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SANTOS & MÁRTIRES

Mortos por não serem homossexuais


Conheça a história dos 22 mártires católicos de Uganda, que preferiram
morrer a consentir nos desejos impuros do Rei Mwanga I. O seu testemunho
atesta que “os prazeres mundanos e o poder terreno não dão alegria e paz
duradouras”.

Equipe Christo Nihil Praeponere 3 de Dezembro de 2015

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Os primeiros missionários cristãos a pisarem no atual


território de Uganda eram protestantes. Em 1877, eles foram
acolhidos por Mutesa, o monarca de "Buganda" – como então
era chamado o reino –, ficando livres para expandir a fé
cristã em meio à população. A tolerância do Rei era tanta,
que os missionários podiam pregar Jesus Cristo entre os
próprios membros da sua corte. Mutesa mesmo, no entanto,
não estava disposto a abandonar a poligamia – nem a
circuncidar-se, como pedia o Islã. Apesar de aberto à
pregação de todas as religiões, ele ficaria sem escolher
nenhuma.
Dois anos mais tarde, em 1879, era a vez dos católicos serem
acolhidos em seu reino: os Missionários da África – ou
"Padres Brancos", como eram denominados – também
passaram a evangelizar Uganda.

Em suas bocas, estava o discurso inflamado contra as


práticas pagãs e supersticiosas dos nativos africanos. Os
missionários da época não sacrificavam a fé no altar do
"politicamente correto". Aderir a Cristo significava uma
ruptura total com o antigo modo de vida, uma completa
mudança de mentalidade e de comportamento. Ao aderir
àquela "religião estrangeira", os abasomi – como eram
chamados os convertidos à fé cristã – não só abandonavam
as velhas tradições de suas tribos, como eram considerados
"rebeldes" por seus compatriotas.

O martírio de José Mukasa


Um desses conversos, o seminarista católico José Mukasa,
era particularmente importante para a evangelização em
Buganda. Amigo pessoal tanto de Mutesa quanto de seu filho
Mwanga, Mukasa tinha levado a fé a muitos dos jovens
pajens que trabalhavam na corte real. A sua posição de
influência junto do Rei confirmava ainda mais a sua
liderança e eram muitos os que se faziam católicos graças à
sua pregação.

No entanto, aproximava-se o dia em que o mordomo real


teria de escolher entre Deus e César, entre o amor à Igreja e a
lealdade ao Rei.
De fato, tão logo assumiu o trono em lugar de seu pai,
Mwanga I demonstrou-se um verdadeiro inimigo da
religião cristã. Os seus motivos eram manifestos.
Influenciado por más amizades, Mwanga começou a praticar
a homossexualidade e, não podendo suportar as críticas da
moral cristã a esse comportamento, passou a perseguir
sistematicamente os cristãos de Buganda – tanto anglicanos,
quanto católicos. Também não lhe agradava a rejeição dos
cristãos ao tráfico de escravos, o qual constituía uma
importante fonte de recursos para o reino. Para que pudesse
agir como bem entendesse, Mwanga tinha tomado uma
firme decisão: teria que riscar o cristianismo do mapa de seu
reino.

No dia 31 de janeiro de 1885, os jovens anglicanos Makko


Kakumba, Yusuf Rugarama e Nuwa Sserwanga foram as
primeiras vítimas do Rei. Eles foram desmembrados e
queimados no povoado de Busega, ao sul do país. Não
contente com a execução, em outubro do mesmo ano,
Mwanga ordenou o assassinato do bispo anglicano James
Hannington, alegando "más intenções" por parte do prelado,
só por ele ter entrado no reino por uma rota mais curta que a
tradicional.

Tamanha barbaridade suscitou a indignação de José Mukasa,


que – a exemplo de Natã diante do rei Davi – reprimiu
severamente Mwanga, por matar Hannington sem ao menos
dar-lhe a oportunidade de defender-se. Outra crítica, todavia,
fez acender de vez a cólera real: avesso à homossexualidade
do monarca, Mukasa pediu a Mwanga que parasse de
compelir os membros da corte às suas imoralidades. De
fato, a promiscuidade do Rei era insaciável e ele não hesitava
em transformar os seus súditos em "parceiros sexuais".
Como reação a isso, José não apenas tinha ensinado os
rapazes a resistirem, como fez questão de deixá-los longe do
alcance do Rei.

Perturbado com as críticas de Mukasa, Mwanga jogou-o na


prisão e, no dia 15 de novembro, mandou queimá-lo
publicamente, para que servisse de exemplo a todo o povo de
Uganda. Antes de morrer, disse ao seu executor: "Um cristão
que dá a sua vida a Deus não tem razão para temer a
morte. Diga a Mwanga que ele me condenou injustamente,
mas eu o perdoo de todo o meu coração." O carrasco ficou
tão impressionado que decapitou-o antes de amarrá-lo e
queimar o seu corpo.

O massacre de Namugongo
Muitos outros cristãos caíram nas mãos de Mwanga,
totalizando um número de 45 mártires (22 deles católicos). A
perseguição da Coroa à fé cristã duraria até o dia 27 de
janeiro de 1887, com a morte do católico Jean-Marie Muzeeyi.
De todas as atrocidades cometidas por Mwanga, porém, a
pior de todas foi o massacre de Namugongo, quando 26
cristãos, sob a liderança de São Carlos Lwanga, foram mortos
de uma só vez.
Apontado pelo Rei como novo mordomo da corte, Lwanga
não demoraria a causar novos problemas à Coroa. Assim
como Mukasa, de fato, Carlos sabia ser "necessário antes
obedecer a Deus que aos homens" ( At 5, 29). Uma de suas
primeiras preocupações à frente do palácio foi justamente
proteger os jovens cristãos dos desejos luxuriosos do
monarca. Certa vez, um dos pajens se recusou a manter
relações sexuais com o soberano. Perguntado qual era o seu
motivo, ele respondeu que estava recebendo catequese de
um católico. Tomado pela ira, Mwanga chamou o
responsável à sua presença, tomou sua lança e decepou a sua
cabeça, sem piedade. 26 de maio de 1886, Daniel
Ssebuggwawo é a vítima da vez.

Ainda insatisfeito, o Rei convocou toda a corte para o dia


seguinte. Carlos Lwanga, prevendo o que haveria de
acontecer, deu o sacramento aos quatro catecúmenos que
ainda não tinham recebido o Batismo – entre eles, uma
criança de 14 anos, chamada Kizito. No outro dia, logo de
manhã, Mwanga separou de sua corte todos os cristãos e,
depois de pedir inutilmente que abandonassem a sua fé,
condenou-os todos à morte.
"Quem dentre vocês não tiver a intenção de rezar, pode ficar
aqui ao lado do trono; aqueles, porém, que quiserem rezar,
reúnam-se contra aquele muro", teria dito o Rei, na ocasião.
Lwanga foi o primeiro a dirigir-se ao muro, seguido por
outros tantos. Mwanga, então, perguntou-lhes: "Mas vocês
rezam de verdade?", ao que Carlos respondeu: "Sim, meu
senhor, nós rezamos e queremos continuar até a morte".

Alguns deles foram mortos ainda naquele mês, como o


católico Nowa Mawaggali, que padeceu estraçalhado por cães
selvagens. A maioria, porém, estava destinada a morrer em
Namugongo, no dia 3 de junho de 1886.

Era uma quinta-feira da Ascensão do Senhor e os


prisioneiros, sentenciados à fogueira, estavam tranquilos e
alegres diante de seu veredito. A fila de condenados partia ao
lugar da execução, rezando bem alto e recitando o Catecismo
pelo caminho. O pequeno Kizito simplesmente sorria, como
se tudo aquilo não passasse de uma brincadeira.
Testemunhas oculares relatavam a alegria e a confiança dos
mártires, encorajando uns aos outros, enquanto eram
amontoados em uma grande fogueira por seus carrascos.

"Invoque o seu Deus, e veja se ele pode salvá-lo", disse um


deles. "Pobre louco", replicou São Carlos Lwanga. "Você está
me queimando, mas é como se estivesse derramando água
sobre o meu corpo."

Os outros prisioneiros estavam igualmente calmos. Das


chamas ardentes, só se ouviam as suas orações e canções,
que ressoavam cada vez mais alto. Quem assistiu à
execução atesta nunca ter visto ninguém morrendo
daquela forma.

"Semente de novos cristãos"


São Carlos Lwanga e os outros 21 mártires católicos de
Uganda foram beatificados pelo Papa Bento XV, em 6 de
junho de 1920, e canonizados por Paulo VI, em 18 de outubro
de 1964.

Recentemente, durante viagem apostólica à África, o Papa


Francisco visitou o Santuário dos Mártires de Namugongo e
celebrou uma Missa em sua honra. "O testemunho dos
mártires mostra a quantos, ontem e hoje, ouviram a sua
história que os prazeres mundanos e o poder terreno não
dão alegria e paz duradouras", disse o Santo Padre. "São a
fidelidade a Deus, a honestidade e integridade da vida e uma
autêntica preocupação pelo bem dos outros que nos trazem
aquela paz que o mundo não pode oferecer."

Assim como em outros tempos da Igreja, o sangue desses


homens valorosos foi um incentivo para a conversão de
muitos outros. O reino de terror instaurado por Mwanga não
teve o efeito pretendido: ao invés de diminuir, o número de
cristãos só aumentou cada vez mais. Realmente, como
escreve Tertuliano, "sanguis martyrum semen christianorum –
o sangue dos mártires é semente de novos cristãos".

Hoje, Uganda é um país majoritariamente cristão, graças ao


exemplo desses jovens mártires, que resistiram a um
governo ímpio para guardar a sua fé e a sua castidade.
Notoriamente, trata-se do país africano que mais avanços
obteve no combate à AIDS, graças a um programa de saúde
que envolve principalmente – mais do que a simples
distribuição de preservativos – a abstinência e a fidelidade no
casamento. O programa já foi elogiado por especialistas e
apontado como o mais eficaz na contenção do vírus HIV.

A primeira-dama do país, Janet Museveni, fala abertamente


aos universitários sobre a castidade. "Honrem seus corpos
como templo de Deus", ela diz. "Não tomem atalhos nem
ponham em perigo suas vidas, utilizando meios inventados
pelo homem, como os preservativos, e indo contra o plano
de Deus para suas vidas."

Para quem teve Mwanga no passado, é alentador ter uma


posição tão contundente defendendo a castidade do alto dos
telhados. Que São Carlos Lwanga e seus 21 companheiros
mártires sigam intercedendo pela África e por todo o mundo,
a fim de que a castidade que os conduziu ao martírio arda no
coração dos nossos jovens e também os leve a um
testemunho irrepreensível de amor a Cristo.

Recomendações

John F. Faupel. African Holocaust: The Story Of The Uganda Martyrs. Literary
Licensing, 260p.

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como se Deus não existisse
“Que deve fazer um bom cristão, pela manhã, assim que desperta?” E “à noite,
antes de deitar, que se deve fazer?” São coisas que todo católico deveria
saber, mas não sabe, e mesmo quando sabe, nem sempre põe em prática.
Equipe Christo Nihil Praeponere 1 de Fevereiro de 2019

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“Que deve fazer um bom cristão, pela manhã, assim que


desperta?”, pergunta o Catecismo de São Pio X, e ele mesmo
responde: “Um bom cristão, pela manhã, assim que desperta,
deve fazer o sinal da Cruz, e oferecer o coração a Deus,
dizendo estas ou outras palavras semelhantes: Meu Deus, eu
vos dou o meu coração e a minha alma.” (n. 969)

“À noite, antes de deitar, que se deve fazer?”, pergunta o


mesmo Catecismo, e responde: “À noite, antes de deitar,
convém pôr-se, como de manhã, na presença de Deus,
recitar devotamente as mesmas orações, fazer um breve
exame de consciência, e pedir perdão a Deus dos pecados
cometidos durante o dia.” (n. 981)

De fato, quem possui ou já folheou algum bom livro de


orações, deve ter notado a presença de inúmeras fórmulas de
oração da manhã e oração da noite. É um costume antigo das
famílias católicas ensinar a seus filhos, desde a mais tenra
infância, esse gênero de preces. Mais do que decorar, porém,
esta ou aquela fórmula de oração em particular, o mais
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repercutiram a mesma história logo em seguida,
acompanhados pelo coro de sabe-se lá quantos políticos,
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A polêmica repercutiu até na Igreja e em sítios católicos na


internet. A escola onde os adolescentes estudam, Covington
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dos meninos. Dom Roger Foys, bispo da diocese de
Covington, em Kentucky, também condenou a agressão e
aproveitou para se desculpar pelo incidente. Na página da
Marcha pela vida, evento do qual os rapazes haviam
participado poucas horas antes de o problema acontecer, os
organizadores emitiram um comunicado repudiando a
zombaria contra os indígenas. Enfim, padres, blogueiros
continuar lendo
católicos e demais lideranças embarcaram na narrativa
midiática, que expressava indignação contra os rapazes,
aqueles “fascistas”, e exigia as devidas providências.

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Que tal morrer e... virar adubo?
Que diferença faz se o lugar do repouso final de uma pessoa for a base de
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John Horvat II Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere 28 de Janeiro de 2019

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Desde tempos imemoriais as pessoas têm enterrado seus


mortos. Algumas vezes elas chegaram mesmo a arriscar as
próprias vidas para cumprir esse dever básico de
humanidade. Em tempos de perseguição, por exemplo, os
cristãos se colocavam em grande perigo para reaver os
corpos dos mártires, a fim de que estes passassem pelos ritos
sagrados da sepultura cristã.

O Velho Testamento conta a história do velho Tobit, que,


quando exilado em Nínive, observava a lei hebraica de
enterrar os mortos, indo contra os desejos do Rei Senaquerib
(cf. Tb 1, 20).

O corpo humano é algo sagrado e deve ser


tratado com todo o respeito e a dignidade
devidas.

Até povos antigos como os gregos se sentiam compelidos a


tributar uma reverência final aos defuntos. Na peça
Antígona, Sófocles conta a história de uma irmã que desafia
as ordens do tirano grego Creonte de não enterrar o seu
irmão, que ele havia derrotado em batalha. Ela proclama
então que o direito de enterrar o próprio irmão provinha de
leis “que nunca foram escritas, mas são irrevogáveis; não
existem a partir de ontem, ou de continuar
hoje; são eternas, sim! E
lendo

ninguém sabe desde quando vigoram!”

O corpo humano é algo sagrado e deve ser tratado com

DOUTRINA

Deus predestinou
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Se Deus criou os homens sabendo que iriam uns para o céu e outros para o
inferno, seria correto dizer que Ele “predestinou” algumas almas a serem
condenadas?

Equipe Christo Nihil Praeponere 25 de Janeiro de 2019

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Se Deus criou os homens sabendo que iriam uns para o céu e


outros, para o inferno, seria correto dizer que Ele predestinou
algumas almas a serem condenadas, assim como
predestinou outras à salvação eterna?

Deve guiar-nos nesta resposta um versículo bíblico: “ Deus


quer que todos os homens se salvem e cheguem ao
conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4). Isso significa, em
primeiro lugar, que não: Deus não criou nenhum ser
humano com a intenção de condená-lo ao inferno. Essa tese
— assumida por Calvino em suas consequências mais
absurdas, a ponto de o herege reformador defender que Deus
teria predestinado o ser humano inclusive ao pecado — deve
ser descartada antes de qualquer coisa, sob o risco de
blasfemarmos contra a justiça e a santidade divinas.
Adotá-la equivaleria a dizer que Deus deseja o mal a suas
criaturas.

Mas o termo predestinação admite, de fato, inúmeros


sentidos. Por isso, antes de nos aprofundarmos na questão
teológica, seria importante deixar bem claro a que, afinal,
estamos nos referindo quando usamos este termo.

“Deus quer que todos os homens se salvem e


cheguem ao conhecimento da verdade.”
continuar lendo

Em um sentido mais amplo, predestinação seria “todo


decreto divino por meio do qual Deus, devido à infalível
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O verdadeiro “sexto sentido”


Se tivéssemos um “sexto sentido” aguçado para falarmos com nossos entes
queridos que já se foram, isso ainda seria muito pouco, diante da dádiva que é
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“Quando deixam de acreditar em Deus, as pessoas passam


a acreditar em qualquer coisa”: eis uma sentença
atualíssima de G. K. Chesterton. Não é novidade para
ninguém que nosso mundo, ainda que se denomine católico
nesta ou naquela região, vive uma terrível perda
generalizada da fé. Pessoas, famílias e sociedades que se
orgulhavam de seu batismo, que se ufanavam do título de
cristãs, hoje conservam dessa prática religiosa apenas uma
vaga lembrança.

Não seria exato dizer, no entanto, que nos transformamos


em ateus. Não. O homem é um ser essencialmente
religioso, de modo que, se não adora o Deus com “d”
maiúsculo, fatalmente ele molda para si outros deuses, com
“d” minúsculo; se não é o Evangelho de Cristo e o Catecismo
da Igreja que nossa época segue, então são as crendices, as
superstições e as idolatrias que predominam.
“Quando deixam de acreditar em Deus, as
pessoas passam a acreditar em qualquer
coisa.”

A crença de que os mortos estão de alguma forma entre nós,


por exemplo, é praticamente o ar que respiramos,
principalmente no Brasil, devido às fortes influências
espíritas que infelizmente recebemos da mídia e de nossos
continuar
antepassados. Vários anos atrás fez muito lendo
sucesso em todo o
mundo a produção O Sexto Sentido, cujo enredo reafirma
justamente esta tese: a de que as pessoas que morrem, no

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