Você está na página 1de 7

Unidade de potência Hidráulica

A unidade de potência hidráulica, responsável pela disponibilização do óleo a


elevada pressão, é constituída por:

 Reservatório;
 Bomba e motor eléctrico;
 Manómetro;
 Válvula de segurança;
 Arrefecedor;
 Filtros.
Fig. 3.37
Estas unidades podem ser classificadas de acordo com a colocação do depósito,
podendo este estar na posição convencional, sob o motor eléctrico, estar suspenso ou
estar em forma de L relativamente aos motores. Para além da função óbvia de
armazenar óleo da instalação estão ainda equipadas para realizar as seguintes funções:

 Dissipação do calor;
 Remoção do ar não dissolvido;
 Decantação de partículas poluentes;
 Separação de água condensada;
 Suporte da bomba, motor de acionamento e restantes órgãos de comando.
Bomba Hidráulica
Uma bomba hidráulica transforma energia mecânica em energia hidráulica, para
espirar líquido hidráulico de uma fonte para o seu destino. O caudal aspirado depende
da cilindrada da bomba, e a pressão do líquido depende das forças de oposição
oferecidas pelos sistemas ao escoamento do mesmo. Esta força depende da carga útil,
atritos mecânicos e outros atritos internos do tipo viscoso, nas tubagens, junções e
válvulas. A energia requerida pela bomba em instalações industriais é obtida
normalmente através de motores elétricos.

 Existem diferentes tipos de bombas, destacando-se:


 Engrenagens externas e internas;
 Palhetas;
 De êmbolos axiais;
 De êmbolos radias.
Bombas de engrenagens
As bombas de engrenagens são compostas no essencial, por um par de rodas
dentadas engrenadas, envolvendo por carcaça. Uma destas rodas dentadas está
solidária com um veio prolongado para o exterior, através do qual é acionada, sendo a
outra conduzida por engrenamento. O desengrenamento dos dentes cria um vácuo que
faz a sucção do óleo do reservatório. O óleo é transformado em câmaras formadas entre
os dentes, a cabeça a carcaça e as paredes laterais. A seguir o óleo é forçado para a saída
quando os dentes engrenam.
As bombas hidráulicas de engrenagem são as mais económicas e servem para
todas as aplicações de uso intermitente em pressões medianas (até 170 bares).
Fig. E representação
Bombas de palhetas
O mecanismo de bombeamento das bombas de palhetas industriais consiste em
um rotor, palhetas, anel ou estator e uma placa de orifício com aberturas de entrada e
de saída. Existem bombas de palheta cilindradas constantes e variáveis. Neste tipo de
bombas o rotor possui em todo o seu contorno exterior sedes radiais, onde são alojadas
e guiadas as palhetas. Estas por efeito da força centrífuga e da pressão, são premidas
contra a pista de deslizamento do estator. Nas bombas de cilindrada constantes esta
pista de deslizamento apresenta um formato elíptico (dupla excentridade), formando
câmaras de aspiração e expulsão opostas a duas. No caso das bombas de cilindrada
variável, em vez de um estator com dupla excentridade é usado um anel excêntrico, cuja
excentridade variável permite a variação da bomba.
As bombas hidráulicas de palhetas são usadas em máquinas industriais que
operam em regime contínuo e ambientes fechados, funcionando com alta pressão (até
210 bares).
Fig. E representação
Bombas de êmbolos axiais
As bombas de êmbolos baseiam-se na transformação do movimento circular de
um eixo de rotação num movimento de vaivém de êmbolo na cavidade de cilindros,
exactamente ao contrário do que se passa nos conhecidos motores de combustão.
Nas bombas de êmbolo axiais os cilindros encontram-se dispostos paralelamente
ao eixo de rotação de um barrilete (corpo de cilindros), que pode coincidir ou não com
o eixo de acionamento. A transmissão do movimento rotativo de acionamento no
movimento alternativo dos êmbolos realiza-se segundo três princípios básicos
diferentes a que correspondem os seguintes subtipos de bombas.

 Bomba de prato inclinado;


 Bomba de prato oscilante;
 Bomba de barrilete inclinado;
Fig; para cada tipo E representação.

Nas bombas de prato inclinado, o barrilete é quem recebe o movimento rotativo


transferido pelo eixo, sendo o movimento de vaivém dos êmbolos imposto por um prato
inclinado apoiado na carcaça da bomba. Nas bombas de prato oscilante, o barrite é
fixado à carcaça da bomba, e o prato inclinado é fixado ao eixo, recebendo a sua energia
de rotação, e transmitindo-a aos êmbolos. Nas bombas de barrite inclinado, o prato não
possui inclinação e é mais conhecido por falange de acionamento, já que faz transmissão
directa aos êmbolos. Estes são acionados com o uso de articulações esféricas.

Bombas de êmbolos radiais


Estas bombas possuem êmbolos radiais, dispostos em estrela, e alojadas no
interior de um anel de excentricidade variável contra o qual se apoiam por meio de
patins hidrostaticamente equilibrados.
Fig. E representação
Motor Hidráulico
Os motores hidráulicos vão transformar a energia hidráulica disponível em
movimento de rotação. Tratam-se portanto de consumidores de potência hidráulica e
não de fornecedores. A velocidade de rotação do motor vai depender do caudal de óleo,
para o caso de motores de cilindrada fixa. O binário do motor depende da pressão do
mesmo.
Tipos de motores usualmente:

 Motor de engrenagens;
 Motor de paquetas;
 Motor de pistão em linha/axiais (fixo e variáveis) e radiais;
 Motor gerotor.
Fig. E representação de cada um

Cilindros Hidráulicos
O cilindro hidráulico consiste essencialmente num êmbolo que se desloca numa
caixa cilíndrica. O responsável pelo movimento é o óleo. É através dele que se obtém o
movimento linear, a partir do qual se realiza a maioria das operações a que se destinam
os sistemas hidráulicos.
Encontra-se no mercado diversos tipos de cilindros, como:

 Cilindro de acção simples;


 Cilindro com retorno por mola;
 Cilindro dupla acção;
 Cilindro de haste dupla;
 Cilindro telescópico;
 Cilindro duplex contínuo;
 Cilindro duplex.
Fig. E representação de cada um

Motor Oscilatório
Os motores oscilatórios destinam-se a produzir movimento de rotação de
amplitude menor que uma revolução. Em geral envolvem uma cremalheira associada a
êmbolos, uma engrenagem e um veio.
Fig. E representação
Acumuladores
Os acumuladores destinam-se a conter (acumuladores) uma reserva de energia
que pode servir para compensar fugas, amortecer choques e pulsações cíclicas,
compensar variações volúmicas de origem térmica ou manométrica.
Devido à incompressibilidade do óleo, para que este seja armazenado sob
pressão recorre-se aos seguintes tipos de carregamento:

 Por peso;
 Por mola;
 Por gás.
Quando se trata de gás, em geral usa-se o azoto, por ser neutro. Este é separado
do óleo por uma parede elástica. Em repouso, o gás encontra-se comprimido pelo óleo,
expandindo-se a cada solicitação dos receptores.
Fig. E representação de cada um

Válvulas direcionais
As válvulas direcionais têm o papel fundamental nos circuitos hidráulicos de
contro e direcionamento do fluxo de óleo e da propagação da pressão associada. Então
assim associados aos restantes elementos hidráulicos, em especial bombas, motores e
cilindros, promovendo o seu arranque, inversão e marcha, velocidade de funcionamento
e restantes parâmetros.
A caracterização das válvulas direcionais do ponto de vista funcional faz-se através de:

 Números de orifícios;
 Número de posições;
 Natureza do comando.
Devido à necessidade de representação simbólica, uma válvula direcional refere-
se normalmente por “Válvula direcional m/n”.

 m representa o número de orifícios funcionais;


 n representa o número de posições funcionais.
A representação simbólica destas válvulas consiste em vários quadrados
justapostos, correspondendo cada um a uma posição funcional e indicando-se dentro
dele a forma como os orifícios estão conectados nessa posição.
Fig. E representação de cada um

O comando destas válvulas pode ser feito por:

 Acionamento por força muscular;


 Acionamento eléctrico;
 Acionamento pneumático ou hidráulico (válvulas hidráulicas);
 Acionamento combinado.
No comando elétrico de válvulas de grande tamanho a utilização directa de
electroímanes exigiria que estes fossem de grande dimensão. É assim utilizado o
comando indirecto em que o acionamento da gaveta de válvula principal é feito
hidraulicamente. Quem comanda este circuito hidráulico é a denominada válvula piloto,
esta sim, já podendo ser acionada eletricamente.
Fig, de representação de cada um.

Válvulas de pressão
Válvulas de pressão dividem-se em três grandes grupos:

 Válvulas limitadoras de pressão;


 Válvulas reguladoras de pressão;
 Válvulas de sequência.
As válvulas limitadoras de pressão têm como função principal não permitir o
aumento da pressão no sistema acima dum valor máximo previamente fixado,
prevenindo assim a instalação hidráulica de sobrecargas, evitando rebentamentos de
componentes ou tubagens. A pressão de entrada é limitada pela abertura progressiva
da secção de passagem.
Fig. E representação

As válvulas regulares de pressão, têm como função estabelecer uma pressão, a


um nível mais reduzido, para o circuito de alimentação de um determinado receptor.
Nestas, a pressão de saída é mantida constante pelo fecho progressivo da secção de
passagem.
Fig. E representação
As válvulas de sequência são válvulas que abrem quando no circuito se atinge
uma determinada pressão. Na prática, não deixam passar óleo abaixo de uma dada
pressão e acompanham a pressão de entrada do mesmo acima desse valor. Ou seja,
atingida a pressão de pilotagem a válvula abre fracamente.
Fig. E representação

Válvulas fluxométricas
As válvulas fluxométricas têm com função agir sobre o caudal de óleo. Conforme
o tipo de acção efetuada sobre o caudal. Esta ação, por vezes, é requerida apenas num
dado sentido do caudal, originando assim o conceito de válvulas unidirecional.
As válvulas estranguladoras baseiam-se na variação de secção de escoamento. A
forma como o caudal vária com a secção, é definida pela lei de Bernoulli.

Com a sua utilização é tornado possível o comando da velocidade de cilindros e


motores hidráulicos.
As válvulas reguladoras de caudal têm como objectivos manter constante a
velocidade de um receptor, independentemente da carga a que esta é sujeito. Estas
válvulas podem ser de três tipos:

 De dois orifícios;
 Se três orifícios;
 Divisoras de caudal.
Nos dois últimos tipos é gerado um segundo caudal. Para a válvula de três
orifícios esse caudal é um caudal residual que vai para o reservatório. A variação deste
caudal garante um caudal constante para o receptor, independentemente da situação
de carga deste. No caso do divisor de caudal, existem, dois receptores aos quais é
garantido o mesmo caudal.
Fig. E representação de cada um
Válvulas de retenção
Estas válvulas destinam-se a garantir o fluxo de óleo apenas num sentido, são
conhecidas, por isso, também pela designação de válvulas anti-retorno.
Fig. E representação

Válvulas proporcionais
As válvulas proporcionais podem ser posicionadas em infinitas posições,
podendo ser direcionais, limitadoras de pressão e reguladoras de caudal, entre outras.
Quando se pretende um controlo preciso da força do êmbolo devem usar-se válvulas
proporcionais de pressão e quando se pretende que o êmbolo se desloque a uma
velocidade precisa devem usar-se válvulas de proporcionais de caudal. Os algoritmos de
contro implementados nas placas electrónicas associadas às válvulas são normalmente
do tipo PID (Proporcional, Integral, Derivativo).
Fig. E representação