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PCMAT

PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO


NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

FASE 1
_____________________________________________________________

Documento Base
Abrangência: OBRA: FMC TECHNOLOGIES DO BRASIL LTDA – PAVUNA - RJ.
Frente de trabalho: Av. Coronel Phidias Távora nº 231 – Pavuna – Rio de Janeiro - RJ, CEP: 21.535-510.

Fevereiro / 2019

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Quadro de Atualização e Acompanhamento do Programa.

Vencimento
Numero da Revisão Motivo
Mês /Ano Mês /Ano
00 Documento base Fevereiro de 2019 Janeiro de 2020

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Índice:

1. IDENTIFICAÇÃO: .......................................................................................................................... 5
2. INTRODUÇÃO: .............................................................................................................................. 6
3. OBJETIVO: ..................................................................................................................................... 6
4. BENEFÍCIOS DA IMPLANTAÇÃO DO PCMAT: ....................................................................... 6
4.1. POLITICA DE SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO: ................................................. 7
5. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA: ........................................ 7
6. ÁREAS DE VIVÊNCIA .................................................................................................................. 8
7. MAQUINAS E EQUIPAMENTOS:. ............................................................................................ 16
8. SINALIZAÇÃO: ............................................................................................................................ 18
9. RISCOS GERAIS DE ACIDENTES E SEU CONTROLE: ......................................................... 22
10. MEMORIAL DAS CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO.............................. 22
11. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL / PROTEÇÃO COLETIVA:. .................. 24
12. PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS: ............................................................................. 28
13. PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA: ................................................................................. 28
14. PROGRAMA EDUCATIVO DE TREINAMENTO: ................................................................. 29
15. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DAS MEDIDAS PREVENTIVAS 2019/2020:......... 30
16. COMUNICAÇÃO PRÉVIA ........................................................................................................ 38
17. CONSIDERAÇÕES FINAIS:...................................................................................................... 38
18. ELABORAÇÃO: ......................................................................................................................... 38
19. BIBLIOGRAFIA: ........................................................................................................................ 39
20. ANEXOS: .................................................................................................................................... 39

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DOCUMENTO BASE
CRONOGRAMA / 2019-2020:

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1. IDENTIFICAÇÃO :
Nome: AET ATLÂNTICA ENGENHARIA E TERRAPLANAGEM LTDA
CNPJ: 29.227.931/0001-09
CNAE: 42.99-5-99 Grau de Risco: 3
Atividade: Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente.
Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 – Bl 1 / Sl 223 e 224 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro / RJ.
CEP: 22.775-001

FRENTE DE TRABALHO

DADOS DA EMPRESA CONTRATANTE


Nome: FMC TECHNOLOGIES DO BRASIL LTDA.
CNPJ: 48.122.295/0024-91 - FILIAL
CNAE (SECUNDÁRIO): 71.12-0-00 Grau de Risco: 1
Atividade: Serviços de Engenharia

DADOS DA OBRA

Abrangência: OBRA: FMC TECHNOLOGIES DO BRASIL LTDA – PAVUNA - RJ.


Frente de trabalho: Av. Coronel Phidias Távora nº 231 – Pavuna – Rio de Janeiro - RJ, CEP: 21.535-510.
Atividades na frente de trabalho: Serviços de escavação, demolição do piso aonde fica a laje, reaproveita-
mento do material no aterramento do piso, colocação de piso Inter travado utilizando maquina acabadora de
piso.

N° Funcionários: 34 Masculino: 33 Feminino: 01


Número previsto de Trabalhadores: 100

1.2. CORPO TÉCNICO RESPONSÁVEL PALA ELABORAÇÃO DO PCMAT:


 Eco Ambiental Assessoria em Segurança e Medicina do Trabalho Ltda.

❑ Júlio César Lagoeiro de Magalhães


Engenheiro Químico e de Segurança do Trabalho
CREA RJ 1989105239
Registro Nacional: 200171673-7

❑ Jairton de Oliveira
Técnico de Segurança do Trabalho
Reg DRT/ RJ 002436-8 / MTE

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2. INTRODUÇÃO:
O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT), estabelece
diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, com o objetivo de implementar proce-
dimentos preventivos relacionados às condições de trabalho na construção civil.
O documento define as medidas e procedimentos de segurança do trabalho que serão implementadas durante
a execução das etapas da obra, buscando a preservação adequada dos recursos humanos, bens e equipamen-
tos, possibilitando que níveis apropriados de qualidade de vida associados a uma maior produtividade sejam
alcançados.
Essa ações foram regulamentadas a partir da entrada em vigor da Portaria nº 04, de 04/07/95, trazendo em
seu conteúdo o novo texto da Norma Regulamentadora de número 18, NR – 18.

3. OBJETIVO:
O objetivo do PCMAT insere-se no contexto maior da Política de Segurança e Saúde Ocupacional da empre-
sa, que contempla: garantir um ambiente laboral saudável e seguro para os trabalhadores preservando a sua
saúde e integridade através do controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir
localmente; promover a melhoria permanente dos ambientes de trabalho, visando criar condições mais favo-
ráveis ao desempenho das atividades profissionais; difundir a mentalidade prevencionista entre todos os ní-
veis hierárquicos da empresa, gerando o comprometimento das pessoas envolvidas com a aplicação, manu-
tenção e melhoria de controle dos agentes ambientais.
A importância do PCMAT está no fato de que, ao se planejarem as ações e medidas de segurança do trabalho
a serem implementadas, estas se constituirão em um trabalho preventivo, evitando-se as medidas que, além
de provocar atrasos nos serviços, permitem a ocorrência de acidentes antes das correções necessárias.
No caso presente é patente a necessidade de implantação e observância do PCMAT, uma vez que se trata de
obra civil de grande dimensão.

4. BENEFÍCIOS DA IMPLANTAÇÃO DO PCMAT:


A implantação do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção traz em
seu bojo uma série de benefícios, quais sejam:
• Trabalhadores protegidos e melhor qualificados resultam em redução de desperdício;
• Marketing de uma imagem positiva da empresa junto à sociedade e aos clientes, visto que seus reflexos
imediatos traduzem-se em obras limpas, organizadas e seguras;
• Aumento da produtividade;
• Diminuição dos índices de perdas, paradas e custos nos canteiros de obras;
• Redução do número de acidentes nos canteiros;
• Melhoria da qualidade do ambiente de trabalho e de vida de todos os envolvidos;
• Aumento da competitividade e da lucratividade;
• O canteiro mal projetado, desorganizado, sujo e sem condições, bem como a má qualidade das áreas de
vivência, das vias de circulação e da estocagem de materiais, gera uma desmotivação, induzindo o ope-
rário a trabalhar mal;
• Máquinas adequadas e equipamentos com boa manutenção, operados por funcionários treinados, evitam
a morte ou a invalidez, bem como garantem produtos com melhor qualidade;
• Os fatores que ocasionam acidentes também causam perdas na produção e problemas de qualidade e
custo;
• Impossível dissociar segurança e meio ambiente de qualidade, existindo qualidade de vida entre as pes-
soas que fazem produtos e serviços, haverá qualidade nos produtos e serviços resultantes;
• O cumprimento das determinações constantes da NR-18 é um passo fundamental para a modernização
da construção civil.

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4.1. POLÍTICA DE SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO:
O planejamento de segurança visa manter a saúde e a integridade física dos funcionários, através, entre ou-
tras coisas, da manutenção de equipamentos e máquinas, evitando assim acidentes, conforme mandam as leis
ministeriais do trabalho.
A Atlântica Engenharia e Terraplanagem Ltda. é uma empresa que presta serviços de Outras Obras de Enge-
nharia Civil não Especificada Anteriormente, atividade na qual se encontram presentes vários fatores que
podem causar acidentes físicos.
Nesse processo produtivo, os funcionários podem vir a ser acometidos por doenças ocupacionais, ou sofrer
acidentes de baixa ou alta gravidade.

5. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA:


5.1 A empresa que possuir, na mesma cidade, 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho com
menos de 70 (setenta) empregados deve organizar CIPA centralizada.
5.2 A CIPA centralizada será composta de representantes do empregador e dos empregados, devendo ter pelo
menos 1 (um) representante titular e 1 (um) suplente por grupo de até 50 (cinqüenta) empregados em cada
canteiro de obra ou frente de trabalho, respeitando-se a paridade prevista na NR-5.
5.3 A empresa que possuir 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frente de trabalho com 70 (setenta) ou mais
empregados em cada estabelecimento, fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento.
5.4 Ficam desobrigados de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 (cento e
oitenta) dias, devendo, para o atendimento do disposto neste subitem, ser constituída comissão provisória de
prevenção de acidentes, com eleição paritária de 1 (um) membro efetivo e 1 (um) suplente, a cada grupo de
50 (cinqüenta) trabalhadores.
5.5 As empresas que possuam equipes de trabalho itinerantes deverão considerar como
estabelecimento a sede da equipe.
5.6 As subempreiteiras que, pelo número de empregados, não se enquadrarem no subitem 5.3 participarão
com, no mínimo, 1 (um) representante das reuniões do curso da CIPA e das inspeções realizadas pela CIPA
da contratante.
5.7 Aplicam-se às empresas da indústria da construção as demais disposições previstas na NR-5, naquilo em
que não conflitarem com o disposto neste subitem.

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6. ÁREAS DE VIVÊNCIA:
De acordo com a NR-18.4 da portaria 3214/78 este canteiro de obras tem em funcionamento:

A ATIVIDADE DA FRENTE DE TRABALHO:

• Serviços de escavação, demolição do piso aonde fica a laje, reaproveitamento do material no aterra-
mento do piso, colocação de piso Inter travado utilizando maquina acabadora de piso.
A AET - Atlântica Engenharia e Terraplanagem Ltda / Executa serviços de terraplenagem, realizando as
alterações necessárias no terreno para receber uma construção.

Dentre os serviços de terraplenagem temos:


- Escavação;
- Aterro;
- Aterro Compactado;
- Corte e Compensação;
- Limpeza;
- Recomposição de Taludes;
- Nivelamento;

6.1. O canteiro de obras dispõe de:

a) instalações sanitárias;
b) vestiário;
c) alojamento (não Existe);
d) local de refeições;
e) Não existe cozinha, para preparo de refeições pois os funcionarios recebem tickets;
f) Não existe ambulatório, pois se tratar de frentes de trabalho com menos 50 (cinqüenta) trabalhadores.

6.1.1. As áreas de vivência devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza.

6.1.2. Instalações móveis, inclusive contêineres, serão aceitas em áreas de vivência de canteiro de obras e
frentes de trabalho, desde que, cada módulo:
a) possua área de ventilação natural, efetiva, de no mínimo 15% (quinze por cento) da área do piso, composta
por, no mínimo, duas aberturas adequadamente dispostas para permitir eficaz ventilação interna.
b) garanta condições de conforto térmico;
c) possua pé direito mínimo de 2,40m (dois metros e quarenta centímetros);
d) garanta os demais requisitos mínimos de conforto e higiene estabelecidos nesta NR;
e) possua proteção contra riscos de choque elétrico por contatos indiretos, além do aterramento elétrico.

6.1..3. Nas instalações móveis, inclusive contêineres, destinadas a alojamentos com camas duplas, tipo beli-
che, a altura livre entre uma cama e outra é, no mínimo, de 0,90m (noventa centímetros).

6.1.4. Tratando-se de adaptação de contêineres, originalmente utilizados no transporte ou acondicionamento


de cargas, deverá ser mantido no canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho e do sindicato
profissional, laudo técnico elaborado por profissional legalmente habilitado, relativo a ausência de riscos
químicos, biológicos e físicos (especificamente para radiações) com a identificação da empresa responsável
pela adaptação.

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6.2 - Instalações Provisórias:
A Atlântica Engenharia e Terraplanagem, Obra: FMC Technologies do Brasil Ltda – Pavuna - RJ.
FASE I, alvernaria e conatainer.

6.2.1. Normas e Recomendações para Instalações:

6.2.1.2. Para a instalação de cada tipo de container é necessário seguir recomendações e normas para buscar
o maior desempenho e aproveitamento (vide fornecedora).

6.2.2. Escritório da Obra com endereço dos hospitais mais proximo:


O escritório da Obra, encontra – se, localizado próximo a entrada do canteiro, estando bem limpo, com os
documentos organizados em arquivos e contando ainda com um microcomputador.

6.2.3. Depósito de material reciclável:

▪ O gerenciamento de resíduos contribui para a organização e limpeza dos canteiros. (A referência


pode ser obtida em www.sindusconsp.com.br).

6.2.4. Local para refeições.

6.2.4.1. Nos canteiros de obra é obrigatória a existência de local adequado para refeições.

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6.2.4.2. Local para Refeições da Obra: Obra: FMC Technologies do Brasil Ltda – Pavuna - RJ. FASE I:

6.2.4.2.1. O refeitório deve ter cobertura, pé-direito mínimo de 2,80m, iluminação e ventilação adequadas,
telas nas aberturas de ventilação, piso com caimento em material lavável, capacidade e assentos para atender
todos os trabalhadores, mesmo que em horários alternados – sendo proibida a instalação em subsolo ou
porão. Deve ser isolado das demais áreas, dispor de lavatório, geladeira para conservação de alimentos,
local exclusivo para aquecimento das refeições dos trabalhadores e mesas com tampo liso e lavável.
Devem ser fornecidos ao usuário: água – por bebedouro de jato inclinado ou garrafão de água –, copos
descartáveis, papel toalha para secagem das mãos e cesto com tampa para descarte de detritos,
com sinalização indicativa.

Foto - Foto Ilustrativa. Fotos do refeitório da obra FMC Technologies do Brasil

6.2.4.3. O local para refeições deve:


a) ter paredes que permitam o isolamento durante as refeições;
b) ter piso de concreto, cimentado ou de outro material lavável;
c) ter cobertura que proteja das intempéries;
d) ter capacidade para garantir o atendimento de todos os trabalhadores no horário das refeições;
e) ter ventilação e iluminação natural e/ou artificial;
f) ter lavatório instalado em suas proximidades ou no seu interior;
g) ter mesas com tampos lisos e laváveis;
h) ter assentos em número suficiente para atender aos usuários;
i) ter depósito, com tampa, para detritos;
j) não estar situado em subsolos ou porões das edificações;
k) não ter comunicação direta com as instalações sanitárias;
l) ter pé-direito mínimo de 2,80m (dois metros e oitenta centímetros), ou respeitando-se o que determina o
Código de Obras do Município, da obra.
6.2.4.4. Independentemente do número de trabalhadores e da existência ou não de cozinha, em todo canteiro
de obra deve haver local exclusivo para o aquecimento de refeições, dotado de equipamento adequado e se-
guro para o aquecimento.

6.2.4.4.1. É proibido preparar, aquecer e tomar refeições fora dos locais estabelecidos neste subitem.

6.2.4.5. É obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e fresca, para os trabalhadores, por meio de
bebedouro de jato inclinado ou outro dispositivo equivalente, sendo proibido o uso de copos coletivos.

OBS: RECOMENDAMOS QUE SEJAM SEGUIDAS AS ORIENTAÇÕES DE ACORDO COM A


NORMA A SEGUIR:

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NORMA REGULAMENTADORA n.º 18
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção:

18.8.2.14 Fornecimento de água potável.

18.8.14.1 É obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e refrigerada para os trabalhadores, em


condições higiênicas e em quantidade suficiente para atender às necessidades individuais.

18.8.14.2 O fornecimento de água deve ser feito por meio de bebedouros de jato inclinado com guarda
protetora, ou outro sistema que ofereça as mesmas condições, na proporção de um para cada grupo de 20
(vinte) trabalhadores ou fração, garantindo-se a instalação de bebedouros no refeitório.

18.8.14.2.1 O responsável pela obra ou frente de trabalho deve garantir o fornecimento de água por meio de
bebedouros de jato inclinado com guarda protetora nos alojamentos, na proporção de um para cada grupo de
20 (vinte) trabalhadores alojados ou fração.

18.8.14.3 Os bebedouros devem ser instalados em locais de acesso fácil e seguro, distando entre si de no
máximo 15m (quinze metros) no plano vertical, não sendo permitido um deslocamento superior a 100m (cem
metros) no plano horizontal dos postos de trabalho aos bebedouros.

18.8.14.4 Nas atividades em que tecnicamente for inviável a instalação de bebedouro dentro dos limites
referidos no subitem anterior, as empresas devem garantir, nos postos de trabalho, suprimento de água
potável, filtrada e refrigerada fornecida em recipientes portáteis hermeticamente fechados, confeccionados
em material apropriado, protegidos contra contaminação, sendo proibido o uso de copos coletivos.

18.8.14.5 Os locais de armazenamento de água, poços e as fontes de água potável devem ser protegidos
contra a contaminação.

18.8.14.6 Os reservatórios de armazenamento de água e dutos devem ser submetidos a processo de


higienização de forma garantir a potabilidade da água, de acordo com as normas da Vigilância Sanitária.

18.8.14.7 A água não potável para uso no local de trabalho deve ser armazenada em reservatório distinto da
potável, com aviso de advertência da sua não-potabilidade em todos os locais de sua utilização.

6.2.5. Cozinha (Não existe cozinha, a empresa fornece ticket para os seus colaboradores).

6.2.5.1. Quando houver cozinha no canteiro de obra, ela deve:

a) ter ventilação natural e/ou artificial que permita boa exaustão;


b) ter pé-direito mínimo de 2,80m (dois metros e oitenta centímetros), ou respeitando-se o Código de Obras
do Município da obra;
c) ter paredes de alvenaria, concreto, madeira ou material equivalente;
d) ter piso de concreto, cimentado ou de outro material de fácil limpeza;
e) ter cobertura de material resistente ao fogo;
f) ter iluminação natural e/ou artificial;
g) ter pia para lavar os alimentos e utensílios;

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h) possuir instalações sanitárias que não se comuniquem com a cozinha, de uso exclusivo dos encarregados
de manipular gêneros alimentícios, refeições e utensílios, não devendo ser ligadas à caixa de gordura;
i) dispor de recipiente, com tampa, para coleta de lixo;
j) possuir equipamento de refrigeração para preservação dos alimentos;
k) ficar adjacente ao local para refeições;
l) ter instalações elétricas adequadamente protegidas;
m) quando utilizado GLP, os botijões devem ser instalados fora do ambiente de utilização, em área
permanentemente ventilada e coberta.

6.2.5.1.3. É obrigatório o uso de aventais e gorros para os que trabalham na cozinha.

6.2.6. Instalações sanitárias.

6.2.6.1. Instalar os sanitários em local de fácil acesso e próximo aos postos de trabalho, atendendo a condi-
ções adequadas de materiais construtivos e de revestimento; dimensões de pé-direito e de área por
lavatório, mictório e vaso sanitário; vaso sanitário provido de assento e tampa, abastecido de papel
higiênico e isolado por porta com trinco; ventilação; iluminação; instalações elétricas protegidas; disponibi-
lidade de lixeiras com tampa ao lado do lavatório e do vaso sanitário; com abastecimento de
água e ligação a esgoto ou fossa séptica.
Além destas e de outras condições, deve ser isolado da área de refeições, separado por sexo e mantido
em perfeito estado de conservação e limpeza.

6.2.6.2 Entende-se como instalação sanitária o local destinado ao asseio corporal e/ou ao atendimento das
necessidades fisiológicas de excreção.

6.2.6.3 É proibida a utilização das instalações sanitárias para outros fins que não aqueles previstos no subi-
tem 6.2.7.

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6.2.7. As instalações sanitárias devem:
a) ser mantidas em perfeito estado de conservação e higiene;
b) ter portas de acesso que impeçam o devassamento e ser construídas de modo a manter o resguardo conve-
niente;
c) ter paredes de material resistente e lavável, podendo ser de madeira;
d) ter pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento antiderrapante;
e) não se ligar diretamente com os locais destinados às refeições;
f) ser independente para homens e mulheres, quando necessário;
g) ter ventilação e iluminação adequadas;
h) ter instalações elétricas adequadamente protegidas;
i) ter pé-direito mínimo de 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros), ou respeitando-se o que determina o
Código de Obras do Município da obra;
j) estar situadas em locais de fácil e seguro acesso, não sendo permitido um deslocamento superior a 150
(cento e cinqüenta) metros do posto de trabalho aos gabinetes sanitários, mictórios e lavatórios.
6.1.2.4. A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, vaso sanitário e mictório, na proporção de 1
(um) conjunto para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração, bem como de chuveiro, na proporção
de 1 (uma) unidade para cada grupo de 10 (dez) trabalhadores ou fração.
6.2.8. Lavatórios.

6.2.8.1. Os lavatórios devem:

a) ser individual ou coletivo, tipo calha;


b) possuir torneira de metal ou de plástico;
c) ficar a uma altura de 0,90m (noventa centímetros);
d) ser ligados diretamente à rede de esgoto, quando houver;
e) ter revestimento interno de material liso, impermeável e lavável;
f) ter espaçamento mínimo entre as torneiras de 0,60m (sessenta centímetros), quando coletivos;
g) dispor de recipiente para coleta de papéis usados.
6.2.9. Vasos sanitários.

6.2.9.1. O local destinado ao vaso sanitário (gabinete sanitário) deve:

a) ter área mínima de 1,00m2 (um metro quadrado);


b) ser provido de porta com trinco interno e borda inferior de, no máximo, 0,15m (quinze centímetros) de
altura;
c) ter divisórias com altura mínima de 1,80m (um metro e oitenta centímetros);
d) ter recipiente com tampa, para depósito de papéis usados, sendo obrigatório o fornecimento de papel higi-
ênico.

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6.2.9.2. Os vasos sanitários devem:

a) ser do tipo bacia turca ou sifonado;


• b) ter caixa de descarga ou válvula automática;
c) ser ligado à rede geral de esgotos ou à fossa séptica, com interposição de sifões hidráulicos.

Local destinado ao vaso sanitário:

Porta com trinco interno e borda inferior


com no máximo 0,15 m de altura

1 m2

Divisórias com altura mínima de 1,8 m

Papel higiênico e recipiente


com tampa para papel usado

6.2.10. Mictórios.

6.2.10.1. Os mictórios devem:

a) ser individual ou coletivo, tipo calha;


b) ter revestimento interno de material liso, impermeável e lavável;
c) ser providos de descarga provocada ou automática;
d) ficar a uma altura máxima de 0,50m (cinqüenta centímetros) do piso;
e) ser ligado diretamente à rede de esgoto ou à fossa séptica, com interposição de sifões hidráulicos.

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6.1.2.10.2. No mictório tipo calha, cada segmento de 0,60m (sessenta centímetros) deve corresponder a um
mictório tipo cuba.
Foto Ilustrativa. Foto do Mictório da obra.

6.2.11. CHUVEIROS
Os chuveiros deverão:
➢ Dimensionar um chuveiro com área mínima de 0,80m² para cada grupo de 10 trabalhadores ou fração.
➢ Disponibilizar estrados de material antiderrapante ou madeira impermeabilizada e suportes para sabone-
te e toalha na área dos chuveiros. O chuveiro deve ser aterrado e o piso deve ter caimento para escoamento
da água para rede de esgoto.

Foto Ilustrativa. Foto do Chuveiro da obra.

6.2.12. Vestiário:
6.2.12.1. Padronizadas de acordo com as normas NR 18;
6.2.12.1. 1. Todo canteiro de obra deverá possuir vestiário para troca de roupa dos trabalhadores que não
residem no local. A localização do vestiário não deverá ter ligação direta com o local destinado às refeições.
Foto Ilustrativa. Foto do Vestiário da obra.

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6.2.12.1. 2. Disponibilizar vestiário com armários individuais de compartimentos, que permitam a separação
da roupa de uso comum da roupa de trabalho, com dimensões de 1,20m x 0,30m x 0,40m, dividido em duas
partes na vertical, ou 0,80m x 0,50m x 0,40m, dividido em duas partes na horizontal, podendo ser sobrepos-
tos. O armário deve contar, com fechadura ou dispositivo com cadeado e com abertura para ventilação ou
portas teladas.
Disponibilizar bancos com largura mínima de 0,30m.
As paredes e piso do vestiário devem ser laváveis.

7. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS:
7.1 As máquinas e equipamentos devem atender ao disposto na NR-12 e nas normas técnicas oficiais vigen-
tes e, na sua falta, nas normas técnicas internacionais.
7.2 As máquinas, equipamentos e ferramentas devem ser submetidos à inspeção e manutenção de acordo
com as normas técnicas oficiais vigentes, dispensando-se especial atenção a freios, mecanismos de direção,
cabos de tração e suspensão, sistema elétrico e outros dispositivos de segurança.
➢ Rolos Compactadores;
➢ Retroescavadeira;
➢ Escavadeira Hidráulica;
➢ Patrol;
➢ Tratores;
➢ Caminhões;

7.2 .1. Movimentação de veículos:


▪ Exigir, na contratação dos serviços, condições de segurança do veículo que transporta as máquinas,
com especial atenção aos pneus, à dimensão das cunhas para colocação sob os mesmos, como refor-
ço da frenagem e compatibilidade da capacidade e dimensão do veículo com a carga;
▪ Assegurar na via pública, localização adequada para as manobras, principalmente em relação à rede
elétrica;
▪ Manter as rodas dos veículos livres de terra quando circular em vias públicas;
▪ Solicitar ao órgão responsável pelo trânsito a delimitação ou interdição da via pública na entrega e
retirada de máquinas e equipamentos (escavadeira, caminhões, Bobcat); sinalizar a via devido aos
riscos para a comunidade do entorno e orientar os trabalhadores para os riscos da operação, princi-
palmente em relação à rede elétrica;
▪ Monitorar a entrada e saída de veículos e colocar cavaletes para sinalização de advertência no trânsi-
to de pedestres;
▪ Permitir a operação de veículos somente por trabalhador qualificado e identificado por crachá;
▪ Delimitar e sinalizar o local de trabalho dos veículos automotores proibindo a presença de trabalha-
dores no raio de ação das máquinas;
▪ Manter a caçamba da escavadeira sobre o solo quando não estiver em operação;
▪ Estabelecer local apropriado para guarda do combustível e abastecimento dos veículos, que deve ser
feito por trabalhador qualificado, orientando-o para manter somente o reservatório principal;
▪ Dispor proteção contra incidência de raios solares e intempéries nas cabinas;
▪ Sinalização de marcha a ré e boas condições de iluminação para trabalho noturno.

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7.3. FERRAMENTAS DIVERSAS / ALMOXARIFADO:
7.3.1. O Almoxarifado disporá de todas as ferramentas necessárias à etapa da obra.
7.3.2. Caso algumas ferramentas, equipamentos, instrumentos ou similares precisem ser alugados os mesmos
deverão ser acompanhados de garantia explicitada em documento próprio, de funcionamento e de manuten-
ção realizada nos equipamentos alugados. Também deverá ser observado o seguinte:
▪ Instalar em local de fácil recepção e distribuição dos materiais pelo canteiro;
▪ Manter limpo, organizado e identificado, de modo a não prejudicar o trânsito de pessoas, a circula-
ção de materiais e o acesso aos equipamentos de combate ao incêndio;
▪ Manter pilhas estáveis de materiais com facilidade de acesso e manuseio;
▪ Armazenar os materiais (tóxicos, corrosivos, inflamáveis e explosivos) identificados e separados por
compatibilidade química e em local isolado e sinalizado.

• Antes da saída das ferramentas do almoxarifado será verificado o funcionamento da máquina ou


equipamento. Verificação visual.
• Serão periodicamente vistoriadas todas as ferramentas e equipamentos de apoio, nas suas proteções,
estado, fiação elétrica e outros itens considerados necessários e recomendados pelos fabricantes.
• Se a ferramenta requerer EPI específico, o responsável do almoxarifado entregará a ferramenta e o
EPI obrigatoriamente. (Ex. entalhadora e óculos de segurança).
• Especial atenção deve ser dada para a pistola de fixação à pólvora. Deve ser verificado principalmen-
te o bocal protetor segundo as instruções do fabricante.
• O operador obrigatoriamente usará abafador de ruído e será submetido a avaliações constantes de
audiometria pelo serviço médico.

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8. SINALIZAÇÃO:
8.1. O sistema de combate ao incêndio é sinalizado e identificado.
Os locais de trabalho também são sinalizados com placas orientativas e educativas de segurança.

8.2. INTERNA:
Toda a obra será sinalizada com avisos e cartazes, informando sobre Riscos, Atenção e Avisos, conforme
orientações da assessoria de segurança do trabalho, tipo de cartaz e local recomendado:

Foto Ilustrativa Área de circulação

TIPO DE CARTAZ LOCAL RECOMENDADO

Coloque o Lixo na Lixeira No local de refeições, no vestiário, no almoxarifado, na sala do mestre, do engenheiro.

Uso Obrigatório de Capacete Principalmente na entrada da obra (ao lado do relógio ponto), no balcão do almoxarifado e outros a critério da empresa.
Próximo à serra circular, policorte, pistola pregadeira (pneumática) e a máquinas muito ruidosas (colocar um cartaz na caixa da pistola finca
Use Protetor Auricular pinos, da maquita etc).
Próximo a locais de fechamento com alvenaria, concretagem, carga e descarga de materiais, preparação de ferragens, lavagem de pastilhas,
Obrigatório Uso de Luvas impermeabilização

Obrigatório Uso de Botas Em locais com excesso de umidade, fundação, concretagem, queima de cal, preparo de argamassa.
Uso Obrigatório de Óculos de Próximo de equipamentos tipo: serra circular, policorte, maquita, ou em pedestais próximo de serviços com entalhadoras, chapisco, emboço
Segurança ou Protetor Facial de parede e teto, concretagem, vibradores, lavagem de pastilhas e outros a critério da empresa.

Primeiros Socorros Colocar na caixa de primeiros socorros ou no Ambulatório médico.

Cuidado! Queda de Objetos Colocar nos locais de projeção da fachada


Colocar em pedestal próximo das beiradas da laje em execução, afixar dentro do balancim e divulgar para serviços de montagem de torre de
Uso Obrigatório de Cinto de Segurança elevador.

Cuidado! Eletricidade Nas caixas de distribuição elétrica e locais energizados.

Não Fume neste Local No almoxarifado, no local de refeições, no vestiário e nos locais com manuseio de inflamáveis.

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8.3. EXTERNA
A execução de serviços externos (fora dos limites do canteiro, principalmente na rua) será sinalizada com
cavaletes, cones, fita zebrada e um orientador de trânsito veicular e de pedestres, quando necessário. Ainda
deve ser observado o seguinte:
• Na eventualidade de obstrução temporária do passeio para fins de descarga de materiais, deverá ser
providenciado cordão de isolamento, em volta do veículo, de maneira a criar um corredor para passagem
do pedestre.
• Durante a descarga de concreto usinado, será utilizado cordão de isolamento, como descrito no item
anterior. Pode ser utilizada fita zebrada fixa em balizas, e como complemento cones de sinalização.
• Antes da execução de qualquer serviço na rua verificar e certificar-se que não existe risco contra ter-
ceiros. Deve-se priorizar a segurança dos pedestres (principalmente crianças) e veículos.

8.4. ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA

Foto Ilustrativa de organização do canteiro:

8.4.1. O canteiro organizado propicia otimização dos trabalhos, redução das distâncias entre estocagem e
emprego do material, melhoria no fluxo de pessoas e materiais e redução dos riscos de acidentes e
de incêndio.
8.4.1. 1. Para o bom aproveitamento da área dos canteiros e prevenção de riscos aos trabalhadores é impor-
tante:
▪ Manter materiais armazenados em locais pré-estabelecidos, demarcados e cobertos, quando necessário;
▪ Manter desobstruídas vias de circulação, passagens e escadarias;
▪ Coletar e remover regularmente entulhos e sobras de material, inclusive das plataformas e de outras áreas
de trabalho;
▪ Não queimar lixo ou qualquer outro material no canteiro de obras;
▪ Utilizar equipamentos mecânicos ou calhas fechadas para a remoção de entulhos em diferentes níveis;
▪ Evitar poeira excessiva e riscos de acidentes durante a remoção.

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Obs.: Recomendamos que sejam seguidas as orientações de acordo com a norma a seguir:
NORMA REGULAMENTADORA n.º 18
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção:
18.9 Organização dos canteiros de obra e frentes de trabalho
18.9.1 Os canteiros de obras e as frentes de trabalho devem apresentar-se organizados e limpos.
18.9.2 Destinação de Resíduos e Sobras de Materiais
18.9.2.1 Os resíduos e sobras de materiais devem ser coletados e descartados.

18.9.2.1.1 Durante a coleta e destinação de resíduos e sobras de materiais, devem-se observar os seguintes
requisitos:
a) controle dos riscos durante a operação, em especial a geração de poeira;
b) remoção por meio de equipamentos mecânicos ou calhas fechadas, quando houver diferença de nível.

18.9.2.1.1.1 A destinação por queima somente pode ser realizada se atendidos os requisitos de segurança
previstos no PCMAT e com as disposições específicas da legislação ambiental vigente.
18.9.2.2 As madeiras devem:
a) ter retirados ou rebatidos os materiais perfurocortantes, tais como pregos, arames e fitas de amarração;
b) ser empilhadas, enquanto não estiverem sendo utilizadas.
18.9.3 Vias de Circulação
18.9.3.1 As vias de circulação devem ser:
a) mantidas desimpedidas;
b) umidificadas, de forma a minimizar a geração de poeira, quando não pavimentadas.
18.9.3.1.1 Quando houver circulação de veículos e máquinas, o canteiro de obras ou a frente de trabalho
deve possuir plano de trânsito contemplado no PCMAT, estabelecendo:
a) sinalização de advertência quanto à circulação de trabalhadores;
b) velocidades permitidas, de acordo com as condições das pistas de rolamento.
c) regras de preferência de movimentação;
d) distâncias mínimas entre máquinas, equipamentos e veículos compatíveis com a segurança;
e) via de circulação de pedestres, quando houver, com largura mínima de 1,50m (um metro e cinqüenta
centímetros).

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18.9.3.2 As vias de circulação de veículos e máquinas em canteiros de obras ou frentes de trabalho devem
possuir:
a) limites externos demarcados e sinalizados de forma visível durante o dia e à noite;
b) largura mínima de duas vezes a largura do maior veículo utilizado, no caso de pista simples, e três vezes,
para pistas duplas;
c) leiras ou defensas, com altura mínima correspondente à metade do diâmetro do maior pneu de veículo que
por elas trafegue, nas laterais onde houver riscos de quedas de veículos.
18.9.3.3 Medidas especiais de proteção da circulação de veículos e trabalhadores nas vias devem ser tomadas
nas circunstâncias de chuvas que gerem alagamento ou escorregamento.

18.9.4 Sinalização de Segurança


18.9.4.1 Os canteiros de obra e as frentes de trabalho devem ser dotados de sinalização de advertência, a fim
de indicar, no mínimo:
a) riscos ambientais existentes;
b) riscos de acidentes;
c) acessos e vias de circulação de pessoas, veículos e equipamentos;
d) sinalização de segurança contra incêndio;
e) rotas de fuga;
f) locais de apoio que compõem o canteiro de obras;
g) isolamento das áreas de transporte e movimentação de cargas;
h) Equipamento de Proteção Individual específico para a atividade executada.
18.9.4.1.1 Sempre que houver atividades na via de trânsito, a sinalização de advertência deve ser feita por
trabalhadores, utilizando dispositivos de comunicação para operação de controle de fluxo de veículos.
18.9.4.2 É obrigatório o uso de vestimenta apropriada em cor de alerta com faixas refletivas nas pernas,
braços, tórax e costas para:
a) trabalhadores em vias com trânsito de veículos;
b) sinaleiro e amarrador em movimentação e transporte vertical de materiais.
18.9.4.3 Na sinalização viária dos canteiros de obras ou frentes de trabalho, devem ser observadas as normas
vigentes dos órgãos reguladores de trânsito.
18.9.4.4 A sinalização de veículos nos canteiros de obras ou frentes de trabalho deve ser composta de, no
mínimo:
a) nos veículos de apoio, dispositivos luminosos rotativos ou intermitentes;
b) nos veículos de pequeno porte, dispositivo que possa ser visualizado pelos operadores de máquinas,
equipamentos e veículos de grande porte;
c) tráfego com faróis permanentemente acesos.
18.9.5 Barreiras, Tapumes e Galerias
18.9.5.1 É obrigatória a colocação de barreiras ou tapumes sempre que se executarem atividades da indústria
da construção, de forma a controlar o acesso ao canteiro de obras.

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18.9.5.2 As barreiras e os tapumes devem:
a) ser construídos e fixados de forma resistente;
b) ter altura mínima de 2,20m (dois metros e vinte centímetros) em relação ao nível do terreno;
18.9.5.3 É obrigatória a construção de galerias sobre o passeio nas construções edificadas no alinhamento do
logradouro conforme legislação aplicável.
9. RISCOS GERAIS DE ACIDENTES E SEU CONTROLE
Apresenta-se a seguir a relação dos possíveis riscos à integridade física dos trabalhadores e terceiros, que
podem acontecer durante os diversos serviços da obra, e as correspondentes medidas de eliminação ou neu-
tralização e controle por meio de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s) e ou medidas administrativas
de correção e finalmente por Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s).

9.1. DIVERSAS ATVIDADES:


Além do atendimento ao regulamento da NR-18-6, deve ser atendido o disposto na NBR 9061.
ATIVIDADES E PRINCIPAIS RISCOS EPI’S/Cuidados EPC’S/Prevenção
OPERAÇÕES
TERRAPLANAGEM MANUAL OU COM MÁQUINA.
Serviço de Terraplenagem Usar capacete, bota de Neste item serão contemplados os seguintes sub-
compreende quatro etapas: Risco de desabamento. borracha com solado itens:
a) Escavação; antiderrapante. Abafador - Escoramento de solos instáveis;
b) Carregamento; Quedas em nível e em diferen- de ruído, para o operador - Periferia de taludes;
c) Transporte; ça de nível. da máquina, se necessário - Passarela de transposição;
d) Espalhamento. e Máscara contra poeiras, - Execução de tubulões;
Inalação de poeiras. quando houver excesso de - Proteção de arranques (pontas de ferro);
poeira. - Cuidados referentes a choque elétricos;
LIMPEZA NO CANTEIRO
Organização e limpeza no Riscos diversos de acidentes. Utilizar sempre Capacete e Manter sempre as vias de circulação, escadas e pas-
canteiro botina de segurança. sagens desobstruídas.
Manter os entulhos afastados das instalações de
perfuração e cravação de estacas.

10. MEMORIAL DAS CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NAS ATIVIDADES E


OPERAÇÕES, CONSIDERANDO O RISCO DE ACIDENTES E DOENÇAS DO TRABALHO.
Dos riscos de acidentes / Doenças do Trabalho, Medidas Preventivas e Programa Educativo:

MEDIDAS PREVENTIVAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E


RISCOS DE ACIDENTES E/OU PROGRAMA EDUCATIVO
COLETIVAS
DOENÇAS DO TRABALHO
1 - Impacto Sofrido/contra 1 - Proteção da Cabeça e pés;
2 - Exposição a Intempéries. 2 - Uso de Calçados e Uniformes Adequados;
* Palestras admissionais;
3 - Ruído 3 - Proteção Auditiva
* Orientação quanto ao uso do EPI e
4 - Quedas 4 – Proteção de buracos, valas, etc.
Manutenção das Proteções Coletivas;
5 - Atropelamento 5 – Prestar atenção ao transitar, sinalizar as áreas de trabalho.
* Orientação pelo DSS;
6 - Condições inadequadas de Higiene 6-Instalações de locais apropriados a higiene pessoal e necessidades
* Implementação de um Plano de
(Sanitários e Vestiários) fisiológicas. (conforme NR18 e 24)
Atendimento de Emergências;
7 – Proteções Coletivas 7- Proteção tipo guarda corpo fixo para beiral e corrimão de esca-
* Palestras de Orientações
das, proteções para os vão de elevadores. Instaladas proteção contra
higiênicas.
queda de trabalhadores e projeção de materiais

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MEDIDAS PREVENTIVAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E
RISCOS DE ACIDENTES E/OU PROGRAMA EDUCATIVO
COLETIVAS
DOENÇAS DO TRABALHO
* Palestras admissionais;
Vibrações localizadas: 1 - Seleção pré-admissional, segundo características mínimas de * Orientação quanto ao uso do EPI e
Escavação: compleição e peso; Manutenção das Proteções Coletivas;
Escavadeira, Trator de esteira, Rretro * Orientação pelo DSS;
Escavadeira e Caminhão. 2 - Evitar esforço suplementar de sustentação de ferramenta, fazen- * Implementação de um Plano de
Atendimento de Emergências;
do-se a utilização de suportes e similares;
* Palestras de Orientações
3 - EPI adequado tipo luvas (anti-vibração); higiênicas.
4 - Controle médico periódico.
.
Risco Físico Todas as atividades são supervisio-
1 – Uso de proteção auditiva (concha ou inserção), protetor solar e nadas e acompanhadas pelo Técnico
Risco Físico hidratação com ingestão de água potável , bota de borracha ou de de Segurança do Trabalho
1 – Ruído ( intermitente e/ou de impacto) couro, uniforme, capacete e óculos para sol e macacão tyveck. . Todos os prestadores de serviços
. MEDIÇÕES DE RUIDO E CALOR são treinados (integração) para o
2 – Vibrações ingresso no canteiro de obra.
3 – Calor Risco Químico . Todas as ferramentas são distribuí-
4 - Umidade Uso de óculos com lente incolor e escura de acrílico c/proteção das limpas e em perfeita condição de
lateral e respirador para material particulado em suspensão. segurança para uso, no ato da devo-
Risco químico Caminhão pipa d’água é contratado para molhar frente de trabalho. lução são todas supervisionadas.
1 - Poeira incomoda (sílica) . É feita permanentemente limpeza e
Risco Ergonômico recolhimento de lixo das áreas de
Ergonômico Treinamento diário de segurança e inspeção no local de vivência.
Existência de esforço físico pesado, . As escavações são realizadas medi-
trabalho, corrigindo as atividades inadequadas de posturas
postura inadequada, movimento ante supervisão e acompanhamento,
incorreta. já realizando a quebra das pontas e
repetitivo.
descaracterizando desmoronamento
Risco de Acidente
Risco de Acidente Sinalização de rede elétrica, uso de luvas e calçados compa- . As escavações são realizadas
Quedas de funcionários ou material, tíveis, uso de multímetro. em áreas sem canalizações e rede
cortes (com pregos, chapas metálicas Sinalização nas escavações, com proteção de buracos, valas
elétrica, utilizando planta de
ou madeiras), batidas contra objetos, etc. localização.
lesões nos olhos, perfurações prove- Aterramento de containeres contra descarga atmosférica, uso
. Todas as maquina são inspecio-
nientes de pontas de prego ou de de cinto p/eletricista e cinto de segurança, óculos de segu- nadas pela manhã antes do início
vergalhões e esmagamento de mem- rança etc e orientação diária de segurança quanto ao uso e a
de cada etapa de trabalho e todos
bros, exposição a energia elétrica, forma adequada de usar. os operadores possuem CNH, e
descargas atmosféricas e impacto por
treinamento, conforme NR-11 e
atropelamento e colisões (atropela-
NR-18.
mento, manobra de marcha-a-ré,
. As maquinas quando não em
tombamento de maquina, soterra-
atividades ficam em posição de
mento, queda de material da caçam-
repouso sobre o solo.
ba.
OBS.: Todas as maquinas
possuem sinal sonoro de adver-
tência no ato do trânsito de ré.

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11. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL / PROTEÇÃO COLETIVA:
11.1. CARACTERÍSTICAS DOS EPI’S
✓ Protetor Auricular: Equipamento destinado à proteção das pessoas que trabalham em locais com ruído
elevado e acima dos limites de tolerância.
▪ Utilização: Deverá ser utilizado pelos funcionários que trabalham nos britadores, moinhos, operação da
máquina, corte de materiais por disco, esmerilhadeiras, lixamento de peças metálicas, e outras onde o ruído
for alto.
▪ Conservação: Manter sempre limpo para boa higiene e conforto. Solicitar a substituição, para
higienização mensal ou de acordo com a periodicidade de utilização.
✓ Capacete: Equipamento destinado a proteger a cabeça contra impactos contundentes.
▪ Utilização: Deverá ser utilizado pelos colaboradores dos setores de produção constantemente, e sua
conservação é guarda é de responsabilidade do empregado.
▪ Conservação: Manter limpo e evitar danos no casco e na carneira.
✓ Luvas de raspa de couro (ou equivalente): Equipamento utilizado para a proteção das mãos e punhos,
contra riscos de ferimentos por corte, lacerações etc.
▪ Utilização: Deverá ser utilizada nos serviços de levantamento e transporte de materiais, e em todos
aqueles que tragam riscos às mãos dos funcionários da área de produção.
▪ Manutenção: Deverá ser solicitado um equipamento novo, quando o mesmo não apresentar condições de
uso. Não deve ser submetido à umidade.
✓ Vestimenta de Trabalho: Roupa para trabalho destinada a proteger o corpo do funcionário do contato
com as partículas em suspensão (poeiras). Recomenda-se roupa em tecido resistente, porem leve e
confortável com mangas compridas e do tipo macacão.
▪ Utilização: Deverá ser usado durante os trabalhos na produção da cal e calcário, observando que a barra
da calça deve ficar sempre por cima do calçado de segurança.
▪ Manutenção: O funcionário deve providenciar sua limpeza e manutenção. Somente será entregue uma
nova muda contra a entrega da anterior.
✓ Calçado de Segurança: Calçado destinado à proteção dos pés do trabalhador.
▪ Utilização: Deve ser utilizado em todos os locais de produção da empresa, durante toda a jornada de
trabalho.
▪ Manutenção: O calçado deve ser periodicamente limpo e engraxado para manter o couro macio. Não
deve ser submetido a locais com excesso de umidade, para tal deve ser utilizada bota de borracha.

✓ Obs: TODOS OS EPI’S DEVEM POSSUIR C. A (Certificado de Aprovação do Ministério do


Trabalho e Emprego).
Conforme a NR – 06, Equipamento de Proteção Individual (EPI) tem a seguinte definição:
EPI é todo dispositivo de uso individual destinado a preservar e proteger a integridade física do empregado,
durante o exercício do trabalho, contra as conseqüências resultantes de acidentes de trabalho.
11.2. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR:
a) Adquirir o tipo de EPI apropriado à atividade do empregado;
b) Fornecê-lo gratuitamente ao empregado;
c) Treinar o trabalhador quanto ao uso adequado;
d) Tornar obrigatório o seu uso e substituir imediatamente o EPI danificado ou extraviado.

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11.3. OBRIGAÇÕES DE EMPREGADO:
a) Usar o EPI indicado, sempre e apenas para a finalidade a que se destina;
b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação do EPI;
c) Todo empregado que se negar ou se omitir no cumprimento das normas de segurança, será considerado
como tendo cometido uma falta grave, sendo passível de punições previstas na legislação em vigor, inclusive
podendo
acarretar a sua demissão por justa causa;
d) Responsabilizar-se pela danificação do EPI, pelo seu uso inadequado ou fora das atividades a que se des-
tina, assim como, pelo seu extravio.

11.4. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC’S


Equipamento de Proteção Coletiva, diz respeito ao coletivo, ao grupo a ser protegido.
Quando há risco de acidente ou doença relacionada ao trabalho, a empresa deve providenciar EPC, visando
eliminar o risco no ambiente de trabalho.
Estes são os EPC’s mínimos a serem utilizados:
• Plataformas de proteção;
• Guarda-corpo;
• Proteção de aberturas no piso;
• Proteção de escavações;
• Proteção de pontas de vergalhões;
• Corda de segurança;
• Tela de proteção;
• Proteções de partes móveis de máquinas e equipamentos;
• Proteções para terceiros (passeios e logradouros);
• Proteção de entrada da obra;
• Passarelas;
• Rampas;
• Escadas de mão;

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11.4. 1. PROTEÇÕES COLETIVAS, EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS:

• Terraplanagem, Drenagem e Pavimentação: serão analisados neste item os escoramentos necessários, as


proteções de periferias de taludes, os detalhamentos das passarelas de transição e proteções dos arranques;
11.4. 1. 1. Terraplanagem, Drenagem e Pavimentação:
Neste item serão contemplados os seguintes sub-itens:
- Escoramento de solos instáveis;
- Periferia de taludes;
- Passarela de transposição;
- Execução de tubulões;
- Proteção de arranques (pontas de ferro);
- Cuidados referentes a choques elétricos
11.4.2. Escoramento de solos instáveis De acordo com a norma brasileira NR18, taludes instáveis das esca-
vações com profundidade superior a 1,25m, devem ter a sua estabilidade garantida por estruturas dimensio-
nadas para este fim, tendo que respeitar ainda outro item que diz que o material retirado não poderá ser depo-
sitado a distância inferior a metade da profundidade. Para saber ao certo o tipo de escoramento e dimensões
deste, deverá ser requisitado um consultor de solos, pois estes variam com o tipo e características de cada
solo, bem como características do tipo de corte feito. Tal escoramento pode ser feito de diversas maneiras,
dependendo principalmente da forma como o solo está disposto, desde que no final esteja garantida a impos-
sibilidade de movimentação do solo. Um dos métodos usados para escoramento de solo é o muro de arrimo,
de custo mais elevado, mas de eficácia e durabilidade maior, sendo usado normalmente para escoramentos de
grandes proporções, e de grande durabilidade. Patamares intermediários em forma de degraus são utilizados
para suavizar a altura e inclinação de taludes, não sendo a forma mais segura de fazê-lo, mas é muito utiliza-
da para apresentar um custo baixo. Desta forma, um possível desmoronamento superior do solo iria encontrar
sucessivos obstáculos em forma de degraus, evitando a incidência direta no trabalhador.

11.4.2.1. Esquema de proteção de periferia de talude:

11.4.2.1.1. Assim como se sucede na periferia das lajes e varandas, é necessário proteger as periferias de
taludes contra quedas de objetos e pessoas. Conforme esquema abaixo na figura, tal proteção deve ser cons-
truída da seguinte forma: pontaletes, guardacorpo, rodapé e entelamento. Para proteção de queda de objetos,
é utilizado um rodapé rente ao solo (normalmente é empregada tábua de 2ª de 1” por 8”), e entelamento entre
os pontaletes (tela de nylon ou similar). De acordo com norma NR18, pontaletes devem ter uma distância
máxima de 1,5m, e neles presos 2 linhas de guarda-corpos, uma à distância de 0,7m, outra à 1,2m de altura,
altura esta mínima de proteção.

11.4.2.1.1.1. A figura abaixo apresenta um exemplo de escoramento de dois taludes próximos entre si. Neste
exemplo, tábuas ou pranchas são usados como paredes e temos um escoramento feito por caibros ou mesmo
pranchas, fixando as duas paredes na vertical.

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11.4.3. Periferia de talude

Exemplo de peri-
ferias de taludes
contra quedas de
objetos e pessoas;

11.4.4. Extintores
Tão logo o fogo se manifeste, deve-se obedecer ao seguinte procedimento:
Desligar máquinas e aparelhos elétricos, quando a operação do desligamento não en-
volver riscos acidentais.
Atacá-lo o mais rapidamente possível, pelos meios adequados.
A seguir, os tipos de extintores de incêndio portáteis, sua classe de incêndio, materiais em combustão a que
se destinam e capacidades:
TIPO CLASSE APLICÁVEL EM CAPACIDADE

1 – Água Pressurizada A Madeira, papel, fibras 10 L

2 – Espuma AeB Óleos, graxas, vernizes, 5 L e 10 L


tintas, gasolina, papel
3 – Gás Carbônico BeC Óleos, graxas, vernizes, 1, 2, 4 e 6 Kg
(CO2) tintas, gasolina
4 – Pó Químico Seco BeC Equipamento elétrico 1, 2 e 4 Kg
(PQS) energizado

11.4.4. 1. EXTINTORES:

Deverão ser colocados extintores (todos de no mínimo 6Kg) contra princípio de incêndios nos seguintes lo-
cais:
⚫ Vestiario: 01 PQS (Pó Químico Seco) e 01 água pressurizada.
⚫ Local de refeições: 01 PQS e 01 água pressurizada.
⚫ Escritória da obra: 01 PQS e e 01 água pressurizada.
⚫ Banheiro da obra: 01 PQS e e 01 água pressurizada.
⚫ Gerador / Combustível: 01 PQS e e 01 CO²

Incêndio
Princípio de incêndio que não possa ser controlado, ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros pelo
telefone 193.

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12. PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS:
• Todos os EPI’s fornecidos, serão anotados em ficha própria e individual (ver modelo no anexo) onde obri-
gatoriamente deverá constar o nº do Certificado de Aprovação – C.A. e data e assinatura do recebedor do
EPI.
• Para o fornecimento de um novo EPI, o funcionário entregará o EPI objeto da substituição.
• Todos os trabalhadores deverão estar legalmente contratados, tanto os próprios como os terceirizados.
• Os Atestados de Saúde Ocupacional – ASO ficarão na administração da obra ou no almoxarifado, para fins
de consulta do Ministério do Trabalho, inclusive dos empreiteiros.
• Empreiteiros também deverão atender às disposições da NR-7 e NR-18, principalmente no tocante a trei-
namentos e aos exames médicos.
13. PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA:
Em caso de ocorrência de acidente, onde a vítima precise ser removida para centro de atendimento médico,
serão tomadas as seguintes providências:
13. 1. Medicina do Trabalho
- Os ASO ( Atestado de Saúde Ocupacional), emitido pelo médico do trabalho de nossa acessória, (admissi-
onal, periódico e demisssional) deverá estar disponível junto a FRE (Ficha de registro de Funcionários) no
setor administrativo da obra. A ASO consta todos os dados do funcionário (documentos - CTPS, IFP, sua
função e seu nome completo).
Como também é exigido da consultoria o nome completo do médico, sua assinatura e o numero de sua ins-
crição no CRM.
Em caso de necessidade de transporte emergencial com acidentados não graves, é utilizado um carro de pas-
seio que esteja disponível no estacionamento e conduzi-lo para a unidade médica mais próxima da localidade
(Hospital: O hospital mais próximo que deve ser procurado em caso de acidentes é o Hospital municipal:
Souza Aguiar, Praça da República nº 11 – Centro - Rio de Janeiro – RJ, Telefones: (21) 3111-2606. Onde o
funcionário vai acompanhado com a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), onde o funcionário vai
acompanhado com a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho).
13.2. PEQUENOS ACIDENTES
• Encaminhar a vítima para o ambulatório do canteiro ou setor de segurança, onde deverá estar o materi-
al de primeiros socorros e funcionário treinado em primeiros socorros para o atendimento.
• Relação de material para 1º socorros deverá estar abastecida com: 01 unidade - Tesoura de ponta
romba; 02 pares - Luva de procedimento cirúrgico (descartável) - Tamanhos 7 ½ e 8 ½; 05 pacotes -
Compressa de gaze esterilizada (7,5 cm x 7,5 cm); 01 rolo - Esparadrapo (10 x 4,5 cm); 02 rolos -
Atadura de crepom 12 x 4 cm e 20 x 4,5 cm; 01 frasco - Soro fisiológico (0.9%) - 500 ml; 01
unidade - Sabão líquido bactericida; 01 caixa - Cotonete ; 01 unidade - Bolsa para gelo; 01 unidade -
Lanterna pequena e 01 vidro - Solução antisséptica (Álcool 70%) - 50 ml. (. O Serviço de Saúde e Se-
gurança controlará periodicamente esses componentes.
• Comunicar ao setor de Segurança do Trabalho.
13.3. ACIDENTE DE GRAVIDADE MÉDIA E ALTA
• Comunicar à Administração da Obra, ao setor de Segurança do Trabalho ou ao Departamento de Re-
cursos Humanos.
• A assistência social deverá acompanhar o desenvolvimento do quadro do funcionário acidentado.

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13.4. ACIDENTE COM ÓBITO
• Comunicar à Administração da Obra, ao setor de Segurança do Trabalho ou ao Departamento de Re-
cursos Humanos.
• Comunicar à Polícia Civil.
• Isolar a área do acidente.
• Comunicar à Delegacia Regional do Trabalho.
• Não mexer no local até liberação por parte da polícia ou DRT.
• A assistência social da empresa deverá acompanhar e orientar a família da vítima nos trâmites legais
necessários e no apoio psicológico necessário durante e na seqüência do evento. Todo apoio deve ser rea-
lizado de forma a mitigar o sofrimento.

Em todas as situações deverá ser emitida a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), com a seguinte
destinação (4 vias. de acordo com o site da Previdência e com Instrução Normativa do INSS n° 45 de Agosto
de 2010 no artigo 357, a CAT deve ser emitida em 4 vias, sendo:):
• 1ª via ao INSS;
• 2ª via ao Segurado ou Dependente;
• 3ª via ao Sindicato dos Trabalhadores;
• 4ª via à Empresa;
14. PROGRAMA EDUCATIVO DE TREINAMENTO:
Todos os funcionários diretos ou sub-empreiteiros receberão treinamento inicial e periódico, participando de
palestras de integração em Saúde e Segurança a ser ministrados por profissional capacitado para tal, acom-
panhando o cronograma de execução da obra.
O treinamento contemplará os seguintes assuntos:
• O mundo do trabalho:
➢ A importância da Construção Civil;
➢ Responsabilidade;

• A Segurança:
➢ A Comissão de Prevenção de Acidentes – CIPA;
➢ Serviço de Saúde e Segurança – SESMT;
➢ Principais Riscos de Acidentes e Mapa de Riscos;
➢ Equipamentos de Proteção (EPI’s e EPC’s);
➢ Praticando a prevenção;

• A Saúde e Higiene:
➢ Bons hábitos de higiene;
➢ Saúde do corpo;
➢ Saúde dos dentes;
➢ Doenças sexuais;
➢ Doenças da pele;
➢ Como evitar as doenças do trabalho;

29
14.1. MÁXIMAS DE SEGURANÇA NO TRABALHO
➢ A distração é um dos maiores fatores de acidentes. Trabalhe com atenção e dificilmente se acidenta-
rá.
➢ Canteiro de obras é lugar de trabalho. As brincadeiras devem ser reservadas para horas de folga.
➢ Seus olhos não se recuperam depois de perdidos. Use óculos protetores sempre que o seu trabalho o
exigir.
➢ A pressa é companheira inseparável dos acidentes. Faça tudo com tempo para trabalhar bem e com
segurança.
➢ Quando não souber ou tiver dúvida sobre algum serviço, pergunte ao seu mestre ou encarregado, pa-
ra prevenir-se contra possíveis acidentes.
➢ As suas mãos levam para casa o alimento de sua família. Evite pô-las em lugares perigosos.
➢ Não deixe tábuas com pregos espalhadas pela obra porque podem ser causa de sérios acidentes.
➢ Comunique ao seu encarregado toda e qualquer anormalidade ou defeito que notar na máquina ou
ferramenta que for utilizar.
➢ Não improvise ferramentas, procure uma que seja adequada para seu serviço.
➢ Lembre-se que você não é o único no serviço e que a vida de seu companheiro é tão preciosa quanto
a sua.
➢ Utilize em seus trabalhos ferramentas em bom estado de conservação, para prevenir possíveis aci-
dentes.
➢ Não fume em lugares onde se guardam explosivos e inflamáveis.
➢ Coopere com seus companheiros em benefício da segurança de todos e siga os conselhos de seu
mestre ou encarregado.
➢ Hábito de usar cabelos soltos, durante o serviço, tem dado causa a graves e irreparáveis acidentes.
Use touca protetora quando seu trabalho exigir.
➢ Manda a lei que o empregador forneça os equipamentos de proteção que você necessita para o traba-
lho, mas você também está obrigado a usá-los, para prevenir acidentes e evitar doenças profissio-
nais.
➢ Mostre ao seu novo companheiro os perigos que o cercam no trabalho.
➢ Cada acidente é uma lição que deve ser apreciada, para evitar maiores desgraças.
➢ Todo o acidente tem uma causa que é preciso ser pesquisada, para evitar a sua repetição.
➢ Se você foi acidentado, procure logo o socorro médico adequado. Não deixe que “entendidos” e
“curiosos” concorram para o agravamento de sua lesão.
➢ Se você não é eletricista, não se meta a fazer serviços de eletricidade.
➢ Procure o socorro médico imediato, se você for vítima de um acidente, amanhã será tarde demais.
➢ As máquinas não respeitam ninguém; mas você deve respeitá-las.
➢ Atenda às recomendações dos membros da CIPA e de seus mestres e encarregados.
➢ Conheça sempre as regras de segurança do setor onde você trabalha e do canteiro de obras em geral.
➢ Conversa e discussão no trabalho predispõem a acidentes pela desatenção.
➢ Leia e reflita sempre sobre os ensinamentos contidos nos cartazes e avisos de prevenção de aciden-
tes.
➢ Mantenha sempre as guardas protetoras das máquinas nos devidos lugares.
➢ Pare a máquina quando tiver que consertá-la ou lubrificá-la.
➢ Habitue-se a trabalhar protegido contra os acidentes. Use equipamentos de proteção adequados a seu
serviço.
➢ Conheça o manejo dos extintores e demais dispositivos de combate ao fogo, existentes em seu local
de trabalho. Você pode ter necessidade de usá-los algum dia.

30
15. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DAS MEDIDAS PREVENTIVAS (SUGESTIVO):
15.1. O cronograma deste programa deve acompanhar o cronograma da obra.

15.1. 1. ESCAVAÇÃO:
Escavadeira, Trator de esteira, Retro Escavadeira e Caminhão.

➢ As máquinas e equipamentos elétricos serão aterrados adequadamente, a anel de aterramento. Todos os


operadores de máquinas e equipamentos deverão receber instruções sobre os métodos mais seguros pa-
ra cada operação.
➢ As máquinas e equipamentos de grande porte deverão proteger adequadamente o operador contra a in-
cidência de raios solares e intempéries.
➢ O abastecimento de máquinas e equipamentos com motor à explosão deverá ser realizado por trabalha-
dor qualificado, em local apropriado, utilizando-se de equipamentos que garantam a segurança da ope-
ração.
➢ As máquinas e equipamentos devem ter dispositivos de acionamento e parada localizados de modo
que:
❖ Sejam acionados ou desligados pelo operador na sua posição de trabalho.
❖ Possam ser desligados em caso de emergência por outra pessoa que não seja o operador.
❖ Não acarretem riscos adicionais.
➢ Nas operações com equipamentos pesados devem ser observadas as seguintes medidas de segurança:
❖ Os equipamentos que operam em marcha a ré devem possuir alarme sonoro acoplado ao siste-
ma de câmbio e retrovisores em bom estado.
❖ As máquinas não devem ser operadas em posição que comprometa sua estabilidade.
❖ Devem ser tomadas precauções especiais quando da movimentação de máquinas e equipamen-
tos próximo a redes elétricas.
❖ Antes de iniciar a movimentação ou dar partida no motor é preciso certificar-se de que não há
ninguém trabalhando sobre, debaixo ou perto dos mesmos.

15.1. 1. 1. PROTEÇÕES COLETIVAS:


15.1. 1. 1. 1. TALUDES DE ESCAVAÇÃO:
• Responsável técnico, legalmente habilitado o Projeto de contenção, levando em conta as condições
geológicas e parâmetros geotécnicos – ângulo de atrito, coesão; condições geoclimáticas; alteração do
nível do lençol freático, possíveis cargas e sobrecargas ocasionais e possíveis vibrações.
Obrigatória a memória de cálculo, especificação técnica da proteção adotada, com croquis e ART.

• Instalação de escada de acesso, fixada no piso inferior e superior para a saída dos trabalhadores, em esca-
vações com mais de 1,25m de profundidade.
• Depósito do material escavado a uma distância mínima equivalente à metade da profundidade escavada e
circulação de veículos a uma distância mínima igual à profundidade escavada.
• Isolamento por barreiras e sinalização da área de escavação

31
15. 2. RISCOS E MEDIDAS PREVENTIVAS EM OBRAS DE TERRAPLANAGEM:
15. 2. 1. Este trabalho teve por objetivo demonstrar a importancia da eficaz implantação do PCMAT, expla-
nando riscos e medidas preventivas, segurança e saúde do trabalhador da construção civil nos serviços de
terraplanagem. Inicialmente foram apresentados os conceitos de segurança do trabalho, acidentes de traba-
lho, análise do PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho) da obra, a fim de identificar
os riscos a que os trabalhadores estão expostos durante a execução dos serviços de terraplanagem, posterior-
mente as medidas preventivas de acordo com a Norma Regulamentadora. A pesquisa foi realizada mediante
a exaustiva e minuciosa analise diretamente em campo, observando e analisando os EPI’s, EPC’s, os riscos e
as medidas preventivas a serem implantadas de acordo com o PCMAT da obra. Por fim, demonstrou-se quais
os riscos e as medidas preventivas que devem ser adotadas sob a ótica da norma. Os resultados mostram que
a prevenção dos riscos, a informação e o treinamento dos operários ajudam a reduzir a possibilidade de aci-
dentes, assim como diminuir as suas conseqüências, se ocorrerem.

15. 2. 2. OBJETIVOS:
15. 2. 2. 1. Objetivo Geral.
O presente trabalho tem por objetivo apresentar os riscos e as medidas preventivas que devem ser adotadas
nos serviços de Terraplanagem sob a ótica do PCMAT ( Programa de Condições e Meio Ambiente de Traba-
lho) .

15. 2. 2. 2. Objetivos Específicos.


a) Demonstrar através de cada risco o uso correto de EPI´s e EPC’s, nos serviços de terraplanagem;
b) Reconhecer e avaliar os riscos no desenvolvimento dos serviços de terraplanagem.

15. 3. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS DE MOVIMENTAÇÃO DE TERRA (TERRAPLANAGEM).


Terraplenagem é a técnica de engenharia de escavação e movimentação de solos e rochas. O termo técnico
mais usualmente adotado para terraplenagem em rocha é desmonte de rocha. O serviço de terraplenagem
compreende quatro etapas:
a) escavação;
b) carregamento;
c) transporte;
d) espalhamento.

A fase de Movimentação de Terra é definida como o conjunto de atividades destinadas ao desmontes de ro-
chas, preparo do terreno e movimentação de terra conhecida como terraplenagem. Tais atividades têm a fina-
lidade de preparar o terreno topograficamente para que possam ser iniciadas as escavações. Nesta fase da
obra podem ocorrer os riscos de: desprendimento de terra da escavação; soterramento de pessoas; queda de
altura de pessoas; contatos elétricos diretos ou indiretos em pessoas; explosões e incêndios; choques, atrope-
lamentos e prensamento de pessoas na obra provocado por máquinas.

15. 3. 1. Talude.
Segundo talude pode ser definido como uma superfície inclinada que delimita um espaço maciço terroso ou
rochoso. Pode-se dizer que é composto de:
a) Crista ou Topo
b) Talude
c) Superfície de Ruptura
d) Pé
e) Massa Escorregada

32
15. 3. 2. Classificação dos Materiais Escavados.
Segundo os materiais escavados em terraplenagem são classificados em função da dificuldade de escavação.
Não existe uma uniformização de classificação, sendo que na mais usual os materiais são classificados em
três categorias.
Material de 1º categoria (nesta categoria tem-se dois tipos de materiais):
a) Materiais escaváveis pela lâmina de um trator de esteira. Estão nesta categoria os solos normais, de pre-
dominância argilosa, siltosa ou arenosa, e pedregulhos e pedras;
b) Os matacões (blocos de rocha) de até 1m 3, que possam ser facilmente carregados e transportados.
Material de 2º categoria (nesta categoria tem-se três tipos de materiais)
a) Materiais que necessitam do uso do escarificador de um trator de esteira para sua escavação, podendo,
eventualmente, ser necessário o uso de explosivos.
Estão nesta categoria os solos sedimentares em processo adiantado de rochificação e as rochas em processo
adiantado de deteriorização.
b) Blocos de rocha com volume superior a 1m3, que necessitam de fragmentação com explosivos para per-
mitir o carregamento e o transporte.
c) rochas brandas ou rochas alteradas, que necessitam do uso esporádico de explosivo para o seu desmonte.
Material de 3º categoria
a) Rochas sãs e duras, que necessitam do uso contínuo de explosivos para serem escavadas.
A classificação dos materiais de terraplenagem não é tarefa fácil, ocorrem freqüentemente os três materiais
em um mesmo corte, com horizontes que não são muito bem definidos.
Os materiais de 2º categoria são o de maior dificuldade de classificação. Por exemplo: porcentagem do vo-
lume de blocos de rocha, pois os mesmos estarão contidos em material de 1º categoria; localização do hori-
zonte entre rocha alterada, que necessitam do uso esporádico de explosivos, e rocha sã, que necessita do uso
contínuo de explosivo.
15. 3. 3. Drenagem.
“Drenagem é o conjunto de operações e instalações destinadas a remover os excessos de água tanto da super-
fície como do subsolo do local a ser trabalhado”
15. 3. 3. 1. Tipos de Drenagem.
A drenagem pode ser classificada de diversas formas:
a) Quanto a área abrangida pelo estudo da drenagem:
- Macro Drenagem
- Micro Drenagem
b) Quanto à localização da água a ser drenada:
- Drenagem Superficial
- Drenagem Subterrânea
A drenagem superficial trata da eliminação da água existente na parte superior do terreno e, conseqüente-
mente do pavimento, através de dispositivos como valas, valetas, sarjetas, bacias de amortização, rápidos,
etc. A drenagem subterrânea trata da eliminação da água contida no subsolo, através de dispositivos como
drenos longitudinais e transversais.

33
15. 3. 4. RELAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DA OBRA DE TERRAPLANAGEM:
As máquinas e equipamentos utilizados nos serviços de terraplanagem são a Retro Escavadeira Hidráulica, a
Pá Carregadeira, a Motoniveladora o Caminhão Basculante, o Caminhão Pipa e o Rolo Compactador.
A Retro Escavadeira Hidráulica tem a função de escavar, escariar e carregar materiais de solo para transporte
em caminhões.
A Pá Carregadeira tem a função de transportar pequenas quantidades de materiais de solo em pequenas dis-
tâncias.
A Motoniveladora tem a função de nivelar o aterro conforme estacas ao longo do solo que esta sendo traba-
lhado.
O Caminhão Basculante tem a função de transportar materiais de solo em pequenas e longas distancias.
O Caminhão Pipa é utilizado para transporte de águas ou para umectação do solo.
O Rolo compactador tem a função de compactação do solo.
As máquinas e equipamentos utilizados nas escavações devem ser operados por trabalhadores qualificados,
tendo essa condição anotada em CTPS, além de ser garantida a manutenção corretiva e preventiva das mes-
mas, com cuidados especiais aos sistemas hidráulicos, freios e pneus, sendo que as máquinas de grande porte
devem ter luzes e alarme sonoro quando movimentadas a marcha ré, além de proteção contra intempéries.
15. 3. 4. 1. Os Riscos Inerentes aos equipamentos da obra de terraplanagem.
Tendo como ponto de partida do estudo já desenvolvidos, apresentam-se os riscos inerentes aos equipamen-
tos da obra de terraplanagem de Acordo com a NR 18.6.
a) Riscos Físicos:
Ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes,
bem como o infra-som e ultra-som.
b) Riscos Ergonômicos:
Aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos
e às condições ambientais do posto de trabalho, e à própria organização do trabalho.
c) Riscos Biológicos:
Agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros. Este risco não se
aplica a esta etapa da obra.
d) Riscos Químicos:
Substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de
poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição possam
ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.
e) Riscos de Acidentes ou Mecânicos:
Arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas e defeituosas,
iluminação inadequada, eletricidade, probabilidade de incêndio ou explosão, armazenamento inadequado,
animais peçonhentos e outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes.

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15. 4. Resíduos Industriais:
O lixo escritório e sanitários serão recolhidos por empresa contratada.

15. 5. Combustíveis e Líquidos Inflamáveis:


Para abastecimento dos equipamentos, tais como pás carregadeiras e caminhões existe um caminhão próprio
(Cambio) para esta finalidade.

15.6. A ATIVIDADE DA FRENTE DE TRABALHO: TERRAPLENAGEM, DRENAGEM E


PAVIMENTAÇÃO:

Obs.: Recomendamos que sejam seguidas as orientações de acordo com a norma a seguir:
NORMA REGULAMENTADORA n.º 18
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção:

18.14 Escavações, Fundações, Desmonte de Rochas, Terraplenagem, Drenagem e Pavimentação


18.14.1 Os serviços de escavação, fundação, desmonte de rochas, terraplenagem, drenagem e pavimentação
devem ser planejados e supervisionados por profissional legalmente habilitado.
18.14.1.1 Todo serviço deve ser executado por trabalhador capacitado e autorizado.
18.14.2 O acesso às áreas de escavação, fundação, desmonte de rochas, terraplenagem, drenagem e
pavimentação somente é permitido a pessoas autorizadas.
18.14.2.1 Os acessos de trabalhadores, veículos e equipamentos às áreas de escavação devem ter sinalização
de advertência permanente.
18.14.3 Todo trabalho em Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas, Terraplenagem, Drenagem e
Pavimentação deve ser precedido de Análise de Risco.
18.14.4 Para elaboração do projeto e execução das escavações a céu aberto, serão observadas as condições
exigidas na NBR 9061/85 - Segurança de Escavação a Céu Aberto da ABNT.
18.14.5 A área de trabalho deve ser previamente limpa, devendo ser retirados ou escorados solidamente
árvores, rochas, equipamentos, materiais e objetos de qualquer natureza, quando houver risco de
comprometimento de sua estabilidade durante a execução de serviços.
18.14.6 Muros, edificações vizinhas e todas as estruturas que possam ser afetadas pela escavação devem ser
escorados.

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18.14.7 Os escoramentos devem ser inspecionados diariamente.
18.14.8 Quando houver linhas de utilidades próximas às escavações, devem ser adotadas as seguintes
medidas:
a) desligar e retirar as linhas de utilidades, tais como energia elétrica, água, inflamáveis líquidos e gasosos
liquefeitos, substâncias tóxicas, canalizações de esgoto e de escoamento de água, respeitadas as normas
vigentes;
b) retirar as substâncias tóxicas, quando houver, presentes na área de trabalho;
c) proceder à descontaminação do ambiente, quando presentes agentes químicos, físicos ou biológicos que
possam causar dano à saúde do trabalhador;
d) identificar e sinalizar a localização das tubulações.
18.14.9 Nas atividades em que for tecnicamente inviável o disposto nosub item 18.14.8, alínea “a”, devem
ser adotados procedimentos de controle de energias perigosas, conforme disposto no item 18.4.
18.14.10 Quando houver possibilidade de infiltração ou vazamento de gás, a área de trabalho deve ser
ventilada e monitorada.
18.14.11 O monitoramento deve garantir que sistema de alarme seja acionado sempre que houver vazamento
de gás.
18.14.12 É obrigatória a elaboração, por profissional legalmente habilitado, de laudo técnico que ateste a
estabilidade dos taludes.
18.14.12.1 No caso de taludes instáveis, é obrigatória a elaboração e implementação de projeto de
estabilização dos taludes, elaborado por profissional legalmente habilitado.

18.14.12.1.1 Deve-se garantir a estabilidade:


a) dos taludes instáveis das escavações com profundidade superior a 1,25m (um metro e vinte e cinco
centímetros);
b) dos taludes com altura superior a 1,75m (um metro e setenta e cinco centímetros).
18.14.14 As escavações com mais de 1,25m (um metro e vinte e cinco centímetros) de profundidade devem
dispor de escadas ou rampas, próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a
saída rápida dos trabalhadores.
18.14.15 Os materiais retirados da escavação devem ser depositados a uma distância superior à metade da
profundidade, medida a partir da borda do talude.
18.14.16 Os serviços de corte ou movimentação de solos devem ser realizados por processos umidificados
para evitar a dispersão da poeira no ambiente de trabalho.

36
18.14.17 Nos serviços de terraplenagem mecanizada para alargamento de cortes deve ser garantida largura
mínima da crista do corte, compatível com as características dos equipamentos que irão realizar os trabalhos,
de modo a evitar seu tombamento ou queda.
18.14.18 As escavações realizadas em vias públicas ou canteiros de obras devem ter sinalização de
advertência, inclusive noturna, e barreira de isolamento em todo o seu perímetro.
18.14.19 Quando for necessária a circulação de trabalhadores sobre a escavação, devem ser construídas
passarelas de largura mínima de 0,60m (sessenta centímetros) protegidas por guarda corpos.
18.14.20 Na execução de escavações e fundações sob ar comprimido, deve ser obedecido o disposto no
Anexo nº 6 da NR-15.
18.14.21 As operações de desmonte com uso de explosivos devem observar as disposições da NR-22, no que
couber, das normas técnicas vigentes e das instruções do fabricante.
18.14.22 A área de fogo deve ser protegida contra projeção de partículas, quando expuser a risco
trabalhadores ou terceiros.
TUBULÕES A CÉU ABERTO
18.14.23 Na execução de tubulões a céu aberto, aplicam-se as disposições constantes na NR-33 (Espaço
Confinado) e o disposto na NBR 6122 da ABNT.
18.14.24 Toda escavação somente poderá ser iniciada com a liberação e autorização formal do Engenheiro
responsável pela execução da fundação.
18.14.25 Os serviços realizados em tubulões a céu aberto devem observar os seguintes requisitos:
a) realizar previamente sondagem ou estudo geotécnico local, para profundidade superior a 3m (três
metros);
b) garantir que todos os tubulões sejam encamisados;
c) ter as medidas de proteção coletiva e individual descritas no Programa de Condições e Meio Ambiente de
Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT;
d) manter livro próprio com o registro diário das ocorrências e liberação do serviço em cada etapa (abertura
de fuste e alargamento de base) aprovados pelo engenheiro responsável;
e) garantir que a área de escavação de tubulão a céu aberto possua diâmetro mínimo superior a 0,80m
(oitenta centímetros).

18.14.26 Nos serviços realizados em tubulões a céu aberto, é proibido o trabalho simultâneo em tubulões
adjacentes, seja quanto à abertura do fuste, ao alargamento da base ou à concretagem.
18.14.27 Somente poderá ser executada escavação manual abaixo do nível d’água em solo estável, sem risco
de desmoronamento e com controle do nível de água do interior do tubulão.

37
18.14.28 A execução de tubulões a céu aberto deve atender, com relação a trabalho em altura, além das
exigências previstas na NR-35 (Trabalho em Altura), as seguintes disposições:
a) os equipamentos de descida e içamento de trabalhadores e materiais devem ser dotados de sistema de
segurança com travamento, composto por dupla trava no sarilho, sendo uma de cada lado;
b) corda de cabo de fibra sintética que atenda as recomendações do item 18.23, tanto da corda de içamento
do balde como do cabo-guia para o trabalhador;
c) corda de sustentação do balde deve ter comprimento para que haja, em qualquer posição de trabalho, um
mínimo de 6 (seis) voltas sobre o tambor;
d) possuir gancho com trava de segurança na extremidade da corda do balde;
e) possuir sistema de sarilho fixado no terreno, fabricado em material resistente e com rodapé de 0,20m
(vinte centímetros) em sua base, dimensionado conforme a carga e apoiado com no mínimo 0,50m
(cinquenta centímetros) de afastamento em relação à borda do tubulão;
f) garantir o depósito de materiais afastados da borda do tubulão com distancia determinada pelo estudo
geotécnico;
g) dispor de cobertura contra intempéries;
h) possuir isolamento de área;
i) possuir placas de advertência, conforme subitem 18.9.4;
j) isolar, sinalizar e fechar os poços nos intervalos e término da jornada de trabalho;
k) impedir o trânsito de veículos nas proximidades da área de escavação;
l) paralisação das atividades de escavação dos tubulões quando da ocorrência de chuvas.

16. COMUNICAÇÃO PRÉVIA


Conforme previsto no item 2 da Norma Regulamentadora nº 18 - “é obrigatória a comunicação prévia à
Delegacia Regional do Trabalho, antes do inicio das atividades – informando endereço correto da obra e
qualificação (CEI,CNPJ ou CPF) do contratante, tipo de obra, datas previstas do inicio e término e número
máximo previsto de trabalhadores.

17. CONSIDERAÇÕES FINAIS:

17.1. A prevenção de acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais não deve se restringir apenas as
considerações citadas neste documento. A participação ativa do Empregador, dos Trabalhadores, da
Comunidade e dos Técnicos do SSTMA – Segurança, Saúde no Trabalho e Meio Ambiente, deve
contribuir para a minimização de ocorrências anti-preventivas nos postos de trabalho, podendo, e
devendo, para tanto, informarem quaisquer irregularidades que contrariem este programa, bem como
apresentar proposições preventivas não citadas neste relatório.
17.2. As medidas preventivas aqui assinaladas deverão ser cumpridas rigorosamente dentro dos prazos pré-
determinados pela direção da empresa, conforme andamento das atividades; em caso da
impossibilidade do cumprimento destes prazos devido a paralisação total ou parcial das obras, novas
datas deverão ser estipuladas pela empresa, não devendo, em hipótese alguma, haver a realização das
atividades citadas no cronograma de execução das metas, sem as devidas precauções citadas neste
programa.

18. ELABORAÇÃO:
 Eco Ambiental Assessoria em Segurança e Medicina do Trabalho Ltda.

38
19. BIBLIOGRAFIA:
 Consolidação das Leis do Trabalho - MTE.
 Lei 6.514 de 22/12/77 - Capítulo V - Título II.
 Portaria 3.214 – NRs. 4, 5, 6, 7, 18, 19, 20, 24 e 26 e seus anexos.
 Manual de Procedimentos para Implantação e Funcionamento de Canteiros de Obras - Editora MAUAD -
Rousselet, Edison da Silva

Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2019.

___________________________________________________
AET Atlântica Engenharia e Terraplanagem Ltda.

_________________________________________________
Júlio César Lagoeiro de Magalhães
Engenheiro Químico e de Segurança do Trabalho
CREA RJ 1989105239
Registro Nacional: 200171673-7

20. ANEXOS:
- CÓPIA DA CARTEIRA DO CREA-RJ DO PROFISSIONAL EMITENTE DO PRESENTE LAUDO
TÉCNICO.
- SUGESTÃO DE ORDEM DE SERVIÇO
- SEGESTÃO DE DIALOGO DIARIO DE SEGURANÇA – DDS
- FICHA DE CONTROLE DE EPI
- RECOMENDAÇÃO DE MATERIAL PARA PRIMEIROS SOCORROS
- QUADRO DE EPI`s POR FUNÇÃO / PLANEJAMENTO PARCIAL
- RECONHECIMENTO DOS RISCOS POR FUNÇÃO
- MEDIDAS DE CONTROLE

39
Cópia da carteira do CREA-RJ do profissional emitente do presente Laudo Técnico.

40
RECOMENDAÇÃO DE SEGURANÇA
SESMT
DO TRABALHO

OBRA: DATA:
Em visita ao canteiro de obra acima citada, verificamos os seguintes situações anti-preventivas,
Razão pela qual citamos algumas recomendações:

Principal (is) Tópico (s) a Comentar:

Medidas Preventivas: Prazo p/ Execução

1ª VIA / ENG. DA OBRA 2ª VIA/ DIRETORIA RESPONSÁVEL 3ª VIA/ SEG. DO


TRABALHO

41
RECOMENDAÇÃO INDIVIDUAL DE
SEGURANÇA DO TRABALHO

NOME DE FUNCIONÁRIO :
FUNÇÃO: MATRÍCULA:
OBRA: DATA:
DESCRIÇÃO DA RECOMENDAÇÃO :

MOTIVO/RISCO :

VISTO:
1ª VIA / FUNCIONÁRIO 2ª VIA/ APONTADOR 3ª VIA/ SEG. DO
TRABALHO

42
ANEXO C (frente)

Treinamento Diário de Segurança

No.

Segurança, Saúde no Trabalho e Meio Ambiente


Treinamento Diário de Segurança - TDS

Data: / /

Local do Serviço:
Descrição dos Serviços que serão realizados hoje:

Colaboradores que Trabalham hoje/ função/ mat.


Especificar no verso da folha

Orientação de Segurança para o trabalho de hoje.

EPI que deve ser usado


( ) Óculos ( ) Uniforme ( ) Botina
( ) Luvas ( ) Protetor Auricular ( ) Botina de Borracha
( ) Proteção Respiratória
Sinalização do local. Satisfaz?
( ) Cone ( ) Fita Zebrada ( ) Placas de Seg.

Riscos do local :
( ) Queda
( ) Atravessar a Av. Brasil ( ) Veículos sem alarme de ré de Material
( ) Outros -
( ) Trabalhar de costas para o Tráfego ( ) Corpo Estranho nos Olhos Especificar

Área de Vivência:
( ) Água ( ) Sanitários Limpos ( ) Limpeza do local

43
ANEXO C (verso)

Preparação do Local de Trabalho


( ) Equipes
( ) Limpeza ( ) Arrumação ( ) Isolamento de área Próximas

( )
Acesso
( ) Escadas de Acesso ( ) Equip. Energizados Livre

Transporte de Materiais
( )
( ) Veículos ( ) Manual ( ) Guindaste Talhas ( )_ Outros

Condições do Ambiente de Trabalho


( )
( ) Queda de
Ruído/Vibração ( ) Risco de Choque Material
( ) Aérea
Externa ( ) Poeiras ( ) Serviços em altura

Obs.: 1. O Encarregado responsável pela frente de serviço deverá realizar o TDS, registrar e tomar a assinaturas dos
participantes
no verso do
formulário.
2. Qualquer assunto poderá ser abordado na palestra, mas a preferência será sobre o serviço a ser realizado.
Assinatura do Encarregado/mat. Assinatura do Engenheiro responsável/mat.

44
FICHA DE CONTROLE DE EPI

Controle Individual de EPI’s

NOME DO FUNCIONÁRIO:___________________________________________________________

FUNÇÃO:________________________________________________ Matricula: ____________

Declaro para os devidos efeitos de legislação, que ficarei responsável pelos equipamentos de proteção individual (NR-6, Portaria 3.214 de
08 de junho de 1978), recebidos gratuitamente, após orientação sobre a necessidade da forma como usar tais equipamentos, e que
estou ciente da obrigação de usá-los sistematicamente em minhas atividades profissionais da empresa, mediante os seguintes termos:
I – Correta utilização dos mesmos; exclusiva de uso da empresa, evitando danos e perdas por negligência;
II – Usá-lo apenas para a finalidade a que se destina; e responsabilizar-se por sua guarda, conservação e higienização dos mesmos;
III – Comunicar ao empregador ou a segurança do trabalho (onde houver), qualquer alteração que o torne impróprio para uso, apresentan-
do todos os danificados;
IV – Devolver os materiais e EPI’s, junto a empresa ou a segurança do trabalho (onde houver), quando do desligamento da entidade;
V – Ressarcir a empresa, por meio de desconto em folha de pagamento ou rescisão contratual, pela inobservância dos itens
anteriores, de acordo com a legislação vigente.
VI – Que está ciente da disposição legal constante da NR-1, mormente do subitem 1.8.1 de que constitui ato faltoso e recusa injustificada
de usar os EPI´s, ora fornecidos pela empresa, incorrendo nas penalidades em Lei.
Declaro ter recebido os materiais abaixo relacionados e instruções referentes à sua utilização.

ASSINATURA DO EMPREGADO DATA:

_______________________________________________ _________/______________/_________

Data Qte. C.A. EPI Assinatura Devolução


UNIFORME TAM:
CAPACETE
BOTINA TAM:
PROTETOR AURICULAR
ÓCULOS DE SEGURANÇA
LUVAS DE RASPA
CAPA DE CHUVA

Funcionário desligado em: ____/____/____ EPI´s devolvidos em: ____/____/___ .

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RECOMENDAÇÃO DE MATERIAL PARA PRIMEIROS SOCORROS:

• Relação de material para 1º socorros deverá estar abastecida com: 01 unidade - Tesoura de ponta
romba; 02 pares - Luva de procedimento cirúrgico (descartável) - Tamanhos 7 ½ e 8 ½; 05 pacotes -
Compressa de gaze esterilizada (7,5 cm x 7,5 cm); 01 rolo - Esparadrapo (10 x 4,5 cm); 02 rolos -
Atadura de crepom 12 x 4 cm e 20 x 4,5 cm; 01 frasco - Soro fisiológico (0.9%) - 500 ml; 01
unidade - Sabão líquido bactericida; 01 caixa - Cotonete; 01 unidade - Bolsa para gelo; 01 unidade -
Lanterna pequena e 01 vidro - Solução antisséptica (Álcool 70%) - 50 ml. (. O Serviço de Saúde e Se-
gurança controlará periodicamente esses componentes.

5.2) Regras Básicas de Primeiros Socorros:

Manter a calma. Afastar os curiosos e agir com rapidez e segurança. Levar a vítima para o ar fresco, se estiver em
ambiente confinado ou com produtos químicos.
Colocar a vítima deitada de costas, com a cabeça ao nível do corpo. Se rosto começar a ficar vermelho (congesti-
onado), conservar a cabeça levantada, colocando um pano embaixo.
Se tiver vômitos, voltar a cabeça da vítima para um dos lados. Esta posição evita que o vômito escorra para os
pulmões.
Se estiver inconsciente, retirar dentadura, comida, lama ou outros objetos da boca. Manter a língua do acidenta-
do esticada para evitar sufocação, colocando um pano dobrado na nuca
Desapertar as roupas e tirar sapatos, cintos, gravata ou qualquer coisa que possa prejudicar a circulação.
Não remover a vítima enquanto não tiver uma idéia precisa da natureza e extensão de seus ferimentos e sem antes
prestar os primeiros socorros
Evitar fazer a vítima se sentar ou levantar
Verificar o estado da vítima, remover a roupa que for preciso, até rasgando-a ou cortando-a, sempre com cuida-
do. Pedaços de roupa podem servir de torniquetes em caso de hemorragia
Se a vítima estiver consciente, perguntar o que sente. Se houver hemorragias ou parada respiratória, agir com a
maior urgência.
Não tentar dar de beber a pessoa que estiver inconsciente.
Nunca dar bebidas alcoólicas, quer a pessoa esteja consciente ou não.
Se houver suspeita de fratura ou luxação (junta fora do lugar), não fazer massagem nem mudar a vítima de posi-
ção. Imobilizar o local atingido na posição correta. Se a fratura for na coluna, transportar a vítima em leito rijo.
Em caso de queimadura não aplicar óleo, pasta de dente ou qualquer outra coisa exceto água fria.
Não mexer em ferimentos com sangue já coagulado
Acalmar a vítima e não deixá-la ver os ferimentos
Medidas importantes: evitar hemorragias, manter a respiração, proteger as áreas queimadas (com compressas
frias), transportar com cuidado, manter os ossos fraturados o mais próximo da posição normal, inspirar confian-
ça, evitar pânico.

CONSULTAR A EXISTENCIA DE PROCEDIMENTOS INTERNO DA OBRA.

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QUADRO DE EPI`s POR FUNÇÃO

PROFISSÕES Protetores
Máscara de
Auriculares Calçado de Óculos de Luva de seg.
Capacete Proteção
Tipo plug Segurança Segurança Pigmentada
C.A PFF1
C.A C.A C.A C.A
31469 C.A
14054 31701 9722 32076
10578
Enc. de Obras X XX X X XX XX
Enc. de Turma X XX X X XX XX
Aux. Técnico X XX X X XX XX
Téc. de Segurança do Trabalho X XX X X XX XX
Operador de Máquina XX X X XX XX XX
Operador de Moto niveladora XX X X XX XX XX
Marteleteiro XX X X XX XX XX
Motorista XX X X XX XX XX
Servente X XX X X X XX
Pedreiro X XX X X X XX
Engenheiro XX XX X X XX XX
OBS: Todos os EPI`s deverão possuir C.A. (Certificado de Aprovação expedido pelo órgão nacional compe-
tente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
Os EPI’s marcado com X (básicos para função).
Os EPI’s marcado com XX (quando for necessário para o desenvolvimento do serviço).

PLANEJAMENTO PARCIAL
AÇÃO RESPONSÁVEL META
Realização de Treinamentos de AET ATLANTICA ENGENHARIA
Semestral
Segurança no Trabalho TERRAPLANAGEM LTDA
Monitoramento Através de AET ATLANTICA ENGENHARIA
Conforme PCMSO
Exames Complementares TERRAPLANAGEM LTDA
Implantação de Medidas de AET ATLANTICA ENGENHARIA
Diário
Controle TERRAPLANAGEM LTDA
Realizar Análise Preliminar de AET ATLANTICA ENGENHARIA
Diário
Riscos TERRAPLANAGEM LTDA
Manter Informativos Sobre os Ris-
AET ATLANTICA ENGENHARIA
cos Inerentes as Atividades (Ruído / Mensal
TERRAPLANAGEM LTDA
Poeira / Calor/Vibração )

Garantir a Higienização e a conser-


AET ATLANTICA ENGENHARIA
vação dos EPI`s Fornecidos e do Diário
TERRAPLANAGEM LTDA
Ambiente de Trabalho

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CRONOGRAMA PARCIAL:

Período de Fev 2019 a Jan 2020


Etapas Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan

Reconhecimento dos
Riscos Ambientais

Implantação de
Medida de Controle

Monitoramento da
Exposição aos
Riscos Ambientais

Registros dos Dados

Divulgação dos
Dados

Monitoramento do
uso correto de EPI

48
RECONHECIMENTO DOS RISCOS:
O Reconhecimento dos riscos se deu através da identificação do agente, da fonte geradora, do meio de propagação, do
número de trabalhadores expostos, da função e atividade destes, do tipo de exposição, das medidas de controle existen-
tes e das propostas preventivas, conforme tabela a seguir.

Nº.DE
TRAJETÓRIA
FONTE FUNÇÃO E TEMPO DE POSSÍVEIS EFEITOS À
SETOR RISCO E/OU MEIO DE
GERADORA EMPREGADOS EXPOSIÇÃO SAÚDE
PROPAGAÇÃO
EXPOSTOS
FRENTE DE TRABALHO: OBRA: FMC TECHNOLOGIES DO BRASIL LTDA – PAVUNA - RJ.
Físico Maquinas e Diminuição da acuidade
Ondas Sonoras Intermitente
(Ruído) Equipamentos auditiva
Físico
Ambiente Radiação Servente – 05; 8h/dia Sudorese stress térmico
(Calor)
Pedreiro – 04;
Distúrbios no trato respirató-
Químico Ambiente da obra Via Ar Intermitente
rio / dermatite
(Poeira)
Físico Diminuição da
Ondas sonoras
(Ruído) Operação de Maquinas: Acuidade Auditiva
Escavadeira, patrol, Intermitente Distúrbios no
Físico moto niveladora. Vibração Operadores de Máqui- sistema nervoso/ dores nas
(Vibração)
na – 07; articulações.
Operador de Moto Sudorese, Desidratação,
Físico
(Calor)
Ambiente Radiação niveladora – 01; 08 h/ dia Indisposição ao
trabalho
Operação de Maquinas:
Químico Distúrbio no trato
Escavadeira, patrol, Via Ar Intermitente
(Poeira) respiratório
moto niveladora.
Físico Diminuição da
Ondas sonoras
(Ruído) Acuidade Auditiva
Operação de Maquina:
Canteiro Intermitente Distúrbios no
Físico Martelete.
de obras Vibração sistema nervoso/ dores nas
(Vibração)
articulações.
Marteleteiro – 01;
Sudorese, Desidratação,
Físico
Ambiente Radiação 08 h/ dia Indisposição ao
(Calor)
trabalho
Químico Operação de Maquina: Distúrbio no trato
Via Ar Intermitente
(Poeira) Martelete. respiratório
Físico Maquinas e Diminuição da acuidade
Ondas sonoras Intermitente
(Ruído) Equipamentos auditiva
Físico
Ambiente Radiação Motorista – 11; 8h/dia Sudorese stress térmico
(Calor)
Químico Distúrbios no trato respirató-
Ambiente da obra Via Ar Intermitente
(Poeira) rio / dermatite
Físico Maquinas e Enc. de Obras – 01; Diminuição da
Ondas sonoras Eventual
(Ruído) Equipamentos Enc. de Turma – 01; Acuidade Auditiva
Téc.Seg.Trabalho – Sudorese, Desidratação,
Físico
Ambiente Radiação 01; 08 h/ dia Indisposição ao
(Calor)
Aux. Técnico – 01; trabalho
Químico Eng. Civil – 01; Distúrbio no trato
Ambiente da obra Via Ar Eventual
(Poeira) respiratório

OBS: O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS PODE OCORRER ALTERAÇÕES ATÉ O ENCERRAMENTO DA OBRA

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MEDIDAS DE CONTROLE:

Medidas de Con-
Medidas de
SETOR/ trole proposta e/ Prazo de
Riscos Controle já
ou de
FUNÇÃO Execução
existente
implementação

Físico
(Ruído)
Utilização dos seguin-
tes EPI’s:
Capacete, óculos,
protetor auricular, Recomendamos que seja
Físico
luvas de proteção, realizada a avaliação
(Vibração) bota de segurança quantitativa do agente
Canteiro de Obras com bico de aço, tão logo inicie as ativi- Julho / 2019
máscara de solda, dades na obra, e, en-
Físico proteção de raspa, quanto isso, sugerimos
máscara purificadora
(Calor) que mantenham a utili-
de ar para partículas
e/ou vapores e outros
zação dos EPI’s
que se fizerem ne-
Químico cessário.

(Poeira)

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