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LINGUAGEM AUDIOVISUAL

PARTE I

Jorge Sá

Composição de imagem

“Chamo imagens em primeiro lugar ás sombras, em seguida aos reflexos que vemos nas águas ou á superfície de corpos opacos polidos e brilhantes e todas as representações deste género”

Platão

Apesar dos princípios que ditam o que é a composição de imagem , estes devem ser

considerados linhas de orientação, e não leis. Composição é uma arte e não uma ciência.

ComposiçãoComposiçãoComposiçãoComposição EstáticaEstática-EstáticaEstática--- atribuída á fotografia e pintura.

ComposiComposiçãoComposiComposiçãoçãoção DinâmicaDinâmica-DinâmicaDinâmica atribuída á imagem em movimento que pode acontecer dentro de

um único plano (incluindo o movimento da câmara ou do personagem), ou pode aplicar-se

a uma sequência de cenas criadas durante a edição.

ELEMENTOS VISUAIS DE UM ENQUADRAMENTO

LINHALINHALINHALINHA

MASSAMASSAMASSAMASSA

TONALIDADETONALIDADETONALIDADETONALIDADE

PROFUNDIDADEPROFUNDIDADEPROFUNDIDADEPROFUNDIDADE

EQUILIBRIOEQUILIBRIOEQUILIBRIOEQUILIBRIO

LINHALINHALINHALINHA parte integrante da linguagem plástica a linha é o resultado de uma experiência visual que acontece dentro da nossa realidade linha é contorno de uma representação, a linha pode apresentar-se de variadas formas, quer por comportamentos gráficos e espaciais quer ela sua realidade física, na imagem a organização do plano é feita por linhas implícitas ou seja as linhas estruturam os elementos de cena, e que subentendem a construção das formas que a nossa visão apreende a nossa tendência é ordenar por simplificações as as imagens captadas. Nossos olhos tendem a seguir estas linhas à medida que se movem de uma parte do quadro para outra, é importante usar estas linhas para guiar a atenção dos espectadores para as partes do quadro que deseja captar, especialmente sobre o centro de interesse. Quando são utilizadas desta forma as linhas são chamadas de leading line porque elas são seleccionadas ou arranjadas para dirigir os olhos do espectador no quadro, geralmente para o centro de interesse da cena. Além de guiar nossos olhos no quadro, as linhas por si só podem sugerir um significado próprio. Linhas rectas e verticais sugerem dignidade, força, poder formalidade, altura e restrição. Linhas horizontais sugerem estabilidade e abertura. Linhas diagonais podem sugerir dinamismo e excitação. Linhas curvas sugerem graça, beleza, elegância, movimento e sensualidade.

podem sugerir dinamismo e excitação. Linhas curvas sugerem graça, beleza, elegância, movimento e sensualidade.
podem sugerir dinamismo e excitação. Linhas curvas sugerem graça, beleza, elegância, movimento e sensualidade.
podem sugerir dinamismo e excitação. Linhas curvas sugerem graça, beleza, elegância, movimento e sensualidade.
podem sugerir dinamismo e excitação. Linhas curvas sugerem graça, beleza, elegância, movimento e sensualidade.
podem sugerir dinamismo e excitação. Linhas curvas sugerem graça, beleza, elegância, movimento e sensualidade.

MASSAMASSAMASSAMASSA Componentes volumétricos da cena, disposição dos volumes no enquadramento

da cena, disposição dos volumes no enquadramento REGRA DOS TERÇOS-a área total da imagem é dividida

REGRA DOS TERÇOS-a área total da imagem é dividida vertical e horizontalmente em três partes iguais. Embora geralmente seja melhor colocar o centro de interesse em algum lugar perto das duas linhas horizontais e verticais, geralmente a composição é mais forte se o centro de interesse ficar num dos quatro pontos que se cruzam.

TONALIDADETONALIDADETONALIDADETONALIDADE Independentemente da massa dos objectos e da sua exposição á luz o que conta é a gradação visual da iluminação que a massa adquire, uma técnica, consiste em dar aos objectos um tom local uniforme tornando mais sombrio por um lado e mais iluminado do outro baseado na técnica da pintura claro/escuro. É a tonalidade e a gradação luminica que simulam a coordenada Z ou seja a profundidade, permite também evidenciar massa ou torna-la menos presente.

luminica que simulam a coordenada Z ou seja a profundidade, permite também evidenciar massa ou torna-la
luminica que simulam a coordenada Z ou seja a profundidade, permite também evidenciar massa ou torna-la

PROFUNDIDADEPROFUNDIDADEPROFUNDIDADEPROFUNDIDADE A simulação da 3 dimensão num espaço bidimensional foi aplicada pela primeira vez no renascimento com o aparecimento da perspectiva, a distribuição por escalamento e gradação cromática criava espaços entre as massas volumétricas que assim criavam a sensação de profundidade, a imagem em movimento rege-se por princípios idênticos, a colocação das massas frente á objectiva e a sua manipulação irá definir a maior ou menor profundidade na cena.

a colocação das massas frente á objectiva e a sua manipulação irá definir a maior ou
a colocação das massas frente á objectiva e a sua manipulação irá definir a maior ou

Espaço profundo- disposição das massas no espaço de forma a criar profundidade.

O backgroud terminando num ponto de fuga

ajuda a reforçar a ideia de profundidade.

Espaço flat – a opção do não escalamento

E de um background flat reforça a bidimensionalidade.

E de um background flat reforça a bidimensionalidade. EQUILIBRIOEQUILIBRIOEQUILIBRIOEQUILIBRIO A experiência da
E de um background flat reforça a bidimensionalidade. EQUILIBRIOEQUILIBRIOEQUILIBRIOEQUILIBRIO A experiência da

EQUILIBRIOEQUILIBRIOEQUILIBRIOEQUILIBRIO

A experiência da percepção de um plano alia-se com a nossa necessidade de criar uma

ordem no espaço captado, o plano tem as suas coordenadas e esta relaciona-se com a nossa posição de captação do céu/terra, cima/baixo, cheio/vazio, por isso não é indiferente dispor-mos objectos na zona superior da imagem ou na inferior, ao meio á direita ou esquerda, o centro do plano é o ponto de maior evidencia e atracção de forma, a ordenação das formas pode ganhar mais evidencia se for ordenada de acordo com as linhas verticais e horizontais partindo do traçado das medianas e diagonais do enquadramento.a disposição dos elementos pode criar maior ou menor estabilidade de acentuação estática ou dinâmica.

Equilíbrio dos Tons

Os tons (brilho e contraste) dos objectos em uma cena. sugerem peso. Por exemplo, objectos escuros parecem ser mais pesados do que objectos claros. Uma vez que se percebe que o brilho influencia massa, pode-se começar a "sentir" o "peso" visual dos objectos dentro de uma cena e buscar equilíbrio.

visual dos objectos dentro de uma cena e buscar equilíbrio. Equilíbrio de Massas Da mesma forma

Equilíbrio de Massas Da mesma forma que um espaço pareceria sem equilíbrio se todos os objectos estivessem empilhados de um dos lados, uma cena deve estar equilibrada para ser agradável esteticamente. Independente do peso físico real, objectos grandes em cena parecem mais pesados do que objectos pequenos. Observando os elementos de uma cena aprende-se aprender a ver o "peso psicológico." Para isso, imagina-se um ponto de equilíbrio na parte inferior no centro do plano. pode tentar várias coisas para conseguir o equilíbrio de massas: fazer uma panorâmica da esquerda para a direita, um novo ângulo de câmara, ou um zoom in ou um zoom out para incluir ou excluir objectos da cena.

EQUILIBRIO
EQUILIBRIO
DISPOSIÇÃO TONALIDADE PROFUNDIDADE

DISPOSIÇÃO

DISPOSIÇÃO TONALIDADE PROFUNDIDADE

TONALIDADE

DISPOSIÇÃO TONALIDADE PROFUNDIDADE

PROFUNDIDADE

Confusão Tonal

Acontece quando elementos importantes da cena se confundem e perdem a sua identidade.

importantes da cena se confundem e perdem a sua identidade. Confusão Dimensional Os nossos olhos vêem

Confusão Dimensional

confundem e perdem a sua identidade. Confusão Dimensional Os nossos olhos vêem selectivamente A três dimensões.

Os nossos olhos vêem selectivamente A três dimensões. Se fecharmos um dos olhos podemos ter uma ideia sobre como a cena seria vista se removêssemos a terceira dimensão. Na melhor das hipóteses, as confusões dimensionais podem resultar em elementos importantes da cena que se confundem e perdem o seu significado O foco selectivo e o uso de uma backlight podem minimizar este problema, mas a melhor solução é recompor a tomada seja através de uma mudança de ângulo da câmara ou pela mudança dos elementos da cena.

solução é recompor a tomada seja através de uma mudança de ângulo da câmara ou pela

PARTE II

João Tovar

IntroduçãIntroduçãoIntroduçãIntroduçãooo

O Plano é o elemento mais simples da linguagem audiovisual, definindo-se como uma “imagem em movimento sem interrupção espacio-temporal”. A “imagem em movimento” é entendida como uma imagem que comporta o factor tempo através duma sequência de frames/ quadros, exista movimento aparente no plano ou não. A partir do momento em que temos interrupção duma sequência de imagens continuas, termina o plano. Por uma questão de comodidade, convencionou-se categorizar os vários planos segundo uma terminologia relativamente universal ( existem pequenas variantes por país, geração de profissionais ou sector de actividade ). No entanto, muitos dos planos mais complexos visualmente não encaixam só numa categoria ou terminologia. Também com o evoluir histórico das tecnologias e da percepção visual, as possibilidades e “variedade” no mundo da linguagem audiovisual tem vindo a sofrer significativas alterações.

EscalasEscalasEscalasEscalas

Os planos podem-se dividir pela sua diferente dimensão ou escala, com referência padrão ao corpo e escalas humanas.

escala, com referência padrão ao corpo e escalas humanas. PlanoPlanoPlanoPlano dededede CCorpoCCorpoorpoorpo

PlanoPlanoPlanoPlano dededede CCorpoCCorpoorpoorpo InteiroInteiroInteiroInteiro

dededede CCorpoCCorpoorpoorpo InteiroInteiroInteiroInteiro PlanoPlanoPlanoPlano PróximoPróximoPróximoPróximo ((((

PlanoPlanoPlanoPlano PróximoPróximoPróximoPróximo (((( AproximadoAproximadoAproximadoAproximado dededede PeitoPeitoPeitoPeito ))))

dededede PeitoPeitoPeitoPeito )))) PlanoPlanoPlanoPlano AmericanoAmericanoAmericanoAmericano

PlanoPlanoPlanoPlano AmericanoAmericanoAmericanoAmericano

PlanoPlanoPlanoPlano AmericanoAmericanoAmericanoAmericano GrandeGrandeGrandeGrande PlanoPlanoPlanoPlano

GrandeGrandeGrandeGrande PlanoPlanoPlanoPlano

GrandeGrandeGrandeGrande PlanoPlanoPlanoPlano PlanoPlanoPlanoPlano MédioMédioMédioMédio ((((

PlanoPlanoPlanoPlano MédioMédioMédioMédio (((( AproximadoAproximadoAproximadoAproximado dededede TroncoTroncoTroncoTronco ))))

dededede TroncoTroncoTroncoTronco )))) MuitoMuitoMuitoMuito GrandeGrandeGrandeGrande

MuitoMuitoMuitoMuito GrandeGrandeGrandeGrande PlanoPlanoPlanoPlano

E ainda:

PlanoPlanoPlanoPlano GeralGeralGeralGeral Plano mais aberto que a figura humana de corpo inteiro, geralmente abrangendo um espaço grande ou uma paisagem

PlanoPlanoPlanoPlano dededede ConjuntoConjuntoConjuntoConjunto Plano com a mesma escala do Plano de Corpo Inteiro, mas com um conjunto de dois ou mas indivíduos

PlanoPlanoPlanoPlano dededede PormenorPormenorPormenorPormenor (((( ouououou DetalheDetalheDetalheDetalhe )))) Plano que foca uma pequena parte do corpo humano ou de um objecto, revelando um pormenor ( p.e. mão segurando um isqueiro )

ÂngulosÂngulosÂngulosÂngulos eeee PontoPontoPontoPonto dededede VistaVistaVistaVista

Os planos também se classificam pelo ângulo da câmara em relação à figura humana ou a um objecto/ espaço. No eixo vertical, as três situações principais estão exemplificadas.

as três situações principais estão exemplificadas. P.O.V.P.O.V.P.O.V.P.O.V. NormalNormalNormalNormal

P.O.V.P.O.V.P.O.V.P.O.V. NormalNormalNormalNormal

P.O.V.P.O.V.P.O.V.P.O.V. NormalNormalNormalNormal P.O.V.P.O.V.P.O.V.P.O.V. PicadoPicadoPicadoPicado

P.O.V.P.O.V.P.O.V.P.O.V. PicadoPicadoPicadoPicado

P.O.V.P.O.V.P.O.V.P.O.V. PicadoPicadoPicadoPicado P.O.V.P.O.V.P.O.V.P.O.V.

P.O.V.P.O.V.P.O.V.P.O.V. ContraContra-ContraContra--Picado-PicadoPicadoPicado

No eixo horizontal, poderemos falar simplificadamente em ponto de vista ou ângulo

FrontalFrontal,FrontalFrontal

OblíquoOblíquoOblíquoOblíquo (((( tambémtambémtambémtambém chamadochamadochamadochamado dededede TrêsTrêsTrêsTrês QuartosQuartosQuartosQuartos ),),),), dededede PerfilPerfilPerfilPerfil e dededede CostasCostasCostasCostas (((( ouououou

TrTraseiroTrTraseiroaseiroaseiro ).).).).

MovimentosMovimentosMovimentosMovimentos dededede CâmaraCâmaraCâmaraCâmara

Os movimentos de câmara, idependentemente do suporte técnico que as move ( manual ou mecânico ), dividem-se em movimentos ópticos, mecânicos e combinados.

Movimentos ópticos:

ZoomZoomZoomZoom (((( in/in/outin/in/outoutout )))) VariaçãoVariaçãoVariaçãoVariação dededede FocoFocoFocoFoco

Movimentos mecânicos ( de rotação ):

PanorPanorâmicasPanorPanorâmicasâmicasâmicas horizontaishorizontaishorizontaishorizontais (((( esquerda/esquerda/direitaesquerda/esquerda/direitadireitadireita )))) PanorâmicasPanorâmicasPanorâmicasPanorâmicas verticaisverticaisverticaisverticais (((( cima/cima/cima/cima/ baixobaixobaixobaixo ))))

Movimentos mecânicos ( de translacção ):

TravellingTravellingTravellingTravelling laterallaterallaterallateral (((( esquerda/esquerda/direitaesquerda/esquerda/direitadireitadireita )))) TravellingTravellingTravellingTravelling dededede aproximação/aproximação/aproximação/aproximação/ recuorecuorecuorecuo TravellingTravellingTravellingTravelling dededede acompanhamentoacompanhamentoacompanhamentoacompanhamento ( de indivíduo ou objecto em movimento ) TravellingTravellingTravellingTravelling verticalverticalverticalvertical (((( paraparaparapara cima/baixocima/baixocima/baixocima/baixo ))))

MovimentosMovimentosMovimentosMovimentos combinadoscombinados:combinadoscombinados Muitos movimentos, sobretudo de acompanhamento de indivíduos/elementos em acção, combinam vários tipos de movimentos mecânicos e/ou ópticos, sendo muitas vezes difícil descrevê-los através de terminologias simplificadas. O exemplo abaixo mostra a combinação de duas panorâmicas

descrevê-los através de terminologias simplificadas. O exemplo abaixo mostra a combinação de duas panorâmicas

OutrasOutrasOutrasOutras DesignaçõesDesignaçõesDesignaçõesDesignações dededede PlanosPlanosPlanosPlanos

Existem outros tipos comuns de terminologia associados aos planos, não referentes a escala, ângulo ou movimento. Alguns exemplos mais usados:

InsertInsertInsertInsert Plano inserido na montagem, quebrando temporariamente a continuidade dum plano anterior ( p.e. um plano duma fotografia de família pendurada na parede, inserido a meio dum plano duma avó a ser entrevistada na sua sala )

PlanoPlanoPlanoPlano SubjectivoSubjectivoSubjectivoSubjectivo Quando o ângulo da câmara corresponde ( ou aparenta corresponder ) ao olhar de alguém

PlanoPlanoPlanoPlano SequênciaSequênciaSequênciaSequência Quando um plano apenas, em movimento ou não, abarca uma ou mais cenas de acção contíguas.

PARTE III

Gonçalo Luz

RaccordRaccordRaccordRaccord //// ContinuidadeContinuidadeContinuidadeContinuidade

IntroduçãoIntroduçãoIntroduçãoIntrodução

Manual de Linguagem Audiovisual

A gramática da linguagem audiovisual permite-nos encontrar uma forma, aperfeiçoada ao

longo dos tempos, de comunicarmos com clareza por intermédio de sons e imagens em movimento. Se considerarmos cada plano uma imagem em movimento, “cada imagem é uma ideia, cada cena uma sucessão de ideias que uma vez montadas” 1 dão a uma sequencia “fluidez lógica e harmoniosa”. Na gramática audiovisual a continuidade, também vulgarmente referida como raccord, é uma das formas de assegurarmos exactamente a fluidez lógica e harmoniosa necessária para comunicar utilizando imagens e sons. Podemos considerar vários tipos de continuidade. Devemos considerar três grupos principais de continuidade ou raccord: de acção, técnico ou mecânico, e de cena. Todos os tipos de continuidade estão inseridos num destes grupos.

RaccordsRaccordsRaccordsRaccords dededede acçãoacçãoacçãoacção

ContinuidadeContinuidadeContinuidadeContinuidade dededede AcçãoAcçãoAcçãoAcção Numa cena ou sequência, deverá sempre ser assegurada a continuidade da acção.

Imaginemos o exemplo de uma personagem que descasca uma maçã. Com uma mão segura

a faca e na outra a peça de fruta. Se no primeiro plano da cena virmos o actor a

segurar a faca com a mão esquerda, convém que no plano seguinte a faca se mantenha na mesma mão. E se por exemplo neste plano metade da peça de fruta já estiver descascada, convém que nos planos seguintes não voltemos a ver a casca a ser tirada do início. É uma questão que deve ser assegurada tanto durante a rodagem, como na própria montagem.

tanto durante a rodagem, como na própria montagem. EstaEstaEstaEsta personapersonagempersonapersonagemgemgem
tanto durante a rodagem, como na própria montagem. EstaEstaEstaEsta personapersonagempersonapersonagemgemgem

EstaEstaEstaEsta personapersonagempersonapersonagemgemgem atendeatendeatendeatende oooo telefone.telefone.telefone.telefone. NoNoNoNo segundosegundosegundosegundo planoplanoplanoplano aaaa mãomãomãomão quequequeque oooo segurasegurasegurasegura éééé aaaa mesma.mesma.mesma.mesma.

ContinuidadeContinuidadeContinuidadeContinuidade dededede MovimentoMovimentoMovimentoMovimento ouououou DirecçãoDirecçãoDirecçãoDirecção Devemos assegurar igualmente a continuidade de direcção ou movimento para que estes sejam perceptíveis. Se por exemplo um actor ou objecto se movem da direita para a esquerda num plano, é natural que esperemos que se movam na mesma direcção no

1 in “A Realização Cinematográfica”, Terence St.John Marner (Arte & Comunicação – Edições 70)

plano seguinte, a menos que mudem de direcção durante um dos planos. Se tal não acontecer poderá causar uma interferência na nossa percepção da acção. Diremos aqui que não há raccord de movimento. Para assegurar a continuidade, ou raccord, de movimento ou direcção, devemos ter em atenção a regraregraregregrara dodododo eixoeixoeixoeixo ou a regraregraregraregra dosdosdosdos 180º180º180º180º (veremos adiante).

dosdosdosdos 180º180º180º180º (veremos adiante). similarsimilarsimilarsimilar dededede umumumum
dosdosdosdos 180º180º180º180º (veremos adiante). similarsimilarsimilarsimilar dededede umumumum

similarsimilarsimilarsimilar dededede umumumum planoplanoplanoplano paraparaparapara oooo outrooutrooutrooutro

EnquantoEnquantoEnquantoEnquanto seguimosseguimosseguimosseguimos oooo trajectotrajectotrajectotrajecto destedestedestedeste carro,carro,carro,carro, aaaa direcçãodirecçãodirecçãodirecção dodododo movimenmovimentomovimenmovimentototo devedevedevedeve serserserser

RaccordsRaccordsRaccordsRaccords técnicostécnicostécnicostécnicos ouououou mecanicosmecanicosmecanicosmecanicos

ContinuidadeContinuidadeContinuidadeContinuidade dededede PosiçãoPosiçãoPosiçãoPosição

A posição dos actores ou objectos na composição de um plano é igualmente importante.

Se por exemplo um actor ou objecto surgem no lado esquerdo do enquadramento, deverão estar igualmente do lado esquerdo no plano seguinte, a menos, mais uma vez, que tenham mudado a sua posição em cena durante um dos planos.

tenham mudado a sua posição em cena durante um dos planos. devedevedevedeve serserserser similarsimilarsimilarsimilar

devedevedevedeve serserserser similarsimilarsimilarsimilar

devedevedevedeve serserserser similarsimilarsimilarsimilar AAAA posiçãoposiçãoposiçãoposição dodododo

AAAA posiçãoposiçãoposiçãoposição dodododo objectoobjectoobjectoobjecto nononono enquadramentoenquadramentoenquadramentoenquadramento

ContinuidadeContinuidadeContinuidadeContinuidade SonoraSonoraSonoraSonora

A continuidade sonora, bem como a perspectiva sonora, são de uma importância critica. Se a acção decorre num determinado local em continuidade temporal, então o som deverá também ser continuo de um plano para o outro. Se por exemplo vemos um avião que passa num plano e o ouvimos, então ele terá que se ouvir nos planos seguintes até que se afaste o suficiente para deixar de ser ouvido. Mesmo que nos planos seguintes já não vejamos o avião.

Mesmo que nos planos seguintes já não vejamos o avião. O mesmo se passa com aquilo
Mesmo que nos planos seguintes já não vejamos o avião. O mesmo se passa com aquilo

O mesmo se passa com aquilo a que chamamos som ambiente. Ou seja, o som ou ruido de fundo presente em todos os planos, enquanto a acção se desenrolar no mesmo espaço, em continuidade temporal.

ContinuidadeContinuidadeContinuidadeContinuidade dededede LuzLuzLuzLuz Tal como a continuidade sonora, a continuidade de luz é também um elemento determinante e fundamental. Se por exemplo tivermos uma janela por onde entra o sol no espaço onde decorre uma determinada cena, será de esperar que a direcção de luz se mantenha nos planos que se seguem dessa mesma cena. O mesmo se passa com o tipo de luz. Se definimos no início da cena que se trata da luz forte e vertical do sol do meio-dia, convém que no plano seguinte não tenhamos a luz alaranjada e horizontal de um pôr do sol.

RaccordsRaccordsRaccordsRaccords dededede cenacenacenacena

ContinuidadeContinuidadeContinuidadeContinuidade dededede GuardaGuarda-GuardaGuarda--Roupa-RoupaRoupaRoupa De entre os vários que poderíamos nomear, o guarda-roupa é um bom exemplo de raccord de cena. Imaginemos uma sequência composta por várias cenas em continuidade espacial e temporal. Um exemplo simples será o de uma personagem que se desloca no interior de um edifício para o exterior. Dizemos que há raccord directo entre as cenas. Ou seja, que há continuidade espacio-temporal, implicando vários elementos como a luz

e o guarda-roupa.

Se a personagem está vestida de uma determinada forma no início do percurso é

natural que se mantenha vestida da mesma forma quando chega ao exterior do edifício,

a menos que se tenha mudado numa das cenas.

Tanto mais importante se torna assegurar este tipo de continuidade, quanto mais distante numa rodagem for a filmagem das diferentes cenas – o exterior do edifício pode ser filmado com semanas de diferença do interior, fazendo com que tenhamos que assegurar os mais ínfimos pormenores em termos de continuidade.

TécnicaTécnicaTécnicaTécnica invisívelinvisívelinvisívelinvisível

A continuidade é, como já vimos, um dos elementos fundamentais para assegurar a

fluidez lógica e harmoniosa de sons e imagens. Para encontrar essa mesma fluidez na montagem dos planos, entendeu-se ao longo do tempo que a sua construção deve ser o mais imperceptível para o espectador, ao ponto de não se notar que ela existe. Esconder ou disfarçar na montagem a construção consciente que fazemos plano a plano,

desenvolveu-se desde os primórdios do cinema como a chamada “técnica“técnica“técnica“técnica invisível”invisível”.invisível”invisível” Esta técnica, ainda que tendo evoluído um pouco ao longo das décadas, prevalece nos dias

de hoje como uma das bases da gramática audiovisual.

Um dos elementos da “técnica invisível” é o chamado “disfarce” do corte entre planos na montagem – seamlessseamless-seamlessseamless--cut-cutcutcut. Quando, pelo contrario, notamos na montagem o corte entre planos, dá-se vulgarmente o que chamamos de jumpjump-jumpjump--cut-cutcutcut, ou em português, “salto” na montagem. Numa linguagem clássica, ou seja, quando queremos encontrar fluidez e harmonia entre planos, o jump-cut interfere como uma quebra na transição de um plano para outro. Podemos portanto, neste sentido, afirmar que jump cut é o oposto de seemless cut. Numa fase inicial da aprendizagem da linguagem e gramática audiovisual, devemos procurar entender a forma de fazer cortes “limpos” e fluidos, sem que se notem saltos entre planos. Quando uma montagem é bem feita, os cortes entre planos não se notam. E se os cortes não se notam, a história ou o assunto fluem do início ao fim.

RegraRegraRegraRegra dodododo eixoeixoeixoeixo ouououou RegraRegraRegraRegra dosdosdosdos 180º180º180º180º (movimento(movimento(movimento(movimento e/oue/oue/oue/ou dirdirdirdirecção)ecção)ecção)ecção)

Regressemos então ao raccordraccordraccordraccord dededede movimentomovimentomovimentomovimento ouououou direcçãodirecçãodirecçãodirecção para entendermos agora a melhor forma de assegurar a sua fluidez e clareza. Quando numa cena decorre uma acção, seja ela qual for (o olhar de uma personagem, o

podemos traçar uma linha imaginária que define a direcção

dessa mesma acção no espaço. A essa linha damos o nome de eixoeixoeixoeixo dadadada acçãoacçãoacçãoacção.

Esse eixo da acção é, tal com o nome indica, definido pela direcção dessa mesma acção. Entendamos desde já que o eixo da acção é acima de tudo uma referencia mental para sabermos de que lado da acção estamos a filmar, e para que lado da acção estamos a olhar. Vejamos o seguinte exemplo:

movimento de um carro

),

olhar. Vejamos o seguinte exemplo: movimento de um carro ), O veículo que se desloca nesta

O veículo que se desloca nesta cena movimenta- se numa dada direcção. O eixoeixoeixoeixo dadadada acçãoacçãoacçãoacção é definido por essa mesma direcção.

Ao colocarmos a câmara no pontopontopontoponto dededede vistavistavistavista AA,AA esquerda.

dededede vistavistavistavista AA,AA esquerda. o veículo desloca-se para a nossa pontopontopontoponto

o veículo desloca-se para a nossa

AA,AA esquerda. o veículo desloca-se para a nossa pontopontopontoponto dededede vistavistavistavista

pontopontopontoponto dededede vistavistavistavista câmaracâmaracâmaracâmara AAAA

pontopontopontoponto dededede vistavistavistavista câmaracâmaracâmaracâmara BBBB

o veículo desloca-se para a nossa

Ao colocarmos a câmara no pontopontopontoponto dededede vistavistavistavista BB,BB direita.

Até aqui não há dúvidas. Apenas temos que escolher por qual dos pontos de vista optamos na montagem. E qualquer deles é igualmente válido.

Mas se quisermos mostrar o trajecto do mesmo veículo numa sucessão fluida de planos, como devemos fazer para não haver “saltos” ou quebras de raccord? Acima de tudo devemos respeitar a direcção que definimos no primeiro plano da cena. Ou seja, a partir do momento em que definimos e assumimos um ponto de vista em

eixo enquanto

relação ao eixo

da acção, devemos manter-nos do mesmo

lado

do

acompanhamos essa mesma acção – esta é a regraregraregraregra dodododo eixoeixoeixoeixo ouououou regregraregregrarara dosdosdosdos 180º180º180º180º.

Significa isto que nunca devemos montar dois planos com pontos de vista opostos, seguidos um do outro, como no exemplo apresentado do veículo em movimento: se

o espectador

percepcionasse que o veículo teria algures mudado de direcção e voltado para trás. Quando filmámos sabíamos que o veículo ia numa só direcção. Mas como os planos A e

B foram filmados de lados opostos do eixo da acção, a percepção do movimento é

literalmente oposta. Chamamos a isto cruzamentocruzamentocruzamentocruzamento dodododo eixoeixoeixoeixo. Cruzar o eixo resulta num acompanhamento contraditório da acção para a audiência, pois esta será confrontada com diferentes pontos de vista da mesma acção que vão confundindo a percepção do que está a acontecer.

montássemos os planos A e

B seguidos,

o

mais

certo

é

que

A regra do eixo aplica-se movimento.

portanto

sempre

que

a

acção implica uma direcção

ou

portanto sempre que a acção implica uma direcção ou NesteNesteNesteNeste caso,caso,caso,caso, aaaa

NesteNesteNesteNeste caso,caso,caso,caso, aaaa direcçãodirecçãodirecçãodirecção éééé definidadefinidadefinidadefinida pelopelopelopelo olharolharolharolhar entreentreentreentre duasduasduasduas personagens.personagens.personagens.personagens. AAAA partirpartirpartirpartir deledeledeledele definimosdefinimosdefinimosdefinimos oooo eixoeixoeixoeixo dadadada acção.acção.acção.acção. AAAA regraregraregraregra dosdosdosdos 180º180º180º180º dizdizdizdiz quequequeque umaumaumauma vezvezvezvez assumidaassumidaassumidaassumida aaaa posiçãoposiçãoposiçãoposição dededede câmcâmaracâmcâmaraaraara devemosdevemosdevemdevemosos mantermanter-mantermanter--nos-nosnosnos dodododo mesmomesmomesmomesmo ladoladoladolado dodododo eixo.eixo.eixo.eixo.

ladoladoladolado dodododo eixo.eixo.eixo.eixo. RespeitadaRespeitadaRespeitadaRespeitada aaaa
ladoladoladolado dodododo eixo.eixo.eixo.eixo. RespeitadaRespeitadaRespeitadaRespeitada aaaa

RespeitadaRespeitadaRespeitadaRespeitada aaaa regraregraregraregra dosdosdosdos 180º,180º,180º,180º, oooo resultadoresultadoresultadoresultado éééé quequequeque asasasas duasduasduasduas personagenspersonagenspersonagenspersonagens olhamolhamolhamolham umaumaumauma paraparaparapara aaaa outra.outra.outra.outra.

olhamolhamolhamolham umaumaumauma paraparaparapara aaaa outra.outra.outra.outra. BBBB

BBBB

ExempExemploExempExemplololo dededede umumumum cruzamentocruzamentocruzamentocruzamento dodododo eixoeixoeixoeixo CadaCadaCadaCada planoplanoplanoplano éééé filmadofilmadofilmadofilmado dededede ladosladosladoslados opostosopostosopostosopostos dodododo eixo,eixo,eixo,eixo, nãnãnãnãoooo respeitandorespeitandorespeitandorespeitando aaaa regraregraregraregra dosdosdosdos 180º,180º,180º,180º, resultandoresultandoresultandoresultando assimassimassimassim numanumanumanuma quebraquebraquebraquebra dededede raccord.raccord.raccord.raccord.

dededede raccord.raccord.raccord.raccord. pretendíamos:pretendíamos:pretendíamos:pretendíamos:
dededede raccord.raccord.raccord.raccord. pretendíamos:pretendíamos:pretendíamos:pretendíamos:

pretendíamos:pretendíamos:pretendíamos:pretendíamos:

OOOO resultadoresultadoresultadoresultado éééé agoraagoraagoraagora diferentediferentediferentediferente daqueledaqueledaqueledaquele quequequeque

duasduasduasduas pessoaspessoaspessoaspessoas olhamolhamolhamolham nananana mesmamesmamesmamesma direcçãodirecçãodirecçãodirecção paraparaparapara uumauumamama terceiraterceiraterceiraterceira quequequeque nósnósnósnós nãonãonãonão vemosvemosvemosvemos.

BBBB

AAAA

Podemos contudo encontrar situações, no decorrer duma acção, em que precisamos de transpor o eixo para assumir outro ponto de vista. Devemos nesse caso disfarçar essa transposição para que o espectador não se aperceba. Existem, por isso, formas de passar o eixo sem que o espectador fique confundido ou perca a percepção do que está a acontecer:

confundido ou perca a percepção do que está a acontecer: NumNumNumNum planoplanoplanoplano

NumNumNumNum planoplanoplanoplano contínuo,contínuo,contínuo,contínuo, aaaa câmaracâmaracâmaracâmara movimentamovimenta-movimentamovimenta--se-sesese transpondotranspondotranspondotranspondo aaaa linhalinhalinhalinha dodododo eixoeixoeixoeixo durantedurantedurantedurante oooo plano.plano.plano.plano.

durantedurantedurantedurante oooo plano.plano.plano.plano. AntesAntesAntesAntes dededede

AntesAntesAntesAntes dededede transportransportransportranspor oooo eixoeixoeixoeixo filmamosfilmamosfilmamosfilmamos umumumum planoplanoplanoplano sobresobresobresobre oooo mesmo,mesmo,mesmo,mesmo, anulandoanulandoanulandoanulando assimassimassimassim porporporpor momentosmomentosmomentosmomentos aaaa noçãonoçãonoçãonoção dededede direcção.direcção.direcção.direcção.

pormenor)pormenor)pormenor)pormenor) dededede umaumaumauma dasdasdasdas personagens.personagens.personagens.personagens.

pormenor)pormenor)pormenor)pormenor) dededede umaumaumauma dasdasdasdas personagens.personagens.personagens.personagens.

FilmamosFilmamosFilmamosFilmamos umumumum planoplanoplanoplano dededede cortecortecortecorte dededede umumumum assuntoassuntoassuntoassunto relacionadorelacionadorelacionadorelacionado comcomcomcom aaaa acçãoacçãoacçãoacção quequequeque decorre,decorre,decorre,decorre, ouououou umumumum planoplanoplanoplano muitomuitomuitomuito fechadofechadofechadofechado (muito(muito(muito(muito grandegrandegrandegrande plaplanoplaplanonono ouououou planoplanoplanoplano dededede

RegraRegraRegraRegra dosdosdosdos 30º30º30º30º (ponto(ponto(ponto(ponto dededede vista)vista)vista)vista)

Para que se justifique uma mudança de plano numa cena, é imperativo que o plano seguinte dê significativamente mais informação que o anterior ou pelo menos que esta seja distinta da informação do plano anterior. Ao mudarmos de plano, devemos ter o cuidado de mudar também o ponto de vista. Se tal não acontecer, a possibilidade de haver um jump-cut ou salto entre planos é grande.

de haver um jump-cut ou salto entre planos é grande. SeSeSeSe filmarmosfilmarmosfilmarmosfilmarmos oooo
de haver um jump-cut ou salto entre planos é grande. SeSeSeSe filmarmosfilmarmosfilmarmosfilmarmos oooo
de haver um jump-cut ou salto entre planos é grande. SeSeSeSe filmarmosfilmarmosfilmarmosfilmarmos oooo
de haver um jump-cut ou salto entre planos é grande. SeSeSeSe filmarmosfilmarmosfilmarmosfilmarmos oooo

SeSeSeSe filmarmosfilmarmosfilmarmosfilmarmos oooo planoplanoplanoplano BBBB semsemsemsem mudarmudarmudarmudar dededede popontopopontontonto dededede vistavistavistavista emememem relaçãorelaçãorelaçãorelação aoaoaoao planoplanoplanoplano A,A,A,A, aaaa possibilidadepossibilidadepossibilidadepossibilidade dededede termostermostermostermos umumumum sasasasaltoltoltolto entreentreentreentre planosplanosplanosplanos nananana montagemmontagemmontagemmontagem éééé bastantebastantebastantebastante grande.grande.grande.grande.

grande.grande.grande.grande. AAAA BBBB NesteNesteNesteNeste exemploexemploexemploexemplo

AAAA

BBBB

NesteNesteNesteNeste exemploexemploexemploexemplo aaaa posiçãoposiçãoposiçãoposição dadadada câmaracâmaracâmaracâmara BBBB moveumoveu-moveumoveu--se-sesese paraparaparapara aaaa direita.direita.direita.direita. SeSeSeSe assimassimassimassim forforforfor possível,possível,possível,possível, oooo cortecortecortecorte ententreententrerere planosplanosplanosplanos seráseráseráserá maismaismaismais interessanteinteressanteinteressanteinteressante eeee oooo riscoriscoriscorisco dededede haverhaverhaverhaver umumumum saltosaltosaltosalto éééé muimuimuimuitotototo menor.menor.menor.menor. SeSeSeSe taltaltaltal nãonãonãonão forforforfor possível,possível,possível,possível, devemosdevemosdevemosdevemos porporporpor exemploexemploexemploexemplo optaroptaroptaroptar porporporpor fazerfazerfazerfazer umumumum planoplanoplanoplano dededede corte.corte.corte.corte.

porporporpor fazerfazerfazerfazer umumumum planoplanoplanoplano dededede corte.corte.corte.corte. AAAA BBBB

AAAA

BBBB

Surge assim a regraregraregraregra dosdosdosdos 30º,30º,30º,30º, que diz que, ao mudar de plano sobre um mesmo sujeito ou objecto devemos variar o ponto de vista pelo menos 30º para um dos lados da última posição de câmara. Por vezes há casos em que a variação não terá necessariamente que ser tão ampla. Nos planos em que a distancia entre pontos de vista seja inferior a 30º, os planos terão no entanto que ser significativamente distintos entre si, para que transmitam alguma informação adicional ao espectador. Caso contrario não se justificam.

adicional ao espectador. Caso contrario não se justificam. ExemploExemploExemploExemplo

ExemploExemploExemploExemplo esquemáticoesquemáticoesquemáticoesquemático dadadada utilizaçãoutilizaçãoutilizaçãoutilização dadadada regraregraregraregra dosdosdosdos 30º.30º.30º.30º. ConvémConvémConvémConvém nononono enentantoenentantotantotanto lembrar,lembrar,lembrar,lembrar, emboraemboraemboraembora aquiaquiaquiaqui sejasejasejaseja sempresempresempresempre feitafeitafeitafeita paraparaparapara aaaa esquerda,esquerda,esquerda,esquerda, quequequeque aaaa variaçãovariaçãovariaçãovariação dededede pontopontopontoponto dededede vistavistavistavista poderápoderápoderápoderá serserserser efectuadaefectuadaefectuadaefectuada parparparparaaaa qualquerqualquerqualquerqualquer dosdosdosdos ladosladosladoslados emememem relaçãorelaçãorelaçãorelação aoaoaoao planoplanoplanoplano anterior.anterior.anterior.anterior.

algunsalgunsalgunsalguns textostextostextostextos foramforamforamforam compiladoscompiladoscompiladoscompilados aaaa partirpartirpartirpartir dadadada bibliogrbibliogrbibliogrbibliografiaafiaafiaafia recomendadarecomendadarecomendadarecomendada paraparaparapara esteesteesteeste módulo:módulo:módulo:módulo:

“Grammar of the edit”, Roy Thompson (Focal Press)

“Grammar of the shot”, Roy Thompson (Focal Press)

“A Realização Cinematográfica”, Terence St.John Marner (Arte & Comunicação – Edições

70)

ilustraçõesilustraçõesilustraçõesilustrações extraídasextraídasextraídasextraídas eeee adaptadasadaptadasadaptadasadaptadas de:de:de:de:

“Grammar of the edit”, Roy Thompson (Focal Press)

“Grammar of the shot”, Roy Thompson (Focal Press)