Você está na página 1de 20

GROUTING

SOLOS
COLAPSÍVEIS E EXPANSIVOS
TRATAMENTO

DEZEMBRO 2015 Equipe de Projetos

1
Índice

1 Institucional..................... 3
2 Introdução....................... 4
3 Conceitos Básicos
sobre Expansibilidade e
Colapsibilidade................. 6
4 Solos Colapsíveis............... 7
5 Solos Expansivos...............13
6 A Solução Universal com
Grouting.........................17
7 Solos Expansivos. A Solução
Universal........................18
8 Solos Colapsíveis. A Solução
Universal........................19

2
Institucional

O Soft Soil Group tem quase 40 anos Com este nível de conheci-

de experiência no desenvolvimento mento, permite-se identifi-


car soluções diferenciadas
e aplicação de modernas e para todo tipo de projeto
inovadoras técnicas de e solo, com atendimento
tratamento de solos, sejam diferenciado e eficaz, sem-
arenosos ou argilosos. pre focado em critérios de
qualidade e segurança.

3
Introdução

A
previsão da estabilida- mecânicas e hidráulicas influencia- O Princípio das Tensões Efeti-
de e do comportamento das e dependentes de seu índice vas, para solo não saturado,
global de construções ou, de vazios e teor de umidade. Na como concebido para solos
tão somente aterros de um modo condição saturada, engenheiros saturados, não pode ser di-
geral, tanto nas fases de projeto, geotécnicos aceitam o uso do Prin- retamente aplicado. A teoria
construção e operação a longo cípio das Tensões Efetivas proposto proposta por Fredlund (1976),
prazo, exigem conhecimento da por Terzaghi em 1936, que fornece supõe que solo seja um ma-
resposta do solo a cargas e gradien- teoria aceitável para previsão do terial com quatro fases, onde
tes hidráulicos atuantes. Precisa-se, comportamento tensão-deforma- duas apresentam fluxo, o ar, e a
ainda, considerar a interação entre ção e variações do volume do solo. água, e duas relacionam-se com
camadas de solos presentes, sob As propriedades hidráulicas podem o equilíbrio das cargas atuantes
a ação tanto de agentes externos também ser previstas usando rela- no solo, e a resposta da estru-
como internos. Mas o solo, de um ções entre variações de volume ou tura do solo e seu “esqueleto”
modo geral, têm suas propriedades do índice de vazios. deformável.

Atuação do processo expansivo no


solo, em pisos e pavimentos.

4
Assim, a previsão torna-se comple- externamente, podem acontecer certas condições de tensões
xa para casos onde o solo altera- em edificações, tanques, estradas, atuantes, da estrutura, teor de
-se repentinamente, seja por seu barragens, escavações, etc. umidade e a água atuante, pode
comportamento mecânico, seja ser apresentada por qualquer
por suas propriedades hidráulicas, Até certo ponto, a bibliografia solo quando não saturado. Por
devido a mudança no teor de umi- específica indica que a carac- outro lado, a expansibilidade é
dade. Nestes casos, em geral asso- terística de colapsibilidade é vista como um comportamento
ciados com fluxos de água impostos um comportamento que, sob associado à composição minera-
lógica e química de certos tipos
de solos, excluindo-se o estado
de tensões da definição básica
que a caracteriza.

Quanto à colapsibilidade, é sa-


bido que quanto mais denso um
solo, menor será sua variação
de volume durante processos de
saturação. Uma densidade dita
ideal, pode ser alcançada utili-
zando-se teor de umidade ótimo
e quantidade correta de energia
de compactação, para o caso da
construção de aterros.
5
Conceitos Básicos sobre Expansibilidade e Colapsibilidade
• Primeiros Comentários

D
ada a grande expansão
demográfica e a neces-
sidade de se ocupar
novas áreas, seja para rodo-
vias, ferrovias, armazenagem,
tanques, ou habitação, diver-
sos problemas podem ocorrer
relativos à perda ou ganho de
volume de uma camada de solo. Conceito básico de recalque ou expansão da fundação quando, por exemplo, de uma
tubulação quebrada no instante t0 (A) e o consequente comportamento do solo.
A mudança acelerada do volume
do solo, traz preocupação cres- e acima. Sob certas condições do alteração nas cargas atuantes.
cente ao meio geotécnico. solo, estruturas projetadas para Estudos revelam características
se comportar satisfatoriamente, de solo não saturado, no entanto,
Uma situação típica de colapso ou repentinamente ou gradualmen- comumente, há presença d’água,
expansão de um solo de fundação, te, experimentam recalques ou que aumenta o teor de umidade
pode ser vista nas figuras abaixo distorções, sem que tenha havido do solo abaixo da estrutura.

Problemas típicos causados por mudança de volume nos solos

6
• Solos Colapsíveis
É comum supor-se que somente
O que dizem os pesquisadores:
solos arenosos ou siltosos sofram
colapso. Contudo, diversos casos • “Solos colapsíveis ou subsi- tam brusca redução de vo-

de solos, com forte porcentagem dientes são estruturalmen- lume, quando se aumenta a

de argila, predominantemente te instáveis, apresentando umidade podendo ser, tam-

plásticos, além de solos compac- mudança brusca no seu bém, necessário modificar o

tados, mostram-se passíveis de comportamento tensão- estado de tensões atuantes

sofrer colapso (Barden et al, 1973; -deformação quando se au- (figura abaixo). Deve-se en-

Cox, 1978; Mendonça, 1990). Atu- menta o grau de saturação, tender, por mais súbita que

almente é amplamente aceito que, sem mudança do estado de seja a redução de volume,

por exemplo, um tipo de solo com- tensões.” (Mariz, 1993). que esta velocidade será

pactado, no lado seco da curva de muito maior do que acon-

compactação, pode produzir uma • Colapso é o fenômeno ob- teceria no adensamento

estrutura colapsível, seja devido ao servado em alguns solos do solo argiloso saturado”

baixo teor de umidade, seja pelos não saturados, que apresen- (Mendonça, 1990).

baixos pesos específicos presentes.

Conceito básico de colapso.

Ruptura de parede de fundação devido ao


“efeito de uma bacia argilosa” do aterro.

Colapso do solo por processo de movimentação d’água no solo.

7
Assume-se, que o colapso está Processo de ruptura rápida
sempre associado a brusca devido ao colapso do solo.

perda de resistência do solo


em relação ao tempo, devido a
quebra das ligações cimentantes
entre suas partículas maiores em
estado não saturado.

Qian & Lin (1988) e Tadepalli &


Fredlund (1991) sugerem que
solos colapsíveis dividem-se em são, geralmente, considerados específico seco menor do que
duas categorias: como propriedades primárias 1,6ton/m3, ficam sujeitos à co-
que controlam a quantidade do lapso. Notou, contudo, que nem
1º. Que colapsam após inun- colapso. Diversos pesquisadores todos os solos com baixo peso
dações, com tensões totais sugerem tendência para colap- específico são colapsíveis na
iguais à do peso do solo que sar, quando o peso específico natureza. Ao mesmo tempo es-
estava acima. seco é menor que 1,6ton/m 3. tabelece que a condição inicial
Jennings & Knight (1975) afir- não saturada, é pré-requisito
2º. Para apresentar colapso, su- mam que esta asserção não pode para colapso.
gerem uma tensão total maior ser tomada como definitiva, o
do que o peso do solo acima. que também é confirmado por O ensaio edométrico consagrou-
Mackechnie (1989). Foi também -se como um dos ensaios que for-
Esta segunda categoria compre- sugerido que o comportamento necem as melhores informações
ende solos que tem características de colapso é ainda dependente com relação às características e
de cimentação nos contatos das do teor e tipo da argila. Macke- parâmetros do colapso de solos.
partículas. chnie (1989), estabeleceu que Contudo, recentemente, pesquisa-
solos não saturados, com peso dores e geotécnicos têm feito crí-
Por exemplo, solos compactados,
que sofrem colapso tem, tipica-
mente, um tipo aberto de estru-
tura com muitos espaços vazios,
o que possibilita a formação de
estruturas meta estáveis.

O peso específico inicial e o teor


de umidade das amostras de
solo, no instante da compactação
Colapso do solo em região localizada.

8
gundo Tadepalli & fredlund (1993),
Colapso do solo, sob o pavimento, após
um prolongado período de chuvas. parece ocorrer em um período de
tempo relativamente curto, em
resposta à infiltração de água a
uma tensão vertical constante. Um
aspecto discutido é o da tensão
vertical total ser de fato constante
durante o processo de inundação.
Pode ser, também, fruto de um
rearranjo radical das partículas de
solo, resultando em uma redução
significativa no volume total de
ticas acentuadas às condições das Hilf, 1961; Burland, 1965; Larinov, sua massa.
amostras quando do ensaio edo- 1965; Dudley, 1970; Barden et al.,
métrico (atrito da amostra com o 1973; Benvenuto, 1982; Cunha, Holtz & Hilf (1961) no 5º Congres-
anel e impedimento à deformação 1988; Mendonça, 1990; Mariz, so Internacional de Mecânica dos
lateral). Estes ensaios são, tam- 1993), diferindo consideravelmen- Solos e Engenharia de Fundações
bém, utilizados para estimar a pro- te do processo de consolidação descrevem o mecanismo de colap-
vável quantidade de colapso. Os clássico. No processo de consoli- so acompanhado de molhagem,
mecanismos prováveis, envolvidos dação, a variação do volume total resultado das pressões capilares
no fenômeno, foram sugeridos por do solo saturado ocorre como um que tendem a zero e o grau de sa-
diversos pesquisadores (Holtz & processo transiente. Colapso, se- turação aproximando-se de 100%.

Colapso do solo, motivado por ação localizada da água.


9
O mecanismo para solos não
coesivos foi explicado com base
na “redução do fator cisalhante”,
ou seja, relação entre resistência
e tensão cisalhantes, contra o
colapso. Postulou-se que durante
a inundação, o círculo de Mohr
move-se horizontalmente por uma
quantidade igual à pressão neutra
negativa, que existia antes.

Burland (1965), (Tadepalli e


Fredlund, 1993) explicam o me-
canismo de colapso em termos
Afundamento por colapso do solo induzido pela dissolução e lavagem do solo fino.
da estabilidade nos pontos de
contato entre-partículas. Devido Solos e Engenharia de Fundações, cem resistência temporária aos
à inundação, a pressão neutra além de Dudley (1970) e Barden vínculos de argilas quando em
negativa nos pontos de contato et al. (1973), descreveram o fe- estado seco.
decresce, possibilitando escor- nômeno de colapso em termos
regamento e distorção entre os de vínculos do material fino pre- O princípio básico, portanto,
grãos, o que provoca diminuição sente nos pontos de contato. Foi associado com todos os meca-
irrecuperável do volume total. sugerido que, no caso do vínculo nismos postulados, é que o solo
com material siltoso, a resistência não seja saturado. Alguns auto-
Larinov (1965), no 6º Congresso seria perdida durante a inun- res afirmam que outra condição
Internacional de Mecânica dos dação, resultando num decrés- básica é que a pressão neutra
cimo do volu- precisa ser negativa. Souza Pinto
me. Entretanto, (1994), observa que esta condi-
sugeriu-se que, ção é consequente da primeira,
em geral, o ma- não sendo contudo, necessária
terial presente para que haja o colapso.
nos contatos
dos solos co- A asserção de que os solos pre-
lapsíveis fosse cisam ser, previamente, não sa-
a argila. Dudley turados para apresentar colapso,
(1970) defende favorece a consideração dos
que as forças princípios da mecânica dos solos
capilares forne- não saturados (Fredlund, 1993).
Colapso do solo após intensas chuvas.

10
Os solos residuais, que exibem Colapso pode ocorrer também lixiviação. O tipo de rocha de ori-
alta propensão ao colapso são, em solos sobreadensados, como gem pode ser extremamente vari-
geralmente, os que sofrem alto nos casos mais comuns de solos ável. O fator comum, entretanto, é
grau de lixiviação. normalmente consolidados. O a presença de minerais suscetíveis
colapso, no domínio dos solos à ação do meio ambiente.
A divisão dos solos entre trans- sobreadensados será, em média,
portados e residuais, em ter- menor do que no domínio ime- Conclui-se, portanto, que colap-
mos de origem, é importante, diatamente acima da tensão de so é um fenômeno que somente
pois podem apresentar colap- préconsolidação. ocorre subsequentemente à
so. A característica comum será saturação e, em geral, subme-
uma estrutura colapsível que Os solos residuais que exibem co- tida a carregamento, podendo
está associada à uma permea- lapso substancial são geralmente ocorrer pois, muitos anos após a
bilidade relativamente alta. aqueles que sofrem alto grau de construção.

O Processo de colapso do solo.

Desde 1973, a partir de um reira (1991). As contribuições Na tabela, a seguir, apresentamos


trabalho do Professor Milton de Gehlling et al (1982), Aragão diferentes regiões do Brasil onde
Vargas, diversos estudos rela- e Melo (1982), Camapum de observou-se a presença de solos
tivos a solos colapsíveis vem Carvalho et al. (1982), Ferreira colapsíveis, com o tipo de solo pre-
sendo desenvolvidos no Brasil. et al (1986), Riani e Barbosa sente e seus autores. Esta tabela foi
Pode-se citar as teses de Ben- (1989), Signer et al (1989), Afli- originalmente extraída do trabalho
venuto (1982), Vieira da Cunha tos (1990), Aflitos et al (1990) de Mendonça (1991), sendo atua-
(1989), Mendonça (1991), Mariz e Ferreira & Lacerda (1993), lizada com observações feitas por
(1993) e os seminários de Fer- também sobressaem. Ferreira (1991) e Mariz (1993).

11
12
• Solos Expansivos

Exemplo de uma rodovia danificada por


ter subleito com argila expansível sem
qualquer tratamento.

Nos últimos 40 anos, progres- resultado da maioria das pes- apresenta propriedades de solos
sos consideráveis foram feitos quisas acadêmicas. A segunda, expansivos pouco conhecidas. A
na compreensão da natureza institucionais, compreendem segunda categoria,refere-se à
dos solos expansivos. As con- análises da mineralogia e estru- performance dos solos expan-
tribuições a este avanço tecno- tura do solo, além de ensaios sivos com ênfase no critério de
-científico podem ser separadas de laboratório. Estudos mais projeto e precauções construti-
em duas categorias. A primeira recentes, com base na sucção vas para estruturas apoiadas em
enfatiza o estudo teórico e é e pressão osmótica do solo, solos expansivos.

13
14
Atualmente, há grupos de traba-
lho com interesse crescente na
compreensão de argilas e xistos
expansivos.

Expansibilidade é a capacidade
do solo experimentar mudanças
de volume devido à entrada de Trincas nesta calçada de concreto provocadas por processo de expansão no solo.

água. Caso se aplique uma pressão, Schreiner (1987), em seu trabalho cida na água do solo é aumentada,
visando evitar esta expansão, a sobre métodos de previsão de o solo movimentar-se-á para fora,
magnitude necessária para que se solos expansivos preocupa-se, sob o efeito de tensões, diminuin-
mantenha o estado volumétrico acertadamente, em tentar definir do seu volume. Por outro lado, se
inicial deverá ser igual a tensão alguns conceitos que são básicos. água é adicionada ao sistema, a
de expansão no solo. O fenômeno Separa conceitos e definições para sucção diminui e o volume do solo
expansibilidade está vinculado expansividade intrínseca (intrinsic aumenta. A expansividade intrín-
à capacidade de alguns solos ar- expansiveness), expansão (swell) seca relaciona mudanças no teor
gilosos, em especial solos com e levantamento (heave). de umidade e, assim, alterações
componentes montmoriloníticos, de volume relativo à oscilações da
experimentarem modificações ex- Expansividade intrínseca corres- sucção. Um solo com expansivida-
pansivas em sua estrutural original. ponde a uma determinada proprie- de intrínseca elevada, exibirá teor
Não abrangendo certos solos que, dade do solo. A mudança de volu- de umidade ou grande mudança
em condições especiais de des- me de uma argila, devido à variação de volume, se comparado com solo
compressão, por uma escavação do teor de umidade ou sucção, é de baixa expansividade intrínseca,
por exemplo, provoque alívio de causada pela interação entre os quando sujeitos à mesma altera-
tensões, tendendo a apresentar minerais da argila e da água. A in- ção da sucção, sob condição de
inchamento/expansão na direção teração é a base da teoria da dupla tensões iniciais, sucção, e histórico
da escavação. camada de Gouy. Se a sucção exer- de tensões.

Expansão do solo, neste


pavimento industrial, causou
levantamento do pavimento
de concreto.

15
Expansão pode também ser
definido como a medida da de-
formação volumétrica ou axial
de um solo, motivado por um
conjunto particular de condições
de tensões e sucção.

O efeito do levantamento do solo,


corresponde ao deslocamento de
um determinado ponto no seu
interior, devido à mudanças de
sucção e tensões que interagem
Solos expansivos causam grandes tensões nas estruturas, suficientes para provocar
com a expansividade intrínseca. desplacamentos.

Segundo Gromko (1974), o levanta-


mento de um solo expansivo pode
ocorrer por uma das três formas:

1. Movimento geral para cima,


começando fracamente após o
início da construção e terminan-
do alguns anos depois após seu
final, provavelmente devido à
interrupção da evaporação pela tidade e frequência da chuva e
superfície do solo. velocidade de sua evaporação.

2. Expansão-contração cíclica sazo- 3. Levantamento local que pode ser


nal, normalmente em torno do resultado de quebra das redes de
perímetro da edificação e é, pri- água ou esgoto ou de um sistema
meiramente, relacionado à quan- de drenagem com problemas.

Características comparativas de solos expansivos.


Pavimento asfáltico sobre solo expansivo.

16
A Solução Universal com Grouting

A maneira mais eficiente de neutralizar solos colapsíveis e expansivos é atuando no solo, utilizando técnicas de grouting utilizando
soluções aquosas com aglomerantes ou quimicamente ativos.

E
xistem três modalidades nome Grouting, não é conside- • A Engegraut é a única em-
básicas de grouting, cada rada uma técnica de Grouting, presa na América Latina que
uma adequada a um tipo mas sim um soil-mixing (Berry, executa todas modalidades de
de problema a ser solucionado, Richard. 2000); grouting.
para um determinado tipo de
solo. As modalidades são:
• Compaction Grouting (técnica
universal);
• CPR Grouting (técnica patente-
ada pela Engegraut);
• Permeation Grouting (técnica
universal);
Permeation Grouting com soluções aquosas aglomerantes para neutralizar o
• Jet Grouting, embora tenha o efeito expansivo deste local no interior de uma indústria.

17
Solos Expansivos.
A Solução Universal

D
as técnicas de grouting,
o Permeation Grouting
é a que se aplica em
todo o mundo no tratamento
de solos expansivos. A estraté-
gia recai nas modalidades com
soluções aquosas aglomerantes,
de modo a impermeabilizar, via
saturação, impedindo que a água
chegue à matriz argilosa, neutra-
lizando o processo expansivo. E,
com soluções aquosas iônicas,
de modo a modificar, quimica-
mente, a natureza das ligações Soluções aquosas, com ultra baixa tensão superficial, é a melhor resposta contra o pro-
cesso de expansão no solo. A estratégia de trabalho é feita com base nas características
químicas da argila com a água, do solo local.

impedindo o processo expan- nas partículas das argilas, que de expansão do solo, a presença
sivo. Soluções aquosas iônicas atraem quimicamente a água. e o teor de sulfatos, o nível de
modificam as características dos Para ambas as soluções, torna-se sucção e o índice de plasticidade
íons carregados negativamente necessário conhecer o potencial das argilas e siltes.

Ausência de informações básicas a respeito do solo


do subleito dão como resultado movimentação do pavimento.

18
Solos Colapsíveis.
A Solução Universal

C
omo vimos, solos colapsí-
veis apresentam sintomas
instantâneos, com inten-
sidade significativa, ocorrendo
como resultado do crescimento
da umidade e do carregamento
imposto. Está sempre associado a
perdas bruscas de resistência, em
relação ao tempo, devido a perda
das ligações cimentantes entre as
partículas maiores do solo, agre-
gando-se grandes deformações. A
solução universal de tratamento
de solos colapsíveis é com Com-
paction Grouting, tensionando-se
novamente o solo, restituindo-se
as características tensão-defor-
mação, geralmente elevando-as
a patamares superiores. Tratamento do solo sob esta unidade industrial.

Perdas de resistência do solo, motivaram o fraturamento do pavimento do concreto.


19
Referências
• BALLOU, Ronald H, Logistica Empresarial, tradução Hugo T.Y. Yoshizaki, São Paulo - Atlas,1993. 388p.
• BANZATO, Eduardo; DA FONSECA, Luiz Roberto Palma - Projeto de Armazéns, Imam, São Paulo, 2008. 41 p.
• LAMBERT, Douglas M., STOCK, James R., Strategic Logistics Management, Third Edition, The Mcgraw-Hill
Companies, INC. Chicago 1993. 862 p.
• PMI, Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) 4ª Edição, Project Man-
agement Institute, Pennsylvania, 2008. 459 p.
• ROSS, David Frederick, Competing Through Supply Chain Management, Kluwer Academic Publishers,
Chicago, Illinois, 1999. 365 p.
• ROSS, David Frederick, Distribution – Planning and Control, Kluwer Academic Publishers, Chicago, Il-
linois, 1996. 779 p.
• RUSHTON, Alan, OXLEY, John, Handbook of Logistics and Distribution Management, Kogan Page, 1991. 339 p.
• SIMCHI-LEVI, David, KAMINSKY, Philip, SIMCHI-LEVI, Edith, Designing and Managing the Supply Chain – Con-
cepts, Strategies and Case Studies, Third Edition, The Mcgraw-Hill Companies, INC. 2008. 498 p.
• TACHIBANA, Luis Henrique. Gerenciamento de riscos de desenvolvimento em empreendimentos industriais/
logísticos: o caso de um condomínio logístico em Ribeirão Preto/L.H. Tachibana. - São Paulo, 2013. 103p.
• VIDOTTI, Fábio. Influência da localização na qualidade do investimento em galpões de armazenagem, com
salas de escritório, para locação na microrregião (km 13 ao 29) da Rodovia Anhanguera, em São Paulo. 2006.
Monografia (MBA em Gerenciamento de Empresas e Empreendimentos na Construção Civil, com ênfase em
Real Estate) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, Programa de Educação Continuada em Engen-
haria, São Paulo, 2006
• YIN, Robert K., Estudo de Caso: Planejamento e Métodos, 3ª edição, Bookman, Porto Alegre, 2005. 248 p.

20