Você está na página 1de 6

RADIOLOGIA DO MÚSCULO ESQUELÉTICO

Reações Periosteais: reação do osso a processo patológico, ocorre elevação e neo-osteogênese do periósteo,
fornece indícios utilizados para determinar o grau da lesão.
 Triângulo de Codman: reação incompleta de aspecto triangular.

Triângulo de Codman

 Tipo raios de sol: perpendiculares a cortical. Esta reação


acontece quando o periósteo é perfurado por neoplasia por
uma quantidade pequena de tumor, mas muito agressivas
ficando perpendicular ao osso, às vezes bem organizada, em
trabecular outras vê se ainda em organização, mas calcificação
cortical perpendicular ao osso.

Reação lamelar: apenas uma Reação multilamelar: também denominada "casca de cebola",
camada. Imagem: Reação periosteal origina-se pela deposição de camadas concêntricas e superpostas
do tipo lamelar em um paciente com de neoformação óssea periosteal, separadas por dilatação vascular
osteomielite do fémur. Verifique e por tecido conectivo frouxo.
também a extensa alteração do
trabeculado ósseo em virtude do
processo infeccioso crónico.
Fratura em galho verde: ocorre em crianças, em
virtude da grande elasticidade óssea, a fratura não
rompe completamente as corticais e simula a fratura de
um galho verde.

Outros tipos de fraturas:

-Completa: quando atinge as 2 corticais Incompleta


(camadas hiperdensas exteriores do osso).
-Incompleta: atinge apenas uma cortical. Galho
-Cominutiva: fratura completa, quando verde
existem mais de dois fragmentos ósseos.
-Compressiva: mais frequente nos corpos vertebrais.
Compressiva
-Afundamento: principalmente nos ossos
Incompleta
do crânio.
Completa

Afundamento

Fratura de costela:

O processo infeccioso que acomete


a coluna vertebral é denominado
espondilodiscite e caracteriza-se
radiologicamente pela destruição do
disco intervertebral com
envolvimento das partes moles e dos
platôs vertebrais adjacentes. O
comprometimento da coluna
vertebral pelo bacilo da tuberculose
é denominado mal de Pott.
Abscesso
Abcesso de Brodie: lesão osteolítica com halo esclerótico. É característico de lesões
subagudas ou crónicas.

Espondilite anquilosante (coluna em


bambu): é uma artrite inflamatória
crónica,que predomina em homens sindesmófitos
jovens, de cor branca e geralmente está
associada ao antígeno leucocitário HLA-
B27. Acomete as grandes articulações,
principalmente as sacroilíacas e a coluna
vertebral. Radiologicamente pode-se
observar uma forma quadrangular dos corpos
vertebrais associada a acentuados
sindesmófitos e calcificações dos ligamentos
paravertebrais, dando o aspecto conhecido
como "coluna em bambu", achado
radiológico característico da patologia. Essas
calcificações acarretam uma acentuada limitação da movimentação da coluna. predispondo a fraturas
vertebrais. Outro achado bastante frequente é uma sacroileíte simétrica, em que observa-se um borramento
com irregularidades e esclerose óssea, até evoluir para uma obliteração completa da articulação.

Sacks: pacientes com luxação recidivante do


Sinal de Bankart e Hill -Sachs
ombro podem apresentar sinais radiográficos característicos: o sinal de
Hill-Sachs se apresenta como uma erosão óssea na região posterior da
cabeça do úmero, e o sinal de Bankart é caracterizado por uma lesão
óssea ou no labrum da glenoide anterior e inferiormente.
Eving
Sarcoma de Ewing: tumor originário da medula óssea
vermelha. É uma lesão extremamente agressiva, com um pico
de incidência entre os 10-25 anos de idade, com discreta
predominância no sexo masculino. Prevalece na região
metadiafisária dos ossos longos e do sacro, com destruição
óssea, ruptura de cortical, reação periosteal e é associado a um
grande componente de partes moles. Também pode exibir um
aspecto de lesão permeativa, devendo-se fazer o diagnóstico
diferencial com osteomielite. raios de sol

Tofo de gota: gota é a precipitação de cristais de urato


monossódico nos tecidos, geralmente dentro e ao redor das
articulações, causando artrite aguda recidivante ou crônica. Os
tofos são agregados de cristais de urato monossódico que, em
geral, se desenvolvem na articulação e no tecido cutâneo.

Tendinopatia calcária
Osteossarcoma: é um tumor primário maligno do osso que predomina na segunda e terceira décadas de vida
com outro pico de incidência em torno dos 60 anos. Caracteriza-se por uma lesão heterogénea, com destruição
óssea, ruptura de cortical, intensa reação periosteal e associada a um componente de partes moles. Embora
possa afetar qualquer osso, geralmente acomete a região metafisária dos ossos longos. Pode ser primário ou
secundário à degeneração sarcomatosa da doença de Paget.
A
Osteossarcoma. (A) Observa-se uma lesão lítica e esclerótica mista na porção proximal da tíbia de uma criança,
que é característica de Osteossarcoma Osteogênico. (B) A RM T1 coronal mostra toda a extensão no tecido mole.
(C) Os mesmos achados também são observados em T2.

Pseudoartrose
Pseudoartrose: se caracteriza pela não fusão dos fragmentos
ósseos em uma fratura completa, geralmente com preenchimento
da linha de fratura por tecido fibroso e formação de uma
pseudoarticulação.

Osteomielite: o principal agente etiológico das


osteomielites é o Stafilococcus Aureus.
a O
comprometimento pode ser decorrente de disseminação
hematogênica ou por contiguidade de um processo
infeccioso nas partes moles.
Reação periosteal lamelar
Osteoporose: ou doença de Albers-Schonberg é uma displasia óssea de etiologia genética de
caráter dominante ou recessivo, que se caracteriza por uma esclerose óssea difusa. Apesar de
mais densos, os ossos são mais frágeis e podem-se fraturar com facilidade. Radiologicamente
verifica-se uma hiperdensidade difusa do esqueleto, com alteração difusa e obliteração do trabeculado ósseo.
DOENÇAS DEGENERATIVAS:
• Alterações osteo-hipertróficas: a sobrecarga mecânica
induz a formação óssea nas margens articulares (osteófitos).
• Redução do espaço articular: ocorre em virtude da
degeneração das estruturas de partes moles sustentadoras das
articulações, como meniscos, cartilagens e discos vertebrais.
• Esclerose óssea: decorrente de uma maior deposição óssea em determinadas estruturas
em virtude da sobrecarga mecânica, mais frequente nas articulações dos quadris, dos joelhos,
dos tornozelos e da coluna vertebral.
• Anquilose óssea: fusão de elementos ósseos distintos decorrentes do processo degenerativo.
Muito comum na artrite reumatoide.
• Cistos subcondrais: o processo degenerativo que ocasiona a destruição da cartilagem de
revestimento deixa exposto o periósteo, que costuma afilar, e ocorre a formação de pequenas
lesões císticas.
• Corpos livres intrarticulares: presença de corpos livres no interior das articulações.
Artrite reumatoide: A artrite reumatoide é uma doença degenerativa, autoimune, em que ocorre a formação
de anticorpos contra a cartilagem articular, caracterizada por uma poliartrite periférica, simétrica, que leva à
deformidade e à destruição das articulações por erosões ósseas e da cartilagem de revestimento sinovial.
Achados radiológicos:
• Edema de tecidos moles.
• Sinovite.
• Estreitamento simétrico dos espaços articulares.
• Osteoporose periarticular.
• Erosões ósseas marginais.
• Destruição e anquilose dos ossos do carpo. Esclerose óssea
• Luxações e subluxações articulares.
• Comprometimento simétrico das articulações.

Imagem: acentuadas erosões ósseas associadas à


anquilose dos ossos do carpo em paciente com artrite
reumatoide.

Osteoartrose: ou osteoartrite, ou doença articular degenerativa, se caracteriza pela destruição não


inflamatória das articulações, decorrente do processo de envelhecimento. Compromete, principalmente, as
articulações interfalangianas e as sustentadoras de peso, como coluna, quadris e joelhos. As principais
alterações radiológicas verificadas na osteoartrose são: osteofitose marginal, principalmente na coluna
vertebral; redução dos espaços articulares, mais evidente nos joelhos e quadril; esclerose e cistos subcondrais.

Porose óssea difusa + osteófitos marginais + esclerose difusa