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O Funcionamento da Justiça Terapêutica e sua eficácia no Brasil.

O poder judiciário com a supervisão da Corregedoria Geral de Justiça implantou no ano


2000 aqui no Brasil o projeto chamado “Justiça Terapêutica”. O projeto por sua vez é um
conjunto de medidas e ações que procuram ajudar o infrator usuário ou dependente
químico, que cometeu algum crime (que envolva drogas) a se redimir diante de si mesmo e
a buscar compreender e a modificar sua realidade, ajudando-o a se reintegrar na
sociedade, contribuindo assim com o esgotamento de problemas sociais causados pelas
drogas.
O programa inicialmente está sendo aplicado aos poucos nos estados brasileiros, bem
como: Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e no Pará. O estado
que obteve mais êxito com o programa, no entanto é Pernambuco, onde em 2001 virou
centro pioneiro e de referência na América Latina. O centro atua de forma eficaz e já traz
bons resultados desde sua implementação.
Todo esse trabalho é feito tanto por operadores de Direito quanto os profissionais de saúde
(assistentes sociais e psicólogos), criando assim uma integração sendo necessário a
criação de equipes multiprofissionais, toda esta proposta, trabalha em prol da saúde e
reintegração do mesmo no meio social.
Nos estados de Minas Gerais, em 2003, e no Rio de Janeiro, em 2002, o programa recebeu
outro nome, Justiça Cidadã. Porém, no Rio de Janeiro eles restringirão os destinatários do
programa, sendo destinado apenas a jovens encaminhados para a Vara de Infância e
Juventude por atos que envolvesse o consumo de drogas.
Já em Sergipe e no Paraná, já havia programas para tratamentos de usuários e
dependentes que tenham cometido infrações relacionadas ao consumo de drogas, mas
estes, são programas de acompanhamento previstos na Lei do Tóxicos e não no programa
de Justiça Terapêutica.
Ademais sabemos que o ato em si de punição, em nada é eficaz nesses casos, já que o
sujeito além de continuar dependente das drogas, é preso, e dentro da própria prisão
aprende ainda mais sobre práticas de crimes com outros reclusos (conhecida popularmente
como “escola de bandidos”), presos por crimes mais graves, sendo assim, a incidência e
probabilidade de que o mesmo ao sair da prisão volte a cometer crimes para uso dos
entorpecentes é ainda maior, juntamente com o agravante, o da possibilidade do sujeito vir
a cometer crimes ainda piores.
Com o programa Justiça Terapêutica temos diversas vantagens, a maior dentre elas é a
diminuição da incidência do infrator voltar ao crime, mas há outras também, como a
diminuição considerável do custo de despesas para o estado. Outro ponto a se observar é
de que o sujeito não é exposto ao ambiente prisional, desta maneira o mesmo não fica
vulnerável a esse “aprendizado” e não sai mais agressivo e nem marginalizado do
encarceramento. A efetividade do programa não se limita apenas na possibilidade do
sujeito se curar, mas também na melhora no convívio entre o indivíduo com sua família e
amigos. Portanto, a pessoa que fez parte do projeto e mesmo assim não conseguiu se curar
totalmente, notasse uma melhora em sua qualidade de vida, já que seu acompanhamento é
feito de por técnicos responsáveis e com constantes avaliações em sua família, vida afetiva
e social.
Considerações Finais

Como discutido em grupo, a Justiça Terapêutica se faz muito importante hoje no Brasil, já
que o acesso a drogas tanto lícitas quanto ilícitas é muito fácil. Hoje o nosso sistema
carcerário é extremamente sucateado e com superlotação, além disso são que são lugares
onde formam mais criminosos. O crime desses sujeitos tem caráter baixo em relação aos
demais que estão nessas instituições de encarceramento, não cabendo a necessidade de
colocá-los lá, o programa Justiça Terapêutica se mostra eficaz e não se limita apenas a
julgá-los e prendê-los por tal ato. A reincidência do sujeito para o crime é praticamente nula,
além de fazê-lo ficar sóbrio e se reintegrar à sociedade, trazendo benefícios a todos, tanto
para o indivíduo em si, quanto para a sociedade em questão.

Referências:

http://www.abjt.org.br/
https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/1947/Justica-Terapeutica