são clinicamente evidentes.

•  O diagnóstico da infecção activa é feita através da titulação de


anticorpos específicos para a toxoplasmose
Diagnóstico

•  Os dados laboratoriais devem ser sempre acompanhados dos valores


de referência para evitar erros de interpretação.

•  É conveniente repetir sempre as análises no mesmo laboratório .


Toxoplasmose

Interpretação dos títulos:


IgG+ e IgM - Imune ao vírus
IgG- e IgM- Não imune
IgG+/- e IgM+ Infecção recente
Toxoplasmose

•  Só em casos de imunossupressão é que pode provocar consequência


Efeitos Maternos

graves, por reactivação dos quistos, dando manifestações a nível do


sistema nervoso central.

•  A gravidez não parece influenciar o decurso da Toxoplasmose na mãe.


Toxoplasmose

•  O risco para o feto parece


estar intimamente relacionado
com a idade gestacional

•  Se a infecção ocorre no início


da gravidez, a transmissão
fetal é menos frequente, mas
Efeitos Fetais

a doença no recém-nascido é
mais grave.

•  Quando a infecção materna


se verifica no último trimestre,
a transmissão ao feto é mais
frequente, mas a doença no
recém-nascido é quase sempre
sub-clinica.
MANIFESTAÇÕES TERATOGÉNICAS:

•  TOXOPLASMOSE:

–  Aborto espontâneo;

–  Parto pré-termo (1/3 dos fetos nasce infectado);


Efeitos Fetais

–  Calcificações cerebrais e periventriculares;

–  Corioretinite;

–  Hidrocefalia;

–  RCIU;

–  Microcefalia.
Toxoplasmose Congénita

•  Muitas crianças desenvolvem problemas graves de:

•  Atraso mental
•  Cegueira,
• 
Efeitos Fetais

Surdez
•  Convulsões
•  Hidrocefalia
•  Microcefalia
•  Coagulopatias.
Toxoplasmose

  Tratamento Materno   Tratamento RN


  Espiramicina   Pirimetamina
  Tem-se revelado inócua e   Sulfadiazina
eficaz na grávida   Ácido folínico
  Espiramicina
  (6 a 12 meses)
Toxoplasmose

•  Saber o estado serológico da utente e depois mediante essa situação


adoptar as medidas adequadas.

•  Esse conhecimento permite orientar correctamente qualquer dúvida de


diagnóstico que surja ao longo da gravidez.

•  Nas medidas diagnosticas e terapêuticas o papel do enfermeiro passa por:


•  Apoio à grávida/família
•  Esclarecimento de eventuais dúvidas
•  Colaboração no encaminhamento adequado, ou outras que se revelem
oportunas.
Toxoplasmose

•  – Medidas Preventivas na grávida seronegativa:

•  Lavagem cuidada de frutos e alimentos


•  Não consumir carne crua ou mal cozinhada
•  Evitar o contacto com animais domésticos, nomeadamente o gato
•  Usar luvas se tiver de manusear recipientes com dejectos
•  Usar luvas para praticar jardinagem
•  Ingerir os alimentos bem cozinhados, particularmente carne e ovos.
•  Não usar a faca de cortar a carne crua, sem a lavar primeiro
convenientemente
•  Retirar a casca de frutas e /ou legumes antes de os ingerir (de
preferência lavá-los primeiro).
Toxoplasmose

  De acordo com a Lei vigente uma infecção materna pode justificar


uma interrupção da gravidez
Rubéola
Rubéola

•  Via de Transmissão
•  Secreções nasofaríngeas
•  Passagem Transplacentária

•  Período incubação
Vírus da Rubéola - família dos Togavírus
•  14-21 dias (o período de maior
contágio no espaço entre uma
semana antes e uma semana
depois do aparecimento do Rush)
Rubéola

Fetos expostos à infecção durante o primeiro trimestre de gravidez,


50-90% são afectados pela rubéola.
EPIDEMIOLOGIA

Destes, 1/3 resulta em aborto espontâneo

Os fetos sobreviventes podem ficar com


sequelas muito graves.
Rubéola

  Na grávida
Evolução benigna,
assintomática (30-50%)
•  Febre
SINTOMATOLOGIA

•  Exantema
•  Adenopatias

São raras as complicações, na


mãe!
Rubéola

  Serologia
o  O primeiro teste deve ser realizado antes da concepção,
mesmo que a mulher seja vacinada, para se determinar se
DIAGNÓSTICO

está imunizada. Caso não esteja imunizada, deverá ser


vacinada, e aguardar pelo menos 3 meses até engravidar.

o  Se a mulher já estiver grávida, o teste deve ser realizado o


mais precocemente possível, com o doseamento de IgG e IgM
específicas. A mulher grávida não deve ser vacinada.
Rubéola

Interpretação dos títulos:

IgG+ e IgM - Imune ao vírus

IgG- e IgM- Não imune

IgG+/- e IgM+ Infecção recente

IgM para a Rubéola:


1:16 – imune;
Entre 1:8 e 1:16 – baixa resistência à infecção – Vacina;
<1:8 - susceptibilidade à infecção
Rubéola

No feto

•  Aborto espontâneo;

•  Nado-morto;
Efeitos Fetais

•  Malformações congénitas (com mortalidade 5-35%) ou

•  Recém-nascido normal (mais de dois terços dos bebés infectados


com rubéola congénita, podem apresentar exames normais ao
nascer, no entanto as consequências podem vir a desenvolver-se
anos mais tarde).
Rubéola

No feto

A DGS divide as malformações fetais provocadas pelo síndrome de


rubéola congénita em:
o  transitórias (mas que podem persistir além de 6 meses):
Efeitos Fetais

hepatoesplenomegália; icterícia, anemia hemolítica, entre


outras;
o  permanentes: surdez, cardiopatias, defeitos oculares e
encefalopatia com atraso mental e défice motor;
o  tardias: endocrinopatias (diabetes, doença tiroideia,
deficiência da hormona de crescimento) e anomalias
vasculares
Rubéola

•  Tratamento - Não há!

•  Prevenção = Vacinação
  Caso haja confirmação de
uma infecção materna por
rubéola, a Lei portuguesa
permite que se recorra à
interrupção terapêutica da
gravidez
Rubéola

•  Alertar as mães/ familiares de bebés que nascem infectados com


rubéola, que estes constituem um perigoso foco de infecção para
indivíduos susceptíveis, principalmente para as mulheres em fase
reprodutiva.

•  Vacinar as mulheres não grávidas, que não estejam imunes contra a


rubéola e alertar para a necessidade de aguardar pelo menos três
meses, até engravidar;

•  Incentivar a população a cumprir o esquema nacional de vacinação -


onde está incluída a vacina da rubéola;

•  Vacinar as mulheres depois do parto


Rubéola

•  Incentivar e informar as mulheres em idade fértil, sobre a


importância da consulta pré-concepcional

•  Aconselhar as grávidas não imunes à rubéola a:

•  evitar o contacto com crianças doentes, cujo diagnóstico não esteja


ainda completamente estabelecido;

•  a fazerem a vacina após o parto, realçando a importância de não


engravidar pelo menos durante os três primeiros meses após ter
efectuado a vacina, por esta conter vírus vivos e atenuados
Citomegalovírus
Citomegalovírus

Pertence ao Grupo dos vírus:


•  Varicela
•  HSV
•  Epstein/Barr
Citomegalovírus

VIAS DE TRANSMISSÃO
  Gotículas de saliva
Secreções genitais
Sémen
Sangue
Transmissão vertical (materno-fetal)
Pós-natal (pelo leite materno)

Permanece em estado latente no interior


das células do organismo infectado
podendo recidivar.
Citomegalovírus

PERÍODO DE INCUBAÇÃO:

•  20 a 60 dias e persiste por 2 a 6


semanas.
•  Maior incidência no segundo e terceiro
anos de vida.
•  Seroconversão ocorre na adolescência e
idade adulta sem sequelas.
Citomegalovírus

•  Sinais e Sintomas:
–  Assintomática
OU
–  Febre
SINTOMATOLOGIA

–  Faringite
–  Poliartrite
Citomegalovírus

•  Assintomático
•  Laboratorial detecção antigénica ou do DNA viral no sangue, urina, ou
DIAGNÓSTICO

secreções genitais
•  Pesquisa no sangue de IgG e IgM – CMV

•  Após Infecção os anticorpos IgM aumentam 7 a 14 dias depois do


aparecimento dos sintomas

•  Líquido amniótico – infecção congénita


Interpretação de resultados

Interpretação dos títulos:


Se IgG (-) e IgM (-) não há imunidade – Aconselhar
medidas profiláticas
Se IgG (+) e IgM (-) imunidade estabelecida ou recente

Se aumento quatro vezes mais do IgG INFECÇÃO


e IgM (+)
Se IgG (+) e IgM (+) pode ser falso positivo - Deve fazer-
se a técnica de Western Blot para
excluir falsos positivos.
Citomegalovírus

Efeitos Maternos
•  Doenças assintomáticas
•  Síndrome semelhante à mononucleose
•  Febre prolongada
•  Fadiga
Efeitos Maternos

•  Astenia
•  Mialgia
•  Cefaleias
•  Esplenomegália
•  Linfocitose
•  Alteração da função hepática
•  Aborto
Citomegalovírus

Efeitos Fetais:
•  Morte fetal
•  Doença generalizada grave
•  Anemia hemolítica
Efeitos Fetais

•  Icterícia
•  Hidrocefalia Não é em si teratogénico.
•  Microcefalia As lesões resultam das sequelas
inflamatórias ao nível do SNC (mais
•  Pneumonite grave aquando de primo-infecção é no
•  Hepatoesplenomegália 1º trimestre)
•  Surdez As anomalias são detectáveis pela
ecografia
Citomegalovírus

Cuidados a ter:

•  Aconselhar a desinfecção das mãos, sobretudo se contactou com uma


pessoa infectada (mudança de fraldas).

•  Aconselhar a desinfecção de todo o material usado para as necessidades


fisiológicas.

•  Evitar contactos com pessoas infectadas (beijos, relações sexuais, etc.).

•  Não amamentar (o vírus transmite-se através do leite materno).

•  Esclarecer a mãe que embora não exista tratamento para esta doença, o
médico pode prescrever imunoterapia ou antiviróticos.
Citomegalovírus

Prevenção:

Não existe vacina

•  Primária – Preservativo
•  Grávida evitar contacto com parceiro infectado
•  Evitar exposição ocupacional com crianças
Herpes Simplex
Herpes Simplex

Agente
Vírus Herpes Simplex
(tipo I e II) prevalente entre adolescentes e adultos sexualmente activos.

Classificação
•  herpes primário
•  herpes inicial não primário
•  herpes recorrente
Herpes Simplex

•  VIAS DE TRANSMISSÃO

–  Risco de transmissão vertical 30-50% quando aquisição da infecção


perto do parto; risco < 1% em mulheres com herpes recorrente no
termo ou que adquiriram infecção na primeira metade da gravidez.

–  Transmissão vertical do HSV 1 é mais frequente que do HSV 2

–  Infecção neonatal pelo HSV 1 --- pele, olhos e mucosas

–  Infecção neonatal pelo HSV 2 --- SNC


Herpes Simplex

•  Múltiplas lesões genitais ou


perianais dolorosas geralmente
bilaterais (vesículas / úlceras)
•  Adenomegalias inguinais
SINTOMATOLOGIA

dolorosas
•  Disúria
•  Febre
•  Mal estar
•  Cefaleias
Herpes Simplex

•  Poucos dias após as relações •  No homem, as mesmas lesões


sexuais com a pessoa infectada, estão no corpo do pénis, prepúcio,
há o aparecimento de vesículas na glande, no escroto e períneo,
área genital. Na mulher, as lesões acompanhadas de adenopatias e
vesiculares estão na vulva, períneo disúria
e cervix.
Herpes Simplex

Cultura celular
DIAGNÓSTICO

Testes serológicos com


especificidade para o tipo viral
Herpes Simplex

•  Quando uma primo-infecção genital ocorre durante a


Efeitos Fetais Neonatais

gravidez, existe um elevado risco de envolvimento infeccioso


fetal e neonatal.

•  A infecção transplacentária do feto é uma consequência rara


da primo-infecção materna. A reinfecção durante a gravidez
parece associada a maior incidência de aborto e ACIU.
Herpes Simplex

•  Se o episódio infectante genital (seja ou


não primário), acontece no período
periparto, o risco de infecção peri-natal
Efeitos Fetais Neonatais

é potenciado, sendo o principal


problema a infecção herpética
neonatal, adquirida durante a
passagem do feto pelo canal de parto.

•  A infecção herpética neonatal traduz-se


num quadro grave - exige cuidados
hospitalares especializados.
Herpes Simplex

TRATAMENTO
•  Mulheres com infecção primária durante a gravidez ou com infecção
recorrente grave devem ser tratadas com aciclovir.
•  ≥ 36 semanas de IG - terapêutica supressiva com antivíricos (aciclovir)
em mulheres que tiveram lesões herpéticas durante a gravidez.
•  Tratamento sintomático

•  A dor pode ser aliviada com analgésicos e anti-inflamatórios. O


tratamento local consiste em: solução fisiológica, para limpeza das
lesões.
Herpes Simplex

Prevenção

•  Grávida deverá evitar contacto com parceiro infectado

•  Grávida sem RPM e sem TP colheita de exsudado para decisão de tipo de


parto
»  Parto por cesariana /parto vaginal

•  A cesariana não deve ser efectuada por antecedentes de infecção


recorrente, mas quando em presença de lesões herpéticas na região genital
na altura do parto ou de rotura de membranas. Deve ser realizada nas
primeiras seis horas
»  no entanto a cesariana não elimina totalmente o risco de
transmissão do HSV ao feto.
Herpes Simplex

•  Informar a puérpera que pode amamentar o seu bebé, pois o vírus não é
eliminado através do leite.

•  Despertar a puérpera para detecção de possíveis lesões futuras no bebé,


já que o período de incubação é de dois a doze dias.

•  Proporcionar o contacto mãe-filho, tendo a mãe o cuidado de lavar as


mãos antes e após cuidar do bebé.

•  Informar a utente que não deve ter relações sexuais quando estiver com
lesões
Varicela e Herpes Zoster
Varicela e Herpes Zoster

•  Via de Transmissão
•  Secreções respiratórias
•  Vesículas cutâneas

•  Período incubação
Vírus Varicela Zoster •  13-17 dias (período de transmissão
(Grupo dos Herpes vírus)
começa dois dias antes do
aparecimento das lesões cutâneas,
termina com o aparecimento das
crostas)

VARICELA E HERPES ZOSTER: Tanto o vírus da


varicela (primo-infecção) como da herpes zoster
(infecção recorrente) estão reconhecidos como
teratogénicos.
Varicela e Herpes Zoster

•  95% das ♀ em idade reprodutiva, encontram-se


imunizadas para este vírus, sendo baixa a incidência da
infecção na gravidez (1-7 / 10.000)
EPIDEMIOLOGIA

•  Quando a infecção materna ocorre nas últimas três semanas


de gestação, 25% dos bebés nascidos, desenvolvem a
forma clínica da varicela. A gravidade da doença do
recém-nascido é maior se a infecção materna ocorrer 5 dias
antes ou dois dias após o parto. A mortalidade na forma
grave de varicela neonatal é de 30%.
Varicela

A
•  Febre varicela
  Na grávida
•  Mialgias materna
Evolução benigna apenas
• 
SINTOMATOLOGIA

Mal-estar
requer
•  Exantema internamento
hospitalar
nas
• Pneumonia formas
Mais
Doença sistémica grave • Encefalite graves!!!
(ocorre em 35% dos adultos) • Glomerulonefrite
•M  iocardite
•T  rombocitopenia
Varicela

No feto
• Atrofias músculo-esqueléticas
•  < 20 semanas IG (8,4%)
•  Deformações extremidades
Morte fetal
•  Lesões cutâneas cicatriciais
SINTOMATOLOGIA

Síndrome de varicela congénita (2,8%)


•  Lesões do SNC e SNP
•  Lesões oftalmológicas –
cataratas e coriorretinites.
•  > 20 semanas IG
Zona na Infância
Assintomática
Varicela

No feto
  Perinatal (25-50%)
SINTOMATOLOGIA

  Varicela perinatal (30% de mortalidade)

O risco é máximo, se a erupção ocorrer entre 5 dias antes e


2 dias após o parto.
  Nesta circunstância, a grávida não transmite ao
feto os anticorpos que iriam assegurar a sua
protecção, uma vez que a produção de
anticorpos só se inicia 5 a 6 dias, após o início
da erupção.
Varicela

Grávida com contacto recente com Varicela

Serologia IgG e IgM


Diagnóstico

Se não imunizada
Imunoglobulina específica VZ (1ªs. 48/96 h)

REFERENCIAR GRÁVIDA!
Varicela

Grávida com Varicela

< 20 semanas
 Ecografia
 Amniocentese
Diagnóstico

> 20 semanas
 Imunoglobulina específica VZ (1ªs. 48/96 h)

 REFERENCIAR GRÁVIDA!
Varicela

•  Infecção materna nas 1ªs 20 semanas de gravidez:


- embriopatia da varicela é rara (2% dos casos).

•  Infecção materna numa fase mais tardia:


-  os anticorpos produzidos pela mãe protegem o feto da varicela neonatal.
-  MAS se a infecção ocorre nos 5 dias anteriores ao parto, o RN pode
apresentar um grave quadro de varicela ( lesões cutâneas, pneumonia
grave), com mortalidade muito elevada (30%).
Varicela

Recomenda-se observação do recém-


Informar a mãe nascido para a detecção de varicela
entre 5 e 20
do risco de
dias antes do
varicela
parto
neonatal Não está indicada a profilaxia com IGVZ.
Grávida
c/
Varicela A estes recém-nascidos será
Informar a mãe administrada IGVZ logo após o parto
do risco de ou nas 24-48 horas seguintes ao
entre 5 dias aparecimento de varicela materna
infecção
antes e 2
disseminada do
dias após o Para os recém-nascidos considera-se
recém-nascido,
parto prudente administrar-lhes IGVZ,
pelo VVZ, em sempre que a erupção ocorra até 30
30% dos casos dias após o parto .
Varicela

•  Aconselhar todas as grávidas que não estejam imunes à varicela, a evitar o


contacto próximo com doentes, sobretudo crianças com síndroma febril, cujo
factor etiológico não esteja ainda identificado
•  Informar a grávida que durante o período de incubação (7 a 21 dias) pode
contagiar

•  Vacinas não são administradas durante a gestação


•  Administrar (com prescrição médica), imunoglobulina específica contra o vírus
varicela zoster, em grávidas não imunizadas e tenham tido contacto recente
com o vírus

•  Esta administração deve ser efectuada idealmente nas primeiras 48


horas, mas pode ir até às 96 horas após a exposição.
Sífilis
Sífilis
Treponema pallidum

•  Sífilis primária – Lesão que aparece durante 2-6


•  Agente
semanas e regride expontaneamente.
–  Treponema

Sífilis Precoce
pallidum
•  Sífilis secundária - 6 semanas após o desaparecimento
da úlcera aparece exantema generalizado, que dura
2-6 semanas. Segue-se um período de latência de
•  Período semanas ou anos até à fase terciária da sífilis
incubação
–  Em média 3
semanas •  Sífilis Tardia - com mais de um ano de evolução, não se
observam sinais e sintomas clínicos o seu diagnóstico é
–  Pode oscilar
feito através de testes sorológicos. O seu curso poderá
entre os 10 e
ser interrompido com sinais e sintomas da forma
90 dias
secundária ou terciária.
Sífilis

•  Transmissão
–  Relações sexuais
–  Contacto directo com uma lesão infectada
–  Inoculação acidental
Vias de Transmissão

–  Transfusão de sangue de um dador infectado

Lesão
Sífilis

•  Transmissão fetal

–  Via transplacentária
Vias de Transmissão

Risco mais elevado durante o período


de evolução da sífilis precoce,
variando entre 70 a 100%
Sífilis

  
Sífilis primária
  Úlcera limpa (designada de cancro)
  Gânglio linfático aumentado, único e indolor
  Febre baixa
  Perda de peso
Sintomatologia na grávida

  Mal estar
  Alopécia transitória

  Sífilis secundária:
  Exantema simétrico no corpo
  Condilomas nas superfícies húmidas
  Mal-estar, cefaleias, anorexia, náuseas, mialgia e fadiga
  Sífilis terciária:
  Lesões cutâneas localizadas ou difusas
  Periostite ou osteíte
  Sifílis cardiovascular
  Neurossífilis
Sífilis

•  Diagnóstico:
•  identificação visual (microscopia campo escuro) e
identificação antigénica

•  Serologia
Diagnóstico

•  testes não treponémicos (VDRL e RPR)


•  testes treponémicos (FTA-ABS, MHA-TP e TP-AP)
Sífilis

VDRL +

TPHA - TPHA +

Não faz Iniciar tratamento


Diagnóstico

tratamento imediato

Repetir VDRL de 4/4semanas

Se titulação  4 x
Sífilis

Espectro clínico da infecção congénita inclui:


Rash máculo-papular
Sífilis congénita precoce Petéquias
Hepatoesplenomegália
Icterícia
Linfadenopatias
Corioretinite
Efeitos fetais

Ostecondrite

Malformações dentárias
Queratite intersticial
Surdez
Sífilis congénita tardia Nariz em sela de montar
Osteíte dos ossos longos
Lesões cardiovasculares
Défice neuropsicológico crónico
Sífilis

Consequências:
Efeitos fetais

Aborto espontâneo
Morte fetal
40% mortalidade fetal/neonatal
Sífilis Congénita
Manifestações teratogénicas:

SÍFILIS:O treponema pallidum pode ser transmitido ao feto por via transplacentária
desde fases muito precoces da gravidez. O risco fetal existe durante quase toda a
gestação.

Sífilis primária e secundária < um ano de duração = > risco


Efeitos fetais

Sífilis latente = < risco

Sífilis materna não tratada = consequências desastrosas para o feto:

–  Mortalidade peri-natal muito elevada;

–  Aumento da incidência de parto pré-termo;

–  ACIU severo
Tratamento

Terapêutica recomendada - penicilina G benzatínica


Sífilis primária, secundária e latente recente - penicilina G benzatínica


2,4 milhões U, IM, dose única

Sífilis tardia - penicilina G benzatínica 2,4 milhões U, IM,


Tratamento

semanalmente, até 3 doses

  Alergia à penicilina dessensibilização


Sífilis

Após o parto, a vigilância clínica e laboratorial é igual em qualquer mulher


não grávida, aos 3, 6 e 12 meses e para doentes com sífilis há mais de um
ano ao fim de 24 meses
Tratamento

A vigilância pós terapêutica é feita pela curva de evolução dos títulos do


VDRL ou RPR

As provas treponémicas (TPHA) podem permanecer positivas


indefinidamente, pelo que não devem ser repetidas
Sífilis

Objectivo:
A cura da infecção materna
  Prevenção da sífilis congénita

Prevenção

O rastreio da sífilis deve ser realizado na consulta pré concepcional.

Os testes deverão ser repetidos na 1ª consulta pré-natal, no segundo


e no terceiro trimestre da gravidez.
Sífilis

•  O tratamento é com penicilina por isso antes de administrar a


terapêutica o enfermeiro deve assegurar-se que a grávida não é
alérgica.

•  Alertar a grávida para a importância de realizar mensalmente as


análises para despiste de reinfecções

•  Esclarecer a grávida , que só o tratamento eficaz com antibióticos,


reduz o risco de complicações

•  Orientar a grávida para o despiste de sinais e sintomas de trabalho de


parto prematuro
Sífilis

A SÍFILIS CONGÉNITA É RARA SE A GRÁVIDA FOR


ADEQUADA E ATEMPADAMENTE TRATADA
Parvovírus Humano
Parvovírus B19

Via de Transmissão
Secreções respiratórias
Saliva
Transplacentária

família dos Parvoviridae Período de incubação


uma semana (antes da ocorrência
da virémia, seguida pela
sintomatologia característica)
Parvovírus Humano

PARVOVÍRUS HUMANO (B19): Única estirpe patogénica para o homem.

A infecção materna só raramente é transmitida ao feto ( 5%), e manifesta-se


por:

Crise aplástica transitória;

Insuficiência cardíaca de alto débito


Manifestações
Teratogénicas
Hidrópsia não-imunológica.

Em todas as grávidas infectadas: Exames


ecográficos para diagnóstico precoce de
hidrópsia fetal (4 a 6 semanas após o
episódio infeccioso)
Parvovírus B19

Parvovírus B19 infecta principalmente crianças em idade escolar

Infecção em 1-3% das grávidas sem exposição conhecida ao vírus

Disseminação transplacentária em cerca de 33 % das gestantes infectadas


EPIDEMIOLOGIA

A maioria dos fetos infectados nascem saudáveis

São referidas taxas de morbilidade e mortalidade fetais de 5 a 10%

Com conhecimento da exposição ao vírus

30% se o contacto for no local de trabalho

50 % se for em casa, com filhos.


População de Risco Parvovírus B19

Professores
Profissionais de saúde
Doentes com anemias hemolíticas
Imunossupressão
Grávidas com filhos pequenos
Parvovírus B19

Criança
SINTOMATOLOGIA

Febre baixa
Eritema infeccioso

Adulto
Erupção menos intensa que na criança
Adenopatias, artrite e artralgias
Fadiga e depressão, após fase aguda
Parvovírus B19

Doentes com anemias hemolíticas


Crises aplásticas
SINTOMATOLOGIA

Doentes com imunossupressão


Anemias crónicas

Feto
Assintomático (90-95%)
Aborto, Morte fetal – por Anemia fetal
Hidrópsia não imune (com anemia)
Miocardiopatia fetal
Parvovírus B19

Não há estudos que evidenciem que a infecção por Parvovírus B19


possa provocar malformações fetais ou atraso mental.

National Center for Infectious Diseases (2005),


Parvovírus B19

Recomendada a dosagem dos anticorpos IgG e IgM B19-


específicos
DIAGNÓSTICO

grávidas em que tenha havido exposição ao vírus


ou caso haja sintomatologia sugestiva.

Resultados possíveis:
IgG+ e IgM - : Imune ao vírus
IgG- e IgM- : Não imune
(repetir o teste dentro de 2-4 semanas)
IgG+/- e IgM+ : Infecção recente
Parvovírus B19
Feto pode
ser
afectado

Observação
Conhecer ecográfica para
Acompanhamento

estado despiste de
imunológico Grávida com comprometimento
da gestante infecção recente fetal – Hidrópsia

Exposição
ao vírus
Parvovírus B19

•  Lavar as mãos
•  É difícil manter a paciente afastada das crianças suspeitas
durante toda a gestação
•  Chamberlain (2004), refere que mesmo em situações de
Prevenção

maior risco, não há evidência de que a remoção do local de


trabalho possa reduzir a probabilidade de infecção.

As pacientes devem ser tranquilizadas, uma vez que mais de


metade da população adulta está imunizada (50-60%) e a
taxa de contágio entre as susceptíveis é de cerca de 33%.
Há uma probabilidade inferior a 1% de complicações para
o feto.
Doenças Infecciosas e gravidez

(sem potencial teratogénico)


Estreptococos do grupo B (EGB)

  Colonizam o tracto gastrointestinal inferior e secundariamente disseminam


para o aparelho génito-urinário.
10 a 30% das grávidas estão colonizadas por EGB (vagina ou recto)

Infeccção do tracto urinário


Amniotite
Endometrite
Sépsis
Menigite

RPM ??
APPT ??
Estreptococos do grupo B (EGB)

Infecção precoce
•  Grávida com (77%)
EGB •  Manifestação:
•  Ocorre na 1ª Pneumonia –
meningite
semana de vida
Transmissão
vertical durante o
trabalho de parto RN Infectado
e o parto
Estreptococos do grupo B (EGB)

•  Factores de risco:
–  Cultura pré-natal positiva para EGB nesta gravidez
–  Parto prematuro < 37 s gestação
–  RPM > 18 horas
–  Febre intra-parto > 38ºc
–  História positiva de EGB neonatal de inicio precoce anterior
Estreptococos do grupo B (EGB)

Durante a Durante o
gravidez Pesquisa através de TP
esfregaços do terço
inferior da vagina EGB POSITIVO
e do intróito e do
recto

Terapêutica:
Se positivo fazer
Penicilina,
terapêutica e
Ampicilina,
registo no boletim
Eritromicina
da grávida
Via IV
Estreptococos do grupo B (EGB)

Nota:
O tratamento prévio à gravidez ou no seu decurso, de mulheres
assintomáticas colonizadas por EGB, não traz qualquer beneficio para os
RN;
A implementação correcta e completa da terapêutica não eliminará a
totalidade dos casos de infecção perinatal pelo EGB.

Pós-parto
Na mulher assintomática – não existe necessidade de continuar a
terapêutica profiláctica,
Na mulher sintomática com infecção intra-amniótica ou com sépsis
puerperal – antibioterapia de largo espectro.
Candidíase

Agente
Cândida Albicans
Responsável por cerca de 80/92% das candidíases
20% são assintomáticas
Candidíase

Factores predisponentes
Diabetes
Imunossupressão
Gravidez
Corticoterapia
Antibioterapia de largo espectro
Anticoncepção oral

Factores favorecedores
Uso de roupa interior apertada
Banho em piscinas com muito cloro
Uso frequente de pensos diários
Alergia local a perfumes e sabões
Candidíase

Sinais e sintomas

Prurido intenso vulvovaginal


Leucorreia espessa e escassa (tipo requeijão)
Eritema e ardor vulvar e vaginal
Disúria
Dispareunia
No companheiro pode surgir erupção no pénis
Candidíase

A incidência da candidíase vulvovaginal duplica na gravidez


As recorrências são mais frequentes
A resposta à terapêutica é mais lenta, e requer tratamento mais
prolongado

Diagnóstico
Sintomatologia
Observação directa do exsudado fresco
Cultura (identificação específica do fungo)
Candidíase

Grávida

Está contra-indicado o tratamento sistémico


Pode usar-se: imidazólicos (clotrimazol e butoconazol)

Candidíase assintomática não requer tratamento


Não se deve tratar parceiros assintomáticos
Candidíase

  Efeitos Maternos
Agravamento do desconforto causado por prurido e corrimento vaginal

Efeitos Neonatais
Monilíase (“sapinhos”)
Se os fungos presentes na vagina entrarem em contacto com a boca
do bebé
Candidíase

Estes cuidados pressupõem medidas higiénico-terapeuticas.


Na assistência de enfermagem o enfermeiro deve estar desperto para:

  Detectar circunstâncias adversas (medicação, imunossupressão, diabetes, ou


outras, susceptíveis de promover estas infecções.

  Ter sempre presente que o ideal é prevenir, pelo que se devem ensinar/
reforçar as medidas de auto-cuidado (higiene, vestuário, medicação a
evitar, …)

  Se houver infecção, esta deve ser tratada antes de uma gravidez.


Candidíase

•  Esclarecer a utente/companheiro relativamente à doença.

•  Ensinos à utente/companheiro sobre as medidas de higiene recomendadas.

•  Reavaliar a situação posteriormente para detectar eventuais dificuldades


de tratamento e /ou recidivas.

•  Justifica-se o uso de preservativo, mesmo quando já se iniciou o tratamento.

•  Ensinar ao casal o modo de aplicação dos cremes, óvulos ou outros.

•  Relativamente ao recém-nascido após o parto,este deve ser avaliado para


detectar eventual monilíase.
Malária
Malária

Agente

Protozoário - Plasmodium (Falsiparum,Vivax, Malariae, Ovale)

Mod.CPD.05
Malária

Vias de transmissão
A malária é transmitida ao homem
através da picada de um vector
infectado Mosquito Anopheles
fêmea

Pontualmente:
Transfusões sanguíneas
Picadas de agulhas infectadas
Transmissão mãe-feto
Malária

Diagnóstico
Suspeita clínica
Contexto epidemiológico
Identificação do agente no sangue
DIAGNÓSTICO
Malária

Os sinais de um ataque agudo de malária podem ser


inespecíficos.
SINTOMATOLOGIA

Podem ocorrer sinais e sintomas de:


Febre não continua
Sudorese
Palidez
Esplenomegália
Mal estar
Cefaleias
Náuseas e vómitos
Dores musculares e articulares
Malária

Na grávida parece aumentar o risco de aborto no 2º trimestre

Desencadeamento de partos pré-termo


Efeitos Maternos

Nado-morto

Nascimento de bebés com baixo peso

6ºCPLEESMO–EnfermagemdaMulheredaFamília/SaúdeMaterna–1ºSem.–Prof.VeraTomás
Mod.CPD.05
Malária

Os efeitos da malária congénita parecem reflectir mais a


contaminação durante o parto do que a passagem transplacentária.

Na malária congénita, a sintomatologia aparece cerca de 2 a 8


semanas após o parto, sendo basicamente:
Efeitos Fetais

Febre

Hepatomegália

Esplenomegalia

Anemia
Malária

Prevenção
–  A profilaxia é um dos aspectos com maior peso no combate à doença.

–  Para a profilaxia da malária na grávida, pode-se dar a cloroquina,


para as formas não resistentes. A quimioprofilaxia é ajustada a cada
caso, devendo ser iniciada uma semana antes da viagem para as zonas
endémicas, e continuada até 4 semanas depois do regresso.

–  Deve ter-se presente que não é eficaz a 100%.

–  Dado o elevado risco deve-se aconselhar a grávida a não viajar para


zonas endémicas.
Malária

•  O enfermeiro especialista deve proporcionar esclarecimentos à grávida


e aconselhá-la a não viajar para zonas endémicas, dado o risco

•  Colaborar nas medidas de profilaxia, detecção precoce e/ou


tratamento.

•  Proporcionar conselhos úteis (uso de repelentes, rede mosquiteira, evitar


o nascer e o por do sol, que é a altura que os mosquitos estão mais
activos)

•  Proporcionar os contactos da Linha de Saúde Pública para os viajantes.


HPV condilomatose
HPV condilomatose

Agente
Papiloma vírus

Período de incubação
Desconhecido.

Esta doença é também conhecida


como crista-de-galo ou cavalo-de-crista.
HPV condilomatose

Afecta superfícies epiteliais (pele e mucosas), infectando


SINTOMATOLOGIA

as células basais e replicando-se apenas nas células mais


diferenciadas da camada superior da epiderme.
HPV condilomatose
Efeitos fetais e neonatais

Efeitos fetais e neonatais :

tumores epiteliais das mucosas da laringe

verrugas genitais

papilomatose respiratória
HPV condilomatose

Existem mais de 200 serotipos de HPV diferentes. Cerca


de 50 serotipos infectam o aparelho genital feminino,
podendo dar origem a lesões benignas ou malignas do
colo uterino, vagina e vulva.
HPV condilomatose
Efeitos Maternos
HPV condilomatose

Os tratamentos são a cauterização e a intervenção cirúrgica

Se houver sintomatologia associada ou se os condilomas forem


Tratamento

volumosos.

Efectuado no final do 2º trimestre, evitando assim uma menor


recorrência antes do parto.
HPV Condilomatose

  Informar e preparar a grávida para a criocirurgia ou aplicação de laser para


retirar as verrugas.

  Informar a grávida da conduta que poderá ser adoptada no parto:

  A cesariana pode estar indicada nas mulheres em que os condilomas genitais


condicionam a obstrução do canal de parto ou se o parto vaginal
condicionar hemorragia excessiva.

  A via de transmissão vertical não é completamente compreendida pelo que a


cesariana não deve ser efectuada apenas para prevenir a transmissão fetal.

  Despertar a grávida para estar atenta à possível recidiva das verrugas após o
tratamento.

  A grávida deve manter a área genital seca e limpa, evitar a transmissão e


aconselhar o companheiro a ser tratado.