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Unidade 3: Os AVAs e seu papel no fazer EaD

Conteúdos trabalhados na unidade: Universidade Aberta do Brasil; TICs


(Tecnologias da informação e comunicação) aplicadas à Educação:
os AVAs (ambientes virtuais de aprendizagem).

3.1 Universidade Aberta do Brasil

Você já deve ter ouvido falar sobre a UAB – Universidade Aberta do Brasil. Já?
Se não, vamos entender o que quer dizer UAB?

No site da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível


Superior (http://www.capes.gov.br/), temos acesso a todas as informações
relevantes sobre esta iniciativa.

Vamos a elas?

É importante saber que a UAB não é uma universidade, apesar de o nome dar
esse indicativo. Ela é, na verdade, um sistema composto por diversas
universidade públicas visando oferecer cursos de nível superior para alunos
oriundos das camadas da população que tem maiores dificuldades de acesso à
este nível de ensino.

Para realizar seu projeto educacional, a UAB faz uso de uma metodologia que
privilegia a EaD.

Não são só os alunos que recebem formação com esta iniciativa. Professores
que atuam na educação básica têm prioridade de formação, assim como os
dirigentes, os gestores e os trabalhadores em educação básica dos estados,
dos municípios e do Distrito Federal.

“O Sistema UAB foi instituído pelo Decreto 5.800, de 8 de junho


de 2006, para "o desenvolvimento da modalidade de educação a
distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de
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cursos e programas de educação superior no País". Fomenta a


modalidade de educação a distância nas instituições públicas de
ensino superior, bem como apoia pesquisas em metodologias
inovadoras de ensino superior respaldadas em tecnologias de
informação e comunicação. Além disso, incentiva a colaboração
entre a União e os entes federativos e estimula a criação de
centros de formação permanentes por meio dos polos de apoio
presencial em localidades estratégicas”.

Deste modo, o sistema da Universidade Aberta do Brasil propicia

“a articulação, a interação e a efetivação de iniciativas


que estimulam a parceria dos três níveis governamentais com as
universidades públicas e demais organizações interessadas,
enquanto viabiliza mecanismos alternativos para o fomento, a
implantação e a execução de cursos de graduação e pós-
graduação de forma consorciada”.

O que a UAB procura fazer é “plantar a semente da universidade pública de


qualidade em locais distantes e isolados”, assim como também visa incentivar
o desenvolvimento de municípios cujo Índice de desenvolvimento Humano
(IDH)1 e Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB)2 são baixos.

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O IDH é uma medida resumida do progresso a longo prazo em três dimensões básicas do
desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O objetivo da criação do IDH foi o de
oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per
capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub
ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de
Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral e sintética que, apesar de ampliar a
perspectiva sobre o desenvolvimento humano, não abrange nem esgota todos os aspectos de
desenvolvimento.
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O IDEB, criado pelo Inep em 2007, é iniciativa pioneira que reúne num só indicador dois
conceitos fundamentais para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho
nas avaliações. Ele agrega ao enfoque pedagógico dos resultados das avaliações a
possibilidade de resultados facilmente assimiláveis, e que permitem traçar metas de qualidade
educacional para os sistemas. É calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos
no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb – para estados,
DF e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios.
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Se analisarmos a iniciativa, teremos que é o grande objetivo do sistema, abrir


as portas para aqueles estudantes que, por razões de nível sócio-econômico,
não tiveram as mesmas oportunidades que os demais estudantes.

<Saiba mais – início>

Quer saber mais sobre o IDH e o IDEB?


- IDH: acesse http://www.pnud.org.br/IDH/DH.aspx. É a página do PNUD,
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Lá você encontrará
todas as informações necessárias sobre o tema.

- IDEB: acesse http://www.portalideb.com.br/. É o Portal IDEB, onde há todas


as informações sobre esse índice.

Não deixe de acessar, ok?

<Saiba mais – fim>

A UAB funcionaria, portanto,

“como um eficaz instrumento para a universalização do acesso ao


ensino superior e para a requalificação do professor em outras
disciplinas, fortalecendo a escola no interior do Brasil,
minimizando a concentração de oferta de cursos de graduação
nos grandes centros urbanos e evitando o fluxo migratório para as
grandes cidades”.

É uma iniciativa grandiosa. Pretensiosa, eu diria, mas muito necessária tendo


em vista a realidade – e a diversidade – continentais do nosso país.

O Sistema UAB sustenta-se em cinco eixos fundamentais. Você imagina quais


sejam eles?
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Vejamos:

1) Expansão pública da educação superior, considerando os processos de

democratização e acesso;
2) Aperfeiçoamento dos processos de gestão das instituições de ensino

superior, possibilitando sua expansão em consonância com as


propostas educacionais dos estados e municípios;
3) Avaliação da educação superior à distância tendo por base os processos

de flexibilização e regulação implantados pelo MEC;


4) Estímulo à investigação em educação superior à distância no País;

5) Financiamento dos processos de implantação, execução e formação de

recursos humanos em educação superior à distância.

Você percebeu quantas vezes aparece a expressão educação a distância na


descrição dos eixos fundamentais do sistema UAB? Eu contei: 3 vezes e os
eixos são cinco.

Entende a importância desta modalidade para o funcionamento do sistema?

Ainda, ressalto que as universidades envolvidas são públicas, o que nos


remete a refletir sobre o quanto as politicas públicas federais preocupam-se e
valorizam a EaD como possibilidade de formação aos estudantes.

Para encerrar, embora ainda haja muito a saber sobre a UAB, para o que
recomendo uma visita ao site indicado anteriormente, você tem ideia de como o
sistema funciona?

Veja a imagem que segue:


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Articulação entre as instituições públicas de ensino e os polos de apoio


presencial

http://www.uab.capes.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7
&Itemid=19

A proposta é de fazer uma articulação entre as universidades federais visando


atender às demandas locais por educação superior. É mais ou menos assim:
são estabelecidas quais as instituições que serão responsáveis por ministrar
um curso determinado e onde isso acontecerá (qual município), onde haverá
pólos de apoio presencial para gerenciar todo o processo- o que podemos ver
na imagem “Articulação entre as instituições públicas de ensino e os
polos de apoio presencial”.

Depois de firmado todo esse esquema, o sistema UAB assegurará o fomento,


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ou seja, o incentivo financeiro, para que haja pleno funcionamento das ações
pedagógicas nos polos.

<Lembrete – início>

Todas as informações sobre a UAB estão no endereço eletrônico


http://www.uab.capes.gov.br/. Não esqueça de visitá-lo!.

<Lembrete – fim>

É importante conhecer essa iniciativa, pois ela é a garantia de que as políticas


públicas propõem que processos educacionais sejam viabilizados também via
EaD.

A EaD tendo apoio governamental, certamente, fica mais fácil de que a


iniciativa privada adentre, como já o faz, o mercado com mais segurança e
oferta de cursos variados.

Deste modo, a EaD, devidamente respaldada por legislação eficiente e apoiada


pelo setor público, encontrará apoio cada vez mais eficaz no alcance da massa
interessada, realizando o seu desígnio de popularizar o ensino e disponibilizar
as condições de acesso aos mais remotos recantos do país.

Viu como você fez a escolha certa para sua pós-graduação? Parabéns!
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3.2 TICs (Tecnologias da informação e comunicação) aplicadas à


Educação: os AVAs (ambientes virtuais de aprendizagem)

Continuando nossa caminhada pelo mundo do EaD, vamos sempre nos


lembrar que estudar através da modalidade à distância é um recurso cada vez
mais utilizado.

É um modo de estudar de uma forma um pouco diferente do ensino tradicional


presencial, aonde vamos à escola diariamente, no mesmo horário,
encontramos as mesmas pessoas e desenvolvemos a mesma rotina.

<Observação – início>

De acordo com o MEC – Ministério da Educação, em sua página oficial, a EaD


é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos
processos de ensinar e aprender ocorre com o uso de meios e TICs –
tecnologias da informação e educação, com alunos e professores
desenvolvendo, em lugares e tempos diversas, as atividades educacionais
propostas para cada curso.

Encontramos essa definição no Decreto 6.522/05 que regulamenta o art. 80 da


LDN 9394/96.

<Observação – Fim>
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É diferente. É estudar de outro jeito. E pressupõe pensar sobre como se faz


isso, afinal, imagino que todos nós, ou a maioria de nós fomos formados pela
modalidade presencial, certo?

Aprendemos bastante deste jeito, não é?

Pois bem, o que trago à discussão é exatamente a questão de que EaD é outra
forma, diferente do ensino presencial.
Você já refletiu sobre isso?

Contudo, em ambas é necessária uma sala de aula. É. Uma sala de aula, sim!
Só que em EaD, essa sala de aula estará no ambiente virtual, acessada ao
tempo de cada um. E, para que isso aconteça, é preciso que haja um AVA –
ambiente virtual de aprendizagem – que é, na verdade, essa escola da qual
acabei de falar, com suas salas de aula, biblioteca, secretaria etc.

Você já tinha escutado falar em AVAs antes de estudar na UNIP Interativa? Se


sim, que AVAs você conhece? Se não, vamos conhecer alguns deles.

Veja exemplos:

1) AdaptWeb: projeto da desenvolvido pelo Instituto de Informática da


Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pelo Departamento de
Computação da Universidade Estadual de Londrina.
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In: http://freecode.com/projects/adaptweb

2) Amadeus Ims: Agentes Micromundos e Análise do Desenvolvimento no


Uso de Instrumentos: um software livre, de apoio à aprendizagem,
executado num ambiente virtual, criado em 2007 pelo grupo de pesquisa
em tecnologia educacional do Centro de Informática da Universidade
Federal de Pernambuco.

3) Moodle3: Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment,


software livre, que permite a criação de cursos on-line, executado em
ambiente virtual; é, ainda, um Sistema de gestão da aprendizagem (LMS
- Learning Management System); pode ser utilizado em contexto e-
learning ou b-learning, está disponível em 75 línguas diferentes e conta
com 25.000 websites registados em 175 países.

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O verbo "to moodle" descreve, em inglês coloquial, o processo de navegar
despretensiosamente por algo, enquanto fazem-se outras coisas ao mesmo tempo.
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In: http://aprender.unb.br/course/view.php?id=1567

4) Sócrates: ambiente colaborativo baseado na Web, possibilitando a


criação de projetos e comunidades de aprendizagem de modo a
contribuir para a melhoria da formação e prática pedagógica cotidiana
dos professores da escola básica e pesquisadores dos Programas de
Pós-Graduação.

In: http://www.vdl.ufc.br/socrates/
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5) Teleduc: é um ambiente de educação a distância pelo qual se pode


realizar cursos através da Internet; desenvolvido em parceria pelo
Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) e pelo Instituto de
Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

In: http://www.teleduc.org.br/

6) Solar: O Instituto UFC Virtual, da Universidade Federal do Ceará


desenvolveu este ambiente virtual de aprendizagem.

7) E-proinfo: é um ambiente colaborativo de aprendizagem; permite a


concepção, administração e desenvolvimento de diversos tipos de
ações, como cursos a distância, complemento a cursos presenciais,
projetos de pesquisa, projetos colaborativos e diversas outras formas de
apoio a distância e ao processo ensino-aprendizagem.
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In: http://eproinfo.mec.gov.br/

<Observação – Início>

E-learning: E-learning é uma modalidade de ensino a distância que possibilita a


auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente
organizados, apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação,
utilizados isoladamente ou combinados, e veiculado através da internet.

B-learning: O B-Learning traduz uma pedagogia de mistura e integração de


diferentes ambientes de ensino: Sala de aula, e-learning e Contexto de
Trabalho, através da adoção de um ensino-aprendizagem flexível, adequado
aos diferentes perfis e estilos de aprendizagem dos estudantes.

<Observação – Fim>

Há ainda diversos outros AVAs. Cada um deles tem uma característica


específica, assim, a instituição pode escolher aquele que melhor servir ao seu
propósito.
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O importante é ressaltar que os AVAs, que podem ser livres ou pagos, são
similares à escola presencial no sentido de que nele se promove Educação.

A UNIP Interativa optou pelo Blackboard, um dos líderes no mercado, que


atende a um grande número de universidades. A empresa proprietária
desenvolveu o AVA de modo que seja desenvolvido um trabalho em conjunto
com seus clientes para a criação e implementação de tecnologias. Seu objetivo
é aperfeiçoar cada aspecto do processo educacional.

Tela do Blackboard - entrada nos cursos - otimizada para UNIP Interativa

Assim como os demais AVAs, a proposta é que as instituições – e aqui estamos


nós - atraia seus alunos com apresentação de cursos em formatos inovadores
e atraentes, respeitando-os em seu ritmo próprio para conectá-los de maneira
mais efetiva e mantê-los informados, envolvidos e motivados a colaborar.

Veja a seguir a página do Blackboard na qual são indicados alguns clientes,


dentre eles, a UNIP – Universidade Paulista.
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In: http://blackboard.grupoa.com.br/clientes/

<Atividade de Aplicação – Início>

Que tal conhecer alguns dos mais conhecidos AVAs para


desenvolvimento de cursos em Educação a Distância? Verifique na tabela que
segue os endereços de alguns deles, acesse e conheça um pouco mais sobre
o trabalho com estes recursos.

AVA gratuitos
Moodle
<http://moodle.org/>
Teleduc
<http://www.teleduc.org.br/>

Dokeos
<http://www.dokeos.com/>

E-proinfo <http://eproinfo.mec.gov.br/>
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Col
<http://col.larc.usp.br/principal/>

EaD Builder
<http://www.eadbuilder.com.br/>

Amadeus
<http://www.softwarepublico.gov.br/dotlrn/clubs/amadeus/one-
community?page_num=0>
AdatWeb
<http://adaptweb.sourceforge.net>

Sócrates
<http://www.vdl.ufc.br/socrates>

Solar
<http://solarpresencial.virtual.ufc.br/>

AVA pago
Blackboard <http://blackboard.grupoa.com.br/>

Bom trabalho!
<Atividade de Aplicação – Fim>

Os AVAs, para serem utilizados pelos usuários, contam com diversas


ferramentas. Que tal estudar um pouco sobre essas ferramentas que fazem
parte dos AVAs?

Você conhece os aplicativos a seguir? Eles são algumas das principais


ferramentas utilizadas nos AVAs e, portanto, na EaD:

• E-mail;
• Chat;
• Fórum de discussão;
• Wiki;
• Lista de discussão;
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• Videoconferência;
• Blogs/Fotologs/Videologs;
• Sites de relacionamento.

Todas essas ferramentas têm uma única intenção, ou seja, desenvolver a


aprendizagem colaborativa, ativa dos estudantes. E, para que isso aconteça, é
fundamental incentivar o trabalho em grupo no qual o educador precisa
entender que seu aluno é o foco e que sua aprendizagem vai se dar pela troca
com os demais participantes.

Assim, o principal objetivo é o desenvolvimento de uma ação em que os papéis


de professor e de aluno sejam desempenhados por ambos. Como? A visão da
aprendizagem será de que aprendemos melhor ao compartilharmos com
nossos pares as dúvidas e descobertas.

Essa é um mecanismo para a criação de comunidades de aprendizagem que


vão para além da sala de aula, em uma nova noção de tempo e espaço, dentre
outras possibilidades, o que a EaD nos leva a construir.

<Atividade de Aplicação - início>

Faça uma pesquisa sobre cada uma das ferramentas descritas


acima e construa um conceito para cada uma delas. Utilize a Internet e vivencie
a navegação no mundo virtual.

Bom trabalho!
<Atividade de Aplicação - Fim>

Você já parou para refletir que, com tantos recursos há diversas possibilidades
de aprender e ensinar?

Através das TICs - Tecnologias de Informação e Comunicação – que


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possibilitaram a construção de uma Web verdadeiramente colaborativa a todo


tempo e em todo lugar, as aulas podem ser ainda mais estimulantes para
alunos e professores.

É certo que devemos ter sempre em mente que a tecnologia é importante, mas,
independente de recursos tecnológicos que optarmos por utilizar, assim como
os tipos de atividades que vamos desenvolver, é o modelo didático-pedagógico
que adotarmos para aperfeiçoar e potencializar a aprendizagem dos alunos
que irá confirmar se ele é realmente voltado à aprendizagem colaborativa ou
não.

Além, é claro, de que o professor tem que ter muito claros seus objetivos para
não utilizar a tecnologia como um fim em si mesma, e, sim, como mais uma
ferramenta para aprendizagem de seu aluno e sua também!

<Saiba Mais - início>

Trabalhar nos ambientes virtuais de aprendizagem não é simples, não! É


necessário estudar muito para inserir-se nesse mundo.

Quer saber mais sobre isso? Sugiro ler o artigo da profa. Núria Pons Vilardell-
Camas, intitulado “Revisão Teórica das dificuldades e atitudes do professor em
ambientes de aprendizagem virtual”.

Boa leitura!

<Saiba Mais – Fim>

Vamos refletir mais um pouco sobre toda essa nossa conversa?

Existem os AVAs e neles as aulas são inseridas e, de acordo com um


calendário, elas vão sendo disponibilizadas para que o aluno as assista.
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As aulas são gravadas e você as assiste ao seu tempo, desde que não perca
os prazos determinados. É assim que funciona no seu curso de pós-graduação.

Você assiste, portanto, a uma videoaula, ou seja, a uma aula ministrada à


distância, através do uso de uma Tecnologia de Comunicação, como a TV, o
computador ligado a Internet4 (seu caso), celulares ou outros instrumentos que
veiculem áudio e/ou vídeo.

Uma videoaula, em geral, funciona como um complemento a outras formas de


ensino, utilizando-se outras mídias.

Lembre-se, além da aula gravada, você também tem o Livro Texto, os


questionários e os fóruns para participar, certo? Fazer EaD é pensar em muitos
detalhes, pois todas as ferramentas tem que estar disponíveis para os alunos
dentro dos prazos estipulados.

<Saiba mais Início>


Os cursos em EaD mais procurados são os relacionados a
Educação/Pedagogia, formação de profissionais para EaD, os relacionados à
Administração, Gestão de Recursos Humanos, tecnologia de informação.
Visite o site da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância - e
conheça esse importante órgão em http://www2.abed.org.br/.
<Saiba mais – Fim>

Ainda sobre as videoaulas, você imagina o quanto um professor tem que se


preparar para gravar trinta minutos, que é o que chega até você? Eu vou te
contar.

Cada aula na UNIP Interativa tem dois blocos de quinze minutos. Para cada um
deles é necessário escrever ou revisar o Livro Texto da disciplina, preparar
slides em número compatível com o tempo de gravação, elaborar dez questões

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Na UNIP Interativa modalidade SEI, as aulas são gravadas com antecedência e
disponibilizadas no Blackboard para que os alunos as assistam desde que forme inseridas até
o término do módulo corrente.
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fechadas, de múltipla escolha, somando cinco alternativas possíveis de


resposta, comentar a resposta correta e propor uma questão aberta reflexiva
para o fórum de discussão.

Muita coisa, não é? Parece fácil, mas é extremamente complexo de fazer e


colocar no ar. Assim, você consegue perceber a complexidade do processo,
não consegue?

Contudo, o que é produzido na UNIP Interativa vem com uma carga de muita
responsabilidade, seriedade e amor pelo que é feito, afinal, é nas suas mãos
que tudo isso vai chegar e nossa intenção é que você tenha a melhor formação
possível!

Acrescento, como o faz NOGUEIRA (2005) que quem faz EaD não são as
máquinas, não são os programas e, sim, as pessoas. Eu, você, os técnicos...

Cada um de nós é uma peça fundamental nessa engrenagem maior que é a


Educação, portanto,

Professor, ser um educador high tech não significa encaminhar


seus alunos para o laboratório de informática para realizar as
pesquisas virtuais, mas, sim, enquanto mediador do processo de
aprendizagem, engajar seus alunos em um verdadeiro projeto de
investigação e possibilitar que a virtualidade seja um dos
caminhos explorados para este fim (Nogueira, 2005, p. 42).

<Resumo – Início>
Resumo
Nesta unidade trabalhamos com a EaD de forma aplicada, ou seja, olhamos
onde ela acontece – AVAs.

Passamos por uma gama grande de opções de ambientes nos quais os


processos educativos podem ocorrer com apoio da Internet e das diversas
ferramentas contidas nos AVAs.
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Para finalizar nossos estudos dentro deste tema, gostaria de lembrá-lo(a) o


quanto o seu papel é importante para que a EaD seja efetivada com sucesso.
Sem o professor, mesmo que à distância, não haverá educação.

Você analisar essa questão e refletir acerca da mesma é a razão de ser da


Unidade 3. Pense nisso!

Ah, antes de terminar a unidade, fica uma sugestão: leia o artigo “Professor
derruba os 10 maiores mitos sobre a EaD” e veja os mitos e como são
quebrados. EaD é coisa muito séria!

O artigo está em: http://www.aedi.ufpa.br/index.php/noticias/141-professor-


derruba-os-10-maiores-mitos-sobre-a-ead-.html.

<Resumo – Fim>