Você está na página 1de 17

OS IMPACTOS AMBIENTAIS URBANOS NO DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DE

LAGARTO

Iran de Jesus Fraga1


Paulo Eduardo Toshiro Teruya2
Prof. Me. Almir de Souza Vieira Júnior³ (Orientador)

RESUMO

O nível de poluição global está aumentando a cada dia que passa. Hoje, ela tem gerado
diversos problemas não só nos grandes centros urbanos, mas pouco a pouco se
alastrando nas pequenas cidades e tomando conta de todo o mundo. Com isso, vários
fatores humanos têm sofrido as consequências, pois a poluição interfere diretamente na
saúde e nas fontes de consumo do ser humano, como na água, no ar que respiramos e
na alimentação. A sociedade por sua vez, que também contribui para essa poluição, cobra
das organizações maiores providencias, contudo, muitos se esquecem de fazer a sua parte.
A partir disso essa pesquisa visa como objetivo analisar os principais impactos ambientais
que a cidade de Lagarto/Se está sofrendo com seu contínuo processo de urbanização. Já
como objetivos específicos à pesquisa busca identificar as maneira com que as
organizações e a população podem agredir o meio ambiente; demonstrar os fatores
críticos no tocante à poluição do meio ambiente; apontar os benefícios que a preservação
ambiental trará para a sociedade. Para atingir esses objetivos foram utilizadas fontes de
pesquisas bibliográficas e documentais o que auxiliou nos resultados da pesquisa. Os
resultados mostraram que os impactos ambientais que a cidade tem sofrido com seu
processo de urbanização são vários, principalmente a poluição do solo, do ar e das
águas.

Palavras-Chave: Água. Solo. Poluição.

ABSTRACT

The overall level of pollution is increasing every passing day. Today, she has created
several problems not only in large urban centers, but gradually spreading in small towns
and taking over the world. Consequently, several human factors have suffered the
consequences, because the pollution directly affects the health and the sources of human
consumption, such as water, air we breathe and the food. The society in turn, also
contributes to the pollution charges providences of larger organizations, however, many

1 Graduado em Licenciatura em Geografia pela Faculdade José Augusto Vieira. Pós-Graduado do Curso
de Especialização em Território, Desenvolvimento e Meio Ambiente pela mesma instituição./ e-mail:
iranfraga@hotmail.com.
2 Graduado em Licenciatura em Geografia pela Faculdade José Augusto Vieira. Pós-Graduado do Curso
de Especialização em Território, Desenvolvimento e Meio Ambiente pela mesma instituição./ e-mail:
ducatoshiro@bol.com.br.
3 Mestre em Geografia pelo NPGEO/UFS. Professor da FJAV curso de licenciatura em Geografia.
Coordenador do Curso de Licenciatura em Geografia da FJAV. E-mail: almirvsjr@yahoo.com.br.

225
226

forget to do your part. From that this research aims to analyze the main environmental
impacts that the town of Lizard / If you are suffering with their ongoing urbanization
process. Have specific objectives the research seeks to identify the way in which
organizations and people can harm the environment, demonstrate the critical factors
regarding the pollution of the environment; pointing out the benefits that environmental
conservation will bring to society. To achieve these objectives were used sources of
bibliographic and documentary which assisted in the search results. The results showed
that the environmental impacts that the city has struggled with its urbanization process are
many, especially the pollution of soil, air and water.

Keywords: Water. Solo. Pollution.

1 INTRODUÇÃO

Por toda a vida acreditou-se que o desenvolvimento urbano e consequentemente,


das atividades industriais, proporcionariam a humanidade melhores condições de vida.
Entretanto, junto a esse crescimento resultante da globalização e dos avanços
tecnológicos, originou-se uma maior quantidade de poluentes, na medida em que
aumenta a demanda por produtos e serviços. Então, desde a Revolução Industrial, esse
processo trouxe consigo diversos benefícios econômicos, mas também sérias
consequências ambientais.
Ao longo dos tempos, a preocupação era de resolver problemas econômicos
fundamentais como? O que produzir? Para que produzir? Para quem produzir?
Atualmente, diante das pressões governamentais, da crescente conscientização da
sociedade e das pressões dos mercados internacionais, a maior preocupação das
organizações, mais destacadamente as de segmentos industriais potencialmente
poluidoras como as indústrias químicas, siderúrgicas, nucleares e petroquímicas, é
melhorar sua imagem perante a opinião social, desenvolvendo estratégias de gestão
ambiental, visando minimizar seus impactos sociais e ambientais.
Atualmente, as organizações se veem cada vez mais obrigadas a investir na
modificação de seu processo produtivo, dando ênfase à redução da emissão de efluentes e
geração dos resíduos poluentes, adotando procedimentos de reutilização e reciclagem de
materiais. A sociedade por sua vez, que também contribui para essa poluição, cobra das
organizações maiores providencia, contudo, muitos se esquecem de fazer a sua parte.
A partir disso essa pesquisa visa como objetivo analisar os principais impactos
ambientais que a cidade de Lagarto/Se está sofrendo com seu contínuo processo de

226
227

urbanização. Já como objetivos específicos à pesquisa busca identificar as maneira com


que as organizações e a população podem agredir o meio ambiente; demonstrar os
fatores críticos no tocante à poluição do meio ambiente; apontar os benefícios que a
preservação ambiental trará para a sociedade.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Impactos Ambientais Urbanos

Segundo Alvarez (2001) a globalização foi algo que sempre existiu, sendo que
ocorreu em momentos de maior e menor intensidade. Ela ainda diz que globalizar é uma
ação que provoca mudanças nas estruturas políticas, econômicas e sociais, gerando
pontos positivos, mas também podendo gerar inúmeros problemas e causar sofrimento às
nações e aos povos.
Conforme Donaire (1999) a globalização trouxe consigo um alto índice de
crescimento populacional, gerando o aumento da demanda, e causando assim, o
surgimento de um enorme número de empresas. Esse aumento gerou um consumo de
matérias-primas cada vez maior, aumentando assim, a sua escassez e
consequentemente degradando de forma massificada o meio ambiente.
O volume de problemas ambientais decorrentes da urbanização e da
industrialização no Brasil veio crescendo bastante ao longo dos anos. Em contrapartida,
as lentas atitudes tomadas pelas autoridades responsáveis tem tornado a qualidade de
vida da população péssima, pois todos sofrem com problemas como enchentes, poluição
do ar e das águas, excesso de lixos nas ruas, sendo estas situações que afetam e põe
em riscos os agravos socioambientais.

Estima-se que em média, o espaço consumido pela cidade seja pelo


menos dez vezes maior que aquele ocupado por sua malha urbana. As
grandes aglomerações urbano-industriais consomem enorme quantidade
de energia e matérias-primas e, assim, produzem toneladas de
subprodutos, resíduos sólidos (lixo), líquidos (esgoto) e gases (fumaças e
gases), que por não ser serem reaproveitados, acumulam-se no solo, nas
águas e no ar, causando uma série de desequilíbrio no meio ambiente.
(MOREIRA; SENE, 2005, p.499).

227
228

Para Mucelin e Bellini (2008) um fator que tem contribuído bastante para esses
impactos ambientais, são as constantes criações das cidades e as crescentes ampliações
das áreas urbanas, geralmente providas das migrações entre regiões pobres e as
grandes metrópoles.
De acordo com Jacobi (2006, p. 01) para tentar reverter esse quadro em que se
encontra atualmente considerado complicadíssimo é necessário que se trabalhe com
“políticas públicas orientadas para tornar as cidades social e ambientalmente sustentáveis
como uma forma de se contrapor ao quadro de deterioração crescente das condições de
vida”.
É necessária a reversão desse quadro, por que todo e qualquer cidadão, em seus
direitos legais e como morador urbano anseia viver em um ambiente saudável que
apresente as melhores condições para qualidade vida, como ar puro, desprovido de
poluição, água pura em abundância entre outras características tidas como essenciais.
(MUCELIN; BELLINI, 2008).
Dessa forma, vários meios devem ser criados para que possa ser ofertada a
população condições adequadas para manter uma qualidade de vida no mínimo digna da
manutenção de saúde e essas condições socioambientais são indispensáveis para isso.

2.2 Poluição

Os serviços sanitários em várias regiões brasileiras atualmente são precários ou


quase inexistentes. O abastecimento de água irregular, os altos índices de gases
lançados na atmosfera, à falta de redes de esgoto e as aglomerações de lixo, ameaçam o
quotidiano das populações urbanas, principalmente, pobres, enquanto a disposição final
dos resíduos, que geram a poluição do ar, das aguas e do solo.
O termo poluição deriva do latim polluere, que significa ‘mancha, sujar’. A poluição
por sua vez, não é algo novo, pois os romanos já sujavam o meio ambiente, há vários
séculos atrás. Contudo, isso não teve inicio com os romanos, mas também com todos os
povos que os precederam. Em resumo, desde que a humanidade surgiu na face da terra,
há poluição. (MOREIRA; SENE, 2005).

Por poluição entende-se a introdução pelo homem, direta ou indiretamente


de substâncias ou energia no ambiente, provocando um efeito negativo no
seu equilíbrio, causando assim, danos na saúde humana, nos seres vivos

228
229

e no ecossistema ali presente. Os agentes da poluição podem ser de


natureza química, genética, ou sob a forma de energia. (ALVES et al,
2011, p.01).

De acordo com Moreira e Sene (2005, p. 500) a poluição pode ser considerada
como “qualquer alteração prejudicial provocada no meio ambiente que pode ser um
ecossistema natural ou agrário, um sistema urbano ou até mesmo, em microescala, o
interior de uma casa”.
Na visão de Moreira e Sene (2005) as alterações provocadas no meio ambiente
podem acontecer de três formas, a seguir:
 Inicialmente, apenas das proporções ou das características de um dos
elementos que formam o próprio meio, causando um desiquilíbrio. É o caso
do aumento da concentração de gás carbônico, naturalmente presente na
atmosfera;
 Resultado da introdução de substâncias naturais, porém estranhas, a
determinados ecossistemas, muitas vezes, causando contaminação. É o
caso do despejo de matéria orgânica no leito de um rio ou do derrame de
petróleo bruto no mar;
 Causado pela introdução de substâncias artificiais, portanto estranhas a
qualquer ecossistema. Por exemplo: a deposição de agrotóxicos no solo ou
nas águas e de recipientes plásticos no solo e o lançamento de elementos
radiativos artificiais na atmosfera, no solo, nas águas.

Portanto, a poluição é algo presente nas sociedades dos dias atuais e entende-se
que para mudar esse quadro se faz necessário vários esforços partindo de todo o mundo.
Para isso é necessários aprofundar-se um pouco mais no que se refere ao tema. Então,
mostra-se a seguir os principais tipos de poluição que ocorrem em várias partes do
mundo.

2.2.1 Poluição do ar

Segundo Moreira e Sene (2005) a poluição do ar é um dos mais graves problemas


enfrentados nos dias atuais, principalmente nas grandes cidades, que conta, em grande

229
230

parte, com maior número de veículos e de indústrias, resultando assim, em um


lançamento de gases e materiais poluentes na atmosfera em que respiramos.

O primeiro modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil, baseado em


uma industrialização rápida e concentrada, criou suas primeiras
deseconomias de escala. Estas se manifestaram pelo agravamento de
certos problemas urbanos, em especial o crescimento da poluição
industrial, a falta de saneamento e os problemas de abastecimento de
água que afetam as populações das principais cidades do país.
(DONAIRE, 1999, p. 33).

Para Jacobi (2006) além da poluição industrial, outro fator que vale ser lembrado é
a dos veículos que ganham destaque em meio ao vários poluentes que conhecemos.
Cidades como São Paulo, por exemplo, se defrontam com vários problemas desse tipo,
principalmente devido à combinação de fatores topográficos, climáticos e do excesso de
carros particulares, aumentando assim, fatores como as doenças pulmonares.

Hoje a poluição produzida por veículos automotores são responsáveis por


90% dos gases poluentes e partículas emitidas na atmosfera, com
diferenças em relação a cada poluente. A qualidade do ar se deteriorou,
significativamente, com o aumento do número de carros em circulação, as
más condições de regulagem dos motores e os crescentes
congestionamentos de tráfego, aumentando a frequência de níveis
elevados de poluição do ar. A isto deve-se somar a oferta insuficiente e
inadequada de transporte público, estimulando o uso do transporte
individual. (JACOBI, 2006, p. 06).

Um dos maiores poluentes das grandes cidades são os veículos automotores. “Por
exemplo, no município de São Paulo circulavam em 2010 cerca de 6,4 milhões de
automóveis, ou seja, aproximadamente 20% dos veículos de todo o Brasil rodavam em
1500 km², que corresponde a 0,00018% da área total nacional”. (MOREIRA; SENE, 2005,
p.500).
Nesse caso, deve-se buscar implantar meios de transportes que poluam menos ou
não poluam. Essa mesma atitude deve ser cobrada das indústrias, pois elas são
responsáveis por grande parte dessa poluição. Com isso, enxerga-se que automóveis e
indústrias não seguem a legislação brasileira que busca preservar o meio ambiente,
então, deve-se procurar aplicar uma maior fiscalização e punir todos aqueles que vivem
desconformes.

230
231

2.2.2 Poluição do solo

O lixo pode ser descrito como qualquer tipo de sujeira, de imundice ou de coisas
inúteis, velhas e sem valor. Já em uma linguagem mais técnica e formal, pode-se dizer
que são resíduos sólidos descartados a partir das atividades humanas. (MOREIRA;
SENE, 2005).

Lixo é uma palavra latina (lix) que significa cinza, vinculada às cinzas dos
fogões. Lixo é aquilo que se varre da casa, do jardim, da rua e se joga fora,
entulho. Tudo o que não presta e se joga fora. Sujidade, sujeira, imundície.
Coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor. Lixo são os restos das
atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis,
indesejáveis, ou descartáveis. (MUCELIN; BELLINI, 2008, p. 113).

Por sua vez, nos últimos tempos o lixo tem se tornado um problema mundial, pois
grande parte da população o deposita no solo, que consequentemente, tem se tornado
depósito de resíduos tóxicos. “Além de lixo, outros elementos perigosos são enterrados
ou depositados sobre o solo urbano: como metais pesados, resíduos de gasolina, óleo e
inclusive pesticidas”. Algo que aumenta ainda mais a contaminação e poluição do solo.
(PARFITT, 2002, p. 101).
As grandes metrópoles hoje em dia, produzem milhares de toneladas de lixo
diariamente, sendo que grande parte destes, vão para aterros sanitários a céu aberto.
Muitos desses aterros não contam com tratamento adequado para o chorume (líquido
poluente, de cor escura e odor nauseante, originado de processos biológicos, químicos e
físicos da decomposição de resíduos orgânicos) derramado, que se infiltra no solo,
causando a poluição dos lençóis freáticos. (JACOBI, 2006).
Além desse tipo de contaminação, o lixo causa diversos tipos de problemas,
vejamos os principais:
 Proliferação de insetos (baratas, moscas) e ratos, que podem transmitir
várias doenças, como peste bubônica e dengue;
 Decomposição bacteriana da matéria orgânica (a fração biodegradável do
lixo, predominante nos países subdesenvolvidos), que, além de gerar um
mau cheiro típico, produz um líquido escuro e ácido denominado chorume,
que, nos grandes lixões, infiltra-se no subsolo contaminando o lençol
freático.

231
232

 Contaminação, com produtos tóxicos, do solo e das pessoas que manipulam


o lixo;
 Acumulo de materiais não biodegradáveis. (MOREIRA; SENE, 2005, p. 503).
Vários fatores são responsáveis pelo aumento contínuo da produção do lixo, um
deles foi o consumo cotidiano de produtos industrializados. Esse consumo aumentou tão
significantemente que não se consegue pensar em uma cidade sem considerar a
problemática gerada pelos resíduos sólidos. O pior é que nas cidades brasileiras,
geralmente, esses resíduos são destinados a céu aberto (MUCELIN; BELLINI, 2008, p.
113).
No entanto várias cidades brasileiras já dão exemplo nos cuidado com o lixo.
Passaram a reciclar grande parte de seus resíduos.

Reciclar significa transformar os restos descartados pelas residências,


fábricas, lojas e escritórios em matéria-prima para a fabricação de outros
produtos. Não importa se o papel está rasgado, a lata amassada ou a
garrafa quebrada. Ao final, tudo vai ser dissolvido e preparado para
compor novos objetos e embalagens. A matéria orgânica também pode ser
reciclada, no qual sobras de comida, dentre outros resíduos orgânicos,
sofrem ação dos micróbios, formando adubo para o solo. (RODRIGUES;
CAVINATTO, 1997, p. 56).

Na visão de Moreira e Sene (2005) atualmente são vários os destinos que podem
ser dado aos lixos. No caso do lixo orgânico pode ser utilizado como fertilizante e adubos,
já o lixo inorgânico pode ser reciclado como o plástico, vidro, alumínio etc. Contudo,
existem lixos tais como os hospitalares que não há outra saída senão a incineração, dada
a alta periculosidade e risco de contaminação.
Então, a reciclagem é um dos caminhos que pode minimizar os impactos
ambientais do despejo de lixos na natureza. Isso por dois motivos, o primeiro que a
reciclagem minimiza a poluição do meio ambiente, além disso, empresas de reciclagem
estão faturando muito dinheiro nesse segmento, gerando emprego e ajudando a natureza.

2.2.3 Poluição das águas

Segundo Moreira e Sene (2005) a terra é composta por três quarto de água,
contudo, cerca de 97,5%, é salgada. Dessa forma, existem apenas 2,5% de água doce,
sendo que deste, 69% está congelada e apenas 0,3% está pronta para o uso. No entanto,

232
233

essa pequena parte que precisamos para sobreviver, são justamente as que mais sofrem
com a poluição.
A poluição e contaminação das águas no Brasil é algo bem visível, mesmo
sabendo que essa situação afeta diretamente o abastecimento domiciliar, os índices de
poluição só aumentam. Pesquisas mostram que 70% dos rios em territórios nacionais
estão contaminados, pois 80% dos domicílios despejam esgotos sem tratar e seus leitos,
tornando suas águas improprias para o uso. (PARFITT, 2002).

O lançamento de resíduos orgânicos acima da capacidade de absorção


pelos organismos decompositores e o de resíduos inorgânicos não
biodegradáveis, muito tóxicos e cumulativos, em córregos, rios, lagos e
mares caracterizam o que chamamos genericamente de poluição das
águas. (MOREIRA; SENE, 2005, p. 506).

Nas grandes cidades, além de despejo de esgotos é possível detectar também, o


despejo dos resíduos sólidos, ou seja, lixos, o que aumenta os riscos das enchentes,
escorregamentos de encostas, contaminação do solo e das águas pela disposição
clandestina e de resíduos tóxicos muitas vezes industriais. (JACOBI, 2006).
De acordo com Moreira e Sene (2005, p. 508) as soluções para os problemas de
poluição de águas são bem claras, deve-se fazer o tratamento de todo e qualquer líquido
antes de descarta-los nos rios e nos mares. Assim, “torna-se necessário implantar
sistemas de coleta e tratamento dos esgotos domiciliares e industriais para que, depois de
utilizada, a água retorne limpa aos cursos de água”.

2.3 Normas de Preservação Ambientais

As normas de preservação ambiental já existem há vários anos em todo o mundo.


No Brasil, somente a partir da década de 80 o governo passou a vigorar leis que regulam
e restringem a poluição do meio ambiente por parte da população, dos veiculos e das
indústrias. (SEIFFERT, 2007).
Para Donaire (1999) a precariedade da poluição do meio ambiente no Brasil é
marcada pela falta de coordenação e de recursos tanto financeiros, quanto humanos para
administrar questões relativas ao meio ambiente. Além disso, ele mostra também que o
país é uma nação caracterizada pela exploração de recursos naturais, onde a fiscalizção
é falha.

233
234

Segundo Moura (2000), a legislação brasileira é considerada uma das mais bem
elaboradas do mundo, composta por um conjunto de leis que definem as obrigações,
responsabilidades e atribuições, tantos das organizações quanto do Poder Público, mas as
leis ainda não são fiscalizadas como deveriam.
A seguir serão descritos algumas das mais importantes leis ambientais do Brasil,
além de leis elaboradas especificamente pelo Estado de Sergipe.

2.3.1 Leis Ambientais Federais

O desafio político da sustentabilidade e da preservação ambiental encontra-se


estreitamente vinculado ao processo de fortalecimento da democracia e da construção da
cidadania. O meio ambiente brasileiro está entre um dos mais diversificados do mundo,
com inúmeras florestas, rios e mares, então sua preservação é legal e socialmente
necessária. (JACOBI, 2006, p. 09-10).
Durante o passar dos anos, várias leis que regulamentam a proteção o meio
ambiente foram criadas e acrescentadas, a seguir estão as principais:
 Decreto lei nº 1.413 de 14/05/75 obriga as empresas a prevenção e correção da
poluição industrial. (BRASIL, 1975).
 Política Nacional do Meio Ambiente - Lei 6.938 de 17/01/1981 (Já alterada pela Lei nº
7804 de 18 de julho de 1989), - a mais importante lei ambiental. Essa Lei traz em
seu artigo segundo que:

A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação


melhoria e recuperação da qualidade ambiental propicia a vida, visando
assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos
interesses da segurança nacional e a proteção da dignidade da vida
humana, sendo atendidos os seguintes princípios:
I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico,
considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser
necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;
II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
III - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas
representativas;
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente
poluidoras;
VI - incentivos ao estudo e a pesquisa de tecnologias orientadas para o
uso racional e a proteção dos recursos ambientais;
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;

234
235

VIII - recuperação de áreas degradadas;


IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X - educação ambiental a todos os níveis do ensino, inclusive a educação
da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa
do meio ambiente. (BRASIL, 1981).

 Assim, a Lei ainda define que o poluidor é obrigado a indenizar danos ambientais que
causar independente de culpa. Esta lei criou os Estudos e Relatórios de Impacto
Ambiental (EIA/RIMA), regulamentados em 1986 pela Resolução 001/86 do
Conselho Nacional do Meio Ambiente. O EIA/RIMA deve ser feito antes da
implantação de atividade econômica que afete significativamente o meio
ambiente.
 Crimes ambientais - Lei 9.605 de 12/02/98. São considerados crimes ambientais
os atos de pichar edificações, fabricar ou soltar balões (pelo risco de provocar
incêndio), maltratar plantas (prisão de 01 ano), dificultar acesso às praias ou
realizar desmatamento, entre outros. (BRASIL, 1998).
 A Resolução Conama nº 06 de 15/06/98 regulamenta o controle e destinação de
resíduo, bem como exige o inventário destes resíduos e estabelece regras
especiais para obras de grande porte relacionadas à geração de energia. (BRASIL,
1998).
 Lei 9.795 decretada pelo Presidente da República em 27 de abril de 1999
instituiu a Política Nacional da Educação Ambiental. (BRASIL, 1999).

2.3.2 Leis Ambientais Estaduais – Sergipe

No Estado de Sergipe, os órgãos estaduais responsáveis pelo controle ambiental


são ADEMA - Administração Estadual do Meio Ambiente e SEMA Secretaria Estadual do
Meio Ambiente. Na ausência de lei ambiental específica, as normas técnicas podem suprir
a lacuna.

 Resolução nº 11 de 26/07/1979 define o sistema de licenciamento para atividades


poluidoras.
 Resolução nº 07 de 16/05/1984 define procedimentos para publicações de pedido de
licenciamento.3 METODOLOGIA

235
236

De acordo com Vergara (2004), a pesquisa científica está classificada quanto aos
fins e quanto aos meios. Com relação aos fins uma pesquisa pode ser exploratória,
descritiva, explicativa, metodológica, aplicada e intervencionista. Conforme os meios de
investigação ela pode ser uma pesquisa de campo, de laboratório, documental,
bibliográfica, ex post facto, participante, pesquisa-ação e estudo de caso.
O desenvolvimento desta pesquisa foi realizado a partir de vários critérios básicos.
No primeiro momento utilizou-se da pesquisa bibliográfica, que foi realizada através de
estudos em livros, revistas, internet, jornais e etc. Para Marconi e Lakatos (2002, p. 71), a
pesquisa bibliográfica tem a “finalidade de colocar o pesquisador em contato direto com
tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferências
seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer publicadas quer
gravadas”.
Ainda baseado no mesmo pensamento, Vergara (2004 p. 48) diz que:

Pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado desenvolvido com base em


material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é,
material acessível ao público em geral. Fornece instrumental analítico para
qualquer outro tipo de pesquisa, mas também pode esgotar-se em si
mesmo. Um material publicado pode ser de fonte primária ou secundária.

A pesquisa realizada, além de ser denominada como pesquisa bibliográfica é


também classificada como uma pesquisa qualitativa. Muitos confundem estudo de caso
com método qualitativo, Yin (1981) apud Roesch (2007, p. 155) esclarece “que o estudo
de caso tanto pode trabalhar com evidência quantitativa como qualitativa”.
Portanto, quando realizado o planejamento desta pesquisa, verificou-se que o
estudo apresenta as características de uma pesquisa exploratória qualitativa, em virtude
de buscar a compreensão de fenômenos amplos e complexos de natureza subjetiva.
Nesse caso Silva (2003, p. 53), define pesquisa exploratória como uma pesquisa que:

é realizada em área na qual há pouco conhecimento acumulado e


sistematizado, tendo como maior objetivo proporcionar maior familiaridade
com o problema, para torná-lo mais explícito ou para construir hipóteses,
dessa forma, este tipo de pesquisa visa um maior aprofundamento,
pretendendo contribuir para o esclarecimento de um tema ainda pouco
estudado dentro do contexto apresentado.

236
237

Vergara (2004) define a pesquisa qualitativa mostrando que ela tem como principal
objetivo a compreensão das necessidades, motivações e comportamentos dos
participantes num estudo. São, em regra, a escolha metodológica ideal para projetos de
investigação em que se pretende estudar de uma forma aprofundada, opiniões, atitudes,
motivações e padrões de comportamento sem grandes preocupações de quantificação.
Este tipo de estudo aborda a problemática de forma naturalista, procurando perceber e
interpretar o que determinados fenômenos significam para o sujeito. Muitas vezes este
tipo de estudos potencia a exploração e identificação de conceitos num ambiente de forte
interação.
Em outra visão González Rey (1999, p. 42) acrescenta que:

Os instrumentos na pesquisa qualitativa, fundamentada em uma


epistemologia qualitativa, os instrumentos deixam de ser vistos como um
fim em si mesmo (instrumentalismo positivista) para se tornar uma
ferramenta interativa entre o investigador e o sujeito investigado. Em
outros termos, o instrumento deixa de ser considerado a via de estudo das
respostas do sujeito, para englobar os procedimentos usados pelo
pesquisador para estimular a expressão e a construção de reflexões pelo
sujeito que estão além das possibilidades definidas a priori pelos
instrumentos.

A pesquisa também se enquadra como uma pesquisa documental que segundo Gil
(2006) trabalha em busca contínua de conhecimentos através de objetos de pesquisas
que buscam informações primárias ou secundárias atualizadas. Já na visão de Vergara
(2004) a investigação documental é à análise feita em informações contidas em órgãos
públicos ou privados, ela pode ser classificada como registros, regulamentos,
memorandos, ofícios, balancetes, filmes, fotografias, disquetes, cartas entre outras.
Para Gil (2006, p. 45) a pesquisa documental assemelha-se muito à pesquisa
bibliográfica. A diferença essencial entre ambas está na natureza das fontes. Enquanto a
pesquisa bibliográfica se utiliza fundamentalmente das contribuições dos diversos autores
sobre determinado assunto, a pesquisa documental vale-se de materiais que não
recebem ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo
com os objetos da pesquisa.

237
238

4 ANÁLISES DOS RESULTADOS

Lagarto é um município brasileiro do estado de Sergipe fundado em 1698. Está


localizado na região Centro-Sul do Estado, tendo a maior população do interior, e a
terceira maior do Estado de Sergipe. A cidade está localizada a 75 km da capital.
Possuidor de uma área total em torno de 970 km 2; limita se ao norte com Macambira,
Campo do Brito e São Domingos; ao sul com Riachão do Dantas e Boquim; ao leste com
Salgado e Itaporanga D’ajuda e ao oeste com Simão Dias. Atualmente o município conta
com uma população de aproximadamente 100 mil habitantes sendo 25.101 domicílios,
onde 10.260 são urbanos e 14.841 são rurais. (PML, 2009).
Hoje, há mais de 119 povoados que compõem o município e 13 bairros segundo
dados da Secretaria de Obras e do Setor de Cadastro Técnico da Prefeitura Municipal de
Lagarto.
O município apresenta seu sustentáculo econômico nos setores primário, com uma
forte tendência para a citricultura e a pecuária de corte, seguida do setor terciário,
evidenciado pela atividade comercial de médio porte, e por fim, com o desenvolvimento
do setor secundário onde algumas indústrias representam grande potencial de suporte de
riquezas e de emprego da mão de obra local.
Além dessa atividade, Lagarto dispõe de elevado potencial pecuário, possuindo um
dos maiores plantéis do Estado, com fama nacional. Recentemente, o comércio local tem-
se desenvolvido bastante, sendo um dos maiores do Estado, com lojas bem organizadas
e de grande porte. A indústria desponta como uma das opções de desenvolvimento,
merecendo destaque para o grupo Maratá. Diante dessas atividades econômicas
destacam-se o elevado potencial do cultivo de fumo, laranja, mandioca, entre outros.
Dessa forma, tornou-se possível o desenvolvimento da pesquisa.
Com relação aos impactos ambientais a cidade atualmente conta com vários tipos
de poluição. Entre elas estão:
a) Poluição do ar – com relação a esse tipo de poluição pode-se destacar a
contínua ampliação de suas frotas de veículos automotores, onde aumenta
consideravelmente o nível de poluição através da emissão de gases. Também vale
lembrar o avanço da cidade na implantação de indústrias, que por sua vez, torna ssa
situação ainda mais complicada.

238
239

b) Poluição das águas – a poluição das águas na cidade de Lagarto vem se


tornando cada vez mais constantes, várias situações já foram detectadas pelas
autoridades ambientais, contudo, o que se enxerga na cidade é um aglomerado de
esgotos que correm rumo às bacias da região. O derramamento de esgotos residências
causam grandes impactos nos rios da região, principalmente, nos dias atuais, onde a
cidade conta com um crescimento habitacional desenfreado, algo que vem aumentando
ainda mais esse nível de poluição. As indústrias da cidade também estão cada vez mais
se expandindo, sendo abertos vários ramos industriais que apesar de utilizar vários
métodos de tratamento de água, sabe-se que nunca devolvem as águas como deveriam
ser, limpas e livre de impureza.
c) Poluição do solo – a poluição do solo na cidade acontece através dos lixos
descartados pela população, pelo comércio e pelas indústrias. A lixeira da cidade de
Lagarto fica distante da área urbana, contudo, neste local é depositado todo o lixo da
cidade, sendo que apesar de ser trabalhado o aterramento desses resíduos pode
aumentar a possibilidade de impactos tanto ao solo como aos recursos hídricos bacia
hidrográfica do rio Piauí. A cidade conta ainda com algumas empresas de reciclagem,
porém, estas não conseguem recolher todos os materiais recicláveis que são descartados
pela população.

5 CONCLUSÃO

O nível de poluição global está aumentando a cada dia que passa. Hoje, ela tem
gerado diversos problemas não só nos grandes centros urbanos, mas pouco a pouco se
alastrando nas pequenas cidades e tomando conta de todo o mundo. Com isso, vários
fatores humanos têm sofrido as consequências, pois a poluição interfere diretamente na
saúde e nas fontes de consumo do ser humano, como na água, no ar que respiramos e
na alimentação.
Os tipos de poluição atualmente são os mais variados e para tentar eliminá-los
seria necessário adotar muitas medidas em diversos setores da economia, algo difícil de
acontecer. Consumimos muito e como a população mundial aumenta a cada dia, a
tendência é aumentar também o consumo e, com ele, a poluição planetária.
Com isso, a pesquisa buscou analisar os principais impactos ambientais que a
cidade de Lagarto/Se está sofrendo com seu contínuo processo de urbanização. Então,

239
240

foi possível observar que o processo de urbanização na cidade atualmente é inevitável,


sua população cresce continuadamente, aumentando assim, o seu nível de poluição.
Instalação de novas fábricas gera mais empregos o que faz as pessoas de
municípios vizinhos imigrarem e tornar a cidade ainda mais populosa. Esse aumento está
trazendo consigo, o aumento do consumismo o que de fato, faz gerar mais resíduos para
poluir os solos.
Com isso, cresce também o volume de água consumida, que após ser utilizada é
transformada em esgotos são descartadas em córregos que os levam aos rios da região.
Fica evidenciado também o grande crescimento do número de veículos, que
segundo dados disponibilizados pela Circunscrição Regional de Trânsito, (CIRETRAN) de
Lagarto, a sede do município possui mais de 27 mil veículos cadastrados, entre carros,
motocicletas, caminhão, etc. Assim, mostra-se que em média existe um veiculo para cada
três pessoas, algo que vem aumentando cada vez mais a poluição do ar que respiramos.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICA

ALVAREZ, Maria Esmeralda Ballestero. Administração da qualidade e da


produtividade: abordagem do processo administrativo. São Paulo: Atlas, 2001.

ALVES, Giovanna; et al. Trabalhando a questão da poluição do ar na área central de


Londrina-Pr e suas implicações. Paraná: Colégio Londrinense, 2011.

BRASIL. Decreto de lei N° 1.413, de 14 de agosto de 1975. Presidência da República.


Brasília, em 14 de agosto de 1975.

BRASIL. Lei Nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Presidência da República,


Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. Brasília, em 31 de agosto de 1981; 160º
da Independência e 93º da República.

BRASIL. Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Presidência da República. Brasília,


em 12 de fevereiro de 1998.

BRASIL. Lei No 9.795, de 27 de abril de 1999. Presidência da República. Brasília, em 27


de abril de 1999.

DONAIRE, Denis. Gestão ambiental na empresa. 2ª. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª. ed. São Paulo:
Atlas, 2006.

GONZÁLEZ REY, F. Epistemología qualitativa e subjetiva. São Paulo: Educ, 1999.

240
241

JACOBI, Pedro. Impactos socioambientais urbanos na região metropolitana de São


Paulo. Saõ Paulo: Revista Vera Cidade, ano I, nº 01, Dezembro de 2006.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 3ª ed. São
Paulo: Atlas, 2002.

MOREIRA, João Carlos; SENE, Eustáquio de. Geografia. Volume único. São Paulo:
Scipione, 2005.

MOURA, Luiz. Antônio. Abdalla. De. Qualidade e gestão ambiental: sugestões para
implantação das Normas ISO 14000 nas empresas. 2ª. ed. São Paulo: Juarez de Oliveira,
2000.

MUCELIN, Carlos Alberto; BELLINI, Marta. Lixo e impactos ambientais perceptíveis no


ecossistema urbano. Minas Gerais: Sociedade & Natureza, Uberlândia, ano 20, nº. 1,
junho de 2008.

PARFITT, Claure Morrone. Impactos urbanos em áreas de interesse e proteção


ambiental. Porto Alegre: Dissertação de Mestrado apresentada ao programa de pós-
graduação em planejamento urbano e regional da Universidade do Rio Grande do Sul,
dezembro de 2002.

RODRIGUES, Luiz Francisco; CAVINATTO, Vilma Maria. Lixo: de onde vem? Para onde
vai?. São Paulo: Moderna, 1997.

ROESSH, Sylvia M. Azevedo. Projetos de estagio e de pesquisa em administração:


guia para estágios, trabalhos de conclusão, dissertações e estudos de caso. 3ª. Ed. São
Paulo: Atlas, 2007.

SEIFFERT, Mari Elizabete Bernardini. ISO 14001 sistemas de gestão ambiental:


implantação objetiva e econômica. 3ª. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

SILVA, Antônio Carlos Ribeiro da. Metodologia da pesquisa aplicada à contabilidade.


São Paulo: Atlas, 2003.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 5ª.


ed. São Paulo: Atlas 2004.

241