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EQUAÇÕES DE CHUVA PARA 30 LOCALIDADES MARANHENSES

Sergio Barreto de Sousa 1

RESUMO - O objetivo deste trabalho foi o cálculo das equações de chuva para 30 localidades
situadas na região norte do Estado do Maranhão. Foram utilizados dados pluviométricos diários
com séries históricas variando entre 20 e 38 anos, provenientes dos arquivos da Agência Nacional
de Águas. Foram estimadas as grandezas das precipitações máximas diárias para períodos de
retorno de 10, 20 e 50 anos com a distribuição de Gumbel. O Método das Isozonas foi utilizado no
cálculo das chuvas intensas com durações de 0,1 a 24 horas, para os períodos de retorno 10, 20 e 50
anos. A função potência mostrou-se adequada na estimativa dos valores das precipitações intensas
para as freqüências esperadas para cada duração, permitindo assim sua utilização nas relações
chuva/descarga, empregadas no dimensionamento hidráulico de bueiros e pontilhões.

ABSTRACT - The aim of this work was to calculate intensity-duration-frequency equations for 30
rain gages located in the north region of Maranhão state. Rainfall data was used, whose annual
series vary between 20 and 38 years, provided by “Agência Nacional de Águas” database. The
Gumbel distribution was used to find the magnitude of daily maximum precipitation for return
periods from 10, 20 and 50 years. The Isozones method was used to estimate the rainfall intensities
values for durations from 0.1 to 24 hours for return periods considering 10, 20 and 50 years. The
power function was shown appropriate to estimate the values of the intense precipitations for
expected frequency for each duration, allowing like this its use in rainfall-runoff relationships
employed in design of storm drains and small bridges.

Palavras-Chave – equações de chuva; 30 localidades; Estado do Maranhão.

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Professor adjunto do CEFET-MA, DCC, Av. Getulio Vargas, 4 - São Luís/MA - 65.025-001. e-mail: soterrab@ig.com.br
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XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
1. INTRODUÇÃO
No Estado do Maranhão, devido a extensão de seu território e das características do seu
regime fluviométrico, os aspectos relacionados ao dimensionamento hidráulico de obras d’arte
correntes e especiais, a partir das relações chuva/descarga superficial, adquirem particular
importância, principalmente quando há carência de dados de vazões de rios.
Assim, o recurso é lançar mão dos registros de dados de intensidades de precipitação
disponíveis e procurar estabelecer relações intensidade-duração freqüência, objetivando a estimativa
da vazão de projeto para qual a estrutura hidráulica será dimensionada.
Pfafstetter (1957) obteve as equações das chuvas intensas para 98 estações pluviográficas e
pluviométricas distribuídas por todo o Brasil, sendo que, para o Estado do Maranhão, foram
estudadas as localidades de São Luís, Barra do Corda e Turiaçu.
A análise da situação da rede de estações climatológicas do Maranhão revela que o número
de pluviógrafos em funcionamento é muito pequeno. Apesar do numero de pluviômetros ser
relativamente bem maior do que o de pluviógrafos, apenas 32% das estações pluviométricas
operadas pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), em funcionamento, possuem
registros de chuvas diárias abrangendo períodos de observação suficientes para definição das
relações intensidade-duração-freqüência.
Tendo em vista a importância que representa a definição das equações de chuva para
dimensionamento de pequenas obras hidráulicas rodoviárias no Estado do Maranhão, o presente
trabalho teve como objetivos, ajustar um modelo teórico de distribuição de probabilidades aos
dados anuais de chuvas máximas diárias de 30 estações pluviométricas, situadas na região norte do
território maranhense, e estabelecer as equações de chuva a partir de seus registros históricos de
dados.

2 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Neste trabalho foi utilizado o Método das Isozonas, na determinação das chuvas intensas,
como alternativa ao método clássico dos pluviogramas.
Dada a maior facilidade de obtenção de séries de dados de precipitação de longa duração e à
possibilidade de correlacionarem dados das estações pluviométricas com os das estações
pluviográficas que permitam deduzir, em forma simples, as precipitações para períodos inferiores a
24 horas.
Existem vários procedimentos metodológicos para a determinação das chuvas intensas.
Relações Intensidade-Duração-Freqüência, o Método de Otto Pfafstetter e o Método das Isozonas

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XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
são os métodos mais utilizados na solução de problemas de engenharia, principalmente
rodoferroviária, onde a proteção das custosas superestruturas depende das boas condições de
drenagem.
Villela e Matos (1975) reportam que a equação mais utilizada nas cidades brasileiras para
expressar a relação intensidade-duração-freqüência das precipitações pode ser apresentada no
formato semelhante a (1).
KT m
i= (1)
(t + to) n
onde i é a intensidade máxima média (mm/min) para a duração t em minutos; K, m, to e n são
parâmetros relativos ao ajuste da equação.
O Quadro 1 relaciona os parâmetros de algumas cidades brasileiras, Villela e Mattos (1975).
Quadro 1 - Parâmetros das equações intensidade-duração-freqüência das cidades brasileiras
Localidade K m to n
São Paulo 3.462,700 0,172 22 1,025
Curitiba 1.239,000 0,150 20 0,740
Rio de Janeiro 99,154 0,217 26 1,150
Belo Horizonte 1.447,870 0,100 20 0,840

Ao analisar os registros pluviográficos e pluviométricos de 98 estações climatológicas


distribuídas pelo território brasileiro, Otto Pfafstetter (1957) observou que as precipitações seguiam
o padrão.
β
α+
P =T Tγ .[at + b.log (1 + ct)] (2)
onde P é a altura de precipitação (em mm), o primeiro termo, denominado fator de
probabilidade (K), é função do período de retorno T (anos) e o segundo termo é função da duração
da precipitação em horas e das grandezas a, b e c, constantes para cada estação, correspondendo à
precipitação para o período de retorno de 1 ano. No cálculo do fator de probabilidade, adotou-se o
valor de γ = 0,25 para todas as estações. O parâmetro α é função da duração da chuva t (Quadro 2):
Quadro 2 – Parâmetro α do fator de probabilidade
Duração 5 15 30 1h 2h 4h 8h 14 h 24 h 48 h 3d 4d 6d
(t) min min min
α 0,108 0,122 0,138 0,156 0,166 0,174 0,176 0,174 0,170 0,166 0,160 0,156 0,152

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O Quadro 3 mostra a relação entre os índices β, a, b e c, da duração da chuva t, das 3
localidades estudadas por Pfafstetter (1982) no estado do Maranhão.
Quadro 3 – Parâmetro β do fator de probabilidade
Localidade β a b c
t = 5 min t = 15 min t = 30 min t = 1h a 6 d
Barra do Corda - 0,08 0,04 0,08 0,12 0,1 28 20
São Luís - 0,08 0,00 0,00 0,08 0,4 42 10
Turiaçu 0,04 0,04 0,04 0,04 0,6 30 20
Torrico (1974), ao desenhar, no papel de probabilidades de Hershfield e Wilson, as
precipitações de 24 horas e 1 hora das mesmas estações pluviográficas utilizadas por Otto
Pfafstetter, observou que, prolongando-se as respectivas retas de altura de precipitação/duração,
estas tendem a cortar o eixo das abscissas em um mesmo ponto, para determinadas áreas
geográficas.
Esta tendência significa que, em cada área homóloga, a relação entre as precipitações de 1 e
24 horas, para um mesmo tempo de recorrência, é constante e independe das alturas de precipitação.
Método de Torrico (1974)
Fundamentos teóricos: a) o método se baseia na existência de áreas geográficas homólogas
(isozonas), onde há uma relação constante entre as precipitações de duração de 1 e 24 horas, para
um mesmo tempo de recorrência, e independe das alturas de precipitação; b) esta relação constante
permite determinar a correlação entre os dados das estações pluviográficas e pluviométricas, para
durações inferiores a 24 horas; c) a correlação das precipitações nas estações pluviométricas com as
isozonas, deduzidas das estações pluviográficas, estabeleceu um valor da relação 24 horas/1 dia,
para o tempo de recorrência base de um ano, igual a 1,095, com um desvio padrão de ± 6,6%; d) o
tempo de recorrência nesta relação não tem influência prática, porque a precipitação de um dia
equivale a uma duração média de 15 horas e 50 minutos, para um tempo de recorrência de um ano,
e a 16 horas e 10 minutos, para 10.000 anos de tempo de recorrência (± 0,1% de influência nas
alturas de precipitação).
3. MATERIAIS E MÉTODOS
Neste trabalho foram utilizados os seguintes materiais:
a) Micro PC Pentium IV, equipado com o software Microsoft Office 2003.
b) Registros diários de dados recentes de chuva de 30 estações pluviométricas, localizadas
no Estado do Maranhão, disponíveis nos arquivos da Agência Nacional de Águas,
abrangendo o período de 1968 a 2006 (Tabela 1/Figura 1).
c) Mapa das Isozonas do Brasil, Torrico (1974), (Figura 2).

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d) Tabela dos valores esperados da média e desvio-padrão da variável reduzida em função
do número de dados – Linsley (1975).
e) Tabela das variáveis reduzidas, probabilidades e períodos de retorno (Gumbel), Villela e
Mattos (1975).
f) Papel probabilístico, Torrico (1974), (Figura 3).
O método de trabalho envolveu três etapas:
1. Levantamento e seleção dos dados das séries históricas da rede de estações pluviométricas do
Estado do Maranhão, disponíveis nos arquivos da Agência Nacional de Águas;
2. Análise e ajustamento da série de valores máximos de alturas de precipitação diárias,
observadas em cada ano à distribuição de probabilidade de Gumbel, considerando os períodos
de retorno de 10, 20 e 50 anos, de modo a permitir o estabelecimento de critérios racionais de
dimensionamento hidráulico de bueiros e pontilhões, conforme recomendação do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes do Brasil - DNIT (2005).
Segundo Gumbel, a probabilidade (P) de uma dada precipitação ser igualada ou superada
por um determinado valor da variável aleatória, para um número infinito de dados é dada pela
equação:
−y
P = e−e (3)
O período de retorno, T em anos, definido como o inverso da probabilidade, isto é:
1
T = (4)
P
onde P = probabilidade de não ocorrerem precipitações maiores
e = base dos logaritmos neperianos
y = variável reduzida dada por:

y = (x − x f )S n
(5)
Sx
onde xf (moda dos valores extremos) dada por:
 _ 
__
y 
x f = x − Sx  n  (6)
 Sn 
 
x = média da variável x (altura de precipitação diária máxima anual).
A média da variável x é obtida pela expressão
_
x=
∑x (7)
n

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sendo n = número de anos de observação
_
yn e Sn = média e desvio-padrão da variável reduzida (valores tabelados)
Sx = desvio-padrão da variável x, dado pela expressão:
2

=
∑ (x − x ) (8)
S x
n −1
3. Aplicação do Método das Isozonas para a conversão das máximas alturas de chuva de um dia,
calculadas por Gumbel, em chuvas com duração entre 6 minutos e 24 horas, adotando-se os
seguintes procedimentos:
a) Localização da estação pluviométrica e da isozona correspondente.
b) Transformação da chuva de um dia em chuva de 24 horas de duração, multiplicando-se a
primeira pelo fator 1,10.
c) Seleção, na tabela do Mapa das Isozonas do Brasil, dos valores percentuais das relações
entre a chuva de 24 horas e as chuvas de 1 hora e de 6 minutos, para os períodos de retorno
de 10, 20 e 50 anos.
d) Cálculo das alturas de precipitação para 6 minutos e 1 hora, com essas percentagens e a
chuva de 24 horas (100%), as alturas de precipitação para 6 minutos e 1 hora.
e) Localização das alturas de chuva para 24 horas, 1 hora e 6 minutos de duração, no papel
probabilístico e traçado das retas das precipitações de 6min/1h e 1h/24h, no papel de
probabilidades.
f) Leitura da altura e da duração da precipitação correspondente, no gráfico do papel de
probabilidades, para qualquer valor contido no intervalo de duração de 6 minutos-24 horas.
g) Cálculo das intensidades das chuvas, dividindo-se a altura de chuva pela sua duração.
h) Estabelecimento das equações de chuva, do tipo potência, que relaciona a intensidade de
precipitação máxima com a sua duração, para dada freqüência.

i = at b (9)
onde i = intensidade da precipitação máxima média em milímetros por hora; t = duração da
precipitação em horas e a e b são constantes características de cada localidade, variando
com os períodos de retorno estatísticos 10, 20 e 50 anos.
Os valores das intensidades das precipitações calculados (em g) foram ajustados a uma
curva do tipo potência, com o concurso da planilha eletrônica Microsoft Excel 2003, utilizando
as matrizes de valores conhecidos (i; t) e retornando os valores das constantes “a” e “b”, bem
como o valor correspondente ao coeficiente de determinação para os dois conjuntos de dados.

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Tabela 1 - Estações pluviométricas utilizadas
Código Nº Nome do posto Município Lat. (S) Long. (W) Alt. (m) Período de observação

144002 1 Cururupu Cururupu 1º49'34” 44º52'04” - 1987-2006

145006 2 Cândido Mendes Cândido Mendes 1º27'21” 45º43'41” - 1986-2006

242002 3 Barro Duro Tutóia 2º54'08” 42º18’47” - 1984-2006

244012 4 São Bento São Bento 2º42'04” 44º49'24” - 1986-2005

245001 5 Alto Turi Monção 2º57'14” 45º39'53” - 1972-2006

245003 6 Maracaçumé Cândido Mendes 2º03'08” 45º57'30” - 1971-2006

245008 7 Pedro Rosário Viana 2º58'15” 45º21'18” - 1984-2006

245009 8 Pimenta Pinheiro 2º35'25” 45º21'55” - 1984-2006

245010 9 Pinheiro Pinheiro 2º30'55” 45º05'18” - 1986-2006

245011 10 Santa Helena Santa Helena 2º16'26” 45º16'16” - 1986-2006

342009 11 Barra da Onça S. Quitéria 3º21'53” 42º43'26” 43 1984-2006

343001 12 Iguara Vargem Grande 3º33'13” 43º52'25” - 1972-2006

343003 13 Nina Rodrigues Nina Rodrigues 3º27'34” 43º53'56” 90 1970-2006

343004 14 Munim Vargem Grande 3º35'43” 43º42'31” - 1973-2006

343009 15 Mata Roma Mata Roma 3º37'33” 43º06'44” - 1984-2006

343010 16 Brejo do Meio Chapadinha 3º55'34” 43º30'04” - 1984-2006

343011 17 Gonçalo Urbano Santos 3º02'39” 43º14'11” - 1984-2006

344004 18 Cantanhede Cantanhede 3º37'57” 44º22'35” - 1968-2006

344007 19 Piritoró Pirapemas 3º42'23” 44º17'14” 32 1972-2005

344008 20 Pedras Pirapemas 3º56'37” 44º01'03” 32 1979-2005

344010 21 Pres. Juscelino Pres. Juscelino 2º55'38” 44º03'51” - 1983-2005

344011 22 São Mateus São Mateus 3º59'00” 44º28'00” - 1983-2005

344012 23 Miranda Itapecuru Mirim 3º34'00” 44º35'00” - 1984-2006

345000 24 Aratoi Grande Vitória Do Mearim 3º46'15” 45º13'06” 70 1970-2005

345006 25 Pindaré-Mirim Pindaré-Mirim 3º39'30” 45º26'35” 23 1972-2005

345012 26 Boa Vista Pindaré Cajari 3º24'10” 45º00'38” - 1983-2006

345013 27 Newton Belo Monção 3º25'28” 45º40'10” - 1984-2006

346002 28 Tucuma Bom Jardim 4º13'53” 46º10'44” - 1984-2005

402013 29 Duque Bacelar Duque Bacelar 4º09’10” 42º56’46” 120 1984-2006

443006 30 Codó Codó 4º27'31” 43º52'36” - 1968-2005

Fonte: Agencia Nacional de Águas – ANA, 2006

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Figura 1 – Mapa de localização das estações pluviométricas

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PERÍODOS DE RETORNO EM ANOS

ZONA 1 h/24 h Chuva 6 min/24 h Chuva

5 10 15 20 25 30 50 100 1000 10000 5-50 100

A 36,2 35,8 35,6 35,5 35,4 35,3 35,0 34,7 33,6 32,5 7,0 6,3
B 38,1 37,8 37,5 37,4 37,3 37,2 36,9 36,4 37,2 36,0 8,4 7,5
C 40,1 39,7 39,5 39,3 39,2 39,1 38,8 38,4 37,2 36,0 9,8 8,8
D 42,0 41,6 41,4 41,2 41,1 41,0 40,7 40,3 39,0 37,8 11,2 10,0
E 44,0 43,6 43,3 43,2 43,0 42,9 42,6 42,2 40,9 39,6 12,6 11,2
F 46,0 45,5 45,3 45,1 44,9 44,8 44,5 44,1 42,7 41,3 13,9 12,4
G 47,9 47,4 47,2 47,0 46,8 46,7 46,4 45,9 44,5 43,1 15,4 13,7
H 49,9 49,4 49,1 48,9 48,8 48,6 48,3 47,8 46,3 44,8 16,7 14,9
Figura 2 - Mapa das Isozonas do Brasil (Fonte: Torrico, 1974).

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Figura 3 - Papel probabilístico (Fonte: Torrico, 1974).

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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A Tabela 2 apresenta os valores das intensidades máximas médias de precipitação,
calculadas pelo Método das Isozonas, correspondentes às durações de 0.1, 0.2, 0.4, 1, 2, 4, 8, 16 e
24 horas, para cada uma das 30 estações pluviométricas.
Uma análise sumária da distribuição das chuvas diárias máximas médias, na região estudada,
mostra três zonas distintas, com as seguintes características:
● Uma zona central de transição (entre continental e marítima), situada entre os meridianos de
44º e 45ºW, com valores de intensidade relativamente altos, abrangendo as estações
pluviométricas 1, 4, 18, 19, 21, 22, 23 e 26.
● Uma zona de influência do semi-árido brando, que vai da fronteira Maranhão-Piauí até o
meridiano de 44ºW, com valores de intensidade relativamente baixos, abrangendo as
estações pluviométricas 3, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 20, 29 e 30.
● Uma zona de influência amazônica, que se estende da fronteira Maranhão-Pará até o
meridiano de 45ºW, com valores de intensidade relativamente baixos, abrangendo as
estações pluviométricas 2, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 24, 25, 27 e 28.
A ocorrência de pequenas taxas de variação da altura de precipitação com a distância,
verificadas nas estações localizadas na faixa zonal de influência marítima, sugere a existência de
uma região com características climáticas homólogas, com coeficientes de intensidade suaves,
corroborando o conceito das isozonas (Torrico, 1974).
Entre a zona central e as zonas contíguas, foram verificadas altas taxas de variação das
alturas das chuvas máximas com a distância, da ordem de 1mm/km, constatando-se a necessidade
da utilização da informação disponível (pluviográfica e pluviométrica), para calcular as equações de
chuva, inclusive para áreas com coeficientes de intensidade suaves.
A ocorrência dessas chuvas máximas está associada ao deslocamento anual da Zona de
Convergência Intertropical, que alcança a região, provocando precipitações convectivas intensas
durante os meses mais chuvosos, de fevereiro a março.
A Tabela 3 apresenta as constantes “a” e “b” das equações de chuva descritas em (9),
calculados pela planilha Microsoft Excel 2003, considerando o intervalo das durações das
precipitações de 6 minutos a 24 horas e os períodos de retorno 10, 20 e 50 anos, com os respectivos
coeficientes de determinação (r²).
Para todas as localidades estudadas, o modelo utilizado mostrou um bom ajuste para
descrever o comportamento das chuvas intensas face às variações em sua duração e em seu período
de retorno, apresentando valores dos coeficientes de determinação (r²) maiores que 98%.

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XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
Tabela 2 – Intensidades máximas médias de precipitação (mm/h)
Alto Turi t (h) T10 T20 T50 Munim T10 T20 T50
0,1 169,0 191,0 219,0 130,0 145,0 164,0
0,2 150,0 160,0 185,0 115,0 130,0 145,0
0,4 102,5 112,5 130,0 83,8 91,3 101,3
1 58,6 65,5 74,0 48,4 53,4 59,4
2 36,0 40,3 45,9 30,0 33,0 37,0
4 21,8 24,3 27,6 18,3 20,0 22,5
8 12,9 14,6 15,4 11,1 12,1 13,8
16 7,4 8,4 9,6 6,6 7,3 8,3
24 5,6 6,3 7,2 4,9 5,4 6,1
Aratoi Grande t (h) T10 T20 T50 Newton Belo T10 T20 T50
0,1 177,0 197,0 222,0 183,0 206,0 235,0
0,2 150,0 165,0 185,0 150,0 182,5 200,0
0,4 107,5 117,5 132,5 107,5 125,0 140,0
1 61,4 67,5 75,1 63,3 70,5 79,5
2 38,5 42,0 46,5 38,5 44,0 48,5
4 22,5 25,0 28,3 23,3 26,8 29,0
8 13,6 15,0 17,0 13,9 15,8 17,3
16 8,1 8,9 10,0 8,3 9,4 10,2
24 5,9 6,5 7,4 6,1 6,8 7,8
Barra do Onça t (h) i10 i20 i50 Nina Rodrigues T10 T20 T50
0,1 134,0 148,0 166,0 159,0 181,0 210,0
0,2 117,5 137,5 150,0 137,5 155,0 185,0
0,4 85,0 98,8 82,5 100,0 113,8 130,0
1 49,8 54,5 60,4 59,0 66,6 76,2
2 31,5 34,0 38,5 36,5 41,8 47,8
4 19,0 20,8 23,4 22,3 25,4 29,5
8 11,4 12,5 14,1 13,4 15,4 17,9
16 6,8 7,5 8,8 8,0 9,2 10,7
24 5,0 5,5 6,2 5,9 6,7 7,8
Barro Duro t (h) T10 T20 T50 Pedras T10 T20 T50
0,1 150,0 169,0 193,0 186,0 211,0 243,0
0,2 130,0 150,0 165,0 155,0 185,0 205,0
0,4 95,0 106,3 121,3 115,0 127,5 127,3
1 55,5 62,0 70,2 64,3 72,2 82,1
2 34,8 39,0 44,0 40,0 44,5 50,5
4 21,0 23,8 27,1 24,0 26,8 30,8
8 12,8 14,3 16,3 14,2 16,0 18,4
16 7,6 8,6 9,8 8,4 9,5 10,9
24 5,6 6,3 7,2 6,1 7,0 8,0
Boa Vista Pindaré t (h) T10 T20 T50 Pedro Rosario T10 T20 T50
0,1 195,0 223,0 259,0 144,0 159,0 179,0
0,2 165,0 185,0 215,0 120,0 135,0 150,0
0,4 117,5 132,5 155,0 86,3 97,5 108,8
1 67,4 76,4 87,6 49,8 54,6 60,5
2 41,8 47,3 54,5 30,0 33,5 38,0
4 25,0 28,5 30,8 18,3 20,0 22,5
8 15,0 17,1 19,8 11,0 12,1 13,6
16 8,9 10,1 11,7 6,5 7,1 8,1
24 6,4 7,4 8,6 4,8 5,3 5,9

12
XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
Tabela 2 – Intensidades máximas médias de precipitação (mm/h)
Brejo do Meio t (h) T10 T20 T50 Pimenta T10 T20 T50
0,1 180,0 202,0 232,0 148,0 168,0 194,0
0,2 150,0 175,0 200,0 135,0 150,0 167,5
0,4 110,0 125,0 142,5 95,0 107,5 147,5
1 62,2 69,4 78,4 54,8 61,7 70,4
2 38,3 42,8 48,5 34,3 38,5 45,0
4 22,6 25,8 29,5 20,9 23,8 27,5
8 13,8 15,4 17,7 12,5 14,2 16,5
16 8,1 9,2 10,5 7,5 8,6 9,8
24 5,9 6,7 7,7 5,5 6,2 7,2
Candido Mendes t (h) T10 T20 T50 Pindaré Mirim T10 T20 T50
0,1 150,0 169,0 195,0 200,0 224,0 258,0
0,2 140,0 155,0 180,0 160,0 190,0 215,0
0,4 102,5 116,3 131,3 117,5 127,5 150,0
1 60,5 67,9 77,2 65,5 72,7 65,5
2 38,5 43,0 50,0 40,0 44,5 50,8
4 23,8 26,8 30,8 23,6 26,5 30,3
8 14,4 16,3 18,8 14,0 15,6 18,1
16 8,6 9,8 11,3 8,3 9,3 10,6
24 6,4 7,2 8,3 6,0 6,7 7,7
Cantanhede t (h) T10 T20 T50 Pinheiro T10 T20 T50
0,1 198,0 224,0 256,0 147,0 165,0 188,0
0,2 165,0 187,5 215,0 135,0 150,0 167,5
0,4 117,5 130,0 153,8 96,3 107,5 118,8
1 68,5 76,6 86,7 54,5 60,7 68,4
2 41,8 46,5 55,0 34,3 38,5 43,5
4 25,0 28,3 33,0 20,8 23,4 26,6
8 15,0 17,0 19,9 12,5 14,0 17,4
16 9,0 10,1 11,8 7,4 8,4 9,6
24 6,5 7,4 8,5 5,5 6,1 7,0
Codó t (h) T10 T20 T50 Piritoró T10 T20 T50
0,1 201,0 223,0 251,0 167,0 185,0 209,0
0,2 165,0 185,0 205,0 145,0 157,5 182,5
0,4 115,0 128,8 142,5 100,0 110,0 125,0
1 65,9 72,3 80,4 57,6 63,5 70,7
2 39,5 43,5 48,5 35,8 39,5 44,0
4 23,4 26,3 29,5 21,3 23,8 26,8
8 14,0 15,5 17,5 12,6 14,1 16,0
16 8,3 9,2 10,4 7,5 8,4 9,4
24 6,0 6,7 7,5 5,5 6,1 6,9
Cururupu t (h) T10 T20 T50 Pres. Juscelino T10 T20 T50
0,1 175,0 197,0 226,0 165,0 189,0 219,0
0,2 150,0 175,0 200,0 147,5 165,0 190,0
0,4 108,8 125,0 142,5 105,0 117,5 137,5
1 65,1 72,6 82,1 61,4 69,5 61,4
2 40,0 45,0 52,0 38,5 43,5 50,0
4 24,5 27,5 31,8 23,4 26,8 30,8
8 14,8 16,8 19,1 14,1 16,2 18,6
16 8,8 10,0 11,4 8,4 9,6 11,1
24 6,5 7,3 8,4 6,2 7,0 8,2

13
XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
Tabela 2 – Intensidades máximas médias de precipitação (mm/h)
Duque Bacelar t (h) T10 T20 T50 Sta. Helena T10 T20 T50
0,1 180,0 201,0 228,0 143,0 162,0 185,0
0,2 150,0 175,0 200,0 95,0 105,0 130,0
0,4 107,5 122,5 137,5 82,5 92,5 103,8
1 62,4 68,9 77,0 53,1 59,4 67,4
2 38,5 42,5 48,0 33,5 37,0 41,0
4 22,9 25,6 29,0 20,4 22,6 25,0
8 13,8 15,3 17,4 12,3 13,8 15,0
16 8,1 9,1 10,3 7,3 7,6 8,8
24 6,0 6,6 7,5 5,3 6,0 6,9
Gonçalo t (h) T10 T20 T50 São Bento T10 T20 T50
0,1 127,0 141,0 159,0 208,0 240,0 281,0
0,2 110,0 125,0 145,0 180,0 200,0 240,0
0,4 82,5 91,3 100,0 125,0 126,8 167,5
1 47,2 51,9 57,9 72,1 82,3 94,9
2 30,0 32,5 36,0 44,0 50,0 59,0
4 18,0 20,0 22,1 26,6 30,5 35,8
8 10,9 12,1 13,5 15,9 18,4 21,4
16 6,4 7,2 8,1 9,4 10,9 12,7
24 4,7 5,3 5,9 6,9 7,9 9,3
Iguara t (h) T10 T20 T50 São Mateus T10 T20 T50
0,1 145,0 161,0 182,0 220,0 250,0 290,0
0,2 132,5 145,0 160,0 177,5 202,5 237,5
0,4 92,5 100,0 112,5 125,0 142,5 165,0
1 53,9 59,4 66,3 71,9 81,1 92,7
2 33,8 37,5 40,0 43,5 50,0 56,5
4 20,4 22,5 24,3 25,9 29,5 34,1
8 12,5 13,8 14,5 15,4 17,5 20,1
16 7,4 8,2 8,6 9,1 10,3 11,9
24 5,4 6,0 6,8 6,6 7,5 8,7
Maracaçume t (h) T10 T20 T50 Tucuma T10 T20 T50
0,1 167,0 185,0 209,0 183,0 205,0 233,0
0,2 150,0 165,0 185,0 150,0 170,0 190,0
0,4 107,5 117,5 130,0 102,5 116,3 132,5
1 61,9 68,0 75,8 59,8 66,4 74,8
2 38,5 42,5 47,5 36,0 40,0 45,25
4 23,4 26,0 29,3 21,5 24,0 27,5
8 14,1 15,9 17,8 12,8 14,1 14,1
16 8,4 9,4 10,6 7,5 8,4 8,4
24 6,2 6,9 7,8 5,5 6,1 6,1
Mata Roma t (h) T10 T20 T50 Miranda T10 T20 T50
0,1 180,0 200,0 226,0 199,0 227,0 264,0
0,2 150,0 170,0 197,5 170,0 200,0 225,0
0,4 106,3 121,3 140,0 125,0 142,5 165,0
1 62,1 68,6 76,6 73,8 83,5 96,0
2 38,3 42,5 48,3 46,0 52,3 60,0
4 22,8 25,8 29,0 28,3 32,0 37,0
8 13,8 15,3 17,3 17,1 19,1 22,4
16 8,1 9,1 10,2 10,1 11,4 13,4
24 5,9 6,6 7,5 7,4 8,4 9,8
(1) = t(h) duração da chuva em horas.
(2) = T10-T20-T50 períodos de retorno 10, 20 e 50 anos.
14
XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
Tabela 3 - Constantes a e b das equações de chuva para 30 localidades maranhenses
Localidade Período de Coeficientes calculados Coeficiente de
retorno a b determinação
(ano) (r²)
10 54,424 - 0,6251 0,9861
Cururupu 20 61,773 - 0,6276 0,9861
50 70,685 - 0,6272 0,9863
10 50,950 - 0,6069 0,9814
Cândido Mendes 20 57,293 - 0,6046 0,9819
50 65,848 - 0,6044 0,9825
10 46,929 - 0,6263 0,9856
Barro Duro 20 52,943 - 0,6275 0,9860
50 59,951 - 0,6246 0,9865
10 61,424 - 0,6485 0,9879
São Bento 20 68,979 - 0,6389 0,9899
50 82,336 - 0,6469 0,9888
10 50,118 - 0,6529 0,9871
Alto Turi 20 55,729 - 0,6647 0,9883
50 63,393 - 0,6523 0,9886
10 52,611 - 0,6301 0,9853
Maracaçumé 20 58,138 - 0,6276 0,9858
50 65,156 - 0,6262 0,9869
10 42,124 - 0,6462 0,9883
Pedro Rosário 20 46,756 - 0,6491 0,9880
50 52,456 - 0,6464 0,9885
10 46,767 - 0,6308 0,9852
Pimenta 20 52,816 - 0,6283 0,9857
50 62,176 - 0,6343 0,9802
10 46,688 - 0,6321 0,9845
Pinheiro 20 52,311 - 0,6298 0,9850
50 59,450 - 0,6222 0,9855
10 42,592 - 0,6005 0,9822
Santa Helena 20 47,371 - 0,6056 0,9817
50 54,133 - 0,6118 0,9865

15
XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
Tabela 3 - Constantes a e b das equações de chuva para 30 localidades maranhenses
Localidade Período de Coeficientes calculados Coeficiente de
retorno a b determinação
(ano) (r²)
10 42,200 - 0,6257 0,9851
Barra da Onça 20 47,072 - 0,6337 0,9847
50 50,611 - 0,6133 0,9868
10 45,925 - 0,6292 0,9852
Iguara 20 50,587 - 0,6271 0,9860
50 55,638 - 0,6349 0,9872
10 49,607 - 0,6264 0,9858
Nina Rodrigues 20 56,422 - 0,6245 0,9860
50 65,426 - 0,6253 0,9869
10 40,933 -- 0,6283 0,9852
Munim 20 45,319 - 0,6296 0,9863
50 50,824 - 0,6278 0,9873
10 52,643 - 0,6453 0,9883
Mata Roma 20 58,988 - 0,6468 0,9879
50 67,061 - 0,6497 0,9877
10 52,885 - 0,6471 0,9877
Brejo do Meio 20 59,853 - 0,6495 0,9877
50 68,355 - 0,6487 0,9884
10 40,060 - 0,6265 0,9844
Gonçalo 20 44,481 - 0,6271 0,9853
50 49,879 - 0,6285 0,9867
10 57,898 - 0,6456 0,9884
Cantanhede 20 65,107 - 0,6452 0,9892
50 75,409 - 0,6434 0,9882
10 47,260 - 0,6496 0,9878
Piritoró 20 54,461 - 0,6457 0,9882
50 61,535 - 0,6488 0,9885
10 54,962 - 0,6466 0,9870
Pedras 20 62,244 - 0,6506 0,9881
50 69,613 - 0,6403 0,9903
10 52,123 - 0,6270 0,9852
Pres. Juscelino 20 59,087 - 0,6245 0,9861
50 66,104 - 0,6199 0,9881
10 61,160 - 0,6610 0,9899
São Mateus 20 69,610 - 0,6613 0,9897
50 80,358 - 0,6631 0,9905
10 62,204 - 0,6236 0,9855
Miranda 20 70,992 - 0,6274 0,9859
50 81,939 - 0,6234 0,9867
10 52,385 - 0,6463 0,9873
Aratoi Grande 20 57,737 - 0,6457 0,9883
50 64,830 - 0,6450 0,9888

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XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
Tabela 3 - Constantes a e b das equações de chuva para 30 localidades maranhenses
Localidade Período de Coeficientes calculados Coeficiente de
retorno a b determinação
(ano) (r²)
10 55,889 - 0,6621 0,9890
Pindaré-Mirim 20 62,765 - 0,6646 0,9898
50 70,061 - 0,6597 0,9911
10 57,539 - 0,6460 0,9877
Boa Vista Pindaré 20 65,256 - 0,6444 0,9884
50 75,155 - 0,6466 0,9891
10 53,351 - 0,6433 0,9885
Newton Belo 20 61,246 - 0,6493 0,9876
50 68,087 - 0,6524 0,9890
10 50,809 - 0,6625 0,9901
Tucuma 20 56,922 - 0,6647 0,9902
50 62,780 - 0,6898 0,9868
10 52,837 - 0,6455 0,9878
Duque Bacelar 20 59,387 - 0,6500 0,9879
50 67,181 - 0,6498 0,9885
10 55,961 - 0,6637 0,9899
Codó 20 62,202 - 0,6643 0,9900
50 69,529 - 0,6618 0,9907

A Figura 4 mostra, a título de exemplo, as curvas intensidade-duração-freqüência da


localidade de Codó, permitindo ilustrar o decréscimo da intensidade da precipitação (i) com a
duração (t) da equação tipo potência, conforme descrito na expressão (7).

T10 T20 T50

260
240
intensidade da precipitação (mm/h)

220
200
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1011 12131415 161718 19202122 2324
duração (hora)

Figura 4 – Curvas IDF da localidade de Codó.


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XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
5. CONCLUSÔES
O equacionamento utilizado neste trabalho apresentou um bom ajuste às intensidades das
chuvas calculadas pelo Método das Isozonas para o intervalo de duração de 6 minutos a 24 horas,
variando com os períodos de retorno 10, 20 e 50 anos, permitindo assim seu emprego na estimativa
das relações chuva/descarga superficial para 30 localidades situadas na região norte do Estado do
Maranhão.
A existência de variabilidade espacial dos valores de intensidade máxima média de
precipitação para algumas estações pluviométricas, recomenda a adoção de qualquer um dos
métodos utilizados em Hidrologia para a definição das relações intensidade-duração-freqüência para
as localidades maranhenses não estudadas.
As chuvas máximas na região são de caráter moderado a forte, curta duração e concentradas
em pequenas áreas. Uma vez que a distribuição das chuvas intensas nas superfícies das bacias não é
uniforme, recomenda-se o emprego de fatores redutores ou coeficientes de abatimento das chuvas
de ponta antes de serem utilizadas nas relações precipitação/descarga superficial.

BIBLIOGRAFIA

1. BRASIL. DNIT Manual de hidrologia básica para estruturas de drenagem. 2 ed. Rio de
Janeiro, 2005. 117p.

2. LINSLEY, R. K.; KOHLER, M. A. PAULHUS, J. L. H. Hydrology for engineers,


McGraw-Hill Kogakusha Ltd. 2 ed., Tokyo, 1975. 481p.

3. PFAFSTETTER, O. Chuvas Intensas no Brasil: Relação entre Precipitação, Duração e


Freqüência de Chuvas Registradas com Pluviógrafos em 98 Postos Meteorológicos. 2. ed.
Rio de Janeiro: DNOS, 1982. 426p.

4. TORRICO, J. J. T. Práticas Hidrológicas. Rio de Janeiro: Transcon, 1974. 119 p.

5. VILLELA, S. M.; MATTOS, A. Hidrologia Aplicada. São Paulo: McGraw-Hill, 1975.


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