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Robson

PONTO 1 – CINEMÁTICA ESCALAR

Espaço (ou posição) (S): é um comprimento algébrico (número e sinal) medido sobre a trajetória a partir de
determinada origem (O) escolhida arbitrariamente sobre a trajetória.

Espaço inicial (S0): é a posição do móvel no instante t = 0

Variação do espaço (∆S): sejam t1 e S1 (correspondentes) o instante e a posição iniciais, e t 2 e S2


(correspondentes) o instante e a posição finais de um móvel que se movimenta sobre uma dada trajetória.

Teremos, então, no intervalo de tempo ∆t = t2 - t1: ∆S = S2 - S1

Velocidade escalar média (Vm): num intervalo de tempo ∆t = t2 - t1, onde ∆S = S2 - S1 é a correspondente
variação do espaço, é, por definição, a grandeza algébrica:
S S - S1
∆S = ; Vm  2
t t 2 - t1
1
Unidades:m/s; km/h relação: 1 km/h = m/s
3,6

Exemplos Clássicos:

Um carro em trajetória retilínea faz metade do percurso com velocidade média V 1 e a outra metade com
velocidade média V2. Determine a velocidade Vm do percurso todo.

Aceleração escalar média (am): sejam t1 e v1 (correspondentes) o instante e a velocidade escalar instantânea
iniciais, e t2 e v2 (correspondentes) o instante e a velocidade escalar instantânea finais. No intervalo de tempo ∆t =
t2 - t1 teremos:

v v 2 - v1
am = ; am  2
Unidades:m/s ; km/h
2

t t 2 - t1

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MOVIMENTO RETILÍNEO E UNIFORME (MRU)


o
A equação horária do espaço é do 1 grau: S = S0 + V.t

A velocidade escalar é constante e não nula;

A aceleração escalar é nula.

Exemplos clássicos

a) móveis no mesmo sentido

b) móveis em sentidos opostos

MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE E VARIADO (MRUV)

0 a t2
A equação horária do espaço é do 2 grau: S = S0 + V0.t +
2

0
A equação horária da velocidade é do 1 grau: V = V0 + a.t

A aceleração escalar é constante e não nula.

Equação de Torricelli: não considera o tempo.


2 2
V = V0 + 2.a.∆S

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Movimento acelerado

Movimento retardado

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PONTO 2 – VETORES

Para representar graficamente um vetor, desenhamos um segmento de reta orientado, fazendo seu comprimento
ser proporcional à dimensão do vetor, a qual se denomina módulo (ou intensidade)

ADIÇÃO DE VETORES

REGRA DO PARALELOGRAMO

Permite determinar a resultante de dois vetores

Sejam F1 e F2 dois vetores com origens em P.

Pela extremidade de F2 traçar uma reta paralela da F2 .

Pela extremidade de F2 traçar uma reta paralela da F1 .

Da origem dos vetores (P) até o cruzamento das paralelas (O) traçamos o vetor soma resultante R .

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Exemplos clássicos:

MÉTODO DA POLIGONAL

Para determinarmos o vetor resultante ( R ) por esse método, colocamos os vetores em sequência, isto é, a
origem de um na extremidade do outro. O vetor resultante será o vetor com origem coincidente com a origem do
primeiro e extremidade coincidente com a extremidade do último.

Exemplo Clássico

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SUBTRAÇÃO DE VETORES

Vale a propriedade:  F = F2 - F1 = F2 + (- F1 )

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PONTO 3 – CINEMÁTICA ANGULAR

O arco S relaciona-se com o ângulo  (medido em radianos) por:

S=  .R

Dessa relação básica (o espaço escalar (S) é igual à posição angular (  ) vezes o raio da trajetória) decorrem as
relação a seguir para a velocidade e aceleração:

Variação do espaço : S  S 2 - S1 
 S   . R
Variação angular :   2 - 1 

S 
Velocidade escalar média : v m  
t 
 Vm   m . R
 
Velocidade angular média :  m 
t 

No limite para ∆t → 0  v = ω . R

V 
Aceleração escalar média : a m  
t 
 a m  m . R
 
Aceleração angular média :  m 
t 

No limite para ∆t → 0  a = α . R

Unidades escalares Relações Unidades angulares

S (m) S = . R  (rad)

v (m/s) v =  .R  (rad/s)
2 2
a (m/s ) a=α.R α (rad/s )

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PERÍODO (T) E FREQUÊNCIA (F)

Denomina-se frequência (f) o número de vezes que um determinado estado cinemático se repete identicamente,
na unidade de tempo. Denomina-se período (T) o menor intervalo de tempo para que um determinado estado
cinemático se repita identicamente. A frequência (f) e o período (T) são relações inversas: conhecida a frequência,
determina-se o período e vice-versa

1 1
f= ; f . T  1; T 
T f

6 3
A unidade de frequência no SI é o hertz (Hz). Os múltiplos que aparecem são: MHz (10 Hz) e kHz (10 Hz).
Outra unidade usada para frequência é o rpm (rotação por minuto), sendo que 1 rpm = 1/60 Hz.
A unidade de período no SI é o segundo (s)

MOVIMENTO CIRCULAR E UNIFORME (MCU)

EQUAÇÒES HORÁRIAS GERAIS DO MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME (MCU)


Forma Escalar Linear Forma angular Relações
S = S0 + vt  =  0  t S = . R
v = cte (não nula)  = cte (não nula) v= R
a=0 α=0 2
  2f
T
v2
acp =   2R Altera apenas a direção da velocidade; seu módulo
R
permanece constante (MCU)
Este quadro evidencia que a partir da frequência (f) ou do período (T) obtém-se a série de
grandezas.
1 2 v
f T = =  v =  R  acp = 2
f T R
1
T f =   = 2f  v =  R  acp =  2 R
T

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PONTO 4 – DINÂMICA

É a parte da Física que estuda a relação entre força e movimento. A essência desta parte da Física é estudar os
movimentos dos corpos e suas causas, sem deixar de lado os conceitos de cinemática, previamente estudados.

PRIMEIRA LEI DE NEWTON – PRINCÍPIO DA INÉRCIA

"Se a resultante das forças agindo sobre um corpo for nula, esse corpo permanece em seu estado de repouso (se
assim estava inicialmente) ou de movimento retilíneo e uniforme (se tiver inicialmente uma velocidade)".

 v 2  v 1  0 (repouso)
R  0    0  v  0  
v 2  v 1 (MRU)

SEGUNDA LEI DE NEWTON – PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA

"A resultante das forças que atuam sobre um corpo é diretamente proporcional à aceleração resultante adquirida
por ele". Assim, podemos escrever:

R = m

R = m .  , em que R é a resultante das forças aplicadas no corpo.

Exemplo:

Na direção horizontal: T + F cos  - f = m . 

Do equilíbrio na direção vertical: N + F sen  = m . g

TERCEIRA LEI DE NEWTON – PRINCÍPIO DA AÇÃO E REAÇÃO

"As ações mútuas de dois corpos, um sobre o outro, são sempre iguais em módulo e direção e tem sentidos
opostos."

Obs.: note que as forças de ação e reação atuam em corpos distintos e, portanto, não se equilibram.

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PESO DE UM CORPO

O peso ( P ) de um corpo ou de um objeto é o produto da sua massa pela aceleração da gravidade local.

P =m. g

em que:

m = massa do corpo

g = aceleração local da gravidade

LEI DE HOOKE

k  constante elástica da mola


F  kx
x  deformação da mola

Prendendo-se um corpo de massa m à mola e deixando-o oscilar, o período (T) de oscilação será:

m
T  2
k

ATRITO DE DESLIZAMENTO

"As intensidades das forças de atrito estático máximo (f emáx) e dinâmico são diretamente proporcionais à
intensidade da normal."

1. Força de atrito estático: f ≤ µeN e femáx = µeN, em que µe é o coeficiente de atrito estático.

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2. Força de atrito dinâmico: fd = µdN, em que µd é o coeficiente de atrito dinâmico.

3. Em geral: µd < µe

4. Na iminência de deslizamento, temos µ = tg  , em que  é, então, denominado ângulo de atrito. O coeficiente


de atrito independe da extensão das superfícies em contato (não depende da área em contato).

5. É comum fazer-se a aproximação µe = µd = µ

Nesse caso:

f  µN

6. Aceleração num plano inclinado com atrito.

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DINÂMICA DOS MOVIMENTOS CURVOS

Exemplos clássicos

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PONTO 5 – TRABALHO

Em física, a palavra trabalho significa a relação existente entre a força e o deslocamento.

Dizemos que existe trabalho quando uma força aplicada num corpo provoca o deslocamento desse corpo, ou seja,
quando a força não desloca o corpo, ela não realiza trabalho.

O trabalho é uma grandeza escalar e se define pelo seu valor e também por sua unidade.

TRABALHO DE UMA FORÇA CONSTANTE

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TRABALHO EM TRAJETÓRIA NÃO RETILÍNEA

Divide-se a trajetória em n "pedaços" que possam ser considerados retilíneos. Calcula-se o trabalho em cada
"pedaço", obtendo-se,  ,  , ...  Fn . O trabalho é definido por:
F1 F2

Como aplicação, temos dois casos:

a) Uma partícula deslizando sobre uma superfície qualquer. O trabalho


da reação normal da superfície ( N ) é sempre nulo.

b) O trabalho de qualquer força que é dirigida para o centro da trajetória


é nulo.

Nesses dois casos, as forças serão perpendiculares ao deslocamento.

TRABALHO DO PESO NAS PROXIMIDADES DA TERRA

TRABALHO DE FORÇA VARIÁVEL

Dado o gráfico da intensidade da componente tangencial de F em função do espaço, a área entre d1 e d2 nos
fornece o trabalho realizado por F .

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POTÊNCIA

1. Sendo F  o trabalho realizado por uma força num intervalo de tempo  t, a potência média (Pm) e a potência
instantânea (P) da força são dadas por:

Pode-se demonstrar ainda que P = Ft . v, em que Ft é o módulo da força tangencial e v é o módulo da velocidade
do objeto sob a ação da força.

2. De modo geral, se um agente estiver fornecendo (ou perdendo) energia, define-se potência fornecida (ou
perdida):

E lim E
Pm = e P E  energia fornecida (ou perdida)
t t  0 t

RENDIMENTO

Consideremos uma máquina que receba uma potência total P g e utilize uma potência Pu (potência útil). O
rendimento (  ) dessa máquina é dado por:

Pu
=
Pg

FORMAS DE ENERGIA MECÂNICA

ENERGIA POTENCIAL GRAVITACIONAL (Eg)

A energia que depende da posição de um corpo denominaremos energia potencial.

O sistema terra-corpo tem à sua disposição a energia potencial gravitacional (Eg)

Eg = mgh

ENERGIA CINÉTICA (Ec)

A energia que um corpo tem por estar em movimento denominaremos energia cinética de translação (E c)

mv 2
Ec =
2

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ENERGIA POTENCIAL ELÁSTICA (Ee)

A energia num sistema elástico, constituído de um corpo de massa m preso a uma mola de constante elástica k
que apresenta deformação x devido à sua tendência natural de retornar à sua posição B, é denominada energia
potencial elástica (Ee)

kx 2
Ee =
2

04. ENERGIA MECÂNICA (EM)

A energia mecânica é a soma das energias potenciais com a energia cinética. Num determinado instante, para um
ponto A, teremos: E M  E c  E g  E e .
A A A A

PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA MECÂNICA

Num sistema conservativo, a energia mecânica permanece constante.

Consideremos uma partícula que vai de um ponto A até um ponto B sob a ação, apenas, de forças conservativas.

M  EM
B
Teremos, então: E A

TEOREMA DA ENERGIA CINÉTICA

Seja R BA o trabalho total realizado sobre uma partícula entre os pontos A e B. Então:

R BA  E Bc - E cA

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FORÇAS CONSERVATIVAS

São forças cujo trabalho entre dois pontos não depende da trajetória seguida. Exemplos: força peso, força
elástica, força elétrica. Como exemplo de força não conservativa, podemos citar a força de atrito.

Consideremos uma partícula que vai de um ponto A a um ponto B, em que f  representa o trabalho total da
resultante das forças não conservativas.

Teremos, então: f  = E BM  E M
A

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PONTO 6 – IMPULSO (I) E QUANTIDADE DE MOVIMENTO(Q)

IMPULSO (I)

Para uma força constante que age num corpo num intervalo de tempo ∆t = t 2 - t1, definiremos o vetor impulso
I como se segue

I = F . ∆t

a) Módulo (ou intensidade), | I | ou I: I = F ∆t

O módulo do impulso é calculado pelo produto do módulo da força pelo intervalo de tempo em que ela age no
corpo.

b) Direção: a mesma de F .

c) Sentido: o mesmo de F .

Para uma força de direção constante e intensidade variável, representada no gráfico F = F(t), temos:

N
I  A, ou seja, a área destacada da figura fornece o valor do impulso no intervalo de tempo ∆t = t2 - t1.

QUANTIDADE DE MOVIMENTO (Q)

Define-se quantidade de movimento ( Q ) de um corpo de massa m, que num certo instante possua velocidade

vetorial v , como: Q = m v .

1. Módulo (ou intensidade) - | Q | ou Q: Q = m . v

"O módulo da quantidade de movimento de um corpo num certo instante é o produto da massa do corpo pelo
módulo da sua velocidade nesse instante".

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2. Direção: a mesma de v .

3. Sentido: o mesmo de v

TEOREMA DO IMPULSO

O impulso da resultante das forças que agem sobre um corpo, num intervalo de tempo (∆t), é igual à variação da
quantidade de movimento do corpo nesse mesmo intervalo de tempo.

Direção constante (operar algebricamente)

PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DA QUANTIDADE DE MOVIMENTO

"Quando a resultante das forças externas que atuam em um sistema é nula, o vetor quantidade de movimento do
sistema permanece constante".

 Q  0  Qf  Qi  0  Qi  Qf

Numa mesma direção (podemos operar algebricamente):

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PONTO 7 – CHOQUES OU COLISÕES

CHOQUE CENTRAL E DIRETO

Resolver o sistema de equações (1) e (2):

(1) m1v1 + m2v2 = m1v'1 + m2v'2 (conservação da quantidade de movimento)

 v' 2 - v'1 
(2) e = -   (definição do coeficiente de restituição e).
 v 2  v1 

Algebricamente, as velocidades que concordam com o eixo são consideradas positivas: as que discordam são
consideradas negativas.

Choque Coeficiente de Conservação da Conservação da


(classificação) Restituição quantidade de energia cinética
movimento

Elástica e=1 Qi = Qf (há) E ic  E cf (há)

Inelástica 0<e<1 Qi =Qf (há) E ic  E cf (não há)

Perfeitamente e=0 Qi = Qf (há) E ic  E cf (não há)


inelástica

Exemplos particulares do choque central direto e elástico

Corpos de massas iguais: após o choque, as velocidades são "trocadas". Exemplos:

1.

2.

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3.

4. Consideremos 4 bolas idênticas, A, B, C e D, e alinhadas, tais que inicialmente A tem velocidade v e as outras
estão em repouso. Após o choque (suposto elástico), A, B e C permanecem em repouso, enquanto D sai com
velocidade v .

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PONTO 8 – ESTÁTICA

A Estática é o ramo da Mecânica que estuda corpos que não se movem. A ausência de movimento é um caso
especial de aceleração nula, ou seja, pelas Leis de Newton, uma situação em que todas as forças que atuam
sobre um corpo se equilibram. Portanto, a soma vetorial de todas as forças que agem sobre o corpo deve ser
nula.

MOMENTO DE UMA FORÇA

Momento de uma força, também conhecido como torque, é a medida de quanto uma força que age em um objeto
faz com que ele gire.

Na figura, o movimento da força ( F) em relação ao ponto O é dado por:

MF(O) = F . b

O braço (b) é a menor distância entre o ponto O e a linha (r) de ação da força.
Se a força tende a produzir rotação no sentido anti-horário → MF < 0 (figura A).
Se a força tende a produzir rotação no sentido horário → MF > 0 (figura B).

CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO DE UM CORPO

1. A resultante das forças atuais atuantes no corpo deve ser nula:  F  R  0.


2. A soma dos momentos das forças atuantes no corpo deve ser nula (em relação a um ponto arbitrário):  M  0.

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PONTO 9 – MECÂNICA DOS FLUIDOS

A mecânica dos fluidos é a parte da física que estuda o efeito de forças em fluidos. Os fluidos em equilíbrio
estático são estudados pela hidrostática e os fluidos sujeitos a forças externas diferentes de zero são estudados
pela hidrodinâmica.

PRESSÃO

Considere a força F , que atua perpendicularmente à área S. Chama-se pressão (p) o quociente:

F
p=
S

PRESSÃO EM LÍQUIDOS

Considere um recipiente contendo um líquido em equilíbrio, conforme a figura.


A pressão devida à camada de líquido sobre os pontos B, C ou D '' é dada pela Lei de Stevin

p = hdg

em que: p = pressão; d = densidade do líquido; g = aceleração da gravidade; h = distância entre a superfície do


líquido e o ponto considerado.

A pressão total (ou absoluta) nos pontos B, C ou D é dada por pB = pC = pD = p0 + hdg, em que p0 é a pressão
que atua no ponto A.

PRINCÍPIO DE ARQUIMESDES

Refere-se à força que aparece nos corpos imersos em fluidos. Essa força, chamada empuxo, possui direção
perpendicular à superfície do líquido e sentido apontando para fora do mesmo. Sua intensidade por ser calculada
conforme o texto de Arquimedes:
"O empuxo é igual ao peso do líquido deslocado."
Exemplo:
E = mℓd . g  E = d . Vℓd . g

Para um fluido em movimento, temos três equações:

Equação da Continuidade

A : área da tubulação
A 1v 1  A 2 v 2
v : a velocidade do fluido

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Equação de Bernoulli

p : pressão absoluta no ponto considerado


d : densidade do fluido
1 2 1
p1 + dgh1 + dv1 = p2 + dgh2 + dv 22 g : acelerção da gravidade
2 2
h : altura do ponto considerado
v : velocidade do fluido no ponto considerado

Equação de Torricelli

v : velocidade de saída do fluido na abertura


v  2gh h : desnível netre a superfície do fluido e a abertura na
tubulação

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PONTO 10 – ÓPTICA GEOMÉTRICA

Óptica é o ramo da física que estuda os fenômenos luminosos, bem como suas propriedades.
Os fenômenos estudados em Óptica Geométrica podem ser descritos com a simples noção de raio de luz e
alguns conhecimentos de geometria.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

FONTES DE LUZ

Fontes primárias ou corpos luminosos: Exemplos: Sol, a chama de uma vela, etc.

Fontes secundárias ou corpos iluminados: Exemplos: Lua cheia, parede, etc.

RAIOS DE LUZ

É toda linha que representa o trajeto seguido pela luz. É um ente que não tem existência física real.

Transparen tes. Exemplo : vidro, ar



Meios Translúcid os. Exemplo : vidro fosco, papel vegetal.
Opacos. Exemplos : paredes de madeira, de cimento.

PROPAGAÇÃO DA LUZ
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A luz se propaga no vácuo com velocidade aproximada de 300.000 km/s (3 . 10 m/s).

A propagação da luz baseia-se em três princípios fundamentais:

1. Princípio da propagação retilínea: "Nos meios transparentes e homogêneos, a luz se propaga em linha reta."

2. Princípio da independência dos raios: "Os raios luminosos, ao se cruzarem, não influem uns sobre a
propagação dos outros".

3. Princípio da reversibilidade ou do caminho inverso dos raios: "Se um raio luminoso executa um certo
caminho, um outro poderá fazê-lo em sentido contrário."

APLICAÇÕES DO PRINCÍPIO DA PROPAGAÇÃO RETILÍNEA

1. Sombra: ocorre para fonte de luz puntiforme.

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2. Penumbra: ocorre para fonte de luz extensa

3. Câmara escura de orifício: É uma caixa de paredes opacas, possuindo uma delas um pequeno orifício por
onde a luz do objeto iluminado passa formando uma imagem invertida na parede oposta ao orifício.

y' p'

y p
Notas: orifício de dimensões suficientes para evitar a difração da luz.
A imagem (figura anterior) é geometricamente semelhante ao objeto e não depende da forma do orifício.

REFLEXÃO DA LUZ

Reflexão é o fenômeno que consiste no fato de a luz voltar a se propagar no meio de origem, após incidir sobre
um objeto ou superfície.

A seguir está apresentado um esquema que representa a reflexão da luz.

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LEIS DA REFLEXÃO

1. O raio incidente (i), a reta normal ao ponto de incidência (N) e raio refletido (r) são coplanares (pertencem ao
mesmo plano, denominado plano de incidência).

2. O ângulo de incidência (i) e o ângulo de reflexão (r) tem a mesma medida: i = r.

REFRAÇÃO DA LUZ (monocromática)

A luz, ao passar de um meio homogêneo e transparente para outro meio, modifica sua velocidade de propagação.
Esse fenômeno é a refração da luz

Se n2 > n1 → i2 < i1 →v2 < v1, o meio 2 é dito mais refringente que o meio 1.
Se n2 < n1 → i2 > i1 →v2 > v1, o meio 2 é dito menos refringente que o meio 1.

ÂNGULO LIMITE (L)

Ocorre quando a luz passa do meio mais refrigerante para o menos refrigerante (n 2 < n1).

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PONTO 11 – INSTRUMENTOS ÓPTICOS

Os instrumentos ópticos são equipamentos construídos para auxiliar a visualização do que seria muito difícil ou
impossível de enxergar sem eles.
As peças fundamentais que compõem a maioria dos instrumentos ópticos são os espelhos e lentes. Os diversos
instrumentos ópticos estão intimamente ligados às nossas vidas.
Através de recursos relativamente simples foram capazes de revolucionar a humanidade, seja propiciando prazer
e conforto ou mesmo, ajudando aos homens na busca de suas origem ou de um aprimoramento científico.

INSTRUMENTOS DE PROJEÇÃO

São instrumentos que fornecem imagem real (pode ser projetada sobre um anteparo)

MÁQUINA FOTOGRÁFICA

A imagem, na máquina fotográfica, é real e invertida.

1 1 1 y' p'
  
f p p' y p

Nota-se: se p →   p' → p'  f

PROJETOR DE SLIDES

No esquema (lanterna simples de projeção), a imagem sobre a tela é maior, real e invertida em relação ao objeto.
1 1 1 y' p'
  
f p p' y p

PROJETOR DE FILMES

É construído com a lanterna de projeção anterior, mas o filme é deslocado automaticamente, produzindo uma
sucessão de imagens.

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INSTRUMENTOS DE OBSERVAÇÃO

LUPA OU LENTE DE AUMENTO

Lente convergente; fornece imagem maior, direta e virtual.

y' p' 1 1 1
  
y p f p p'

Esquematicamente, teríamos:

25
Aumento normal (imagem no infinito): M = .
f
25
Aumento máximo (imagem no ponto próximo): M = 1 +
f

MICROSCÓPIO SIMPLES

Quando a lupa e o objeto são fixos em suportes estáveis, o aparelho é denominado microscópio simples.

MICROSCÓPIO COMPOSTO

Utilizado na observação de objetos de pequenas dimensões.


Aumento linear transversal (A) do microscópio

y' 1
A ob 
y' 2 y
A A  A ob . A oc
y y' 2
A oc 
y' 1

Esquematicamente, teremos:

 25
Aumento normal: m = .
f ob f oc

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LUNETA TERRESTRE

É uma luneta astronômica associada a um veículo (lentes, prismas) cuja finalidade é tornar direita a imagem final.

TELESCÓPIO DE REFLEXÃO

É uma luneta astronômica cuja objetiva (lente) foi substituída por um espelho esférico.

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PONTO 12 – ONDULATÓRIA

Ondulatória é a parte da Física que estuda as ondas, ou seja, qualquer perturbação (pulso) que se propaga em
um meio.
Chamamos de Fonte qualquer objeto que possa criar ondas.
A onda é somente energia, pois ela só faz a transferência de energia cinética da fonte, para o meio. Portanto,
onda não transporta matéria.

TIPOS DE ONDAS

ONDAS TRANSVERSAIS E ONDAS LONGITUDINAIS

Ondas transversais

Vibrações perpendiculares ã direção de propagação. Exemplos: luz, ondas em cordas.

Ondas longitudinais

Vibrações na direção de propagação. Exemplo: som.

ONDAS MECÂNICAS E ONDAS ELETROMAGNÉTICAS

Ondas mecânicas
Vibrações propagando-se em meios materiais. Exemplos: som, onda em corda, onda na água.

Ondas eletromagnéticas
Propagação de campo elétrico e magnético variável; são ondas transversais e caminham em sólidos, líquidos,
gases e no vácuo. Exemplo: luz, ondas de rádio, raios X, raios  , infravermelho, ultravioleta.

ONDAS UNI, BI E TRIDIMENSIONAIS

Unidimensionais: ondas em cordas.

Bidimensionais: ondas em superfícies (ex.: ondas na superfície da água)

Tridimensionais: ondas no espaço (ex: som, luz)

ONDAS DE RÁDIO
8
São ondas eletromagnéticas que apresentam frequências mais baixas (até cerca de 10 hertz, ou seja, cem
milhões de vibrações por segundo) são as ondas de rádio. Elas recebem esta denominação porque são usadas
pelas estações de rádio para realizar suas transmissões. Nestas estações existem circuitos elétricos especiais que
provocam a oscilação de elétrons na antena emissora. Estes elétrons, portanto, estão sendo continuamente
acelerados e, por isso, emitem as ondas de rádio que transportam as mensagens da estação.
As ondas eletromagnéticas usadas pelas emissoras de TV têm as mesmas características das ondas de rádio.
Entretanto, elas apresentam frequências mais elevadas do que aquelas normalmente usadas pelas estações de
rádio.

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MICROONDAS

Considerando frequências mais elevadas do que as ondas de rádio, encontramos ondas eletromagnéticas
8 11
denominadas microondas. Estas ondas têm frequências compreendidas, aproximadamente, entre 10 e 10 hertz.

Atualmente as microondas são usadas amplamente, em quase todo o mundo, em telecomunicações,


transportando sinais de TV via satélite ou transmissões telefônicas, ligando cidades e países.

RADIAÇÃO INFRAVERMELHA

A região seguinte do espectro eletromagnético é constituída pelas radiações infravermelhas, que são ondas
11 14
eletromagnéticas com frequências desde cerca de 10 hertz até 10 hertz.

A radiação infravermelha é emitida em grande quantidade pelos átomos de um corpo aquecido, os quais se
encontram em constante e intensa vibração. O calor que sentimos quando estamos próximos de um metal
aquecido é, em grande parte, devido aos raios infravermelhos que são emitidos por este metal e absorvidos por
nosso corpo. Este processo de transmissão de calor é denominado radiação térmica.

RADIAÇÃO VISÍVEL
14 14
As ondas eletromagnéticas, cujas frequências estão compreendidas entre 4,0 x 10 hertz e 6,7 x 10 hertz
constituem uma região do espectro eletromagnético de importância espacial para nós. Estas radiações são
capazes de estimular a visão humana; são as radiações luminosas (luz)

Observe que as radiações luminosas constituem uma faixa muito pequena do espectro eletromagnético.

Portanto, nossos olhos não são capazes de perceber a grande maioria das radiações integrantes deste espectro.

Como vimos, as menores frequências das radiações visíveis nos dão a sensação de vermelho. Aumentando a
frequência das radiações, teremos, sucessivamente, as radiações correspondentes às cores laranja, amarelo,
verde, azul, anil e, no final da região visível, a radiação violeta. Pode-se perceber, agora, que a denominação
infravermelho foi usada porque as frequências desta radiação estão situadas em uma faixa logo abaixo da
frequência correspondente à vermelha.

RADIAÇÃO ULTRAVERMELHA

As radiações eletromagnéticas com frequências imediatamente superiores às da região visível são denominadas
radiações ultravioleta. Esta denominação indica que as frequências destas ondas são superiores à frequências de
18
até 10 hertz.

Os raios ultravioleta são emitidos por átomos excitados como, por exemplo, em lâmpadas de vapor de Hg
(acompanhando a emissão de luz). Como dissemos, estas radiações não são visíveis, podendo mesmo danificar
os tecidos do olho humano. Elas podem ser detectadas por outros processos como, por exemplo, ao
impressionarem certos tipos de chapas fotográficas.

RAIOS X

Este tipo de radiação é constituído pelas ondas eletromagnéticas de frequências superiores às radiações
ultravioleta. Os raios X foram descobertos em 1895 pelo físico alemão W. Röntgen, que recebeu o Prêmio Nobel
de Física, em 1901, por esta descoberta. A denominação raios X foi usada por Röntgen porque ele desconhecia a
natureza das radiações que acabava de descobrir (raios X = raios desconhecidos).

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Röntgen verificou que os raios X têm a propriedade de atravessar, com certa facilidade, os materiais de baixa
densidade (como os músculos de uma pessoa) e de ser melhor absorvidos por materiais de densidade mais
elevada (como os ossos do corpo humano). Em virtude desta propriedade, logo após a sua descoberta os raios X
passaram a ser amplamente usados para se obter as radiografias. O próprio Röntgen foi o primeiro a fazer uso
dessas radiações com esta finalidade, conseguindo obter a radiografia dos ossos da mão de uma pessoa.

Modernamente, os raios X encontram um campo muito vasto de aplicações além de seu emprego nas
radiografias. Assim, eles são usados no tratamento do câncer, na pesquisa da estrutura cristalina dos sólidos, na
indústria e em quase todos os campos da ciência e da tecnologia.

RAIO LASER

O laser é um tipo especial de radiação eletromagnética visível, cujas aplicações tecnológicas e científicas vêm
crescendo dia a dia.

O termo laser é constituído pelas iniciais das seguintes palavras inglesas: light amplification by stimulated
emission of radiation, que significam ―amplificação da luz por emissão estimulada de radiação‖. Um feixe de raios
laser distingue-se da luz comum por apresentar algumas características próprias, que analisaremos a seguir:

1. O feixe de laser apresenta-se sempre com intensidade muito elevada, isto é, há grande concentração de
energia em áreas muito pequenas (feixes muito finos).

2. A luz do laser é monocromática, isto é, ela é constituída de radiações que apresentam uma única frequência, de
valor bem determinado.

3. A luz de um feixe de laser é coerente, enquanto um feixe de luz comum é incoerente, isto é, na luz comum, as
cristas e os vales das ondas luminosas se distribuem aleatoriamente uns m relação aos outros.

4. A expressão ―emissão estimulada‖, que aparece no termo laser, indica uma maneira incomum pela qual um
átomo emite radiação. Normalmente, esta emissão é feita por um processo denominado emissão espontânea.

Aplicação do laser

São inúmeras as aplicações dos raios laser em diversos setores da ciência, da tecnologia e do nosso cotidiano.
Entre elas podemos citar:

1. Leitura do código universal de produtos, para conferir preços de mercadorias em supermercados.

2. Em telecomunicações, utilizando cabo de fibra ótica, para transportar sinais de TV e telefone.

3. Para soldar e cortar metais.

4. Para medir, com precisão, distâncias muito grandes como, por exemplo, a distância entre a Terra e a Lua.

5. Para furar orifícios muito pequenos e bem definidos, em materiais duras.

6. Em CDs e vídeo-disco, para reprodução com altíssima fidelidade e sem ruídos de sons e imagens.

7. Na holografia, para obtenção de fotografias tridimensionais de um objeto (hologramas).

8. Na medicina, em cirurgias para substituição de bisturis, na endoscopia e para soldar retinas descoladas.

As aplicações do laser vêm se tornando tão amplas e diversificadas que seria praticamente impossível relacionar
todas elas.

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FUNDAMENTOS DA ONDULATÓRIA

VELOCIDADE DE ONDA

S
v v depende do meio de propagação.
t

FREQUÊNCIA DE ONDA

n n : n 0 de vibrações produzidas pela onda em t


f
t f : depende da fonte de ondas
1
(Período de onda, T, é o tempo para a realização de uma vibração: T = )
f

COMPRIMENTO DE ONDA

 = menor distância entre dois pontos que vibram em fase num meio atravessado por uma onda.

 depende de f e de v (logo, depende da fonte e do meio).

RELAÇÃO FUNDAMENTAL

∆t = T  ∆S = 
Logo: v = f ou v  /T.

REFLEXÃO DE ONDA
a
1 Lei da reflexão: I, N, R são coplanares.

2 Lei da reflexão: i  r
a

0
A reflexão pode provocar a inversão de fase (ou mudança de fase de 180 ) na onda, quando esta é onda em
corda que reflete numa extremidade fixa da corda; ou se é onda qualquer e o meio de propagação, em cuja
superfície a onda reflete, permite velocidade de propagação menor que a do meio da incidência.

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REFRAÇÃO DE ONDA
a
1 Lei da refração: I, N, R são coplanares.

sen i 1 v 1
a
2 Lei da refração: 
sen i 2 v 2

v 1 1 n
Relação matemática:   n 2,1  2
v2 2 n1

DIFRAÇÃO EM FENDAS E OBSTÁCULOS

A difração é tanto mais acentuada quanto maior a relação  / d.

EFEITO DOPPLER - FIZEAU

É produzido pelo movimento da fonte e/ou observador.

Para ondas mecânicas, vale a seguinte explicação:

1. Quando a fonte F move-se em relação ao meio, o comprimento de onda diminui no sentido do movimento de F
e aumenta no sentido oposto ao movimento de F.

2. Quando o observador O move-se em relação ao meio, a velocidade da onda em relação a O aumenta na


aproximação e diminui no afastamento.

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ACÚSTICA

A acústica é o ramo da física que estuda o som. O som é um fenômeno ondulatório causado pelos mais diversos
objetos e se propaga através dos diferentes estados físicos da matéria.
Em acústica geralmente podemos dividir entre geradores de som, meios de transmissão, propagação e
receptores. A acústica mensura estes meios, cria instrumentos, tabelas, etc, de forma a fornecer dados
necessários aos mais diversos ramos da ciência para a utilização dos sons, de seus meios de propagação e
efeitos.

SOM: Ondas mecânicas longitudinais que podem sensibilizar a audição humana. Têm frequência entre 20 Hz e
20.000 Hz

INFRASSOM: Ondas mecânicas longitudinais de frequência inferior a 20 Hz.

ULTRASSOM: Ondas mecânicas longitudinais de frequência superior a 20.000 Hz.

PROPAÇÃO DAS ONDAS SONORAS

VELOCIDADE DO SOM NO AR

A velocidade do som no ar é de aproximadamente 340 m/s. Esse valor aumenta com a temperatura e umidade.

v=k T , T = temperatura do gás.

vsólido > vlíquido > vgases

REFLEXÃO E REFRAÇÃO DO SOM

O som reflete e refrata, obedecendo às leis da ondulatória.

A reflexão do som pode produzir como efeitos: o eco e a reverberação.

ECO: quando, entre a chegada do som direto e a do som refletido, existe um intervalo superior a 0,1 s.

REVERBERAÇÃO: quando esse intervalo de tempo é inferior a 0,1 s

DIFRAÇÃO DO SOM

A difração dos sons em fendas e obstáculos é um fenômeno facilmente observável, devido ao grande
comprimento de onda do som (  graves >  agudos).

INTERFERÊNCIA

A superposição, também chamada interferência em alguns casos, é o fenômeno que ocorre quando duas ou mais
ondas se encontram, gerando uma onda resultante igual à soma algébrica das perturbações de cada onda.

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BATIMENTOS (audíveis): Resultam da interferência de sons de frequência próximas (∆f < 8 Hz); a onda
interferente apresenta batimentos (variações na amplitude) com frequência fb = f1 - f2; a onda interferente tem
f1  f 2
frequência f = .
2

EFEITO DOPPLER

Ocorre como nas ondas em geral.

RESSONÂNCIA

Consideremos um corpo atingido pelo som. Quando a frequência do som coincide com uma das frequências
naturais do corpo, ocorre ressonância entre o corpo e as ondas sonoras. Nesse caso, o corpo passa a vibrar,
acumulando em suas vibrações a energia do som que o atinge.

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PROBLEMAS PROPOSTOS - MECÂNICA

MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME

01. (PUC-SP) A função horária das posições de um móvel sobre uma trajetória retilínea é S= 10 – 2t (no SI).
Pede-se:
a) a posição do móvel no instante 6s
b) o deslocamento do móvel entre os instantes 1s e 4s
c) o instante em que o móvel passa pela origem das posições

02. (FGV-RJ) Em uma passagem de nível, a cancela é fechada automaticamente quando o trem está a 100 m do
início do cruzamento. O trem, de comprimento 200 m, move-se com velocidade constante de 36 km/h. Assim que
o último vagão passa pelo final do cruzamento, a cancela se abre liberando o tráfego de veículos.

Considerando que a rua tem largura de 20 m, o tempo que o trânsito fica contido desde o início do fechamento da
cancela até o início de sua abertura, é, em s,
a) 32. b) 36. c) 44. d) 54. e) 60.

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03. (Fuvest) Marta e Pedro combinaram encontrar-se em certo ponto de uma autoestrada plana, para seguirem
viagem juntos. Marta, ao passar pelo marco zero da estrada, constatou que, mantendo uma velocidade média de
80 km/h, chegaria na hora certa ao ponto de encontro combinado. No entanto, quando ela já estava no marco do
quilômetro 10, ficou sabendo que Pedro tinha se atrasado e, só então, estava passando pelo marco zero,
pretendendo continuar sua viagem a uma velocidade média de 100 km/h. Mantendo essas velocidades, seria
previsível que os dois amigos se encontrassem próximos a um marco da estrada com indicação de
a) km 20
b) km 30
c) km 40
d) km 50
e) km 60

MOVIMENTO UNIFORMEMETE VARIADO

04. (UFB) Um gato realiza um MUV em trajetória retilínea e horizontal que obedece à função horária da velocidade
V= - 20 + 5t em unidades do SI. Pede-se:
a) a velocidade inicial e a aceleração
b) o instante em que ele muda o sentido de seu movimento
c) classificar o movimento em progressivo ou retrógrado, acelerado ou retardado, orientando a trajetória para a
direita.
Qual o tipo de movimento do gato nos instantes 2s e 10s

05. (Fuvest) Um carro viaja com velocidade de 90 km/h (ou seja, 25 m/s) num trecho retilíneo de uma rodovia
quando, subitamente, o motorista vê um animal parado na sua pista. Entre o instante em que o motorista avista o
animal e aquele em que começa a frear, o carro percorre 15 m. Se o motorista frear o carro à taxa constante de
2
5,0 m/s , mantendo-o em sua trajetória retilínea, ele só evitará atingir o animal, que permanece imóvel durante
todo o tempo, se o tiver percebido a uma distância de, no mínimo,
a) 15 m.
b) 31,25 m.
c) 52,5 m.
d) 77,5 m.
e) 125 m.

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06. (Fgv ) Um carro deslocou-se por uma trajetória retilínea e o gráfico qualitativo de sua velocidade (v), em
função do tempo (t), está representado na figura.

Analisando o gráfico, conclui-se corretamente que


a) o carro deslocou-se em movimento uniforme nos trechos I e III, permanecendo em repouso no trecho II.
b) o carro deslocou-se em movimento uniformemente variado nos trechos I e III, e em movimento uniforme no
trecho II.
c) o deslocamento do carro ocorreu com aceleração variável nos trechos I e III, permanecendo constante no
trecho II.
d) a aceleração do carro aumentou no trecho I, permaneceu constante no trecho II e diminuiu no trecho III.
e) o movimento do carro foi progressivo e acelerado no trecho I, progressivo e uniforme no trecho II, mas foi
retrógrado e retardado no trecho III.

07. (UFB) No gráfico abaixo, da velocidade de um móvel em MUV em função do tempo, pede-se determinar:

a) a velocidade inicial Vo e a aceleração a


b) o instante em que o móvel inverte o sentido de seu movimento
c) classificar o movimento
d) o deslocamento sofrido no intervalo de tempo compreendido entre 0 e 4s

41
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MOVIMENTO VERTICAL

08. ( cps 2014) Para os passageiros experimentarem a sensação equivalente à ―gravidade zero‖, um avião
adaptado sobe vertiginosamente (figura 1) para, depois, iniciar uma descida brusca que dura apenas alguns
segundos.

Durante essa descida brusca, a velocidade horizontal mantém-se constante, variando apenas a velocidade
vertical. Na parte central desse avião, há um espaço vazio onde os passageiros, deitados no chão, aguardam o
mergulho da aeronave.

No momento do mergulho, cada passageiro perde o contato com o piso da aeronave, podendo movimentar-se
como um astronauta a bordo de uma nave em órbita (figura 2).

A situação mostrada na figura 2 é possível devido


a) ao ganho de inércia do avião.
b) ao ganho de peso dos passageiros.
c) à perda de massa dos passageiros.
d) à igualdade entre a inércia do avião e a inércia dos passageiros.
e) à igualdade entre a aceleração do avião e a aceleração da gravidade.

09. (Fei) Uma pedra é abandonada do alto de um edifício de 32 andares. Sabendo-se que a altura de cada andar
é de 2,5m. Desprezando-se a resistência do ar, com que a velocidade a pedra chegará ao solo?
a) 20 m/s
b) 40 m/s
c) 60 m/s
d) 80 m/s
e) 100 m/s

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2 2
10. (Cefet MG 2014) Na Terra a aceleração da gravidade é aproximadamente igual a 10 m/s e na Lua, 2 m/s .
Se um objeto for abandonado de uma mesma altura em queda livre nos dois corpos celestes, então a razão entre
os tempos de queda na Lua e na Terra é
a) 1/ 10 .
b) 1/5.
c) 1.
d) 5.
e) 10.

11. (Unesp) Em um dia de calmaria, um garoto sobre uma ponte deixa cair, verticalmente e a partir do repouso,
uma bola no instante t0 = 0 s. A bola atinge, no instante t4, um ponto localizado no nível das águas do rio e à
distância h do ponto de lançamento. A figura apresenta, fora de escala, cinco posições da bola, relativas aos
2
instantes t0, t1, t2, t3 e t4. Sabe-se que entre os instantes t2 e t3 a bola percorre 6,25 m e que g = 10 m/s .

Desprezando a resistência do ar e sabendo que o intervalo de tempo entre duas posições consecutivas
apresentadas na figura é sempre o mesmo, pode-se afirmar que a distância h, em metros, é igual a
a) 25.
b) 28.
c) 22.
d) 30.
e) 20.

LANCAMENTO HORIZONTAL

12. (Unesp) Em voo horizontal, a 3.000 m de altitude, com a velocidade de 540 km/h, um bombardeiro deixa cair
uma bomba. Esta explode 15 s antes de atingir o solo.
2
Desprezando a resistência do ar, calcule a velocidade da bomba no momento da explosão. g = 10 m/s .

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13. (Fuvest) Uma menina, segurando uma bola de tênis, corre com velocidade constante, de módulo igual a 10,8
km/h, em trajetória retilínea, numa quadra plana e horizontal.
Num certo instante, a menina, com o braço esticado horizontalmente ao lado do corpo, sem alterar o seu estado
de movimento, solta a bola, que leva 0,5 s para atingir o solo. As distâncias sm e sb percorridas, respectivamente,
pela menina e pela bola, na direção horizontal, entre o instante em que a menina soltou a bola (t = 0 s) e o instante
t = 0,5 s, valem:

NOTE E ADOTE
Desconsiderar efeitos dissipativos.
a) sm = 1,25 m e sb = 0 m.
b) sm = 1,25 m e sb = 1,50 m.
c) sm = 1,50 m e sb = 0 m.
d) sm = 1,50 m e sb = 1,25 m.
e) sm = 1,50 m e sb = 1,50 m.

14. (Uerj) Três blocos de mesmo volume, mas de materiais e de massas diferentes, são lançados obliquamente
para o alto, de um mesmo ponto do solo, na mesma direção e sentido e com a mesma velocidade.
Observe as informações da tabela:

Material do bloco Alcance do lançamento

chumbo A1

ferro A2

granito A3

A relação entre os alcances A1, A2 e A3 está apresentada em:


a) A1 > A2 > A3
b) A1 < A2 < A3
c) A1 = A2 > A3
d) A1 = A2 = A3

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15. (Uerj 2014) A imagem abaixo ilustra uma bola de ferro após ser disparada por um canhão antigo.

Desprezando-se a resistência do ar, o esquema que melhor representa as forças que atuam sobre a bola de ferro
é:

a)

b)

c)

d)

16. (Pucrj ) Um projétil é lançado com uma velocidade escalar inicial de 20 m/s com uma inclinação de 30° com a
horizontal, estando inicialmente a uma altura de 5,0 m em relação ao solo.
A altura máxima que o projétil atinge, em relação ao solo, medida em metros, é:
2
Considere a aceleração da gravidade g = 10 m/s
a) 5,0
b) 10
c) 15
d) 20
e) 25

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MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME

17. (Fuvest) Em uma estrada, dois carros, A e B, entram simultaneamente em curvas paralelas, com raios R A e
RB. Os velocímetros de ambos os carros indicam, ao longo de todo o trecho curvo, valores constantes V A e VB.

Se os carros saem das curvas ao mesmo tempo, a relação entre VA e VB é


a) VA = VB
b) VA/VB = RA/RB
2
c) VA/VB = (RA/RB)
d) VA/VB = RB/RA
2
e) VA/VB =(RB/RA)

18. (Fatec ) Considere as três seguintes afirmações:

2
I - Na superfície da Lua, onde g =1,6 m/s , um corpo atirado verticalmente para cima com velocidade inicial de 8,0
m/s atinge altura máxima de 20 m.
II - Um corpo submetido a uma aceleração negativa sempre apresenta movimento retardado.
III - A aceleração de um corpo em movimento curvilíneo é sempre diferente de zero.

Dessas afirmações
a) somente a I é correta.
b) somente a I e a II são corretas.
c) somente a II e a III são corretas.
d) somente a I e a III são corretas.
e) a I, II e a III são corretas.

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19. (Ufrgs) A figura apresenta esquematicamente o sistema de transmissão de uma bicicleta convencional.

Na bicicleta, a coroa A conecta-se à catraca B através da correia P. Por sua vez, B é ligada à roda traseira R,
girando com ela quando o ciclista está pedalando.

Nesta situação, supondo que a bicicleta se move sem deslizar, as magnitudes das velocidades angulares,
ω A , ωB e ωR ,
são tais que
ω
a) A  ωB  ω R.

b) ωA  ωB  ωR.
c) ωA  ωB  ωR.
d) ωA  ωB  ωR .
e) ωA  ωB  ωR.

20. (Ufpa 2013) O escalpelamento é um grave acidente que ocorre nas pequenas embarcações que fazem
transporte de ribeirinhos nos rios da Amazônia. O acidente ocorre quando fios de cabelos longos são presos ao
eixo desprotegido do motor. As vitimas são mulheres e crianças que acabam tendo o couro cabeludo arrancado.
Um barco típico que trafega nos rios da Amazônia, conhecido como ―rabeta‖, possui um motor com um eixo de 80
mm de diâmetro, e este motor, quando em operação, executa 3000 rpm.

Considerando que, nesta situação de escalpeamento, há um fio ideal que não estica e não desliza preso ao eixo
do motor e que o tempo médio da reação humana seja de 0,8 s (necessário para um condutor desligar o motor), é
correto afirmar que o comprimento deste fio que se enrola sobre o eixo do motor, neste intervalo de tempo, é de:

a) 602,8 m
b) 96,0 m
c) 30,0 m
d) 20,0 m
e) 10,0 m

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LEIS DE NEWTON

21. ( ifce 2014) Na figura abaixo, o fio inextensível que une os corpos A e B e a polia têm massas desprezíveis.
As massas dos corpos são mA = 4,0 kg e mB = 6,0 kg. Desprezando-se o atrito entre o corpo A e a superfície, a
2 2
aceleração do conjunto, em m/s , é de (Considere a aceleração da gravidade 10,0 m/s )

a) 4,0.
b) 6,0.
c) 8,0.
d) 10,0.
e) 12,0.

22. (Pucrj 2013) Sobre uma superfície sem atrito, há um bloco de massa m 1 = 4,0 kg sobre o qual está apoiado
um bloco menor de massa m 2 = 1,0 kg. Uma corda puxa o bloco menor com uma força horizontal F de módulo 10
N, como mostrado na figura abaixo, e observa-se que nesta situação os dois blocos movem-se juntos.

A força de atrito existente entre as superfícies dos blocos vale em Newtons:


a) 10
b) 2,0
c) 40
d) 13
e) 8,0

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23. (Fuvest ) Uma bolinha pendurada na extremidade de uma mola vertical executa um movimento oscilatório. Na
situação da figura, a mola encontra-se comprimida e a bolinha está subindo com velocidade V . Indicando por V
a força da mola e por P(vetorial) a força peso aplicadas na bolinha, o único esquema que pode representar tais
forças na situação descrita anteriormente é

24. (Ufpe 2013) A figura a seguir ilustra dois blocos A e B de massas MA  2,0 kg e MB  1,0 kg. Não existe atrito
entre o bloco B e a superfície horizontal, mas há atrito entre os blocos. Os blocos se movem com aceleração de
2,0 m/s ao longo da horizontal, sem que haja deslizamento relativo entre eles. Se sen θ  0,60 e cos θ  0,80,
2

qual o módulo, em newtons, da força F aplicada no bloco A?

25. (Uece 2014) Uma criança desliza em um tobogã muito longo, com uma aceleração constante. Em um
segundo momento, um adulto, com o triplo do peso da criança, desliza por esse mesmo tobogã, com aceleração
também constante. Trate os corpos do adulto e da criança como massas puntiformes e despreze todos os atritos.
A razão entre a aceleração do adulto e a da criança durante o deslizamento é
a) 1.
b) 2.
c) 1/3.
d) 4.

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26. (Fgv 2013) Em um dia muito chuvoso, um automóvel, de massa m, trafega por um trecho horizontal e circular
de raio R. Prevendo situações como essa, em que o atrito dos pneus com a pista praticamente desaparece, a
pista é construída com uma sobre-elevação externa de um ângulo α , como mostra a figura. A aceleração da
gravidade no local é g.

A máxima velocidade que o automóvel, tido como ponto material, poderá desenvolver nesse trecho,
considerando ausência total de atrito, sem derrapar, é dada por
a) m  g  R  tgα .
b) m  g  R  cosα .
c) g  R  tgα .
d) g  R  cosα .
e) g  R  senα .

ENERGIA E TRABALHO

Leia o texto:

Andar de bondinho no complexo do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro é um dos passeios aéreos urbanos mais
famosos do mundo. Marca registrada da cidade, o Morro do Pão de Açúcar é constituído de um único bloco de
granito, despido de vegetação em sua quase totalidade e tem mais de 600 milhões de anos.

27. (Unicamp 2014) A altura do Morro da Urca é de 220 m e a altura do Pão de Açúcar é de cerca de 400 m,
ambas em relação ao solo. A variação da energia potencial gravitacional do bondinho com passageiros de massa
total M = 5000 kg, no segundo trecho do passeio, é
(Use g  10 m / s2 . )
a) 11 106 J.
b) 20  106 J.
c) 31 106 J.
d) 9  106 J.

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28. (Ufpr 2014) Considere um edifício em construção, constituído pelo andar térreo e mais dez andares. Um
servente de pedreiro deixou cair um martelo cuja massa é 0,5 kg a partir de uma altura do piso do décimo andar.
Suponha que cada andar tem uma altura de 2,5 m e que o martelo caiu verticalmente em queda livre partindo do
2
repouso. Considere a aceleração da gravidade igual a 10 m/s e o martelo como uma partícula. Despreze a
resistência do ar, a ação do vento e a espessura de cada piso.

Levando em conta as informações dadas, analise as seguintes afirmativas:

1. A velocidade do martelo ao passar pelo teto do 1° andar era 20 m/s.


2. A energia cinética do martelo ao passar pelo piso do 5° andar era maior que 100 J.
3. Se a massa do martelo fosse o dobro, o tempo de queda até o chão diminuiria pela metade.

Assinale a alternativa correta.


a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
b) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
c) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
e) As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

29. (Fuvest) Um carrinho é largado do alto de uma montanha russa, conforme a figura.

Ele se movimenta, sem atrito e sem soltar-se dos A trilhos, até atingir o plano horizontal. Sabe-se que os raios de
curvatura da pista em A e B são iguais. Considere as seguintes afirmações:

I . No ponto A, a resultante das forças que agem sobre o carrinho é dirigida para baixo.
lI. A intensidade da força centrípeta que age sobre o carrinho é maior em A do que em B.
lII. No ponto B, o peso do carrinho é maior do que a intensidade da força normal que o trilho exerce sobre ele.

Está correto apenas o que se afirma


a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III

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30. (Pucrj 2010) O Cristo Redentor, localizado no Corcovado, encontra-se a 710 m do nível no mar e pesa 1.140
2
ton. Considerando-se g = 10 m/s , é correto afirmar que o trabalho total realizado para levar todo o material que
compõe a estátua até o topo do Corcovado foi de, no mínimo:
a) 114.000 kJ
b) 505.875 kJ
c) 1.010.750 kJ
d) 2.023.500 kJ
e) 8.094.000 kJ

31. (Espcex (Aman) 2011) Um bloco, puxado por meio de uma corda inextensível e de massa desprezível,
desliza sobre uma superfície horizontal com atrito, descrevendo um movimento retilíneo e uniforme. A corda faz
um ângulo de 53° com a horizontal e a tração que ela transmite ao bloco é de 80 N. Se o bloco sofrer um
deslocamento de 20 m ao longo da superfície, o trabalho realizado pela tração no bloco será de:
(Dados: sen 53° = 0,8 e cos 53° = 0,6)
a) 480 J
b) 640 J
c) 960 J
d) 1280 J
e) 1600 J

POTENCIA MECANICA

32. (Fuvest) A potência do motor de um veículo, movendo-se em trajetória retilínea horizontal, é dada por
P = 2.000v, onde v é a velocidade. A equação horária do movimento é s = 20 + 10t. As grandezas envolvidas são
medidas em watts, metros e segundos. Nessas condições a potência do motor é
4
a) 4 x 10 W
3
b) 2 x 10 W
3
c) 10 W
5
d) 4 x 10 W
4
e) 2 x 10 W

33. (Fuvest) Pedro mantém uma dieta de 3 000 kcal diárias e toda essa energia é consumida por seu organismo
a cada dia. Assim, ao final de um mês (30 dias), seu organismo pode ser considerado como equivalente a um
aparelho elétrico que, nesse mês, tenha consumido
a) 50 kW.h
b) 80 kW.h
c) 100 kW.h
d) 175 kW.h
e) 225 kW.h
Obs: 1 kW.h é a energia consumida em 1 hora por um equipamento que desenvolve uma potência de 1 kW
1 cal = 4 J

52
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34. (Fuvest) Nos manuais de automóveis, a caracterização dos motores é feita em CV (cavalo-vapor). Essa
unidade, proposta no tempo das primeiras máquinas a vapor, correspondia à capacidade de um cavalo típico, que
conseguia erguer, na vertical, com auxílio de uma roldana, um bloco de 75 kg, à velocidade de 1 m/s. Para subir
uma ladeira, inclinada como na figura, um carro de 1000 kg, mantendo uma velocidade constante de 15 m/s (54
km/h), desenvolve uma potência útil que, em CV, é, aproximadamente, de

a) 20 CV
b) 40 CV
c) 50 CV
d) 100 CV
e) 150 CV

IMPULSO E QUANTIDADE DE MOVIMENTO

35. (Unicamp 2013) Muitos carros possuem um sistema de segurança para os passageiros chamado airbag. Este
sistema consiste em uma bolsa de plástico que é rapidamente inflada quando o carro sofre uma desaceleração
brusca, interpondo-se entre o passageiro e o painel do veículo. Em uma colisão, a função do airbag é
a) aumentar o intervalo de tempo de colisão entre o passageiro e o carro, reduzindo assim a força recebida pelo
passageiro.
b) aumentar a variação de momento linear do passageiro durante a colisão, reduzindo assim a força recebida pelo
passageiro.
c) diminuir o intervalo de tempo de colisão entre o passageiro e o carro, reduzindo assim a força recebida pelo
passageiro.
d) diminuir o impulso recebido pelo passageiro devido ao choque, reduzindo assim a força recebida pelo
passageiro.

36. (Unifesp 2005) Uma esfera de massa 20g atinge uma parede rígida com velocidade de 4,0m/s e volta na
mesma direção com velocidade de 3,0m/s. O impulso da força exercida pela parede sobre a esfera, em N.s, é, em
módulo, de
a) 0,020
b) 0,040
c) 0,10
d) 0,14
e) 0,70

53
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37. ( cftmg 2014) Um objeto, deslocando-se com uma quantidade de movimento de 20 kg  m / s, colide com um
obstáculo durante 0,010 s e para. O valor médio da força impulsiva que atua nesse objeto é, em newtons,
a) 1,0  101.
b) 2,0  101.
c) 1,0  103.
d) 2,0  103.

38. (Fuvest) Perto de uma esquina, um pipoqueiro, P, e um "dogueiro", D, empurram distraidamente seus
carrinhos, com a mesma velocidade (em módulo), sendo que o carrinho do "dogueiro" tem o triplo da massa do
carrinho do pipoqueiro. Na esquina, eles colidem (em O) e os carrinhos se engancham, em um choque totalmente
inelástico.

Uma trajetória possível dos dois carrinhos, após a colisão, é compatível com a indicada por
a) A
b) B
c) C
d) D
e) E

39. (Pucpr) Um trenó de massa 40 kg desliza a uma velocidade de 5,0 m/s, próximo e paralelamente ao peitoril
da pista de patinação. Uma pessoa que está em repouso do lado de fora da pista, solta uma mochila de 10 kg,
sobre o trenó. Qual a velocidade do trenó após receber a mochila?
a) 5,0 m/s
b) 4,0 m/s
c) 4,5 m/s
d) 3,0 m/s
e) 3,5 m/s

54
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40. (Uftm) Um pedreiro, ao mover sua colher, dá movimento na direção horizontal a uma porção de massa de
reboco, de 0,6 kg, que atinge perpendicularmente a parede, com velocidade de 8 m/s. A interação com a parede é
inelástica e tem duração de 0,1 s. No choque, a massa de reboco se espalha uniformemente, cobrindo uma área
2
de 20 cm . Nessas condições, a pressão média exercida pela massa sobre os tijolos da parede é, em Pa,
a) 64 000.
b) 48 000.
c) 36 000.
d) 24 000.
e) 16 000.

GRAVITACAO UNIVERSAL

41. (Uem) Sobre as leis de Kleper e a lei da Gravitação Universal, assinale o que for correto.
01) A Terra exerce uma força de atração sobre a Lua.
02) Existe sempre um par de forças de ação e reação entre dois corpos materiais quaisquer.
04) O período de tempo que um planeta leva para dar uma volta completa em torno do Sol é inversamente
proporcional à distância do planeta até o Sol.
08) O segmento de reta traçado de um planeta ao Sol varrerá áreas iguais, em tempos iguais, durante a revolução
do planeta em torno do Sol.
16) As órbitas dos planetas em torno do Sol são elípticas, e o Sol ocupa um dos focos da elipse correspondente à
órbita de cada planeta.

42. ( cps) A maçã, alimento tão apreciado, faz parte de uma famosa lenda ligada à biografia de Sir Isaac Newton.
Ele, já tendo em mente suas Leis do Movimento, teria elaborado a Lei da Gravitação Universal no momento em
que, segundo a lenda, estando Newton ao pé de uma macieira, uma maçã lhe teria caído sobre sua cabeça.

Pensando nisso, analise as afirmações:

I. Uma maçã pendurada em seu galho permanece em repouso, enquanto duas forças de mesma intensidade, o
seu peso e a força de tração do cabinho que a prende ao galho, atuam na mesma direção e em sentidos
opostos, gerando sobre a maçã uma força resultante de intensidade nula.
II. Uma maçã em queda cai mais rápido quanto maior for a sua massa já que a força resultante, nesse caso
chamada de peso da maçã, é calculada pelo produto de sua massa pela aceleração da gravidade.
III. A maçã em queda sofre uma ação do planeta Terra, denominada força peso, que tem direção vertical e o
sentido para baixo, e a maçã, por sua vez, atrai a Terra com uma força de mesma intensidade e direção,
contudo o sentido é para cima.

É correto o que se afirma em


a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

55
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43. (Uespi) Um planeta orbita em um movimento circular uniforme de período T e raio R, com centro em uma
estrela. Se o período do movimento do planeta aumentar para 8T, por qual fator o raio da sua órbita será
multiplicado?
a) 1/4
b) 1/2
c) 2
d) 4
e) 8

2
44. (Ufrgs) Considerando que o módulo da aceleração da gravidade na Terra é igual a 10 m/s , é correto afirmar
que, se existisse um planeta cuja massa e cujo raio fossem quatro vezes superiores aos da Terra, a aceleração da
gravidade seria de
2
a) 2,5 m/s .
2
b) 5 m/s .
2
c) 10 m/s .
2
d) 20 m/s .
2
e) 40 m/s .

45. (Ufsm) Durante uma visita ao planeta X, um astronauta realizou um experimento para determinar o módulo da
aceleração gravitacional local. O experimento consistiu em determinar o tempo de queda de um objeto de massa
m, abandonado a partir do repouso e de uma altura h. O astronauta verificou que o tempo de queda, desprezando
a resistência com a atmosfera local, é metade do valor medido, quando o experimento é realizado na Terra, em
condições idênticas. Com base nesse resultado, pode-se concluir que o módulo da aceleração gravitacional no
planeta X(gx) é, comparado com o módulo da aceleração gravitacional na Terra (g t),

a) gx  4gt .
b) gx  2gt .
g
c) gx  t .
4
gt
d) gx  .
2
gt
e) gx  .
8

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ESTATICA

46. (UFPE) Uma barra horizontal de massa desprezível possui uma de suas extremidades articulada em uma
parede vertical. A outra extremidade está presa à parede por um fio que faz um ângulo de 45° com a horizontal
e possui um corpo de 55 N pendurado.

Qual o módulo da força normal à parede, em newtons, que a articulação exerce sobre a barra?

47. (Uerj 2014) A figura abaixo ilustra uma ferramenta utilizada para apertar ou desapertar determinadas peças
metálicas.

Para apertar uma peça, aplicando-se a menor intensidade de força possível, essa ferramenta deve ser segurada
de acordo com o esquema indicado em:

a)

b)

c)

d)

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48. Vejamos a figura abaixo. Na figura temos dois blocos cujas massas são, respectivamente, 4 kg e 6 kg. A fim
de manter a barra em equilíbrio, determine a que distância x o ponto de apoio deve ser colocado. Suponha que
inicialmente o ponto de apoio esteja a 40 cm da extremidade direita da barra.

a) x = 60 cm
b) x = 20 cm
c) x = 50 cm
d) x = 30 cm
e) x = 40 cm

49. (Uerj 2013) Um homem de massa igual a 80 kg está em repouso e em equilíbrio sobre uma prancha rígida de
2,0 m de comprimento, cuja massa é muito menor que a do homem.
A prancha está posicionada horizontalmente sobre dois apoios, A e B, em suas extremidades, e o homem está a
0,2 m da extremidade apoiada em A.
A intensidade da força, em newtons, que a prancha exerce sobre o apoio A equivale a:
a) 200
b) 360
c) 400
d) 720

50. (ifsp) No nosso cotidiano, as alavancas são frequentemente utilizadas com o objetivo de facilitar algum
trabalho ou para dar alguma vantagem mecânica, multiplicando uma força. Dependendo das posições relativas do
ponto fixo ou de apoio de uma alavanca (fulcro) em relação às forças potente e resistente, elas podem ser
classificadas em três tipos: interfixas, interpotentes e inter-resistentes. As figuras mostram os três tipos de
alavancas.

As situações A, B e C, nessa ordem, representam alavancas classificadas como


a) inter-resistente, interpotente e interfixa.
b) interpotente, inter-resistente e interfixa.
c) interpotente, interfixa e inter-resistente.
d) interfixa, inter-resistente e interpotente.
e) interfixa, interpotente e inter-resistente.

58
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HIDROSTATICA

51. (Uem 2013) Analise as alternativas abaixo e assinale o que for correto.
3
01) No Sistema Internacional de Unidades, a unidade de densidade volumétrica é o kg/m .
02) A pressão é uma grandeza escalar.
04) A diferença de pressão entre dois pontos no interior de um líquido homogêneo em repouso é proporcional à
diferença da altura entre esses dois pontos.
08) A pressão que uma força exerce sobre um objeto é diretamente proporcional à área sobre a qual a força é
aplicada.
16) Quando um corpo é imerso em um líquido, uma força, na direção vertical, é exercida sobre o corpo, e o
módulo dessa força é diretamente proporcional ao volume do líquido deslocado.

52. (Uepb 2013) Em 1643, o físico italiano Evangelista Torricelli (1608-1647) realizou sua famosa experiência,
medindo a pressão atmosférica por meio de uma coluna de mercúrio, inventando, assim, o barômetro. Após esta
descoberta, suponha que foram muitos os curiosos que fizeram várias medidas de pressão atmosférica.

Com base na experiência de Torricelli, pode-se afirmar que o maior valor para altura da coluna de mercúrio foi
encontrado:

a) no Pico do Jabre, ponto culminante do estado da Paraíba, no município de Matureia.


b) no alto de uma montanha a 1500 metros de altitude.
c) no 10° andar de um prédio em construção na cidade de Campina Grande.
d) numa bonita casa de veraneio em João Pessoa, no litoral paraibano.
e) no alto do Monte Everest, o ponto culminante da Terra.

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53. (Uepb 2013) Os precursores no estudo da Hidrostática propuseram princípios que têm uma diversidade de
aplicações em inúmeros ―aparelhos‖ que simplificam as atividades extenuantes e penosas das pessoas,
diminuindo muito o esforço físico, como também encontraram situações que evidenciam os efeitos da pressão
atmosférica. A seguir, são apresentadas as situações-problema que ilustram aplicações de alguns dos princípios
da Hidrostática.

Situação I – Um sistema Situação II – Os pedreiros, Situação III – Ao sugar na


hidráulico de freios de alguns para nivelar dois pontos em extremidade e de um canudo,
carros, em condições adequadas, uma obra, costumam usar você provoca uma redução na
quando um motorista aciona o uma mangueira pressão do ar em seu interior. A
freio de um carro, este para após transparente, cheia de água. pressão atmosférica, atuando
alguns segundos, como mostra Observe a figura acima, que na superfície do líquido, faz com
figura acima. mostra como os pedreiros que ele suba no canudinho.
usam uma mangueira com
água para nivelar os azulejos
nas paredes.

Assinale a alternativa que corresponde, respectivamente, às aplicações dos princípios e do experimento


formulados por:

a) Arquimedes (Situação I), Pascal (Situação II) e Arquimedes (Situação III)


b) Pascal (Situação I), Arquimedes (Situação II) e Stevin (Situação III)
c) Stevin (Situação I), Torricelli (Situação II) e Pascal (Situação III)
d) Pascal (Situação I), Stevin (Situação II) e Torricelli (Situação III)
e) Stevin (Situação I), Arquimedes (Situação II) e Torricelli (Situação III).

3
54. ( utfpr 2013) Em uma proveta que contém 100 cm de água, é colocada cuidadosamente uma pepita de ouro
3
com massa de 152 g. Observa-se que o nível da água aumenta para 108 cm . Qual a densidade da pepita?
3
a) 15,2 g/cm .
3
b) 14 g/cm .
3
c) 19 g/cm .
3
d) 15,2 kg/m .
3
e) 14 kg/m .

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55. (Uerj 2014) Um automóvel de massa igual a 942 kg é suspenso por um elevador hidráulico cujo cilindro de
ascensão tem diâmetro de 20 cm.
Calcule a pressão a ser aplicada ao cilindro para manter o automóvel em equilíbrio a uma determinada altura.

56. (Espcex (Aman) A pressão (P) no interior de um líquido homogêneo, incompressível e em equilíbrio, varia
com a profundidade (X) de acordo com o gráfico abaixo.

Considerando a aceleração da gravidade igual a 10 m s2 , podemos afirmar que a densidade do líquido é de:
a) 1,1 105 kg m3
b) 6,0  104 kg m3
c) 3,0  104 kg m3
d) 4,4  103 kg m3
e) 2,4  103 kg m3

57. (Uerj 2013) Observe, na figura a seguir, a representação de uma prensa hidráulica, na qual as forças F1 e F2
atuam, respectivamente, sobre os êmbolos dos cilindros I e II.

Admita que os cilindros estejam totalmente preenchidos por um líquido.


O volume do cilindro II é igual a quatro vezes o volume do cilindro I, cuja altura é o triplo da altura do cilindro II.
F
A razão 2 entre as intensidades das forças, quando o sistema está em equilíbrio, corresponde a:
F1
a) 12
b) 6
c) 3
d) 2

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58. (Fuvest) Icebergs são blocos de gelo flutuantes que se desprendem das geleiras polares. Se apenas 10% do
3
volume de um iceberg fica acima da superfície do mar e se a massa específica da água do mar vale 1,03 g/cm ,
3
podemos afirmar que a massa específica do gelo do iceberg, em g/cm , vale, aproximadamente:
a) 0,10.
b) 0,90.
c) 0,93.
d) 0,97.
e) 1,00.

59. (Uff 2012) Submarinos possuem tanques de lastro, que podem estar cheios de água ou vazios. Quando os
tanques estão vazios, o submarino flutua na superfície da água, com parte do seu volume acima da superfície.
Quando os tanques estão cheios de água, o submarino flutua em equilíbrio abaixo da superfície.

Comparando os valores da pressão (p) no fundo do submarino e do empuxo (E) sobre o submarino quando os
tanques estão cheios (pc ,Ec ) com os valores das mesmas grandezas quando os tanques estão vazios (pv ,Ev ) é
correto afirmar que

a) pc  pv , Ec  Ev .
b) pc  pv , Ec  Ev .
c) pc  pv , Ec  Ev .
d) pc  pv , Ec  Ev .
e) pc  pv , Ec  Ev .

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PROBLEMAS PROPOSTOS - ÓPTICA

PROPAGAÇÃO DA LUZ

60. ( ifce) Considere as seguintes afirmativas.

I. Os meios transparentes são meios em que a luz os percorre em trajetórias bem definidas, ou seja, a luz passa
por esses meios regularmente.
II. Nos meios translúcidos, a luz não se propaga. Esses meios absorvem e refletem essa luz, e a luz absorvida é
transformada em outras formas de energia.
III. Nos meios opacos, a luz não passa por eles com tanta facilidade como nos meios transparentes: sua trajetória
não é regular.

É(são) verdadeira(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) I e III.
e) II e III.

61. (Fuvest) Num dia sem nuvens, ao meio-dia, a sombra projetada no chão por uma esfera de 1,0 cm de
diâmetro é bem nítida se ela estiver a 10 cm do chão. Entretanto, se a esfera estiver a 200 cm do chão, sua
sombra é muito pouco nítida. Pode-se afirmar que a principal causa do efeito observado é que:
a) o Sol é uma fonte extensa de luz.
b) o índice de refração do ar depende da temperatura.
c) a luz é um fenômeno ondulatório.
d) a luz do Sol contém diferentes cores.
e) a difusão da luz no ar "borra" a sombra.

62. (Pucrj 2013) A uma certa hora da manhã, a inclinação dos raios solares é tal que um muro de 4,0 m de altura
projeta, no chão horizontal, uma sombra de comprimento 6,0 m.
Uma senhora de 1,6 m de altura, caminhando na direção do muro, é totalmente coberta pela sombra quando se
encontra a quantos metros do muro?
a) 2,0
b) 2,4
c) 1,5
d) 3,6
e) 1,1

ESPELHOS PLANOS

63. (Uern 2013) Na noite do réveillon de 2013, Lucas estava usando uma camisa com o ano estampado na
mesma. Ao visualizá-la através da imagem refletida em um espelho plano, o número do ano em questão
observado por Lucas se apresentava da seguinte forma
a)
b)
c)
d)

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64. (Fuvest) Uma câmera de segurança (C), instalada em uma sala, representada em planta na figura, "visualiza"
a região clara indicada. Desejando aumentar o campo de visão da câmera, foi colocado um espelho plano,
retangular, ocupando toda a região da parede entre os pontos A e B.
Nessas condições, a figura que melhor representa a região clara, que passa a ser visualizada pela câmera, é

65. (Fuvest) A janela de uma casa age como se fosse um espelho e reflete a luz do Sol nela incidente, atingindo,
às vezes, a casa vizinha. Para a hora do dia em que a luz do Sol incide na direção indicada na figura, o esquema
que melhor representa a posição da janela capaz de refletir o raio de luz na direção de P é

ESPELHOS ESFÉRICOS

66. ( cps ) Leia o trecho da música "Espelho D'Água" de Almir Sater e Renato Teixeira.

Emoção...
Os rios falam pelas cachoeiras,
Compaixão...
Os peixes nadam contra a correnteza,
Sim ou Não...
As dúvidas são partes da certeza,
Tudo é um rio refletindo a paisagem,
Espelho d'água levando as imagens pro mar,
Cada pessoa levando um destino,
Cada destino levando um sonho...

64
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67. As águas límpidas e calmas de um rio podem se comportar como um espelho plano, refletindo a imagem dos
objetos de uma paisagem de forma: direta,
a) real e de tamanho igual ao do objeto.
b) virtual e de tamanho igual ao do objeto.
c) real e de tamanho menor que o do objeto.
d) virtual e de tamanho menor que o do objeto.
e) real e de tamanho maior que o do objeto.

68. (Uemg 2014) Muitos profissionais precisam de espelhos em seu trabalho. Porteiros, por exemplo, necessitam
de espelhos que lhes permitem ter um campo visual maior, ao passo que dentistas utilizam espelhos que lhes
fornecem imagens com maior riqueza de detalhes. Os espelhos mais adequados para esses profissionais são,
respectivamente, espelhos
a) planos e côncavos.
b) planos e convexos.
c) côncavos e convexos.
d) convexos e côncavos.

69. (Cesgranrio 2011) Um espelho esférico côncavo tem distância focal (f) igual a 20 cm. Um objeto de 5 cm de
altura é colocado de frente para a superfície refletora desse espelho, sobre o eixo principal, formando uma
imagem real invertida e com 4 cm de altura. A distância, em centímetros, entre o objeto e a imagem é de
a) 9
b) 12
c) 25
d) 45
e) 75

REFRAÇÃO

70. (Fuvest ) Um pássaro sobrevoa em linha reta e a baixa altitude uma piscina em cujo fundo se encontra uma
pedra. Podemos afirmar que
a) com a piscina cheia o pássaro poderá ver a pedra durante um intervalo de tempo maior do que se a piscina
estivesse vazia.
b) com a piscina cheia ou vazia o pássaro poderá ver a pedra durante o mesmo intervalo de tempo.
c) o pássaro somente poderá ver a pedra enquanto estiver voando sobre a superfície da água.
d) o pássaro, ao passar sobre a piscina, verá a pedra numa posição mais profunda do que aquela em que ela
realmente se encontra.
e) o pássaro nunca poderá ver a pedra.

71. A figura a seguir indica a trajetória de um raio de luz que passa de uma região semicircular que contém ar para
outra de vidro, ambas de mesmo tamanho e perfeitamente justapostas.

Determine, numericamente, o índice de refração do vidro em relação ao ar.

65
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72. (FEI-SP) Numa aula de natação, o professor atira uma moeda na água e pede a um de seus alunos que vá
buscá-la. O aluno observa a moeda e estima que a profundidade da piscina é 1,5 m. Na verdade, a profundidade
da piscina, em m, é: (Dados: nar = 1 e nágua = 4/3)
a) 0,500
b) 1,125
c) 1,200
d) 2,500
e) 2,000

73. (Cefet MG 2014) No vácuo, um determinado meio material isotrópico e transparente com índice de refração
absoluto igual a 2 apresentará a condição de reflexão total para um raio de luz com ângulo limite de incidência
igual a _______, propagando-se do ______________________ para o ______________________ .

Os termos que preenchem, corretamente, as lacunas são


a) 30°, material, vácuo.
b) 30°, vácuo, material.
c) 60°, material, vácuo.
d) 60°, vácuo, material.
e) 90°, vácuo, material.

74. (Fuvest) A distância entre um objeto e uma tela é de 80 cm. O objeto é iluminado e, por meio de uma lente
delgada posicionada adequadamente entre o objeto e a tela, uma imagem do objeto, nítida e ampliada 3 vezes, é
obtida sobre a tela. Para que isto seja possível, a lente deve ser:
a) convergente, com distância focal de 15 cm, colocada a 20 cm do objeto.
b) convergente, com distância focal de 20 cm, colocada a 20 cm do objeto.
c) convergente, com distância focal de 15 cm, colocada a 60 cm do objeto.
d) divergente, com distância focal de 15 cm, colocada a 60 cm do objeto.
e) divergente, com distância focal de 20 cm, colocada a 20 cm do objeto.

75. (Unicamp 2013) Um objeto é disposto em frente a uma lente convergente, conforme a figura abaixo. Os focos
principais da lente são indicados com a letra F. Pode-se afirmar que a imagem formada pela lente

a) é real, invertida e mede 4 cm.


b) é virtual, direta e fica a 6 cm da lente.
c) é real, direta e mede 2 cm.
d) é real, invertida e fica a 3 cm da lente.

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ÓPTICA DA VISÃO

76.( Uece ) Uma lente plano-convexa é feita de vidro, com índice de refração n = 1,5. A relação entre distância
focal f desta lente e o raio de curvatura R de sua face convexa é:
a) f = R/2
b) f = R
c) f = 1,5 R
d) f = 2 R

77. O tipo de lente da história do Bidu é usado para corrigir:

a) miopia e astigmatismo.
b) hipermetropia e miopia.
c) presbiopia e hipermetropia.
d) presbiopia e miopia.
e) astigmatismo e estrabismo.

78. (Acafe) A figura abaixo mostra esquematicamente o olho humano, enfatizando nos casos I e II os dois
defeitos de visão mais comuns.

Nessa situação, assinale a alternativa correta que completa, em sequência, as lacunas da frase a seguir.

No caso I trata-se da ___________, que pode ser corrigida com uma lente __________; já no caso II trata-
se de ____________, que pode ser corrigida com uma lente ___________.
a) hipermetropía – convergente – miopía – divergente
b) hipermetropía – divergente – miopía – convergente
c) miopía – divergente – hipermetropía – convergente
d) miopía – convergente – hipermetropía – divergente

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79. (Uern 2013) Numa família composta por 4 pessoas, cada uma com um defeito na visão diferente dos demais,
tem-se que:

- o pai apresenta enrijecimento dos músculos ciliares, e com limitação de sua capacidade de acomodação visual
tem dificuldades para enxergar objetos próximos e longínquos;
- a mãe apresenta um alongamento do globo ocular na direção ântero-posterior com dificuldade para enxergar
objetos distantes;
- a filha apresenta irregularidades na curvatura da córnea e enxerga imagens embaçadas dos objetos próximos ou
distantes;
- o filho apresenta um encurtamento do globo ocular na direção ântero-posterior com dificuldade para enxergar
objetos próximos.

As lentes corretivas indicadas para os membros dessa família, considerando-se a ordem em que foram citados,
são, respectivamente,
a) cilíndricas, bifocais, convergentes e divergentes.
b) divergentes, bifocais, convergentes e cilíndricas.
c) bifocais, divergentes, cilíndricas e convergentes.
d) convergentes, cilíndricas, divergentes e bifocais.

80. (Fuvest) Uma pessoa idosa que tem hipermetropia e presbiopia foi a um oculista que lhe receitou dois pares
de óculos, um para que enxergasse bem os objetos distantes e outro para que pudesse ler um livro a uma
distância confortável de sua vista.

- Hipermetropia: a imagem de um objeto distante se forma atrás da retina.


- Presbiopia: o cristalino perde, por envelhecimento, a capacidade de acomodação e objetos próximos não são
vistos com nitidez.
- Dioptria: a convergência de uma lente, medida em dioptrias, é o inverso da distância focal (em metros) da lente.

Considerando que receitas fornecidas por oculistas utilizam o sinal mais (+) para lentes convergentes e menos (-)
para divergentes, a receita do oculista para um dos olhos dessa pessoa idosa poderia ser,
a) para longe: - 1,5 dioptrias; para perto: + 4,5 dioptrias
b) para longe: - 1,5 dioptrias; para perto: - 4,5 dioptrias
c) para longe: + 4,5 dioptrias; para perto: + 1,5 dioptrias
d) para longe: + 1,5 dioptrias; para perto: - 4,5 dioptrias
e) para longe: + 1,5 dioptrias; para perto: + 4,5 dioptrias

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PROBLEMAS PROPOSTOS - ELETRICIDADE

ELETROSTÁTICA

81. (Uepg 2013) Corpos eletrizados ocorrem naturalmente no nosso cotidiano. Um exemplo desse fenômeno
acontece quando, em dias muito secos, ao tocar-se em um automóvel sentem-se pequenos choques elétricos.
Tais choques são atribuídos ao fato de estarem os automóveis eletricamente carregados. Sobre a natureza dos
corpos (eletrizados ou neutros), assinale o que for correto.
01) Somente quando há desequilíbrio entre o número de prótons e elétrons é que a matéria manifesta suas
propriedades elétricas.
02) Um corpo eletricamente neutro é aquele que não tem cargas elétricas.
04) Se um corpo tem cargas elétricas, ele pode ou não estar eletrizado.
08) Ao serem atritados, dois corpos eletricamente neutros, de materiais diferentes, tornam-se eletrizados com
cargas de mesmo sinal, devido ao princípio de conservação das cargas elétricas.

82. ( cftmg 2014) Um corpo A fica eletrizado positivamente quando atritado em um corpo B e, em seguida, são
colocados em suportes isolantes. Quando as barras metálicas C e D tocam, respectivamente, A e B, ocorre
transferência de
a) elétrons de C para A e de B para D.
b) prótons de A para C e de D para B.
c) elétrons de C para A e prótons de D para B.
d) prótons de A para C e elétrons de B para D.

83. (Fuvest ) Três esferas metálicas, M1, M2 e M3, de mesmo diâmetro e montadas em suportes isolantes, estão
bem afastadas entre si e longe de outros objetos.
Inicialmente M1 e M3 têm cargas iguais, com valor Q, e M2 está descarregada. São realizadas duas operações, na
sequência indicada:

I. A esfera M1 é aproximada de M2 até que ambas fiquem em contato elétrico. A seguir, M 1 é afastada até retornar
à sua posição inicial.
II. A esfera M3 é aproximada de M2 até que ambas fiquem em contato elétrico. A seguir, M 3 é afastada até retornar
à sua posição inicial.

Após essas duas operações, as cargas nas esferas serão cerca de


a) M1 = Q/2; M2 = Q/4; M3 = Q/4
b) M1 = Q/2; M2 = 3Q/4; M3 = 3Q/4
c) M1 = 2Q/3; M2 = 2Q/3; M3 = 2Q/3
d) M1 = 3Q/4; M2 = Q/2; M3 = 3Q/4
e) M1 = Q; M2 = zero; M3 = Q

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84. (Fuvest) Quando se aproxima um bastão B, eletrizado positivamente, de uma esfera metálica, isolada e
inicialmente descarregada, observa-se a distribuição de cargas representada na Figura 1.
Mantendo o bastão na mesma posição, a esfera é conectada à terra por um fio condutor que pode ser ligado a um
dos pontos P, R ou S da superfície da esfera. Indicando por (  ) o sentido do fluxo transitório (∅) de elétrons (se
houver) e por (+), (-) ou (0) o sinal da carga final (Q) da esfera, o esquema que representa ∅ e Q é

85. ( ifsp 2013) Raios são descargas elétricas de grande intensidade que conectam as nuvens de tempestade na
atmosfera e o solo. A intensidade típica de um raio é de 30 mil amperes, cerca de mil vezes a intensidade de um
chuveiro elétrico, e eles percorrem distâncias da ordem de 5 km.

(www.inpe.br/webelat/homepage/menu/el.atm/perguntas.e.respostas.php. Acesso em: 30.10.2012.)

Durante uma tempestade, uma nuvem carregada positivamente se aproxima de um edifício que possui um para-
raios, conforme a figura a seguir

De acordo com o enunciado pode-se afirmar que, ao se estabelecer uma descarga elétrica no para-raios,
a) prótons passam da nuvem para o para-raios.
b) prótons passam do para-raios para a nuvem
c) elétrons passam da nuvem para o para-raios.
d) elétrons passam do para-raios para a nuvem.
e) elétrons e prótons se transferem de um corpo a outro.

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86. (Fuvest) Três pequenos esferas carregadas com cargas de mesmo módulo, sendo A positiva e B e C
negativas, estão presas nos vértices de um triângulo equilátero. No instante em que elas são soltas,
simultaneamente, a direção e o sentido de suas acelerações serão melhor representados pelo esquema:

87. (Udesc) Analise as proposições relacionadas às linhas de campo elétrico e às de campo magnético.
I. As linhas de força do campo elétrico se estendem apontando para fora de uma carga pontual positiva e para
dentro de uma carga pontual negativa.
II. As linhas de campo magnético não nascem nem morrem nos ímãs, apenas atravessam-nos, ao contrário do
que ocorre com os corpos condutores eletrizados que originam os campos elétricos.
III. A concentração das linhas de força do campo elétrico ou das linhas de campo magnético indica,
qualitativamente, onde a intensidade do respectivo campo é maior.

Assinale a alternativa correta.


a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
b) Somente a afirmativa II é verdadeira.
c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

88. (Uftm) O gráfico mostra como varia a força de repulsão entre duas cargas elétricas, idênticas e puntiformes,
em função da distância entre elas.

Considerando a constante eletrostática do meio como k  9  109 N  m2 C2 , determine:


a) o valor da força F.
b) a intensidade das cargas elétricas.

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89. (Pucrj ) Um sistema eletrostático composto por 3 cargas Q1 = Q2 = +Q e Q3 = q é montado de forma a


permanecer em equilíbrio, isto é, imóvel.
Sabendo-se que a carga Q3 é colocada no ponto médio entre Q1 e Q2, calcule q.
a) – 2 Q
b) 4 Q
c) – ¼ Q
d) ½ Q
e) – ½ Q

90. (Fuvest) O campo elétrico de uma carga puntiforme em repouso tem, nos pontos A e B, as direções e
V
sentidos indicados pelas flechas na figura a seguir. O módulo do campo elétrico no ponto B vale 24 . O módulo
m
do campo elétrico no ponto P da figura vale, em volt por metro:

a) 3.
b) 4.
c) 3 2 .
d) 6.
e) 12.

91. (Ita 2014) Considere as afirmações a seguir:

I. Em equilíbrio eletrostático, uma superfície metálica é equipotencial.


II. Um objeto eletrostaticamente carregado induz uma carga uniformemente distribuída numa superfície metálica
próxima quando em equilíbrio eletrostático.
III. Uma carga negativa desloca-se da região de maior para a de menor potencial elétrico.
IV. É nulo o trabalho para se deslocar uma carga teste do infinito até o ponto médio entre duas cargas pontuais de
mesmo módulo e sinais opostos.

Destas afirmações, é (são) correta(s) somente


a) I e II.
b) I, II e III.
c) I, II e IV.
d) I e IV.
e) III.

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92. (Upe 2013) Considere a Terra como uma esfera condutora, carregada uniformemente, cuja carga total é 6,0
8
μC, e a distância entre o centro da Terra e um ponto P na superfície da Lua é de aproximadamente 4 x 10 m. A
9 2 2
constante eletrostática no vácuo é de aproximadamente 9 x 10 Nm /C . É CORRETO afirmar que a ordem de
grandeza do potencial elétrico nesse ponto P, na superfície da Lua vale, em volts,
-2
a) 10
-3
b) 10
-4
c) 10
-5
d) 10
-12
e) 10

93. (Pucrj) Ao colocarmos duas cargas pontuais q1  5,0μC e q2  2,0μC a uma distância d = 30,0 cm,
realizamos trabalho. Determine a energia potencial eletrostática, em joules, deste sistema de cargas pontuais.
Dado: k 0  9  109 Nm2 / C2 .
a) 1
b) 10
−1
c) 3,0  10
−5
d) 2,0  10
−5
e) 5,0  10

94. (Espcex (Aman) 2013) Duas esferas metálicas de raios RA e RB , com RA  RB, estão no vácuo e isoladas
eletricamente uma da outra. Cada uma é eletrizada com uma mesma quantidade de carga positiva.
Posteriormente, as esferas são interligadas por meio de um fio condutor de capacitância desprezível e, após
atingir o equilíbrio eletrostático, a esfera A possuirá uma carga QA e um potencial VA , e a esfera B uma carga
QB e um potencial VB . Baseado nas informações anteriores, podemos, então, afirmar que
a) VA  VB e QA  QB
b) VA  VB e QA  QB
c) VA  VB e QA  QB
d) VA  VB e QA  QB
e) VA  VB e QA  QB

CAPACITORES

95. (Vunesp) Capacitores são elementos de circuito destinados a:


a) armazenar corrente elétrica.
b) permitir a passagem de corrente elétrica de intensidade constante.
c) corrigir as variações de tensão nos aparelhos de televisão.
d) armazenar energia elétrica.
e) nenhuma das afirmações acima é satisfatória.

96. (Unicenp-PR) A eletrostática estuda a obtenção e interação das cargas elétricas em repouso. Analise as
informações abaixo.
I. Na eletrização por atrito, os corpos adquirem cargas elétricas de sinais contrários.
II. O campo elétrico no interior de um condutor eletrizado em equilíbrio eletrostático é nulo.
III. O capacitor é um componente elétrico que tem a função de armazenar cargas elétricas.
Podemos considerar verdadeira(s) a(s) afirmação( ões):
a) II e III
b) nenhuma
c) I e III
d) I e II
e) todas

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97. (PUC-MG) Se dobrarmos a carga acumulada nas placas de um capacitor, a diferença de potencial entre suas
placas ficará:
a) inalterada.
b) multiplicada por quatro.
c) multiplicada por dois.
d) dividida por quatro.
e) dividida por dois.

98. (Enem 2ª aplicação 2010) Atualmente, existem inúmeras opções de celulares com telas sensíveis ao toque
(touchscreen). Para decidir qual escolher, é bom conhecer as diferenças entre os principais tipos de telas
sensíveis ao toque existentes no mercado. Existem dois sistemas básicos usados para reconhecer o toque de
uma pessoa:

- O primeiro sistema consiste de um painel de vidro normal, recoberto por duas camadas afastadas por
espaçadores. Uma camada resistente a riscos é colocada por cima de todo o conjunto. Uma corrente elétrica
passa através das duas camadas enquanto a tela está operacional. Quando um usuário toca a tela, as duas
camadas fazem contato exatamente naquele ponto. A mudança no campo elétrico é percebida, e as
coordenadas do ponto de contato são calculadas pelo computador.
- No segundo sistema, uma camada que armazena carga elétrica é colocada no painel de vidro do monitor.
Quando um usuário toca o monitor com seu dedo, parte da carga elétrica é transferida para o usuário, de modo
que a carga na camada que a armazena diminui. Esta redução é medida nos circuitos localizados em cada
canto do monitor. Considerando as diferenças relativas de carga em cada canto, o computador calcula
exatamente onde ocorreu o toque.

Disponível em: http://eletronicos.hsw.uol.com.br. Acesso em: 18 set. 2010 (adaptado).

O elemento de armazenamento de carga análogo ao exposto no segundo sistema e a aplicação cotidiana


correspondente são, respectivamente,
a) receptores — televisor.
b) resistores — chuveiro elétrico.
c) geradores — telefone celular.
d) fusíveis — caixa de força residencial.
e) capacitores — flash de máquina fotográfica.

99. (FURG) Três capacitores idênticos, cada um de capacitância C , são associados em série. Podemos dizer que
a capacitância equivalente da associação vale:
a)2/C
b) 3C
c) 2C
d) C
e) c/3

100. (UFGD) Dois condutores isolados, A e B, possuem as seguintes características: CA = 8μF, VA = 100V e CB =
2μF, VB = 0 (zero). Se colocarmos os condutores em contato, as cargas QA e QB, após o contato, serão
respectivamente;
a) 200μC e 600μC
b) 640μC e 160μC
c) 300μC e 400μC
d) 200μC e 400μC
e) 300μC e 600μC

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101. (Ufpr) Capacitores são dispositivos que podem armazenar energia quando há um campo elétrico em seu
interior, o qual é produzido por cargas elétricas depositadas em suas placas. O circuito ao lado é formado por
 
um capacitor C de capacitância 2F e por duas fontes de fem, consideradas ideais, com 1 = 10 V e 2 = 15 V.

Assinale a alternativa correta para a energia elétrica armazenada no capacitor C.


-6
a) 625 x 10 J.
-6
b) 225 x 10 J.
-6
c) 25 x 10 J.
-6
d) 50 x 10 J.
-6
e) 75 x 10 J.

ELETRODINÂMICA

102. (Pucrj ) O gráfico abaixo apresenta a medida da variação de potencial em função da corrente que passa em
um circuito elétrico.

Podemos dizer que a resistência elétrica deste circuito é de:


a) 2,0 m
b) 0,2 
c) 0,5 
d) 2,0 k
e) 0,5 k

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103. (Fuvest) O filamento de uma lâmpada incandescente, submetido a uma tensão U, é percorrido por uma
corrente de intensidade i. O gráfico abaixo mostra a relação entre i e U.

As seguintes afirmações se referem a essa lâmpada.


I. A resistência do filamento é a mesma para qualquer valor da tensão aplicada.
II. A resistência do filamento diminui com o aumento da corrente.
III. A potência dissipada no filamento aumenta com o aumento da tensão aplicada.

Dentre essas afirmações, somente


a) I está correta.
b) II está correta.
c) III está correta.
d) I e III estão corretas.
e) II e III estão corretas.

104. (Fuvest) Dispondo de pedaços de fios e 3 resistores de mesma resistência, foram montadas as conexões
apresentadas a seguir. Dentre essas, aquela que apresenta a maior resistência elétrica entre seus terminais é

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105. (Pucrj 2013)

No circuito mostrado na figura, a diferença de potencial entre os pontos B e A vale, em Volts:


a) 3,0
b) 1,0
c) 2,0
d) 4,5
e) 0,75

106. (Pucrj 2013) Um determinado circuito é composto de uma bateria de 12,0 V e mais quatro resistores,
dispostos como mostra a figura.

a) Determine a corrente elétrica no ponto A indicado na figura.


b) Determine a diferença de potencial entre os pontos B e C apresentados na figura.

107. (Fuvest) Uma estudante quer utilizar uma lâmpada (dessas de lanterna de pilhas) e dispõe de uma bateria
de 12 V. A especificação da lâmpada indica que a tensão de operação é 4,5 V e a potência elétrica utilizada
durante a operação é de 2,25 W. Para que a lâmpada possa ser ligada à bateria de 12 V, será preciso colocar
uma resistência elétrica, em série, de aproximadamente

a) 0,5 Ω

b) 4,5 Ω

c) 9,0 Ω

d) 12 Ω

e) 15 Ω

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108. (Fuvest) Ganhei um chuveiro elétrico de 6050W - 220V. Para que esse chuveiro forneça a mesma potência
na minha instalação, de 110V, devo mudar a sua resistência para o seguinte valor, em ohms:
a) 0,5
b) 1,0
c) 2,0
d) 4,0
e) 8,0

109. (Fuvest) Um circuito é formado de duas lâmpadas L1 e L2, uma fonte de 6V e uma resistência R, conforme
desenhado na figura. As lâmpadas estão acesas e funcionando em seus valores nominais (L 1: 0,6W e 3V e L2:
0,3W e 3V).

O valor da resistência R é:
a) 15 Ω
b) 20 Ω
c) 25 Ω
d) 30 Ω
e) 45 Ω

110. (Fuvest) A figura a seguir representa uma bateria elétrica F, uma lâmpada L e um elemento C, cuja
resistência depende da intensidade luminosa que nele incide. Quando incide luz no elemento C, a lâmpada L
acende.
Quando L acende:

a) a resistência elétrica de L mantém-se igual à de C.


b) a resistência elétrica de L diminui.
c) a resistência elétrica de C cresce.
d) a resistência elétrica de C diminui.
e) ambas as resistências de L e C diminuem.

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111. (Fuvest) Um raio proveniente de uma nuvem transportou para o solo uma carga de 10 C sob uma diferença
de potencial de 100 milhões de volts. A energia liberada por esse raio é
(Note e adote: 1 J  3  10 7 kWh. )
a) 30 MWh.
b) 3 MWh.
c) 300 kWh.
d) 30 kWh.
e) 3 kWh.

112. (Fuvest) Energia elétrica gerada em Itaipu é transmitida da subestação de Foz do Iguaçu (Paraná) a Tijuco
Preto (São Paulo), em alta tensão de 750 kV, por linhas de 900 km de comprimento. Se a mesma potência fosse
transmitida por meio das mesmas linhas, mas em 30 kV, que é a tensão utilizada em redes urbanas, a perda de
energia por efeito Joule seria, aproximadamente,
a) 27.000 vezes maior.
b) 625 vezes maior.
c) 30 vezes maior.
d) 25 vezes maior.
e) a mesma.

113. (Fuvest) Na maior parte das residências que dispõem de sistemas de TV a cabo, o aparelho que decodifica
o sinal permanece ligado sem interrupção, operando com uma potência aproximada de 6 W, mesmo quando a TV
não está ligada. O consumo de energia do decodificador, durante um mês (30 dias), seria equivalente ao de uma
lâmpada de 60 W que permanecesse ligada, sem interrupção, durante
a) 6 horas.
b) 10 horas.
c) 36 horas.
d) 60 horas.
e) 72 horas.

114. (Espcex (Aman) 2013) A pilha de uma lanterna possui uma força eletromotriz de 1,5 V e resistência interna
de 0,05 Ω. O valor da tensão elétrica nos polos dessa pilha quando ela fornece uma corrente elétrica de 1,0 A a
um resistor ôhmico é de
a) 1,45 V
b) 1,30 V
c) 1,25 V
d) 1,15 V
e) 1,00 V

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ELETROMAGNETISMO

115. (Fuvest) Em uma aula de laboratório, os estudantes foram divididos em dois grupos. O grupo A fez
experimentos com o objetivo de desenhar linhas de campo elétrico e magnético. Os desenhos feitos estão
apresentados nas figuras I, II, III e IV abaixo.

Aos alunos do grupo B, coube analisar os desenhos produzidos pelo grupo A e formular hipóteses. Dentre elas, a
única correta é que as figuras I, II, III e IV podem representar, respectivamente, linhas de campo
a) eletrostático, eletrostático, magnético e magnético.
b) magnético, magnético, eletrostático e eletrostático.
c) eletrostático, magnético, eletrostático e magnético.
d) magnético, eletrostático, eletrostático e magnético.
e) eletrostático, magnético, magnético e magnético.

116. (Fuvest) Um imã, em forma de barra, de polaridade N (norte) e S (sul), é fixado numa mesa horizontal. Um
outro imã semelhante, de polaridade desconhecida, indicada por A e T, quando colocado na posição mostrada na
figura 1, é repelido para a direita. Quebra-se esse imã ao meio e, utilizando as duas metades, fazem-se quatro
experiências, representadas nas figuras I, II, III e IV, em que as metades são colocadas, uma de cada vez, nas
proximidades do imã fixo.

Indicando por "nada" a ausência de atração ou repulsão da parte testada, os resultados das quatro experiências
são, respectivamente,
a) I - repulsão; II - atração; III - repulsão; IV - atração.
b) I - repulsão; II - repulsão; III - repulsão; IV - repulsão.
c) I - repulsão; II - repulsão; III - atração; IV - atração.
d) I - repulsão; II - nada; III - nada; IV - atração.
e) I - atração; II - nada; III - nada; IV - repulsão.
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117. (Fuvest) Raios cósmicos são partículas de grande velocidade, proveniente do espaço, que atingem a Terra
de todas as direções. Sua origem é, atualmente, objeto de estudos. A Terra possui um campo magnético
semelhante ao criado por um ímã em forma de barra cilíndrica, cujo eixo coincide com o eixo magnético da Terra.
Uma partícula cósmica P com carga elétrica positiva, quando ainda longe da Terra, aproxima-se percorrendo uma
reta que coincide com o eixo magnético da Terra, como mostra a figura adiante. Desprezando a atração
gravitacional, podemos afirmar que a partícula, ao se aproximar da Terra:

a) aumenta sua velocidade e não se desvia de sua trajetória retilínea.


b) diminui sua velocidade e não se desvia de sua trajetória retilínea.
c) tem sua trajetória desviada para Leste.
d) tem sua trajetória desviada para Oeste.
e) não altera sua velocidade nem se desvia de sua trajetória retilínea.

118. (Uepg) Cargas elétricas em movimento originam campo magnético. Quando uma carga elétrica encontra-se
em movimento, em um campo magnético, há uma interação entre esse campo e o campo originado pela carga.
Essa interação é manifestada por uma força que age na carga elétrica, a qual é denominada força magnética.

Sobre força magnética, assinale o que for correto.


01) O sentido da força magnética depende do sinal da carga em movimento.
02) A direção da força magnética, sobre uma carga em movimento, é perpendicular ao plano formado pelo vetor
velocidade da carga e pelo vetor indução magnética.
04) Quando uma carga elétrica é lançada perpendicularmente em direção de um campo magnético uniforme, a
carga descreverá uma trajetória circular.
08) A força magnética sobre uma carga elétrica movendo-se, em uma direção paralela à direção do campo
magnético uniforme, é nula.
16) Entre dois condutores retos e extensos, percorridos por correntes elétricas, a força magnética entre eles será
repulsiva se as correntes tiverem o mesmo sentido.

119. (Ucs 2012) Dentro do tubo de imagem de um televisor, a corrente elétrica, numa bobina, aplica sobre um
elétron passante um campo magnético de 5  10 4 T, de direção perpendicular à direção da velocidade do elétron,
o qual recebe uma força magnética de 1 10 14 N. Qual o módulo da velocidade desse elétron? (Considere o
módulo da carga do elétron como 1,6  1019 C. )
a) 3,34  103 m s
b) 1,60  105 m s
c) 7,60  106 m s
d) 4,33  107 m s
e) 1,25  108 m s

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120. (Fuvest) Um feixe de elétrons, todos com mesma velocidade, penetra em uma região do espaço onde há
um campo elétrico uniforme entre duas placas condutoras, planas e paralelas, uma delas carregada positivamente
e a outra, negativamente. Durante todo o percurso, na região entre as placas, os elétrons têm trajetória retilínea,
perpendicular ao campo elétrico.
Ignorando efeitos gravitacionais, esse movimento é possível se entre as placas houver, além do campo elétrico,
também um campo magnético, com intensidade adequada e
a) perpendicular ao campo elétrico e à trajetória dos elétrons.
b) paralelo e de sentido oposto ao do campo elétrico.
c) paralelo e de mesmo sentido que o do campo elétrico.
d) paralelo e de sentido oposto ao da velocidade dos elétrons.
e) paralelo e de mesmo sentido que o da velocidade dos elétrons.

121. (Fuvest) Aproxima-se um ímã de um anel metálico fixo em um suporte isolante, como mostra a figura. O
movimento do ímã, em direção ao anel,

a) não causa efeitos no anel.


b) produz corrente alternada no anel.
c) faz com que o polo sul do ímã vire polo norte e vice versa.
d) produz corrente elétrica no anel, causando uma força de atração entre anel e ímã.
e) produz corrente elétrica no anel, causando uma força de repulsão entre anel e ímã.

122. (Uerj 2013) Um transformador que fornece energia elétrica a um computador está conectado a uma rede
elétrica de tensão eficaz igual a 120 V.
A tensão eficaz no enrolamento secundário é igual a 10 V, e a corrente eficaz no computador é igual a 1,2 A.
Estime o valor eficaz da corrente no enrolamento primário do transformador.

82
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PROBLEMAS PROPOSTOS - ONDULATÓRIA

123. (Fuvest) Em um ponto fixo do espaço, o campo elétrico de uma radiação eletromagnética tem sempre a
mesma direção e oscila no tempo, como mostra o gráfico abaixo, que representa sua projeção E nessa direção
fixa; E é positivo ou negativo conforme o sentido do campo.

Radiação eletromagnética Frequência f (Hz)


6
Rádio AM 10
8
TV (VHF) 10
10
micro-onda 10
12
infravermelha 10
14
visível 10
16
ultravioleta 10
18
raios X 10

raios 
20
10

Consultando a tabela acima, que fornece os valores típicos de frequência f para diferentes regiões do espectro
eletromagnético, e analisando o gráfico de E em função do tempo, é possível classificar essa radiação como
a) infravermelha.
b) visível.
c) ultravioleta.
d) raio X.
e) raio  .

83
FÍSICA – Prof. Robson

124. (Fuvest) Um estudo de sons emitidos por instrumentos musicais foi realizado, usando um microfone ligado a
um computador. O gráfico a seguir, reproduzido da tela do monitor, registra o movimento do ar captado pelo
microfone, em função do tempo, medido em milissegundos, quando se toca uma nota musical em um violino.

Nota dó ré mi fá sol lá si
Frequência
262 294 330 349 388 440 494
(HZ)

Consultando a tabela acima, pode-se concluir que o som produzido pelo violino era o da nota
-3
Dado: 1 ms = 10 s
a) dó.
b) mi.
c) sol.
d) lá.
e) si.

125. (Fuvest) Um grande aquário, com paredes laterais de vidro, permite visualizar, na superfície da água, uma
onda que se propaga. A figura representa o perfil de tal onda no instante T 0. Durante sua passagem, uma boia, em
dada posição, oscila para cima e para baixo e seu deslocamento vertical (y), em função do tempo, está
representado no gráfico.

Com essas informações, é possível concluir que a onda se propaga com uma velocidade, aproximadamente, de
a) 2,0 m/s
b) 2,5 m/s
c) 5,0 m/s
d) 10 m/s
e) 20 m/s

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126. (Fuvest) A figura abaixo representa imagens instantâneas de duas cordas flexíveis idênticas, C1 e C 2 ,
tracionadas por forças diferentes, nas quais se propagam ondas.

Durante uma aula, estudantes afirmaram que as ondas nas cordas C1 e C 2 têm:

I. A mesma velocidade de propagação.


II. O mesmo comprimento de onda.
III. A mesma frequência.

t
Note e adote: A velocidade de propagação de uma onda transversal em uma corda é igual a , sendo T a

tração na corda e  , a densidade linear da corda.

Está correto apenas o que se afirma em


a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.

127. (Fuvest) Uma fonte emite ondas sonoras de 200 Hz. A uma distância de 3400 m da fonte está instalado um
aparelho que registra a chegada das ondas através do ar e as remete de volta através de um fio metálico retilíneo.
O comprimento dessas ondas no fio é 17 m. Qual o tempo de ida e volta das ondas?
Dado: velocidade do som no ar = 340 m/s
a) 11 s
b) 17 s
c) 22 s
d) 34 s
e) 200 s

128. (Fuvest ) Uma onda sonora, propagando-se no ar com frequência "f", comprimento de onda "ë" e velocidade
"v", atinge a superfície de uma piscina e continua a se propagar na água.
Nesse processo, pode-se afirmar que:
a) apenas "f" varia.
b) apenas "v" varia.
c) apenas "f" e "ë" variam.
d) apenas "ë" e "v" variam.
e) apenas "f" e "v" variam.

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129. (Fuvest ) Uma flauta andina, ou flauta de pã, é constituída por uma série de tubos de madeira, de
comprimentos diferentes, atados uns aos outros por fios vegetais. As extremidades inferiores dos tubos são
fechadas. A frequência fundamental de ressonância em tubos desse tipo corresponde ao comprimento de onda
igual a 4 vezes o comprimento do tubo. Em uma dessas flautas, os comprimentos dos tubos correspondentes,
respectivamente, às notas Mi (660 Hz) e Lá (220 Hz) são, aproximadamente,
(Note e adote: A velocidade do som no ar é igual a 330 m/s.)
a) 6,6 cm e 2,2 cm.
b) 22 cm e 5,4 cm.
c) 12 cm e 37 cm.
d) 50 cm e 1,5 m.
e) 50 cm e 16 cm.

130. (Fuvest) Considerando o fenômeno de ressonância, o ouvido humano deveria ser mais sensível a ondas
sonoras com comprimentos de onda cerca de quatro vezes o comprimento do canal auditivo externo, que mede,
em média, 2,5cm. Segundo esse modelo, no ar, onde a velocidade de propagação do som é 340m/s, o ouvido
humano seria mais sensível a sons com frequências em torno de
a) 34 Hz
b) 1320 Hz
c) 1700 Hz
d) 3400Hz
e) 6800 Hz

131. (Fuvest) Um músico sopra a extremidade aberta de um tubo de 25cm de comprimento, fechado na outra
extremidade, emitindo um som na frequência f=1.700Hz. A velocidade do som no ar, nas condições do
experimento, é v=340m/s. Dos diagramas a seguir, aquele que melhor representa a amplitude de deslocamento da
onda sonora estacionária, excitada no tubo pelo sopro do músico é:

132. (Unaerp) Além do dano que podem causar à audição, os sons fortes têm vários outros efeitos físicos. Sons
de 140 decibéis (dB) (som de um avião a jato pousando) podem produzir numerosas sensações desagradáveis;
entre elas, perda de equilíbrio e náusea. A unidade Bel (B), utilizada no texto, representa:
a) a frequência do som.
b) a intensidade física do som.
c) o nível sonoro do som.
d) a potência do som.
e) o timbre do som.

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133. (Fuvest)

Uma onda sonora considerada plana, proveniente de uma sirene em repouso, propaga-se no ar parado, na
direção horizontal, com velocidade V igual a 330m/s e comprimento de onda igual a 16,5cm. Na região em que a
onda está se propagando, um atleta corre, em uma pista horizontal, com velocidade U igual a 6,60m/s, formando
°
um ângulo de 60 com a direção de propagação da onda. O som que o atleta ouve tem frequência aproximada de
a) 1960 Hz
b) 1980 Hz
c) 2000 Hz
d) 2020 Hz
e) 2040 Hz

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PROBLEMAS PROPOSTOS - TERMOLOGIA

134. (Fuvest )

Para ilustrar a dilatação dos corpos, um grupo de estudantes apresenta, em uma feira de ciências, o instrumento
esquematizado na figura acima. Nessa montagem, uma barra de alumínio com 30cm de comprimento está
apoiada sobre dois suportes, tendo uma extremidade presa ao ponto inferior do ponteiro indicador e a outra
encostada num anteparo fixo. O ponteiro pode girar livremente em torno do ponto O, sendo que o comprimento de
sua parte superior é 10cm e, o da inferior, 2cm. Se a barra de alumínio, inicialmente à temperatura de 25 ºC, for
aquecida a 225 ºC, o deslocamento da extremidade superior do ponteiro será, aproximadamente, de

Note e adote: Coeficiente de dilatação linear do alumínio: 2  10 5 º C1


a) 1 mm.
b) 3 mm.
c) 6 mm.
d) 12 mm.
e) 30 mm.

135. (Fuvest) Em um freezer, muitas vezes, é difícil repetir a abertura da porta, pouco tempo após ter sido
fechado, devido à diminuição da pressão interna. Essa diminuição ocorre porque o ar que entra, à temperatura
°
ambiente, é rapidamente resfriado até a temperatura de operação, em torno de - 18 C. Considerando um freezer
°
doméstico, de 280 l, bem vedado, em um ambiente a 27 C e pressão atmosférica P0, a pressão interna poderia
atingir o valor mínimo de:
Considere que todo o ar no interior do freezer, no instante em que a porta é fechada, está à temperatura do
ambiente.
a) 35% de P0
b) 50% de P0
c) 67% de P0
d) 85% de P0
e) 95% de P0

°
136. (Fuves) Um aquecedor elétrico é mergulhado em um recipiente com água a 10 C e, cinco minutos depois, a
°
água começa a ferver a 100 C. Se o aquecedor não for desligado, toda a água irá evaporar e o aquecedor será
danificado. Considerando o momento em que a água começa a ferver, a evaporação de toda a água ocorrerá em
um intervalo de aproximadamente
°
Calor específico da água = 1,0 cal/(g C)
Calor de vaporização da água = 540 cal/g
Desconsidere perdas de calor para o recipiente, para o ambiente e para o próprio aquecedor.
a) 5 minutos.
b) 10 minutos.
c) 12 minutos.
d) 15 minutos.
e) 30 minutos.

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137. (Fuvest) Considere uma máquina térmica em que n moles de um gás ideal executam o ciclo indicado no
gráfico pressão P versus volume V.

Sendo T a temperatura do gás, considere as relações:


I) Ta = 4Tc e Tb = Td
II) Ta = Tc e Tb = 4Td

Sendo W o trabalho realizado pelo gás no trecho correspondente, considere as relações


III) │ Wab │ = │ Wcd │
IV) │ Wab │ > │ Wcd │

Estão corretas as relações:


a) I e III
b) I e IV
c) II e III
d) II e IV
e) somente III

138. (Fuvest) Um congelador doméstico ("freezer") está regulado para manter a temperatura de seu interior a - 18
° °
C. Sendo a temperatura ambiente igual a 27 C (ou seja, 300 K), o congelador é aberto e, pouco depois, fechado
novamente. Suponha que o "freezer" tenha boa vedação e que tenha ficado aberto o tempo necessário para o ar
°
em seu interior ser trocado por ar ambiente. Quando a temperatura do ar no "freezer" voltar a atingir - 18 C, a
pressão em seu interior será:
a) cerca de 150% da pressão atmosférica.
b) cerca de 118% da pressão atmosférica.
c) igual à pressão atmosférica.
d) cerca de 85% da pressão atmosférica.
e) cerca de 67% da pressão atmosférica.

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°
139. (Fuvest) Um bloco de gelo que inicialmente está a uma temperatura inferior a 0 C recebe energia a uma
razão constante, distribuída uniformemente por toda sua massa. Sabe-se que o valor específico do gelo vale
aproximadamente metade do calor específico da água. O gráfico que melhor representa a variação de
°
temperatura T (em C) do sistema em função do tempo t (em s) é:

140. (Fuvest) Enche-se uma seringa com pequena quantidade de água destilada a uma temperatura um pouco
abaixo da temperatura de ebulição. Fechando o bico, como mostra a figura A a seguir, e puxando rapidamente o
êmbolo, verifica-se que a água entra em ebulição durante alguns instantes (veja figura B). Podemos explicar este
fenômeno considerando que:

a) na água há sempre ar dissolvido e a ebulição nada mais é do que a transformação do ar dissolvido em vapor.
b) com a diminuição da pressão a temperatura de ebulição da água fica menor do que a temperatura da água na
seringa.
c) com a diminuição da pressão há um aumento da temperatura da água na seringa.
d) o trabalho realizado com o movimento rápido do êmbolo se transforma em calor que faz a água ferver.
e) calor específico da água diminui com a diminuição da pressão.

2
141. (Fuvest) Uma piscina com 40 m de área contém água com uma profundidade de 1,0 m. Se a potência
2
absorvida da radiação solar, por unidade de área, for igual a 836 W/m , o tempo de exposição necessário para
° °
aumentar a temperatura da água de 17 C a 19 C será aproximadamente:
a) 100 segundos.
b) 10.000 segundos.
c) 1.000.000 segundos.
d) 2.500 segundos.
e) 25.000 segundos.

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142. (Upf) Uma amostra de um gás ideal se expande duplicando o seu volume durante uma transformação
isobárica e adiabática. Considerando que a pressão experimentada pelo gás é 5  106 Pa e seu volume inicial
2  105 m3 , podemos afirmar:
a) O calor absorvido pelo gás durante o processo é de 25 cal.
b) O trabalho efetuado pelo gás durante sua expansão é de 100 cal.
c) A variação de energia interna do gás é de –100 J.
d) A temperatura do gás se mantém constante.
e) Nenhuma das anteriores.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Os materiais granulares são conjuntos com grande número de partículas macroscópicas e têm papel fundamental
em indústrias como a de mineração e construção na agricultura. As interações entre os grãos são tipicamente
repulsivas e inelásticas, decorrendo a dissipação de energia principalmente das forças de atrito. Em muitas
ocasiões, os sistemas granulares não se comportam como gases, líquidos ou sólidos. Eles podem ser
considerados apropriadamente como outro estado da matéria. Por exemplo, uma pilha de grãos estável se
comporta como um sólido. Se a altura dessa pilha aumentar acima de certo valor, os grãos começam a fluir. No
entanto, o fluxo não será como em um líquido, porque tal fluxo somente se dará em uma camada na superfície da
pilha, enquanto os grãos, no seu interior, ficarão em repouso.

Revista Brasileira do Ensino de Física, v. 30, n.º 1, 2008 (com adaptações).

143. (Unb) Suponha que uma colheitadeira de grãos que se comporta como uma máquina térmica de Carnot
funcione entre as temperaturas de 27 ºC e 327 ºC, a partir de uma potência recebida de 1.000 W. Calcule, em
joules, a quantidade máxima de energia que essa máquina pode transformar em trabalho mecânico em 1
segundo. Para a marcação no caderno de respostas, despreze, caso exista, a parte fracionária do resultado final
obtido, após realizar todos os cálculos solicitados.

A figura a seguir representa o ciclo de Carnot, para um gás ideal.


Nessas condições, é correto afirmar:

(01) Na compressão adiabática, a energia interna do gás diminui.


(02) Na expansão isotérmica, o gás recebe calor de uma das fontes.
(04) Na expansão adiabática, a temperatura do gás diminui.
(08) Na compressão isotérmica, a energia interna do gás diminui.
(16) Na transformação cíclica, o gás atinge o equilíbrio térmico com a fonte quente, antes de reiniciar novo ciclo.

Soma ( )

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