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UNI-ANHANGUERA – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE GOIÁS

CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

PROJETO DE VIABILIDADE TÉCNICA PARA A INSTALAÇÃO DE SISTEMA


FOTOVOLTAICO NA INSTITUIÇÃO DE ENSINO UNI-ANHANGUERA

GLAUBER EMANUEL ALVES NERY


HUGO MARINHO DE RESENDE

GOIÂNIA
Novembro / 2018
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GLAUBER EMANUEL ALVES NERY
HUGO MARINHO DE RESENDE

PROJETO DE VIABILIDADE TÉCNICA PARA A INSTALAÇÃO DE SISTEMA


FOTOVOLTAICO NA INSTITUIÇÃO DE ENSINO UNI-ANHANGUERA

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao


Centro Universitário de Goiás – Uni
Anhanguera, sob orientação do Professor
Especialista André Silveira Neves, como
requisito parcial para obtenção do título de
bacharelado em Engenharia Elétrica.

GOIÂNIA
Novembro / 2018
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TERMO DE APROVAÇÃO

GLAUBER EMANUEL ALVES NERY


HUGO MARINHO DE RESENDE

PROJETO DE VIABILIDADE TÉCNICA PARA A INSTALAÇÃO DE SISTEMA


FOTOVOLTAICO NA INSTITUIÇÃO DE ENSINO UNI-ANHANGUERA

Trabalho de conclusão de curso apresentado à banca examinadora como requisito parcial para
obtenção do Título de Bacharel em Engenharia Elétrica do Centro Universitário de Goiás –
Uni-Anhanguera, defendido e aprovado em 24 de novembro de 2018 pela banca examinadora
constituída por:

________________________________________
Orientador: Prof. Esp. André Silveira Neves

________________________________________
Prof. Ms. Álvaro Adelino Oliveira

________________________________________
Prof. Ms. Eduardo José Nogueira

________________________________________
Prof. Esp. Thiago Marcelino Reis
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RESUMO

A tarifação da energia elétrica no Brasil tem sofrido reajustes consideráveis nos últimos anos,
justificadas por diversos fatores; estiagem, acionamento de termoelétricas para dar suporte ás
hidrelétricas, impostos estaduais, bandeira tarifária, dentre outros. A alta tarifação de energia
elétrica tem motivado o consumidor a buscar outras fontes energéticas que lhe proporcionem
economia financeira. Essa busca aquece o mercado de pesquisas e desenvolvimento de novas
tecnologias e fontes energéticas, dentre elas, a energia solar fotovoltaica, uma energia limpa e
eficiente que tem como fonte de geração um fornecedor natural abundante, o sol. Diante do
crescimento de instalações desse tipo de sistema no Brasil, foi proposto um estudo de
viabilidade técnica e econômica da instalação de um sistema fotovoltaico conectado à rede na
instituição de ensino Centro Universitário de Goiás -Uni-Anhanguera. Neste projeto realizamos
uma análise do sistema elétrico existente e o perfil de carga elétrica consumida no centro
universitário, para então projetar um sistema de energia fotovoltaica que auxilie no
fornecimento de energia elétrica e proporcione economia financeira para a instituição. A
viabilidade desse projeto foi determinada conforme as características técnicas de seus
componentes, o preço de mercado do sistema instalado, a tarifação energética em que a
instituição está submetida, e o tempo de retorno do investimento para a aquisição do conjunto
fotovoltaico. O estudo mostra a eficiência dos componentes do composto fotovoltaico e
consequentemente a eficiência total do sistema instalado, detalha também as variáveis que
influenciam a eficiência do sistema e os fatores que compensam o possível investimento.
Durante a produção do estudo foram identificados fatores positivos que trarão valor à instituição
se a instalação for realizada, valores como sustentabilidade e sensibilização ecológica são
influenciadores nas edificações em que os geradores fotovoltaicos estão presentes. Os
resultados e demais detalhamentos do estudo estão presentes nos capítulos dessa análise de
viabilidade.

PALAVRAS-CHAVE: Energia Solar. Geração de energia. Sustentabilidade.


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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ON GRID Sistema Fotovoltaico conectado à rede pública de energia elétrica


OFF GRID Sistema Fotovoltaico isolado (sem conexão com a rede pública)
ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica
AC Corrente Alternada
DC Corrente Contínua
TIR Taxa Interna de Retorno
VPL Valor Presente Líquido
PAYBACK Retorno do Investimento
IPCA Índice de Preços ao Consumidor
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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Efeito fotovoltaico e efeito fotoelétrico ................................................................... 12


Figura 2 - Órbita da Terra em torno do Sol, com seu eixo N-S inclinado de um ângulo de 23,45°,
indicando as estações do ano no hemisfério Sul....................................................................... 13
Figura 3 - Painel solar............................................................................................................... 15
Figura 4 - Estrutura de fixação de painel solar em lajes de concreto. ...................................... 16
Figura 5 - Cabos de cobre ......................................................................................................... 17
Figura 6 - Inversor interligado à rede de um sistema ............................................................... 18
Figura 7 - Baterias .................................................................................................................... 19
Figura 8 - Fluxograma do planejamento. ................................................................................. 22
Figura 9 - Instituição de Ensino UNI-Anhanguera................................................................... 24
Figura 10 - Irradiação Solar no Plano Inclinado – Goiânia, GO – Brasil................................. 26
Figura 11 – Demonstração de Payback sem Inflação Energética (À VISTA) ......................... 47
Figura 12 – Demonstração de Payback com Inflação Energética (À VISTA) ......................... 48
Figura 13 – Demonstração de Payback sem Inflação Energetica (FINANCIADO) ................ 49
Figura 14 – Demonstração de Payback com Inflação Energética (FINANCIADO)................ 50
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LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Diferença de Payback e Taxa Interna de Retorno com tarifas distintas. .................. 20
Tabela 2. Diferença de Payback e Taxa Interna de Retorno com e sem Inflação Energética. . 21
Tabela 3. Propostas comercial .................................................................................................. 25
Tabela 4. Dados da temperatura de Goiânia-Goiás. ................................................................. 27
Tabela 5. Cálculo do novo valor de Potência de Pico por placa devido as perdas provocadas
pela variação climática. ............................................................................................................ 28
Tabela 6. Cálculo do novo valor de Tensão de Circuito Aberto (Voc) por placa devido as perdas
provocadas pela variação climática. ......................................................................................... 29
Tabela 7. Cálculo do novo valor da Corrente de Curto Circuito (Isc) por placa devido ao
incremento provocado pela variação climática. ....................................................................... 29
Tabela 8. Resultados dos cálculos de dimensionamento do inversor. ...................................... 34
Tabela 9. Irradiação solar diária média e Fator de capacidade. ................................................ 38
Tabela 10. Estudo 1: Estimativa da quantidade de energia elétrica gerada. ............................. 39
Tabela 11. Estudo 2: Estimativa da quantidade de energia elétrica gerada. ............................. 39
Tabela 12. Estimativa da quantidade de energia elétrica gerada anual. ................................... 40
Tabela 13. Variação anual das tarifas de energia elétrica dos últimos 5 anos. ......................... 41
Tabela 14. Projeção IPCA. ....................................................................................................... 41
Tabela 15. Consumo energético da instituição de ensino Uni-Anhanguera. ............................ 42
Tabela 16. Compensação de valores em reais devido a energia injeta pelo sistema estudado. 43
Tabela 17. Retorno financeiro com tarifa congelada (sem incidência da inflação). ................ 44
Tabela 18. Retorno financeiro com inflação IPCA incidente na tarifa de energia. .................. 45
Tabela 19. Payback sem Inflação Energética (À VISTA). ....................................................... 46
Tabela 20. Payback com Inflação Energética (À VISTA). ...................................................... 47
Tabela 21. Payback sem Inflação Energética (FINANCIADO)............................................... 49
Tabela 22. Payback com Inflação Energética (FINANCIADO). ............................................. 50
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 10
2 REFERENCIAL TEÓRICO .............................................................................. 12
2.1 Radiação Solar .................................................................................................... 12
2.2 Componentes do Sistema Fotovoltaico .............................................................. 14
2.2.1 Painéis Solares ................................................................................................ 14
2.2.2 Estruturas de Suporte ...................................................................................... 15
2.2.3 Cabos .............................................................................................................. 16
2.2.4 Inversores ........................................................................................................ 17
2.2.5 Controladores de Carga .................................................................................. 18
2.2.6 Baterias ........................................................................................................... 19
2.3 Viabilidade Econômica....................................................................................... 19
3 MATERIAIS E MÉTODOS................................................................................ 21
3.1 Planejamento do estudo ...................................................................................... 22
3.2 Análise de consumo de energia elétrica ............................................................. 22
3.3 Alternativa solar ................................................................................................. 23
3.4 Solução adotada .................................................................................................. 23
3.5 Pesquisa de mercado........................................................................................... 24
3.6 Análise de Payback............................................................................................. 25
4 RESULTADOS E DISCUÇÕES ......................................................................... 25
4.1 Dimensionamento do sistema ............................................................................. 25
4.2 Dimensionamento do Painel Fotovoltaico.......................................................... 27
4.3 Quantidade e configuração dos arranjos solares................................................. 30
4.4 Dimensionamento do inversor ............................................................................ 32
4.5 Estudo da viabilidade econômica ....................................................................... 35
4.5.2 Geração de Energia Elétrica ........................................................................... 35
4.5.3 Energia Elétrica Gerada .................................................................................. 37
4.6 Tarifa Energética ................................................................................................ 40
4.7 Compensação ...................................................................................................... 42
4.8 Resultados........................................................................................................... 43
4.8.1 Payback............................................................................................................... 46
5 CONCLUSÃO ...................................................................................................... 51
9
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 52
APÊNDICE A ......................................................................................................................... 54
ANEXOS..................................................................................................................................55
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1 INTRODUÇÃO

O consumidor de energia elétrica no Brasil sofre diariamente com o custo elevado das
tarifas de energia executadas pelas concessionárias. Estas tarifas sofrem aumentos periódicos
que quase sempre estão relacionados a falta de chuva, visto que, segundo a EPE (2016), de toda
energia elétrica consumida em nosso país, 68,1% é proveniente da hidroeletricidade que por
consequência das estiagens, tem sua capacidade de geração afetada, fazendo com que as
termelétricas sejam acionadas para auxiliar na geração de energia. Tais usinas, por utilizarem
petróleo como fonte primária para produção de energia, tem o custo elevado de geração,
provocando assim, os reajustes tarifários para o consumidor, além de contribuir com a poluição
do planeta através dos gases poluentes gerados pela queima de combustível (MATRIZ
ENERGÉTICA, 2014).
O conhecimento tecnológico e o capital humano nas últimas décadas ganharam força
na esfera mundial com impacto significativo no desenvolvimento sustentável das nações por
meio das energias renováveis, especificamente, com o uso da energia solar, que pode se tornar
forma útil de energia com a eletricidade do sistema fotovoltaico. Sua implementação aumentou
em locais distantes das áreas urbanas, onde o acesso à produção de energia elétrica é difícil.
Para sua implementação, é importante considerar o cumprimento das normas regulatórias e o
acesso ao financiamento. Diante da proposição que a energia solar está oferecendo á matriz
energética nacional, foi realizado este estudo de viabilidade para implantação de um sistema
fotovoltaico para antender parte da demanda do Centro Universitario de Goiás - Uni
Anhanguera.
Este estudo consiste em projetar e analisar a viabilidade de implantar um sistema on
grid de geração de energia elétrica por meio de placas solares fotovoltaicas para atender parte
da demanda elétrica do Centro Universitário de Goiás-Uni Anhanguera (localizado no setor
Cidade Jardim em Goiânia Goiás), com o intuito de reduzir os custos de energia elétrica e incluir
sustentabilidade ao ambiente da instituição, beneficiando a instituição com uma fonte de
energia limpa, o que permitirá em outros estudos uma possivel avaliação de redução de CO2
emitido no meio ambiente. (MARTÍNEZ, 2017).
O estudo para a instalação do sistema, realizará as seguintes ações:
 Avaliar a demanda e o custo médio mensal gasto com energia elétrica pela instituição;
 Dimensionar e projetar o sistema de geração de energia fotovoltaica;
 Realizar os cálculos do custo de implantação do sistema;
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 Realizar cálculos de contribuição do sistema de geração fotovoltaica no
estabelecimento;
 Levantar o tempo de payback do sistema proposto (baseado no custo médio mensal
gasto);
 Analisar a viabilidade econômica de implantação do sistema;
Após o estudo de cada ação acima detalhada, a instituição possuirá um estudo de viabilidade
baseado em sua realidade de consumo energético.

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2 REFERENCIAL TEÓRICO

Energia solar fotovoltaica é a energia elétrica produzida a partir de luz solar, sendo que,
quanto maior for a radiação solar maior será a quantidade de eletricidade produzida. O processo
de conversão da energia solar em energia elétrica ocorre pelo efeito da radiação sobre
determinados materiais semicondutores, onde se destacam-se os efeitos fotovoltaicos e
fotoelétrico. O efeito fotovoltaico se caracteriza pela diferença de potencial surgida na junção
de dois metais em especificas condições e o fotoelétrico são os fótons da luz solar que são
convertidos em energia elétrica pelos painéis solares (VILLALVA; GAZOLI, 2012).
Conforme visto na figura 1.

Figura 1 - Efeito fotovoltaico e efeito fotoelétrico


Fonte: VILLALVA, M.; GAZOLI, J. Energia solar fotovoltaica: conceitos e aplicações (2012)

2.1 Radiação Solar

“Em seu movimento anual em torno do Sol, o planeta Terra, descreve em trajetória
elíptica um plano que é inclinado de aproximadamente 23,45° com relação ao plano equatorial.
Essa inclinação provoca variações na posição do sol no horizonte no mesmo horário ao longo
do ano, e que por consequência origina as diferentes estações” (PINHO; GALDINO, 2014).

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“A posição angular do Sol, ao meio dia solar, em relação ao plano do Equador (Norte
positivo) é chamada de Inclinação Solar (δ). Este ângulo, que pode ser visto na Figura 5.2, varia
de acordo com o dia do ano dentro dos seguintes limites: −23,45°≤ δ ≤ 23,45°” (PINHO;
GALDINO, 2014).

Figura 2 - Órbita da Terra em torno do Sol, com seu eixo N-S inclinado de um ângulo de
23,45°, indicando as estações do ano no hemisfério Sul.
Fonte: http://www.cresesb.cepel.br/ (acessado em 28/ de maio de 2018)

Mesmo com as variações acima o sol fornece anualmente, para a atmosfera terrestre,
1,5𝑥10 kWh de energia. Trata-se de um valor considerável, correspondendo a 10.000 vezes
o consumo mundial de energia elétrica neste período. Este fato vem indicar que, além de ser
responsável pela manutenção da vida da Terra, a radiação solar constitui-se numa fonte
energética extremamente duradoura, pois o sol existirá por pelo menos mais 4 bilhões de anos
(NASA, 2018), havendo assim um enorme potencial de utilização dessa radiação por meio de
sistemas de captação e conversão em outra forma de energia (CRESESB, 2016).

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2.2 Componentes do Sistema Fotovoltaico

Os sistemas fotovoltaicos são classificados basicamente em dois tipos; on grid e off grid.
Os sistemas On Grid são conectados à rede elétrica, por isso, sempre que houver excedente de
energia gerada pela luz solar, a mesma é injetada na rede elétrica, gerando descontos na sua
conta de energia. Se a energia gerada não for suficiente para suprir o consumo, a rede elétrica
compensa o que faltar. No fim das contas, você paga para a distribuidora a energia consumida
da rede elétrica menos o que foi produzido pelo complexo solar. Já os sistemas isolados ou Off
Grid são caracterizados por não estarem conectados à rede elétrica. Esse sistema é utilizado
para uso local e específico, abastecendo diretamente os aparelhos que utilizarão a energia. Esta
solução é bastante utilizada em locais remotos que não possuem ligação com distribuidoras de
energia. Aqui, a energia produzida é armazenada em baterias e não injetada na rede elétrica.
Essas baterias garantem o abastecimento em períodos sem sol.
Os sistemas fotovoltaicos on grid e off grid são divididos em dois blocos:
 Bloco Gerador: painéis solares, cabos e estruturas de suporte.
 Bloco de Condicionamento de Potência: Inversores, Controladores de Carga.
 Bloco de Armazenamento: Baterias.
Onde os controladores de carga e as baterias somente são instalados no sistema off grid,
pois, por ser um sistema autossustentável utiliza-os para armazenar a energia produzida.
Abaixo estão apresentados cada um destes componentes.

2.2.1 Painéis Solares

São considerados o coração do sistema fotovoltaico, e são responsáveis pela conversão


da energia solar em eletricidade. Um painel, ou módulo, é um agrupamento de células
fotovoltaicas conectadas em paralelo ou em série com a finalidade de produzir as tensões e
correntes necessárias (LOPEZ, 2012). Os painéis funcionam de forma simples: um painel solar
é formado por um conjunto de células fotovoltaicas (normalmente feitas de silício ou outro
material semicondutor) que possuem elétrons (partículas de carga negativa que giram ao redor
dos núcleos dos átomos) e esses, por sua vez, ao serem atingidos pela radiação solar,
movimentam-se gerando uma corrente elétrica. A figura 3 mostra um exemplo de painel solar.
Os tamanhos e número de painéis necessários vão depender da área disponível, local de

14
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instalação e da demanda energética do local a ser instalado o sistema. Para a maioria dos
sistemas urbanos, o local mais indicado é o telhado, pois é onde recebe maior incidência da luz
e calor do sol e há menores riscos de haver sombras interferentes. Os painéis solares, que têm
em média 25 anos de vida útil, podem ser de três modelos diferentes: os monocristalinos, os
policristalinos, e os de filme fino. Cada um deles possui um preço, uma composição e uma
eficiência diferente (ECYCLE, 2013).

Figura 3 - Painel solar


Fonte: www.painelsolares.com (acessado em 28 de maio de 2018)

2.2.2 Estruturas de Suporte

As estruturas de suporte ou fixação dos módulos fotovoltaicos é comumente metálica.


Ela deve suportar cargas mecânicas, de vento e peso próprio dos módulos, além de possíveis
expansões e contrações térmicas (RUITER, 2004). A escolha do tipo de estrutura de suporte
deve levar em conta o tipo de painel solar a ser instalado, a inclinação necessária a ele, o local
de instalação e o material do qual é formado. Sendo assim, da mesma forma que nos painéis,
estas estruturas possuem diferentes modelos, que são aplicáveis a diferentes locais e situações
e que possuem preços e tamanhos diferentes. Alguns destes modelos são os de estrutura
metálica com inclinação fixa, conforme Figura 4; os de estrutura fixa com ângulo de inclinação
ajustável, e os trackers (rastreadores) (ECYCLE, 2013).

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Figura 4 - Estrutura de fixação de painel solar em lajes de concreto.


Fonte:www.gs-solar.com.br/index.php/2017/06/24/estrutura-de-painel-solar-fotovoltaico/ (acessado em 28 de
maio de 2018)

2.2.3 Cabos

A fiação, exemplificada na Figura 5, é o que interliga os demais componentes do sistema


e promove o fluxo de energia entre eles. Mais uma vez, os tipos de cabos a serem utilizados vão
depender do tipo de painel escolhido para o sistema, e da distância entre os componentes.
Alguns modelos de cabos a serem utilizados no sistema fotovoltaico são os de módulo ou fileira,
que garantem proteção contra falhas e curto-circuito; os cabos principais DC (corrente direta
ou contínua), que ligam os painéis e o inversor, e os cabos do ramal AC (Corrente alternada),
que ligam o inversor à rede receptora. Todos os condutores devem ser feitos de cobre, com
isolamento termoplástico (ECYCLE, 2013).

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Figura 5 - Cabos de cobre


Fonte: www.ecycle.com.br/component/content/article/69-energia/3318-cabos-solar-termica/ (acessado em 28 de
maio de 2018)

2.2.4 Inversores

Os módulos fotovoltaicos produzem eletricidade em corrente contínua, porém, a maioria


dos dispositivos são projetados para operar em corrente alternada (LOPEZ, 2012). Por esse
motivo é necessário a utilização de um equipamento que faça a conversão da corrente contínua
proveniente dos módulos fotovoltaicos para corrente alternada para a sua utilização nos
dispositivos elétricos, esse equipamento é chamado de inversor.
Segundo Lopez (2012, p. 190) “os inversores são classificados em dois tipos:
monofásicos e trifásicos”. De acordo com Pinho e Galdino (2014, p. 216) “a tensão de saída do
inversor deve ser sincronizada com a tensão da rede quando o sistema for conectado à rede
elétrica”. A Figura 6 mostra um inversor de um determinado sistema conectado à rede.

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Figura 6 - Inversor interligado à rede de um sistema


http://www.fronius.com/cs-cz/czech-republic/solar-energy/informacnicentrum/reference/brazil/belem (acessado
em 28 de maio de 2018)

2.2.5 Controladores de Carga

O controlador de carga é o componente responsável pela proteção das baterias. É ele


que controla o processo de carga e descarga das mesmas, prolongando assim sua vida útil e
garantindo uma maior eficiência no armazenamento da energia produzida. Ele funciona de
modo que, através de medições de tensão da bateria (para verificar quão cheia ou quão vazia
ela está), ele controla a intensidade da corrente que flui para ela. Assim, conforme a bateria se
aproxima de sua carga máxima, o controlador reduz a intensidade da corrente. Além de permitir
a carga completa da bateria, o controlador também impede seu descarregamento a níveis não
seguros, o que poderia prejudicar sua integridade e reduzir sua vida útil.
Algumas características principais dos controladores de carga são:

 Proteção contracorrente reversa;


 Controle de descarga;
 Monitoramento do sistema;
 Proteção contra sobrecorrente;
 Compensação

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2.2.6 Baterias

A bateria é um componente importante para sistemas fotovoltaicos não conectados à rede,


ela armazena a energia nas horas de pouca incidência de radiação solar. Santos (2013) atesta
que o uso de baterias reduz a eficiência dos sistemas de energia fotovoltaica. Há diversos tipos
de baterias e nem todas elas podem ser utilizadas no sistema fotovoltaico (como, por exemplo,
as baterias de carros). Dentre as permitidas, há diferentes cuidados e aplicações para cada uma,
além de preços e tempo de vida útil diferentes entre elas (ECYCLE, 2013). O funcionamento
básico da bateria é demonstrado na Figura 7.

Figura 7 - Baterias
Fonte: https://www.tecmundo.com.br/produto/119088/ (acessado em 29 de maio de 2018)

2.3 Viabilidade Econômica

Para a análise da viabilidade econômica do sistema, existem diversas ferramentas


matemáticas, dentre elas pode-se destacar o Payback, o VPL e o TIR, estas ferramentas quando
aplicadas tem a finalidade de auxiliar no estudo, afim que se chegue em custos reduzidos de
investimento. Abaixo estão apresentadas e exemplificadas:

 Payback (tempo de retorno do investimento), é estudo em que se deve considerar todo


e qualquer custo, tarifas, inflações, etc., afim de se chegar em um tempo mínimo para a
quitação do sistema, como apresentado mais abaixo no estudo de (COLAFERRO,2017).

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 Valor Presente Líquido (VPL) é a formula matemático-financeira capaz de determinar
o valor presente de pagamentos futuros descontados a uma taxa de juros apropriada,
menos o custo do investimento inicial.

 Taxa Interna de Retorno (TIR) a taxa de desconto hipotética que quando aplicada a um
fluxo de caixa, faz com que os valores das despesas trazidos ao valor presente sejam
igual aos valores dos retornos dos investimentos também trazidos ao valor presente.
“Umas das mais importantes variáveis para efetuar os cálculos acima citados, a Tarifa de
Energia, é o valor cobrado pelas concessionárias por cada kWh consumido, quanto maior esta
tarifa, mais viável se torna financeiramente a instalação de energia solar, pois a energia que será
produzida pelo sistema irá se traduzir em uma economia financeira maior” (COLAFERRO,
2017). Conforme estudo de (COLAFERRO, 2017) abaixo, serão demonstradas na tabela 1 a
diferença no tempo de payback e a taxa interna de retorno entre tarifas de R$0,35, R$0,63 e
R$0,85 por kWh.

Tabela 1. Diferença de Payback e Taxa Interna de Retorno com tarifas distintas.

Fonte: http://blog.bluesol.com.br/retorno-do-investimento-em-energia-solar/ (acessado em 29 de maio de 2018)

Nos estudos realizados por (COLAFERRO, 2017), “além da tarifa, há outra variável
que é fundamental para o cálculo do retorno do investimento em energia solar fotovoltaica, a
Inflação Energética, que é a variação da tarifa de energia. A tabela 2 abaixo demonstra uma
20
21
comparação entre dois casos, com as mesmas variáveis de custos, tarifa e geração, a única
diferença é que na tabela da esquerda considera-se que não haja inflação ao longo dos anos, já
no da direita a inflação energética seja de 8% ao ano”.

Tabela 2. Diferença de Payback e Taxa Interna de Retorno com e sem Inflação Energética.

Fonte: http://blog.bluesol.com.br/retorno-do-investimento-em-energia-solar/ (acessado em 29 de maio de 2018)

3 MATERIAIS E MÉTODOS

Neste capítulo será detalhada a metodologia usada no estudo em questão, o


planejamento de construção do estudo, o consumo energético da instituição, as características
físicas das instalações da instituição, equações matemáticas e a energia fotovoltaica como
alternativa de investimento em economia futura e consequente marketing social para a
instituição de ensino UNI-Anhanguera.

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3.1 Planejamento do estudo

Após a análise do consumo de energia elétrica da instituição, foi iniciada uma pesquisa
de alternativas energéticas que proporcionem suporte, eficiência e economia financeira para a
unidade consumidora.
O sistema de energia alternativa escolhido foi do tipo solar fotovoltaico. Estabelecida a
escolha foi iniciada a pesquisa sobre os modelos mais eficientes e acessíveis no mercado, os
cálculos de rendimento esperado pelo sistema, as alternativas financeiras para a aquisição do
sistema projetado, e por fim, a análise de viabilidade econômica com base no cálculo de
payback. Um fluxograma desse planejamento está detalhado na figura 8.

Análise de Alternativa Solução


consumo energética escolhida

Pesquisa de Análise de
mercado payback

Figura 8 - Fluxograma do planejamento.

3.2 Análise de consumo de energia elétrica

O local para onde o estudo de viabilidade foi realizado é a instituição de ensino UNI-
Anhanguera, situada na Avenida João Cândido de Oliveira, Número 115, Bairro Cidade Jardim,
na cidade Goiânia, Goiás. A cidade está localizada nas coordenadas geográficas Latitude: -
16.6799, Longitude: -49.255.
Para analisar o consumo de energia elétrica da instituição, foi realizado o cálculo da média de
consumo anual, perfil da unidade consumidora e tipo de instalação fasorial. Essas informações
foram obtidas através da fatura de energia elétrica da instituição disponibilizada pelo
22
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departamento financeiro da mesma. Após a definição desses fatores definimos a potência
energética mínima que o sistema auxiliar deverá fornecer para a matriz energética da instituição.
Além da rede elétrica convencional fornecida pela concessionária Enel, a instituição possui uma
pequena usina termelétrica que fornece energia nos momento de maior pico tarifário diário,
reduzindo assim o custo com a energia consumida.

3.3 Alternativa solar

O Plano Nacional de Energia 2030 (EPE, 2007) mostra que a tendência de consumo de
energia elétrica no país aumente consideravelmente nos próximos anos, consequentemente se
exigirá um adicional na oferta de energia elétrica do Brasil.
A energia solar fotovoltaica apresentou um alto crescimento de produção energética nos
últimos anos, superando expectativas (ALONSO, GARCÍA, SILVA, 2013). O Brasil possui
grande potencial para a produção de energia solar fotovoltaica. Diante desse cenário favorável
e da Resolução Normativa N° 482/2012 (ANEEL, 2012), o sistema solar fotovoltaico foi a
alternativa de energia auxiliar escolhida. Além do potencial energético desse sistema, fatores
como sustentabilidade e produção limpa de energia, agregarão valor e responsabilidade social
a instituição de ensino UNI-Anhanguera.

3.4 Solução adotada

Os sistemas de energia solar fotovoltaica mostraram-se eficientes e podem ser


empregados no meio urbano, em casas isoladas, edifícios residenciais, comerciais e até mesmo
em indústrias (URBANETZ, 2010). As instalações da instituição estão acomodadas em uma
edificação comercial constituída por três blocos e um anexo coberto onde se localizam as
lanchonetes da instituição, todos cobertos, além de uma área de estacionamento interna
descoberta. A instalação de sistemas fotovoltaicos é geralmente feita nos telhados das
edificações, a fim de se evitar sombreamento sobre os painéis e ampliar seu nível de exposição
à radiação solar. Na instituição em questão os locais de instalação do sistema escolhido foram
os blocos E e F, situados mais ao norte do local. A figura 9 mostrada abaixo esclarece tal
descrição.

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BLOCO F
BLOCO E

Figura 9 - Instituição de Ensino UNI-Anhanguera.

3.5 Pesquisa de mercado

A pesquisa de mercado foi realizada em empresas situadas na cidade em que a instituição está
instalada, Goiânia. Em uma rápida pesquisa encontramos várias empresas que vendem e
instalam sistemas de energia fotovoltaica, porém algumas empresas se mostraram pouco
interessadas em realizar orçamentos para o sistema aqui estudado, a explicação é de que um
trabalho acadêmico não é um negócio em potencial. Selecionamos então três empresas dentre
as que aceitaram realizar o orçamento do sistema, intitulamos as empresas de A, B, e C.
O orçamento enviado pelas empresas contatadas seguem um padrão de simplificação de preços,
ou seja, o orçamento contempla apenas o valor final do sistema e mão de obra, não detalhando
o valor de cada componente que compõe a instalação.
Os valores de cada proposta recebida para a instalação do sistema estão dispostos na tabela 3
abaixo:

24
25
Tabela 3. Propostas comercial

EMPRESAS VALOR DO SISTEMA DE 200KW


Empresa A R$ 740.240.64
Empresa B R$ 760.920.86
Empresa C R$ 750.000,00
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados das propostas comerciais recebidas.

3.6 Análise de payback

Para que um projeto seja viável é de suma importância a análise econômica da relação
entre o investimento e o projeto. Uma das formas de análise dessa viabilidade é o Payback, que
basicamente calcula o tempo de retorno do investimento, ou seja, o tempo que levará para que
o capital investido no projeto seja restabelecido através de algum tipo de retorno que o projeto
dará, seja ele em economia ou receita. O payback do sistema fotovoltaico proposto não poderá
equacionar algumas variáveis positivas que o projeto criará na instituição. Variáveis como
visibilidade sustentável, alívio de solicitação de demanda energética, estudos futuros de
melhoria da capacidade do sistema, visitas técnicas internas, além de valorização do imóvel.
Os detalhamentos dos cálculos de Payback estão dispostos na seção de resultados e
discussões, item 4.8.

4 RESULTADOS E DISCUÇÕES

4.1 Dimensionamento do sistema

Para dimensionar um sistema fotovoltaico on grid, primeiramente é necessário realizar


um levantamento da demanda contratada e do consumo médio anual de energia do local,
somente a partir da obtenção destes dados será possível definir a potência do sistema solar
fotovoltaico a ser instalado. Para realizar esse levantamento foi utilizada a fatura de energia
elétrica do consumidor em questão, onde foram coletados os dados necessários para os devidos
cálculos, visto que a fatura possui os detalhes de consumo e características da unidade
consumidora. A fatura analisada foi inserida ao Anexo A.

25
26
O sistema analisado nesse estudo de viabilidade possui características semelhante à de
uma pequena indústria, possui contratação de demanda de 750KW e uma usina para entrar em
operação nos momentos de pico tarifário, essas particularidades foram levadas em consideração
para o dimensionamento do sistema.
De posse destes dados, o projeto foi elaborado para fornecer 200KW de potência para a
demanda do local, ou seja, cerca de 26% da demanda total. A área de telhado necessária para
acomodar a quantidade ideal de painéis para suprir a demanda elétrica total é de 5.728,2m², essa
área é maior que a área eficientemente disponível no momento. Além do fator área, também foi
levado em conta o investimento financeiro e as condições de aquisição disponíveis no mercado,
para assim tornar o projeto ainda mais atraente.
Os locais de instalação escolhidos, foram os telhados dos blocos E e F do Centro de
Ensino em questão, esses telhados possuem inclinação de 10° para o Norte, ao comparar essas
condições aos dados de irradiação solar da região, fornecidos pelo sistema Cresesb SunData,
conforme figura 10, onde é demonstrada a posição geográfica do local que receberá o sistema
e os níveis de irradiação média mensal ás quais os painéis serão expostos. Podemos verificar
que o sistema a ser instalado terá inclinação dentro do intervalo de 10ºN a 19ºN, sendo essa a
condição de angulação ideal para a instalação de sistemas fotovoltaicos on grid em Goiânia.

Figura 10 - Irradiação Solar no Plano Inclinado – Goiânia, GO – Brasil.


Fonte http://www.cresesb.cepel.br/index.php#data (acessado em 29 de maio de 2018)

26
27
4.2 Dimensionamento do Painel Fotovoltaico

Os painéis escolhidos para o sistema são do fabricante Canadian Solar, modelo CS6U
330Wp. Foi escolhido por ser um painel com as mais atuais tecnologias que proporcionarão
melhor eficiência energética, suas características técnicas estão disponíveis no anexo B.
Ao analisar as características técnicas do painel devemos dar atenção a dados como os
coeficientes de temperatura e eficiência do painel, essas características estão ligadas
diretamente ao desempenho energético de todo sistema. Observando a temperatura de operação
do painel devemos analisar o ambiente onde o painel será instalado e verificar se as condições
do ambiente permitem o perfeito funcionamento do painel. Os dados de temperatura do local
de instalação foram obtidos no site do climate-data.org e estão presentes na tabela 4 abaixo.

Tabela 4. Dados da temperatura de Goiânia-Goiás.

Fonte:https://pt.climate-data.org/america-do-sul/brasil/pernambuco/goiana-42654/ (acessado em 10 de agosto de


2018)

As equações utilizadas no estudo de (SOUZA, 2012) foram utilizadas para o cálculo de


perdas decorrentes de fatores climáticos deste trabalho. Para o cálculo deve-se considerar o pior
caso climático, ou seja, 26°C. De posse dos dados climáticos calculamos as perdas provocadas
pelas variações climátológicas utilizando a equação (7.2.1) a seguir:

𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑃𝑚𝑎𝑥 = 𝑇°𝐶 𝑥 𝐶𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒𝑝𝑚𝑎𝑥 (7.2.1)

Onde PerdaPmax é a perda de potência de pico, Coeficientepmax é o coeficiente de


temperatura do painel, e T°C é a temperatura em °C do local a ser instalado. De posse do valor
de PerdaPmax calculamos o rendimento e a potência real do painel com as equações (7.2.2) e
(7.2.3) apresentadas abaixo.
27
28

𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 100% − 𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑃𝑚𝑎𝑥 (7.2.2)


𝑃𝑝𝑟 = 𝑃𝑜𝑡𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑝𝑖𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚 𝑥 𝑟𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (7.2.3)

Onde Ppr é a potência de pico real produzida pelo painel, PerdaPmax é a perda de
potência de pico, e Potenciapiconom é a potência de pico nominal do painel.
Para calcular as perdas de tensão de circuito aberto (Voc) utilizamos as seguintes
equações (7.2.4), (7.2.5) e (7.2.6) apresentadas abaixo:

𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑉𝑜𝑐 = 𝑇°𝐶 𝑥 𝐶𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒𝑉𝑜𝑐 (7.2.4)


𝑄𝑢𝑒𝑑𝑎𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 = 𝑉𝑜𝑐 𝑥 𝑃𝑒𝑟𝑑𝑎𝑉𝑜𝑐 (7.2.5)
𝑉𝑜𝑐𝑟𝑒𝑎𝑙 = 𝑉𝑜𝑐 − 𝑄𝑢𝑒𝑑𝑎𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 (7.2.6)

Onde PerdaVoc é o valor da corrente de curto, CoeficienteVoc é o coeficiente de


temperatura de Voc, e T°C é a temperatura em °C.
Para calcular a corrente de curto circuito real (IscReal) vamos usar as equações (7.2.7),
(7.2.8) e (7.2.9) a seguir:

𝐼𝑛𝑐𝑟𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑇°𝐶 𝑥 𝐶𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒𝐼𝑠𝑐 (7.2.7)


∆I = 𝐼𝑠𝑐 𝑥 𝐼𝑛𝑐𝑟𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (7.2.8)
𝐼𝑠𝑐𝑅𝑒𝑎𝑙 = 𝐼𝑠𝑐 + ∆𝐼 (7.2.9)

Onde Incremento é o incremento de corrente de curto circuito, Coeficiente Isc é o


coeficiente de temperatura, ∆I é a diferença de corrente em amperes e T°C é a temperatura em
°C. Os cálculos referentes ao sistema estão demonstrados nas tabelas 5, 6 e 7 abaixo.
Obs.: Para os valores de temperatura (T°C) foi considerado o pior caso das temperaturas média
(°C) da Tabela 4.
Tabela 5. Cálculo do novo valor de Potência de Pico por placa devido as perdas provocadas
pela variação climática.

28
29
Cálculo PerdaPmax
Dados
Coeficientepmax (%) 0,41%
T°C 26
Resultado
PerdaPmax = 0,1066
Cálculo Rendimento
Dados
PerdaPmax (%) 0,1066
Resultado
Rendimento 0,8934
Cálculo Potencia de pico real
Dados
Potenciapiconom(Wp) 330
Rendimento 0,8934
Resultado
Potência de pico real (Wp) 294,822
Fonte: Elaborada pelo autor a partir de dados do climate-date.org e datasheet do painel solar.

Tabela 6. Cálculo do novo valor de Tensão de Circuito Aberto (Voc) por placa devido as perdas
provocadas pela variação climática.

Cálculo de perda de tensão (Voc)


Dados
CoeficienteVoc (%) 0,31%
Voc (V) 45,6
T°C 26
Resultado
PerdaVoc (V) = 0,080
QuedaTensão (V) = 3,67
VocReal (V) = 41,92
Fonte: Elaborada pelo autor a partir de dados do climate-date.org e datasheet do painel solar.

Tabela 7. Cálculo do valor da Corrente de Curto Circuito (Isc) por placa devido ao incremento
provocado pela variação climática é realizado para se obter o valor real segundo cada local que
receberá os painéis, visto que os dados de fábrica são adquiridos por meio de condições de
laboratório onde a temperatura definida para testes é de 25°C.

29
30
Cálculo de incremento na corrente de curto circuito (Isc)
Dados
CoeficienteIsc (%) 0,053%
Isc (A) 9,45
T°C 26
Resultado
Incremento (A) = 0,014
∆I (A) = 0,130
IscReal (A) = 9,580
Fonte: Elaborada pelo autor a partir de dados do climate-date.org e datasheet do painel solar.

Analisando os resultados percebemos que a temperatura é um fator crítico para o


rendimento do sistema, visto que a temperatura é inversamente proporcional a perda de
potência, queda de tensão e incremento de corrente.
A partir destes novos valores podemos definir a configuração do sistema, tipos de arranjo
de painéis, quantidade e potência dos inversores que serão utilizados no sistema e
posteriormente calcular a quantidade de energia total que será gerada, esses cálculos e
resultados serão demonstrados nas seções subsequente.

4.3 Quantidade e configuração dos arranjos solares

A quantidade e configuração dos arranjos solares deve obedecer a capacidade do


inversor de suportar tais arranjos, bem como as condições climáticas do local. Para se obter tais
resultados, utilizaremos nesta seção algumas equações que foram indicadas nos estudos de
(Sousa,2012) para este tipo de situação.
Conforme apresentado por (Souza,2012) para calcular a quantidade máxima e mínima
de arranjos na configuração serie utilizamos a equação (7.3.1) seguinte:

,
𝑁 = (7.3.1)

Onde, 𝑁 é o número máximo de módulos por fileira (string), 𝑈 , é a tensão


máxima de entrada do inversor e 𝑉 é a tensão em circuito aberto do módulo fotovoltaico, na
mais baixa temperatura local.
O número mínimo de módulos em uma fileira (string) é dado pela formula (7.3.2),

30
31
,
𝑁 = (7.3.2)

Em que, 𝑁 é o número mínimo de módulos por fileira, 𝑈 , é a tensão


mínima de entrada do ponto de máxima potência do inversor e 𝑉 é a tensão em máxima
potência do módulo fotovoltaico, na temperatura mais alta da localidade.
Já para calcular número máximo de fileiras em paralelo, limitada pela capacidade de
entrada de corrente do inversor, usamos a formula (7.3.3),

,
𝑁 = (7.3.3)
,

Onde, 𝑁 é o número de fileiras (strings) em associação em paralelo, 𝐼 ,

é a máxima corrente de entrada do inversor ou da entrada no caso dos inversores com múltiplas
entradas e 𝐼 , a corrente de curto circuito das fileiras. Como uma fileira (string) é uma
associação de módulos em série, sua corrente é a média da corrente dos módulos que a
compõem.
Demonstração dos cálculos:
Os dados do painel fotovoltaico e do inversor estão inseridos nos anexos B e C conforme
apresentado nas seções 4.3 e 4.4.
Usando a equação (7.3.1), o número máximo de painéis por fileira em série é,

,
𝑁 = = ,
= 20,83 ≅ 20 módulos

Usando a equação (7.3.2), o número mínimo de módulos por fileira em série é,

,
𝑁 = = ,
≅ 6,58 ≅ 6 módulos

Usando a equação (7.3.3), o número máximo de módulos por fileira em paralelo é,

,
𝑁 = = ,
= 11,56 ≅ 11 módulos
,

31
32
Como a potência gerada nesse sistema é relativamente alta, a instalação dos painéis foi
organizada em 4 arranjos com 160 painéis cada, em cada arranjo haverá 8 blocos, cada bloco
com 20 painéis em série, totalizando 640 painéis que produzirão 200KW de potência. Esses
arranjos serão ligados a 4 inversores, um para cada arranjo. Para melhor visualização da
disposição dos componentes do sistema e análise da instalação, está anexado a esse estudo o
projeto elétrico fotovoltaico (Anexo E).

4.4 Dimensionamento do inversor

De posse dos dados de potência real dos painéis fotovoltaicos e da quantidade de


arranjos em que serão organizados, podemos agora dimensionar a quantidade e as
características dos inversores a serem instalados no sistema.
Esta definição se dará principalmente pela capacidade de potência total de cada arranjo,
sem deixar de analisar a qualidade, rendimento e custo benefício do projeto. A demanda
projetada para o sistema é de 200kW dividida em 4 arranjos, sendo, portanto, 50kW por arranjo
e cada arranjo deverá ser conectado a um inversor.
Para assegurar o dimensionamento correto do inversor realizamos os cálculos
verificativos demonstrados a seguir. Primeiro calculamos a tensão produzida por cada bloco
utilizando a equação (7.4.1) abaixo:

𝑉𝑖𝑏 = 𝑉𝑜𝑐𝑟𝑒𝑎𝑙 𝑥 𝑁𝑝𝑏 (7.4.1)


𝑉𝑖𝑏 = 41,92 𝑥 20 = 838,4𝑉

Onde Vib é a tensão produzida pelo bloco, Vocreal é a tensão real do painel fotovoltaico
obtida na equação (7.2.6) demostrada na seção 6.2, e Npb é a quantidade de painéis em cada
bloco de um arranjo.
Calculamos agora a corrente produzida por cada bloco de um arranjo utilizando a
equação (7.4.2),
𝐼𝑏𝑠 = (7.4.2)
,
𝐼𝑏𝑠 = = 9,575𝐴

32
33
Onde Ibs é a corrente produzida pelo bloco com os painéis ligados em série, IscReal é a
corrente de curto circuito real encontrada na seção 7.2 com as equações (7.2.7), (7.2.8) e (7.2.9),
e Np é a quantidade de painéis no bloco.
A tensão de entrada dos inversores será determinada pela configuração do arranjo a ser
conectado a ele, no sistema em estudo a configuração do arranjo é formada pela ligação em
paralelo de seus blocos, ou seja, 20 painéis fotovoltaicos ligados em série formam 1 bloco, 8
blocos ligados em paralelo formam 1 arranjo, o sistema completo possui 4 arranjos.
Sabendo que a configuração de ligação dos blocos é em paralelo, a tensão final de cada
arranjo será a mesma tensão de um bloco donde está tensão será a de entrada em cada inversor,
para saber o valor dessa tensão utilizamos a equação (7.4.3) detalhada abaixo:

𝑉𝑖𝑖 = (6.3.3)
,
𝑉𝑖𝑖 = = 838,4𝑉

Onde Vii é a tensão de entrada do inversor, Vib é a tensão produzida pelo bloco,
encontrada pela equação (6.3.1) desta seção, e Nb é a quantidade de blocos do arranjo a ser
conectado ao inversor.
A corrente a ser inserida em cada inversor é a corrente produzida pelo arranjo a ser
conectado, sabendo que a configuração de ligação dos blocos é em paralelo, a corrente final de
cada arranjo será a corrente de entrada de cada inversor, para saber o valor dessa corrente
utilizamos a equação (7.4.4) detalhada abaixo:

𝐼𝑖𝑖 = 𝐼𝑏𝑠 𝑥 𝑁𝑏 (7.4.4)


𝐼𝑖𝑖 = 9,575 𝑥 8 = 76,6𝐴

Onde Iii é a corrente de entrada do inversor, Ibs é a corrente produzida em cada bloco,
encontrada através da equação (7.4.2) desta seção, e Nb é a quantidade de blocos do arranjo a
ser conectado ao inversor.
Para encontrar a potência de entrada do inversor precisamos encontrar primeiro a
potência gerada em cada bloco, para isso utilizamos a equação (7.4.5) abaixo:

𝑃𝑏 = 𝑃𝑝𝑟 𝑥 𝑁𝑝 (7.4.5)
33
34
𝑃𝑏 = 294,822 𝑥 20 = 5.896,44𝑊

Onde Pb é a potência total gerada em cada bloco, Ppr é a potência real produzida por
cada painel fotovoltaico, conforme equação (7.2.3) da seção 7.2, e Np é o número de painéis
do bloco.
De posse do valor de Pb, vamos agora encontrar a potência total de entrada em cada
inversor, para isso utilizaremos a equação (7.4.6):

𝑃𝑖𝑖 = 𝑃𝑏 𝑥 𝑁𝑏 (7.4.6)
𝑃𝑖𝑖 = 5.896,44 𝑥 8 = 47.171,52𝑊

Onde Pii é a potência de entrada em cada inversor, Pb é a potência total gerada em cada
bloco, obtida pela equação (7.4.5), e Nb é a quantidade de blocos do arranjo a ser conectado ao
inversor.
Todos os valores encontrados através dos cálculos referentes ao dimensionamento do
inversor, estão dispostos na tabela 8 abaixo para melhor visualização dos resultados:

Tabela 8. Resultados dos cálculos de dimensionamento do inversor.

Cálculos para o dimensionamento do inversor


Dados

Tensão por bloco (Vib) 838,4V


Tensão por arranjo (Vii) 838,4V
Corrente por bloco (Ibs) 9,45A
Corrente por arranjo (Iii) 75,6A
Potência por bloco (Pb) 5.896,44W
Potência por arranjo (Pii) 47.171,52W
Resultado
Tensão de entrada do inversor (Vii) 838,4V
Corrente de entrada do inversor (Iii) 75,6A
Potência de entrada do inversor (Pi) 47.171,44W
Fonte: Elaborada pelo autor a partir de dados obtidos neste projeto.

De posse destes dados foi possível definir o inversor que será utilizado em cada arranjo
solar fotovoltaico, donde o escolhido, o modelo TRIO-50.0/60.0 do fabricante ABB tem suas
características técnicas (apresentadas no anexo C desse projeto) compatíveis com os valores

34
35
obtidos, além de ser um equipamento de última geração e de sua fabricante ser reconhecida
como a melhor da área de inversores fotovoltaicos, conforme (ABB,2016).

4.5 Estudo da viabilidade econômica

Para determinar se o sistema é economicamente viável é necessário analisar alguns


fatores, dentre eles, a geração de energia elétrica ou energia gerada pelo sistema fotovoltaico,
pois a partir deste estudo será possível calcular as compensações energéticas diária, mensal e
até anual na fatura de energia do centro de ensino em questão. A partir da obtenção destes dados
e de outros como a tarifa de energia elétrica cobrada pela concessionaria, a estimativa da
inflação energética para os próximos anos e os valores dos equipamentos ou valor total do
investimento inicial, poderemos então calcular o tempo de retorno do investimento (payback),
que serão apresentados no decorrer desta seção.

4.5.2 Geração de Energia Elétrica

Para calcular o consumo de Energia Elétrica gerada por um sistema de Energia Solar
Fotovoltaica, precisamos de algumas informações já tratadas nos tópicos anteriores, que são
elas: os Equipamentos de geração utilizados, Potência (Watts Pico) dos equipamentos e do
sistema, Tensão (volts) dos equipamentos e do sistema e a Irradiação solar diária (média)
[kWh/m².dia].
Nos estudos de Marion (2005) apud Nakabayashi (2015), foram apresentadas equações
que serão demonstradas nesta seção para se determinar o desempenho de um sistema
fotovoltaico, segundo o estudo realizado um conceito de fundamental importância é o de
produtividade do sistema Yf (finish yield, do inglês: produção final), o qual relaciona a energia,
de fato, gerada pelo sistema com a potência nominal do gerador fotovoltaico, conforme
Equação 7.5.1,

∫ ( )
𝑌 = = (7.5.1)

Onde, P(t) é a potência instantânea na saída do sistema, 𝑃 é a potência nominal da


unidade geradora e E é a energia entregue pelo sistema em um período de tempo (𝑡 - 𝑡 ). A
35
36
unidade de medida da produtividade do sistema (𝑌 ) é kWh/Kw, ou seja, representa a produção
de energia (kWh) por cada unidade de potência (kW) e, deste modo, é uma forma interessante
de comparar o desempenho entre sistemas com potências diferentes.
Uma grandeza análoga à (𝑌 ) é a produtividade de referência 𝑌 (reference yield, do
inglês: referência de rendimento), apresentada na Equação 7.5.2,

∫ ( )
𝑌 = (7.5.2)

Onde H(t) representa a irradiância solar que incide sobre o plano do gerador medida em
(kW/m²) e 𝐻 é a irradiância considerada em 1000 W/m², para um dia de irradiância solar,
desse modo 𝑌 representa o número de horas equivalentes de irradiância igual a 1000 W/m²,
esta grandeza é função do local, orientação e inclinação do módulo e de condições de tempo
(MARION,2005 apud NAKABAYASHI,2015).
A relação entre a produtividade final (𝑌 ) e a de referência (𝑌 ) denomina-se
Desempenho Global do Sistema, ou Performance Ratio (relação de desempenho), esta relação
é apresentada na Equação 7.5.3,

𝑃𝑅 = (7.5.3)

Segundo Marion (2005) os valores de PR são apresentados em uma base anual ou


mensal e geralmente variam de 0,6 a 0,8. Valores calculados para intervalos mais pequenos,
tais como semanal ou diariamente, pode ser útil para detectar falhas de componentes. Os valores
de PR são maiores no inverno do que no verão, por causa das perdas devido a temperatura dos
módulos fotovoltaicos.
Ainda, das equações (7.5.1) e (7.5.3), a energia elétrica gerada pelo o sistema se dará
pela equação (7.5.4) abaixo,

𝐸 = 𝑃 . 𝑌 = 𝑃 . 𝑌 . 𝑃𝑅 (7.5.4)

Outra grandeza, geralmente utilizada em usinas de energia elétrica, é o Fator de


Capacidade, que representa o nível de atividade de uma usina em um determinado período, ou
seja, é a energia efetivamente produzida por uma usina dividida pela produção que teria

36
37
funcionando a sua capacidade nominal durante o período. Por exemplo, dizer que uma usina
possui um fator de capacidade de 50% é o equivalente a dizer que esta usina gera em um ano a
quantidade de energia que geraria trabalhando em sua capacidade nominal durante seis meses.
O Fator de capacidade pode ser expresso pela a equação (7.5.5),

∫ ( )
𝐹𝐶 = .(
(7.5.5)
)

Onde, P(t) é a potência instantânea, e 𝑃 a potência nominal da unidade geradora.


O Fator de Capacidade de uma usina fotovoltaica e o Desempenho Global (PR)
relacionam-se conforme a equação (7.5.6) abaixo, a partir de (7.5.1), (7.5.3) e (7.5.5).

∫ ( ) .
𝐹𝐶 = .(
= .( = (
= (
(7.5.6)
) ) ) )

Portanto, a energia gerada em função do fator de capacidade é dada pela equação (7.5.7)
a seguir.

𝐸 = 𝑃 . 𝐹𝐶. (𝑡 − 𝑡 ) (7.5.7)

Assim conclui-se que o Fator de Capacidade e o Desempenho Global do Sistema


(Performance Ratio) são indicadores que se relacionam entre si e consideram as perdas globais
envolvidas no sistema. Além disso, são grandezas fundamentais para estimar a energia gerada
por sistemas fotovoltaicos a avaliar seu desempenho.

4.5.3 Energia Elétrica Gerada

Para estimar a quantidade de energia elétrica que será gerada pelo sistema apresentado,
foram realizados dois estudos, para o Estudo 1 analisar a tabela 10, onde foram utilizadas as
equações apresentadas na seção anterior. Para o Estudo 2 será apresentada a tabela 11, onde
foram utilizados todos os dados já cálculos neste trabalho, nas seções 7.2, 7.3 e 7.4.
Para a estimativa de energia fotovoltaica gerada no Estudo 1, utilizando as equações da
seção 6.4 é necessário adotar algumas premissas do ponto de vista do desempenho do sistema.
37
38
Para este trabalho, foi considerado o valor de 75% para o desempenho global do sistema (PR).
De acordo com (BENEDITO, 2009), este é um valor factível para os sistemas instalados, visto
que as perdas, as quais são originadas, basicamente, pela temperatura de operação das células
conforme mostrado na seção 6.1, perdas na conversão de tensão contínua para alternada e
perdas joule nas ligações, podem chegar a 25%.
Em relação à redução de produtividade anual dos módulos, em geral, os fabricantes
consideram o valor máximo de 1% como referência para garantia (SUNPOWER, 2008).
A partir da equação (7.1.6), da seção 7.1, da posse dos dados de Irradiação solar diária
média e de um PR de 75%, obtém-se o Fator de Capacidade médio para o município de Goiânia,
apresentado na tabela 9.

Tabela 9. Irradiação solar diária média e Fator de capacidade.

Município Irradiação solar diária (média) [kWh/m².dia] Fator de capacidade


Goiânia 5,42 16,4%
Fonte: Elaborado pelo autor a partir de dados do CRESESB/CEPEL.

Por fim, segundo (Marion,2005) para o cálculo da energia anual gerada, será
considerada e equação (7.5.7) adaptada, adicionando-se o fator de degradação anual do módulo
fotovoltaico, resultando na equação (7.5.8),

𝐸 = 𝐴. 𝑌 . 𝐻. 𝑃𝑅. (1 − 𝑑) (7.5.8)

Onde E é a energia anual gerada (kWh/ano), A é a área total do painel solar (m²), 𝑌 é
o rendimento do painel solar (%), H é a radiação média anual sobre os painéis (kWh/m².ano),
PR é o desempenho global do sistema (%), d é a redução anual de produtividade e n o ano em
análise. Em resumo, para este estudo são consideradas as seguintes premissas: PR = 75%,
d = 0,5% a.a.

38
39
Tabela 10. Estudo 1: Estimativa da quantidade de energia elétrica gerada.

DADOS DO SISTEMA ESTUDADO


área painel 1,94432 m²
Yf (rendimendo do painel) 90 %
H (radiação média anual) 5,42 kWh/m².ano
PR (desempenho) 75 %
d (redução anual produtividade) 0,5 %
n (ano em análise) 1
DADOS GERAÇÃO DE ENERGIA
kWh/ano
Energia gerada por painel 35,6 kWh/m².ano
Energia gerada do sistema 22762,5 kWh/m².ano
kWh/mês
Energia gerada por painel 2,96 kWh/m².mês
Energia gerada do sistema 1896,88 kWh/m².mês
kWh/dia
Energia gerada do painel 1,19 kWh/m².dia
Energia gerada do sistema 758,75 kWh/m².dia
Fonte: Elaborada pelo autor a partir das formulas apresentadas na seção 6.4.

Tabela 11. Estudo 2: Estimativa da quantidade de energia elétrica gerada.

SISTEMA ESTUDADO
POR ARRANJO
QUANTIDADE DE PLACAS 8 blocos x 20 placas = 160 placas
POTÊNCIA 160 x 294,822 W = 47.171,52 Watts
TENSÃO 20 placas x 41,92 = 838,4 Volts
CORRENTE C. C. 1 placa (paralelo) x 9,57 = 9,57 Ampéres
SISTEMA TOTAL
QUANTIDADE DE PLACAS 4 arranjos x 160 placas = 640 placas
POTÊNCIA TOTAL (PT) 640x294,822 W = 188,6 KWp
TENSÃO 4 arranjos (paralelo) x 838,4 V = 838,4 Volts
CORRENTE C. C. 4 arranjos (paralelo) x 9,57 = 38,28 Ampéres
GERAÇÃO DO SISTEMA kWh/DIA
tempo de exposição (T): 5,42 h/dia
DADOS:
rendimento (N): 80 %

ENERGIA GERADA EG = PTxTxN 818,84 kWh/dia


Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados obtidos neste trabalho.

Com base nos dados de irradiação solar mensal da figura 10 da seção 4.1, foi calculado
a estimativa de energia que será gerada mensalmente pelo sistema, estes valores estão
apresentados na tabela 12, abaixo, onde também possui a estimativa de geração anual.
39
40
Tabela 12. Estimativa da quantidade de energia elétrica gerada anual.
ENERGIA GERADA KWh/MÊS
ENERGIA ENERGIA
MÊS DIAS GERADA GERADA
KWh/dia KWh/mês
JANEIRO 30 794,72 23841,69
FEVEREIRO 29 820,41 23791,83
MARÇO 31 793,21 24589,57
ABRIL 30 806,81 24204,30
MAIO 31 799,26 24776,92
JUNHO 30 784,15 23524,40
JULHO 31 806,81 25011,11
AGOSTO 31 932,21 28898,60
SETEMBRO 30 867,25 26017,35
OUTUBRO 31 838,54 25994,69
NOVEMBRO 30 787,17 23615,05
DEZEMBRO 31 791,70 24542,73
ENERGIA GERADA KWh/ANO 298808,25
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados obtidos neste trabalho.

4.6 Tarifa Energética

Para a avaliação da viabilidade de um sistema solar fotovoltaico on-grid é necessário ter


conhecimento da tarifa de energia elétrica vigente cobrada pela concessionaria, bem como suas
projeções para os próximos anos. Nesta seção trataremos os dados e as premissas utilizadas em
relação às tarifas da concessionária ENEL distribuição.
Na tabela 13 abaixo, são exibidas as tarifas referidas aos períodos citados e a sua
variação em relação ao ano anterior, os dados foram tomados do site da concessionaria nas
faturas de energia referentes aos anos de 2013 até o ano de 2018, ou seja, nos últimos 5 anos da
data de elaboração do trabalho.

40
41
Tabela 13. Variação anual das tarifas de energia elétrica dos últimos 5 anos.

VARIAÇÃO ANUAL kWh - GRUPO A


R$/kWh Variação em relação ao
ANO ano anterior (%)
fora da ponta na ponta fora da ponta na ponta
fev/13 0,22203 1,38789 - -
fev/14 0,24328 1,28195 8,73 -8,26
fev/15 0,31437 1,51119 22,61 15,17
fev/16 0,47182 1,7123 33,37 11,75
fev/17 0,38409 1,31881 -22,84 -29,84
fev/18 0,44961 1,59278 14,57 17,20
out/18 0,43466 1,54838 -3,44 -2,87
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados obtidos nas faturas de energia elétrica da instituição.

Analisando a tabela acima pode-se observar que as tarifas de energia elétrica não
seguem uma trajetória bem definida, suas alterações podem ser explicadas em razão de políticas
adotadas, intervenções governamentais e diferentes fases do próprio setor elétrico brasileiro.
Para que seja possível calcular a avaliação financeira do projeto é necessário adotar uma
projeção para as tarifas energéticas mais estável, por isso para a projeção das tarifas de energia
elétrica será adotada a média das projeções IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo) ou índice de inflação. O relatório de mercado do Banco do Brasil recém atualizado pelo
boletim (FOCUS), mostra as projeções do IPCA para os próximos 3 anos, onde estão
apresentadas na tabela 14 abaixo, e também apresenta que para os próximos 12 meses a inflação
IPCA será suavizada com uma média de 3,71%.

Tabela 14. Projeção IPCA.


ANO PROJEÇÃO IPCA
2019 4,21
2020 4,0
2021 3,97
Fonte: Elaborada pelo autor a partir de (Banco Central do Brasil).

Com base nos dados das tarifas energética, da estimativa de energia elétrica que será
gerada pelo sistema, conforme apresentado na tabela 7.5 acima, podemos agora analisar com
os dados de consumo da instituição e estimar a compensação mensal e anual em reais que terá
na fatura de energia.
41
42
4.7 Compensação

Para a análise da compensação são necessários os dados do consumo energético da


instituição que serão apresentados na tabela 15 abaixo e podem ser verificados na fatura de
energia no anexo A.

Tabela 15. Consumo energético da instituição de ensino Uni-Anhanguera.


CONSUMO (kWh)
CONSUMO LIDO (KWh)
MÊS
PONTA FORA PONTA HOR.RES. TOTAL MENSAL
FEV.18 9314,64 59472 10080 78866,64
JAN.18 3951 32400 7236 43587
DEZ.17 2075,4 84492 10908 97475,4
NOV.17 1402,56 107460 11772 120634,56
OUT.17 5518,08 110952 10188 126658,08
SET.17 4022,64 97020 10224 111266,64
AGO.17 6379,2 45360 7884 59623,2
JUL.17 5977,08 34524 7524 48025,08
JUN.17 1473,48 89496 9684 100653,48
MAI.17 576 90432 9144 100152
ABR.17 327,96 99720 10620 110667,96
MAR.17 873,72 86724 9252 96849,72
TOTAL KWh/ANO 1094459,76
MEDIA KWh/MÊS 91204,98
MEDIA KWh/DIA 3040,166
Fonte: Elaborada pelo autor a partir da fatura de energia elétrica (anexo A).

Comparando os dados da tabela 15 com as tabelas 12 e 13 foi possível estimar valores


de compensação que a fatura sofrera devido a energia injetada pelo sistema em estudo. Na tabela
16 abaixo serão apresentados estes valores calculados sobre a tarifa energética do mês
outubro/2018, que é a vigente no momento da realização dos cálculos para este projeto.

42
43
Tabela 16. Compensação de valores em reais devido a energia injeta pelo sistema estudado.

COMPENSAÇÃO (R$)
TARIFAS (OUT/2018)
MÊS fora da ponta na ponta
R$0,43466 R$1,54838
JANEIRO R$10.405,83 R$37.068,46
FEVEREIRO R$10.384,07 R$36.990,94
MARÇO R$10.732,25 R$38.231,25
ABRIL R$10.564,09 R$37.632,23
MAIO R$10.814,02 R$38.522,53
JUNHO R$10.267,35 R$36.575,15
JULHO R$10.916,23 R$38.886,64
AGOSTO R$12.612,94 R$44.930,82
SETEMBRO R$11.355,41 R$40.451,13
OUTUBRO R$11.345,52 R$40.415,89
NOVEMBRO R$10.306,91 R$36.716,09
DEZEMBRO R$10.711,80 R$38.158,43
TOTAL ANUAL R$130.416,40 R$464.579,56
MEDIA MENSAL R$10.868,03 R$38.714,96
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados apresentados neste projeto.

4.8 Resultados

Através dos dados obtidos no decorrer deste projeto é possível prever o retorno financeiro
que o sistema irá proporcionar durante sua vida útil. Esses retornos serão apresentados em duas
tabelas para melhor visualização, na tabela 17 serão calculados sem a utilização das ferramentas
matemáticas apresentadas na seção 5.3, utilizando apenas a última tarifa fora da ponta cobrada
pela concessionaria (obtida na conta de energia e apresentada na tabela 13) como se houvesse
um congelamento (sem incidência da inflação) da mesma, já na tabela 17 os retornos serão
calculados utilizando as ferramentas matemáticas com incidência da inflação sobre a tarifa de
energia conforme projeção IPCA (tabela 14) para os próximos anos. Como apresentado na
tabela 13 da seção 4.6, as tarifas de energia elétricas apresentaram variações acima e a baixo da
inflação (IPCA) durante o período analisado. Desta forma, será considerado para os cálculos da
tabela 18 um reajuste de 4,21%, pior caso previsto para os próximos anos, como já foi discutido
na tabela 14 da seção 7.6.

43
44
Tabela 17. Retorno financeiro com tarifa congelada (sem incidência da inflação).

TARIFA DE CONSUMO
INJETADO FATURA FATURA
ANO ENERGIA ANUAL RETORNO (R$)
(kWh) SEM GD (R$) COM GD (R$)
(R$) (kWh)
1 0,43 1094459,76 300042,34 R$470.617,70 R$341.599,49 R$129.018,21
2 0,43 1094459,76 298542,13 R$470.617,70 R$342.244,58 R$128.373,12
3 0,43 1094459,76 297049,418 R$470.617,70 R$342.886,45 R$127.731,25
4 0,43 1094459,76 295564,171 R$470.617,70 R$343.525,10 R$127.092,59
5 0,43 1094459,76 294086,35 R$470.617,70 R$344.160,57 R$126.457,13
6 0,43 1094459,76 292615,918 R$470.617,70 R$344.792,85 R$125.824,84
7 0,43 1094459,76 291152,838 R$470.617,70 R$345.421,98 R$125.195,72
8 0,43 1094459,76 289697,074 R$470.617,70 R$346.047,95 R$124.569,74
9 0,43 1094459,76 288248,589 R$470.617,70 R$346.670,80 R$123.946,89
10 0,43 1094459,76 286807,346 R$470.617,70 R$347.290,54 R$123.327,16
11 0,43 1094459,76 285373,309 R$470.617,70 R$347.907,17 R$122.710,52
12 0,43 1094459,76 283946,443 R$470.617,70 R$348.520,73 R$122.096,97
13 0,43 1094459,76 282526,71 R$470.617,70 R$349.131,21 R$121.486,49
14 0,43 1094459,76 281114,077 R$470.617,70 R$349.738,64 R$120.879,05
15 0,43 1094459,76 279708,506 R$470.617,70 R$350.343,04 R$120.274,66
16 0,43 1094459,76 278309,964 R$470.617,70 R$350.944,41 R$119.673,28
17 0,43 1094459,76 276918,414 R$470.617,70 R$351.542,78 R$119.074,92
18 0,43 1094459,76 275533,822 R$470.617,70 R$352.138,15 R$118.479,54
19 0,43 1094459,76 274156,153 R$470.617,70 R$352.730,55 R$117.887,15
20 0,43 1094459,76 272785,372 R$470.617,70 R$353.319,99 R$117.297,71
21 0,43 1094459,76 271421,445 R$470.617,70 R$353.906,48 R$116.711,22
22 0,43 1094459,76 270064,338 R$470.617,70 R$354.490,03 R$116.127,67
23 0,43 1094459,76 268714,016 R$470.617,70 R$355.070,67 R$115.547,03
24 0,43 1094459,76 267370,446 R$470.617,70 R$355.648,40 R$114.969,29
25 0,43 1094459,76 266033,594 R$470.617,70 R$356.223,25 R$114.394,45
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados apresentados neste projeto.

44
45
Tabela 18. Retorno financeiro com inflação IPCA incidente na tarifa de energia.

TARIFA DE CONSUMO
INJETADO FATURA FATURA
ANO ENERGIA ANUAL RETORNO (R$)
(kWh) SEM GD (R$) COM GD (R$)
(R$) (kWh)
1 0,43 1094459,76 300042,34 R$470.617,70 R$341.599,49 R$129.018,21
2 0,448103 1094459,76 298542,13 R$490.430,70 R$356.653,08 R$133.777,62
3 0,46472762 1094459,76 297049,4177 R$508.625,68 R$370.578,61 R$138.047,07
4 0,48196902 1094459,76 295564,1706 R$527.495,69 R$385.042,92 R$142.452,77
5 0,49985007 1094459,76 294086,3497 R$547.065,78 R$400.066,70 R$146.999,08
6 0,5183945 1094459,76 292615,918 R$567.361,92 R$415.671,44 R$151.690,48
7 0,53762694 1094459,76 291152,8384 R$588.411,05 R$431.879,44 R$156.531,61
8 0,5575729 1094459,76 289697,0742 R$610.241,10 R$448.713,86 R$161.527,24
9 0,57825885 1094459,76 288248,5888 R$632.881,05 R$466.198,75 R$166.682,30
10 0,59971226 1094459,76 286807,3459 R$656.360,93 R$484.359,05 R$172.001,88
11 0,62196158 1094459,76 285373,3091 R$680.711,92 R$503.220,69 R$177.491,23
12 0,64503636 1094459,76 283946,4426 R$705.966,34 R$522.810,56 R$183.155,78
13 0,66896721 1094459,76 282526,7104 R$732.157,69 R$543.156,58 R$189.001,10
14 0,69378589 1094459,76 281114,0768 R$759.320,74 R$564.287,76 R$195.032,98
15 0,71952535 1094459,76 279708,5064 R$787.491,54 R$586.234,18 R$201.257,36
16 0,74621974 1094459,76 278309,9639 R$816.707,47 R$609.027,09 R$207.680,39
17 0,77390449 1094459,76 276918,4141 R$847.007,32 R$632.698,92 R$214.308,40
18 0,80261634 1094459,76 275533,822 R$878.431,29 R$657.283,34 R$221.147,95
19 0,83239341 1094459,76 274156,1529 R$911.021,09 R$682.815,32 R$228.205,78
20 0,86327521 1094459,76 272785,3722 R$944.819,98 R$709.331,13 R$235.488,85
21 0,89530272 1094459,76 271421,4453 R$979.872,80 R$736.868,44 R$243.004,36
22 0,92851845 1094459,76 270064,3381 R$1.016.226,08 R$765.466,36 R$250.759,72
23 0,96296648 1094459,76 268714,0164 R$1.053.928,07 R$795.165,47 R$258.762,59
24 0,99869254 1094459,76 267370,4463 R$1.093.028,80 R$826.007,93 R$267.020,87
25 1,03574403 1094459,76 266033,5941 R$1.133.580,16 R$858.037,46 R$275.542,71
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados apresentados neste projeto.

Para o valor do consumo anual foi considerado a média mensal de energia elétrica ativa
consumida pela unidade consumidora em estudo, conforme tabela 15, seção 4.7. Para o cálculo
da energia injetada ou produzida, foi utilizado o valor de geração anual de energia elétrica da
tabela 12 da seção 4.5 multiplicado pelo fator de degradação do sistema apresentado na seção
4.5 que é de 0,5% ao ano, a fatura sem GD é o produto entre a tarifa de energia e o consumo
anual, a fatura com GD é a subtração da fatura sem GD pelo produto da energia injetada e a
tarifa de energia.
De posse dos dados de retorno financeiro anual, podemos calcular uma estimativa de
Payback, que será demonstrada na próxima seção.
45
46
4.8.1 Payback

Conforme já apresentado na seção 5.3, o Payback é o tempo de retorno investimento.


Será demonstrado nesta seção os resultados de Payback para o sistema apresentado neste
projeto. Usando os dados da energia elétrica gerada anual (estimado na tabela 12, seção 4.5),
os dados do retorno financeiro que a instituição terá após a instalação do sistema (obtidos nas
tabelas 17 e 18, na seção 4.8) e o pior caso do valor de proposta do sistema, apresentado na
tabela 3 da seção 3.5, pôde-se obter na tabela 19 e na figura 11 a viabilidade do projeto com a
tarifa de energia elétrica sem incidência da inflação, já na tabela 20 e figura 12 a viabilidade
com incidência da inflação, para pagamento a vista do sistema. Pode-se reparar que no decorrer
da vida útil dos equipamentos a energia gerada vai diminuindo devido ao índice de degradação
de 0,5% a.a., conforme apresentado na seção 4.5.3.

Tabela 19. Payback sem Inflação Energética (À VISTA).


Ano Energia Gerada Economia Ano Somatória
0 0 0 -R$760.920,86
1 300042,34 R$129.018,21 -R$631.902,65
2 298542,13 R$128.373,12 -R$503.529,54
3 297049,4177 R$127.731,25 -R$375.798,29
4 295564,1706 R$127.092,59 -R$248.705,70
5 294086,3497 R$126.457,13 -R$122.248,57
6 292615,918 R$125.824,84 R$3.576,28
7 291152,8384 R$125.195,72 R$128.772,00
8 289697,0742 R$124.569,74 R$253.341,74
9 288248,5888 R$123.946,89 R$377.288,64
10 286807,3459 R$123.327,16 R$500.615,79
11 285373,3091 R$122.710,52 R$623.326,32
12 283946,4426 R$122.096,97 R$745.423,29
13 282526,7104 R$121.486,49 R$866.909,77
14 281114,0768 R$120.879,05 R$987.788,83
15 279708,5064 R$120.274,66 R$1.108.063,48
16 278309,9639 R$119.673,28 R$1.227.736,77
17 276918,4141 R$119.074,92 R$1.346.811,69
18 275533,822 R$118.479,54 R$1.465.291,23
19 274156,1529 R$117.887,15 R$1.583.178,38
20 272785,3722 R$117.297,71 R$1.700.476,09
21 271421,4453 R$116.711,22 R$1.817.187,31
22 270064,3381 R$116.127,67 R$1.933.314,97
23 268714,0164 R$115.547,03 R$2.048.862,00
24 267370,4463 R$114.969,29 R$2.163.831,29
25 266033,5941 R$114.394,45 R$2.278.225,74
Payback em 6 ANOS!
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados apresentados neste projeto.
46
47

Payback sem Inflação Energética (À VISTA)


3000000

2000000

1000000

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26
-1000000

Ano Energia Gerada Economia Ano Somatória

Figura 11 – Demonstração de Payback sem Inflação Energética (À VISTA)

Tabela 20. Payback com Inflação Energética (À VISTA).


Ano Energia Gerada Economia Ano Somatória
0 0 0 -R$760.920,86
1 300042,34 R$129.018,21 -R$631.902,65
2 298542,13 R$133.777,62 -R$498.125,03
3 297049,4177 R$138.047,07 -R$360.077,96
4 295564,1706 R$142.452,77 -R$217.625,19
5 294086,3497 R$146.999,08 -R$70.626,11
6 292615,918 R$151.690,48 R$81.064,38
7 291152,8384 R$156.531,61 R$237.595,99
8 289697,0742 R$161.527,24 R$399.123,22
9 288248,5888 R$166.682,30 R$565.805,52
10 286807,3459 R$172.001,88 R$737.807,40
11 285373,3091 R$177.491,23 R$915.298,64
12 283946,4426 R$183.155,78 R$1.098.454,42
13 282526,7104 R$189.001,10 R$1.287.455,52
14 281114,0768 R$195.032,98 R$1.482.488,50
15 279708,5064 R$201.257,36 R$1.683.745,86
16 278309,9639 R$207.680,39 R$1.891.426,25
17 276918,4141 R$214.308,40 R$2.105.734,65
18 275533,822 R$221.147,95 R$2.326.882,60
19 274156,1529 R$228.205,78 R$2.555.088,38
20 272785,3722 R$235.488,85 R$2.790.577,23
21 271421,4453 R$243.004,36 R$3.033.581,58
22 270064,3381 R$250.759,72 R$3.284.341,30
23 268714,0164 R$258.762,59 R$3.543.103,89
24 267370,4463 R$267.020,87 R$3.810.124,76
25 266033,5941 R$275.542,71 R$4.085.667,47
Payback em 5,5 ANOS!
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados apresentados neste projeto.

47
48

Payback com Inflação Energética (À VISTA)


5000000

4000000

3000000

2000000

1000000

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26
-1000000

-2000000

Ano Energia Gerada Economia Ano Somatória

Figura 12 – Demonstração de Payback com Inflação Energética (À VISTA)

Como foi apresentado o tempo de retorno do investimento para pagamento a vista do


valor do sistema nas tabelas 19 e 20 e figuras 11 e 12 a cima, será demonstrado nas tabelas 21
e 22 e nas figuras 13 e 14 abaixo (nos moldes das tabelas a cima e utilizando os mesmos valores
de energia elétrica gerada e a compensação anual) o Payback caso esse sistema seja financiado.
Para encontrar o valor final do financiamento (primeiro valor da somatória), foi feito uma
simulação (anexo D) no site do BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social) utilizando a linha de crédito disponível para implantação de sistemas de geração de
energia renovável. Os valores “somatória” são encontrados realizando o abatimento da
economia no ano sobe o último valor “somatória” a cima, lembrando que o primeiro é o custo
final de instalação do projeto.

48
49
Tabela 21. Payback sem Inflação Energética (FINANCIADO).

Ano Energia Gerada Economia Ano Somatória


0 0 0 -R$1.197.508,23
1 300042,34 R$129.018,21 -R$1.068.490,02
2 298542,13 R$128.373,12 -R$940.116,91
3 297049,4177 R$127.731,25 -R$812.385,66
4 295564,1706 R$127.092,59 -R$685.293,07
5 294086,3497 R$126.457,13 -R$558.835,94
6 292615,918 R$125.824,84 -R$433.011,09
7 291152,8384 R$125.195,72 -R$307.815,37
8 289697,0742 R$124.569,74 -R$183.245,63
9 288248,5888 R$123.946,89 -R$59.298,73
10 286807,3459 R$123.327,16 R$64.028,42
11 285373,3091 R$122.710,52 R$186.738,95
12 283946,4426 R$122.096,97 R$308.835,92
13 282526,7104 R$121.486,49 R$430.322,40
14 281114,0768 R$120.879,05 R$551.201,46
15 279708,5064 R$120.274,66 R$671.476,11
16 278309,9639 R$119.673,28 R$791.149,40
17 276918,4141 R$119.074,92 R$910.224,32
18 275533,822 R$118.479,54 R$1.028.703,86
19 274156,1529 R$117.887,15 R$1.146.591,01
20 272785,3722 R$117.297,71 R$1.263.888,72
21 271421,4453 R$116.711,22 R$1.380.599,94
22 270064,3381 R$116.127,67 R$1.496.727,60
23 268714,0164 R$115.547,03 R$1.612.274,63
24 267370,4463 R$114.969,29 R$1.727.243,92
25 266033,5941 R$114.394,45 R$1.841.638,37
Payback em 9,5 ANOS!
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados apresentados neste projeto.

Payback sem inflação energetica (FINANCIADO)


2000000

1000000

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26
-1000000

-2000000

Ano Energia Gerada Economia Ano Somatória

Figura 13 – Demonstração de Payback sem Inflação Energetica (FINANCIADO)


49
50
Tabela 22. Payback com Inflação Energética (FINANCIADO).

Ano Energia Gerada Economia Ano Somatória


0 0 0 -R$1.197.508,23
1 300042,34 R$129.018,21 -R$1.068.490,02
2 298542,13 R$133.777,62 -R$934.712,40
3 297049,4177 R$138.047,07 -R$796.665,33
4 295564,1706 R$142.452,77 -R$654.212,56
5 294086,3497 R$146.999,08 -R$507.213,48
6 292615,918 R$151.690,48 -R$355.522,99
7 291152,8384 R$156.531,61 -R$198.991,38
8 289697,0742 R$161.527,24 -R$37.464,15
9 288248,5888 R$166.682,30 R$129.218,15
10 286807,3459 R$172.001,88 R$301.220,03
11 285373,3091 R$177.491,23 R$478.711,27
12 283946,4426 R$183.155,78 R$661.867,05
13 282526,7104 R$189.001,10 R$850.868,15
14 281114,0768 R$195.032,98 R$1.045.901,13
15 279708,5064 R$201.257,36 R$1.247.158,49
16 278309,9639 R$207.680,39 R$1.454.838,88
17 276918,4141 R$214.308,40 R$1.669.147,28
18 275533,822 R$221.147,95 R$1.890.295,23
19 274156,1529 R$228.205,78 R$2.118.501,01
20 272785,3722 R$235.488,85 R$2.353.989,86
21 271421,4453 R$243.004,36 R$2.596.994,21
22 270064,3381 R$250.759,72 R$2.847.753,93
23 268714,0164 R$258.762,59 R$3.106.516,52
24 267370,4463 R$267.020,87 R$3.373.537,39
25 266033,5941 R$275.542,71 R$3.649.080,10
Payback em 8,3 ANOS!
Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados apresentados neste projeto.

Payback com Inflação Energética (FINANCIADO)


4000000
3000000
2000000
1000000
0
-1000000 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

-2000000

Ano Energia Gerada Economia Ano Somatória

Figura 14 – Demonstração de Payback com Inflação Energética (FINANCIADO)


50
51
5 CONCLUSÃO

Neste trabalho foi realizado um estudo para avaliar a viabilidade econômico-financeira


da minigeração fotovoltaica conectada à rede, no Centro Universitário Uni Anhanguera, no
município de Goiânia-GO. Tomou-se como referência os telhados deste Centro de Ensino e a
demanda energética contratada para o atender, desta forma, o presente estudo pode servir como
inspiração caso haja interesse da instituição em implantar um sistema solar fotovoltaico
conectado à rede, ou que desejem saber o tempo de retorno do investimento e a rentabilidade
do sistema durante seu ciclo de vida.
Como foi visto o projeto possui uma viabilidade muito próxima a de outros estudos para
casos parecidos, realizados no decorrer dos últimos anos, vimos que para existir uma melhor
rentabilidade é necessário que no decorrer dos tempos de funcionamento do sistema após a sua
instalação tenham taxas de inflação mais elevadas. Além da inflação a viabilidade da
minigeração depende de condições diversas como, por exemplo, desempenho do sistema, nível
de irradiação solar, energia gerada, etc.
Em termos gerais, para que haja ainda uma expansão da geração fotovoltaica no Brasil
são necessárias políticas de incentivos através de financiamentos com baixas taxas de juros e
isenções fiscais. Por ser uma tecnologia extremamente dependente do mercado externo, é
necessário que haja ainda desenvolvimento das industrias brasileiras nesse setor para que
ocorram reduções nos custos de implantação dos sistemas, assim tornando-os mais viáveis.
Existem algumas variáveis que não foram consideradas no trabalho, tais como
possibilidade de um aumento na eficiência dos equipamentos fotovoltaicos e um aumento na
vida útil dos sistemas, o que tornaria a análise mais conservadora. No modelo consideramos
que nos momentos de pico tarifário o Centro de Ensino estudado continue utilizando a usina de
motores gerador para atender a demanda e não consideramos os custos que serão gastos com
manutenção do sistema, pois a manutenção em um sistema solar fotovoltaico se permeia apenas
pela limpeza das placas em certos intervalos de tempo, visto que este tipo de serviço pode ser
feito por um funcionário deste Centro de Ensino que tenha treinamento para realizar trabalhos
em altura.

51
52
REFERÊNCIAS

ABB. ABB é reconhecida como melhor fabricante de inversores fotovoltaicos.


2016.<http://www.abb.com.br/cawp/seitp202/cd609b152dfea3a5832580590068a85---1.aspx>
Acesso em: novembro de 2018.

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abril de 2012. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 abr. 2012.

ALONSO, M.C.; GARCÍA, F.S.; e SILVA, J.P. Energia solar fotovoltaica. Programa de
Capacitação em Energias Renováveis – Observatório de Energias Rnováveis para a América
Latina e Caribe (ONUDI) – 2013.

ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, Resolução Normativa n° 482 de 17 de abril


de 2012. Estabelece as condições gerais para acesso de microgeração e minigeração distribuída
aos sistemas de distribuição de energia elétrica, o sistema de compensação de energia elétrica,
e dá outras providências. Disponível em
http://www.aneel.gov.br/informaçõestecnicas//asset_publisher/CegkWaVJWF5E/content/gera
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BANCO CENTRAL DO BRASIL. Boletim Focus: relatório de mercado. 2018.


< https://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20181109.pdf>
Acesso em: novembro de 2018.

COLAFERRO, J. R. Q. Retorno do investimento em energia solar: 5 variáveis essenciais


que você deve saber. 2017.
<http://blog.bluesol.com.br/retorno-do-investimento-em-energia-solar/>
Acesso em:10 de maio de 2018.

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<https://www.ecycle.com.br/component/content/article/69-energia/2890-o-que-e-energia-
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EPE- Empresa de Pesquisa Energética, Plano Nacional de Energia 2030 – Outras


Fontes, - Brasília – 2007. http://www.epe.gov.br/PNE/Forms/Empreendimento.aspx Acesso
em junho de 2018.

52
53
GOVERNO DO BRASIL. Matriz Energética. 2014.<http://www.brasil.gov.br/meio-
ambiente/2010/11/matriz-energetica> Acesso em: 01 de maio de 2018.

LOPEZ. R.A. Energia Solar para Produção de Eletricidade. São Paulo: Artliber Editora,
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MARION et al. Performance parameters for grid-connected PV systems. In: IEEE


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MARTÍNEZ, M. I. C. Energy efficiency diagnosis of the solar photovoltaic energy test


bank at the plazoleta “A La Vida” in the Francisco de Paula Santader Ocaña University.
2017. Universidad Francisco de Paula Santander Ocaña; UFPSO; Ocaña, Norte de Santander,
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PINHO, João Tavares; GALDINO, Marco Antonio (Org.). Manual de Engenharia para
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RUTHER, R. Edifícios solares fotovoltaicos: o potencial da geração solar fotovoltaica


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Florianópolis: LABSOLAR, 2004.

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integração solar fotovoltaica à arquitetura. 2013. 278 p. Tese (Doutorado em Engenharia
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SOUSA, Ronilson di. Apostila Programa Integrador: Blue Sol – Energia Solar. 2012. 43 e
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URBANETZ JUNIOR, J. Sistemas fotovoltaicos conectados a redes de distribuição


urbanas: sua influência na qualidade da energia elétrica e análise dos parâmetros que
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Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, 2010.

VILLALVA, Marcelo Gradella; GAZOLI, Jonas Rafael. Energia Solar Fotovoltaica:


Conceitos e Aplicações - Sistemas Isolados e Conectados à Rede. São Paulo: Érica, 2012. 224

53
54
APÊNDICE A

RESUMO PARA CONGRESSO DE INCIAÇÃO CIENTÍFICA

NERY, Glauber Emanuel Alves¹; RESENDE, Hugo Marinho de²; NEVES, André Silveira³

¹ e ² Alunos do curso de Engenharia Elétrica do Centro Universitário de Goiás – Uni –


Anhanguera. ³ Professor Orientador Esp. do curso de Engenharia Elétrica do Centro
Universitário de Goiás - Uni Anhanguera.

A tarifação da energia elétrica no Brasil tem sofrido reajustes consideráveis nos últimos anos,
justificadas por diversos fatores, estiagem, acionamento de termoelétricas para dar suporte ás
hidrelétricas, impostos estaduais, bandeira tarifária, dentre outros. A alta tarifação de energia
elétrica tem motivado o consumidor a buscar outras fontes energéticas que lhe proporcionem
economia financeira. Essa busca aquece o mercado de pesquisas e desenvolvimento de novas
tecnologias e fontes energéticas, dentre elas, tem se evidenciado no Brasil a energia solar
fotovoltaica, sendo esta uma energia limpa e eficiente que tem como fonte de geração um
fornecedor natural abundante, o sol. Diante do crescimento de instalações desse tipo de sistema
no Brasil, foi proposto um estudo de viabilidade técnica e econômica da instalação de um
sistema fotovoltaico conectado à rede na instituição de ensino Centro Universitário de Goiás -
Uni-Anhanguera. Neste estudo realizamos uma análise do sistema elétrico existente e o perfil
de carga elétrica consumida na instituição, para então projetar um sistema de energia
fotovoltaica que auxilie no fornecimento de energia elétrica e proporcione economia financeira
para a instituição. A viabilidade desse sistema foi determinada conforme as características
técnicas de seus componentes, o preço de mercado do sistema instalado, a tarifação energética
em que a instituição está submetida, e o tempo de retorno do investimento para a aquisição do
sistema. O estudo mostra a eficiência dos componentes do sistema e consequentemente a
eficiência total do sistema instalado, detalha também as variáveis que influenciam a eficiência
do sistema e os fatores que compensam o possível investimento. Durante a produção do estudo
foram identificados fatores positivos que trarão valor à instituição se a instalação for realizada,
valores como sustentabilidade e sensibilização ecológicas são influenciadores nas edificações
em que os geradores fotovoltaicos estão presentes. Os resultados e demais detalhamentos do
estudo estão presentes nos capítulos dessa análise de viabilidade.

PALAVRAS-CHAVE: Energia Solar. Geração de energia. Sustentabilidade.

54
55
ANEXOS

ANEXO A. Fatura do Serviço de Fornecimento de Energia Elétrica.

Fatura de Energia, página 1.

55
56

Fatura de Energia, página 2.

56
57

Fatura de Energia, página 3.

57
58
ANEXO B. Canadian_Solar-Datasheet-MaxPower-CS6U-P-v5.53en

Fonte https://www.canadiansolar.com/en/solar-panels/maxpower.html (acessado em 22 de setembro de 2018)

58
59
ANEXO C. TRIO-50.0_60.0_BCD.00611_EN_RevG

59
60

Fonte: https://new.abb.com/power-converters-inverters/solar/string/three-phase/trio-50-0kw (acessado em 10 de


setembro de 2018)

60
61
ANEXO D. SIMULAÇÃO FINANCIAMENTO.

61
62

62
63

63
64

64
65

65
66

Fonte:https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/simulador/?productCode=AOI_056&valor
Bem=760920.86&percentualFinanciado=97&prazoFinanciamento=100&prazoCarencia=3&spreadAgente=6&pr
ojecaoInflacaoAnual=3.63 (acessado em 10 de outubro de 2018)

66
67
ANEXO E Projeto Elétrico Fotovoltaico.

67
68
DECLARAÇÃO E AUTORIZAÇÃO

Eu, Glauber Emanuel Alves Nery, portador (a) da Carteira de Identidade nº 5277791
emitida pelo SSP-GO, inscrito (a) no CPF sob nº 037.494.971-92, residente e domiciliado (a)
na rua da Astéria, Qd. 82, Lt. 5, Casa 1 – Bairro Jardim Atlântico – Goiânia-Goias, telefone
(62) 9 9919-6546, endereço eletrônico glauber_sm@hotmail.com, e eu Hugo Marinho de
Resende, portador (a) da Carteira de Identidade nº 6523252 emitida pelo SSP-GO, inscrito (a)
no CPF sob nº 005.973.531-74, residente e domiciliado (a) na avenida Antônio Fidélis, Qd.
68, Lt. 13, Apt. 601 – Bairro Parque Amazônia – Goiânia-Goiás, telefone (62) 98500-
2151endereço eletrônico hugoresende12@gmail.com, declaramos, para os devidos fins e sob
pena da lei, que o Trabalho de Conclusão de Curso: Projeto de Viabilidade Técnica para a
instalação de Sistema Fotovoltaico na instituição de ensino Uni-Anhanguera, é de nossa
exclusiva autoria.
Declaramos que temos conhecimento da legislação de Direito Autoral, bom como da
obrigatoriedade da autenticidade desta produção cientifica. Autorizamos sua divulgação e
publicação, sujeitando-me ao ônus advindo de inverdades ou plagio e uso inadequado de
trabalhos de outros autores. Nestes termos, nos declaramos cientes que responderemos
administrativa, civil e penalmente da Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que altera e
consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providencias.
Pelo presente instrumento autorizamos o Centro Universitário de Goiás, Uni -
ANHANGUERA a disponibilização do texto integral deste trabalho na biblioteca (consulta e
divulgação pela Internet), estando vedadas apenas a reprodução parcial ou total, sob pena de
ressarcimento dos direitos autorais e penas cominadas na lei.

________________________________________
Glauber Emanuel Alves Nery

________________________________________
Hugo Marinho de Resende

Goiânia (GO), 14 de novembro de 2018.

68
69

69