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Nilo Batista (Natal, 17 de abril de 1944) é um advogado e professor de direito

penal brasileiro. Foi governador do Estado do Rio de Janeiro de 1 de abril de 1994 até o fim
do mesmo ano[1], tendo assumido o governo fluminense em substituição a Leonel Brizola,
que renunciou para concorrer nas eleições presidenciais.[2]
Autor de diversos artigos e obras sobre Direito Penal e Criminologia, é conhecido por sua
postura crítica em relação ao sistema penal, seus papéis e objetivos no Estado
Democrático. Adepto da Criminologia Crítica, entende que o direito penal não pode se
fechar ao diálogo com as outras áreas do conhecimento, condenando a ausência de uma
política criminal aberta aos dados fornecidos pela criminologia.[3] Em seus escritos,
dedicou-se à análise histórica dos sistemas punitivos, bem como aos influxos entre o
direito e o contexto social e econômico de cada época. Com uma postura socialmente
contestadora, procura ligar o fenômeno criminal aos problemas sociais como a pobreza e a
má distribuição de renda, criticando a postura do Estado.
Dentre suas produções, destacam-se, entre outras, "Direito Penal Brasileiro: Teoria Geral
do Direito Penal, vol.1 ", escrito em conjunto ao argentino Eugenio Raúl Zaffaroni;
"Introdução Crítica ao Direito Penal Brasileiro", "Punidos e Mal Pagos" e "Matrizes Ibéricas
do Sistema Penal Brasileiro".

É fundador do Instituto Carioca de Criminologia e responsável pela publicação da Coleção


Pensamento Criminológico, uma das mais importantes séries criminológicas da atualidade,
bem como a Revista Discursos Sediciosos: Crime, Direito e Sociedade, coletânea anual de
artigos de insignes autores, com pontos de vista críticos e inovadores.[3]
Atualmente exerce a função de professor titular de Direito Penal na Universidade do
Estado do Rio de Janeiro e, desde 2006, é professor titular de Direito Penal na Faculdade
Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Índice

• 1 Biografia

• 1.1 Vida pessoal

• 1.2 Carreira jurídica

• 1.3 Trajetória Política

• 1.3.1 Gestão na Secretaria da Justiça e da Polícia Civil

• 1.3.2 No governo do Rio de Janeiro

• 1.4 O retorno à dedicação advocatícia e acadêmica

• 1.5 Carreira Acadêmica e Científica

• 1.6 Títulos Honoríficos

• 2 Obras Publicadas e organizadas

• 3 Referências
Biografia[editar | editar código-fonte]
Vida pessoal[editar | editar código-fonte]
Nilo Batista nasceu em Natal, em 17 de abril de 1944, filho de Bruce Batista e Hilda
Campos Batista.[1]
Ainda criança, mudou-se com seus pais para Juiz de Fora (MG), onde cursou o ensino
fundamental no Grupo Escolar Antônio Carlos e o ensino médio no Colégio São Luís e no
Instituto Granbery.

Casou-se com Sônia Maria Leite Sirimarco, com a qual teve trigêmeos: Carlos Bruce,Maria
Clara e João Paulo. Divorciado, contraiu segundas núpcias em 1993 com a socióloga e
parceira no campo da criminologia Vera Malaguti Batista.[1]

Carreira jurídica[editar | editar código-fonte]


Em 1966, bacharelou-se em direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Em 1970, aprovado em concurso público, tornou-se promotor de justiça do Estado da


Guanabara e, no ano seguinte, passou a lecionar direito penal na Faculdade de Direito
Cândido Mendes.

Em janeiro de 1973, licenciou-se da promotoria para atuar como procurador de justiça


substituto do estado junto à 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, onde permaneceu
até 1974. Neste mesmo período também exerceu advocacia no escritório do jurista Heleno
Fragoso, destacando-se como defensor de presos políticos, como o editor Ênio Silveira e o
estudante Stuart Angel Jones, e tendo também participado da defesa de acusados de
sequestro do embaixador alemão Ehrenfried Ludwig Von Holleben.

Em junho de 1975 foi nomeado para compor o Conselho Penitenciário do Estado do Rio de
Janeiro. No mesmo ano, tornou-se professor agregado da Pontifícia Universidade Católica
e, no ano seguinte, integrou a banca examinadora de concurso público para ingresso na
magistratura, o que viria a se repetir até 1984.[1]
Em dezembro de 1978 concluiu o mestrado em direito penal pela Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ). No ano seguinte foi eleito conselheiro da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), seção do estado do Rio de Janeiro para o biênio de 1979-1980, e pouco
depois foi nomeado assessor da presidência do Conselho Federal da OAB, cargo no qual
presidiu diversas comissões. Em 1985 foi eleito para presidir por dois anos a OAB-RJ,
período durante o qual integrou comissões redatoras dos anteprojetos de Lei de Defesa do
Estado Democrático e da Lei de Imprensa, instituídas pelo Ministério da Justiça, bem como
a Comissão Nacional de Combate à fraude, no ano seguinte. Presidiu, ainda em 1986,
do Instituto Carioca de Criminologia, promovendo uma série de encontros, eventos,
seminários e congressos que possibilitaram o intercâmbio crítico de conhecimento, com
alcance internacional.[3]
Em 1988 foi aprovado no concurso para livre docente em direito penal na Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e passou a presidir a comissão encarregada de estudar a
implantação da Escola Superior da Advocacia.[1]

Trajetória Política[editar | editar código-fonte]


Em Julho de 1986, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e assumiu o cargo de
secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a convite do governador Leonel Brizola, em
meio a uma crise na segurança pública estadual que levou à exoneração do secretário
Arnaldo Campana.
Exerceu o cargo até março de 1987, quando encerrou-se o mandato de Brizola, quando
voltou a se dedicar integralmente à advocacia.

Em outubro de 1990 foi eleito vice-governador do Rio de Janeiro, em chapa encabeçada


pelo ex-governador Leonel Brizola. De 1991 a 1993, acumulou com este o cargo de
Secretário da Justiça e da Polícia Civil, no qual coordenou operações que garantiriam a
segurança da Conferência Internacional dobre Meio Ambiente de Desenvolvimento (Eco-
92), realizada em junho de 1992.[1]
Gestão na Secretaria da Justiça e da Polícia Civil [editar | editar código-fonte]

Durante sua gestão, distúrbios de ordem pública, como uma onda de saques em
supermercados em abril e maio e arrastões nas praias cariocas foram utilizados pela
imprensa para bombardear o governo estadual, acusado de debilidade.

Comandou sindicância na polícia Estado apurando a participação de 28 policiais militares,


três detetives e dois funcionários da polícia civil na chacina realizada na favela carioca do
Vigário Geral. Na ocasião, investiga também denúncia sobre outros sete grupos de
extermínio, investigações que culminam na prisão de 41 policiais e afastamento de outros
34, dentre eles seu assessor, o delegado Elson Campelo.

Para conter o avanço da criminalidade, adota medidas dentre as quais se destacam o


projeto dos centros comunitários de defesa da cidadania (CCDCs), de 1993, fornecendo
serviços jurídicos, policiais, de identificação e bancários gratuitos para comunidades
carentes.

No início de abril de 1994, deixa a secretaria para assumir o governo fluminense,


substituindo Leonel Brizola, que renunciou ao cargo de governador para candidatar-se às
eleições presidenciais daquele ano.[1]
No governo do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Governou o Rio de Janeiro do início de abril de 1994, após a renúncia de Leonel Brizola, até
o final de dezembro do mesmo ano, quando, findo seu mandato, deu posse a seu sucessor
Marcelo Alencar (PSDB).

Nilo Batista toma posse em conturbada crise política decorrente da divulgação, pela
imprensa, sem qualquer investigação preliminar, dos livros contábeis do banqueiro do jogo
de bicho Castor de Andrade, que continha o nome de mais de cem políticos que teriam
supostamente recebido dinheiro (seja verba de filantropia, propina ou financiamento de
campanha), e nos quais constaria seu nome. Nilo negou ter recebido contribuições de
bicheiros para sua campanha, provando que sua presença nas listas se devia à
intermediação que estabelecera, em 1990 - antes, portanto, de ser empossado como vice-
governador - entre o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e o bicheiro Antônio Petrus, o
Turcão, para que este último salvasse da falência a Associação Brasileira Interdisciplinar de
Aids (ABIA), organização não governamental da qual Nilo tinha sido sócio-fundador e
advogado. A contribuição havia sido realizada em julho de 1990 e imediatamente
repassada. Diante do episódio, enfrentou a truculência dos adversários políticos que de
forma oportunista teriam enfatizado junto ao público nomes ligados ao Executivo estadual
com o intuito de desestabilizar o governo do PDT às vésperas das eleições presidenciais.
Foi ainda alvo, na época, da publicação de charges e informações desrespeitosas na
grande imprensa em decorrência do ocorrido. Em resposta a esses fatos, moveu ações
judiciais, pleiteando direito de resposta e indenizações contra os jornais O Globo, Jornal do
Brasil e Istoé. Mesmo obtendo ganho de causa em todas as ações que moveu, Batista
acabou desistindo de receber as devidas indenizações.
Em outubro de 1994, declarou-se favorável a uma participação mais ativa do governo
federal no combate ao crime organizado no estado. Solicitou parceria perante o Presidente
da República, Itamar Franco, para o combate ao tráfico de drogas e contrabando de armas.
Em Outubro de 1994, formalizou um acordo político para ação conjunta entre forças
federais e estaduais para desbaratar quadrilhas ligadas ao narcotráfico e ao crime
organizado, que ficou conhecida como Operação Rio. No convênio, estabeleceu-se que as
atividades de planejamento e coordenação e as ações da Secretaria Estadual de Justiça,
das polícias Militar e Civil e da Defesa Civil estadual passariam a ser geridas por um órgão
central, comandado por um oficial indicado pelo Comando Militar do Leste e cujo nome
seria submetido ao governador e ao presidente. Ao Comando Militar seriam garantidos
poderes de investigação e saneamento da estrutura policial fluminense, inclusive com a
reestruturação de seus quadros, além de poder de intervir na polícia federal e dispor da
estrutura militar das forçar armadas estabelecidas no estado. As ações da operação
concentraram-se na ocupação temporária de favelas e em batidas nos acessos ao rio.

Entre as principais medidas tomadas nos nove meses de seu governo, figuraram a
continuidade das obras do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara; o
encaminhamento de um projeto para a criação de uma zona de processamento de
exportações em Itaguaí; a liberação de recursos para a conclusão do presídio de
segurança máxima Bangu II e a reforma de dois institutos penais; o tombamento do
Sambódromo e a liberação de verbas para o combate de enchentes em vários municípios
do estado.

No que diz respeito à segurança pública, além das ações da operação Rio foram tomadas
as seguintes providências: regulamentação do segundo emprego para policiais civis e
militares; posse de 140 delegados com formação especial dada pela Academia de Polícia e
pela UERJ; demissão de 11 policiais civis por irregularidades; e envio à Assembleia
Legislativa do projeto de lei de sua autoria autorizando o estado a explorar o Loto Zôo
online, uma espécie de loteria nos moldes do jogo do bicho, legalizada e informatizada, a
ser administrada pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro.

No dia 29 de Dezembro, Nilo encerra simbolicamente sua passagem pelo poder em


cerimônia religiosa no palácio da Guanabara, aproveitando para criticar a mídia, elogiar a
evolução na mentalidade dos militares e anunciar que não mais pretendia ocupar outros
cargos públicos. Dois dias depois, findo seu mandato, dá posse a seu sucessor, o ex-
prefeito do Rio Marcelo Alencar.[1]

O retorno à dedicação advocatícia e acadêmica[editar | editar


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Em Janeiro de 1995, voltou a advogar e retomou suas atividades acadêmicas. Em outubro,
torna-se diretor-presidente do Instituto Carioca de Criminologia, sendo responsável pela
publicação da Revista Discursos Sediciosos: Crime, Direito e Sociedade, coletânea anual
de artigos de insignes autores, com pontos de vista críticos e inovadores.

Encabeçou a criação, em 1998, e implantação, em 1999, juntamente com sua esposa Vera
Malaguti Batista, do Programa de Mestrado em Ciências Penais da Universidade Candido
Mendes (UCAM) Centro – Rio de Janeiro, permanecendo responsável por sua coordenação
geral até 2002, quando foi então sucedido pelo Professor Marildo Menegat até o ano de
2005. O programa apresentara importantíssima vanguarda no pensamento criminológico
brasileiro, como uma contraposição qualificada ao discurso punitivo dominante
mundialmente, partindo de abordagem transdisciplinar ao importar contribuições de
outros campos das ciências humanas para obter uma dimensão mais pluralista que
permitiu a reestruturação de institutos tradicionais do direito por um viés mais humano de
garantia dos direitos.[3]
Tornou-se professor titular de direito penal da UERJ, sócio-benemérito da Associação do
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e membro, entre outros, do Instituto dos
Advogados Brasileiros, da Sociedade Brasileira de Criminologia, da Associação
Internacional de Direito penal, das sociedades Internacional e Brasileira de Vitimologia, da
Sociedade Internacional de Defesa Social, da Comisión Redactora del Proyecto de Codigo
Penal Tipo para Latonoamérica, do conselho consultivo do grupo brasileiro da Sociedade
Internacional de Direito Penal Militar e Direito de Guerra, do conselho diretor da Associação
Brasileira de Juristas Democratas.[1]

Carreira Acadêmica e Científica[editar | editar código-fonte]


Prof. Agregado PUC/RJ (1975); Prof. Mestrado UFRJ (1980); Prof. Titular de Direito Penal da
Universidade Candido Mendes (1984); Professor visitante de Direito Penal na Maestria
Latinoamericana en Ciencias Penales y Criminologicas, do Instituto de Criminologia da
Universidad del Zulia, Venezuela (1988).

Coordenador-Geral do Curso de Especialização em Advocacia Criminal (UCAM/RJ, 1999).


Prof.Titular de Direito Penal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2000).

Diretor do Programa de Mestrado em Direito da Universidade Candido Mendes (2002).

Prof. Titular de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006).

Títulos Honoríficos[editar | editar código-fonte]


Agraciado com o Colar do Mérito Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, 8.dez.1985; Cruz
de Honor de la Orden de San Raimundo de Peñafort, Ministério de la Justicia, Madrid,
19.set.1986; Grã-Cruz da Ordem do Mérito Policial do Estado do Rio de Janeiro,
26.set.1986; Medalha do Mérito da Justiça Criminal, 29.ago.1996. Medalha do Mérito
Cultural da Magistratura, Instituto dos Magistrados do Brasil, 01.out.2001. Medalha
Juscelino Kubistschek, por ocasião das comemorações do 70º aniversário da Universidade
Federal de Juiz de Fora, 18.jun.2004. Medalha EMERJ, Escola da Magistratura do Estado do
Rio de Janeiro, 06.dez.2007. Medalha Chico Mendes de Resistência, Grupo Tortura Nunca
Mais, Rio de Janeiro, 31.mar.2010. Medalha Teixeira de Freitas, Instituto dos Advogados
Brasileiros, Rio de Janeiro, 14.dez.2011.

Obras Publicadas e organizadas[editar | editar código-fonte]


•Teoria da Lei Penal (colab. Aníbal Bruno), S. Paulo, 1974, ed. RT.
•O Elemento Subjetivo do Crime de Denunciação Caluniosa, Rio, 1975, ed. L. Juris.
•Aníbal Bruno, Penalista, Rio, ed. Liber Juris, 1978.
•Decisões Criminais Comentadas, Rio, 1976, ed.L. Juris (2ª ed., 1984).
•Advocacia Criminal (colab. João Mestieri), Rio, 1978, ed. L. Juris.
•Concurso de Agentes, Rio, 1978, ed. L. Juris (4ª ed., 2008).
•Casos de Direito Penal (colab. H. Costa Jr.), Rio, 1980, ed. L. Juris.
•Temas de Direito Penal, Rio, 1984, ed. L. Juris.
•Punidos e Mal Pagos, Rio, 1990, ed. Revan.
•Introdução Crítica ao Direito Penal Brasileiro, Rio, 1990, ed. Revan (12ª ed., 2011).
•Matrizes Ibéricas do Sistema Penal Brasileiro - I, Rio, 2000, ed. F. Bastos.
•Direito Penal Brasileiro: primeiro volume - Teoria Geral do Direito Penal (colab. E. Raúl
Zaffaroni, Alejandro Alagia e Alejandro Slokar), Rio, 2003, ed. Revan.
•Novas Tendências do Direito Penal, Rio, 2004, ed. Revan.
•Lições de Direito Penal Falimentar, Rio, 2006, ed. Revan.
•Direito Penal Brasileiro: segundo volume – Tomo I - Teoria do Delito: introdução histórica e
metodológica, ação e tipicidade (E. Raúl Zaffaroni, Alejandro Alagia, Alejandro Slokar), Rio,
2010, ed. Revan.
•Tributo a Louk Hulsman (org. Ester Kosoviski), 2012, Rio, ed. Revan.

Referências
1. ↑ Ir para:a b c d e f g h i Vargas), Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do
Brasil (Fundação Getúlio (1 de janeiro de 2001). Dicionário histórico-biográfico brasileiro, pós-1930. [S.l.]:
FGV Editora. ISBN 9788522503445
2. ↑ FRAGA, Plínio (22 de fevereiro de 1994). «Brizola se prepara para deixar o governo do Rio no dia 2 de
abril». Folha de S. Paulo. Consultado em 20 de outubro de 2018
3. ↑ Ir para:a b c d AUTORES, VARIOS; CASARA, RUBENS; MENEGAT, MARILDO (1 de janeiro de
2014). Escritos transdisciplinares de criminologia, direito e processo penal: homenagem aos mestres Vera
Malaguti e Nilo Batista. [S.l.]: REVAN. ISBN 9788571065024

FONTE: WIKIPEDIA