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O PREGO E A CERCA

Era uma vez um jovem filho de um fazendeiro que tinha mau temperamento.

Todos os dias aquele jovem se envolvia em sarilhos, alguns causados por ele e
muitos outros porque o seu temperamento o atrai-a para a confusão.

O pai cansado de ouvir queixas pelos problemas do filho decidiu dar-lhe uma
missão.

Chamou-o e deu-lhe um saco de pregos e disse:

De cada vez que perdesse a calma, ele deveria pregar um prego na cerca.
O jovem acatou a ordem do pai.

No primeiro dia, pregou 17.

Nas semanas seguintes, continuou pregando pregos na cerca.

Olhado a cerca o jovem foi analisando que mais valia aprender a controlar o
seu temperamento.

Com o passar do tempo descobriu que era mais fácil controlar o seu
temperamento do que pregar aqueles pregos na cerca.

Finalmente, chegou o dia em que o jovem não perdeu a calma em nenhum


momento.

Decidiu então falar ao seu pai sobre isso e o pai sugeriu, que o filho tirasse da
cerca um prego por dia sempre que ele não perdesse a calma.

Os dias passaram e o jovem ia ficando calmo e sereno.


Quando finalmente foi ter com o pai para lhe contar, tinha retirado todos os
pregos da cerca, sentindo-se orgulhoso consigo próprio.

O pai, então, o pegou pela mão e juntos foram até a cerca onde lhe disse:

Fez muito bem meu filho, todo o seu trabalho foi meritório, e estou orgulho de
si, mas veja só como ficou a cerca cheia de buracos: esta cerca nunca mais
será a mesma!

Assim é quando nos envolvemos em situações que envolvem sentimentos de


raiva, ódio, inveja elas deixam marcas e cicatrizes.

Podemos ferir alguém com intenção ou mesmo sem intenção.

Não importa quantas vezes pedimos desculpas, nem as vezes que formos
desculpados a ferida fica lá.

Uma ferida com palavras é igual a uma ferida física.


Pode cair no esquecimento, as marcas deixadas pelo são para sempre.